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CONSTRUÇÃO
SUSTENTÁVEL
APRESENTAÇÃO 4 –
SUSTENTABILIDADE –
HISTÓRICO DE
MEDIDAS, TRATADOS,
NORMAS, ETC.
CONTEXTO GERAL:
CONFERÊNCIAS DAS
NAÇÕES UNIDAS
Histórico de Conferências da ONU
• 1972: Conferência das Nações Unidas sobre o
Ambiente Humano (Estocolmo, Suécia) -
Declaração da Conferência da ONU sobre o
Meio Ambiente (reconhecimento de danos e visão
para o futuro)
• Criado o Programa das Nações Unidas para o Meio
Ambiente (PNUMA – ONU Meio Ambiente): aspectos
ambientais das catástrofes e conflitos, a gestão dos
ecossistemas, a governança ambiental, as
substâncias nocivas, a eficiência dos recursos e as
mudanças climáticas.
• Criada a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e
Desenvolvimento.
Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(ONU Meio Ambiente)
https://www.unep.org/explore-topics
Histórico de Conferências da ONU
• 1983: Secretário-Geral da ONU convida a médica Gro Harlem
Brundtland, mestre em saúde pública e ex-Primeira Ministra da
Noruega, para estabelecer e presidir a Comissão Mundial sobre o Meio
Ambiente e Desenvolvimento. 1987 - Comissão Brundtland publica o
relatório “Nosso Futuro Comum” – “desenvolvimento sustentável”.
“O desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que encontra as
necessidades atuais sem comprometer a habilidade das futuras gerações de
atender suas próprias necessidades.”
Histórico de Conferências da ONU
• 1992 – Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento
• Realizada no Rio de Janeiro, conhecida como “Cúpula da Terra” ou “Eco 92”. Adota-se Agenda 21
• Assembleia Geral da ONU estabelece a Comissão para o Desenvolvimento Sustentável
• Convenção da ONU sobre a Diversidade Biológica
• Adotada a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COPs)
• 1994 - Convenção da ONU de Combate à Desertificação
• 1997 –
• “Cúpula da Terra +5” (RJ) - revisar e avaliar a implementação da Agenda 21
• Protocolo de Kyoto – (3ª COP, Japão, 1997) metas obrigatórias para 37 países
industrializados e para a comunidade européia para reduzirem as emissões de gases
estufa em 5,2% entre 2004 e 2012. Emenda de Doha (2012) - até 2020
Histórico de Conferências da ONU
• 2002 - Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável , Johanesburgo, África
do Sul (Rio + 10). Objetivo: transformar Agenda 21 em ações concretas
• 2005 a 2014: Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento
Sustentável
• 2012 - Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20)
• 2014 – Primeira Edição da Assembleia Ambiental das Nações Unidas (UNEA): a mais
importante plataforma da ONU para a tomada de decisões sobre meio ambiente
• 2015 –
• Cúpula de Desenvolvimento Sustentável - todos os países da ONU definiram os
novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) - Agenda 2030
• Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP21) – Acordo
de Paris (valendo a partir de 2020) – meta de conter o aquecimento/0079/slideshow/27854328375_98a0a0e185_b.jpg?1473206544
https://architectureofthegames.net/1994-lillehammer/lillehammer-1994-first-green-olympic-games-infographic/
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/32/Inngankspartiet_til_Gj%C3%B8vik_Olympiske_Fjellhall-2.JPG
GJØVIK OLYMPIC CAVERN HALL
https://en.visit-
innlandet.no/imageresizer/?image=%2Fdmsimgs%2F7846EB943A4FC5
ABF61F32049AFEDF0F2CB70BBF.jpg&action=ProductDetail
MARCOS NO CENÁRIO INTERNACIONAL
• 1995 – “Designing with Nature”, Ken Yeang – “arquitetura
verde” / “arquitetura sustentável”
• 1998 –LEED 1.0 ; 2000 – LEED 2.0; 2003 – LEED for New
Construction 2.1; 2005 – LEED NC 2.2; 2009 – LEED V.3; 2013
– LEED v.4
• 2009 – American Society of Heating, Refrigerating and Air-
Conditioner Engineers (ASHRAE) lança o AHRAE 189.1-
2009, Standard for the Design of High-Performance Green
Buildings Except Low-Rise Residential Buildings. (atual –
2014)
• 2010 – The International Green Construction Code (IgCC) –
uso do solo e terreno; melhorar qualidade do ar interno;
apoiar uso de equipamentos + eficientes, sistemas de
energia renovável, conservação de água.
