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UNIVERSIDADE PAULISTA (UNIP) TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E COSMÉTICA A IMPORTÂNCIA DA ESTÉTICA NA SAÚDE MENTAL. ÁREA TEMÁTICA: EDUCAÇAO NOME DOS ACADÊMICOS E RA: ALDEANE DOS SANTOS OLIVEIRA RA: 2401290 ALICY SANTOS DA SILVA RA: 2427855 AMANDA COELHO PENAFORTH RA: 2410936 ANDREIA OLIVEIRA RA: 2446783 DAICIANYBARBOSA SIQUEIRA RA: 2446689 KECIANY PRAIA DA SILVA RA: 2401261 NICOLE MATOS DE ASSUNÇÂO RA: 2452001 POLIANA RAMOS DA SILVA RA: 2425493 VALDETE SOUZA DE AZEVEDO RA: 2433570 POLO – COARI 2024 INSTITUIÇÕES PARCEIRAS: UNIVERSIDADE PAULISTA- UNIP ESCOLA ESTADUAL NOSSA SENHORA DO PERPETUO SOCORRO. POLO – COARI 2024 RESUMO A aparência estética é cada vez mais relevante, influenciando a autoestima e o convívio social. A autoestima, moldada por relacionamentos ao longo da vida, impacta como as pessoas se veem. A pressão da mídia para atender a padrões de beleza, especialmente entre mulheres, leva muitas a buscar procedimentos estéticos para melhorar a autoimagem. Essa busca pode resultar em insatisfação e outros distúrbios psicológicos. Assim, as discussões sobre estética abrangem a promoção da autoaceitação, e profissionais de estética desempenham um papel importante no bem-estar emocional. Palavra-chave: Autoestima; Saúde Mental; Estética; Autocuidado. SUMÁRIO 1. INTRODUCÃO ...................................................................................................................04 2. SAUDE MENTAL E AUTOETIMA ..................................................................................06 2.1 A influência da estética na autoestima e qualidade de vida .............................06 2.2 O impacto da mídia social na busca por um padrão de beleza .......................07 2.3 Autocuidado e beleza contribuem para o equilíbrio da saúde mental ...........09 3. OS EFEITOS PSICOLÓGICOS DA BUSCA PELA ESTETICA IDEAL ................. 11 3.1 Impactos positivos da saúde mental na autoestima ...........................................12 3.2 Impactos negativos da insatisfação com a aparência ........................................13 4. PÚBLICO-ALVO ................................................................................................................16 5. OBJETIVOS .......................................................................................................................16 5.1 Objetivo geral .................................................................................................................16 5.2 Objetivos específicos...................................................................................................16 6. RECURSOS METODOLÓGICO .....................................................................................16 7. CRONOGRAMA ............................................................................................................. 17 8. RESULTADOS E DISCUSSÃO ......................................................................................17 9. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................17 REFERÊNCIAS .....................................................................................................................19 ANEXO ....................................................................................................................................22 4 1. INTRODUÇÃO A importância da aparência estética está cada vez mais presente e é relevante na vida das pessoas, podendo-se fazer uma relação direta entre a aparência e a autoestima, relação que, para alguns, é de grande importância, pois afeta o psicológico, o emocional e o convívio social. A autoestima pode ser definida como o modo do ser humano se auto aceitar. Ela é formada através de relacionamentos pessoais que se tem desde a infância até a fase adulta, e tem como definição a percepção que uma pessoa tem de si própria (GUENTER, 1997). A imagem vem se