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Escola de Fotografia Londrina Manual Didático Índice Direito Autoral 3 1 Você precisa saber 4 1.1 Direitos Morais 4 1.2 Direitos Patrimoniais 5 2 Direito de Informação 7 História da Fotografia 9 1 Nicéphore Niépce 9 2 Louis Daguerre 11 3 Geral 12 4 Fotografia Preto e Branco 16 5 Fotografia Colorida 20 6 Fotografia Digital 22 6.1 Funcionamento 23 Modelo de Câmera 25 ISO 34 Abertura 38 1 Diafragma Fotográfico 38 2 Profundidade de Campo 40 3 Distância Focal (Zoom) 43 4 Distância Real do Objeto (em metros) 43 Obturador 44 1 Tipos de Obturador 44 2 Escalas de Tempo 46 White Balance 52 1 Balanço de Branco 52 2 Cor e Temperatura de cor 54 3 O Céu Azul 56 4 O Azulamento e o Pôr-do-Sol 56 Foco 58 1 Distância Focal 61 Objetivas 62 1 2 Grande-Angular 62 3 Tele-Objetiva ou de Foco Longo 66 4 Zoom ou Foco Variável 68 5 Macro 69 6 Normal 72 Enquadramento 73 1 Regra dos Terços 73 2 Ponto de Vista 81 Iluminação e Fotometria 82 1 Iluminação Fotográfica 82 1.1 Cuidado na Contraluz 83 1.2 Luz Refletida 84 1.3 Luz Incidente 85 2 Fotometria 85 2.1 Zona de Mediação 86 Planos 88 1 Grande Plano Geral 88 2 Plano Geral 89 3 Plano Médio 90 4 Plano Americano 90 5 Primeiro Plano 91 6 Plano de Detalhe ou Close-Up 92 Perspectiva, Luz, Forma e Tom 93 1 Perspectiva 93 1.1 Perspectiva Linear 93 1.2 Perspectiva Sobreposta 93 1.3 Redução de Escala 94 1.4 Ângulo 95 1.4.1 Tomada de Nível ou da Mesma Altura 96 1.4.2 Mergulho 96 1.4.3 Contra-Mergulho 97 2 Luz, Forma e Tom 97 Still (Fotografia de Produtos) 102 Estúdio 106 1 Flash Compacto 106 2 Hazy 108 3 Soft Box e Soft Light 108 4 Strip Light 109 5 Sombrinhas 109 6 Snoot 109 7 Colmeia 110 8 Rebatedores 110 9 Girafa 111 10 Conjunto de Halógena (Luz contínua) 111 11 Refletor Parabólico Convencional 112 12 Mini Flash 112 13 Luz Fria 113 14 Jogos de Filtros Coloridos 113 15 Fundos Fotográficos 114 Escola de Fotografia Londrina 3 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Direito autoral O direito autoral é protegido no Exterior e no Brasil. A Lei que atualmente regula os direitos autorais em nosso país é a 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. (Esse texto é uma versão parcial, adaptada aos fotógrafos e compradores de fotografia área comercial, ainda que legalmente correta e criteriosa. No caso de dúvidas, sugere-se a consulta da Lei.) Primeiro: A fotografia é protegida por Lei? Sim. A fotografia é considerada como obra intelectual e como tal está protegida pelo art. 7º, inc. VII da Lei 9.610/98. Art. 7º: São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se inverte no futuro, tais como: VII - As obras fotográficas e as produzidas por qualquer processo análogo ao da fotografia. Quem é o autor? A Lei garante seus direitos? O autor é a pessoa física que cria a obra literária, artística ou científica. No nosso caso, o próprio fotógrafo. O autor da obra fotográfica poderá ser identificado pelo seu nome civil, completo ou abreviado até por suas iniciais, pelo pseudônimo ou qualquer outro sinal convencional. A obra fotográfica precisa ser registrada? Como é comprovada sua autoria? Não. O art. 18 da Lei dos Direitos Autorais exime a obrigação de registro da obra. No caso específico do fotógrafo publicitário, a autoria de uma foto pode ser comprovada de muitas maneiras: o orçamento que gerou a foto, o pedido da agência ou do cliente, a nota fiscal, as sobras de cromos ou negativos, enfim, tudo o que ligue a foto ao solicitante e/ou ao fotógrafo. Escola de Fotografia Londrina 4 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados O fotógrafo de publicidade é autor? Sim. A legislação brasileira prevê 02 (duas) hipóteses específicas para o fotógrafo de publicidade. A primeira esta prevista na Constituição Federal, art. 5º, inc.VIII, que se refere á definição da obra feita em co-autoria, ou seja, aquela obra criada em comum por dois ou mais autores. A segunda está prevista neste mesmo artigo, letra “g”, que se refere à obra derivada, ou seja, aquela que constitui criação intelectual nova resultando a transformação da obra originária. Na utilização da obra feita em co- autoria será sempre necessária a autorização dos autores que integram essa obra. A foto é sempre o produto de um autor, portanto objeto de um direito. No caso onde haja manipulação digital (retoque, fusão etc.) o manipulador também precisa autorizar e os direitos passam a serem compartilhados. 1 Você precisa saber. Na composição dos direitos autorais, existe uma divisão: direitos morais e patrimoniais. Esses direitos protegem e orientam o autor, no que diz respeito à obra criada por ele. Como Autor, há coisas que você pode e coisas que não pode fazer e esta á a chave para toda a questão ética. Os direitos morais são inalienáveis e irrenunciáveis, enquanto os direitos Patrimoniais poderão ser cedidos definitivamente ou por prazo determinado. 1.1 Direitos Morais. São direitos que o autor não poderá vender, dar, emprestar, fazer leasing, desistir e etc. Eles são partes inseparáveis da obra criada seja ela feita por encomenda, co- autoria, colaboração ou outras, pertencendo esses direitos única e exclusivamente ao autor. Portanto, pelo art.24 da Lei dos Direitos Autorais, o fotógrafo pode: • Reivindicar a qualquer tempo, a autoria da foto. • Ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado na utilização da foto. O que chamamos de crédito. • Conservar a foto inédita. • Opor-se a qualquer modificação na sua foto. No entanto, o fotógrafo pode modificar sua foto, antes ou depois de utilizada. Escola de Fotografia Londrina 5 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados • Retirar de circulação a sua foto ou suspender qualquer forma de utilização já autorizada, quando considerar a circulação ou utilização indevida. • Ter acesso para reprodução na foto original de sua autoria, mesmo quando se encontre legitimamente em poder de outro. 1.2 Direitos Patrimoniais. São aqueles que permitem que você possa comercializar a sua foto da forma que quiser. Seja ela encomendada ou não. Isso é o que vai permitir sua profissionalização e sua inclusão no mercado. ATENÇÃO: A Lei autoriza que, no caso da ausência de menção do prazo em contrato de cessão de direitos, fica estipulado o prazo de 05 (cinco) anos. Quem for utilizar uma foto deverá ter autorização prévia e expressa do fotógrafo, por exemplo, para: • Reprodução parcial ou integral. • Edição ou quaisquer transformações. • Inclusão em produção audiovisual. • Distribuição fora do contrato de autorização para uso ou exploração. • Distribuição mediante cabo, fibra ótica, satélite, ondas ou qualquer meio que permita acesso pago à foto, inclusive a internet. • Utilização direta ou indireta da foto através de inúmeros meios de exibição: audiovisual, cinema ou processo assemelhado, satélites artificiais, sistemas óticos, fios telefônicos ou não, cabos ou quaisquer meios de comunicação. • Quaisquer outras modalidades de utilização existentes ou que venhampreenche o quadro. Desde os pés sobre a linha inferior a cabeça encostando na superior do quadro até o enquadramento cujo a linha inferior corte o sujeito na cintura. Como se vê, os planos não são rigorosamente fixados por enquadres exatos. Eles permitem variações sendo definidos muito mais pelo equilíbrio entre os elementos do quadro, do que por medidas formais exatas. Os PM são bastante descritivos, diferem dos PG que narram à situação geográfica, porque descrevem a ação e o sujeito. Ou seja, sujeito ou assunto fotografado está ocupando boa parte do quadro, deixando espaço para outros elementos que deverão completar a informação. Este plano é bastante descritivo narrando à ação e o sujeito. Esse plano é muito utilizado em jornalismo televisivo. 4 Plano Americano. O ambiente fica em segundo plano e figura do sujeito aparece cortada dos joelhos para cima e abaixo da cintura. Em geral devemos enquadrar verticalmente para dar mais Escola de Fotografia Londrina 91 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados importância ao sujeito. É bastante usado em revistas. Tem esse nome devido a sua larga utilização nos filmes hollywoodianos das décadas de 30 e 40. 5 Primeiro Plano. Enquadra o sujeito dando destaque ao gesto, à emoção, à fisionomia, podendo também ser um plano de detalhe, onde a textura ganha força e pode ser utilizada na criação de fotografias abstratas. Também é comum utilizarmos a expressão “Segundo Plano” para nos referirmos a assuntos, pessoas ou objetos, que mesmo não estando em destaque ou determinando o sentido da foto, tem sua importância. Escola de Fotografia Londrina 92 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 6 Plano de Detalhe ou Close-Up. Produz imagens bastante detalhadas e geralmente de rara beleza e envolvimento emocional. Quando se focaliza apenas uma parte do rosto ou corpo da pessoa, dando ênfase àquele ponto especifico. A parte fotografada ocupa completamente a área da foto. Pode fazer com que uma foto pareça dramática, quando focalizada nos olhos, por exemplo. Ou pode expressar ternura quando o detalhe é da mão macia de um bebê. Escola de Fotografia Londrina 93 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Perspectiva, Luz, Forma e Tom 1 Perspectiva. A perspectiva é um indicador de profundidade para a fotografia, desenho e a pintura que são bidimensionais, possuem largura e comprimento. Em essência a perspectiva dá a impressão de que você esta olhando para uma cena tridimensional. Sem duvida a perspectiva não passa de uma ilusão de ótica. Há três aspectos essenciais que criam esse efeito. 1.1 Perspectiva Linear. Através da perspectiva, linhas retas e paralelas dão a impressão de convergir ou se encontrar ao longe. 