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SISTEMA DE ENSINO
DIREITO 
PROCESSUAL PENAL
Jurisdição e Competência
Livro Eletrônico
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Jurisdição e Competência
DIREITO PROCESSUAL PENAL
Douglas Vargas
Sumário
Jurisdição e Competência .............................................................................................................. 4
Introdução ........................................................................................................................................ 4
1. Jurisdição ...................................................................................................................................... 4
1.1. Características da Jurisdição ................................................................................................. 6
1.2. Tipificação do Fato ................................................................................................................... 7
1.3. Princípios Específicos da Jurisdição Criminal .................................................................... 9
2. Prorrogação e Competência .................................................................................................... 11
2.1. Prorrogação de Competência ............................................................................................... 11
2.2. Competência Absoluta e suas Características.................................................................12
2.3. Competência Relativa ............................................................................................................13
3. Espécies de Competência ....................................................................................................... 14
3.1. Competência em Razão da Matéria .................................................................................... 14
3.2. Competências Territoriais ...................................................................................................24
3.3. Prevenção ................................................................................................................................ 25
3.4. Jurisprudência e Atualizações Legislativas sobre Competência Territorial ............. 27
4. Alteração da Competência ...................................................................................................... 30
4.1. Continência ...............................................................................................................................31
4.2. Conexão ....................................................................................................................................31
4.3. Prevalência do Foro .............................................................................................................. 32
4.4. Casos de Separação Obrigatória........................................................................................34
4.5. Casos de Separação Facultativa ........................................................................................ 35
5. Perpetuação da Jurisdição ...................................................................................................... 36
6. Avocação de Processos ........................................................................................................... 37
7. Prevenção ................................................................................................................................... 37
8. Foro por Prerrogativa de Função .......................................................................................... 37
9. Da Incompetência no Processo Penal ..................................................................................38
10. Recomendações Práticas ...................................................................................................... 41
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Jurisdição e Competência
DIREITO PROCESSUAL PENAL
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Resumo ............................................................................................................................................42
Questões de Concurso .................................................................................................................48
Gabarito ............................................................................................................................................61
Gabarito Comentado .................................................................................................................... 62
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Jurisdição e Competência
DIREITO PROCESSUAL PENAL
Douglas Vargas
JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA
Introdução
Olá, querido(a) aluno(a)!
O termo jurisdição é sem dúvidas um dos mais utilizados no cotidiano pelos meios de 
comunicação. Nos jornais, revistas e em diversos noticiários, é comum ouvir que um determi-
nado caso estava sob a jurisdição de um órgão ou de outro.
Em seriados e filmes, acontece a mesma coisa: “Você está fora da sua jurisdição”, dizem os 
personagens. O mais engraçado é que, muitas vezes, essa utilização do termo jurisdição acaba 
sendo realizada de forma incorreta.
Na aula de hoje, você vai entender com propriedade o que realmente significa exercer juris-
dição, qual a diferença entre a definição de jurisdição e de competência, e porque os roteiros 
de filmes e seriados deveriam ser escritos sob a supervisão de um consultor jurídico...
Vamos apresentar os conceitos, diferenciar esses institutos e aprofundar em cada um de 
seus elementos, de modo que você vai ficar muito bem preparado(a) quando se deparar com 
qualquer tipo de questão sobre o assunto.
Ao final, como de praxe, faremos uma lista de diversos exercícios, fomentando nossa prá-
tica da melhor e mais abrangente forma possível (alguns assuntos são mais escassos em 
questões).
Espero que tenha um estudo proveitoso.
Prof. Douglas
1. JurIsdIção
O termo jurisdição nasce do latim juris (direito) e dicere (dizer), e é a nomenclatura utilizada 
para definir o poder do Estado de aplicar o direito ao caso concreto, ou seja, de dizer... o direito!
Antes de prosseguir em nossa narrativa sobre jurisdição, no entanto, vamos falar sobre 
uma curiosidade que pode nos ajudar a entender o assunto: os brocardos jurídicos.
Obs.: � Brocardos jurídicos são pensamentos sintetizados em uma única sentença, expres-
sando uma conclusão reconhecida como verdade.
Os brocardos jurídicos em maior parte são escritos em latim, e tratam dos mais diversos 
temas. E quanto à jurisdição, existem dois que são de especial relevância:
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"Da mihi factum, dabo tibi ius"
Dai-me os fatos, que te darei o 
direito.
"Iura novit curia"
O Tribunal conhece o direito.
Os brocardos acima estão diretamente ligados ao conceito de jurisdição, materializado no 
poder do Estado de aplicar o direito a um determinado caso.
Eles nos levam, no entanto, à seguinte pergunta:
Se jurisdição é o poder do Estado de aplicar o direito a um caso concreto, afinal de contas, 
o que é a competência?
A competência, que muitos chamam erroneamente de jurisdição, não trata do poder do 
Estado de aplicar o direito, e sim de uma norma para definição de QUEM poderá aplicar a juris-
dição em uma determinadacivil e criminal.
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Resultará em atentado a preceito constitucional; 
Protege direito público;
Pode ser arguida a qualquer momento, enquanto não houver o trânsito em julgado da 
decisão;
Obs: Em caso de sentença condenatória ou absolutória imprópria, poderá ser arguida após 
o trânsito em julgado, por meio de revisão criminal ou habeas corpus, sempre em favor do 
condenado. 
O prejuízo é presumido. Dessa forma, o processo deve ser anulado ab initio. É imodificável,
ou seja, a conexão e a continência não podem alterar uma regra de competência absoluta.
Obs: A doutrina ressalta que diversamente do que se dá no processo civil, no processo
penal o juiz pode declarar de ofício tanto a incompetência absoluta quanto a relativa,
enquanto não esgotada sua jurisdição pela prolação da sentença.
Doutrina: Resulta em anulação dos atos decisórios e também dos atos probatórios.
Obs:Os Tribunais superiores entendem que os atos probatórios não devem ser anulados no 
caso de reconhecimento de incompetência, sendo possível que até mesmo os atos 
decisórios sejam ratificados perante o juízo competente quando não se tratar de sentença 
de mérito. 
Já a incompetência relativa, por sua vez, pode produzir uma nulidade relativa. Característi-
cas da incompetência relativa:
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Resultará em atentado às regras infraconstitucionais; 
Atende ao interesse preponderante das partes (particular); 
Obs: A doutrina ressalta que sempre haverá, em certa medida, algum interesse público.
Deve ser arguida em tempo oportuno (no momento da resposta à acusação 
– CPP, art. 396-A), sob pena de preclusão; enquanto o magistrado exercer a 
jurisdição;
--> De acordo com a doutrina, resulta em anulação dos atos decisórios. Os 
probatóprios podem ser ratificados;
Obs: Os Tribunais superiores entendem que os atos probatórios não devem ser anulados no 
caso de reconhecimento de incompetência, sendo possível que até mesmo os atos 
decisórios sejam ratificados perante o juízo competente. 
--> Pode ser declarada de ofício pelo juiz até o início da instrução processual:
CPP, art. 109. Se em qualquer fase do processo o juiz reconhecer motivo que o torne 
incompetente, declará-lo-á nos autos, haja ou não alegação da parte, prosseguindo-se na 
forma do artigo anterior.
--> O prejuízo deve ser comprovado;
Nesse sentido, é importante destacarmos que a súmula n. 33 do STJ: “a incompetência 
relativa não pode ser declarada de ofício” não se aplica ao processo penal. Contudo, em alguns 
julgados isolados, o STJ vem reconhecendo que a incompetência relativa não pode ser decla-
rada de ofício pelo juiz nem mesmo no processo penal.
Os atos praticados por juízo incompetente são atos nulos e não inexistentes, uma vez que 
foram proferidos por juiz regularmente investido de jurisdição. O STF entende que vício de 
incompetência de juízo gera uma nulidade que embora não possua o alcance das decisões 
válidas, pode produzir efeitos.
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10. reComendações prátICas
Se você seguir na leitura do CPP (dos artigos 88 até o 91), irá se deparar em regras de apli-
cação da lei processual no espaço.
Gostaria de observar que tais normas raramente são objeto de prova, salvo a literalidade 
dos artigos (e mesmo assim não é comum essa abordagem).
Isso ocorre pois, em relação a aplicação da lei no espaço (tanto penal quanto processual) 
o examinador historicamente prefere cobrar as previsões do Código Penal (Art. 6º, Territoriali-
dade e Extraterritorialidade).
Por este motivo, recomenda-se que você faça a leitura dos artigos 88, 89, 90 e 91 para co-
nhecer o texto de lei, mas que foque seus estudos na aplicação da lei penal no espaço se este 
for um dos tópicos do seu conteúdo programático.
Dito isso, a última dica de hoje é a seguinte: combine o estudo de conceitos, jurisprudência 
e doutrina presentes nessa aula com a leitura da lei seca. Acredite, essa combinação faz toda 
a diferença na hora da prova, pois te prepara para todo tipo de questão que o examinador pode 
vir a elaborar.
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RESUMO
Brocardos Jurídicos
• Brocardos Jurídicos são pensamentos sintetizados em uma única sentença, expressan-
do uma conclusão reconhecida como verdade!
• Da mihi factum, dabo tibi ius: Dai-me os fatos, que te darei o direito. Diretamente ligado 
ao conceito de jurisdição.
Conceitos
• Jurisdição é o poder do Estado de aplicar o direito a um caso concreto.
• Competência é a medida da jurisdição.
• Todo juiz tem jurisdição. Nem todo juiz tem competência.
Características da Jurisdição
• Inércia: em regra, um Juiz não atua de ofício – deve ser PROVOCADO para tal. Ou seja: a 
prestação jurisdicional deve ser solicitada ao Estado.
• Existência de lide: deve existir um conflito de interesses (uma lide) para que possa ocor-
rer a prestação jurisdicional.
• Substitutividade: a vontade do Estado substituirá à vontade das partes, para a resolução 
do conflito.
• Imutabilidade: a sentença conclui o exercício da jurisdição, o que, via de regra, tem ca-
ráter definitivo.
• Atuação do direito: é o objetivo da prestação jurisdicional, que se realiza na aplicação do 
direito ao caso concreto.
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Jurisdição e Competência
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Princípios específicos da jurisdição
Indelegabilidade
A jurisdição não pode ser delegada. 
Deve ser exercida pelo juiz, e não há que 
se falar em delegação. Veremos, no 
entanto, que em alguns casos 
específicos, apenas a competência pode 
ser delegada;
Inafastabilidade
• O judiciário deverá apreciar lesões ou 
ameaças a direito, o que não poderá ser 
afastado sequer por lei. Este princípio 
também está previsto na Constituição 
Federal (Art. 5º, XXXV);
Improrrogabilidade
• Princípio que segundo Nucci, veda às 
partes que “escondam” do 
conhecimento do juízo determinadas 
causas criminais (mesmo que queiram 
fazê-lo);
Devido Processo Legal
Princípio constitucional que determina 
que ninguém será privado de sua 
liberdade ou de seus bens sem o devido 
processo legal;
Indeclinabilidade
• Como já explicamos anteriormente, o 
juiz não pode dizer “não julgo”, ou seja, 
declinar de julgar casos que lhe sejam 
apresentados;
Juiz Natural
• Também previsto da CF, este princípio 
veda a existência de tribunais de 
exceção (posto que ninguém será 
processado ou sentenciado senão pela 
autoridade competente);
Investidura
• A jurisdição deve ser exercida por um 
Juiz, magistrado devidamente investido 
na função de julgador;
Irrecusabilidade ou Inevitabilidade
• Outro princípio sobre o qual já 
discorremos indiretamente. A jurisdição 
é imposta (não depende da vontade das 
partes);
Unidade
• A jurisdição é una – e pertence ao poder 
Judiciário. Suadiferenciação ocorre na 
esfera de competência, aplicações e 
especializações.
Prorrogação de Competência
• A competência processual, via de regra, é improrrogável, ou seja, deve ser exercida ex-
clusivamente pelo juízo competente.
Competência absoluta
• Competência absoluta não admite prorrogação!
• Existem três casos:
− Competência Funcional:
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Po
r f
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do
 p
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ce
ss
o • Em alguns casos, a
competência de um
mesmo processo acaba
sendo dividida entre
dois juízes. É o que
ocorre, por exemplo,
nos casos da execução
da pena. Um juiz cuida
do processo durante o
julgamento e sentencia
o acusado. Quando o
processo finalmente
entra em fase de
execução, a
competência passa a
ser do Juiz da Execução
– ou seja, a
competência muda de
acordo com a fase do
processo. Essa
competência é
absoluta, e não
respeita-la gera a
nulidade absoluta dos
atos praticados.
Po
r o
bj
et
o 
do
 J
uí
zo
• Em outros casos temos
uma divisão de
atribuições dentro de
um mesmo processo,
mas não em relação à
fase em que o processo
se encontra, e sim às
tarefas que devem ser
executadas por cada
um. O exemplo clássico
aqui é o do tribunal do
júri. O juiz-presidente
tem algumas tarefas no
curso do processo,
enquanto o júri tem
outras. Essa
competência também
deve ser respeitada
com caráter absoluto.
Po
r G
ra
u 
de
 J
ur
is
di
çã
o • Aqui temos uma
garantia de respeito ao
duplo grau de
jurisdição, que também
deve ser respeitada
para não gerar nulidade
absoluta.
• Competência por prerrogativa de função;
• Competência em razão da matéria.
Competência Relativa
A competência territorial é o único caso de competência relativa prevista no direito proces-
sual penal.
Espécie de Competências
Em razão da matéria:
• Tribunal do Júri;
• Justiça Militar;
• Justiça Eleitoral;
• Justiça Federal.
Competências Territoriais
• A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, 
ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução.
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• Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou 
mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção.
Prevenção
• No Direito Processual Penal, a prevenção é uma prefixação de competência, concedida 
ao juiz que primeiro tomar conhecimento da infração penal e praticar um ato ou tomar 
uma medida no processo ou inquérito.
Distribuição
• Sorteio utilizado para sanar um conflito de competência quando existem dois juízes 
igualmente competentes.
Continência
• A competência será determinada pela continência quando:
− duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração;
− no caso de infração cometida nas condições previstas nos arts. 51, § 1º, 53, segunda 
parte, e 54 do Código Penal.
Conexão
• A conexão pode ser:
Conexão Intersubjetiva por Concurso
• É a prevista no art. 76, inciso I.
• Ocorre quando estamos diante de duas ou mais infrações, 
praticadas por duas ou mais pessoas.
Conexão Intersubjetiva por Reciprocidade
• Também prevista no art. 76, inciso I.
• Ocorre quando estamos diante de duas ou mais infrações, 
praticadas por várias pessoas umas contra as outras.
Conexão Objetiva ou Finalista
• Prevista no art. 76, inciso II
• A conexão entre as infrações penais se dá através da existência 
de um objetivo – seja ele o de facilitar ou ocultar outras 
infrações penais, ou para garantir a vantagem ou a impunidade
de qualquer delas.
Conexão Probatória, Processual ou Instrumental
• Prevista no art. 76, inciso III.
• Ocorre quando estamos diante de uma conexão gerada por uma 
prova, relevante o suficiente para influir na prova de outra 
infração penal.
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Prevalência de Foro
Art. 78, I
• Competência do Júri prevalece sobre outras competências;
• Unica exceção é a de concurso entre crimes de competência do 
júri e de competência da justiça militar ou eleitoral (nesse caso, 
os feitos devem permanecer separados);
Art. 78, II
• Mesma categoria significa juízes aptos a julgar mesmos tipos 
de causas (como por exempo, dois juízes de primeiro grau).
• Nesse caso, segue-se uma lista de prioridades, na seguinte 
ordem: foro do local da infração mais grave, foro onde foi 
cometido o maior nº de crimes, e caso permaneça o conflito, 
prevenção.
Art. 78, III
• O inciso III é o mais simples e conhecido, pois trata do conflito 
entre jurisdições superiores e inferiores. Ocorre nos casos de 
foro por prerrogativa de função. Imagine crimes conexos 
praticados por um indivíduo com foro no STJ e outro com foro 
comum: Os feitos serão unidos e prevalecerá a competência do 
STJ para julgar o caso.
Art. 78, IV
• Quando houver conflito entre a jurisdição especial (como a 
eleitoral, por exemplo) e a jurisdição comum, prevalecerá a 
especial.
• Logo, em concurso entre crimes eleitorais e crimes comuns, a 
Justiça Eleitoral deverá julgar todos os delitos.
Casos de Separação Obrigatória
• Justiça comum e de menores.
• Superveniência de Enfermidade Mental.
• Fuga de um dos réus.
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Separação Facultativa
Separação Facultativa (CPP – Art. 80)
Infrações penais praticadas em tempo ou lugares 
diferentes.
Número excessivo de réus ou acusados.
Outro motivo relevante.
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QUESTÕES DE CONCURSO
001. (FCC/TJ-GO/JUIZ SUBSTITUTO/2021) No tocante à competência no processo penal, o 
Código de Processo Penal estabelece:
a) Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando incerta a juris-
dição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições, a 
competência firmar-se-á pelo domicílio ou residência do réu.
b) Na determinação da competência por conexão ou continência, no concurso de jurisdições 
de mesma categoria, preponderará sempre a competência por prevenção.
c) Nos casos de exclusiva ação de iniciativa privada, o querelante poderá preferir o foro de seu 
domicílio ou residência, ainda quando conhecido o lugar da infração.
d) Em caso de estelionato praticado mediante depósito, a competência será definida pelo local 
de domicílio da vítima e, em caso de pluralidade de vítimas, a competência firmar-se-á pela 
prevenção.
e) A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no 
caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o primeiro ato de execução.