Menara Mesiniaga (92) / T. R. HAMZAH & YEANG
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SUSTENTABILIDADE NO BRASIL
PANORAMA HISTÓRICO
MARCOS NO CENÁRIO NACIONAL
• Início década 1990 – primeiras medidas consistentes no Brasil para construções mais
sustentáveis com estudos sobre reciclagem, redução de perdas e energia (AGOPYAN,
apud LAMBERTS et. al., s.d.) ex.: Selo Verde de Eficiência Energética (8 de dezembro
de 1993). Mudanças recentes observadas:
• Redução no consumo energético na produção – cerâmica de revestimentos, cimento
• Utilização de resíduos (ex.: componentes de barras de aço e cimento)
• Redução de perdas em canteiros de obras – ver: SOUZA, PALIARI, AGOPYAN,
ANDRADE, 2004
• Regulamentação da disposição de entulho – resolução 307 CONAMA (2002)
• Produtos economizadores de energia e água
Ver: LAMBERTS et. al. SUSTENTABILIDADE NAS EDIFICAÇÕES: CONTEXTO INTERNACIONAL E ALGUMAS REFERÊNCIAS BRASILEIRAS NA ÁREA
MARCOS NO CENÁRIO NACIONAL
Etiqueta Nacional de
Conservação de Energia
iniciativas do Ministério de Minas e Energia:
• PROCEL (1985)- Programa Nacional de Conservação de Energia
Elétrica (Eletrobras)
• CONPET (1991) Programa Nacional da Racionalização do Uso dos
Derivados do Petróleo e do Gás Natural (Petrobras).
• (1993) Programa Brasileiro de Etiquetagem e Selo Procel de
Economia de Energia (Instituto Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial - INMETRO). Ex: fogões e
fornos (28 marcas), aquecedores de água (11 marcas) (alta
eficiência energética; menor emissão gases de efeito estufa -
CO2); a partir de 2009, etiquetagem voluntária pelo CONPET e
INMETRO a veículos leves
• Etiqueta PBE Edifica (2003) - edificações comerciais, residenciais,
de serviços e públicas
• Prêmio Nacional de Conservação e Uso Racional de Energia
Em 1997, passa a incluir categoria “Edificações”; inst. 2002/2003
MARCOS NO CENÁRIO NACIONAL
• 1995 - Programa de Uso Racional da Água (PURA) (Poli – USP, IPT e SABESP + fabr. de louças e metais)
• 1997 –
• Programa de Eficiência Energética em Prédios Públicos – PROCEL-EPP (Secretaria de
Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia SPE/MME)
• Programa Nacional de Combate ao Desperdício de Água (PNCDA)
• 1999 - Agenda Ambiental na Administração Pública – A3P (MMA) – programa sustentabilidade
(reduzir gastos, resíduos, contratações/aquisições sustentáveis)
• 2000 – Governo federal amplia o PBQP-H - Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade na
Construção Habitacional para PBQP-Habitat (saneamento, infraestrutura e transportes urbanos);
• sistemas de avaliação do PBQP-Habitat:
• Sistema de Avaliação da Conformidade de Serviços e Obras – SiAC - + 3000 construtoras certificadas
• Sistema de Qualificação Empresas de Materiais, Componentes e Sistemas Construtivos – SiMaC - não conformidade de
materiais, desperdício e baixa produtividade
• Sistema Nacional de Avaliações Técnicas – SiNAT – avaliação pela comunidade técnica da constr. civil do desempenho
dos novos produtos utilizados (componentes, subsistemas e sistemas construtivos)
MARCOS NO CENÁRIO NACIONAL
• 2001 - Lei de Eficiência Energética nº. 10.295 ("Política Nacional de Conservação e Uso Racional de "Energia") -
alocação eficiente de recursos energéticos e a preservação do meio ambiente; níveis máximos de consumo e
mínimos de eficiência energética
• Procel Edifica (2003) Programa Nacional de Eficiência Energética em Edificações – desenvolve e apoia
projetos na área de conservação de energia em edificações residenciais, comerciais , de serviços e públicas
(tecnologias, materiais e sistemas construtivos, além de incentivo a equipamentos eficientes). Compreende
os seguintes sistemas de avaliação: envoltória, iluminação e condicionamento de ar.