1.2 Perspectiva Sobreposta. Objetos que encobrem parcialmente a outros dão a sensação de profundidade e distanciamento. Escola de Fotografia Londrina 94 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 1.3 Redução de Escala. Objetos do mesmo tamanho, quanto mais afastado estiverem do espectador, menores parecem. Ex.: Quando seguramos um livro, mantendo o braço esticado, este objeto dará a impressão de ser tão grande quanto uma casa situada a uma centena de metros. Quanto mais se reduz a distância entre o livro e a casa, mais os objetos se aproximam de suas verdadeiras dimensões. Só quando o livro se encontra em um plano idêntico ao da casa é o que o tamanho aparente de cada um deles equivale com exatidão ao real. Escola de Fotografia Londrina 95 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 1.4 Ângulo. A câmara pode ser posicionada tanto na mesma altura do modelo/motivo, como também abaixo ou acima dele. Ao fotografarmos de “cima para baixo” (mergulho), ou de “baixo para cima” (contra– mergulho) temos que nos preocupar com a impressão subjetiva causada por esta visão. Procurar um bom ângulo para a tomada fotográfica consiste em espreitar a nossa impressão gráfica e estar alerta de que qualquer pequeno deslocamento de pouca distância pode gerar composições diferentes que serão, ou não, bem sucedidas. Em consequência nos moveremos em torno dela nos aproximando e nos afastando, se possível, até conseguir um ponto de vista adequado. Escola de Fotografia Londrina 96 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 1.4.1 Tomada a Nível ou da Mesma Altura. É quando a fotografia se realiza desde o mesmo nível do objeto tomado, nem por cima nem por baixo dele. Serve para mostrar ou descrever um pouco de maneira “natural” ou “objetiva”. Incute uma posição de igualdade. 1.4.2 Mergulho. A câmera num ângulo superior “posição de mergulho” tende a diminuir o sujeito em relação ao espectador. Escola de Fotografia Londrina 97 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 1.4.3 Contra-mergulho. É quando a câmera está num ângulo inferior ao assunto criando uma sensação de grandeza, ressaltando sua força e seu domínio. Evidentemente estas colocações vão depender do contexto em que forem usadas. 2 Luz, Forma e Tom. A iluminação fornece inúmeras possibilidades ao fotógrafo. Ela está interligada aos outros elementos de linguagem funcionando de forma decisiva na obtenção do clima desejado, seja de sonho, devaneio, impacto, surpresa e suspense. A iluminação pode enfatizar um elemento, destacando-o dos demais como também pode alterar sua conotação. A maioria dos objetos de uso diário pode ser identificada apenas pelo seu contorno. A silhueta de um vaso colocado contra a janela será reconhecida de imediato porque todos nós já vimos muitos vasos antes. Contudo, o espectador pode apenas tentar adivinhar se ele é liso ou desenhado, ficando com a incerteza até que consiga divisar com clareza sua forma espacial e isso depende da luz. A luz é indispensável na fotografia. A própria palavra “fotografia”, cunhada em 1839 por Sir. John Herschel deriva de dois vocábulos gregos que significam “escrita com luz”. A luz cria sombras e altas-luzes e é isso que revela a forma espacial, o tom, a textura e Escola de Fotografia Londrina 98 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados o desenho. A fotografia é afetada pela qualidade e direção da luz. Qualidade é o termo que aplicaremos para definir a natureza da fonte emissora de luz. Ela pode ser suave, produzindo sombras tênues, com bordas pouco marcadas (por exemplo, a luz natural em um dia nublado); ou dura, produzindo sombras densas, com bordas bem definidas (luz do meio-dia). Escola de Fotografia Londrina 99 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 100 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 101 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados A altura e direção da luz têm influência decisiva no resultado final da fotografia. Dependendo da posição da luz o assunto fotografado apresentará uma foto iluminada ou sombreada. A seleção cuidadosa da direção da luz nos permite destacar objetos importantes e esconder entre as sombras aqueles que não nos interessa. Escola de Fotografia Londrina 102 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Still (fotografia de produtos) Dicas para Still Life: A fotografia de produtos (Still Life) é muito utilizada em publicidade e às vezes não sabemos algumas coisassimples e que podem fazer a diferença. Por isso seguem algumas dicas voltadas para fotografia de produtos. Instalação: - Reserve um local específico para fotografar seus produtos. Se possível tente manter as iluminações para futuras continuidades. - Veja um espaço para colocar a iluminação conforme suas opções. - Tente deixar o espaço livre. Ângulo: A posição da câmera tem que estar em um ângulo de aproximadamente 45 graus apontando para baixo na direção do produto. Sempre que possível use um tripé , ele ajuda evitar que suas fotos saiam borradas e também mantém a câmera no mesmo ângulo e iluminação. Fundo: Utilize fundos brancos, pretos ou decorativos. Isso depende da arte final que deseja chegar. O melhor custo beneficio é o E.V.A, um tipo de acetato de borracha. O E.V.A tem que ser grande o suficiente para ocupar um pouco mais que todo o fundo do produto ou no caso a caixa inteira. O fundo tem que fazer curva e ficar com 90 graus. Mesmo com o fundo branco ou preto tomar cuidado para não ficar amassado, com dobras ou sujeiras. Preparação e posicionamento: Para fotografar um produto tenha em mente a sua finalidade, o que você quer fazer com ele, o que você quer passar para a pessoa que está vendo e principalmente como você vê o produto sendo apresentado. Objetos brilhantes que refletem muito devem Escola de Fotografia Londrina 103 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados estar sem poeira e impressões digitais, esses são os mais difíceis de fotografar por refletirem muito o ambiente que fica a sua volta. Caixas (stands) com fundos brancos e pretos normalmente são os melhores e mais usados para a fotografia de produtos. Alguns produtos podem gerar estouro de branco, isso pode ser amenizado ou até removido mudando a posição e ângulo do produto e das luzes utilizadas. Para fixar produtos que deslizem pela mesa como algum produto esférico é possível utilizar uma massa de modelar ou uma massa adesiva que não é permanente chamada Pritt Multi Tak que pode ser reutilizável. Produtos pequenos podem precisar de uma amostra de escala, para a pessoa ter noção do tamanho do objeto. Para isso pode ser utilizado uma régua ou moeda. Dicas para boas fotos de produtos: 01 – Use luz suave para boas fotos de produtos. Um livro-texto antigo dizia que o objetivo da iluminação da foto de produto era similar a luz do sol em um dia nublado. Luz direta e brilhante produz sombras muito escuras e distintas, que atraem o olho do Escola de Fotografia Londrina 104 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados cliente e o distrai do produto que você quer vender. Luz suave produz sombras suaves que ajudam a produzir imagens mais bonitas. 02 – Use uma DSLR de boa qualidade e obtenha pixels maiores. A câmera escolhida para tirar as fotos dos seus produtos faz diferença. Sensores de imagens com pixels minúsculos (como câmeras de celulares) produzem imagens relativamente pobres. Enquanto sensores com pixelagem maior tiram imagens relativamente melhores. O número de megapixels da câmera não importa. Salvo algumas exceções que pixelagens maiores produzem melhores imagens de produtos. As DSLR (geralmente câmeras profissionais) têm maiores pixelagens disponíveis. 03 – Componha suas imagens de produtos. As imagens não precisam ser “quadradas”. Considere a regra dos terços e a da proporção áurea. A regra dos terços demonstra que o olho humano naturalmente se fixa em um ponto a cerca de dois terços da altura de uma imagem. Portanto, quando fizer uma fotografia ou editá-la posicione a parte principal da imagem nesta marca. Seguindo essa regra, os clientes focarão o que há de mais importante na sua imagem. A regra da proporção áurea diz respeito à forma como os homens enxergam os objetos. Ela reconhece que algumas porções da imagem naturalmente atraem a atenção do observador e geralmente é o resultado da forma de um objeto ou de uma cena. Por exemplo, linhas diagonais podem direcionar o olhar do comprador da esquerda para a direita. Componha sua imagem de produto de forma que a proporção dourada do seu objeto esteja no foco central. Faça em casa: Por vezes temos a idéia de que a fotografia publicitária, em especial a de produtos, envolve grandes meios, grandes estúdios e em certos casos até é verdade. Mas se quisermos pessoalmente por qualquer motivo fotografar um determinado objeto criando uma atmosfera que realce também podemos fazer de maneira simples em casa. Claro que o efeito não é o mesmo de um estúdio, mas pode-se notar bons resultados. Escola de Fotografia Londrina 105 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Materiais para obter esse efeito: 1 folha de cartolina preta, 1 vidro sensível do tamanho A4, 1 lanterna pequena e uma sala escura. Como é feito: Coloque a cartolina preta sobre a mesa. Em seguida com o intuito de formar reflexo, coloque o vidro sobre a folha de cartolina. Coloque o objeto a ser fotografado e comece a preparar o enquadramento e ajustes da máquina. Monte essa estrutura em um local completamente escuro. Prepare uma exposição prolongada da câmera e com uma lanterna vá iluminando a região do objeto que você quer dar ênfase. Use um ISO baixo para evitar ruídos na foto e faça a foto. Escola de Fotografia Londrina 106 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Estúdio Conhecendo seu estúdio: 1 Flash Compacto. Ideal para fotos de pessoas em corpo inteiro, meio corpo ou fotos de produtos. Também pode ser usado como luz de fundo, luz de cabelo, luz principal, luz de enchimento, ou como você imaginar. Escola de Fotografia Londrina 107 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 1 – Chave seletora de potência da luz de modelagem: • PROP: A luz de modelagem acompanha a potência do flash determinada na chave 2 • OFF: Desliga a luz de modelagem • 100%: A luz de modelagem fica em sua potência máxima mesmo que a potência do flash esteja em 1/2 carga ou 1/4. 2 – Chave seletora de potência do flash • 50% • 25% • 100% 3 – Chave liga / desliga flash. 4 – Entradas para cabos de sincronismo, cabos de interligação entre flashes, radio flash e fotocélulas externas. 