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<p>HISTÓRIA professor Braick Mota IMPERIALISMO E NEOCOLONIALISMO - - - - explorador Louis Mizon em expedição na publicada no Le Petir Journal, em julho de 1 Segunda Revolução Industrial e imperialismo 2 Neocolonialismo na África 3 Neocolonialismo e imperialismo na Ásia 4 Imperialismo e intervencionismo norte-americano na América Latina UNO Sistema de Ensino</p><p>"Todas estas estrelas. estes vastos mundos que se mantiveram fora de alcance. Se pudesse, anexaria outros planetas" (Cecil Rhodes) (Primeiro plano) Imagem representativa de Cecil Rhodes perso nagem essencial na cons trução da estrada de ferro que ligou no Egito, ao Cabo. na do (Ao fundo) Barcos no canal de em meados do culo XIX</p><p>Em 17 de fevereiro de 1867, o primeiro navio atravessou o canal de Suez, mas a inauguração oficial deu-se dois anos depois. Na ocasião, esteve presente como jornalista convidado o escritor português Eça de Queirós. A seguir, um trecho da reportagem que ele escreveu para o Diário de Notícias de Lisboa: "Quando tudo estava colocado e o grande rumor da chegada e da confusão se acalmou, os ulemás prostraram-se, voltados para o lado de Meca, os padres cristãos começaram a missa, a artilharia salvou nas esquadras. (...) feito a nossa peregrinação através do canal; a esquadra da Europa tinha as suas âncoras no mar Vermelho; a obra estava completa. Havia dez anos que um grupo de trabalhadores, numa segunda-feira de Páscoa, estava reunido na praia, quando um homem saiu do grupo, descobriu-se e disse: 'Em nome da companhia de Suez, dou a primeira pancada de alvião neste terreno que abrirá às raças do Oriente a civilização do Ocidente'. E cavou a areia com o alvião. o homem que disse aquelas palavras era Mr. De Lesseps: e, como se vê, a pobre pancada de alvião tem feito largamente o seu caminho". Foto de satélite do canal de que liga port Said (no mar Mediterrâneo) ao de Suez (no ma QUEIRÓS, Eça de. De Port-Said a Suez. Em: Diário de Com 163 quilômetros, permite que Notícias, ano, 507-1510, 18 a 21 de janeiro de 1870. da Europa à sem ter de contornar a Boa Esperança. Professor: Consulte Manual do Professor. As Objetivos pedagógicas e sugestões facilitarão seu trabalho com o Ao final deste módulo, você deverá capaz de: descrever e caracterizar a Segun Revolução Industrial; compreender a primeira crise de superprodução capitalista do caracterizar a ação imperialista d potências europeias nos contine africano e asiático; identificar e descrever a ação imp Entre 1870 e 1914, a Europa ocidental e os Estados dos Estados Unidos na América La relacionar o darwinismo social Unidos arquitetaram a conquista política, econômica movimento imperialista; e cultural da África, Ásia, Oceania e América Latina. reconhecer e compreender as Repartiram o mundo entre si e organizaram poderosos consequências do neocolonialism as sociedades africanas e asiática impérios coloniais (...) século XIX aos dias atuais. BRUIT, Héctor H. o imperialismo. São Paulo: Atual, 1994. p. 5.</p><p>1 CAPÍTULO Segunda Revolução Industrial e imperialismo 1 Segunda Revolução Industrial Figura 1 (A) em gravura A partir da segunda metade do século XIX, países como Inglaterra, França, de os primeiros Estados Unidos, Alemanha e Itália conheceram um grande desenvol- postes de luz instalados em sobre vimento fundamentado nas transformações originadas pelo que os tela de Carl historiadores denominaram "Segunda Revolução Esse se (C) primeira de prospecção de caracterizou pela utilização do aço em larga escala e pelo uso de novas fontes de Estados (D) energia (petróleo e que substituiram em grande parte o emprego de Karlz 1885 do carvão e da máquina a vapor (figuras 1 e 1A 1B 1C 1D 4</p><p>2 Figura 2 Hall das no do para a Exposição Universal de em Paris Gravura basea da em aquareia Toussaint Essas transformações possibilitaram a expansão do capitalismo e da industria pelo Os transportes e as comunicações se diminuindo distâncias e integrando o resultado foi o aumento e a aceleração da produção Por volta de 1873, no a produção industrial era tanta que não havia mercado consumidor. Ocorreu então a primeira crise de superprodução capita- lista: trabalhadores foram empresas faliram (figura A única possi- bilidade de sair da crise era encontrar uma forma de escoar a produção para novos mercados (...) o aprimoramento tecnológico aliado à liberalização da econo- mia gerava novos empregos nas cidades, ampliando o mercado con- sumidor aumentando a procura de alimentos e favorecendo assim a atividade agricola. Sendo necessárias novas fontes de energia e matéria-prima para suprir esse crescimento industrial, os governos pas- saram a executar políticas de expansão objetivando a ampliação do mercado consumidor. (...) Os anos 70 do século XIX concretizaram assim a Revolução Indus- trial e o início da Grande Depressão do sistema capitalista. Essa Depressão resultou do crescimento desordenado do que conduziu a uma superprodução não absorvida pelo mercado consumidor existente. Des- sa crise adveio um longo periodo de recessão e desemprego, acompanhado da falência de empresas de pequeno e médio porte, sobrevivendo grupos industriais e comerciais gigantescos que, superada a passaram a mono- polizar o mercado. Nesse quadro global de elaborou-se nova fase de expansão extensão do antigo colonialismo mercantilista dos séculos XIV ao XVIII. A essa nova expansão convencionou-se denominar Este conceito, difundido no século para o pensamento de orientação liberal, significou uma politica expansionista das grandes po- tências Platão de Neocolonialismo: a expansão imperialista do século XIX São Paulo: 5</p><p>Figura 3 Moradores po- bres em uma favela em CHURCH LANE no centro de 2 Imperialismo e neocolonialismo Diante da necessidade de escoar a produção industrial europeia para novos mercados consumidores e de investir o excedente de capital, industrializa- dos especialmente Inglaterra e mas Holanda, Alemanha e Itália, entre outras (veja o mapa da página 8) iniciaram um processo de expan- são imperialista sobre territórios da África e da Esse caracterizou-se pela formação de novos coloniais, por isso ficou conhecido como neoco- A dominação colonial permitiu a exploração de matérias-primas e a utilização de mão-de-obra Assim, enquanto as colonias eram fornecedoras de matérias-primas a preços os países europeus forneciam às produtos industrializados a preços altos. Enquanto o colonialismo da idade moderna se concentrou na explora- ção comercial do Novo Mundo, exportando manufaturas em troca de me- tais raros e produtos o neocolonialismo, ou novo se singularizaria pela ocupação da África e da Ásia em busca de mercados e matéria-prima, exigidos pelo crescimento promovendo a retalha- ção e aglutinação dos povos que viviam à margem dos valores culturais do Ocidente: ao dividir verdadeiros Estados organizados, em protetorados ou colonias, desconsiderando a identidade religiosa e por unir grupos étnicos distintos, como se sem uma unidade e cultural, dificultando a resistência organizada e facilitando a Platão Neocolonialismo: a expansão imperialista do século XIX Paulo: p. 12 ISTO É Os termos imperialismo e neocolonialismo são intercambiáveis em muitas situações. É pre- ciso lembrar, todavia, que todo neocolonialismo é imperialista, mas nem todo imperialismo é neocolonista (por exemplo, a intervenção norte-americana na América Latina). 6</p><p>o imperialismo foi responsável pelo de povos, pela destruição de tra- dições e modos de produção A ideia que justificava todo esse processo era a de uma missão civilizadora, fundamentada em concepções racistas (figura 4). 4 Figura 4 Sala de aula de uma escola situada em Dar es capital da antiga de Tanganica (hoje no inicio do século na os retratos do Kaiser Guilherme e de sua es- posa, simbolicamente "ze- pela ordem em sua Figura 5 Ingleses sendo carregados por nativos no Ceilão (atual Sri Lanka), ca de A ideologia da superioridade do homem branco legitimava a domi- nação europeia sobre povos da Asia e da 3 A "missão" do homem branco Além dos fatores que impulsionaram era necessário justificar moralmente a investida das potências ocidentais sobre a África e a Assim, a ideia de que os europeus deviam realizar uma missão ci- vilizadora no fim do século XIX, aos pressupostos do darwinismo social, segundo o qual a teoria da evolução das espécies de Darwin podia ser apli- cada à evolução da o darwinismo social pregava que na luta pela vida só sobreviveriam as raças e as nações "mais A combinação dessas ideias - missão civilizadora do europeu e darwinismo social - portanto, a visão 5 de que o neocolonialismo seria uma missão civilizadora de uma raça superior, a represen- tada sobretudo pelo A missão civilizadora dos povos oci- dentais também foi chamada de "o fardo do homem uma vez que esse grupo "superior" te- ria a missão de levar a tecnologia, a civilização e a cultura para lugares onde a "raça" local jamais as alcançaria sozinha. Essa visão racista que se propagou no século XIX incentivou a violência contra os povos colonizados (figura 7</p><p>Reflita o Império só pode ser satisfatoriamente efetivado, ou mantido com proveito, se tiver uma base moral. Para o povo da mãe-pátria, deve representar disciplina, inspiração e fé. Para o povo da periferia, deve ser mais do que uma bandeira ou um simples nome, deve dar-lhes o que não podem obter de outra maneira, nem gozar em qualquer outro lugar: não somente justiça e ordem, ou prosperidade material, mas o sentimento de associar-se a uma grande ideia, a influência sagrada de um objetivo elevado. LORDE CURZON. verdadeiro imperialismo, discurso na sede municipal, Birmingham, Em: História do século 20: 1900/1914. São Paulo: Abril Cultural, 1974. p. 314. 