002. (NC-UFPR/PC-PR/DELEGADO DE POLÍCIA/2021) Versa a Súmula 704do STF que não 
viola as garantias do juiz natural, da ampla defesa e do devido processo legal a atração do 
processo do corréu ao foro por prerrogativa de função de um dos denunciados. Nesse contex-
to, quando duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração, a competência será 
determinada pelo(a):
a) distinção.
b) prevenção.
c) domicílio da vítima.
d) conjugação de autores.
e) continência.
003. (NC-UFPR/PC-PR/INVESTIGADOR DE POLÍCIA – PAPILOSCOPISTA/2021) J.D. está 
sendo indiciado pela prática de um crime na modalidade tentada. Foi apurado que, em 22/04/21, 
J.D. tinha iniciado os atos de execução na Comarca de Rio Negro (PR), tendo posteriormente, 
em 23/04/21, externado todo o seu potencial lesivo contra a vítima na Comarca de Mafra (SC), 
não conseguindo seu intento por circunstâncias alheias à sua vontade. J.D. foi preso por conta 
de uma denúncia anônima na Comarca de São Mateus do Sul (PR).
Com base nos fatos narrados, a comarca onde J.D. deve ser indiciado é:
a) Rio Negro, pois foi o lugar onde teve início o ato criminoso.
b) São Mateus do Sul, local da prisão do acusado.
c) o local de domicílio ou residência do réu.
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d) o mesmo local da autoridade policial que primeiro tomar conhecimento do fato, tendo em 
vista que o crime não se consumou.
e) Mafra, pois foi o lugar em que foi praticado o último ato de execução.
004. (CEBRASPE/MPE-AP/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/2021) Acerca da com-
petência derivada da prerrogativa de função, assinale a opção correta.
a) Cessada a função pública que originou o privilégio, o processo já iniciado permanecerá em 
tramitação no foro especial.
b) A competência do tribunal do júri prevalece sobre a competência estabelecida exclusiva-
mente por Constituição estadual.
c) Tratando-se de crime federal praticado por prefeito, prepondera a competência do tribunal 
de justiça estadual.
d) O procurador de justiça estadual que praticar crime comum será julgado criminalmente pelo 
Superior Tribunal de Justiça.
e) Caso promotor de justiça estadual cometa crime federal em estado da Federação diverso 
daquele em que ele oficia, a competência para o respectivo processo e julgamento será do 
tribunal regional federal.
005. (CEBRASPE/POLÍCIA FEDERAL/DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL/2021) Conside-
rando a posição dos tribunais superiores em relação à competência criminal, julgue o item 
subsequente.
Compete à justiça federal processar e julgar o crime de disponibilizar ou adquirir material por-
nográfico que envolva criança ou adolescente praticado por meio de troca de informações pri-
vadas, como, por exemplo, conversas via aplicativos de mensagens ou chat nas redes sociais.
006. (GUALIMP/PREFEITURA DE CONCEIÇÃO DE MACABU-RJ/PROCURADOR/2020) O 
Código de Processo Penal dispõe que a competência será, de regra, determinada pelo lugar em 
que se consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último 
ato de execução. De acordo com o referido diploma legal, quando incerto o limite territorial en-
tre duas ou mais jurisdições, ou quando incerta a jurisdição por ter sido a infração consumada 
ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á:
a) Pela prevenção.
b) Pelo domicílio.
c) Pela contratação.
d)Pela petição inicial.
007. (FCC/AL-AP/ADVOGADO LEGISLATIVO – PROCURADOR/2020)7 De acordo com o orde-
namento jurídico e o posicionamento dos tribunais superiores acerca da competência em ma-
téria penal,
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a) a existência de conexão entre crime de contrabando, de competência da Justiça Federal, e 
contravenção penal acarreta a reunião de julgamentos das infrações penais perante o mesmo 
Juízo Federal.
b) os crimes dolosos contra a vida praticados contra funcionário público federal, no exercício 
de suas funções, serão julgados pelo tribunal do júri no âmbito da Justiça Federal.
c) compete à Justiça Militar processar e julgar civil denunciado pelos crimes de falsificação e 
de uso de documento falso, quando se tratar de falsificação da Caderneta de Inscrição e Re-
gistro (CIR) ou de Carteira de Habilitação de Amador (CHA), quando expedidas pela Marinha 
do Brasil.
d) a competência especial por prerrogativa de função se estende ao crime cometido após a 
cessação definitiva do exercício funcional.
e) compete à Justiça Estadual processar e julgar crime de falso testemunho cometido no pro-
cesso trabalhista.
008. (TJ-PR/TJ-PR/COMARCA DE TIBAJI – JUIZ LEIGO/2019) Acerca da competência pelo 
lugar da infração, prevista no Decreto-Lei 3.689/1941 (Código de Processo Penal), julgue os 
itens a seguir:
I – A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, 
no caso de tentativa, pelo lugar em que for dado início ao primeiro ato de execução.
II – Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou 
mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção.
III – Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar fora dele, a com-
petência será determinada pelo lugar em que tiver sido praticado, no exterior, o último ato 
de execução.
IV – Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando incerta a ju-
risdição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições, 
a competência firmar-se-á pela prevenção.
Estão CORRETAS as seguintes alternativas:
a) I, II e III, apenas.
b) I, III e IV, apenas.
c) II e IV, apenas.
d) II, III e IV, apenas.
009. (MPE-GO/MPE-GO/PROMOTOR DE JUSTIÇA – REAPLICAÇÃO/2019) A respeito da 
competência, de acordo com as Súmulas dos Tribunais Superiores, é incorreto afirmar:
a) Tendo o condutor do veículo apresentado ao Policial Rodoviário Federal a carteira nacional 
de habilitação falsificada, a competência para o processo e julgamento do caso penal é da 
Justiça Estadual do local onde o crime foi cometido.
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b) A competência do Tribunal de Justiça para julgar prefeitos restringe-se aos crimes de com-
petência da Justiça comum estadual; nos demais casos, a competência originária caber· ao 
respectivo tribunal de segundo grau.
c) É relativa a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção.
d) A competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de 
função estabelecido exclusivamente pela Constituição Estadual.
010. (FCC/TJ-MA/ANALISTA JUDICIÁRIO – DIREITO/2019) Sobre a competência no proces-
so penal é correto afirmar:
a) Será determinada, de regra, pelo domicílio ou residência do réu.
b) É vedado ao Tribunal do Júri o julgamento de crimes patrimoniais.
c) Será determinada pela conexão quando a prova de uma infração influir na prova de outra.
d) No concurso entre a jurisdição comum e a militar, prevalece a última para o processamento 
conjunto e unitário.
e) É determinada pela continência quando houver mais de um juiz igualmente competente 
para o caso.
011. (INSTITUTO AOCP/ITEP-RN/PERITO MÉDICO LEGISTA – MÉDICO/2018) Assinale a 
alternativa correta acerca da competência constitucionalde Justiças.
a) Compete à justiça federal processar e julgar crime praticado contra empresas públicas e 
sociedades de economia mista da União.
b) Compete à justiça estadual processar e julgar todos os crimes ambientais, indistintamente.
c) Em qualquer caso, compete à justiça federal processar e julgar crimes em que indígena 
figure como autor ou vítima.
d) Compete à justiça estadual processar e julgar crime de estelionato praticado com cédula de 
dinheiro grosseiramente falsificada.
e) Compete à Justiça Federal processar e julgar crime de falsificação de Cédula de identidade 
Civil emitida pela Secretaria Estadual de Segurança Pública.
012. (FUNDATEC/IGP-RS/TÉCNICO EM PERÍCIAS/2017) Segundo disposto no Código de 
Processo Penal, o que determina a competência jurisdicional é, EXCETO a:
a) Natureza da infração.
b) Litispendência.
c) Distribuição.
d) Conexão ou continência.
e) Prerrogativa de função.
013. (IBADE/PC-AC/ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL/2017) A competência será determinada 
pela conexão:
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a) quando duas ou mais pessoas foram acusarias pela mesma infração.
b) nos casos de infração cometida em erro de execução ou resultado diverso do pretendido.
c) se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por vá-
rias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar, 
ou por várias pessoas, umas contra as outras.
d) nos casos de concurso formal.
e) nos casos de crime continuado
014. (CESPE/TJ-PR/JUIZ SUBSTITUTO/2017) Acerca da divisão do exercício da jurisdição 
entre os diversos órgãos jurisdicionais, assinale a opção correta.
a) A competência será determinada pela conexão, quando duas ou mais pessoas forem acu-
sadas pela mesma infração.
b) Caso desclassifique infração que tenha dado causa à conexão, o juiz continuará compe-
tente para julgar os delitos remanescentes e os corréus, haja vista a regra da perpetuatio ju-
risdictionis.
c) Nos crimes praticados fora do território brasileiro, será competente o juízo da capital da Re-
pública, independentemente de o acusado ter residido ou não no Brasil.
d) Os domicílios do réu e da vítima são critérios de determinação da competência jurisdicional.
015. (TRF – 2ª REGIÃO/TRF – 2ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO/2017) Analise as 
assertivas sobre a competência penal e, depois, marque a opção correta:
I – A conexão entre crimes da competência da Justiça Federal e da Estadual não enseja a reu-
nião dos feitos;
II – São requisitos para o deferimento do incidente de deslocamento de competência para a 
Justiça Federal a grave violação de direitos humanos, a necessidade de assegurar o cumpri-
mento, pelo Brasil, de obrigações decorrentes de tratados internacionais e a incapacidade de 
o estado membro, por suas instituições e autoridades, levar a cabo, em toda a sua extensão, a 
persecução penal.
III – Se cometidos durante o horário de expediente, compete à Justiça Federal julgar os delitos 
praticados por funcionário público federal.
a) Apenas a assertiva I está correta.
b) Apenas a assertiva II está correta.
c) Apenas a assertiva III está correta
d) Todas as assertivas estão corretas.
e) Apenas as assertivas II e III estão corretas.
016. (FCC/TRE-SP/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA/2017) Xisto, policial militar 
rodoviário no exercício da função, resolve em um único dia de trabalho praticar três crimes de 
corrupção passiva, utilizando para tanto o mesmo modus operandi, solicitando dinheiro de 
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condutores de veículos para não fazer a autuação administrativa pelo excesso de velocidade. 
O primeiro crime é praticado às 09h na cidade de Guarulhos. O segundo é praticado às 12h na 
cidade de Mogi das Cruzes. E o terceiro é praticado às 14h na cidade de Jacareí, onde Xisto é 
preso em flagrante por policiais civis, prisão esta analisada e mantida pelo Magistrado com-
petente daquela comarca. Xisto é denunciado pelo Ministério Público da comarca de Jacareí 
pelos três crimes de corrupção passiva. Sobre o caso hipotético apresentado e à luz do Código 
de Processo Penal, a competência da comarca de Jacareí foi determinada
a) por conexão.
b) por continência.
c) por prevenção.
d) pela prerrogativa de função.
e) pelo lugar da infração.
017. (FCC/DPE-BA/DEFENSOR PÚBLICO/2016) De acordo com norma expressa do Código 
de Processo Penal, são fatores que determinam a competência jurisdicional:
a) O local da residência da vítima e a natureza da infração.
b) A prevenção e o local da prisão.
c) A prerrogativa de função e o domicílio ou residência do réu.
d) O local da investigação e a conexão ou continência.
e) O local da prisão e o local da infração.
018. (CESPE/PC-PE/ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL/2016) No que se refere ao lugar da infra-
ção, a competência será determinada
a) pelo domicílio do réu, no caso de infração permanente praticada no território de duas ou 
mais jurisdições conhecidas.
b) pela prevenção, no caso de infração continuada praticada em território de duas ou mais 
jurisdições conhecidas.
c) de regra, pelo local onde tiver sido iniciada a execução da infração, ainda que a consumação 
tenha ocorrido em outro local.
d) pelo local onde tiver começado o iter criminis, no caso de tentativa.
e) pelo lugar em que tiver sido iniciada a execução no Brasil, se a infração se consumar fora do 
território nacional.
019. (FGV/PREFEITURA DE CUIABÁ-MT/TÉCNICO DE NÍVEL SUPERIOR/2015) Bacharel em 
Direito Gabriel, preso em flagrante em Rondônia, residente da cidade do Cuiabá, foi denuncia-
do, perante o juízo competente, pela prática de diversos delitos em conexão probatória, sendo 
que todos os fatos ocorreram no mesmo dia e no Estado de Mato Grosso. Foi a ele imputada a 
prática de 03 (três) delitos de furto (pena: 01 a 04 anos de reclusão e multa), que aconteceram 
na cidade de Alta Floresta, 01 (um) crime de roubo (pena: 04 a 10 anos de reclusão e multa), 
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ocorrido em Sinop, e 01 (um) crime de resistência (pena: 02 meses a 02 anos de detenção), 
praticado em São Félix do Araguaia.
Considerando tais informações, é correto afirmar que Gabriel foi denunciado perante o juízo 
criminal da seguinte cidade:
a) Rondônia.
b) Cuiabá.
c) Alta Floresta.
d) Sinop.
e) São Félix do Araguaia.
020. (FCC/TRE-AP/ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA/2015) Tacito comete um crime 
de roubo com emprego de arma de fogo na comarca de Macapá, subtraindo um veículo e per-
tences da vítima. Consumado o roubo, que tem pena cominada de 04 a 10 anos de reclusão, 
Tacito é preso em flagrante na comarca de Mazagão, quando entregava toda a res furtiva para 
seus amigos José e Manoel, que também são presos em flagrante, estes últimos por crime de 
receptação (pena de 01 a 04 anos de reclusão). A competência para processamento e julga-
mento da ação penal contra Tacito, José e Manoel determinar-se-á pela
a) continência e será da comarca de Mazagão, onde ocorreu a prisão em flagrante dos três 
indivíduos.
b) conexão e será da comarca de Macapá, onde ocorreu o crime cuja pena mais grave 
é cominada.
c) prevenção e poderá ser tantoda comarca de Macapá quanto da comarca de Mazagão.
d) continência e será da comarca de Macapá, onde ocorreu o crime cuja pena mais grave 
é cominada.
e) conexão e será da comarca de Mazagão, onde ocorreu a prisão em flagrante dos três 
indivíduos.
021. (FCC/TRE-SE/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA/2015) Bráulio, Rodolfo, Ri-
cardo e Benício, todos residentes na cidade de Barra dos Coqueiros − SE, planejam o sequestro 
de um empresário de uma grande empresa da cidade de Aracaju. No dia 13 de Janeiro de 2015 
o plano é executado e o empresário é arrebatado quando saía do seu local de trabalho e levado 
para o cativeiro na cidade de Maruim − SE, onde permaneceu por sete dias até o pagamento do 
resgate e libertação, esta última em uma rua deserta na cidade de Barra dos Coqueiros. Inicia-
da investigação criminosa, os quatro criminosos acabam presos. Instaurada a ação penal, pelo 
referido crime permanente de extorsão mediante sequestro, a competência para processar e 
julgar a ação penal será
a) da comarca de Barra dos Coqueiros, onde foi praticado o último ato executório.
b) das comarcas de Aracaju, Barra dos Coqueiros e Maruim e firmar-se-á pela prevenção.
c) da comarca de Aracaju, onde o crime foi praticado.
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d) da comarca de Maruim, onde a maior parte do crime foi executada.
e) firmada pela continência entre as comarcas de Aracaju e Maruim.
022. (VUNESP/TJ-MS/JUIZ SUBSTITUTO/2015) De acordo com o artigo 80, do Código de 
Processo Penal, nos processos conexos, será facultativa a separação quando
a) as infrações tiverem sido praticadas em circunstâncias de tempo ou lugar diferentes, ou, 
quando pelo excessivo número de acusados e para não lhes prolongar a prisão provisória, ou 
por outro motivo relevante, o juiz reputar conveniente a separação.
b) venha o juiz ou tribunal a proferir sentença absolutória ou que desclassifique a infração para 
outra que não se inclua na sua competência.
c) houver corréu em local incerto ou não sabido ou foragido que não possa ser julgado à reve-
lia, ainda que representado por defensor constituído e regularmente citado.
d) concorrerem jurisdição comum e do juízo falimentar.
e) em relação a algum corréu, por superveniência de doença mental, nos termos do artigo 152 
do Código de Processo Penal, ainda que indispensável a suspensão do processo para instau-
ração de incidente de insanidade mental.
023. (VUNESP/PC-CE/DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL DE 1ª CLASSE/2015)23 A competência 
para a ação penal, caso
a) desconhecido o domicílio do ofendido, será estabelecida pelo local da infração.
b) desconhecido o local da infração, será estabelecida pela residência ou domicílio do réu.
c) desconhecido o domicílio do réu, será estabelecida pela prevenção.
d) se trate de ação privada, ficará a cargo do querelante, que pode escolher entre o local da 
infração e o da sua própria residência.
e) se trate de crime tentado, será fixada no lugar onde deveria ter se consumado a infração.
024. (VUNESP/MPE-SP/ANALISTA DE PROMOTORIA/2015) Para delimitação de competên-
cia, entende-se por foro supletivo ou foro subsidiário, previsto no artigo 72, caput, do Código 
de Processo Penal,
a) o do juízo prevento, na infração continuada ou permanente, praticada em território de duas 
ou mais jurisdições.
b) o do lugar da infração à qual cominada pena mais grave.
c) o de domicílio ou residência do réu, porque desconhecido o lugar da infração penal.
d) o da residência da vítima, porque desconhecidos o paradeiro do réu, o local da consumação 
do delito e, na tentativa, o lugar em que praticado o último ato de execução.
e) o do juízo da distribuição, porque desconhecidos o paradeiro do réu, o local da consumação 
do delito e, na tentativa, o lugar em que praticado o último ato de execução.
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025. (VUNESP/TJ-PA/ANALISTA JUDICIÁRIO – DIREITO/2014) Determina o caput do art. 70 
do CPP que nos crimes consumados, como regra, a competência para julgamento será deter-
minada pelo lugar em que se consumar a infração. No caso de tentativa,
a) pelo domicílio do ofendido.
b) pelo domicílio do acusado.
c) pela prevenção.
d) pelo lugar onde deveria ter se consumado a infração.
e) pelo lugar em que for praticado o último ato de execução.
026. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ/2013) Tratando-se de infração continuada ou permanente, prati-
cada em território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pelo(a)
a) prevenção.
b) lugar da infração.
c) conexão ou continência.
d) distribuição.
027. (VUNESP/CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS-SP/ADVOGADO/2013) Em relação 
às regras de competência previstas no Código de Processo Penal, é correto afirmar que
a) a competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração prati-
cada em território nacional, ou no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o primeiro 
ato de execução.
b) quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando incerta a juris-
dição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições, a 
competência firmar-se-á pelo domi cílio ou residência do réu.
c) nos casos de exclusiva ação privada, o querelante pode rá eleger o foro de domicílio ou da 
residência do réu, somente se desconhecido o lugar da infração
d) a competência será determinada pela conexão quan do duas ou mais pessoas forem acusa-
das pela mesma infração.
e) tratando-se de infração continuada ou permanente, pra ticada em território de duas ou mais 
jurisdições, a com petência firmar-se-á pela prevenção.
028. (FCC/TRT – 15ª REGIÃO/TÉCNICO JUDICIÁRIO – SEGURANÇA/2013) Quando duas 
ou mais pessoas forem acusadas pela prática da mesma infração penal e quando a prova de 
uma infração penal ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de ou-
tra infração penal, justifica-se a fusão dos processos pela
a) continência e conexão, respectivamente.
b) conexão e continência, respectivamente.
c) continência.
d) conexão intersubjetiva.
e) conexão instrumental.
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029. (FCC/TJ-PE/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS – PROVIMENTO/2013)29 
O Código de Processo Penal brasileiro, ao tratar da competência jurisdicional por conexão ou 
continência, determina a observância da seguinte regra:
a) no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição comum, prevalece-
rá esta última.
b) no concurso de jurisdições da mesma categoria, preponderará a do lugar da infração à qual 
for cominada a pena mais grave, exceto no caso de crimes conexos de competência federal e 
estadual, em que a competência será sempre da Justiça Federal.
c) no concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá aquela.
d) a conexão e continência importam unidade de processo e julgamento, sem exceção.
e) é obrigatória a separação dos processos quando as infrações tiverem sido praticadas em 
circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes.
030. (FCC/DPE-AM/DEFENSOR PÚBLICO/2013) Em relação à competência em processo pe-
nal, é correto afirmar que
a) será determinada pela continência quando a provade uma infração ou de qualquer de suas 
circunstâncias elementares influir na prova de outra infração.
b) é absoluta a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção.
c) será facultativa a separação dos processos quando as infrações tiverem sido praticadas em 
circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes, ou, quando pelo excessivo número de acusa-
dos e para não lhes prolongar a prisão provisória, ou por outro motivo relevante, o juiz reputar 
conveniente a separação.
d) nos casos de ação penal de iniciativa pública, não sendo conhecido o lugar da infração, a 
competência regular-se-á pelo domicílio ou residência do ofendido.
e) na determinação da competência por conexão ou continência, no concurso entre a jurisdi-
ção especial e a comum, prevalecerá esta, em regra.
031. (FCC/MPE-PE/ANALISTA MINISTERIAL – ÁREA JURÍDICA/2012) A doutrina denomina 
conexão instrumental a que ocorre quando
a) uma infração tiver sido praticada para facilitar ou ocultar outra.
b) duas ou mais infrações forem praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas.
c) a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova 
de outra infração.
d) duas ou mais infrações forem praticadas por várias pessoas em concurso, embora diverso 
o tempo e o lugar.
e) uma infração tiver sido praticada para conseguir impunidade ou vantagem de outra.
032. (FCC/TRF – 2ª REGIÃO/TÉCNICO JUDICIÁRIO – SEGURANÇA E TRANSPORTE/2012) 
Tício resolveu matar seu desafeto Cícero. Deu início à execução do homicídio em São José dos 
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Campos/SP, onde efetuou disparos de arma de fogo contra o veículo em que este se encontra-
va. Cícero conseguiu fugir e, perseguido, foi novamente alvejado por Tício em São Sebastião/
SP, Caraguatatuba/SP, Ubatuba/SP e Angra dos Reis/RJ, local em que, face à aproximação de 
viaturas policiais, não conseguiu dar prosseguimento à empreitada criminosa. Nesse caso, a 
competência para processar e julgar o ilícito penal cometido por Tício será o Juízo de Direito 
da Comarca de
a) São José dos Campos/SP.
b) Ubatuba/SP.
c) Caraguatatuba/SP.
d) São Sebastião/SP.
e) Angra dos Reis/RJ.
033. (FGV/PC-MA/DELEGADO DE POLÍCIA/2012) Com relação ao instituto da competência, 
analise as afirmativas a seguir.
I – Na continência, existe pluralidade de agentes e unidade de crime. Já a conexão pode ser 
identificada em situações de pluralidade de crimes e unidade ou pluralidade de agentes.
II – A conexão intersubjetiva por reciprocidade é aquela em que duas ou mais infrações são 
praticadas ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas.
III – A conexão intersubjetiva concursal ocorre quando duas ou mais infrações forem come-
tidas por várias pessoas em concurso, ainda que não estejam na mesma situação de tem-
po e lugar.
Assinale:
a) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
b) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
c) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
d) se somente a afirmativa I estiver correta.
e) se somente a afirmativa II estiver correta.
034. (FCC/TJ-RJ/ANALISTA JUDICIÁRIO – COMISSÁRIO DA INFÂNCIA E DA JUVENTU-
DE/2012) Em relação à competência, é correto afirmar que
a) será, de regra, determinada pelo domicílio ou residência do réu.
b) não sendo conhecido o domicílio ou residência do réu, a competência será do lugar 
da infração.
c) será determinada pela conexão no caso de infrações cometidas em concurso forma
d) no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição comum, prevalece-
rá a competência do outro órgão da jurisdição comum.
e) a conexão e a continência importarão unidade de processo e julgamento, salvo no concurso 
entre a jurisdição comum e a do juízo da infância e da juventude.
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035. (FCC/TJ-AP/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/2011) Tratando-se 
de infração permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a competência
a) será determinada pelo local em que foi praticado o último ato de execução antes da prisão 
do agente.
b) será determinada pelo local em que tiver sido praticado o maior número de atos de execução.
c) será determinada pelo local em que ocorreu a consumação.
d) firmar-se-á pela prevenção.
e) será determinada pelo local do domicílio ou residência da vítima.
036. (FCC/NOSSA CAIXA DESENVOLVIMENTO/ADVOGADO/2011) A competência será de-
terminada pela continência quando
a) a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova 
de outra infração.
b) duas ou mais infrações houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as outras, 
ou para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas.
c) duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração.
d) duas ou mais infrações houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas, 
umas contra as outras.
e) duas ou mais infrações houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas 
reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar.
037. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ/2009) No caso de roubo praticado na cidade de São Paulo contra 
agência bancária da Caixa Econômica Federal, em que tenha havido a subtração de dinheiro do 
caixa, a competência para a ação penal é da
a) Justiça Federal.
b) Justiça Estadual.
c) Justiça Federal ou da Justiça Estadual, observada a regra da prevenção.
d) Justiça Federal ou da Justiça Estadual, conforme o inquérito tenha sido conduzido pela Po-
lícia Federal ou pela Polícia Estadual.
038. (VUNESP/DPE-MS/DEFENSOR PÚBLICO/2008) A perpetuatio jurisdictionis é aplicável
a) aos casos de conexão ou continência.
b) somente nos casos de conexão.
c) somente aos processos do Tribunal do Júri.
d) aos casos de competência funcional.
039. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ/2009) Em única denúncia, em aparente conexão, foi imputada a 
José a prática de três furtos ocorridos em Campinas e de um roubo ocorrido em Americana, 
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este em maio e aqueles em abril do corrente ano. Nessa hipótese, a competência para decidir 
sobre o eventual recebimento da denúncia e instauração da respectiva ação penal é
a) do Juízo da Comarca de Campinas.
b) do Juízo da Comarca de Americana.
c) determinada pela prevenção.
d) do Juízo a quem a denúncia for endereçada.
040. (FCC/DPE-PA/DEFENSOR PÚBLICO/2009)40 Na determinação da competência por cone-
xão ou continência, no concurso de jurisdições da mesma categoria, será observada a se-
guinte regra:
a) preponderará a do lugar da infração, à qual for cominada a pena mais grave.
b) no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição comum, prevalece-
rá a competência do júri.
c) no concurso entre a justiça militar e a comum prevalecerá a da justiça castrense.
d) prevalecerá a do lugar em que houver ocorrido o maior número de infrações.
e) firmar-se-á a competência pela prevenção, em qualquer caso.
041. (FCC/DPE-MA/DEFENSOR PÚBLICO/2009) A competência fixada pela circunstância de 
duas ou mais pessoas serem acusadas pela mesma infração é determinada
a) pela prevenção.
b)por conexão.
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GABARITO
1. d
2. e
3. e
4. b
5. E
6. a
7. b
8. c
9. a
10. c
11. d
12. b
13. c
14. b
15. b
16. c
17. c
18. b
19. d
20. b
21. b
22. a
23. b
24. c
25. e
26. a
27. e
28. a
29. b
30. c
31. c
32. e
33. b
34. e
35. d
36. c
37. a
38. a
39. b
40. a
41. d
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GABARITO COMENTADO
001. (FCC/TJ-GO/JUIZ SUBSTITUTO/2021) No tocante à competência no processo penal, o 
Código de Processo Penal estabelece:
a) Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando incerta a juris-
dição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições, a 
competência firmar-se-á pelo domicílio ou residência do réu.
b) Na determinação da competência por conexão ou continência, no concurso de jurisdições 
de mesma categoria, preponderará sempre a competência por prevenção.
c) Nos casos de exclusiva ação de iniciativa privada, o querelante poderá preferir o foro de seu 
domicílio ou residência, ainda quando conhecido o lugar da infração.
d) Em caso de estelionato praticado mediante depósito, a competência será definida pelo local 
de domicílio da vítima e, em caso de pluralidade de vítimas, a competência firmar-se-á pela 
prevenção.
e) A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no 
caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o primeiro ato de execução.
Vejamos caso a caso:
a) Errada. No caso apresentado, a competência firmar-se-á pela prevenção (CPP – Art. 70, § 3º).
b) Errada. Nesse caso, haverá uma ordem: (1) preponderará a do lugar da infração, à qual for 
cominada a pena mais grave; (2) prevalecerá a do lugar em que houver ocorrido o maior núme-
ro de infrações, se as respectivas penas forem de igual gravidade e (3) firmar-se-á a competên-
cia pela prevenção, nos outros casos (CPP – Art. 78, II).
c) Errada. Ele poderá preferir o foro de domicílio ou da residência do réu e não o seu (CPP 
– Art. 73).
d) Certa. Conforme destacamos em nossa aula, o novo § 4º do art. 70 do CPP, incluído pela Lei 
n. 14.155 de 2021, alterou esse entendimento. Tome nota.
e) Errada. De acordo com o art. 70 do CPP, no caso de tentativa, a competência será firmada 
pelo lugar em que for praticado o último ato de execução.
Letra d.
002. (NC-UFPR/PC-PR/DELEGADO DE POLÍCIA/2021) Versa a Súmula 704 do STF que não 
viola as garantias do juiz natural, da ampla defesa e do devido processo legal a atração do 
processo do corréu ao foro por prerrogativa de função de um dos denunciados. Nesse contex-
to, quando duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração, a competência será 
determinada pelo(a):
a) distinção.
b) prevenção.
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c) domicílio da vítima.
d) conjugação de autores.
e) continência.
Trata-se da literalidade do art. 77 do CPP:
A competência será determinada pela continência quando:
I – duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração.
Letra e.
003. (NC-UFPR/PC-PR/INVESTIGADOR DE POLÍCIA – PAPILOSCOPISTA/2021) J.D. está 
sendo indiciado pela prática de um crime na modalidade tentada. Foi apurado que, em 22/04/21, 
J.D. tinha iniciado os atos de execução na Comarca de Rio Negro (PR), tendo posteriormente, 
em 23/04/21, externado todo o seu potencial lesivo contra a vítima na Comarca de Mafra (SC), 
não conseguindo seu intento por circunstâncias alheias à sua vontade. J.D. foi preso por conta 
de uma denúncia anônima na Comarca de São Mateus do Sul (PR).
Com base nos fatos narrados, a comarca onde J.D. deve ser indiciado é:
a) Rio Negro, pois foi o lugar onde teve início o ato criminoso.
b) São Mateus do Sul, local da prisão do acusado.
c) o local de domicílio ou residência do réu.
d) o mesmo local da autoridade policial que primeiro tomar conhecimento do fato, tendo em 
vista que o crime não se consumou.
e) Mafra, pois foi o lugar em que foi praticado o último ato de execução.
Na situação hipotética apresentada, devemos aplicar a regra do art. 70 do CPP: A competência 
será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no caso de tentativa, 
pelo lugar em que for praticado o último ato de execução.
Portanto, o último ato de execução foi praticado na Comarca de Mafra (SC), local responsável 
pelo indiciamento de J.D.
Letra e.
004. (CEBRASPE/MPE-AP/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/2021) Acerca da com-
petência derivada da prerrogativa de função, assinale a opção correta.
a) Cessada a função pública que originou o privilégio, o processo já iniciado permanecerá em 
tramitação no foro especial.
b) A competência do tribunal do júri prevalece sobre a competência estabelecida exclusiva-
mente por Constituição estadual.
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c) Tratando-se de crime federal praticado por prefeito, prepondera a competência do tribunal 
de justiça estadual.
d) O procurador de justiça estadual que praticar crime comum será julgado criminalmente pelo 
Superior Tribunal de Justiça.
e) Caso promotor de justiça estadual cometa crime federal em estado da Federação diverso 
daquele em que ele oficia, a competência para o respectivo processo e julgamento será do 
tribunal regional federal.
Vejamos caso a caso:
a) Errada. Cessada a função pública, o processo não tramitará mais no foro especial e deverá 
seguir para a instância ordinária em face do princípio da contemporaneidade e pertinência te-
mática. Esse é o entendimento dos tribunais superiores.
b) Certa. Trata-se da Súmula Vinculante n. 45 do STF:
A competência constitucional do tribunal do júri prevalece sobre o foro por prerrogativa 
de função estabelecido exclusivamente pela Constituição Estadual.
c) Errada. A assertiva aborda a Súmula n. 702 do STF:
A competência do Tribunal de Justiça para julgar prefeitos restringe-se aos crimes de 
competência da Justiça comum estadual; nos demais casos, a competência originária 
caberá ao respectivo tribunal de segundo grau.
d) Errada. O entendimento doutrinário é de serão julgados pelo Tribunal de Justiça ao qual 
estão vinculados.
e) Errada. Entra na mesma seara da assertiva anterior. Nas palavras de Renato Brasileiro:
Membros do Ministério Público Estadual (Promotores de Justiça e Procuradores de Justiça) e Juí-
zes estaduais (aí incluídos os membros dos Tribunais de Justiça Militar em São Paulo, Minas Gerais 
e Rio Grande do Sul, bem como os Juízes de Direito do Juízo Militar) são julgados pelo Tribunal de 
Justiça ao qual estão vinculados, independentemente da natureza da infração penal (crime federal, 
militar, doloso contra a vida, ou até mesmo contravenções penais), ou o local de sua prática, ressal-
vados apenas os crimes eleitorais, quando o julgamento caberá ao Tribunal Regional Eleitoral.
Letra b.005. (CEBRASPE/POLÍCIA FEDERAL/DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL/2021) Conside-
rando a posição dos tribunais superiores em relação à competência criminal, julgue o item 
subsequente.
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Compete à justiça federal processar e julgar o crime de disponibilizar ou adquirir material por-
nográfico que envolva criança ou adolescente praticado por meio de troca de informações pri-
vadas, como, por exemplo, conversas via aplicativos de mensagens ou chat nas redes sociais.
Na situação apresentada, não houve transnacionalidade da conduta. Nesse sentido, o STF:
Compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes consistentes em disponibilizar ou 
adquirir material pornográfico acessível transnacionalmente envolvendo criança ou ado-
lescente, quando praticados por meio da rede mundial de computadores.
STF. Plenário. RE 628624 ED, Rel. Edson Fachin, julgado em 18/08/2020 (Info 990). Fonte: 
Dizer o direito.
Errado.
006. (GUALIMP/PREFEITURA DE CONCEIÇÃO DE MACABU-RJ/PROCURADOR/2020) O 
Código de Processo Penal dispõe que a competência será, de regra, determinada pelo lugar em 
que se consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último 
ato de execução. De acordo com o referido diploma legal, quando incerto o limite territorial en-
tre duas ou mais jurisdições, ou quando incerta a jurisdição por ter sido a infração consumada 
ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á:
a) Pela prevenção.
b) Pelo domicílio.
c) Pela contratação.
d)Pela petição inicial.
Trata-se da literalidade do art. 70, § 3º, do CPP:
Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando incerta a jurisdição por 
ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições, a competência 
firmar-se-á pela prevenção.
Letra a.
007. (FCC/AL-AP/ADVOGADO LEGISLATIVO – PROCURADOR/2020)7 De acordo com o orde-
namento jurídico e o posicionamento dos tribunais superiores acerca da competência em ma-
téria penal,
a) a existência de conexão entre crime de contrabando, de competência da Justiça Federal, e 
contravenção penal acarreta a reunião de julgamentos das infrações penais perante o mesmo 
Juízo Federal.
