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CÁLCULO APLICADO - VÁRIASCÁLCULO APLICADO - VÁRIAS VARIÁVEISVARIÁVEIS REVISÃO DE DERIVADAS EREVISÃO DE DERIVADAS E INTEGRAISINTEGRAIS Autor: Me. Talita Druziani Marchiori Revisor : Ra imundo A lmeida IN IC IAR 28/11/24, 23:19 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=AEOVZhEoMJb5G9hYKl%2f45g%3d%3d&l=R%2fEZNxF04uEmHiQQg6NCbQ%3d%3d&cd… 1/24 introdução Introdução Os primeiros conceitos do cálculo diferencial e do cálculo integral surgiram há séculos, a princípio, sem ligação com os conceitos que temos atualmente. Depois de um período, matemáticos puderam provar, por meio de resultados válidos até hoje, que os conceitos do cálculo diferencial e do cálculo integral são o inverso um do outro. O cálculo diferencial surgiu com problemas relacionados a retas tangentes. Já o cálculo integral originou-se em problemas de quadratura, que é uma operação que determina a área de um quadrado equivalente a uma dada �gura geométrica. Porém, hoje, sabemos que as aplicabilidades dessas teorias estendem-se a áreas variadas do conhecimento, como física, química, engenharias, biologia, economia, dentre outras. Apesar de você, estudante, já ter estudado esses conceitos, vamos revisar, nesta unidade, as principais de�nições e propriedades presentes no cálculo diferencial e integral. Além disso, estudaremos o conceito de integração por frações parciais. Salientamos que, como se trata da revisão de uma matéria extensa, não conseguiremos abordar todos os conceitos presentes. Com isso, enriqueceria o seu estudo buscar exemplos e exercícios em outras bibliogra�as para completar a sua revisão e aprofundar o seu conhecimento. Esperamos que o seu aprendizado seja produtivo. 28/11/24, 23:19 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=AEOVZhEoMJb5G9hYKl%2f45g%3d%3d&l=R%2fEZNxF04uEmHiQQg6NCbQ%3d%3d&cd… 2/24 Uma Breve RevisãoUma Breve Revisão Sobre as Derivadas deSobre as Derivadas de Funções Reais de umaFunções Reais de uma Variável RealVariável Real Fonte: luckybusiness / 123RF. 28/11/24, 23:19 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=AEOVZhEoMJb5G9hYKl%2f45g%3d%3d&l=R%2fEZNxF04uEmHiQQg6NCbQ%3d%3d&cd… 3/24 Neste tópico, relembraremos as principais de�nições e propriedades das derivadas de funções reais de uma variável real. No que segue, representaremos por uma função real de uma variável real, de�nida sobre um subconjunto dos números reais. Considere uma função como uma função qualquer e sua derivada é a nova função que, em um determinado ponto , o valor da derivada é de�nido por se o limite existir. Assim, se o limite existe para , a função f diz-se diferenciável em a. Consideramos a função derivável em um intervalo aberto, se esta for diferenciável para todos os números do intervalo. Exemplo 1.1: determine se . Solução: pela de�nição que acabamos de enunciar, Como: segue que: Portanto, . Usando a notação tradicional para indicar que a variável independente é , e é a variável dependente, então e são consideradas notações alternativas quando consideramos a derivada de em relação a . f(x) X f(x) (x)f ′ x (x) =f ′ lim h→0 f(x + h) − f(x) h x = a f (x)f ′ f(x) = x2 (x) = = .f ′ lim h→0 f(x + h) − f(x) h lim h→0 (x + h −)2 x2 h = 2x + h, h ≠ 0, (x + h −)2 x2 h (x) = = = 2xf ′ lim h→0 f(x + h) − f(x) h lim h→0 (x + h −)2 x2 h (x) = 2xf ′ y = f(x) x y y′ dy dx df dx f x 28/11/24, 23:19 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=AEOVZhEoMJb5G9hYKl%2f45g%3d%3d&l=R%2fEZNxF04uEmHiQQg6NCbQ%3d%3d&cd… 4/24 O processo de determinar a derivada de uma função por meio do cálculo de um limite, na maioria das vezes, é um processo demorado. Porém, há regras de derivação que auxiliam em uma solução mais simples para o cálculo. Quando utilizamos tais soluções, conseguimos determinar a derivada de uma função sem necessitar recorrer à sua de�nição. A seguir, enunciamos algumas dessas regras. REGRA DA POTÊNCIA: considerando que é um número real qualquer, então: reflita Re�ita Em muitos problemas de cálculo que envolvem curvas, precisamos calcular a reta tangente em um certo ponto da curva. Contudo, a reta tangente a uma curva em um ponto é a reta que passa por e tem a inclinação desde que esse limite exista. Isto é, a inclinação da reta tangente à curva no ponto é o mesmo que a derivada de em . Com isso, se usarmos a forma ponto-inclinação da equação de uma reta, podemos escrever uma equação da reta tangente à curva no ponto , como: Logo, re�ita sobre esse processo. y = f(x) P(a, f(a)) P m = ,lim x→a f(x) − f(a) x − a y = f(x) P(a, f(a)) f a y = f(x) P(a, f(a)) y − f(a) = (a)(x − a)f ′ n = n .[ ]xn ′ xn−1 28/11/24, 23:19 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=AEOVZhEoMJb5G9hYKl%2f45g%3d%3d&l=R%2fEZNxF04uEmHiQQg6NCbQ%3d%3d&cd… 5/24 REGRA DA MULTIPLICAÇÃO POR CONSTANTE: considerando que é uma constante e é uma função derivável, podemos dizer que: REGRA DA SOMA: considerando que e são funções deriváveis, então: REGRA DO PRODUTO: considerando que e são funções diferenciáveis com , então: REGRA DO QUOCIENTE: considerando que e forem deriváveis, então: REGRA DA CADEIA: se g for derivável em , e for derivável em , então, a função composta , de�nida por , será derivável em , e será dada pelo produto: Em muitas situações, deparamo-nos com problemas de funções exponenciais, logarítmicas e trigonométricas, por isso, resumimos as fórmulas de derivação para estas funções: Exemplos 1. 2: derive: a) b) c) d) c f [cf(x) = c (x).]′ f ′ f g f(x) + g(x) = (x) + (x).]′ f ′ g ′ f g g(x) ≠ 0 [f(x)g(x) = (x)g(x) + f(x) (x).]′ f ′ g ′ f g [ ], = . f(x) g(x) (x)g(x) − f(x) (x)f ′ g ′ g(x)2 x f g(x) h = f ∘ g h(x) = f(g(x)) x h′ (x) = (g(x)) (x).h′ f ′ g ′ sen x = cos x;d dx (cosec x) = −cosec x cotg x;d dx cos x = −sen x;d dx (cotg x) = −cose x;d dx c2 tg x = se x;d dx c2 ( ) = ;d dx ex ex sec x = sec x tg x;d dx (ln x) = .d dx 1 x h(x) = 5 .1 x2 f(x) = x.ex F(x) = .2x+3 +1x2 h(x) = sen( + 1).x2 28/11/24, 23:19 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=AEOVZhEoMJb5G9hYKl%2f45g%3d%3d&l=R%2fEZNxF04uEmHiQQg6NCbQ%3d%3d&cd… 6/24 Solução: a) Pelas regras da constante e da potência: b) Pela regra do produto, temos: c) Pela regra do quociente: d) Pela regra da cadeia, considerando e , temos que: Como f’ também é uma função chamada derivada primeira de f, podemos derivá-la. Se a derivada de f’ existir, esta será chamada derivada segunda de f e será denotada por f’’. Seguindo esse raciocínio, a derivada enésima da função f, onde n é um número