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CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS DIGESTÓRIO, ENDÓCRINO E RENAL Prof.ᵃ Rayane Lolli Sistema Endócrino AULA PRÁTICA 3 e 4 OBJETIVOS DA APRENDIZAGEM Reconhecer e identificar as estruturas anatômicas e os cortes histológicos que compõem o sistema endócrino. CONHECER E IDENTIFICAR A ANATOMIA DO SISTEMA ENDÓCRINO SISTEMA ENDÓCRINO HORMÔNIOS São substâncias químicas produzidas por um grupo de células, numa parte do corpo que, quando secretadas no sangue, controlam outras células e suas funções. Os órgãos que têm sua função controlada e/ou regulada pelos hormônios são chamados órgãos-alvo. A secreção, ao cair diretamente na corrente sanguínea e não por auxílio de ductos, como no caso das glândulas exócrinas, é denominada secreção endócrina. As glândulas responsáveis pela secreção dos hormônios, portanto, são classificadas como glândulas endócrinas. HORMÔNIOS HORMÔNIOS PROTEICOS São formados a partir de aminoácidos, geralmente constituídos por pequenas proteínas. Os hormônios proteicos se ligam aos chamados receptores de membrana, que são proteínas inseridas na membrana plasmática da célula. Quando ocorre a ligação da substância no referido receptor, os mensageiros secundários (proteínas e íons citoplasmáticos como o AMP-cíclico intracelular) enviam mensagens para o núcleo para que aí se realize a efetiva resposta celular. HORMÔNIOS ESTEROIDES São sintetizados a partir do colesterol. Os hormônios esteroides, de constituição lipídica, penetram na célula pela membrana plasmática (sem precisar de receptores na membrana), chegando até o núcleo, em que se ligam a receptores nucleares, exercendo seus efeitos celulares com ativação de genes. Com a ativação de determinados genes, o RNA mensageiro se desloca para o citoplasma da célula e determina a síntese de proteínas. CLASSES QUÍMICAS DOS HORMÔNIOS CLASSES QUÍMICAS DOS HORMÔNIOS CLASSES QUÍMICAS DOS HORMÔNIOS HORMÔNIOS Os diferentes sistemas do organismo funcionam harmonicamente, sendo que o sistema endócrino interage com o sistema nervoso, realizando diferentes mecanismos reguladores essenciais para o funcionamento orgânico. O sistema nervoso pode fornecer ao sistema endócrino diversas informações, estímulos que vêm do ambiente externo, enquanto o sistema endócrino regula as respostas internas do organismo a esta informação. Dessa forma, o sistema endócrino, em conjunto com o sistema nervoso, trabalha coordenando e regulando as diversas funções corporais. HIPOTÁLAMO HIPOTÁLAMO O hipotálamo é uma região do encéfalo dos mamíferos (sistema nervoso central) localizado sob o tálamo, que tem a função de regular processos metabólicos e atividades autônomas. O hipotálamo sintetiza "neuro-hormônios" que atuam no controle da secreção de substâncias da glândula pituitária, entre eles o hormônio gonadotrofina (GnRH). Os neurônios envolvidos na secreção de GnRH estão ligados ao sistema límbico, que envolve o controle das emoções e a atividade sexual. HIPOTÁLAMO O hipotálamo controla: ❑ A fome. ❑ A sede. ❑ A temperatura do corpo. ❑ Os ritmos circadianos. Assim, além de ser considerado um centro da expressão emocional e de comportamento sexual, o hipotálamo integra os sistemas nervoso e endócrino. HIPÓFISE HIPOTÁLAMO ANTERIOR Na parte anterior, a área pré-óptica recebe fibras que carregam neuromediadores, como: angiotensina II, peptídeos indutores do sono, encefalina e endorfina. É constituída ainda pelos núcleos pré-ópticos medial e o lateral, por fim ainda pelo núcleo periventricular. Suas funções relacionam-se com o processo de