5 – Sensor da fotocélula integrada. 6 – Entrada para o cabo de força. 7 – Chave para a mudança de voltagem (110/220 volts). 8 – Botão de teste do flash. 9 – Luz indicadora de carga completa. 10 – Porta fusível. Escola de Fotografia Londrina 108 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 2 Hazy. Serve para suavizar a luz. Quanto maior o hazy, maior é o espalhamento da luz e mais difuso o efeito. 3 Soft Box e Soft Light. Escola de Fotografia Londrina 109 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 4 Strip Light. 5 Sombrinhas. O flash rebate difuso para fora da sombrinha e podem ser feitas em diversas cores: a branca é neutra, a dourada dá um brilho quente e a prateada é mais brilhante e menos difusa. Essas cores também são encontradas nos rebatedores. 6 Snoot. Serve para afunilar e concentrar a luz sobre uma pequena área. Escola de Fotografia Londrina 110 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 7 Colmeia. Serve para suavizar a luz, a colméia é encaixada na parte da frente do snoot ou de refletores base. 8 Rebatedores. Como o nome já diz serve para rebater a luz e controla a densidade da sombra. Um ou mais rebatedores são utilizados para suavizar os contrastes e diminuir as sombras. A luz vai em direção ao rebatedor e voltaao objeto um pouco mais fraca, preenchendo as sombras do lado posterior ao da luz principal. Escola de Fotografia Londrina 111 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 9 Girafa. É útil como suporte para luz de cabelo, difusores, bloqueadores e rebatedores. 10 Conjunto Halógena (Luz Contínua). Devido à cor amarelada emitida pelas lâmpadas halógenas (3200ºKelvin) faz-se necessário o uso do recurso “white-balance” para que a câmera “enxergue” essa luz como se fosse branca. Escola de Fotografia Londrina 112 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 11 Refletor Parabólico convencional. Média concentração de luz, luz dura, projeção de sombras bem acentuadas, alto índice de reflexos. 12 Mini Flash. Baixa concentração de luz, luz dura, projeção de sombras acentuadas, médio índice de reflexos. Escola de Fotografia Londrina 113 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 13 Luz Fria. A luz fluorescente tem se mostrado muito eficiente para a captura digital principalmente para a foto de produtos. Existe também quem opte por esse tipo de luz para fotografar modelos. Neste caso também se pode fazer necessário o uso do recurso “white-balance” para que a câmera “enxergue” essa luz como se fosse branca, dependendo do tipo de lâmpada fluorescente usada. 14 Jogo de filtros coloridos. Possibilita a coloração do fundo fotográfico ou outros motivos da foto. Escola de Fotografia Londrina 114 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 15 Fundos fotográficos. Papel para fundo infinito para fotografia de pessoas ou produtos grandes. Rua: Prefeito Hugo Cabral, 35 Telefone 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos Reservados http://www.escoladefotografialondrina.com.br/a ser criadas. Problemas famosos. - O cliente pagou, a foto é dele? Escola de Fotografia Londrina 6 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Não, não é. Os direitos patrimoniais da fotografia podem pertencer ao cliente, dependendo do contrato assinado com o mesmo. Os direitos morais não. Como já falamos, os direitos morais são inalienáveis e irrenunciáveis, pertencendo única e exclusivamente ao autor. - O direito de exploração da obra precisa sempre de autorização formal e a qualquer tempo. Qualquer trabalho intelectual comercializado é uma concessão de direitos autorais por tempo e veículo especificado. - Você pode fazer uma cessão patrimonial de direitos, mas para isso a lei exige um contrato específico à parte, pois a utilização econômica, por parte do cliente, se extingue automaticamente após cinco anos da morte do autor, voltando o direito de comercialização aos seus sucessores. Os direitos patrimoniais ficam por 70 (setenta) anos com seus herdeiros. Só na falta deles a sua foto será de domínio público. - O cliente quer “buy-out”. O que é isso? Legalmente não é nada. Moralmente, é uma cilada para todos os envolvidos. Perante a lei, o autor é responsável pelos Direitos Morais da foto, direitos estes dos quais você não pode se livrar, nem que queira. Você vende para o cliente a utilização daquela foto porque você pode explorá-la comercialmente, mas por um tempo, espaço ou mídia que podem ser qualquer um desde que determinados. - Para haver cessão é necessário um contrato especial que tem prazo para terminar. Por quanto e como você vende esta utilização é arbítrio seu e do mercado. Porém, a melhor forma (e mais prática) será sempre a praticada nos moldes e exemplos da própria Lei. Atenção: No caso de fotografia para fins comerciais, você não pode sair fotografando a pessoa que você bem entender nem qualquer objeto de autoria conhecida sem prévia autorização. Você estará infringindo a Lei que regula o Direito de imagem das pessoas e/ou objetos. Escola de Fotografia Londrina 7 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 2 Direito de informação. Publicar foto sem interesse público gera indenização. A publicação em jornal de fotografia sem a autorização exigida pelas circunstâncias constitui ofensa ao direito de imagem, não se confundindo com o direito de informação. Com esse entendimento, a 3ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o jornal Diário Popular (hoje Diário de São Paulo) a pagar indenização equivalente a 100 salários mínimos a Valdik Leite Trigueiro. Vítima de tentativa de assalto. Trigueiro teve sua foto, ao lado de um irmão, publicada no jornal. Em seguida à publicação da foto o irmão da vítima foi assassinado. Condenado em primeira instância, o jornal ingressou com recurso no TJ alegando, em preliminar, cerceamento de defesa. Sustentou que o juiz não teria determinado a produção de provas. No mérito, pediu a improcedência da ação, pois a publicação da imagem do autor seria de interesse público. O motivo da ação foi à publicação de uma fotografia de Trigueiro, junto com um irmão, logo depois de ter sofrido uma tentativa de assalto. Ele estava internado num hospital, recuperando-se dos disparos de arma de fogo, quando foi abordado pelo fotógrafo do jornal. Trigueiro pediu ao repórter fotográfico que não divulgasse a foto, temendo eventual represália do autor do homicídio. Não foi atendido e em seguida o irmão, que aparecia a seu lado na foto, foi assassinado a tiros, no próprio hospital. “Embora de inteira pertinência a súplica e de questionável o interesse público na divulgação, tendo a fotografia estampada no periódico da apelante, logo abaixo do noticiário da morte do seu irmão e da indignação que tomou conta da família, donde violado o seu direito de preservação da própria imagem, resultando o dano moral do fato ofensivo”, apontou o relator Waldemar Nogueira Fil. DEZ QUESTÕES BÁSICAS QUE O FOTÓGRAFO DEVE SABER ANTES DE FOTOGRAFAR. 01 - Cuidado ao fotografar pessoas, há restrições quanto ao uso da imagem alheia. Para fins jornalísticos e editoriais não há impedimento desde que não haja dano à imagem. Escola de Fotografia Londrina 8 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 02 - Cuidado ao fotografar obra de arte que também é protegida, tanto quanto a imagem de uma pessoa. 03 - Fotos para fins pedagógicos, científicos, têm uma redução da proteção do titular de direito em favor da sociedade que é usuária do conhecimento humano. 04 - Obras arquitetônicas são consideradas artísticas, portanto, também estão protegidas pelo direito do autor. 05 - Na publicidade, tenha em mente sempre a regra: nada pode, sem a autorização do titular. 06 - Jamais faça remontagem da imagem de uma pessoa. A prática é comum no design e não é permitida perante a lei. 07 - Obra fotográfica bastante conhecida ou notoriamente artística não poder ser plagiada. 08 - Ninguém pode alegar que o fotógrafo cedeu os direitos autorais, sem que isso conste expressamente em contrato de cessão de direitos. 09 - A interpretação dos contratos de cessão é restrita. 10 - O fotógrafo não é obrigado a autorizar alterações em sua obra, a não ser que conste no contrato de cessão de direitos. Escola de Fotografia Londrina 9 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados História da Fotografia 1 Nicéphore Niépce. No início do século XIX a burguesia culta da Inglaterra e da França interessou-se pelas aplicações práticas das novas descobertas científicas. Nesta altura, em locais diferentes e sem terem conhecimento uns dos outros, foram muitos os investigadores que procuravam o método de obter fotografias. Um dos mais interessados nessas pesquisas foi o litógrafo e inventor francês Nicéphore Niépce que com o seu irmão Claude já tinha conseguido em 1816 realizar uma imagem em câmara escura utilizando papel sensibilizado com cloreto de prata. Porém os tons ficavam invertidos e as suas buscas para sensibilizar provas positivas só resultaram em 1826 quando Niépce usou uma substância à base de verniz de asfalto (betume da judéia) que aplicada sobre vidro, endurecia e associada a uma mistura de óleos fixava a imagem. Em 1827 Niépce Escola de Fotografia Londrina 10 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados expôs uma placa de estanho coberta de betume da judéia na câmara escura e obteve, depois de uma exposição de oito horas, uma imagem de um pombal, vista da janela da sua sala de trabalho. Escola de Fotografia Londrina 11 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 2 Louis Daguerre. Em 1827 Niépce associa-se a Louis Daguerre e os dois prosseguiram as suas investigações em comum. Depois da morte de Niépce em 1833, Daguerre continuou as suas experiências em Paris, com chapas revestidas de prata e sensibilizadas com iodeto de prata, abandonando definitivamente o betume. Em 1835 descobriu que o vapor de mercúrio revelava as imagens, o que permitia reduzir radicalmente a duração da exposição. Mas faltava saber como parar a ação da luz sobre a prata, o que provocava o escurecimento da imagem até o seu desaparecimento. Em 1837 Daguerre descobriu um processo para interromper a ação da luz, com um banho de cloreto de sódio (sal). Data desse ano aquela que é considerada a primeira fotografia batizada de daguerreótipo. Escola de Fotografia Londrina 12 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Os primeiros daguerreótipos eram de má qualidade, pois, eram facilmente estragados pelos dedos e pelas variaçõesde temperatura e umidade. A imagem tinha pouco contraste tonal, não servia para reprodução de cópias e o tempo de exposição era longo, variando entre quinze e trinta minutos. A sua famosa fotografia "Paris Boulevard" de 1839, mostra uma rua de Paris que parece deserta. Esta sensação deve- se à sua longa exposição (cerca de 20 minutos), o que fez que tudo o que se movesse não ficasse registrado na imagem. Vê-se uma única pessoa, com um pé pousado num fontanário, que era um amigo do fotógrafo. Ele permaneceu imóvel durante o tempo da exposição. Esta pode ter sido a primeira pessoa a ser "fotografada". 