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Conteudista: Prof.ª Dra. Aliny Antunes
Revisão Textual: Esp. Anna Carolina Guimarães
Objetivos da Unidade:
Compreender a integração entre os sistemas esquelético, articular e muscular;
Identificar e descrever a morfologia normal das estruturas anatômicas da cabeça
e do pescoço.
📄 Material Teórico
📄 Material Complementar
📄 Referências
Morfologia da Cabeça e do Pescoço
Introdução
A anatomia da região da cabeça e do pescoço do corpo humano é de relevância para áreas da
saúde, fornecendo o conhecimento necessário para compreender seu papel dentro de equipe de
fonoaudiólogos ou de odontólogos, por exemplo. Frequentemente, profissionais são solicitados
a fornecer informações e orientações aos pacientes sobre sua saúde dos órgãos da audição e da
fala e, dentro dos limites de sua profissão, eles serão capazes de fornecer informações mais
precisas e úteis quando baseadas na área completa da cabeça e do pescoço. 
Neurocirurgiões, oftalmologistas, radiologistas intervencionistas, otorrinolaringologistas e
fonoaudiólogos devem ter um forte conhecimento da anatomia normal e variante destas
regiões. Qualquer etiologia – incluindo acidentes vasculares cerebrais, tumores, fraturas e
infecções – é considerada condições emergentes e, muitas vezes, requer gerenciamento. 
Mas, para isto, devemos compreender três sistemas que serão abordados nesta Unidade:
sistema esquelético, sistema articular e sistema muscular. Ao estudarmos os principais
conceitos, divisões e classificações de cada um deste sistema poderemos focar no estudo
topográfico da região da cabeça e do pescoço.
Sistema Esquelético
As funções mais aparentes do sistema esquelético são as funções gerais – aquelas visíveis pela
observação. Simplesmente olhando para uma pessoa, você pode ver como os ossos sustentam,
facilitam o movimento e protegem o corpo humano.
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📄 Material Teórico
Assim como as vigas de aço de um edifício fornecem um andaime para suportar seu peso, os
ossos e a cartilagem do seu sistema esquelético compõem o andaime que sustenta o resto do seu
corpo. Sem o sistema esquelético, você seria uma massa flácida de órgãos, músculos e pele. Os
ossos também facilitam o movimento, servindo como pontos de fixação para os músculos.
Enquanto alguns ossos servem apenas como suporte para os músculos, outros transmitem as
forças produzidas quando os músculos se contraem. Os ossos também protegem os órgãos
internos de lesões, cobrindo-os ou envolvendo-os. Por exemplo, as costelas protegem os
pulmões e o coração, os ossos da coluna vertebral (coluna) protegem a medula espinhal, e os
ossos do crânio (crânio) protegem o cérebro.
Em um nível metabólico, o tecido ósseo desempenha várias funções críticas. Por um lado, a
matriz óssea atua como um reservatório de vários minerais importantes para o funcionamento
do corpo, especialmente cálcio e fósforo. Esses minerais, incorporados ao tecido ósseo, podem
ser liberados de volta na corrente sanguínea para manter os níveis necessários para suportar os
processos fisiológicos. Os íons de cálcio, por exemplo, são essenciais para as contrações
musculares e para controlar o fluxo de outros íons envolvidos na transmissão de impulsos
nervosos.
Você Sabia?
O cálcio desempenha um papel significativo no corpo e é necessário
para a contração muscular, condução nervosa, divisão celular e
coagulação do sangue. Como apenas 1% do cálcio do corpo está no
sangue, o esqueleto atua como depósito, liberando cálcio em resposta
às demandas do corpo. Os níveis de cálcio sérico são rigidamente
regulados por dois hormônios, que atuam de forma antagônica para
manter a homeostase. A calcitonina facilita a deposição de cálcio nos
ossos, diminuindo os níveis séricos, enquanto o hormônio
O osso também serve como um local para armazenamento de gordura e produção de células
sanguíneas. O tecido conjuntivo mais macio que preenche o interior da maior parte do osso é
denominado medula óssea. A medula vermelha é onde ocorre a hematopoiese – a produção de
células sanguíneas.