inteiro positivo maior do que 1, é a derivada primeira da derivada (n-1) ésima de f. Denotamos a derivada enésima de f por . Por exemplo, temos que , se , pois . (x) = 5( = − .h′ 1 t2 )′ 10 t3 (x) = ( x + (x = x + .f ′ ex)′ ex )′ ex ex (x) = = .F ′ (2x + 3 + 1 − 2x + 3( + 1)′x2 x2 )′ ( + 1x2 )2 −2 − 6x + 2x2 ( + 1x2 )2 f(x) = sen x g(x) = + 1x2 (x) = (g(x)) (x) = 2x cos ( + 1).h′ f ′ g ′ x2 f n (x) = 96 + 30x − 2f ′′ x2 f(x) = 8 + 5 − + 7x4 x3 x2 (x) = 32 + 15 − 2xf ′ x3 x2 28/11/24, 23:19 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=AEOVZhEoMJb5G9hYKl%2f45g%3d%3d&l=R%2fEZNxF04uEmHiQQg6NCbQ%3d%3d&cd… 7/24 Os problemas de otimização consistem em determinar a melhor maneira de fazer algo, ou seja, requerem minimizar ou maximizar uma situação. Como é de nosso conhecimento, as derivadas nos ajudam localizar os valores de máximo e mínimo de funções. Logo, os problemas de otimização são uma das aplicações mais importantes do cálculo diferencial. Problemas deProblemas de OtimizaçãoOtimização 28/11/24, 23:19 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=AEOVZhEoMJb5G9hYKl%2f45g%3d%3d&l=R%2fEZNxF04uEmHiQQg6NCbQ%3d%3d&cd… 8/24 Antes de resolver um problema de otimização, vamos enunciar os principais resultados e de�nições já estudados por nós, que envolvem a derivada primeira e segundae fornecem- nos técnicas para determinar os valores extremos de uma função. Teorema 1.1: se tiver um máximo ou mínimo local em e se existir, então, . O Teorema 1.1 apresenta que devemos procurar por valores máximos e mínimos de nos números , em que ou onde não existe. Chamamos os valores tais que ou não existe de número crítico de . Quando uma função é contínua, considerando um intervalo fechado , temos um método para determinar seus valores extremos (valor de máximo e valor de mínimo) em . Primeiramente, encontramos os valores de nos números críticos de em . Depois, encontramos os valores de nas extremidades a e b. Então, o maior valor é o valor de máximo e o menor valor é o valor de mínimo. Exemplo 1.3: o valor máximo de em é . Solução: observe que é contínua no intervalo e . Como existe para todos os números reais, os únicos números críticos de f serão os valores f c (c)f ′ (c) = 0f ′ f c (c) = 0f ′ (c)f ′ c (c) = 0f ′ (c)f ′ f f [a, b] [a, b] f f (a, b) f f (x) = x + x − x + 13 2 [−2, 1/ ]2 f (−1) = 2 f [−2, 1/ ]2 (x) = 3x + 2x − 1f ′ 2 (x)f ′ 28/11/24, 23:19 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=AEOVZhEoMJb5G9hYKl%2f45g%3d%3d&l=R%2fEZNxF04uEmHiQQg6NCbQ%3d%3d&cd… 9/24 para os quais . Mas em que concluímos que os números críticos de f são e . Ainda Portanto, o valor máximo em é . O próximo resultado diz se tem ou não um máximo ou mínimo local em um número crítico. Chamamos-o de Teste da Primeira Derivada. Teorema 1.2: considere que seja um número crítico de uma função contínua . Dessa forma, podemos a�rmar que: a) caso o sinal de mude de positivo para negativo em , dizemos que tem um máximo local em . b) caso o sinal de mude de negativo para positivo em , dizemos que tem um mínimo local em . c) se não mudar de sinal em , então, não tem máximo ou mínimo locais em . Exemplo 1.4: encontre os valores máximos e mínimos da função Solução: note que e . Ademais, se ; se ; e se . Então, pelo