tornando a identidade das pessoas, tornando a beleza um fator de grande interesse, sendo as mulheres as mais afetadas pelo julgamento social para se encaixarem em padrões, levando algumas delas o desejo de se destacar (FERREIRA; LEMOS; DA SILVA, 2016). Atualmente para a sociedade é fundamental ter uma boa imagem. É imposto pela mídia um padrão de beleza, assim, fazendo com que pessoas se sintam fora deste padrão e tenham a necessidade de procurarem alguma forma de chegar até ele; optando por procedimentos estéticos, exercícios físicos, dietas, entre vários outros tratamentos e procedimentos (BARBOSA; WOLFF; GOMES, 2016). O conceito de imagem atribuída pela mídia também contribui e influência no modo com as pessoas se vêm e se sentem, dado o fato de a mídia ditar como padrão de beleza a juventude, magreza e pele clara o qual, somente uma pequena parcela da população mundial é capaz de possuir. Como resultado, observa-se que essa busca incansável do ser humano por um modelo ideal de beleza, tão estimulada e valorizada, tem feito com que um grande grupo de indivíduos que não atendem a este padrão de beleza se tornem pessoas insatisfeitas e deprimidas, descontentes com o próprio corpo, mantendo a autoestima sempre baixa. Os tratamentos estéticos são procurados principalmente por mulheres como uma ferramenta para melhora da autoimagem e para trazer autoaceitação. Esses procedimentos não trazem melhorias somente a aparência física, eles consequentemente beneficiam diversas áreas, como a forma de enxergar a si e ao próximo, nos relacionamentos sociais, familiares, no trabalho, assim como tornam o indivíduo mais confiante e capaz de vencer as inseguranças. 5 Desse modo, observa-se que as discussões acerca da estética abrangem um processo que inclui mais que cuidados com a beleza, estendendo-se às formas de promover a autoaceitação para que as pessoas possam superar dificuldades que podem causar frustração, tristeza e depressão. Logo, o profissional de estética tem habilidades que podem intervir positivamente, permitindo que o sujeito disponha de melhores condições, o que possibilita seu bem-estar global. (EDUARDO; FERREIRA, 2018). 6 2. SAÚDE MENTAL E AUTOESTIMA A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde não apenas como a ausência de doença, mas como a situação de perfeito bem-estar físico, mental e social. (SEGRE, 1997) Sabendo isso, podemos perceber que a estética pode exercer um papel importante na saúde do indivíduo, pois auxilia no bem-estar físico e na qualidade de vida. A autoestima é considerada importante indicador de saúde mental por intervir nas condições afetivas, sociais e psicológicas do indivíduo, ou seja, influência nas decisões da pessoa (SCHULTHEISZ; APRILE, 2013). Com o passar dos anos a palavra autoestima vem sendo entendida e considerada um grande e importante indicador da saúde mental. Diz muito sobre a forma que uma pessoa cria suas expectativas, suas metas, se valoriza e valoriza o próximo (ANDRADE; SOUZA; MINAYO, 2009). Ela afeta diretamente nossos pensamentos e atitudes e contribui para que o amor-próprio e o respeito por si mesmo aumentem. Quando diminuída, a autoestima está diretamente ligada a falta de amor- próprio, falta de autoconhecimento, exaustão, desânimo, sentimento de incapacidade, e demais sintomas que retratam indiferenças com os próprios princípios, aparência tanto física quanto mental, e que normalmente se apresenta como um estado de tristeza (FLORIANI, 2014). De acordo com os autores Borba e Thives (2011), as pessoas associam o bem- estar ea autoestima como uma condição adquirida através de procedimentos estéticos e cirúrgicos. Esses procedimentos evidentemente podem produzir aumento da autoestima, no entanto, deve-se estar alerta para os transtornos decorrentes dessa busca, pois colocam em risco a própria saúde física e mental do sujeito. Dada a importância que os procedimentos estéticos possuem na estabilidade emocional e psicossocial dos pacientes que realizam esses procedimentos é de grande relevância que se desenvolvam estudos demonstrando a eficácia dos mesmos na autoestima dos indivíduos (SCHULTHEISZ, 2015). 