reprodução, ingestão de alimentos, locomoção e excitação sexual. HIPOTÁLAMO ANTERIOR O núcleo pré-óptico lateral é conhecido como o núcleo sexualmente dimórfico. Já o núcleo supra-óptico localiza-se dorsal e anteriormente ao quiasma óptico, sendo responsável pela produção/secreção do hormônio antidiurético ou ADH, sendo controlado pela osmolaridade sanguínea, estimulado por situações de medo ou estresse e, por sua vez, inibido pelo álcool. Lesões do núcleo supra-óptico podem levar ao diabete. HIPOTÁLAMO ANTERIOR O núcleo paraventricular produz o hormônio oxitocina, que produz a sensação de bem-estar e favorece as contrações no útero no momento do parto. Os hormônios aqui produzidos percorrem os vasos da neuro-hipófise, através do trato hipotálamo-hipófise. O núcleo supraquiasmático (acima do quiasma óptico) regula o ritmo circadiano (sono-vigília e temperatura). O hipotálamo na região do núcleo anterior é considerado o centro da sede. HIPOTÁLAMO MÉDIO O hipotálamo médio é a região mais ampla, que se divide em porção medial e lateral. O núcleo ventromedial é formado por pequenos neurônios relacionados à saciedade. Lesões bilaterais nessa área estão associadas a um apetite voraz e à obesidade. HIPOTÁLAMO MÉDIO O núcleo infundibular tem característica de secreção dopaminérgica, controlando a secreção de prolactina e do hormônio do crescimento. Está envolvido na função de comportamento emocional e na função endócrina. Esse núcleo, no hipotálamo, está ligado diretamente à ação da leptina. HIPOTÁLAMO POSTERIOR O hipotálamo posterior inclui os corpos mamilares formados por dois núcleos (medial e lateral). É no núcleo posterior que há a maior fonte de fibras hipotalâmicas para o tronco encefálico e os núcleos satélites que se ligam ao sistema límbico, ao tálamo, à área pré-frontal e à hipófise. ADENO-HIPÓFISE NEURO-HIPÓFISE TIREÓIDE E PARATIREÓIDES TIREÓIDE E PARATIREÓIDES A glândula tireoide é uma das maiores glândulas endócrinas do corpo. Ela é uma estrutura de dois lobos que ficam no pescoço (em frente à traqueia), produzindo hormônios como tiroxina (T4) e tri-iodotironina (T3). Esses hormônios estimulam o metabolismo e afetam o aumento e a taxa funcional de vários sistemas do corpo. A tireoide também produz o hormônio calcitonina, que atua na homeostase do cálcio. TIREÓIDE E PARATIREÓIDES Hipertireoidismo (tireoide muito ativa) Hipotireoidismo (tireoide pouco ativa) são os problemas mais comuns da glândula tireoide. TIREÓIDE E PARATIREÓIDES A histologia da tireoide é revestida por células foliculares (que secretam tireoglobulina e iodo para o reservatório coloidal). Ainda, células parafoliculares ou células C secretam o hormônio calcitonina. TIREÓIDE A glândula tireoide é formada por um grande número de folículos, formados por epitélio simples de células produtoras de hormônios T3 e T4. Entre os folículos, estão as chamadas células C (claras) ou parafoliculares, que produzem a calcitonina. PARATIREÓIDES O hormônio da paratireoide é conhecido como PTH ou paratormônio. Esse hormônio atua no aumento da concentração de cálcio no sangue, já a calcitonina (um hormônio produzido na tireoide) atua diminuindo a concentração de cálcio. PARATIREÓIDES O hormônio da paratireoide aumenta a absorção de vitamina D e a absorção intestinal de cálcio, sustentando a quantidade de cálcio no sangue. A histologia da glândula paratireoide contém células principais envolvidas na secreção do paratormônio (PTH). PARATIREÓIDES O efeito desse hormônio está envolvido na elevação da concentração de cálcio e na redução de fosfato nos líquidos extracelulares. Atua