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Memorex TSE (AJAJ) – Rodada 04 
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 2 
 
 
 
Parabéns por ter dado esse passo importante na sua preparação, meu amigo(a). Temos 
TOTAL certeza de que este material vai te fazer ganhar muitas questões e garantir a sua 
aprovação. 
Você está tendo acesso agora à Rodada 04. As outras 02 rodadas serão disponibilizadas 
na sua área de membros conforme o cronograma abaixo: 
 
Material Data 
Rodada 01 Disponível Imediatamente 
Rodada 02 Disponível Imediatamente 
Rodada 03 Disponível Imediatamente 
Rodada 04 Disponível Imediatamente 
Rodada 05 02/01/2023 
Rodada 06 09/01/2023 
 
Convém mencionar que todos que adquirirem o material completo irão receber TODAS AS 
RODADAS já disponíveis, independente da data de compra. 
 
Nesse material focamos também nos temas mais simples e com mais DECOREBA, pois, 
muitas vezes, os deixamos de lado e isso pode, infelizmente, custar inúmeras posições no 
resultado final. 
 
Lembre-se: uma boa revisão é o segredo da APROVAÇÃO. 
 
Portanto, utilize o nosso material com todo o seu esforço, estudando e aprofundando cada 
uma das dicas. 
 
Se houver qualquer dúvida, você pode entrar em contato conosco enviando suas dúvidas 
para: atendimento@pensarconcursos.com 
 
 
 
 
 
 
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ÍNDICE 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA .................................................................... 4 
INFORMÁTICA .............................................................................. 12 
REGIMENTO INTERNO DO TSE ...................................................... 15 
NORMAS APLICÁVEIS AOS SERVIDORES FEDERAIS ....................... 17 
DIREITO ELEITORAL ..................................................................... 21 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ........................................................... 37 
DIREITO CONSTITUCIONAL .......................................................... 40 
DIREITO ADMINISTRATIVO .......................................................... 49 
DIREITO CIVIL ............................................................................. 54 
DIREITO PROCESSUAL CIVIL ........................................................ 60 
DIREITO TRIBUTÁRIO .................................................................. 66 
DIREITO PENAL ............................................................................ 71 
PROCESSO PENAL ......................................................................... 76 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LÍNGUA PORTUGUESA 
DICA 01 
ACENTUAÇÃO GRÁFICA 
 PALAVRAS QUE NÃO SÃO MAIS ASSINALADAS COM O ACENTO GRÁFICO 
PARA (verbo) PARA (preposição) 
PELA (verbo e sustantivo) PELA (a união da preposição com o artigo) 
PELO (verbo) PELO (substantivo) 
POLO (extremidade) POLO (filhote de gavião ou a união antiga e 
popular de “por” e “lo”) 
PERA (substantivo) PERA (preposição arcaica que significa 
“para”) 
 Para Facilitar: Só lembrar que não são mais acentuadas conforme o novo acordo 
ortográfico! 
DICA 02 
EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRAS - MORFOLOGIA 
Em se tratando de estudos de Língua Portuguesa, esse tópico é um dos mais 
importantes. Através da morfologia é que se dá o estudo do emprego das classes de 
palavras. Para tanto, é importante saber quais são essas classes. 
 Existem as classes: 
 VARIÁVEIS: essas admitem flexão, ou seja, podem variar em gênero, número e 
grau. 
 Ex.: substantivo, artigo, adjetivo, pronome, numeral e verbo. 
 INVARIÁVEIS: não admitem flexão, ou seja, não variam em gênero, número ou 
grau. 
 Ex.: palavra denotativa, preposição, conjunção, interjeição. 
SUBSTANTIVO, ARTIGO E PRONOME 
SUBSTANTIVO 
 Dá nome aos objetos, aos seres, aos lugares, às ações, entre outros. 
 O substantivo pode ser flexionado em número (singular ou plural), em gênero 
(feminino ou masculino) e em grau (diminutivo ou aumentativo). 
 Exemplos: caderno, fadas, cidade. 
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ARTIGO 
 Particulariza o sentido do substantivo. 
 Os artigos são: O, A, OS, AS, UM, UNS, UMA, UMAS. 
PRONOME 
 O pronome possui a função de substituir ou de retomar alguma coisa. 
 Exemplos: lhe, cujo. 
DICA 03 
SUBSTANTIVO 
É a classe gramatical de palavras variáveis que nomeia todas as coisas reais e irreais. 
O substantivo possui as classificações seguintes: 
 Primitivo: é o substantivo que dá origem a novas palavras. 
 Ex.: carta, pedra. 
 Derivado: é o substantivo formado a partir de outro. 
 Ex.: carteiro, pedreiro. 
 Concreto: é o substantivo que nomeia seres animados (com vida) e inanimados (sem 
vida). 
 Ex.: cobra, fada. 
 Abstrato: é o substantivo que nomeia conceitos abstratos, os quais não podem ser 
vistos, definidos ou desenhados sozinhos. 
 Ex.: viagem, saudade, amor. Tente imaginar a palavra “amor”. Você não consegue 
imaginá-la sozinha. Provavelmente, você imaginou um casal se abraçando ou se beijando. 
Por isso, ela é abstrata. 
 Simples: quando existe um termo um uma só palavra. 
 Ex.: telefone, livro. 
 Composto: quando existem mais de um termo ou mais de uma palavra. 
 Ex.: beija-flor, abelha-rainha. 
 Comum: não atribui uma qualidade especial aos objetos, lugares ou seres. 
 Ex.: cidade, menino. 
 Próprio: Dá nome a um ser único, específico, diferenciando ele do restante do grupo. 
 Ex.: Joana, Brasil. 
 Coletivo: é a palavra que dá nome a uma coleção ou grupo. 
 Ex.: alcateia, cardume. 
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DICA 04 
SUBSTANTIVO 
Os substantivos são classes de palavras que nomeiam os seres, fenômenos, lugares, 
objetos, qualidades, ações, entre outros. 
Substantivo comum: Os substantivos comuns indicam os seres da mesma espécie 
(casa, cachorro...). Ainda, podem ser coletivos (matilha, manada...). 
Substantivo próprio: O substantivo próprio é grafado em letra maiúscula e 
particulariza alguém pertencente a determinado conjunto ou espécie, como: Maria; 
Brasil. 
Substantivo simples: Os substantivos simples são formados somente por uma 
palavra: apartamento; veículo. 
Substantivo composto: O substantivo composto é formado por mais de um radical, ou 
seja, mais de uma palavra: beija-flor; couve-flor. 
Substantivo concreto: O substantivo concreto designa as palavras reais, concretas. 
 Ex.: garoto, mulher, flor. 
Substantivo abstrato: é aquele que está relacionado aos sentimentos, estados, 
qualidades e ações (realidade e elementos imateriais). Apenas existem em função de 
outros. 
 Ex.: amor; inveja. 
Substantivo primitivo: Os substantivos primitivos, como o próprio nome indica, são 
aqueles que dão origem a outras palavras: carta, folha. 
Substantivo derivado: Os substantivos derivados são aquelas palavras que derivam 
de outras, ou seja, são formados a partir dos substantivos primitivos: carteiro (derivado 
de carta), folhagem (derivado de folha). 
 
ATENÇÃO! 
Palavras de outras classes gramaticaisfica proibida a aglomeração 
de pessoas portando vestuário padronizado, bem como os instrumentos de 
propaganda (bandeiras, broches, dísticos e adesivos), de modo a caracterizar 
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manifestação coletiva, com ou sem utilização de veículos (artigo 39-A, parágrafo 
primeiro, da Lei n.º 9.504/97). 
 CUIDADO! 
Fiscais partidários nos trabalhos de votação só podem utilizar crachás nos quais constem o 
nome e a sigla do partido político ou coligação a que sirvam, sendo proibida a padronização 
do vestuário (o artigo 39-A, parágrafo terceiro, da Lei n.º 9.504/97). 
Fiscais não podem ostentar no crachá o número do partido pois isto configura propaganda 
irregular. 
DICA 65 
PROPAGANDA ELEITORAL NA IMPRENSA 
São permitidas até a antevéspera das eleições, a divulgação paga, na imprensa escrita e a 
reprodução na internet do jornal impresso, de até 10 (dez) anúncios de propaganda 
eleitoral, por veículo, em datas diversas, para cada candidato, no espaço máximo, 
por edição, de 1/8 (um oitavo) de página de jornal padrão e de 1/4 (um quarto) de 
página de revista ou tabloide. 
ATENÇÃO! 
No anúncio deverá constar, de forma visível, o valor pago pela inserção. 
Em caso de descumprimento das regras anteriores, os responsáveis pelos veículos de 
divulgação e os partidos políticos, coligações ou candidatos beneficiados ficarão sujeitos a 
multa no valor de R$ 1.000,00 (mil reais) a R$ 10.000,00 (dez mil reais) ou equivalente 
ao da divulgação da propaganda paga, se este for maior. 
 CUIDADO: mesmo que o candidato beneficiado não tenha sido o responsável pela 
veiculação da propaganda paga, poderá sofrer a condenação em multa (AgR-AI n.º 27205 
– TSE). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 37 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
DICA 66 
ORGANIZAÇÃO, SISTEMAS E MÉTODOS 
Trata-se de realizar atividades de levantamento de dados, bem como por analisar, elaborar 
e implementar sistemas administrativos na empresa, capazes de aperfeiçoar metodologias 
utilizadas no trabalho, dar maior agilidade à realização das atividades, verificar a ocorrência 
de atividades em duplicidade, com o objetivo de eliminá-las, criar padrão, implementar 
melhorias contínuas, gerenciar projetos e processos e encontrar soluções para os problemas 
enfrentados pela empresa, que são as chamadas patologias organizacionais. 
A metodologia O&M é composta por etapas: 
 A identificação do problema; 
 A coleta de dados e informações; 
 A análise aprofundada do problema e do cenário geral; 
 Sugestões de melhoria para os processos ou a implementação de um novo sistema; 
 Treinamento e implementação. 
 Veja como foi cobrado em prova! 
QUESTÃO FCC, 2004. 
A implementação da função de Método em O&M deve estar alicerçada 
Alternativas 
A - no mapeamento de processos, diagnóstico de problemas nos fluxos de informações e 
propostas de soluções corretivas. 
B - na definição do organograma funcional da empresa. 
C - no controle dos registros das informações, envolvendo formulários, relatórios e meios 
eletrônicos. 
D - na implantação de rede informatizada de dados, pois o tratamento sistêmico 
proporciona a regularização dos métodos. 
E - nos requisitos de programas de qualidade, como os definidos pela NBR ISO 
9001:2000. 
Gabarito: Letra A. 
DICA 67 
ORGANIZAÇÃO, SISTEMAS E MÉTODOS 
 São etapas da melhoria de um processo: 
 Mapeamento do processo – determinar a sequência de atividades do processo e pode 
ser feita por formulário específico, brainstorming. 
 Elaboração do fluxograma – representar graficamente o processo. 
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 38 
 Monitoramento do processo – estabelecer a forma proativa de acompanhamento do 
processo. 
 Identificando problemas – analisar o processo e identificar falhas na operação 
 Priorizando problemas – selecionar os problemas mais graves 
 Identificando as causas dos problemas – determinar os pontos a serem enfrentados. 
Pode ser feita com o diagrama de Ishikawa, análise do 5W2H. 
 Priorizando as causas dos problemas – selecionar causas mais relevantes. Pode ser 
feita com a matriz GUT, diagrama de Pareto, folha de verificação. 
 Identificando alternativas de solução – Elaborar planos de ação com as soluções 
encontradas. 
 Normatização do processo – elaboram-se as normas e fluxos bem como a 
documentação de apoio. 
 
 
 Veja como foi cobrado em prova! 
QUESTÃO FCC, 2020. 
Determinada organização que esteja implementando ações para melhoria de seus 
processos, ao ingressar na etapa de normatização, estará 
Alternativas 
A - na fase de monitoramento dos processos, com utilização de indicadores de 
desempenho que permitem identificar o atingimento das metas de aprimoramento 
estabelecidas. 
B - iniciando o mapeamento de tais processos, com a elaboração de fluxogramas que 
identificam todas as entradas (inputs) e saídas (outputs), bem como os agentes 
envolvidos no processo. 
C - na etapa de identificação das falhas do processo, aplicando ações corretivas que 
permitirão uma maior aproximação com o paradigma do processo ideal (normatizado) 
para aquele objetivo. 
D - na etapa final dessa melhoria, na qual a definição das normas, a descrição da 
rotina e a elaboração dos fluxos e demais documentos de apoio propiciarão a 
operacionalidade dos processos. 
E - aprovando o plano de trabalho para planejamento, desenvolvimento, controle e 
aplicação de ações corretivas dos principais processos da organização, que compõem 
o denominado Ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Action). 
Gabarito: Letra D. 
DICA 68 
GESTÃO POR PROCESSOS - ETAPAS DO CICLO DE PROCESSOS 
 Segundo o Gestão pública, o Ciclo de Gerenciamento de Processos – SDPS é composto 
pelas seguintes etapas: 
 Modelagem: identificar os valores que o processo em estudo deverá gerar. 
ENTRADAS(INPUTS) → PROCESSO (THROUGHPUT) → SAÍDAS (OUTPUTS). 
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 39 
 Simulação: incorporar dados estatísticos aos modelos de processos desenhados na 
etapa anterior, visando à minimização dos riscos de efeitos indesejáveis quando de sua 
implantação. 
 Emulação: incluir dados da realidade junto aos dados estimados identificados na fase 
de simulação. 
 Encenação: representa a “vida real” dos processos modelados, simulados e emulados. 
 Veja como foi cobrado em prova! 
QUESTÃO FCC, 2017. 
Segundo o Gespública (2011), a gestão de processos é um mecanismo utilizado para 
identificar, representar, minimizar riscos e implementar processos de negócios, dentro e 
entre organizações. O modelo preconizado pela Society for Design and Process Science – 
SDPS, considera, como etapas do ciclo do processo: 
Alternativas 
A - mapeamento, desenho, execução e monitoramento. 
B - desenho, implementação, monitoramento e otimização. 
C - identificação, conceituação, execução e refinamento. 
D - modelagem, simulação, emulação e encenação. 
E - mapeamento, modelagem, implementação e monitoramento. 
Gabarito: Letra D. 
DICA 69 
GESTÃO POR PROJETOS - GERENCIAMENTO DE PROJETOS 
Sabendo que processos se referem às atividades que não têm um prazo específico, porém 
o projeto sim, os projetos costumam ter um tempo específico. 
Portanto, o gerenciamento de projetos é o processo de liderar o trabalho de uma equipe 
para atingirtodos os objetivos do projeto dentro das restrições especificadas. Essas 
informações geralmente são descritas na documentação do projeto, criada no início do 
processo de desenvolvimento. 
 DICA! Os processos e projetos são ações que constroem a rotina e o funcionamento da 
organização. Os projetos são limitados no tempo. 
DICA 70 
CICLO DE VIDA DE UM PROJETO 
 O ciclo de vida do projeto é dividido em cinco fases de gestão de projeto: 
 Iniciação; 
 Planejamento; 
 Execução; 
 Monitoramento; 
 Encerramento. 
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 40 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
DICA 71 
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS - REMÉDIOS 
CONSTITUCIONAIS 
 Mandado de Injunção: cabível em caso de omissão total ou parcial de norma 
regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das 
prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania, ex. art. 37, VII, CF/88. 
 Ação Popular: qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a 
anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à 
moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. 
 Objetivo: tutela do patrimônio público ou entidade de que o Estado participe; moralidade 
administrativa; o meio ambiente e o patrimônio histórico e cultural. 
 Isenção de custas judiciais e sucumbenciais, salvo em caso de litigância de má-
fé, e é necessária assistência de advogado. 
Não é necessário a ocorrência de efetivo dano patrimonial para que a ação seja proposta; 
isto é; a lesão à moralidade não pressupõe a lesão material. 
Como isto pode cair na minha prova? 
QUESTÃO, 2020. 
É cabível a impetração de habeas corpus 
a) pelo condenado, ainda quando já extinta a pena privativa de liberdade. 
b) ainda quando apenas pessoa jurídica figurar como paciente na ação. 
c) por pessoa jurídica em favor de pessoa física. 
d) cujo objeto seja resolver sobre o ônus das custas. 
e) pelo condenado relativo a processo em curso, ainda que por infração penal a que a 
pena pecuniária seja a única cominada. 
Gabarito: C. 
DICA 72 
HABEAS CORPUS, MANDANDO DE SEGURANÇA, HABEAS DATA E MANDADO DE 
INJUNÇÃO 
Para sua prova do é de sua importância que você saiba sobre cada um dos remédios 
constitucionais cobrados no Edital. Isso porque, eles possuem grandes chances de cair em 
sua prova, portanto, decore o cabimento, bem como peculiaridades de cada um deles. 
HABEAS CORPUS: 
Sua principal finalidade é a proteção à liberdade de locomoção contra abuso de poder e 
ilegalidades; ao passo que sua principal característica é a informalidade. 
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 41 
HABEAS CORPUS: 
Preventivo: não é necessária a efetiva lesão, mas apenas a ameaça à lesão ao direito de 
locomoção do indivíduo. 
Repressivo: já houve a lesão ao direito do indivíduo, logo a medida é utilizada para 
reprimir a ofensa e cessá-la. 
Suspensivo: o pedido será um contramando da prisão, pois será cabível quando a ordem 
de prisão tenha sido expedida, mas ainda não cumprida. 
 Não é cabível em caso de punições militares disciplinares, salvo para discutir a 
legalidade da medida ou a competência da autoridade responsável pela expedição da 
ordem. 
 
MANDADO DE SEGURANÇA: 
Tem por objetivo resguardar direito líquido e certo contra abuso de poder ou ilegalidade 
praticado por autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições 
do Poder Público; 
Caráter subsidiário, uma vez que será utilizado quando não couber impetração de 
habeas corpus ou habeas data. 
Direito líquido e certo é aquele que possui prova documental pré-constituída. 
MS Coletivo: poderá ser impetrado por partido político com representação no 
Congresso; entidade de classe, organização sindical ou associação constituída a mais de 
1 ano e com pertinência temática. 
 
HABEAS DATA: 
Será concedido habeas data com o objetivo de assegurar o conhecimento de 
informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de 
dados de entidades governamentais ou de caráter público; ou ainda para a retificação 
de dados, quando não se prefira fazê-lo ou processo sigiloso, judicial ou administrativo. 
NÃO pode ser impetrada em favor de terceiro, apenas em prol do próprio impetrante. 
Só pode ser impetrado após o esgotamento da via administrativa: a inicial deverá 
ser proposta acompanhada da recusa ao acesso às informações ou do decurso de mais 
de 10 dias sem decisão. 
 