2.1 A influência da estética na autoestima e qualidade de vida. O termo estética pode ser utilizado em diferentes sentidos, nomeadamente. Num sentido mais amplo refere-se a tudo que embeleza a existência do homem. Na 7 filosofia, a estética designa uma dimensão da experiência e da ação humana que permite caracterizar algo como belo, agradável, sublime, grandioso, alegre, gracioso, poético ou então como feio, desagradável, inferior, desgracioso, trágico. Num contexto psicológico, refere-se às experiências e comportamentos emocionais que as coisas belas provocam na pessoa (WEITZ, 1956). É comum confundir a definição da autoestima com a definição da autoimagem, porém a principal diferença desses conceitos é que a autoestima é como o indivíduo vê a si mesmo, e a autoimagem é como os outros o vêm (EGITO, 2010). A autoestima diz respeito a maneira como o indivíduo elege suas metas, projeta suas expectativas, aceita a si mesmo, e valoriza o outro (ANDRADE; SOUZA; MINAYO, 2009). Está relacionada também a autoconfiança, pois a pessoa com boa autoestima torna-se mais confiante diante das decisões a serem tomadas. Na cultura da boa aparência que vivemos, a beleza adquire conotação de aceitação de não rejeição, onde não ser belo equivale a ser rejeitado. É um conjunto de valores atribuídos a uma pessoa pelos outros, através da análise das características, qualidades e defeitos que uma pessoa apresenta (PADILHA, 2002). Diversos estudos nas últimas décadas vêm apontando os efeitos positivos que os procedimentos estéticos podem proporcionar aos pacientes. É notada uma melhoria no autocuidado que reflete no bem-estar e na qualidade de vida dos indivíduos. Dentre o público que recorre à estes procedimentos, a maioria é feminina, sendo que as intervenções faciais são as mais solicitadas pelas mulheres (Ferreira, et al,2016, Scorza & Borges, 2008). Portanto, torna-se evidente a necessidade de um melhor esclarecimento sobre as possíveis consequências do excesso nessa busca por procedimentos estéticos, bem como o agir ético de cada profissional da estética para que não venha a causar prejuízos ao bem-estar e qualidade de vida das pessoas que realizam os procedimentos 2.2 O impacto da mídia social na busca por um padrão de beleza. Por muitos anos, a mídia tem se mostrado a principal e mais importante instrumento na disseminação dos padrões de beleza. Para Oliveira e Machado (2021), quer se trate de revistas de moda e anúncios impressionantes ou novas mídias, como redes sociais, esses veículos são necessários para promover a imaginação social de 8 uma imagem com corpos perfeitos aprimorados digitalmente que estão longe da realidade, fazendo com que as mulheres, das diferentes idades, se sintam cada vez mais pressionadas esteticamente, visto que, para fazerem parte da sociedade da beleza, devem seguir determinado padrão. A necessidade de corrigir os defeitos da aparência surge devido a um sentimento de inadequação aos modelos de beleza tidos como perfeitos. Dessa as cirurgias, procedimentos estéticos, dietas medicamentos e exercícios físicos surgem- na tentativa de minimizar desconforto, reduzir complexos e incômodos com a aparência (Floriani, et al., 2010). A sociedade de consumo tende a atribuir ao indivíduo o desejo pela plasticidade do seu corpo. Através da mídia, outdoors, desfiles, novelas, é passada a ideia de que as rugas, flacidez, queda de cabelo, e outros fatores estéticos que acompanham o envelhecimento, devem ser combatidos com manutenção enérgica, com os cosméticos e todos os recursos que a indústria da estética e embelezamento oferece (VILAÇA; GÓES, 1998, p.13). A mídia impõe um padrão de beleza, fazendo com que as pessoas vivam em uma intensa procura pela perfeição corporal, por meio de