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Oncologia em Saúde
Responsável pelo Conteúdo:
Prof.ª M.ª Regina Aparecida Cabral
Revisão Textual:
Prof. Dr. Julio Cesar
Prof.ª M.ª Sandra Regina Fonseca Moreira
Principais Tratamentos Disponíveis em Oncologia
v1.1
Principais Tratamentos 
Disponíveis em Oncologia
 
 
• Conhecer os principais tratamentos em oncologia e relacionar aos cuidados de enfermagem.
OBJETIVO DE APRENDIZADO 
• Introdução;
• Tratamento Cirúrgico; 
• Radioterapia;
• Quimioterapia;
• Cuidados Paliativos.
UNIDADE Principais Tratamentos Disponíveis em Oncologia
Introdução
A Oncologia é uma especialidade que demanda assistência de alta complexidade 
durante todo o processo terapêutico, além de requerer dos profissionais de Enfermagem 
extrema habilidade relacional e afetiva, considerando as necessidades e especificidades 
dos usuários. 
A atenção oncológica coloca os profissionais em contato próximo com situações de 
dor, finitude e morte, além de complicações, efeitos colaterais que desencadeiam graves 
reações físicas e emocionais, desesperança de pacientes e familiares, bem como a falta 
de expectativa de cura da doença.
Esses elementos imputam aos profissionais a necessidade de enfrentamentos durante 
a prática da assistência aos usuários.
A conhecida Política Nacional de Atenção Oncológica (PNAO, Portaria nº 2.439/05) 
é considerada um grande marco para a área da oncologia e para a denominada fase de 
expansão, principalmente por estruturar a linha de cuidado do paciente com câncer. 
Assim proporcionando ações de promoção à saúde, prevenção, diagnóstico e trata-
mento, reabilitação e cuidados paliativos.
No que tange à organização das Redes de Atenção Oncológica (RAO), a Portaria 
nº 741, de 19 de dezembro de 2005 promove uma reconfiguração dos critérios para 
habilitação de unidades em alta complexidade em oncologia, passando a adotar as 
seguintes categorias: Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON), Cen-
tros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) e os Centros de 
Referência de Alta Complexidade em Oncologia e suas aptidões e qualidades.
Essas unidades se diferenciam principalmente pela capacidade e tipo de atendimento 
realizado. Outro aspecto importante a ser ressaltado é a demanda pela implantação dos 
Registros Hospitalares de Câncer (RHC), como instrumento necessário para realizar as 
ações de vigilância em saúde.
Portaria nº 741, de 19/12/2005. Disponível em: https://bit.ly/3dRcd6h
Quanto aos tipos de atendimentos, referem-se a UNACON, os hospitais que possuem 
todas as condições técnicas, instalações físicas, equipamentos e recursos humanos ade-
quados à prestação de assistência especializada de alta complexidade para o diagnóstico 
definitivo e tratamento dos cânceres mais prevalentes (cirurgia geral/coloproctologia, 
ginecologia/mastologia e urologia). Estas unidades hospitalares podem ter em sua estru-
tura física a assistência radioterápica, ou então referenciar formalmente os pacientes que 
necessitarem desta modalidade terapêutica.
Os hospitais classificados como CACON possuem todas as condições técnicas, instala-
ções físicas, equipamentos e recursos humanos adequados à prestação de assistência espe-
cializada de alta complexidade para o diagnóstico definitivo e tratamento de todos os tipos 
de câncer e oferecem tratamento assistencial radioterápico na própria estrutura hospitalar.
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A recomendação é que o serviço oncológico escolhido para determinado paciente 
deva estar localizado o mais próximo à sua residência. Esta organização do fluxo de 
atendimento é de competência das Secretarias de Saúde Estaduais e Municipais.
As neoplasias malignas exigem da Equipe Oncológica responsável pelo paciente que 
o tratamento seja oferecido de maneira individualizada, observando as necessidades e 
possibilidades terapêuticas. É também importante levar em consideração as condições 
clínicas do paciente e respeitar as suas escolhas.
Os riscos e benefícios de cada tratamento do câncer devem ser discutidos entre a 
equipe, o paciente e seus familiares para se chegar a uma decisão compartilhada das 
melhores opções. 
O tratamento oncológico inclui métodos como a cirurgia, a quimioterapia, imuno-
terapia, radioterapia, transplante de medula óssea. Recentemente, incorporaram-se os 
tratamentos biológicos, como os anticorpos monoclonais, as chamadas terapias alvo. 
Importante!
Alguns tumores malignos respondem bem a apenas uma estratégia de tratamento, en-
quanto outros tumores necessitam de um tratamento combinado. As variedades de tra-
tamentos existentes visam curar o câncer, mas em algumas situações, quando a doença 
é incurável, têm o objetivo de controlar os sintomas e aumentar a sobrevida do paciente. 
Tratamento Cirúrgico 
O câncer, em sua fase inicial, pode ser controlado e curado cirurgicamente, quando o 
tratamento cirúrgico é o indicado para o caso. A cirurgia foi o primeiro tratamento para 
a doença neoplásica e, até hoje, é um dos principais métodos utilizados, sendo ainda 
muito importante no cenário terapêutico dos tumores malignos. 