Teste da Primeira Derivada, é um valor de máximo local de , e é um valor de mínimo local de . O próximo resultado é conhecido como Teste da Segunda Derivada. Teorema 1.3: suponha que seja contínua nas proximidades dos valores de : a) se e , então, tem um mínimo local em . b) se e , então, tem um máximo local em . Exemplo 1.5: sendo , utilize o Teste da Segunda Derivada para encontrar os máximos e mínimos locais de . Solução: temos que . Então, os pontos críticos de (valores onde ) são . Contudo, x f (x) = 0 (x) = 0 ⇔ 3x + 2x − 1 = 0,f ′ 2 x = 1 3 x = −1 f (−2) = − 1, f (−1) = 2, f ( ) = , f (1/ ) = . 1 3 22 27 2 7 8 f [−2, 1/ ]2 f (−1) = 2 f c f f ′ c f c f ′ c f c f ′ c f c f (x) = x − 6x + 9x + 1.3 2 f (x) = 3x − 12x + 92 f (x) = 0 ⇔ x = 3, x = 1 x ⟨1, f (x)⟩ 0 1 3, f (x) > 0 f ( ) = 5′ f f (3) = 1 f f ′′ c (c) = 0f ′ (c) > 0f ′′ f c (c) = 0f ′ (c) 0, f (0) ⟨0, f (1)⟩ 0 f f (−2) = − 32 2 f (0) = 0 f (1) = − 5 3 L (x) = − 0, 02x + 300x − 2000002 L (x) = − 0, 04x + 300 x = 7500 L L (x) ⟨0, x⟩ 7500 L (x) > 0, x 0 x = 10 28/11/24, 23:19 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=AEOVZhEoMJb5G9hYKl%2f45g%3d%3d&l=R%2fEZNxF04uEmHiQQg6NCbQ%3d%3d&c… 11/24 Uma função é chamada antiderivada da função se , seja qualquer pertencente ao domínio de . Como a derivada de uma constante é zero, a antiderivada de uma função não é única. Por exemplo, e são antiderivadas da função , uma vez que Representamos o conjunto de todas as antiderivadas de utilizando o símbolo: que é chamado integral inde�nida de , em que é uma antiderivada de . Para qualquer função derivável , . Da ligação entre o cálculo diferencial e o cálculo integral por meio das antiderivadas, podemos listar propriedades para integração inde�nida resultante de propriedades existentes para as derivadas. REGRA DA CONSTANTE: considerando qualquer constante k, REGRA DA POTÊNCIA: considerando qualquer , . REGRA DO LOGARÍTMO: considerando qualquer , Uma Breve RevisãoUma Breve Revisão Sobre as Integrais deSobre as Integrais de Funções Reais de umaFunções Reais de uma Variável RealVariável Real F (x) f (x) F (x) = f (x) x f F (x) = x2 H (x) = x + 102 f (x) = 2x F (x) = H (x) = 2x = f (x) . f (x) f (x) dx = F (x) + C,∫ f (x) F f F (x) dx = F (x) + C∫ F ′ k dx = kx + C.∫ n ≠ −1 dx = + C∫ xn xn+1 n+1 x ≠ 0 dx = ln |x| + C.∫ 1 x 28/11/24, 23:19 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=AEOVZhEoMJb5G9hYKl%2f45g%3d%3d&l=R%2fEZNxF04uEmHiQQg6NCbQ%3d%3d&c… 12/24 REGRA DA EXPONENCIAL: considerando qualquer constante , REGRA DA MULTIPLICAÇÃO POR UMA CONSTANTE: considerando qualquer constante , REGRA DA SOMA/DIFERENÇA: Exemplo 1.8: calcule: a) b) Solução: a) Pelas regras do logaritmo e da multiplicação por uma constante, b) Usando a regra da soma, da diferença, da multiplicação por uma constante, da constante e da potência, temos: Muitas integrais exigem, além das regras enunciadas acima, métodos especiais para resolvê-las. Um destes é o método da substituição. Tal método consiste em escolhermos uma substituição ), para simpli�car o integrando e expressar toda a integral em termos de e . Com isso, a integral deve estar na forma. Se possível, calcule essa integral, determinando uma antiderivada de . Para �nalizar, substituímos por , obtendo uma antiderivada para , de modo que Por exemplo, podemos calcular a integral inde�nida pelo método da substituição. Denotando , temos ou . Assim: Agora, considere uma função contínua no intervalo . Julgue que este intervalo tenha sido dividido em n partes iguais de largura e seja um número qualquer pertencente ao intervalo de ordem i, para qualquer i=1, 2, …, n. A soma: k ≠ 0 dx = + C.