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b) os crimes dolosos contra a vida praticados contra funcionário público federal, no exercício 
de suas funções, serão julgados pelo tribunal do júri no âmbito da Justiça Federal.
c) compete à Justiça Militar processar e julgar civil denunciado pelos crimes de falsificação e 
de uso de documento falso, quando se tratar de falsificação da Caderneta de Inscrição e Re-
gistro (CIR) ou de Carteira de Habilitação de Amador (CHA), quando expedidas pela Marinha 
do Brasil.
d) a competência especial por prerrogativa de função se estende ao crime cometido após a 
cessação definitiva do exercício funcional.
e) compete à Justiça Estadual processar e julgar crime de falso testemunho cometido no pro-
cesso trabalhista.
Vejamos caso a caso:
a) Errada. Conforme estudamos, a contravenção penal não será julgada pela justiça federal em 
qualquer situação.
b) Certa. Trata-se da Súmula n. 147 do STJ:
Compete a justiça federal processar e julgar os crimes praticados contra funcionário 
público federal, quando relacionados com o exercício da função.
c) Errada. Trata-se da Súmula Vinculante n. 36 do STF:
Compete à Justiça Federal comum processar e julgar civil denunciado pelos crimes de 
falsificação e de uso de documento falso quando se tratar de falsificação da Caderneta 
de Inscrição e Registro (CIR) ou de Carteira de Habilitação de Amador (CHA), ainda que 
expedidas pela Marinha do Brasil.
d) Errada. Trata-se da Súmula n. 451 do STF:
Competência especial sobre prerrogativa de função não se estende a crime cometido 
após cessação definitiva do exercício funcional.
e) Errada. Trata-se da Súmula n. 165 do STJ:
Compete à Justiça Federal processar e julgar crime de falso testemunho cometido no processo 
trabalhista.
Letra b.
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008. (TJ-PR/TJ-PR/COMARCA DE TIBAJI – JUIZ LEIGO/2019) Acerca da competência pelo 
lugar da infração, prevista no Decreto-Lei 3.689/1941 (Código de Processo Penal), julgue os 
itens a seguir:
I – A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, 
no caso de tentativa, pelo lugar em que for dado início ao primeiro ato de execução.
II – Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou 
mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção.
III – Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar fora dele, a com-
petência será determinada pelo lugar em que tiver sido praticado, no exterior, o último ato 
de execução.
IV – Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando incerta a ju-
risdição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições, 
a competência firmar-se-á pela prevenção.
Estão CORRETAS as seguintes alternativas:
a) I, II e III, apenas.
b) I, III e IV, apenas.
c) II e IV, apenas.
d) II, III e IV, apenas.
Outra questão que nos mostra a importância da memorização da letra da lei. Vejamos 
uma a uma:
I – Errada. No caso de tentativa, a competência será determinada pelo lugar em que for prati-
cado o último ato de execução (art. 70 do CPP).
II – Certa. É a literalidade do art. 71 do CPP.
III – Errada. Nada disso. De acordo com o CPP, art. 70, § 1º, a competência será determinada 
pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o último ato de execução.
IV – Certa. É a literalidade do art. 70, § 3º, do CPP.
Letra c.
009. (MPE-GO/MPE-GO/PROMOTOR DE JUSTIÇA – REAPLICAÇÃO/2019) A respeito da 
competência, de acordo com as Súmulas dos Tribunais Superiores, é incorreto afirmar:
a) Tendo o condutor do veículo apresentado ao Policial Rodoviário Federal a carteira nacional 
de habilitação falsificada, a competência para o processo e julgamento do caso penal é da 
Justiça Estadual do local onde o crime foi cometido.
b) A competência do Tribunal de Justiça para julgar prefeitos restringe-se aos crimes de com-
petência da Justiça comum estadual; nos demais casos, a competência originária caber· ao 
respectivo tribunal de segundo grau.
c) É relativa a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção.
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d) A competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de 
função estabelecido exclusivamente pela Constituição Estadual.
Vejamos caso a caso:
a) Errada. Na situação apresentada, a competência será da justiça federal tendo por base a 
Súmula n. 546 do STJ:
A competência para processar e julgar o crime de uso de documento falso é firmada em 
razão da entidade ouórgão ao qual foi apresentado o documento público, não impor-
tando a qualificação do órgão expedidor.
b) Certa. Trata-se da Súmula n. 702 do STF.
c) Certa. Trata-se da Súmula n. 706 do STF.
d) Certa. Trata-se da Súmula Vinculante n. 45.
Letra a.
010. (FCC/TJ-MA/ANALISTA JUDICIÁRIO – DIREITO/2019) Sobre a competência no proces-
so penal é correto afirmar:
a) Será determinada, de regra, pelo domicílio ou residência do réu.
b) É vedado ao Tribunal do Júri o julgamento de crimes patrimoniais.
c) Será determinada pela conexão quando a prova de uma infração influir na prova de outra.
d) No concurso entre a jurisdição comum e a militar, prevalece a última para o processamento 
conjunto e unitário.
e) É determinada pela continência quando houver mais de um juiz igualmente competente 
para o caso.
Vejamos caso a caso:
a) Errada. A regra está no art. 70 do CPP:
A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no caso 
de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução.
b) Errada. Será possível em situações de conexão ou continência com crimes dolosos con-
tra a vida.
c) Certa. Trata-se da literalidade do art. 76, III, do CPP acerca da conexão.
d) Errada. Nada disso. De acordo com o art. 79 do CPP:
A conexão e a continência importarão unidade de processo e julgamento, salvo:
I – no concurso entre a jurisdição comum e a militar.
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e) Errada. Disposição do art. 75 do CPP: A precedência da distribuição fixará a competência 
quando, na mesma circunscrição judiciária, houver mais de um juiz igualmente competente.
Letra c.
011. (INSTITUTO AOCP/ITEP-RN/PERITO MÉDICO LEGISTA – MÉDICO/2018) Assinale a 
alternativa correta acerca da competência constitucional de Justiças.
a) Compete à justiça federal processar e julgar crime praticado contra empresas públicas e 
sociedades de economia mista da União.
b) Compete à justiça estadual processar e julgar todos os crimes ambientais, indistintamente.
c) Em qualquer caso, compete à justiça federal processar e julgar crimes em que indígena 
figure como autor ou vítima.
d) Compete à justiça estadual processar e julgar crime de estelionato praticado com cédula de 
dinheiro grosseiramente falsificada.
e) Compete à Justiça Federal processar e julgar crime de falsificação de Cédula de identidade 
Civil emitida pela Secretaria Estadual de Segurança Pública.
Vejamos uma a uma:
a) Errada. Não inclui as sociedades de economia mista:
Súmula n. 42 do STJ: Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar as causas 
cíveis em que é parte sociedade de economia mista e os crimes praticados em seu detri-
mento.
b) Errada. Serão de competência da justiça federal quando praticados em detrimento de bens 
e interesses da União.
c) Errada. Súmula n. 140 do STJ:
Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime em que o indígena figure 
como autor ou vítima.
Exceção: quando o crime praticado estiver relacionado com questões ligadas à cultura e aos 
direitos dos indígenas sobre suas terras.
d) Certa. Trata-se da Súmula n. 73 do STJ:
A utilização de papel moeda grosseiramente falsificado configura, em tese, o crime de 
estelionato, da competência da Justiça Estadual.
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e) Errada. Súmula n. 546 do STJ:
A competência para processar e julgar o crime de uso de documento falso é firmada em 
razão da entidade ou órgão ao qual foi apresentado o documento público, não impor-
tando a qualificação do órgão expedidor.
Letra d.
012. (FUNDATEC/IGP-RS/TÉCNICO EM PERÍCIAS/2017) Segundo disposto no Código de 
Processo Penal, o que determina a competência jurisdicional é, EXCETO a:
a) Natureza da infração.
b) Litispendência.
c) Distribuição.
d) Conexão ou continência.
e) Prerrogativa de função.
Dos critérios apresentados pelo examinador, o único que não é utilizado para a definição de 
competência é a Litispendência.
Letra b.
013. (IBADE/PC-AC/ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL/2017) A competência será determinada 
pela conexão:
a) quando duas ou mais pessoas foram acusarias pela mesma infração.
b) nos casos de infração cometida em erro de execução ou resultado diverso do pretendido.
c) se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por vá-
rias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar, 
ou por várias pessoas, umas contra as outras.
d) nos casos de concurso formal.
e) nos casos de crime continuado
Ocorrerá a conexão nos casos de duas ou mais infrações praticadas por duas ou mais pesso-
as, ao mesmo tempo, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar, 
ou por várias pessoas, umas contra as outras.
O examinador simplesmente transcreveu o art. 76 do CPP.
Letra c.
014. (CESPE/TJ-PR/JUIZ SUBSTITUTO/2017) Acerca da divisão do exercício da jurisdição 
entre os diversos órgãos jurisdicionais, assinale a opção correta.
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a) A competência será determinada pela conexão, quando duas ou mais pessoas forem acu-
sadas pela mesma infração.
b) Caso desclassifique infração que tenha dado causa à conexão, o juiz continuará compe-
tente para julgar os delitos remanescentes e os corréus, haja vista a regra da perpetuatio ju-
risdictionis.
c) Nos crimes praticados fora do território brasileiro, será competente o juízo da capital da Re-
pública, independentemente de o acusado ter residido ou não no Brasil.
d) Os domicílios do réu e da vítima são critérios de determinação da competência jurisdicional.
Quando ocorre a desclassificação da infração que deu causa à conexão (definindo, portanto, 
qual o juízo ia prevalecer), em regra o juiz continua competente para julgar os delitos rema-
nescentes e os corréus, por força do art. 81 do CPP, que manifesta a regra da perpetuatio ju-
risdictionis.
Letra b.
015. (TRF – 2ª REGIÃO/TRF – 2ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO/2017) Analise as 
assertivas sobre a competência penal e, depois, marque a opção correta:
I – A conexão entre crimes da competência da Justiça Federal e da Estadual não enseja a reu-
nião dos feitos;
II – São requisitos para o deferimento do incidente de deslocamento de competência para a 
Justiça Federal a grave violação de direitos humanos, a necessidade de assegurar o cumpri-
mento, pelo Brasil, de obrigações decorrentes de tratados internacionais e a incapacidade de 
o estado membro, por suas instituições e autoridades, levar a cabo, em toda a sua extensão, a 
persecução penal.
III – Se cometidos durante o horário de expediente, compete à Justiça Federal julgar os delitos 
praticados por funcionário público federal.
a) Apenas a assertiva I está correta.
b) Apenas a assertiva II está correta.
c) Apenas a assertiva III está correta
d) Todas as assertivas estão corretas.
e) Apenas as assertivas II e III estão corretas.
Analisando item por item:
I – Errado. Os feitos irão sim ser reunidos, sob a tutela da Justiça Federal, por força da Súmula 
n. 122/STJ.
II – Certo. É uma das hipóteses expressas no art. 109 da CF, que trata da competência da Jus-
tiça Federal.
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III – Errado. O cometimento de delito em horário de expediente ou fora dele não é critério para 
definição de competência.
Letra b.
016. (FCC/TRE-SP/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA/2017) Xisto, policial militar 
rodoviário no exercício da função, resolve em um único dia de trabalho praticar três crimes de 
corrupção passiva, utilizando para tanto o mesmo modus operandi, solicitando dinheiro de 
condutores de veículos para não fazer a autuação administrativa pelo excesso de velocidade. 
O primeiro crime é praticado às 09h na cidade de Guarulhos. O segundo é praticado às 12h na 
cidade de Mogi das Cruzes. E o terceiro é praticado às 14h na cidade de Jacareí, onde Xisto é 
preso em flagrante por policiais civis, prisão esta analisada e mantida pelo Magistrado com-
petente daquela comarca. Xisto é denunciado pelo Ministério Público da comarca de Jacareí 
pelos três crimes de corrupção passiva. Sobre o caso hipotético apresentado e à luz do Código 
de Processo Penal, a competência da comarca de Jacareí foi determinada
a) por conexão.
b) por continência.
c) por prevenção.
d) pela prerrogativa de função.
e) pelo lugar da infração.
Questão um pouco mais trabalhosa, pois cobra um pouco de interdisciplinaridade. O aluno 
precisa de um pouco de conhecimento sobre Direito Penal, para perceber que, na situação 
narrada, Xisto praticou condutas em contexto que caracteriza a execução de crime continuado.
Uma vez que você identifique ser esse o caso, fica fácil. Segundo o CPP (art. 71), em casos de 
crimes permanentes ou continuados, a competência será fixada pela prevenção.
Letra c.
017. (FCC/DPE-BA/DEFENSOR PÚBLICO/2016) De acordo com norma expressa do Código 
de Processo Penal, são fatores que determinam a competência jurisdicional:
a) O local da residência da vítima e a natureza da infração.
b) A prevenção e o local da prisão.
c) A prerrogativa de função e o domicílio ou residência do réu.
d) O local da investigação e a conexão ou continência.
e) O local da prisão e o local da infração.
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Das assertivas listadas acima, a única que lista simultaneamente dois fatores que podem ser 
considerados como critério para a determinação de competência é a assertiva C (A prerrogati-
va de função e o domicílio ou residência do réu).
Letra c.
018. (CESPE/PC-PE/ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL/2016) No que se refere ao lugar da infra-
ção, a competência será determinada
a) pelo domicílio do réu, no caso de infração permanente praticada no território de duas ou 
mais jurisdições conhecidas.
b) pela prevenção, no caso de infração continuada praticada em território de duas ou mais 
jurisdições conhecidas.
c) de regra, pelo local onde tiver sido iniciada a execução da infração, ainda que a consumação 
tenha ocorrido em outro local.
d) pelo local onde tiver começado o iter criminis, no caso de tentativa.
e) pelo lugar em que tiver sido iniciada a execução no Brasil, se a infração se consumar fora do 
território nacional.
Veja como, em diversas bancas diferentes, e diversos cargos diferentes, o estilo de cobrar a 
matéria segue sempre uma mesma linha (e os mesmos artigos são sempre os favoritos dos 
examinadores).
Como você já viu em questões anteriores, no caso de infração continuada ou permanente pra-
ticada em mais de um território de jurisdições conhecidas, deve ser fixada a competência pela 
prevenção (art. 71 do CPP).
Letra b.
019. (FGV/PREFEITURA DE CUIABÁ-MT/TÉCNICO DE NÍVEL SUPERIOR/2015) Bacharel em 
Direito Gabriel, preso em flagrante em Rondônia, residente da cidade do Cuiabá, foi denuncia-
do, perante o juízo competente, pela prática de diversos delitos em conexão probatória, sendo 
que todos os fatos ocorreram no mesmo dia e no Estado de Mato Grosso. Foi a ele imputada a 
prática de 03 (três) delitos de furto (pena: 01 a 04 anos de reclusão e multa), que aconteceram 
na cidade de Alta Floresta, 01 (um) crime de roubo (pena: 04 a 10 anos de reclusão e multa), 
ocorrido em Sinop, e 01 (um) crime de resistência (pena: 02 meses a 02 anos de detenção), 
praticado em São Félix do Araguaia.
Considerando tais informações, é correto afirmar que Gabriel foi denunciado perante o juízo 
criminal da seguinte cidade:
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a) Rondônia.
b) Cuiabá.
c) Alta Floresta.
d) Sinop.
e) São Félix do Araguaia.
De novo e de novo o examinador quer saber se você conhece a norma do art. 78 do CPP. Na 
situação da questão, por força de tal artigo, devemos verificar em qual local foi perpetrado o 
delito mais grave – que no caso, foi o ROUBO, perpetrado em SINOP-MT.
Dessa forma, é o juízo de SINOP que será competente para receber a denúncia contra o autor.
Letra d.
020. (FCC/TRE-AP/ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA/2015) Tacito comete um crime 
de roubo com emprego de arma de fogo na comarca de Macapá, subtraindo um veículo e per-
tences da vítima. Consumado o roubo, que tem pena cominada de 04 a 10 anos de reclusão, 
Tacito é preso em flagrante na comarca de Mazagão, quando entregava toda a res furtiva para 
seus amigos José e Manoel, que também são presos em flagrante, estes últimos por crime de 
receptação (pena de 01 a 04 anos de reclusão). A competência para processamento e julga-
mento da ação penal contra Tacito, José e Manoel determinar-se-á pela
a) continência e será da comarca de Mazagão, onde ocorreu a prisão em flagrante dos três 
indivíduos.
b) conexão e será da comarca de Macapá, onde ocorreu o crime cuja pena mais grave 
é cominada.
c) prevenção e poderá ser tanto da comarca de Macapá quanto da comarca de Mazagão.
d) continência e será da comarca de Macapá, onde ocorreu o crime cuja pena mais grave 
é cominada.
e) conexão e será da comarca de Mazagão, onde ocorreu a prisão em flagrante dos três 
indivíduos.
Em primeiro lugar, note que temos uma situação hipotética que caracteriza a chamada CONE-
XAO PROBATÓRIA, tendo em vista que a prova de uma infração (do roubo) irá influir na prova 
da outra infração penal (da receptação).
Diante disso, aplicamos ainda o art. 78 do CPP para sanar o conflito entre as jurisdições de 
mesma categoria. Segundo tal norma, deve prevalecer o juízo do lugar da infração ao qual for 
cominada a pena mais grave.
Letra b.
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021. (FCC/TRE-SE/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA/2015) Bráulio, Rodolfo, Ri-
cardo e Benício, todos residentes na cidade de Barra dos Coqueiros − SE, planejam o sequestro 
de um empresário de uma grande empresa da cidade de Aracaju. No dia 13 de Janeiro de 2015 
o plano é executado e o empresário é arrebatado quando saía do seu local de trabalho e levado 
para o cativeiro na cidade de Maruim − SE, onde permaneceu por sete dias até o pagamento do 
resgate e libertação, esta última em uma rua deserta na cidade de Barra dos Coqueiros. Inicia-
da investigação criminosa,situação.