O advento da quimioterapia e novas técnicas de radioterapia vieram a contribuir para 
o tratamento da doença microscópica, o que permitiu, nos últimos anos, uma nova 
abordagem na extensão da cirurgia para o câncer. Por exemplo, no tratamento do cân-
cer de mama, é possível hoje lançar mão de cirurgias menos radicais e que, associadas 
à radioterapia e/ou à quimioterapia, permitem a mesma chance de sobrevida do que as 
cirurgias mais radicais. 
A cirurgia pode ser o tratamento inicial de escolha para muitos cânceres. Os avanços 
nas técnicas cirúrgicas, a melhor compreensão dos padrões metastáticos de tumores 
específicos e os cuidados intensivos no pós-operatório tornam hoje possível a remoção 
de tumores de praticamente qualquer parte do corpo.
O planejamento cirúrgico deve incluir todos os cuidados referentes aos princípios gerais 
da cirurgia e ao preparo do paciente e de seus familiares sobre as alterações fisiológicas e 
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UNIDADE Principais Tratamentos Disponíveis em Oncologia
complicações que poderão advir do tratamento. O tratamento cirúrgico pode ser realizado 
com finalidade diagnóstica, estadiamento, curativo, paliativo ou preventivo.
Vamos entender melhor? 
• Diagnóstico da doença: as técnicas cirúrgicas são usadas para colher amostras de 
tecido para exame e incluem biopsia incisional, excisional, por agulha, ou endos-
copia. O tipo de técnica depende da localização, do tamanho e das características 
de crescimento do tumor; 
• Estadiamento da doença: esta finalidade fica reservada para tumores de difícil ava-
liação e para os quais não foi possível o estadiamento por outros métodos. A lapa-
rotomia para estadiamento pode ser realizada antes da cirurgia radical, com vistas a 
colher amostras de tecidos e determinar a localização da doença;
• Curativo: Cirurgia curativa é aquela na qual, macroscopicamente, não observa-se 
câncer residual em que os limites microscópicos da ressecção estão livres de com-
prometimento. Ou seja, envolve a retirada do tumor maligno e de margem de tecido 
normal adjacente (uma margem de segurança), e, por vezes, uma ressecção ampla 
envolve a retirada do tumor maligno, dos gânglios linfáticos regionais, dos canais 
linfáticos e das estruturas vizinhas envolvidas;
• Paliativo: é usado para reduzir os sintomas da doença, ou relacionados ao trata-
mento, sem tentar curar o câncer pela cirurgia. Exemplos: alívio de obstrução ou 
hemorragia, retirada de metástase, cirurgia de ablação ou retirada de uma fonte de 
hormônios, estabilização óssea; 
• Preventivo: a cirurgia é o tratamento preferido em lesões pré-cancerosas e in situ 
de superfícies epiteliais.
Você Sabia?
O carcinoma in situ, ou câncer não invasivo, é o primeiro estágio em que o câncer não 
originário das células do sangue pode ser classificado. Nesse estágio, as células cancerosas 
estão somente na camada da qual elas se desenvolveram e ainda não se espalharam 
para outras camadas do órgãode origem.
No entanto, caro(a) aluno(a), temos que ficar atentos a algumas considerações espe-
ciais em oncologia cirúrgica:
• Nutrição: a desnutrição proteico-calórica.
Os resultados são: cicatrização deficiente das feridas, anemia, infecção, sepse, 
pneumonia, agravamento da desnutrição e aumento da morbidade;
• Transtornos hematológicos: a anemia é comum em clientes com câncer e deve 
ser corrigida no pós-operatório com concentrado de hemácias, até se atingir um 
hematócrito ou maior do que 35%;
• Riscos de cirurgias em idosos: todos os procedimentos cirúrgicos devem ser consi-
derados de alto risco em pacientes oncológicos idosos. Uma avaliação pré-operatória 
cuidadosa dos parâmetros fisiológicos e a correção de déficits nutricionais e desiqui-
líbrios hidroeletrolíticos devem ser iniciadas tão logo quanto possível. As alterações 
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fisiológicas inerentes ao envelhecimento, capazes de afetar o desfecho cirúrgico 
incluem os sistemas cardiovascular, respiratório, musculoesquelético, gastrointes-
tinal, metabólico e imunológico.
Cuidados gerais de enfermagem no tratamento cirúrgico dos principais tipos 
de câncer.
Pré-operatório:
• Obter história de saúde do paciente e realizar um exame físico; 
• Listar as possíveis alergias no prontuário; 
• Revisar e coordenar exames diagnósticos; 
• Notificar o médico sobre os resultados anormais de exames; 
• Detectar expectativas do paciente e orientar sobre os conceitos e mitos das ci-
rurgias;
• Informar ao paciente e acompanhantes sobre data e horário da cirurgia;
• Obter consentimento para o tratamento cirúrgico;
• Assegurar que as rotinas pré-operatórias sejam realizadas (jejum e outros pre-
paros);
• Orientar retirada de próteses, pertences pessoais e esmalte;
• Administrar pré-anestésicos, se prescritos;
• Oferecer informações à família sobre as rotinas de visitas;
• Oferecer apoio aos familiares, quando necessário. 
