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Aula 01
TJ-MS (Analista Judiciário - Área Meio -
Qualquer Área de Formação) Bizu
Estratégico (Pós-Edital)
Autor:
Aline Calado Fernandes, Elizabeth
Menezes de Pinho Alves,
Leonardo Mathias, Paulo Júnior
15 de Março de 2024
04345373140 - Stephanny Sonchini
 
 
 
1 
BIZU ESTRATÉGICO – DIREITO CONSTITUCIONAL 
TJ MS (ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA MEIO) 
Fala, pessoal. Tudo certo? 
Neste material, trazemos uma seleção de bizus da disciplina de Direito Constitucional para o 
concurso do TJ MS (Analista Judiciário – Área Meio). 
O objetivo é proporcionar uma revisão rápida e de alta qualidade aos alunos através de 
tópicos do conteúdo programático que possuem as maiores chances de incidência em prova. 
Todos os bizus destinam-se a alunos que já estejam na fase bem final de revisão (que já 
estudaram bastante o conteúdo teórico da disciplina e, nos últimos dias, precisam revisar por 
algum material bem curto). 
Este bizu foi confeccionado tomando-se como base os livros digitais elaborados pelos 
professores Ricardo Vale e Nádia Carolina, além das atualizações e revisões elaboradas pela 
equipe de professores de Direito Constitucional do Estratégia Concursos. 
 
 
 Leonardo Mathias 
 @profleomathias 
 
 
 
 
 
 
 
Aline Calado Fernandes, Elizabeth Menezes de Pinho Alves, Leonardo Mathias, Paulo Júnior
Aula 01
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2 
ANÁLISE ESTATÍSTICA 
Segue abaixo uma análise estatística dos assuntos mais exigidos pela Banca FGV, no âmbito 
da disciplina de Direito Constitucional, na Área de Tribunais. 
 
 
Pessoal, neste material abordaremos os tópicos com maior incidência nas questões da banca, 
por possuírem um custo-benefício elevado no nosso concurso. Dessa forma, os demais 
assuntos não serão contemplados neste bizu. 
 
Segue uma tabela contendo a numeração dos bizus referentes a cada tópico abordado e os 
respectivos cadernos de questões selecionadas no nosso SQ: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Direito Constitucional 
Assunto % de cobrança 
Poder Judiciário 14,72% 
Direitos e Deveres Individuais e Coletivos 13,42% 
Organização do Estado 12,55% 
Administração Pública 12,12% 
Poder Legislativo 9,96% 
Controle de Constitucionalidade 8,23% 
Funções Essenciais à Justiça 7,79% 
Aline Calado Fernandes, Elizabeth Menezes de Pinho Alves, Leonardo Mathias, Paulo Júnior
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3 
 
 
 
Direito Constitucional – TJ MS 
Assunto Bizus Caderno de Questões 
Direitos e Deveres Individuais e Coletivos 1 a 22 http://questo.es/gu3w05 
Organização do Estado 23 a 25 http://questo.es/91psoj 
Administração Pública 26 a 28 http://questo.es/ehqjtq 
Poder Judiciário 29 a 35 http://questo.es/qsxjsw 
Funções Essenciais à Justiça 36 a 41 http://questo.es/bszglr 
Poder Legislativo 42 a 47 http://questo.es/u307qw 
Controle de Constitucionalidade 48 a 54 http://questo.es/q8fjbf 
Aline Calado Fernandes, Elizabeth Menezes de Pinho Alves, Leonardo Mathias, Paulo Júnior
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4 
Apresentação 
Olá, futuro(a) aprovado(a)! Antes de darmos início aos nossos trabalhos, farei uma breve 
apresentação: 
Meu nome é Leonardo Mathias, tenho 34 anos e sou natural do 
Rio de Janeiro. Atualmente, vivo em São Paulo em virtude do 
exercício do cargo de Auditor de Controle Externo no Tribunal de 
Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), tendo sido aprovado no 
último certame, realizado no ano de 2017. 
Sou Bacharel em Administração e Ciências Navais pela Escola 
Naval (2011), Pós-Graduado em Gestão Pública pela Universidade 
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Pós-Graduado em Intendência 
pelo Centro de Instrução e Adestramento Almirante Newton 
Braga, e trabalhei durante vários anos como Oficial do Corpo de 
Intendentes da Marinha do Brasil, tendo alcançado o posto de Capitão. 
Meu contato com os concursos públicos começou cedo: aos 13 anos, em 2003, fui aprovado 
nos principais certames militares de nível médio existentes no Brasil (Colégio Naval e EPCAr). 
Após quase 13 anos de vida na caserna, decidi buscar novos horizontes de vida e voltei a 
estudar para concursos públicos, tendo tido a felicidade de ser aprovado em alguns 
concursos, inclusive da Área Fiscal, mas optei por tornar-me Auditor de Controle Externo do 
TCE-SP. 
Como pode perceber, há pouco tempo, eu estava justamente aí onde você, concurseiro, está. 
Logo, utilizarei as experiências e conhecimentos adquiridos ao longo da minha trajetória para 
auxiliá-lo(a) na disciplina de Direito Constitucional. Fiz uma análise bem cautelosa dos pontos 
mais queridos pela nossa banca, e todos eles estão aqui! Cada questão no concurso vale ouro, 
então não podemos dar bobeira! Mãos à obra! 
Leonardo Mathias 
Aline Calado Fernandes, Elizabeth Menezes de Pinho Alves, Leonardo Mathias, Paulo Júnior
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Direitos e Deveres Individuais e Coletivos 
1. Direito à vida 
i. Possui uma dupla acepção: 
➢ Direito a permanecer vivo; 
➢ Direito a ter uma vida digna. 
ii. Mínimo existencial: proteção social mínima para que uma pessoa tenha uma existência 
digna. 
2. Igualdade material 
i. Tratar os iguais com igualdade e os desiguais com desigualdade, na medida de suas 
desigualdades. 
ii. Cotas raciais: duas formas de aferição: heteroidentificação e autodeclaração. Ambas 
as formas são admitidas pelo STF. 
3. Liberdade de expressão 
i. Art. 5º, IV, da CF: É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato. 
ii. Biografias não autorizadas: o STF admitiu a realização de biografias, mesmo sem a 
autorização do biografado. O autor da biografia, porém, poderá ser condenado a 
indenizar o biografado, caso cause algum tipo de dano. 
iii. O STF considerou que a exigência de diploma de jornalismo e de registro profissional 
no Ministério do Trabalho não são condições para o exercício da profissão de jornalista. 
iv. Embora a liberdade de expressão seja ampla, não é absoluta, sendo 
proibidos os discursos de ódio.Liberdade de associação 
Art. 5º, CF (...) 
XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar; 
XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de 
autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento; 
XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas 
atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em 
julgado; 
XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado; 
XXI - as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade 
para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente; 
J
%
J
%
J
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4. Direito de reunião 
Art. 5º, CF (...) 
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, 
independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião 
anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à 
autoridade competente; 
 