http://www.pbeedifica.com.br/node/24
http://pbeedifica.com.br/sites/default/files/Etiqueta_OI3E_Hotel_Ipanema.jpg
http://pbeedifica.com.br/sites/default/files/ENCEs%20-%20Venit%20Mio%20Barra%20Hotel.jpg
MARCOS NO CENÁRIO NACIONAL
• 2004 - Lei nº 10.847: criação da EPE – Empresa de Pesquisa Energética
• 2006 - Projeto Esplanada Sustentável (integ. PROCEL EPP)- realocação de recursos para
inovação tecnológica em ef.energ., construções sustentáveis e redução de emissões (PNEf 2011,
p.80-81)
• 2007 – criação do Green Building Council Brasil (GBCB) e Conselho Brasileiro de
Construção Sustentável (CBCS); adesão do Brasil ao Processo de Marrakesh
• 2008 – primeira versão do Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS)
pelo MMA e PNUMA [resultante da adesão ao Processo de Marrakesh, após Rio + 10].
(primeiro ciclo 2011-2014) compras públicas sustentáveis - gestão de demanda e de
contratos; Prioridade 6 – Construções Sustentáveis
• Lei nº 12.187/2009 – Plano Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC). Critérios de
preferência em licitações públicas para propostas que propiciam maior economia de água e
luz, e outros recursos naturais. Plano Decenal de Expansão de Energia.
MARCOS NO CENÁRIO NACIONAL
• 2008 – Certificação AQUA-HQE (Haute
Qualité Environnementale) (possui atualmente
+ 300 empreendimentos certificados)
• 2009 - Selo Casa Azul (Caixa Econômica
Federal) – “qualificar projetos de
empreendimentos dentro de critérios
socioambientais, que priorizam a economia
de recursos naturais e as práticas sociais”.
Critérios em 6 categorias: inserção urbana,
projeto e conforto, eficiência energética,
conservação de recursos materiais, uso
racional da água e práticas sociais. Classes
ouro, prata e bronze. (PNEf, 2011, p.128)
Retrofit do Sofitel Copacabana
certificado pelo AQUA
MARCOS NO CENÁRIO NACIONAL
• 2010 –Programa Brasileiro de Avaliação do Ciclo de Vida
(PBACV) – resolução Conmetro n. 004/2010
Avaliação do Ciclo de Vida – ISO 14040/2014 (International
Reference Life Cycle Data System (ILCD) - UE; Avaliação de Ciclo de
Vida Modular (ACV-m) do CBCS + USP)
• “A ACV enfoca os aspectos ambientais e os impactos ambientais
potenciais) (por exemplo, uso de recursos e as conseqüências de
liberações para o meio ambiente) ao longo de todo o ciclo de
vida de um produto, desde a aquisição das matérias-primas,
produção, uso, tratamento pós-uso, reciclagem até a disposição
final (isto é, do berço ao túmulo)”
Ver mais em: CBCS, Avaliaçãode Ciclo de Vida Modular:
http://www.acv.net.br/website/acvs/show.asp?ppgCode=B7EEA3A3-
747A-457B-8210-EC73F949FB82
5 aspectos mínimos do ACV-m
• Consumo de energia,
• Consumo de água,
• Consumo de matérias-primas,
• Geração de resíduos,
• Emissão de CO2.