Pós- operatório:
• Adaptar a dieta conforme orientação do nutricionista;
• Implementar as rotinas pós-operatórias (curativos, sonda nasogástricas, sonda 
vesical, drenos, oximetria digital e outros cuidados);
• Monitorar drenagem por drenos e sondas (volume e características) e manter 
os cuidados específicos;
• Monitorar hidratação e equilíbrio eletrolítico;
• Atentar para os sinais e sintomas de sangramento;
• Avaliar sinais vitais, ruídos pulmonares e ruídos hidroaéreos;
• Realizar curativo na incisão cirúrgica, conforme protocolo da instituição;
• Reconhecer precocemente os sinais de infecção: febre, hiperemia, edema e se-
creção no local da ferida cirúrgica; 
• Assegurar adequada ventilação;
• Avaliar a presença de dor, bem como as características e intensidade;
• Administrar a medicação analgésica, conforme prescrito;
• Instituir medidas de prevenção de quedas. 
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UNIDADE Principais Tratamentos Disponíveis em Oncologia
Radioterapia
Desde o final do século XIX, pacientes com tumores são tratados com radiação 
ionizante. A descoberta dos raios X e da radioatividade foi prontamente seguida do 
uso terapêutico dos mesmos. O primeiro uso terapêutico dos raios X foi realizado em 
29 de janeiro de 1896, no tratamento de uma paciente com câncer de mama. Em 
1899, um carcinoma de célula basal foi curado pela radiação.
No início, a ótima resposta para tratamento de tumores de pele e superficiais gerou 
uma esperança para a cura do câncer. Seguiu-se, então, uma onda de pessimismo, 
quando começaram a surgir recorrências e injúrias devido à radiação. Os pioneiros no 
tratamento radioterápico usavam a “dose eritema”, ou a dose de radiação necessária 
para causar vermelhidão da pele, para estimar a profundidade do tratamento.
Nessa época, além da terapia por raios X, usava-se a terapia através do elemento 
radioativo Rádio 226, em forma de agulhas, tubos e moldes para a braquiterapia. A tele-
terapia se deu através das Bombas de Rádio, na década de 1920.
Na década de 1950, chegaram as máquinas de Cobalto-60, utilizadas na teleterapia. 
Na braquiterapia, na década de 1960, as seguintes fontes de radiação começaram a ser 
utilizadas: Cobalto-60, Césio 137, Ouro-198 e Irídio-192.
Nessa mesma época, os aceleradores lineares foram desenvolvidos através dos raios 
X de megavoltagem e feixe de elétrons controlados por computador. Hoje, poderosos 
sistemas de planejamento são utilizados para o tratamento, sendo capazes de realizar o 
cálculo da dose em três dimensões e calcular com eficiência e eficácia a dose no tumor.
A radioterapia constitui um tratamento localizado, que pode ser usado, em oncologia, 
com a finalidade, de cura do controle do crescimento do tumor, ou para aliviar e reduzir 
sintomas como a dor. 
A resposta celular à radiação está diretamente ligada à radiossensibilidade da célula, 
que, por sua vez, é dependente de fatores como ciclo, oxigenação, capacidade de reparo 
do DNA e tempo de duplicação. São quatro fatores principais que controlam a resposta 
do tumor à radioterapia (denominados 4 RS da radiobiologia), incluindo: reparo, repo-
pulação reoxigenação e redistribuição.
Você Sabia?
As células que se encontram na fase de divisão celular são mais suscetíveis a morte 
por radiação, bem como aquelas que se dividem rápido e as bem oxigenadas, já que o 
oxigênio é necessário para formar substâncias ionizantes. Exemplo de células de divisão 
rápida: da pele e das mucosas.
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Importante! 
A radioterapia é administrada de forma fracionada, ou seja, em doses menores diárias, 
para que haja uma melhor relação entre os benefícios terapêuticos e os efeitos colaterais.
Formas de Aplicação da Radioterapia 
• Teleterapia: Consiste na terapia à curta distância, com a fonte emissora de radiação 
se encontrando cerca de 1 metro de distância do paciente. Nesse tipo de tratamento, 
tem-se os feixes de Raios X, Radiação Gama, elétrons de alta energia e nêutrons. 
De acordo com o planejamento terapêutico, o fracionamento varia de 25 a 35 apli-
cações. Os principais aparelhos utilizados são:
» Cobalto-60: que é uma fonte de radiação que emite fótons sob a forma de radiação, 
com a energia de 1,17 MeV e 1,33 MeV. Como é uma fonte radioativa, a emissão 
de fótons é contínua. Quando o equipamento está desligado, a fonte permanece 
blindada dentro do cabeçote;
» Aceleradores lineares: que usam ondas eletromagnéticas de alta frequência para 
acelerar partículas carregadas – elétrons – com altas energias através de um tubo 
linear. Aceleradores lineares geram fótons de energia muito maiores do que os de 
Cobalto-60. Fótons de alta energia liberam menos doses para a pele do paciente. 