i. Basta o prévioem Tribunais - cláusula da reserva de plenário: 
Art. 97. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do 
respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou 
ato normativo do Poder Público. 
➢ Súmula Vinculante n° 10 - Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a 
decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente 
a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua 
incidência, no todo ou em parte. 
➢ Eficácia inter partes e efeitos retroativos (ex tunc). 
➢ Senado pode conferir à decisão eficácia ex nunc, com efeitos a partir do trânsito 
em julgado. 
ii. Controle abstrato ou concentrado: examina constitucionalidade de lei em tese. 
➢ ADI, ADO, ADC e ADPF. 
49. Súmulas Vinculantes 
i. Súmulas Vinculantes - o objetivo é evitar insegurança jurídica e multiplicação de 
processos sobre questões idênticas. Pressupostos para edição: 
➢ Reiteradas decisões sobre matéria constitucional. 
➢ Controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a Administração 
Pública. 
➢ Aprovação por 2/3 (dois terços) dos membros do STF 
ii. Não vinculam: STF e Poder Legislativo. 
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Art. 3° São legitimados a propor a edição, a revisão ou o cancelamento de enunciado de 
súmula vinculante: 
I - o Presidente da República; 
II - a Mesa do Senado Federal; 
III – a Mesa da Câmara dos Deputados; 
IV – o Procurador-Geral da República; 
V - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; 
VI - o Defensor Público-Geral da União; 
VII – partido político com representação no Congresso Nacional; 
VIII – confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional; 
IX – a Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; 
X - o Governador de Estado ou do Distrito Federal; 
XI - os Tribunais Superiores, os Tribunais de Justiça de Estados ou do Distrito Federal e 
Territórios, os Tribunais Regionais Federais, os Tribunais Regionais do Trabalho, os 
Tribunais Regionais Eleitorais e os Tribunais Militares. 
50. Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 
i. STF processa e julga a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo 
federal ou estadual em face da Constituição Federal. 
Atos normativos que podem ser contestados por ADI Não podem ser questionados por ADI 
▪ Emendas constitucionais, leis, medidas provisórias, 
decretos legislativos e resoluções. 
▪ Decretos autônomos. 
▪ Tratados internacionais. 
▪ Regimentos internos dos tribunais e casas 
legislativas. 
▪ Constituições e leis estaduais. 
▪ Normas constitucionais originárias. 
▪ Leis e atos normativos revogados ou de 
eficácia exaurida. 
▪ Direito pré-constitucional. 
▪ Súmulas e súmulas vinculantes. 
▪ Atos normativos secundários. 
ii. Advogado-Geral da União (AGU) - defesa da constitucionalidade da norma 
impugnada. 
iii. Procurador-Geral da República (PGR) - manifesta-se sobre procedência ou não da ação. 
iv. Decisão: efeitos retroativos (ex tunc) e erga omnes. 
v. Efeito repristinatório: quando uma lei ou ato normativo é declarado inconstitucional, a 
legislação anterior voltará a ser aplicável. 
51. Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 
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i. ADO visa evitar a inércia do órgão encarregado de elaborar norma regulamentadora, 
para garantir a eficácia das normas constitucionais. 
ii. Pode ser proposta para combater omissões legislativas ou administrativas. 
iii. Legitimados passivos: órgãos ou autoridades omissos, que deixaram de tomar as 
medidas necessárias à implementação dos dispositivos constitucionais não-
autoaplicáveis. 
iv. PGR sempre se manifestará, mas a participação do AGU não é obrigatória, já que não 
há norma a ser defendida. 
v. Efeitos da decisão: 
➢ STF dará ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias. 
➢ STF notificará o órgão administrativo para que adote as providências necessárias 
em 30 (trinta) dias ou em outro prazo estipulado pelo Tribunal 
52. Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 
i. ADC - STF se pronuncia sobre constitucionalidade de lei ou ato normativo. 
ii. Objeto: apenas leis e atos normativos federais. 
iii. Não há participação do AGU, mas PGR se manifesta. 
iv. Efeitos da decisão: 
➢ Erga omnes. 
➢ Efeito vinculante, relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à 
administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. 
➢ Retroativos - ex tunc. 
53. Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 
i. Caráter residual: inadmissível quando houver outro meio para sanar a lesividade. 
ii. ADPF é cabível diante de: 
➢ Direito pré-constitucional. 
➢ Direito municipal em relação à Constituição Federal. 
➢ Interpretações judiciais violadoras de preceitos fundamentais. 
➢ Direito pós-constitucional já revogado ou de efeitos exauridos. 
iii. Efeitos da decisão: 
➢ Erga omnes. 
➢ Retroativos - ex tunc. 
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➢ Vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário. 
Legitimados a propor ADI, ADO, ADC e ADPF 
Legitimados universais Legitimados especiais* 
▪ Presidente da República 
▪ Procurador-Geral da República 
▪ Mesa do Senado Federal e da Câmara dos 
Deputados 
▪ Conselho Federal da OAB 
▪ Partido político com representação no 
Congresso Nacional (precisa de advogado) 
▪ Governador de Estado e do DF 
▪ Mesa de Assembleia Legislativa e da Câmara 
Legislativa do DF 
▪ Confederação sindical ou entidade de classe 
de âmbito nacional (precisa de advogado) 
iv. Legitimados especiais* - só podem propor ADI quando haja pertinência entre a matéria 
do ato impugnado e as funções exercidas pelo legitimado. 
54. Controle Abstrato de Constitucionalidade do Direito Estadual e Municipal: 
i. Lei estaduais e municipais podem ser contestadas em face da Constituição Estadual, 
sendo o Tribunal de Justiça local competente para julgar as ações. 
ii. No caso do DF, o parâmetro para o controle abstrato é a Lei Orgânica do DF. 
iii. Duplo controle de constitucionalidade: lei estadual questionada no TJ face à 
Constituição Estadual e no STF face à Constituição Federal. 
➢ Se STF considerar a norma estadual inconstitucional, fará com que a outra ADI, 
interposta na justiça estadual, perca seu objeto. A norma declarada inconstitucional 
é expurgada do ordenamento jurídico. 
➢ Se STF decidir pela constitucionalidade, a ação na via estadual poderá prosseguir. 
 
 
Vamos ficando por aqui. Esperamos que tenha gostado do nosso Bizu! Bons estudos! 
 
“Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje, mas 
continue em frente de qualquer jeito”. (Martin Luther King) 
 
 
 Leonardo Mathias 
 @profleomathias 
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04345373140 - Stephanny Sonchiniaviso. Não necessita de autorização do Poder Público. 
ii. O Mandado de Segurança é o remédio constitucional que protege o direito de reunião. 
iii. Marcha da Maconha não é considerada apologia ao crime. Trata-se do legítimo 
exercício do direito de reunião e da liberdade de expressão. 
5. Extradição 
Art. 5º, CF (...) 
LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, 
praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de 
entorpecentes e drogas afins, na forma da lei; 
LII - não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião; 
i. Brasileiro nato não pode ser extraditado em nenhuma hipótese. Atenção para os casos 
em que o brasileiro nato perde a nacionalidade por ter adquirido outra. Nesse caso 
poderá ser extraditado. 
ii. Já o brasileiro naturalizado pode ser extraditado em duas hipóteses: 
➢ Crime comum praticado antes da naturalização; 
➢ Envolvimento com o tráfico ilícito de drogas, a qualquer tempo (antes ou depois 
da naturalização). 
6. Habeas corpus 
i. Tutela o direito à liberdade; 
ii. Pode ser repressivo ou preventivo: 
➢ Repressivo: Quando o cerceamento da liberdade já ocorreu. 
➢ Preventivo: a liberdade ainda não foi cerceada, mas há o risco de que isso ocorra. 
iii. Não é necessário estar assistido por advogado para impetrar o HC; 
iv. É uma ação gratuita. 
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v. Pessoa Jurídica pode impetrar HC, mas sempre em favor de uma Pessoa Física. 
 