6 O MUNDO COLONIAL (SÉCULO XIX) OCEANO GLACIAL ÁRTICO Potências dominadoras Grä-Bretanha (GB) França (FRA) Alemanha (ALE) ISLANDIA Itália (ITA) NORUEGA Holanda (HOL) DINAMARCA Bélgica (BEL) HOL ANDA ALEMANHA Portugal (POR) BELGICA SAKALINA MONGÓLIA Espanha (ESP) FRANÇA HUNGRIA de Açores Porto Artur Japão (JAP) (POR) PORTUGAL ESPANHA (JAP) Gibraltar TURQUIA CHINA Dinamarca (DIN) Wai-Hai-Wei MARROCOS (GB) (GB) Dominação anglo-egípcia ESPANHOL TUNÍSIA MEDITERRANEO SÍRIA de (ALE) Canárias MARROCOS TIBETE (ESP) ARGÉLIA LIBIA SAARA EGITO Chandernagor Macau PORMOSA OCIDENTAL Diu ÍNDIA OCEANO ARÁBIA Hong Kong CABO VERDE Yanaon Tcheu (GB) (POR) Damão (FRA) PACÍFICO (FRA) ÁFRICA OCIDENTAL FRANCESA TREIA Áden Socotora Andamam SIÃO GOA FILIPINAS GÂMBIA (GB) Pondicherry INDOCHINA ANGLO-EGIPCIO FRANCESA (FRA) MAR PORTUGUESA COSTA NIGÉRIA IA BRITÂNICA Karikal Nicobar (FRA) DA Is Gilbert DO TOGO (FRA) (FRA) CHINA (GB) SERRA LEOA OURO LIBÉRIA ETIÓPIA SOMÁLIA ITALIANA CEILÃO CINGAPURA SARAWAK FERNANDO PÓ AFR (Bioko) ORIENTAL NOVA do (GB) CONGO Sevchelles BELGA INDIAS GUINE Is Salomão (GB) (GB) EQUATORIAL ORIENTAL OCEANO ALEMA INDICO NYASALANDIA SOEMBA DO NORTE Novas Hébridas OCEANO AFRICA RODÉSIA (FRA) (FRA-GB) SUDOESTE DO SUL ATLÂNTICO MADAGASCAR ALEMA Is Fidii Reunião Nova Caledônia (GB) (FRA) AUSTRÁLIA (FRA) N DA is ÁFRICA DO SUL NOVA ZELÂNDIA 1.490 km Fontes: Atlas histórico escolar. Rio de Janeiro: FAE, 1991. p. 138-139; Atlas da história do mundo. São Paulo: Publifolha/Times, 1995. p. 236. Exercícios dos conceitos 1 Caracterize a Segunda Revolução Industrial. A expressão Segunda Revolução Industrial compreende período iniciado na segunda metade do século XIX, caracterizado pela utilização industrial do aço em larga escala e pelo uso de novas fontes de energia (petróleo e eletricidade), que substituíram em grande parte o emprego do carvão e da máquina a vapor. 8</p><p>2 Diferencie o colonialismo da Idade Moderna do neocolonialismo do século XIX. o colonialismo da Idade Moderna está relacionado às práticas mercantilistas e à exploração do continente americano, com objetivo de acumular metais e explorar de alto valor e algodão). o neocolonialismo está relacionado à expansão do capitalismo e à dominação de alguns países europeus, como Inglaterra e França, sobre territórios africanos e asiáticos em busca de mercados consumidores e 3 Relacione texto abaixo com o neocolonialismo. As raças superiores têm um direito perante as raças inferiores. Ha para elas um direito porque há um dever para elas. As raças superiores têm o dever de civilizar as inferiores (...). Em: LARAN, Michel le monde Paris: s.d. No trecho, podem-se identificar as bases do darwinismo social, segundo o qual na luta pela vida só sobreviveriam as raças e nações "mais capazes". Essa concepção, combinada à ideia de que o europeu teria uma missão servia de justificativa moral para neocolonialismo. Retomada dos conceitos 1 (FGV-SP) A ideia que mais me acode ao espirito é a solução do problema social, a saber: nós, os colonizadores, devemos, para salvar os 40 milhões de habitan- tes do Reino Unido de uma mortifera guerra civil, conquistar novas terras a fim de instalarmos o excedente de nossa de encontrarmos novos mercados para os produtos das nossas fabricas e das nossas C. o texto anterior expõe a (o): a) única necessidade de novas áreas para o reaquecimento do comércio após as derrotas de 1914. b) problema da crise social e econômica, no Reino Unido, e a opção por uma política imperialista e neocolonialista. c) problema da desqualificação da mão-de-obra que leva ao desaquecimento na do Reino Unido, provocando uma política de abertura para novos mercados. d) busca por matéria-prima como questão fundamental para solucionar a crise política e social no Reino Unido. e) crise econômica nas colônias que devem receber uma política de incentivos à industrialização. 9</p><p>2 (Uerj) Se de definir o imperialismo da forma mais breve que ele é a fase monopolista do capitalismo. V. imperialismo: fase superior do São Paulo: 1987 Melhor seria ver o imperialismo como uma extensão à periferia da luta politica na Europa. No estava ajustado tão perfeita- mente que não era possível nenhuma ação positiva, nenhuma mudança importante no status ou no território de qualquer dos lados. As tornaram-se um modo de sair do impasse. FIELDHOUSE J. A questão do Rio de Janeiro: Zahar, Tomando como ponto de referência os textos, indique dois fatores que estimu- laram a expansão imperialista entre 1870 e 1914. Entre os diversos fatores, ressalta-se a necessidade de exportação de mercadorias como solução para as constantes crises de superprodução europeias e de exportação de capitais, além da busca por fornecedores de matéria-prima para a 3 (UFSCar-SP) A antropologia cultural (que prosperar graças à expansão colonial) procurava reparar os pecados do colonialismo, mostrando que aquelas cul- turas "outras" eram justamente culturas, com suas seus ritos, seus hábitos, bastante razoáveis no contexto em que haviam se desenvolvido e absolutamente orgânicas, ou seja, se sustentavam sobre uma lógica interna. A tarefa do cultural era a de demonstrar que existiam lógicas diferentes da ocidental, que deviam ser levadas a sério, não desprezadas e reprimidas. ECO, Simplificação gera guerras Folha de 7 10</p><p>Considerando texto, responda. a) o autor se refere a quais culturas, quando diz "aquelas culturas autor refere-se às culturas africanas e asiáticas, diferentes dos padrões europeus ocidentais, à época da expansão imperialista nesses b) Quais eram as ideologias neocoloniais que se confrontavam com as propostas da antropologia cultural mencionadas no texto? As que apresentavam uma visão estreita do "outro", baseadas no mito da superioridade de uma cultura em relação a outra, como a teoria do darwinismo social, e as que expressavam ter homem branco, especialmente europeu, a missão civilizadora de colonizar outros povos. 4 (UFPE) A expansão capitalista no século XIX ficou conhecida como imperialismo, e domínio dos países europeus sobre a África e a Ásia foi denominado neoco- Sobre resultado da junção desses dois fenômenos o imperialismo e colo- nialismo na África e na Ásia, é correto afirmar que: a) o imperialismo e o neocolonialismo ajudaram os povos africanos e asiáticos a sair de seu atraso secular, possibilitando-lhes acesso ao progresso tecno- lógico. b) A Segunda Revolução Industrial, o capitalismo monopolista e os ideais de progresso estão associados ao imperialismo, ao neocolonialismo e ao com- pleto dos Estados Unidos, no fim do século XIX. c) A maior beneficiária de todo domínio imperialista e do neocolonialismo na Ásia e na África foi a classe operária europeia, em face do pleno emprego da indústria. d) Através do imperialismo e do neocolonialismo, as elites econômicas e po- líticas inglesas construiram a imagem de que eram o modelo de cultura e civilização, a ser imitado em todo o mundo. e) Entre as nações da África, as que transferiram maiores quantidades de pedras preciosas para a Inglaterra foram Angola e em razão do neoco- 5 (Vunesp) Com a publicação do livro do economista inglês Hobson, Imperialismo: um estudo, em 1902, difundiu-se significado moderno da expressão "imperia- lismo", que passou a ser entendido como: a) um esforço despendido pelas economias centrais, no sentido de promover as economias periféricas. b) a condição prévia e necessária ao incremento do desenvolvimento industrial nos países capitalistas. c) um acordo entre as potências capitalistas, visando dividir, de forma pacifica, os mercados mundiais. d) a expansão econômica e política em escala mundial das economias capitalis- tas na fase monopolista. e) "fardo do homem branco", um empreendimento europeu, procurando ex- pandir a civilização na África. 11</p><p>6 (Mackenzie-SP) Como a lei da gravitação universal de Newton, a Teoria da Evolução teve consequências revolucionárias fora da área (...) Alguns pensadores sociais aplicaram as conclusões darwinianas à ordem social, produzindo teorias que as transferiram à explicação dos problemas so- As expressões "luta pela existência" e "sobrevivência do mais capaz" foram tomadas por Darwin para apoiar a defesa que faziam do indivi- dualismo Flávio de: Renan Oficina de São Paulo: Moderna, o darwinismo social foi utilizado como argumento para justificar, no século XIX, a) colonialismo d) socialismo b) imperialismo e) neoliberalismo c) liberalismo 7 (FGV-SP) Sobre o neocolonialismo da segunda metade do século XIX, podemos afirmar que foi: uma necessidade imposta pela Revolução Industrial, pois a crescente produção exigia novas formas de matérias-primas e novos mercados consumidores. b) resultado indireto das reivindicações operárias, que instigaram os partidos de esquerda a pressionar os governos no sentido de serem feitas conquistas sociais. c) definido e praticado por Napoleão, graças às vitórias que obteve sobre os in- gleses, arrancando destes partes de seu outrora poderoso império colonial. d) um produto natural da Revolução Francesa e sua ideologia expansionista, justificadora do domínio que povos superiores poderiam exercer sobre a atrasada América de então. e) a solução pensada por alemães e italianos para compensar sua falta de uni- dade política. 8 (Mackenzie-SP) Uma das alternativas a seguir NÃO corresponde às diferenças entre colonialismo do século XVI e neocolonialismo do século XIX. a) A principal área de dominação do colonialismo europeu foi a América e neocolonialismo voltava-se para a África e a Ásia. b) o colonialismo teve como justificativa ideológica a expansão da fé enquanto no neocolonialismo a missão civilizadora do homem branco foi espalhar progresso. c) Os patrocinadores do colonialismo foram a burguesia financeiro-industrial e os Estados da Europa, da América e da Ásia, enquanto os do neocolonialis- mo foram Estado metropolitano europeu e sua burguesia comercial. d) o colonialismo buscava garantir fornecimento de produtos tropicais e me- tais preciosos, enquanto neocolonialismo buscava a reserva de mercados e o fornecimento de matérias-primas.</p><p>2 CAPÍTULO Neocolonialismo na África 1 A partilha da África Até o século XIX o continente africano foi ocupado por países europeus (prin- cipalmente Portugual, Inglaterra e que se restringiam às áreas Glossário havia também o domínio otomano, no norte do Já durante a Segunda Otto von Bismarck (1815-1898), militar Revolução Industrial outros europeus (Bélgica, Alemanha, Italia e e político prussiano, em busca de novos mercados consumidores e fornecedores de unificou a Alema- entraram na corrida pelo controle de áreas estratégicas para dominação e explora- nha, lançando as ba- ses do Ficou ção, e interesse voltou-se para o interior do conhecido como A fim de evitar um possível conflito entre os países interessados na chanceler de ferro, Portugal propôs a realização da Conferência de Berlim Nesse en- por sua política au- Em relação contro organizado pelo então primeiro-ministro prussiano Otto von Bismarck à Conferência de a foi feita a divisão da (figura 1). ficou determinado que Berlim, o objetivo a qualquer anexação de território deveria ser comunicada imediatamente às potên- dele era disciplinar e definir a reparti- cias, seguindo-se a ocupação efetiva, para garantir a ção "amigável" do Para os europeus, ocupar os imensos territórios, por um lado, e assim concretizar a "mis- ter um potencial mercado consumidor e fornecedor de matéria-prima; por outro são civilizadora" do lado, significava ter de desbravar fronteiras, instalar linhas homem branco. construir estradas de rodagem e mas era principalmente o controle po- lítico de uma população em absoluto desconhecida, com culturas, tradições e relações étnicas muito distintas, as quais não haviam sido respeitadas na ocasião da partilha definida pela conferência. 