Os ossos são formados por uma matriz óssea, sendo uma parte orgânica (osteóide) e outra
inorgânica (fosfato, cálcio e cristais de hidroxiapatita).
A maioria dos ossos contém tecido ósseo compacto e esponjoso, mas sua distribuição e
concentração variam de acordo com a função geral do osso.
paratireoideo estimula a liberação de cálcio dos ossos, elevando os
níveis séricos de cálcio.
Você Sabia?
O periósteo é uma membrana externa de revestimento rígida e fibrosa,
tem a função de proteger o osso, ajudar no reparo e nutrir o tecido
ósseo, pois é altamente vascularizado e cobre quase completamente o
osso, exceto nas superfícies que formam as articulações; estes são
cobertos por cartilagem. Os tendões e os ligamentos se fixam na
camada externa do periósteo, enquanto a camada interna contém
Figura 1 – Organização celular de um osso
Fonte: Adaptada de LAROSA, 2016
#ParaTodosVerem: sobre um fundo branco, temos imagem detalhando
organização estrutural de um osso cortado separando sua parte anterior de
osteoblastos (células formadoras de osso) e osteoclastos (células de
reabsorção óssea) responsáveis pela remodelação óssea. 
posterior em tons pastéis. Devido à sua organização celular, o osso pode ser
considerado esponjoso, quando apresenta espaços entre suas lamelas internas,
ou compacto, quando essas lamelas estão justapostas sem espaços entre elas. O
periósteo é um tecido conjuntivo fibroso que reveste externamente os ossos. É
formado por uma membrana externa fibrosa, que serve para proteção e fixação
dos músculos, e uma membrana interna osteogênica, cuja função é possibilitar
reparação e crescimento do osso em espessura. Fim da descrição
Conexão clínica: a osteoporose é um importante problema de saúde pública que afeta milhões de
idosos. Há uma redução da densidade mineral óssea, aumentando o risco de ocorrência de
fraturas. Ocorre quando a remoção ou a reabsorção do osso acontece muito rapidamente, um
novo osso é formado muito lentamente ou por ambos os motivos. Além do envelhecimento,
Em Síntese
Apesar de sua aparência inerte, os ossos desempenham uma série de
funções importantes, incluindo algumas necessárias para manter a
homeostase. Podemos citar como funções do sistema esquelético:
Suporte do corpo;
Facilitar o movimento;
Proteger os órgãos internos;
Produzir células sanguíneas;
Armazenar e liberar minerais e gordura.
pode ser causada por cálcio insuficiente, deficiência de vitamina D, consumo excessivo de álcool
ou tabagismo.
Figura 2 – Osso esponjoso
Fonte: Adaptada de TORTORA, 2016
#ParaTodosVerem: sobre um fundo branco, temos uma imagem detalhando a
organização estrutural de um osso, destacando à esquerda um osso normal e à
direita um osso com osteoporose, pois este apresenta um silhueta mais fina e
com poros. Fim da descrição.
Cada osso do corpo desempenha uma função específica e, portanto, os ossos variam em
tamanho, forma e força, com base nessas funções. Sendo assim, podemos classificar os ossos
quanto sua forma: longo, curto, plano, irregular, pneumático ou sesamoide.
Figura 3 – Classificação morfológica dos ossos
#ParaTodosVerem: observa-se um diagrama relatando sobre a classificação
morfológica dos ossos. A sequência destaca cada tipo de osso de acordo com seu
formato e exemplos sobre cada um. Fim da descrição.
O sistema esquelético inclui todos os ossos, as cartilagens e os ligamentos do corpo que
sustentam e dão forma ao corpo e às estruturas do corpo. O esqueleto consiste nos ossos do
corpo. Para adultos, existem 206 ossos no esqueleto. Indivíduos mais jovens têm maior número
de ossos, porque alguns ossos se fundem durante a infância e a adolescência para formar um
osso adulto. O esqueleto, assim, é subdividido em duas divisões principais: a axial e a
apendicular.
