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Origem da Vida Profa. Tatiana Amorim Muniz de Alencar E mail: tatiana.muniz@souunisuam.com.br Conteúdo da aula de hoje: 1. Composição química da célula. 2. Membrana Plasmática Funções Estrutura RELEMBRANDO......... ÁTOMOS MOLÉCULAS CÉLULAS TECIDOS ÓRGÃOS SISTEMAS ORGÂNICOS ORGANISMO • Estrutura das células → combinação de moléculas organizadas - muito precisa; • Ainda há muito para aprender → grande conhecimento da maioria das estruturas celulares – cromossomos, membranas, ribossomos, mitocôndrias, cloroplastos...... Quantidade de moléculas presentes nas células. PRINCIPAIS COMPONENTES QUÍMICOS DE UMA CÉLULA . ELEMENTOS QUÍMICOS MICROMÓLÉCULAS MACROMOLÉCULAS (Átomos) Aminoácidos Proteínas Monossacarídeos Polissacarídeos Ácidos graxos Lipídeos Nucleotídeos Ácidos nucléicos (DNA e RNA) H2O (água) • Macromoléculas → moléculas muito grandes com papéis centrais para o funcionamento das células → são construídas (ou montadas) pela união de pequenas moléculas (micromoléculas) mais simples, que são chamadas de monômeros. Micromolécula Macromolécula Aminoácidos Proteínas Monossacarídeos Polissacarídeos (carboidratos) Ácidos graxos Lipídios Nucleotídeos Ácidos Nucléicos Componentes químicos da célula • Anteriormente essa análise era realizada através do estudo de tecidos e órgãos inteiros → valor relativo → diferentes tipos celulares e material extracelular → Fracionamento celular → isolamento de estruturas subcelulares e estrutura molecular da célula; • Todos os seres vivos são estruturados pelos mesmos elementos químicos: C, H, O, N, S, P, Fe, Cu, Mg, K, I, Na, Cl... •O arranjo destes elementos formam moléculas ou individualmente na forma de íons. • Divide-se o estudo das moléculas em: Inorgânicas e orgânicasÁgua Minerais Ácidos nucléicos Carboidratos Lipídios Proteínas Inorgânicos Água → 75 – 85% da célula/Sais inorgânicos – 2 – 3% da célula Orgânicos Ácidos nucléicos/Polissacarídeos/Proteínas Inorgânicos Água: • A água é considerada solvente universal → fundamental para a vida → no sangue, por exemplo, várias substâncias - como sais minerais, vitaminas, açúcares, entre outras - são transportadas dissolvidas na água; • Componente mais abundante das células → dos tecidos – exceção: ossos e dentes; • Processos fisiológicos → meio aquoso; • Não está presente nos vírus; • O conteúdo de água → idade e atividade metabólica - embrião: 90 – 95%; • Solvente universal dos íons - é capaz de dissolver grande parte das substancias conhecidas; • Intervém na eliminação de substâncias da célula; • Capacidade de absorver e conservar calor → regulação térmica. Dois átomos de hidrogênio (H) e um de oxigênio (O) (ligação covalente) - representam a composição química da molécula da água. Sais: • As primeiras formas de vida desenvolveram-se nos mares - elevadas concentrações de potássio (K) e magnésio (Mg) e baixas de sódio (Na) e cálcio (Ca) → a passagem da vida do meio aquático para o terrestre criou uma dependência desses seres com relação aos minerais do meio ambiente; • A grande maioria desses elementos são necessários para atividade de certas enzimas → iodo – componente do hormônio tireoidiano. • Elementos químicos → moléculas ou íons (átomo que possui deficit ou excesso de elétrons) Na+, K+, Cl-, Mg++, Cu++, Fe++,P----, I, S, Ca++... • Tecidos específicos pode chegar a 20% - Ex. Ca++ no tecido ósseo; • A concentração de íons é diferente no interior da célula e no meio que a circunda – meio extracelular. Sódio (Na) e Potássio (K) • A diferença da concentração intra e extracelular de substâncias e íons através da membrana plasmática pode ser mantida por transporte passivo (sem gasto de energia - difusão e osmose) ou por transporte ativo (com gasto de energia - bomba de sódio e potássio - o movimento de substâncias e íons contra o gradiente de concentração - ocorre sempre de locais onde estão menos concentradas para os locais onde encontram-se mais concentradas - presença de certas proteínas na membrana plasmática que são capazes de se combinar com a substância ou íon e transportá-lo para a região em que está mais concentrado; • A concentração do sódio é maior no meio extracelular enquanto a de potássio é maior no meio intracelular. A manutenção dessas concentrações é realizada pelas proteínas transportadoras que capturam íons sódio (Na+) no citoplasma e bombeia-os para fora da célula. No meio extracelular, capturam os íons potássio (K+) e os bombeiam para o meio interno; • Expulsar o sódio da célula (meio extracelular) e introduzir potássio no meio intracelular - se não houvesse