3 Geral. O britânico Willian Fox Talbot, que já efetuava pesquisas com papéis fotossensíveis, ao tomar conhecimento dos avanços de Daguerre, em 1839, decidiu apressar a apresentação de seus trabalhos à Royal Institution e à Royal Society, procurando Escola de Fotografia Londrina 13 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados garantir os direitos sobre suas invenções. Talbot desenvolveu um diferente processo denominado Calotipo, usando folhas de papel cobertas com cloreto de prata, que posteriormente eram colocadas em contato com outro papel, produzindo a imagem positiva. Este processo é muito parecido com o processo fotográfico em uso hoje, pois também produz um negativo que pode ser reutilizado para produzir várias imagens positivas. Na época, Hippolyte Bayard também desenvolveu um método de fotografia. Porém, por demorar a anunciá-lo não pôde mais ser reconhecido como seu inventor. No Brasil, o francês radicado em Campinas-SP, Hércules Florence conseguiu resultados superiores aos de Daguerre, pois desenvolveu negativos. Contudo, apesar das tentativas de disseminação do seu invento, ao qual denominou "Photographie" - sendo ele o legítimo inventor da palavra - não obteve reconhecimento na época. Em 1871 o tempo necessário para registrar imagens fotográficas foi reduzido com a introdução de placas de brometo de gelatina conserváveis (gelatina seca), pelo médico e microscopista inglês Richard Leach Maddox. Esta invenção foi de grande importância para a fotografia e foi nos anos seguintes aperfeiçoada por John Burgess, Richard Kennett e por Charles Harper Bennet que conseguiram fabricar placas secas mais leves e de utilização mais cômoda. Estas placas começaram a ser fabricadas por diversas firmas na Europa e nos Estados Unidos a partir de 1878. Abria-se assim uma nova época para a fotografia. Na origem o suporte era vidro coberto com uma emulsão de brometo de prata colocada sobre gelatina especialmente preparada. Em 1883 o vidro, frágil e de manuseio difícil, foi substituído pelo celulóide (o que se pode considerar como a primeira película) em folhas padronizadas. Assim chegou ao final do século XIX, com a contribuição de muitos investigadores e inventores à fotografia sobre película em rolos de papel, substituível mesmo à luz do dia, fabricada e vendida a partir de 1888 pela Eastman Company de Nova Iorque. Escola de Fotografia Londrina 14 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 1888 — Até este ponto de nossa história, a fotografia foi de domínio exclusivo dos profissionais. A fotografia era muito limitada. Então George Eastman desenvolve a primeira câmera portátil – a KODAK – vendida com um filme em rolo de papel suficiente para tirar 100 fotografias. Agora, disponível a qualquer um. Tornou-se a fotografia mais barata, pois a máquina da Kodak usa filme de rolo com uma base de papel, coberta com uma emulsão fotossensível. A simplicidade da câmera Kodak é responsável pela popularização da fotografia amadora. No ano seguinte, Eastman substitui o filme de papel por um de plástico transparente à base de nitrocelulose. Com o slogan “VOCÊ APERTA O BOTÃO E NÓS FAZEMOS O RESTO”, o fotógrafo amador apenas operava a máquina. Terminado o rolo, o cliente manda a câmera inteira para a empresa Eastman, que revela o filme e faz as cópias, devolvendo o aparelho com um novo rolo de filme ao proprietário que pagava 10 dólares pelo serviço. Escola de Fotografia Londrina 15 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados American Film. O Norte-americano George Eastman (1854 – 1932) popularizou a fotografia com a criação do filme flexível (em rolo), que tinha o nome de “American Film”. Como era grande o número de amantes da fotografia dessa época, tornou-se possível a produção industrial de máquinas, materiais e acessórios fotográficos. 1910 — Primeiras câmeras Kodak chegam ao Brasil. O primeiro escritório foi inaugurado no Rio de Janeiro em 11 de outubro de 1920 e contava com apenas seis funcionários. Nesta época, a empresa importava e comercializava chapas, filmes e papéis fotográficos. O impulso que o mercado nacional necessitava aconteceu em 1965, quando a empresa lançou a primeira câmara Kodak brasileira, a Rio 400, em homenagem ao IV centenário da cidade do Rio de Janeiro. A primeira grande expansão de suas operações na História da Fotografia do Brasil aconteceu na década de 70, com a inauguração do complexo industrial de São José dos Campos, onde foi incrementada a produção de câmaras e papéis fotográficos coloridos, preto e branco e além de fotoquímicos. Escola de Fotografia Londrina 16 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 4 Fotografia Preto e Branco. A fotografia nasceu em preto e branco, mais precisamente como o preto sobre o branco, no início do século XIX. Desde as primeiras formas de fotografia que se popularizaram, como o daguerreótipo - em 1823 - até ao filme preto e branco atual, houve muita evolução técnica e diminuição dos custos. Os filmes atuais têm uma grande gama de tonalidade, superior até mesmo aos coloridos, resultando em fotos muito ricas em detalhes. Por isso, as fotos feitas com filmes PB são superiores as fotos coloridas convertidas em PB. Meio tom: As fotografias em preto e branco se destacam pela riqueza de tonalidades; a fotografia colorida não tem o mesmo alcance dinâmico. Na fotografia PB se costuma utilizar a luz e a sombra de forma mais proeminente para criar efeitos estéticos. Há quem prefira fotografar apenas em filme preto e branco, mesmo com a maior facilidade e menor custo do equipamento digital. Os sensores das câmeras digitais ainda possuem alcance dinâmico muito menor do que a fotografia analógica. Foto de Sebastião Salgado do livro Trabalhadores. Foto de Sebastião Salgado do livro África. Escola de Fotografia Londrina 17 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 18 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 19 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 20 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 5 Fotografia Colorida. A fotografia colorida foi explorada durante o século XIX e os experimentos iniciais em cores não puderam fixar a fotografia, nem prevenir a cor de enfraquecimento. Durante a metade daquele século as emulsões disponíveis ainda não eram totalmente capazes de serem sensibilizadas pela cor verde ou pela vermelha. A total sensibilidade a cor vermelha só foi obtida com êxito total no começo do século XX. A primeira fotografia colorida permanente foi tirada em 1861 pelo físico James Clerk Maxwell. O primeiro filme colorido, o Autocromo, somente chegou ao mercado no ano de 1907 e era baseado em pontos tingidos de extrato de batata. A primeira fotografia colorida, feita por Maxwell. Em 1907, os irmãos francesesAuguste Lumiére e Louis Lumiére simplificaram muito o processo de seleção de cores por filtros, dando o primeiro vislumbre de possibilidades comerciais para a fotografia colorida, com suas chapas AUTOCHROME – o primeiro processo fotográfico colorido. Louis e Auguste eram filhos e colaboradores do industrial Antoine Lumière, fotógrafo e fabricante de películas fotográficas, proprietário da Fábrica Lumière (Usine Lumière), instalada na cidade francesa de Lyon. Antoine aposentou-se em 1892, deixando a fábrica entregue aos filhos. Outro invento que lhes tem sido atribuído é cinematógrafo, uma máquina de filmar e projetor de cinema, que na verdade foi inventado por Léon Bouly, em 1892, que teria perdido a patente, de novo registrada pelos Lumière em 13 de Fevereiro de 1895. Escola de Fotografia Londrina 21 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados O primeiro filme colorido moderno, o Kodachrome, foi introduzido em 1935, baseado em três emulsões coloridas. A maioria dos filmes coloridos modernos, exceto o Kodachrome, são baseados na tecnologia desenvolvida pela Agfacolor em 1936. O filme colorido instantâneo foi lançado pela Polaroid em 1963. A fotografia colorida pode formar imagens como uma transparência positiva, planejada para uso em projetor de slides (diapositivos) ou em negativos coloridos, planejado para uso de ampliações coloridas positivas em papel de revestimento especial. O último é atualmente a forma mais comum de filme fotográfico colorido, devido à introdução do equipamento de foto impressão automática. Foto de 1942 de um carpinteiro trabalhando, é um exemplo histórico das primeiras fotografias coloridas. Escola de Fotografia Londrina 22 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 6 Fotografia Digital A foto feita com uma câmera digital ou determinados modelos de telefone celular, resultam em um arquivo que pode ser editado em computador, impresso, enviado por e-mail ou armazenado em web sites, CD-ROMs, Pendrives e etc. A fotografia tradicional era um fardo considerável para os fotógrafos que trabalhavam em localidades distantes como correspondentes de órgãos de imprensa sem acesso às instalações de produção. Com as redes de televisão enviando notícias quase que instantaneamente, houve um aumento na urgência para se transferir fotos aos jornais mais rapidamente. Fotógrafos em localidades remotas carregariam um mini-laboratório fotográfico com eles