1 ÁFRICA POS-PARTILHAS (1914) MAR MARROCOS ESPANHOL MARROCOS OCIDENTAL FRANCESA SOMALIA PORTUGUESA TOGO OCEANO ATLANTICO BELGA França AFRICA Alemanha Portugal RODESIA DO SUL Espanha OCEANO conjunto AFRICA INDICO Fonte: Atlas Verbo de história universal Lisboa/São Paulo: Editorial 1997 104 13</p><p>Completou o Congresso de Berlim um outro encontro internacional (...): de Bruxelas, em 1890 (...). Como os europeus partiam do de todo equi- vocado, de que na África não havia governos, o artigo primeiro da Ata Geral da Conferência recomendava a "organização progressiva dos serviços judiciais e militares nos territórios sob a soberania ou protetorado de nações civi- a instalação de fortes no interior do continente e nas margens dos rios, a construção de estradas de ferro e de rodagem e a proteção da livre navegação fluvial (...). Uma das principais decisões da Conferência restringia a compra de armas de fogo pelos africanos, por serem instrumentos de escravização. Alberto da Costa Um rio chamado a no Brasil e Brasil na Rio de Janeiro: Nova 2003. p. 68. 1.1 África francesa A conquista da Argélia, então possessão turco-otomana governada por uma elite iniciada em 1830 e completada em 1857 pelos teve como pre- texto combater a ação de piratas argelinos no No plano a expansão francesa na região assegurava grandes lucros aos grupos No plano visava recuperar o internacional da França, abalado pelas derrotas império francès na África se completou a partir das conquistas da da África Ocidental Francesa Senegal, Costa do Alto Volta e Mali), da África Equatorial Francesa Congo, Chade e Republica do Marrocos e de 1.2 África inglesa de A reiniciou sua investida no continente africano com o estabeleci- mento de um protetorado no Egito (figura 3). Depois, apossou-se de Rodésia, Uganda, Zanzibar, e África Oriental Na África ocidental os ingleses se estabeleceram em Serra Costa do Ouro e Figura 2 Gravura do sé- 2 culo XIX representando a colonização inglesa no rifle subjugou a espada. 14</p><p>Já em finais do século XIX, a Inglaterra se apoderou do cone sul do conti- nente africano, entregando esta iniciativa a um particular, o aventureiro Cecil que em 1890 adquiria controle do mercado de Estaria nesse evento o inicio da ocupação no sul da (...) o grande objetivo seria o controle da rota do Vermelho, ligando o à África do e dali alcançar a India com Havia ainda os Estados livres de Orange e na África oriental, conhecidos como dos Descendente dos colonizadores ho- landeses, a população boer um forte que seria vencido somente em 1902 com a conquista inglesa e a em da pro- vincia do Cabo Através de canal cuja construção terminou em e a consolida- ção do inglés no Egito, África do Sul e leste africano, foi possível o controle sobre o Turco, já em decadência no século XIX Platão Neocolonialismo: a imperialista do século XIX São 1994 23-24 3 Figura 3 Tenente Ca meron é recebido por Katende (lider africano) em gravura de Horace 1876 o tenente Verney Lovett Cameron um famoso explorador que relatou em seus diários de viagem as expe vividas na 4 1.3 África belga Em 1876, o rei belga Leopoldo tomou posse da região da bacia do rio Congo, no oeste da África, que abrange um território aproximada- mente dez vezes maior que seu país, Figura 4 Dois jovens do distrito do Equador, no an- e fez dessa área seu domínio pessoal tigo Congo fim século XIX As mãos do Em 1908, a região pertencente ao paz foram pela monarca foi assumida pelo governo gangrena, depois de terem sido amarradas com mui- belga, que retirou qualquer ta pelos A cia do considerado responsável mão da menina foi cortada por soldados que queriam pelo de nativos na região ganhar comissão por sua (figuras 4 e 1</p><p>5 Figura 5 Campo de comércio de marfim em uma expedição no Congo. Relatos de atrocidades 1902 A borracha e marfim eram os princi- Ouvi de alguns homens brancos e de alguns soldados as mais repul- produtos da Como "incentivo" ao tra- sivas antigo homem branco (envergonho-me de minha balho, crianças, mulheres e idosos eram mantidos re- todas as vezes em que penso nele) se postava na porta do armazém para enquanto os homens receber a borracha dos pobre-coitados que, depois de sema- exploravam as nas de privações nas tinham ousado chegar com o que foram capazes de Quando um homem trazia menos que a porção apro- priada, o homem branco encolerizava-se tomando um rifle de um dos guardas, fuzilava-o na hora. Raramente a quantidade de borracha aumentava, mas um ou mais eram fuzilados na porta do armazém "para fazer os sobreviventes traze- rem mais da próxima vez". Homens que tentavam fugir do e eram apanhados eram trazidos para a estação e enfileirados um do outro, e uma bala era disparada através CARROL Harry The development of New York: Scot 16</p><p>6 Imperialismo tardio: Alemanha e Itália A Itália e a Alemanha foram países que só terminaram sua unificação politica e territo- rial no fim do século XIX. Esse processo, ao mesmo tempo que possibilitou a Figura 6 Pintura que da industrial que durante a Guerra Franco-Prussiana (1870) anexou dos fran- representa querreiros mal-armados sendo mas ceses a território rico em minério de ferro também atrasou o movi- sacrados por tropas negras mento imperialista desses países. Assim, italianos e alemães contribuiram para quebrar bem equipadas e lideradas o equilibrio europeu existente até então e acirrar a disputa por territórios. por oficiais no protetorado alemão de 1.4 África e África italiana Unificadas somente na segunda metade do século a Alemanha e a chegaram atrasadas à corrida Coube Alemanha a Africa Oriental Alema, formada por Tanganica (figura 6) e Tal fato frustrou o projeto britânico de estabelecer uma ligação ferroviária do Cairo à do Cabo, que cortasse exclusivamente territórios sob dominio Na África os alemães ocuparam Cama- Togo e o Sudeste Africano Alemão, atual Os por sua vez, instalaram possessões na na Eritreia e na 2 Desdobramentos da conquista da África Muitos povos africanos resistiram à o que resultou em prolongados como no Marrocos no Sudão (Inglaterra) e em outras exceção da Libéria e da Etiópia, as populações africanas não conseguiram resistir à expansão imperialista dos Estados europeus e acabaram subjugadas, após cias e atrocidades de toda Na onde o imperialismo encontrou culturas mais a destruição pela guerra, pelo sistema de impostos em pelos trabalhos forçados e pelo sistema do capital, transformou-se em um a abolição do tráfico negreiro coincide com o começo do imperia- lismo. (...) o continente foi cortado, parcelado, Povos da mesma origem e da mesma lingua foram divididos e repartidos entre as grandes potências. Os que opuseram resistência foram As migrações forçadas dizimaram povos inteiros A modernização da com a construção de portos, estradas, ferro- foi o cemitério de milhões de (...) H. o São p. 71. 17</p><p>Exercícios dos conceitos 1 Explique de que maneira a industrialização da Itália e da Alemanha contribuiu para o imperialismo do século XIX. desenvolvimento industrial da Alemanha e da Itália contribuiu para quebrar o existente entre as potências europeias e acirrar a disputa por territórios na Ásia e na 2 Explique o que foi a Conferência de Berlim, ocorrida entre 1884 e 1885. Organizada pelo político prussiano Otto von Bismarck, a Conferência de Berlim disciplinava e definia a repartição do continente africano, com objetivo de concretizar a "missão civilizadora" do homem branco. Seus participantes assinaram um documento estabelecendo que, a partir daquela data, qualquer anexação de território africano deveria ser comunicada imediatamente às outras potências, seguindo-se a ocupação efetiva para garantir a posse. 3 Descreva os motivos que levaram os franceses a conquistar a Argélia entre 1830 e 1857. A conquista da Argélia teve como pretexto combater a ação de piratas argelinos no No plano a expansão francesa na região assegurava grandes lucros aos grupos privados. No plano visava recuperar prestigio internacional da França, abalado pelas derrotas Retomada dos conceitos 1 (UFMG) Entre, aproximadamente, 1880 e 1914, ocorreu a "corrida para a África", ou seja, uma aceleração no processo de conquista desse continente por parte das potências europeias. Nesse curto período cerca de três décadas continente africano foi quase inteiramente retalhado por alguns Estados europeus, que dispu- tavam a primazia na formação de impérios Considerando-se a conquista imperialista e a subsequente colonização da África, é correto afirmar que: a) os missionários religiosos e cientistas que atuavam nesse continente denun- ciaram as ações praticadas pelos conquistadores, tentando deter a colonização. b) a instalação efetiva de colonos europeus se deu em maior proporção nas atuais regiões da África do Sul e da Argélia. 18</p><p>c) os Estados dominantes reservaram para si as conquistas, impedindo a parti- cipação das potências europeias de menor expressão na divisão das d) os europeus encontraram facilidade para estabelecer dominio militar, dada a ausência de instituições políticas e de lideres locais capazes de organizar a resistência. 2 (Enem-MEC) continente africano em seu conjunto apresenta 44% de suas frontei- ras apoiadas em meridianos e paralelos; por linhas retas e arquea- das, e apenas 26% se referem a limites naturais que geralmente coincidem com os de locais de habitação dos grupos Fronteiras e São Paulo: Contexto, Diferente do continente americano, onde quase a totalidade das fronteiras obe- dece a limites naturais, a África apresenta as características citadas em virtude, principalmente, a) da sua recente demarcação, que contou com técnicas cartográficas antes b) dos interesses de países europeus preocupados com a partilha dos seus re- cursos naturais. c) das extensas áreas desérticas que dificultam a demarcação dos "limites naturais". d) da natureza nômade das populações africanas, especialmente aquelas oriun- das da África subsaariana. e) da grande extensão longitudinal, o que demandaria enormes gastos para demarcação. 