 
 
 
 
 
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 42 
MANDADO DE INJUÇÃO 
Cabível em caso de omissão total ou parcial de norma regulamentadora torne inviável o 
exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à 
nacionalidade, à soberania e à cidadania, ex. art. 37, VII, CF/88. 
DICA 73 
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS - QUADRO ESQUEMÁTICO 
REMÉDIO FINALIDADE GRATUIDADE ADVOGADO 
Habeas Corpus Liberdade de 
locomoção 
SIM NÃO 
Habeas Data Direito de 
informação 
pessoal e 
retificação. 
SIM SIM 
Mandado de 
Segurança 
Proteger direito 
líquido e certo, 
não amparado por 
HC ou HD. 
NÃO SIM 
Mandado de 
Injunção 
Sanar omissões 
legislativas 
NÃO SIM 
Ação Popular ANULAR ATO 
LESIVO 
SIM SIM 
DICA 74 
DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES NO ESTADO - DO PODER LEGISLATIVO - 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
O tema sobre o Poder Legislativo corresponde aos artigos 44 ao 58, da Constituição Federal. 
O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, o qual é composto pela Câmara 
dos Deputados e Senado Federal. 
 A legislatura é o período de trabalhos das Casas Legislativas (Congresso, Câmara e 
Senado) e tem duração de 4 anos. 
CÂMARA DOS DEPUTADOS SENADO FEDERAL 
Composta pelos Deputados Federais Composto pelos Senadores 
Representantes do povo Representantes dos Estados e do Distrito 
Federal 
A escolha dos deputados federais 
respeita o sistema proporcional 
A escolha dos senadores respeita o sistema 
majoritário 
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 43 
CÂMARA DOS DEPUTADOS SENADO FEDERAL 
O número de deputados varia de acordo 
com a população, devendo respeitar o 
número mínimo de 8 (oito) e o máximo 
de 70 (setenta). 
 
Os Territórios elegerão 4 (quatro) 
deputados. 
Cada um deles elegerá o número fixo de 3 
(três) senadores. 
Cada senador é eleito com 2 (dois) 
suplentes. 
 
Mandato de 4 (quatro) anos. 
Mandato de 8 anos, sendo renovado de 
quatro em quatro anos, alternadamente 
por um e dois terços (ou seja, em uma 
eleição escolhe-se 1 senador, em outra são 
escolhidos 2). 
 IMPORTANTE! 
A função do Poder Legislativo é a de controle externo da administração pública, que 
compreende a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial 
da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, 
legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, que será 
exercida com auxílio do tribunal de contas. 
DICA 75 
COMISSÃO PARLAMENTARES DE INQUÉRITO 
Outro assunto que ganhou bastante visibilidade no cenário nacional nos últimos meses foi 
a CPI da COVID. Por isso, é um assunto que pode ser cobrado na sua prova, pois é uma 
importante ferramenta do Poder Legislativo de fiscalização e apuração. 
Por esta razão, vale conferiro que a Constituição Federal dispõe sobre o tema: 
Art. 58, §3º - As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de 
investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos 
das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, 
em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de seus membros, 
para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o 
caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou 
criminal dos infratores. 
Do dispositivo constitucional, vale ressaltar: 
 CPI detém poderes de investigação próprios das autoridades judiciais; 
 Criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, conjunta ou 
separadamente; 
 Requerimento de 1/3 no mínimo de seus membros; 
 Apuração de fato determinado e por prazo certo; 
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 44 
 As conclusões serão encaminhadas ao Ministério Público para que promova as 
responsabilidades civil e/ou criminal dos infratores. 
 A composição dos integrantes da CPI deve respeitar o princípio da representação 
proporcional de partidos e blocos partidários. 
CPI 
PODE NÃO PODE 
→Quebrar sigilo bancário, fiscal, de 
dados e telefônico (não confundir com 
interceptação telefônica); 
→Requisitar informações e 
documentos sigilosos diretamente às 
instituições financeiras ou através do 
BACEN ou CVM, desde que previamente 
aprovadas pelo Plenário da CD, do 
Senado ou de suas respectivas CPIs 
(Artigo 4º, § 1º, da LC 105); 
→Ouvir testemunhas, sob pena de 
condução coercitiva; 
→ Ouvir investigados ou indiciados. 
→Determinar de indisponibilidade de 
bens do investigado. 
→Decretar a prisão preventiva (pode 
decretar somente prisão em flagrante); 
→Determinar o afastamento de cargo ou 
função pública durante a investigação; e 
→Decretar busca e apreensão domiciliar 
de documentos. 
→Decretar interceptação telefônica 
 As regras acima são válidas para CPIs instauradas em âmbito federal e estadual. 
 As CPIs instauradas nos municípios apresentam poderes mais restritos. 
ATENÇÃO!! 
A CPI municipal não poderá ter poderes próprios de autoridade judiciária, pois 
isto seria atribuir ao município uma competência que não lhe foi dada pela constituição, 
em razão de não ter Poder Judiciário Municipal. 
O STF já decidiu que CPI municipal não pode determinar condução coercitiva de 
testemunha. 
DICA 76 
PRERROGATIVAS PARLAMENTARES - IMUNIDADES DOS CONGRESSISTAS 
Os membros do Poder Legislativo possuem algumas prerrogativas. Atenção para o fato de 
que as prerrogativas estão vinculadas ao cargo e não ao indivíduo que o exerce! 
Tais garantias são irrenunciáveis justamente porque se vinculam ao cargo e não à pessoa 
do congressista. 
 Foro por prerrogativa de função: essa prerrogativa garante ao parlamentar o 
julgamento perante órgão específico do Poder Judiciário, e é aplicada para casos de 
infrações penais comuns, não se aplica a toda demanda judicial. 
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 45 
 Os Deputados Federais e Senadores serão julgados no STF. 
 Imunidade Material: Os deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, 
por quaisquer de suas opiniões palavras e votos. 
 Imunidade Formal: essa imunidade se refere à prisão e ao processo por crime 
praticado pelo parlamentar. 
As seguintes prerrogativas (foro por prerrogativa de função, imunidade material e 
imunidade formal) começam após a diplomação do parlamentar. 
DICA 77 
IMUNIDADE MATERIAL E FORMAL 
Em se tratando de prerrogativa dos parlamentares, há dois tipos de imunidade: a 
material e a formal. Vejamos cada uma: 
 A imunidade material está relacionada ao conteúdo das manifestações dos 
parlamentares. 
 É importante definir se a manifestação do parlamentar ocorreu dentro ou fora do 
Congresso Nacional (entenda-se Câmara dos Deputados e Senado Federal também); 
→ Manifestação fora do Congresso Nacional: só estarão protegidas as declarações se 
guardarem conexão com o exercício da função de parlamentar. 
→ Manifestação dentro do Congresso Nacional: a manifestação não precisa guardar 
relação com o exercício da função parlamentar. 
 Já, a imunidade formal relacionada à prisão significa que os parlamentares não 
poderão ser presos, salvo em caso de flagrante de crime inafiançável. 
TODAVIA, os parlamentares poderão ser presos caso tenha sentença penal condenatória 
transitada em julgado. Portanto, o que se veda é a prisão cautelar, exceto o flagrante de 
crime inafiançável. 
A imunidade formal relacionada ao processo significa que, quando o STF recebe a denúncia 
contra o parlamentar, deve dar ciência à Casa que o parlamentar integra, e por iniciativa 
do partido político nela representado, e pelo voto da maioria dos membros, poderá sustar 
o andamento da ação penal. 
Caso a Casa decida pela sustação da ação penal, também estará suspensa a prescrição 
do crime, com o objetivo de não gerar a impunidade. 
RESUMINDO 
O parlamentar NÃO pode ser preso, salvo em caso de flagrante delito inafiançável; e o 
processo por crime cometido após a diplomação pode ser SUSTADO. 
DICA 78 
IMUNIDADES DOS DEPUTADOS, SENADORES E VEREADORES 
Os Deputados Federais, Estaduais e Distritais (DF) e os Senadores gozam de prerrogativa 
de foro, imunidade material e imunidade formal. 
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 46 
O foro por prerrogativa de função depende do cargo exercido: 
 Deputados Federais e Senadores – STF. 
 Deputados Estatuais e Distritais – o foro depende do crime praticado e do bem jurídico 
atingido, podendo ser o Tribunal de Justiça do Estado ou do Distrito Federal; TRF ou TRE. 
Em relação aos vereadores é importante destacar que esses integrantes do Poder 
Legislativo Municipal e, possuem apenas imunidade material, a qual é restrita aos 
limites do município onde exercem a função (art. 29, VIII, da CF). 
SÚMULA VINCULANTE Nº 25: 
“A competência constitucional do tribunal do júri prevalece sobre o foro por prerrogativa 
de função estabelecido exclusivamente pela Constituição Estadual.” 
Assim, se um vereador praticar um crime da competência do Tribunal do Júri e tiver 
foro por prerrogativa de função estabelecido na Constituição Estadual, deverá ser julgado 
no juízo do tribunal do júri. 
SINTETIZANDO: 
 
IMUNIDADES PARLAMENTARES 
Deputados 
Federais 
Senadores Deputados 
Estaduais e 
Distritais 
Vereadores 
Foro por 
prerrogativa de 
função 
 
SIM 
 
SIM 
 
SIM 
Fixado na 
Constituição 
Estadual 
Imunidade 
material 
 
SIM 
 
SIM 
 
SIM 
SIM, mas nos 
limites do 
município 
Imunidade formal SIM SIM SIM NÃO 
DICA 79 
FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL, FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA 
 Conceito (Ministro Alexandre de Moraes): “conjunto ordenado de disposições que 
disciplinam o procedimento a ser obedecido pelos órgãos competentes na produção de leis 
e atos normativos que derivam diretamente da própria constituição”. 
 O processo legislativo compreende a elaboração de: 
 emendas à Constituição; 
 leis complementares; 
 leis ordinárias; 
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 47 
O processo legislativo compreende a elaboração de: 
 leis delegadas; 
 medidas provisórias; 
 decretos legislativos; 
 resoluções. 
ATENÇÃO!! 
As medidas provisórias,teoricamente, não deveriam estar elencadas no art. 59 da 
CF/88, pois, trata-se de atos do Poder Executivo, uma vez que são criadas pelo Presidente 
da República e não pelo processo legislativo. 
Lei complementar disporá sobre a: 
 elaboração; 
 redação; 
 alteração; e 
 consolidação das leis. 
DICA 80 
PODER EXECUTIVO - NOÇÕES GERAIS 
O Poder Executivo do Brasil adota o sistema Presidencialista, sendo que o Presidente 
da República exerce as funções de CHEFE DE ESTADO e CHEFE DE GOVERNO. 
Ao contrário do que ocorre no Parlamentarismo, na situação em que o Chefe de Estado é o 
presidente/monarca e o Chefe de Governo é o Primeiro-Ministro. 
Nesses casos, o Primeiro-Ministro é vinculado ao programa de governo aprovado pelo 
Parlamento e a ligação entre o Executivo e o Parlamento é mais íntima que no 
Presidencialismo. 
O Presidente da República, como o nome diz, segue a Forma de Governo REPÚBLICA, na 
qual há a responsabilização do Presidente pelos seus atos e há eleições periódicas 
para a sua escolha, não predominando a hereditariedade. 
DICA 81 
ELEIÇÃO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA E VICE 
A eleição do Presidente da República implica, automaticamente, na eleição do Vice-
Presidente. Essa situação, apesar de hoje em dia ser lógica, é uma inovação da atual 
Constituição. 
O Presidente da República e o Vice são eleitos segundo o critério majoritário, o que significa 
que será eleito o candidato com a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, não se 
computam votos em branco e os nulos. 
A eleição ocorrerá no primeiro domingo de outubro e, se não houver candidato que obtenha 
a maioria absoluta, o segundo turno ocorrerá no último domingo de outubro. 
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 48 
Serão votados no segundo turno os dois candidatos mais votados. No segundo turno, não 
será necessário a obtenção da maioria absoluta dos votos, basta a maioria simples. 
DICA 82 
POSSE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA E VICE 
O Presidente da República e o Vice tomarão posse em sessão conjunta do Congresso 
Nacional. 
Se decorridos 10 dias da data fixada para a posse, o Presidente e o Vice não tiverem 
assumido o cargo, salvo motivo de forca maior, o cargo será declarado VAGO. 
Caso o Presidente ou o Vice não tenham tomado posse, serão convocadas novas eleições 
no prazo de 90 dias da vacância. 
É importante destacar que é o Congresso Nacional que possui a competência para 
declarar os cargos vagos, não é o TSE e nem o STF. 
DICA BÔNUS 
SUBSTITUIÇÃO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA 
A Substituição do Presidente da República ocorre nos casos de impedimento, que são causas 
temporárias (viagens, férias etc.). 
São substitutos do Presidente, nesta ordem: 
 Vice-Presidente; 
 Presidente da Câmara; 
 Presidente do Senado; 
 Presidente do STF. 
 ESSA ORDEM É DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA. 
ATENÇÃO! 
O Presidente da Câmara vem antes do Presidente do Senado na ordem de 
substituição, tendo em vista que a Câmara dos Deputados é a Casa representante do 
povo, e o Senado a Casa que representa os estados e DF. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 49 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
DICA 83 
VACÂNCIA DO CARGO PÚBLICO 
A vacância do cargo público é o ato que torna o cargo vago, podendo ser ocupado por 
outro servidor. 
O cargo público pode se tornar vago em sete hipóteses, conforme mnemônico: 
PARE PDF: 
P Promoção 
A Aposentadoria 
R Readaptação 
E Exoneração 
P Posse em cargo inacumulável 
D Demissão 
F Falecimento 
DICA 84 
LEI Nº 9.784/99 - PROCESSO ADMINISTRATIVO NO ÂMBITO DA ADMINISTRAÇÃO 
PÚBLICA FEDERAL 
A lei n. 9.784/99 estabelece normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito 
da Administração Federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos 
dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração. 
 Fique atento! 
Os preceitos da referida lei também se aplicam aos órgãos dos Poderes Legislativo e 
Judiciário da União, quando no desempenho de função administrativa. 
DICA 85 
ÓRGÃO, ENTIDADE E AUTORIDADE 
Segundo a lei n. 9.784/99, consideram-se: 
 Órgão: a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da 
estrutura da Administração indireta; 
 Entidade: a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica; 
 Autoridade: o servidor ou agente público dotado de poder de decisão. 
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 50 
DICA 86 
CRITÉRIOS A SEREM OBSERVADOS NOS PROCESSOS ADMINISTRATIVOS 
A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, 
finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, 
contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. 
Nos processos administrativos serão observados, entre outros (rol exemplificativo), os 
critérios de: 
Atuação conforme a lei e o Direito (princípio da juridicidade); 
Atendimento a fins de interesse geral, vedada a renúncia total ou parcial de poderes 
ou competências, salvo autorização em lei; 
Objetividade no atendimento do interesse público, vedada a promoção pessoal de 
agentes ou autoridades; 
Atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé; 
Divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas 
na Constituição; 
Adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções 
em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse 
público; 
Indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão; 
Observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados; 
Adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, 
segurança e respeito aos direitos dos administrados; 
Garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de 
provas e à interposição de recursos, nos processos de que possam resultar sanções e nas 
situações de litígio; 
Proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei; 
 Impulsão, de ofício, do processo administrativo, sem prejuízo da atuação dos 
interessados; 
 Interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do 
fim público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação. 
 
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 51 
DICA 87 
DO INÍCIO DO PROCESSO 
O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado. 
 
 
 
 Tome nota: A regra é que o requerimento inicial do interessado seja formulado por 
escrito. Admite-se, no entanto, a solicitação de forma oral nos casos permitidos. 
 O requerimento inicial do interessado, salvo casos em que for admitida solicitação 
oral, deve ser formulado por escrito e conter os seguintes dados: 
 Órgão ou autoridade administrativa a que se dirige; 
 Identificação do interessado ou de quem o represente; 
 Domicílio do requerente ou local para recebimento de comunicações; 
 Formulação do pedido, com exposição dos fatos e de seus fundamentos; 
 Data e assinatura do requerente ou de seu representante. 
 FIQUE ATENTO! 
É vedada à Administração a recusa imotivada de recebimento de documentos, 
devendo o servidor orientar o interessado quanto ao suprimento de eventuais falhas. 
DICA 88 
PRETENSÕES EQUIVALENTESE PEDIDOS COM CONTEÚDO IDÊNTICO 
Os órgãos e entidades administrativas deverão elaborar modelos ou formulários 
padronizados para assuntos que importem pretensões equivalentes. 
quando os pedidos de uma pluralidade de interessados tiverem conteúdo e fundamentos 
idênticos, poderão ser formulados em um único requerimento, salvo disposição legal 
em contrário. 
DICA 89 
DA FORMA DOS ATOS DO PROCESSO ADMINISTRATIVO 
Os atos do processo administrativo dependem de forma determinada? 
Os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando 
a lei expressamente a exigir. 
 
 
 
 
 
Início do processo 
Administrativo 
 
- Ofício 
- Pedido de interessado 
 Não dependem de 
forma determinada 
 Salvo quando a lei 
expressamente a exigir 
Atos do 
processo 
administrativo 
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 52 
 Os atos do processo devem ser produzidos por: 
 Escrito; 
 Em vernáculo (nome que se dá ao idioma próprio de um país); 
 Com a data e o local de sua realização e a assinatura da autoridade responsável. 
DICA 90 
DA FORMA, TEMPO E LUGAR DOS ATOS DO PROCESSO ADMINISTRATIVO 
O reconhecimento de firma é exigido do processo administrativo? 
 REGRA: o reconhecimento de firma somente será exigido quando houver dúvida de 
autenticidade. 
 EXCEÇÃO: Imposição legal. 
 FIQUE ATENTO! 
A autenticação de documentos exigidos em cópia poderá ser feita pelo órgão administrativo. 
O processo deverá ter suas páginas numeradas sequencialmente e rubricadas. 
DICA 91 
DO TEMPO DOS ATOS DO PROCESSO ADMINISTRATIVO 
Os atos do processo devem realizar-se em dias úteis, no horário normal de 
funcionamento da repartição na qual tramitar o processo. 
 FIQUE ATENTO! 
Serão concluídos depois do horário normal os atos já iniciados, cujo adiamento 
prejudique: 
 O curso regular do procedimento; OU 
 Cause dano ao interessado ou à Administração. 
DICA 92 
INGRESSO SEM CONCURSO PÚBLICO 
Pode haver ingresso em cargo público sem concurso? Sim! Nas hipóteses de cargos em 
comissão. 
 Contudo, é importante não confundir o cargo em comissão com a função de confiança: 
O cargo em comissão pode ser ocupado por qualquer pessoa e não depende de concurso, 
pois é de livre nomeação e exoneração; 
A função de confiança também não depende de concurso público, todavia, devem ser 
exercidas apenas por servidores ocupantes de cargo efetivo; 
 Importante saber também que parte dos cargos em comissão devem ser preenchidos por 
servidores de carreira, em percentual definido em lei. 
 