e alguns meios de transmitir suas imagens pela linha telefônica. Em 1990, a Kodak lançou o DCS 100, a primeira câmera digital comercialmente disponível. Seu custo impediu o uso em fotojornalismo e em aplicações profissionais, mas, a fotografia digital surgiu neste momento. DCS 100 fabricada pela Kodak e comercializada pela Nikon. Escola de Fotografia Londrina 23 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 6.1 Funcionamento. Na fotografia digital a luz é capturada por um sensor chamado de CCD ou CMOS, que por sua vez converte a luz em um código eletrônico. Uma matriz de números digitais que é armazenado em um cartão de memória. Tipicamente, o conteúdo desta memória será mais tarde transferido para um computador. Já é possível também transferir os dados diretamente para uma impressora gerar uma imagem em papel, sem o uso de um computador. Uma vez transferidas às imagens para fora do cartão de memória, este poderá ser reutilizado. CCD: Dispositivo de carga acoplada CMOS: Semicondutor de óxido metálico complementar O sensor que substitui o filme nas câmeras digitais. Presos ao fundo da câmera fotográfica onde antigamente se posicionava o filme, os sensores, convertem a luz em elétrons. Milhões de pontos fotossensíveis, cada um dos quais transforma a luz de uma pequena parte da imagem captada, em elétrons. A próxima etapa consiste em ler o valor (carga acumulada) de cada célula na imagem. Escola de Fotografia Londrina 24 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 25 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Modelo de Câmera A fotografia se estabiliza como processo industrial no século XX articulando uma câmera ou câmara escura, como dispositivo formador da imagem e um modo de gravação da imagem luminosa. Uma superfície fotossensível, que pode ser o filme fotográfico, o papel fotográfico ou no caso da fotografia digital, um sensor digital CCD/CMOS que transforma a luz em um mapa de impulsos elétricos, que serão armazenados como informação em um cartão digital. Nesse processo fica evidente a relação entre a fotografia e seus processos comparáveis. Por exemplo, a fotocópia ou máquina xerográfica, forma imagens permanentes, mas usa a transferência de cargas elétricas estáticas no lugar do filme fotográfico. Disso provém o termo eletro- fotografia. Na raiografia, divulgada por Man Ray em 1922, imagens são produzidas pelas sombras de objetos no papel fotográfico, sem o uso de câmera. Câmara Escura tipo caixão usada por cerca de 150 anos antes do aparecimento da fotografia. Existem muitos modelos de câmeras fotográficas no mercado. Desde compactas até as profissionais mais sofisticadas e precisas. Câmeras compactas têm vantagens como, Escola de Fotografia Londrina 26 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados baixo custo, leveza, fácil operação e objetivas claras. Alguns modelos de compactas permitem o ajuste de diafragma e obturador. Escola de Fotografia Londrina 27 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 28 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 29 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 30 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 31 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Uma das desvantagens das compactas é a demora pra se registrar uma cena, tornando impossível o seu uso profissionalmente. Outra dificuldade das compactas esta ligada ao enquadramento. Quando se usa o visor e não o LCD, ocasiona uma diferença de enquadramento, chamada de paralaxe, que poderá trazer problemas, pois se corre o risco de perder parte da imagem enquadrada pelo visor. O erro de paralaxe pode ser apresentado com cortes ou sobras na imagem, tanto para as laterais, como topo e base. Outro modelo muito utilizado é o Reflex ou SLR (single lens reflex). Essa sigla expressa à possibilidade do fotógrafo enquadrar a cena utilizando a mesma objetiva que transportará a imagem até o filme ou sensor, ou seja, a mesma imagem que o fotógrafo observa antes do clique será exatamente a que se terá no resultado final, sem erro de paralaxe. Escola de Fotografia Londrina 32 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Isso se deve ao sistema penta-prisma. Um jogo de espelhos que faz com que a imagem que entra pela objetiva seja desviada para o visor. Assim que o botão de disparo é acionado o espelho principal sobe permitindo assim, que a luz da cena chegue até o sensor ou filme. Fotógrafos controlam a câmera ao expor o material fotossensível à luz, o que se altera qualitativa e quantitativamente, segundo as possibilidades de cada aparelho. Os controles são geralmente inter-relacionados. Porexemplo, a exposição varia segundo a abertura (que determina a quantidade de luz) multiplicada pela velocidade do obturador (que determina um tempo de exposição), o que varia o tom da foto, a Escola de Fotografia Londrina 33 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados profundidade de campo fotográfico e o grau de corte temporal do modelo fotografado. Diferentes distâncias focais das lentes permitem variar a conformação da profundidade da imagem, bem como seu ângulo. Os controles das câmeras podem incluir: ISO, Abertura, Velocidade, Balanço de branco, Profundidade de Campo, Distância focal, Fotômetro e Foco. Vamos então ver cada um deles. Escola de Fotografia Londrina 34 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados ISO Em fotografia, ISO (International for Standardization Organization) é a medida da sensibilidade de superfícies sensíveis à luz (filme fotográfico ou sensor de imagem). Sensibilidade consiste na capacidade que um filme ou sensor tem de registrar a luz. Quanto maior o número do ISO mais sensível a luz ele será. Quanto mais sensível, menor será a intensidade da luz necessária para registrar uma imagem. Em contrapartida, ao se diminuir o número do ISO, menos sensibilidade ele terá e a intensidade de luz para se registrar uma imagem deverá ser maior. Por convenção, a fotografia digital usa a mesma escala de sensibilidade da fotografia tradicional, embora o sensor de imagem da câmera digital responda reagindo de modo diferente do filme fotográfico. ISO corresponde à antiga escala ASA. Dobrar a velocidade do filme implica dobrar o valor numérico que designa a sensibilidade do filme. Para exemplificar, um filme de ISO 200 é duas vezes mais sensível do que um filme de ISO 100. Escola de Fotografia Londrina 35 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Tanto na fotografia digital como na analógica, quanto mais se aumenta o ISO, maior será o índice de granulação ou ruído na foto. Altos valores de ISO são geralmente usados em situações de pouquíssima luz, para se usar tempos de exposição menores e assim não obter fotos borradas ou tremidas em função da longa exposição. Mas o custo será a obtenção de fotos com mais ruído. A foto que acima foi feita com a seguinte configuração: ISO 1000 f4 1/80 200mm. A cena era de ação e exigia que a velocidade fosse suficiente para congelar. Os artistas se encontravam distantes do fotografo, o que pediu uma teleobjetiva, o uso do flash não era permitido durante o show e também não alcançaria com eficiência os motivos (artistas), por isso foi necessário um ISO elevado, o que ocasionou certo ruído. Escola de Fotografia Londrina 36 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Exemplos: A primeira foto foi feita usando um ISO 100, enquanto a segunda foi usado ISO 3200. Comparando-as, é possível ver que as fotos com valores de ISO baixo são muito mais limpas e suaves. O ISO 100 geralmente é aceito como 'normal', e irá proporcionar fotos com baixas taxas de ruído. Ao selecionar um ISO específico, isto terá impactos na abertura e na velocidade do obturador que são necessários para ter fotos bem Escola de Fotografia Londrina 37 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados expostas. Por exemplo, se você mudar seu ISO de 100 para 400, você notará que velocidades mais altas poderão ser usadas e/ou aberturas menores. Sempre que houver pouca luz no ambiente onde se fará uma foto, use ISO alto, para aproveitar o máximo da luz no local e poder utilizar velocidades que permitam congelamento da cena. O recomendado é que sempre se use o menor ISO possível para se evitar granulação nas fotos, Apesar de que nem sempre é possível. Veja alguns exemplos de utilização de ISO: Numa praia ensolarada você pode usar ISO 100 ou 200. Em um parque em dia de sol o ISO pode ser 100 ou 200. Em uma estação de esqui, 100 ou 200. Dia nublado o ISO ideal seria 400. Logo após o entardecer ou pouco antes do amanhecer, ISO 800. Note que os exemplos fazem menção a lugares abertos, isto porque queremos que você relacione o tipo de iluminação desses locais com o ISO que pode ser usado. O ISO é apenas uma das ferramentas de ajustes em uma câmera. Abertura de diafragma e velocidade de obturador trabalharão em conjunto com este ajuste e podem facilmente alterar os valores acima, de acordo com a prioridade do fotografo. Pense sempre assim: Tem pouca luz, ISO alto, tem muita luz ISO baixo. Em geral as câmeras compactas geram muito mais ruído que as profissionais, principalmente devido às suas dimensões reduzidas. Como seus sensores são muito pequenos cada pixel capta menos luz gerando imagens mais granuladas. Escola de Fotografia Londrina 38 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Abertura 1 Diafragma fotográfico. É o dispositivo que regula a abertura de um sistema ótico. É composto por um conjunto de finas lâminas sobrepostas que se localiza dentro da objetiva permitindo a regulagem da intensidade de luz que irá atingir o filme ou sensor. O valor do diafragma se dá através de números, conhecidos como números f ou f-stop e seguem um padrão numérico universal. Esta escala inicia-se em 1, 1.4, 2, 2.8, 4, 5.6, 8, 11, 16, 22, 32 sendo que quanto menor for o número f maior a quantidade de luz que ele permite passar e quanto maior o número f menor a quantidade de luz que passará pelo diafragma. Cada número maior, ou seja, mais fechado, representa a metade da luz que a abertura anterior permite passar, assim como a cada número menor, ou