Atualmente, a maior parte de irradiação por feixe externo é gerada por acelera-
dor linea;
• Braquiterapia: É um tratamento radioterápico no qual as fontes de radiação são 
colocadas dentro de reservatórios metálicos e aplicadas a poucos centímetros dos 
tumores. Ela pode ser dividida em:
» Intraluminal: a fonte é colocada no lúmen de estruturas anatômicas. O exemplo 
mais comum é o tratamento do câncer de pulmão;
» Intersticial: agulhas são utilizadas para que a fonte fique a poucos centímetros do 
tumor. Pode ser utilizada como implante temporário ou permanente (Ex.: câncer 
de mama e cérebro);
» Superficial ou de Contato: é realizada através de moldes, nos quais são colocadas 
as fontes de radiação;
» Intracavitária: a fonte é introduzida em cavidades do corpo adjacentes aos tumo-
res (Ex.: traqueia, esôfago, vagina, reto, uretra).
Importante!
Existem vários radionuclídeos utilizados atualmente pela braquiterapia no Brasil, entre 
eles pode-se citar: Irídio-192, Césio-137 e Iodo-125.
Além disso, os materiais radioativos também podem ser injetados por via intra-
venosa ou ingeridos por via oral, sendo denominados fontes não seladas. Alguns 
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UNIDADE Principais Tratamentos Disponíveis em Oncologia
materiais comumente utilizados são iodo 131 e o índio. A braquiterapia com iodo 131 
é utilizada em neoplasias benignas e malignas da tireoide. Praticamente todo iodo inge-
rido se concentra na glândula tireoide,os isótopos do iodo são captados pela glândula 
e, então, destroem as células tumorais. O paciente é internado em quartos blindados 
(portas, paredes teto e chão) e recebe a dose do isótopo I-131, com orientações sobre 
a proteção radiológica.
Você sabe o que é a Radiotoxicidade?
É a toxicidade imposta pelo tratamento, estando diretamente relacionada à extensão da 
lesão das células dos tecidos normais. Os efeitos tóxicos do tratamento radioterápico vão 
depender da localização do tumor, da energia utilizada, do volume radiado, da dose total e 
do estado geral do paciente.
Algumas reações são comuns e independem do local de aplicação, como a fadiga, as reações 
de pele e a inapetência, que costumam aparecer após a segunda semana de tratamento. 
Com relação ao tempo de ocorrência, as manifestações podem ser classificadas como reações 
agudas, as que aparecem durante ou até um mês após o término do tratamento; reações 
intermediárias, que aparecem de um mês a três meses após o término do tratamento; e as 
tardias, que surgem de três a seis meses após o fim do tratamento.
As reações de pele, também chamadas de radiodermite, estão mais sujeitas aos efeitos da 
radiação, ocorrendo onde há maior atrito, como o sulco mamário e a região inter glútea; as 
áreas cuja epiderme é mais delgada, como a face, a região inguinal e o períneo; e as áreas 
de incisões cirúrgicas ou traumas anteriores.
Importante!
Outras reações irão depender da área tratada e da dose aplicada, assim como pode 
ocorrer a alopecia, quando é irradiado o sistema nervoso central; a mucosite, com ou 
sem disgeusia e xerostomia, nos casos de radiação de cabeça e pescoço; a esofagite 
quando for irradiado o tórax; náuseas e vômitos, diarreia, cistite e disfunção sexual, 
quando for irradiado abdômen e a pelve.
Assim, diante do exposto, o(a) profissional enfermeiro(a) deverá promover e difundir 
medidas de saúde preventivas e curativas, por meio da educação aos pacientes e fami-
liares, através da consulta de enfermagem.
A consulta de enfermagem baseia-se na orientação, prevenção, tratamento e reabili-
tação ao longo da permanência do paciente no serviço de radioterapia. A utilização de 
protocolos é fundamental no serviço de radioterapia.
Cuidados de Enfermagem para o 
Paciente em Tratamento de Teleterapia
• Avaliar parâmetros de localização tumoral, doses elevadas e energia específica que 
interferem nas toxicidades agudas na pele e mucosa oral, no momento da sistema-
tização e individualização da consulta;
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• Orientar paciente e familiares quanto ao tratamento de teleterapia, ressaltando a 
importância do comparecimento às consultas; as mudanças de vida ao longo do 
tratamento; e orientações para que as dúvidas que surgirem durante o tratamento 
sejam esclarecidas, sempre, por um profissional médico ou enfermeiro do Serviço;
• Implementar um checklist para avaliar capacidade de entendimento, principal-
mente na segunda consulta, de todas as orientações dadas na primeira consulta 
sobre hábitos de higiene, ingestão hídrica, vestuário mais adequado, depilação, 
aplicação de creme hidratante (ex. Aloe Vera) e exposição ao sol;
• Avaliar área da pele irradiada e presença de mucosite oral, registrando em formulário 
específico do serviço, conforme protocolos estabelecidos pela instituição.
Ainda, é preciso intervir em cada necessidade prejudicada dos pacientes, como: troca 
de cânulas, curativos, administração de medicamentos, encaminhamentos para outros 
profissionais e outros.
 Oferecer folders de orientação escritos e/ou animados em rede.
Importante!
Em casos de crianças: Mostrar a sala da radioterapia, com vários brinquedos, jogos, re-
vistas e televisão para atender às suas necessidades básicas durante o seu tratamento.