MARCOS NO CENÁRIO NACIONAL
• 2010 - Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) LEI Nº 12.305, DE 2 DE
AGOSTO DE 2010 - prioridade, nas aquisições e contratações governamentais,
para produtos reciclados e recicláveis, e para bens, serviços e obras que
consideram critérios compatíveis com padrões de consumo social e
ambientalmente sustentáveis.
• 2011 – criação da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da
Construção Civil e Demolição – ABRECON
• 2011 - Plano Nacional de Eficiência Energética - PNEf – Premissas e Diretrizes
Básicas. Plano Nacional de Energia 2030 (PNE) (Empresa de Pesquisa Energética –
EPE + Ministério de Minas e Energia – MME). Plano Decenal de Energia 2019.
• 2013 – NBR 15575 - Edificações Habitacionais – Desempenho
Selos de Qualidade e Sustentabilidade
• Rótulo Ecológico ABNT – (ABNT NBR ISO 14020:2002 e ABNT NBR ISO 14024:2004); avaliação
do impacto ambiental com base no ciclo de vida dos produtos; (Global Ecolabelling Network
(GEN))
• Programa de Verificação de Inventário de GEE - programa para a quantificação,
monitoramento e comunicação das emissões de GEE em mais de 200 Pequenas e Médias
Empresas (PMEs) com base nas ABNT NBR ISO 14064-3 e 14065. ABNT é um dos primeiros
Organismos de Verificação e Validação (OVV) de GEE na América Latina, e é acreditada pela
Cgcre.
• Rótulo da Pegada de Carbono - Comitê Técnico do Programa de Pegada de Carbono
(ABNT/CTC-27)
• Sistemas de Gestão da Qualidade de Empresas de Serviços e de Obras na Construção Civil
(OCO)
• Eficiência Energética de Edificações – OIA-EEE
• Lista dos Organismos Acreditados: http://www.inmetro.gov.br/organismos/index.asp
INSTRUMENTOS DE
IMPLEMENTAÇÃO
IPTU VERDE E QUOTA AMBIENTAL
IPTU VERDE
• IPTU Verde em Salvador, BA
• até 10% de desconto no IPTU a
proprietários de imóveis residenciais e não
residenciais
• 3 categorias de pontuação
• Responsável pela certificação: Secretarias
Municipais Cidade Sustentável e Inovação
(SECIS)
http://iptuverde.salvador.ba.gov.br/downloads/Tabela_de_Pontos2.pdf
IPTU VERDE NA RMC
• Santa Bárbara d’Oeste: Lei Ordinária Nº 3793/ 2015 - “Dispõe sobre a instituição do IPTU
verde no município de Santa Bárbara d’Oeste e dá outras providências”.
• Art. 4º - consideram-se tecnologias sustentáveis (...) utilização em obras de edificações na área
urbana:
• I – Painéis de energia solar;
• II – Armazenamento e reuso das águas pluviais;
• III – Utilização de materiais e métodos construtivos sustentáveis, constantes em projeto
aprovado pela Municipalidade ou comprovados por Laudo Técnico elaborado por profissional
habilitado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia – CREA;
• IV – Além de outros que comprovadamente contribuam para a sustentabilidade do meio
ambiente durante sua execução e/ou vida útil.
• 1%/tecnologia; a cada 10% de área permeável, 2% de desconto
• Ratificação pelo Setor de Fiscalização de Obras e Posturas – FOP – vistoria no canteiro de obras
• Manutenção da concessão de descontos requerida a cada 2 anos
IPTU VERDE NA RMC
• Valinhos
• 20% para imóvel que tenha de 20 a 30% de área verde;
• 30% para imóvel que tenha de 30 a 50% de área verde
• 45% para imóvel que tenha de 50% de área verde
• Projeto de Lei n.º 151/2019:
• 1% a 2% para cada medida, como instalação de sistema de captação de água da
chuva, telhados verdes, sistema de aquecimento solar de água, materiais
sustentáveis, manutenção de área permeável, entrega de materiais construção em
ecopontos, etc.
