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FACULDADE MULTIVIX – ES 
 
GUILHERME SOARES DE CASTRO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TRABALHO DE CONCLUSÃO DO CURSO DE DIREITO 
 
 
 Guilherme Soares de Castro 
 Orientadora Laura Pimenta Krause 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CARIACICA-ES 
2020 
 
 
GUILHERME SOARES DE CASTRO 
 
 
 
 
 
 
 
TRABALHO DE CONCLUSÃO DO CURSO DE DIREITO 
Analise sobre Ação direta de inconstitucionalidade. Lei 13.467/2017, dita “Reforma 
Trabalhista”. Assistência judiciária gratuita. Alterações dos arts. 790-B, caput e § 4o, 791-A, 
§ 4o, e 844, § 2o, da Consolidação das Leis do Trabalho. Violação do acesso à justiça (art. 5o, 
caput, XXXV e LXXIV, da Constituição da República. 
 
Trabalho de Aluno em Regime Didático 
Excepcional apresentado pelo acadêmico Guilherme 
Soares de Castro como exigência do curso de 
graduação 10º período em Direito da Faculdade 
Multivix como requisito para aprovação No Curso 
de Graduação de DIREITO sob a orientação da 
professora Laura Pimenta Krause 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CARIACICA-ES 
2020 
 
 
4 
 
 
Sumário 
Introdução ................................................................................................................................... 5 
1 HISTÓRIA DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA ................................................ 5 
2 DA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE Nº 5766 ..................................... 8 
3 INCONSTITUCIONALIDADE NO PAGAMENTO DOS HONORÁRIOS PERICIAIS .. 10 
4 INCOSNTITUCIONALIDADE NO PAGAMENTO DE CUSTAS PROCESSUAIS PARA 
BENEFICIARIOS DA JUSTIÇA GRATUITA ........................................................................ 13 
5 GARANTIA INERENTE AO MÍNIMO EXISTENCIAL .................................................... 15 
6 Referencia Bibliográficas ...................................................................................................... 17 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
O presente artigo pretende abordar os fundamentos da Ação Direta de 
Inconstitucionalidade proposta pela Procuradoria Geral da República na pessoa do Dr. 
Rodrigo Janot Monteiro de Barros. Tal Ação de Inconstitucionalidade possui com objeto a 
impugnação de trechos da Lei 13.467 de 13 de julho de 2017, popularmente conhecida como 
“Reforma Trabalhista”, a qual alterou o Decreto Lei nº 5.462 de 1º de maio de 1943 e as Leis 
nº 6.019 de 03 de janeiro de 1974, 8.036 de 11 de maio de 1990, e 8.212 de 24 de julho de 
1991, com a finalidade de adequação da legislação as novas relações de trabalho na sociedade 
brasileira. 
Os principais pontos contestados da Ação Direta de Inconstitucionalidade destacam-se 
as alterações do Decreto Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, destacados: 
Art. 790-B. A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente na 
pretensão objeto da perícia, ainda que beneficiária da justiça gratuita. 
§ 4o Somente no caso em que o beneficiário da justiça gratuita não tenha obtido em juízo 
créditos capazes de suportar a despesa referida no caput, ainda que em outro processo, a União 
responderá pelo encargo.” (grifo nosso) 
Art. 791-A. Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de 
sucumbência, fixados entre o mínimo de 5% ([...]) e o máximo de 15% ([...]) sobre o valor que 
resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível 
mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa. (grifo nosso) 
 § 4o Vencido o beneficiário da justiça gratuita, desde que não tenha obtido em juízo, ainda que 
em outro processo, créditos capazes de suportar a despesa, as obrigações decorrentes de sua 
sucumbência ficarão sob condição suspensiva de exigibilidade e somente poderão ser executadas 
se, nos dois anos subsequentes ao trânsito em julgado da decisão que as certificou, o credor 
demonstrar que deixou de existir a situação de insuficiência de recursos que justificou a 
concessão de gratuidade, extinguindo-se, passado esse prazo, tais obrigações do beneficiário. 
(grifo nosso) 
Art. 844. .............................................................................................................................................. 
§ 2o Na hipótese de ausência do reclamante, este será condenado ao pagamento das custas 
calculadas na forma do art. 789 desta Consolidação, ainda que beneficiário da justiça gratuita, 
salvo se comprovar, no prazo de quinze dias, que a ausência ocorreu por motivo legalmente 
justificável.” (grifo nosso) 
 
HISTÓRIA DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA 
 
O termo “assistência judiciária” deve ter sua compreensão ampla na medida da 
necessidade de fornecer ao pobre ou aquele que não tem condições de arcar com a demanda 
financeira de uma ação judicial possibilidade de assistência jurisdicional plena na defesa dos 
seus direitos, onde, neste bojo assistencial devem compelir a isenção de custas, também, o 
patrocínio profissional gratuito. 
 