Dessa forma, enquanto jurisdição significa dizer o direito, competência significa dizer 
quem é o responsável por aplicar o direito em um determinado caso.
De uma forma ainda mais simples: competência é uma medida da Jurisdição.
Jurisdição
• Significa, literalmente, dizer o
direito.
• É o poder do Estado de
aplicar o direito ao caso
concreto.
Competência
• Permite dizer quem poderá
aplicar a jurisdição em um
determinado espaço ou
situação.
• É uma medida da jurisdição!
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Portanto, em um conflito sobre a aplicação do direito (em um caso concreto) cabe ao Es-
tado-Juiz realizar uma análise e dizer o direito naquela situação (exercer a chamada prestação 
jurisdicional).
A questão é que o Estado-Juiz está dividido em esferas de competência. Cada Juiz tem 
uma determinada competência determinada por lei. E só atuará em situações e casos aos 
quais a sua competência seja adequada.
Com isso, acaba acontecendo o seguinte: Alguns juízes têm competências mais amplas do 
que outros. Um juiz federal possui uma competência menos ampla do que um ministro do STF, 
cuja competência alcança todo o território nacional.
Assim sendo, temos o seguinte cenário:
Todo juiz tem 
JURISDIÇÃO
(poder de dizer o 
direito)
Nem todo juiz tem 
COMPETÊNCIA
(atribuição para julgar 
um determinado caso 
concreto)
1.1. CaraCterístICas da JurIsdIção
A primeira característica do exercício de jurisdição (e que costuma ser observada em pro-
vas) é a inércia.
Inércia: Em regra, um Juiz não atua de ofício – deve ser PROVOCADO para tal. Logo: a presta-
ção jurisdicional deve ser solicitada ao Estado.
Por força da inércia, o órgão jurisdicional tem que ser provocado para atuar. Não pode, por-
tanto, julgar das seguintes formas:
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Extra Petita
Julgar fora do que foi pedido (concedendo algo 
distinto).
Citra Petita
Julgar aquém do pedido.
Ultra Petita
Julgar além do pedido. 
Além disso, é claro que o órgão jurisdicional também não possui o direito de se omitir e di-
zer “não julgo” – caso seja provocado a fazê-lo – e muito menos julgar sem que seja provocado 
para tal (devido à característica da inércia).
Juiz não pode julgar 
sem ser provocado.
Juiz não pode se omitir 
se for regularmente 
provocado para julgar 
um determinado caso.
1.2. tIpIfICação do fato
Sobre o assunto em tela, é interessante observar o que rege o art. 383 do CPP. Veja só:
CPP – Art. 383. O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa, poderá 
atribuir-lhe definição jurídica diversa, ainda que, em consequência, tenha de aplicar pena mais grave.
Para exemplificar o que quer dizer o art. 383, a doutrina costuma apresentar o seguin-
te exemplo:
Em um determinado processo, um fato foi inicialmente classificado como um estupro. Entre-
tanto, posteriormente, verifica-se que na verdade ocorreu um estupro de vulnerável.
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Se isso acontecer, o juiz poderá atribuir a tipificação mais gravosa e cominar a pena ao 
acusado – sem que haja nulidade alguma.
A única obrigatoriedade nesse caso é que não ocorra modificação na DESCRIÇÃO dos 
fatos contidos na denúncia. Conforme ensina Capez, o réu se defende dos fatos – e não da 
capitulação jurídica!
Ainda nos ensinamentos de Capez, esse fato também se torna possível pois parte-se do 
princípio de que o juiz conhece o direito. Basta às partes que lhe informem sobre os fatos. 
Assim... dai-me os fatos, que lhe darei o direito!
A seguir temos a próxima característica relacionada com a prestação jurisdicional: a exis-
tência de lide.
Existência de lide: deve existir um conflito de interesses (uma lide) para que possa ocorrer a 
prestação jurisdicional.
Esta característica nos leva à próxima, que é sem dúvidas a mais importante característica 
sobre a matéria de jurisdição, como leciona Leonardo Barreto: a substitutividade.
Substitutividade: A vontade do Estado substituirá à vontade das partes, para a resolução do 
conflito.
Oras, se solicitamos a prestação jurisdicional para que resolva uma lide (um conflito entre 
as partes), e o órgão jurisdicional atuou decidindo o direito aplicável ao caso, é fato que não 
se obterá o que querem as partes – e sim o que o Estado determinar que seja feito. Essa é a 
essência da prestação jurisdicional.
O próximo item é a imutabilidade.
Imutabilidade: A sentença conclui o exercício da jurisdição, o que, via de regra, tem caráter 
definitivo.
Salvo casos de revisão criminal, a qual estudaremos posteriormente, uma sentença transi-
tada em julgado é imutável – tem caráter definitivo – e conclui a prestação jurisdicional.
A sentença também nos leva à última característica que precisamos estudar: a atuação 
do direito.
Atuação do direito: é o objetivo da prestação jurisdicional, que se realiza na aplicação do direi-
to ao caso concreto.
Embora as normas efetivas sobre os casos concretos encontrem-se previstas na legisla-
ção penal comum, é a legislação processual que permite a aplicação do direito ao caso con-
creto, através de suas normas procedimentais.
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Esquematizando:
1.3. prInCípIos espeCífICos da JurIsdIção CrImInal
As características acima estão relacionadas à jurisdição como um todo – e não apenas à 
jurisdição criminal que é a que mais nos interessa.
Essa última, por sua vez, tem princípios específicos, os quais conheceremos a seguir – se-
guindo os ensinamentos de Leonardo Barreto em seu excelente curso de processo penal.
•A jurisdição não pode ser delegada. Deve ser exercida pelo juiz, e não há 
que se falar em delegação. Veremos, no entanto, que em alguns casos 
específicos, apenas a competência pode ser delegada;
Indelegabilidade
•O judiciário deverá apreciar lesões ou ameaças a direito, o que não 
poderá ser afastado sequer por lei. Este princípio também está previsto 
na Constituição Federal (Art. 5º, XXXV);
Inafastabilidade
•Princípio que segundo Nucci, veda às partes que “escondam” do 
conhecimento do juízo determinadas causas criminais (mesmo que 
queiram fazê-lo);
Improrrogabilidade
•Princípio constitucional que determina que ninguém será privado de sua 
liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;
Devido Processo Legal
•Como já explicamos anteriormente, o juiz não pode dizer “não julgo”, ou 
seja, declinar de julgar casos que lhe sejam apresentados;
Indeclinabilidade
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•Também previsto da CF, este princípio vedaos quatro criminosos acabam presos. Instaurada a ação penal, pelo 
referido crime permanente de extorsão mediante sequestro, a competência para processar e 
julgar a ação penal será
a) da comarca de Barra dos Coqueiros, onde foi praticado o último ato executório.
b) das comarcas de Aracaju, Barra dos Coqueiros e Maruim e firmar-se-á pela prevenção.
c) da comarca de Aracaju, onde o crime foi praticado.
d) da comarca de Maruim, onde a maior parte do crime foi executada.
e) firmada pela continência entre as comarcas de Aracaju e Maruim.
Não se assuste com o enunciado gigante dessa questão: Basta que você perceba que o delito 
de extorsão mediante sequestro perpetrado pelos infratores é um crime permanente (sua con-
sumação se prolonga no tempo).
Sabendo disso, é só lembrar o que preconiza o art. 71 do CPP:
Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdi-
ções, a competência firmar-se-á pela prevenção.
Letra b.
022. (VUNESP/TJ-MS/JUIZ SUBSTITUTO/2015) De acordo com o artigo 80, do Código de 
Processo Penal, nos processos conexos, será facultativa a separação quando
a) as infrações tiverem sido praticadas em circunstâncias de tempo ou lugar diferentes, ou, 
quando pelo excessivo número de acusados e para não lhes prolongar a prisão provisória, ou 
por outro motivo relevante, o juiz reputar conveniente a separação.
b) venha o juiz ou tribunal a proferir sentença absolutória ou que desclassifique a infração para 
outra que não se inclua na sua competência.
c) houver corréu em local incerto ou não sabido ou foragido que não possa ser julgado à reve-
lia, ainda que representado por defensor constituído e regularmente citado.
d) concorrerem jurisdição comum e do juízo falimentar.
e) em relação a algum corréu, por superveniência de doença mental, nos termos do artigo 152 
do Código de Processo Penal, ainda que indispensável a suspensão do processo para instau-
ração de incidente de insanidade mental.
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Conforme estudamos, a separação facultativa de processos conexos está prevista no art. 80 
do CPP, e se dá quando as infrações tiverem sido praticadas em circunstâncias de tempo ou 
lugar diferentes, ou, quando pelo excessivo número de acusados e para não lhes prolongar a 
prisão provisória, ou por outro motivo relevante, o juiz reputar conveniente a separação.
Letra a.
023. (VUNESP/PC-CE/DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL DE 1ª CLASSE/2015)23 A competência 
para a ação penal, caso
a) desconhecido o domicílio do ofendido, será estabelecida pelo local da infração.
b) desconhecido o local da infração, será estabelecida pela residência ou domicílio do réu.
c) desconhecido o domicílio do réu, será estabelecida pela prevenção.
d) se trate de ação privada, ficará a cargo do querelante, que pode escolher entre o local da 
infração e o da sua própria residência.
e) se trate de crime tentado, será fixada no lugar onde deveria ter se consumado a infração.
Conforme determina a norma do art. 72 do CPP, caso seja desconhecido o local da infração, a 
competência será inicialmente determinada pela residência ou domicílio do réu.
Letra b.
024. (VUNESP/MPE-SP/ANALISTA DE PROMOTORIA/2015) Para delimitação de competên-
cia, entende-se por foro supletivo ou foro subsidiário, previsto no artigo 72, caput, do Código 
de Processo Penal,
a) o do juízo prevento, na infração continuada ou permanente, praticada em território de duas 
ou mais jurisdições.
b) o do lugar da infração à qual cominada pena mais grave.
c) o de domicílio ou residência do réu, porque desconhecido o lugar da infração penal.
d) o da residência da vítima, porque desconhecidos o paradeiro do réu, o local da consumação 
do delito e, na tentativa, o lugar em que praticado o último ato de execução.
e) o do juízo da distribuição, porque desconhecidos o paradeiro do réu, o local da consumação 
do delito e, na tentativa, o lugar em que praticado o último ato de execução.
O art. 72 do CPP determina que não sendo conhecido o lugar da infração, a competência será 
do foro de domicílio ou residência do réu. Não tem erro.
Letra c.
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025. (VUNESP/TJ-PA/ANALISTA JUDICIÁRIO – DIREITO/2014) Determina o caput do art. 70 
do CPP que nos crimes consumados, como regra, a competência para julgamento será deter-
minada pelo lugar em que se consumar a infração. No caso de tentativa,
a) pelo domicílio do ofendido.
b) pelo domicílio do acusado.
c) pela prevenção.
d) pelo lugar onde deveria ter se consumado a infração.
e) pelo lugar em que for praticado o último ato de execução.
Segundo o art. 70 do CPP, no caso de tentativa (ou seja, a infração penal não se consumou), a 
competência será fixada pelo lugar em que foi praticado o último ato de execução.
Letra e.
026. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ/2013) Tratando-se de infração continuada ou permanente, prati-
cada em território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pelo(a)
a) prevenção.
b) lugar da infração.
c) conexão ou continência.
d) distribuição.
Nos casos de infração continuada ou permanente praticada em território de mais de uma juris-
dição, segundo o art. 71 do CPP, a competência será firmada pela prevenção.
Veja como a leitura do texto de lei é importante no estudo de jurisdição e competência.
Letra a.
027. (VUNESP/CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS-SP/ADVOGADO/2013) Em relação 
às regras de competência previstas no Código de Processo Penal, é correto afirmar que
a) a competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração prati-
cada em território nacional, ou no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o primeiro 
ato de execução.
b) quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando incerta a juris-
dição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições, a 
competência firmar-se-á pelo domi cílio ou residência do réu.
c) nos casos de exclusiva ação privada, o querelante pode rá eleger o foro de domicílio ou da 
residência do réu, somente se desconhecido o lugar da infração
d) a competência será determinada pela conexão quan do duas ou mais pessoas forem acusa-
das pela mesma infração.
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e) tratando-se de infração continuada ou permanente, pra ticada em território de duas ou mais 
jurisdições, a com petência firmar-se-á pela prevenção.
Veja como as bancas examinadoras elaboram questões baseadas no mesmo assunto diver-
sas vezes: novamente estamos diante da cobrança do art. 71 do CPP, sobre a fixação de com-
petência pela prevenção.
Letra e.
028. (FCC/TRT – 15ª REGIÃO/TÉCNICO JUDICIÁRIO – SEGURANÇA/2013) Quando duas 
ou mais pessoas forem acusadas pela prática da mesma infração penal e quando a prova de 
uma infração penal ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de ou-
tra infração penal, justifica-se a fusão dos processos pela
a) continência e conexão, respectivamente.
b) conexão e continência, respectivamente.
c) continência.
d) conexão intersubjetiva.
e) conexão instrumental.
Quando duas ou mais pessoas forem acusadas pela prática da mesmainfração penal esta-
remos diante de hipótese de continência (Art. 77, inciso I). Já quando a prova de uma infra-
ção penal influir na prova de outra infração penal, estaremos diante de um caso de conexão 
(Art. 76, III).
Letra a.
029. (FCC/TJ-PE/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS – PROVIMENTO/2013)29 
O Código de Processo Penal brasileiro, ao tratar da competência jurisdicional por conexão ou 
continência, determina a observância da seguinte regra:
a) no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição comum, prevalece-
rá esta última.
b) no concurso de jurisdições da mesma categoria, preponderará a do lugar da infração à qual 
for cominada a pena mais grave, exceto no caso de crimes conexos de competência federal e 
estadual, em que a competência será sempre da Justiça Federal.
c) no concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá aquela.
d) a conexão e continência importam unidade de processo e julgamento, sem exceção.
e) é obrigatória a separação dos processos quando as infrações tiverem sido praticadas em 
circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes.
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Conforme estudamos, no concurso de jurisdições de mesma categoria, prevalece a do lugar da 
infração com a pena mais gravosa (Art. 78, II). Entretanto, essa norma não se aplica nos casos 
de crimes conexos de competência federal e estadual (Súmula n. 122 do STJ).
Letra b.
030. (FCC/DPE-AM/DEFENSOR PÚBLICO/2013) Em relação à competência em processo pe-
nal, é correto afirmar que
a) será determinada pela continência quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas 
circunstâncias elementares influir na prova de outra infração.
b) é absoluta a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção.
c) será facultativa a separação dos processos quando as infrações tiverem sido praticadas em 
circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes, ou, quando pelo excessivo número de acusa-
dos e para não lhes prolongar a prisão provisória, ou por outro motivo relevante, o juiz reputar 
conveniente a separação.
d) nos casos de ação penal de iniciativa pública, não sendo conhecido o lugar da infração, a 
competência regular-se-á pelo domicílio ou residência do ofendido.
e) na determinação da competência por conexão ou continência, no concurso entre a jurisdi-
ção especial e a comum, prevalecerá esta, em regra.
A separação facultativa dos processos pode ocorrer nos seguintes casos:
• infrações praticadas em circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes;
• excessivo número de acusados;
• outro motivo relevante.
É o que preconiza o art. 80 do CPP, que foi cobrado em sua literalidade pelo examinador.
Letra c.
031. (FCC/MPE-PE/ANALISTA MINISTERIAL – ÁREA JURÍDICA/2012) A doutrina denomina 
conexão instrumental a que ocorre quando
a) uma infração tiver sido praticada para facilitar ou ocultar outra.
b) duas ou mais infrações forem praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas.
c) a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova 
de outra infração.
d) duas ou mais infrações forem praticadas por várias pessoas em concurso, embora diverso 
o tempo e o lugar.
e) uma infração tiver sido praticada para conseguir impunidade ou vantagem de outra.
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A conexão instrumental está prevista no art. 76, inciso III, e é caracterizada quando a prova 
de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de ou-
tra infração.
Letra c.
032. (FCC/TRF – 2ª REGIÃO/TÉCNICO JUDICIÁRIO – SEGURANÇA E TRANSPORTE/2012) 
Tício resolveu matar seu desafeto Cícero. Deu início à execução do homicídio em São José dos 
Campos/SP, onde efetuou disparos de arma de fogo contra o veículo em que este se encontra-
va. Cícero conseguiu fugir e, perseguido, foi novamente alvejado por Tício em São Sebastião/
SP, Caraguatatuba/SP, Ubatuba/SP e Angra dos Reis/RJ, local em que, face à aproximação de 
viaturas policiais, não conseguiu dar prosseguimento à empreitada criminosa. Nesse caso, a 
competência para processar e julgar o ilícito penal cometido por Tício será o Juízo de Direito 
da Comarca de
a) São José dos Campos/SP.
b) Ubatuba/SP.
c) Caraguatatuba/SP.
d) São Sebastião/SP.
e) Angra dos Reis/RJ.
Lembre-se de que, nos crimes tentados, em regra o juízo competente será o do local onde foi 
realizado o último ato de execução. Note, portanto, que Tício alvejou Cícero pela última vez em 
Angra dos Reis, onde, por circunstâncias alheias à sua vontade (aproximação da polícia), foi 
impedido de continuar em seu intento.
Dessa forma, o juízo da comarca de Angra dos Reis será o responsável pelo processo e julga-
mento da infração penal.
Letra e.
033. (FGV/PC-MA/DELEGADO DE POLÍCIA/2012) Com relação ao instituto da competência, 
analise as afirmativas a seguir.
I – Na continência, existe pluralidade de agentes e unidade de crime. Já a conexão pode ser 
identificada em situações de pluralidade de crimes e unidade ou pluralidade de agentes.
II – A conexão intersubjetiva por reciprocidade é aquela em que duas ou mais infrações são 
praticadas ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas.
