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Litisconsórcio
1. Conceito
• Pluralidade de partes no mesmo polo da relação jurídica processual.
2. Classificação
2.1 Quanto à posição subjetiva no processo
● Ativo: pluralidade de autores;
● Passivo: pluralidade de réus;
● Misto: pluralidade de autores e réus.
2.2 Quanto ao momento da formação
● Inicial – formado quando da propositura da ação;
● Ulterior – formado após a propositura da ação.
2.3 Quanto à obrigatoriedade de sua formação
2.3.1 Facultativo (art. 113, CPC)
● Possibilidade de formação (não obrigatória, portanto).
● Em regra, cabe ao autor formá-lo, não podendo ser negado pelo réu).
● Economia processual.
● Hipóteses (art. 113, CPC):
○ Comunhão de direitos e obrigações relativas à lide (inc. I);
○ Conexão pelas causas de pedir ou pelo pedido (inc. II);
○ Afinidade de questões por ponto comum de fato ou de direito (inc. III).
Litisconsórcio facultativo multitudinário (art. 113, §§1º e 2º, CPC):
● Número excessivo de litisconsortes dificulta a defesa ou prejudica a rápida solução
do litígio.
● Limitação, a requerimento ou de ofício.
● O pedido de limitação (formulado pelo réu) interrompe o prazo da resposta (art. 113,
§2º, CPC).
● O pedido pelo réu deve ser formulado no prazo para defesa.
● Não há limite específico, o juiz analisa conforme o caso concreto.
2.3.2 Necessário (art. 114, CPC)
● Quando a lei determinar.
Ex.: ação real imobiliária.
● Pela natureza da relação jurídica controvertida a eficácia da sentença depende da
citação de todos os que devem ser litisconsortes (quando for unitário, salvo
exceções legais).
Ex.: Art. 1.314 do CC – permite que um só condômino promova a ação, situação em
que o litisconsórcio é unitário e também facultativo (exceção).
● Litisconsórcio Necessário pode ser:
○ Ativo: Todos os litisconsortes devem promover a ação.
○ Passivo: O autor deve requerer a citação de todos os litisconsortes.
Se o autor não requerer, ao juiz conferirá prazo ao autor para que requeira a
citação de todos os litisconsortes, sob pena de extinção do processo sem
resolução do mérito (art. 115, p. ún. CPC).
2.4 Quanto à sorte do Direito Material
● Simples – o juiz pode decidir de forma diferente para cada litisconsorte (mera
possibilidade).
● Unitário – a unitariedade da relação jurídica de direito material exige que o juiz
decida de forma igualitária para todos os litisconsortes (art. 116, CPC).
3. Regimes jurídicos (arts. 117 e 118, CPC)
● Simples: Os atos praticados por um litisconsorte não produzem efeitos quanto aos
demais litisconsortes.
● Unitário: Os atos benéficos praticados por um litisconsorte produzem efeitos quanto
aos demais litisconsortes, mas os atos maléficos praticados por um não produzem
efeitos para os outros, e, nem mesmo para quem praticou. Porque a decisão deve
ser igual. O ato é válido, porém ineficaz.
● Todos os litisconsortes podem impulsionar o processo e todos devem ser intimados
dos atos processuais (art. 118, CPC).
Intervenção de Terceiros (parte I)
1. Considerações iniciais
Parte
● Quem pede e em face de quem é formulado o pedido: partes da demanda.
● Sujeitos parciais do contraditório: partes do processo.
● Parte ilegítima: ainda assim é parte.
Terceiro: todo aquele que não é parte.
● Terceiro interveniente sempre se torna parte do processo.
● Se o terceiro intervém sem nada pedir e sem que contra ele nada seja pedido: não
se torna parte na demanda.
● Forte ligação entre o “litisconsórcio” e as modalidades de “intervenção de terceiros”.
2. Classificação de intervenção
2.1 Quanto ao modo de ingresso
● Espontânea
○ Assistência
■ Simples.
■ Litisconsorcial.
○ Oposição (arts. 682 a 686, CPC)
○ Ainda: reconvenção ampliativa ativa; recurso do terceiro prejudicado; e
embargos de terceiro.
● Provocada
○ Denunciação da lide
○ Chamamento ao processo
○ Incidente de desconsideração da personalidade jurídica
○ Substituição de parte ilegítima passiva
○ Ainda: reconvenção ampliativa passiva.
2.2 Quanto à postura do terceiro interveniente
● “Por ação” (amplia o objeto litigioso do processo)
○ Oposição.
○ Denunciação da lide.
○ Reconvenção ampliativa ativa e passiva.
○ Embargos de terceiro.
○ Incidente de desconsideração da personalidade jurídica.
● “Por inserção” – não altera o objeto litigioso
○ Assistência.
■ Simples.
■ Litisconsorcial.
○ Substituição de parte ilegítima passiva.
○ Chamamento ao processo.
○ Recurso do terceiro prejudicado.
○ Amicus curiae.
3. Assistência (arts. 119 a 124, CPC)
● Intervenção de terceiro espontânea e por inserção
● Ingressa no processo para atuar em prol de uma das partes (autor ou réu).