 
6 
 
 
Como percebe-se no processo de desenvolvimento social brasileiro o reconhecimento 
de direitos que venham a beneficiar as classes mais pobres denotam de um processo lento, 
quando não esquecidos, para que possam ser positivados em nosso ordenamento jurídico e 
aplicados pelos operadores do direito, sejam advogados ou magistrados. 
Neste prisma, verifica-se que os primeiros passos tímidos na concessão de assistência 
judiciária no Brasil datam de 1603, mesmo antes da república, o império através das 
Ordenações Filipinas, Afonsinas e Manuelinas que regiam o solo brasileiro pela imposição 
colonialista de Portugal, discorrem sobre assistência para réus no âmbito criminal, contudo 
tais direitos assistenciais foram ampliados a partir de 1841. 
Em que pese, no ano seguinte, ou seja, 1842, mesmo com o alcance muito limitado, foi 
promulgada lei dispondo sobre as custas do processo civil, o qual isentou o litigante pobre de 
pagar o dizimo de chancellerias. 
Ao passo histórico que tivemos a proclamação da República brasileira, afloram 
principalmente, pelos ideais contidos neste conceito de governo, um olhar as classes mais 
pobres e seu acesso a justiça, então pelo Decreto lei nº 1.030 de 14 de novembro de 1890 
valida em todo território nacional, nos termos: “fica o Ministro (de Justiça) autorizado a 
organizar uma comissão de patrocínio gratuito dos pobres no crime e no cível”, desta forma 
pela primeira vez uma norma governamental visível aos olhos da sociedade. 
Cabe destacar que em 1897 foi criado no Rio de Janeiro o primeiro serviço de 
assistência jurídica de natureza pública por intermédio do Decreto Lei nº 2.457 de 08 de 
fevereiro, o que devido ao apoio da Ordem dos Advogados passou a ser um espelho para 
possível implantação dos demais estados. 
Com o passar do tempo, agora em 1930, o fato que passou a dar maior força para 
assistência judiciária foi a criação institucional da Ordem dos Advogados, pois nas palavras 
do Dr. Rui de Azevedo Sodré “ Com a criação da Ordem dos Advogados , passou ela a ser o 
órgão de seleção, defesa e disciplina da classe dos advogados em toda a republica, tornando-a 
obrigatória a inscrição do advogados em seu quadro”. 
Isto posto, a relação dos advogados com os ditames regulatórios expedido pela Ordem 
passou a ser de cunho obrigatório, assim, solidificando a necessidade da assistência judicial 
entre seus membros, como podemos observar pelo art. 91 do regulamento: “A assistência 
judiciária, no Distrito Federal, nos Estados, e nos Territórios fica sob a jurisdição exclusiva da 
Ordem” 
 
 
7 
 
 
Neste viés, vejamos a visão do Professor e advogado americano Peter Messitte1 sobre 
o tema: 
“Reconhecido como um dever de cada advogado “aceitar e exercer, com desvêlo, os 
encargos cometidos pela Ordem, pela Assistência Judiciária ou pelos Juizes competentes”.Assim, 
o patrocínio gratuito deixou de ser uma recomendação branda ao advogado, tornando-se uma 
obrigação firme a ser cumprida sob pena de multa. Além disso, o fortalecimento da classe 
advocatícia perante o resto do país garantia a propagação de qualquer idéia que fôsse considerada 
pela classe. Assistência Judiciária logo se tomou uma dessas idéias.” 
 
Todavia, até o momento, abordagem foi contextualiza na positivação da assistência 
judiciária no Brasil por decretos leis, faltando ainda, que essa garantia fosse expressa em 
nossos textos constitucionais, à medida que a discussão começou a ganhar força entre as 
classes, finalmente na promulgação da Constituição de 1934, tivemos pela primeira vez o 
reconhecimento deste direito no art. 113, nº 32, o qual citamos: 
“A União e os Estados concederão aos necessitados assistência judiciária, criando para 
êsse efeito, órgãos especiais e assegurando a isenção de emolumentos, custas, taxas e sêlos. 
 
Certamente o principio firmado constitucionalmente elevou o espírito do nosso direito 
pátrio, a fim de concretizar um regime de garantias e direitos essenciais à vida política e social 
da população, principalmente na concessão, em tese, de assistência judicial igualitária. 
Percebe-se que após positivado pela Constituição de 1934, passou a ser instrumento 
permanente nas demais Constituições como podemos observar em 1946 que garantiu o direito 
nas seguintes palavras: “O poder público, na forma que a lei estabelecer, concederá 
assistência judiciária aos necessitados”. 
Mesmo com advento do período de Estado de exceção imposto pelo Regime militar 
em 1964, a assistência judiciária, na teoria, manteve-se firme como orientação na Constituição 
de 1967, contido no art. 150, § 32: “Será concedida assistência Judiciária aos necessitados, na 
forma da lei.” 
 Nesta breve contextualização história, chegamos a Constituição de 1988, inclusive, 
com fundamentos que trazem um estado democrático de direto com inspirações em garantias 
individuais com natureza de cláusulas pétreas, entre elas a assistência judiciária explicita no 
art. 5º, sendo, inc. XXXV – a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou 
 