III – A conexão intersubjetiva concursal ocorre quando duas ou mais infrações forem come-
tidas por várias pessoas em concurso, ainda que não estejam na mesma situação de tem-
po e lugar.
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Assinale:
a) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
b) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
c) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
d) se somente a afirmativa I estiver correta.
e) se somente a afirmativa II estiver correta.
Vamos analisar cada um dos itens:
I – Certa. O examinador diferenciou corretamente as possíveis diferenças entre a conexão e a 
continência.
II – Errada. Faltou falar que na conexão por reciprocidade, as infrações penais são praticadas 
por pessoas umas contra às outras.
III – Certa. O examinador conceituou a conexão intersubjetiva concursal corretamente.
Letra b.
034. (FCC/TJ-RJ/ANALISTA JUDICIÁRIO – COMISSÁRIO DA INFÂNCIA E DA JUVENTU-
DE/2012) Em relação à competência, é correto afirmar que
a) será, de regra, determinada pelo domicílio ou residência do réu.
b) não sendo conhecido o domicílio ou residência do réu, a competência será do lugar 
da infração.
c) será determinada pela conexão no caso de infrações cometidas em concurso forma
d) no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição comum, prevalece-
rá a competência do outro órgão da jurisdição comum.
e) a conexão e a continência importarão unidade de processo e julgamento, salvo no concurso 
entre a jurisdição comum e a do juízo da infância e da juventude.
A conexão e a continência, em regra, importarão unidade de processo e julgamento, salvo no 
concurso entre a jurisdição comum e do juízo da infância e juventude, situação na qual esta-
mos diante da SEPARAÇÃO OBRIGATÓRIA DOS FEITOS.
Letra e.
035. (FCC/TJ-AP/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/2011) Tratando-se 
de infração permanente, praticada em território de duas ou maisjurisdições, a competência
a) será determinada pelo local em que foi praticado o último ato de execução antes da prisão 
do agente.
b) será determinada pelo local em que tiver sido praticado o maior número de atos de execução.
c) será determinada pelo local em que ocorreu a consumação.
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d) firmar-se-á pela prevenção.
e) será determinada pelo local do domicílio ou residência da vítima.
Questão cobra o conteúdo literal da norma do art. 71 do CPP:
Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdi-
ções, a competência firmar-se-á pela prevenção.
Letra d.
036. (FCC/NOSSA CAIXA DESENVOLVIMENTO/ADVOGADO/2011) A competência será de-
terminada pela continência quando
a) a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova 
de outra infração.
b) duas ou mais infrações houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as outras, 
ou para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas.
c) duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração.
d) duas ou mais infrações houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas, 
umas contra as outras.
e) duas ou mais infrações houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas 
reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar.
Haverá continência quando duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração. É o 
que prevê o art. 77, em seu inciso I.
Letra c.
037. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ/2009) No caso de roubo praticado na cidade de São Paulo contra 
agência bancária da Caixa Econômica Federal, em que tenha havido a subtração de dinheiro do 
caixa, a competência para a ação penal é da
a) Justiça Federal.
b) Justiça Estadual.
c) Justiça Federal ou da Justiça Estadual, observada a regra da prevenção.
d) Justiça Federal ou da Justiça Estadual, conforme o inquérito tenha sido conduzido pela Po-
lícia Federal ou pela Polícia Estadual.
Para acertar essa questão, você primeiro precisa se lembrar que a CEF é uma Empresa Pública 
Federal. De posse dessa informação, fica fácil:
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CF, art. 109, I – as causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública federal forem 
interessadas na condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes, exceto as de falência, as de 
acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho;
Conforme estudamos, a hipótese acima é de competência da Justiça Federal, perfeitamente 
aplicável ao exemplo fornecido pelo examinador.
Letra a.
038. (VUNESP/DPE-MS/DEFENSOR PÚBLICO/2008) A perpetuatio jurisdictionis é aplicável
a) aos casos de conexão ou continência.
b) somente nos casos de conexão.
c) somente aos processos do Tribunal do Júri.
d) aos casos de competência funcional.
A perpetuatio jurisdictionis, ou perpetuação da jurisdição, está manifesta no art. 81 do CPP, e é 
aplicável a casos de conexão ou continência nos quais mesmo após ocorrer sentença absolu-
tória ou desclassificação de uma infração o restante dos processos continuarem tramitando 
no juízo prevalente!
Letra a.
039. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ/2009) Em única denúncia, em aparente conexão, foi imputada a 
José a prática de três furtos ocorridos em Campinas e de um roubo ocorrido em Americana, 
este em maio e aqueles em abril do corrente ano. Nessa hipótese, a competência para decidir 
sobre o eventual recebimento da denúncia e instauração da respectiva ação penal é
a) do Juízo da Comarca de Campinas.
b) do Juízo da Comarca de Americana.
c) determinada pela prevenção.
d) do Juízo a quem a denúncia for endereçada.
Segundo o art. 78 do CPP, inciso II, no concurso de jurisdições da mesma categoria, deve pre-
valecer a do lugar da infração à qual for cominada a pena mais grave.
O delito de roubo possui uma pena mais grave do que o delito de furto, motivo pelo qual, na si-
tuação hipotética da questão, deverá prevalecer a comarca de americana para julgar os feitos.
Letra b.
040. (FCC/DPE-PA/DEFENSOR PÚBLICO/2009)40 Na determinação da competência por cone-
xão ou continência, no concurso de jurisdições da mesma categoria, será observada a se-
guinte regra:
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a) preponderará a do lugar da infração, à qual for cominada a pena mais grave.
b) no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição comum, prevalece-
rá a competência do júri.
c) no concurso entre a justiça militar e a comum prevalecerá a da justiça castrense.
d) prevalecerá a do lugar em que houver ocorrido o maior número de infrações.
e) firmar-se-á a competência pela prevenção, em qualquer caso.
Veja como o teor do art. 78 é um dos queridinhos dos examinadores. Diversas questões recor-
rendo ao inciso I de tal artigo em sua elaboração.
Como você já deve estar expert a essa altura de nosso estudo, na determinação de competên-
cia por conexão ou continência, havendo concurso de jurisdições da mesma categoria, preva-
lece a competência do lugar onde foi praticada a infração com a pena mais grave.
Letra a.
041. (FCC/DPE-MA/DEFENSOR PÚBLICO/2009) A competência fixada pela circunstância de 
duas ou mais pessoas serem acusadas pela mesma infração é determinada
a) pela prevenção.
b) por conexão.
c) pela natureza da infração.
d) pela continência.
e) por distribuição.
Conforme estudamos, a fixação de competência quando duas ou mais pessoas são acusadas 
de UMA mesma infração é determinada por continência!
Não confunda com a conexão que ocorre com o concurso de delitos (existe mais de um delito).
Letra d.
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Agente da Polícia Civil do Distrito Federal, aprovado em 6º lugar no concurso realizado em 2013. Aprovado 
em vários concursos, como Polícia Federal (Escrivão), PCDF (Escrivão e Agente), PRF (Agente), Ministério 
da Integração, Ministério da Justiça, BRB e PMDF (Soldado – 2012 e Oficial – 2017).
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	Jurisdição e Competência
	Introdução
	1. Jurisdição
	1.1. Características da Jurisdição
	1.2. Tipificação do Fato
	1.3. Princípios Específicos da Jurisdição Criminal
	2. Prorrogação e Competência
	2.1. Prorrogação de Competência
	2.2. Competência Absoluta e suas Características
	2.3. Competência Relativa
	3. Espécies de Competência
	3.1. Competência em Razão da Matéria
	3.2. Competências Territoriais
	3.3. Prevenção
	3.4. Jurisprudência e Atualizações Legislativas sobre Competência Territorial
	4. Alteração da Competência
	4.1. Continência
	4.2. Conexão
	4.3. Prevalência do Foro
	4.4. Casos de Separação Obrigatória
	4.5. Casos de Separação Facultativa
	5. Perpetuação da Jurisdição
	6. Avocação de Processos
	7. Prevenção
	8. Foro por Prerrogativade Função
	9. Da Incompetência no Processo Penal
	10. Recomendações Práticas
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentadoa existência de tribunais de 
exceção (posto que ninguém será processado ou sentenciado senão 
pela autoridade competente);
Juiz Natural
•A jurisdição deve ser exercida por um Juiz, magistrado devidamente 
investido na função de julgador;
Investidura
•Outro princípio sobre o qual já discorremos indiretamente. A jurisdição é 
imposta (não depende da vontade das partes);
Irrecusabilidade ou Inevitabilidade
•A jurisdição é una – e pertence ao poder Judiciário. Sua diferenciação 
ocorre na esfera de competência, aplicações e especializações.
Unidade
Merece destaque o fato de que a jurisdição não pode ser delegada, enquanto, em casos pontu-
ais, é possível a delegação de competência.
Esquematizando:
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2. prorrogação e CompetênCIa
A jurisdição, embora seja a base da atuação do poder judiciário, é um assunto mais simples. 
Só ele a exerce, e se relaciona diretamente com o poder de dizer o direito no caso concreto.
A competência, por sua vez, é um assunto muito mais extenso – pois trata da verdadeira 
medida da jurisdição.
É o estudo da competência que permite dizer qual órgão irá atuar em determinados casos.
Antes que possamos adentrar essa matéria, no entanto, é necessário primeiro entender o 
conceito de prorrogação de competência processual.
2.1. prorrogação de CompetênCIa
Obs.: � A competência processual, via de regra, é improrrogável, ou seja, deve ser exercida 
exclusivamente pelo juízo competente.
 � Entretanto, em alguns casos excepcionais, admite-se que um juízo originariamente 
incompetente possa emanar uma decisão à qual se submetam as partes.
 � Essa exceção é possibilitada pela lei, e quando ocorrer estaremos diante da chamada 
prorrogação de competência.
Em alguns casos a lei permite que um juízo originariamente incompetente atue, sem gerar vício 
processual.
Competência absoluta e relativa
• É aquela competência que 
não admite prorrogação.
• O interesse é público.
Competênci
a absoluta
• Competência que admite 
prorrogação.
• Interessa sobretudo às 
partes!
Competênci
a relativa
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2.2. CompetênCIa absoluta e suas CaraCterístICas
A competência absoluta, como você já sabe, possui a característica de não admitir 
prorrogação.
Reiterando: competência absoluta não admite prorrogação.
Existem três casos em que será considerada a competência do juízo como absoluta:
Competência Funcional
A competência funcional é uma espécie de competência absoluta que se divide em 
três tipos:
• Em alguns casos, a competência de um mesmo processo acaba
sendo dividida entre dois juízes. É o que ocorre, por exemplo, nos
casos da execução da pena. Um juiz cuida do processo durante o
julgamento e sentencia o acusado. Quando o processo
finalmente entra em fase de execução, a competência passa a
ser do Juiz da Execução – ou seja, a competência muda de
acordo com a fase do processo. Essa competência é absoluta, e
não respeitá-la gera a nulidade absoluta dos atos praticados.
Por fase do processo
• Em outros casos temos uma divisão de atribuições dentro de um
mesmo processo, mas não em relação à fase em que o processo
se encontra, e sim às tarefas que devem ser executadas por cada
um. O exemplo clássico aqui é o do tribunal do júri. O juiz-
presidente tem algumas tarefas no curso do processo, enquanto
o júri tem outras. Essa competência também deve ser respeitada
com caráter absoluto.
Por objeto do Juízo
• Aqui temos uma garantia de respeito ao duplo grau de jurisdição,
que também deve ser respeitada para não gerar nulidade
absoluta.
Por Grau de Jurisdição
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Competência por Prerrogativa de Função
A competência por prerrogativa de função é mais simples – está relacionada simplesmen-
te com o cargo público ocupado pelo infrator. É a competência sobre a qual a mídia mais fala, 
chamando-a inadequadamente de foro privilegiado.
Algumas autoridades públicas, por força do foro por prerrogativa de função, devem ser 
julgadas no STF, outras no STJ, e outras por outros tribunais.
Competência em razão da matéria
A última forma de competência absoluta decorre do tipo de infração penal que será julga-
da. Simples assim!
A competência absoluta é basicamente a “mais importante”, pois caso não seja respeitada, 
pode ser questionada pelas partes a qualquer tempo, em qualquer grau de jurisdição, e até 
mesmo pelo juiz, de ofício.
2.3. CompetênCIa relatIva
A competência relativa, como o próprio nome nos leva a crer, é mais tolerante – posto que 
admite a prorrogação.
Entretanto, embora a incompetência relativa possa também ser argumentada pelas partes 
(assim como a absoluta), tal arguição não poderá ocorrer a qualquer tempo!
Caso a arguição da incompetência de um determinado foro não seja realizada a tempo, ocor-
rerá a prorrogação da competência do foro incompetente.
Cuidado:
Competência relativa 
gera apenas nulidade 
relativa.
Competência relativa 
não é capaz de anular 
os atos instrutórios.
Felizmente, a competência relativa é muito mais fácil de dominar do que a competência 
absoluta, pois só existe um caso de competência relativa no Direito Processual Penal.
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A competência territorial é o único caso de competência relativa prevista no direito proces-
sual penal.
Seguindo em diante, podemos finalmente adentrar as espécies de competência propria-
mente ditas, o que fará com que o assunto fique mais prático e mais fácil de entender.
3. espéCIes de CompetênCIa
Vamos começar abordando a categoria de competências em razão da matéria!
3.1. CompetênCIa em razão da matérIa
Tribunal do Júri
A competência do tribunal do júri está prevista no Art. 74 do CPP. Vejamos:
CPP – Art. 74. A competência pela natureza da infração será regulada pelas leis de organização 
judiciária, salvo a competência privativa do Tribunal do Júri.
§ 1º Compete ao Tribunal do Júri o julgamento dos crimes previstos nos arts. 121, §§ 1º e 2º, 122, 
parágrafo único, 123, 124, 125, 126 e 127 do Código Penal, consumados ou tentados. (Redação 
dada pela Lei n. 263, de 23.2.1948)
§ 2º Se, iniciado o processo perante um juiz, houver desclassificação para infração da competência 
de outro, a este será remetido o processo, salvo se mais graduada for a jurisdição do primeiro, que, 
em tal caso, terá sua competência prorrogada.
§ 3º Se o juiz da pronúncia desclassificar a infração para outra atribuída à competência de juiz sin-
gular, observar-se-á o disposto no art. 410; mas, se a desclassificação for feita pelo próprio Tribunal 
do Júri, a seu presidente caberá proferir a sentença (art. 492, § 2º).
O tribunal do júri possui competência para julgar os chamados crimes dolosos contra a 
vida. Veja como agora fica muito mais fácil entender o conceito de jurisdição e competência.Todo o Judiciário pode exercer jurisdição. Entretanto, apenas o tribunal do júri tem a competên-
cia para julgar os crimes dolosos contra a vida.
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Crimes DOLOSOS contra a VIDA
Homicídio e seus derivados (Feminicídio, 
Homicídio Funcional, Homicídio Qualificado...)
Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio.
Infanticídio.
Variações do delito de aborto (Art. 124 a 127 CP).
Por isso, muito cuidado para não cair em uma pegadinha básica sobre esse assunto:
Homicídio CULPOSO (previsto no §3º do art. 121), obviamente, não é de competência do tribu-
nal do júri. Só condutas dolosas estão em sua esfera de competência.
Outra observação importante é sobre os crimes tentados.
O fato do crime ser tentado ou consumado não influirá na configuração da competência do 
tribunal do júri. Logo, homicídio doloso tentado ou consumado será de competência do júri, 
normalmente.
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Características da Competência do Júri
• A competência do júri está prevista expressamente 
na CF, no art. 5º, XXXVIII. 
Competência Constitucional
•A competência do tribunal do júri é considerada 
MÍNIMA (ou seja, lei ordinária pode ampliá-la, 
sujeitando novas condutas à apreciação do tribunal 
do júri). Entretanto, o que nunca poderá ocorrer é 
que sua competência seja reduzida. Portanto, os 
crimes dolosos contra a vida não podem deixar de 
ser competência do tribunal do júri por força de lei.
Competência MÍNIMA
Note, ainda, que crimes conexos aos crimes contra a vida também passam a ser de com-
petência do tribunal do júri. Nesse caso, se houve um estupro e um homicídio, de forma cone-
xa, ambos os delitos serão julgados pelo tribunal do júri.
Tal previsão, no entanto, encontra-se no CPP, e não diretamente na Constituição Federal.
Os examinadores adoram elaborar questões dizendo que os delitos de latrocínio, estupro se-
guido de morte e lesões corporais seguidas de morte são de competência do tribunal do júri. 
Essa afirmação está incorreta!
Não são competência do júri:
• lesão corporal seguida de morte;
• latrocínio;
• estupro seguido de morte.
Além disso, é importantíssimo que você saiba o conteúdo sumulado pelo STF:
Súmula vinculante n. 45-STF:
A competência constitucional do tribunal do júri prevalece sobre o foro por prerrogativa 
de função estabelecido exclusivamente pela Constituição Estadual.
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Portanto, caso o foro por prerrogativa de função seja previsto na Constituição Federal, a 
pessoa será julgada no foro privativo mesmo que se trate de crime seja doloso contra a vida.
Justiça Militar
Outra competência expressamente na Constituição Federal é a competência da Justi-
ça Militar.
A competência da justiça militar só costuma ser abordada de uma forma mais avançada 
em concursos para cargos militares (como para carreiras nas polícias militares e corpos de 
bombeiros militares dos estados). Isso porque a justiça militar tem seu próprio Código Penal e 
seu próprio Código de Processo Penal, ambos de natureza militar.
Apesar disso, é importante conhecer ao menos de forma básica o que diz a Constitui-
ção Federal:
CF – Art. 124. À Justiça Militar compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei.