● Tem interesse jurídico na vitória do assistido.
○ Assistente não pede nada para si, nem contra ele nada é pedido.
○ Graus de interesse jurídico do assistente justificam ser a assistência simples
ou litisconsorcial.
Assistência litisconsorcial (art. 124, CPC)
● O assistente tem relação jurídica direta com o adversário do assistido.
● Poderia ter figurado como litisconsorte facultativo.
● Exemplo: devedor solidário não incluído no polo passivo da demanda de cobrança
movida contra outro(s) do(s) devedor(es) solidário(s).
Assistência simples (arts. 121 a 123, CPC)
● O assistente tem relação jurídica direta apenas com o assistido, e não com a parte
adversa.
● Não poderia ter figurado como litisconsorte facultativo.
Ex.: Sublocatário na ação de despejo movida pelo locador contra o locatário-sublocador.
Regime jurídico
● Assume o processo no estado em que se encontra (arts. 119, p. ún., CPC) – simples
ou litisconsorcial.
● Poderes do assistente (arts. 121 e 122, CPC).
Reflexões importantes!
● Assistente é parte?
● Assistente, coisa julgada e justiça da decisão (art. 123, CPC).
● Assistente e sucumbência (Art. 94, CPC).
● Vantagens da assistência?
Intervenção de Terceiros (parte II)
1. Chamamento ao processo (art. 130 a 132, CPC)
✔ Compete unicamente ao réu, para integrar outro(s) réu(s) ao processo.
✔ Volta-se à formação de litisconsórcio passivo ulterior.
Hipóteses:
Art. 130. É admissível o chamamento ao processo, requerido pelo réu:
I - do afiançado, na ação em que o fiador for réu;
II - dos demais fiadores, na ação proposta contra um ou alguns deles;
III - dos demais devedores solidários, quando o credor exigir de um ou de alguns o
pagamento da dívida comum.
Atenção!
1. Dívidas solidárias: retira do autor a possibilidade de escolher contra qual dos
devedores em comum pretende litigar (litisconsórcio passivo facultativo).
2. Art. 1.698, CC - nova hipótese de chamamento?
○ Art. 1.698. Se o parente, que deve alimentos em primeiro lugar, não estiver
em condições de suportar totalmente o encargo, serão chamados a concorrer
os de grau imediato; sendo várias as pessoas obrigadas a prestar alimentos,
todas devem concorrer na proporção dos respectivos recursos, e, intentada
ação contra uma delas, poderão as demais ser chamadas a integrar a lide.
3. Sub-rogação na execução (art. 132, CPC).
2. Denunciação da lide (art. 125 a 129, CPC)
● Mecanismo processual voltado à realização do direito de regresso, pelo autor
ou pelo réu (art. 126, CPC).
○ Pelo Réu: típica hipótese de intervenção de terceiros (em contestação).
○ Pelo Autor: litisconsórcio eventual?
Hipóteses
● Evicção (Art. 125, I, CPC)
○ I - ao alienante imediato, no processo relativo à coisa cujo domínio foi
transferido ao denunciante, a fim de que possa exercer os direitos que da
evicção lhe resultam.
○ Regresso em caráter subsidiário e eventual.
● Contrato de Seguro (art. 125, II, CPC)
○ II - àquele que estiver obrigado, por lei ou pelo contrato, a indenizar, em ação
regressiva, o prejuízo de quem for vencido no processo.
Atenção!
✔ A denunciação não é obrigatória.
✔ Não se fala mais em denunciação per saltum e denunciações sucessivas.
✔ Execução direta contra o denunciado.
● Art. 125. (...)
§ 1º O direito regressivo será exercido por ação autônoma quando a denunciação da
lide for indeferida, deixar de ser promovida ou não for permitida.
§ 2º Admite-se uma única denunciação sucessiva, promovida pelo denunciado,
contraseu antecessor imediato na cadeia dominial ou quem seja responsável por
indenizá-lo, não podendo o denunciado sucessivo promover nova denunciação,
hipótese em que eventual direito de regresso será exercido por ação autônoma.
Pode haver limitação pelo juiz à denunciação da lide?
✔ Sim, no caso da responsabilidade civil em face da administração pública.
✔ Em relações de consumo reguladas pelo CDC.
Regime para o litisconsórcio formado (arts. 127 e 128, CPC)
Regra para julgamento (art. 129, CPC)
3. Oposição (arts. 682 a 686, CPC)
● Oposição autônoma (arts. 682 e 683, CPC)
● Regras para processamento e julgamento (arts. 684 a 686)
● Faculdade do opoente
● Se não intervier? Poderá ainda demandar o vencedor.
Forma de intervenção de terceiro ou procedimento especial?
Intervenção de Terceiros (parte III)
1. Amicus curiae (art. 138, CPC)
● Previsto no CPC/15 como modalidade típica de intervenção de terceiro.
● Ostenta/defende interesse institucional no processo.
○ Menos parcial que o assistente.