O esqueleto axial do adulto consiste em 80 ossos, incluindo o crânio, a coluna vertebral e a caixa
torácica. O crânio é formado por 22 ossos. Também associados à cabeça estão sete ossos
adicionais,incluindo o osso hioide e os ossículos da orelha (três pequenos ossos encontrados
em cada orelha média). A coluna vertebral consiste em 24 (vinte e quatro) ossos, cada um
chamado de vértebra, mais o sacro e o cóccix. A caixa torácica inclui os doze pares de costelas e o
esterno, o osso achatado da parte anterior do tórax.
O esqueleto apendicular inclui todos os ossos dos membros superiores e inferiores, além dos
ossos que unem cada membro ao esqueleto axial. Existem 126 (cento e vinte e seis) ossos no
esqueleto apendicular de um adulto. O esqueleto apendicular inclui todos os ossos dos membros
superior e inferior, mais os ossos que unem cada membro com o esqueleto axial.
Os ossos que unem cada membro superior ao esqueleto axial formam a região de cíngulo. No
caso dos membros superiores, consiste em dois ossos, a escápula e a clavícula. A clavícula é um
osso em forma de S localizado na parte anterior do ombro. Você pode facilmente apalpar ou
sentir com os dedos toda a extensão da clavícula.
A escápula está localizada na parte posterior do ombro. É circundado por músculos em ambos os
lados anterior (profundo) e posterior (superficial) e, portanto, não se articula com as costelas da
caixa torácica.
O membro superior é dividido em três regiões. Estes consistem no braço, localizado entre as
articulações do ombro e do cotovelo; o antebraço, que fica entre as articulações do cotovelo e do
punho; e a mão, localizada distalmente ao punho. Existem trinta ossos em cada membro
superior.
O cíngulo do membro inferior é formado por um único osso, o osso do quadril, que serve como
ponto de fixação para cada membro inferior. Cada osso do quadril, por sua vez, está firmemente
unido ao esqueleto axial por meio de sua fixação ao sacro da coluna vertebral. Assim como o
membro superior, o membro inferior é dividido em três regiões. A coxa é a porção do membro
inferior localizada entre a articulação do quadril e a articulação do joelho. A perna é
especificamente a região entre a articulação do joelho e a articulação do tornozelo. Distal ao
tornozelo está o pé. O membro inferior contém trinta ossos. Estes são o fêmur, a patela, a tíbia, a
fíbula, os ossos do tarso, os ossos do metatarso e as falanges.
Veja na Figura 4 a divisão do esqueleto e seus principais ossos.
Figura 4 – Esqueleto humano
Fonte: Adaptada de LAROSA, 2016
#ParaTodosVerem: imagem contendo duas figuras de esqueleto destacando os
principais ossos que compõem o corpo humano. O esqueleto, composto de
ossos e cartilagens unidos por articulações, fornece rigidez e apoio ao corpo.
Fim da descrição.
Cabeça
O crânio consiste em 22 (vinte e dois) ossos na maioria dos espécimes adultos, e esses ossos se
unem por meio de suturas cranianas. A função do crânio é estruturalmente de suporte e
proteção. O crânio endurecerá e se fundirá com o desenvolvimento para proteger seu conteúdo
interno: cérebro, cerebelo, tronco encefálico e órbitas. Ele suporta os músculos da face e do
couro cabeludo, fornecendo conexões musculares e tendíneas, protege as estruturas
neurovasculares e abriga vários seios para acomodar aumentos de pressão.
A calvária, a parte superior do crânio, protege o córtex cerebral, o cerebelo e o conteúdo orbital. É
composto pelo osso frontal, pelos ossos parietais, pelos ossos temporais e pelo osso occipital. A
sutura coronal é a junção transversa médio-anterior do osso frontal e os dois ossos parietais. Os
ossos parietais articulam-se com os temporais inferiormente através das suturas escamosas e
com o osso occipital posteriormente através da sutura lambdoide. A sutura sagital situa-se ao
longo de um eixo anteroposterior e é a articulação dos dois ossos parietais. O ptério é a
articulação dos ossos frontal, parietal, temporal e esfenoide logo acima do pavilhão auricular. O
astério é a articulação dos ossos parietal, temporal e occipital.
Anteriormente, o osso frontal forma o aspecto superior das órbitas. A glabela é um marco
central na linha média do osso frontal. Situa-se acima do násio e entre as cristas superciliares.