3 (Unirio-RJ) A expansão imperialista das potências europeias sobre continente africano, entre a segunda metade do século XIX e início do século XX, alterou as estruturas das várias nações e territórios nos quais se Sobre o imperialismo europeu na África, nesse contexto, é correto afirmar que: a) justificou sua dominação na ideologia que defendia a ação europeia como uma missão civilizadora capaz de conduzir os povos do continente a melho- res condições de vida sob a tutela europeia. b) buscou a integração econômica das áreas dominadas como produtoras de manufaturados e exportadoras de capitais excedentes que atendessem às demandas de consumo geradas pela expansão europeia. c) instituiu a dominação política e territorial sobre as áreas e as anti- gas feitorias coloniais, tendo em vista desenvolvimento do rico comércio das rotas marítimas da África oriental. d) promoveu os conflitos culturais no continente, ao privilegiar as culturas nais nas funções administrativas locais em detrimento das etnias europeizadas. e) fortaleceu as lideranças tribais e provincianismo como forma de controle so- cial dos contingentes demográficos nativos majoritários diante dos 19</p><p>4 (UEL-PR) Longe de serem uns monstros de espada, eles querem, majoritariamen- te. ser os portadores de um grande Por mais que tenham passado populações inteiras pelo fio da espada como Gallieni em seus primeiros tempos ou as tenham queimado vivas como Bugeaud na Argelia a seus olhos tais atos são apenas os meios necessários para a realização do projeto colonial [na essa missão civilizadora que substitui a evan- gelização tão cara aos conquistadores do século História das colonizações Das conquistas às séculos XIII a XX. Trad. Rosa Freire São Paulo: Companhia das p. 104. No texto acima, que trata da partilha e da conquista da África, no século XIX, autor defende que: a) os conquistadores fincavam suas bandeiras sem violar os direitos humanos da igualdade e da liberdade dos povos b) os conquistadores desprezavam a e as riquezas decorren- tes da grande obra civilizadora na os conquistadores tinham a convicção de encarnar a razão e a ciência e se- rem capazes de subjugar as sociedades africanas. d) os conquistadores conseguiram que triunfasse a ideia de um projeto colo- nial tirânico e violento, pois foram incapazes de cooptar lideranças políticas nativas. e) assim como Portugal, outros Estados europeus na África, os canhões pelas missões evangelizadoras jesuíticas. 5 (FGV-SP) A Conferência de Berlim (1884-1885) o(a): a) estabelecimento da unificação e do b) reconhecimento da Itália como Estado Nacional Republicano. c) intervenção na França após os 72 dias da Comuna de Paris. d) partilha da África entre as nações europeias. e) estabelecimento da unificação e a instauração da República de 6 (Unicentro-PR) Em pleno século XIX, havia grandes extensões de terras des- conhecidas, tanto na África como na Países europeus, que haviam passa- do por profundas transformações no sistema de produção, deram início a uma verdadeira corrida colonial, destacando-se, nesse processo, Inglaterra, Bélgica, França, Itália e Alemanha. De acordo com essa afirmação, relacione as colunas, assinalando a alternativa correta. (1) Argélia (2) Inglaterra (2) Egito (3) Alemanha (3) Camarões (1) França (4) Líbia (5) Portugal (5) (4) Itália a) d) c) 20</p><p>7 (Mogi-SP) Correlacione as duas colunas. 1. Os franceses exerceram protetorado sobre esta região africana. Sul da África (4) 2. A Etiópia sofreu tentativas de ocupação, malsucedidas, em 1889 e foi submetida em 1935 por essa nação europeia. Argélia (1) 3. Os ingleses tomaram esta antiga nação africana, depois da abertura do canal de Boxers, na China (5) 4. Os ingleses dominaram esta região, que era ocupada por descendentes de holandeses. Itália (2) 5. Responsabilidade na liderança contra a pressão inglesa que existia desde a Guerra do Ópio. A alternativa certa corresponde à seguinte numeração (obedecendo ao sentido de cima para baixo): a) b) c) 8 (Fuvest-SP) "Quando os brancos chegaram, nós tinhamos as terras e eles, a depois, eles nos ensinaram a rezar; quando abrimos os olhos, nós mos a e eles, as terras." Essa frase - atribuída a Jomo Kenyatta, fundador da República do Quênia - re- mete à partilha da África, no quadro do imperialismo europeu. Comente e interprete o trecho. trecho diz respeito à justificativa para a dominação dos povos africanos, fundamentada na ideia de que era preciso civilizá-los. As nações europeias ditas civilizadas acreditavam que deveriam levar-lhes progresso técnico/material, moral e até mesmo religioso. 21</p><p>CAPÍTULO 3 Neocolonialismo e imperialismo na Ásia 1 A expansão colonial na Ásia As riquezas do vasto continente asiático sempre fascinaram os Bem antes da imperialista do século XIX já havia na Ásia a presença portuguesa em Macau no Timor em Goa, Damão e Diu a espanhola nas e a holandesa em Java Sumatra e em outras A partir da Revolução as principais potências europeias, mais os Estados Unidos e o Japão (este mais tardiamente, por questões desenvolveram políticas imperialistas e neocolonialistas no continente (veja o 1 O IMPERIALISMO NA ASIA OCEANO GLACIAL ARTICO ÁSIA MANCHURIA AKALINA TURQUIA CHINA OCEANO AO PACIFICO PÉRSIA TIBETE FORMOSA INDIA ARÁBIA SIÃO GO INDOCHINA IPINAS NOVA GUINE DIAS OCEANIA OCEANO Potências dominadoras INDICO França (FRA) Alemanha (ALE) N (HOL) Portugal (POR) TASMANIA NOVA ZELANDIA km Fontes: Atlas histórico Rio de Janeiro: FAE Atlas da história do São Paulo: 22</p><p>1.1 A dominação britânica na Desde século XVIII, a terra 2 das especiarias, era mercado essencial para a exportação dos tecidos de algo- dão e das manufaturas Na década de a Companhia das In- dias Orientais britânica (figura 2) re- forçou sua presença no subcontinen- te indiano graças às campanhas de um brilhante soldado, Robert Clive, que derrotou principes nativos aliados aos franceses nas batalhas de Arcot (1751) e Plassey Esses conflitos entrelaçaram-se com a Guerra dos Sete Anos entre ingleses e Derrotados na India e em outras frentes de combate, os franceses viram seus adversários tornarem-se senhores do subcontinente Figura 2 Oficiais nicos da Companhia das Entre 1784 e 1858, a quase totalidade do território esteve submetida à Com- Indias Orientais panhia das Indias Orientais britânica, que controlava a região por meio de alianças música na (miniatura de A presença com os principes A companhia praticava comércio, coletava impostos e nica no local se consolidou na primeira metade do sé- comandava tropas nativas conhecidas como cipaios. A partir de medidas culo XIX econômicas adotadas pelos como o pagamento de um imposto indi- Figura 3 Pintura vidual em dinheiro e a redução das tarifas alfandegárias para as da década de 1840: uma criança inglesa passeia a abalaram os costumes locais e liquidaram a indústria artesanal cavalo nas ruas de acompanhada de criados incapaz de concorrer com os produtos A reação veio com a Revolta dos Cipaios, que ocorreu entre 1857 e 1858 Figura 4 A Revolta dos (figura 4). A rebelião foi um levante popular que aliou soldados na foi dura- mente reprimida. hindus e conscientes de que a verdadeira ameaça às autoridades in- publicada no Illustrated dianas eram os o movimento foi duramente reprimido pelos ingleses London em e serviu-lhes de pretexto para tomar o controle politico do Em a India passou a integrar o e a rainha Vitória recebeu o título de imperatriz da 3 4 23</p><p>Muito mais do que a força destruidora das armas, foi a força corrosiva do capital o que levou à Um bom exemplo ocorreu na India, que desde muito antes da chegada dos ingleses havia desenvolvido uma manufatura textil que satisfazia as necessidades Mais tarde, em contato com os euro- peus, essa manufatura exportava um excedente que concorria com os tecidos europeus até que os ingleses e franceses proibiram a exportação. A classe dos comerciantes e fabricantes hindus tinha alcançado um notável reforçado no contato com os comerciantes Através desses comerciantes, os ingleses puderam no país e A importação e o consumo forçado de tecidos e produtos ingleses arrui- naram as manufaturas do país e desarticularam totalmente a economia agrária. Héctor H. imperialismo. São Paulo: p. 70. 1.2 o imperialismo na China Tradicionalmente a China representava um atraente mercado consumidor e for- necedor de produtos pelos ocidentais como a seda, o as porcelanas e artesanato de luxo. Apesar disso, o comércio com a região era raro e dificil, pois os chineses viam os ocidentais como bárbaros e ignorantes e não se interessa- vam por suas No início do século XIX a situação Comerciantes ingleses descobriram um produto cujo consumo podia ser incentivado entre os chineses: o Empre- gado popularmente como o ópio passou a ser usado como droga, afetan- do a saúde da população. Em represália, governo chines proibiu o comércio legal e combateu o contrabando com severas penas, até que as autoridades confiscaram uma carga inglesa e jogaram-na ao Alegando à propriedade privada, governo iniciou uma série de retaliações que terminaram em conflitos conhecidos como Guerras do Opio (1839- Figura 5 Caricatura francesa de 1899 sobre 1842 e 1856-1860) (figuras 5 e 6). Na primeira, os chineses foram derrotados pelos a Guerra do uma e, na segunda, por uma aliança anglo-francesa o resultado dessas guerras que representa a carrega caixas com foi a assinatura de tratados que beneficiavam os interesses Pelo Tratado de a Nanquim a China teve de abrir cinco de seus portos ao livre-comércio e en- Figura 6 Tropas france sas capturam um canhão tregar a ilha de Hong Kong aos Pelo Tratado de Tientsin os chineses do Forte durante a admitiram a livre importação do ópio, abriram dez novos portos ao comércio europeu Segunda Guerra do Opio 1860). e permitiram a atuação de missionários cristãos no país, entre outras 5 6 24</p><p>Não tardou para que outras potências seguis- 7 sem o exemplo da Em franceses e norte-americanos obtiveram concessões comerciais e privilégios para seus Em a teve reconhecida sua soberania sobre territórios si- berianos havia muito disputados pela Ja- pão entrou tarde na corrida, mas venceu os chine- ses na guerra de 1894-1895 e conseguiu controle de portos, além de anexar ou ocupar extensões do território Tal conjuntura desencadeou uma crise que se prolongou por várias até a reunificação da China continental pelas tropas de Mao Tse-tung (c.1893-1976) e o advento da Repú- blica Popular da em meados do século Entre 1900 e surgiu um movimento con- tra a dominação ocidental na China que ficou conhecido como Guerra dos Boxers Figura 7 o bolo litografia de Henri Meyer (figura 9). Nacionalistas chineses insatisfeitos com a presença estrangeira no país publicada no jornal francés deram a uma série de atentados que acabaram gerando uma guerra contra o Le Petit Journal em A imagem representa as Um exército internacional composto por e potências capitalistas re japoneses sufocou a Os chineses foram condenados a pagar indenização partindo a China em zonas de Os gover e a permitir a presença de tropas estrangeiras em seu nantes da da da Rússia e do Japão discutem a partilha, sob os olhares dos Estados 1.3 Lá na