Art. 125, § 4º Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares dos Estados, nos 
crimes militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, ressalvada 
a competência do júri quando a vítima for civil, cabendo ao tribunal competente decidir sobre a 
perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional n. 45, de 2004)
Veja que as definições são bastante simples. Os crimes militares previstos em lei estão 
previstos no Código Penal Militar, e existem circunstâncias que farão com que crimes comuns 
(como homicídio ou crimes previstos na legislação especial) sejam considerados como cri-
mes militares.
Para apurá-los, temos os seguintes órgãos:
• Julga os crimes militares em geral (relacionados ao Exército, 
Marinha, Aeronáutica e servidores e órgãos integrantes das 
forças da União);
Justiça Militar da União
• Julga os crimes militares praticados pelos militares dos estados, 
e ações judiciais contra atos disciplinares militares.
Justiça Militar Estadual
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Observações sobre a Justiça Militar
• Vítima civil de homicídio:
− O CPM (Código Penal Militar) prevê o crime militar de homicídio. No entanto, homicí-
dio praticado por militar contra civil, por expressa previsão constitucional, é de com-
petência do tribunal do júri.
• Julgamento de Civis:
− Apenas a Justiça Militar da UNIÃO tem a competência de julgar civis. Fique atento: A 
justiça militar estadual não possui essa competência.
Entre os tópicos acima, merece especial destaque a questão do abuso de autoridade e 
da impossibilidade do julgamento de civis pela justiça militar estadual! Tome nota dessas 
observações!
Crimes dolosos contra a vida e Justiça Militar
E você aí, achando que os seus problemas já tinham acabado... Infelizmente não.
Outro ponto importantíssimo sobre as recentes alterações nos crimes militares está em 
outra mudança causada no CPM pelo texto da Lei n. 13.491/2017. Vejamos:
§ 2º Os crimes de que trata este artigo, quando dolosos contra a vida e cometidos por mi-
litares das Forças Armadas contra civil, serão da competência da Justiça Militar da União, se 
praticados no contexto[...]
Quase todo aluno sabe que, por expressa previsão constitucional, a competência de julgar 
crimes dolosos contra a vida é do Tribunal do Júri – e não de qualquer outro ramo da Justiça 
Brasileira.
Entretanto, como é possível aduzir do parágrafo acima, o legislador infraconstitucional 
abriu uma exceção, concedendo à Justiça Militar da União a competência para julgar militares 
das Forças Armadas quando estes praticarem crimes dolosos contra a vida de civil, em deter-
minados casos.
Mas, professor, não seria essa norma inconstitucional?
Essa é uma excelente pergunta. São cabíveis argumentos em ambos os sentidos (de que 
tal norma é inconstitucional ou mesmo de que é perfeitamente válida). A verdade é que o Su-
premo Tribunal Federal é o único que tem competência para responder a essa pergunta – e que 
ainda não há manifestação nesse sentido.
Por esse motivo, o correto é considerar que a letra da lei está valendo – e que é competên-
cia da Justiça Militar da União o julgamento de crimes dolosos contra a vida quando pratica-
dos por militares das Forças Armadas e dentro do contexto previsto no CPM.
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E qual contexto é esse, professor?
É aquele que se enquadra nas circunstâncias previstas nos incisos e alíneas do art. 9º, 
parágrafo 2º:
CPM – Art. 9º, § 2º Os crimes de que trata este artigo, quando dolosos contra a vida e 
cometidos por militares das Forças Armadas contra civil, serão da competência da Justiça 
Militar da União, se praticados no contexto: (Incluído pela Lei n. 13.491, de 2017)
I – do cumprimento de atribuições que lhes forem estabelecidas pelo Presidente da Repú-
blica ou pelo Ministro de Estado da Defesa;
II – de ação que envolva a segurança de instituição militar ou de missão militar, mesmo que 
não beligerante; ou
III – de atividade de natureza militar, de operação de paz, de garantia da lei e da ordem ou 
de atribuição subsidiária, realizadas em conformidade com o disposto no art. 142 da Constitui-
ção Federal e na forma dos seguintes diplomas legais:
a) Lei n. 7.565, de 19 de dezembro de 1986 – Código Brasileiro de Aeronáutica;
b) Lei Complementar no 97, de 9 de junho de 1999;
c) Decreto-Lei n. 1.002, de 21 de outubro de 1969 – Código de Processo Penal Militar; e
d) Lei n. 4.737, de 15 de julho de 1965 – Código Eleitoral.
Professor, e qual a norma para os demais militares?
Para os militares estaduais (não vinculados às forças armadas) e para os militares das 
Forças Armadas que praticarem o crime de homicídio doloso contra a vida de civil fora das 
circunstâncias do parágrafo 2º, aplica-se a regra do parágrafo 1º:
CPM – Art. 9º, § 1º Os crimes de que trata este artigo, quando dolosos contra a vida e cometidos por 
militares contra civil, serão da competência do Tribunal do Júri.
Cabe salientar, ainda, que EM REGRA o homicídio praticado por militar da ativa contra 
militar da ativa é de competência da Justiça Militar (configurando o crime impropriamente 
militar de homicídio).
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Crimes dolosos 
contra a vida de civil, 
praticado por militar
Se militar estadual
Tribunal do Júri
Se militar das Forças 
Armadas, e não 
estão presentes as 
circunstâncias do 
parágrafo 2º, I, II ou 
III
Tribunal do Júri
Se militar das Forças 
Armadas e estão 
presentes as 
circunstâncias do 
parágrafo 2º
Justiça Militar da 
União
Justiça Eleitoral
Em 2017, tomaram grande notoriedade as ações que tramitam no TSE, o que acabou tra-
zendo uma maior protagonismo da Justiça Eleitoral nas notícias em geral.
Sua competência (que não se restringe à do TSE, é claro), possui origem na Constituição 
Federal, com a definição dos órgãos que a compõem:
CF – Art. 118. São órgãos da Justiça Eleitoral:
I – o Tribunal Superior Eleitoral;
II – os Tribunais Regionais Eleitorais;
III – os Juízes Eleitorais;
IV – as Juntas Eleitorais.
Apesar disso, suas normas de competência propriamente ditas não costumam ser cobra-
das em prova, visto que por força do art. 121, uma lei complementar deve tratar do assunto, e 
tal diploma legal dificilmente faz parte do conteúdo programático dos concursos.
Curiosidade: A lei complementar que deve dispor sobre a organização e competência da Justi-
ça Eleitoral é o Código Eleitoral.
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CF, art. 121. Lei complementar disporá sobre a organização e competência dos tribunais, dos juízes 
de direito e das juntas eleitorais.
Justiça Federal
Para finalizar a competência em razão da matéria temos a mais extensa dessa lista: a com-
petência da Justiça Federal.
A competência da JF é sempre TAXATIVA e EXPRESSA.
Assim, aquilo que é competência da Justiça Federal estará escrito como tal. Todo o resto 
é competência da Justiça Estadual (chamada de competência residual).
A primeira norma sobre o assunto é o art. 109 da Constituição Federal – da competência 
dos juízes federais. Mas como tal artigo é um pouco extenso, vamos apresentá-lo de uma for-
ma esquematizada.
Causas em que o autor, o réu, o assistente ou oponente são:
•A União;
•Entidade Autárquica;
•Empresa Pública Federal.
•Exceções: Causas de Falência, Acidentes de Trabalho e sujeitas à Justiça Eleitoral e à 
Justiça do Trabalho. 
Causas relacionadas à Estados Estrangeiros:
•Entre Estado Estrangeiro / Organismo Internacional e Município ou pessoa domiciliada ou 
residente no Brasil; 
•Causas fundadas em tratados ou contrato da União com Estado Estrangeiro ou Organismo 
Internacional.
Causas relacionadas à crimes:
•Crimes políticos;
• Infrações penais em detrimentos de bens e serviços da União, suas autarquias e empresas 
públicas;
•Exceções: Contravenções Penais e causas de competência da Justiça Eleitoral e à Justiça 
do Trabalho. 
Causas relacionadas à crimes(II):
•Previstos em tratados ou convenções internacionais;
•Cuja execução foi iniciada no Brasil e o resultado ocorreu ou deveria ter ocorrido no 
estrangeiro (ou vice-versa).
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Causas relacionadas à crimes (III):
•Crimes contra a organização do trabalho;
•Crimes contra o sistema financeiro ou ordem economico-financeira (em casos 
determinados por lei).
Outras Competências
•HC's nas causas criminais de competência da JF;
•HC's contra constrangimentos perpetrados por autoridades cujos atos não estão sujeitos à 
outras jurisdições.
•Execução de carta rogatória;
•Execução de sentença Estrangeira (Após Homologação);
Outras competências II
•Habeas Data e Mandados de Segurança contra atos de autoridade federal.
•Exceção: Competências dos Tribunais Federais.
•Causas relativas à Direitos Humanos (§ 5º);
•Direitos indígenas.
•Naturalização e Nacionalidade.
Causas relacionadas à crimes (IV):
•Crimes praticados a bordo de navios ou aeronaves.
•Exceção: Competência da Justiça Militar
•Crimes de ingresso ou permanência irregular no estrangeiro; 
Repare que no esquema acima estão incluídas todas as hipóteses e não apenas as 
criminais.
A única boa notícia sobre essa lista extensa é que o examinador costuma cobrar o assunto 
acima de forma direta (colocando uma assertiva extraída do rol de competências da Justiça 
Federal). O lado ruim disso, no entanto, é óbvio: somos forçados a ler e reler, e memorizar. In-
felizmente não tem remédio!
Lembre-se de que a competência da Justiça Estadual é residual. Se uma hipótese não está 
configurada como competência da Justiça Federal, será da Justiça Estadual, por eliminação.
Crimes Conexos
É necessário ainda saber o que acontece quando um crime de competência da Justiça Fe-
deral é praticado de forma conexa com um crime de competência da Justiça Estadual.
Quem responde a essa pergunta é a Súmula n. 122/STJ:
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Súmula n. 122/STJ
Compete à Justiça Federal o processo e julgamento unificado dos crimes conexos de 
competência federale estadual, não se aplicando a regra do art. 78, II, “a”, do Código de 
Processo Penal.
Jurisprudência Relevante
Não bastasse o rol de competência extremamente extenso, existem ainda inúmeros in-
formativos e súmulas relacionados à competência da Justiça Federal, os quais você preci-
sa conhecer.
Contravençõ
es Penais
Contravenções Penais competem à Justiça Estadual,
mesmo que praticadas em detrimento de bens da
União, e mesmo que estejam conexas a crimes de
competência da Justiça Federal (STJ).
Sociedades 
de Economia 
Mista
Crimes contra Sociedades de Economia Mista são de 
competência da Justiça Estadual.
Fundações 
Públicas 
Federais
Fundações Públicas Federais são consideradas 
Autarquias (são as chamadas Fundações Autárquicas). 
Por isso, crimes praticados em detrimento dessas 
entidades também são de competência da Justiça 
Federal.
Conselhos 
Profissionais
Crimes praticados contra Conselhos profissionais (tais como 
a OAB) também são de competência da Justiça Federal.
Isso ocorre pois esses órgãos são essencialmente de 
natureza autárquica!
Lei de 
Terrorismo
Os delitos previstos na lei 11.260/16 são de competência da 
Justiça Federal.
Justiça 
Eleitoral e 
Militar
A competência da Justiça Eleitoral e da Justiça Militar EM 
REGRA prevalece sobre a competência da JF, em caso de 
conflito.
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Outros Conflitos
Temos ainda um outro quadro comparativo entre a Justiça Federal e a Justiça Estadual, 
baseado em outras decisões judiciais:
• Crimes praticados contra funcionário público federal, 
relacionados ao exercício da função;
• Falsificação de papel moeda de forma não grosseira;
• Crimes de falso testemunho em processos trabalhistas;
• Crimes de uso de passaporte falso;
• Desvio de verbas sujeitas a prestação de contas perante 
órgão federal, praticado por prefeito;
• Tráfico internacional de drogas para o exterior;
• Tráfico internacional de crianças.
Compete à Justiça Federal processar e julgar:
• Crimes de Falsa anotação na CTPS;
• Falsificação grosseira de papel moeda;
• Falsificação e uso de documento falso de escola particular;
• Desvio de verba transferida e incorporada ao patrimônio 
municipal (praticado por prefeito);
Compete à Justiça Estadual processar e julgar:
3.2. CompetênCIas terrItorIaIs
Passamos agora a estudar as competências em razão do território. Não se preocupe: Esse 
regramento é muito mais simples do que as competências em razão da matéria.
Vamos começar com a leitura do art. 70 do CPP:
CPP, art. 70. A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, 
ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução.
§ 1º Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar fora dele, a competência 
será determinada pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o último ato de execução.
§ 2º Quando o último ato de execução for praticado fora do território nacional, será competente o 
juiz do lugar em que o crime, embora parcialmente, tenha produzido ou devia produzir seu resultado.
§ 3º Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando incerta a jurisdição 
por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições, a competên-
cia firmar-se-á pela prevenção.
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Art. 71. Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou mais 
jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção.
Via de regra, a competência territorial será determinada através do local em que se consu-
mou o delito, ou no caso de tentativa, o local em que foi praticado o último ato de execução.
Segundo a doutrina, o art. 70 aplica a chamada TEORIA DO RESULTADO na definição de 
competência.
3.3. prevenção
Antes que possamos continuar nosso estudo, é preciso que você entenda o conceito de 
PREVENÇÃO. Você ainda vai ler muito esse termo tanto em nossa aula quanto nas provas de 
concursos... então primeiramente vejamos o que ele significa:
Prevenção: Prevenção está relacionada com a ideia de antecipação.
No Direito Processual Penal, a prevenção é uma prefixação de competência, concedida ao 
juiz que primeiro tomar conhecimento da infração penal e praticar um ato ou tomar uma me-
dida no processo ou inquérito.
Costumo dizer que a prevenção é um verdadeiro “coringa” da solução dos conflitos de com-
petência. Quando não houver outro critério para solucionar uma situação em que dois juízes 
possam ser considerados competentes para atuar em um determinado inquérito ou processo, 
o legislador se utiliza da prevenção para solucionar o impasse.
Prevenção: o “Coringa” da definição de Competências.
O primeiro exemplo é da aplicação da prevenção está no § 3º do art. 70 do CPP:
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Em caso de limite territorial incerto entre jurisdições, ou de infração consumada ou tentada nas divi-
sas entre jurisdições, tornando complicado determinar o local exato para definição da competência, 
o legislador utilizou-se do critério de prevenção para solucionar o caso.
Um segundo caso está no art. 71 do CPP:
Em caso de infração continuada ou permanente praticada em território de múltiplas jurisdições, o 
conflito também será sanado por prevenção.
Obs.: � Lembre-se de que a definição de competência no âmbito internacional (para os chama-
dos crimes a distância) segue as regras do lugar do crime previstas no Código PENAL, 
em seu art. 6º (teoria da ubiquidade) e as normas de territorialidade e extraterritoriali-
dade da lei penal.
Assim, caro(a) aluno(a): para não se confundir, quando for resolver uma questão sobre a 
competência da justiça brasileira para julgar um delito de caráter internacional, aplique as 
regras e teorias previstas no CP. Você estará solucionando os casos dos chamados crimes a 
distância.
Já nos casos de crimes plurilocais (praticados em múltiplos locais dentro do território na-
cional) você deve utilizar as regras e teorias do CPP.
Crimes a 
distância
Regras 
previstas no CP.
Caráter 
Internacional.
Questão de 
Territorialidade ou 
Extraterritorialidad
e da Lei Penal.
Crimes 
Plurilocais
Regras previstas 
no CPP. Caráter nacional.
Questão de 
Jurisdição e 
Competência.
Esclarecida essa diferença, vamos falar de mais uma exceção à regra do art. 70 do CPP:
Em casos de delitos de homicídio, deve prevalecer o juízo do local da AÇÃO ou da OMISSÃO, se-
gundo a jurisprudência majoritária. Logo, em casos de homicídio, temos que a teoria utilizada por 
definição judicial, é a teoria da atividade, e não a do resultado, que é a regra do CPP.
Regra geral 
CPP
Teoria do 
Resultado
Homicídio Teoria da 
Atividade
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3.4. JurIsprudênCIa e atualIzações legIslatIvas sobre CompetênCIaterrItorIal
• Infrações de Menor Potencial Ofensivo também são regidas 
pela teoria da atividade na definição de competência.
• Portanto, constituem exceção à regra geral do CPP, de modo 
que o juízo competente para julgá-las será o do local onde a 
infração foi praticada.
IMPO's
• No caso de delitos de contrabando ou descaminho, o STJ 
entende que o juízo competente será definido, na esfera 
federal, com base na prevenção, sendo competente o juízo do 
lugar onde os bens contrabandeados foram apreendidos.
Súmula n. 151 do STJ
• A jurisprudência dos tribunais superiores até a edição da Lei 
14.155/21 vinha entendendo que o estelionato praticado com 
falsificação de cheques deve ser processado e julgado no juízo 
do local onde foi obtida a vantagem ilícita, ao passo que o
estelionato praticado com cheques SEM FUNDOS, no entanto, 
deveria ser processado e julgado no juízo do local da recusa do 
pagamento dos cheques.
• No entanto, houve alteração legislativa superveniente sobre o 
tema, inserida no ordenamento jurídico pela Lei 14.155/21. A 
referida Lei inseriu o § 4º do art. 70 do CPP, segundo o qual, 
nos crimes previstos no art. 171 (estelionato) do Decreto-Lei nº 
2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), quando 
praticados mediante depósito, mediante emissão de cheques 
sem suficiente provisão de fundos em poder do sacado ou com 
o pagamento frustrado ou mediante transferência de valores, a 
competência será definida pelo local do domicílio da vítima, e, 
em caso de pluralidade de vítimas, a competência firmar-se-á 
pela prevenção.
Estelionato – IMPORTANTE!
• Aplica-se a regra geral do art. 70 do CPP – Teoria do Resultado.