um transporte ativo eficiente, a concentração destes íons iria se igualar; • A bomba de sódio e potássio é importante - estabelece a diferença de carga elétrica entre os dois lados da membrana - fundamental para as células musculares e nervosas - facilitação da penetração de aminoácidos e açúcares. Além disso, a manutenção de alta concentração de potássio dentro da célula é importante para síntese de proteínas, entre outros processos. Fósforo (P) • Estrutura nucleotídeos – DNA e RNA. Cálcio (Ca) • Encontrado nos ossos e dentes na forma não ionizada – unido ao fosfato e ao carbonato – cristais; • O metabolismo do cálcio é o resultado da interação entre três fatores: 1. a absorção deste elemento a partir da alimentação; 2. sua eliminação junto à urina; 3. captação / liberação óssea do mesmo. Vitamina D x Cálcio A vitamina D → exógena (alimentos - peixes) ou endógena – pele (7- dehidrocolesterol + luz UVB - 295-297nm ) → através dos VDRs (vitamin D receptor) de membranas ocorre o aumento do transporte de cálcio do meio extracelular para o intracelular e mobiliza cálcio dos estoques intracelulares. Pessoas com deficiência de vitamina D chegam a aproveitar 30% menos de Ca proveniente da dieta. • Importância nos ossos → sustentação do corpo → a falta deste mineral pode causar doenças como a osteoporose (desenvolvimento de fraturas prematuras) ou raquitismo – a falta de resistência óssea à compressão. O nosso esqueleto contém 99% do Ca do organismo e funciona como uma reserva desse íon - cuja concentração no sangue (calcemia) deve ser mantida constante, para o funcionamento normal do organismo → toda vez que se ingere Ca → disponível no plasma e se a quantidade for grande ele é mobilizado e depositado no osso. Já se tiver uma queda na quantidade de cálcio disponível → é do osso que se é mobilizado com o intuito de manter a concentração plasmática; • Osteoporose – é uma doença que pode atingir todas as partes do corpo → enfraquecimento dos ossos → possibilidade de quebra com mínimo esforço. Um dos fatores de risco – dieta pobre em cálcio – fundamental na formação óssea; • Hipocalcemia → vem sendo diagnosticada pelos clínicos – dosagem de cálcio, manifestações clínicas - injeções intravenosas de sais de cálcio, além da suplementação oral deste elemento; • Possui grande importância na contração muscular: Estriado cardíaco – coração – involuntário Músculos Liso – aparelho digestório, vasos sanguíneos - involuntário Estriado esquelético – ossos (movimentos) - voluntário Fibra muscular → unidade celular (miócito) → composta por milhares de miofibrilas – filamentos de actina e miosina, dispostos lado a lado → CONTRAÇÃO MUSCULAR – ligação/deslizamento entre os filamentos de actina e miosina. O retículo sarcoplasmático (retículo endoplasmático liso das células musculares) → local de reserva de íons Ca++. Quando a célula muscular está relaxada → ↓ Ca++ no citoplasma, quando há o impulso (sistema nervoso) → alterações na permeabilidade do retículo → ↑ Ca++ → interação com as proteínas contráteis. Quando cessa o impulso → o excesso de Ca++ é bombeado de volta ao retículo → cessando a contração muscular. • Importante papel na coagulação sanguínea → rompimento de vasos com sangramento → composto de várias etapas (proteínas plasmáticase fatores de coagulação) – formação do coágulo ocorre em poucos minutos após a ruptura. O Ca catalisa a transformação de Protombina (proteína inativa no fígado) em Trombina (proteína ativa), que catalisará a conversão do fibriogênio em fibrina; • Na hemofilia, uma doença hereditária, a coagulação não ocorre por causa da deficiência na formação de uma proteína plasmática, pelo organismo - fator VIII. Ferro (Fe) • Participa de numerosas vias metabólicas → essencial para os seres humanos; • É componente das moléculas que ligam e transportam oxigênio, dos citocromos da cadeia respiratória (substâncias aceptoras de elétrons que participam da cadeia respiratória no processo de respiração celular), de proteínas envolvidas na síntese do DNA e de numerosos outros sistemas enzimáticos; • Apesar de sua importância para as células vivas, o ferro em estado livre pode ser tóxico por catalisar a formação de radicais livres, devendo sempre estar ligado a proteínas para prevenir danos tissulares; • Os efeitos de uma ingestão pobre em ferro têm sido estudados → os primeiros sinais de falta de ferro são o cansaço e a fadiga - Anemia ferropriva é o tipo de anemia decorrente da privação, deficiência, de ferro dentro do organismo levando à uma diminuição da produção, tamanho e teor de hemoglobina dos glóbulos