○ Menos imparcial que o MP enquanto fiscal da lei.
Cabimento (art. 138, CPC)
● Art. 138. O juiz ou o relator, considerando a relevância da matéria, a especificidade
do tema objeto da demanda ou a repercussão social da controvérsia, poderá, por
decisão irrecorrível, de ofício ou a requerimento das partes ou de quem pretenda
manifestar-se, solicitar ou admitir a participação de pessoa natural ou jurídica, órgão
ou entidade especializada, com representatividade adequada, no prazo de 15
(quinze) dias de sua intimação.
Procedimento
Quem? Quando? Como?
(In)admissão da intervenção por decisão irrecorrível
Art. 138. O juiz ou o relator, considerando a relevância da matéria, a especificidade do tema
objeto da demanda ou a repercussão social da controvérsia, poderá, por decisão
irrecorrível, de ofício ou a requerimento das partes ou de quem pretenda manifestar-se,
solicitar ou admitir a participação de pessoa natural ou jurídica, órgão ou entidade
especializada, com representatividade adequada, no prazo de 15 (quinze) dias de sua
intimação.
Limites da intervenção
Limites da admissão
Recursos?
Influência na decisão - (im)parcialidade
Art. 138. [...]
§ 1º A intervenção de que trata o caput não implica alteração de competência nem autoriza
a interposição de recursos, ressalvadas a oposição de embargos de declaração e a
hipótese do §3º.
§ 2º Caberá ao juiz ou ao relator, na decisão que solicitar ou admitir a intervenção, definir os
poderes do amicus curiae.
§ 3º O amicus curiae pode recorrer da decisão que julgar o incidente de resolução de
demandas repetitivas.
2. Incidente de Desconsideração de Personalidade Jurídica (arts. 133 a 137, CPC)
Desconsideração da personalidade jurídica (art. 50, CC)
✔ Pressupõe fraude, abuso ou desvio de função.
✔ Responsabilização administrativa e criminal dos envolvidos.
✔ Pode ser temporária – princípio da continuidade da empresa.
✔ Gravidade da infração pode levar à desconsideração definitiva (despersonalização).
✔ Art. 50, CC - Adoção da Teoria Maior da Desconsideração.
✔ Teoria Menor da Desconsideração: em matéria de consumo (art. 28, CDC), trabalhista,
de livre concorrência e ambientais – não pressupõe a ocorrência de fraude (basta a
insolvência do devedor + desvio de finalidade ou confusão patrimonial).
✔ Responsabilidade alcança os administradores, mesmo que não sejam sócios.
✔ Desconsideração inversa da personalidade (em especial nas relações familiares) – v. art.
50, §3º, CC.
Considerações
✔ Chamar o terceiro (“sócio”) para exercer o contraditório antes de declarar a sua
responsabilidade patrimonial.
✔ Julgado procedente o IDPJ, ele se torna parte no processo e parte na demanda.
✔ Discussão incidental, na fase de conhecimento ou de execução (art. 134, CPC).
✔ Legitimação: partes e MP (art. 133, CPC).
✔ A PJ também é legitimada passiva para o incidente.
✔ Pode ser instaurado até mesmo por outro executado.
✔ Suspensão do processo principal: possível, mas não obrigatória (art. 134, §3º, CPC).
✔ Citação do sócio e da PJ para responder em 15 dias (art. 135, CPC).
✔ Decisão que julga o incidente: interlocutória (art. 136, CPC).
● Recorrível por Agravo.
● Se proferida pelo relator, desafia Agravo Interno.
✔ Efeitos da decisão: “a alienação ou a oneração de bens, havida em fraude à execução,
será ineficaz em relação ao requerente” (art. 137, CPC).
Ato Processual
1. Conceito
● Ato jurídico - Relação jurídica - Relação jurídica processual.
● Ato processual – ato jurídico praticado por uma das partes envolvidas na relação
jurídica processual – juiz, auxiliares e partes – e que gera efeitos dentro do
processo.
● É o praticado dentro do processo ou fora dele, mas a ele trazido.
● “[..] ato processual é conceituado como toda manifestação de vontade humana que
tem por fim criar, modificar, conservar ou extinguir posições jurídicas (direitos,
deveres, ônus e poderes etc.) integrantes de uma relação jurídica presente ou
futura” (Wambier, Talamini, 2022, v. 1, p. 559).
2. Classificação
● Fato processual – evento de fato que gera consequências processuais; independe
da vontade dos sujeitos do processo (ex.: morte da parte ou do procurador).
● Ato-fato processual – o sujeito intenciona a conduta, mas não necessariamente o
resultado, as consequências dele (ex.: faltar com a verdade no processo; recorrer
com intuito protelatório...).
● Ato processual (em sentido estrito) – depende da vontade humana (pode ser
unilateral ou bilateral – negócio jurídico).
Interdependência dos atos processuais: se um é declarado nulo, os que o seguirem
também serão.
3. Forma do ato processual
● Envolve o modo, o tempo, o lugar, bem como os requisitos para realização do ato
processual.
● Princípio da instrumentalidade das formas (arts. 188 e 283, CPC).