http://cidadeseficientes.cbcs.org.br/?page_id=818
QUOTA AMBIENTAL
• Medida de incremento qualitativo da vegetação urbana
• Necessário um zoneamento - mapeamento e sobreposição de diferentes dados
(temperatura de superfície, áreas suscetíveis à alagamento, demografia etc.) -
identificação de potencialidades e fragilidades para cada área urbana
• Ex.: em São Paulo, regulamentada pela Lei Municipal nº 16.402, de 22 de março de 2016
• Cada lote/empreendimento deve
atingir uma pontuação mínima
que está relacionada à drenagem
e microclima/biodiversidade.
• A pontuação mínima varia
conforme a localização na cidade
• Cada parâmetro tem um
desempenho em relação à
melhoria da drenagem e à
atenuação do microclima. Ex.:
árvores pontuam mais do que
pisos semi-permeáveis; vegetação
arbustiva pontua mais do que
fachada verde
https://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/wp-
content/uploads/2014/10/par%C3%A2metros2.jpg
QUOTA AMBIENTAL x TAXA DE PERMEABILIDADE
https://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2014/10/exemplos-1-e-2.jpg
RESÍDUOS SÓLIDOS
NO BRASIL
E A CONSTRUÇÃO CIVIL
Resíduos Sólidos no Brasil
• 2010 - Política Nacional de Resíduos Sólidos
(PNRS) LEI Nº 12.305, DE 2 DE AGOSTO DE 2010
• Exige plano estadual de resíduos sólidos e plano
municipal de gestão integrada de resíduos sólidos
(arts. 16 e 18)
• Estabeleceu que a coleta seletiva nos municípios
brasileiros deve permitir, no mínimo, a segregação
entre resíduos recicláveis secos e rejeitos.
• Alguns estabelecimentos e municípios tem
adotado a separação dos resíduos em três frações:
recicláveis secos, resíduos orgânicos e rejeitos
• NBR 10.004/2004 - Resíduos Sólidos; classifica os
resíduos sólidos quanto aos seus riscos potenciais
ao meio ambiente e à saúde pública, para que
estes resíduos possam ter manuseio e destinação
adequados
Coleta seletiva em 3 frações em um camping
(Florianópolis/SC)
Resíduos da Construção Civil
• Resolução CONAMA Nº 307/2002 (alterada pelas resoluções nº 469/201,
nº 448/12, nº 431/11 e nº 348/2004) - Estabelece diretrizes, critérios e
procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil.
• Classifica os resíduos da construção civil:
• Classe A - resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados decorrentes de
construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação, edificações e
peças pré-moldadas de concreto
• Classe B – resíduos recicláveis como plásticos, papel, papelão, metais, vidros,
madeiras, embalagens vazias de tinta, gesso
• Classe C – resíduos que ainda não permitem reciclagem ou recuperação
• Classe D - resíduos perigosos (ex. tintas, solventes, óleos e outros) ou
contaminados/prejudiciais à saúde (ex.: clínicas radiológicas, instalações
industriais, amianto...)
• Art.5º - Plano Municipal de Gestão de Resíduos da Construção Civil: deve
ser elaborado pelos Municípios e pelo Distrito Federal, em consonância
com o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos.
• Contém diretrizes técnicas e procedimentos para exercício das
responsabilidades de pequenos geradores e para elaboração dos Planos
de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (grandes geradores) –
art. 6, I.
https://qualidadeonline.files.wordpress.com/2017/04/resc3adduos.jpg
https://servicos.sjc.sp.gov.br/servicos/noticias_ pmsjc_imagens/notic
ias/201704/F00035344g.jpg
Resíduos da Construção Civil - Americana
• LEI Nº 6.125, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2017- Revisa o Plano Municipal de Gestão
Integrada de Resíduos Sólidos do Município de Americana e dá outras
providências (disponível em: http://www.americana.sp.gov.br/legislacao/lei_6125_2017.html) (LEI Nº
5.388, DE 27 DE JUNHO DE 2012)
• 4.169,72 toneladas por mês de resíduos de construção ou reforma
• “responsabilidade do geradoro acondicionamento, transporte e destinação
adequada do entulho, devendo o resíduo ser encaminhado à empresa privada
devidamente licenciada, para correta disposição final.”