 
1 Assistência judiciária"' no Brasil: uma pequena história Peter Messitte, Pg. 135 
 
 
8 
 
 
ameaça ao direito; inc. LXXIV – o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos 
que comprovarem insuficiência de recursos. 
Logo, todo o processo para positivação e concretização da assistência judiciária para 
aquele, intitulado como “pobre” nos termos legais pudesse ter acesso ao Estado, o qual 
mantém o monopólio jurisdicional, foi lento e de um custo irreparável a todos que foram 
sujeitos a arbitragens impostas por aqueles poderes que não temiam o sistema jurídico, 
justamente por ter a compreensão do seu acesso restrito as classes consideradas inferiores para 
obtenção de justiça. 
 
DA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE Nº 5766 
 
Conforme traçado na Petição Inicial que visa a decretação pelo Supremo Tribunal 
Federal (STF) da inconstitucionalidade das alterações através da lei 13.467/2017 dos artigos 
790-B caput e § 4º, 791-A § 4º e 844 caput e § 4º da CLT, a qual violam gravemente o art. 5º 
nos incisos XXXV e LXXIV no âmbito da assistência judiciária gratuita, denotam verdadeiros 
cerceamento a valores fundamentais da República Federativa do Brasil expostos no art. 3º nos 
termos concretizar a construção de uma sociedade livre, justa e solidaria, garantia do 
desenvolvimento nacional e a erradicação da pobreza e a marginalização e reduzir as 
desigualdades sociais e regionais. 
Neste mister, verifica-se o detrimento de direitos constitucionais obtidos a tanto custo 
pela sociedade meramente por interesses legislativos, em tese, buscando a redução das 
demandas judiciais de caráter trabalhista, para isso, violando o acesso a justiça de uma classe 
historicamente exposta a arbitrariedade patronal e supressão dos seus direitos existências. 
Com as alterações dos artigos 790-B caput e § 4º, 791 – A §4º, visam a possibilidade 
do uso de créditos trabalhistas auferidos em qualquer processo, pelo demandante beneficiário 
da justiça gratuita a responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais da parte 
sucumbente ou ainda em ter que suportar as despesas e as obrigações decorrentes de sua 
sucumbência processual, medidas a delimitam o acesso a concretização dos direitos 
fundamentais de ter sua pretensão analisada pelo Poder Judiciário, pois impõe o caráter da 
duvida e risco ao pobre de ter que arcar com valores os quais poderão colocar-lhe em 
situação pior, após possíveis supressões dos direitos trabalhistas que foi vítima. 
 
 
9 
 
 
Ademais, ao observarmos o artigo 844 § 2º que orienta a responsabilização ao 
pagamento de custas processuais nas hipóteses de ausência do reclamante por motivo 
legalmente justificados, isto é, requisitos genéricos a causar o temor por parte do reclamante 
em razão de imprecisão dos acontecimentos da própria vida cotidiana, até porque, diversos 
fatos poderão acometer o individuo na simples locomoção da sua residência até uma Vara 
Trabalhista no dia da audiência. 
Destacamos o entendimento do jurista português José Joaquim Gomes Canotilho 
“direito de acesso aos tribunais já foi considerado como concretização do princípio 
estruturante do estado de direito.”, a fim de ser imprudente a criação parâmetros legais 
obstaculizam as propensas demandas judiciais. 
Ainda, devemos entender que tais garantias são reconhecidas por diversos tratados que 
a República Federativa do Brasil é signatário, desta forma não resta dúvidas quanto a seus 
valores na estrutura de um Estado de direito citamos, in verbis: 
Declaração Universal dos Direitos do Homem de 10 de dezembro de 1948: 
“Artigo 8. Todo homem tem direito a receber, dos tribunais nacionais competentes, 
remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela 
constituição ou pela lei. 
Artigo 10. Todo o homem tem direito, em plena igualdade, a uma justa e pública 
audiência por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir de seus direitos e 
deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra si.” 
 
Pacto Internacional Sobre Direito Civis e Políticos de 19 de dezembro de 1966: 
“Artigo 14. 1. Todas as pessoas são iguais perante os tribunais e as cortes de justiça. Toda 
pessoa terá o direito de ser ouvida publicamente e com devidas garantias por um tribunal 
competente, independente e imparcial, estabelecido por lei, na apuração de qualquer acusação de 
caráter penal formulada contra ela ou na determinação de seus direitos e obrigações de caráter 
civil. 
 
Convenção Americana sobre Direito Humanos (Pacto de São José de Costa Rica) de 
22 de novembro de 1969: 
Artigo 8 , item 1 - Toda pessoa tem direito a ser ouvida, com as devidas garantias e dentro 
de um prazo razoável, por um juiz ou tribunal competente, independente e imparcial, estabelecido 
anteriormente por lei, na apuração de qualquer acusação penal formulada contra ela, ou para que se 
determinem seus direitos ou obrigações de natureza civil, trabalhista, fiscal ou de qualquer outra 
natureza. 
 