∫ ekx 1 k ekxf k f (x) dx = k f (x) dx.∫ ∫ f (x) ± g (x) dx = f (x) dx ± g (x) dx.∫ ∫ ∫ dx.∫ 3 x dx.∫ x −8x +2x3 2 x dx = 3 dx = 3 ln |x| + C.∫ 3 x ∫ 1 x dx = x dx − 8 x dx + 2 dx = − 4x + 2x + C.∫ x − 8x + 2x3 2 x ∫ 2 ∫ ∫ x3 3 2 u = u (x) f (x) u du = udx f (x) dx = g (u) du∫ ∫ G (u) g (u) u u (x) G (u (x)) f (x) f (x) dx = G (u (x)) + C.∫ dx∫ (5x + 3)6 u = 5x + 3 du = 5dx dx = 1/5 dx = ( du) = du = + C.∫ (5x + 3)6 ∫ u6 1 5 1 5 ∫ u6 1 35 (5x + 3)7 f (x) a ≤ x ≤ b Δx = b−a n x∗ i 28/11/24, 23:19 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=AEOVZhEoMJb5G9hYKl%2f45g%3d%3d&l=R%2fEZNxF04uEmHiQQg6NCbQ%3d%3d&c… 13/24 é conhecida como soma de Riemann. Dessa forma, a integral de�nida de no intervalo , representada pelo símbolo é dada pelo limite da soma de Riemann, sempre que , caso o limite exista. A integral de�nida é um número. Se , temos que ; se , temos que Como, para as integrais inde�nidas, existem regras de integração que nos auxiliam a determinar as integrais de�nidas, suponha que f e g são funções contínuas, sendo válida a: REGRA DA CONSTANTE: para qualquer constante , REGRA DA SOMA/DIFERENÇA: REGRA DA MULTIPLICAÇÃO POR UMA CONSTANTE: para qualquer constante , REGRA DO INTERVALO: para qualquer Exemplo 1.9: sendo e , temos que Solução: primeiramente, devemos escrever: Então: [f( )Δx + f ( ) Δx+. . . . +f( Δx)]x∗ 1 x∗ 2 x∗ n f (x) a ≤ x ≤ b f (x) dx∫ a b n → ∞ f (x) dx∫ b a a > b f (x) dx = − f (x) dx∫ b a ∫ a b a = b f (x) dx = 0.∫ b a k k dx = k (b − a) .∫ b a f (x) ± g (x) dx = f (x) dx + g (x) dx.∫ b a ∫ b a ∫ b a k k f (x) dx = k f (x) dx.∫ a b ∫ a b c ∈ [a, b] , f (x) dx = f (x) dx + f (x) dx.∫ b a ∫ c a ∫ b c f (x) dx = 17∫ 10 0 f (x) dx = 12∫ 8 0 f (x) dx = 5.∫ 10 8 f (x) dx = f (x) dx + f (x) dx.∫ 0 10 ∫ 0 8 ∫ 8 10 28/11/24, 23:19 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=AEOVZhEoMJb5G9hYKl%2f45g%3d%3d&l=R%2fEZNxF04uEmHiQQg6NCbQ%3d%3d&c… 14/24 Para �nalizar este tópico, vamos enunciar a primeira e a segunda parte do Teorema Fundamental do Cálculo. Este é um dos mais importantes resultados do cálculo, pois relaciona o conceito de integral de�nida ao conceito de antiderivação, ou seja, o Teorema Fundamental do Cálculo relaciona o cálculo diferencial e o cálculo integral. Teorema 1.4 (Teorema Fundamental do Cálculo, Parte 1): se for contínua em [a,b], então, a função de�nida por é contínua em [a,b] e derivável em (a,b) e Teorema 1.5 (Teorema Fundamental do Cálculo, Parte 2): se for contínua em [a,b], então: em que é qualquer primitiva de , isto é, uma função tal que f (x) dx = 17 − 12 = 5.