7. Habeas data 
i. Dupla finalidade: 
➢ Assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, 
constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de 
caráter público; 
➢ Promover a retificação de dados, quando não se prefira fazer por um processo 
sigiloso, judicial ou administrativo. 
ii. Caráter personalíssimo. 
iii. Exceção: o cônjuge supérstite (sobrevivente) pode impetrar habeas data para tomar 
conhecimento de informações daquele que faleceu. 
iv. Precisa de advogado para ser impetrado. 
v. É uma ação gratuita. 
vi. É necessário comprovar o interesse de agir, o qual é demonstrado pela recusa ou pela 
demora da administração em fornecer os dados. 
HABEAS CORPUS
Carater preventive ou
Sim
repressive
Proteger a liberdade die locomo^aoFinalidade
Gualquer pessoa fisica ou jundica,nacienal ou estrangeira. S6 pode ser
impetrado a favor de pessoa natural, jamais de pessoa juri'dica.Legitimados ativos
Legitimades passives Autoridade publica e pessoa privada
PenalNatlireza
Isengao de custas Sim
Medida liminar Possivel,com pressupostos ,vfumus boni juris" e "pericuilum in moraff
Penas de multa,de suspensao de direitos politicos, bem como
disciplinares nao resultam em cerceamento da liberdade de locomo^ao.
For isso, nao cabe "habeas corpus" para impugna-las
Observances
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8. Mandado de Segurança 
i. Objetiva proteger direito líquido e certo, não amparado por Habeas corpus ou Habeas 
data. 
ii. Possui caráter residual. 
iii. Ex: direito a obter certidões. 
iv. Mandado de Segurança Coletivo: atuam em substituição processual (não precisa 
autorização dos filiados). Pode ser impetrado por: 
➢ Partido Político com representação no Congresso Nacional; 
➢ Entidade de Classe (obs: o direito pode ser de interesse de apenas parte da 
categoria); 
➢ Organização Sindical; 
➢ Associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos 1 ano. 
HABEAS DATA
Proteger direito relative a informagao e retificagao sobre a pessoa do
impetrante constante de registros ou bancos de dados
Finalidade
Legitimados ativos Qualquer pessoa ffsica ou jundica, nacional ou estrangeira
Entidades governamentais ou pessoas jurfdicas de carater publico que
tenham registros ou bancos de dados, ou,ainda, pessoas jurfdicas de
direito privado detentoras de banco de dados de carater publico
Legitimados
passives
CivilMatureza
Isento de custas Sim
Medida liminar Nao
Destina-se a garantir o acesso a informagoes relatives a pessoa do
impetrante, ou seja,do requerente, solicitante. Jamais para garantir
acesso a informagoes de terceiros! So pode ser impetrado diamte da
negativa da autoridade administrative de garantir o acesso aos dados
rellativos ao impetrante.Sua impetragao nao se sujeita a decadencia ou
prescrigao.
Observances
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9. Mandado de Injunção 
i. É cabível quando a falta de norma regulamentadora estiver inviabilizando o exercício 
de um direito constitucional: Omissão inconstitucional. 
ii. Ex: direito de greve dos servidores públicos. O STF, ao julgar um Mandado de Injunção, 
decidiu que enquanto não for regulamentado o direito de greve dos servidores 
públicos, aplica-se, por analogia, a lei de greve dos trabalhadores celetistas. 
iii. Mandado de Injunção Coletivo: 
v. Pode ser impetrado por: 
➢ Partido Político com representação no Congresso Nacional; 
➢ Entidade de Classe; 
➢ Organização Sindical; 
➢ Associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos 1 ano. 
MANDADO DESEGURANgA INDIVIDUAL
Carater preventive
ou repressive Sim
Proteger direito liquido e certo, nao amparado per '"habeas corpus" ou "'habeas
data'”final!dade
Todas as pessoas fisicas ou juridicas, as universalidades recenhecidas per lei
como detentoras de capacidade processual, alguns orgaos publicos e o
Ministerio Publico
Legitimados ativos
Legitimados
passives Poder publico e particulars no exercicio da fun^ao piiblica
CivilNatureza
NaoIsento de custas
Medida liminar Fossilvel,com pressupostos "fumus boni juris" e "periculum in mora"
MANDADO DESEGUftANfA COLETIVO
Carater preventive
ou repressive
Sim
Proteger direitos liquidos e certos coletivos ou individuals homogeneos,
nao amparados por HC ou HD (carater residual)
Finalidade
Partido politico com representa^ao no Congresso Nacional;
Organiza;ao sindical e entidade de classe;
Associa^ao llegalmente constfituida e em funcionamento ha pelo menos 01
Legitimados ativos
ano.
Legitimados
passives
Autoridade publica ou agente de pessoa juridical no exercicio de
atribuigoes do poder publico
CivilNatureza
Isento de custas Nao
Medida liminar Possfvej com pressupostos “fumus boni juris" e "periculum in mora"
Observances Substitute processual
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10 
➢ Defensoria Pública; 
➢ Ministério Público. 
iv. A corrente adotada pela lei 13.300/16 (Lei do Mandado de Injunção) é a concretista 
intermediária individual: 
➢ Concretista: o Poder Judiciário não vai se limitar a declarar a mora legislativa. O PJ 
vai buscar garantir a concretização daquele direito. 
➢ Intermediária Individual: em regra, o Mandado de Injunção produz efeito inter 
partes (entre as partes). Excepcionalmente pode ser dado efeito erga omnes (para 
todos). 
 
10. Ação Popular 
i. Proposta pelo CIDADÃO, ou seja, por aquele que está no pleno exercício dos direitos 
políticos. Exige a apresentação do título de eleitor para propor a ação. 
ii. Tem como objetivo anularum ato lesivo ao patrimônio público, à moralidade 
administrativa, ao meio ambiente, ou ao patrimônio histórico cultural. 
iii. É necessária a assistência por advogado. 
iv. Em caso de improcedência da ação, o autor, salvo comprovada má-fé, é isento de 
custas. 
v. Não há foro por prerrogativa de função em ação popular. 
11. Direito de Propriedade 
i. Não é um direito absoluto; 
ii. A CF prevê que a propriedade deve atender sua função social. 
MANDADQ DE INJUN^AO
Suprir a falta de norma regulamentadora,que torne inviavel o exercicio de
direitos e liberdades constitutionals e das prerrogativas inerentes a
nacionaliidade, a soberania e a cidadania.
Finalidade
Legitimados ativos Qualquer pessoa fisica ou juri'dicaj national ou estrangeira.
Autoridade que se omitiy quanto a proposifao da leiLegitimados passivos
CivilNatureza
NaoIsento de custas
NaoiMedida liminar
Pressuipostos para cabimento: a) falta de regulamentafao de norma
constitucional programatica propriamente dita ou que defina principles
institutivos ou organizativos de natureza impositiva; b) nexo de causalidade
entre a omissao do legislador e a impossibillidade de exercicio de um direito ou
liberdade constitucional ou prerrogativa inerente a nacionalidade., a soberania
e a cidadania e c) o decurso de prazo razoavel para elaborate da norma
regulamentadora.
Observances
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iii. Também há mecanismos de intervenção do Estado na propriedade privada: 
➢ Desapropriação: o bem era do particular e passa a ser do Poder Público. Em regra, 
a desapropriação é precedida de indenização justa e em dinheiro. Exceções: 
o Desapropriação para fins de reforma agrária: a indenização será em títulos da 
dívida agrária. 
o Desapropriação de imóvel urbano que não cumpre sua função social: 
indenização em títulos da dívida pública. 
o Desapropriação confiscatória: utilização de mão-de-obra escrava ou de 
cultivo ilegal de plantas psicotrópicas: não há indenização. 
➢ Requisição Administrativa: o bem é do particular, mas o Poder Público vai utilizar 
o bem. A indenização é ulterior e será devida apenas se houver dano. 
➢ O Direito de Propriedade protege também os bens intangíveis. Ex: marcas e 
patentes. 
➢ Direito autoral: Direito vitalício e transmissível aos herdeiros. Art. 5º, XXVII, da CF: 
aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução 
de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar; 
➢ Patentes: Privilégio temporário de utilização. Art. 5º, XXIX, da CF: a lei assegurará 
aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem 
como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de 
empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o 
desenvolvimento tecnológico e econômico do País; 
12. Mandados de Criminalização 
i. A Constituição Federal não tipifica crimes, mas impõe mandados de criminalização. 
São espécies de ordens dadas ao legislador para que ele tipifique um crime. Ex: Tortura, 
Tráfico, Terrorismo e Hediondos. 
ii. Art. 5º, XLIII, da CF - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou 
anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo 
e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os 
executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem; 
iii. Para facilitar a memorização: 
➢ Imprescritíveis: RAção 
➢ 3TH não tem graça 
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➢ Inafiançáveis: RAção + 3TH 
 
13. Tratados internacionais de Direitos Humanos 
i. Ingressam de dois modos no ordenamento jurídico brasileiro: 
➢ Equivalentes às Emendas Constitucionais: aprovados em dois turnos em cada casa 
do Congresso Nacional, pelo quórum de 3/5 dos membros (Quórum qualificado) 
➢ Status Supralegal: Aprovados pelo rito ordinário. 
14. Presunção de Inocência 
i. Art. 5º, LVII, da CF - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de 
sentença penal condenatória; 
ii. Atualmente o STF entende que a execução de pena após decisão de segunda instância 
(antes do trânsito em julgado) viola o princípio da presunção de inocência. 
15. Direito à Inviolabilidade do domicílio 
i. A entrada na casa do morador, em regra, depende do seu consentimento. Exceções: 
➢ Flagrante delito; 
➢ Desastre; 
➢ Prestar socorro; 
➢ Por ordem judicial, durante o dia; 
➢ O conceito de casa abrange: quarto de hotel ocupado, consultório médico, 
consultório odontológico, escritório de advocacia, trailers, motor-home. 
➢ Não abrange: bares e restaurantes, posto que são locais abertos ao público. 
iMPRESCRiTfVBS
•RACISMO
•ACAO DE GRUPOS
ARMADOS, ClVIS OU
MILITARES, CONTRA A
ORDEM
CONSTITUCIONAL E O
ESTADO DEMOCRATICO
INABANgAVEtS
•RACISMO OUANIST1A
•3T*3T
•HEDIONDOS•HEDIOIMDOS
•AgAO DE GRUPOS
ARMADOS, CIVIS OU
MILITARES, CONTRA A
ORDEM
CONSTITUCIONAL E O
ESTADO DEMOCRATICO
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➢ Obs: “Boleia” do caminhão: para o STJ não pode ser considerado local de trabalho, 
uma vez que não é um ambiente estático. Assim, não está protegida pela 
inviolabilidade do domicílio. 
ii. Crimes Permanentes: o STF decidiu que a entrada forçada em domicílio deve estar 
apoiada em fundadas razões, a serem justificadas a posteriori, de que no interior da 
residência está sendo praticado um crime. 
16. Escusa de Consciência 
i. Art. 5º, VIII, CF - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou 
de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal 
a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei; 
ii. Em caso de dupla recusa pode ocorrer a privação de direitos. Por exemplo: perda dos 
direitos políticos. 
17. Segurança Jurídica 
i. Direito Adquirido: o indivíduo já cumpre todos os requisitos para obter determinado 
direito. A mudança nas regras não afeta o indivíduo. 
ii. Expectativa de Direito: a pessoa ainda não possui todos os requisitos preenchidos. Ex: 
pelas regras atuais, o indivíduo irá se aposentar daqui a 10 anos. Se as regras mudarem, 
ele poderá ser afetado. 
iii. OBS: Não há direito adquirido face a uma nova Constituição. 
18. Sigilo das Comunicações Telefônicas 
Art. 5º, CF (...) 
XII - É inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados 
e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas 
hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou 
instrução processual penal. 
i. Interceptação Telefônica: consiste em ter acesso ao conteúdo da conversa, feita por 
um terceiro, sem o conhecimento dos interlocutores. Somente pode ser determinada 
por Juiz e em um processo ou investigação de natureza criminal. 
ii. Gravação Telefônica: é aquela feita diretamente por um dos interlocutores do diálogo, 
sem o consentimento ou ciência do outro. 
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iii. Quebra do sigilo telefônico:consiste em ter acesso aos registros telefônicos. Pode ser 
determinada por Juiz ou por CPI. 
iv. Escuta telefônica: é a captação de conversa feita por um terceiro, com o conhecimento 
de apenas um dos interlocutores. 
v. ATENÇÃO: apenas a primeira situação (Interceptação Telefônica) se enquadra na 
proteção do inciso XII, considerando o STF lícita, para efeito de prova, a gravação de 
conversa telefônica por um dos envolvidos, salvo a existência de causa legal de sigilo 
ou reserva. 
 