seja, mais aberto, permite a entrada do dobro de luz. Escola de Fotografia Londrina 39 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados O diafragma pode ser comparado à íris dos nossos olhos, pela capacidade de controlar a quantidade de luz que atingirá o filme. Os olhos usam a íris para regular a entrada de luz; uma câmera fotográfica utiliza o diafragma para a mesma finalidade. Escola de Fotografia Londrina 40 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 2 Profundidade de Campo. É a região de focalização ou região nítida, no campo dos objetos (cena fotográfica), ou seja, é a região na foto onde se consegue observar os elementos que a compõe com perfeita nitidez. A profundidade de Campo depende da abertura do diafragma, da distancia focal (zoom) e da proximidade que se está do objeto a ser fotografado. Os diferentes valores de abertura do diafragma geram diferentes efeitos de profundidade de campo e consequentemente aparência de foco. Diafragmas mais fechados tendem a proporcionar maior área focada enquanto diafragmas mais abertos tendem a fazer o oposto. A área escura é onde se encontra a concentração do foco. Cabe a ferramenta diafragma “esticar ou encurtar” a área focada dentro da imagem. A profundidade de campo pode ser usada para atrair a atenção sobre uma pessoa ou área de uma imagem. Abertura em f 5,3 Escola de Fotografia Londrina 41 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 42 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 43 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 3 A distância focal (zoom). Maior distância focal (mais zoom) menor profundidade de campo. Comose vê na imagem, a foto feita com um zoom de 35 mm tem uma profundidade de campo maior que a foto feita com um zoom de 100mm. A área escura é onde se encontra a concentração do foco. 4 Distancia Real do objeto (em metros). Quanto menor é à distância do sujeito/objeto que se foca menor é a profundidade de campo. Como se vê na imagem a foto feita a 1,5 metros do sujeito tem uma profundidade de campo menor que a foto feita a 4,5 metros. A área escura é onde se encontra a concentração do foco. Escola de Fotografia Londrina 44 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Obturador O obturador é um dispositivo mecânico que mantém o sensor ou filme protegidos da luz até que se acione o botão de disparo. Ele controla o tempo de exposição em uma câmera fotográfica, tempo que o fotógrafo estabelece. Esse tempo de exposição é geralmente medido em segundos ou fração de segundos. Uma espécie de cortina que protege o filme/sensor da luz e quando se aciona o disparador ele abre e fecha. Quanto mais tempo aberto, mais luz entra. A velocidade do obturador é um dos fatores utilizados para alterar o resultado final de uma fotografia. Um longo tempo de exposição causa movimentos borrados. Um tempo curto gera congelamento de movimentos. Qualquer um dos dois pode ser usado propositalmente pelo fotógrafo para criar efeitos incríveis numa foto. 1 Tipos de Obturador. Obturador Concêntrico ou Central: O concêntrico é formado por um jogo de lâminas que se abrem do centro para fora e em geral são mais silenciosos que os de plano focal, porém não atingem uma velocidade maior do que 1/500 s. Esse tipo de obturador não se situa na própria máquina, mas sim na objetiva. Obturador de Cortina: Fica no corpo da câmera e trata-se de uma cortina que percorre horizontalmente ou verticalmente o plano do filme descobrindo o filme por faixa e não por completo como no Obturador Concêntrico. Suas vantagens são o fato de ser separado das objetivas tornando-as mais baratas e de seu mecanismo permitir que se alcancem velocidades mais altas. (1/8000s). Escola de Fotografia Londrina 45 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 46 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 2 Escalas de tempo. Assim como ocorre com os diafragmas, os tempos ou velocidade que se usam com maior freqüência também foram padronizados e aceitos por todos os fabricantes de máquinas fotográficas. A escala de tempo foi elaborada por um critério semelhante ao da série de diafragma. Como objetivo de que ambas pudessem ficar relacionadas no momento de medir exposição. Em consequência, a relação de um determinado tempo a outro é a metade do anterior e o dobro do número subsequente. Tempo de exposição é normalmente dado no formato 1 / x em que X representa uma fração de tempo em segundos, ou seja, 1 segundo dividido pelo nº seguinte. Os valores comuns são: 1 Segundo 1/2 = 0,5 1/4 = 0,25 1/8 = 0,125 1/15 = 0,66 1/30 = 0,033 1/60 = 0,0166 1/125s = 0,008 1/250s = 0,004 1/500s = 0,002 1/1000s = 0,001 1/2000s = 0,0005 1/4000s = 0,00025 1/8000s = 0,000125 B (Bulb): Que mantém o obturador aberto enquanto o botão disparado estiver pressionado. Têm-se as velocidades: Positivas: 1, 2, 4, 8, 15, 60, 125, 250, 500, 1.000, 2.000, 4.000, 8.000. Escola de Fotografia Londrina 47 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Os números da escala acima são divisores, que fazem o tempo de exposição ficar rápido, curto ou curtíssimo. Negativas: 2’, 4’, 8’,10’, 15’, 30’... Este outro, geralmente com aspas que os identifica como segundos inteiros são prolongadores de tempo, pois, deixam o obturador aberto permitindo que mais tempo de luz entre na câmera. É assim que fazemos fotos de longa exposição. A velocidade do obturador ou tempo de exposição, em fotografia, está diretamente relacionada com a quantidade de tempo que o obturador da câmera leva para abrir e fechar, deixando passar a luz que irá sensibilizar o filme ou o sensor digital e formar a imagem. É fácil de perceber que se deixar a máquina recebendo luz durante 10 segundos, só vai ficar uma imagem estática e bem definida se nada no cenário que estamos fotografando se movimentar durante este tempo. Quanto menor o tempo de exposição, menos luz é absorvida no interior da câmera, maior deverá ser a abertura do diafragma para se obter uma exposição correta. Foto noturna com diferentes tempos de exposição. Influenciando a imagem. Fotografias obtidas com a mesma abertura do diafragma. Escola de Fotografia Londrina 48 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 49 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 50 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 51 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 52 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados White Balance 1 Balanço de Branco. Balanço do branco (em inglês, white balance) se refere aos ajustes que são efetuados pelo fotógrafo ou pela câmera fotográfica para se obter imagens com fidelidade de cores próxima àquelas que os objetos apresentam sob iluminação ideal. A percepção da visão humana faz com que enxerguemos um papel branco em sua cor natural sob diferentes condições de iluminação. A maioria das câmeras fotográficas digitais também faz isso automaticamente, embora nem sempre satisfatoriamente. O balanço de cores é efetuado previamente tanto na fotografia com filmes como na fotografia digital. Na fotografia com filmes a cores, desvios de cores residuais são corrigidos posteriormente pelo laboratório fotográfico, já na fotografia digital a correção de cores no pós-processamento é feito ou por editores gráficos ou pelo próprio fotógrafo antes da impressão gráfica ou da revelação digital. Escola de Fotografia Londrina 53 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 54 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 2 Cor e temperatura de cor. O grau de adaptação necessário para obter imagens com cores previamente balanceadas depende da avaliação mais ou menos precisa da temperatura de cor da iluminação ambiente. Ambientes iluminados com lâmpadas do tipo fluorescente exigem balanceamento de cores especiais para este tipo de lâmpada. Há muitos tipos de lâmpadas fluorescentes e muitas câmeras digitais oferecem balanceamento pré- ajustado para diferentes tipos destas lâmpadas. Algumas câmeras possibilitam o balanço de cores em dois eixos: o eixo da temperatura (azul para vermelho) e o eixo neutro (magenta para verde). Para a fotografia não é importante se conhecer as minúcias físicas da luz e sim uns poucos elementos necessários para se entender a luz de forma que se torne mais fácil trabalhá-la. Escola de Fotografia Londrina 55 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Como podemos notar na tabela acima a porcentagem maior ou menor de certa cor irá determinar qual predominará no resultado final que o filme daylight (luz do dia) irá registrar. O filme daylight é composto de forma a registrar uma Temperatura de Cor de Escola de Fotografia Londrina 56 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados5500 a 5700 Kelvin, sua temperatura ideal para trabalho, onde a proporção de cores primárias é a mesma para as três (33.3%), registrando assim as cores corretamente. Esta temperatura de cor a 5500 Kelvin é a que nos interessa. Pois ela é a temperatura na qual todos os equipamentos de flash são calibrados para trabalhar, ou seja, ao dispararem, emitem ondas eletromagnéticas cuja proporção entre as três cores primárias será igual (33.3 %), gerando assim uma luz branca. A lâmpada de halogênio tem uma temperatura de cor que varia entre 3200 a 3400 Kelvin. Nesta situação a porcentagem de ondas eletromagnéticas vermelhas é maior que as demais cores, provocando no filme daylight, uma ligeira amarelada na foto. O efeito que esta lâmpada gera pode ser combinado com o flash em estúdio a velocidades mais baixas que a de sincronismo do flash no intuito de dar uma “esquentada” na imagem, caso seja esta a intenção do fotógrafo. 3 O céu azul. Em um dia claro, sem muitas nuvens ou poluição, a tonalidade do céu na terra é azul porque a luz solar branca, ao penetrar na atmosfera, sofre um fenômeno chamado espalhamento ray-Light, no qual a luz azul presente na composição da luz branca é espalhada de maneira muito mais eficiente do que as outras cores. Isto faz com que a tonalidade predominante no céu seja o azul, a temperatura de cor do céu azul pode atingir valores entre 10.000 e 20.000 K. Por esta razão, quando se fotografa ao ar livre, com o sol aberto, um objeto que não recebe luz, isto é, colocado na região de sombra, vai apresentar uma forte tendência ao azulamento. 