Medir e avaliar indicadores de produção e qualidade pactuados pelo serviço.
Ações de Enfermagem para o Paciente 
Submetido à Braquiterapia de Alta Taxa de Dose 
A primeira consulta de enfermagem deverá ser realizada aproximadamente uma 
semana antes do início do tratamento da braquiterapia, de forma sistematizada e indi-
vidualizada, em formulário específico do setor, no qual deve constar a identificação do 
paciente, exame físico e orientações sobre o procedimento com registros específicos da 
primeira consulta e registros para cada dia de inserção (consultas subsequentes).
Nessa primeira consulta, o paciente e/ou o familiar deverão ser orientados sobre todo 
o procedimento: horário, tempo, jejum, sondagem vesical para aplicação do contraste, 
número de inserções, sedação, Raios X, sala de circuito de TV, posicionamento na 
mesa; e sobre possíveis intercorrências (dor, sangramento, cistite, náuseas ou reações 
de pele) e, se ginecológico, orientar que os pelos pubianos sejam rebaixados e que as 
relações sexuais sejam sempre com preservativo. 
Essas orientações podem ser reforçadas com a entrega de material didático (folders
de orientação).
As instalações físicas devem ser apresentadas ao paciente.
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UNIDADE Principais Tratamentos Disponíveis em Oncologia
Nas consultas subsequentes (no dia de cada inserção), avaliar o entendimento do 
paciente sobre as orientações dadas na primeira consulta, intervindo, se necessário, 
em cada necessidade prejudicada (dor, sangramento, secreção vaginal etc.), registrando 
sempre em formulário próprio.
Na última consulta, orientar sobre a importância da consulta de revisão (normal-
mente 30 dias após), sobre a prescrição médica, sobre a realização dos exercícios de 
dilatação vaginal ou vida sexual ativa, para prevenção de estreitamento do canal vaginal, 
se braquiterapia ginecológica, e sobre entrar em contato com o Serviço para qualquer 
maior esclarecimento.
Quimioterapia 
O tratamento quimioterápico é o tratamento de escolha para doenças do sistema 
hematopoético e para os tumores sólidos, que apresentam ou não metástases regionais 
ou à distância.
A quimioterapia é a utilização de drogas, isoladamente ou associadas, com a finalidade 
de destruir as células neoplásicas. Essas drogas, em geral, não têm ação específica, ou 
seja, lesionam também as células normais. Sua ação incide sobre o ciclo celular, que 
consiste em uma sequência de eventos cujo resultado final é a divisão celular. As células 
neoplásicas seguem as mesmas fases das células normais: à medida em que nos tecidos 
normais a produção celular ocorre, a preencher as necessidades orgânicas, as células 
neoplásicas proliferam excessivamente.
 A aplicação dos agentes antineoplásicos no tratamento do câncer é baseada no 
conceito da cinética celular, que inclui o ciclo de vida celular, o tempo do ciclo celular, a 
fração de crescimento e do tamanho da massa tumoral. Por isso, um dos conceitos para 
o tratamento do câncer é o de reduzi-los a um pequeno tamanho.
O tumor maligno é constituído por três grupos de células: as que se dividem ativa-
mente nas fases Gl, S, G2 e M; as paradas na fase G0; e as que perdem sua capacidade 
reprodutiva e estão morrendo, ou já estão mortas. Os tumores menores possuem maior 
porcentagem de células em reprodução. No entanto, à medida em que o tumor cresce, 
ocorre uma competição entre as células em busca de nutrientes, oxigênio e espaço, e o 
número de células ativas em reprodução diminui. 
Sabe-se que as drogas agem especialmente nas células que estão em processo de 
divisão ativa, portanto, são mais eficazes quando utilizadas precocemente. Além disso, 
os tumores de rápido desenvolvimento são mais sensíveis à destruição pelo fato de mais 
células estarem em processo de divisão.
No entanto, esses fármacos, por atuarem indistintamente no tumor e nos tecidos 
normais de proliferação rápida, como o sistema hematopoético e as mucosas, obriga a 
interrupção periódica do tratamento para a recuperação do paciente.
Também são necessários cuidados relacionados aos profissionais que manuseiam 
os antineoplásicos, devido ao potencial mutagênico das medicações, sendo importante 
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realizar as técnicas de manipulação dos antineoplásicos conforme os protocolose estar 
sempre atento(a)s às normas de biossegurança.
Importante!
É importante, sempre que possível, a associação de medicações com diferentes toxici-
dades, que permitam aumentar o efeito antitumoral, sem elevar o grau de toxicidade. 
Classificação dos Fármacos Quimioterápicos
Os agentes quimioterápicos são classificados de acordo com sua ação farmacológica 
e a sua interferência na reprodução celular. Os grupos básicos e sua ação potencial são:
• Medicamentos de fase específica do ciclo celular são ativos sobre as células em 
divisão no ciclo celular. Exemplo inclui os antimetabólitos, os alcaloides da vinca e 
outros agentes, como asparaginase e a dacarbazina. Esses medicamentos são mais 
eficazes contra tumores em crescimento rápido, pois têm maior proporção de célu-
las passando pela fase do ciclo em que o medicamento ataca as células cancerosas;
• Medicamentos de fase inespecífica do ciclo celular são ativos contra células em divisão 
ou em repouso. Os exemplos incluem os agentes alquilantes, antibióticos antitumorais, 
nitrosouréias, hormônios e esteroides, e outros como a procarbazina. Esses medica-
mentos são ativos em todas as fases do ciclo celular e podem ser eficazes em grandes 
tumores com poucas células ativas em divisão no momento da administração.