19. Direitos do Preso 
i. A CF assegura alguns direitos à pessoa presa, conforme podemos verificar dos incisos 
do artigo 5º, abaixo colacionados: 
LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados 
imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada; 
LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, 
sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado; 
LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu 
interrogatório policial; 
LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária; 
ii. Destaque para o inciso LXII, o qual afirma que a comunicação da prisão deverá ser 
imediata, ao juiz e à família do preso ou pessoa por ele indicada. Cuidado: as bancas 
Vejamos, a seguir, importantes entendimentos jurisprudences sobre o tema:
1) E possfvel a gravagio telefonica por um dos interlocutores sem a autorizagio judicial,
caso haja iinvestida criminosa daquele que desconhece que a grava^ao esta sendo feita. De
acordo com o STF, e " inconsistente efere o sense comum falar-se em violagao do direito a
privacidade quondo interlocutor grava dialogo com sequestradores, estelionatdrios ou
qualquer tipo de chantagista"*
20 Nesse caso, pereebe-se que a gravagao clandestina foi
feita em legitima defesa, sendo,portanto, legftima.
2) Segundo o STF, havendo a necessidade de coleta de prova via gravagio ambiental
(sendo impossfvel a apuragao do crime por outros meios) e havendo ordem judicial nesse
sentido, e I feita a interceptagao telefonica,
3) Sao ilieitas as provas obtidas por imeio de interceptagao telefonica determinadb a partir
apenas de denuncia anonima, sem investigagao preliminar. Com efeito, uma denuncia
anonima nao e suficiente para que o juiz determine a interceptagao telefonica; caso ele o
faga, a prova obtida a partir desse procedimento sera ilicita.
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costumam afirmar que essa comunicação deve ser feita em até 24h, o que está errado. 
24 horas é o prazo para encaminhar cópia do Auto de Prisão em Flagrante ao Juiz e à 
Defensoria Pública (caso o preso não esteja assistido por advogado), bem como 
fornecer a nota de culpa ao preso. 
iii. Destaque também para o inciso LXIV, o qual garante ao preso a identificação dos 
responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial. 
20. Prova ilícita 
Art. 5º, CF (...) 
LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos; 
i. Atenção para a Teoria dos Frutos da Árvore Envenenada: uma prova ilícita contamina 
todas as outras que dela derivam. É o que a doutrina denomina ilicitude por derivação; 
pode-se dizer também que, nesse caso, haverá comunicabilidade da ilicitude das 
provas ilícitas a todas aquelas que dela derivarem. 
 
Vejamos, a seguir, importantes entendimentos do STF sobre a licitude/ilidtude de provas:
1) E ilncita a prova obtlda por meio de interceptafio tellefonica sem autoriza^ao judicial.
2) Sao ilfcitas as provas obtidas por meio de intercepia^ao tellefonica determinada a partir
apenas de denuncia anonima, sem investigate preliminar.
3) Sao ilfcitas as provas obtidas mediante gravagao de conversa informal do indlciado com
polieiais, por constituir-se tal pratica em 'Interrogator!© sub-reptfcio", realizado sem as
formalidades legais do interrogators no inquerito policial e sem que o indlciado seja
advertido do seu direito ao silencio.61
4) Sao ilfcitas as provas obtidas mediante confissao durante prisao ilegal. Ora, se a prisao
foi ilegal, todasas provas obtidas a partirdela tambem o serao.
5) E Ifcita a prova obtida mediante grava^io tellefonica feita por um dos interllocutores
sem a autoriza^ao judicial, caso haja investida criminosa daquele que desconhece que a
giravagao esta sendo feita. Nessa sotua^ao, tem-se a legitima defesa.
6) E Ifcita a prova obtida por grava^ao de conversa telefonica feita por um dos
interlocutores,sem conhecimento do outro, quando ausente causa legal de sigilo ou de
reserve da conversa$ao.*2
7) E Ifcita a prova eonsistente em grava^ao ambiental realizada por um dos interlocutores
sem o conhecimento do outre. 63
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21. Uso de algemas 
Súmula Vinculante nº 11 do STF: 
Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou 
de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, 
justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, 
civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual 
a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado. 
i. Mnemônico: 
Perigo à integridade física própria ou alheia; 
Resistência; 
Fundado receio de fuga. 
 
22. Sigilo Bancário 
i. O sigilo bancário é composto pelos dados e informações constantes nas contas 
correntes e aplicações diversas em instituições financeiras, sendo proibida a divulgação 
indevida, de modo a preservar a intimidade do titular. 
ii. Os recursos públicos não estão abrangidos pelo sigilo bancário. 
iii. Conforme jurisprudência do STJ, o Fisco poderá requerer informações bancárias 
diretamente das instituições financeiras em processo administrativo tributário. No 
entanto, se o intuito é utilizar os dados em processo criminal, dependerá de 
autorização judicial. 
iv. Autoridades que podem determinar a quebra de sigilo bancário: 
 