vermelhos (hemácias) → dietas pobres em ferro; • Chamamos de anemia quando a concentração de hemácias do sangue está reduzida. O principal componente da hemácia é a hemoglobina, uma proteína que necessita de ferro para ser formada. Quando ocorre uma deficiência de ferro no organismo, há falta de matéria-prima para a formação da hemoglobina e, consequentemente, para a formação das hemácias. A incapacidade de produzir hemácias provoca a anemia - toda vez que os estoques de ferro do organismo estão baixos, nós desenvolvemos uma anemia ferropriva ou anemia por carência de ferro; • Estrutura da hemoglobina É uma proteína constituída por quatro cadeias polipeptídicas associadas a um grupamento químico denominado grupo heme, que contém ferro. Iodo (I) •A glândula tireóide armazena cerca de 80% do I do corpo. A tireóide → glândula em forma de borboleta (com dois lobos), que fica localizada na parte anterior pescoço; • O I é essencial para a formação de triiodotironina (T3) e tirosina (T4) → dois hormônios tireoidianos essenciais para a manutenção do metabolismo normal em todas as células - entram na célula pelo processo de difusão facilitada (transporte passivo com auxílio de proteínas transportadoras) – aumentam o metabolismo celular – são essenciais para o SNC (feto), estimulam atividade, vigília (desperto, acordado, vigilante), fome, aprendizado; • Efeito sobre o metabolismo basal: Como o hormônio tireóideo aumenta o metabolismo em quase todas as células dos organismos, a presença de quantidades excessivas do hormônio → aumento do metabolismo basal de 60 a 100% acima do normal. E quando não há produção do hormônio, o metabolismo sofre queda para quase metade de seu valor normal. Hipotireoidismo – diminuição na produção de T3 e T4. Hipertireoidismo – aumento na produção de T3 e T4 - estado metabólico hiperativo • O I é o único elemento mineral cuja deficiência leva a uma anomalia clínica - aumento da glândula tireóide - específico e de fácil conhecimento → Bócio endêmico - principal manifestação clínica que ocorre em função da deficiência deste elemento → aumento representa uma tentativa para compensar a deficiência na produção de hormônios. Magnésio (Mg) • Segundo a literatura o Mg atua como cofator ou ativador de mais de trezentas enzimas do nosso organismo – Ex: enzimas que atuam no processo de glicólise no citosol. Cloro (Cl) • Essencial para a ativação da amilase intestinal → hidrólise do amido; • Manutenção do pH (potencial hidrogeniônico - índice que indica a acidez, neutralidade ou alcalinidade de um meio qualquer). Orgânicos • São componentes que representam as moléculas da vida → a maior parte das estruturas celulares contém lipídios e moléculas muito grandes – macromoléculas → monômeros que se conectam por meio de ligações covalentes. No organismo existem três polímeros importantes: 1. Ácidos nucléicos → formados pela associação de quatro unidades químicas – nucleotídeos → fonte primária da informação genética; 2. Polissacarídeos (carboidratos) → polímeros de glicose → glicogênio, amido ou celulose; 3. Proteínas → constituídas por aminoácidos – mais de vinte tipos → combinados de maneira diferente → número extraordinário de proteínas – inclusive as enzimas – instrumentos moleculares capazes de produzir transformações em muitos desses componentes. Ácidos nucléicos: • Possuem extrema importância biológica → todos os seres vivos contêm dois tipos de ácidos nucléicos: DNA (ácido desoxirribonucléico) e RNA (ácido ribonucléico) → vírus – DNA ou RNA; • Nas células superiores o DNA → núcleo (cromossomos), mitocôndrias e cloroplastos. RNA → núcleo – onde se dá sua formação e no citoplasma – rege a síntese protéica. transcrição tradução • DNA RNA PROTEÍNA • Ácidos nucléicos contêm carboidratos – pentoses, bases nitrogenadas - purinas e pirimidinas) e ácido fosfórico nucleotídeos Pentose → tipo de açúcar formado por 5 carbonos. DNARNA Bases nitrogenadas → se ligam com uma pentose (um açúcar) e com um grupo fosfato. Essas estruturas se organizam em pares, formando assim o DNA. Ácido fosfórico → é o ácido de fósforo mais importante. Nucleotídeo = pentose + base nitrogenada + radical fosfato • Ligação entre os nucleotídeos - A pentose de um nucleotídeo se liga ao ácido fosfórico de outro e assim por diante na formação do ácido nucléico. • Ligação entre as bases nitrogenadas - pontes de hidrogênio - A=T/C=G (DNA) A=U/C=G (RNA) https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiAjfur8KLLAhUHg5AKHdS5ABsQjRwIBw&url=https%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2F%25C3%2581cido_desoxirribonucleico&psig=AFQjCNE7Tu9DthGl_mJCOhqPZKWqRvs8NQ&ust=1457038169537193 