Os seios frontais situam-se profundamente nas cristas das sobrancelhas. O bregma é a junção
das suturas coronal e sagital, e lambda é a junção das suturas lambdoide e sagital. Os ossos
temporais subdividem-se em partes petrosa, escamosa, zigomática e mastoidea. A porção
petrosa abriga o ouvido interno. A mastoide é uma proeminência óssea que fica posterior à
aurícula e, também, possui um seio associado. O osso occipital é o aspecto mais posterior do
crânio.
Existem quatorze ossos faciais com marcos anatômicos muito específicos e mecanismos de
desenvolvimento embriológico. Estes incluem as duas conchas nasais, dois ossos nasais, dois
ossos maxilares, dois ossos palatinos, dois ossos lacrimais, dois ossos zigomáticos, a
mandíbula e o vômer. As maxilas têm seios de ar associados. A Articulação Temporomandibular
(ATM) é um marco especialmente importante para uma mastigação eficaz, e sua disfunção é
comum na população adulta.
Existem dois mecanismos pelos quais os ossos se desenvolvem e ossificam: ossificação
intramembranosa e ossificação endocondral. A ossificação intramembranosa é a formação
direta do osso inicial a partir do mesênquima indiferenciado sem um molde, e a ossificação
endocondral utiliza a cartilagem como precursora formada pelos condrócitos para a maturação
óssea. Os ossos da abóbada craniana (incluindo os ossos parietais, o osso frontal, o osso
occipital e o osso temporal escamoso) e viscerocrânio (incluindo a maxila, a mandíbula e os
outros ossos chatos da face) sofrem ossificação intramembranosa. A base do crânio se forma
por ossificação endocondral (incluindo o osso esfenoide e o osso etmoide) A maturação
mesenquimal não ocorre até depois da formação da neurovasculatura, permitindo o
desenvolvimento dos forames.
Figura 5 – Ossos do crânio: vista anterior
Fonte: Adaptada de WASCHKE, 2018
#ParaTodosVerem: temos uma imagem contendo uma crânio na posição
frontal com cores diferenciando os ossos que compõem esta região do corpo
humano. Fim da descrição.
Figura 6 – Ossos do crânio: vista lateral
Fonte: Adaptada de WASCHKE, 2018
#ParaTodosVerem: imagem contendo um crânio na posição lateral com cores
diferenciando os ossos que compõem esta região do corpo humano. Fim da
descrição.
Figura 7 – Crânio de um recém-nascido
Fonte: Adaptada de WASCHKE, 2018
#ParaTodosVerem: imagem contendo um crânio de recém-nascido na posição
frontal em cima e lateral em baixo, com cores diferenciando os ossos que
compõem esta região do corpo humano. Crânio de um recém-nascido com
fontículos (fontanelas). O viscerocrânio ainda é significativamente menor do
que o neurocrânio; durante o desenvolvimento para o crânio adulto, essas
proporções irão ser equalizadas ou revertidas devido ao rápido crescimento do
esqueleto da face. a. Vista anterior; b. Vista lateral. Fim da descrição.
Pescoço
A coluna vertebral é um conjunto segmentar de 33 (trinta e três) ossos e tecidos moles
associados que compõem a porção subcraniana do esqueleto axial. Ele se subdivide em cinco
regiões com base na curvatura e morfologia: a coluna cervical, torácica e lombar, o sacro e o
cóccix. Existem sete, doze e cinco vértebras articuladas na coluna cervical, torácica e lombar.
Embora um pouco semelhantes em termos de morfologia óssea, essas três regiões equilibram
de forma variável a rigidez da coluna vertebral com flexibilidade e movimento e se articulam de
uma maneira particular que contribui para a curvatura geral em forma de S da coluna vertebral.
Enquanto isso, o sacro e o cóccix são dois conjuntos de vértebras fundidas no aspecto caudal da
coluna que não transmitem nenhum movimento. Cinco vértebras fundidas normalmente
formam o sacro, com quatro formando o cóccix.
Figura 8 – Coluna vertebral
Fonte: Adaptada de WASCHKE, 2018
#ParaTodosVerem: imagem contendo vértebras representando a organização
da coluna vertebral, sendo destacadas as seguintes posições: a. direita visão; b.
visãoposterior; c. esquerda visão lateral da coluna. Fim da descrição.