○ Prestígio ao conteúdo.
● Relevância das formas x Liberdade das formas
Art. 188. Os atos e os termos processuais independem de forma determinada, salvo
quando a lei expressamente a exigir, considerando-se válidos os que, realizados de
outro modo, lhe preencham a finalidade essencial.
Art. 283. O erro de forma do processo acarreta unicamente a anulação dos atos que
não possam ser aproveitados, devendo ser praticados os que forem necessários a
fim de se observarem as prescrições legais.
Parágrafo único. Dar-se-á o aproveitamento dos atos praticados desde que não
resulte prejuízo à defesa de qualquer parte.
● Emprego da língua portuguesa
○ Permissão para uso de algumas expressões em latim e em outros idiomas
(ex.: distinguishing).
● Art. 192. Em todos os atos e termos do processo é obrigatório o uso da língua
portuguesa.
Parágrafo único. O documento redigido em língua estrangeira somente poderá ser
juntado aos autos quando acompanhado de versão para a língua portuguesa
tramitada por via diplomática ou pela autoridade central, ou firmada por tradutor
juramentado.
“... não existe forma para os atos processuais, exceto quando expressamente
prevista pela norma, e ainda assim, ou seja, mesmo quando há expressa exigência
da forma, serão tidos como válidos os atos praticados de outro modo, se sua
finalidade essencial for alcançada” (Wambier, Talamini, 2022, v. 1, p. 561).
4. Atos processuais por meio eletrônico
● Leis n.º 11.280, 11.341 e 11.491, de 2006.
● Arts. 194 e seguintes do CPC.
● E-Proc, Projudi, Pje, STF e STJ...
● Regras para protocolo e cumprimento de prazos por meio eletrônico.
● Publicação de atos processuais em DJe (art. 205, §3º e art. 224, §§2º e 3º, CPC).
● Cadastramento para intimações eletrônicas (art. 5º, Lei n.º 11.419/2006, art. 246,
§§1º, 5º e 6º, CPC).
● E os processos ainda físicos?
5. Princípio da Publicidade dos Atos Processuais
● Publicidade (arts. 5º, LX; 93, IX, CF; arts. 11 e 189, CPC).
● Segredo de justiça (art. 189, I a IV, CPC).
Publicidade restrita (art. 5º, LX, CF)
Art. 189. Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça os
processos:
I - em que o exija o interesse público ou social;
II - que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação,união estável,
filiação, alimentos e guarda de crianças e adolescentes;
III - em que constem dados protegidos pelo direito constitucional à intimidade;
IV - que versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de carta arbitral, desde que
a confidencialidade estipulada na arbitragem seja comprovada perante o juízo.
§ 1º O direito de consultar os autos de processo que tramite em segredo de justiça e de
pedir certidões de seus atos é restrito às partes e aos seus procuradores.
§ 2º O terceiro que demonstrar interesse jurídico pode requerer ao juiz certidão do
dispositivo da sentença, bem como de inventário e de partilha resultantes de divórcio ou
separação.
Ato Processual - Classificação Subjetiva
1. Classificação subjetiva dos atos processuais
● Atos das partes (arts. 200 a 202, CPC).
● Atos do juiz (arts. 203 a 205, CPC).
● Atos do escrivão e/ou chefe de secretaria (arts. 206 a 211, CPC).
● Atos de terceiros.
2. Atos das partes (arts. 200 a 202, CPC)
2.1 Considerações iniciais
● Englobam os atos das partes, dos terceiros intervenientes e do MP.
● Princípio Dispositivo: propositura da demanda depende da iniciativa do
interessado (o impulso processual, no entanto, segue de ofício).
● Ato da parte: é ônus processual (via de regra, sob pena de preclusão), exercício do
direito (de ação/defesa/contraditório...) e dever da parte (dever de colaboração, de
exibição de documentos...).
2.2 Classificação
a) Atos de Obtenção: visam à obtenção da satisfação de pedido
● Postulatórios: requerimento ao magistrado de alguma providência.
● De evento físico: pagamento de custas, prestação de caução, depósito prévio de
custas...
● Instrutórios: para produção de provas para comprovação do direito alegado.
b) Dispositivos: declarações unilaterais ou bilaterais de vontade
● Art. 200, p. ún, CPC: são os negócios celebrados nos processos, que dependem da
ulterior homologação judicial (o juiz só verificará a sua regularidade, e não o seu
conteúdo).
● Submissivos: uma parte sucumbe, por ação ou omissão, em relação ao que a outra
postulou (por ex.: renúncia ao direito sobre o qual se funda a ação, reconhecimento
da procedência do pedido...).
● De desistência: a parte deixa de exercitar um direito seu (desiste do direito de
recorrer, confissão, desistência da ação) – não implica em sucumbimento ao direito
da outra parte.
● Convenções processuais: há acordo entre as partes para realização do ato (arts.
190 e 191, CPC).
2.3 Recibos de Petições
Art. 201. As partes poderão exigir recibo de petições, arrazoados, papéis e documentos que
entregarem em cartório.