dietas, exercícios físicos, utilização de medicamentos, cirurgias e procedimentos estéticos (RUSSO, 2005). Vive-se no que aparenta ser a era do respeito e dos direitos humanos, mas não se percebe que jamais esses direitos foram tão violados nas sociedades populares. Fala- se de uma terrível ditadura que oprime e destrói a autoestima do ser humano: a ditadura da beleza (CURY, 2005). Cerca de 600 milhões de mulheres sentem-se reféns dessa ditadura. O padrão inatingível de beleza, comumente divulgado na TV, nas revistas, no cinema, nos desfiles e comerciais, vem invadindo o inconsciente coletivo das pessoas e alterando até mesmo a percepção de si mesmas. Essa cultura ao corpo perfeito trás malefícios à autoestima, e produz uma constante insatisfação com o espelho (CURY,2005). Branden (1995, apud ANDRADE; SOUZA; MINAYO, 2009) afirma que “o indivíduo vivencia uma mentira quando distorce sua própria realidade, mente quando mostra-se mais do que é na sua real experiência.” Já quando acontece o equilíbrio dessa experiência íntima o resultado é positivo, gerando um equilíbrio do eu interior com o mundo, a boa autoestima exige que o eu interior esteja de acordo com o eu manifesto no mundo (SILVA; SILVA, 2004). 9 No inconsciente das pessoas, é construído o padrão de um corpo perfeito, aceito pela sociedade, motivadas e influenciadas pelo poder da mídia que, perversamente influência sobre a autoestima e autoimagem sobre o corpo feminino, resultando no desencadeamento de sofrimento psicológico. Ocorre que o nível de informação que deveria ser usado para minimizar a distorção da autoimagem da mulher, na verdade, acaba disseminando percepções equivocadas de corpo. Desta forma, o que se nota é que a mídia, juntamente com o sistema, continua exercendo grande pressão sobre as mulheres em consequência da estruturação social que existe há anos em nossa sociedade (MURARI e DORNELES, 2018). Antigamente, as distâncias sociais eram maiores e nem todas as pessoas tinham acesso direto as influências da mídia. Hoje em dia, a realidade é diferente, pois existe uma maior acessibilidade às informações, um bombardeio de novidades estéticas a todo o momento com valores acessíveis a todas as classes sociais. Tudo isso para conquistar um público mais exigente e informado que anseia por novidades, por consumos, e por expandir suas práticas de maturidade (VIGARELLO, 2006). Os padrões de beleza impostos pela mídia exercem uma influência sobre a autoestima, bem como pode aumentar a procura por procedimentos estéticos, invasivos e não invasivos mesmo quando as pessoas se encontram com padrão estético normal. Cabe ressaltar que não estamos levantando a bandeira contra os procedimentos estéticos, mas sim, a busca desenfreada por estes. Portanto as mídias sociais desempenham um papel significativo na influência da percepção da beleza e na busca por procedimentos estéticos. As plataformas de mídia social, oferecem uma infinidade de imagens e vídeos de corpos e rostos perfeitos, criando um padrão irreal de beleza que muitas mulheres tentam seguir. As mulheres frequentemente se comparam com outras nas redes sociais, o que pode levar a sentimentos de inadequação e baixa autoestima. 2.3 Autocuidado e beleza contribuem para o equilíbrio da saúde mental Estudos desenvolvidos por Aguiar (2020) na área da estética enfatizam a importância de incentivar o autocuidado em pacientes que apresentam problemas psicológicos ou que possuem algum tipo de problemafísico. Tal ação faz com que uma pessoa que sofre com comorbidade, como a obesidade, compreenda a importância de adquirir novos hábitos que auxiliam na perda de peso e na recuperação 10 da saúde e bem-estar, o que inclui também a adoção de tratamentos estéticos que podem ser necessários, revelando que a estética abrange os cuidados de saúde. A sociedade impõe um corpo padrão cotidianamente, pois é nele e por ele que as pessoas sentem, desejam, agem e criam. Viver nesse