 
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 53 
 Vamos à esquematização: 
CARGO EM COMISSÃO FUNÇÃO DE CONFIANÇA 
Prescinde de concurso público Prescinde de concurso público 
Podem ser ocupados por qualquer 
pessoa, MAS parte dos cargos será 
reservado a servidores de carreira 
(cargo efetivo) 
Exercidas exclusivamente por ocupantes de 
cargo efetivo 
Atribuições de direção, chefia e 
assessoramento 
Atribuições de direção, chefia e 
assessoramento 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 54 
DIREITO CIVIL 
DICA 93 
DA PRESCRIÇÃO E DA DECADÊNCIA - CARACTERÍSTICAS GERAIS 
PRESCRIÇÃO 
inércia do titular de um direito, que gera, como consequência, a perda da pretensão, 
mas não do direito; 
eventual pagamento pelo devedor será válido; 
cabível suspensão e interrupção do prazo; 
prazos são legais e não podem ser alterados pelas partes. 
DECADÊNCIA 
na decadência há a perda do próprio direito; 
eventual pagamento não será válido (será indevido); 
não se sujeita a impedimento, suspensão e interrupção, salvo disposição legal em 
contrário. 
prazos podem ser convencionais ou legais. 
 Veja como já foi cobrado esse tema: 
QUESTÃO, 2018. 
Em um contrato de prestação de serviços, Jorge (pintor) e Renata (contratante) 
dispuseram que o pagamento do serviço somente poderia ser judicialmente exigido em 
até um ano após o vencimento da dívida. 
Essa disposição contratual é considerada: 
a) válida, visto que se trata de um prazo decadencial, que pode ser alterado pelos 
contratantes; 
b) nula, pois um prazo prescricional não pode ser alterado pelos contratantes; 
c) válida, desde que o prazo prescricional dessa espécie de obrigação seja inferior ao 
acordado; 
d) nula, porque o prazo decadencial não pode ser alterado pelos contratantes; 
a) válida, pois o prazo prescricional pode ser alterado pelos contratantes. 
Gabarito: Letra b. 
 
 
 
 
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 55 
DICA 94 
PRESCRIÇÃO 
 ISSO “DESPENCA” EM PROVA! 
 Prazos especiais de prescrição: artigo 206 do CC e na legislação esparsa. Quando 
não houver de previsão específica → prazo geral de 10 anos. 
Art. 206, CC: A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo 
menor. 
REGRA: A contagem do prazo inicia na data da violação do direito e surgimento da 
pretensão. 
A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem 
prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se 
presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição (art. 191, CC). 
Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes 
ou representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem 
oportunamente (art. 195, CC). 
DICA 95 
PRESCRIÇÃO 
Há diferentes prazos de prescrição e as Bancas gostam muito de cobrá-los. Por isso, fique 
atento (a)! 
Abaixo, os principais prazos: 
1 ANO 
Hospedagem; 
Pretensão do segurado contra o segurador (ou a deste contra aquele); 
Custas judiciais no geral; 
Tabeliães, auxiliares da justiça, serventuários judiciais, árbitros e peritos; 
Pretensão dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas. 
2 ANOS 
Prestações alimentares, a partir da data em que se vencerem. 
3 ANOS 
Pretensão de reparação civil por ato ilícito; 
Pretensão para haver o pagamento de título de crédito, a contar do vencimento; 
Pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos. 
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 56 
4 ANOS 
A pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das contas. 
5 ANOS 
A pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou 
particular; 
 
A pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, 
curadores e professores pelos seus honorários, contado o prazo da conclusão dos 
serviços, da cessação dos respectivos contratos ou mandato; 
 
A pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo. 
 Quando não houver de previsão específica → prazo geral de 10 anos. 
DICA 96 
PRESCRIÇÃO 
 NÃO CORRE A PRESCRIÇÃO: 
 entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal; 
 entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar; 
 entre tutelados ou curatelados e seus tutores ou curadores, durante a tutela ou 
curatela. 
 contra os incapazes de que trata o art. 3 do Código Civil; 
 contra os ausentes do País em serviço público da União, dos Estados ou dos 
Municípios; 
 contra os que se acharem servindo nas ForçasArmadas, em tempo de guerra. 
 pendendo condição suspensiva; 
 não estando vencido o prazo; 
 pendendo ação de evicção. 
DICA 97 
INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO 
 A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer 1 vez, dar-se-á: 
 por despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a citação, se o interessado 
a promover no prazo e na forma da lei processual; 
 por protesto, nas condições do inciso antecedente; 
 por protesto cambial; 
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 57 
 pela apresentação do título de crédito em juízo de inventário ou em concurso de 
credores; 
 por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; 
 por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento 
do direito pelo devedor. 
DICA 98 
INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO - ART. 202 
 É importante destacar que a prescrição interrompida recomeça a correr da data do 
ato que a interrompeu, ou do último ato do processo para a interromper. 
Todas as hipóteses do art. 202 interrompem a prescrição por ato do titular. A única exceção 
é o inc. VI, no qual é o próprio sujeito passivo a interromper a prescrição contra si, 
curiosamente, como nos casos de confissão de dívida ou pagamento parcial; 
Os casos de interrupção da prescrição são justificados pela ausência de inércia do 
titular, ou seja, o titular se movimenta, mas “forças alheias” a ele fazem com que a fluência 
do tempo continue a ocorrer. 
Já os casos de suspensão da prescrição são justificados por circunstâncias pessoais do 
titular. A pessoa fica, efetivamente, inerte, é inegável. Mas não podemos culpá-la por isso, 
já que uma circunstância subjetiva razoável se aplica àquela situação. 
DICA 99 
EFEITOS DA PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA 
A prescrição encobre os efeitos potenciais da pretensão, ao passo que a decadência extingue 
a própria pretensão. 
Somado a isso, veja-se que a prescrição atinge a pretensão material, a possibilidade ainda 
que somente potencial de exigir. Por isso, somente nos direitos em que há prestação se 
pode falar em prescrição, nos direitos potestativos, que não trazem em si uma prestação, 
não há prescrição. Portanto, todas as ações condenatórias – e somente elas – estão 
sujeitas à prescrição. 
Sujeitam-se à prescrição: 
 todas as ações condenatórias e somente elas; 
 todas as ações mandamentais e; 
 todas as ações executivas. 
 
Sujeitam-se à decadência: 
 todas as ações constitutivas com prazo fixado em lei e somente elas e; 
 os efeitos constitutivos das ações declaratórias. 
A prescrição e a decadência, de maneira ultra simplista, terão o mesmo efeito principal, 
que é “fazer perder o prazo para alguma coisa”. 
 
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 58 
DICA 100 
PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA 
Na Suspensão, o prazo para e recomeça de onde se parou, já na Interrupção o prazo 
para e recomeça do zero novamente. 
Art. 205. A prescrição ocorre em 10 anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo 
menor; 
Assim, se não houver a lei fixado prazo menor, a prescrição ocorre em 10 anos. 
Art. 207. Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as normas 
que impedem, suspendem ou interrompem a prescrição. 
 Importante destacar que a decadência: 
→ não se impede (não evita o termo inicial do fluxo do tempo); 
→ não se interrompe (rompe o fluxo, mas não se reinicia); 
→ não se suspende (não se detém temporariamente o fluxo de tempo) e; 
→ nem se renúncia (o fluxo temporal não pode ser “adiantado” e terminar por escolha). 
DICA 101 
PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA 
 Vejamos o que estabelece o art. 208 do Código Civil: 
Art. 208. Aplica-se à decadência o disposto nos arts. 195 e 198, inciso I; 
 É nula a renúncia à decadência fixada em lei. Deve o juiz, de ofício, conhecer da 
decadência, quando estabelecida por lei. 
Veja-se que, caso a decadência seja convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la 
em qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação; 
Logo, a Decadência não pode ser renunciada, não pode ser alegável por quem a 
aproveita e o MP, não deve ser alegada de ofício pelo juiz e não se impede, suspende ou 
interrompe o prazo. 
Já a Prescrição pode ser renunciada, pode ser alegável apenas por quem a aproveita, 
pode ser conhecida de ofício pelo juiz e se impede, suspende ou interrompe. 
DICA 102 
DECADÊNCIA 
É nula a renúncia à decadência fixada em lei (Art. 209, CC). 
 
 
DECADÊNCIA IRRENUNCIABILIDADE 
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 59 
PRESCRIÇÃO DECADÊNCIA 
O prazo prescricional, todavia, só se 
inicia a partir do momento em que este 
tem o seu direito violado. 
Já na decadência, no mesmo instante em que 
o sujeito adquire o direito já começa a correr 
o prazo decadencial. 
Resulta exclusivamente da lei (ope legis). Pode resultar da lei (legal), do testamento e 
do contrato (convencional). 
Nas ações rescisórias fundadas na obtenção de prova nova, o termo inicial do prazo 
decadencial é diferenciado, qual seja, a data da descoberta da prova nova, observado 
o prazo máximo de 5 anos, contado do trânsito em julgado da última decisão proferida 
no processo (STJ RECURSO ESPECIAL Nº 1.770.123 - SP 2018/0219451-6 -Relator: Ministro 
Ricardo Villas Bôas Cueva). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 60 
DIREITO PROCESSUAL CIVIL 
DICA 103 
INTERVENÇÃO DE TERCEIROS 
Para compreender as intervenções de terceiros, devemos compreender que o processo 
surge para produzir efeitos endoprocessuais. Vale dizer, a decisão é voltada para atingir e 
alcançar exclusivamente as partes, contudo, devido à complexidade das relações jurídicas, 
por vezes, temos situações nas quais os efeitos da sentença atingem pessoas que 
estão fora da relação jurídica processual demandada. Se isso acontecer, temos a 
intervenção de terceiros; 
Assim, toda vez que o terceiro for atingido direta ou reflexamente pela decisão proferida 
em processo alheio, ele se tornará parte legítima para ingressar no processo, trata-se, 
portanto, de um fato jurídico processual que implica a modificação de processo que já 
existe; 
 A intervenção de terceiro típica é aquela que é prevista em lei como modalidade de 
intervenção de terceiros. São elas: assistência, denunciação da lide, chamamento ao 
processo, amicus curie e incidente de desconsideração da personalidade jurídica; 
 Para além dessas situações, temos as hipóteses atípicas de intervenção que, embora 
não nominadas como tal, são efetivamente hipóteses de intervenção. Por exemplo, os 
embargos de terceiro (previsto no art. 674 do CPC). Nesse caso, o terceiro que sofreu 
constrição em seu bem, em razão de execução na qual não figura como parte, terá interesse 
jurídico na ação; 
DICA 104 
ASSISTÊNCIA 
A assistência é uma forma de intervenção de terceiro por intermédio da qual um terceiro 
passa a atuar para auxiliar (assistir, ajudar) a parte no processo; 
A assistência é modalidade de intervenção de terceiro ad coadjuvandum, pela qual um 
terceiro ingressa em processo alheio para auxiliar uma das partes. Pode ocorrer a 
qualquer tempo e grau de jurisdição, assumindo o terceiro o processo no estado em que se 
encontre. A assistência é admissível em qualquer procedimento; 
 A assistência simples é a hipótese tradicional que estudamos acima. Envolveas 
situações nas quais um terceiro ingressa em juízo para auxiliar uma das partes por possuir 
interesse jurídico no deslinde da demanda; 
O artigo 124, do CPC aduz que: Considera-se litisconsorte da parte principal o assistente 
sempre que a sentença influir na relação jurídica entre ele e o adversário do assistido; 
A regra na assistência é que a relação jurídica processual se estabelece apenas entre a 
parte assistida e o assistente. No caso que estudamos da sublocação, foi dito que o 
assistente possui relação jurídica com o locatário, não tendo qualquer relação com o locador. 
DICA 105 
DENUNCIAÇÃO DA LIDE 
A denunciação da lide é uma forma de intervenção forçada de terceiro em um 
processo já pendente que tem cabimento à vista da afirmação, pelo denunciante, da 
existência de um dever legal ou contratual de garantia do denunciado de sua posição 
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 61 
jurídica. Com a litisdenunciação convoca-se o terceiro para participar do processo auxiliando 
e denunciante ao mesmo tempo em que contra esse mesmo terceiro se propõe uma 
demanda de regresso para a eventualidade de o denunciante sucumbir na causa; 
A denunciação à lide é modalidade de intervenção de terceiros forçada, fundada em direito 
de regresso, por meio da qual se gera cumulação de ações judiciais. Se o denunciante for 
o réu, essa modalidade de intervenção deverá ser apresentada no prazo para contestar; 
DICA 106 
CHAMAMENTO AO PROCESSO 
O chamamento ao processo é hipótese de intervenção forçada de terceiro que tem por 
objetivo chamar ao processo todos os possíveis devedores de determinada obrigação 
comum, a fim de que se forme título executivo que a todos apanhe; 
 O chamamento será requerido pelo réu em três hipóteses: 
 Admite-se o chamamento do afiançado quando o fiador for demandado; 
 Admite-se o chamamento ao processo dos demais fiadores quando a ação for proposta 
apenas contra um deles; 
 Admite-se o chamamento ao processo dos demais devedores solidários quando o credor 
ingressar apenas contra um deles. 
DICA 107 
INCIDENTE DE DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA - MODELO DE 
AÇÃO E MODELO DE INCIDENTE 
 Existem dois modelos do procedimento de desconsideração da personalidade jurídica: 
Modelo de Ação e Modelo Incidente; 
O primeiro modelo trata-se do ajuizamento da ação pelo autor contra a empresa e contra 
os sócios em litisconsórcio facultativo. Nesse caso, o autor pretenderá a condenação de 
ambos (da pessoa natural e jurídica), mas, se não for possível, pretenderá a condenação 
de um deles; 
Destaca o artigo 134, §2º, que dispensa-se a instauração do incidente se a desconsideração 
da personalidade jurídica for requerida na petição inicial, hipótese em que será citado o 
sócio ou a pessoa jurídica; 
O Modelo Incidente terá vez em processos que estejam em trâmite, se a parte, em 
algum momento do curso do processo, requerer a desconsideração da personalidade 
jurídica, dá-se lugar a essa hipótese de intervenção de terceiros; 
A instauração do incidente, de acordo com o art. 134, §3º, do CPC, implica a suspensão do 
processo. § 3º A instauração do incidente suspenderá o processo, salvo na hipótese do § 
2º; 
Art. 133, do CPC. O incidente de desconsideração da personalidade jurídica será 
instaurado a pedido da parte ou do Ministério Público, quando lhe couber intervir no 
processo; 
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 62 
O incidente de desconsideração da personalidade jurídica somente poderá ser instaurado 
mediante provocação, a pedido da parte ou do Ministério Público, quando lhe couber 
intervir no processo; 
§ 2º Aplica-se o disposto neste Capítulo à hipótese de desconsideração inversa da 
personalidade jurídica; 
O incidente de desconsideração de personalidade jurídica é cabível em todas as fases do 
processo. 
DICA 108 
AMICUS CURIAE 
O amicus curiae atua no processo para a defesa de determinado ponto de vista, poderá ser 
utilizado para ampliar a legitimidade democrática da decisão judicial com a pluralização do 
debate. 
O amicus curiae é o terceiro que, espontaneamente, a pedido da parte ou por provocação 
do órgão jurisdicional, intervém no processo para fornecer subsídios que possam aprimorar 
a qualidade da decisão. 
Art. 138, do CPC. O juiz ou o relator, considerando a relevância da matéria, a 
especificidade do tema objeto da demanda ou a repercussão social da controvérsia, 
poderá, por decisão irrecorrível, de ofício ou a requerimento das partes ou de quem 
pretenda manifestar-se, solicitar ou admitir a participação de pessoa natural ou jurídica, 
órgão ou entidade especializada, com representatividade adequada, no prazo de 15 dias 
de sua intimação. 
Autoriza-se o amicus curiae quando envolver: matéria relevante, tema específico e 
repercussão social da controvérsia. 
É importante destacar que o amicus curiae não se confunde com a atuação do Ministério 
Público como fiscal da ordem jurídica, pois a figura interventiva não tem qualquer interesse 
no julgamento da ação, o amicus curiae atua como um órgão meramente opinativo e não 
tem tantos poderes quanto o MP. 
O amicus curiae, também, não se confunde com o assistente, pois o assistente tem 
interesse no resultado do julgamento, tendo poderes mais amplos que a figura interventiva; 
É irrecorrível a decisão denegatória de ingresso no feito como amicus curiae, assim, tanto 
a decisão do Relator que admite como a que inadmite o ingresso do amicus curiae é 
irrecorrível. 
DICA 109 
SUJEITOS DA RELAÇÃO JURÍDICA – JUIZ 
O juiz está no mesmo nível das partes na condução da causa, tendo ele mesmo de observar 
o contraditório como regra de conduta, alocando-se em uma posição acima das partes 
apenas quando impõe a sua decisão. O juiz do processo civil contemporâneo é paritário do 
diálogo assimétrico na decisão da causa, ele tem sua atuação pautada pela regra da 
cooperação; 
 Garantias dos Juízes: Vitaliciedade (impossibilidade de perda do cargo a não ser por 
sentença judicial), Inamovibilidade (impossibilidade de remoção compulsória, exceto por 
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 63 
motivo de interesse público a ser reconhecido pela maioria absoluta do tribunal respectivo 
ou do CNJ) e Irredutibilidade de subsídio; 
 Aos Juízes é vedado: 
 exercer outro cargo ou função, salvo uma de magistério; 
 receber custas ou participação em processo; 
 dedicar-se à atividade político-partidária; 
 receber auxílios ou contribuições de pessoas físicas, entidades públicas ou privadas; 
 exercer a advocacia no juízo ou no tribunal do qual se afastou, antes de decorridos três 
anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração; 
 DICA 110 
DOS IMPEDIMENTOS E DA SUSPEIÇÃO 
São 04 (quatro) as situações de suspeição do juiz: 
 Amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados; 
 Que receber presentes de pessoas que tiverem interesse na causa antes ou depois de 
iniciado o processo, que aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa ou que 
subministrar meios para atender às despesas do litígio; 
 Quando qualquer das partes for sua credora ou devedora, de seu cônjuge ou 
companheiro ou de parentes destes, em linha reta até o terceiro grau, inclusive; 
 Interessado no julgamento do processo em favor de qualquer das partes. 
ATENÇÃO! 
 Poderá o juiz declarar-se suspeito por motivo de foro íntimo, sem necessidade 
de declarar suas razões. 
 Será ilegítima a alegação de suspeição quando: 
 Houver sido provocada por quema alega; 
 A parte que a alega houver praticado ato que signifique manifesta aceitação do arguido. 
DICA 111 
DOS IMPEDIMENTOS E DA SUSPEIÇÃO 
 Arguição de impedimento ou suspeição: 
 Trata-se da forma estabelecida em lei para afastar o juiz da causa, por lhe faltar 
imparcialidade, que é pressuposto processual de validade subjetivo referente ao juiz. 
 É importante relembrar que, especificamente no incidente de arguição de impedimento 
ou suspeição, o magistrado passa a ser parte no processo, NÃO sendo incorreto 
afirmar, inclusive, que ele seria o réu. 
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 64 
 É indispensável à boa-fé e à moralidade das decisões judiciais a inexistência de 
quaisquer dúvidas sobre motivos de ordem pessoal que possam influenciar no 
convencimento do magistrado. NÃO sendo suficiente, também, que o juiz, em sua 
consciência, sinta-se apropriado de praticar a sua ocupação com a habitual 
imparcialidade. 
Bem como, é imprescindível que inexista quaisquer dúvidas de que, por motivações 
pessoais, o magistrado possa ter seu convencimento influenciado. 
DICA 112 
DOS IMPEDIMENTOS E DA SUSPEIÇÃO 
Se o juiz for arrolado como testemunha, precisará, antes de qualquer coisa, ter plena 
convicção de que possui conhecimento sobre o fato existente na lide, caso contrário, o 
magistrado deverá se recusar a atuar como testemunha no processo submetido à sua 
competência. 
Entrementes, caso o juiz possua conhecimento pessoal sobre os fatos que ensejaram na 
ação, restar-se-á a incompatibilidade (impedimento) entre o exercício do juízo e o 
dever de testemunha, ficando, portanto, o magistrado, impedido de atuar como juiz do 
processo. 
ATENÇÃO! 
Além desta situação, existe o entendimento doutrinário majoritário, de que caso o 
magistrado tenha conhecimento pessoal dos fatos, tendo-os presenciado, mesmo 
que NÃO seja arrolado como testemunha, ele NÃO teria condição de dirigir o feito. 
Entende-se, que, o juiz estaria influenciado, mesmo que inconscientemente, sob fatores 
NÃO exclusivos dos autos. 
DICA BÔNUS 
DOS IMPEDIMENTOS E DA SUSPEIÇÃO 
No prazo de 15 (quinze) dias, a contar do conhecimento do fato, a parte alegará o 
impedimento ou a suspeição, em petição específica dirigida ao juiz do processo, na qual 
INDICARÁ o fundamento da recusa, podendo instruí-la com documentos em que se fundar 
a alegação e com rol de testemunhas. 
Se reconhecer o impedimento ou a suspeição ao receber a petição o juiz: 
 Ordenará imediatamente a remessa dos autos a seu substituto legal, 
 Caso contrário, determinará a autuação em apartado da petição e, no prazo de 15 
(quinze) dias, apresentará suas razões, acompanhadas de documentos e de rol de 
testemunhas, se houver, ordenando a remessa do incidente ao tribunal. 
 