∫ 8 10 saibamais Saiba mais Sabemos, por meio de historiadores, que o Cálculo Integral teve origem a vários séculos com problemas de quadratura. Com o passar dos anos, muitos matemáticos contribuíram para o crescimento e aperfeiçoamento desta teoria. Com esses avanços, hoje, existem aplicabilidades do Cálculo Integral em diversas áreas, como física, engenharias, biologia, dentre outras. Uma das aplicações do cálculo integral mais conhecida é o cálculo de áreas. Clique para conhecer um pouco da história do cálculo diferencial. ACESSAR f g g (x) = f (t) dt∫ x a (a ≤ x ≤ b) g (x) = f (x) . f f (x) dx = F (b) − F (a)∫ a b F f F = f. 28/11/24, 23:19 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=AEOVZhEoMJb5G9hYKl%2f45g%3d%3d&l=R%2fEZNxF04uEmHiQQg6NCbQ%3d%3d&c… 15/24 http://ecalculo.if.usp.br/historia/historia_integrais.htm Exemplo 1.10: calcule: a) b) Solução: a) Note que é uma antiderivada de , então, pela Parte 2 do Teorema Fundamental do Cálculo, b) Com o raciocínio do item anterior e com o auxílio das regras de integração, temos: praticar Vamos Praticar Podemos utilizar as integrais para solucionar muitas situações problemas do nosso cotidiano e do nosso meio pro�ssional. Com base na teoria sobre integrais inde�nidas e de�nidas revisadas neste tópico, assinale a alternativa correta. a) b) c) d) e) dx.∫ 3 1 ex 2x + 1 dx.∫ 8 5 F (x) = ex f (x) = ex dx = F (3) − F (1) = − e.∫ 3 1 ex e3 2x + 1 dx = (8 − 5 ) + (8 − 5) = 42.∫ 8 5 2 2 x − 2x dx = x − 2x + C.∫ 2 3 2 − cos x dx = sen x + C.∫ t cos ( + 2) dt = cos ( + 2) + C.∫ 3 t4 1 4 t4 (x + 1) dx = .∫ 1 0 3 5 4 x dx = 1∫ 1 −1 2 28/11/24, 23:19 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=AEOVZhEoMJb5G9hYKl%2f45g%3d%3d&l=R%2fEZNxF04uEmHiQQg6NCbQ%3d%3d&c… 16/24 Integração de FunçõesIntegração de Funções Racionais por FraçõesRacionais por Frações ParciaisParciais 28/11/24, 23:19 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=AEOVZhEoMJb5G9hYKl%2f45g%3d%3d&l=R%2fEZNxF04uEmHiQQg6NCbQ%3d%3d&c… 17/24 Uma função é denominada função racional, se , em que e são polinômios. Se o grau de é menor que o grau de , é chamada de função racional própria; é denominada função racional imprópria, se o grau de é maior ou igual que o grau de . Se uma função é racional imprópria, podemos dividir os polinômios por até o resto ser obtido, em que o grau de é menor que o grau de . Com isso, podemos reescrever como a soma de um polinômio e uma função racional própria , ou seja, Quando não conseguimos resolver a integral de uma função racional própria, podemos decompô-la em frações parciais, usando a seguinte estratégia: primeiramente, fatoramos o denominador como produto de fatores lineares e quadráticos, em que os fatores quadráticos não possuem raízes reais, isto é, são irredutíveis. Na resolução dos exemplos a seguir, veremos três casos desta técnica. Exemplo 1.12: determine: a) . b) . c) . Solução: a) Note que o grau do denominador é maior do que o grau do numerador, logo, a função é racional própria, e não precisamos dividir o numerador pelo denominador. Observe que ou seja, o polinômio pode ser decomposto em fatores lineares e nenhum fator é repetido. Neste caso, escrevemos: Então, f(x) f (x) = R(x) Q(x) R (x) Q (x) R Q f f(x) R Q f (x) = P(x) Q(x) P Q R(x) R Q f (x) S (x) R(x) Q(x) f (x) = S (x) + . R(x) Q(x) Q dx∫ x +2x−12 2x +3x −2x3 2 dx∫ x −13 x (x−2)2 3 dx∫ x +12 x +3x3 f (x) = x +2x−12 2x +3x −2x3 2 2x + 3x − 2x = x (2x − 1) (x + 2)3 2 Q (x) = ( x + ) ( + ) . . . ( + )a1 b1 a2 b2 an bn = + +. . . R (x) Q (x) A1 x +a1 b1 A2 +a2 b2 