Notório os dispositivos garantidores expressos nos tratados reconhecidos pelo 
ordenamento jurídico brasileiro, guardam plena congruência aos ditames constitucionais 
atuais e buscam acesso irrestrito e da inafastabilidade da jurisdição na assistência dos mais 
necessitados. 
 
 
10 
 
 
Contudo, a reforma trabalhista, especificamente nos artigos supracitados, estão na 
contramão deste acesso irrestrito na garantia ampla e igualitária do acesso a justiça, à medida 
que o trabalhador economicamente desfavorecido deverá colocar-se em risco na pretensão dos 
seus direitos, caso necessário uma demanda trabalhista, quando a sua sombra há condições 
estabelecidas em lei,mesmo reconhecido como beneficiário da justiça gratuita, tenha que 
arcar com todos os custos decorrente de uma ação judicial. 
Acresça-se que o Direito do Trabalho é inerente a proteção do trabalhador, em razão 
da sua reconhecida hipossuficiência e vulnerabilidade na relação trabalhista, diante sua 
capacidade econômica frente ao empregador. 
Destaca-se que a imposição legal na criação de obstáculos a dificultar é temerário ao 
acesso do beneficio da justiça gratuita, cria um abismo ainda maior no desequilíbrio das 
paridades de armas processuais, pois tais normas violam, garantias constitucionais do 
Principio da Isonomia, da ampla defesa e da inafastabilidade de jurisdição, cláusulas que 
tratam iguais como iguais e os desiguais na medida das suas desigualdades, fundamentos 
relevantes e um Estado democrático de direito. 
Concluímos com os fundamentos do Professor Fredie Didier Júnior e Rafael Oliveira2 
“justiça gratuita, ou benefício da gratuidade, ou ainda gratuidade judiciária, consiste na 
dispensa da parte do adiantamento de todas as despesas, judiciais ou não, diretamente 
vinculadas ao processo, bem assim na dispensa do pagamento dos honorários do advogado. 
Assistência judiciária é o patrocínio gratuito da causa por advogado público ou particular” 
 
INCONSTITUCIONALIDADE NO PAGAMENTO DOS HONORÁRIOS PERICIAIS 
 
De acordo com o artigo 790-B, mesmo com a obtenção do beneficio da justiça 
gratuita, no caso de sucumbência, o juiz poderá responsabilizar o reclamante ao pagamento da 
pericia, contudo no § 4º a União responderá nas situações que comprovadamente o 
beneficiário não tenha obtido em juízo créditos capazes de suportar a despesa referida no 
Caput. 
 
 
2 DIDIER, Fredie; OLIVEIRA, Rafael. Benefício da Justiça Gratuita. Aspectos Processuais da Lei de 
Assistência Judiciária (Lei Federal no 1060/50). 2. ed. Salvador: JusPodivm, 2005, p. 6-7 
 
 
11 
 
 
Flagrantemente o artigo cria o temor aquele que tem a pretensão de expor ao 
monopólio jurisdicional do Estado sua questão de direito, haja vista, o não reconhecimento da 
supressão ora apontada acarretará ainda mais prejuízos a sua capacidade econômica, já 
fragilizada. 
Vejamos, então um claro exemplo da possibilidade de voltar-se contra o reclamante 
beneficiário da justiça gratuita, a cobrança de valores periciais na Consolidação das Leis 
Trabalhistas (CLT) expõe em seu artigo 195, Caput: “A caracterização e a classificação da 
insalubridade e da periculosidade, segundo as normas do Ministério do Trabalho, far-se-ão 
através de pericia (...)” 
Ainda no § 2º: “Argüida em juízo insalubridade ou periculosidade, seja por 
empregado, seja por sindicato em favor de grupo de associados, o juiz designará perito 
habilitado (...)” 
É inegável, vista a legislação trabalhista que não é uma opção das partes a designação 
de pericia para os casos que envolvem pretensão de insalubridade ou periculosidade, é 
imposto, quer dizer, na ótica do reclamante “pobre” que já viu suas condições de saúde 
expostas na relação laboral, poderá ter o dissabor, caso não for constato as alegadas condições 
sanitárias, o eminente risco em ter diretamente seu patrimônio afetado, no mais tendo que 
superar este obstáculo legal. 
Face à critica apresentada, no cotidiano das Varas Trabalhistas a interpretação do art. 
790-B, § 4º da CLT vem sendo tratado na proteção do reclamante e em congruência com os 
valores constitucionais sobre o tema, assim dispomos alguns julgados recentes: 
 
A) AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. 1. 
ENQUADRAMENTO SINDICAL. O Regional asseverou que a reclamada tem como atividades a 
produção de ovos e de pintos de um dia, a criação de frangos para corte, a fabricação de alimentos 
para animais , a criação de outros galináceos, entre outras, razão pela qual as normas dispostas nas 
CCTs apresentadas com a inicial não se aplicam ao caso, pois firmadas pelo Sindicato dos 
Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação. Diante do contexto delineado pela Corte a quo, não 
se verifica violação literal dos arts. 511, § 1º, e 581, § 2º, da CLT. 2. INDENIZAÇÃO POR 
DANO MORAL. Verifica-se que o recurso, no tema, não está adequadamente fundamentado, a 
teor do art. 896 da CLT, pois não é indicada ofensa a dispositivo de lei e/ou da Constituição 
Federal, contrariedade a súmula desta Corte ou a súmula vinculante do STF, e tampouco 
divergência jurisprudencial. Agravo de instrumento conhecido e não provido . 3. HONORÁRIOS 
PERICIAIS. JUSTIÇA GRATUITA. O presente agravo de instrumento merece provimento, com 
consequente processamento do recurso de revista, haja vista que a reclamante logrou demonstrar 
possível contrariedade à Súmula nº 457 desta Corte. Agravo de instrumento conhecido e provido. 
B) RECURSO DE REVISTA. HONORÁRIOS PERICIAIS. JUSTIÇA GRATUITA. Constitui 
fato incontroverso nos autos que a reclamante é beneficiária da justiça gratuita, razão pela qual não 
pode ser compelida ao pagamento dos honorários periciais, consoante expressa dicção do art. 790-
 
 
12 
 
 
B da CLT e da diretriz perfilhada pela Súmula nº 457 desta Corte Superior. Recurso de revista 
conhecido e provido. 
(TST - ARR: 4733720165090749, Relator: Dora Maria da Costa, Data de Julgamento: 
28/11/2018, 8ª Turma, Data de Publicação: DEJT 30/11/2018) 
 
RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DA LEI Nº 13.015/2014 - 
ADICIONAL DE INSALUBRIDADE - LIXO URBANO - LIMPEZA DE BANHEIRO 
PÚBLICO - FORNECIMENTO DE EPIs O Eg. TRT consignou a higienização de instalações 
sanitárias de uso público pela Reclamante com o fornecimento regular de EPIs capazes de elidir os 
agentes insalubres. Diante dessas premissas, imutáveis à luz da Súmula nº 126 do TST, não há 
como divisar contrariedade à Súmula n o 448, II, desta Corte. HONORÁRIOS PERICIAIS - 
BENEFICIÁRIO DA JUSTIÇA GRATUITA Na forma dos arts. 3º, V, da Lei nº 1.050/60 e 790-B 
da CLT e da Súmula nº 457, do TST, a União é a responsável pelo pagamento dos honorários 
periciais quando a parte sucumbente no objeto da perícia for beneficiária da justiça gratuita . O 
êxito em parte das pretensões deduzidas em juízo não afasta a isenção concedida. Recurso de 
Revista parcialmente conhecido e provido. 
(TST - RR: 219320165090242, Relator: Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, Data de 
Julgamento: 21/03/2018, 8ª Turma, Data de Publicação: DEJT 23/03/2018) 
 
I - AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA DO RECLAMANTE. 
CERCEAMENTO DE DEFESA. DOENÇA OCUPACIONAL. LOMBALGIA. CONCLUSÃO 
ALCANÇADA COM BASE EM PROVA PERICIAL. INDEFERIMENTO DE PROVA 
TESTEMUNHAL E DE COMPLEMENTAÇÃO DA PROVA PERICIAL (NÃO 
CONFIGURADA VIOLAÇÃO DOS ARTIGOS INDICADOS) . DOENÇA OCUPACIONAL. 
LOMBALGIA. CONFIGURAÇÃO. AUSÊNCIA DE CAUSA OU CONCAUSA VERIFICADA 
EM LAUDO PERICIAL (SÚMULA 126 DO TST). INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E 
MATERIAIS. LOMBALGIA. CONFIGURAÇÃO. AUSÊNCIA DE CAUSA OU CONCAUSA 
VERIFICADA EM LAUDO PERICIAL (SÚMULA 126 DO TST). HONORÁRIOS 
ADVOCATÍCIOS (IMPROCEDÊNCIA DOS PEDIDOS DA INICIAL. PEDIDO 
PREJUDICADO). Não merece ser provido agravo de instrumento que visa a liberar recurso de 
revista que não preenche os pressupostos contidos no art. 896 da CLT. Agravo de instrumento não 
provido. II - RECURSO DE REVISTA DA RECLAMADA . HONORÁRIOS PERICIAIS 
ANTECIPADOS PELA RECLAMADA. AUTOR BENEFICIÁRIO DA JUSTIÇA GRATUITA. 
RESPONSABILIDADE DA UNIÃO PELA RESTITUIÇÃO. Consoante dispõe a Súmula 457 do 
TST, a União é responsável pelo pagamento dos honorários de perito quando a parte sucumbente 
no objeto da perícia for beneficiária da Justiça Gratuita, observado o procedimento disposto na 
Resolução 66/2010 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho - CSJT. Dessa forma, sendo a 
empresa vencedora na pretensão objeto da perícia e tendo adiantado o pagamento dos honorários, 
tal valor devem ser ressarcidos pela UNIÃO. Precedentes. Recurso de revista conhecido e provido. 
(TST - ARR: 888005520125170011, Relator: Delaíde Miranda Arantes,Data de 
Julgamento: 02/05/2018, 2ª Turma, Data de Publicação: DEJT 11/05/2018) 
 