2.4 Cotas marginais ou interlineares
Art. 202. É vedado lançar nos autos cotas marginais ou interlineares, as quais o juiz
mandará riscar, impondo a quem as escrever multa correspondente à metade do
salário-mínimo.
3. Atos do Juiz (arts. 203 a 205, CPC)
3.1 Classificação
● Sentença (art. 203, §1º)
“Pronunciamento por meio do qual o juiz, com fundamento nos arts. 485 e 487, põe
fim à fase cognitiva do procedimento comum, bem como extingue a execução”.
○ Processuais (terminativas): não alcançam a solução do mérito (art. 485,
CPC).
○ De mérito (definitivas): julgam o mérito ou homologam a manifestação de
vontade das partes, resolvendo a lide (art. 487, CPC).
● Decisões interlocutórias (art. 203, §2º)
○ Decisões que o juiz profere no curso do processo, pronunciando-se sobre
questões de fato e de direito, que não impliquem no conceito de sentença.
○ Resolvem “questões incidentes”.
● Observações:
○ São interlocutórias as que fracionam o julgamento, resolvendo ou não
parcialmente o mérito da causa (art. 354, p. ún. CPC).
○ Exigem fundamentação (art. 11, CPC e art. 93, IX da CF).
● Despachos (art. 203, §3º)
○ Os atos não contemplados nas categorias anteriores, sem conteúdo
decisório, pelos quais o juiz impulsiona o processo.
○ Exemplos: determinação de juntada de requerimentos ou documentos,
determinação da intimação das partes e testemunhas, designação de dia e
hora para a realização de audiência.
○ Atos meramente ordinatórios, como a juntada e a vista obrigatória, podem
ser praticados, de ofício, pelo escrivão, podendo ser revistos pelo juiz (art.
203, §4º).
● Acórdãos (art. 204, CPC)
Julgamento colegiado proferido pelos tribunais.
● Forma dos atos do Juiz (art. 205, CPC)
4. Atos do escrivão ou chefe de secretaria (arts. 206 a 211, CPC)
● Atos materiais essencialmente burocráticos (ex.: art. 207, CPC).
● Atos de documentação (ex.: art. 208, CPC).
● Atos de logística (ex.: art. 209, CPC).
● Atos ordinatórios (art. 203, §4º, CPC).
5. Atos de terceiros
● Testemunhas, pessoas que detenham documentos relevantes em seu poder, etc. (v.
arts. 378 e 380, II, CPC).
Ato Processual - Tempo e Lugar
1. Requisitos gerais quanto ao lugar
● Em regra, na sede do juízo, exceto:
○ Inquirição de autoridades (art. 454, CPC): residência ou local onde exercem
suas funções.
○ Atos praticados por carta.
○ Atos relativos à testemunha que, em razão de dificuldades de movimento ou
locomoção, deva ser ouvida em seu domicílio.
● Art. 217. Os atos processuais realizar-se-ão ordinariamente na sede do juízo, ou,
excepcionalmente, em outro lugar em razão de deferência, de interesse da justiça,
da natureza do ato ou de obstáculo arguido pelo interessado e acolhido pelo juiz.
2. Requisitos gerais quanto ao tempo
● Os atos processuais devem ser praticados em um determinado prazo, sob
pena de preclusão.
● Não há preclusão para que o juiz pratique os atos do processo (prazo impróprio),
porém fica sujeito a sanções administrativas (art. 235, CPC).
Art. 235. Qualquer parte, o Ministério Público ou a Defensoria Pública poderá
representar ao corregedor do tribunal ou ao Conselho Nacional de Justiça contra juiz
ou relator que injustificadamente exceder os prazos previstos em lei, regulamento ou
regimento interno.
§ 1º Distribuída a representação ao órgão competente e ouvido previamente o juiz,
não sendo caso de arquivamento liminar, será instaurado procedimento para
apuração da responsabilidade, com intimação do representado por meio eletrônico
para, querendo, apresentar justificativa no prazo de 15 (quinze) dias.
§ 2º Sem prejuízo das sanções administrativas cabíveis, em até 48 (quarenta e oito)
horas após a apresentação ou não da justificativa de que trata o § 1º, se for o caso,
o corregedor do tribunal ou o relator no Conselho Nacional de Justiça determinará a
intimação do representado por meio eletrônico para que, em 10 (dez) dias, pratique
o ato.
§ 3º Mantida a inércia, os autos serão remetidos ao substituto legal do juiz ou do
relator contra o qual se representou para decisão em 10 (dez) dias.
Momento para a prática dos atos processuais (art. 212, CPC)
● Dias úteis.
● Durante o dia, das 6h00 às 20h00, porém, se iniciados antes, podem ser concluídos
quando o adiamento prejudicar a diligência ou causar grave dano.
● Autos não eletrônicos: horário de funcionamento do fórum, conforme lei de
organização judiciária local.
● Autos eletrônicos: até 24h00 (conforme o horário do juízo perante o qual o ato
deve ser cumprido).