An +an bn = = + + . x + 2x − 12 2x + 3x − 2x3 2 x + 2x − 12 x (2x − 1) (x + 2) A1 x A2 2x − 1 A3 x + 2 28/11/24, 23:19 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=AEOVZhEoMJb5G9hYKl%2f45g%3d%3d&l=R%2fEZNxF04uEmHiQQg6NCbQ%3d%3d&c… 18/24 Com isso, temos que: em que a igualdade de polinômios é: Portanto, b)Temos que: ou seja, o polinômio decompõe-se em fatores lineares com termos repetidos. Se o fator repete vezes, teremos, correspondente a esse fator, uma soma de frações parciais da forma: Então, em que: Se ; se . Para determinar e , substituímos os valores já encontramos na equação acima e resolvemos o sistema de polinômios obtendo e . Com isso, x + 2x − 1 = (2 + + 2 ) x + (3 + 2 − ) x − 22 A1 A2 A3 2 A1 A2 A3 A1 = 1/2 , = 1/5 e = −1/10.A1 A2 A3 dx = dx + dx − dx.∫ x + 2x − 12 2x + 3x − 2x3 2 1 2 ∫ 1 x 1 5 ∫ 1 2x − 1 1 10 ∫ 1 x + 2 = ln |x| + ln |2x − 1| − ln |x + 2| + C. 1 2 1 10 1 10 x = x . x . (x − 2) . (x − 2) . (x − 2)2 Q(x) x +ai bi p p + +. . . . A1 x +ai bi A2 ( x + )ai bi 2 Ap ( x + )ai bi p = + + + + x − 13 x (x − 2)2 3 A1 x A2 x2 B1 (x − 2) B2 (x − 2) 2 B3 (x − 2) 3 x − 1 = (x (x − 2) ) + (x − 2) + (x (x − 2) ) + (x (x − 2)) + x3 A1 3 A2 3 B1 2 2 B2 2 B3 2 x = 0, = 1/8A2 x = 2, = 7/4B3 , A1 B1 B2 = 3/16, = −3/16A1 B1 = 5/4B2 = dx + dx − dx + dx + dx∫ x −13 x (x−2)2 3 3 16 ∫ 1 x 1 8 ∫ 1 x2 3 16 ∫ 1 (x−2) 5 4 ∫ 1 (x−2) 2 7 4 ∫ 1 (x−2) 3 = ln |x| − − ln |x − 2| − + + C3 16 1 8x 3 16 5 4(x−2) 7 8(x−2)228/11/24, 23:19 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=AEOVZhEoMJb5G9hYKl%2f45g%3d%3d&l=R%2fEZNxF04uEmHiQQg6NCbQ%3d%3d&c… 19/24 c) Neste caso, em que o fator é irredutível, pois não possui raízes reais, isto é, o polinômio é decomposto por fatores lineares e quadráticos, porém nenhum fator quadrático é repetido. Todo fator quadrático irredutível terá uma fração parcial da forma: Então, Procedendo como nos itens anteriores, obtemos que e . Então, Também podemos decompor por fatores lineares e quadráticos irredutíveis, mas com alguns fatores quadráticos repetidos. Nesse caso, se for um fator quadrático irredutível que se repete p vezes, o fator possui p frações parciais da forma Por exemplo, para , temos: Note que, na letra a) do exemplo 1.12, foi possível fatorar o denominador como multiplicação de fatores lineares distintos. No item b), decompomos o denominador como multiplicação de fatores lineares repetidos. Já no item c) do exemplo 1.12, a fatoração do denominador continha fatores quadráticos irredutíveis, sem repetição. Acabamos de observar, acima, outra forma de fatorar um polinômio, como multiplicação de fatores lineares e quadráticos irredutíveis, com alguns termos quadráticos repetidos. Um resultado da Álgebra garante que é sempre possível fatorar um polinômio de uma dessas quatro maneiras. A forma de decompor a fatoração de cada caso em frações parciais, exposta nos exemplos acima, vem do teorema de frações parciais. x + 3x = x (x + 3)3 2 x + 32 Q (x) ax + bx + c2 . Ax + B ax + bx + c2 == + . x + 12 x + 3x3 A x Bx + C x + 32 A = , B =1 3 2 3 C = 0 dx = dx + dx = ln |x| + ln (x + 3) + C.