Em virtude da visão protetiva por parte dos Tribunais nos casos de sucumbência 
processual a parte do reclamante, a manutenção do dispositivo do artigo 790-B da CLT, tem 
sido um alento as classes mais pobres, possibilitando demandarem suas questões ao Poder 
Judiciário. 
Diante da analise, não pode-se propiciar tal prerrogativa ao magistrado, frize-se, ante 
ao inciso LXXIV do art. 5º da CF (“o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita 
aos que comprovarem insuficiência de recursos”) visto que não pode haver uma opção, mas 
 
 
13 
 
 
um dever se comprovada o estado de necessidade daquele que busca assistência judiciária 
gratuita. 
Importante consignar que ao analisarmos o artigo 791-A da CLT, espreita sobre os 
mesmo termos do artigo 790-B, alterado pelo fato de tratarem de honorários advocatícios 
sucumbências, podendo ser fixados entre 5% a 15% do valor que resultar da liquidação da 
sentença do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor 
atualizado da causa, ponto fulcral do artigo fica exposto no seu § 4º quando o beneficiário da 
justiça gratuita, não havendo créditos suficientes capazes de suportar as despesas, as 
obrigações decorrentes de sua sucumbência ficarão sob condição suspensiva de exigibilidade, 
podendo ser executadas em até 02 anos após o transito em julgado, ao tempo que o credor 
demonstrar que não existe a situação de insuficiência de recursos que justificou a concessão 
de gratuidade. 
Interessante consignar a visão do Dr. Rodrigo Janot sobre a questão: 
 
Nessas disposições reside a colisão com o art. 5o, LXXIV, da Constituição, ao impor a 
beneficiários de justiça gratuita pagamento de despesas processuais de sucumbência, até com 
empenho de créditos auferidos no mesmo ou em outro processo trabalhista, sem que esteja 
afastada a condição de pobreza que justificou o benefício. Concessão de justiça gratuita implica 
reconhecimento de que o beneficiário não dispõe de recursos para pagar custas e despesas 
processuais sem prejuízo de seu sustento e de sua família(...) 
Essa premissa se ancora nas garantias constitucionais de acesso à jurisdição e do mínimo 
material necessário à proteção da dignidade humana (CR, arts. 1o, III, e 5o, LXXIV). Por 
conseguinte, créditos trabalhistas auferidos por quem 
ostente tal condição não se sujeitam a pagamento de custas e despesas processuais, salvo 
se comprovada perda da condição. 
A norma desconsidera a condição econômica que determinou concessão da justiça 
gratuita e subtrai do beneficiário, para pagar despesas processuais, recursos econômicos 
indispensáveis à sua subsistência e à de sua família, em violação à garantia fundamental de 
gratuidade judiciária (CR, art. 5o, LXXIV). 
 
INCONSTITUCIONALIDADE NO PAGAMENTO CUSTAS PROCESSUAIS PARA 
BENEFICIARIOS DA JUSTIÇA GRATUITA 
 
Neste ponto, colocamos a analisar a violação a garantia de gratuidade judiciária sobre 
o aspecto do artigo 844, § 2º que dispõe: 
Art. 844. O não-comparecimento do reclamante à audiência importa o arquivamento da 
reclamação, e o não comparecimento do reclamado importa revelia, além de confissão quanto à 
matéria de fato. 
[...] 
§ 2o Na hipótese de ausência do reclamante, este será condenado ao pagamento das custas 
calculadas na forma do art. 789 desta Consolidação, ainda que beneficiário da justiça gratuita, 
 
 
14 
 
 
salvo se comprovar, no prazo de quinze dias, que a ausência ocorreu por motivo legalmente 
justificável. 
 