A coluna cervical, composta por sete vértebras cervicais referidas como C1 a C7, é dividida em
dois segmentos principais: a junção craniocervical (CCJ) e a coluna subaxial. A CCJ inclui o
occipital e as duas vértebras cervicais mais cefálicas, conhecidas como atlas (C1) e áxis (C2). A
coluna subaxial inclui as cinco vértebras cervicais mais caudais (C3-C5). Como um todo, a
coluna cervical é responsável por sustentar o peso do crânio e permitir o movimento da cabeça e
do pescoço. 
Todas as sete vértebras cervicais têm forame transverso dentro de seus processos transversos,
onde um par de artérias vertebrais viaja cranialmente através das vértebras começando em C6
antes de seguir medialmente sobre o arco de C1 em direção ao forame magno.
O pescoço é a parte do corpo que separa a cabeça do tronco. O termo derivado do latim cervical
significa "do pescoço". O pescoço suporta o peso da cabeça e é altamente flexível, permitindo
que a cabeça gire e flexione em diferentes direções.
O pescoço pode ser visto simplesmente como um caminho (ou conexão) entre a cabeça e o resto
do corpo. Mas é uma região que abriga o esôfago proximal, traqueia, glândula tireoide e
glândulas paratireoides. Ele fornece condutos para o fluxo sanguíneo para o cérebro e a cabeça,
sustenta a cabeça e a move de acordo e transmite sinais nervosos do cérebro para o resto do
corpo. É uma parte complexa do corpo com muitos planos e compartimentos diferentes.
A linha média na frente do pescoço tem uma proeminência da cartilagem tireoide denominada
proeminência laríngea, ou o chamado "pomo de Adão".
O limite superior do pescoço é o palato duro. Inferiormente, o pescoço é demarcado pelo esterno
e pelas clavículas. O compartimento anterior é delimitado pela mandíbula. O osso hioide divide o
compartimento anterior do pescoço nos espaços supra-hióideo e infra-hióideo. Na parte
posterior, podemos observar parte da coluna vertebral, denominada de segmento cervical ou
coluna cervical.
Roteiro de identificação do esqueleto axial: Viscerocrânio ou ossos da face: 2 –maxilas; 2 –
zigomáticos; 2 – lacrimais; 2 – nasais; 2 – conchas nasais inferiores; 2 – palatinos; 1 – vômer;
1 – mandíbula. Neurocrânio e base: 1 – frontal; 2 – parietal direito/parietal esquerdo; 1 –
occipital; 2 – temporal direito/temporal esquerdo; 1 – esfenoide; 1 – etmoide. Além dos ossos
do crânio, compondo o esqueleto axial teremos: Ossos das Costelas (doze pares); Osso esterno;
Osso hioide. Ossos da coluna vertebral: vértebras cervicais (7); vértebras torácicas (12);
vértebras lombares (5); osso sacro (1) tendo cinco vértebras fundidas; O osso cóccix (1) tem de
quatro a cinco vértebras, também fundidas. 
Sistema Articular
Trocando Ideias...
Para que você possa atingir os objetivos esperados desta unidade
solicitamos que utilize um atlas de anatomia e localize as seguintes
estruturas: o esqueleto axial adulto tem oitenta ossos, incluindo o
crânio, a coluna vertebral, as costelas e o esterno.
 Atenção, estudante! Aqui, reforçamos o acesso ao material
online para que você teste seus conhecimentos de forma
interativa. Será muito importante para o entendimento da
disciplina. 
Como sabemos, o corpo de um adulto é formado por 206 (duzentos e seis) ossos, sendo que
cada um deles (com exceção dos ossos sesamoides) está conectado a pelo menos um outro
osso.