diretamente no metabolismo ósseo e renal do íon cálcio, no osso, na transferência do cálcio através da membrana pelo aumento da atividade osteoclástica e inibição osteoblástica, liberando cálcio e fosfato. REGULAÇÃO DOS HORMÔNIOS TIREOIDEANOS REGULAÇÃO DO PARATORMÔNIO HIPERTIREOIDISMO O hipertireoidismo é causado pela produção excessiva do hormônio, ocasionando nervosismo; palpitações; taquicardia; fraqueza muscular com fadiga; perda de peso mesmo se alimentando; transpiração excessiva; intolerância ao calor; e labilidade emocional. Essas alteraçõescausam ainda um edema da tireoide conhecido como bócio. HIPOTIREOIDISMO No hipotireoidismo a produção dos hormônios T3 e T4 diminui muito, sendo na criança chamado de "cretinismo" e no adulto de "mixedema". Os sintomas incluem letargia; intolerância ao frio; capacidades intelectuais e motoras lentas; pouco uso de glicose; inchaço; e aumento de peso. HIPOTIREOIDISMO Uma vez que o iodo é essencial para a função normal da glândula tireoide, as dietas com deficiência em iodo reduzem a produção funcional de tiroxina, podendo, então, causar o cretinismo ou mixedema. ADRENAIS São glândulas endócrinas envolvidas por uma cápsula fibrosa localizada acima dos rins. Elas estimulam a conversão de proteínas e gorduras na forma de glicose, ao mesmo tempo em que diminuem a habilidade de captar glicose pelas células, aumentando a utilização de gorduras. ADRENAIS As glândulas dividem-se em regiões com relação ao aspecto histológico: ADRENAIS FUNÇÕES DAS GLÂNDULAS ADRENAIS A glândula adrenal apresenta uma porção mais externa conhecida como córtex e outra mais interna, conhecida como medula. Cada região é responsável por secretar hormônios, sendo o córtex produtor de corticosteroides e a medula, de catecolaminas. CÓRTEX O córtex é dividido em três camadas: A camada mais superficial é a glomerulosa, liberando mineralocorticoides como a aldosterona. A camada fasciculada libera os glicocorticoides como o cortisol, responsável pelo metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas no organismo. A terceira é a camada reticulada, produzindo hormônios androgênios. MEDULA As catecolaminas, como dopamina, noradrenalina e adrenalina, são produzidas na parte medular, mais interna à glândula. Assim, o córtex da adrenal contém a zona glomerulosa, que produz a aldosterona, e as zonas fasciculada e reticulada, produtoras de glicocorticoides, como o cortisol e os esteroides, como a testosterona. MEDULA Na medula da adrenal, a crista neural está envolvida no desenvolvimento do sistema nervoso, assim como da medula da suprarrenal. A função da medula consiste na síntese e liberação de adrenalina e noradrenalina, dentre outros neurotransmissores. DOENÇA DE ADDISON A doença de Addison ou ainda insuficiência adrenal crônica é caracterizada pela pequena produção do hormônio cortisol das glândulas adrenais e, algumas vezes, também da aldosterona, hormônio que regula a pressão arterial. Nessa patologia: Ou há a baixa produção de hormônio pela glândula adrenal. Ou ainda a hipófise (glândula pituitária) não produz o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) suficiente para estimular as glândulas adrenais. DOENÇA DE ADDISON A doença de Addison pode ter algumas causas, por exemplo: Autoimunidade devido aos autoanticorpos que atacam as células adrenais. Tuberculose, HIV, câncer metastático para as glândulas adrenais, hemorragia adrenal e hiperplasia da glândula adrenal congênita. Hipotireoidismo, diabetes e doença celíaca. DOENÇA DE ADDISON A doença de Addison progride de maneira lenta e os sintomas podem ser