Cochinchina... Unidos representados pela da Entre 1858 e os franceses estabeleceram uma na peninsula da Indochina com o nome de correspondente ao sul do atual Nos 30 anos a França estendeu seu dominio sobre a Em Camboja passou a ser protetorado norte do Vietna (Tonkim) e o centro do território vietnamita se tornaram protetorados em 1883, e o em 8 Figura 8 Senhora cesa com seu empregado nativo durante passeio no Jardim de na Indochina no do século XX 25</p><p>Aos Vossos somos selvagens, animais obscuros incapazes de dis- tinguir entre o Bem e o Mal. Não somente vos recusais a tratar-nos em de como temeis até nossa como se objetos de asco Nosso coração se enche de tristeza e de vergonha à repassamos todas as humilhações que sofremos durante Presos a uma máquina que mina nossa energia, estamos reduzidos à Por isso é que os mendigos ousam apresentar-se nos escritórios dos franceses Figura 9 Julgamento de dois membros da Fan Em PANIKKAR K A dominação ocidental no Sociedade dos Boxers na Suprema Corte Rio de Janeiro: 231. em 1919 9 Além dos interesses econômicos na região, governo tinha necessidade de possuir uma base naval no Oriente, que servisse como agente facilitador no comércio com a grande fornecedora de seda para a indústria textil 2 o Japão e a Revolução Meiji Desde 1603 o Japão era governado pelo sistema de xogum era uma espécie de primeiro-ministro hereditário que concentrava todos os poderes, tornando o imperador mera figura Tal modelo foi abalado no inicio da década de quando as potências ociden- lideradas pelos Estados pressionaram e exigiram a abertura dos portos fato reforçado pela assinatura de tratados comer- ciais que depois ficaram conhecidos como Tratados Reagindo a investida ocidental, a partir de 1860 os japoneses co- meçaram a enviar jovens à Europa e aos Estados Unidos para estudar em especialmente cursos de ciência e tecnologia mo- conhecimento técnico adquirido no Ocidente permitiu aos japoneses impulsionar seu processo de o Japão passou a seu exército e sua Já em 1868, com apoio do governo foi restaurado em nome do imperador Meiji, que iniciou uma série de Figura 10 A Revolução 10 Meiji propiciou a moder nização das cidades e dos transportes no Pintura representando a estação de em 26</p><p>reformas com objetivo de retirar o país de sua condição de atraso. poder dos grandes senhores de terras foi substituido por um sistema de prefeituras contro- ladas por uma burocracia Uma nobreza, um gabinete governamental e um parlamento bicameral deram base à nova organização Tais reformas tornaram-se conhecidas como Revolução Meiji (figura 10). A modernização econômica foi obtida graças aos investimentos na agricultura, ao aperfeiçoamento da indústria metalúrgica e à adoção de instituições como as sociedades e os responsáveis por um ambiente financeiro Figura 11 nés eficiente. Uma reforma tributária garantiu boas fontes de renda ao que de As frotas de querra investia cerca de um terço no comércio e na industria, de subsidiar a cons- Marinhas da em em por trução naval (figura Jean-Pierre Verney 11 sistema nacional de educação atingiu no- 12 EXPANSIONISMO venta por cento das crianças em idade já que o objetivo do governo era formar mão- IMPÉRIO / Sajalin -de-obra qualificada para incrementar o progres- RUSSO (desde 1875) do Essa revolução transformou Japão em um exemplo de industrialização no Nas últimas décadas do século XIX país já participava da corrida imperialista ao lado das grandes potências Em a Charbin vitória japonesa em uma guerra contra a China resultou na independência da Coreia esta, que JAPAO antes era uma área de influência passou (Beijing) a ser de influência japonesa e na entrega aos nipônicos de territórios como a ilha de Formo- Porto COREIA sa Dez anos depois, a vitória japonesa na guerra contra a confirmou a entrada de uma potência asiática no grupo fechado dos is Bonin Estados imperialistas (figura 12). CHINA Xangai Vulcano Japão em 1874 Ryukyu Anexações 1875-1894 Borodino Anexações 1895 FUKIEN OCEANO Anexações 1905-1910 PACÍFICO Área de influência Guangzhou (Cantão) FORMOSA Campanhas japonesas 1904-1905 (Taiwan) Macau Hong Kong Fonte: PARKER Geoffrey Atlas Verbo de Pescadores história Lisboa 1997 113 e 117 27</p><p>Exercícios dos conceitos 1 Explique como as transformações ocorridas na Revolução Meiji favoreceram a expansão imperialista japonesa. A Revolução Meiji do fim do século XIX buscava modernizar o Japão por meio da substituição das elites tradicionais por novas elites sistema educacional foi ampliado, incorporando conhecimentos das ciências A modernização econômica foi obtida graças aos investimentos na agricultura, ao aperfeiçoamento da indústria metalúrgica e à adoção de instituições como as sociedades e os bancos, responsáveis por um sistema financeiro eficiente. Uma reforma tributária garantiu boas fontes de renda ao governo, que passou a investir cerca de um terço dos tributos no comércio e na indústria, além de subsidiar a construção Assim, no fim do século XIX, Japão tornou-se um país industrial em ascensão. 2 Na charge abaixo, os números representam: 1 - 2 - 3 - Holanda; 4 - 5 - Japão; 6 - 7 - Estados Unidos; 8 - Inglaterra; 3 9 - Transvaal; 10 - China; 11 - a guerra. 11 Charge do do século XX (autor desconhecido). 28</p><p>a) Por que alguns países foram representados como Foi a forma encontrada pelo autor da caricatura para demonstrar a agressividade dos países industrializados na aquisição de vantagens sobre o território e o mercado b) Que país aparece representado sob a fúria dos A China é representada como a grande vítima dos c) Produza um texto associando a figura ao imperialismo europeu na China. Resposta pessoal. Professor: Oriente alunos a descrever a maneira pela qual im 3 As Guerras do Ópio, travadas entre ingleses e chineses, resultaram na assinatura de perialismo ocorreu na tratados. Que tratados foram esses? Como beneficiaram os interesses europeus? suas cas e Por Foram Tratado de Nanquim (1842) e Tratado de Tientsin (1858). Beneficiaram é necessário destacar o papel do os interesses europeus, pois, de acordo com o primeiro, a China teve de abrir cinco de seus portos ao livre-comércio e entregar a ilha de Hong Kong aos ingleses. Pelo segundo tratado, os chineses admitiram a livre importação do ópio, abriram dez novos portos ao comércio europeu e permitiram a atuação de missionários cristãos no entre outras concessões. 4 Explique o que foi a Revolta dos Cipaios. Entre 1784 e 1858, a quase totalidade do território indiano esteve submetida à Companhia das Indias Orientais que controlava a região por meio de alianças com os principes A companhia praticava comércio, coletava impostos e comandava tropas nativas conhecidas como A partir de 1848, medidas econômicas adotadas pelos ingleses, como pagamento de um imposto individual em dinheiro e a redução das tarifas alfandegárias para as importações, abalaram os costumes locais e liquidaram a indústria artesanal indiana, incapaz de concorrer com os produtos A reação foi a Revolta dos Cipaios, ocorrida entre 1857 e 1858, um levante popular que aliou soldados hindus e principes contra os movimento foi duramente reprimido. 29</p><p>Retomada dos conceitos 1 (UFF-RJ) A Revolução Meiji é um evento da história do Japão que a) processo de avanço do capitalismo internacional na área da Ásia e movi- mento de defesa de um Japão socialista, próximo da experiência da b) o movimento de defesa das tradições orientais que propunha a união com a China a fim de fortalecer as áreas orientais contra o imperialismo ocidental. c) divisões internas das elites dirigentes decorrentes das diferentes visões com relação à cultura ocidental os progressistas, aliados da China, e os conser- vadores, aliados dos países ocidentais reconheciam que a manutenção de uma estrutura fragmentada das ilhas limitava desenvolvimento da agricul- tura e que a saída era a industrialização. d) a modernização da estrutura econômica japonesa facilitou a entrada de ca- pital estrangeiro, processo de urbanização e a alteração de valores, desen- cadeando a ocidentalização do Japão. e) a defesa da propriedade privada com a eliminação das formas feudais de organização da terra e incentivo às reformas agrárias vinculadas ao socia- lismo, bem como a manutenção das tradições, mediante fechamento das relações com os países ocidentais e avanço militar sobre Império Russo. 2 (UnB-DF) Para esta questão, apresentam-se as proposições e II. referentes a um quadro Analise-as e assinale: a) se as proposições e são verdadeiras e a proposição II é a causa principal da proposição. se a proposição é verdadeira, mas a proposição é falsa. c) se a proposição I é falsa, mas a proposição é d) se as proposições e são verdadeiras, mas não existe relação de causalidade entre elas. I. No fim do século XIX, a China estava economicamente controlada por algu- mas nações ocidentais, enquanto o Japão, com um crescimento industrial acelerado, vai disputar com essas nações mercado II. A reação dos japoneses e chineses diante dos estrangeiros foi idêntica: am- bos procuravam continuar com suas maneiras de viver e pensar, sem acom- panhar os costumes 3 (UFPel-RS) Em 1997, ocorreu a devolução de Hong Kong pela Inglaterra ao governo A Inglaterra havia tomado aquele território da China por ocasião da: a) Insurreição dos Taipingues (1845-1860), iniciada após a prisão de chineses que traficavam o ópio para a Inglaterra. b) Guerra do Ópio (1839-1842), que eclodiu com a destruição, por parte do go- verno de cargas de ópio trazidas pelos comerciantes ingleses. c) Guerra dos Cipaios (1857-1859), devido ao rompimento do Tratado de Nan- quim, pela China, que havia voltado a introduzir o ópio. d) Insurreição dos Boxers (1898-1901), quando os chineses faziam de Hong Kong um centro de exportação de ópio para a Europa. e) Revolução Chinesa (1949), que se expandiu até a onde os chineses passaram a produzir o ópio para o mercado europeu. 30</p><p>4 (UEL-PR) A tomada de impressões digitais, inventada em Bengala, durante o do- britânico na India, buscou uma nova maneira segura de identificar os súditos britânicos Francis Galton, pai da eugenia moderna, esperava poder provar que elas revelavam a "raça" de cada Mas, em 1892, foi forçado a admitir fracasso: não havia diferenças sis- temáticas entre as impressões digitais dos grupos. VINES, Gail Folha de 6 ago. N Valor nos Filhos I Sobre o texto, é correto afirmar: a) Os ingleses confirmaram na India diferenças biológicas entre as raças por meio de experimentos cientificos realizados no corpo b) Na os súditos do Império Britânico, independentemente de suas ori- gens, desconheceram ações de discriminação ou segregação. c) As principais potências europeias estimulavam o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, nas suas respectivas possessões coloniais, para beneficiar as populações d) Na India, a associação entre os ensaios e a dominação política buscava comprovar a superioridade dos ingleses sobre os demais e) Na Ásia, colonialismo aliou a busca de novos mercados para capital à valorização dos atributos raciais dos povos colonizados. 