Distribuído o incidente, o relator deverá declarar os seus efeitos, sendo que, se o 
incidente for recebido: 
 Sem efeito suspensivo, o processo voltará a correr; 
 Com efeito suspensivo, o processo permanecerá suspenso até o julgamento do 
incidente 
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 65 
Enquanto não for declarado o efeito em que é recebido o incidente ou quando este for 
recebido com efeito suspensivo, a tutela de urgência será requerida ao substituto legal. 
Verificando que a alegação de impedimento ou de suspeição é improcedente, o tribunal 
rejeitá-la-á. 
Acolhida a alegação, tratando-se de impedimento ou de manifesta suspeição, o 
tribunal condenará o juiz nas custas e remeterá os autos ao seu substituto legal, 
podendo o juiz recorrer da decisão. 
ATENÇÃO! 
(Apenas para fins didáticos) 
O Ministro Gilmar Mendes ao reconhecer a manifesta suspeição do ex-juiz Sérgio Moro, 
no caso intitulado como “triplex do Guarujá”, prolatou voto condenando o ex-juiz ao 
pagamento das custas. 
Reconhecido o impedimento ou a suspeição, o tribunal fixará o momento a partir do qual 
o juiz NÃO poderia ter atuado. 
O tribunal decretará a nulidade dos atos do juiz, se praticados quando já presente o 
motivo de impedimento ou de suspeição. 
DICA BÔNUS 
DOS AUXILIARES DA JUSTIÇA 
São auxiliares da justiça (14 – catorze), além de outros cujas atribuições sejam 
determinadas pelas normas de organização judiciária: 
Escrivão Chefe de secretaria Oficial de justiça Perito 
Administrador Intérprete Tradutor Mediador 
Partidor Distribuidor Contabilista Regulador de avarias 
Depositário, Conciliador judicial 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DIREITO TRIBUTÁRIO 
DICA 113 
SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE E EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
 Créditos abrangidos pela moratória: salvo regulamento em lei em contrário, a 
moratória se aplica aos créditos tributários definitivamente constituídos e lançados. 
Art. 154, CTN. Salvo disposição de lei em contrário, a moratória somente abrange os 
créditos definitivamente constituídos à data da lei ou do despacho que a conceder, ou cujo 
lançamento já tenha sido iniciado àquela data por ato regularmente notificado ao sujeito 
passivo. Parágrafo único. A moratória não aproveita aos casos de dolo, fraude ou 
simulação do sujeito passivo ou do terceiro em benefício daquele. 
 A moratória nunca se aproveita em casos de dolo/fraude ou simulação. 
DICA 114 
SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE E EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
 Consequências da moratória concedida em caráter individual: 
A moratória individual não gera direito adquirido, sendo passível de anulação ou cassação 
sempre que se verificar que o sujeito passivo tenha sido beneficiado indevidamente. Se 
beneficiário estava de boa-fé (estava em erro) pagará somente o tributo acrescido de 
correção e juros de mora. Se de má-fé (fraude/dolo/simulação) pagará, além disso, uma 
multa e terá a prescrição suspensa durante o tempo que o benefício foi concedido e sua 
revogação. 
DICA 115 
SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE E EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
 Depósito do montante integral: Causa de suspensão do crédito tributário. O 
contribuinte para discutir o crédito deposita o valor devido, ficando livre do pagamento de 
correção e juros. pode ser realizado no âmbito judicial ou administrativo. O depósito 
é sempre faculdade do agente, não sendo obrigatório porque no Brasil não existe mais a 
cláusula “solve et repet” (exigência de pagamento para posterior discussão do débito), 
porque compromete direito de acesso à justiça. É também direito subjetivo do sujeito 
passivo, não precisa requerer autorização do juízo. Mas caso a pessoa escolha realizar o 
depósito tem que ser integral e em dinheiro. 
Súmula 112 STJ: 
O depósito somente suspende a exigibilidade do crédito tributário se for integral e em 
dinheiro. 
 
Integral: valor exigido pelo fisco. 
 
Em dinheiro: não basta fiança bancária/ seguro-garantia/ garantia antecipada, pois 
esses instrumentos não são equiparáveis. 
 
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 67 
DICA 116 
SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE E EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
 Reclamações e recursos: causas de suspensão do crédito tributário. Enquanto 
perdurar julgamento do processo administrativo que discuta a exigibilidade do crédito (se 
discute qualquer outra coisa não suspende), a exigibilidade do crédito tributário fica 
sobrestada. 
Leis reguladoras do processo tributário administrativo podem regular a forma com que 
ocorrerá a suspensão (prazos,condições, etc.), porém, não podem afastá-la, já que a 
suspensão deriva do CTN. Assim, pode-se afirmar que toda relação e todo recurso no âmbito 
do processo administrativo fiscal possuem efeito suspensivo e impedem que a Fazenda 
Pública exija o crédito tributário do contribuinte, até que sobrevenha a decisão definitiva no 
processo. 
DICA 117 
SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE E EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
Apresentação de recurso intempestivo não enseja a suspensão da exigibilidade do crédito e 
do prazo prescricional (STJ, AgRg no EDcl no REsp 1313765). Nesse procedimento 
administrativo Fazenda não pode exigir depósito prévio ou arrolamento de dinheiro ou bens. 
Esse depósito era “condição da ação”, o que é vedado (era percentual do débito). 
SÚMULA VINCULANTE 21: 
É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens 
para admissibilidade de recurso administrativo. 
 
SÚMULA 373 STJ: 
É ilegítima a exigência de depósito prévio para admissibilidade de recurso 
administrativo. 
DICA 118 
SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE E EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
Concessão de Liminar em MS, tutelas de urgência ou de evidência: causa de 
suspensão do crédito tributário. 
Art. 151, CTN. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: 
IV - a concessão de medida liminar em mandado de segurança. 
Mandado de segurança: é impetrado na hipótese em que há DIREITO LÍQUIDO E 
CERTO VIOLADO ou AMEAÇADO, desde que exista prova pré-constituída desse direito. 
 Tutela de urgência ou evidência: visa assegurar resultado útil ao processo ou 
antecipar gozo de direito inequívoco/ extremamente provável. 
 
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 68 
DICA 119 
SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE E EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
Parcelamento: causa de suspensão do crédito tributário. 
Art. 151, CTN. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: 
VI – o parcelamento. 
O parcelamento possui dois principais efeitos: 
 Requerimento de adesão parcelamento interrompe o prazo prescricional. (Art. 174 
CTN Parágrafo único. A prescrição se interrompe: IV - por qualquer ato inequívoco ainda 
que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito pelo devedor); 
 O deferimento do parcelamento suspende o prazo prescricional e a exigibilidade do 
pagamento por quanto tempo ele perdurar. 
DICA 120 
SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE E EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
 O parcelamento somente pode ser concedido por meio de lei específica do ente que 
detém competência tributária, porque atividade de cobrança é vinculada, assim a 
autoridade não pode parcelar para cada contribuinte de um jeito. 
Lei deve estabelecer requisitos para o parcelamento (quem, qual tributo, quais condições 
do parcelamento, número máximo de parcelas, e valor mínimo da parcela). 
DICA 121 
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
O artigo 156 do CTN estabelece formas de extinção do crédito tributário. 
O crédito, assim, pode ser extinto quando for satisfeito (pagamento, dação de bens 
imóveis, etc.), quando for desconstituído (decisão administrativa ou judicial), quando 
perdoado (remissão) ou ainda quando precluso o direito do fisco lançar ou cobrar o 
crédito (prescrição e decadência). 
A extinção do crédito tributário faz extinguir a obrigação correspondente. Já ́para as 
obrigações acessórias temos o art. 113 CTN, que esclarece que essas se extinguirão com o 
simples adimplemento das prestações positivas ou negativas ali elencadas, ou seja, fazer, 
não fazer ou tolerar que se faça. 
DICA 122 
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
 Pagamento: causa de extinção do crédito tributário. O pagamento é a primeira e 
principal causa da exclusão do crédito tributário. 
Pagamento deve ser feito em dinheiro, sendo vedado o pagamento em trabalho (princípio 
da dignidade da pessoa humana) ou em natura (realizado com o próprio bem que é objeto 
da tributação, viola princípio da vedação ao confisco). 
 Os efeitos da mora (multa pelo atraso + juros + correção) são automáticos, não sendo 
requerido qualquer atuação do credor para constituir o devedor em mora. 
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É possível também que a fiscalização aplique multas de ofício quando apuradas infrações 
(tributos não pagos e não declarados, ou pagos a menor), ou multas isoladas (infração a 
obrigação acessórias). 
DICA 123 
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
No âmbito tributário, ao pagar uma parcela, não se presumem pagas as anteriores. 
Igualmente, ao se pagar um tributo de um exercício inteiro, não se presumem pagos os 
demais exercícios. 
O pagamento de um tributo não faz presumir o pagamento de outros. 
 CUIDADO! 
Note-se que o fato de inexistir tal presunção relativa não significa que a Fazenda Pública 
deva negar-se a receber um pagamento parcial de crédito tributário, pelo contrário, é esse 
mesmo dispositivo (art. 158, do CTN) que autoriza recebimento de qualquer valor pago pelo 
contribuinte. 
Art. 158, CTN. O pagamento de um crédito não importa em presunção de pagamento: 
I - quando parcial, das prestações em que se decomponha; 
II - quando total, de outros créditos referentes ao mesmo ou a outros tributos 
DICA 124 
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
REGRAS PARA O PAGAMENTO DO TRIBUTO: 
Quem paga (devedor): sujeito passivo da relação jurídico tributária (contribuinte ou 
responsável). 
A quem se paga (credor): sujeito ativo (ente competente ou quem possui a capacidade 
tributária ativa). 
Local de pagamento: se lei tributária não dispuser de modo contrário, o local do 
pagamento é na repartição pública competente no domicílio do DEVEDOR. Dívida 
tributária é portável. Art. 159. CTN Quando a legislação tributária não dispuser a respeito, 
o pagamento é efetuado na repartição [na repartição pública] competente do domicílio do 
sujeito passivo. 
Meio de pagamento: dinheiro (moeda nacional, cheque, vale postal). Lei pode exigir 
garantia para pagamento em cheque/postal, desde que não torne obrigação mais onerosa 
do que em moeda. Pagamento pode ser feito em estampilha, papel selado ou processo 
mecânico, quando previsto em lei. Como se prova o pagamento: recibo, autenticação 
bancária, certidão negativa expedida pela Fazenda. 
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 70 
DICA 125 
DENÚNCIA ESPONTÂNEA 
A denúncia espontânea tem como objetivo incentivar sujeito passivo que está irregular 
voltar a sua situação de regularidade. Seria a “Ponte de Ouro” que conduziria a situação 
de regularidade. 
Regra, visa excluir a responsabilidade por infrações (multa, etc.), quando o agente 
confessa a irregularidade e realiza o pagamento integral do tributo (com juros e correção). 
Art. 138, CTN. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, 
acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do 
depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do 
tributo dependa de apuração. 
 O STJ pacificou entendimento que denúncia afasta tanto a multa moratória quanto a 
multa punitiva, pois o art. 138 não faz distinção entre as duas (AgRg nos EDcl no Ag 
755.008/SC). 
DICA 126 
DENÚNCIA ESPONTÂNEA 
O depósito em dinheiro só é admitido para fins de denúncia espontânea se a apuração 
depende de atuação da administração. Caso não (como ocorre na maioria dos tributos) o 
depósito, para além de configurar a assunção do crédito (o que já inviabiliza a denúncia, 
pois para ter denúncia o Fisco não pode conhecer essa situação),ainda não se confunde 
com o pagamento (ou seja, falta o requisito do pagamento integral para configurar 
denúncia). 
DICA 127 
DENÚNCIA ESPONTÂNEA 
 Não caberá a denúncia espontânea: 
 Parcelamento, o depósito integral e a compensação: não são considerados 
pagamentos para fins de denúncia espontânea. Pessoa inadimplente se dirige a 
administração e confessa e dívida, entrando com pedido de parcelamento, antes de iniciado 
qualquer procedimento administrativo pelo Fisco, terá direito a denúncia espontânea? NÃO. 
Logo, havendo parcelamento do pagamento do tributo, contribuinte não conseguirá afastar 
a multa pelo benefício da denúncia espontânea, devendo a multa ser parcelada 
juntamente ao tributo. 
 Descumprimento de obrigação acessória: se houvesse essa possibilidade, o fisco 
iria ter que isentar a pessoa da multa, ficando sem sanção o descumprimento da obrigação 
principal. 
Art. 113, CTN. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 3º A obrigação acessória, 
pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em obrigação principal relativamente 
à penalidade pecuniária. 
 
 
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 71 
DIREITO PENAL 
DICA 128 
ERRO DE TIPO ESSENCIAL 
 Recai sobre as circunstâncias do fato; 
 Art. 20 e §1º, §2º e §3º, CP; 
 Causa excludente de tipicidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DICA 129 
ERRO DE PROIBIÇÃO 
 Recai sobre a ILICITUDE do fato; 
 Art. 21 e Parágrafo único, CP; 
 Causa de DIMINUIÇÃO DE PENA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EFEITOS
INVENCÍVEL
(inevitável)
EXCLUSÃO
DOLO
CULPA
VENCÍVEL
(evitável)
EXCLUSÃO DO 
DOLO
RESPONDE POR CRIME 
CULPOSO, SE PREVISTO 
EM LEI
ESPÉCIES
DIRETO
INDIRETO
MANDAMENTAL
EFEITOS
INEVITÁVEL
ISENTO DE 
PENA
EVITÁVEL
CAUSA DE 
DIMINUIÇÃO DE 
PENA
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 72 
DICA 130 
DOLO GERAL E ERRO ACIDENTAL – ESQUEMATIZANDO 
 
DICA 131 
CONCURSO DE PESSOAS 
 Requisitos: 
 Pluralidade de agentes: Duas ou mais pessoas realizando a conduta típica ou 
concorrendo de algum modo para que outro a realize. 
 Relevância causal das condutas: Relação de causa e efeito entre cada conduta 
com o resultado que é utilizado na teoria da equivalência dos antecedentes causais. 
 Liame subjetivo entre os agentes: Vontade de colaborar para o mesmo crime. 
 Não é necessário o acordo prévio entre os agentes, bastando que um venha a aderir 
a vontade do outro. 
 Identidade de fato: Todos os concorrentes devem responder pelo mesmo crime. 
DICA 132 
TEORIA UNITÁRIA MONISTA 
Utilizada para aplicação de pena no concurso de pessoas em que todos os autores, 
coautores e partícipes respondem pelo mesmo crime. 
 Coautores: Conduta típica é praticada por mais de uma pessoa, pode ser caracterizada 
pelo princípio da divisão do trabalho. 
 Partícipes: Não realiza a conduta típica, não pratica diretamente os atos de 
execução. A participação é, pois, necessariamente, acessória e secundária. 
 Autoria colateral: Duas ou mais pessoas, ignorando uma ação de outra, realizam 
condutas convergentes, objetivando a execução do mesmo crime. 
 Ex.: ambos atiram na vítima sem saber um do outro. 
DOLO 
GERAL
1ª conduta
Acha que atingiu o 
resultado
2ª conduta Resultado atingido
ERRO 
ACIDENTAL
SOBRE O OBJETO
SOBRE A PESSOA
NA EXECUÇÃO
Resultado diverso do 
pretendido (art. 74, 
CP)
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 73 
DICA 133 
CONCURSO DE CRIMES 
Quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DICA 134 
CONCURSO DE CRIMES 
Quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, 
idênticos ou não. 
 
O crime continuado se dá quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, 
pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de tempo, lugar, 
maneira de execução e outras semelhantes, devem os subsequentes ser havidos como 
continuação do primeiro. 
CONCURSO 
FORMAL / 
IDEAL
PERFEITO
O agente não 
atua com 
desígnios 
autônomos.
IMPERFEITO
O agente atua 
com desígnios 
autônomos.
CONCURSO 
MATERIAL / REAL
HOMOGÊNIO
Crimes são 
idênticos, ou seja, 
previstos no 
mesmo tipo 
penal.
HETEROGÊNEO
Crimes são 
distintos, ou seja, 
não estão 
previstos no 
mesmo tipo 
penal.
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 74 
 
 
DICA 135 
CONCURSO DE CRIMES 
ESPÉCIES: 
 Concurso Material (Art. 69, CP) 
 Concurso Formal (Art.70, CP) 
 Crime Continuado. 
 