a) O Poder Judiciario pode determinar a quebra do sigilo bancario e do sigilo fiscal.
b) As Comissoes Parlamentares de Inquerito (CPIs) federais e estaduais tambem podem determinar a
quebra do sigilo bancario e fiscal. Isso se justifica pela previsao constitucional de que as CPIs tern poderes de
investigate proprios das autoridades judiciais. Como os Municipios nao possuem Poder Judiciario, essa
prerrogativa nao se estende as CPIs municipais. Seus poderes sao limitados.
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Organização do Estado 
Recomenda-se a leitura dos arts. 21 a 24 da CF/88 que trazem as competências dos entes 
federados. 
23. Federação brasileira 
i.União, Estados, Distrito Federal e Municípios - todos autônomos, com capacidade de auto-
organização, autolegislação, autoadministração e autogoverno. 
ii.STF julga conflitos entre União e Estados, ou entre Estados, mas não os que envolvam 
Municípios. 
iii.Regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões: 
c) A LC n- 105/2001permite que as autoridades fiscais procedam a requisite de informa^oes a institutes
financeiras. Em 2016,o STF reconheceu a constitucionalidade dessa lei complementar, deixando consignado
que as autoridades fiscais poderao requisitar informagoes as institutes financeiras,desdeque:
- haja processo administrative instaurado ou procedimento fiscal em curso;
as informa^oes sejam consideradas indispensaveis pela autoridade administrativa competente
Em sua decisao, o STF deixou claro que os dados fornecidos pelas institutes financeiras as autoridades
fiscais continuarao sob clausula de sigilo. Os dados, antes protegidos pelo sigilo bancario, passarao a estar
protegidos por sigilo fiscal. Assim,nao seria tecnicamente adequado falar-se em "quebra de sigilo bancario"
pelas autoridades fiscais.
d) O Ministerio Publico pode determinar a quebra do sigilo bancario de conta da titularidade de ente
publico. Segundo o STJ, as contas correntes de entes publicos (contas publicas) nao gozam de protegao a
intimidade e privacidade. Prevalecem, assim, os principles da publicidade e moralidade, que impoem a
Administrate Publica o dever de transparency.
e) Na jurisprudence do STF,tambem se reconhece, em carater excepcionalissimo, a possibilidade de quebra
de sigilo bancario pelo Ministerio Publico no ambito de procedimento administrative que vise a defesa do
patrimonio publico (quando houver envolvimento de dinheiros ou verbas publicas). 13
0 Tribunal de Contas da Uniao (TCU) e os Tribunals de Contas dos Estados (TCEs) nao
podlem determinar a quebra do sigilo bancario.
Ha que se mencionar, todavia, que o TCU tem competencia para requisitar informagoes
relativas a operates de credito originarias de recursos publicos. Esse foi o entendimento
firmado pelo STF no ambito do MS 33.340/DF. No caso concrete, o TCU havia requisitado
ao BNDES informagoes relativas a operates de credito.
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• Lei complementar estadual. 
• Municípios limítrofes. 
• Integrar organização, planejamento e execução de funções públicas de interesse 
comum. 
• Divisão de responsabilidades entre Estados e Municípios - criação de órgão 
colegiado. 
• Participação compulsória dos Municípios, sem necessidade de aprovação das 
Câmaras. 
24. Repartição de competências entre os entes federativos 
i.Competências exclusivas da União – são de natureza administrativa, relacionadas à 
prestação de serviços públicos e indelegáveis. 
• Súmula Vinculante nº 39 do STF: “Compete privativamente à União legislar sobre 
vencimentos dos membros das polícias civil e militar e do corpo de bombeiros militar 
do Distrito Federal”. Defensoria Pública do DF passou a ser organizada e mantida 
pelo próprio DF. 
ii. Competências privativas da União – têm natureza legislativa e, por lei complementar, 
podem ser delegadas aos Estados e ao Distrito Federal. 
• Súmula Vinculante nº 46, “a definição dos crimes de responsabilidade e o 
estabelecimento das respectivas normas de processo e julgamento são da 
competência legislativa privativa da União. 
iii. Competência comum – possuem natureza administrativa e todos os entes atuam de 
forma paralela, sem subordinação entre eles. 
iv.Competência legislativa concorrente da União, Estados e Distrito Federal - na falta de lei da 
União sobre normas gerais, os Estados exercerão competência plena. A superveniência de 
lei federal suspenderá a eficácia da lei estadual (não se fala em revogação) apenas no que 
for contrária àquela. 
v.Competência dos Estados – competência remanescente. Previstas na CF/88: explorar os 
serviços de gás canalizado; instituir regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e 
microrregiões; e organizar a própria justiça. 
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• É inconstitucional lei estadual que obriga empresas de telefonia móvel a instalarem 
equipamentos de bloqueio do serviço de celular em presídio (STF - ADI 5356). 
vi. Competência dos Municípios – legislam sobre assuntos de interesse local e 
suplementam a legislação federal e estadual no que couber, além de, 
administrativamente, atuarem em matérias de interesse local. 
• Municípios podem determinar o horário de funcionamento do comércio local, mas 
não de agências bancárias. 
• Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a instalação de 
estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área, mas pode haver 
uma lei municipal que determina um distanciamento mínimo entre postos de gasolina 
por motivos de segurança. 
• A União atribuiu aos Municípios a competência para regulamentar e fiscalizar o 
transporte privado de passageiros por aplicativos móveis. Estes não podem proibir o 
transporte privado por aplicativo por ferir a livre iniciativa e livre concorrência. 
25. Alterações na estrutura da federação 
i.Formação dos Estados: 
• Fusão, incorporação, subdivisão ou cisão, desmembramento-anexação e 
desmembramento-formação. 
• Plebiscito com a população dos Estados afetados (não apenas com população da 
região afetada). 
• Oitiva da s Assembleias Legislativas (caráter opinativo). 
• Lei complementar federal. 
ii. Formação dos Municípios: 
• Lei complementar federal fixando período para criação, incorporação, fusão e 
desmembramento de Municípios (ainda não editada, então, hoje, Municípios não 
podem ser criados). 
• Lei ordinária federal determinado os requisitos genéricos. 
• Divulgação de estudos de viabilidade municipal. 
• Consulta, por plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos. 
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• Lei ordinária estadual. 
Administração Pública 
26. Acumulação de cargos públicos 
➢ Regra Geral: é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. Essa 
proibição se estende a empregos e funções e abrange autarquias, fundações, 
empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades 
controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público. 
➢ Exceção, desde que haja compatibilidade de horários: 
o Dois cargos de professor. 
o Um cargo de professor e outro técnico ou científico. 
o Dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com 
profissões regulamentadas. 
➢ Servidor público efetivo eleito para o cargo de vereador, se houver 
compatibilidade de horários, pode acumular. Inclusive, haverá acúmulo de 
remunerações. 
 
27. Estabilidade 
 
➢ Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial 
de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. 
➢ 3 anos de efetivo exercício. 
➢ Empregado público e aquele que ocupa, exclusivamente, cargo em comissão NÃO 
adquirem estabilidade. Tem que ser ocupante de cargo efetivo. 
➢ Termo inicial para a contagem do prazo para a estabilidade: data da entrada em 
exercício. 
 
28. Remuneração de agentes públicos 
➢ Teto geral: subsídio mensal dos ministros do STF. 
o Em nível municipal: o subsídio do prefeito. 
o Em nível estadual: o critério é pelo Poder. 
• No Executivo: subsídio mensal do governador. 
• No Legislativo: subsídio mensal dos Deputados Estaduais e Distritais. 
• No Judiciário: o subsídio dos Desembargadores do TJ, limitado a 
90,25% do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do STF. 
 CUIDADO!!! Esse teto NÃO se aplica aos juízes estaduais, mas 
apenas aos servidores do judiciário estadual. 
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 Aplicável aos membros do MPE, aos Procuradores e aos 
Defensores Públicos. 
➢ Entendimento do STF: Deve ser aplicado o teto remuneratório constitucional de 
forma isolada para cada cargo público acumulado, nas formas autorizadas pela 
Constituição. 
➢ Segundo o STF, a aposentadoria compulsória NÃO se aplica aos servidores 
ocupantes de cargo exclusivamente em comissão (RE 786.540/DF). 
➢ A aposentadoria compulsória se dá com proventos proporcionais, ao tempo de 
contribuição. 
➢ O abono de permanência é concedido aos servidores públicos que tenham 
o cumprido os requisitos para aposentadoria voluntária e 
o optado por permanecer em atividade. 
 
Poder Judiciário 
29. Estrutura do Poder Judiciário 
 
 
30. Garantias e vedações dos magistrados 
Garantias dos Magistrados 
Vitaliciedade 
▪ Só perde o cargo após sentença judicial transitada em julgado. 
▪ Não perde o cargo por deliberação administrativa. 
▪ No 1˚ grau: com 2 anos de efetivo exercício. 
▪ Nas nomeações para os Tribunais: na data da posse. 
Também possuem vitaliciedade (funções essenciais à Justiça): 
STF
STJ TST TSE STM
Conselhos De
JustigaTJs TRFs TRTs TREs
Juizes Do
TrabalhoJuizes Federais - Juizes EleitoraisJuizes Estaduais
Justiga comum Justiga
especialJuntas Eleitorais
J
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▪ Membros do Ministério Público. 
▪ Membros dos Tribunais de Contas. 
Defensores Públicos não possuem vitaliciedade, mas possui inamovibilidade. 
Procuradores do Estado – não são vitalícios, estáveis aos 3 anos de 
exercício. 
Inamovibilidade 
▪ Em regra, não pode ser removido de ofício. 
▪ É possível a remoção de ofício por motivo de interesse público – voto de 
maioria absoluta do Tribunal ou do CNJ. 
▪ Não há prazo para aquisição dessa garantia. 
Irredutibilidade do 
subsídio 
▪ Proteção ao valor nominal do subsídio. 
▪ Não há proteção contra os efeitos inflacionários. 
Vedações aos Magistrados 
▪ Exercer, ainda que em disponibilidade, outro cargo ou função, salvo uma de magistério. 
▪ Receber, a qualquer título ou pretexto, custas ou participação em processo. 
▪ Dedicar-se à atividade político-partidária. 
▪ Receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de pessoas físicas, entidades públicas ou 
privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei 
▪ Exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de decorridos três anos do afastamento do 
cargo por aposentadoria ou exoneração. 
 
