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UNASUL – UNIÃO DAS 
NAÇÕES SUL-AMERICANAS
O processo de formação da UNASUL começou em 2004, 
no Peru, com a criação da Comunidade Sul-Americana de 
Nações (CSN), que em 2007 foi renomeada, recebendo seu 
atual nome. Em 2008, foi assinado, em Brasília, o tratado 
que oficializou a constituição da UNASUL como um organismo 
internacional. Fazem parte dessa comunidade todos os 
países da América do Sul, à exceção da Guiana Francesa, 
entreposto comercial francês.
Um dos objetivos dessa união de países sul-americanos 
é a formação de uma área de cooperação entre as nações 
nos setores cultural, social, econômico e político. Busca-se, 
também, a formulação de ações em conjunto nos setores 
energético, educacional, infraestrutural e ambiental.
As ações da UNASUL ainda estão em fase inicial, porém 
alguns grupos de trabalho já iniciaram suas atividades, como 
o projeto de união monetária. Em abril de 2010, foi criado o 
Instituto Sul-Americano de Governança em Saúde (Isags), 
com o objetivo de compartilhar os avanços na área da saúde 
com os países da UNASUL. Contudo, mesmo em estágio 
inicial de formação, alguns conflitos e desentendimentos 
surgiram entre os participantes. A criação do Conselho 
de Defesa da América do Sul encontra entraves devido à 
crise política entre Equador, Venezuela e Colômbia, desde 
que forças colombianas atacaram guerrilheiros das FARC 
(Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em território 
equatoriano.
Outro ponto polêmico é a disputa por territórios entre 
Chile, Bolívia e Peru. No século XIX, durante a Guerra 
do Pacífico, o Peru perdeu parte de seu território para o 
Chile, e a Bolívia perdeu seu acesso ao Oceano Pacífico 
para este mesmo país. Essa questão até hoje não foi 
completamente solucionada, no entanto a UNASUL pode 
auxiliar na busca de uma solução diplomática para esse 
problema entre os países.
ALIANÇA DO PACÍFICO
No decorrer dos anos, as crises e o enfraquecimento 
do Mercosul abriram brechas para acordos unilaterais e 
formação de novos blocos na América do Sul e Latina, como 
ocorreu com a Aliança do Pacífico, fundada oficialmente em 
06 de junho de 2012, em Antofagasta, no Chile, durante a 
4ª Cúpula da Aliança do Pacífico.
O novo bloco é formado pelo México, Peru, Chile e 
Colômbia, que representam cerca de 40% do PIB da América 
Latina. Em 2012, as exportações da Aliança do Pacífico já 
foram maiores do que as do Mercosul, marcando-o como um 
bloco com extrema competitividade. Em 2013, a previsão 
de exportações apontava para um total de 556 bilhões 
de dólares, enquanto o Mercosul projetava 335 bilhões 
de dólares.
A criação da Aliança do Pacifico poderá representar uma 
nova dificuldade à projeção continental e internacional 
para a diplomacia brasileira; afinal, a aliança gera 
novos protagonistas da América do Sul, como Colômbia, 
Peru e Chile.
No mundo globalizado, os acordos comerciais se 
multiplicam, abrindo novos mercados para os setores 
produtivos. Nesse cenário, o Brasil vive um isolamento, 
pois no estatuto do Mercosul consta que nenhum dos sócios 
pode celebrar aliança comercial sem que todos os membros 
estejam de acordo, o que trava a sua inserção competitiva 
no comércio mundial. Em 21 anos de existência, o Mercosul 
firmou apenas três tratados de livre-comércio: Egito, Israel 
e a Autoridade Palestina, economias de pouca relevância no 
cenário internacional.
Paralelamente, na América Latina, a Aliança do Pacífico 
foi criada com intuito de celebrar acordos comerciais com 
o mundo desenvolvido e em vias de desenvolvimento, 
em uma admirável ação geopolítica. O bloco já possui tratado 
de livre-comércio com mais de 50 países, incluindo China, 
países da União Europeia e Estados Unidos. 
APEC – COOPERAÇÃO 
ECONÔMICA DA ÁSIA- 
-PACÍFICO
A APEC (Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico) foi criada 
em 1989, devido ao crescente comércio e interdependência 
econômica entre as nações da região.
Esse bloco engloba diversas economias asiáticas, americanas 
e da Oceania e, atualmente, é integrado por 21 países: 
Austrália, Brunei, Canadá, Chile, China, Hong Kong, Indonésia, 
Japão, Coreia do Sul, Malásia, México, Nova Zelândia, 
Papua-Nova Guiné, Peru, Filipinas, Rússia, Singapura, Taiwan, 
Tailândia, Estados Unidos da América e Vietnã.
Somada a produção industrial de todos os países, chega-se 
à metade de toda a produção mundial. Quando estiver 
em pleno funcionamento, será o maior bloco econômico 
do mundo. Alguns números impressionam e comprovam a 
eficiência do bloco: reúne uma população de 2 559,3 milhões 
de habitantes, alcançando um PIB de US$ 18 589,2 trilhões.
O principal objetivo da APEC é a redução de taxas 
alfandegárias entre os países-membros para promover 
o livre-comércio na Bacia do Pacífico, resultando no 
desenvolvimento econômico da região. Ficou estabelecido 
que, até 2010, os países desenvolvidos estabeleceriam uma 
zona de livre-comércio, e os outros, até 2020. Na prática, 
alguns países já adotaram redução total de suas tarifas 
alfandegárias e outros estão em processo de estudos para 
redução completa.
TPP – ACORDO DE 
ASSOCIAÇÃO TRANSPACÍFICO
O Acordo de Associação Transpacífico foi criado em 
novembro de 2015 e ratificado em fevereiro de 2016. É uma 
zona de livre comércio (ZLC) entre países da Ásia (Japão, 
Brunei, Malásia, Cingapura e Vietnã), Oceania (Austrália 
e Nova Zelândia) e América (Estados Unidos, Canadá, 
México, Peru e Chile). Conta com 12 países-membros que 
representam cerca de 40% do comércio do mundo e têm 
uma população total de cerca de 800 milhões de pessoas, 
quase o dobro da União Europeia.
Frente C Módulo 05
90 Coleção 6V

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