 REQUISITOS: 
 PLURALIDADE de condutas; 
 Crimes da MESMA ESPÉCIE; 
 Condições de lugar; 
 Maneira de execução. 
 CUIDADO! 
Não confundir conduta com ato, pois dentro de uma mesma conduta pode haver vários 
atos. 
 
CRIME 
CONTINUADO
PLURALIDADE 
DE CRIMES
O agente não 
atua com 
desígnios 
autônomos.
CONDIÇÕES 
OBJETIVAS
TEMPO
Ritmo entre as 
ações, a 
jurisprudência 
estabelece um 
prazo máximo de 
30 dias entre uma 
ação e outra.
LUGAR
Jurisprudência 
considera os 
crimes praticados 
na mesma região 
metropolitana ou 
em municípios 
limítrofes.
MANEIRA DE 
EXECUÇÃO
Modo de praticar os 
crimes tem que ser 
parecidas.
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 75 
 DICA 136 
CONCURSO MATERIAL / REAL 
 Mais de uma ação ou omissão, dois ou mais crimes, idênticos ou não (art. 69, CP); 
 Pluralidade de condutas + pluralidade de crimes; 
 Sistema de cúmulo material (as penas são somadas); 
 Homogêneo ou heterogêneo. 
 
CONCURSO FORMAL / IDEAL 
 Uma ação ou omissão de dois ou mais crimes, idênticos ou não (art. 70, CP); 
 
 PRÓPRIO OU PERFEITO 
 Produz dois ou mais resultados, sem agir com desígnios autônomos; 
 1 crime doloso + outros culposos ou todos os crimes culposos; 
 Adota-se o sistema de exasperação, onde aplica-se mais grave das penas cabíveis, 
se forem iguais, somente uma delas, aumentada de 1/6 até a metade em qualquer 
caso. 
 
 IMPRÓPRIO OU IMPERFEITO 
 A ação ou omissão é DOLOSA; 
 Os CRIMES CONCORRENTES resultam de DESÍGNIOS AUTÔNOMOS; 
 SISTEMA DE CÚMULO MATERIAL (as penas são cumulativas); 
 Trata-se do CONCURSO MATERIAL BENÉFICO (art. 70, § único, CP); 
 Caso exceda, o juiz aplicará o critério cumulativo. 
 DICA 137 
 CRIME CONTINUADO 
 Pluralidade de condutas e resultados (art. 71, CP); 
 Os crimes são da mesma espécie, com as mesmas condições de tempo, local e modo de 
execução; 
 Os subsequentes devem ser tratados como continuação do primeiro crime; 
 Adota-se o sistema de exasperação, onde aplica-se mais grave das penas cabíveis, 
se forem diversos, aumenta-se de 1/6 a 2/3. 
 
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 76 
PROCESSO PENAL 
 
DICA 138 
INTERROGATÓRIO 
O interrogatório judicial é o ato por meio do qual o juiz ouve o acusado sobre sua pessoa 
e sobre a imputação que lhe é feita. 
 Natureza jurídica do interrogatório: 
 Prevalece o entendimento de que o interrogatório possui natureza mista, na medida 
em que funciona como de meio de defesa, sendo um desdobramento do princípio da 
autodefesa; mas, eventualmente,podem ser substantivadas: 
“O morrer não pertence a mim.” “Morrer” é verbo, mas neste exemplo, ele é um 
substantivo. 
DICA 05 
PLURAL DOS SUBSTANTIVOS SIMPLES 
 Em regra, acrescentar “s” ao final da palavra no singular: amigo – amigos; degrau – 
degraus; sofá – sofás. 
 Substantivos terminados em “r”, “z”, “s”, acrescenta-se “es” ao final da palavra 
no singular: voz – vozes; mulher – mulheres; gravidez – gravidezes; país – países. 
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 7 
ATENÇÃO! 
EXCEÇÃO: Substantivos terminados em “s” que são paroxítonos, o plural fica invariável: 
lápis – lápis; vírus – vírus. 
 Substantivos terminados em “ão”, poderão ficar no plural com a terminação “ões”, 
“ãos”, “ães”: opinião – opiniões; cidadão – cidadãos; capitão – capitães. 
ATENÇÃO! 
Existem substantivos terminados em “ão” que admitem mais de 1 forma no plural: ancião 
– anciões, anciãos, anciães; vilão -> também tem 3 formas no plural; guardião – 
guardiões, guardiães. 
 Substantivos singulares terminados em al, el, ol, ul, no plural têm a terminação ais, 
éis, óis, uis: aluguel – aluguéis; lençol – lençóis. 
DICA 06 
PLURAL DOS SUBSTANTIVOS SIMPLES 
 CUIDADO: 
 Substantivos singulares terminados em “x” ficam com a mesma terminação no plural: 
tórax – tórax; ônix – ônix. 
 Substantivo singular terminado em il, no plural termina em is, eis: fuzil – fuzis; fóssil 
– fósseis. 
 Substantivo no singular terminado em m, no plural termina em ns: jardim – jardins. 
 Substantivo no singular terminado em n, o plural termina em “ns” ou “nes”: abdômen 
– abdomens, abdômenes; hífen – hifens; hífenes. 
DICA 07 
PLURAL DOS SUBSTANTIVOS COMPOSTOS 
 Regra geral: O substantivo, o adjetivo e o numeral são VARIÁVEIS. O verbo e o 
advérbio são INVARIÁVEIS: Segundas-feiras (numeral + subst.); Guarda-roupas (verbo 
+ subst.). 
 Palavras repetidas e onomatopeias, só o último elemento ficará no plural: bem-te-
vis; reco-recos. 
 CUIDADO: 
Caso as palavras repetidas sejam verbos, pode-se escolher entre colocar todos os 
elementos no plural ou apenas o último no plural. 
 Ex.: piscas-piscas ou pisca-piscas. 
Estruturas ligadas por preposição, somente o 1º elemento ficará no plural: pores do sol; 
canas-de-açúcar. 
 
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 8 
DICA 08 
PLURAL DOS SUBSTANTIVOS COMPOSTOS 
 Substantivo + substantivo em que o segundo termo limita o sentido do primeiro 
termo, o 1º elemento ficará no plural: decreto-lei = decretos-lei; elemento-chave = 
elementos-chave; banana-maçã = bananas-maçãs. 
 OBS: Nesses substantivos pode haver plural nos dois elementos: decretos-leis; 
elementos-chaves; bananas-maçãs. 
 Substantivos compostos formados com grão, grã, bel, o último elemento ficará no 
plural: grão-duque = grão-duques; grã-fino = grã-finos; bel-prazer = bel-prazeres. 
DICA 09 
ADVÉRBIO, NUMERAL E CONJUNÇÃO 
ADVÉRBIO 
 Modificam um verbo, um adjetivo ou outro advérbio. 
 Os advérbios podem ser de: MODO, LUGAR, TEMPO, INTENSIDADE... 
 Ex.: hoje, ontem, rapidamente, não. 
NUMERAL 
 Termo que indica posição, multiplicação, quantidade ou fração. 
 Ex.: três, terço. 
CONJUNÇÃO 
 A conjunção conecta orações ou palavras de igual valor gramatical, 
criando uma relação entre eles. 
 Ex.: embora, mas, e. 
 
QUESTÃO, 2021. 
“Um homem de 44 anos foi preso na noite desta quinta-feira (16), após tentar furtar uma 
residência, localizada na rua Duque de Caxias entre Rafael Vaz e Silva e Guanabara, em 
Porto Velho. A Polícia Militar foi informada que o criminoso, usando um alicate grande, 
teria cortado o cadeado do portão da residência, porém, o cachorro da casa começou a 
latir e o homem fugiu. Populares seguiram o criminoso, acionaram a Polícia Militar, ele 
recebeu voz de prisão e foi encaminhado para a Central de Flagrantes.” (Rondoniagora, 
17/09/2021) 
Na frase “o cachorro da casa começou a latir e o homem fugiu”, a conjunção E mostra o 
mesmo valor em: 
a) O ladrão chegou perto da casa e observou o cenário; 
b) O bandido usou o alicate e cortou o cadeado; 
c) A Polícia Militar chegou e o bandido ficou com medo; 
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 9 
d) O meliante foi preso e encaminhado para a delegacia; 
e) Os assaltos e furtos são comuns nas grandes cidades. 
Gabarito: Letra c. 
Comentário: Alternativa correta, pois há uma relação de causa e consequência, assim 
como na frase do enunciado. 
DICA 10 
ADVÉRBIO 
O advérbio é uma palavra invariável que pode se referir a um verbo, a um advérbio ou a 
um adjetivo. Expressa uma circunstância. 
 Ex.: As crianças falavam calmamente (advérbio de modo). 
QUESTÃO, 2017. 
Na frase “e torcer para eles sumirem logo”, o termo ‘logo’ funciona como: 
A) advérbio de lugar. 
B) advérbio de tempo. 
C) conjunção conclusiva. 
D) conjunção explicativa. 
Gabarito: Letra b. 
Comentário: CERTO, pois “logo” expressa um valor temporal. 
DICA 11 
CIRCUNSTÂNCIAS DO ADVÉRBIO 
 Lugar: Atrás, embaixo, ali, lá, aqui, longe, perto. 
 Tempo: Amanhã, hoje, outrora, breve, cedo, logo, ainda (até agora). 
 Ordem: Primeiramente, depois, ultimamente. 
 Intensidade: Tão, pouco, muito, mais, menos. 
 Modo: Bem, mal, melhor, pior, rapidamente, devagar. 
 Afirmação: Sim, realmente, certamente. 
 Negação: Não, nunca, nem, tampouco. 
 Dúvida: Provavelmente, talvez, possivelmente. 
 Inclusão: Ainda, também, mesmo. 
 Exclusão: Salvo, apenas, senão, só, unicamente. 
 
 
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 10 
 Um exemplo das circunstâncias do advérbio: 
Maria dormiu. 
→ ONDE ela dormiu? (no quarto) → lugar 
→ QUANDO ela dormiu? (ontem) → tempo 
→ COMO ela dormiu? (sentada) → modo 
OBS.: As circunstâncias adverbiais são infinitas. 
 OBS.: “Dormir” é VI (verbo intransitivo). Então, tudo o que for adicionado após o 
verbo é apenas um acréscimo de circunstância. 
DICA 12 
CIRCUNSTÂNCIAS DO ADVÉRBIO 
LUGAR Atrás, embaixo, ali, lá, aqui, longe, perto. 
TEMPO Amanhã, hoje, outrora, breve, cedo, ainda (até agora). 
ORDEM Primeiramente, depois, ultimamente. 
INTENSIDADE Tão, pouco, muito, mais, menos. 
MODO Bem, mal, melhor, pior, rapidamente, devagar. 
AFIRMAÇÃO Sim, realmente, certamente. 
NEGAÇÃO Não, nunca, nem, tampouco. 
DÚVIDA Provavelmente, talvez, possivelmente. 
INCLUSÃO Ainda, também, mesmo. 
EXCLUSÃO Salvo, apenas, senão, só, unicamente. 
 DICA 13 
NUMERAL 
 Numeral é responsável por ordem, quantidade e fração. Desse modo, os numerais 
podem apresentar valor de substantivo ou adjetivo: 
 Numerais substantivos: caracterizados pelos numerais multiplicativos. 
 Ex.: A inflação subiu o dobro no ano passado. 
 Numerais adjetivos: são os numerais cardinais, ordinais, coletivos e fracionários, 
indicando valor adjetivo. Exemplo: A carne que eu comprei é de segunda (indica a 
qualidade da carne). 
 
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 11 
 DICA 14 
ARTIGO 
Artigo é a palavra que se antepõe ao substantivo e indica se ele está sendo empregado 
de forma indefinida ou definida. 
ARTIGOS DEFINIDOS ARTIGOS INDEFINIDOS 
O, A, OS, AS. 
 Ex.: Comprei o vestido vermelho. 
→ Exprime a ideia de um vestido 
vermelho específico. 
UM, UMA, UNS, UMAS.quando o acusado decidir responder as perguntas do juiz, 
pode funcionar como meio de prova. 
Veja a importância do interrogatório: é a oportunidade que o acusado tem de, 
pessoalmente, exercer o seu direito de autodefesa, dando a sua versão ao juiz da causa. 
Momento do interrogatório: o interrogatório é sempre o último ato do 
procedimento. O interrogatório ocorre depois da oitiva das testemunhas, da vítima. É 
sempre o último ato! 
Há alguns procedimentos (ex.: lei de drogas) em que a lei prevê que o interrogatório seja 
o primeiro ato do procedimento. Todavia, o STF (HC 127.900) já decidiu que o 
interrogatório deve ser o último ato do procedimento, interpretação compatível com o 
exercício da ampla defesa, devendo ser dada a oportunidade do acusado se manifestar 
pessoalmente sobre todas as provas produzidas no processo. 
Condução coercitiva: 
O art. 260 do CPP prevê a possibilidade de condução coercitiva do acusado que, intimado, 
não comparecer ao interrogatório. Todavia, o STF, na ADPF 444, decidiu pela não recepção 
desse artigo pela Constituição Federal, proibindo expressamente a condução coercitiva 
de investigados para o interrogatório. Isso porque existe o direito de não produzir prova 
contra si mesmo. A partir do momento em que o interrogatório é uma manifestação do 
direito de autodefesa, o réu pode não comparecer ao interrogatório, ou ainda comparecer e 
permanecer calado. 
 CURIOSIDADE QUE FIXA: Independente de qualquer juízo de valor sobre os méritos 
ou deméritos da operação, essa é uma das críticas feitas por parte da doutrina ao ex-juiz 
Sérgio Moro, na condução da Operação Lava-Jato. Isso porque ele determinou diversas 
vezes, em atos transmitidos ao vivo pela televisão, a condução coercitiva de diversos 
investigados (Lula foi um deles, p. ex.) para o interrogatório, o que seria vedado, consoante 
decisão do STF. 
DICA 139 
INTERROGATÓRIO POR VIDEOCONFERÊNCIA 
INTERROGATÓRIO POR VIDEOCONFERÊNCIA 
CABIMENTO: É possível o interrogatório por videoconferência de forma excepcional. 
Exige-se decisão judicial fundamentada, podendo ser determinada de ofício ou a 
requerimento da parte. 
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 77 
HIPÓTESES: É cabível para: 
 Prevenir risco à segurança pública, quando existir suspeita de que o preso integre 
organização criminosa ou que, por outra razão, possa fugir durante o deslocamento; 
 Viabilizar a participação do réu no referido ato processual, quando houver 
dificuldade do seu comparecimento em juízo, por doença, enfermidade, etc.; 
 Impedir a influência do réu sobre a testemunha ou a vítima, desde que não seja 
possível colher o depoimento delas por videoconferência. Ou seja, primeiro deve haver 
tentativa de colher o depoimento da vítima ou da testemunha por videoconferência. 
Apenas na impossibilidade é que se toma o depoimento do interrogado por meio de 
recursos tecnológicos. 
 Em razão de gravíssimas questões de ordem pública. 
INTIMAÇÃO DAS PARTES: As partes devem ser intimadas acerca da decisão que 
determinar o interrogatório por videoconferência, com no mínimo 10 dias de 
antecedência. 
DICA 140 
CONFISSÃO 
A confissão é a admissão feita pelo acusado acerca da materialidade e autoria do crime. 
Classificação: 
 Confissão judicial: feita no âmbito do processo penal, na presença do juiz. 
 Confissão extrajudicial: feita na fase investigatória, na delegacia. Não pode, por si 
só, embasar uma condenação, conforme art. 155 do CP. 
 Confissão simples: o réu confessa a prática do crime e não invoca nenhuma 
excludente da ilicitude ou da culpabilidade. 
 Confissão qualificada: o réu confessa a prática do crime, mas alega que o praticou 
sob a proteção de alguma excludente da ilicitude ou culpabilidade. 
DICA 141 
NÚMERO DE TESTEMUNHAS 
 IMPORTANTE! 
As testemunhas devem ser apresentadas pela acusação no momento do oferecimento 
da peça acusatória (denúncia ou queixa-crime). Já a defesa deve apresentar o rol de 
testemunhas na resposta à acusação. 
A quantidade de testemunhas varia de acordo com o procedimento a ser adotado. No 
rito dos Juizados, por exemplo, a quantidade de testemunhas é menor, dada a maior 
simplicidade e celeridade do procedimento. Abaixo, elaborei um quadro-resumo com a 
quantidade de testemunhas para facilitar o seu estudo e revisão: 
 
 
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 78 
PROCEDIMENTO QUANTIDADE DE TESTEMUNHAS 
Ordinário 8 testemunhas 
Sumário 5 testemunhas 
Sumaríssimo 3 testemunhas 
Tribunal do Júri 
1ª fase: 8 testemunhas 
2ª fase: 5 testemunhas 
Lei de Drogas 5 testemunhas 
DICA 142 
ACAREAÇÃO 
Acarear significa colocar em presença uma da outra, cara a cara, pessoas cujas declarações 
são diferentes. 
 Por força do art. 229 do CPP, a acareação é admitida entre acusados, entre acusado e 
testemunha, entre testemunhas, entre acusado ou testemunha e a pessoa ofendida, e entre 
pessoas ofendidas, sempre que suas declarações divergirem. Os acareados são 
reperguntados para que expliquem pontos de divergência. 
Veja que há previsão inclusive da possibilidade de acarear o acusado x vítima, pessoas 
que não estão obrigadas a prestar compromisso de dizer a verdade. 
O art. 230 do CPP traz uma previsão um tanto quanto curiosa: a acareação por carta 
precatória. A intenção do legislador é possibilitar a acareação de uma testemunha que 
resida em outra comarca. 
DICA 143 
PROVA DOCUMENTAL 
As partes podem apresentar documentos em qualquer fase do processo, salvo, as 
limitações da própria lei. São considerados documentos quaisquer escritos, papéis, 
instrumentos, sejam eles públicos ou particulares. 
 No Júri, não será permitida a leitura de documento durante o julgamento que não tiver 
sido juntado aos autos com a antecedência mínima de 3 dias úteis. 
 A produção da prova documental pode ser espontânea (quando há juntada pelas 
partes), ou provocada (quando o juiz determina, independente de requerimento das 
partes, a sua juntada aos autos, nos termos do art. 234). 
 CARTAS - as cartas são invioláveis, nos termos do art. 5º, inciso XII. É por isso que o 
art. 233 do CPP prevê que as cartas particulares, interceptadas ou obtidas por meios 
criminosos, não são admitidas em juízo. Isso, porém, não impede a juntada de cartas por 
parte de um dos destinatários, nos termos do art. 233, p. único. 
 