diversos, até que ocorra uma situação de estresse. Os sintomas mais comuns são: pressão arterial baixa ao se levantar, cansaço e fraqueza, febre, perda de peso e hiperpigmentação cutânea (escurecimento da pele e lábios), devido ao aumento das concentrações plasmáticas de ACTH. SÍNDROME DE CUSHING Trata-se de uma doença endócrina causada por altos níveis de cortisol no sangue. O cortisol é liberado pela glândula suprarrenal respondendo ao hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) via adeno-hipófise no cérebro. O estresse excessivo e esteroides aumentam os níveis de cortisol sanguíneo. A doença de Cushing é um tipo de síndrome causada por um tumor benigno (adenoma) na hipófise, glândula que produz o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH). SÍNDROME DE CUSHING Alguns dos sinais e sintomas da síndrome de Cushing são: Aumento de peso com acúmulo de gordura no tronco e pescoço. Gordura depositada no rosto, formando uma face conhecida como "lua cheia". SÍNDROME DE CUSHING Afinamento dos braços e das pernas com diminuição da musculatura e fraqueza muscular, que aparece ao caminhar ou ao subir escadas. Patologias como pedras na vesícula e dores. Osteoporose, provocando dores na coluna e fraturas nos braços, pernas e na própria coluna. SÍNDROME DE CUSHING DESENVOLVIMENTO DA PRÁTICA SISTEMA ENDÓCRINO Procedimento 01 - Histologia do sistema endócrino Procedimento 01 - Histologia do sistema endócrino Procedimento 01 - Histologia do sistema endócrino Procedimento 01 - Histologia do sistema endócrino HIPÓFISE HIPÓFISE (PITUITÁRIA) Procedimento 01 - Histologia do sistema endócrino Procedimento 01 - Histologia do sistema endócrino Procedimento 01 - Histologia do sistema endócrino TIREÓIDE INSTRUÇÕES DE PROCEDIMENTO I Observar o corte de tireoide (HE) em lâmina digital e identificar: • Folículos tireoidianos • Coloide • Células foliculares • Células parafoliculares • Músculo estriado esquelético Esquematizar a histologia da tireoide. INSTRUÇÕES DE PROCEDIMENTO I Observar o corte de hipófise (HE) em lâmina digital e identificar: • Pars nervosa • Pars intermedia • Pars distalis Esquematizar a histologia da hipófise. TIREÓIDE TIREÓIDE TIREÓIDE TIREÓIDE TESTÍCULO TESTÍCULO TESTÍCULO TESTÍCULO TESTÍCULO TESTÍCULO TESTÍCULO INSTRUÇÕES DE PROCEDIMENTO I Observar o corte de testículo e epidídimo (HE) em lâmina digital e identificar: •Tecido conjuntivo frouxo •Túnica albugínea •Túbulos seminíferos • Células de Sertoli • Espermatócitos • Espermatogônias • Epitélio pseudoestratificado • Espermatozoide • Esterocílios Esquematizar a histologia de testículo e epidídimo TESTÍCULO TESTÍCULO TESTÍCULO EPIDÍDIMO EPIDÍDIMO OVÁRIO OVÁRIO OVÁRIO INSTRUÇÕES DE PROCEDIMENTO I Observar o corte de ovário (HE) em lâmina digital e identificar: • Região cortical • Região medular • Folículos ovarianos • Epitélio germinativo • Túnica albugínea • Folículos primordiais • Células foliculares Esquematizar a histologia do ovário OVÁRIO OVÁRIO OVÁRIO OVÁRIO OVÁRIO OVÁRIO OVÁRIO SUPRARRENAIS SUPRARRENAIS SUPRARRENAIS INSTRUÇÕES DE PROCEDIMENTO I Observar o corte de adrenal (HE) em lâmina digital e identificar: • Região cortical • Zona glomerulosa • Cápsula • Zona fasciculada • Zona reticulada • Região medular Esquematizar a histologia da adrenal. ADRENAL ADRENAL ADRENAL ADRENAL PÂNCREAS PÂNCREAS INSTRUÇÕES DE PROCEDIMENTO I Observar o corte de pâncreas (HE) em lâmina digital e identificar: • Ilhotas de Langerhans • Células α-pancreáticas • Células β-pancreáticas Esquematizar a histologia do pâncreas. PÂNCREAS PÂNCREAS PÂNCREAS PÂNCREAS PÂNCREAS PÂNCREAS OBRIGADA