Polissacarídeos: • São carboidratos (carbono, hidrogênio e oxigênio) compostos por grande quantidade de moléculas de monossacarídeos (açúcares simples) → importância da glicose; • Principal fonte de energia para a célula; • Constituintes estruturais importantes das membranas celulares e da matriz extracelular; • Amido e glicogênio → reserva alimentícia das células vegetais e animais, respectivamente/Celulose → estrutura da parede celular de vegetais. Lipídios: • São formados pela união de dois tipos de substâncias orgânicas (ácido graxo + álcool) → função energética e estrutural; • Caracterizados por sua insolubilidade em água e solubilidade em solventes orgânicos → hidrofóbicas ou anfipáticas (regiões hidrofílicas e hidrofóbicas); • Exemplos: os triglicerídios (reserva energética), fosfolipídios (presentes na membrana plasmática), entre outros. Proteínas: • Atuam no transporte de substâncias como → o oxigênio; • No sistema de defesa do organismo → neutralizando e combatendo vírus, bactérias e outros elementos estranhos; • Agem como catalizadoras de reações químicas que ocorrem no organismo dos seres humanos. As enzimas exercem esta importante função; • Estão presentes na composição de vários fluídos produzidos pelo corpo → leite materno, esperma e muco; • As proteínas encontradas na membrana plasmática atuam como receptoras, emitindo sinais para que a célula possa desempenhar suas funções vitais; • Monômeros que compõem as proteínas → aminoácidos. • Níveis de organização estrutural das proteínas: Estrutura primária → sequência de aminoácidos da proteína → modificações – alterações funcionais proteína; Estrutura secundária → configuração espacial da proteína (hélice alfa ou folha dobrada; Estrutura terciária → configuração tridimensional da proteína → novas dobraduras nas estruturas secundárias; Estrutura quaternária → combinação de dois ou maispolipeptídeos → moléculas de grande complexidade. Ex: hemoglobina Componentes básicos de uma célula: Independente de sua classificação, uma célula possui sempre os seguintes componentes: 1. Membrana plasmática ou Plasmalema. 2. Citoplasma - (citosol (colóide) + organelas citoplasmáticas) e nucleoplasma ou carioplasma (substância que compõe o interior do núcleo) - Em células procariontes: citosol 3. Núcleo (nas células eucariontes) ou Nucleóide (nas células procariontes): - Região da célula onde o material genético ou genoma (conjunto total de genes de um organismo) é armazenado. . Membrana Plasmática: • A célula está rodeada pela membrana plasmática → camada delgada – 6-10 nm → lipídios, proteínas e carboidratos → microscópio eletrônico; • Sua estrutura básica é semelhante a das outras membranas da célula → organelas do sistema de endomembranas – envoltório nuclear, mitocôndrias e peroxissomas → diferenças quantitativas e qualitativas; • Não são simples fronteiras inertes que compartimentam a célula → estruturas que exercem atividades complexas: 1. Define os limites da célula → meio intra e extracelular; 2. Permite a modificação da forma e do tamanho da célula: Flexibilidade; 3. Verdadeiras barreiras permeáveis seletivas → controlam a passagem de íons, moléculas pequenas → permeabilidade seletiva – impede o intercâmbio indiscriminado dos componentes das organelas entre si e entre os meios extra e intracelular – mecanismo de transporte através da membrana; 4. Fornecem suporte físico para a atividade ordenada das enzimas que nelas se encontram; 5. Forma pequenas vesículas transportadoras → deslocamento de substâncias pelo citoplasma; 6. Endocitose e exocitose; 7. Possui receptores que interagem especificamente com moléculas provenientes do exterior → hormônios, neurotransmissores, fatores de crescimento....... Composição: A membrana plasmática é composta por uma bicamada fosfolipídica que contém proteínas integrais e periféricas, moléculas de colesterol inseridos entre os fosfolipídos da bicamada, e carboidratos associados a proteínas integrais (glicoproteínas) e aos lipídos dos fosfolipídos (glicolipídios) Estrutura e componentes da Membrana Plasmática: • Formada por duas camadas lipídicas – bicamada lipídica → fosfolipídios (mais abundantes) e colesterol Fosfolipídeos afinidade diferencial com a água: 1. Cabeça hidrofílica: polar - voltada para o meio extracelular e para o citoplasma. 