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 79 
DICA 144 
BUSCA E APREENSÃO 
CONCEITO: A busca é o ato de procurar algo ou alguém. A apreensão é a medida de 
constrição, que guarda algo ou alguém. Pode haver busca sem apreensão, ou vice-versa. 
INICIATIVA E DECRETAÇÃO: O art. 242 do CPP prevê que “a busca pode ser 
determinada de ofício ou a requerimento de qualquer das partes”. Todavia, acerca 
da iniciativa, é necessário distinguir a busca pessoal da busca domiciliar, pois o tratamento 
é distinto. 
DICA 145 
PRISÃO 
Há duas espécies de pena que interessam ao direito processual penal: 
 a prisão penal; 
 a prisão processual, ou prisão cautelar, ou provisória. 
DICA 146 
PRISÃO 
 Na PRISÃO PENAL, o criminoso já foi processado, condenado, havendo trânsito em 
julgado da pena. Ele está lá cumprindo a sua pena devidamente imposta pelo juiz. 
Já na PRISÃO PROCESSUAL, também chamada de prisão cautelar ou prisão 
provisória, isso não acontece. não há trânsito em julgado e muitas vezes sequer há 
processo instaurado. Os motivos da prisão aqui são outros, que não a decisão condenatória 
do juiz. 
Nesse sentido, há 3 espécies de prisõescautelares: 
 prisão em flagrante; 
 prisão preventiva; 
 prisão temporária. 
 As prisões processuais, não possuem a finalidade punir o réu. A finalidade de cada uma 
varia de acordo com sua espécie. 
DICA 147 
PRISÃO EM FLAGRANTE 
A prisão em flagrante é muito conhecida. 
 Ex.: Você está dormindo, percebe uma movimentação estranha em sua casa. Acorda e 
decide ligar no 190. A polícia chega e realmente pega o bandido em flagrante, no interior 
de sua casa, armado, prestes a roubá-la. 
 Qualquer pessoa do povo PODE decretar a prisão em flagrante (art. 301, CPP), sendo 
que a autoridade policial DEVE decretá-la. 
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A prisão em flagrante é aquela imposta quando o crime está queimando, quando a infração 
está prestes a acontecer. É por isso mesmo que ela independe de mandado judicial. 
A autoridade policial pode decretá-la independente de mandado. 
 
Licensed to ERIKA REGINA MARQUES VAZ - erikavazregina347@gmail.comEx.: Comprei um vestido vermelho. 
→ Exprime a ideia de um vestido vermelho 
qualquer. 
DICA 15 
ADJETIVO 
Palavra que expressa qualidade ou característica do ser. 
Classificação do adjetivo: 
 Restritivo: Denota qualidade que pode ser retirada do substantivo. Por exemplo, nem 
todo o homem é inteligente. “Inteligente” é um adjetivo restritivo que diz respeito ao 
homem. 
 Explicativo: Denota qualidade que não pode ser retirada do substantivo. Por exemplo, 
todo o fogo é quente, não existe fogo frio. “Quente” é um adjetivo explicativo que diz 
respeito ao fogo. 
DICA BÔNUS 
ADJETIVO 
Quanto a sua formação, o adjetivo pode ser: 
 Simples: formado por um só radical. 
 Ex.: magro, verde. 
 Composto: formado por mais de um radical. 
 Ex.: castanho-escuro. 
 Primitivo: dá origem a outros adjetivos. 
 Ex.: bom, feliz. 
 Derivado: deriva de substantivos, verbos e até de outro adjetivo. 
 Ex.: magrelo, bondoso. 
 
 
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INFORMÁTICA 
DICA 16 
CONCEITOS E TECNOLOGIAS RELACIONADOS À INTERNET - CONCEITOS DE URL 
 URL: Uniform Resource Locator é o endereço que digitamos na barra do navegador para 
acessar algo. Segue um padrão: https://pensarconcursos.com 
 HTTPS: é o protocolo que é utilizado para acessar a página. Pode ser HTTP ou HTTPS, 
neste último caso, significa que a comunicação entre quem está acessando e o site é 
criptografada. 
 CAMINHO: é o endereço que deseja acessar, neste caso, pensarconcursos (dizemos que 
pensarconcursos é o nome do domínio) por fim o TLD, que é o nome de domínio de 
alto nível. pode ser .com .org .net. No nosso caso, é .com 
 NOME DE DOMÍNIO: deve ser observado para evitarmos problemas com criminosos, 
por exemplo, um site falso poderia ser https://penssarconcursos.com parece verdadeiro, 
mas o SS torna o site falso. 
Muitos endereços de sites maliciosos podem se aproveitar dos encurtadores de URL. Para 
evitar URL longa, é comum utilizarmos encurtadores, porém, esses encurtadores podem 
esconder um site malicioso. 
 Por exemplo, no caso acima, o encurtador esconderia o erro do SS. 
DICA 17 
INTRANET E EXTRANET 
A intranet é uma rede privada que só permite acesso a pessoas autorizadas. 
Desta forma, tem principalmente caráter corporativo. É através da Intranet que se tem 
acesso aos sistemas corporativos. Sistemas esses que, geralmente, não ficam públicos e só 
podem ser acessados dentro da organização. Utiliza os mesmos protocolos e padrões que a 
internet, sua grande distinção é o fato de ser exclusiva e restrita, razão pela qual, para 
acessar a Intranet o usuário deve se autenticar. 
Já a Extranet trata-se da conexão à rede da intranet por meio externo, tendo se tornado 
bastante comum devido ao Home Office (Teletrabalho). É também chamada como uma 
extensão da intranet, que também terá seu acesso controlado. 
Destaca-se que é bastante comum o uso de VPN para acessar de fora da rede da 
organização. 
DICA 18 
SÍTIOS DE BUSCA E PESQUISA NA INTERNET - BUSCAS AVANÇADAS 
 Ao realizar buscas é possível colocar elementos que nos auxiliem a encontrar mais 
rapidamente o que queremos. Alguns destes elementos são: 
 Colocar o termo entre aspas: “CONCURSO” o buscador irá entender para buscar 
exatamente essa sequência de palavras nos links que encontrar; 
 Utilizar o asterisco (*) como palavra incompleta, isto é, Bolo de * trará resultados como 
Bolo de Chocolate, Bolo de Milho etc; 
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https://pensarconcursos.com/
https://penssarconcursos.com/
 
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 Quando queremos que uma palavra não apareça na lista de resultados utilizamos o traço 
(-). 
 Ex.: exemplos de -sucesso irá buscar links que tenham exemplos de porém sem nenhuma 
associação a sucesso. 
Destaca-se que esses elementos podem ser combinados. 
 Há alguns outros elementos que valem a nossa atenção, segue abaixo: 
 intitle: Buscar por palavras no título; 
 allintitle: Garantir que todas as palavras da busca estejam no título; 
 allinurl: buscar por palavras na URL; 
 allintext: irá restringir a exibição apenas para páginas onde os textos tenham todos os 
termos escolhidos; 
 allinanchor: Para buscar determinada palavra nos links das páginas; 
 location: Pesquisar por páginas em uma localidade específica; 
 @: direciona para redes sociais. 
DICA 19 
NAVEGAÇÃO ANÔNIMA 
É uma forma de navegar sem deixar muitos rastros no computador utilizado. Durante 
a navegação anônima os arquivos temporários, cookies e histórico não serão mantidos. 
Porém, downloads e favoritos serão mantidos. O atalho para abrir uma janela anônima no 
Google Chrome é CTRL + SHIFT + N. 
ATENÇÃO!! 
Veja-se que apenas os arquivos temporários, cookies e histórico não são mantidos, 
ao passo que os downloads e favoritos são mantidos no navegador, ainda que nesse 
tipo de navegação. Isso, inclusive, pode ser objeto de questionamento na sua prova, 
portanto, não caia em pegadinhas! 
 
QUESTÃO, 2018. 
Recurso do navegador Google Chrome 63.0, versão português, que permite abrir uma 
nova janela para navegar com privacidade sem salvar seu histórico de navegação, cookies 
e dados de sites: 
a) Nova janela anônima. 
b) Nova janela privada. 
c) Nova janela secreta. 
d) Nova janela segura. 
Gabarito: Letra a. 
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DICA 20 
NAVEGADORES DE INTERNET - GOOGLE CHROME 
Ao se clicar com o botão direito do mouse sobre uma guia do programa de navegação 
Google Chrome opção “Fixar Guia”, ao ser escolhida, coloca a guia no canto superior 
esquerdo da janela. Essa função serve para manter a guia aberta sempre que você abrir 
o Chrome (acesso direto). Essa é uma boa função para e-mail e outros sites importantes 
que necessitam de uma checagem contínua. 
Essa opção pode ser acessada clicando-se com o botão direito na guia desejada. 
 Na linha de endereço do Chrome podemos digitar diretamente alguns caminhos para 
acessar alguns recursos como em: 
chrome://history/ Acessa o histórico de navegação 
chrome://downloads/ Acessa o gerenciador de downloads. 
chrome://settings/ Acessa as configurações do navegador. 
chrome://bookmarks/ Acessa os favoritos. 
chrome://extensions/ Acessa as extensões. 
DICA BÔNUS 
GOOGLE CHROME 
ATALHOS 
Abrir uma nova aba CTRL + T 
Fechar uma aba CTRL + W 
Abrir janela anônima CTRL + SHIFT + N 
Atualizar página F5 
Tela Cheia F11 
Fechar Janela ALT + F4 
Selecionar todo o texto CTRL + A 
Abrir Downloads CTRL + J 
Buscar na Página CTRL + F 
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 15 
REGIMENTO INTERNO DO TSE 
DICA 21 
TSE: DAS SESSÕES- ATAS DAS SESSÕES 
As atas das sessões, nas quais se resumirá com clareza tudo quanto nelas houver ocorrido, 
serão datilografadas em folhas soltas para sua encadernação oportuna e, após assinadas 
pelo Presidente, serão publicadas no "Diário da Justiça". 
 Ata de sessão é o mesmo que Ata de convenção partidária? 
Não, a ata de convenção partidária é o registro feito pelos partidos políticos no qual consta 
formalmente tudo o que for decidido na convenção da legenda. Isso porque, segundo o 
artigo 87 do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965), só podem concorrer às eleições as 
candidatas e candidatos que estiverem filiados a um partido político. 
DICA 22 
TSE: DA DECLARAÇÃO DE INVALIDADE DE LEI OU ATO CONTRÁRIO À 
CONSTITUIÇÃOO Tribunal, ao conhecer de qualquer feito, se verificar que é imprescindível decidir-se sobre 
a validade, ou não, de lei ou ato em face da Constituição, suspenderá a decisão para 
deliberar, na sessão seguinte, preliminarmente, sobre a argüida invalidade. Na sessão 
seguinte será a questionada invalidade submetida a julgamento, como preliminar, e, em 
seguida, consoante a solução adotada, decidir-se-á o caso concreto que haja dado lugar 
àquela questão. 
 IMPORTANTE: 
Somente pela maioria absoluta dos juízes do Tribunal poderá ser declarada a invalidade da 
lei ou ato contrário à Constituição. 
DICA 23 
TSE: DO HABEAS-CORPUS 
Se dará o habeas-corpus sempre que, por ilegalidade ou abuso de poder, alguém sofrer ou 
se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, de que 
dependa o exercício de direitos ou deveres eleitorais. 
No processo e julgamento, quer dos pedidos de competência originária do Tribunal (art. 8°, 
letra l), quer dos recursos das decisões dos Tribunais Regionais, denegatórias da ordem, 
observar-se-ão, no que lhes forem aplicáveis, o disposto no Código de Processo Penal (Liv. 
VI Cap. X) e as regras complementares estabelecidas no Regimento Interno do Supremo 
Tribunal Federal. 
DICA 24 
TSE: DO MANDADO DE SEGURANÇA 
Para proteger direito líquido e certo fundado na legislação eleitoral, e não amparado por 
habeas-corpus, conceder-se-á mandado de segurança. No processo e julgamento do 
mandado de segurança, quer nos pedidos de competência do Tribunal, (art. 8, letra l), quer 
nos recursos das decisões denegatórias dos Tribunais Regionais, observar-se-ão, no que 
forem aplicáveis, as disposições da Lei n. º 1.533, de 31 de dezembro de 1951 e do 
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 
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 16 
Mandado de segurança pode ser proposto em situações emergenciais na Justiça Eleitoral? 
Sim, tanto o mandado de segurança e quanto as ações cautelares poderão ser propostas 
em situações emergenciais na Justiça Eleitoral, pois o uso dos instrumentos jurídicos tem 
como objetivo assegurar direitos. 
DICA 25 
TSE: DOS RECURSOS ELEITORAIS - CONHECIMENTO 
O Tribunal conhecerá dos recursos interpostos das decisões dos Tribunais Regionais: 
 Quando proferidas com ofensa à letra expressa da lei; 
 Quando derem à mesma lei interpretação diversa da que tiver sido adotada por outro 
Tribunal Eleitoral; 
 Quando versarem sobre expedição de diplomas nas eleições federais e estaduais. 
ATENÇÃO! 
Sobre esta matéria: Por ser um material pré-edital, estamos trabalhando aqui com 
o Regimento Interno do Tribunal Superior Eleitoral. Conforme saia o edital, faremos 
atualizações nesta disciplina, de acordo com o TRE de cada estado aderente ao concurso 
unificado. 
Atenciosamente 
Equipe Pensar Concursos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 17 
NORMAS APLICÁVEIS AOS SERVIDORES FEDERAIS 
DICA 26 
REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI 8.112/1990 - SERVIDOR 
FEDERAL INATIVO QUE NÃO GOZOU LICENÇA-PRÊMIO POR QUALQUER MOTIVO 
DEVE RECEBER EM DINHEIRO 
A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) fixou, sob o rito dos recursos 
repetitivos, a tese de que o servidor federal inativo, independentemente de prévio 
requerimento administrativo, tem direito à conversão em dinheiro da licença-prêmio não 
usufruída durante a atividade funcional nem contada em dobro para a aposentadoria, sob 
pena de enriquecimento ilícito do ente público. 
Baseado na redação original do artigo 87, parágrafo 2º, da Lei 8.112/1990 e no artigo 7º 
da Lei 9.527/1997, o colegiado definiu, também, que não é necessário comprovar que a 
licença não tenha sido tirada por necessidade do serviço. 
DICA 27 
REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI 8.112/1990 - PLANO DE 
SEGURIDADE SOCIAL 
 O Plano de Seguridade Social visa a dar cobertura aos riscos a que estão sujeitos o 
servidor e sua família, e compreende um conjunto de benefícios e ações que atendam às 
seguintes finalidades: 
 garantir meios de subsistência nos eventos de doença, invalidez, velhice, acidente em 
serviço, inatividade, falecimento e reclusão; 
 proteção à maternidade, à adoção e à paternidade; 
 assistência à saúde. 
DICA 28 
REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI 8.112/1990 - PLANO DE 
SEGURIDADE SOCIAL 
 Os benefícios do Plano de Seguridade Social do servidor compreendem: 
Quanto ao servidor: 
aposentadoria; 
auxílio-natalidade; 
salário-família; 
licença para tratamento de saúde; 
licença à gestante, à adotante e licença-paternidade; 
licença por acidente em serviço; 
assistência à saúde; 
garantia de condições individuais e ambientais de trabalho satisfatórias; 
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Quanto ao dependente: 
pensão vitalícia e temporária; 
auxílio-funeral; 
auxílio-reclusão; 
assistência à saúde. 
DICA 29 
REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS - LEI 8.112/1990 – 
APOSENTADORIA 
 O servidor será aposentado: 
por invalidez permanente, sendo os proventos integrais quando decorrente de acidente 
em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, especificada 
em lei, e proporcionais nos demais casos; 
compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo 
de serviço; 
voluntariamente: 
→ aos 35 (trinta e cinco) anos de serviço, se homem, e aos 30 (trinta) se mulher, com 
proventos integrais; 
→ aos 30 (trinta) anos de efetivo exercício em funções de magistério se professor, e 25 
(vinte e cinco) se professora, com proventos integrais; 
→ aos 30 (trinta) anos de serviço, se homem, e aos 25 (vinte e cinco) se mulher, com 
proventos proporcionais a esse tempo; 
→ aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e aos 60 (sessenta) se mulher, 
com proventos proporcionais ao tempo de serviço. 
DICA 30 
REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI 8.112/1990 - DA 
APOSENTADORIA COMPULSÓRIA E VOLUNTÁRIA 
A aposentadoria compulsória será automática, e declarada por ato, com vigência a partir 
do dia imediato àquele em que o servidor atingir a idade-limite de permanência no serviço 
ativo. 
Já a aposentadoria voluntária ou por invalidez vigorará a partir da data da publicação do 
respectivo ato. 
 
 
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 19 
DICA 31 
REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI 8.112/1990 - DOENÇAS 
GRAVES, CONTAGIOSAS OU INCURÁVEIS 
Consideram-se doenças graves, contagiosas ou incuráveis, a que se refere o inciso I do 
artigo 186 desta lei, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia 
maligna, cegueira posterior ao ingresso no serviço público, hanseníase, cardiopatia grave, 
doença de Parkinson, paralisia irreversível e incapacitante, espondiloartrose anquilosante, 
nefropatia grave, estados avançados do mal de Paget (osteíte deformante), Síndrome de 
Imunodeficiência Adquirida - AIDS, e outras que a lei indicar, com base na medicina 
especializada. 
DICA 32 
REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS - LEI 8.112/1990 - AUXÍLIO-
NATALIDADE 
O auxílio-natalidade é devido à servidora por motivo de nascimento de filho, em quantia 
equivalente ao menor vencimento do serviço público, inclusive no caso de natimorto. Na 
hipótese de parto múltiplo, o valor será acrescidode 50% (cinquenta por cento), por 
nascituro. 
O auxílio será pago ao cônjuge ou companheiro servidor público, quando a parturiente não 
for servidora. 
DICA 33 
REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI 8.112/1990- DOS 
BENEFÍCIOS – DO SALÁRIO-FAMÍLIA 
 Renda Inicial no salário-família será: 
 De equivalente a uma cota para cada filho de até 14 anos de idade, se inválido, 
independerá da idade. 
 Pago ao trabalhador com remuneração de até R$ 1.503,25. 
 Valor vigente em 2021: R$ 51,27 por cota. 
 Pode ser inferior a 1 salário-mínimo. 
(É pago somente aos trabalhadores de baixa renda). 
ATENÇÃO! 
O salário-família é pago de forma proporcional aos dias trabalhados no mês em que 
foi admitido ou demitido. 
Em caso de trabalhador avulso, o pagamento deverá ser feito de forma integral 
(mês inteiro). 
 TOME NOTA: O salário-família não terá a sua cota incorporada ao salário ou ao 
benefício. 
 