5 (Fuvest-SP) Na segunda metade do século XIX, em face do avanço do Ocidente na Ásia, a China: a) tornou-se, como a uma colônia, com a única diferença de ser dominada por várias potências e não apenas pela Inglaterra. b) reagiu, como Japão, realizando, ao mesmo tempo, um processo de restau- ração imperial e modernização manteve, formalmente, seu estatuto de Império Celestial, mas ao preço de enormes perdas e concessões às potências d) conseguiu fechar-se ao Ocidente graças à Rebelião Taiping, depois de derro- tada pela Inglaterra na Guerra do Ópio. e) resistiu vitoriosamente a todas as agressões do Ocidente até Pequim ser sa- queada durante a Guerra dos Boxers. 31</p><p>6 (PUC-Minas) A forte intervenção imperialista na China, durante o século XIX, levou ao estabelecimento nesse país de vários grupos nacionalistas de oposição aos estrangeiros e aos representantes das potências ocidentais. A Guerra dos Boxers, ocorrida em 1900, representa um dos principais movimentos anti-impe- rialistas chineses, e sobre ela é correto afirmar, exceto: a) iniciou com a destruição de carregamentos ingleses de ópio pelos chineses, propiciando a ocupação britânica de Xangai e a assinatura do Tratado de Nanquim. b) representou uma reação à ingerência externa e à condescendência da dinas- tia Manchu com a dominação europeia sobre o território chinês. c) partiu de uma associação secreta, a Sociedade Harmoniosos Punhos Justi- ceiros, que promovia atentados contra estrangeiros e missionários cristãos residentes na China. d) mobilizou a sociedade chinesa, promovendo o crescente apoio popular ao movimento dos Boxers, o que estimulou a eclosão de inúmeras e) resultou na derrota dos revoltosos e na imposição à China da chamada polí- tica da "Porta Aberta", sendo o governo obrigado a fazer concessões comer- ciais ao Ocidente. de 7 (FGV-SP) neocolonialismo inglês do fim do século XIX encontrou na Índia e na China dois amplos mercados para exploração. A Índia passou a importar grande quantidade de tecido de algodão, principal produto de exportação da de Grä-Bretanha. Na China, quase metade das importações, em 1870, era do ópio fornecido pelos ingleses. Essa penetração estrangeira suscitou a reação desses povos, como se depreende das revoltas: a) dos Bôeres na Índia e Taiping na China. b) dos Cipaios na Índia e dos Boxers na China. do c) da Manchúria na Índia e dos Bôeres na China. d) dos Boxers na Índia e dos Cipaios na China. e) de Ghandi na Índia e dos Cipaios na China. 8 (Caxias do Sul-RS) Na análise do colonialismo asiático, a chegada do comandante Perry ao Japão, em 1853, com uma esquadra é importante porque: a) destrói as bases do sistema feudal dominado pelos xoguns. b) acabam-se as perseguições que antes eram movidas aos católicos portugue- ses e espanhóis. c) força a abertura dos portos japoneses ao comércio mundial. d) destrói a estrutura feudal dos daimios e samurais. e) tem início uma rigorosa expansão imperialista contra a China e a Rússia. 32</p><p>CAPÍTULO 4 Imperialismo e intervencionismo norte-americano na América Latina 1 A América para os americanos Em 1823, quando os Estados Unidos davam os primeiros passos para sua ex- pansão continental, o presidente James Monroe fez uma declaração ao Congresso. Essa declaração, que se tornaria famosa pela expressão "a América para os ameri- canos", ficaria conhecida como Doutrina Nela era definida a posição do de país diante das nações latino-americanas - que haviam conquistado recentemente a independência - e diante das antigas potências de de As grandes definições da política exterior americana no século XIX são bem conhecidas. Em um discurso do presidente Monroe fixou duas diretrizes, conhecidas por diante como Doutrina de Pronunciada no contexto da restauração na Europa e das tentativas espanho- las de recuperar o poder que perdia em suas colônias americanas, a Doutrina do continha duas afirmações fundamentais: 1) os EUA não permitiriam a reco- lonização da América pelas potências europeias; 2) os EUA defenderiam o direito dos povos americanos à autodeterminação nacional. MOURA, Gerson. Estados Unidos e São Paulo: Contexto, 1990. p. 14. 1 Figura 1 A pintura de Clyde de Land, de 1912, mostra o nascimento da Doutrina o presi- dente James Monroe apa- rece em 33</p><p>Após término da Guerra Civil (1861-1865), muitos consideraram que era tempo de os Estados Unidos constituirem sua própria área de Um passo importante para isso foi a compra, em 1867. das terras que formam o Alasca, antes pertencentes à Seguiu-se a conquista do Havai, em o estabelecimento de uma republica dominada por plantadores e comerciantes norte- -americanos e a anexação de parte do Em 1898, o Havai foi anexado pelos Estados Unidos. por meio de uma interpretação mais agressiva da Doutrina governo norte-americano deixou claras suas intenções no que dizia respeito à 2 Os norte-americanos na América Latina No fim do século XIX, a expansionista levou os Es- tados Unidos a entrar em choque com a Espanha, que ainda mantinha as ilhas de Cuba e de Porto Rico como possessões coloniais na Os que lutavam pela independência desde passaram então a receber apoio Em fevereiro de o navio Maine explo- diu no porto de uma campanha sensacionalista da imprensa atribuiu a explosão às autoridades espanholas, criando um clima de histeria favorável à guerra com a o conflito estendeu-se de abril a julho daquele ano e terminou com a total derro- ta espanhola. Os Estados Unidos apoderaram-se da ilha de Guam e das Filipinas, no oceano e de Porto no mar do Além ocuparam Cuba en- tre 1899 e 1901 e apoiaram, com tropas militares, a da Todavia, tão logo foi elaborada a primeira Constituição cubana, o governo um artigo, conhecido como Emenda pelo qual se concedia aos Estados Unidos uma base na de e o direito de intervir nos assuntos inter- Figura 2 Oficial americano em torre de nos da nova republica. Recorrendo a esse os norte-americanos ocuparam segurança na prisão de novamente Cuba em A emenda foi revogada em 1934, mas per- em abril de 2007. manece sob controle dos Estados Unidos até os dias atuais (figura 2). 2 34</p><p>Quanto a Cuba, sua independência ficou severamente limitada pela famo- sa "Emenda aprovada pelo Congresso americano, pela qual se estabe- leceriam bases navais em Cuba, limitar-se-ia a capacidade cubana de subs- crever tratados ou contrair dívidas e se daria aos EUA o direito de intervir na ilha para assegurar a independência do país e manter a lei e a Por seus resultados, a guerra hispano-americana de 1898 não foi um mero incidente isolado. Ela estendeu a uma ampla faixa maritima do a presença militar, politica e econômica americana (...). Estados Unidos São Paulo: Contexto, p. 19. 2.1 o Big Stick e a diplomacia do dólar século XX assistiu a numerosas intervenções do governo norte-americano na Central e nas ilhas do Em os Estados Unidos auxiliaram o Panama a separar-se da Em contrapartida, obtiveram a permissão de dar continuidade à construção de um canal que ligava os oceanos Atlântico e obra iniciada em 1881 por uma companhia francesa. Mais tarde, por meio de acor- dos o governo dos Estados Unidos conseguiu o controle definitivo do canal do Panama (figura 3), controle esse que na década de 1970 seria do pelos panamenhos. Os dois países estabeleceram, então, por meio da assinatura de acordos, que os Estados Unidos deveriam devolver ao Panama a concessão do canal até o fim do século XX. 3 CANAL DO PANAMA Figura 3 Em ca- nal foi devolvido aos pa- Uma empresa MAR DAS de Hong Kong assinou um ANTILMAS contrato com governo do Panama a fim de admi- nistrar canal por 25 porém os EUA têm A N to de na região caso haja alguma ameaça à livre navegação. Figura 4 Na charge pre- OCEANO sidente Theodore Roosevelt ao Panama carregando Soberania de dos EUA seu big stick 1903). Fonte: FERREIRA Graça M Geografia em continente São 4 Em o presidente Theodore Roosevelt reinterpretou a Dou- trina adequando-a aos interesses da exterior dos Es- tados Unidos naquele período. Essa reinterpretação ficou conhecida como Corolário Roosevelt. Se a Doutrina Monroe proibia às potên- cias estrangeiras estender seus domínios no Novo Mundo, o Roosevelt afirmava o direito norte-americano de intervir nos negócios STICK dos países Roosevelt inaugurava, assim, a do Big Stick (grande porrete). Entre 1909 e 1913, durante o governo do presidente William Taft, popularizou-se a expressão "diplomacia do Essa reforçou o domínio dos Estados Unidos sobre a economia das pequenas re- públicas centro-americanas, que dependiam das exportações de banana, café e outros produtos primários. Por esse elas passaram a ser conhecidas como banana republics de bananas). 35</p><p>Corolário Roosevelt inaugurava a do Big Stick, isto como aconselhava o próprio presidente, "falar manso com um garrote na Os governos latino-americanos deveriam não apenas cumprir religiosa- mente suas obrigações financeiras, mas fazer uma politica que protegesse os interesses econômicos das empresas Como isso nem sempre era a politica do garrote se abateu devastadoramente so- bre toda a área do Caribe e ameaçou todo o continente. (...) Estava nascen- do uma nova potência imperialista, brandindo o garrote em uma das mãos e os dólares na outra. o Paulo: 56-57 Texto Utilizando-se da tática da "mão governo dos Estados Unidos redobrava os investimentos em Cuba e nas demais ilhas do Caribe, chegando a aplicar na região 42% do total dos investimentos americanos no exterior. Em alguns momentos, no entanto, essa "diplomacia do dólar" se conjugava à poli- tica das Em por exemplo, os Estados Unidos intervieram na a fim de dar "estabilidade" ao país, e essa intervenção se estendeu até 1933. Nesse os nicaraguenses, liderados por Augusto César Sandino, luta- ram contra o intervencionismo Mas a resistência armada sandinista - assim chamada por causa do nome de seu lider revolucionário - era uma exce- ção: nessa região tropical dominada por companhias norte-americanas produtoras e exportadoras de frutas, as banana republics obedeciam cegamente às orientações de Washington 5 DOMÍNIO POLÍTICO-MILITAR DOS ESTADOS UNIDOS ESTADOS UNIDOS 1916 1916 OCEANO 1915 1916 Virgens MEXICO CUBA ORTO RICO (cedido REPUBLICA pela DOMINICANA BARBADOS HONDURAS MAR DO CARIBE TRINIDAD GUATEMALA OCEANO PACÍFICO EL SALVADOR 370 km VENEZUELA Influência