sentido de expor a aparência física faz com que se assumam funções e poderes que dão acesso ao mundo, abrem a presença corporal um do outro (VILAÇA; GÓES, 1998, p.23). A construção de uma referência própria de beleza individual na identidade estética depende mais da autoestima do que da beleza física. Tal percepção independe dos “padrões” de beleza. Essa referência interna permitirá um filtro de realidade que fará com que a pessoa se submeta a mensagens e apelos estéticos externos à própria avaliação crítica levando-a a refletir se “é bom para ela” e se tem a ver com ela ou não. Destaca-se a importância de uma autoestima fortalecida para ir contra esses padrões estéticos, buscando elevar a importância de se aceitar como é; e que existem outras formas de se adquirir bem-estar, tais como o amor-próprio, o equilíbrio emocional e as realizações; não somente os meios estéticos ou padrões corporais socialmente ditados (BORBA; THIVES, 2011). 11 3. OS EFEITOS PSICOLÓGICOS DA BUSCA PELA ESTÉTICA IDEAL. Os tratamentos estéticos são aliados sobretudo da autoestima feminina, porém estes procedimentos influenciam também na autoestima e na saúde mental uma vez que a saúde mental dos indivíduos está atrelada também à suas ações em relação também ao seu corpo. A autoestima é vista como um sentimento – seja positivo ou negativo - que as pessoas sentem para si. Enquanto esse sentimento é positivo, diz-se que tal pessoa possui uma autoestima elevada, isto é, ela se valoriza, age com confiança em seus atos e juízos. Esse sentimento é necessário para desfrutar de uma vida de maneira plena em todos os campos: profissional, pessoal, sentimental, familiar (santos et al., 2019; Rodrigues, et al, 2016) De acordo com Schultheisz; Aprile (2013) a autoestima é considerada importante indicador de saúde mental, por interferir nas diversas condições do sujeito como: as afetivas, sociais e psicológicas. Ela se evidencia no nível e satisfação com as situações vividas. Essa interferência é de grande relevância, já que o sujeito necessita estar bem consigo para que possa vivenciar sua vida e suas condições de maneira favorável, dentro daquilo que é apropriado a si. Logo, a saúde mental está completamente exposta e completamente em risco, uma vez que refletirá na autoestima, e na autopercepção corporal, dessa forma o indivíduo poderá procurar aperfeiçoar a sua imagem corporal através de diversos procedimentos estéticos, buscando resolver e suprir o seu problema psicológico (Emiliano & Urbano, 2013). A capacidade de tornar a estética como um recurso essencial, acarreta pontos positivos e negativos. O corpo dessa forma engrandece em suas possibilidades infinitas, exaltando a vida e ao mesmo tempo limita sua essência, chamando seu decesso. A ditadura do padrão estético é como o suporte da autoestima o que torna um infortúnio no inconsciente, trazendo o adoecimento emocional (CURY, 2005). Portanto, a pressão estética é consequente de uma autoimagem negativa que, segundo Martins e Ferreira (2020), pode levar não apenas a uma percepção negativa de sua aparência física, mas também afeta diretamente a percepção de seus valores pessoais. Essa percepção distorcida pode levar à depressão, ansiedade e distúrbios alimentares, dentre os quais, pode-se citar a anorexia e bulimia. Neste contexto, torna- 12 se relevante sinalizar que, conforme esses autores, a família é parte do ambiente, pois o sujeito é um ser individual também influenciado por pressões estéticas que, muitas vezes, propagam crenças e comportamentos nocivos porque foram ensinados a fazê- lo e, assim, podem afetar negativamente sua prole. 3. 