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Neuroanatomia 
➢ O que é um neurônio? 
O neurônio (célula nervosa) é a unidade funcional do sistema nervoso. Ele recebe e transmite impulsos 
neurais. Isso significa que os neurônios recebem, processam e integram informações de todas as regiões 
do corpo e enviam instruções sobre como os tecidos corporais devem responder a eventos do ambiente e 
internos. 
Os neurônios são compostos por um corpo celular (soma) e por prolongamentos neurais (axônios e 
dendritos). Estruturalmente, são classificados de acordo com quantos prolongamentos neurais eles 
possuem: unipolares, pseudounipolares, bipolares e multipolares. Os axônios da maioria dos neurônios são 
envolvidos por uma substância branca chamada de mielina. Os axônios mielinizados são encontrados na 
substância branca, dando-lhe sua cor característica e distinguindo-a da substância cinzenta (corpos 
celulares neuronais). 
A mielina isola os axônios e permite uma transmissão mais rápida dos impulsos elétricos. Um feixe de 
axônios (fibras nervosas) no sistema nervoso central (SNC) é chamado de trato (ou feixe), enquanto no 
sistema nervoso periférico (SNP) esse feixe é chamado de nervo. 
 
➢ Sistema nervoso 
O sistema nervoso controla as funções do corpo, em todos os aspetos. Desde processos fisiológicos 
essenciais (controle da temperatura corporal e do ciclo sono-vigília), comandos voluntários (movimento), 
até os atributos mais complexos de um ser humano (pensamento de ordem superior e todo o espetro do 
comportamento emocional). 
Existem duas divisões estruturais do sistema nervoso. O sistema nervoso central ou SNC (cérebro e medula 
espinal) e o sistema nervoso periférico ou SNP (todo o tecido neural fora do SNC). Funcionalmente, o 
sistema nervoso é dividido em sistema nervoso somático e sistema nervoso autônomo, descritos 
informalmente como nossos sistemas voluntário e involuntário, respectivamente. O fluxo de informação 
dentro do sistema nervoso pode ser descrito como aferente ou eferente. As vias aferentes transportam 
informações dos tecidos periféricos para o SNC (sensação), enquanto as vias eferentes transmitem 
comandos no sentido contrário, do SNC para a periferia, sobre como responder a estes estímulos. 
 
➢ Sistema nervoso central 
O SNC consiste no encéfalo e na medula espinal. O encéfalo é encontrado na cavidade craniana, enquanto 
a medula espinal é encontrada na coluna vertebral. Ambos são protegidos por três camadas de meninges 
(dura-máter, aracnoide e pia-máter). 
O encéfalo gera comandos para tecidos-alvo e a medula espinal atua como um canal, conectando o 
encéfalo aos tecidos periféricos através do SNP. O encéfalo é dividido em cérebro, diencéfalo, cerebelo e 
tronco cerebral. A medula espinal é a continuação do tronco cerebral. 
O cérebro compõe a maior parte do encéfalo, sendo encontrado na cavidade craniana. O cérebro é 
composto por dois hemisférios (esquerdo e direito) e cinco lobos cerebrais. Todos os lobos (exceto um) são 
nomeados de acordo com os ossos cranianos adjacentes a eles: lobos frontal, parietal, temporal, occipital e 
insular. O lobo insular está escondido logo abaixo dos lobos frontal, temporal e parietal. "Ínsula" significa 
ilha, o que o lobo insular de fato é: uma ilha de substância cinzenta escondida sob a superfície do cérebro. 
➢ sistema nervoso periférico 
 consiste em 12 pares de nervos cranianos, 31 pares de nervos espinais e todos os seus ramos. Os nervos 
espinais se originam de segmentos da medula espinal e inervam o corpo. Os nervos cranianos surgem do 
tronco encefálico, inervando predominantemente a região da cabeça e do pescoço. Funcionalmente, o SNP 
pode ser dividido em sistema nervoso somático e sistema nervoso autônomo (simpático e parassimpático). 
 
➢ Nervos cranianos 
Os nervos cranianos se originam de núcleos no encéfalo. Eles emergem dos forames (buracos) e das 
fissuras do crânio para fornecer inervação sensitiva e motora à cabeça e ao pescoço. 
Apenas o nervo vago se estende além do pescoço para inervar as vísceras torácicas e abdominais. A ordem 
numérica dos nervos cranianos (1-12) é determinada pela localização da saída do crânio (rostral para 
caudal). 
 
➢ Nervos espinais 
são a principal via de saída da medula espinal. Eles surgem em pares dos segmentos correspondentes da 
medula espinal. Existem 31 pares de nervos espinais, sendo 8 cervicais, 12 torácicos, 5 lombares, 5 sacrais 
e 1 coccígeo. 
 
Os nervos espinais são uma espécie de via de saída híbrida para cada divisão do sistema nervoso, pois são 
nervos mistos que contêm fibras sensitivas, motoras e autonômicas. Eles surgem de duas raízes: anterior 
(motora) e posterior (sensitiva). Ambas se unem para formar o nervo espinal propriamente dito que sai da 
medula espinal através do forame (buraco) intervertebral correspondente para inervar as regiões do 
corpo. Os nervos espinais inervam seus órgãos-alvo ou diretamente, ou formando redes neurais chamadas 
plexos. Os plexos mais importantes são: 
 
Plexo cervical (C1-C4) - inerva estruturas do pescoço 
Plexo braquial (C5-T1) - inerva os membros superiores. 
Plexo lombar (L1-L4) - inerva a porção inferior da parede abdominal e a região anterior do quadril (anca) e 
da coxa 
Plexo sacral (sagrado) (L4-S4) - inerva a pelve e os membros inferiores 
As áreas de pele inervadas por um único nervo espinal são chamadas de dermátomos. Grupos de músculos 
inervados por um único nervo espinal são chamados de miótomos.

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