2. Cauda hidrofóbica: apolar - voltada para a parte interna da membrana Modelo do mosaico fluido (Singer e Nicholson – 1972): • A bicamada de fosfolipídios e as moléculas imersas apresentam mobilidade (proteínas transmembranares e colesterol – modulam a fluidez da membrana) → lipídios tem capacidade de girar fluidez da membrana plasmática. • Entretanto, os lipídios que rodeiam determinadas proteínas, na maioria dos casos mantém uma certa estabilidade -→ configuração das proteínas; • Quanto maior a quantidade de colesterol presente – maior a rigidez da membrana. • Movimentos dos lipídios: 1 – rotação - que ocorre quando os lipídios movem-se em torno do seu próprio eixo; 2 - difusão lateral - que consiste no movimento do lipídio por toda extensão da monocamada; 3 – flexão - que ocorre devido à presença das cadeias de hidrocarbonetos presentes nas caudas hidrofóbicas; 4 - flip-flop - consiste do movimento do lipídio de uma monocamada para a outra. http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjby-mY2aTLAhUDE5AKHUfXAPkQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fanaialmeida.blogspot.com%2F2009%2F03%2Fmodelo-do-mosaico-fluido.html&psig=AFQjCNGkeKE3uD-CxoemvyJQV_s5Z2vOYg&ust=1457100684424762 Carboidratos: • As membranas celulares contêm de 2 – 10% de carboidratos → lipídios ou proteínas de membrana – glicolipídios e glicoproteínas; • Os carboidratos dos glicolipídios e glicoproteínas que se localizam na face externa da membrana plasmática – glicocálice ou glicocálix (“cobertura” - malha de lã). Proteção da superfície celular de agressões mecânicas e químicas → mucosa intestinal – contato com alimentos e enzimas digestivas; Carga elétrica negativa → atração de cátions – incorporação de elementos importantes; Responsáveis para os processos de reconhecimento célula – célula (identificação mútua das células – formação dos tecidos) e adesão celular (espermatozóides e óvulos); Glicocálice Em células tumorais → alterações em oligossacarídeos da membrana → influência na conduta anômala – alteração na recepção de sinais que controlam as divisões celulares; Algumas toxinas, bactérias e vírus se unem a oligossacarídeos específicos presentes na membrana plasmática – bactérias do tétano, cólera......... Proteínas: • São responsáveis pela maioria das funções na membrana → receptores específicos, enzimas, proteínas transportadoras. Tipos de proteínas da membrana plasmática: Integrais ou Transmembrana → se estendem através da bicamada lipídica (transmembrana) → anfipáticas e ultrapassam a bicamada lipídica, uma única vez (proteína transmembrana de passagem única) ou diversas vezes (proteínas transmembrana multipassagem). Possuem formato de uma hélice ou barris e podem exercer a função de transporte de íons, ou ainda, funcionar como receptores ou como enzimas. Periféricas → presas a um ou a outro lado da membrana – fase citoplasmática ou extracelular. Atuam como enzimas ou outros tipos de controladores do funcionamento celular. Estudos realizados com eritrócitos, mostraram a estrutura da espectrina → membrana dos eritrócitos, ligada (lado citosólico) da bicamada lipídica - proteína longa, fina, em forma de bastão, sendo o principal componente do citoesqueleto subjacente à membrana, mantendo a integridade estrutural e a forma bicôncava desta célula. Proteína Periférica Contéudo da aula: • Diferenciar os tipos de transporte realizados pela membrana e relacionar estes transportes com a fisiologia celular. Relembrando......... • As células são compostas por substâncias distintas ao meio que as cercam, tanto em termos de compostos como em termos de quantidade - a membrana celular é a estrutura responsável pela escolha do que entra e do que sai da célula, permitindo assim, que a célula mantenha seu equilíbrio no seu interior, independente do meio externo a ela. Permeabilidade seletiva é um processo responsável por manter o meio intracelular adequado para seu funcionamento e também, para a sobrevivência da célula. Funções das proteínas na membrana plasmática: • A maior parte das funções da membrana plasmática → proteínas. • Catalisadores biológicos (enzimas) → uma ou mais proteínas podem atuar isoladamente como enzima na membrana ou em conjunto, como se fossem parte de uma “linha de montagem” de uma determinada via metabólica; • Reconhecimento celular - as células se reconhecem e passam a interagir através de estruturas presentes na membrana plasmática - glicocálix, que são estruturas glicoproteicas – “selo marcador” da célula; • Ligação intercelular - as células adjacentes podem se manter unidas graças à presença de estruturas proteicas como os desmossomos e junções do tipo GAP. • Encontramos principalmente duas formas de proteínas na membrana plasmática: proteínas Integrais e as Periféricas. As proteínas integrais são as transmembranares, ou