1 Impactos positivos da saúde mental na autoestima Pessoas com autoestima elevadas apresentam maior confiança e segurança em si mesmo. Isso os ajuda a desenvolver suas habilidades pessoais de maneira mais assertiva, o que permite constituir metas e objetivos realistas, enfrentando os desafios e estabelecendo seus próprios limites. Além disso, aqueles que possuem autoestima elevada desfrutam de melhores relações sociais, pois tendem a ser mais empático e autênticos. São indivíduos mais otimistas, autônomos e que desenvolvem melhores capacidades de adaptação. Com isso, é possível afirmar que estas pessoas tendem a apresentar melhor saúde física e mental (Filgueiras, 2018; santos et al, 2019. Quando os indivíduos mantêm uma rotina de autocuidado, observa-se a busca por hábitos saudáveis, melhora no estilo de vida, adoção de medidas de promoção da saúde e prevenção de doenças. Essa prática traz benefícios para a saúde física, mental e emocional e, consequentemente, melhora a produtividade, os relacionamentos interpessoais e a autoestima. A autoestima pode influenciar na vida do indivíduo desde o princípio, sendo essencial para nossos relacionamentos com a sociedade, amigos, familiares e em locais de trabalho, ou seja, ela tende a influenciar tudo ao redor do ser e nesse processo ajuda na prevenção de doenças e até no risco de morte (PEREIRA, et al. 2018). Em relação a estes fatores, Vargas, Dantas, Gois (2005), dizem que os sujeitos que possuem uma boa autoestima têm uma capacidade maior de influenciar os seus comportamentos e que por conta disso, conseguiria um melhor desempenho em manter as mudanças necessárias para o enfrentamento das situações que exigiria dele uma resposta para o não adoecimento. Com relação à autoestima alta, Andrade, Sousa, (2010) evidenciaram que as pessoas que têm uma autoestima elevada também sofrem e sentem ansiedade, a diferença é que elas não paralisam diante dos problemas. Isso quer dizer que uma pessoa com a autoestima alta mantém uma imagem constante de suas capacidades, 13 pois a forma com a qual ela se percebe, ecoa em suas reações e pensamentos, e com isso ela tem grandes possibilidades de sucesso, tornando as sim um forte indicador de proteção para o indivíduo. A respeito dessa proteção, Pereira, et al. (2018) nos mostram que a autoestima além de ser um forte indicador de saúde mental, também age como fator de proteção para transtornos psicológicos como a depressão e para o risco de suicídio, isso mostra que a autoestima pode influenciar na ação e reação diante de problemas que surjam, potencializando os recursos para lidar de forma mais positiva com os eventos, e minimizando os riscos com os eventos estressores. A diversidade de estudos sobre procedimentos estéticos e seus resultados positivos justificam sua importância na melhora de aspectos psicológicos e emocionais dos pacientes, entre os quais podemos encontrar uma maior estima por si mesmo, um aumento nas relações sociais e interpessoais, e uma melhoria na qualidade de vida. (PEREIRA; BITENCOURT, 2018) 3.2 Impactos negativos da insatisfação com a aparência A autoestima é um importante indicador de saúde mental, negativamente pode acarretar sintomas depressivos, percepção de incapacidade, ansiedade, transtornos mentais, agressão e comportamento antissocial (PINHEIRO et al, 2020). Segundo Kehl (2009) o aumento de casos de distúrbios depressivos, nas últimas décadas do século XX, pode estar relacionado com a padronização estética. A mudança da aparência, do seu físico sem se importar com o caminho a percorrer apenas com o resultado esperado. Devido a não se enquadrar no padrão socialmenteimposto a mulher tem uma percepção de si mesma de forma negativa com sentimentos de inferioridade, fracasso e incapacidade. Sendo assim devido a essas sensações ela procura utilizar todos os recursos possíveis que contribuam para a reformulação de sua imagem, melhorando sua aparência. (SOUZA, et al. 2013). Segundo Tavares (2003, p.45) a baixa autoestima tem relação com a imagem corporal, bem como, com relação a atração física e expectativas culturais com o corpo, relacionando os comportamentos com a insatisfação, levando a ter efeitos devastadores na saúde psicológica e física do indivíduo. É valido o conhecimento de