• pequenos geradores (produção seja até 1m³) - 05 áreas de transbordo (Ecopontos)
recebem 173 toneladas por mês
http://www.americana.sp.gov.br/legislacao/anexos/lei6125_anexoI.pdf
Resíduos da Construção Civil - Americana
• Lei 4198/05 | Lei nº 4198 de 08 de setembro de 2005 - Institui o Sistema de Gestão Sustentável de
Resíduos da Construção Civil e Resíduos Volumosos e o Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da
Construção Civil de acordo com o previsto na Resolução nº 307, de 5 de julho de 2002, do Conselho Nacional
do Meio Ambiente - CONAMA, e dá outras providências
• Art. 19 […] “resíduos da construção civil de natureza mineral, designados como Classe A pela legislação
federal específica, devem ser prioritariamente reutilizados ou reciclados, salvo se inviáveis estas
operações, quando:
I - deverão ser conduzidos a Aterros de Resíduos da Construção Civil licenciados:
a) para reservação e beneficiamento futuro; ou Ver tópico
b) para conformação geométrica de áreas com função urbana definida”
• Art. 20 - uso preferencial dos resíduos referidos no art. 19 na forma de agregado reciclado em obras
públicas de infra-estrutura (revestimento primário de vias, camadas de pavimento, passeios e muração
públicos, artefatos, drenagem urbana e outras); e obras públicas de edificações (concreto, argamassas,
artefatos e outros). obras contratadas ou executadas pela Administração Pública Direta e Indireta
Resíduos da Construção Civil - Americana
• Lei 4198/05 | Lei nº 4198 de 08 de setembro de 2005 - Institui o Sistema de Gestão Sustentável
de Resíduos da Construção Civil e Resíduos Volumosos e o Plano Integrado de Gerenciamento de
Resíduos da Construção Civil de acordo com o previsto na Resolução nº 307, de 5 de julho de
2002, do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA, e dá outras providências
• Quem fiscaliza: Núcleo Permanente de Gestão (Art. 21) - representantes técnicos das
secretarias responsáveis pelas áreas de meio ambiente, obras e serviços urbanos,
planejamento e habitação; convocam geradores, transportadores, receptores de resíduos ou
suas instituições afins e os órgãos de fiscalização ambiental, para avaliação das atividades
• Lei nº 4.769/2008 - “Autoriza a utilização de agregados reciclados, oriundos de resíduos
sólidos da construção civil, em obras e serviços de pavimentação das vias públicas do
Município de Americana” - Ref. Prot. PMA nº 67.755/2008;
• Decreto nº 7.730/2008 - "Dispõe sobre a obrigatoriedade da utilização de agregados
reciclados, oriundos de resíduos sólidos da construção civil, em obras e serviços de
pavimentação das vias públicas do Município de Americana." - Ref. Prot. PMA nº 16.395/2005.
LEI Nº 6.125, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2017 –
Anexo I
NORMA DE
DESEMPENHO DE
EDIFICAÇÕES
NBR 15.575 (2013)
Norma de Desempenho - NBR 15.575
• “A Norma de Desempenho traz para o desenvolvimento dos empreendimentos residenciais
preocupações com a expectativa de vida útil, o desempenho, a eficiência, a sustentabilidade
e a manutenção dessas edificações” (ASBEA & CAU BR, p.3)
• Análise do custo do ciclo de vida (ACCV) - custo total de propriedade ao longo de toda a vida de
um determinado bem.
• consideram os custos financeiros (quantificação) e também os custos ambientais e sociais
(mais difíceis de valorar). Custos inclusos no CCV: planejamento, projetos, aquisição de terra,
construção, operação, manutenção, renovações, recuperações, depreciação, custo
financeiro do capital e descarte.