As articulações são o local em que os ossos se unem. Existem articulações que foram projetadas
para estabilidade e fornecem pouco ou nenhum movimento, permitindo pouca ou nenhuma
mobilidade entre os ossos. Nestas articulações, os ossos são unidos fortemente por tecido
conjuntivo (ossos do crânio) ou cartilagem (vértebras com o esterno). Por outro lado, as
articulações que fornecem mais movimento entre os ossos são as menos estáveis, permitem
amplitudes de movimento, pois as superfícies articulares dos ossos não estão diretamente
unidas umas às outras. Observamos nestas articulações uma cavidade articular, recoberta por
uma cápsula articular, preenchida de fluido lubrificante (líquido sinovial ajuda a proteger a
articulação de lesões mecânicas e contém ácido hialurônico e lubricina) que permite que os
ossos se movam suavemente uns contra os outros. A maioria das articulações entre os ossos do
esqueleto apendicular são desse tipo de articulação móvel. Essas articulações permitem que os
músculos do corpo puxem um osso e, assim, produzam o movimento dessa região do corpo. 
Artrite reumatoide: é uma artropatia inflamatória autoimune que afeta a sinóvia. Ocorre com
mais frequência em fumantes e é três vezes mais comum em mulheres do que em homens
Sendo assim, as articulações podem ser classificadas de acordo com a quantidade de movimento
que permitem:
Sinartrose: uma articulação imóvel;
Anfiartrose: uma articulação com pouco movimento;
Podendo, também, serem classificadas de acordo com os componentes que unem os ossos:
Diartrose: uma articulação livremente móvel.
Articulações fibrosas: componente de união, tecido conjuntivo rico em fibra. Ex.:
suturas do crânio;
Articulações cartilaginosas: conexões realizadas por cartilagens;
Articulações sinoviais: conectadas por um cápsula articular que recobre um
cavidade (lacuna entre os ossos).
Figura 9 – Classes de articulações
Fonte: Adaptada de MOORE, 2018
#ParaTodosVerem: imagem contendo diferentes tipos de articulações. De A a C.
Três classes de articulações. A figura mostra exemplos de cada classe. Dois
modelos mostrando as características básicas de uma articulação sinovial são
incluídos em (A). Fim da descrição.
Por mais saudável que seja um indivíduo, à medida que envelhece, suas articulações apresentam
algumas alterações na mobilidade, em parte devido a alterações nos tecidos conjuntivos. Como a
amplitude de movimento articular tem um efeito direto na postura e no movimento, isso pode
resultar em alteração acentuada da função.
Sistema Muscular
O tecido muscular, é um dos quatro tecidos básicos que formam os órgãos, sendo assim este é o
tecido primordial dos músculos. Considerando uma organização microscópica de suas proteínas
contráteis, os músculos podem ser classificados em três tipos: músculo liso; estriado cardíaco e
estriado esquelético. As proteínas actina e miosina são organizadas muito nas células
musculares individuais (chamadas de fibras) tanto no músculo esquelético quanto no músculo
cardíaco, criando estriações. O que não observamos no músculo liso.
O músculo liso e o estriado cardíaco, de controle involuntário, não fazem parte do aparelho
locomotor, pois a musculatura lisa compõe a formação de órgãos como o estômago, intestinos,
artérias, e a musculatura estriada cardíaca compõem o coração. No aparelho locomotor,
encontramos os músculos estriados esquelético, sendo um tipo de músculo voluntário. Estes
músculos são ligados aos ossos por elementos anatômicos denominados em sua maioria de
tendões.
Figura 10 – Tipos de tecido muscular
Fonte: Adaptada de LAROSA, 2016
#ParaTodosVerem: sob um fundo branco, imagem contendo à esquerda três
órgãos sendo um músculo esquelético, um coração e um estômago; relacionado
a estas imagens, temos uma representação histológica dos tecidos musculares
que compõe cada órgão. De acordo com sua formação histológica, os músculos
podem ser classificados em estriados e lisos. Os estriados têm contração
voluntária e estão relacionados com o sistema esquelético, enquanto os lisos
têm contração involuntária e estão associados às vísceras. O músculo do coração
(miocárdio) é um tipo especial, classificado como estriado cardíaco, de
contração vigorosa e involuntária. Fim da descrição.
Todos os músculos apresentam quatro propriedades principais:
A contração muscular (encurtamento das fibras) ocorre quando actina é puxada pela miosina.