Quanto à estrutura química e função celular, os quimioterápicos classificam-se em:
• Alquilantes: Causam alterações nas cadeias de DNA, impedindo a sua replicação. 
São do tipo ciclo-inespecíficos e agem em todas as fases do ciclo celular. Exemplos:
» Mostardas nitrogenadas: Mecloretamina, melfalano, clorambucil, ifosfamida, 
ciclofosfamida;
» Etileniminas e metilmelaminas: Tiotepa, altretamina;
» Alquil sulfonatos: Busulfan;
» Triazenos imidazol: Dacarbazina;
» Nitrosuréias: Carmustina, lomustina, semustina, streptozocina;
» Metais pesados: Cisplatina, carboplatina, oxaliplatina.
• Antimetabólicos: São capazes de bloquear a produção de enzimas, ou interpondo-
-se entre as cadeias de DNA e RNA, transmitindo mensagens falsas. São do tipo 
ciclo-específicos e agem em determinada fase do ciclo celular. Exemplos:
» Antagonistas do ácido fólico: Methotrexato e raltitrexato;
» Antagonistas purínicos: Fludarebina, cladribina, mercaptopurina, tioguanina;
» Antagonistas pirimidínicos: Citarabina, gencitabina, fluorouracil, capecitabina.
• Antimitóticos: Interferem na formação do fuso mitótico. São do tipo ciclo-específi-
cos e agem na fase da mitose. Exemplos:
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UNIDADE Principais Tratamentos Disponíveis em Oncologia
 » Alcalóides da Vinca: Vincristina, vimblastina, vinorelbina, vindesina;
 » Taxanos: Docetaxel e paclitaxel.
• Topoisomerase-interativos: Interagem com a enzima topoisomerase I e II, in-
terferindo na síntese do DNA. São do tipociclo-específicos e agem na fase de 
síntese. Exemplos:
 » Derivados da camptotecina: Irinotecano e topotecano;
 » Derivados da epipodofilotoxina: Etoposido e teniposido.
• Antibióticos antitumorais: Atuam interferindo com a síntese de ácidos nucléicos, 
impedindo a duplicação e separação das cadeias de DNA e RNA. São do tipo ciclo-
-inespecíficos e agem em todas as fases do ciclocelular:
 » Antraciclinas: doxorubicina, daunorubicina, epirubicina, idarubicina;
 » Antracenediona: mitomicina;
 » Aminoantracenodiona: mitoxantrona;
 » Outros: bleomicina, dactinomicina.
• Medicamentos de composição química e mecanismos de ação pouco conheci-
dos. Exemplos: Hidroxiuréia, procarbazina L-asparaginase.
Quanto aos agentes hormonais, é comum muitos tecidos, especialmente os deri-
vados de mama, próstata, útero e tireoide, serem influenciados por essas substâncias 
(estimulando o crescimento das células cancerosas). A terapêutica hormonal consiste na 
manipulação de hormônios a fim de deter o crescimento tumoral.
Quanto a finalidade da quimioterapia, essa depende basicamente do tipo de tu-
mor, da extensão da doença e do estado geral do paciente. Veja a classificação: 
• Curativa: objetiva a erradicação de evidências da neoplasia. Exemplos: leucemias 
agudas e tumores germinativos;
• Paliativa: A utilização racional de quimioterápicos visa ao controle de alívio dos sinto-
mas decorrentes da proliferação tumoral, à redução da massa tumoral e à melhoria da 
qualidade de vida do paciente, não tendo influência na sobrevida do paciente; 
• Potencializadora: Quando utilizada concomitantemente à radioterapia, no sentido 
de melhorar a relação dose terapêutica/dose tóxica do tratamento com irradiação. 
Visa principalmente potencializar o efeito dos antineoplásicos no local irradiado. 
Exemplo: tumor de pulmão;
• Adjuvante: Quando é realizada após ao tratamento principal, quer seja cirúrgico 
ou radioterápico. Tem por finalidade promover a eliminação da doença residual 
metastática que possivelmente existe, porém indetectável. Exemplo: tumores de 
mama, ovário, cólon e reto;
• Neo-Adjuvante: Quando é realizada antes do tratamento principal, quer seja cirúrgi-
co ou radioterápico. Objetiva tanto a redução da massa tumoral quanto a eliminação 
de metástases existentes e não-detectáveis clinicamente ou, eventualmente, formadas 
durante a manipulação cirúrgica. Exemplos: sarcomas, tumores de mama avançados.