● Não se pratica atos processuais durante as férias forenses (art. 93, XII, CF), com
exceção do art. 212, § 2º, CPC e tutela de urgência (art. 214, CPC).
3. Prazos
● É a quantidade de tempo que deve mediar entre dois atos.
● Prazos próprios (preclusivos – art. 223, CPC) e impróprios (não implicam a perda
da faculdade, nem o desaparecimento da obrigação de praticar o ato, mesmo depois
de superados).
● Prazos dilatórios (podem ser alterados por convenção das partes) e peremptórios
(cogentes, que não podem ser modificados pela vontade das partes).
● Esta distinção perdeu força no CPC com os arts. 190 e 191, que se aplicam em
ambas as situações.
● O juiz pode dilatar prazos (art. 139, VI e art. 222, CPC).
Prazos
1. Considerações iniciais
● Conceito: limite temporal para prática dos atos processuais.
● Finalidade: impedir o prolongamento interminável do processo, garantindo paridade
entre as partes, brevidade e, logo, economia processual.● A lei estabelece prazos para as partes, para o juiz e para os auxiliares da justiça.
● O desrespeito aos prazos pode acarretar ônus processuais e/ou penalidades.
2. Classificação
A) Prazos legais e prazos judiciais (art. 218, CPC)
● Legais: previstos em lei, nem as partes, nem o juiz, podem livremente deles dispor.
● Judiciais (art. 218, §1º, CPC): fixados pelo próprio juiz, supletivamente (casos em
que não há fixação legal). Se houver, o juiz poderá, se entender necessário, dilatá-lo
(art. 139, VI e art. 437, §2º, CPC).
● Convencionais: aqueles que as partes podem convencionar a seu respeito (ex.:
pedido de suspensão do processo; calendário processual – art. 191, CPC).
B) Prazos legais dilatórios e prazos legais peremptórios
● Dilatórios: podem ser alterados pelo juiz ou pela vontade das partes (podem
inclusive ser suspensos pelo juiz ou pela vontade das partes) – Ex.: prazo para
alegações finais, para apresentar rol de testemunhas...
○ Observação: o pedido de dilação deve ser feito antes de expirado o prazo
legal.
● Peremptórios (art. 222, §1º, CPC): aqueles que não podem ser reduzidos pelo juiz
sem a anuência das partes – Ex.: prazo para contestação, para apelação, para
agravo...
○ Exceções (art. 222, §2º, CPC): ex.: casos de calamidade pública.
C) Prazos próprios e impróprios (distinguem-se pela preclusão temporal)
● Próprios (preclusivos – art. 223, CPC): a sua não-prática implica em
consequências processuais específicas – em regra, pelas partes (nem todos,
portanto, são próprios).
● Impróprios: para prática de atos processuais pelo juiz ou pelos serventuários da
justiça, ou mesmo pelo MP.
D) Prazos comuns e particulares
● Comuns: existem simultaneamente para as partes litigantes.
● Particulares: aqueles existentes para apenas uma das partes.
3. Termo inicial (dies a quo) e termo final (dies ad quem)
● Ato processual que dá início à contagem do prazo: intimação e citação.
Art. 231. Salvo disposição em sentido diverso, considera-se dia do começo do prazo:
I - a data de juntada aos autos do aviso de recebimento, quando a citação ou a intimação
for pelo correio;
II - a data de juntada aos autos do mandado cumprido, quando a citação ou a intimação for
por oficial de justiça;
III - a data de ocorrência da citação ou da intimação, quando ela se der por ato do escrivão
ou do chefe de secretaria;
IV - o dia útil seguinte ao fim da dilação assinada pelo juiz, quando a citação ou a intimação
for por edital;
V - o dia útil seguinte à consulta ao teor da citação ou da intimação ou ao término do prazo
para que a consulta se dê, quando a citação ou a intimação for eletrônica;
VI - a data de juntada do comunicado de que trata o art. 232 ou, não havendo esse, a data
de juntada da carta aos autos de origem devidamente cumprida, quando a citação ou a
intimação se realizar em cumprimento de carta;
VII - a data de publicação, quando a intimação se der pelo Diário da Justiça impresso ou
eletrônico;
VIII - o dia da carga, quando a intimação se der por meio da retirada dos autos, em carga,
do cartório ou da secretaria;
IX - o quinto dia útil seguinte à confirmação, na forma prevista na mensagem de citação, do
recebimento da citação realizada por meio eletrônico.
4. Contagem do prazo
● Normalmente são contados em dias.
● Podem, contudo, ser contados em horas, em minutos, em meses e em anos.
● Prazos em dias: contagem apenas em dias úteis (art. 219, CPC).
● Contagem em anos e meses – mesmo dia do mês ou do ano seguinte.
● Prazo em hora e prazo em minuto – hora em hora, minuto a minuto.
● Exclusão do dia do começo, inclusão do dia do fim.
● Suspensão (art. 313, CPC) e interrupção do prazo (ex.: alegação de litisconsórcio
multitudinário e oposição de embargos de declaração).