Isso ocorre no músculo estriado (esquelético e cardíaco) após locais de ligação específicos na
actina terem sido expostos em resposta à interação entre íons cálcio(Ca++) e proteínas
(troponina e tropomiosina) que “protegem” os locais de ligação da actina. O Ca++ também é
necessário para a contração do músculo liso, embora seu papel seja diferente: aqui, o Ca++ ativa
enzimas, que, por sua vez, ativam as cabeças da miosina. Todos os músculos requerem
Adenosina Trifosfato (ATP) para continuar o processo de contração, e todos eles relaxam
quando o Ca++ é removido e os locais de ligação da actina são novamente protegidos.
De forma geral, existem, aproximadamente, 650 músculos conhecidos e nomeados,
desempenhando funções relacionadas com o movimento humano (produção do movimento,
manutenção de posturas e posições e estabilização das articulações); com a proteção e a
sustentação dos órgãos e vísceras; alteração e controle das pressões intracavidades;
manutenção da temperatura corporal; controles por exemplo da deglutição, defecação e micção.
Contratilidade: então ele se contrai para produzir forças suficientes para mover o
osso;
Extensibilidade: garantindo que ele seja capaz de se esticar sem ser danificado;
Elasticidade: permitindo que ele retorne ao seu estado de repouso após ser esticado
ou contraído;
Excitabilidade: portanto, é capaz de responder a um estímulo (potencial de ação).
Conexão clínica: sarcopenia é definida como um declínio na função muscular (velocidade de
caminhada ou força de preensão) associado à perda de massa muscular. A sarcopenia afeta mais
comumente populações idosas e sedentárias e pacientes que apresentam comorbidades que
afetam o sistema musculoesquelético ou prejudicam a atividade física. A sarcopenia leva à
incapacidade, quedas e aumento da mortalidade. A perda de força muscular e função aeróbia são
duas das marcas da fragilidade. A sarcopenia tem sido associada a um aumento da prevalência de
osteoporose, aumentando ainda mais sua propensão a fraturas
Nesta Unidade, iremos abordar a morfofisiologia dos músculos estriados esqueléticos, por
comporem a região da cabeça e do pescoço.
Cada músculo esquelético é um órgão que consiste em vários tecidos integrados. Esses tecidos
incluem as fibras musculares esqueléticas, vasos sanguíneos, fibras nervosas e tecido
conjuntivo. Cada músculo esquelético possui três camadas de tecido conjuntivo (epimísio,
perimísio e endomísio) que o envolvem e fornecem estrutura ao músculo como um todo, e
também compartimentam as fibras musculares dentro do músculo. 
A aparência estriada das fibras musculares esqueléticas se deve ao arranjo dos miofilamentos de
actina e miosina em ordem sequencial de uma extremidade da fibra muscular à outra. Cada
pacote desses microfilamentos e suas proteínas regulatórias, troponina e tropomiosina (junto
com outras proteínas), confere a menor unidade de contração e é chamado de sarcômero.
Figura 11 – Músculos esqueléticos superficiais
Fonte: MOORE, 2018
#ParaTodosVerem: sob um fundo branco, imagem contendo silhueta de um
corpo humano destacando sua composição muscular e os tipos de músculos
esqueléticos superficiais Fim da descrição.
Cabeça
Os seres humanos têm músculos faciais bem desenvolvidos que permitem uma grande
variedade de expressões faciais. Como os músculos são usados para mostrar surpresa, repulsa,
raiva, medo e outras emoções, eles são um importante meio de comunicação não verbal. Os
músculos da expressão facial incluem frontal, orbicular da boca, laris oculi, bucinador e
zigomático.
Os músculos da face e do couro cabeludo são predominantemente músculos estriados sob
inervação voluntária. Eles desempenham papéis cruciais na expressão facial, visão, linguagem e
mastigação. 
Pescoço
O pescoço se separa em dois triângulos: anterior e posterior, com estes divididos em triângulos
adicionais e áreas anatômicas. 
O trígono anterior é circundado inferiormente pela fúrcula esternal e clavícula, lateralmente pelo
esternocleidomastóideo e medialmente pela traqueia, tireoide e cartilagens cricóideas. 
O triângulo anterior é subdividido em quatro segmentos menores (também triângulos): os
triângulos submentoniano, submandibular, carotídeo e muscular.