 
31. Estatuto da Magistratura 
i. Ingresso na carreira: concurso público de provas e títulos com participação da OAB. 
ii. Comprovação de 3 anos de atividade jurídica no ato da inscrição no concurso. 
iii. Promoção, alternadamente, por antiguidade e merecimento. 
iv. Sanções disciplinares: remoção de ofício e a disponibilidade. 
v. Aposentadoria e pensão: RPPS. 
vi. Os julgamentos do Poder Judiciário deverão ser públicos e as decisões fundamentadas, 
podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus 
advogados, ou somente a estes. 
vii. Os Tribunais criarão órgão especial, com 11 a 25 membros, para exercer atribuições 
administrativas e jurisdicionais que lhe forem delegadas da competência do Tribunal 
Pleno. 
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viii. Quinto constitucional: um quinto das vagas dos TRFs e TJs será composto por 
membros do Ministério Público e advogados escolhidos pelo Poder Executivo, dentre 
indicados em listas pelos representantes das classes. 
 
32. Quinto Constitucional 
➔ Nos Tribunais Regionais Federais (TRF’s) e nos Tribunais de Justiça (TJ’s), uma parte 
das vagas será destinada a membros oriundos do Ministério Público e da Advocacia. 
É exatamente isso o que prevê a regra do “quinto constitucional”. Vejamos o que 
dispõe o art. 94, CF/88: 
 
➔ Ainda sobre o “quinto constitucional”, é relevante destacar o seguinte: 
a) A EC nº 45/2004 estabeleceu que a regra do “quinto constitucional” se aplica ao 
Tribunal Superior do Trabalho (TST) e aos Tribunais Regionais do Trabalho (TRT’s). 
b) Não observam o quinto constitucional: STF, TSE, TREs e STM. 
c) Há polêmica doutrinária quanto à aplicação da regra do “quinto constitucional” ao STJ. 
Na composição desse Tribunal, 1/3 dos membros são representantes da Advocacia e do 
Ministério Público. Assim, entendemos que o mais correto seja mencionar essa regra 
como “terço constitucional”. 
33. Conselho Nacional de Justiça 
➔ O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi criado pela EC nº 45/2004, com a finalidade 
de exercer o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do 
r" ,T,i
Art. 94. Um quinto dos lugares dos Tribunals Regionais Federais,dos Tribunals dos Estados,
e do Distrito Federal e Territories sera composto de membros do Ministerio Publico, com
mais de dez anos de carreira, e de advogados de notorio saber juridico e de reputagao
ilibada,com mais de dez anos de efetiiva atividade profissional, indicados em lista sextuple
pelos orgaos de representagao das respectivas classes.
Paragrafo unico. Recebidas as indicates, o tribunal formara lista triplice, enviando-a ao
Poder Executivo,quef nos vinte dias subsequentes, escolhera um de seus integrantes para
nomeagao
. i
h..... ...J
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24 
cumprimento dos deveres funcionais dos juízes. Trata-se de instituição integrante do 
Poder Judiciário, cuja missão é aperfeiçoar o trabalho do sistema judiciário brasileiro, 
contribuindo para que a prestação jurisdicional seja realizada com maior eficiência e 
transparência. 
➔ O CNJ é o órgão de controle interno do Poder Judiciário, possuindo atribuições de 
caráter exclusivamente administrativo. Por isso, não exerce função jurisdicional. Sua 
atuação se dirige para o controle da atuação do Poder Judiciário e dos juízes. 
34. Supremo Tribunal Federal 
➔ O STF é composto de 11 (onze) Ministros, escolhidos dentre cidadãos com mais de 35 
(trinta e cinco) e menos de 70 (setenta) anos de idade, de notável saber jurídico e 
reputação ilibada. Trata-se de cargo privativo de brasileiro nato. 
➔ Competências do STF: 
 
 
Autoridlade Crime Comuim Crime de Responsabilidade
PR, Vice-PR, Ministros do STF, PGR e AGO SenadoSTF
Deputados Federais e Senadores STF
Conforme sua
origem
Membros do CNJ e CNiMP Senado
STF (se o crime for conexo com o
do Presidents, sera o Senado
Federal)
Ministros de Estado e Comandantes do Exercito,
Marinha e Aeronautlca STF
Ministros dos Tribunals Superiores
(STJ, TST, TSE e STM) e do TCU STF STF
Chefes de missao diplomatics STF STF
a) O STF processa e julga o habeas corpus quando o pacienfe (pessoa cuja liberdade de locomogao
foi violada ou esta sendo amea^ada) for uma das autoridades das aiineas "b" e "cw. Ou seja,quando
qualquer uma das pessoas julgadas pelo STF sofrer violagao ou amea^a de viola^ao a sua liberdade
de locomo$ao, o habeas corpus sera impetrado no STF.
bj O STF processa e julga o mandado de seguran^a e a habeas data contra atos do Presidents da
Republics,das Mesas da Camara dos Deputados e do Senado Federal,do Tribunal de Contas da Uniao
(TCU),do Procurador-Geral da Republics e do proprio STF. Perceba que, nesse caso, estamos falando
das autoridades coatoras contra as quais o mandadode seguran^a e o habeas data serao impetrados.
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25 
 
 
 
35. Superior Tribunal de Justiça 
➔ O STJ, criado pela Constituição Federal de 1988, é um órgão de convergência e 
superposição, com jurisdição sobre todo o território nacional. Segundo o art. 104, 
CF/88, é composto de, no mínimo, 33 (trinta e três) Ministros. Note que a expressão 
O mandado de seguranga e o habeas data contra ato praticado por Tribunal sao sempre
impetrados no proprio Tribunal. Por exemplo, o mandado de seguran^a contra ato do STJ
sera impetrado no proprio STJ.
0 habeas corpus contra ato praticado por Tribunal e sempre impetrado na instanda
imediatamenfe adma. Por example, o habeas corpus contra ato do STJ e impetrado no
STF,
rrt. "1
Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guards da Constituigao,
cabendo-lhe:
s u
II - julgar, em recurso ordinsrio:
\ a) o habeas corpus, o mandado de seguranga, o habeas data e o mandado de injun^ao j
y 1
; decididos em unica instancia pelos Tribunals Superiores, se denegatorna a decisao;
b) o crime politico;
« aIh+ 4- 4 +l + 4 * ( r 4 4!» »-f H !•>1 4•!I- 4!» »-»+4iIK H 4 HIH'+l•(I-H-H H!» ht 4 4!r ht H 4!r K -t•!»r -f 4 4 4•l"H' 4 4 » +H 4
r l
Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guards da Constituigao,
cabendo-lhe:
¥ »
*
! (-)
¥ 4
III! - julgar, mediante recurso extraordinario, as causas decididas em unica ou ultima
instancia, quando a decisao recorrida ;:
¥ *
r
*a) contrariar dispositive desta Constituigao;
» *
¥ «b) declarar a inconstitucionslidade detratado ou lei federal;
-
c) julgar vaiida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituigao.* *
*
d) julgar vaiida lei local contestada em face de lei federal-
i. Federal, os membros dos Tribunals de Contas dos Estados e do Distrito Federal, os dos
Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho,os membros
i dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municfpios e os do Miinisterio Publico da Uniao
; que oficiem perante tribunais;
« *
« *
7
*
« *
Autoridade Crime Comum Crime de Responsabilidade
Governador Tribunal EspecialSTJ
Desembargadores dos TJs, membros dos TCEs,
TCMs, TRFs, TREs e TRTs
STJ STJ
Membros do MPU que oficiem perante tribunais STJ STJ
p i
j b) os mandados de seguranga e os habeas data contra ato de Ministro de Estado, dos
\ Comandantes da Marinha, do Exercito e da Aeromautica ou do praprio Tribunal; *
P 1
: c) os habeas corpus, quando o coator ou paciente for qualquer das pessoas mencionadas
na alfnea "a", ou quando o coator for tribunal sujeito a sua jurisdlgao,Ministro de Estado
ou Comandante da Marinha, do Exercito ou da Aeronautics, ressalvada a competent!a da
J
\ Justiga Electoral;
p -
r
•9
*
«1 § ai«-»s a a §+ + a a ++* a a a a •* * + # ai a ++ a a a * a+a a a # +* a a a+a a a a a +a a a a a+aa § a a* a a a § a + aa a a a a* a a a a a+a an aa- a a a a a+ a an *++* a a a* a a a a a* a- a a a a a a a a a a++a a a «+ a a a a+a a a a + +ai
r 1
l i) a homologagao de sentengas estrangeiras e a concessao de exequatur as cartas
\ rogatorias;
i
r- J
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r “i
Art, 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiga:*
*r
II - julgar, em recurso ordinario:r 1
-
a) os habeas corpus decididos em unica ou ultima instancia pelos Tribunals Regionais
Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territories,quando a decisao
for denegatoria;
-
-
lr ...J
P * 1
I b) os mandados de seguranga decididos em unica Instancia pelos Tribunais Regionais \
\ Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territories, quando
| denegatoria a decisao;
k m *
P 1
* c) as causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organlsmo internacional, de um
\ lado,e,do outre, Municipio ou pessoa residente ou doimiciliada no Pais;
*
As causas entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a Uniao, o Estado, o Distrito Federal ou o
Territorio serao processadas e julgadas, originariamente, pelo STF (art. 102, I, "e").
Por outro lado, as causas entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e Municipio ou pessoa
domiciliada ou residente no Pais serao processadas e julgadas pelos juizes federais (art. 109, II). Da decisao,
cabera recurso ordinario ao STJ, sem passar antes pelo TRF.
p i
Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiga:p «
fi
( )
p -
\ III! - julgar, em recurso especial, as causas decldidas, em unica ou ultima instancia, pelos
i Tribunais Regiionals Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e
; Territories,quando a decisao recorrida:;
!
»- »
§ *
a) contirarlar tratado ou lei federal,ou negar-lhes vigencia;* *
p •i
b) jullgar valido ato de governo local contestado em face de lei federal;p t
*
c) der a lei federal interpretagao divergente da que Ihe haja atribuido outro tribunal
k J
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Funções Essenciais à Justiça 
36. Do Ministério Público 
➔ Princípios Institucionais do MP: 
 