● Prazo em dobro para manifestações nos autos:
○ MP (art. 180, CPC), Fazenda Pública (art. 183, CPC), Defensoria Pública
(art. 186, CPC) e Escritório de prática jurídica das faculdades de Direito e
entidades que prestam assistência jurídica gratuita mediante convênio com a
Defensoria Pública (art. 186, § 3º, CPC): prazo em dobro para manifestação
nos autos.
● Obs.: Não aplicação de prazo em dobro quando houver, de forma expressa,
prazo próprio. Ex.: art. 910, CPC.
● Litisconsortes com advogados diferentes (art. 229, CPC).
5. Preclusão
● Perda de uma faculdade processual:
○ Não ter sido o ato praticado no tempo devido (preclusão temporal).
○ Incompatibilidade com ato anteriormente praticado (preclusão lógica).
○ O ato já ter sido praticado anteriormente (preclusão consumativa).
● Preclusão pro judicato: os atos do juiz estão sujeitos à preclusão; não é preclusão
temporal, mas impossibilidade de decidir novamente aquilo que já foi examinado.
Não é perda de faculdade processual, mas vedação de reexame daquilo que já foi
decidido anteriormente, ou de proferir decisões incompatíveis com as anteriores.
6. Verificação dos prazos e penalidades
● Serventuário da justiça (art. 233, CPC).
● Advogados (públicos e privados), defensor público e MP (art. 234, CPC).
● Juiz ou relator (art. 235, CPC).
Invalidades processuais
1. Considerações iniciais
● Ato processual inválido: reconhecido o seu defeito (declarada sua invalidade), ele
deixará de produzir efeitos.
○ Direito civil: finalidade – evitar que atos inválidos produzam efeitos.
○ Direito processual civil: finalidade – identificar quando é possível o
aproveitamento do ato ou quando é necessária sua invalidação.
○ Logo, a tarefa é: (i) identificar o vício que contamina o ato; (ii) identificar a
necessidade de decretar a existência do vício e a invalidade do ato.
2. Sanabilidade dos vícios
● Instrumentalidade das formas (arts. 282, §1º e art. 283, CPC):
○ Defeito do ato + prejuízo à parte = decreto da invalidade.
● Possibilidade de sanar vícios ao longo do procedimento (art. 139, IX, CPC).
● Defeitos sanáveis (convalidação, emenda, suprimento, correção...).
Convalidação: o defeito deixa de ser impugnado no tempo e na forma prevista em lei para
tanto, e por quem poderia alegar sua invalidade.
Suprimento: o ato inválido não causa prejuízo à parte ou à jurisdição; ou a invalidade é
corrigida (o ato pode ser repetido).
● Art. 139, IX, CPC: é dever do juiz determinar o suprimento sempre que possível, até
mesmo para as invalidades que possam ser determinadas de ofício.
○ Nulidade de citação/comparecimento espontâneo.
○ Ausência de intervenção obrigatória do MP/Ausência de prejuízo à parte.
3. Espécies
● Mera irregularidade (não causa qualquer prejuízo a ninguém).
● Nulidade relativa (violação à norma que tutela interesse disponível da parte).
● Nulidade absoluta (violação à norma cogente, de interesse público do
estado-jurisdição; pode ser declarada a qualquer tempo e até mesmo de ofício).
● Inexistência (falta ao ato elemento essencial à sua configuração. Ex.: sentença não
assinada pelo juiz).
○ Nulidade absoluta e inexistência: cognoscíveis até mesmo de ofício e a
qualquer tempo.
4. Observações
● Defeitos e relação de causalidade (encadeamento dos atos) - v. art. 281, primeira
parte, CPC.
● Boa fé e vedação ao venire contra factum proprium (a invalidação não pode ser
requerida por quem deu causa ao vício formal) – v. art. 276, CPC.
○ Exceção: a nulidade absoluta ou a inexistência podem ser invocadas pela
própria parte que realizou o ato – a sanção virá sob forma de penalidades.
Comunicação dos atos processuais
Thaís Aranda Barrozo
2024
1. Citação
● Ato de comunicação processual para integração ao processo e ao
contraditório (art. 238, CPC)
○ Do réu (conhecimento).
○ Do interessado.
○ Do executado.
● Indispensabilidade (art. 239, CPC)
○ Comparecimento espontâneo (art. 239, §1º, CPC).
○ Rejeição da alegação de nulidade (art. 239, §2º, CPC).
● Citação e invalidade processual
○ Sentença não transita em julgado – o vício pode ser arguido a qualquer
tempo e por qualquer meio.
○ Ação rescisória.
○ Ação anulatória em 1º grau (querella nulitatis).
○ Impugnação ao cumprimento de sentença (art. 525, §1º, I e 535, I, CPC).
2. Efeitos da citação (art. 240,CPC)
● Induz litispendência.
● Torna a coisa litigiosa.
● Constitui em mora, salvo se não tiver havido constituição anteriormente (arts. 397 e
398, CC).
● Interrupção da prescrição, retroagindo à propositura da ação (art. 240, §1º, CPC).
● Necessidade de a parte tomar as medidas para viabilizar citação em 10 dias
(art. 240, §2º, CPC).