dos EUA Possessão dos EUA Canal do (aberto em 1914) Protetorado dos EUA Ação militar dos EUA Fonte: Atlas da história do São Paulo: p. 36</p><p>2.2 A política de boa vizinhança Em Franklin Delano Roosevelt foi eleito presidente dos Estados o novo mandatário encontrou o país mergulhado em grave crise Para tirar o país da adotou uma interna intervencionista, conhecida por New Deal (Novo Esse conjunto de leis determinava um lugar de con- trole para o Estado na economia e estabelecia parcerias entre empresas e o instituiu a Política de Boa Vizinhança, para mediar as relações norte- com outros A politica de boa vizinhança Envolto numa crise de dimensões até então desconhecidas, era natural que Roosevelt não poderia brandir o porrete como seu famoso (...) Roosevelt se opunha, com sua de Boa Vizi- à pregação belicista de marcando assim início de um con- flito no bloco capitalista que conduziria ao enfrentamento militar entre ambos a partir de 1941. A politica de intervenção aberta tinha que ser por um me- canismo mais sutil e sofisticado que o até então empregado. Como Lloyd Gardner observou, "a de Boa Vizinhança resultava em parte do re- conhecimento de que os Estados Unidos deveriam agir com mais tática em suas relações com vizinhos mais fracos e em parte da percepção de que a intervenção militar na verdade atrapalhava o uso efetivo do poder politico e econômico dos Estados EUA as etapas da Porto Alegre: Mercado Aberto, p. As inúmeras práticas intervencionistas criadas e reelaboradas pelos governos consolidaram pleno dominio de Washington sobre os territó- rios da América Latina, oculto por trás de uma relação aparentemente cordial entre Após a Segunda Guerra Mundial a exter- na dos Estados Unidos inserida no contexto da Guerra Fria sofreu cujos efeitos se fizeram sentir nos países da assim, a politica de boa ISTO E ESSENCIAL! A política de boa vizinhança é tão agressiva quanto as políticas de intervenção militar, uma vez que nos países mais pobres as interferências não são tão explicitas e por isso tornam-se efetivos meios de controle dificeis de 37</p><p>Exercícios dos conceitos 1 Relacione a Doutrina Monroe ao Congresso de Viena. A Doutrina Monroe (1823) foi elaborada como resposta ao Congresso de Viena (1814-1815). Conhecida pela expressão "A América para os americanos", definia a posição dos Estados Unidos em relação à América Latina e à Europa: os Estados Unidos não permitiriam a recolonização da América pelos europeus. 2 Explique o que foi o Corolário Roosevelt. Corolário Roosevelt afirmava o direito dos Estados Unidos de intervir nos negócios dos países latino-americanos, a fim de preservar os interesses Roosevelt inaugurava, assim, a política do Big Stick (grande porrete). de de 3 A Emenda Platt pode ser considerada um exemplo do imperialismo norte-ame- de ricano na América Latina? Explique. Sim, pois Cuba conquistou a independência com o apoio das tropas norte-americanas, que ocuparam a ilha entre 1899 e 1901. Assim, tão logo foi do elaborada a primeira Constituição cubana, o governo norte-americano impôs um artigo, conhecido como Emenda Platt, pelo qual se concedia aos Estados Unidos uma base na baía de Guantánamo e o direito de intervir nos assuntos internos da nova república. Retomada dos conceitos 1 (UFMG) Considerando-se as relações entre a América Latina e os Estados Unidos a partir de meados do século XIX, é correto afirmar que: a) a abertura do canal no estreito do Panamá possibilitou o desenvolvimento de relações comerciais equilibradas entre as Américas. b) a consolidação dos Estados antilhanos e centro-americanos viabilizou o apoio constante do governo às democracias dessa região. c) a derrota do México, na guerra com os Estados Unidos, significou a perda de quase metade do território mexicano para este país. d) a política do Big Stick, implementada pelo presidente Theodore Roosevelt, visava estreitar o diálogo diplomático entre os países americanos. 38</p><p>2 (Fuvest-SP) A incorporação de novas áreas, entre 1820 e 1850, que deu aos Es- tados Unidos sua atual conformação territorial, estendendo-se do Atlântico ao deveu-se fundamentalmente a) a um avanço natural para oeste, tendo em vista a chegada de um imenso contingente de imigrantes europeus. b) aos acordos com as lideranças indígenas Sioux e Apache, tradicionalmente aliadas aos brancos. c) à vitória na guerra contra o México que, derrotado, foi obrigado a ceder qua- se a metade de seu território. d) à compra de territórios da Inglaterra e da que assumiram uma posição pragmática diante do avanço norte-americano para o oeste. e) à compra de territórios da França e da Espanha, que estavam, naquele perio- do, atravessando graves crises econômicas na Europa. 3 (Fuvest-SP) De puramente defensiva, tal qual era, em sua origem, a Doutrina Mon- roe, graças à extensão do poder norte-americano e às transformações su- cessivas do espirito nacional, converteu-se em verdadeira arma de com- bate sob a liderança de Teodoro Barral-Montferrat, a) Qual a proposta da Doutrina Monroe? A Doutrina Monroe propunha a união das nações do continente americano sob a liderança dos Estados Unidos, como forma de evitar as tentativas de recolonização europeia sobre a América b) Explique a razão pela qual a doutrina se "converteu em arma de combate sob a liderança de Teodoro Exemplifique. No do século XX, Theodore Roosevelt reinterpretou a Doutrina Monroe com objetivo de realizar intervenções militares na América Latina sempre que interesses comerciais norte-americanos fossem prejudicados. Um exemplo desse caso foi a secessão do do território 4 (FGV-SP) "Fale macio e use um porrete", dizia o presidente norte-americano Teodor Roosevelt para justificar a política externa dos Estados Unidos. A respeito da política conhecida como Big Stick, podemos afirmar: a) Significou uma medida pragmática dos norte-americanos logo após a inde- pendência, buscando superar o isolamento ao mesmo tempo que combatia exército b) Era lema dos Estados do Norte durante a Guerra de Secessão, durante a qual os escravos foram libertados, como forma de enfraquecer as forças sulistas. 39</p><p>c) Diz respeito à norte-americana com relação à América Latina durante a Guerra Fria, quando deu apoio político e militar a diversas ditaduras milita- res, visando impedir o estabelecimento de regimes comunistas semelhantes ao de Cuba. d) Foi uma continuidade do expansionismo interno marcado pela Marcha para o Oeste e pela Guerra de Secessão, que implicou as seguidas intervenções militares norte-americanas que transformaram o Caribe em sua área de influência. e) Foi a orientação dada pelo serviço secreto norte-americano a seus agentes infiltrados na União Soviética e nos países da chamada Cortina de Ferro no Leste Europeu. 5 (FGV-SP) Sobre o Congresso do Panama em 1826, é correto afirmar que: I. Estabeleceu um pacto entre a Peru, México e Unidas de Centro-América de perspectiva integradora. II. o espirito do bolivarismo conduziu às discussões e decisões do Congresso. III. o Brasil fez-se representar defendendo a autonomia republicana dos Estados Nacionais latino-americanos IV. o objetivo central do Congresso foi o alinhamento dos países hispano-ame- ricanos à Doutrina Monroe. V. A abolição da escravidão foi um dos pontos aprovados para os países que ratificassem as resoluções. a) apenas está correta. b) apenas está correta. c) e III estão d) I, II e V estão e) III, IV e V estão corretas. 6 (ESPM-SP) o historiador Eric Hobsbawm assim se referiu ao imperialismo: (...) o ferro derramando-se em milhões de toneladas pelo mundo, estradas de ferro cortando continentes, cabos submarinos atravessando o a construção do canal de as grandes cidades, como surgidas do solo virgem do Meio-Oeste americano, os imensos fluxos Era o drama do poder europeu e norte-americano, com o mundo a seus pés. Era do Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979 p. 24. Partindo dessa análise, podemos afirmar que o imperialismo: a) foi muito bem definido como "fardo do homem branco", porque os euro- peus e norte-americanos tomaram para si a tarefa de levar aos locais mais distantes do planeta as vantagens que haviam conquistado em mais de um século de progresso econômico e tecnológico. 40</p><p>b) dividiu mundo em duas áreas de influência muito bem demarcadas; a primei- ra, controlada pelos Estados Unidos, era formada por América Latina e África; a segunda, sob controle europeu, englobava a Ásia e o Oriente Médio. c) foi um desdobramento da Revolução Industrial e, se por um lado consolidou poder econômico dos Estados Unidos e da Europa, por outro condenou as áreas colonizadas à condição de economias periféricas, dependentes do capital internacional. d) articulou regiões do mundo que ainda eram fortemente marcadas pelo modo de produção feudal ao capitalismo comercial, promovendo uma integração econômica que ligava os cinco continentes e que tornou possível a consoli- dação da Revolução e) foi responsável por inúmeros conflitos internacionais, inclusive a Primeira Guerra Mundial, em cuja origem estava a disputa entre os Estados Unidos, de um lado, e os países industrializados da Europa, do outro, pelo controle e exploração das riquezas minerais da 7 (Cesgranrio-RJ) Sobre a realidade latino-americana do fim do século XIX e início do século XX, podemos destacar abaixo, com exceção de: a) No século XX, os países latino-americanos libertaram-se política e econo- micamente da influência europeia, transformando-se em área de influência econômica norte-americana b) No século XIX, após a a América Latina foi palco de conflitos políticos internos quase permanentes, causados pela instabilidade dos go- vernos, amplamente caracterizados pela prática do caudilhismo. c) A característica mais importante dos surtos industriais motivados pela Guerra de 1939-1945, na América Latina, foi seu caráter de d) o "justicialismo" argentino, o "castrismo" cubano e o "socialismo" chileno foram formas de adaptação de soluções políticas impostas à realidade latino-americana e) Um dos principais objetivos da OEA tem sido a manutenção do equilíbrio de poder entre os Estados latino-americanos e entre estes e os 8 (UFSCar-SP) A big stick policy estabelecida nos Estados Unidos da América no do século XX I. Numa reforma ampla do sistema policial, a fim de melhor reprimir as revoltas da população negra. II. Numa política interna com a qual se pretendeu corrigir os excessos do sistema federativo. III. Numa externa com a qual se pretendeu reservar direito de intervir na América Latina. Assinale a opção correta: a) Apenas a alternativa III é correta. b) Apenas a alternativa é correta. c) Nenhuma alternativa é d) Apenas a alternativa é correta. e) As alternativas e II são corretas. 