 
 
37. Funções Institucionais do Ministério Público 
a) O principio da unidade impoe que o Ministerio Publico deve ser considerado um unico orgao (uma unica
instituigao),sob a diregao de uma unica pessoa (um unico Procurador-Geral).
Em razao da divisao organica (em MPU e MPEs), a doutrina considera que a unidade somente se aplica
dentro de cada um dos Ministerios Publicos. Enfatizando: nao existe unidade entre o Ministerio Publico da
Uniao e os Estaduais: a unidade se da no ambito de cada Ministerio Publico.
b) 0 principio da indivisibilidade permite que os integrantes do Ministerio Publico possam ser substituidos
uns pelos outros ao longo do processo, desde que sejam da mesma carreira. Por esse principio,os membros
do Ministerio Publico nao estao vinculados a um processo e, justamente por isso, podem ser substituidos.
E importante salientar que o principio da indivisibilidade esta intimamente relacionado ao principio da
unidade, sendo verdadeiro corolario (consequencia) deste. Explico: pelo principio da unidade, a atuagao de
um membro do Ministerio Publico representa a atuagao da propria instituigao do Ministerio Publico. Como
decorrencia logica disso, nao ha qualquer consequencia parao processo quando um membro do MP e
substitui'do por outro.
c) 0 principio da independence funcional se manifesta em duas acepgoes: independence externa ou
organica (referindo-se ao Ministerio Publico como um todo) e independence interna (referindo-se a cada
membro individualmente).
Na primeira acepgao, o Ministerio Publico deve ser compreendido como uma instituigao que nao esta sujeita
a qualquer interference de outro orgao ou Poder da Republica. Na segunda, fica claro que os membros do
Ministerio Publico se vinculam apenas ao ordenamento juridico e a sua convicgao . Os membros do
Ministerio Publico nao estao subordinados a qualquer hierarquia funcional. A hierarquia que existe dentro
do Ministerio Publico e meramente administrativa. Nem mesmo o Procurador-Geral da Republica podera
ordenar a um membro do Ministerio Publico Federal que atue num ou noutro sentido. Cada membro do
Ministerio Publico e livre para agir, dentro dos limites da lei, segundo a sua propria conscience.
A independence funcional limita o principio da indivisibilidade. Explico: a independence funcional impoe a
necessidade de que existam regras preestabelecidas para a substituigao de membros do Ministerio Publico
no curso de um processo. Isso busca evitar que algum membro do Ministerio Publico seja arbitrariamente
afastado do processo por estar atuando em determinado sentido.
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38. Vedações aos Membros do Ministério Público 
 
r 1
*Art. 129. Sao fungoes institucionais do Ministerio Publico:
* *
I - promover,privativamente,a agao penal publics, na forma da lei;
* *
; II - zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Publicos e dos services de relevancia publica aos
direitos assegurados nesta Constituigao, promovendo as medidas necessarias a sua
j garamtia;
-
?
- s
a
Mil - promover o inquerito civil e a agio civil publica, para a protegao do patrimoinio publico
e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e colletivos; *
*
IV - promover a agao de inconstituciomaliidade ou representagao para fins de intervengao
da Uniao e dos Estados,nos casos previstas nesta Constituigao;
? *
?
r
V - defender judicialmente os direitos e interesses das populates indfgenas;it s
\ VII - expedir notificanoes nos procedimentos administrativos de sua competencia,
requisitando informagoes e documentos para instruf-los, na forma da lei complementar
i respectiva;
*
*
- *.
Villi - exercer o controle externo da atividade policial, na forma da lei complementar
mencionada no artigo anterior;
j Villi - requisitar diligencias investigatorias e a instauragao de inquerito policial, indicados os j
fundamentos jurfdicos de suas manifestagoes processuais;
IX - exercer outras fungoes que Ihe forern conferidas, desde que compativeis com sua
finaiidade, sendo-lhe vedada a representagao judicial e a consultoiria juridica de entidades
publicas.
t r -i..E r r i..r r r i..E F r i i 9.r r i.9.F r i.9.r r 'i.-i.r r i i..r F i i..E F r i..r r i -i..E r r i -i 9 r r f i..E r r i i 9.F r i...F r i.9.F r i.-i.r r i i..F F i i..r r r i.9 E r r i.a r r r i.9.F r i.9.r r i i..r r i...r r i.'l
a) Receber, a qualquer titulo e sob qualquer pretexto, honorarios, percentagens ou custas
processuais;
b) Exercer a advocacia;
c) Participar de sociedade comercial,na forma da lei;
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30 
 
 
39. Chefia do Ministério Público 
 
 
 
40. Da Advocacia Pública 
 
 
41. Da Defensoria Pública 
d) Exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra fungao publica, salvo uma de magisterio;
e) Exercer atividade polftico-partidaria;
f) Receber, a qualquer tftulo ou pretexto, auxflios ou contribuigoes de pessoas fisicas, entidades
publlcas ou privadas, ressalvadas as excegoes previstas em lei;
Dentre integrantes da carreira
Nomeado pelo PR lldade > 35 anos
Apos aprovagao pela maioria absoluta do
senado
Chefs do MPUPGR
Nomeado pelo PR Permitidas sucessivas recondugoes
Art. 131. A Advocacia-Geral da Uniao e a instituigao que, diretamente ou atraves de
orgao vinculado, representa a Uniao, judicial e extrajudicialmente, cabendo-lhe, nos
termos da lei complementar que dispuser sobre sua organizagao e funcionamento/ as
atividades de consultoria e assessoramento juridico do Poder Executivo.
§ 1° - A Advocacia-Geral da Uniao tern por chefe o Advogado-Geral da Uniao, de livre
nomeagao pelo Presidente da Republica dentre cidadaos maiores de trinta e cinco anos,
de notavel saber juridico e reputagao ilibada.
§ 2° - O ingresso nas classes iniciais das carreiras da instituigao de que trata este artigo
far-se-a mediante concurso publico de provas e titulos.
§ 3° - Na execugao da divida ativa de natureza tributaria, a representagao da Uniao cabe
a Procuradoria-Geral da Fazenda National, observado o disposto em lei.
Art. 132. Os Procuradores dos Estados e do Distrito Federal, organizados em carreira, na
qua! o ingresso dependera de concurso publico de provas e titulos, com a participagao
da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as suas fases, exercerao a representagao
judicial e a consultoria juridica das respectivas unidades federadas.
Paragrafo unico. Aos procuradores referidos neste artigo e assegurada estabilidade apos
tres anos de efetivo exerdcio, mediante avaliagao de desempenho perante os orgaos
proprios, apos relatorio circunstanciado das corregedoria.
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Art. 134. A Defensoria Publica e instituigao permanente, essencial a fungao jurisdicional
do Estado, incumbindo-lhe, como expressao e instrumento do regime democratico,
fundamentalmente, a orientagao juridica, a promogao dos direitos humanos e a defesa,
em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuals e coletivos, de forma
integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5° desta
Constituigao Federal .
§ 1° Lei complementar organizara a Defensoria Publica da Uniao e do Distrito Federal e
dos Territories e prescrevera normas gerais para sua organizagao nos Estados, em
cargos de carreira, providos, na classe inicial, mediante concurso publico de provas e
titulos, assegurada a seus integrantes a garantia da inamovibilidade e vedado o
exercicio da advocacia fora das atribuigoes institucionais.
§ 2° As Defensorias Publicas Estaduais sao asseguradas autonomia funcional e
administrativa e a iniciativa de sua proposta orgamentaria dentro dos limites
estabelecidos na lei de diretrizes orgamentarias e subordinagao ao disposto no art. 99, §
2°.
§ 3° Aplica-se o disposto no § 2° as Defensorias Publicas da Uniao e do Distrito Federal.
§ 4° Sao principios institucionais da Defensoria Publica a unidade, a indivisibilidade e a
independence funcional, aplicando-se tambem, no que couber, o disposto no art. 93 e
no inciso II do art. 96 desta Constituigao Federal.
Art. 135. Os servidores integrantes das carreiras disciplinadas nas Segoes II e III deste
Capftulo serao remunerados na forma do art. 39, § 4°.
Os Defensores Publicos tern a garantia da inamovibilidade^ mas nao possuem a garantia
de vitaliciedade.
A Defensoria Publica foi fruto, nos ultimos anos, de uma serie de emendas constitucionais que reforgaram
sobremaneira o seu papel. A ultima delas foi a EC n9 80/2014, que trouxe uma profunda reformulagao nessa
instituigao:
a) A DefensoriaPublica passou a ser considerada, assim como o Ministerio Publico, uma instituigao
permanente.
b) Deixou explicito que a Defensoria Publica ira defender os necessitados seja na esfera judicial ou
extrajudicial.
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32 
 