● Demora não imputável ao autor não o prejudicará (art. 240, §3º, CPC).
3. Situações obstativas da citação
● Situações em que só se admitirá a citação em caráter excepcional, para evitar
perecimento de direito.
Art. 244, CPC: por respeito à dignidade humana; àquele que estiver presenciando
ato/culto religioso; por respeito ao luto por morte do cônjuge/companheiro; no dia do
casamento e no tríduo que o seguir; aos enfermos graves.
Art. 245, CPC: impossibilidade física ou mental do citando.
Art. 245, §3º, CPC: procedimento para citação do citando sem condições mentais
para o ato.
4. Modalidades de citação
● Regra: deve ser pessoal (arts. 242, 243 e 244, CPC).
○ Pelo correio (arts. 247 e 248, CPC) e por mandado (arts. 249 a 251, CPC).
■ Pode ser recebida por procurador, com poderes específicos (art. 242,
§1º, CPC).
■ Pode ser suprida pelo comparecimento espontâneo (art. 239, §1º).
■ PJ de direito público: na pessoa da pessoa encarregada de sua
representação processual.
○ Por ato do escrivão (art. 246, III, CPC).
○ Por meio eletrônico (arts. 246 e 247, CPC).
● Citação ficta, preenchidos os requisitos legais:
○ Por hora certa (arts. 252 a 254, CPC).
○ Por edital (arts. 256 a 258, CPC).
○ Necessidade de nomeação de curador especial se o réu não comparecer ao
processo (art. 72, II, CPC).
5. Citação ficta
● Citação por edital (art. 256 e 257, I, CPC)
○ Réu desconhecido ou incerto.
○ Réu conhecido, porém em local ignorado, incerto ou inacessível.
○ Nos "demais casos".
● Citação por hora certa (art. 252, CPC)
○ Suspeita de ocultação após 2 tentativas – realiza a citação na terceira
tentativa.
○ Oficial (independentemente de despacho) agenda "hora certa" para retorno,
com “vizinho ou familiar”.
○ Na "hora certa" marcada, o Oficial retorna ao endereço e realiza a citação na
pessoa de quem ele encontrar.
○ Carta "confirmará" a citação por hora certa (art. 254, CPC).
6. Intimação
● Art. 269. Intimação é o ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos e dos termos
do processo.
● Deve ser, como regra, eletrônica ou pela imprensa (arts. 270 e 272, CPC).
● Possibilidade de um advogado promover intimação do outro por meio de carta com
AR (art. 269, §1º, CPC).
● Excepcionalmente – mandado, carta, hora certa, edital e ato do escrivão (arts. 273
a 275, CPC).
7. Outras regras sobre as intimações
● É, em regra, realizada na pessoa do advogado, salvo quando se voltar à prática de
ato que deva ser realizado pessoalmente pela parte.
● Possibilidade de realização em nome da sociedade de advogados (art. 272, §1º,
CPC).
● Não podem ser feitas abreviaturas e nem se pode desrespeitar o pedido de
intimação de advogados específicos, sob pena de nulidade (art. 272, §§ 3º, 4º e 5º,
CPC).
● Parte sem advogado no curso do processo deixa de receber intimações (arts.
111, 313, §3º e 346, CPC).
○ Exceção: atos que exigem intimação pessoal:
■ Art. 1.003, §1º (decisão proferida em audiência).
■ Art. 485, §1º (extinção por abandono).
■ Art. 385, §1º (depoimento pessoal).
■ Art. 513, §1º, II e 4º (em hipóteses excepcionais no caso de
cumprimento de sentença).
■
Cognição
1. Cognição
● Atividade de cognição x Atividade de execução:
○ Cognição: atividade intelectiva do julgador (análise de fatos à luz de provas
com vistas à decisão).
○ Execução: atividade voltada à satisfação de obrigação (fixada em título
judicial ou extrajudicial).
2. Classificação da cognição
No plano vertical
● Sumária: cognição sem esgotamento das oportunidades de contraditório
(incompleto).
● Exauriente: cognição com esgotamento das oportunidades de contraditório
(completo).
No plano horizontal
● Parcial: há matérias que não podem ser examinadas.
● Plena: não há limitação de matérias a serem examinadas.
Possíveis espécies/classificações
● Cognição exauriente e plena (em procedimento comum).
● Cognição exauriente e parcial (em alguns procedimentos especiais: ação de
despejo, ação possessória, etc.).
● Cognição exauriente secundum eventum probationem (em mandado de
segurança).
● Cognição sumária e plena (nos pedidos de tutela provisória de urgência).
● Cognição sumária e parcial (em ações monitória, de execução de título
extrajudicial).
3. Cognição sumária: classificação
● Provisória: produz efeitos até ulterior confirmação por decisão fundada em cognição
exauriente.
○ Tutela provisória.
● Definitiva: não depende de ulterior confirmação por decisão fundada em cognição
exauriente.
○ Exemplos: processo monitório não embargado; execução de título
extrajudicial satisfeita sem embargos.

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