seja, atravessam a bicamada de fosfolipídeos → canais que permitem a passagem de substâncias. As proteínas periféricas estão na superfície interna ou externa da membrana, não estão mergulhadas na bicamada. Integrais ou Transmembrana → se estendem através da bicamada lipídica (transmembrana) → anfipáticas e ultrapassam a bicamada lipídica, uma única vez (proteína transmembrana de passagem única) ou diversas vezes (proteínas transmembrana multipassagem). Possuem formato de uma hélice ou barris e podem exercer a função de transporte de íons, ou ainda, funcionar como receptoresou como enzimas. Periféricas → presas a um ou a outro lado da membrana – fase citoplasmática ou extracelular. Atuam como enzimas ou outros tipos de controladores do funcionamento celular. Proteína Periférica Permeabilidade das membranas – Transporte através das membranas: • Fluxo contínuo de substâncias que entram e saem da célula → circulando pelo interior celular → solutos (íons ou moléculas pequenas) → passar através das membranas celulares – PERMEABILIDADE. • Macromoléculas → canais protéicos (translócons), poros (composição sofisticada) ou vesículas pequenas. • O transporte através de membranas é bastante complexo → uma mesma molécula pode ser carreada de diferentes maneiras para o meio intracelular → maior parte das células animais absorve glicose do meio extracelular → difusão facilitada → a favor do gradiente de concentração – sem gasto de energia → células do intestino e rins são capazes de transportar ativamente a glicose, através da membrana por um processo simples em conjunto com os íons sódio. • Intercâmbio de solutos entre os meios extra e intracelular → sem gasto de energia – transporte passivo ou com gasto de energia – transporte ativo. • Transporte passivo → ocorre por meio da dupla camada lipídica – difusão simples ou por proteínas transmembranas – canais iônicos ou permeases (transportadores) – difusão facilitada. • Transporte ativo → exclusivamente por meio de permeases. Transporte passivo: • As substâncias movem-se através das membranas plasmáticas sem utilizar nenhuma energia celular (derivada da quebra de ATP) → utilizando energia cinética (energia do movimento das moléculas). • Difusão → o movimento livre de partículas contidas em uma solução, distribuindo- se uniformemente nela → acontece a favor de um gradiente de concentração → de uma região mais concentrada de alguma molécula para uma região menos concentrada - não envolve gasto de energia – velocidade proporcional à diferença entre as concentrações - equilíbrio. Se o soluto possui carga elétrica → movimento – gradiente de voltagem ou potencial elétrico. Gradiente de concentração + Gradiente de voltagem = Gradiente eletroquímico • Em sistemas físicos um aumento na temperatura acelera a taxa de difusão, mas em sistemas biológicos apenas a diferença de concentração que faz a difusão ocorrer → dentro da célula a temperatura é sempre a mesma. A velocidade da difusão aumenta conforme aumenta o gradiente de concentração. • Tipos de Transporte passivo: Difusão simples Difusão facilitada Osmose Difusão simples: • Classificado como o movimento cinético de moléculas ou íons através da membrana ou dos espaços intermoleculares → sem necessidade de fixação a proteínas carreadoras da membrana; • Sua velocidade é determinada pela quantidade existente da substância a ser transportada, pela velocidade do movimento cinético; • Ocorre onde existe um movimento global (maior) de moléculas ou de íons de uma região de alta concentração → em direção a uma região de mais baixa concentração → moléculas estejam igualmente distribuídas – equilíbrio; • Solutos (moléculas ou íons) → obrigadas a “driblar” a bicamada lipídica – membrana; • Moléculas não polares pequenas – O2, CO2 e N2, assim como compostos lipossolúveis – ácidos graxos e esteróides → difundem-se livremente através da membrana. Difusão simples Difusão facilitada: • Como qualquer difusão, é realizada a favor dos gradientes de concentração e voltagem – sem gasto de energia; • Ocorre quando substâncias → moléculas grandes e insolúveis em lipídios movem- se através das membranas plasmáticas com a assistência de proteínas integrais que funcionam como transportadoras (carreadoras, reguladoras); Complexo soluto - canal iônico → poros hidrofílicos que atravessam a membrana → assemelha-se a um cilíndro oco (estreitar-se e dilatar-se) → formados por proteínas integrais transmembrana – passagem múltipla. Altamente seletivos → não estão abertos de forma permanente → dispositivo de abertura – potencial elétrico da membrana (dependente de voltagem) ou chegada de uma substância indutora (dependente de ligante). Ionóforos → substâncias que têm a capacidade de se incorporar às membranas biológicas e aumentar a permeabilidade a diversos íons. Complexo soluto-permease → composto por várias proteínas transmembrana de passagem múltipla → cada permease possui locais de ligação específicos para um ou dois tipos de solutos – cada soluto produz uma alteração conformacional na proteína → transferência do material para o outro lado da membrana. Exemplo de difusão facilitada → em todas as células a glicose é transportada através de transportadores, de uma área de maior concentração para uma de menor → difusão facilitada → que é possível devida as propriedades especiais de ligação da proteína transportadora de glicose (GLUT) da membrana - exceção feita a célula intestinal e túbulo renal. Osmose: • É o movimento global de moléculas de ÁGUA através de uma membrana seletivamente permeável → de uma região de maior concentração de água para uma região de menor concentração de água; • As moléculas de água atravessam os poros das proteínas integrais da membrana plasmática → canais de passagem especiais – aquaporinas (conjunto de quatro proteínas). Efeitos causados nas hemácias → na osmose a água passa do meio hipotônico para o meio hipertônico Concentração de soluto na célula e no meio são iguais. Meio tem menos soluto do que a célula Meio tem mais soluto do que a célula Transporte ativo: • As substâncias (soluto) atravessam a membrana no sentido contrário do gradiente de concentração (do meio menos para o meio mais concentrado) ou de voltagem → com gasto de energia química – ATP → transporte ativo; • Este transporte ocorre por meio de proteínas carreadoras → permeases – bombas; • Neste processo, a substância que se movimenta entra pelo poro de uma proteína integral e entra em contato com determinada região do canal → o ATP é quebrado e libera energia que altera o formato da proteína integral → movimenta a substância, para o interior ou exterior da célula. • Temos como exemplos de transporte ativo → bomba de sódio e potássio, bomba de potássio e hidrogênio....... bomba de sódio e potássio ativa expulsar o sódio da célula (meio extracelular) e introduzir potássio no meio intracelular – transporta diferentes solutos nos dois sentidos - facilitando a penetração de aminoácidos e açúcares. Além disso, a manutenção de alta concentração de potássio dentro da célula é importante para síntese de proteínas, entre outros processos. bomba de potássio e hidrogênio estrutura desconhecida → responsável pela formação do ácido clorídrico → presente nas células da mucosa gástrica → permite elevados níveis de H+ na secreção gástrica - juntamente com a saída do cloro (Cl-) – formam o HCl. bombas de cálcio a concentração de cálcio no citosol é mantida em níveis baixíssimos → sistema que expulsa esse elemento – bombas → membrana plasmática e membrana do retículo sarcoplasmático → que transferem esse cátion para o espaço extracelular ou para o interior do retículo. Tipos de Transporte de Substâncias pelas Proteínas Transmembrana Carreadoras: . Proteína Uniporte – transporta uma molécula de uma região a outra através da membrana; . Proteína Simporte – transporta 2 moléculas ao mesmo tempo, na mesma direção, através da membrana; . Proteína Antiporte – transporta 2 moléculas ao mesmo tempo, em direções opostas, através da membrana. As proteínas MDR: • do inglês – multidrug resistance; • Pertencem a uma família de transportadores ativos – ABC (ATP-binding cassete) → domínio (cassete) que hidrolisa o ATP – energia para mobilização de solutos contra seus gradientes; • Normalmente são encontrados nas membranas de muitos tipos celulares → alguns têm função de eliminar substâncias tóxicas derivadas do metabolismo celular normal → algumas vezes permitema passagem de moléculas de tamanho maior que o esperado – polipeptídeos pequenos; • Essas proteínas também podem estar aumentadas na membrana de alguns parasitas – Leishmania → resistência aos medicamentos – diminuindo o poder terapêutico; • Certos tipo de transportadores ABC aparecem em grande número na membrana de células cancerosas → resistência indesejada contra alguns medicamentos citotóxicos → fenótipo MDR – resistência à múltiplas drogas → resistência a diversos quimioterápicos antitumorais; • Em oncologia médica, a importância clínica da resistência à múltiplas drogas é demonstrada pelos níveis elevados de expressão de Pgp – produto do gene MDR1(multiple drug resistance) → como consequência, há ausência de resposta à quimioterapia → prognóstico ruim e reduzido tempo de sobrevida. Maia e Rumjanek → descreveram que um número significativo de pacientes que apresentavam resistência à quimioterapia, expressavam altas quantidades de Pgp. • Alguns autores → o desenvolvimento de resistência a múltiplas drogas na terapêutica do câncer é um importante obstáculo para o tratamento efetivo. Os mecanismos de resistência a múltiplas drogas ocasionam a redução intracelular de agentes quimioterápicos → estão envolvidos no fracasso no tratamento do câncer. Transporte através de vesículas – Transporte em massa Endocitose • Este processo permite o transporte de substâncias do meio extra para o intracelular → vesículas limitadas por membranas - vesículas de endocitose ou endocíticas. Estas são formadas por invaginação da membrana plasmática, seguida de fusão e separação de um segmento da mesma - uma porção da membrana circunda a substância, engloba, e a interioriza na célula; • É o processo pelo qual moléculas e partículas grandes atravessam a membrana plasmática; • Existem dois tipos de endocitose: a fagocitose e a pinocitose. • Este processo tem uma considerável importância para a Medicina: o seu estudo mais aprofundado pode permitir o tratamento de grupos de células com substâncias que geralmente não penetram a membrana plasmática (diluindo-as numa solução que contenha um indutor de pinocitose como, por exemplo, a albumina, fazendo com que a substância siga a albumina até ao interior da célula e aí desempenhe a sua função). Fagocitose → neste processo, projeções da membrana plasmática chamadas de pseudópodos circundam uma partícula sólida grande localizada no exterior da célula e carregam-na para o seu interior → dobra formando um saco de membrana em volta da partícula - vesícula de fagocitose (fagossomos) → separando-se da membrana e fundindo-se com os lisossomos - organelas celulares ricas em enzimas digestivas. Pinocitose → neste processo, o material englobado é um líquido e não se formam pseudópodos, ao invés disso, uma gotícula de liquido é atraída à superfície da membrana → invaginação da membrana (se dobra para dentro) - vesícula de pinocitose que circunda o líquido. Tal vesícula destaca-se da membrana, englobando, portanto esta partícula líquida. Um exemplo de pinocitose é a captação de gotículas de lipídios do nosso alimento digerido, por células que revestem o intestino. Exocitose • Enquanto que na endocitose as substâncias entram nas células, existe um processo inverso → exocitose; • É através desse processo que são eliminados os corpos residuais formados no processo de fagocitose e pinocitose. Além disso, através da exocitose, também ocorre a liberação das substâncias secretadas pela própria célula. Esse é o caso das células do pâncreas, que produzem os hormônios insulina e glucagon, que são lançados na corrente sanguínea através desse processo; • Depois de endocitado, o material sofre transformações sendo os produtos resultantes absorvidos, permanecendo o que resta na vesícula de onde será posteriormente exocitado → a excreção de substâncias e dá-se em três fases: migração, fusão e lançamento. Na primeira, as vesículas de exocitose deslocam-se através do citoplasma. Na segunda, dá-se a fusão da vesícula com a membrana celular. Por último, lança-se o conteúdo da vesícula no meio extracelular. Aspectos patológicos: • Estrutura das membranas X fisiologia celular → alterações na sua composição e estrutura vão gerar diferentes tipos de patologias; • Células tumorais → alteração na conformação lipídica, nos tipos de carboidratos presentes na superfície celular e proteínas com atividade alterada; • Fibrose cística → doença autossômica recessiva, que afeta uma em cada 2000 crianças → grave distúrbio causado pela produção de secreções muito viscosas que obstruem a luz dos brônquios → mutação no gene codificador da proteína CFTR (cystic fibrosis transmembrane condutance regulator) – responsável pelo transporte de cloro → células epiteliais – canal iônico ou permease → defeituosa, o transporte de cloro é bloqueado → diminuindo também o sódio - luz→ a menor concentração desses íons → retirada da água – maior viscosidade das secreções. Distrofia muscular de Duchenne → doença degenerativa progressiva e letal, caracterizada pelo enfraquecimento lento e gradual da musculatura esquelética → início do desenvolvimento motor da criança – 3-6 anos. É causada por mutações que levam a ausência ou deficiência de distrofina (proteína estrutural da membrana) – responsável por ancorar miofibrilas musculares presentes no citoplasma à membrana. Resumindo......