Novamente, observa-se por parte do legislador o completo desprezo pelo trabalhador, 
com insuficiência de recursos, pleiteia junto a juízo competente a assistência jurídica gratuita, 
com base no disposto constitucional do art. 5º, LXXIV, à medida que afronta os direitos 
fundamentais e tratados que o Estado brasileiro é signatário. 
Em verdade, na tramitação legislativa do projeto lei 6.787/2016, qual deu origem aos 
artigos ora inconstitucionais justifica que a intenção é “desistimular a litigância 
descompromissada”3 utilizando-se do pagamento de custas processuais como instrumento 
punitivo ao comportamento negligente do reclamante. 
Vale ressaltar que a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) já dispunha de artigos 
que pudessem aplicar sanções, como impedimento temporário do direito de demandar a 
Justiça do Trabalho no período de 06 meses quando por duas vezes seguidas o reclamante 
desse causa ao arquivamento. 
O Art. 844, § 3º da CLT , não apenas imposição ao beneficiário da justiça gratuita o 
pagamento da custas processuais de forma momentânea, já que, considerando a falta de 
medidas recursais contra a cobrança, constitui obstáculo definitivo para um novo acesso do 
cidadão à Justiça do Trabalho, isto é, não tendo recursos para o pagamento das custas, por 
questões econômicas, veda-se qualquer condição de obtenção de direitos previsto no artigo 5º, 
inciso XXXV. 
Como se pode depreender destacamos as palavras do Dr. Rodrigo Janot : 
O novo § 2o (especialmente quando combinado com o § 3o) do art. 844 da CLT padece 
de vício de proporcionalidade e de isonomia, por impor restrição desmedida a direitos 
fundamentais, a pretexto de obter finalidade passível de alcance por vias processuais menos 
restritivas. As normas violam o direito a jurisdição em sua essência, como instrumento de tutela de 
direitos econômicos básicos do ser humano trabalhador, indispensáveis à sua sobrevivência e à da 
família, inclusive como pressuposto para exercício das liberdades civis e políticas. 
 
No que concerne as garantias de pleno e irrestrito acesso ao Poder judiciário a quem 
quer que seja, e principalmente em atenção as classes menos favorecidas, ressalta-se a 
importante citação da Dra. Cármen Lúcia Antunes Rocha4: 
 
 
3 PLC 6.787, de 2016, p. 74. Sem destaque no original. 
4 ROCHA, Cármen Lúcia Antunes. O direito constitucional à jurisdição. In: TEIXEIRA, Sálvio Figueiredo 
(coord.). As garantias do cidadão na justiça. São Paulo: Saraiva, 1993. p. 42-43. 
 
 
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O direito à jurisdição é a primeira das garantias constitucionais dos direitos fundamentais, 
como anteriormente frisado. Jurisdição é direito-garantia sem o qual nenhum dos direitos, 
reconhecidos e declarados ou constituídos pela Lei Magna ou outro documento legal, tem 
exercício assegurado e lesão ou ameaça desfeita eficazmente. Primeiramente, o direito à jurisdição 
é a garantia fundamental das liberdades constitucionais. Sem o controle jurisdicional, todos os 
agravos às liberdades permanecem no limbo político e jurídico das impunidades. Todas as 
manifestações da liberdade, todas as formas de seu exercício asseguradas de nada valem sem 
o respectivo controle jurisdicional. A liberdade sem a garantia do pleno exercício do direito à 
jurisdição é falaciosa, não beneficia o indivíduo, pois não passa de ilusão de direito, o que sempre 
gera o acomodamento estéril e a desesperança na resistência justa e necessária. Não é por acaso 
que os regimes políticos antidemocráticos iniciam suas artes e manhas políticas pela 
subtração ou pelo tolhimento do direito à jurisdição. É que sem este direito plenamente 
assegurado e exercitável o espaço para as estripulias dos ditadores é mais vasto e o descontrole de 
seus comportamentos confere-lhes a segurança de que eles se vêem necessitados de continuar no 
poder. O direito à jurisdição, ao garantir todo os direitos, especialmente aqueles considerados 
fundamentais, confere segurança jurídica mais eficaz ao indivíduo e ao cidadão, gerando, 
paralelamente, a permanente preocupação dos eventuais titulares dos cargos públicos com a 
sociedade e com os limites legais a que se encontram sujeitos. (grifo nosso) 
 
Logo, as garantias outrora conquistadas, tendo hoje sua positivação plena conceitual 
em nosso ordenamento jurídico não podem ser alvos de esvaziamentos ou na criaçãode 
barreiras que busquem restringir ou dificultar seu acesso a aqueles que mais precisam, 
normalmente, os que são objetos da arbitrariedade dos sistemas trabalhistas e econômicos 
vigentes na sociedade. Ao passo, não deve-se considerar “normal” qualquer retroatividade 
como exposto no artigo 844, § 3º a fim que os riscos de exclusão da demanda jurisdicional. 
 
GARANTIA INERENTE AO MÍNIMO EXISTENCIAL 
 
Como se infere o universo aplicado da Justiça do Trabalho, traz em si características 
protetivas aos hipossuficientes, carecedores de recursos e com baixo índice salarial que 
envolvidos em uma demanda processual teriam um impacto relevante no seu sustento 
existencial essencial, sendo este de caráter único e de fácil identificação como destinatários do 
Direito a Gratuidade Judiciária no direito do trabalho. 
Os direitos fundamentais visam justamente a proteção dos menos afortunados os quais 
devem ter sua preservada irrestrita a uma existência humana digna, saudável e autônoma, por 
 
 
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isso que a garantia ao acesso a justiça é peça essencial ao sustento material deste individuo, 
proveitoso demonstramos este entendimento nas palavras da Dr. Maria Elisa Villas Boas5: 
“ainda que não haja consenso acerca da noção de mínimo existencial, alguns elementos 
são inafastáveis do conceito, como “vida, saúde, identidade, alimentação regular, vestuário básico, 
moradia, nível basal de educação, direitos trabalhistas essenciais à não escravização, bem como o 
acesso à justiça apto a garantir isso” 
 