• “Uma análise de custo de vida é um processo que requer intensa alimentação de dados. O
retorno final é extremamente dependente da qualidade e precisão dos dados fornecidos.
Esperamos que a Norma de Desempenho permita uma coleta e maturação da qualidade dos
dados necessários para essas análise” (ASBEA & CAU BR, p.4)
Norma de Desempenho - NBR 15.575
• Parte 1: Requisitos gerais;
• Parte 2: Requisitos para os sistemas estruturais;
• Parte 3: Requisitos para os sistemas de pisos;
• Parte 4: Requisitos para os sistemas de vedações
verticais internas e externas;
• Parte 5: Requisitos para os sistemas de coberturas;
• Parte 6: Requisitos para os sistemas
hidrossanitários.
GASTO DE
ENERGIA!
Vida útil
Harmonização com
outras normas!
Ex.:
Projeto 02:135.02-002
Iluminação natural –
Parte 2: Procedimentos
de cálculo para a
estimativa da
disponibilidade de luz
natural
(ASBEA & CAU BR, p.5)
Referências
• KIBERT, C. J. Capítulo 1: Introdução e Visão Geral. In: Edificações Sustentáveis: Projeto, Construção e
Operação. São Paulo: Bookman, 2016. 4ª ed.
• NAÇÕES UNIDAS BRASIL. A ONU e o meio ambiente. Disponível em:
https://nacoesunidas.org/acao/meio-ambiente/
• Lei 4198/05 | Lei nº 4198 de 08 de setembro de 2005. Dispoível em: https://cm-
americana.jusbrasil.com.br/legislacao/250207/lei-4198-05
• ASBEA & CAU BR. Guia para Arquitetos na aplicação da Norma de Desempenho. ABNT NBR 15.575
• SOUZA, U. E. L.; PALIARI, J. C.; AGOPYAN, V.; ANDRADE, A. C. Diagnóstico e combate à geração de
resíduos na produção de obras de construção de edifícios: uma abordagem progressiva. Ambiente
Construído, Porto Alegre, v. 4, n. 4, p. 33-46, out./dez. 2004.
• William McDonough & Partners. The Hannover Principles: Design for Sustainability. Disponível
em: https://mcdonough.com/wp-content/uploads/2013/03/Hannover-Principles-1992.pdf
Referências
• CBCS. Aspectos da Construção Sustentável no Brasil e Promoção de Políticas Públicas. Subsídios para a promoção da
Construção Civil Sustentável. V1, Novembro 2014. Disponível em: http://www.cbcs.org.br/website/aspectos-
construcao-sustentavel/show.asp?ppgCode=31E2524C-905E-4FC0-B784-118693813AC4
• CBCS. ACV tradicional x ACV-m. Disponível em: http://www.acv.net.br/website/acvs/show.asp?ppgCode=DD1EF02C-
E7F8-46B7-AC49-C3EF457768E7
• CONPET. Marcos Legais. Disponível em: http://www.conpet.gov.br/portal/conpet/pt_br/conteudo-gerais/marcos-
legais.shtml
• Ministério do Meio Ambiente. Plano de ação para produção e consumo sustentáveis – PPCS: Relatório do primeiro ciclo
de implementação. Brasília: MMA, 2014. 164 p Disponível em: https://www.mma.gov.br/responsabilidade-
socioambiental/producao-e-consumo-sustentavel/plano-nacional.html
• Os conceitos do custo de ciclo de vida de imóveis aplicado no Facility Management. SEGeT – Simpósio de Excelência
em Gestão e Tecnologia. Disponível em: https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos09/408_artigofinal_1.pdf
• ALVES, T. P., Souza, R. V. G., Loura, R. M. Análise de custo do ciclo de vida de sistemas de iluminação artificial. Encontro
Nacional de Conforto no Ambiente Construído. Brasília, 25 a 27 de setembro de 2013. Disponível em:
https://www.researchgate.net/publication/316860865_ANALISE_DE_CUSTO_DO_CICLO_DE_VIDA_DE_SISTEMAS_
DE_ILUMINACAO_ARTIFICIAL