 
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DICA 34 
REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI 8.112/1990 - DOS 
BENEFÍCIOS – DO SALÁRIO-FAMÍLIA 
O salário-família deve ser pago: 
 a partir da data de apresentação da certidão de nascimento do filho ou equiparado; 
 Obrigatória apresentação do cartão de vacinação (com vacinas em dia) para filhos de até 
6 anos de idade; 
 Obrigatória comprovação semestral de frequência escolar para crianças a partir de 4 
anos de idade. Antes, a idade era de 7 anos, atualmente, conforme Decreto 10.410/2020, 
passou a ser 4 anos de idade. 
 TOME NOTA: A falta de apresentação dos referidos documentos, no prazo definido 
pelo INSS, o pagamento do benefício será suspenso. 
ATENÇÃO! 
É possível o recebimento de dois salários-família pelo mesmo filho, desde que ambos 
os pais sejam responsáveis pela criança, e sejam individualmente de baixa renda. 
Após a suspensão do benefício, caso o segurado comprove a vacinação ou frequência 
escolar da criança, será devido pagamento da cota relativa do período suspenso. 
DICA 35 
REGIME DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS-LEI 8.112/1990 - PAI E MÃE 
SERVIDORES PÚBLICOS 
Quando o pai e mãe forem servidores públicos e viverem em comum, o salário-família será 
pago a um deles; quando separados, será pago a um e outro, de acordo com a distribuição 
dos dependentes. 
 IMPORTANTE: 
Ao pai e à mãe equiparam-se o padrasto, a madrasta e, na falta destes, os representantes 
legais dos incapazes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DIREITO ELEITORAL 
 
DICA 36 
FASES DO PROCESSO ELEITORAL 
A sequência de atos que levam à escolha dos representantes por meio das eleições, 
finalizando com a diplomação dos candidatos e o julgamento das ações eleitorais. 
 Os principais autores apontam as seguintes etapas do processo eleitoral: 1) convenções 
partidárias; 2) registro de candidaturas; 3) propaganda eleitoral; 4) preparação das 
eleições; 5) votação; 6) apuração; 7) diplomação. 
ATENÇÃO! 
Há duas fases no processo eleitoral – uma pré-eleitoral que se inicia com a realização 
das convenções partidárias e a escolha das candidaturas, prolongando-se até a 
propaganda eleitoral. A fase pós-eleitoral começa com a apuração e contagem dos votos 
e termina com a diplomação dos candidatos eleitos (bem como seus suplentes). 
 CUIDADO! 
Quando o STF julgou a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, ampliou o conceito de 
processo eleitoral, alcançando atos anteriores às convenções partidárias, praticados 
em ano eleitoral (HC 104286). 
DICA 37 
CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS 
Segundo a Lei das Eleições (artigo 8º, caput, da Lei n.º 9.504/97) a escolha dos candidatos 
pelos partidos e a deliberação sobre coligações deverão ser feitas no período de 20 de julho 
a 5 de agosto do ano em que se realizarem as eleições. 
ATENÇÃO! 
cada partido poderá registrar candidatos para a Câmara dos Deputados, Câmara e 
Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais no total de até 100% do número de 
lugares a preencher mais um (artigo 10, caput, da Lei n.º 9.504/97). 
 CUIDADO! 
Cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo de 
70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo (artigo 10, parágrafo terceiro, da 
Lei n.º 9.504/97). 
DICA 38 
COLIGAÇÕES PARTIDÁRIAS 
É na convenção que o partido resolve se vai disputar eleições isoladamente ou se fará 
coligações. 
 
 
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 22 
ATENÇÃO! 
A Emenda Constitucional n.º 97, da 2017 proibiu a coligação para as eleições 
proporcionais. Apenas nas eleições majoritárias são admitidas coligações. 
 CUIDADO! 
Em 21/6/22, o TSE julgou a consulta 0600591-69.2021.6.00.0000, definindo que os 
partidos políticos que formarem coligação para a disputa de governo estadual em 2022 
deveriam respeitar esse acordo na definição das candidaturas para o Senado Federal. 
Embora eles possam lançar candidatos independentes, não podem se coligar a legendas 
diferentes com vista ao mandato parlamentar. 
DICA 39 
FEDERAÇÕES PARTIDÁRIAS 
Dois ou mais partidos políticos podem se reunir em federação, registrada perante o TSE, a 
qual atuará como se fosse uma única agremiação partidária (artigo 11-A, Lei n.º 9.096/95). 
ATENÇÃO! 
Os partidos reunidos em federação deverão permanecer filiados por no mínimo quatro 
anos (artigo 11-A, inciso II, Lei n.º 9.096/95). 
Se o partido sair da federação ficará proibido de ingressar em outra federação, de celebrar 
coligação nas duas eleições seguintes e até completar o prazo mínimo remanescente da 
federação, de utilizar o fundo partidário (artigo 11-A, parágrafo quarto, Lei n.º 9.096/95). 
 CUIDADO! 
Se houver desligamento de um ou mais partidos, a federação prosseguirá em 
funcionamento até a eleição seguinte, desde que nela permaneçam dois ou mais 
partidos (artigo 11-A, parágrafo quinto, Lei n.º 9.096/95). 
 O partido que se desligar da federação poderá participar da eleição isoladamente se 
a ruptura ocorrer até seis meses antes do pleito. Caso a extinção da federação seja 
motivada pela fusão ou incorporação entre os partidos, nenhuma das penalidades será 
aplicada. 
 A Resolução TSE n.º 23.670, de 14 de dezembro de 2021 regulamenta as federações de 
partidos políticos. 
DICA 40 
REGISTRO DE CANDIDATURAS 
É um processo complexo instaurado para que o partido formalize na Justiça Eleitoral pedido 
ou requerimento de registro de candidatura de seus filiados escolhidos em convenção que 
concordaram em disputar as eleições. 
 CUIDADO! 
No Recurso Especial Eleitoral n° 0600938-72.2022.6.25.0000/SE (julgado em 03/11/2022), 
o Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade, reafirmou o caráter jurisdicional dos 
processos de registro de candidatura, mesmo quando não impugnados. 
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 23 
Ou seja, esgotados os prazos recursais das decisões proferidas nestes processos, sem que 
haja recurso, configurar-se-á coisa julgada, não podendo ser proferida outra decisão que 
modifique a anteriormente prolatada. 
ATENÇÃO! 
Até 20 dias antes das eleições TODOS os pedidos de registro de candidaturas deverão 
estar JULGADOS pelas instâncias ordinárias, com as decisões devidamente publicadas 
(artigo 16, parágrafo primeiro, da Lei n.º 9.504/97). 
Os processos de registro de candidaturas terão PRIORIDADE sobre quaisquer outros (artigo 
16, parágrafosegundo, da Lei n.º 9.504/97). 
DICA 41 
CANDIDATURA NATA 
O artigo 8º, parágrafo primeiro, da Lei n.º 9.504/97 prevê que aos detentores de mandato 
de Deputado Federal, Estadual ou Distrital, ou de Vereador, e aos que tenham exercido 
esses cargos em qualquer período da legislatura que estiver em curso, é assegurado o 
registro de candidatura para o mesmo cargo pelo partido a que estejam filiados. 
 CUIDADO! 
O dispositivo acima, conhecido como “CANDIDATURA NATA” foi objeto da Ação Direta de 
Inconstitucionalidade (ADI) 2530 e no dia 18/08/2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) 
declarou por UNANIMIDADE a inconstitucionalidade do dispositivo. 
ATENÇÃO! 
O STF entendeu que o dispositivo viola a isonomia entre os pretendentes a cargos 
legislativos e a autonomia partidária. 
DICA 42 
SUBSTITUIÇÃO DE CANDIDATOS 
Os partidos ou coligações podem substituir candidato que for considerado inelegível, 
renunciar ou falecer após o termo final do prazo do registro ou, ainda, tiver seu registro 
indeferido ou cancelado. 
PRAZO: Segundo o parágrafo terceiro do artigo 13, da Lei n.º 9.504/97, até vinte dias 
antes das eleições (exceto em caso de falecimento, quando a substituição poderá 
ultrapassar esse prazo). 
 CUIDADO! 
O registro do substituto deverá ser requerido até dez dias contados do fato ou da 
notificação do partido da decisão judicial que deu origem à substituição (artigo 13, 
parágrafo primeiro, da Lei n.º 9.504/97). 
 PERGUNTA: E se o falecimento ocorrer às vésperas das eleições, como fica a 
substituição? 
Na consulta n.º 1204, de 08/06/2006, o TSE decidiu que se o evento morte ocorrer após a 
convenção partidária e até o dia do primeiro turno da eleição, a substituição poderá ser 
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requerida até vinte e quatro horas antes da eleição, desde que observado o prazo de dez 
dias, contados do fato. 
DICA 43 
MORTE DE CANDIDATO DO PROPORCIONAL NÃO SUBSTITUÍDO 
Se o candidato a deputado (ou vereador) falece antes das eleições e não é substituído, seus 
votos são considerados nulos para todos os efeitos e NÃO integram o quociente partidário. 
ATENÇÃO! 
Embora o sistema adotado no Brasil seja o proporcional de lista aberta, no qual os votos 
de todos os candidatos do partidos são computados para o cálculo do quociente partidário, 
os votos dados ao candidato falecido (o mesmo vale para os casos de indeferimento do 
registro ou renúncia) não são considerados votos válidos. 
 
JURISPRUDÊNCIA 
O TSE já se pronunciou nesse sentido: 
“Recurso contra a expedição de diploma. Art. 262, III, do CE. Art. 175, § 3º, do Código 
Eleitoral. Candidato a deputado falecido quatro dias antes da eleição. Votos nulos para 
todos os efeitos. O falecimento do candidato antes do pleito importa considerar nulos os 
votos a ele conferidos, conforme preceitua o art. 175, § 3º, do Código Eleitoral. [...]” (Ac. 
nº 578, de 11.5.99, rel. Min. Eduardo Alckmin.) 
DICA 44 
SUBSTITUIÇÃO DE CANDIDATO MAJORITÁRIO - COLIGAÇÕES 
ATENÇÃO! 
Nas eleições majoritárias, se o candidato for de coligação, a substituição deverá fazer-
se por decisão da maioria absoluta dos órgãos executivos de direção dos partidos 
coligados, podendo o substituto ser filiado a qualquer partido dela integrante, desde 
que o partido ao qual pertencia o substituído renuncie ao direito de preferência. 
Ou seja, a substituição precisa ser decidida por metade mais um dos dirigentes partidários 
integrantes da coligação. O filiado ao mesmo partido do substituído tem preferência para 
exercer a substituição. Caso renuncie a este direito, o substituto poderá ser filiado a 
qualquer partido integrante da coligação (artigo 13, parágrafo terceiro, da Lei n.º 9.504/97). 
 CUIDADO! 
A escolha do substituto é feita na forma estabelecida pelo estatuto do partido ao qual 
pertence o substituído (artigo 13, parágrafo 1º, da Lei n.º 9.504/97). 
Ou seja, se o Candidato X, do Partido A falecer, a forma de escolha e os critérios adotados 
serão aqueles presentes no estatuto do Partido A, mesmo que seja decidido que o 
substituto será o Candidato Y, do Partido B. 
 
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Se a substituição ocorrer após a preparação das urnas, o substituto concorrerá com o 
nome, o número e a fotografia do substituído, cabendo-lhe os votos a este atribuídos. 
DICA 45 
SUBSTITUIÇÃO E UNICIDADE DA CHAPA 
No segundo turno das eleições, por determinação constitucional expressa, não é possível 
a substituição de candidato (artigo 77, parágrafo quarto, da Constituição Federal). 
A norma é reproduzida no artigo 2º, parágrafo segundo, da Lei n.º 9.504/97: “(...)§2º Se, 
antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de 
candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior votação”. 
COMO ACONTECE? Convoca-se o terceiro colocado, desfazendo-se a chapa vitoriosa no 
primeiro turno, mas que, para o segundo, ficou desfalcada de um de seus integrantes. Se 
houver empate no terceiro lugar, prevalecerá o mais idoso. 
 CUIDADO! 
No caso de o candidato a “vice” ser o substituído, o TSE já entendeu não haver impedimento 
à substituição. 
“Consulta. Candidato a vice-governador de estado. Substituição anterior ao segundo turno 
por morte, desistência ou impedimento legal. Hipótese de aplicação do art. 13, § 2o, da Lei 
no 9.504/97 [...]” (TSE – Ac. no 20.141, de 26-3-1998 – JURISTSE 7:243). 
Desta forma, a chapa só seria desfeita se o substituído fosse o titular. 
ATENÇÃO! 
Isso configura uma exceção ao Princípio da Unidade ou Unicidade da Chapa visto 
anteriormente. 
DICA 46 
FINANCIAMENTO DE CAMPANHA 
 As fontes de arrecadação de recursos de campanha podem ser: a) recursos próprios; b) 
doações de pessoas físicas; c) doações de outros candidatos ou partidos políticos; d) 
recursos do fundo partidário; e) comercialização de bens ou realização de eventos. 
 IMPORTANTE! não é admitida a entrega de dinheiro em espécie diretamente aos 
candidatos. 
As doações somente podem ser realizadas por meio de cheque cruzado e nominal, 
transferência bancária ou depósito bancário devidamente identificado. É admitida, ainda, a 
doação por pagamento de boleto bancário, cartão de crédito e débito. 
ATENÇÃO! 
O artigo 22-A, parágrafo terceiro da Lei n.º 9.504/97 permite que desde 15 de maio do 
ano eleitoral os pré-candidatos realizem arrecadação prévia de recursos através de 
instituições que promovam técnicas e serviços de financiamento coletivo por meio de 
sítios na internet, aplicativos eletrônicos e outros recursos similares (crowdfunding, as 
chamadas “vaquinhas virtuais”). 
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 CUIDADO! 
A liberação dos recursos é condicionada ao registro da candidatura, com a realização 
despesas de campanha dentro do calendário eleitoral. 
DICA 47 
DOAÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS - ESTIMÁVEIS 
Pessoas físicas poderão fazer doações em dinheiro ou estimáveis em dinheiro para 
campanhas eleitorais, desde que as contribuições e doações não ultrapassem 10% dos 
rendimentos brutos auferidos pelo doador no ano anterior à eleição (artigo 23, parágrafo 
primeiro, da Lei n.º 9.504/97. 
Doação estimável é aquela que envolve serviços ou bens do doador que devem ser 
valorados em dinheiro. 
 CUIDADO! 
Para doações estimáveis em dinheiro nas quais sejam utilizados bens móveis ou imóveis de 
propriedade do doador, não se aplica o limite de 10% dos rendimentos brutos. 
Porém, o valor estimado não podeultrapassar R$40.000,00 (quarenta mil reais) por 
doador (artigo 23, parágrafo sétimo, da Lei n.º 9.504/97). 
 Exemplo: um doador pode ceder imóveis para que o candidato instale comitês de 
campanha, porém, o valor relativo aos alugueres que deveriam ser pagos (estimados em 
dinheiro) não pode ultrapassar R$40.000,00. 
DICA 48 
DOAÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS – FINANCEIRAS 
As doações financeiras de valor igual ou superior a R$1.064,10 (mil e sessenta e 
quatro reais e dez centavos) só poderão ser realizadas mediante transferência 
eletrônica entre as contas bancárias do doador e do beneficiário ou por meio de cheque 
cruzado e nominal (artigo 21, parágrafo primeiro, da Resolução TSE n.º 23.607/2019). 
 CUIDADO! 
Ainda que o doador faça diversas doações no mesmo dia de valor inferior a R$ 1.064,10, 
elas serão somadas e, se alcançarem R$ 1.064,10 ou valor superior, TODAS deverão ser 
feitas por transferência eletrônica (artigo 21, parágrafo segundo, da Resolução TSE n.º 
23.607/2019). 
ATENÇÃO! 
Doações realizadas em desacordo com a legislação devem ser recolhidas ao Tesouro 
Nacional, pois configuram Recursos de Origem Não Identificada (RONI), na forma do 
artigo 32, da Resolução TSE n.º 23.607/2019 e artigo 24, parágrafo quarto, da Lei n.º 
9.504/97. 
 
 
 
 
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DICA 49 
DOAÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS – COMISSIONADOS 
Partidos (e candidatos) não podem receber doações (nem mesmo estimáveis em dinheiro) 
de pessoas físicas que exerçam função ou cargo público de livre nomeação e exoneração, 
ou cargo ou emprego público temporário, com exceção dos filiados ao partido político 
(artigo 31, inciso V, da Lei n.º 9.096/95). 
Cargos em comissão estão previstos no artigo 37, inciso II, da Constituição Federal e são 
aqueles declarados em lei, de livre nomeação e exoneração. 
 CUIDADO! 
Se o servidor for filiado a partido político poderá realizar a doação, desde que respeitando 
os limites previstos em Lei. 
DICA 50 
DOAÇÕES DE SERVIÇOS 
Pessoas físicas que exerçam atividade que depende de permissão pública não podem 
realizar doações a partidos e candidatos (artigo 24, inciso III, da Lei n.º 9.504/97). 
 CUIDADO! 
Os gastos advocatícios e de contabilidade referentes a consultoria, assessoria e honorários, 
relacionados à prestação de serviços em campanhas eleitorais e em favor destas, bem como 
em processo judicial decorrente de defesa de interesses de candidato ou partido político, 
não estão sujeitos a limites de gastos ou a limites que possam impor dificuldade ao 
exercício da ampla defesa. 
Desta forma, doações de serviços advocatícios ou de contabilidade estimáveis em dinheiro 
não estão submetidos aos limites legais. 
DICA 51 
RECURSOS PRÓPRIOS 
O candidato poderá utilizar recursos próprios em sua campanha até o total de 10% (dez 
por cento) dos limites previstos para gastos de campanha no cargo em que concorrer 
(artigo 23, parágrafo 2º-A, da Lei n.º 9.504/97). 
 
ATENÇÃO! 
A portaria n.º 647, de 12 de julho de 2022, do TSE disciplinou os limites para gastos de 
campanha nas Eleições de 2022. Para Presidente da República, por exemplo, o limite de 
gastos no Primeiro Turno foi de 70 milhões de reais. Assim, um candidato a presidente 
que desejasse alocar recursos próprios em sua campanha poderia fazê-lo até o limite de 
7 milhões de reais. 
 