que o padrão de beleza vai além de ter uma vida saudável ou dieta balanceada, a questão fundamental a ser abordada é sobre o real 14 prejuízo que essas exigências têm causado nas mulheres, as consequências são de depressão, alterações no humor, ansiedade e os distúrbios alimentares. São criadas expectativas e metas absurdas que não estão de acordo com sua estrutura corporal e acabam resultando em transtornos. É importante entendermos que esse padrão está longe de ser o ideal, devido as relações de diversidades (ROCHA, 2018). Autoestima corresponde a buscar o melhor, o quer bem para si próprio e quando não alcançado desperta os sentimentos mais negativos, como desânimo incapacidade, inferioridade que reflete em quadros psicológicos de ansiedade, depressão (EGITO,2010). Diante desses transtornos, destaca se a anorexia. Trata-se de um distúrbio de imagem onde o indivíduo observa-se diferente do padrão e acima de seu peso normal. Isso causa uma distorção de sua imagem real, fazendo com que ele não se alimente ou consuma calorias mínimas, abusando de dietas e a prática de exercícios físicos. (VIANNA, 2005). A bulimia também é um distúrbio frequente, na qual ocorrem episódios compulsivos de alimentação, que geram frustração e arrependimento. Logo após essa alta ingestão calórica, ocorre a indução do vômito ou consumo produtos laxativos e termogênicos, a fim de perder todas as calorias ingeridas em seus episódios compulsivos. E por fim o transtorno dismórfico corporal, vigorexia. A pessoa se enxerga mais atrófica do que realmente é, o que leva ao treinamento excessivo e uso de suplementos alimentares, ocasionando lesões musculares e desidratação (CASTRO & CATIB, 2014). O transtorno dismórfico corporal (TDC) é um transtorno psiquiátrico incluído dentro da categoria dos transtornos obsessiva-compulsivos, caracterizado pela preocupação exageradas do indivíduo com a aparência. Nesse sentido, o TDC caracteriza-se, sobretudo, pela preocupação excessiva com um ou mais defeitos ou falhas na aparência física que não são observáveis por terceiros ou apenas observáveis de forma leve. Esta distorção na percepção gera pensamentos intrusivos e comportamentais repetitivos, difíceis de controlar, que podem ocupar de 3 a 8 horas por dia, provocando sofrimento intenso e acarretando prejuízo em diversas áreas da vida. É importante, entretanto, que o profissional saiba diferenciar TDC de anorexia e bulimia. Enquanto nesses transtornos a preocupação é com o tamanho ou forma do 15 corpo como um todo, no TDC se refere a uma ou mais partes do corpo como: nariz, boca, queixo, seios, cabeça, cabelo, pernas, quadris, entre outras. A depressão é compreendida, segundo a Organização Mundial de Saúde (2000), como um grave problema de saúde pública, afetando mais de 264 milhões de pessoas no mundo. Dentre os afetados pela patologia estão também os adolescentes, que vem desenvolvendo essa condição de forma crescente e significativa em todo o mundo. Apesar de momentos depressivos ocorrerem naturalmente nessa fase da vida, por conta das transformações nos aspectos biopsicossociais que nela ocorrem devido a puberdade, entre 10 e 20% dos adolescentes podem enfrentar problemas de saúde mental (WHO, 2000). A ansiedade é um sentimento desagradável de medo e apreensão caracterizado por tensão e desconfortos por antecipação do perigo ou por algo estranho e desconhecido (Castilho et al., 2000). Quando as reações passam a ser extremas, seja em intensidade ou em frequência, a ansiedade deixa de ser considerada um fenômeno natural e benéfico e passa a se tornar patológico (Martins; Cunha, 2021). Ressalta-se a importância do despertar do olhar dos diversos profissionais, tanto da área da estética, quanto da educação (em todos os segmentos: em escolas ou academias) da necessidade em perceber indícios de distúrbios relacionados à imagem corporal; bem como estar preparados para trabalhar em conjunto com os profissionais da saúde – como psicólogos, psiquiatras e nutricionistas – buscando minimizar os danos dessa procura desesperada em adquirir um padrão de beleza irreal (FERREIRA; CASTRO; GOMES, 2005). 