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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS – UFAM INSTITUTO DE EDUCAÇÃO AGRICULTURA E AMBIENTE – IEAA LICENCIATURA EM CIÊNCIAS - BIOLOGIA E QUÍMICA SÍNTESE DO BIODIESEL HUMAITÁ-AM 2024 AMANDA DA SILVA CHAVES ESTEFANE CAREN DA COSTA FARIAS GEOVANA DA SILVA NUNES RAFAELA FERREIRA LOBATO SÍNTESE DO BIODIESEL Trabalho apresentado como requisito parcial para obtenção de nota do componente curricular Química Orgânica Experimental da turma do quarto período de Ciências – Biologia e Química, do Instituto de Educação, Agricultura e Ambiente - IEAA/UFAM. Solicitado pela docente: Dr. Paula Melo. HUMAITÁ- AM 2024 3 INTRODUÇÃO A crescente preocupação com os impactos ambientais resultantes do uso de combustíveis fósseis tem impulsionado a busca por fontes alternativas de energia. O biodiesel, produzido a partir de óleos vegetais ou gorduras animais por meio do processo de transesterificação, é considerado uma alternativa viável e sustentável. Segundo Silva e Lima (2020), “o biodiesel se destaca por ser uma fonte renovável e biodegradável, além de promover uma considerável redução na emissão de poluentes”. O processo de transesterificação consiste na reação de um triglicerídeo com um álcool, usualmente metanol ou etanol, na presença de um catalisador, formando ésteres de ácidos graxos (biodiesel) e glicerol como subproduto. Ramos et al. (2022) destacam que “a eficiência dessa reação é influenciada por fatores como a temperatura, a razão molar entre álcool e óleo, e o tipo de catalisador empregado”. Assim, entender esses fatores é essencial para aprimorar a produção em escalas laboratoriais e industriais. A importância da síntese de biodiesel em laboratório vai além da compreensão dos processos químicos; ela reforça a conscientização sobre o uso de recursos renováveis e o impacto ambiental associado ao uso de biocombustíveis. De acordo com Silva (2021), a substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis contribui significativamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa, proporcionando uma alternativa mais sustentável e menos poluente. No contexto educacional, a prática de síntese de biodiesel permite que os alunos visualizem a aplicação de conceitos químicos, como catálise e equilíbrio químico, e entendam as implicações sociais e ambientais de sua produção e uso. “A prática laboratorial proporciona um aprendizado mais ativo e o desenvolvimento de habilidades críticas, preparando os alunos para pensar de forma integrada e consciente” (SOUZA; CARVALHO, 2022, p. 34). Portanto, este relatório tem como objetivo detalhar a síntese de biodiesel em laboratório, discutindo os processos envolvidos, as variáveis que afetam a reação e as vantagens ambientais associadas ao uso de biodiesel como uma fonte energética renovável. 4 Palavras-chaves: Metanol; biodiesel; metanol; biocombustível. 5 OBJETIVOS • Sintetizar o biodiesel; MATERIAIS E MÉTODOS Na prática experimental da sintetização do biodiesel a atividade foi previamente planejada, com o grupo separando os materiais necessário para a realização dos procedimentos. Essa prática permite observar o processo de sintetização do biodiesel utilizando técnicas laboratoriais. A seguir, são detalhados os passos de cada etapa assim como os materiais utilizados. • Placa aquecedora; • Banho maria; • Glicerina; • Béquer 250ml; • Béquer 50ml • 30ml de óleo de soja; • Béquer 100ml; • Pipeta volumétrica; • Pipetador automático; • 15ml de metanol; • 0,18g de NaOH (Hidróxido de sódio); • Tubo de ensaio; • Funil de separação 500ml; • 15ml de água destilada; • Termômetro; • Bastão de vidro; • 10ml de Ácido Clorídrico 0,5%; Para iniciar a prática, preparou-se um banho de glicerina em uma placa aquecedora, monitorando a temperatura com um termômetro até que o sistema 