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Em Síntese
Os efeitos adversos do tratamento quimioterápico são:
Anemia, neutropenia, trombocitopenia, taquicardia sinusal, contração ventricular prema-
tura e modificações nas ondas T e ST, tosse não produtiva, dispneia, taquipneia, expansão 
torácica incompleta, estertores pulmonares, fadiga, alterações mentais, ataxia cerebral, 
convulsões e neuropatias periféricas, perda dos reflexos tendinosos profundos, íleo paralí-
tico e irritação meníngea, assim como perda da acuidade auditiva causada por lesão no nervo 
vestibulococlear, náuseas e vômitos, mucosite, diarreia, constipação, anorexia, alopecia, 
eritema de extremidade e urticária, hiperpigmentação, fotossensibilidade, alterações na 
função hepática, reprodutiva e metabólica.
Conheça ainda as complicações do tratamento quimioterápico antineoplásico, assim 
podemos reforçar nossos cuidados para preveni-las: 
• Síndrome da lise tumoral aguda: São observados hiperuricemia, hipercalemia, 
hiperfosfatemia, elevação do DHL e hipocalcemia. Ocorre a lesão renal aguda 
devido ao depósito de cristais de ácido úrico e fosfato nos túbulos renais. Tal dese-
quilíbrio pode gerar sintomas como arritmias cardíacas, fraqueza muscular, tetania 
e parestesias, náuseas e vômitos, confusão, oligúria ou anúria;
• Anafilaxia: Pode manifestar-se em sintomas graves, como uma erupção cutânea 
pruriginosa em todo o corpo, dispneia, broncoespasmo, hipotensão, rubor facial, 
edema palpebral, dor lombar e/ou torácica, tosse, podendo evoluir para edema de 
glote e choque anafilático;
• Flebite: A maioria dos pacientes é portadora de rede venosa de pouca visibilidade, 
devido a múltiplas punções, situações de trombocitopenias frequentes, fragilidade 
capilar e ação irritante e esclerosante das drogas;
Importante! 
É de extrema importância a observação de cuidados antes e durante a administração de 
antineoplásicos para a preservação desses acessos. Os sinais podem variar com hiperemia 
sobre a ponta do cateter e ao longo do trajeto venoso, sensibilidade aumentada em todo 
o trajeto, endurecimento venoso e aumento da temperatura local.
• Extravasamento: É a infiltração de antineoplásicos intravenosos para os tecidos, 
causando danos na função do membro afetado e até mesmo comprometendo a 
auto imagem do paciente. 
Quanto ao seu potencial de lesão tecidual, os quimioterápicos antineoplásicos po-
dem ser subdivididos:
» Vesicantes: Aqueles que, em contato com tecidos adjacentes ao vaso sanguíneo, 
levam à irritação severa, com formação de vesículas e destruição tecidual. Caracte-
rizam- se por dor, hiperemia, edema, formação de vesículas e necrose. Exemplos: 
Doxorrubicina, Vimblastina, Vincristina, Vinorelbine, Mecloretamina e outros;
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UNIDADE Principais Tratamentos Disponíveis em Oncologia
Figura 1
Fonte: Adaptada de nutes.ufpe.br» Irritantes: Aqueles que, quando extravasados, causam irritação tecidual, porém 
não evoluindo para necrose. Manifestam-se por hiperemia, dor, inflamação no 
local da punção e no trajeto venoso, queimação e edema local sem formação de 
vesículas. Exemplos: 5-fluorouracil, Cisplatina. Dacarbazina, Streptozocin e outros.
Exemplo de reação. Disponível em: https://bit.ly/320KH0x
Administração de Antineoplásico
A Sociedade de Enfermagem Oncológica dos Estados Unidos (Oncology Nursing 
Society – NOS) recomenda que a administração de quimioterápicos seja realizada 
exclusivamente por enfermeiros oncológicos, de forma a garantir um elevado padrão 
de qualidade.
O Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) (257/2001) respalda a administração 
de quimioterápico pelo técnico de enfermagem, sob a supervisão direta do enfermeiro.
Os critérios exigidos pela Oncology Nursing Society são:
• Manutenção estratégica de educação dos pacientes e de suas famílias;
• Conhecimento da farmacologia dos antineoplásicos;
• Habilitação na área administração dos quimioterápicos após o treinamento e ava-
liação institucional;
• Conhecimento dos princípios de administração desses medicamentos;
• Destreza nos procedimentos de acesso venoso e sua manutenção;
• Conhecimento do manuseio e descarte conveniente dos antineoplásicos.
Visto que a principal via de administração de antineoplásicos é intravenosa, sendo 
necessário um acesso venoso seguro devido às suas características iatrogênicas, o 
profissional tem que ter conhecimento sobre terapia infusional, entendendo-a como 
um conjunto de procedimentos fundamentais no tratamento oncológico.
É ainda importante o conhecimento de anatomia e fisiologia do sistema vascular por 
parte dos profissionais que realizam a terapia intravenosa.
Outro aspecto do planejamento assistencial inclui a avaliação socio psicocultural, 
econômica, condições clínicas, idade, nível de atividade, percepção da autoimagem, 
20
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características químicas da medicação, tempo da terapêutica do paciente, com a finali-
dade de determinar se o acesso venoso será periférico ou central, indicando o melhor 
dispositivo e a sua manutenção.