16 4. PÚBLICO-ALVO. Os principais receptores foram os adolescentes, das series 8º e 9º ano, com faixa etária entre 14 e 16 anos. O projeto alcançou no mínimo 42 alunos como público- alvo de ações presencias. A parceria com os docentes da referida escola permitiu ampliar exponencialmente o alcance da proposta dos nove (09) acadêmicos do curso de estética e cosmética. 5. OBJETIVOS: 5.1 Objetivo geral. ➢ Conscientizar os jovens sobre a relevância da estética nas ações preventivas e educativas, promovendo o bem-estar consigo mesmo e com os outros e assim trazendo o conhecimento sobre a importância da atuação da estética na saúde mental. 5.2 Objetivos específicos. ➢ Orientar os alunos sobre os impactos da mídia social nas percepções de beleza. ➢ Informar o papel da estética na prevenção de transtornos mentais. ➢ Orientar a busca por um profissional capacitado em casos de distúrbios psicológicos. 6. RECURSO METODOLÓGICO. Foi realizado um estudo de casos afim de discutir sobre os principais temas onde a estética pode contribuir para a área da educação, levando em consideração tópicos importantes, abordando o conhecimento sobre a relação da saúde mental na estética, com isso promover diálogos sobre como a aparência pode impactar o bem- estar psicológico. Para a realização do projeto foi definida uma faixa etária específica, pois o objetivo específico foi alcançar o máximo de adolescentes, a fim de ajudar os 17 indivíduos. As orientações foram em forma de apresentação oral, para a facilitação de interpretação em ambiente escolar, e assim promovendo o conhecimento e a conscientização da saúde mental para os discentes. 7. CRONOGRAMA DATAS IMPORTANTES 8. RESULTADOS E DISCUSSÃO. Com a realização deste projeto, foi possível identificar em muitos alunos, que a falta de autoestima tem causado um grande impacto em suas vidas. Na parte prática do projeto foi alcançado o total de 40 alunos, e com a participação destes estudantes, foi realizado uma atividade estética como forma de terapia para elevar o humor e combater sentimentos de tristeza e desmotivação, encorajando os alunos a abraçarem suas características únicas e a se expressarem de maneira autêntica, sem se sentirem pressionadas a atender aos padrões convencionais. Diante deste impasse, o tema abordado propôs orientar com o objetivo de promover uma compreensão crítica sobre os padrões de beleza impostos pela sociedade, incentivando a aceitação da diversidade estética. 9. CONSIDERAÇÕES FINAIS. Ao longo deste projeto, ficou evidente que a estética desempenha um papel fundamental na saúde mental. A maneira como nos apresentamos e como percebemos os ambientes ao nosso redor pode afetar diretamente nossa autoestima e saúde mental. Data Atividades 08 de Outubro Apresentação oral com o objetivo de transmitir conhecimento, e orientação sobre a saúde mental 08 de Outubro Apresentação do projeto na Escola EstadualNossa Senhora do Perpetuo Socorro. 18 O conhecimento do bem-estar e da saúde mental é de suma importância para que todos possam cuidar de si mesmos e apoiar uns ao outros, e com isso melhorar a qualidade de vida de todos ao seu redor. Além disso, é vital que os jovens reconheçam o poder da estética em suas vidas diárias e busquem criar ambientes que inspirem bem-estar e criatividade. Ao valorizar a beleza em todas as suas formas, podemos cultivar uma geração mais feliz e confiante. Portanto, é imprescindível que os jovens tenham mais consciência sobre si próprio com isso informar e mobilizar os adolescentes para cuidar da saúde mental e emocional ajudando a diminuir a ansiedade relacionada a aparência em situações sociais, promovendo um sentimento de conforto a aceitação. 19 REFERÊNCIAS AGUIAR, V. D. C. 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