6 atingisse 50°C. Em seguida, pesou-se 0,18 g de NaOH em uma balança analítica. Em seguida, adicionou-se 30 ml de óleo de soja previamente filtrado em um béquer de 250 ml. Após a pesagem, o NaOH foi cuidadosamente transferido para um béquer contendo 15 ml de metanol. A mistura foi agitada constantemente sobre a placa aquecedora, utilizando-se um bastão de vidro, até que o NaOH estivesse completamente dissolvido. Em seguida, transferiu-se essa solução para o béquer contendo o óleo de soja, o qual havia sido previamente aquecido no banho de glicerina e, em seguida, resfriado até 45°C. Com a adição da solução de metanol e NaOH ao óleo, a mistura foi mantida sob agitação constante por mais 5 minutos. Após o término da reação, retirou-se o béquer do banho de glicerina e a mistura foi transferida com cuidado para um funil de separação. Deixou-se a mistura em repouso até o dia seguinte, onde foi possível observar a separação das fases explicitamente. 7 RESULTADO E DISCUSSÃO No experimento de síntese de biodiesel, após a mistura dos reagentes (metanol e NaOH) e o óleo de soja, e a manutenção do sistema a 50 graus em constante agitação, observou-se a formação de duas fases distintas após um período de repouso. A fase superior, de coloração amarelada e aspecto mais leve, se tratava do biodiesel, enquanto a fase inferior, mais densa e com aspecto viscoso, se tratava do glicerol, que é o subproduto da reação de transesterificação. De acordo com Mota et al. (2008, p.34), Na reação de transesterificação, os triglicerídeos presentes nos óleos vegetais reagem com um álcool, geralmente metanol, na presença de um catalisador básico, como o hidróxido de sódio, resultando na formação de ésteres de ácidos graxos (biodiesel) e glicerol como subproduto. A separação de fases confirma que a reação de transesterificação ocorreu de forma satisfatória, convertendo os triglicerídeos do óleo de soja em ésteres de ácidos e glicerol. A quantidade de metanol e NaOH utilizada, bem como a temperatura e o tempo de agitação, foram determinantes para a eficiência da reação. Figura 1- Separação das fases Fonte: Acervo da Autora 8 Figura 2 - Resfriamento Fonte: Acervo da Autora 9 CONSIDERAÇÕES FINAIS A prática laboratorial sobre a sintetização do biodiesel fazendo uso do óleo de soja, foi misturado com uma solução de metanol e NaOH, aquecido e mantido sob agitação para promover a transesterificação, reação que converte triglicerídeos em biodiesel e glicerol. Após o período de agitação, a mistura foi colocada em um funil de separação e deixada em repouso até o dia seguinte, momento em que se observou a formação de duas fases distintas. A fase superior, de coloração amarelada, correspondia ao biodiesel, enquanto a fase inferior, mais densa e viscosa, era o glicerol, subproduto da reação. O controle das variáveis, como a quantidade de reagentes, temperatura e tempo de agitação, foi importante para garantir a eficiência do processo. O experimento demonstrou a viabilidade do biodiesel como alternativa sustentável e menos poluente, reforçando a importância do controle técnico para alcançar um biocombustível de qualidade. 10 REFERÊNCIA RAMOS, L. M.; SOUZA, P. C.; CARVALHO, R. A. Produção e análise do biodiesel: fundamentos e aplicações. São Paulo: Editora Química Verde, 2022. SILVA, J. A.; LIMA, F. R. Biocombustíveis: conceitos e práticas laboratoriais. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora EcoBio, 2020. SILVA, M. T. “Impactos ambientais da produção de biodiesel”. Revista de Energia Sustentável, v. 15, n. 4, p. 14-22, 2021. SOUZA, P. C.; CARVALHO, R. A. Laboratório e ensino de química: práticas e reflexões. Porto Alegre: Editora Acadêmica, 2022. MOTA, C. J. A.; SILVA, C. X. A.; GONÇALVES, V. L. C. Biodiesel:ciência, tecnologia e meio ambiente. Rio de Janeiro: Editora LTC, 2008. p. 34.