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Idade Contemporânea Imperialismo H0584 - (Fgv) [...] no final do século XIX [...] discursos “cien�ficos” estabelecem, a par�r de caracterís�cas �sicas e culturais, uma classificação dos povos e uma desigualdade das raças. [...] Mas são sobretudo as revistas de geografia e de etnografia que influenciam os colonos, ao refle�r sobre os melhores métodos para “civilizar nossos negros”. Considera-se, de fato, que os povos que não pertencem à “raça” branca são atrasados, infan�lizados. (Marc Ferro. A colonização explicada a todos, 2017.) Considerando o texto e conhecimentos sobre a história europeia do final do século XIX, pode-se concluir que a) as argumentações ideológicas procuravam legi�mar socialmente projetos expansionistas. b) as afirmações da antropologia cien�fica refutavam os ar�gos dos periódicos de grande circulação. c) as anexações de territórios estavam desvinculadas de interesses econômicos dos Estados conquistadores. d) as trocas culturais entre as nações eram vistas como a comprovação da diversidade social da humanidade. e) as potências pretendiam fortalecer militarmente os povos dominados por meio da medicina tropical. H0585 - (Cps) Oficialmente, a Conferência de Berlim, realizada entre novembro de 1884 e fevereiro de 1885, na Alemanha, serviria para garan�r a livre circulação e comércio na bacia do rio do Congo e no rio Níger, bem como o compromisso das potências europeias de lutar pelo fim da escravidão no Con�nente. Entretanto, o maior obje�vo das negociações era a) garan�r os direitos portugueses de colonização sobre toda a área que se estende entre Angola e Moçambique, na África Austral, já que Portugal foi o primeiro país a se instalar nos territórios africanos. b) resolver os conflitos entre as potências europeias, que �nham interesse em adquirir a maior extensão de territórios e possessões na África, con�nente rico em recursos naturais e em matérias-primas. c) concre�zar os planos de Mar�nho Lutero que, no contexto da Reforma Protestante, preconizou a conversão dos povos africanos ao cris�anismo evangélico. d) apoiar a expansão do Par�do Nazista alemão com a anexação de novos territórios e, consequentemente, de novos cidadãos para a formação do III Reich. e) impedir a par�cipação dos países emergentes da América do Sul no comércio de longa distância de produtos como ouro, diamantes e marfim. H0593 - (Upe) O darwinismo social pode ser definido como a aplicação das leis da teoria da seleção natural de Darwin na vida e na sociedade humanas. Seu grande mentor foi o filósofo inglês Herbert Spencer, criador da expressão “sobrevivência dos mais aptos”, que, mais tarde, também seria u�lizada por Darwin. Fonte: BOLSANELLO, Maria Augusta. Darwinismos social, eugenia e racismo cien�fico: sua repercussão na sociedade e na educação brasileiras. Disponível em: h�ps://api-assets-produc�on.s3.us-east- 1.amazonaws.com/pdf/er/n12/n12a14.pdf /Adaptado. Essa teoria foi u�lizada no século XIX pelas nações europeias para jus�ficar a a) independência da Oceania. b) colonização dos Estados Unidos. c) dominação imperialista na Ásia e África. d) supremacia racial das nações la�no-americanas. e) inferioridade dos Estados Unidos frente ao Japão. 1@professorferretto @prof_ferretto H0595 - (Uece) Observe o que diz o historiador Luiz Koshiba: “Entre 1840 e 1880, uma vigorosa corrida rumo à industrialização havia tomado conta da Europa e se estendido também aos EUA e ao Japão. [...] Com a emergência de novas potências industrialmente mais bem equipadas, a concorrência foi acirrada e acabou resultando em concentrações e centralizações de capital, o que gerou empresas de grande porte, com poder suficiente para monopolizar segmentos inteiros do mercado. [...] Os grandes grupos empresariais capazes de monopolizar ramos inteiros da economia precisavam de fornecimentos estáveis e baratos de matérias-primas. [...] Em pouco tempo, os países capitalistas centrais repar�ram entre si os territórios e os mercados da África e da Ásia.”. KOSHIBA, Luiz. História: Origens, estruturas e processos. São Paulo: Atual, 2000, p. 382-3. O trecho acima narra fatos rela�vos ao período a) do renascimento cultural e da expansão ultramarina, que foi responsável pela colonização do novo mundo. b) da crise do capitalismo liberal e da implantação dos governos totalitários na Europa e na Ásia. c) da crise do socialismo real e do predomínio hegemônico do capitalismo liderado pelos EUA. d) da segunda revolução industrial e do imperialismo que conduziria as potências capitalistas à Primeira Grande Guerra Mundial. H0580 - (Unesp) O reconhecimento do território africano empreendido pelas campanhas de exploração e pelas missões religiosas foi facilitador de uma verdadeira invasão de mercadores europeus nas caravanas e rotas de comércio que ligavam diferentes pontos do con�nente. Muitos desses mercadores começaram a controlar algumas redes de comércio, criando novos sistemas de autoridade que não passavam mais por líderes africanos. De início, isso não representou nenhum �po de perigo para as elites africanas, que já estavam acostumadas a negociar com árabes, indianos e com os próprios europeus. No entanto, no decorrer do século, os europeus se tornaram senhores das principais rotas comerciais do litoral africano, inclusive as que ligavam as cidades orientais com o con�nente asiá�co. (Ynaê Lopes dos Santos. História da África e do Brasil afrodescendente, 2017.) Ao avaliar a presença europeia no con�nente africano ao longo do século XIX, o texto caracteriza a) um movimento de intensificação do comércio internacional, realizado a par�r da difusão de valores universais como o cris�anismo e a democracia. b) o respeito europeu à mul�plicidade de crenças e manifestações culturais e a insistência africana em manter formas arcaicas de organização polí�ca. c) um esforço consciente e planejado de integração entre os con�nentes, por meio da cons�tuição de ligações terrestres e marí�mas. d) um processo de interferência gradual e profunda nos padrões culturais africanos, de organização social e dinâmica polí�ca das sociedades locais. e) a disposição europeia de colaborar para o progresso de países subdesenvolvidos, ampliando a capacidade produ�va das economias locais. H0579 - (Fgv) Observe as fotos �radas no Congo em 1904 e 1905. Os registros fotográficos foram feitos pela missionária inglesa Alice Seeley Harris no Congo, propriedade par�cular do rei Leopoldo II da Bélgica. As fotografias, de grande circulação nas sociedades europeias no início do século passado, revelaram 2@professorferretto @prof_ferretto a) o abandono das sociedades na�vas pelos colonizadores europeus. b) a u�lização de armas de fogo pelas tribos permanentemente rebeladas. c) a sujeição �sica de indivíduos em condições de penúria social. d) o desinteresse das potências imperialistas por um território sem recursos naturais. e) a difusão de produtos de consumo da indústria europeia entre os habitantes. H0594 - (Famerp) Os europeus estavam convencidos de que a África seria um grande mercado para os produtos de sua indústria a par�r do momento que se civilizasse, isto é, que adotasse as crenças, os valores e os modos de vida dominantes na Europa. Contavam para isso com a ação dos missionários cristãos e dos comerciantes europeus. Alberto da Costa e Silva. A África explicada aos meus filhos, 2008. O texto expõe a combinação de estratégias e interesses europeus na colonização da África, a par�r do final do século XVIII. Entre essas estratégias, é correto citar a) o respeito às tradições locais e a assimilação de princípios é�cos e morais dos na�vos. b) a negociação com os líderes locais e a defesa da democracia polí�ca. c) a catequização e a difusão de discursos de supremacia racial e cultural. d) a militarização dos conflitos e o emprego sistemá�co de armas de destruição em massa. e) o endosso ao sincre�smo religiosoe o estabelecimento de laços diplomá�cos. H0583 - (Ufrgs) Leia o seguinte texto. Durante anos [...], os quenianos foram educados em inglês, desde a creche até a universidade. Não é complicado imaginar o quão di�cil que deve ter sido para todas aquelas crianças. Sua educação em inglês provocava uma fratura entre a língua que usavam em suas casas e a língua que usavam nas escolas, com a qual conceitualizavam o mundo. Na atualidade, há toda uma geração de jovens quenianos que vivem entre dois mundos. Têm um domínio perfeito do inglês, mas a cultura majoritária do Quênia pós-colonial, na qual vivem e trabalham, não é de fala inglesa. Ngūgī wa Thiong’o. Desplazar el centro. La lucha por las libertades culturales. Barcelona: Rayo Verde, 2017. p. 164. Assinale a alterna�va que, segundo o texto, indica uma das principais consequências do colonialismo europeu no con�nente africano. a) A imposição do conhecimento de várias línguas para a inserção de africanos no mundo globalizado. b) A precarização da educação formal que impossibilita a correta formação para o mercado de trabalho. c) A negação, por parte dos africanos, de conceitualizar o mundo, a par�r das línguas na�vas, no contexto pós- colonial. d) A experiência de intercâmbio promovida pelas an�gas colônias, permi�ndo que os africanos tenham dupla cidadania. e) A distância entre as formas culturais das sociedades africanas e o caráter eurocêntrico da formação escolar colonial. H0578 - (Unesp) Entre as tensões anteriores à Primeira Guerra Mundial (1914-1918) que contribuíram para o desgaste das relações diplomá�cas e para o início do conflito armado, é possível citar: a) o acirramento das disputas geoestratégicas entre Estados Unidos e União Sovié�ca. b) o expansionismo territorial e polí�co japonês no con�nente asiá�co e nas ilhas do Oceano Pacífico. c) os esforços dos países capitalistas para conter o avanço do socialismo no Leste europeu. d) as disputas, entre as potências europeias, por áreas coloniais no con�nente africano. e) a incapacidade da Sociedade das Nações de coordenar as negociações entre os países membros. H0588 - (C�mg) Tanto a par�lha como a ocupação efe�va do con�nente africano foram impulsionadas pela concorrência entre várias economias industriais, buscando obter e preservar mercados, e pela pressão econômica de 1880, que desencadeou o expansionismo europeu. HERNANDEZ, Leila Leite. A África na sala de aula. São Paulo: Editora Selo Negro, 2005. p. 71. (Adaptado). O trecho refere-se à etapa de expansão do capitalismo pelo mundo marcada pela(o) 3@professorferretto @prof_ferretto a) acumulação de ouro e prata para financiar o desenvolvimento industrial europeu. b) incen�vo aos inves�mentos financeiros para especular nas economias europeias. c) ampliação das inicia�vas imperialistas para assegurar maiores lucros às empresas europeias. d) crescimento do tráfico atlân�co de escravos para garan�r a ocupação de territórios não europeus. H1088 - (Enem) O fenômeno histórico conhecido como “tráfico de coolies” esteve associado diretamente ao período que vai do final da década de 1840 até o ano de 1874, quando milheres de chineses foram encaminhados principalmente para Cuba e Peru e muitos abusos no recrutamento de mão de obra foram iden�ficados. O tráfico de coolies ou, em outros termos, o transporte por meios coa�vos de mão de obra de um lugar para outro, foi comparado ao tráfico americano de escravos por muitos periodistas e analistas do século XIX. SANTOS, M. A. Migrações e trabalho sob contrato no século XIX. História, n. 12, 2017. A comparação mencionada no texto foi possível em razão da seguinte caracterís�ca: a) Oferta de contrato formal. b) Origem étnica dos grupos de trabalhadores. c) Conhecimento das tarefas desenvolvidas. d) Controle opressivo das vidas dos indivíduos. e) Inves�mento requerido dos empregadores. H1048 - (Enem) Voz do sangue Palpitam-me os sons do batuque e os ritmos melancólicos do blue. Ó negro esfarrapado do Harlem ó dançarino de Chicago ó negro servidor do South Ó negro da África negros de todo o mundo Eu junto ao vosso magnífico canto a minha pobre voz os meus humildes ritmos. Eu vos acompanho pelas emaranhadas áfricas do nosso Rumo. Eu vos sinto negros de todo o mundo eu vivo a nossa história meus irmãos. Nesse poema, o líder angolano Agos�nho Neto, na década de 1940, evoca o pan-africanismo com o obje�vo de a) incitar a luta por polí�cas de ações afirma�vas na América e na África. b) reconhecer as desigualdades sociais entre os negros de Angola e dos Estados Unidos. c) descrever o quadro de pobreza após os processos de independência no con�nente africano. d) solicitar o engajamento dos negros estadunidenses na luta armada pela independência em Angola. e) conclamar as populações negras de diferentes países a apoiar as lutas por igualdade e independência. H0577 - (Unesp) A classificação das raças em “superiores” e “inferiores”, recorrente desde o século XVII, ganha uma falsa legi�midade baseada no mito iluminista do saber cien�fico, coincidindo com a necessária jus�fica�va de que a dominação e a exploração da África, mais do que “naturais” e inevitáveis, eram “necessárias” para desenvolver os “selvagens” africanos, de acordo com as normas e os valores da civilização ocidental. (Leila Leite Hernandez. A África na sala de aula: visita à história contemporânea, 2005.) As teorias raciais u�lizadas durante o processo de colonização da África no século XIX eram a) desdobramentos do pensamento ilustrado, que valorizava a liberdade e a igualdade social e de natureza. b) manifestações ideológicas que buscavam jus�ficar a exploração e o domínio europeus sobre o con�nente africano. c) baseadas no pensamento lamarckista, que explicava a transmissão gené�ca de caracterís�cas fisiológicas e intelectuais adquiridas. d) validadas pela defesa darwinista do direito dos superiores se imporem aos demais seres vivos. e) sustentadas pelo pensamento antropológico, que tratava as diferenças culturais dos diversos povos como posi�vas e necessárias. H0582 - (Famerp) Os protestos an�rracismo iniciados nos Estados Unidos após a morte de George Floyd por um policial colocaram o mundo em polvorosa no final de maio. Além dos protestos em solo americano, cidadãos de diversas 4@professorferretto @prof_ferretto nações intensificaram a discussão acerca do racismo e resolveram pôr as mãos na massa – literalmente. No úl�mo dia 7, em Bristol, Inglaterra, uma mul�dão enfurecida derrubou de seu pedestal a estátua do traficante de escravos Edward Colston e a jogou no rio da cidade. O ato foi um protesto contra a reverência a personalidades históricas cuja conduta é atualmente considerada condenável. Na Bélgica, os moradores da cidade de Antuérpia agiram de forma parecida. Na semana passada, os belgas vandalizaram e removeram a estatua do rei Leopoldo II, lembrado sobretudo por ter colonizado o Congo Belga. […] O Brasil não ficou para trás na discussão – e nem poderia, diante do fato de ter sido o país das Américas que mais recebeu escravos entre os séculos XVI e XIX. Aqui, estátuas de personalidades históricas que atualmente seriam julgadas pelos mais diversos crimes habitam cidades de todos os tamanhos. (Sabrina Brito. “Derrubada de estátuas: vandalismo ou reparação histórica?” h�ps://veja.abril.com.br, 09.06.2020.) Os protestos ocorridos na Bélgica colocam em questão a colonização europeia na África, ocorrida a) nos séculos XVI e XVII e voltada prioritariamente à obtenção de escravizados e ao controle de postos comerciais nos litorais atlân�co e índico do con�nente. b) nos séculos XIX e XX e marcada principalmente pela concorrência entre as potências europeias e os Estados Unidos pela hegemonia nas áreas ao Norte e ao centro da África. c) nos séculos XVI e XVII e voltada ao estabelecimento de rotas marí�mas na direção das Índias e à abertura de caminhosterrestres de travessia do Saara em direção ao centro do con�nente. d) nos séculos XIX e XX e marcada pela difusão de teorias raciais que afirmavam a superioridade branca sobre os africanos e pela disposição de obter minérios, matérias primas e recursos energé�cos. e) nos séculos XVI e XVII e voltada à afirmação do controle europeu do comércio na região mediterrânica e ao esforço de ampliação da circulação de mercadorias através do Oceano Atlân�co. H0589 - (Fmp) A tabela abaixo contabiliza a expansão dos transportes de mercadorias e pessoas na segunda metade do século XIX. km de estradas de ferro Toneladas de navios a vapor 1831 332 32.000 1856 68.148 575.928 1861 106.886 803.003 1866 145.114 1.423.232 1871 235.375 1.939.089 1876 309.641 3.293.072 HOBSBAWM, E. J. A Era do Capital,1848-1875. São Paulo: Paz e Terra, 1996, p. 427. As informações explicitadas são compa�veis com um componente importante do processo histórico conhecido como imperialismo, especificamente a(o) a) modelo fordista de industrialização na 2ª Revolução Industrial b) exploração de novos mercados na 2ª Revolução Industrial c) descoberta da máquina a vapor na 1ª Revolução Industrial d) u�lização da robó�ca na 3ª Revolução Industrial e) método de vulcanização na 1ª Revolução Industrial H0590 - (Unicamp) Os viajantes, missionários, administradores coloniais e etnógrafos europeus, no passado, tenderam a fundir múl�plas iden�dades em um único conceito de tribo. O uso da palavra tribo para descrever as sociedades africanas surgiu de um desejo de enaltecer o Estado- nação, ao mesmo tempo em que sugeria a inferioridade inerente de outros. Em resumo, conotava polí�cas primi�vas que eram menos desenvolvidas do que as polí�cas dos Estados-nação. (Adaptado de John Parker e Richard Rathbone, “A ideia de África”, em História da África. Lisboa: Quimera, 2016, p. 56-58.) Baseado no texto acima e em seus conhecimentos, assinale a alterna�va correta. 5@professorferretto @prof_ferretto a) A formação e a difusão do conceito de tribo no pensamento europeu acompanharam os avanços do colonialismo na África no século XIX, legi�mando o domínio de seus povos por agentes oriundos de nações que se consideravam civilizadas e superiores. b) O conceito de tribo ganhou força no pensamento ocidental, porque na África não havia formações polí�cas que cobriam grandes extensões territoriais como na Europa. Ou seja, os europeus não encontraram estruturas polí�cas acima das unidades tribais. c) As sociedades africanas eram organizadas a par�r de pequenas tribos lideradas por chefes guerreiros, o que gerava fragmentação polí�ca e guerras, inviabilizando nesse con�nente a formação de unidades polí�cas complexas nos moldes europeus. d) Em razão das tradições milenares e do respeito aos ancestrais, as tribos eram unidades sociais e polí�cas está�cas assentadas em uma iden�dade homogênea. Os europeus comumente desrespeitavam todas essas caracterís�cas na colonização. H0587 - (Fac. Albert Einstein) Analise os mapas. 6@professorferretto @prof_ferretto A par�r de seus conhecimentos e da comparação entre os dois mapas, pode-se afirmar que a) a par�lha do con�nente africano ocorreu no início do século XIX, assegurando o equilíbrio entre as áreas territoriais controladas pelas potências europeias. b) o processo de libertação da África do domínio colonial europeu desenvolveu-se no decorrer do século XIX, a par�r de acordos diplomá�cos com as potências europeias. c) a ocupação do centro africano ocorreu no decorrer do século XIX e reafirmou a hegemonia das mesmas potências europeias que já colonizavam o litoral do con�nente. d) a ocupação principal da África ocorreu no decorrer do século XIX, culminando com a par�lha do con�nente pelas potências europeias. e) o avanço da ocupação europeia para o centro do con�nente africano foi pacífico e de natureza semelhante à dominação do litoral no princípio do século XIX. H0581 - (Famema) As conquistas coloniais impuseram fronteiras territoriais às redes comerciais de longa distância em África e criaram monopólios sobre o que então era um comércio externo em crescimento [...]. Os africanos foram integrados à força em sistemas econômicos imperiais centrados numa única metrópole europeia. (Frederick Cooper. Histórias de África: capitalismo, modernidade e globalização, 2016.) O autor apresenta um aspecto relevante da colonização europeia no con�nente africano a par�r, sobretudo, da segunda metade do século XIX, a saber: a) a reorganização dos povos africanos em comunidades nacionais caracterizadas pelo emprego de um mesmo idioma na�vo. b) a transferência para as economias coloniais de processos de industrialização em curso nas economias metropolitanas. c) a interrupção das redes de comércio de mão de obra escrava para as economias emergentes transoceânicas. d) a formação de dirigentes africanos com o obje�vo de garan�r a influência da metrópole nos futuros Estados independentes. e) a circunscrição de espaços polí�co-geográficos em oposição aos padrões históricos tradicionais das sociedades locais. H0591 - (Famema) No século XIX, o movimento mais amplo é a Revolução Industrial, cuja força-motora é a Grã-Bretanha, que passa a ocupar, sem o menor esforço, o lugar da Espanha e de Portugal na América do Sul, tanto para escoar seus produtos industriais como para controlar os circuitos comerciais. Os novos Estados endividam-se para comprar as maravilhas da indústria inglesa e os ingleses contentam-se em fazer negócios. Em Cuba, as companhias norte-americanas apropriam-se das terras açucareiras. Pouco depois, as planícies da América Central são atacadas: está nascendo o império bananeiro, controlado por Boston. (Marc Ferro. Histórias das colonizações, 1996. Adaptado.) O excerto alude 7@professorferretto @prof_ferretto a) à crise da polí�ca colonialista de Portugal e Espanha, marcada pelo liberalismo, diante do triunfo de prá�cas mercan�listas. b) ao pioneirismo industrial da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos, financiado pelos lucros do monopólio sobre suas colônias sul-americanas. c) ao imperialismo britânico e estadunidense na América La�na, baseado nas relações mercan�s e na intervenção militar. d) à polí�ca de boa vizinhança estadunidense, responsável por sua hegemonia econômica na América La�na em prejuízo dos países ibéricos. e) ao processo de emancipação das Américas Espanhola e Portuguesa, com a intervenção militar britânica e estadunidense no con�nente. H0592 - (Uefs) Com o início da anexação do Marrocos pela França, uma crise violenta eclode entre a França e a Alemanha, que, em 1911, coloca uma canhoneira diante de Agadir, para demonstrar sua decisão de par�r para o confronto. A prova de força se resolve com a devolução à Alemanha de parte de Camarões. Em 1912, o sultão do Marrocos decide assinar um tratado de protetorado que põe seu país sob a tutela francesa. (Marc Ferro. A colonização explicada a todos, 2017. Adaptado.) O historiador descreve as relações de força presentes nos processos de anexação de territórios e mercados pelos países imperialistas europeus. São exemplos dessas relações: a) oposições culturais entre os povos expansionistas e decisões arbitradas por organizações polí�cas supranacionais. b) disputas entre economias industrializadas e acordos em prejuízo de sociedades colonizadas. c) divergências de sistemas sociais entre nações colonizadoras e missões civilizadoras dos povos cristãos nos países afro-asiá�cos. d) guerras mundiais desencadeadas nas áreas colonizadas e desindustrialização das nações dominadoras. e) divisões dos conquistadores em exploradores e favoráveis aos povos colonizados e formação da liga internacional de nações dominadas. H0596 - (Uerj) O Canal do Panamá é uma obra de engenharia das mais grandiosas. Tem 77 quilômetros de extensão e liga o oceano Atlân�co ao Pacífico. Suas eclusas, que são uma espécie de elevador,levantam as embarcações até o lago Gatún, de onde se pode ir para um ou outro lado do con�nente. A construção dessa passagem que encurtaria as viagens, evitando as rotas mor�feras que passavam pelo cabo Horn ou pelo estreito de Magalhães, começou em 1881, mas os trabalhadores morriam como moscas por conta das febres tropicais, houve problemas de engenharia, e o projeto foi abandonado. Os Estados Unidos resolveram retomar o trabalho em 1904 e em dez anos terminaram as obras. O Canal foi inaugurado em 15 de agosto de 1914. Adaptado de sindprevs-sc.org.br. Passados mais de cem anos, o Canal do Panamá ainda impressiona os que observam seu funcionamento. No contexto de sua inauguração, essa obra possuía o seguinte caráter estratégico: a) desenvolvimento da indústria naval b) globalização das economias nacionais c) monopólio das vias mundiais de transportes d) integração capitalista do comércio internacional H0586 - (Unesp) 8@professorferretto @prof_ferretto O mapa representa a divisão da África no final do século XIX. Essa divisão a) persis�u até a vitória dos movimentos de descolonização da África, ocorridos nas duas primeiras décadas do século XX. b) foi rejeitada pelos países par�cipantes da Conferência de Berlim, em 1885, por considerarem que privilegiava os interesses britânicos. c) incluiu áreas conquistadas por europeus tanto durante a expansão marí�ma dos séculos XV-XVI quanto no expansionismo dos séculos XVIII-XIX. d) foi determinada após negociação entre povos africanos e países europeus, durante o Congresso Pan- Africano de Londres, em 1890. e) restabeleceu a divisão original dos povos africanos, que havia sido desrespeitada durante a colonização europeia dos séculos XV-XVIII. H1316 - (Enem PPL) A produção de um ou dois cul�vos de exportação transformou-se em regra em 1935: cacau na Costa do Ouro, amendoim no Senegal e em Gâmbia, algodão no Sudão, café e algodão em Uganda, café e sisal na Tanzânia etc. O trabalho forçado e o abandono da produção alimentar provocaram muita desnutrição, graves surtos de fome e epidemias, em certas partes da África, no início da Era Colonial. BOAHEN, A. A. O legado do Colonialismo. Correio da Unesco, n. 7, jul. 1984 (adaptado). Nos termos apresentados no texto, o Neocolonialismo europeu deixou o seguinte legado para as áreas ocupadas: a) Desconcentração da estrutura fundiária. b) Expropriação de direitos humanitários. c) Autossuficiência do mercado interno. d) Valorização de técnicas ancestrais. e) Autonomia do setor financeiro. H1320 - (Enem PPL) A “África” tem sido incessantemente recriada e descontruída. A “África” tem sido um ícone contestado, tem sido usada e abusada, tanto pela intelectualidade quanto pela cultura das massas; tanto pelo discurso da elite quanto pelo discurso popular sobre a nação e os povos que, supostamente, criaram e se misturaram no Novo Mundo; e, por úl�mo, tanto pela polí�ca conservadora como pela progressista. SANSONE, L. Da África ao afro: uso e abuso da África entre os intelectuais e na cultura popular brasileira durante o século XX. Afro-Ásia, v. 27, 2002. As diferentes significações atribuídas à África, citadas no texto, são consequências do(a) a) iden�dade folclórica da população. b) desenvolvimento cien�fico da região. c) mul�plicidade linguís�ca do território. d) desconhecimento histórico do con�nente. e) invisibilidade antropológica da comunidade. H1322 - (Enem PPL) Ata Geral da Conferência de Bruxelas, 2 de julho de 1890 As potências declaram que os meios mais eficazes de combater a escravatura no interior da África são os seguintes: 1º – A organização progressiva dos serviços administra�vos judiciais, religiosos e militares nos territórios da África, colocados sob a soberania ou sob protetorado das nações civilizadas; 2º – O estabelecimento gradual no interior, pelas potências de quem dependem os territórios, de estações fortemente ocupadas, de maneira que a sua ação 9@professorferretto @prof_ferretto protetora ou repressiva possa se fazer sen�r com eficácia nos territórios associados pela caçada ao homem. Disponível em: www.fd.uni.pt. Acesso em: 21 jan. 2015. No contexto da colonização da África do século XIX, o recurso ao argumento civilizatório apresentado no texto buscava legi�mar o(a) a) estabelecimento de governos para a cons�tuição de Estados nacionais. b) submissão de espaços para alterar as relações de produção. c) delimitação de jurisdições para bloquear a expansão capitalista. d) defesa do con�nente para encerrar as con�nuas guerras civis. e) reconhecimento da alteridade para preservar as prá�cas tribais. H1396 - (Enem PPL) Colonizar, afirmava, em 1912, um eminente jurista, “é relacionar-se com os países novos para �rar bene�cios dos recursos de qualquer natureza desses países, aproveitá-los no interesse nacional, e ao mesmo tempo levar às populações primi�vas as vantagens da cultura intelectual, social, cien�fica, moral, ar�s�ca, literária, comercial e industrial, apanágio das raças superiores. A colonização é, pois, um estabelecimento fundado em país novo por uma raça de civilização avançada, para realizar o duplo fim que acabamos de indicar”. MÉRIGNHAC. Précis de législa�on et d ́économie coloniales. Apud LINHARES, M. Y. A luta contra a Metrópole (Ásia e África). São Paulo: Brasiliense, 1981). A definição de colonização apresentada no texto �nha a função ideológica de a) dissimular a prá�ca da exploração mediante a ideia de civilização. b) compensar o saque das riquezas mediante a educação formal dos colonos. c) formar uma iden�dade colonial mediante a recuperação de sua ancestralidade. d) reparar o atraso da Colônia mediante a incorporação dos hábitos da Metrópole. e) promover a elevação cultural da Colônia mediante a incorporação de tradições metropolitanas. H1398 - (Enem PPL) A conquista pelos ingleses de grandes áreas da Índia deu o impulso inicial à produção e venda organizada de ópio. A Companhia das Índias Orientais obteve o monopólio da compra do ópio indiano e depois vendeu licenças para mercadores selecionados, conhecidos como “mercadores na�vos”. Depois de vender ópio na China, esses mercadores depositavam a prata que recebiam por ele com agentes da companhia em Cantão, em troca de cartas de crédito; a companhia, por sua vez, usava a prata para comprar chá, porcelana e outros ar�gos que seriam vendidos na Inglaterra. SPENCE, J. Em busca da China moderna. São Paulo: Cia. das Letras, 1996 (adaptado). A análise das trocas comerciais citadas permite interpretar as relações de poder que foram estabelecidas. A par�r desse pressuposto, o processo sócio-histórico iden�ficado no texto é a) a expansão polí�co-econômica de países do Oriente, iniciada nas úl�mas décadas do século XX. b) a consolidação do cenário polí�co entreguerras, na primeira metade do século XX. c) o colonialismo europeu, que marcou a expansão europeia no século XV. d) o imperialismo, cujo ápice ocorreu na segunda metade do século XIX. e) as libertações nacionais, ocorridas na segunda metade do século XX. H1377 - (Enem PPL) A eugenia, tal como originalmente concebida, era a aplicação de “boas prá�cas de melhoramento” ao aprimoramento da espécie humana. Francis Galton foi o primeiro a sugerir com destaque o valor da reprodução humana controlada, considerando-a produtora do aperfeiçoamento da espécie. ROSE, M. O espectro de Darwin. Rio de Janeiro: Zahar, 2000 (adaptado). Um resultado da aplicação dessa teoria, disseminada a par�r da segunda metade do século XIX, foi o(a) a) aprovação de medidas de inclusão social. b) adoção de crianças com diferentes caracterís�cas �sicas. c) estabelecimento de legislação que comba�a as divisões sociais. d) prisão e esterilização de pessoas com caracterís�cas consideradas inferiores. e) desenvolvimento de próteses que possibilitavam a reabilitação de pessoas deficientes. H1406 - (Enem PPL) Em dezembro de 1945, começou uma greve de dois meses no principal porto da África Ocidental Francesa,Dacar. As autoridades só conseguiram levar os grevistas 10@professorferretto @prof_ferretto de volta ao trabalho com grandes aumentos de salário e, o que é ainda mais importante, pondo em prá�ca todo o aparato de relações industriais usado na França — em resumo, agindo como se os grevistas fossem modernos operários industriais. CARONE, E. Movimento operário no Brasil. São Paulo: Difel, 1979. Durante o neocolonialismo, o trabalho forçado — que não se confunde com a escravidão — foi uma constante em diversas regiões do con�nente africano até o século XX. De acordo com o texto, sua superação deriva da a) crí�ca moral da intelectualidade metropolitana. b) pressão ar�culada dos organismos mul�laterais. c) resistência organizada dos trabalhadores na�vos. d) concessão pessoal dos empresários imperialistas. e) baixa lucra�vidade dos empreendimentos capitalistas. H1412 - (Enem PPL) Em busca de matérias-primas e de mercados por causa da acelerada industrialização, os europeus retalharam entre si a África. Mais do que alegações econômicas, havia jus�fica�vas polí�cas, cien�ficas, ideológicas e até filantrópicas. O rei belga Leopoldo II defendia o trabalho missionário e a civilização dos na�vos do Congo, argumento desmascarado pelas atrocidades pra�cadas contra a população. NASCIMENTO, C. Par�lha da África: o assombro do con�nente mu�lado. Revista de História da Biblioteca Nacional, ano 7, n. 75, dez. 2011 (adaptado). A atuação dos países europeus contribuiu para que a África — entre 1880 e 1914 — se transformasse em uma espécie de grande “colcha de retalhos”. Esse processo foi mo�vado pelo(a) a) busca de acesso à infraestrutura energé�ca dos países africanos. b) tenta�va de regulação da a�vidade comercial com os países africanos. c) resgate humanitário das populações africanas em situação de extrema pobreza. d) domínio sobre os recursos considerados estratégicos para o fortalecimento das nações europeias. e) necessidade de expandir as fronteiras culturais da Europa pelo contato com outras civilizações. H1444 - (Fuvest) O mapa do con�nente africano a seguir reproduz as fronteiras étnicas anteriores ao processo de colonização europeu (linhas pretas) e as fronteiras dos Estados Nacionais africanos, que surgiram após a emancipação no século XX (linhas vermelhas): Com base na leitura do mapa, assinale a alterna�va correta. a) A diversidade étnica observada na região sul africana foi objeto de cobiça do tráfico transatlân�co de escravizados para as Américas. b) O Chifre da África foi uma área marcada por guerras travadas entre diferentes grupos étnicos, as quais impediram a construção de unidades polí�cas nacionais. c) A porção norte da África teve menor diversidade étnica, com o predomínio de população branca, religião islâmica e língua árabe. d) Após o processo de emancipação, a quan�dade de Estados Nacionais africanos ultrapassou numericamente as configurações territoriais anteriores à colonização. e) As fronteiras dos Estados Nacionais africanos foram traçadas a par�r de solidariedades étnicas, e não por critérios geopolí�cos decorrentes da colonização. H1470 - (Unesp) Os únicos países africanos não colonizados por potências europeias no século XIX foram 11@professorferretto @prof_ferretto a) a África do Sul, que vivia sob forte regime de segregação racial, e a Síria, que se manteve livre graças à forte mobilização militar dos grupos muçulmanos. b) a Libéria, criada na metade do século XIX por inicia�va norte-americana, e a E�ópia, que uniu cristãos e islâmicos na luta de resistência às inves�das armadas italianas. c) a Argélia, que obteve sua autonomia em troca de acordos comerciais com países mediterrânicos, e Gana, onde o poderoso Império Axân� conseguiu impedir o avanço britânico. d) o Marrocos, ocupado pela França apenas no século XX, e Madagascar, que conseguiu evitar invasões por meio da estruturação de um forte aparato militar marí�mo. e) o Egito, que se valeu de sua tradição histórica de autonomia e hegemonia regional, e Angola, que obteve sua independência de Portugal no final do século XVIII. H1493 - (Unesp) Observe o anúncio do sabonete Pears, difundido em 1887. O anúncio revela a) o esforço britânico de obter apoio polí�co, por meio da oferta de alimentos às populações africanas carentes. b) a exploração imperialista britânica, que re�rava minérios e frutas tropicais das possessões coloniais na África e na Ásia. c) a ausência de recursos sanitários nas áreas mais afastadas do Império britânico, o qual promoveu ações de es�mulo à higiene pessoal. d) o sen�do religioso impresso na conquista britânica da África, gerado pela crença na�va de que os colonizadores teriam origem divina. e) a dimensão mercan�l da expansão imperialista britânica, que implicava a expansão do comércio com regiões da Ásia e da África. H1557 - (Fuvest) A história do século XIX foi marcada pela tensão entre tradições polí�cas e intelectuais que apelava, ora para a força do nacionalismo, ora para o vigor das ideias internacionalistas. Indique a alterna�va que traduz uma destas tradições. a) A formulação de alianças militares, a união de forças monárquicas e abolição das fronteiras polí�cas contribuíram para minar o poder dos Estados- Nacionais. b) O 1º de Maio e os rituais trabalhistas manifestavam a ascensão de par�dos e de movimentos de massa, expressão do nacionalismo da classe trabalhadora. c) As guerras de caráter religioso que eclodiram na Europa demonstram um enfraquecimento do poder universal da Igreja Católica e a ascensão de tradições religiosas nacionais. d) O apelo ao direito de autodeterminação dos povos ques�onou o poder das casas dinás�cas e contribuiu para a posterior fragmentação dos grandes impérios europeus. e) O culto do progresso e da liberdade despertou os ideais republicanos e democrá�cos que contribuíram para o estabelecimento de federações supranacionais. 12@professorferretto @prof_ferretto