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DICA 52 
GASTOS DE CAMPANHA 
 São considerados gastos eleitorais (artigo 26, da Lei n.º 9.504/97): 
 1. confecção de material impresso de qualquer natureza e tamanho; 
 2. propaganda e publicidade direta ou indireta, por qualquer meio de divulgação, 
destinada a conquistar votos; 
 3. aluguel de locais para a promoção de atos de campanha eleitoral; 
 4. despesas com transporte ou deslocamento de candidato e de pessoal a serviço 
das candidaturas; 
 5. correspondência e despesas postais; 
 6. despesas de instalação, organização e funcionamento de Comitês e serviços 
necessários às eleições; 
 7. remuneração ou gratificação de qualquer espécie a pessoal que preste serviços às 
candidaturas ou aos comitês eleitorais; 
 8. montagem e operação de carros de som, de propaganda e assemelhados; 
 9. a realização de comícios ou eventos destinados à promoção de candidatura; 
 10. produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, inclusive os destinados à 
propaganda gratuita; 
 11. realização de pesquisas ou testes pré-eleitorais; 
 12. custos com a criação e inclusão de sítios na internet e com o impulsionamento de 
conteúdos contratados diretamente com provedor da aplicação de internet com sede e 
foro no País. 
ATENÇÃO! 
Os adesivos de propaganda poderão ter a dimensão máxima de 50cm por 40cm (artigo 
38, parágrafo terceiro, da Lei n.º 9.504/97). 
 CUIDADO! 
Há um limite de 20% do total do gasto de campanha com aluguel de veículos automotores. 
 Obs.: As despesas com consultoria, assessoria e pagamento de honorários realizadas 
em decorrência da prestação de serviços advocatícios e de contabilidade no curso das 
campanhas eleitorais serão consideradas gastos eleitorais, mas serão excluídas do 
limite de gastos de campanha (artigo 26, parágrafo quarto, da Lei n.º 9.504/97). 
 
 
 
 
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 29 
DICA 53 
DÍVIDAS DE CAMPANHA 
Os gastos de campanha são de responsabilidade dos candidatos, não havendo 
responsabilidade solidária entre estes e o partido ao qual estejam vinculados. 
ATENÇÃO! 
Existe a possibilidade de o partido assumir a dívida de campanha de candidatos (artigo 
29, parágrafo terceiro, da Lei n.º 9.504/97). 
Neste caso, é necessário que o órgão de direção nacional do partido autorize o diretório da 
circunscrição em que ocorreram as eleições a assumir a dívida. O partido assumirá a 
condição de devedor solidário. 
 LEMBRANDO: há solidariedade, quando na mesma obrigação concorre mais de um 
credor, ou mais de um devedor, cada um com direito, ou obrigado, à dívida toda (artigo 
264, do Código Civil). Ou seja, havendo assunção da dívida pelo partido, o candidato 
prosseguirá devedor solidário. 
DICA 54 
FUNDO PARTIDÁRIO E FINANCIAMENTO DE CANDIDATURAS FEMININAS E 
NEGRAS 
 Para o financiamento de candidaturas femininas e de pessoas negras, a representação 
do partido político na circunscrição das eleições deverá destinar percentuais relativos aos 
seus gastos contratados com recursos do Fundo Partidário, da seguinte forma (artigo 19, 
da Resolução TSE n.º 23.607/2019): 
 1) para as candidaturas femininas o percentual corresponderá a proporção dessas 
candidaturas em relação a soma das candidaturas masculinas e femininas do partido, não 
podendo ser inferior a 30% (trinta por cento); 
 Lembrando que cada partido ou coligação deverá registrar o mínimo de 30% e o máximo 
de 70% para candidaturas de cada sexo. Ou seja, pode ser formada uma chapa com 70% 
de mulheres e 30% de homens, ou o inverso (artigo 10, parágrafo terceiro, da Lei n.º 
9.504/97). 
 2) para as candidaturas de pessoas negras o percentual corresponderá à proporção de: a) 
mulheres negras e não negras do gênero feminino do partido; e b) homens negros e não 
negros do gênero masculino do partido. 
 3) os percentuais de candidaturas femininas e de pessoas negras será obtido 
pela razão dessas candidaturas em relação ao total de candidaturas da 
representação do partido político na circunscrição. 
ATENÇÃO! 
A verba do Fundo Partidário destinada ao custeio das campanhas femininas e de pessoasnegras deve ser aplicada exclusivamente nestas campanhas, sendo ilícito o seu 
emprego no financiamento de outras campanhas não contempladas nas cotas a que se 
destinam. 
 
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 30 
 CUIDADO! 
É permitido o pagamento de despesas comuns com candidatos do gênero masculino e de 
pessoas não negras, desde que haja benefício para campanhas femininas e de pessoas 
negras (artigo 19, parágrafo sexto, da Resolução TSE n.º 23.607/2019). 
Ou seja, o dinheiro do fundo partidário destinado a candidaturas femininas ou de pessoas 
negras pode ser utilizado para o pagamento de despesas comuns com candidatos do gênero 
masculino e de pessoas não negras, desde que comprovado que houve benefício às 
campanhas dos titulares da reserva de valores (mulheres e pessoas negras). 
As mesmas regras são aplicáveis quanto à distribuição do Fundo Especial de 
Financiamento de Campanha (FEFC) – artigo 17, da Resolução TSE n.º 23.607/2019. 
DICA 55 
FUNDO ESPECIAL DE FINANCIAMENTO DE CAMPANHA (FEFC) 
 LEMBRANDO: O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) é um fundo 
público destinado ao financiamento das campanhas eleitorais dos candidatos (artigos 16-C 
e 16-D, da Lei nº 9.504/1997). As regras de gestão e distribuição dos recursos do FEFC são 
regidas pela Resolução TSE n.º 23.504/2019. 
 Para a eleição de 2022 o valor do FEFC foi de: R$4.961.519.777,00. 
 CUIDADO! 
Não havendo candidatura própria ou em coligação na circunscrição das eleições, fica 
vedado o repasse dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) 
para outros partidos políticos ou candidaturas desses mesmos partidos (artigo 17, parágrafo 
primeiro, da Resolução TSE n.º 23.607/2019). 
ATENÇÃO! 
A regra acima foi questionada pelos Partidos União Brasil, Partido Liberal, Republicanos e 
Progressistas, na ADI 7214, a qual foi julgada IMPROCEDENTE por UNANIMIDADE, 
em 03/10/2022. Para o STF, a vedação a coligação em eleições proporcionais do artigo 
17, parágrafo primeiro, da Constituição Federal não permite o repasse de recursos a 
partidos políticos e candidatos não pertencentes à mesma coligação ou não coligados. 
DICA 56 
PROPAGANDA ELEITORAL 
 O conceito de propaganda eleitoral é bastante consolidado no âmbito do Tribunal Superior 
Eleitoral: (...) o ato que leva ao conhecimento geral, ainda que de forma dissimulada, a 
candidatura, mesmo que apenas postulada, a ação política que se pretende desenvolver ou 
razões que induzam a concluir que o beneficiário é o mais apto ao exercício de função 
pública(...) – (AgRgREspe n.º 18667). 
 
 
 
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 31 
ATENÇÃO! 
A propaganda só é permitida após o dia 15 de agosto do ano das eleições (artigo 36, 
caput, da Lei n.º 9.504/97). 
 
Multa por propaganda eleitoral antecipada vai de cinco a vinte e cinco mil reais ou o 
equivalente ao custo da propaganda, se este for maior (artigo 36, parágrafo terceiro, da 
Lei n.º 9.504/97). 
 CUIDADO! 
Segundo o artigo 36-A, da Lei n.º 9.504/97, não configuram propaganda eleitoral 
antecipada, desde que não envolvam pedido explícito de voto, a menção à pretensa 
candidatura, a exaltação das qualidades pessoais dos pré-candidatos. 
 Além disso, não configuram propaganda eleitoral antecipada: 
 a participação de filiados a partidos políticos ou de pré-candidatos em entrevistas, 
programas, encontros ou debates no rádio, na televisão e na internet, inclusive com a 
exposição de plataformas e projetos políticos, observado pelas emissoras de rádio e de 
televisão o dever de conferir tratamento isonômico; 
 a realização de encontros, seminários ou congressos, em ambiente fechado e a expensas 
dos partidos políticos, para tratar da organização dos processos eleitorais, discussão de 
políticas públicas, planos de governo ou alianças partidárias visando às eleições, podendo 
tais atividades ser divulgadas pelos instrumentos de comunicação intrapartidária; 
 a realização de prévias partidárias e a respectiva distribuição de material informativo, a 
divulgação dos nomes dos filiados que participarão da disputa e a realização de debates 
entre os pré-candidatos; 
 a divulgação de atos de parlamentares e debates legislativos, desde que não se faça 
pedido de votos; 
 a divulgação de posicionamento pessoal sobre questões políticas, inclusive nas redes 
sociais; 
 a realização, a expensas de partido político, de reuniões de iniciativa da sociedade civil, 
de veículo ou meio de comunicação ou do próprio partido, em qualquer localidade, para 
divulgar ideias, objetivos e propostas partidárias; 
 campanha de arrecadação prévia de recursos (vaquinhas virtuais). 
ATENÇÃO! 
É proibida a confecção, utilização, distribuição por comitê, candidato, ou com a sua 
autorização, de camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes, cestas básicas ou 
quaisquer outros bens ou materiais que possam proporcionar vantagem ao eleitor. 
 E TAMBÉM: é proibida a realização de showmício e de evento assemelhado para 
promoção de candidatos, bem como a apresentação, remunerada ou não, de artistas com 
a finalidade de animar comício e reunião eleitoral. 
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 32 
DICA 57 
PROPAGANDA INTRAPARTIDÁRIA 
Permite-se a realização na quinzena anterior à escolha pelo partido político, de 
propaganda intrapartidária visando à indicação de seu nome, inclusive por meio de afixação 
de faixas e cartazes em local próximo da convenção, com mensagem aos convencionados, 
vedado o uso do rádio, televisão e outdoor (artigo 36, parágrafo primeiro, da Lei n.º 
9.504/97). 
 CUIDADO! 
Se a propaganda se estender a pessoas indeterminadas, configurará propaganda eleitoral 
antecipada. 
ATENÇÃO! 
Partidos poderão utilizar gratuitamente prédios públicos para a convenção de escolha 
de candidatos (artigo 8º, parágrafo segundo, da Lei n.º 9.504/97). 
DICA 58 
PROPAGANDA EM BENS PÚBLICOS 
A lei impede a realização de atos de propaganda em bens públicos ou abertos ao público e 
de uso comum, tais como postes de iluminação pública, sinalização de tráfego, viadutos, 
passarelas, pontes, paradas de ônibus. Não são permitidas pichações, inscrição a tinta e a 
afixação de placas, estandartes, faixas, cavaletes, bonecos e assemelhados (artigo 37, 
caput, da Lei n.º 9.504/97). 
 RELEMBRANDO: bens públicos de uso comum do povo (artigo 99, inciso I, do Código 
Civil) são bens do Estado, mas destinados ao uso da população, tais como como rios, mares, 
estradas, ruas e praças. 
ATENÇÃO! 
A lei equiparou bens privados de abertos ao público aos bens públicos quanto à 
vedação de veiculação de propaganda eleitoral. Sendo assim, no interior de 
estabelecimentos comerciais é vedada a veiculação de propaganda eleitoral (artigo 37, 
parágrafo quarto, da Lei n.º 9.504/97). 
 
JURISPRUDÊNCIA 
O TSE já se manifestou nesse sentido no AgR-Respe n.º 060503530: 
[...] são suficientes para demonstrar a materialidade da conduta ilícita, pois demonstram, 
de forma inequívoca, os representados cumprimentando eleitores e distribuindo panfletos 
no interior de diversos estabelecimentos comerciais (mercearia, loja de sapatos, loja de 
presentes, lanchonete, drogaria, cafeteria e padaria), em patente violação da norma 
proibitiva’”. 
 CUIDADO: embora os táxis sejam bens particulares, são considerados pelo TSE bens 
de uso comum, sendo vedada sua utilização para afixação de propaganda eleitoral (Respe 
n.º 76996 e Ag. n.º 2890) 
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 33 
 LEMBRE-SE: É vedada a propaganda eleitoral mediante outdoors, inclusive eletrônicos. 
Os partidos, coligações e candidatos, bem como a empresa responsável ficam sujeitos à 
imediata retirada da propaganda irregular e ao pagamento de multa no valor de R$ 
5.000,00 (cinco mil reais) a R$ 15.000,00 (quinze mil reais), conforme determina o 
artigo 39, parágrafo oitavo, da Lei n.º 9.504/97. 
DICA 59 
PROPANGANDA ELEITORAL PERMITIDA 
São permitidas a utilização de bandeiras ao longo de vias públicas, desde que móveis e que 
não dificultem o bom andamento do trânsito de pessoas e veículos; bem como a fixação de 
adesivo plástico em automóveis, caminhões, bicicletas, motocicletas e janelas residenciais, 
desde que não exceda a 0,5 m² (meio metro quadrado). 
ATENÇÃO! 
O candidato pode instalar mesas para distribuição de material de campanha, bem como 
utilizar bandeiras ao longo das vias públicas, desde que móveis e que não dificultem o 
bom andamento do trânsito de pessoas e veículos (artigo 37, parágrafo sexto, da Lei n.º 
9.504/97). 
 CUIDADO! 
A aferição da mobilidade fica caracterizada com a colocação e a retirada dos meios de 
propaganda entre as seis horas e as vinte e duas horas (artigo 37, parágrafo sétimo, da 
Lei n.º 9.504/97). 
 LEMBRE-SE: é proibido colar propaganda eleitoral em veículos, salvo adesivos 
microperfurados até a extensão total do para-brisa traseiro e, em outras posições, 
adesivos até a dimensão máxima de 50 (cinquenta) centímetros por 40 (quarenta) 
centímetros. 
DICA 60 
MATERIAL IMPRESSO DE PROPAGANDA ELEITORAL 
Não é necessária licença municipal ou autorização da Justiça Eleitoral para veiculação de 
propaganda eleitoral pela distribuição de folhetos, adesivos, volantes e outros impressos, 
os quais devem ser editados sob responsabilidade do partido, coligação ou candidato (artigo 
38, caput, da Lei n.º 9.504/97). 
ATENÇÃO! 
Todo material impresso de campanha eleitoral deverá conter o número de inscrição no 
Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ ou o número de inscrição no 
Cadastro de Pessoas Físicas - CPF do responsável pela confecção, bem como de 
quem a contratou, e a respectiva tiragem (artigo 38, parágrafo primeiro, da Lei n.º 
9.504/97). 
 CUIDADO: 
O material impresso tem que obedecer a limitação máxima de 50 (cinquenta) centímetros 
por 40 (quarenta) centímetros (artigo 38, parágrafo terceiro, da Lei n.º 9.504/97). 
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 34 
 LEMBRE-SE: os candidatos são obrigados a se inscrever no Cadastro Nacional da Pessoa 
Jurídica – CNPJ. Após o recebimento do pedido de registro de candidatura, a Justiça Eleitoral 
deverá fornecer em até 3 (três) dias úteis o número de registro de CNPJ (artigo 22-A, caput 
e parágrafo primeiro, da Lei n.º 9.504/97). 
Após a apresentação do registro de candidatura à Justiça Eleitoral, a Receita Federal do 
Brasil atribui, automaticamente, um número de CNPJ ao candidato. 
DICA 61 
USO DE ALTO-FALANTES E AMPLIFICADORES DE SOM 
 Somente é permitido de alto-falantes ou amplificadores de som entre as oito e as vinte 
e duas horas, sendo vedados a instalação e o uso destes equipamentos em distância 
inferior a duzentos metros: 1) das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, das sedes dos Tribunais Judiciais, e dos 
quartéis e outros estabelecimentos militares; 2) dos hospitais e casas de saúde; 3) das 
escolas, bibliotecas públicas, igrejas e teatros, quando em funcionamento (artigo 39, 
parágrafo terceiro, da Lei n.º 9.504/97). 
 LEMBRE-SE: a violação da norma anterior gera providência administrativa para fazer 
cessá-la (poder de polícia), porém, não há incidência de multa, por ausência de previsão 
legal (Respe n.º 35724, TSE). 
ATENÇÃO! 
A realização de comícios e a utilização de aparelhagens de sonorização fixas são 
permitidas no horário compreendido entre as 8 (oito) e as 24 (vinte e quatro) horas. 
 CUIDADO! 
O comício de encerramento da campanha poderá ser prorrogado por mais 2 (duas) horas 
(parágrafo quarto, do artigo 39, da Lei n.º 9.504/97). 
DICA 62 
PODER DE POLÍCIA – FISCALIZAÇÃO DE PROPAGANDA ELEITORAL 
JURISPRUDÊNCIA 
Compete ao Juiz Eleitoral, no regular exercício do poder de polícia, decretar medidas que 
visem coibir a prática de propaganda ilícita (RO n.º 3558 – TSE). 
 
ATENÇÃO! 
O Código Tributário Nacional conceitua o que é poder de polícia em seu art. 78: 
“Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou 
disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou 
abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, 
à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades 
econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade 
pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos.” 
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http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10581742/artigo-78-da-lei-n-5172-de-25-de-outubro-de-1966
 
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 LEMBRE-SE: o poder de polícia no Direito Eleitoral constitui atividade exercida pelo Juiz 
Eleitoral no sentido de disciplinar direito, interesse ou liberdade, regulando a prática de 
abstenção de atos em razão do interesse público manifestado em Lei. 
O artigo 249 do Código Eleitoral prevê que “o direito de propaganda não importa restrição 
ao poder de polícia quando este deva ser exercido em benefício da ordem pública”. 
O poder de polícia restringe-se às providências necessárias para inibir práticas 
ilegais (artigo 41, parágrafo segundo, da Lei n.º 9.504/97). 
DICA 63 
CARROS DE SOM 
Até às vinte e duas horas do dia que antecede às eleições são permitidas a distribuição 
de material gráfico, a realização de caminhadas, carretas, passeatas e a utilização de carros 
de som que transitem pela cidade divulgando jingles ou mensagens dos candidatos (artigo 
39, parágrafo nono, da Lei n.º 9.504/97). 
ATENÇÃO! 
É proibida a utilização de trios elétricos em campanhas, exceto para comícios (artigo 
39, parágrafo décimo, da Lei n.º 9.504/97). 
 CUIDADO! 
A circulação de carros de som ou minitrios com propaganda eleitoral é permitida em 
carreatas, caminhadas, passeatas ou durante reuniões e comícios, desde que 
observado o limite de oitenta decibéis de nível de pressão sonora, medido a sete metros de 
distância do veículo (artigo 39, parágrafo onze, da Lei n.º 9.504/97). 
 LEMBRE-SE: a utilização alto-falantes, amplificadores de som ou a promoção de 
comícios ou carreatas no dia das eleições constitui crime, punível com detenção de seis 
meses a um ano (com alternativa de prestação de serviços à comunidade) e multa no valor 
de cinco mil a quinze mil UFIR. 
DICA 64 
PROPAGANDA NO DIA DAS ELEIÇÕES 
O artigo 39-A, caput, da Lei n.º 9.504/97 prevê que é permitida, no dia das eleições, a 
manifestação individual e silenciosa da preferência do eleitor por partido político, coligação 
ou candidato, revelada exclusivamente pelo uso de bandeiras, broches, dísticos e 
adesivos. 
Ou seja, o eleitor pode entrar na seção para votar enrolado em uma bandeira de seu partido 
e cheio de broches e adesivos. Só não pode manifestar-se de forma a incomodar aos demais 
eleitores. 
ATENÇÃO! 
No dia das eleições, até o término do horário da votação,

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