Neste ínterim, os objetos dos processos trabalhistas são as compensações de supressão 
de direito experimentados por pessoas no fornecimento da mão de obra, tempo, saúde em 
detrimento de cumprir o contrato trabalhista de caráter alimentar entabulado com outrem, que 
tiveram por algum momento, esta corrente completamente despedaçada vista a ilegitimidade 
da ação daquele o qual confiou todo seu empenho e esforço, nesta lógica, paira o mínimo 
existencial e o núcleo da Dignidade da Pessoa Humana. 
No entendimento do Ministro do Supremo Tribunal Federal Luíz Roberto Barroso: 
“Como “valor intrínseco”, a dignidade requer o reconhecimento de que cada indivíduo é 
um fim em si mesmo, nos termos do amplamente divulgado imperativo categórico kantiano: “age 
de modo a utilizar a humanidade, seja em relação à tua própria pessoa ou qualquer outra, sempre e 
todo o tempo como um fim, e nunca meramente como um meio”. Impede-se, de um lado, a 
funcionalização do indivíduo e, de outro, afirma-se o valor de cada ser humano independentemente 
de suas escolhas, situação pessoal ou origem“ 
 
Com foco da Dignidade da Pessoa Humana o Estado deve garantir a existência 
mínima de proteção individual, considerado da integralidade deste individuo no 
desenvolvimento coletivo, para que ao ponto de sua atuação social, não tenha esvaziado suas 
necessidades naturais e obtenha o desenvolvimento desejado e protegido por um conjunto de 
leis que reforcem estes termos, reforcem a fraternidade, e insistentemente reforcem a 
igualdade entre seus membros. 
 
CONCLUSÃO 
 
Diante exposto, pode-se verificar a pertinência da Ação Direita de 
Inconstitucionalidade movida em 25/08/2017 pela Procuradoria Geral da República com o 
objetivo de impugnar alterações promovidas pela Lei 13.467/2017 (Reforma Trabalhista), 
 
 
5 VILLAS-BÔAS, Maria Elisa. A atuação da jurisprudência pátria na materialização de um mínimo 
existencial. In: Revista do Programa de Pós-graduação em Direito da Universidade Federal da Bahia, Salvador, 
n. 15, p. 70, jul./dez. 2007. 
 
 
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mais especificamente os artigos 790-B, § 4º , 791-A Caput e § 4º e 844, § 2º no que tange aos 
beneficiários da assistência jurídica gratuita. 
Constata-se que direito conquista ao longo e difícil histórico da sociedade brasileira, 
através dos novos dispositivos da CLT confrontam diretamente preceitos da Constituição de 
1988 das garantias fundamentais positivados no Artigo 5º, inc. XXXV e LXXIV. 
Cabe ressaltar que o Estado democrático de Direito, conceitualmente, tem o dever de 
manter a todas as portas do Poder Judiciário abertas, principalmente quando estiver em 
questão direitos trabalhistas de cidadãos em estado de vulnerabilidade social. 
Com os olhos na preservação destas garantias que a Procuradoria Geral da República 
trouxe as fundamentações necessárias para que os dispositivos aprovados pelo corpo 
legislativo, suprimisse de forma velada as pretensões judiciais, impondo medidas de risco ao 
pagamento de despesas sucumbências ou custas processuais nos casos de insucesso de suas 
demandas, claramente cria um obstáculo as postulações sobre uma justificativa “desestimular 
a litigância descompromissada”, motivos estes que não guardam eficácia necessária para 
contrapor as normas constitucionais. 
Ademais, todo direito conquistado que esteja no rol dos Direitos Fundamentais do 
artigo 5º da CF, devem ser mantidos com o rigor aos possíveis entraves produzidos pelo 
legislador visando seu detrimento entre eles, o acesso irrestrito e garantia da gratuidade 
jurisdicional no Poder Judiciário a qualquer cidadão, enfatize-se aos hipossuficientes e 
vulneráveis sociais. 
 
 
Referencias bibliográficas 
 
Ação direta de inconstitucionalidade. Lei 13.467/2017, dita “Reforma Trabalhista”. 
Assistência judiciária gratuita. Alterações dos arts. 790-B, caput e § 4o, 791-A, § 4o, e 844, § 
2o, da Consolidação das Leis do Trabalho. Violação do acesso à justiça (art. 5o, caput, 
XXXV e LXXIV, da Constituição da República. No 213.047/2017-AsJ Const/SAJ/PGR 
 
Site UFMG. Disponível em: 
https://www.direito.ufmg.br/revista/index.php/revista/article/viewFile/707/663 
 
 
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Site PLANALTO. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao37.htm 
 
Site PLANALTO. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao46.htm 
 
Site PLANALTO. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao67.htm 
 
Site PLANALTO. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm