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Escola de Fotografia Londrina 
Manual Didático 
 
 
 
 
 
 
Índice 
Direito Autoral 3 
 1 Você precisa saber 4 
 1.1 Direitos Morais 4 
 1.2 Direitos Patrimoniais 5 
 2 Direito de Informação 7 
 
História da Fotografia 9 
 1 Nicéphore Niépce 9 
 2 Louis Daguerre 11 
 3 Geral 12 
 4 Fotografia Preto e Branco 16 
 5 Fotografia Colorida 20 
 6 Fotografia Digital 22 
 6.1 Funcionamento 23 
 
Modelo de Câmera 25 
ISO 34 
Abertura 38 
 1 Diafragma Fotográfico 38 
 2 Profundidade de Campo 40 
 3 Distância Focal (Zoom) 43 
 4 Distância Real do Objeto (em metros) 43 
 
Obturador 44 
 1 Tipos de Obturador 44 
 2 Escalas de Tempo 46 
 
White Balance 52 
 1 Balanço de Branco 52 
 2 Cor e Temperatura de cor 54 
 3 O Céu Azul 56 
 4 O Azulamento e o Pôr-do-Sol 56 
 
Foco 58 
 1 Distância Focal 61 
 
Objetivas 62 
 
 1 
2 Grande-Angular 62 
 3 Tele-Objetiva ou de Foco Longo 66 
 4 Zoom ou Foco Variável 68 
 5 Macro 69 
 6 Normal 72 
 
Enquadramento 73
 1 Regra dos Terços 73 
 2 Ponto de Vista 81 
 
Iluminação e Fotometria 82 
 1 Iluminação Fotográfica 82 
 1.1 Cuidado na Contraluz 83 
 1.2 Luz Refletida 84 
 1.3 Luz Incidente 85 
 2 Fotometria 85 
 2.1 Zona de Mediação 86 
 
Planos 88 
 1 Grande Plano Geral 88 
 2 Plano Geral 89 
 3 Plano Médio 90 
 4 Plano Americano 90 
 5 Primeiro Plano 91 
 6 Plano de Detalhe ou Close-Up 92 
 
Perspectiva, Luz, Forma e Tom 93 
 1 Perspectiva 93 
 1.1 Perspectiva Linear 93 
 1.2 Perspectiva Sobreposta 93 
 1.3 Redução de Escala 94 
 1.4 Ângulo 95 
 1.4.1 Tomada de Nível ou da Mesma Altura 96 
 1.4.2 Mergulho 96 
 1.4.3 Contra-Mergulho 97 
 2 Luz, Forma e Tom 97 
 
Still (Fotografia de Produtos) 102 
Estúdio 106 
 1 Flash Compacto 106 
 2 Hazy 108 
 3 Soft Box e Soft Light 108 
 4 Strip Light 109 
 5 Sombrinhas 109 
 6 Snoot 109 
 7 Colmeia 110 
 8 Rebatedores 110 
 9 Girafa 111 
 10 Conjunto de Halógena (Luz contínua) 111 
 11 Refletor Parabólico Convencional 112 
 12 Mini Flash 112 
 13 Luz Fria 113 
 14 Jogos de Filtros Coloridos 113 
 15 Fundos Fotográficos 114 
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Direito autoral 
 
O direito autoral é protegido no Exterior e no Brasil. A Lei que atualmente regula os 
direitos autorais em nosso país é a 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. (Esse texto é uma 
versão parcial, adaptada aos fotógrafos e compradores de fotografia área comercial, 
ainda que legalmente correta e criteriosa. No caso de dúvidas, sugere-se a consulta da 
Lei.) 
 
Primeiro: 
A fotografia é protegida por Lei? 
Sim. A fotografia é considerada como obra intelectual e como tal está protegida pelo 
art. 7º, inc. VII da Lei 9.610/98. 
 
Art. 7º: São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por 
qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou 
que se inverte no futuro, tais como: VII - As obras fotográficas e as produzidas por 
qualquer processo análogo ao da fotografia. 
 
Quem é o autor? A Lei garante seus direitos? 
O autor é a pessoa física que cria a obra literária, artística ou científica. No nosso caso, 
o próprio fotógrafo. O autor da obra fotográfica poderá ser identificado pelo seu nome 
civil, completo ou abreviado até por suas iniciais, pelo pseudônimo ou qualquer outro 
sinal convencional. 
 
A obra fotográfica precisa ser registrada? Como é comprovada sua autoria? 
Não. O art. 18 da Lei dos Direitos Autorais exime a obrigação de registro da obra. No 
caso específico do fotógrafo publicitário, a autoria de uma foto pode ser comprovada 
de muitas maneiras: o orçamento que gerou a foto, o pedido da agência ou do cliente, 
a nota fiscal, as sobras de cromos ou negativos, enfim, tudo o que ligue a foto ao 
solicitante e/ou ao fotógrafo. 
 
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O fotógrafo de publicidade é autor? 
Sim. A legislação brasileira prevê 02 (duas) hipóteses específicas para o fotógrafo de 
publicidade. A primeira esta prevista na Constituição Federal, art. 5º, inc.VIII, que se 
refere á definição da obra feita em co-autoria, ou seja, aquela obra criada em comum 
por dois ou mais autores. A segunda está prevista neste mesmo artigo, letra “g”, que 
se refere à obra derivada, ou seja, aquela que constitui criação intelectual nova 
resultando a transformação da obra originária. Na utilização da obra feita em co-
autoria será sempre necessária a autorização dos autores que integram essa obra. A 
foto é sempre o produto de um autor, portanto objeto de um direito. No caso onde 
haja manipulação digital (retoque, fusão etc.) o manipulador também precisa autorizar 
e os direitos passam a serem compartilhados. 
 
1 Você precisa saber. 
Na composição dos direitos autorais, existe uma divisão: direitos morais e 
patrimoniais. Esses direitos protegem e orientam o autor, no que diz respeito à obra 
criada por ele. Como Autor, há coisas que você pode e coisas que não pode fazer e 
esta á a chave para toda a questão ética. Os direitos morais são inalienáveis e 
irrenunciáveis, enquanto os direitos Patrimoniais poderão ser cedidos definitivamente 
ou por prazo determinado. 
 
1.1 Direitos Morais. 
São direitos que o autor não poderá vender, dar, emprestar, fazer leasing, desistir e 
etc. Eles são partes inseparáveis da obra criada seja ela feita por encomenda, co- 
autoria, colaboração ou outras, pertencendo esses direitos única e exclusivamente ao 
autor. Portanto, pelo art.24 da Lei dos Direitos Autorais, o fotógrafo pode: 
• Reivindicar a qualquer tempo, a autoria da foto. 
• Ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado na utilização da 
foto. O que chamamos de crédito. 
• Conservar a foto inédita. 
• Opor-se a qualquer modificação na sua foto. No entanto, o fotógrafo pode 
modificar sua foto, antes ou depois de utilizada. 
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• Retirar de circulação a sua foto ou suspender qualquer forma de utilização já 
autorizada, quando considerar a circulação ou utilização indevida. 
• Ter acesso para reprodução na foto original de sua autoria, mesmo quando se 
encontre legitimamente em poder de outro. 
 
1.2 Direitos Patrimoniais. 
São aqueles que permitem que você possa comercializar a sua foto da forma que 
quiser. Seja ela encomendada ou não. Isso é o que vai permitir sua profissionalização e 
sua inclusão no mercado. 
 
ATENÇÃO: 
A Lei autoriza que, no caso da ausência de menção do prazo em contrato de cessão de 
direitos, fica estipulado o prazo de 05 (cinco) anos. 
 
Quem for utilizar uma foto deverá ter autorização prévia e expressa do fotógrafo, por 
exemplo, para: 
• Reprodução parcial ou integral. 
• Edição ou quaisquer transformações. 
• Inclusão em produção audiovisual. 
• Distribuição fora do contrato de autorização para uso ou exploração. 
• Distribuição mediante cabo, fibra ótica, satélite, ondas ou qualquer meio que 
permita acesso pago à foto, inclusive a internet. 
• Utilização direta ou indireta da foto através de inúmeros meios de exibição: 
audiovisual, cinema ou processo assemelhado, satélites artificiais, sistemas 
óticos, fios telefônicos ou não, cabos ou quaisquer meios de comunicação. 
• Quaisquer outras modalidades de utilização existentes ou que venhampreenche o quadro. Desde os pés sobre a linha 
inferior a cabeça encostando na superior do quadro até o enquadramento cujo a linha 
inferior corte o sujeito na cintura. Como se vê, os planos não são rigorosamente 
fixados por enquadres exatos. Eles permitem variações sendo definidos muito mais 
pelo equilíbrio entre os elementos do quadro, do que por medidas formais exatas. Os 
PM são bastante descritivos, diferem dos PG que narram à situação geográfica, porque 
descrevem a ação e o sujeito. Ou seja, sujeito ou assunto fotografado está ocupando 
boa parte do quadro, deixando espaço para outros elementos que deverão completar 
a informação. Este plano é bastante descritivo narrando à ação e o sujeito. Esse plano 
é muito utilizado em jornalismo televisivo. 
 
 
 
4 Plano Americano. 
O ambiente fica em segundo plano e figura do sujeito aparece cortada dos joelhos para 
cima e abaixo da cintura. Em geral devemos enquadrar verticalmente para dar mais 
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importância ao sujeito. É bastante usado em revistas. Tem esse nome devido a sua 
larga utilização nos filmes hollywoodianos das décadas de 30 e 40. 
 
 
 
5 Primeiro Plano. 
Enquadra o sujeito dando destaque ao gesto, à emoção, à fisionomia, podendo 
também ser um plano de detalhe, onde a textura ganha força e pode ser utilizada na 
criação de fotografias abstratas. Também é comum utilizarmos a expressão “Segundo 
Plano” para nos referirmos a assuntos, pessoas ou objetos, que mesmo não estando 
em destaque ou determinando o sentido da foto, tem sua importância. 
 
 
 
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6 Plano de Detalhe ou Close-Up. 
Produz imagens bastante detalhadas e geralmente de rara beleza e envolvimento 
emocional. Quando se focaliza apenas uma parte do rosto ou corpo da pessoa, dando 
ênfase àquele ponto especifico. A parte fotografada ocupa completamente a área da 
foto. Pode fazer com que uma foto pareça dramática, quando focalizada nos olhos, por 
exemplo. Ou pode expressar ternura quando o detalhe é da mão macia de um bebê. 
 
 
 
 
 
 
 
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Perspectiva, Luz, Forma e Tom 
 
1 Perspectiva. 
A perspectiva é um indicador de profundidade para a fotografia, desenho e a pintura 
que são bidimensionais, possuem largura e comprimento. Em essência a perspectiva 
dá a impressão de que você esta olhando para uma cena tridimensional. Sem duvida a 
perspectiva não passa de uma ilusão de ótica. Há três aspectos essenciais que criam 
esse efeito. 
 
1.1 Perspectiva Linear. 
Através da perspectiva, linhas retas e paralelas dão a impressão de convergir ou se 
encontrar ao longe. 
 
 
1.2 Perspectiva Sobreposta. 
Objetos que encobrem parcialmente a outros dão a sensação de profundidade e 
distanciamento. 
 
 
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1.3 Redução de Escala. 
Objetos do mesmo tamanho, quanto mais afastado estiverem do espectador, menores 
parecem. Ex.: Quando seguramos um livro, mantendo o braço esticado, este objeto 
dará a impressão de ser tão grande quanto uma casa situada a uma centena de 
metros. Quanto mais se reduz a distância entre o livro e a casa, mais os objetos se 
aproximam de suas verdadeiras dimensões. Só quando o livro se encontra em um 
plano idêntico ao da casa é o que o tamanho aparente de cada um deles equivale com 
exatidão ao real. 
 
 
 
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1.4 Ângulo. 
A câmara pode ser posicionada tanto na mesma altura do modelo/motivo, como 
também abaixo ou acima dele. Ao fotografarmos de “cima para baixo” (mergulho), ou 
de “baixo para cima” (contra– mergulho) temos que nos preocupar com a impressão 
subjetiva causada por esta visão. Procurar um bom ângulo para a tomada fotográfica 
consiste em espreitar a nossa impressão gráfica e estar alerta de que qualquer 
pequeno deslocamento de pouca distância pode gerar composições diferentes que 
serão, ou não, bem sucedidas. Em consequência nos moveremos em torno dela nos 
aproximando e nos afastando, se possível, até conseguir um ponto de vista adequado. 
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1.4.1 Tomada a Nível ou da Mesma Altura. 
É quando a fotografia se realiza desde o mesmo nível do objeto tomado, nem por cima 
nem por baixo dele. Serve para mostrar ou descrever um pouco de maneira “natural” 
ou “objetiva”. Incute uma posição de igualdade. 
 
 
 
1.4.2 Mergulho. 
A câmera num ângulo superior “posição de mergulho” tende a diminuir o sujeito em 
relação ao espectador. 
 
 
 
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1.4.3 Contra-mergulho. 
É quando a câmera está num ângulo inferior ao assunto criando uma sensação de 
grandeza, ressaltando sua força e seu domínio. Evidentemente estas colocações vão 
depender do contexto em que forem usadas. 
 
 
 
 
2 Luz, Forma e Tom. 
A iluminação fornece inúmeras possibilidades ao fotógrafo. Ela está interligada aos 
outros elementos de linguagem funcionando de forma decisiva na obtenção do clima 
desejado, seja de sonho, devaneio, impacto, surpresa e suspense. A iluminação pode 
enfatizar um elemento, destacando-o dos demais como também pode alterar sua 
conotação. 
 
A maioria dos objetos de uso diário pode ser identificada apenas pelo seu contorno. A 
silhueta de um vaso colocado contra a janela será reconhecida de imediato porque 
todos nós já vimos muitos vasos antes. Contudo, o espectador pode apenas tentar 
adivinhar se ele é liso ou desenhado, ficando com a incerteza até que consiga divisar 
com clareza sua forma espacial e isso depende da luz. 
 
A luz é indispensável na fotografia. A própria palavra “fotografia”, cunhada em 1839 
por Sir. John Herschel deriva de dois vocábulos gregos que significam “escrita com luz”. 
A luz cria sombras e altas-luzes e é isso que revela a forma espacial, o tom, a textura e 
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o desenho. A fotografia é afetada pela qualidade e direção da luz. Qualidade é o termo 
que aplicaremos para definir a natureza da fonte emissora de luz. Ela pode ser suave, 
produzindo sombras tênues, com bordas pouco marcadas (por exemplo, a luz natural 
em um dia nublado); ou dura, produzindo sombras densas, com bordas bem definidas 
(luz do meio-dia). 
 
 
 
 
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A altura e direção da luz têm influência decisiva no resultado final da fotografia. 
Dependendo da posição da luz o assunto fotografado apresentará uma foto iluminada 
ou sombreada. A seleção cuidadosa da direção da luz nos permite destacar objetos 
importantes e esconder entre as sombras aqueles que não nos interessa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Still (fotografia de produtos) 
 
Dicas para Still Life: 
A fotografia de produtos (Still Life) é muito utilizada em publicidade e às vezes não 
sabemos algumas coisassimples e que podem fazer a diferença. Por isso seguem 
algumas dicas voltadas para fotografia de produtos. 
 
Instalação: 
- Reserve um local específico para fotografar seus produtos. Se possível tente manter 
as iluminações para futuras continuidades. 
- Veja um espaço para colocar a iluminação conforme suas opções. 
- Tente deixar o espaço livre. 
 
Ângulo: 
A posição da câmera tem que estar em um ângulo de aproximadamente 45 graus 
apontando para baixo na direção do produto. Sempre que possível use um tripé , ele 
ajuda evitar que suas fotos saiam borradas e também mantém a câmera no mesmo 
ângulo e iluminação. 
 
Fundo: 
Utilize fundos brancos, pretos ou decorativos. Isso depende da arte final que deseja 
chegar. O melhor custo beneficio é o E.V.A, um tipo de acetato de borracha. O E.V.A 
tem que ser grande o suficiente para ocupar um pouco mais que todo o fundo do 
produto ou no caso a caixa inteira. O fundo tem que fazer curva e ficar com 90 graus. 
Mesmo com o fundo branco ou preto tomar cuidado para não ficar amassado, com 
dobras ou sujeiras. 
 
Preparação e posicionamento: 
Para fotografar um produto tenha em mente a sua finalidade, o que você quer fazer 
com ele, o que você quer passar para a pessoa que está vendo e principalmente como 
você vê o produto sendo apresentado. Objetos brilhantes que refletem muito devem 
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estar sem poeira e impressões digitais, esses são os mais difíceis de fotografar por 
refletirem muito o ambiente que fica a sua volta. Caixas (stands) com fundos brancos e 
pretos normalmente são os melhores e mais usados para a fotografia de produtos. 
Alguns produtos podem gerar estouro de branco, isso pode ser amenizado ou até 
removido mudando a posição e ângulo do produto e das luzes utilizadas. Para fixar 
produtos que deslizem pela mesa como algum produto esférico é possível utilizar uma 
massa de modelar ou uma massa adesiva que não é permanente chamada Pritt Multi 
Tak que pode ser reutilizável. Produtos pequenos podem precisar de uma amostra de 
escala, para a pessoa ter noção do tamanho do objeto. Para isso pode ser utilizado 
uma régua ou moeda. 
 
 
 
Dicas para boas fotos de produtos: 
01 – Use luz suave para boas fotos de produtos. Um livro-texto antigo dizia que o 
objetivo da iluminação da foto de produto era similar a luz do sol em um dia nublado. 
Luz direta e brilhante produz sombras muito escuras e distintas, que atraem o olho do 
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cliente e o distrai do produto que você quer vender. Luz suave produz sombras suaves 
que ajudam a produzir imagens mais bonitas. 
 
02 – Use uma DSLR de boa qualidade e obtenha pixels maiores. A câmera escolhida 
para tirar as fotos dos seus produtos faz diferença. Sensores de imagens com pixels 
minúsculos (como câmeras de celulares) produzem imagens relativamente pobres. 
Enquanto sensores com pixelagem maior tiram imagens relativamente melhores. O 
número de megapixels da câmera não importa. Salvo algumas exceções que pixelagens 
maiores produzem melhores imagens de produtos. As DSLR (geralmente câmeras 
profissionais) têm maiores pixelagens disponíveis. 
 
03 – Componha suas imagens de produtos. As imagens não precisam ser “quadradas”. 
Considere a regra dos terços e a da proporção áurea. A regra dos terços demonstra 
que o olho humano naturalmente se fixa em um ponto a cerca de dois terços da altura 
de uma imagem. Portanto, quando fizer uma fotografia ou editá-la posicione a parte 
principal da imagem nesta marca. Seguindo essa regra, os clientes focarão o que há de 
mais importante na sua imagem. A regra da proporção áurea diz respeito à forma 
como os homens enxergam os objetos. Ela reconhece que algumas porções da imagem 
naturalmente atraem a atenção do observador e geralmente é o resultado da forma de 
um objeto ou de uma cena. Por exemplo, linhas diagonais podem direcionar o olhar do 
comprador da esquerda para a direita. Componha sua imagem de produto de forma 
que a proporção dourada do seu objeto esteja no foco central. 
 
Faça em casa: 
Por vezes temos a idéia de que a fotografia publicitária, em especial a de produtos, 
envolve grandes meios, grandes estúdios e em certos casos até é verdade. Mas se 
quisermos pessoalmente por qualquer motivo fotografar um determinado objeto 
criando uma atmosfera que realce também podemos fazer de maneira simples em 
casa. Claro que o efeito não é o mesmo de um estúdio, mas pode-se notar bons 
resultados. 
 
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Materiais para obter esse efeito: 1 folha de cartolina preta, 1 vidro sensível do 
tamanho A4, 1 lanterna pequena e uma sala escura. 
 
Como é feito: Coloque a cartolina preta sobre a mesa. Em seguida com o intuito de 
formar reflexo, coloque o vidro sobre a folha de cartolina. Coloque o objeto a ser 
fotografado e comece a preparar o enquadramento e ajustes da máquina. Monte essa 
estrutura em um local completamente escuro. Prepare uma exposição prolongada da 
câmera e com uma lanterna vá iluminando a região do objeto que você quer dar 
ênfase. Use um ISO baixo para evitar ruídos na foto e faça a foto. 
 
 
 
 
 
 
 
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Estúdio 
 
Conhecendo seu estúdio: 
 
 
 
 
1 Flash Compacto. 
Ideal para fotos de pessoas em corpo inteiro, meio corpo ou fotos de produtos. 
Também pode ser usado como luz de fundo, luz de cabelo, luz principal, luz de 
enchimento, ou como você imaginar. 
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1 – Chave seletora de potência da luz de modelagem: 
• PROP: A luz de modelagem acompanha a potência do flash determinada na 
chave 2 
• OFF: Desliga a luz de modelagem 
• 100%: A luz de modelagem fica em sua potência máxima mesmo que a 
potência do flash esteja em 1/2 carga ou 1/4. 
2 – Chave seletora de potência do flash 
• 50% 
• 25% 
• 100% 
3 – Chave liga / desliga flash. 
4 – Entradas para cabos de sincronismo, cabos de interligação entre flashes, radio flash 
e fotocélulas externas. 
5 – Sensor da fotocélula integrada. 
6 – Entrada para o cabo de força. 
7 – Chave para a mudança de voltagem (110/220 volts). 
8 – Botão de teste do flash. 
9 – Luz indicadora de carga completa. 
10 – Porta fusível. 
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2 Hazy. 
Serve para suavizar a luz. Quanto maior o hazy, maior é o espalhamento da luz e mais 
difuso o efeito. 
 
 
 
3 Soft Box e Soft Light. 
 
 
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4 Strip Light. 
 
5 Sombrinhas. 
O flash rebate difuso para fora da sombrinha e podem ser feitas em diversas cores: a 
branca é neutra, a dourada dá um brilho quente e a prateada é mais brilhante e menos 
difusa. Essas cores também são encontradas nos rebatedores. 
 
 
 
6 Snoot. 
Serve para afunilar e concentrar a luz sobre uma pequena área. 
 
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7 Colmeia. 
Serve para suavizar a luz, a colméia é encaixada na parte da frente do snoot ou de 
refletores base. 
 
 
 
 
 
8 Rebatedores. 
Como o nome já diz serve para rebater a luz e controla a densidade da sombra. Um ou 
mais rebatedores são utilizados para suavizar os contrastes e diminuir as sombras. A 
luz vai em direção ao rebatedor e voltaao objeto um pouco mais fraca, preenchendo 
as sombras do lado posterior ao da luz principal. 
 
 
 
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9 Girafa. 
É útil como suporte para luz de cabelo, difusores, bloqueadores e rebatedores. 
 
 
 
 
10 Conjunto Halógena (Luz Contínua). 
Devido à cor amarelada emitida pelas lâmpadas halógenas (3200ºKelvin) faz-se 
necessário o uso do recurso “white-balance” para que a câmera “enxergue” essa luz 
como se fosse branca. 
 
 
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11 Refletor Parabólico convencional. 
Média concentração de luz, luz dura, projeção de sombras bem acentuadas, alto índice 
de reflexos. 
 
 
12 Mini Flash. 
Baixa concentração de luz, luz dura, projeção de sombras acentuadas, médio índice de 
reflexos. 
 
 
 
 
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13 Luz Fria. 
A luz fluorescente tem se mostrado muito eficiente para a captura digital 
principalmente para a foto de produtos. Existe também quem opte por esse tipo de luz 
para fotografar modelos. Neste caso também se pode fazer necessário o uso do 
recurso “white-balance” para que a câmera “enxergue” essa luz como se fosse branca, 
dependendo do tipo de lâmpada fluorescente usada. 
 
 
 
 
 
14 Jogo de filtros coloridos. 
Possibilita a coloração do fundo fotográfico ou outros motivos da foto. 
 
 
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15 Fundos fotográficos. 
Papel para fundo infinito para fotografia de pessoas ou produtos grandes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rua: Prefeito Hugo Cabral, 35 
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Problemas famosos. 
- O cliente pagou, a foto é dele? 
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Não, não é. Os direitos patrimoniais da fotografia podem pertencer ao cliente, 
dependendo do contrato assinado com o mesmo. Os direitos morais não. Como já 
falamos, os direitos morais são inalienáveis e irrenunciáveis, pertencendo única e 
exclusivamente ao autor. 
 
 - O direito de exploração da obra precisa sempre de autorização formal e a qualquer 
tempo. Qualquer trabalho intelectual comercializado é uma concessão de direitos 
autorais por tempo e veículo especificado. 
 
- Você pode fazer uma cessão patrimonial de direitos, mas para isso a lei exige um 
contrato específico à parte, pois a utilização econômica, por parte do cliente, se 
extingue automaticamente após cinco anos da morte do autor, voltando o direito de 
comercialização aos seus sucessores. Os direitos patrimoniais ficam por 70 (setenta) 
anos com seus herdeiros. Só na falta deles a sua foto será de domínio público. 
 
- O cliente quer “buy-out”. O que é isso? 
Legalmente não é nada. Moralmente, é uma cilada para todos os envolvidos. Perante a 
lei, o autor é responsável pelos Direitos Morais da foto, direitos estes dos quais você 
não pode se livrar, nem que queira. Você vende para o cliente a utilização daquela foto 
porque você pode explorá-la comercialmente, mas por um tempo, espaço ou mídia 
que podem ser qualquer um desde que determinados. 
 
- Para haver cessão é necessário um contrato especial que tem prazo para terminar. 
Por quanto e como você vende esta utilização é arbítrio seu e do mercado. Porém, a 
melhor forma (e mais prática) será sempre a praticada nos moldes e exemplos da 
própria Lei. 
 
Atenção: 
No caso de fotografia para fins comerciais, você não pode sair fotografando a pessoa 
que você bem entender nem qualquer objeto de autoria conhecida sem prévia 
autorização. Você estará infringindo a Lei que regula o Direito de imagem das pessoas 
e/ou objetos. 
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2 Direito de informação. 
Publicar foto sem interesse público gera indenização. A publicação em jornal de 
fotografia sem a autorização exigida pelas circunstâncias constitui ofensa ao direito de 
imagem, não se confundindo com o direito de informação. Com esse entendimento, a 
3ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o jornal 
Diário Popular (hoje Diário de São Paulo) a pagar indenização equivalente a 100 
salários mínimos a Valdik Leite Trigueiro. Vítima de tentativa de assalto. Trigueiro teve 
sua foto, ao lado de um irmão, publicada no jornal. Em seguida à publicação da foto o 
irmão da vítima foi assassinado. Condenado em primeira instância, o jornal ingressou 
com recurso no TJ alegando, em preliminar, cerceamento de defesa. Sustentou que o 
juiz não teria determinado a produção de provas. No mérito, pediu a improcedência da 
ação, pois a publicação da imagem do autor seria de interesse público. 
 
O motivo da ação foi à publicação de uma fotografia de Trigueiro, junto com um irmão, 
logo depois de ter sofrido uma tentativa de assalto. Ele estava internado num hospital, 
recuperando-se dos disparos de arma de fogo, quando foi abordado pelo fotógrafo do 
jornal. Trigueiro pediu ao repórter fotográfico que não divulgasse a foto, temendo 
eventual represália do autor do homicídio. Não foi atendido e em seguida o irmão, que 
aparecia a seu lado na foto, foi assassinado a tiros, no próprio hospital. “Embora de 
inteira pertinência a súplica e de questionável o interesse público na divulgação, tendo 
a fotografia estampada no periódico da apelante, logo abaixo do noticiário da morte 
do seu irmão e da indignação que tomou conta da família, donde violado o seu direito 
de preservação da própria imagem, resultando o dano moral do fato ofensivo”, 
apontou o relator Waldemar Nogueira Fil. 
 
DEZ QUESTÕES BÁSICAS QUE O FOTÓGRAFO DEVE SABER ANTES DE FOTOGRAFAR. 
01 - Cuidado ao fotografar pessoas, há restrições quanto ao uso da imagem alheia. 
Para fins jornalísticos e editoriais não há impedimento desde que não haja dano à 
imagem. 
 
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02 - Cuidado ao fotografar obra de arte que também é protegida, tanto quanto a 
imagem de uma pessoa. 
 
03 - Fotos para fins pedagógicos, científicos, têm uma redução da proteção do titular 
de direito em favor da sociedade que é usuária do conhecimento humano. 
 
04 - Obras arquitetônicas são consideradas artísticas, portanto, também estão 
protegidas pelo direito do autor. 
 
05 - Na publicidade, tenha em mente sempre a regra: nada pode, sem a autorização do 
titular. 
 
06 - Jamais faça remontagem da imagem de uma pessoa. A prática é comum no design 
e não é permitida perante a lei. 
 
07 - Obra fotográfica bastante conhecida ou notoriamente artística não poder ser 
plagiada. 
 
08 - Ninguém pode alegar que o fotógrafo cedeu os direitos autorais, sem que isso 
conste expressamente em contrato de cessão de direitos. 
 
09 - A interpretação dos contratos de cessão é restrita. 
 
10 - O fotógrafo não é obrigado a autorizar alterações em sua obra, a não ser que 
conste no contrato de cessão de direitos. 
 
 
 
 
 
 
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História da Fotografia 
 
1 Nicéphore Niépce. 
 
 
 
No início do século XIX a burguesia culta da Inglaterra e da França interessou-se pelas 
aplicações práticas das novas descobertas científicas. Nesta altura, em locais diferentes 
e sem terem conhecimento uns dos outros, foram muitos os investigadores que 
procuravam o método de obter fotografias. Um dos mais interessados nessas 
pesquisas foi o litógrafo e inventor francês Nicéphore Niépce que com o seu irmão 
Claude já tinha conseguido em 1816 realizar uma imagem em câmara escura utilizando 
papel sensibilizado com cloreto de prata. Porém os tons ficavam invertidos e as suas 
buscas para sensibilizar provas positivas só resultaram em 1826 quando Niépce usou 
uma substância à base de verniz de asfalto (betume da judéia) que aplicada sobre 
vidro, endurecia e associada a uma mistura de óleos fixava a imagem. Em 1827 Niépce 
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expôs uma placa de estanho coberta de betume da judéia na câmara escura e obteve, 
depois de uma exposição de oito horas, uma imagem de um pombal, vista da janela da 
sua sala de trabalho. 
 
 
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2 Louis Daguerre. 
 
 
 
Em 1827 Niépce associa-se a Louis Daguerre e os dois prosseguiram as suas 
investigações em comum. Depois da morte de Niépce em 1833, Daguerre continuou as 
suas experiências em Paris, com chapas revestidas de prata e sensibilizadas com iodeto 
de prata, abandonando definitivamente o betume. Em 1835 descobriu que o vapor de 
mercúrio revelava as imagens, o que permitia reduzir radicalmente a duração da 
exposição. Mas faltava saber como parar a ação da luz sobre a prata, o que provocava 
o escurecimento da imagem até o seu desaparecimento. Em 1837 Daguerre descobriu 
um processo para interromper a ação da luz, com um banho de cloreto de sódio (sal). 
Data desse ano aquela que é considerada a primeira fotografia batizada de 
daguerreótipo. 
 
 
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Os primeiros daguerreótipos eram de má qualidade, pois, eram facilmente estragados 
pelos dedos e pelas variaçõesde temperatura e umidade. A imagem tinha pouco 
contraste tonal, não servia para reprodução de cópias e o tempo de exposição era 
longo, variando entre quinze e trinta minutos. A sua famosa fotografia "Paris 
Boulevard" de 1839, mostra uma rua de Paris que parece deserta. Esta sensação deve-
se à sua longa exposição (cerca de 20 minutos), o que fez que tudo o que se movesse 
não ficasse registrado na imagem. Vê-se uma única pessoa, com um pé pousado num 
fontanário, que era um amigo do fotógrafo. Ele permaneceu imóvel durante o tempo 
da exposição. Esta pode ter sido a primeira pessoa a ser "fotografada". 
 
 
 
3 Geral. 
O britânico Willian Fox Talbot, que já efetuava pesquisas com papéis fotossensíveis, ao 
tomar conhecimento dos avanços de Daguerre, em 1839, decidiu apressar a 
apresentação de seus trabalhos à Royal Institution e à Royal Society, procurando 
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garantir os direitos sobre suas invenções. Talbot desenvolveu um diferente processo 
denominado Calotipo, usando folhas de papel cobertas com cloreto de prata, que 
posteriormente eram colocadas em contato com outro papel, produzindo a imagem 
positiva. Este processo é muito parecido com o processo fotográfico em uso hoje, pois 
também produz um negativo que pode ser reutilizado para produzir várias imagens 
positivas. Na época, Hippolyte Bayard também desenvolveu um método de fotografia. 
Porém, por demorar a anunciá-lo não pôde mais ser reconhecido como seu inventor. 
 
No Brasil, o francês radicado em Campinas-SP, Hércules Florence conseguiu resultados 
superiores aos de Daguerre, pois desenvolveu negativos. Contudo, apesar das 
tentativas de disseminação do seu invento, ao qual denominou "Photographie" - sendo 
ele o legítimo inventor da palavra - não obteve reconhecimento na época. 
 
Em 1871 o tempo necessário para registrar imagens fotográficas foi reduzido com a 
introdução de placas de brometo de gelatina conserváveis (gelatina seca), pelo médico 
e microscopista inglês Richard Leach Maddox. Esta invenção foi de grande importância 
para a fotografia e foi nos anos seguintes aperfeiçoada por John Burgess, Richard 
Kennett e por Charles Harper Bennet que conseguiram fabricar placas secas mais leves 
e de utilização mais cômoda. Estas placas começaram a ser fabricadas por diversas 
firmas na Europa e nos Estados Unidos a partir de 1878. Abria-se assim uma nova 
época para a fotografia. 
 
Na origem o suporte era vidro coberto com uma emulsão de brometo de prata 
colocada sobre gelatina especialmente preparada. Em 1883 o vidro, frágil e de 
manuseio difícil, foi substituído pelo celulóide (o que se pode considerar como a 
primeira película) em folhas padronizadas. Assim chegou ao final do século XIX, com a 
contribuição de muitos investigadores e inventores à fotografia sobre película em rolos 
de papel, substituível mesmo à luz do dia, fabricada e vendida a partir de 1888 pela 
Eastman Company de Nova Iorque. 
 
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1888 — Até este ponto de nossa história, a fotografia foi de domínio exclusivo dos 
profissionais. A fotografia era muito limitada. 
 
Então George Eastman desenvolve a primeira câmera portátil – a KODAK – vendida 
com um filme em rolo de papel suficiente para tirar 100 fotografias. Agora, disponível 
a qualquer um. Tornou-se a fotografia mais barata, pois a máquina da Kodak usa filme 
de rolo com uma base de papel, coberta com uma emulsão fotossensível. 
A simplicidade da câmera Kodak é responsável pela popularização da fotografia 
amadora. No ano seguinte, Eastman substitui o filme de papel por um de plástico 
transparente à base de nitrocelulose. Com o slogan “VOCÊ APERTA O BOTÃO E NÓS 
FAZEMOS O RESTO”, o fotógrafo amador apenas operava a máquina. Terminado o 
rolo, o cliente manda a câmera inteira para a empresa Eastman, que revela o filme e 
faz as cópias, devolvendo o aparelho com um novo rolo de filme ao proprietário que 
pagava 10 dólares pelo serviço. 
 
 
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American Film. 
O Norte-americano George Eastman (1854 – 1932) 
popularizou a fotografia com a criação do filme flexível 
(em rolo), que tinha o nome de “American Film”. Como 
era grande o número de amantes da fotografia dessa 
época, tornou-se possível a produção industrial de 
máquinas, materiais e acessórios fotográficos. 
 
 
 
 
 
1910 — Primeiras câmeras Kodak chegam ao Brasil. 
O primeiro escritório foi inaugurado no Rio de Janeiro em 11 de outubro de 1920 e 
contava com apenas seis funcionários. Nesta época, a empresa importava e 
comercializava chapas, filmes e papéis fotográficos. O impulso que o mercado nacional 
necessitava aconteceu em 1965, quando a empresa lançou a primeira câmara Kodak 
brasileira, a Rio 400, em homenagem ao IV centenário da cidade do Rio de Janeiro. A 
primeira grande expansão de suas operações na História da Fotografia do Brasil 
aconteceu na década de 70, com a inauguração do complexo industrial de São José dos 
Campos, onde foi incrementada a produção de câmaras e papéis fotográficos 
coloridos, preto e branco e além de fotoquímicos. 
 
 
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4 Fotografia Preto e Branco. 
A fotografia nasceu em preto e branco, mais precisamente como o preto sobre o 
branco, no início do século XIX. Desde as primeiras formas de fotografia que se 
popularizaram, como o daguerreótipo - em 1823 - até ao filme preto e branco atual, 
houve muita evolução técnica e diminuição dos custos. Os filmes atuais têm uma 
grande gama de tonalidade, superior até mesmo aos coloridos, resultando em fotos 
muito ricas em detalhes. Por isso, as fotos feitas com filmes PB são superiores as fotos 
coloridas convertidas em PB. 
 
Meio tom: As fotografias em preto e branco se destacam pela riqueza de tonalidades; 
a fotografia colorida não tem o mesmo alcance dinâmico. Na fotografia PB se costuma 
utilizar a luz e a sombra de forma mais proeminente para criar efeitos estéticos. Há 
quem prefira fotografar apenas em filme preto e branco, mesmo com a maior 
facilidade e menor custo do equipamento digital. Os sensores das câmeras digitais 
ainda possuem alcance dinâmico muito menor do que a fotografia analógica. 
 
Foto de Sebastião Salgado do livro Trabalhadores. 
 
 
Foto de Sebastião Salgado do livro África. 
 
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5 Fotografia Colorida. 
A fotografia colorida foi explorada durante o século XIX e os experimentos iniciais em 
cores não puderam fixar a fotografia, nem prevenir a cor de enfraquecimento. Durante 
a metade daquele século as emulsões disponíveis ainda não eram totalmente capazes 
de serem sensibilizadas pela cor verde ou pela vermelha. A total sensibilidade a cor 
vermelha só foi obtida com êxito total no começo do século XX. A primeira fotografia 
colorida permanente foi tirada em 1861 pelo físico James Clerk Maxwell. O primeiro 
filme colorido, o Autocromo, somente chegou ao mercado no ano de 1907 e era 
baseado em pontos tingidos de extrato de batata. 
 
 
A primeira fotografia colorida, feita por Maxwell. 
 
Em 1907, os irmãos francesesAuguste Lumiére e Louis Lumiére simplificaram muito o 
processo de seleção de cores por filtros, dando o primeiro vislumbre de possibilidades 
comerciais para a fotografia colorida, com suas chapas AUTOCHROME – o primeiro 
processo fotográfico colorido. Louis e Auguste eram filhos e colaboradores do 
industrial Antoine Lumière, fotógrafo e fabricante de películas fotográficas, 
proprietário da Fábrica Lumière (Usine Lumière), instalada na cidade francesa de Lyon. 
Antoine aposentou-se em 1892, deixando a fábrica entregue aos filhos. Outro invento 
que lhes tem sido atribuído é cinematógrafo, uma máquina de filmar e projetor de 
cinema, que na verdade foi inventado por Léon Bouly, em 1892, que teria perdido a 
patente, de novo registrada pelos Lumière em 13 de Fevereiro de 1895. 
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O primeiro filme colorido moderno, o Kodachrome, foi introduzido em 1935, baseado 
em três emulsões coloridas. A maioria dos filmes coloridos modernos, exceto o 
Kodachrome, são baseados na tecnologia desenvolvida pela Agfacolor em 1936. O 
filme colorido instantâneo foi lançado pela Polaroid em 1963. A fotografia colorida 
pode formar imagens como uma transparência positiva, planejada para uso em 
projetor de slides (diapositivos) ou em negativos coloridos, planejado para uso de 
ampliações coloridas positivas em papel de revestimento especial. O último é 
atualmente a forma mais comum de filme fotográfico colorido, devido à introdução do 
equipamento de foto impressão automática. 
 
 
 
 
Foto de 1942 de um carpinteiro trabalhando, é um exemplo 
histórico das primeiras fotografias coloridas. 
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6 Fotografia Digital 
A foto feita com uma câmera digital ou determinados modelos de telefone celular, 
resultam em um arquivo que pode ser editado em computador, impresso, enviado por 
e-mail ou armazenado em web sites, CD-ROMs, Pendrives e etc. 
 
A fotografia tradicional era um fardo considerável para os fotógrafos que trabalhavam 
em localidades distantes como correspondentes de órgãos de imprensa sem acesso às 
instalações de produção. Com as redes de televisão enviando notícias quase que 
instantaneamente, houve um aumento na urgência para se transferir fotos aos jornais 
mais rapidamente. 
 
Fotógrafos em localidades remotas carregariam um mini-laboratório fotográfico com 
eles e alguns meios de transmitir suas imagens pela linha telefônica. Em 1990, a Kodak 
lançou o DCS 100, a primeira câmera digital comercialmente disponível. Seu custo 
impediu o uso em fotojornalismo e em aplicações profissionais, mas, a fotografia 
digital surgiu neste momento. 
 
 
DCS 100 fabricada pela Kodak e comercializada pela Nikon. 
 
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6.1 Funcionamento. 
Na fotografia digital a luz é capturada por um sensor chamado de CCD ou CMOS, que 
por sua vez converte a luz em um código eletrônico. Uma matriz de números digitais 
que é armazenado em um cartão de memória. Tipicamente, o conteúdo desta 
memória será mais tarde transferido para um computador. Já é possível também 
transferir os dados diretamente para uma impressora gerar uma imagem em papel, 
sem o uso de um computador. Uma vez transferidas às imagens para fora do cartão de 
memória, este poderá ser reutilizado. 
 
CCD: Dispositivo de carga acoplada 
CMOS: Semicondutor de óxido metálico complementar 
 
 
O sensor que substitui o filme nas câmeras digitais. 
 
Presos ao fundo da câmera fotográfica onde antigamente se posicionava o filme, os 
sensores, convertem a luz em elétrons. Milhões de pontos fotossensíveis, cada um dos 
quais transforma a luz de uma pequena parte da imagem captada, em elétrons. A 
próxima etapa consiste em ler o valor (carga acumulada) de cada célula na imagem. 
 
 
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Modelo de Câmera 
 
A fotografia se estabiliza como processo industrial no século XX articulando uma 
câmera ou câmara escura, como dispositivo formador da imagem e um modo de 
gravação da imagem luminosa. Uma superfície fotossensível, que pode ser o filme 
fotográfico, o papel fotográfico ou no caso da fotografia digital, um sensor digital 
CCD/CMOS que transforma a luz em um mapa de impulsos elétricos, que serão 
armazenados como informação em um cartão digital. Nesse processo fica evidente a 
relação entre a fotografia e seus processos comparáveis. Por exemplo, a fotocópia ou 
máquina xerográfica, forma imagens permanentes, mas usa a transferência de cargas 
elétricas estáticas no lugar do filme fotográfico. Disso provém o termo eletro-
fotografia. Na raiografia, divulgada por Man Ray em 1922, imagens são produzidas 
pelas sombras de objetos no papel fotográfico, sem o uso de câmera. 
 
 
 
Câmara Escura tipo caixão usada por cerca de 150 anos 
antes do aparecimento da fotografia. 
 
Existem muitos modelos de câmeras fotográficas no mercado. Desde compactas até as 
profissionais mais sofisticadas e precisas. Câmeras compactas têm vantagens como, 
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baixo custo, leveza, fácil operação e objetivas claras. Alguns modelos de compactas 
permitem o ajuste de diafragma e obturador. 
 
 
 
 
 
 
 
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Uma das desvantagens das compactas é a demora pra se registrar uma cena, tornando 
impossível o seu uso profissionalmente. Outra dificuldade das compactas esta ligada 
ao enquadramento. Quando se usa o visor e não o LCD, ocasiona uma diferença de 
enquadramento, chamada de paralaxe, que poderá trazer problemas, pois se corre o 
risco de perder parte da imagem enquadrada pelo visor. O erro de paralaxe pode ser 
apresentado com cortes ou sobras na imagem, tanto para as laterais, como topo e 
base. 
 
 
Outro modelo muito utilizado é o Reflex ou SLR (single lens reflex). Essa sigla expressa 
à possibilidade do fotógrafo enquadrar a cena utilizando a mesma objetiva que 
transportará a imagem até o filme ou sensor, ou seja, a mesma imagem que o 
fotógrafo observa antes do clique será exatamente a que se terá no resultado final, 
sem erro de paralaxe. 
 
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Isso se deve ao sistema penta-prisma. Um jogo de espelhos que faz com que a imagem 
que entra pela objetiva seja desviada para o visor. Assim que o botão de disparo é 
acionado o espelho principal sobe permitindo assim, que a luz da cena chegue até o 
sensor ou filme. 
 
 
Fotógrafos controlam a câmera ao expor o material fotossensível à luz, o que se altera 
qualitativa e quantitativamente, segundo as possibilidades de cada aparelho. Os 
controles são geralmente inter-relacionados. Porexemplo, a exposição varia segundo a 
abertura (que determina a quantidade de luz) multiplicada pela velocidade do 
obturador (que determina um tempo de exposição), o que varia o tom da foto, a 
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profundidade de campo fotográfico e o grau de corte temporal do modelo 
fotografado. 
 
Diferentes distâncias focais das lentes permitem variar a conformação da 
profundidade da imagem, bem como seu ângulo. Os controles das câmeras podem 
incluir: ISO, Abertura, Velocidade, Balanço de branco, Profundidade de Campo, 
Distância focal, Fotômetro e Foco. Vamos então ver cada um deles. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ISO 
 
Em fotografia, ISO (International for Standardization Organization) é a medida da 
sensibilidade de superfícies sensíveis à luz (filme fotográfico ou sensor de imagem). 
Sensibilidade consiste na capacidade que um filme ou sensor tem de registrar a luz. 
Quanto maior o número do ISO mais sensível a luz ele será. Quanto mais sensível, 
menor será a intensidade da luz necessária para registrar uma imagem. Em 
contrapartida, ao se diminuir o número do ISO, menos sensibilidade ele terá e a 
intensidade de luz para se registrar uma imagem deverá ser maior. Por convenção, 
a fotografia digital usa a mesma escala de sensibilidade da fotografia tradicional, 
embora o sensor de imagem da câmera digital responda reagindo de modo diferente 
do filme fotográfico. ISO corresponde à antiga escala ASA. Dobrar a velocidade do 
filme implica dobrar o valor numérico que designa a sensibilidade do filme. Para 
exemplificar, um filme de ISO 200 é duas vezes mais sensível do que um filme de ISO 
100. 
 
 
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Tanto na fotografia digital como na analógica, quanto mais se aumenta o ISO, maior 
será o índice de granulação ou ruído na foto. Altos valores de ISO são geralmente 
usados em situações de pouquíssima luz, para se usar tempos de exposição menores e 
assim não obter fotos borradas ou tremidas em função da longa exposição. Mas o 
custo será a obtenção de fotos com mais ruído. 
 
 
 
A foto que acima foi feita com a seguinte configuração: ISO 1000 f4 1/80 200mm. 
 
 A cena era de ação e exigia que a velocidade fosse suficiente para congelar. Os artistas 
se encontravam distantes do fotografo, o que pediu uma teleobjetiva, o uso do flash 
não era permitido durante o show e também não alcançaria com eficiência os motivos 
(artistas), por isso foi necessário um ISO elevado, o que ocasionou certo ruído. 
 
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Exemplos: 
 
 
 
 
 
A primeira foto foi feita usando um ISO 100, enquanto a segunda foi usado ISO 3200. 
Comparando-as, é possível ver que as fotos com valores de ISO baixo são muito mais 
limpas e suaves. O ISO 100 geralmente é aceito como 'normal', e irá proporcionar fotos 
com baixas taxas de ruído. Ao selecionar um ISO específico, isto terá impactos 
na abertura e na velocidade do obturador que são necessários para ter fotos bem 
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expostas. Por exemplo, se você mudar seu ISO de 100 para 400, você notará que 
velocidades mais altas poderão ser usadas e/ou aberturas menores. 
 
Sempre que houver pouca luz no ambiente onde se fará uma foto, use ISO alto, para 
aproveitar o máximo da luz no local e poder utilizar velocidades que permitam 
congelamento da cena. O recomendado é que sempre se use o menor ISO possível 
para se evitar granulação nas fotos, Apesar de que nem sempre é possível. 
 
Veja alguns exemplos de utilização de ISO: 
Numa praia ensolarada você pode usar ISO 100 ou 200. 
Em um parque em dia de sol o ISO pode ser 100 ou 200. 
Em uma estação de esqui, 100 ou 200. 
Dia nublado o ISO ideal seria 400. 
Logo após o entardecer ou pouco antes do amanhecer, ISO 800. 
 
Note que os exemplos fazem menção a lugares abertos, isto porque queremos que 
você relacione o tipo de iluminação desses locais com o ISO que pode ser usado. O ISO 
é apenas uma das ferramentas de ajustes em uma câmera. Abertura de diafragma e 
velocidade de obturador trabalharão em conjunto com este ajuste e podem facilmente 
alterar os valores acima, de acordo com a prioridade do fotografo. Pense sempre 
assim: Tem pouca luz, ISO alto, tem muita luz ISO baixo. 
 
Em geral as câmeras compactas geram muito mais ruído que as profissionais, 
principalmente devido às suas dimensões reduzidas. Como seus sensores são muito 
pequenos cada pixel capta menos luz gerando imagens mais granuladas. 
 
 
 
 
 
 
 
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Abertura 
 
1 Diafragma fotográfico. 
É o dispositivo que regula a abertura de um sistema ótico. É composto por um 
conjunto de finas lâminas sobrepostas que se localiza dentro da objetiva permitindo a 
regulagem da intensidade de luz que irá atingir o filme ou sensor. O valor do diafragma 
se dá através de números, conhecidos como números f ou f-stop e seguem um padrão 
numérico universal. Esta escala inicia-se em 1, 1.4, 2, 2.8, 4, 5.6, 8, 11, 16, 22, 32 sendo 
que quanto menor for o número f maior a quantidade de luz que ele permite passar e 
quanto maior o número f menor a quantidade de luz que passará pelo diafragma. Cada 
número maior, ou seja, mais fechado, representa a metade da luz que a abertura 
anterior permite passar, assim como a cada número menor, ou seja, mais aberto, 
permite a entrada do dobro de luz. 
 
 
 
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O diafragma pode ser comparado à íris dos nossos olhos, pela capacidade de controlar 
a quantidade de luz que atingirá o filme. Os olhos usam a íris para regular a entrada de 
luz; uma câmera fotográfica utiliza o diafragma para a mesma finalidade. 
 
 
 
 
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2 Profundidade de Campo. 
É a região de focalização ou região nítida, no campo dos objetos (cena fotográfica), ou 
seja, é a região na foto onde se consegue observar os elementos que a compõe com 
perfeita nitidez. A profundidade de Campo depende da abertura do diafragma, da 
distancia focal (zoom) e da proximidade que se está do objeto a ser fotografado. 
 
Os diferentes valores de abertura do diafragma geram diferentes efeitos 
de profundidade de campo e consequentemente aparência de foco. Diafragmas mais 
fechados tendem a proporcionar maior área focada enquanto diafragmas mais abertos 
tendem a fazer o oposto. 
 
 
A área escura é onde se encontra a concentração do foco. 
 
 
Cabe a ferramenta diafragma “esticar ou encurtar” a área focada dentro da imagem. A 
profundidade de campo pode ser usada para atrair a atenção sobre uma pessoa ou 
área de uma imagem. Abertura em f 5,3 
 
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3 A distância focal (zoom). 
 Maior distância focal (mais zoom) menor profundidade de campo. Comose vê na 
imagem, a foto feita com um zoom de 35 mm tem uma profundidade de campo maior 
que a foto feita com um zoom de 100mm. 
 
 
A área escura é onde se encontra a concentração do foco. 
 
4 Distancia Real do objeto (em metros). 
Quanto menor é à distância do sujeito/objeto que se foca menor é a profundidade de 
campo. Como se vê na imagem a foto feita a 1,5 metros do sujeito tem uma 
profundidade de campo menor que a foto feita a 4,5 metros. 
 
 
A área escura é onde se encontra a concentração do foco. 
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Obturador 
 
O obturador é um dispositivo mecânico que mantém o sensor ou filme protegidos da 
luz até que se acione o botão de disparo. Ele controla o tempo de exposição em 
uma câmera fotográfica, tempo que o fotógrafo estabelece. Esse tempo de exposição 
é geralmente medido em segundos ou fração de segundos. Uma espécie 
de cortina que protege o filme/sensor da luz e quando se aciona o disparador ele abre 
e fecha. Quanto mais tempo aberto, mais luz entra. A velocidade do obturador é um 
dos fatores utilizados para alterar o resultado final de uma fotografia. Um longo tempo 
de exposição causa movimentos borrados. Um tempo curto gera congelamento de 
movimentos. Qualquer um dos dois pode ser usado propositalmente pelo fotógrafo 
para criar efeitos incríveis numa foto. 
 
1 Tipos de Obturador. 
Obturador Concêntrico ou Central: O concêntrico é formado por um jogo de lâminas 
que se abrem do centro para fora e em geral são mais silenciosos que os de plano 
focal, porém não atingem uma velocidade maior do que 1/500 s. Esse tipo de 
obturador não se situa na própria máquina, mas sim na objetiva. Obturador de 
Cortina: Fica no corpo da câmera e trata-se de uma cortina que percorre 
horizontalmente ou verticalmente o plano do filme descobrindo o filme por faixa e não 
por completo como no Obturador Concêntrico. Suas vantagens são o fato de ser 
separado das objetivas tornando-as mais baratas e de seu mecanismo permitir que se 
alcancem velocidades mais altas. (1/8000s). 
 
 
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2 Escalas de tempo. 
Assim como ocorre com os diafragmas, os tempos ou velocidade que se usam com 
maior freqüência também foram padronizados e aceitos por todos os fabricantes de 
máquinas fotográficas. A escala de tempo foi elaborada por um critério semelhante ao 
da série de diafragma. Como objetivo de que ambas pudessem ficar relacionadas no 
momento de medir exposição. Em consequência, a relação de um determinado tempo 
a outro é a metade do anterior e o dobro do número subsequente. Tempo de 
exposição é normalmente dado no formato 1 / x em que X representa uma fração de 
tempo em segundos, ou seja, 1 segundo dividido pelo nº seguinte. Os valores comuns 
são: 
 
1 Segundo 
1/2 = 0,5 
1/4 = 0,25 
1/8 = 0,125 
1/15 = 0,66 
1/30 = 0,033 
1/60 = 0,0166 
1/125s = 0,008 
1/250s = 0,004 
1/500s = 0,002 
1/1000s = 0,001 
1/2000s = 0,0005 
1/4000s = 0,00025 
1/8000s = 0,000125 
 
B (Bulb): 
Que mantém o obturador aberto enquanto o botão disparado estiver pressionado. 
 
Têm-se as velocidades: 
Positivas: 1, 2, 4, 8, 15, 60, 125, 250, 500, 1.000, 2.000, 4.000, 8.000. 
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Os números da escala acima são divisores, que fazem o tempo de exposição ficar 
rápido, curto ou curtíssimo. 
 
Negativas: 2’, 4’, 8’,10’, 15’, 30’... 
Este outro, geralmente com aspas que os identifica como segundos inteiros são 
prolongadores de tempo, pois, deixam o obturador aberto permitindo que mais tempo 
de luz entre na câmera. É assim que fazemos fotos de longa exposição. 
 
A velocidade do obturador ou tempo de exposição, em fotografia, está diretamente 
relacionada com a quantidade de tempo que o obturador da câmera leva para abrir e 
fechar, deixando passar a luz que irá sensibilizar o filme ou o sensor digital e formar 
a imagem. É fácil de perceber que se deixar a máquina recebendo luz durante 
10 segundos, só vai ficar uma imagem estática e bem definida se nada no cenário que 
estamos fotografando se movimentar durante este tempo. Quanto menor o tempo de 
exposição, menos luz é absorvida no interior da câmera, maior deverá ser a abertura 
do diafragma para se obter uma exposição correta. 
 
Foto noturna com diferentes tempos de exposição. Influenciando a imagem.
 
Fotografias obtidas com a mesma abertura do diafragma. 
 
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White Balance 
 
1 Balanço de Branco. 
Balanço do branco (em inglês, white balance) se refere aos ajustes que são efetuados 
pelo fotógrafo ou pela câmera fotográfica para se obter imagens com fidelidade de 
cores próxima àquelas que os objetos apresentam sob iluminação ideal. 
A percepção da visão humana faz com que enxerguemos um papel branco em sua cor 
natural sob diferentes condições de iluminação. A maioria das câmeras fotográficas 
digitais também faz isso automaticamente, embora nem sempre satisfatoriamente. O 
balanço de cores é efetuado previamente tanto na fotografia com filmes como na 
fotografia digital. Na fotografia com filmes a cores, desvios de cores residuais são 
corrigidos posteriormente pelo laboratório fotográfico, já na fotografia digital a 
correção de cores no pós-processamento é feito ou por editores gráficos ou pelo 
próprio fotógrafo antes da impressão gráfica ou da revelação digital. 
 
 
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2 Cor e temperatura de cor. 
O grau de adaptação necessário para obter imagens com cores previamente 
balanceadas depende da avaliação mais ou menos precisa da temperatura de cor da 
iluminação ambiente. Ambientes iluminados com lâmpadas do tipo fluorescente 
exigem balanceamento de cores especiais para este tipo de lâmpada. Há muitos tipos 
de lâmpadas fluorescentes e muitas câmeras digitais oferecem balanceamento pré-
ajustado para diferentes tipos destas lâmpadas. Algumas câmeras possibilitam o 
balanço de cores em dois eixos: o eixo da temperatura (azul para vermelho) e o eixo 
neutro (magenta para verde). 
 
Para a fotografia não é importante se conhecer as minúcias físicas da luz e sim uns 
poucos elementos necessários para se entender a luz de forma que se torne mais 
fácil trabalhá-la. 
 
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Como podemos notar na tabela acima a porcentagem maior ou menor de certa cor irá 
determinar qual predominará no resultado final que o filme daylight (luz do dia) irá 
registrar. O filme daylight é composto de forma a registrar uma Temperatura de Cor de 
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Direitos reservados5500 a 5700 Kelvin, sua temperatura ideal para trabalho, onde a proporção de cores 
primárias é a mesma para as três (33.3%), registrando assim as cores corretamente. 
Esta temperatura de cor a 5500 Kelvin é a que nos interessa. Pois ela é a temperatura 
na qual todos os equipamentos de flash são calibrados para trabalhar, ou seja, ao 
dispararem, emitem ondas eletromagnéticas cuja proporção entre as três cores 
primárias será igual (33.3 %), gerando assim uma luz branca. A lâmpada de halogênio 
tem uma temperatura de cor que varia entre 3200 a 3400 Kelvin. Nesta situação a 
porcentagem de ondas eletromagnéticas vermelhas é maior que as demais cores, 
provocando no filme daylight, uma ligeira amarelada na foto. O efeito que esta 
lâmpada gera pode ser combinado com o flash em estúdio a velocidades mais baixas 
que a de sincronismo do flash no intuito de dar uma “esquentada” na imagem, caso 
seja esta a intenção do fotógrafo. 
 
3 O céu azul. 
Em um dia claro, sem muitas nuvens ou poluição, a tonalidade do céu na terra é azul 
porque a luz solar branca, ao penetrar na atmosfera, sofre um fenômeno chamado 
espalhamento ray-Light, no qual a luz azul presente na composição da luz branca é 
espalhada de maneira muito mais eficiente do que as outras cores. Isto faz com que a 
tonalidade predominante no céu seja o azul, a temperatura de cor do céu azul pode 
atingir valores entre 10.000 e 20.000 K. Por esta razão, quando se fotografa ao ar livre, 
com o sol aberto, um objeto que não recebe luz, isto é, colocado na região de sombra, 
vai apresentar uma forte tendência ao azulamento. 
 
4 O azulamento e o pôr-do-sol. 
Com frequência se observa que nos instantes próximos ao nascer e ao pôr-do-sol, a 
região do horizonte nas vizinhanças do sol apresenta um forte avermelhamento. Isto 
ocorre porque a luz solar atravessa uma camada mais baixa e espessa da atmosfera. 
Nesta camada a presença de poeira, fumaça e poluição provocam um espalhamento 
forte dos maiores comprimentos de onda, isto é, laranja e amarelo. A temperatura de 
cor sofre uma redução acentuada, podendo atingir valores da ordem de 3000 K. 
 
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Foco 
 
Foco é um efeito ótico que torna a imagem visualizada nítida no ponto no qual os raios 
de luz convergem. No processo fotográfico o foco é ajustado para dar mais nitidez ao 
tema que terá mais importância na foto. Todo equipamento fotográfico tem um 
sistema de seleção de foco. Ao apontar a câmera para um objeto ou pessoa, devemos 
saber onde exatamente o ponto de foco está se posicionando, pois é ali que o olho 
observador se fixará. 
 
 
 
 
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1 Distância focal. 
A distância focal é uma das mais importantes características de uma objetiva. É a partir 
dela que o fotógrafo define, por exemplo, a maior ou menor aproximação de uma 
imagem, ou ainda escolhe o campo de visão que deseja trabalhar. A distância focal de 
uma objetiva é determinada a partir dos pontos nodais até dos focais, ou seja, é a 
distância, em milímetros entre o ponto de convergência da luz até o ponto onde a 
imagem será projetada. 
 
 
 
 
Ponto onde ocorre a inversão da imagem. 
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Objetivas 
 
 
 
 
1 Grande-Angular. 
São objetivas que apresentam distâncias focais menores que a diagonal da imagem 
projetada, tendo um grande campo de visão. Este campo pode ser desde a ordem de 
180°, como em objetivas "olho de peixe" como 60°. Seu uso, em geral, fica limitado à 
fotografia e vídeo. 
 
 
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Uma característica marcante é a tendência de causar distorções dos planos, sensação 
de prolongamento, onde objetos ou pessoas que estejam mais próximos a elas 
apareçam maiores do que aquilo que estiver mais distante. Outra característica é que a 
focalização é muito mais fácil, pois possui um grande ângulo de visão. Também possui 
naturalmente uma profundidade de campo muito maior, comparado com a mesma 
abertura do diafragma utilizado em outros tipos de objetivas. 
 
 
 
 
 
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Objetiva Grande Angular. 
 
 
 
Objetiva Olho de Peixe 10-15mm. Foto feita em 10mm de distancia focal. 
 
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2 Tele-Objetiva ou de Foco Longo. 
Estas objetivas são sistemas ópticos cujas distâncias focais são maiores que as das 
objetivas normais. O número de lentes é menor e a distância entre os primeiros 
elementos e o plano do filme é praticamente igual à distância focal da lente. A 
característica mais marcante no uso destas objetivas é a produção de imagens 
ampliadas e um aparente "achatamento" nos planos da imagem. Isto porque elas são 
produzidas para observar ou fotografar objetos numa distância mais elevada e assim 
as distâncias relativas entre os objetos tornam menores. Justamente por buscar 
imagens de objetos mais distantes a focalização é mais crítica e difícil de ser feita 
exigindo muita atenção de quem a utiliza. Também tem menor profundidade de 
campo se comparado com a mesma abertura do diafragma de outros tipos 
de objetivas. Com estas objetivas é mais adequada a utilização do recurso de macro 
fotografia, pois assim pode manter uma distância um pouco mais elevada do objeto e 
ainda sim conseguir focalizar algo que tenham um tamanho reduzido. Uma utilização 
muito comum é feita por cirurgiões dentistas, assim como por biólogos que pretendem 
catalogar amostras recolhidas. 
 
 
 
 
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3 Zoom ou Foco Variável. 
Em razão da praticidade estas objetivas possuem características de variadas distâncias 
focais, porém não necessariamente de diferentes tipos, como grande-angular, normal 
e tele objetiva. As objetivas zoom também são divididas em famílias e em função das 
distâncias focais que podem abranger de 18 a 55mm, 18 a 105, 28 a 200 mm, de 35 a 
70 mm, de 50 a 135 mm, de 80 a 200 mm, sendo que algumas destas objetivas 
apresentam o recurso de macro. O início de sua produção se deu no ano de 1959 e os 
resultados obtidos eram pouco satisfatórios o que lhe rendeu impopularidade por 
parte dos fotógrafos. Hoje são muito populares e com a reputação de oferecer boas 
imagens sendo utilizadas em larga escala por câmeras de pequeno formato. 
Representam uma opção de ótima qualidade óptica e de custo financeiro ao fotógrafo, 
além da praticidade que oferecem. 
 
 
 
 
 
 
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4 Macro. 
A macro-objetiva é uma lente para fotos de assuntos pequenos como flores, insetos, 
reproduçõesde livros, revistas etc. A macro-objetiva permite a reprodução de 1 por 1, 
ou seja, a imagem do mesmo tamanho do assunto. Ela pode também ser usada como 
lente normal. Alguns modelos de máquina fotográfica digital possuem uma lente que 
permite fotos de quatro cm, três cm ou até menos distância do objeto. Esse tipo de 
fotografia captura os mínimos detalhes dos objetos, detalhes até que não podem ser 
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vistos a olho nu. Fotografia macro é utilizada geralmente para obter fotos de insetos, 
pequenas peças, olhos (de perto), flores e etc. 
 
 
 
 
 
 
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5 Normal. 
De maneira geral considera-se assim uma objetiva que possua uma distância focal 
praticamente igual à diagonal do sensor full frame (aproximadamente 47mm). Estas 
objetivas são formadas em sua grande maioria por cinco ou seis elementos e a 
abertura máxima do diafragma, em geral, são as maiores, variando entre 1,0 e 2,0. Na 
fotografia, uma objetiva normal para câmeras SLR ou DSRL é a objetiva 50mm. O 
campo de visão desta objetiva é da ordem de 50°. São chamadas assim também 
porque a imagem projetada tem distorção perspectiva muito próxima da distorção 
perspectiva do olho humano. 
 
 
 
 
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Enquadramento 
 
Fotografar é retirar um pedaço do ambiente que nos rodeia e de certa maneira isolá-lo 
em uma fotografia. Por isso é importante na hora de enquadrar e compor saber o que 
vale estar dentro ou fora da composição. Desta maneira podemos amenizar ou 
acentuar sensações, destacar ou disfarçar elementos e até mesmo mudar o significado 
da cena apenas utilizando um enquadramento diferente. 
 
O olho humano observa um espaço sem limites, mas na câmera o enquadre está 
limitado por quatro lados. Portanto é necessário escolher o que se quer incluir e o que 
vamos excluir deste nosso marco fotográfico isto é dentro de nosso fotograma e tomar 
posição com respeito aos demais. 
 
Para envolver e aumentar um motivo terá que usar uma teleobjetiva, mas se desejar 
ampliar o campo de visão utilizará uma grande angular. Isto é útil ao mesmo tempo 
quando se precisa muita profundidade de campo. Também o formato da foto 
condiciona a imagem. Um enquadre horizontal ressalta o espaço e nos causa a 
sensação de tranqüilidade e equilíbrio. O enquadre vertical a grandeza e nos dá a 
sensação de força e firmeza muito usada em retrato e moda. Já o enquadre diagonal 
criatividade e a sensação é de dinamismo. 
 
1 Regra dos terços. 
A tendência de uma pessoa ao fazer suas primeiras fotos é centralizar o elemento 
principal. No caso de retratos a pessoa fotografada é colocada no centro da foto. Isto 
se deve ao fato de que na maioria das câmeras o controle do foco da imagem é 
definido por um pequeno círculo no centro do visor. Logo você foca no rosto da pessoa 
fotografada e dispara a câmera. A imagem obtida mostra o personagem no centro da 
foto, dividindo o espaço em partes iguais, criando uma estrutura simétrica e difícil de 
equilibrar. A parte de cima da foto também é desprezada, não sendo utilizado na 
composição. Isso faz com que a foto fique estática, sem movimento e banal. Para criar 
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uma imagem com uma composição mais proporcional basta deslocar a pessoa 
fotografada para um dos lados da foto. 
 
Podemos chamar de Regra dos Terços que ajuda o fotógrafo a compor uma foto 
equilibrada e harmoniosa. Quando tiramos o assunto principal do centro damos 
dinamismo à foto conduzindo o olhar do observador para dentro da foto. 
 
A regra dos terços funciona assim: imagine o visor dividido por duas linhas horizontais 
e duas verticais formando um jogo da velha. Coloque o assunto em qualquer dos 
pontos de cruzamento dessas linhas e você verá como sua foto ficará mais equilibrada 
e com mais movimento. Mas não fique preso, faça várias fotos com o assunto em 
diferentes pontos e depois escolha a mais interessante. Regras à parte, o que vale 
sempre é o desenvolvimento de seu senso de composição e principalmente sua 
sensibilidade. Muitas fotos magníficas não levam em conta regras tão formais, porém 
elas ajudam você a educar sua mente e irão facilitar seu trabalho no futuro, na hora de 
compor suas fotos. 
 
 
 
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Os quatros pontos de intersecção são chamados pontos de interesse ou pontos de 
ouro e são considerados os pontos de maior impacto visual. Nestes pontos que ao 
fotografar devem-se colocar os motivos de interesse. As linhas horizontais devem ser 
utilizadas para colocar o horizonte e outras linhas fortes enquanto as verticais 
deveram ser utilizadas para colocar objetos que sigam essa orientação (exemplo: 
árvores ou edifícios). 
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Quando o motivo principal se encontrar em movimento, este deve sempre deslocar-se 
no sentido dos 2/3 ficando a fotografia com dinamismo em vez de dar a sensação que 
o motivo vai chocar com o lado vertical da fotografia. 
 
 
 
 
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2 Ponto de vista. 
A capacidade para selecionar e dispor os elementos de uma fotografia depende em 
grande parte do ponto de vista do fotógrafo. Na verdade o lugar onde ele decide se 
colocar para bater uma foto constitui uma de suas decisões mais críticas. Muitas vezes 
uma alteração, mesmo mínima, do ponto de vista, pode alterar de forma drástica o 
equilíbrio e a estrutura da foto. Por isso torna-se indispensável andar de um lado para 
o outro, aproximar-se e afastar-se da cena, colocar-se em um ponto superior ou 
inferior a ela, a fim de observar o efeito produzido da fotografia por todas essas 
variações até conseguir um ponto de vista adequado. A composição é do que a arte de 
dispor os elementos, do assunto a ser fotografado e da forma que melhor atenda 
nossos objetivos. 
 
 
 
 
 
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Iluminação ou Fotometria 
 
1 Iluminação fotográfica. 
Alguns fotógrafos profissionais acreditam que os melhores horários para se aproveitar 
a luz do sol para fotografar é logo ao amanhecer e ao entardecer. Pois nesses horários 
o sol não está tão brilhante quanto ao meio dia, além disso, quando se fotografa o 
amanhecer ou ao entardecer conseguimos captar excelentes tons vermelhos e 
alaranjados nas fotos. É nesses horários que você consegue transformar uma simples 
foto em uma linda e mágica imagem, com cores vivas e fortes. 
 
 
 
Métodos de iluminação: 
 
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Quanto à naturezada luz elas se decompõem em 03: 
Direta. 
Rebatida. 
Filtrada. 
 
Usando este método pode-se iluminar qualquer cena em qualquer direção. 
 
Primeiro passo: Decide-se que direção será o ataque (luz principal). 
Segundo passo: Qual a natureza da luz (direta, rebatida ou filtrada). Posiciona-se a luz 
nesta direção, com esta natureza. 
Terceiro passo: Fotometra-se, a luz que tem que estar corretamente exposta, nem 
sub, nem super exposta. A única diferença entre a luz natural e artificial é filtragem e 
uma pode ser transformada na outra se for filtrada. 
 
1.1 Cuidado na contraluz. 
Como o próprio nome diz a contraluz está direcionada contra o que se está 
fotografando e, portanto, na direção de quem fotografa havendo por este motivo a 
possibilidade desta luz atingir frontalmente a objetiva gerando flare, que são pontos 
de luz intensa que refletem nas lentes da objetiva, além de criar na imagem a 
impressão de que ela está embaçada, em virtude do excesso de luz frontal. A solução 
para isto é simples, posicionar rebatedores na fonte de luz, ao lado da objetiva ou 
utilizar um quebra-sol na mesma bloqueando os raios de luz indesejáveis. 
 
 
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1.2 Luz Refletida. 
O sistema de luz refletida é o utilizado na câmera 35 mm, no médio formato com 
fotômetro embutido e também nos fotômetros manuais. Neste sistema de medida, o 
fotômetro é apontado na direção da cena que se deseja fotografar onde o aparelho faz 
uma leitura da luz refletida (normalmente luz difusa) que incide na cena e se direciona 
(reflete) para dentro da lente. O problema é que em uma mesma cena pode existir um 
ou mais objetos, cada um de cor diferente, ou se semelhante na forma compostas por 
materiais diferentes e superfícies diferentes, que embora iluminados pela mesma 
fonte de luz, em virtude destas variáveis, irão produzir resultados diferentes na leitura 
do fotômetro. Portanto, podemos considerar que variáveis que interferem na luz que 
reflete em uma superfície são basicamente três: 
 
 
 
Se dois ou mais objetos ou superfícies tiverem estas três variáveis semelhantes à luz 
refletida será a mesma, mas qualquer alteração em apenas uma delas já altera a forma 
como a luz reflete. 
 
Como os fabricantes de câmeras e fotômetros manuais não podem prever qual cena 
será fotografada, a solução para calibrá-lo foi escolher um meio termo entre as altas 
luzes (branco) e as baixas luzes (preto), que é o cinza. Como existem infinitas 
tonalidades de cinza, o tom escolhido foi o cinza médio da KODAK, que corresponde à 
reflexão difusa de 18% da luz incidente sobre esse tom. Atualmente muitos 
consideram que o tom correto é o que reflete 13%, mas como o tom anterior já se 
tornou padrão mundial para todos os fabricantes, ele continua a vigorar. Uma forma 
de se chegar aos 13% de reflexão seria alternar a medida em 0.5 pontos. 
 
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1.3 Luz Incidente. 
O sistema de medição de luz incidente só é possível através do uso de fotômetros 
manuais. Neste método, o fotômetro deve ser colocado na cena a ser fotografada, 
próximo ao objeto principal e apontado na direção da objetiva, acompanhando a sua 
inclinação, sempre em um ângulo reto com a mesma e recebendo a incidência da luz 
principal da cena. Neste método de fotometria não existe a preocupação com a 
escolha do cinza-médio (18%) como no caso da mediação da luz refletida feita pelo 
fotômetro das câmeras 35mm, pois o difusor branco do fotômetro já simula um objeto 
padrão cinza. Desta forma, cada objeto refletirá a luz de uma forma particular. Na luz 
incidente o fotômetro irá medir a luz em sua origem, antes de ser alterada ao incidir 
no objeto (cor, superfície, forma). 
 
2 Fotometria. 
Quando fotografamos uma cena, a medição da luz (fotometria) e a correta exposição 
do filme dependem do tipo de luz presente na cena e do tipo de equipamento 
fotográfico que se utiliza. Dois são os métodos básicos da fotometria: a medida da luz 
incidente e a medida de luz refletida. O correto entendimento desses conceitos é 
fundamental para uma exposição bem realizada. 
 
 
 
Todas as câmeras possuem um recurso chamado fotômetro, que mede a quantidade 
e a intensidade da luz que entra pela objetiva. Ele tem uma indicação em uma escala 
de -2 a +2 que nos indica a exposição da imagem (sendo o centro a exposição ideal). 
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Trabalhando juntamente com ISO, velocidade do obturador e a abertura do diafragma, 
o fotômetro automaticamente altera o valor na escala assim que qualquer um destes 
fatores se altera. 
 
A forma correta de se fazer uma fotometria é sempre apontando a câmera para a cena 
que se vai fotografar. Pois é dela que vem a luz que será medida. A soma da luz que 
vem da cena como o ISO, abertura mais velocidade definirão o resultado apontado 
pelo fotômetro. 
 
2.1 Zona de Mediação. 
Matricial (Multi-Segment): o equipamento faz uma medição da luz avaliando toda a 
área que aparece no visor, dividindo-a por zonas, que na maioria das vezes são 35 
zonas. 
Pontual (Spot): o equipamento faz uma medição da luz avaliando um ponto central, 
cerca de 3% do mesmo. 
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Ponderada ao Centro (Average): o equipamento faz uma medição da luz com uma 
média ponderada ao centro da luz é como se fosse um efeito "Dégradé" do centro 
para as extremidades. 
 
 
 
 
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Planos 
 
Os Planos determinam o distanciamento da câmera em relação ao objeto fotografado 
levando-se em conta a organização (composição) dos elementos dentro do 
enquadramento realizado. Há muitas maneiras de se captar uma imagem e cada uma 
delas pode ser escolhida para um objetivo específico. Dessa forma um fotógrafo ou um 
diretor determina o plano de enquadramento para realçar uma cena, acontecimento 
ou expressão. A distinção entre os Planos não é somente uma diferença formal. Cada 
um possui uma capacidade narrativa, um conteúdo próprio. Eles se dividem em três 
grupos principais (seguindo-se a nomenclatura cinematográfica): 
 
Grande Plano Geral (GPG) 
Plano inteiro ou geral (PG) 
Plano médio (PM) 
Plano americano (PA) 
Primeiro Plano (PP) 
Plano de detalhe (PD) ou CLOSE UP 
 
1 Grande Plano Geral. 
O ambiente é o elemento primordial. O sujeito é um elemento dominado pela situação 
geográfica. A área do quadro é preenchida pelo ambiente, o sujeito ocupa uma 
pequena parcela deste espaço que também o dimensiona. Tem grande valor 
descritivo, e seu valor dramático está no esmagamento do sujeito pelo ambiente. 
 
 
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2 Plano Geral. 
O ambiente ocupa uma menor parte do quadro: divide assim o espaço com o sujeito. 
Existe uma integração entre eles. Tem grande valor descritivo, situa a ação e situa o 
homem no ambiente em que ocorre a ação. O corpo inteiro de uma pessoa ou várias, 
no caso de uma fotografia de grupo, por exemplo. Se fosse foto de arquitetura, o 
equivalente ao plano geral seria a casa ou prédio inteiro na fotografia. Ainda existe o 
plano panorâmico, que é praticamente uma fotografia de paisagem, onde o 
enquadramento é bem aberto e pega além do objeto-assunto da foto, o contexto onde 
ele está inserido. 
 
 
 
 
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3 Plano Médio. 
É o enquadramento em que o sujeito

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