Caro(a) aluno(a), a fim de conhecer mais sobre a administração de drogas antineoplásicas 
(medidas de biossegurança, tipos de acessos vasculares e os cuidados de enfermagem na 
administração) acesse: 
Protocolos de Enfermagem. Disponível em: https://bit.ly/39V83Jc
Acessos Vasculares em Oncologia. Disponível em: https://bit.ly/3POkifE
Medidas de Biossegurança na Administração de Quimioterapia Antineoplásica: Conhe-
cimento dos Enfermeiros. Disponível em: https://bit.ly/4aHCaAR
Procedimentos e Cuidados Especiais. Disponível em: https://bit.ly/4aHCaAR
Cuidados Paliativos 
Segundo a Organização Mundial de Saúde, cuidado paliativo é o cuidado total, ativo, 
integral é humanizado prestado ao indivíduo portador de uma doença progressiva e 
irreversível, com poucas chances de respostas ao tratamento curativo, sendo funda-
mental controle da dor e de outros sintomas, por meio da prevenção e do alívio ao 
sofrimento físico, psicológico social e espiritual. 
Deve ser realizado por uma equipe multiprofissional, que atua de forma interdisciplinar, 
incluindo, ainda, o cuidar da família e a atenção ao outro. Acontece por meio das modali-
dades: ambulatorial, hospitalar e domiciliar.
Principais sintomas oncológicos que requerem cuidados paliativos: dispneia, fadiga, 
anorexia náuseas e vômitos, constipação, confusão mental, ansiedade e agitação e a dor.
O Ministério da Saúde, ciente da importância dessa perspectiva terapêutica, publicou 
em novembro de 2018, a Resolução Nº 41 de 31 de outubro de 2018, que normatiza 
os cuidados paliativos como parte dos cuidados continuados integrados no âmbito do 
Sistema Único de Saúde (SUS).
Na fase final da vida do paciente, a enfermagem deve assumir alguns cuidados 
específicos:
• Realizar e registrar a consulta de enfermagem, visando diagnosticar situações que 
nortearam o plano de cuidados; 
• Avaliar a dor e outros sintomas, utilizando as escalas próprias para detecção de 
problemas físicos, emocionais, sociais, espirituais e psicológicos a fim de realizar os 
diagnósticos de enfermagem; 
• Executar técnicas de cuidados básicos de higiene conforto, alimentação, eliminações, 
locomoção e reabilitação; 
• Promover medidas indicadas para alívio da dor e do sofrimento, preservando a 
dignidade do cliente e favorecendo a sua autoestima;
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UNIDADE Principais Tratamentos Disponíveis em Oncologia
• Administrar medicamentos prescritos, seguindo técnicas e procedimentos específicos, 
observando efeitos terapêuticos e eventos adversos; 
• Treinar e capacitar a família e o cuidadores; 
• Oferecer suporte emocional e acompanhar adequadamente ao cliente e à família 
na agonia; 
• Solicitar e administrar os recursos materiais necessários para implantação dos cuidados; 
• Avaliar os resultados das condutas implementadas; 
• Registrar todos os procedimentos dentro do padrão de sistematização adotado pelo 
serviço de enfermagem; 
• Prevenir complicações e situações de risco na área física; 
• Detectar e encaminhar situações pertinentes a outros profissionais. 
Importante!
A comunicação aberta, a fala sensível, o respeito aos limites e desejos da família e de 
seu ente querido adoecido são instrumentos indispensáveis ao profissional de enfer-
magem. O seu bom-senso, alinhado aos princípios técnicos científicos e humanitários, 
guia o seu agir.
A resolução COFEN nº 290/2004 fixa oncologia como uma especialidade de en-
fermagem, sendo de competência do(a) enfermeiro(a). Assim, o profissional que detém 
tal conhecimento respalda-se legalmente nas ações do cuidado a essa clientela. Ainda 
assim, é necessário compreender que se trata de um processo em que incertezas e difi-
culdades são peculiares, por conta da complexidade que permeia o câncer. 
A prática em enfermagem deve ser fundamentada nos princípios éticos e bioéticos do cuidado.
Cuidados Paliativos: Qualidade de Vida e Bem-Estar do Paciente com Câncer. Dispo-
nível em: https://bit.ly/3myR98f
Posicionamento da SBOC sobre Cuidados Paliativos e tratamento oncológico no 
paciente com Câncer Avançado. Disponível em: https://bit.ly/3d3lnNR
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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Sites
Oncoguia
https://bit.ly/3rW3Wms
 Vídeos
Quimioterapia
https://bit.ly/3my7w5i
 Leitura
Tipos de Tratamentos
https://bit.ly/3t38etA
Ações de enfermagem para o controle do câncer: uma proposta de integração ensino-serviço
https://bit.ly/3d1XIwZ
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UNIDADE Principais Tratamentos Disponíveis em Oncologia
Referências
FIGUEIREDO, N. M. A. Enfermagem oncológica: conceitos e prática. 1.Ed. São Caetano: 
Yendis, 2009.
FONSECA, S. M.; PEREIRA, S. R. (Coord.). Enfermagem em oncologia. São Paulo: 
Atheneu, 2014. 
OTTO, S. E. Enfermagem Prática – Oncologia. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso 
Editores, 2002.
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