41</p><p>Exercícios de integração 1 Leia e compare os textos a seguir: Texto 1 o imperialismo Britânico não se reduz às autônomas e ao Reino Unido. Compreende uma parte muito mais vasta, uma população muito maior sob os climas tropicais, onde um grande povoamento europeu é impossível e onde as populações indigenas ultrapassam sempre larga- mente o número de habitantes brancos Sentimos hoje que o nosso governo sobre esses territórios não pode justificar-se se não mostrarmos que ele aumenta a felicidade e a prosperidade do povo, e afirmo que o nosso governo efetivamente levou a esses países, que nunca tinham conhecido esses a segurança, a paz e uma prosperidade rela- tiva. (...) Afirmo que quase por toda a parte onde o governo da Rainha foi estabelecido e a (Pax britannica) reforçada, a vida e a propriedade tornaram-se mais seguras, e as condições materiais da massa da popu- lação foram melhoradas Joseph Discursos Em Gustavo de 900 textos documentos de Lisboa Platano, 1977 Texto 2 Os ingleses na India A tradição obriga o estado-maior civil ou militar, a residir em palacetes rodeados de jardins e espalhados pelas largas avenidas orladas de árvores que fazem da cidade inglesa um imenso labirinto... Lahore, Madras têm uma superfície quase igual à de Paris, da qual nove déci- mas partes, semelhantes aos suburbios à moda das cidades inglesas, são ocupadas pela pequena colonia britânica, enquanto a enorme população indigena se amontoa em alguns hectares, nas casas sobrepovoadas e nas ruas estreitas da cidade antiga. (...) Dois casais de jovens funcionários que se estreiam nas Indias ocupam não menos de catorze criados cada um, e todos esses servidores, com suas mulheres e filhos, povoam uma pequena aldeia de cabanas instaladas atrás dos "bangalows" dos amos (...) A India de hoje, 1903. FREITAS, Gustavo de 900 textos documentos de Lisboa: 1977 a) Identifique a ideia central contida no texto 1. A colonização britânica resultou em paz, segurança e em relativa prosperidade. b) Identifique o contraste social descrito no texto 2. A britânica ocupava a maior parte das cidades indianas com grandes palacetes, enquanto a maioria da população ficava restrita a bairros pobres e superpovoados. 42</p><p>c) Qual tema é comum aos dois documentos? Os autores apresentam a mesma visão a respeito desse processo? tema comum em ambos os documentos é imperialismo segundo texto descreve fatos que desmentem discurso apresentado no texto 1. 2 Leia texto a seguir. Doutrina Monroe Devemos, portanto, pelas sinceras e amistosas relações existentes en- tre os Estados Unidos e aquelas potências, declarar que consideramos qualquer tentativa por parte delas de estender seu sistema a qualquer porção deste como perigosa para a nossa paz e segurança. Não interferimos nem interferiremos nas existentes ou dependentes de qualquer potência Mas, quanto aos governos que declararam sua independência que depois de muita consideração e sob justos não podemos ver nenhuma interferência por parte de qualquer potência europeia com o propósito de oprimi-los ou contro- lar-lhes o destino como o da manifestação de uma disposição inamistosa para com os Estados Trecho da mensagem do presidente Monroe ao 2 de dezembro de MATTOSO, Kátia de Queirós Textos documentos para estudo da São Paulo: a) Contextualize historicamente o documento acima. o texto é uma declaração do presidente de no contexto das guerras e levantes de independência nas o governo dos Estados Unidos posicionava-se contra a recolonização conservadora oriunda dos movimentos europeus de restauração b) Com base no documento e nas informações do capítulo, caracterize a política externa norte-americana no século XIX e início do século XX, especialmente com relação à América A politica externa do fim do século XIX e início do século XX caracterizou-se pelo imperialismo. Os Estados Unidos realizaram frequentes intervenções em países da América Latina, anexaram grande parte do território mexicano e empreenderam intervenções armadas na América Central istmica e no 43</p><p>3 (UFBA) Texto I Foi essa consciência de nossa superioridade inata que nos permitiu conquistar a India. Por mais educado e inteligente que seja um indiano, por mais valente que ele se manifeste e seja qual for a posição que possa- mos atribuir-lhe, penso que jamais ele será igual a um oficial Kitchener apud séc. XIX e p. 23. Texto II Se prevejo corretamente, essa poderosa raça sobre o a Central e a do Sul, as ilhas do oceano, a África e mais adiante (...). Essa raça está predestinada a suplantar raças fracas, assimilar outras e transformar as restantes, até toda a humanidade ser Josiah Strong apud p. Com base na dos textos acima e nos conhecimentos sobre a crise do capitalismo e a solução imperialista, pode-se dizer: 1. As referências raciais contidas nos dois textos identificaram os seus autores como defensores de uma hierarquização racial e da dominação imperialista. 2. A transformação do capitalismo liberal em monopolista, motivando uma crescente busca de mercados, resultou na interpretação da ocupação colonialista de áreas afro-asiáticas e centro-americanas como um direito de países industrializados. 4. As afirmações contidas no texto II expressam a convicção de Josiah Strong no "destino manifesto" dos Estados Unidos, fundamento da expansão impe- rialista desse país. 8. o pensamento expresso por Lord Kitchener foi partilhado pela sociedade inglesa do século XIX, contribuindo para que os britânicos vissem, na sua expansão imperialista, uma missão civilizadora sobre as raças inferiores da Ásia e da África. 16. A ideia de "anglo-saxonizar toda a humanidade" é demonstrativa da postura etnocêntrica que tem caracterizado todas as formas de dominação imperialista. 32. antigo sistema colonial e imperialismo colonialista do século XIX, apesar das diferenças acentuadas, se igualam na estruturação da divisão social do trabalho. 64. As correntes filosóficas e desenvolvimento cientifico europeu do século XIX negaram veracidade às afirmativas contidas nos dois 47=1+2+4+8+32 Professor: A resposta é resultado da soma das alternativas 44</p><p>Leitura visual Observe o cartaz abaixo. THE FORMULA OF BRITISH CONQUEST MADES PEARS SOAP IS THE BEST de de de do Propaganda do fabricante de sabão Pears apresenta- da aos nativos do Sudão, em No cartaz, lê-se: Sabão Pears é o melhor. a) Como se comportam os nativos diante da mensagem publicitária inglesa? Os nativos parecem estar diante de algo divino: um deles aponta para o anúncio, enquanto outro se ajoelha diante dele. Suas expressões corporais parecem de admiração. b) Relacione a imagem ao imperialismo inglês. A imagem remete a um anúncio de uma indústria inglesa. Sabe-se que, para potências mundiais como Inglaterra e França, um dos objetivos do imperialismo era ampliar seus mercados consumidores, mesmo que fosse necessário alterar modos de vida que nada tinham em comum com a vida burguesa e industrial. 45</p><p>Conexões Para ler Explorando a ÁFRICA CATANI, Afrânio Mendes. O que é imperialismo. São Paulo: Bra- siliense, 1992. Um estudo detalhado sobre o fenômeno do imperialismo, se- gundo a visão de um dos principais estudiosos do tema. IBAZEBO, Isimeme. Explorando a São Paulo: Ática, (Coleção Explorando.) A autora, nascida na Nigéria, traça um panorama da África, des- ISIMEME de os tempos mais antigos, passando pela época dos grandes im- périos africanos e pela exploração do continente pelos europeus, até os dias de hoje. Da mesma coleção: Explorando a America do Norte, Explorando a China, Explorando a India, Explorando Kaoru: Nobuhiro. Samurai X Crônicas de um samurai na Era Meiji. 2 V. São Paulo: JBC, 2006. O mangá, escrito e desenhado por Watsuki, narra a história de Kenshin Himura, um samurai que, aos 14 anos, integrou o exérci- to monarquista para lutar contra o xogunato durante a Era Além disso, o livro tem duas aventuras escritas em forma de ro- mance pelo especialista em história do Japão, Kaoru Shizuka. Para assistir A Guerra do Ópio Direção de Xie Jin. China, 1997. No início do século XIX, a China era vista pelos europeus como um atraente mercado consumidor. Apesar disso, os habitantes desse país viam os ocidentais com desprezo e não se interes- savam por suas mercadorias. Nesse contexto, os ingleses des- cobriram um produto capaz de seduzir os chineses: o ópio. A substância, antes de uso medicinal, passou a ser largamente con- sumida como droga, o que levou o governo da China a proibir o comércio, feito pelos ingleses. Os conflitos decorrentes dessa disputa culminaram nas Guerras do Ópio tema central do fil- me, feito sob a óptica dos chineses e no domínio de Hong Kong pela Inglaterra. As montanhas da Lua Direção de Bob Rafelson. EUA, 1990. O filme narra os acontecimentos da expedição de Richard Francis Burton, explorador, linguista e diplomata inglês que, em meados do século XIX, empreendeu viagem em busca das nascentes do rio Nilo. O conhecimento geográfico e cultural preparou a dominação inglesa na região.</p><p>Indochina INDOCHINE Direção de Régis França, 1992. o filme apresenta a trajetória de nascida na Indochina Filha de obteve concessão de grandes extensões de terras, onde decide cultivar seringueiras. Ela e sua filha adotiva, a princesa de Annan, são inseparáveis até começarem a disputar o mesmo homem, um fiscal da marinha Nesse conflito, Eliane foge em busca do seu amor e então conhece a verdadeira realidade do país, miserável e e se engaja na luta con- tra a dominação colonial e pela revolução socialista. o último samurai Direção de Edward EUA, 2003. Em 1870 é enviado ao Japão um conceituado militar norte-ame- ricano encarregado de treinar as tropas do imperador Meiji para que elas pudessem eliminar os últimos samurais que ainda viviam na A se passa durante a Revolução Meiji, ocasião em que o governo adotou uma politica de com- bate à estrutura semifeudal do país e de modernização seguindo o modelo do Passagem para a India Direção de David Lean. Inglaterra, LAST Narra o conflito entre a cultura britânica e a tradição milenar do SAMURAI povo No fim dos anos 1920, uma rica inglesa de ideias liberais viaja pela primeira vez para fora de seu país, a fim de encontrar o noivo, que está na Ela tenta se adaptar ao país, mas o choque cultural é</p><p>Navegando no módulo de REVOLUÇÃO EXPANSÃO DO INDUSTRIAL CAPITALISMO E NA EUROPA DA JAPÃO REVOLUÇÃO MEIJI NEOCOLONIALISMO IMPERIALISMO EUA DOUTRINA MONROE EMENDA ÁFRICA PLATT ÁSIA CHINA BIG STICK INDOCHINA CONFERÊNCIA DE BERLIM GUERRAS DO ÓPIO GUERRAS PARTILHA DO DOS BOXERS REVOLTA CONTINENTE DOS CIPAIOS ENTRE NAÇÕES EUROPEIAS MISSÃO CIVILIZADORA H</p>

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