4 O azulamento e o pôr-do-sol. Com frequência se observa que nos instantes próximos ao nascer e ao pôr-do-sol, a região do horizonte nas vizinhanças do sol apresenta um forte avermelhamento. Isto ocorre porque a luz solar atravessa uma camada mais baixa e espessa da atmosfera. Nesta camada a presença de poeira, fumaça e poluição provocam um espalhamento forte dos maiores comprimentos de onda, isto é, laranja e amarelo. A temperatura de cor sofre uma redução acentuada, podendo atingir valores da ordem de 3000 K. Escola de Fotografia Londrina 57 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 58 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Foco Foco é um efeito ótico que torna a imagem visualizada nítida no ponto no qual os raios de luz convergem. No processo fotográfico o foco é ajustado para dar mais nitidez ao tema que terá mais importância na foto. Todo equipamento fotográfico tem um sistema de seleção de foco. Ao apontar a câmera para um objeto ou pessoa, devemos saber onde exatamente o ponto de foco está se posicionando, pois é ali que o olho observador se fixará. Escola de Fotografia Londrina 59 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 60 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 61 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 1 Distância focal. A distância focal é uma das mais importantes características de uma objetiva. É a partir dela que o fotógrafo define, por exemplo, a maior ou menor aproximação de uma imagem, ou ainda escolhe o campo de visão que deseja trabalhar. A distância focal de uma objetiva é determinada a partir dos pontos nodais até dos focais, ou seja, é a distância, em milímetros entre o ponto de convergência da luz até o ponto onde a imagem será projetada. Ponto onde ocorre a inversão da imagem. Escola de Fotografia Londrina 62 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Objetivas 1 Grande-Angular. São objetivas que apresentam distâncias focais menores que a diagonal da imagem projetada, tendo um grande campo de visão. Este campo pode ser desde a ordem de 180°, como em objetivas "olho de peixe" como 60°. Seu uso, em geral, fica limitado à fotografia e vídeo. Escola de Fotografia Londrina 63 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Uma característica marcante é a tendência de causar distorções dos planos, sensação de prolongamento, onde objetos ou pessoas que estejam mais próximos a elas apareçam maiores do que aquilo que estiver mais distante. Outra característica é que a focalização é muito mais fácil, pois possui um grande ângulo de visão. Também possui naturalmente uma profundidade de campo muito maior, comparado com a mesma abertura do diafragma utilizado em outros tipos de objetivas. Escola de Fotografia Londrina 64 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Objetiva Grande Angular. Objetiva Olho de Peixe 10-15mm. Foto feita em 10mm de distancia focal. Escola de Fotografia Londrina 65 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Olho de Peixe Olho de Peixe Escola de Fotografia Londrina 66 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 2 Tele-Objetiva ou de Foco Longo. Estas objetivas são sistemas ópticos cujas distâncias focais são maiores que as das objetivas normais. O número de lentes é menor e a distância entre os primeiros elementos e o plano do filme é praticamente igual à distância focal da lente. A característica mais marcante no uso destas objetivas é a produção de imagens ampliadas e um aparente "achatamento" nos planos da imagem. Isto porque elas são produzidas para observar ou fotografar objetos numa distância mais elevada e assim as distâncias relativas entre os objetos tornam menores. Justamente por buscar imagens de objetos mais distantes a focalização é mais crítica e difícil de ser feita exigindo muita atenção de quem a utiliza. Também tem menor profundidade de campo se comparado com a mesma abertura do diafragma de outros tipos de objetivas. Com estas objetivas é mais adequada a utilização do recurso de macro fotografia, pois assim pode manter uma distância um pouco mais elevada do objeto e ainda sim conseguir focalizar algo que tenham um tamanho reduzido. Uma utilização muito comum é feita por cirurgiões dentistas, assim como por biólogos que pretendem catalogar amostras recolhidas. Escola de Fotografia Londrina 67 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 68 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 3 Zoom ou Foco Variável. Em razão da praticidade estas objetivas possuem características de variadas distâncias focais, porém não necessariamente de diferentes tipos, como grande-angular, normal e tele objetiva. As objetivas zoom também são divididas em famílias e em função das distâncias focais que podem abranger de 18 a 55mm, 18 a 105, 28 a 200 mm, de 35 a 70 mm, de 50 a 135 mm, de 80 a 200 mm, sendo que algumas destas objetivas apresentam o recurso de macro. O início de sua produção se deu no ano de 1959 e os resultados obtidos eram pouco satisfatórios o que lhe rendeu impopularidade por parte dos fotógrafos. Hoje são muito populares e com a reputação de oferecer boas imagens sendo utilizadas em larga escala por câmeras de pequeno formato. Representam uma opção de ótima qualidade óptica e de custo financeiro ao fotógrafo, além da praticidade que oferecem. Escola de Fotografia Londrina 69 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 4 Macro. A macro-objetiva é uma lente para fotos de assuntos pequenos como flores, insetos, reproduçõesde livros, revistas etc. A macro-objetiva permite a reprodução de 1 por 1, ou seja, a imagem do mesmo tamanho do assunto. Ela pode também ser usada como lente normal. Alguns modelos de máquina fotográfica digital possuem uma lente que permite fotos de quatro cm, três cm ou até menos distância do objeto. Esse tipo de fotografia captura os mínimos detalhes dos objetos, detalhes até que não podem ser Escola de Fotografia Londrina 70 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados vistos a olho nu. Fotografia macro é utilizada geralmente para obter fotos de insetos, pequenas peças, olhos (de perto), flores e etc. Escola de Fotografia Londrina 71 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 72 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 5 Normal. De maneira geral considera-se assim uma objetiva que possua uma distância focal praticamente igual à diagonal do sensor full frame (aproximadamente 47mm). Estas objetivas são formadas em sua grande maioria por cinco ou seis elementos e a abertura máxima do diafragma, em geral, são as maiores, variando entre 1,0 e 2,0. Na fotografia, uma objetiva normal para câmeras SLR ou DSRL é a objetiva 50mm. O campo de visão desta objetiva é da ordem de 50°. São chamadas assim também porque a imagem projetada tem distorção perspectiva muito próxima da distorção perspectiva do olho humano. Escola de Fotografia Londrina 73 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Enquadramento Fotografar é retirar um pedaço do ambiente que nos rodeia e de certa maneira isolá-lo em uma fotografia. Por isso é importante na hora de enquadrar e compor saber o que vale estar dentro ou fora da composição. Desta maneira podemos amenizar ou acentuar sensações, destacar ou disfarçar elementos e até mesmo mudar o significado da cena apenas utilizando um enquadramento diferente. O olho humano observa um espaço sem limites, mas na câmera o enquadre está limitado por quatro lados. Portanto é necessário escolher o que se quer incluir e o que vamos excluir deste nosso marco fotográfico isto é dentro de nosso fotograma e tomar posição com respeito aos demais. Para envolver e aumentar um motivo terá que usar uma teleobjetiva, mas se desejar ampliar o campo de visão utilizará uma grande angular. Isto é útil ao mesmo tempo quando se precisa muita profundidade de campo. Também o formato da foto condiciona a imagem. Um enquadre horizontal ressalta o espaço e nos causa a sensação de tranqüilidade e equilíbrio. O enquadre vertical a grandeza e nos dá a sensação de força e firmeza muito usada em retrato e moda. Já o enquadre diagonal criatividade e a sensação é de dinamismo. 1 Regra dos terços. A tendência de uma pessoa ao fazer suas primeiras fotos é centralizar o elemento principal. No caso de retratos a pessoa fotografada é colocada no centro da foto. Isto se deve ao fato de que na maioria das câmeras o controle do foco da imagem é definido por um pequeno círculo no centro do visor. Logo você foca no rosto da pessoa fotografada e dispara a câmera. A imagem obtida mostra o personagem no centro da foto, dividindo o espaço em partes iguais, criando uma estrutura simétrica e difícil de equilibrar. A parte de cima da foto também é desprezada, não sendo utilizado na composição. Isso faz com que a foto fique estática, sem movimento e banal. Para criar Escola de Fotografia Londrina 74 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados uma imagem com uma composição mais proporcional basta deslocar a pessoa fotografada para um dos lados da foto. Podemos chamar de Regra dos Terços que ajuda o fotógrafo a compor uma foto equilibrada e harmoniosa. Quando tiramos o assunto principal do centro damos dinamismo à foto conduzindo o olhar do observador para dentro da foto. A regra dos terços funciona assim: imagine o visor dividido por duas linhas horizontais e duas verticais formando um jogo da velha. Coloque o assunto em qualquer dos pontos de cruzamento dessas linhas e você verá como sua foto ficará mais equilibrada e com mais movimento. Mas não fique preso, faça várias fotos com o assunto em diferentes pontos e depois escolha a mais interessante. Regras à parte, o que vale sempre é o desenvolvimento de seu senso de composição e principalmente sua sensibilidade. Muitas fotos magníficas não levam em conta regras tão formais, porém elas ajudam você a educar sua mente e irão facilitar seu trabalho no futuro, na hora de compor suas fotos. Escola de Fotografia Londrina 75 