 
Poder Legislativo 
42. Estrutura do Poder Legislativo 
i. União - bicameral: 
➢ Câmara dos Deputados- representantes do povo, eleitos pelo sistema 
proporcional. Número por Estado depende da população, Territórios elegem 4 
deputados federais. 
➢ Senado Federal- representantes dos Estados e do DF, 3 por unidade da federação. 
ii. Estados: unicameral - Assembleia Legislativa. 
iii. Municípios: Vereadores (número varia com população do Município) - Câmara 
Municipal. 
43. Comissões 
i. Comissões parlamentares - órgãos técnicos, apreciam as proposições de sua 
especialidade e fiscaliza os atos do poder público, nos respectivos campos de atuação. 
ii. Procedimento legislativo abreviado - comissão aprecia projeto de dispense apreciação 
do plenário. 
iii. Comissões parlamentares de inquérito (CPI's) - fiscalização: 
➢ Criadas por requerimento de 1/3 dos membros da Casa Legislativa. 
➢ Indicação de fato certo a ser investigado e fixação do prazo. 
➢ Não julgam, conclusões são repassadas ao Ministério Público para que adote 
medidas cabíveis. 
c) Estabeleceu que sao principios institucionais da Defensoria Publica a unidade, a indivisibilidade e
a independence funcional. Ressalte-se que esses principios ja estavam previstos na Lei Organica da
Defensoria Publica; com a EC r\- 80/2014, eles apenasforam constitucionalizados.
d) As regras de organizagao da Magistratura (promogao, ingresso no cargo, distribuigao imediata de
processos, dentre outras),previstas no art. 93, CF/88, serao aplicadas, no que couber, a Defensoria
Publica.
e) A Defensoria Publica passou a ter iniciativa privativa para apresentar projetos de lei sobre: i) a
alteragao do numero dos seus membros; ii) a criagao e extingao de cargos e a remuneragao dos seus
servigos auxiliares, bem como a fixagao do subsidio de seus membros; iii) a criagao ou extingao dos
seus orgaos;e iv) a alteragao de sua organizagao e divisao. Com essa medida, reforgou-se a ideia de
autonomia da Defensoria Publica, que nao esta, portanto, subordinada a nenhum dos Poderes.
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33 
➢ Poder determinar quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico do investigado (CPI 
municipal não pode). 
44. Atribuições do Poder Legislativo 
i. Atribuições do Congresso Nacional: dependem de lei e, por isso, condicionadas a 
sanção do Presidente. 
➢ A criação, transformação e extinção de cargos públicos depende de lei, mas a 
extinção de cargos públicos vagos pode ser feita por decreto autônomo. 
ii. Competência exclusiva do Congresso Nacional: dispensam a sanção do Presidente, 
manifestando-se pela edição de decreto legislativo. 
iii. Competência privativa da Câmara dos Deputados: independem da sanção do 
Presidente, são disciplinadas mediante resolução. 
➢ Autoriza, por 2/3 dos membros, a instauração de processo contra Presidente e seu 
Vice. 
iv. Atribuições do Senado Federal: independem da sanção do Presidente, são 
disciplinadas mediante resolução. 
➢ Julga o Presidente e o Vice-Presidente nos casos de crime de responsabilidade. 
➢ Autoriza as operações externadas de natureza financeira de todos os entes 
federados. 
45. Estatuto dos Congressistas 
i. Imunidade Material: Deputados (Federais, Estaduais e Distritais) e Senadores são 
invioláveis, civil e penalmente, por suas opiniões, palavras e votos, conexos com o 
mandato. Persiste após a legislatura. 
ii. Imunidade Formal: garante aos parlamentares a impossibilidade de ser ou permanecer 
preso, exceto crime inafiançável, e possibilidade de sustação do andamento da ação 
penal. 
iii. Prerrogativa de foro: deputados e senadores são processados e julgados pelo STF. 
iv. Imunidade dos Vereadores: invioláveis por suas opiniões, palavras e votos no exercício 
do mandato, mas apenas na circunscrição do Município. 
 
Fiscalização COFOP 
46. Controles interno e externo 
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==20d253==
 
 
 
34 
i. Controle interno: realizado no âmbito de cada Poder. Funções: 
➢ Avaliar cumprimento das metas previstas no PPA, execução dos programas de 
governo e dos orçamentos. 
➢ Comprovar a legalidade e avaliar os resultados da gestão orçamentária, financeira 
e patrimonial nos órgãos e entidades, e avaliar aplicação dos recursos públicos por 
entidades de direito privado. 
➢ Controlar as operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e 
haveres. 
➢ Apoiar o controle externo. 
47. Tribunais de Contas 
i. Tribunais de Contas - órgãos independentes. CF/88 proíbe que sejam criados órgãos 
de contas municipais, o Tribunal de Contas do Município de São Paulo e o do Rio de 
Janeiro subsistem por terem sido criados antes de 1988. Podem ser criados órgãos 
estaduais para o controle externo dos municípios do Estado. 
Algumas atribuições de TCU (aplicam-se, de forma simétrica, aos TCEs e aos TCMs) 
▪ Emitir parecer prévio sobre as contas anuais prestadas pelo Presidente da República. 
▪ Julgas as contas dos administradores e demais responsáveis por recursos públicos. 
▪ Apreciar atos de admissão de pessoal pela administração direta e indireta, salvo nomeações para 
cargos em comissão, bem como concessões de aposentadorias, reformas e pensões. 
▪ Realizar inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e 
patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. 
▪ Aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, as sanções 
previstas em lei, como multa proporcional ao dano causado ao erário. 
▪ Sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à Câmara dos 
Deputados e ao Senado Federal; 
▪ O TC não susta a execução de contratos. Em caso de irregularidades, a sustação caberá ao 
Congresso Nacional, que solicitará ao Executivo a anulação desses atos. Caso essas medidas não 
sejam adotadas no prazo de noventa dias, o TC decidirá. 
▪ As decisões do TC de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo. 
▪ O TCU pode requisitar informações sobre operações de crédito originárias de recursos públicos. 
 
 
 
 
 
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35 
Controle de Constitucionalidade 
48. Modelos de Controle de Constitucionalidade 
i. Controle Difuso: realizado por qualquer juiz ou Tribunal do país diante de um caso 
concreto. A declaração de inconstitucionalidade é incidental. 
➢ O Poder Judiciário pode, sem provocação, declarar de ofício a 
inconstitucionalidade da lei, afastando sua aplicação ao caso concreto. 
➢ Qualquer lei ou ato normativo (federal, estadual, distrital ou municipal) pode ser 
objeto do controle de constitucionalidade, e qualquer norma constitucional pode 
servir como parâmetro para esse controle. 
➢ Em primeira instância - decisão de juiz monocrático. 
➢ Quando

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