O triângulo submentoniano, também chamado de triângulo supra-hióideo, contém
o músculo milo-hióideo como seu assoalho. Inferiormente, sua borda é o osso
hioide. Medialmente, sua borda é a linha média do pescoço. Posteriormente, a borda
é o ventre anterior do digástrico;
O triângulo submandibular, ou triângulo submaxilar, é limitado superiormente pela
mandíbula. As outras porções do triângulo são os ventres anterior e posterior do
músculo digástrico;
O triângulo posterior é delimitado posteriormente pelo músculo trapézio, anteriormente pelo
músculo esternocleidomastóideo e inferiormente pela clavícula.
As vértebras cervicais servem como pontos de origem e inserção para uma série de músculos
que sustentam e permitem o movimento da cabeça e do pescoço. Posteriormente, os músculos
eretores da coluna das costas profundas atravessam todo o comprimento da coluna e se inserem
nos processos espinhosos e transversos das vértebras torácicas superiores e cervicais. Esses
músculos fornecem principalmente suporte postural, mas também auxiliam na flexão e na
extensão da coluna vertebral. Os músculos da região posterior do pescoço e do triângulo
suboccipital estão associados às vértebras cervicais e permitem a extensão, a rotação e a flexão
lateral do pescoço. Os músculos profundos da região anterior do pescoço também se originam
em vários pontos de referência das vértebras cervicais antes de se fixarem ao crânio ou à
primeira ou à segunda costelas. Esses músculos são responsáveis pela flexão do pescoço,
rotação, flexão lateral.
De modo geral, podemos citar as seguintes musculaturas do pescoço:
O platisma é um músculo fino que se estende do tórax superior até a bochecha e o lábio inferior.
Ele funciona para puxar o lábio central inferiormente. O músculo esternocleidomastóideo
possui duas cabeças musculares que se originam do manúbrio esternal e da clavícula medial.
Essas cabeças musculares se fundem e se inserem no processo mastoide do osso temporal e na
linha nucal superior. Ele funciona para girar a cabeça para o lado oposto que está se contraindo.
O músculo trapézio é um grande músculo das costas que se estende desde a protuberância
externa do osso occipital inferiormente até as vértebras torácicas inferiores e lateralmente até a
O trígono carotídeo, ou triângulo carótico superior, é delimitado posteriormente
pelo músculo esternocleidomastóideo, anteriormente pelo músculo omo-hióideo e
superiormente pelo músculo estilo-hióideo e ventre posterior do digástrico. Os
músculos tireo-hióideo, hioglosso, constritor médio da faringe e constritor inferior
da faringe formam o assoalho do trígono carotídeo;
O triângulo muscular, ou triângulo carótico inferior, é limitado medialmente pela
linha média do pescoço, superiormente pelo ventre superior do omo-hióideo e
posteriormente pelo esternocleidomastóideo.
espinha da escápula. Os músculos supra-hióideos consistem nos músculos digástrico, milo-
hióideo e gênio-hióideo. Esses músculos inserem-se no osso hioide e em partes da mandíbula,
exceto o músculo digástrico. O músculo digástrico tem dois ventres, cujo ventre posterior se liga
ao processo mastoide do osso temporal. 
Os músculos infra-hióideos consistem nos músculos tireo-hióideo, omo-hióideo,
esternotireóideo e esterno-hióideo. O músculo omo-hióideo se origina na escápula, passa ao
redor do esternocleidomastóideo e se insere no osso hioide. Os nomes dos músculos esterno-
hióideo, esternotireóideo e tireo-hióideo descrevem sua origem e locais de inserção.
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Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
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Anatomia – Músculos da Face, Cabeça e Pescoço
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A Cabeça, Suas Partes eFunções
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https://youtu.be/MyyGDMA6geA
https://youtu.be/Bvq4pfmP03s
  Leitura  
Aging and Bone
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Guia de Anatomia – Asclépio
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ACESSE
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2991386/
http://guiadeanatomia.com/anatomia.html
BÔER, N. C. P. Fisiologia: curso prático. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. 
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COSENZA, M. R. Fundamentos de neuroanatomia. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012.
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HANSEN, J. T. Netter anatomia para colorir. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.
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WASCHKE, J. Sobotta Anatomia Clínica. Rio de janeiro: Grupo GEN, 2018.

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