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Os quatros pontos de intersecção são chamados pontos de interesse ou pontos de ouro e são considerados os pontos de maior impacto visual. Nestes pontos que ao fotografar devem-se colocar os motivos de interesse. As linhas horizontais devem ser utilizadas para colocar o horizonte e outras linhas fortes enquanto as verticais deveram ser utilizadas para colocar objetos que sigam essa orientação (exemplo: árvores ou edifícios). Escola de Fotografia Londrina 76 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 77 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 78 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 79 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Quando o motivo principal se encontrar em movimento, este deve sempre deslocar-se no sentido dos 2/3 ficando a fotografia com dinamismo em vez de dar a sensação que o motivo vai chocar com o lado vertical da fotografia. Escola de Fotografia Londrina 80 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Escola de Fotografia Londrina 81 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 2 Ponto de vista. A capacidade para selecionar e dispor os elementos de uma fotografia depende em grande parte do ponto de vista do fotógrafo. Na verdade o lugar onde ele decide se colocar para bater uma foto constitui uma de suas decisões mais críticas. Muitas vezes uma alteração, mesmo mínima, do ponto de vista, pode alterar de forma drástica o equilíbrio e a estrutura da foto. Por isso torna-se indispensável andar de um lado para o outro, aproximar-se e afastar-se da cena, colocar-se em um ponto superior ou inferior a ela, a fim de observar o efeito produzido da fotografia por todas essas variações até conseguir um ponto de vista adequado. A composição é do que a arte de dispor os elementos, do assunto a ser fotografado e da forma que melhor atenda nossos objetivos. Escola de Fotografia Londrina 82 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Iluminação ou Fotometria 1 Iluminação fotográfica. Alguns fotógrafos profissionais acreditam que os melhores horários para se aproveitar a luz do sol para fotografar é logo ao amanhecer e ao entardecer. Pois nesses horários o sol não está tão brilhante quanto ao meio dia, além disso, quando se fotografa o amanhecer ou ao entardecer conseguimos captar excelentes tons vermelhos e alaranjados nas fotos. É nesses horários que você consegue transformar uma simples foto em uma linda e mágica imagem, com cores vivas e fortes. Métodos de iluminação: Escola de Fotografia Londrina 83 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Quanto à naturezada luz elas se decompõem em 03: Direta. Rebatida. Filtrada. Usando este método pode-se iluminar qualquer cena em qualquer direção. Primeiro passo: Decide-se que direção será o ataque (luz principal). Segundo passo: Qual a natureza da luz (direta, rebatida ou filtrada). Posiciona-se a luz nesta direção, com esta natureza. Terceiro passo: Fotometra-se, a luz que tem que estar corretamente exposta, nem sub, nem super exposta. A única diferença entre a luz natural e artificial é filtragem e uma pode ser transformada na outra se for filtrada. 1.1 Cuidado na contraluz. Como o próprio nome diz a contraluz está direcionada contra o que se está fotografando e, portanto, na direção de quem fotografa havendo por este motivo a possibilidade desta luz atingir frontalmente a objetiva gerando flare, que são pontos de luz intensa que refletem nas lentes da objetiva, além de criar na imagem a impressão de que ela está embaçada, em virtude do excesso de luz frontal. A solução para isto é simples, posicionar rebatedores na fonte de luz, ao lado da objetiva ou utilizar um quebra-sol na mesma bloqueando os raios de luz indesejáveis. Escola de Fotografia Londrina 84 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 1.2 Luz Refletida. O sistema de luz refletida é o utilizado na câmera 35 mm, no médio formato com fotômetro embutido e também nos fotômetros manuais. Neste sistema de medida, o fotômetro é apontado na direção da cena que se deseja fotografar onde o aparelho faz uma leitura da luz refletida (normalmente luz difusa) que incide na cena e se direciona (reflete) para dentro da lente. O problema é que em uma mesma cena pode existir um ou mais objetos, cada um de cor diferente, ou se semelhante na forma compostas por materiais diferentes e superfícies diferentes, que embora iluminados pela mesma fonte de luz, em virtude destas variáveis, irão produzir resultados diferentes na leitura do fotômetro. Portanto, podemos considerar que variáveis que interferem na luz que reflete em uma superfície são basicamente três: Se dois ou mais objetos ou superfícies tiverem estas três variáveis semelhantes à luz refletida será a mesma, mas qualquer alteração em apenas uma delas já altera a forma como a luz reflete. Como os fabricantes de câmeras e fotômetros manuais não podem prever qual cena será fotografada, a solução para calibrá-lo foi escolher um meio termo entre as altas luzes (branco) e as baixas luzes (preto), que é o cinza. Como existem infinitas tonalidades de cinza, o tom escolhido foi o cinza médio da KODAK, que corresponde à reflexão difusa de 18% da luz incidente sobre esse tom. Atualmente muitos consideram que o tom correto é o que reflete 13%, mas como o tom anterior já se tornou padrão mundial para todos os fabricantes, ele continua a vigorar. Uma forma de se chegar aos 13% de reflexão seria alternar a medida em 0.5 pontos. Escola de Fotografia Londrina 85 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 1.3 Luz Incidente. O sistema de medição de luz incidente só é possível através do uso de fotômetros manuais. Neste método, o fotômetro deve ser colocado na cena a ser fotografada, próximo ao objeto principal e apontado na direção da objetiva, acompanhando a sua inclinação, sempre em um ângulo reto com a mesma e recebendo a incidência da luz principal da cena. Neste método de fotometria não existe a preocupação com a escolha do cinza-médio (18%) como no caso da mediação da luz refletida feita pelo fotômetro das câmeras 35mm, pois o difusor branco do fotômetro já simula um objeto padrão cinza. Desta forma, cada objeto refletirá a luz de uma forma particular. Na luz incidente o fotômetro irá medir a luz em sua origem, antes de ser alterada ao incidir no objeto (cor, superfície, forma). 2 Fotometria. Quando fotografamos uma cena, a medição da luz (fotometria) e a correta exposição do filme dependem do tipo de luz presente na cena e do tipo de equipamento fotográfico que se utiliza. Dois são os métodos básicos da fotometria: a medida da luz incidente e a medida de luz refletida. O correto entendimento desses conceitos é fundamental para uma exposição bem realizada. Todas as câmeras possuem um recurso chamado fotômetro, que mede a quantidade e a intensidade da luz que entra pela objetiva. Ele tem uma indicação em uma escala de -2 a +2 que nos indica a exposição da imagem (sendo o centro a exposição ideal). Escola de Fotografia Londrina 86 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Trabalhando juntamente com ISO, velocidade do obturador e a abertura do diafragma, o fotômetro automaticamente altera o valor na escala assim que qualquer um destes fatores se altera. A forma correta de se fazer uma fotometria é sempre apontando a câmera para a cena que se vai fotografar. Pois é dela que vem a luz que será medida. A soma da luz que vem da cena como o ISO, abertura mais velocidade definirão o resultado apontado pelo fotômetro. 2.1 Zona de Mediação. Matricial (Multi-Segment): o equipamento faz uma medição da luz avaliando toda a área que aparece no visor, dividindo-a por zonas, que na maioria das vezes são 35 zonas. Pontual (Spot): o equipamento faz uma medição da luz avaliando um ponto central, cerca de 3% do mesmo. Escola de Fotografia Londrina 87 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Ponderada ao Centro (Average): o equipamento faz uma medição da luz com uma média ponderada ao centro da luz é como se fosse um efeito "Dégradé" do centro para as extremidades. Escola de Fotografia Londrina 88 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados Planos Os Planos determinam o distanciamento da câmera em relação ao objeto fotografado levando-se em conta a organização (composição) dos elementos dentro do enquadramento realizado. Há muitas maneiras de se captar uma imagem e cada uma delas pode ser escolhida para um objetivo específico. Dessa forma um fotógrafo ou um diretor determina o plano de enquadramento para realçar uma cena, acontecimento ou expressão. A distinção entre os Planos não é somente uma diferença formal. Cada um possui uma capacidade narrativa, um conteúdo próprio. Eles se dividem em três grupos principais (seguindo-se a nomenclatura cinematográfica): Grande Plano Geral (GPG) Plano inteiro ou geral (PG) Plano médio (PM) Plano americano (PA) Primeiro Plano (PP) Plano de detalhe (PD) ou CLOSE UP 1 Grande Plano Geral. O ambiente é o elemento primordial. O sujeito é um elemento dominado pela situação geográfica. A área do quadro é preenchida pelo ambiente, o sujeito ocupa uma pequena parcela deste espaço que também o dimensiona. Tem grande valor descritivo, e seu valor dramático está no esmagamento do sujeito pelo ambiente. Escola de Fotografia Londrina 89 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 2 Plano Geral. O ambiente ocupa uma menor parte do quadro: divide assim o espaço com o sujeito. Existe uma integração entre eles. Tem grande valor descritivo, situa a ação e situa o homem no ambiente em que ocorre a ação. O corpo inteiro de uma pessoa ou várias, no caso de uma fotografia de grupo, por exemplo. Se fosse foto de arquitetura, o equivalente ao plano geral seria a casa ou prédio inteiro na fotografia. Ainda existe o plano panorâmico, que é praticamente uma fotografia de paisagem, onde o enquadramento é bem aberto e pega além do objeto-assunto da foto, o contexto onde ele está inserido. Escola de Fotografia Londrina 90 3323.2299 www.escoladefotografialondrina.com.br Direitos reservados 3 Plano Médio. É o enquadramento em que o sujeito