∫ x + 12 x + 3x3 1 3 ∫ 1 x 2 3 ∫ x (x + 3)2 1 3 1 3 2 Q (x) ax + bx + c2 (ax + bx + c)2 p + + . . . + . x +A1 B1 (ax + bx + c)2 x +A2 B2 (ax + bx + c)2 2 x +Ap Bp (ax + bx + c)2 p (x + 3x + 5)2 3 + + . x +A1 B1 (x + 3x + 5)2 x +A2 B2 (x + 3x + 5)2 2 x +A3 B3 (x + 3x + 5)2 3 28/11/24, 23:19 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=AEOVZhEoMJb5G9hYKl%2f45g%3d%3d&l=R%2fEZNxF04uEmHiQQg6NCbQ%3d%3d&c… 20/24 praticar Vamos Praticar Sabemos que algumas integrais de funções racionais próprias precisam ser decompostas em frações parciais para serem resolvidas. Observe a integral a seguir: Agora, assinale a alternativa correta. a) A função é uma função racional própria. b) A função é uma função racional imprópria e c) Temos que d) Temos que e) Temos que dx∫ − 2x + 4x + 1x4 2 x − x − x + 13 2 f (x) = −2x +4x+1x4 2 x −x −x+13 2 f (x) = −2x +4x+1x4 2 x −x −x+13 2 = + − . −2x +4x+1x4 2 x −x −x+13 2 1 x−1 2 (x−1)2 1 x+1 dx = + x + ln |x − 1| − − ln |x + 1| + C.∫ −2x +4x+1x4 2 x −x −x+13 2 x2 2 2 x−1 dx = + ln |x − 1| − + C.∫ −2x +4x+1x4 2 x −x −x+13 2 x2 2 2 x−1 dx = + x − + C.∫ −2x +4x+1x4 2 x −x −x+13 2 x2 2 2 x−1 28/11/24, 23:19 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=AEOVZhEoMJb5G9hYKl%2f45g%3d%3d&l=R%2fEZNxF04uEmHiQQg6NCbQ%3d%3d&c… 21/24 indicações Material Complementar FILME Uma mente brilhante Ano: 2001 Comentário: o �lme conta a história de um matemático que, mesmo doente, com esquizofrenia, venceu o Nobel de Economia, por sua Teoria dos Jogos. TRA ILER 28/11/24, 23:19 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=AEOVZhEoMJb5G9hYKl%2f45g%3d%3d&l=R%2fEZNxF04uEmHiQQg6NCbQ%3d%3d&c… 22/24 LIVRO Cálculo James Stewart Editora: Cengage Learning ISBN: 8522112584 Comentário: este livro aborda toda a teoria do cálculo diferencial e integral que relembramos nesta unidade. Você poderá conferir muitos exemplos resolvidos, o que contribuirá com seus estudos. 28/11/24, 23:19 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=AEOVZhEoMJb5G9hYKl%2f45g%3d%3d&l=R%2fEZNxF04uEmHiQQg6NCbQ%3d%3d&c… 23/24 conclusão Conclusão Nesta unidade, pudemos revisar as de�nições e propriedades do cálculo diferencial e do cálculo integral, que já havíamos aprendido em outro momento do curso. Também aprendemos um novo método de integração, a integração por frações parciais. Por meio do Teorema Fundamental do Cálculo, relembramos que o cálculo diferencial e integral estão interligados, pois um desfaz o que o outro faz. Como perceberam, não foi possível explorar toda a teoria presente na disciplina do cálculo diferencial e integral, pois esta é vasta. Esperamos que tenham recordado o conteúdo e praticado os tópicos por meio dos exemplos e exercícios, tornando essa revisão produtiva ao seu conhecimento e formação. Sugerimos que pesquise sobre outras aplicações do cálculo diferencial e integral, que não comentamos na unidade, pois isso motivará os seus estudos. Agradecemos toda a dedicação e até uma próxima oportunidade! referências Referências Bibliográ�cas GUIDORIZZI, H. L. Um curso de Cálculo. 5. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2001. LEITHOULD, L. O Cálculo com Geometria Analítica. 3. ed. São Paulo: Harbra Ltda., 1994. STEWART, J. Cálculo. 5. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2006. 28/11/24, 23:19 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=AEOVZhEoMJb5G9hYKl%2f45g%3d%3d&l=R%2fEZNxF04uEmHiQQg6NCbQ%3d%3d&c… 24/24