Crimes Preterdolosos
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Sei que são muitas hipóteses para casos singulares. Infelizmente, o examinador simples-
mente adora utilizar desse tipo de jurisprudência para confundir o aluno, de modo que não 
temos saída senão a de listar cada uma delas.
Dito isso, sigamos. Nosso próximo passo é conhecer os arts. 72 e 73 do CPP:
CPP – Art. 72. Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pelo domicílio 
ou residência do réu.
§ 1º Se o réu tiver mais de uma residência, a competência firmar-se-á pela prevenção.
§ 2º Se o réu não tiver residência certa ou for ignorado o seu paradeiro, será competente o juiz que 
primeiro tomar conhecimento do fato.
Art. 73. Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro de domicílio ou da 
residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração.
Essa é a chamada regra supletiva, utilizada caso a regra geral não possa ser aplicada. 
Nesse caso, por algum motivo não se conhece o local da infração, mas ainda sim existe um 
processo que precisa tramitar regularmente.
O legislador optou pelo seguinte fluxo para determinar o juízo competente de forma a so-
lucionar esse caso:
Juízo do domicílio 
ou residência do 
réu
Em caso de mais 
de uma 
residência, 
PREVENÇÃO
Réu sem 
residência certa 
ou de paradeiro 
ignorado: Juiz que 
primeiro tomar 
conhecimento do 
fato.
Temos ainda a regra do art. 73 do CPP, específica para ação penal exclusivamente privada, 
nas quais o querelante tem o direito de optar pelo trâmite do processo no foro de domicílio ou 
residência do réu em lugar do foro do lugar da infração, mesmo que este seja conhecido.
Veja que a regra prevista no art. 73 é para ação penal exclusivamente privada, ou seja, não 
se aplicará aos casos de ação penal privada subsidiária da pública.
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Esquematizando:
Art. 72 (Regra Supletiva)
Em casos onde não se tem conhecimento sobre o local da consumação do crime, utiliza-se o 
foro do domicílio ou residência do réu para determinar o juízo competente.
§ 3º e Art. 71
Em caso de infração praticada em território de duas ou mais jurisdições, ou de infração em 
local de limite territorial incerto entre jurisdições, utiliza-se a prevenção para solução do 
conflito.
Art. 70 (Regra Geral)
Teoria do Resultado.
Juízo competente é o do lugar da consumação do delito ou do último ato de execução da 
tentativa.
O conteúdo apresentado soluciona inúmeras questões sobre esse regramento. Entretanto, 
ainda fica a seguinte pergunta:
O que fazer quando existirem dois juízes igualmente competentes para julgar uma infra-
ção penal?
A explicação está no art. 75 do CPP:
CPP, art. 75. A precedência da distribuição fixará a competência quando, na mesma circunscrição 
judiciária, houver mais de um juiz igualmente competente.
Parágrafo único. A distribuição realizada para o efeito da concessão de fiança ou da decretação de 
prisão preventiva ou de qualquer diligência anterior à denúncia ou queixa prevenirá a da ação penal.
Eis que identificamos um novo termo relacionado com a definição de competência: a 
distribuição.
Mas o que é que ele significa?
Distribuição nada mais é do que a maneira que o legislador optou para dizer sorteio. Logo, 
havendo dois juízes igualmente competentes na mesma circunscrição judiciária, será sele-
cionado qual julgará um determinado caso por sorteio, o que normalmente é efetuado por um 
sistema informatizado desenvolvido com essa finalidade.
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4. alteração da CompetênCIa
Via de regra, a competência é definida de acordo com regras básicas e gerais. A 
partir do art. 76 do CPP, no entanto, temos os chamados critérios de conexão e continência, 
que tratam da possibilidade de alteração da competência originária para que o caso concreto 
possa ser processado de uma melhor forma.
Os critérios de conexão e continência não criam um tipo de competência. O que ocorre é uma 
alteração da competência originária.
Em primeiro lugar, no entanto, precisamos entender o que significam exatamente os con-
ceitos de conexão e continência.
• Ocorre quando um fato criminoso está contido (engloba) 
outro.
• Regra prevista no art. 77 do CPP.
• Não é possível a cisão (separação) dos delitos em processos 
diferentes (pois estão contidos uns nos outros).
Continência
• Ocorre quando existe uma ligação entre as infrações penais 
(liame) que justifique sua união em um mesmo processo 
para facilitar seu julgamento. 
• A conexão serve para evitar decisões contraditórias, bem 
como para facilitar o trâmite geral do processo (e atos como 
a produção de prova).
Conexão
Antes de especificar os detalhes de cada um desses institutos, devemos fazer uma men-
ção à Súmula n. 235 do STJ:
A conexão não determina a reunião dos processos, se um deles já foi julgado.
Assim, tanto na conexão quanto na continência, não se deve reunir processos se um deles 
já tiver sido julgado.
Passemos agora ao estudo de cada um desses dois institutos, de forma detalhada!
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4.1. ContInênCIa
Primeiramente, vamos fazera leitura do art. 77 do CPP:
CPP, art. 77. A competência será determinada pela continência quando:
I – duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração;
II – no caso de infração cometida nas condições previstas nos arts. 51, § 1º, 53, segunda parte, e 
54 do Código Penal.
Se duas ou mais pessoas forem acusadas da mesma infração, ou na hipótese de concurso 
formal de crimes, previstas no Código Penal, teremos a determinação de competência pela 
continência.
4.2. Conexão
A conexão, por sua vez, é um pouco mais complexa que a continência. Vejamos o que rege 
o art. 76 do CPP:
CPP, Art. 76. A competência será determinada pela conexão:
I – se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias 
pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar, ou por 
várias pessoas, umas contra as outras;
II – se, no mesmo caso, houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as outras, ou para 
conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas;
III – quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na 
prova de outra infração.
Sobre a conexão, a doutrina faz a distinção entre cada um desses incisos. Esquematizan-
do, fica da seguinte forma:
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Conexão Intersubjetiva por Concurso
• É a prevista no art. 76, inciso I.
• Ocorre quando estamos diante de duas ou mais infrações, 
praticadas por duas ou mais pessoas.
Conexão Intersubjetiva por Reciprocidade
• Também prevista no art. 76, inciso I.
• Ocorre quando estamos diante de duas ou mais infrações, 
praticadas por várias pessoas umas contra as outras.
Conexão Objetiva ou Finalista
• Prevista no art. 76, inciso II
• A conexão entre as infrações penais se dá através da 
existência de um objetivo – seja ele o de facilitar ou ocultar 
outras infrações penais, ou para garantir a vantagem ou a 
impunidade de qualquer delas.
Conexão Probatória, Processual ou Instrumental
• Prevista no art. 76, inciso III.
• Ocorre quando estamos diante de uma conexão gerada por 
uma prova, relevante o suficiente para influir na prova de 
outra infração penal.
4.3. prevalênCIa do foro
Ao alterar a competência originária para julgar uma determinada infração, é certo que exis-
tirão inúmeros benefícios (tais como evitar contradições, facilitar a produção das provas, en-
tre outros).
Entretanto, essa unificação de várias infrações gera uma consequência bastante óbvia: 
onde tínhamos dois ou mais juízos competentes, agora apenas um irá prevalecer.
A questão é a seguinte: Como selecionar qual dos juízos deverá manter sua competência 
no momento da união dos feitos?
A resposta para essa pergunta está no art. 78 do CPP:
Art. 78. Na determinação da competência por conexão ou continência, serão observadas as seguin-
tes regras:
I – no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição comum, prevalecerá a 
competência do júri;
II – no concurso de jurisdições da mesma categoria:
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a) preponderará a do lugar da infração, à qual for cominada a pena mais grave;
b) prevalecerá a do lugar em que houver ocorrido o maior número de infrações, se as respectivas 
penas forem de igual gravidade;
c) firmar-se-á a competência pela prevenção, nos outros casos;
III – no concurso de jurisdições de diversas categorias, predominará a de maior graduação;
IV – no concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá esta.
São muitas informações, mas esquematizando fica bem mais fácil. Vejamos:
Art. 78, I
• Competência do Júri prevalece sobre outras competências;
• Unica exceção é a de concurso entre crimes de competência do 
júri e de competência da justiça militar ou eleitoral (nesse caso, 
os feitos devem permanecer separados);
Art. 78, II
• Mesma categoria significa juízes aptos a julgar mesmos tipos 
de causas (como por exempo, dois juízes de primeiro grau).
• Nesse caso, segue-se uma lista de prioridades, na seguinte 
ordem: foro do local da infração mais grave, foro onde foi 
cometido o maior nº de crimes, e caso permaneça o conflito, 
prevenção.
Art. 78, III
• O inciso III é o mais simples e conhecido, pois trata do conflito 
entre jurisdições superiores e inferiores. Ocorre nos casos de 
foro por prerrogativa de função. Imagine crimes conexos 
praticados por um indivíduo com foro no STJ e outro com foro 
comum: Os feitos serão unidos e prevalecerá a competência do 
STJ para julgar o caso.
Art. 78, IV
• Quando houver conflito entre a jurisdição especial (como a 
eleitoral, por exemplo) e a jurisdição comum, prevalecerá a 
especial.
• Logo, em concurso entre crimes eleitorais e crimes comuns, a 
Justiça Eleitoral deverá julgar todos os delitos.
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Exceção importante!
Em caso de concursos de crimes de jurisdição MILITAR e jurisdição COMUM, deve ocorrer a 
disjunção dos feitos.
4.4. Casos de separação obrIgatórIa
Já aprendemos quando é que os processos devem ser reunidos para julgamento uno dos 
feitos. Também já sabemos qual justiça deve prevalecer em casos específicos (ao estudar o 
art. 78 do CPP). Entretanto, ainda nos resta aprender que em determinados casos, mesmo 
diante de um caso de conexão ou continência, os processos não devem ser reunidos, man-
tendo-se a separação dos feitos.
Tais casos estão previstos expressamente no art. 79 do CPP, a saber:
CPP, art. 79. A conexão e a continência importarão unidade de processo e julgamento, salvo:
I – no concurso entre a jurisdição comum e a militar;
II – no concurso entre a jurisdição comum e a do juízo de menores.
§ 1º Cessará, em qualquer caso, a unidade do processo, se, em relação a algum corréu, sobrevier o 
caso previsto no art. 152.
§ 2º A unidade do processo não importará a do julgamento, se houver corréu foragido que não pos-
sa ser julgado à revelia, ou ocorrer a hipótese do art. 461.
Sobre a separação entre a justiça comum e a justiça militar, nós acabamos de fazer uma 
observação. Entretanto, temos ainda outros casos:
Separação entre a Justiça Comum e o Juízo de Menores
Aqui temos o seguinte: Num concurso entre um menor de 18 anos e um outro autor maior 
de idade, o menor será julgado pelos Juizados da Infância e Juventude, enquanto o maior de 
idade terá sua participação apurada pela Justiça Criminal de forma regular.
Superveniência de Enfermidade Mental
Quanto ao §1º, estamos diante do caso em que um dos autores acaba padecendo de uma 
doença mental que enseja a suspensão do processo até a sua recuperação.
Entretanto, não se pode suspender também o processo para o réu que se encontra bem de 
saúde, motivo pelo qual os processos devem ser desmembrados, suspendendo-se apenas o 
relativo ao réu doente.
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Fuga de umdos réus
Por fim, temos o § 2º, que trata da fuga de um dos réus. Aqui, é necessário analisar se é 
possível que o réu possa ser julgado à revelia. Se for possível, a junção pode ser realizada nor-
malmente. No entanto, se for um caso em que o julgamento à revelia não é permitido, deve 
ocorrer a disjunção dos processos.
4.5. Casos de separação faCultatIva
Existem ainda casos em que embora a separação não seja obrigatória, o legislador previu 
a possibilidade de separação dos feitos. Note que estamos diante de uma faculdade, e não de 
uma obrigação.
CPP – Art. 80. Será facultativa a separação dos processos quando as infrações tiverem sido pra-
ticadas em circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes, ou, quando pelo excessivo número de 
acusados e para não lhes prolongar a prisão provisória, ou por outro motivo relevante, o juiz reputar 
conveniente a separação.
Separação Facultativa (CPP – Art. 80)
Infrações penais praticadas em tempo ou lugares 
diferentes.
Número excessivo de réus ou acusados.
Outro motivo relevante.
Esses casos são simples – basta que você conheça o rol que pode ensejar a separação 
facultativa dos processos.
A única observação realmente importante é que a separação facultativa dos processos 
pode ser reconhecida de ofício pelo juiz ou quanto arguida pelas partes.
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5. perpetuação da JurIsdIção
A perpetuação da jurisdição (perpetuatio jurisdictionis) está prevista no art. 81 do CPP:
CPP, art. 81. Verificada a reunião dos processos por conexão ou continência, ainda que no processo 
da sua competência própria venha o juiz ou tribunal a proferir sentença absolutória ou que des-
classifique a infração para outra que não se inclua na sua competência, continuará competente em 
relação aos demais processos.
No caso do art. 81, ocorreu o seguinte: alguns processos foram reunidos, por conexão ou 
continência. Entretanto, no que diz respeito ao processo que causou a atração (que determi-
nou a escolha de competência que prevaleceu sobre as demais), o juiz proferiu uma sentença 
absolutória ou desclassificou a infração para outra, que não é de sua competência.
Nessa situação, o que deve acontecer com os processos que foram atraídos, e que não 
estão em seu juízo de origem?
A resposta é simples: eles deverão continuar sob a competência do juízo atual, por força 
do art. 81 do CPP.
Até aí a definição é bastante simples, certo? No entanto, como toda boa regra, a do art. 81 
também possui uma exceção, prevista em seu parágrafo único, especificamente para os casos 
do tribunal do júri:
Parágrafo único. Reconhecida inicialmente ao júri a competência por conexão ou continência, o juiz, 
se vier a desclassificar a infração ou impronunciar ou absolver o acusado, de maneira que exclua a 
competência do júri, remeterá o processo ao juízo competente.
Assim, temos um processo com delitos conexos a um crime doloso contra a vida (Exem-
plo: um estupro conexo com um homicídio doloso). Inicialmente, portanto, os processos serão 
unidos e encaminhados ao tribunal do júri (cuja competência prevalece sobre a justiça comum, 
como você já sabe).
Entretanto, caso o juiz-presidente verifique, por algum motivo, que não há mais a compe-
tência do júri para atuar no caso (por exemplo: comprova-se que o homicídio foi culposo), 
o júri não poderá continuar atuando no julgamento, de modo que os processos deverão ser 
remetidos ao juízo competente.
Portanto, note que ocorreu o contrário do que se aplica aos casos regulares, nos quais o 
processo continuaria sob a tutela do juízo mesmo após sua desclassificação e o reconheci-
mento da competência de outro órgão jurisdicional.
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6. avoCação de proCessos
Em alguns casos, embora exista uma situação de conexão ou continência, processos dife-
rentes serão instaurados. Nessa situação, o juízo prevalente (aquele no qual deveria tramitar 
a união de todos os processos relacionados) deverá avocar (chamar para si) os processos 
instaurados em outros juízos.
A existência de sentença definitiva impede a avocação de um determinado processo.
E quanto à exceção acima, tome cuidado: segundo a doutrina, sentença definitiva não é 
sinônimo de trânsito em julgado. Sentença definitiva, nesse caso, quer dizer simplesmente que 
a primeira fase processual foi encerrada.
7. prevenção
Você com certeza se lembra de que falamos que a prevenção é o coringa das situações 
de conflitos processuais. Quando as regras gerais não forem suficientes para solucionar os 
conflitos de competência e determinar em qual juízo devem tramitar os processos, a solução 
vem da prevenção:
CPP, art. 83. Verificar-se-á a competência por prevenção toda vez que, concorrendo dois ou mais juí-
zes igualmente competentes ou com jurisdição cumulativa, um deles tiver antecedido aos outros na 
prática de algum ato do processo ou de medida a este relativa, ainda que anterior ao oferecimento 
da denúncia ou da queixa (arts. 70, § 3º, 71, 72, § 2º, e 78, II, c).
Entretanto, é importante também conhecer a Súmula n. 706 do STF, que trata sobre 
o assunto:
Súmula n. 706 – STF
É relativa a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção.
Logo, se durante um processo não for corretamente observada a competência definida por 
prevenção, a nulidade não será absoluta (apenas relativa), de modo que, para ser arguida, irá 
depender da comprovação de que houve prejuízo.
8. foro por prerrogatIva de função
Por fim, temos a previsão contida entre os artigos 84 e 87 do CPP. Tratamos, é claro, do foro 
por prerrogativa de função (popularmente chamado de foro privilegiado).
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O CPP não aborda todas as regras específicas para cada cargo – pois quem o faz é a Cons-
tituição da República – o que acaba transferindo a abordagem mais pesada sobre este assun-
to para a disciplina de Direito Constitucional (inclusive a Questão de Ordem na Ação Penal 937, 
a qual sugiro que os senhores leiam).
Dito isso, em Direito Processual Penal, o que o examinador costuma fazer é cobrar a litera-
lidade dos artigos do CPP, os quais estão transcritos a seguir:
CPP, art. 84. A competência pela prerrogativa de função é do Supremo Tribunal Federal, do Superior 
Tribunal de Justiça, dos Tribunais Regionais Federais e Tribunais de Justiça dos Estados e do Dis-
trito Federal, relativamente às pessoas que devam responder perante eles por crimes comuns e de 
responsabilidade.
Art. 85. Nos processos por crime contra a honra, em que forem querelantes as pessoas que a Cons-
tituição sujeita à jurisdição do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais de Apelação, àquele ou a 
estes caberá o julgamento, quando oposta e admitida a exceção da verdade.
9. da InCompetênCIa no proCesso penal
A incompetência tida como absoluta gera como consequência uma nulidade absoluta. 
Características da incompetência absoluta:
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