Prévia do material em texto
Trabalho: Fluxograma de Resposta Imune à agente agressor não microbiano no contexto de quebra de homeostasia promovida por agente agressor não microbiano. a. Identificar quais fenômenos ocorrem para aquele contexto escolhido. b. Determinar o momento da resposta imune em que a resolução da quebra de homeostase ocorre. O contexto escolhido envolve imunidade adaptativa? Ou apenas imunidade inata é suficiente? O sistema imunológico tem a tarefa de proteger e defender nosso organismo contra agentes patológicos externos e toxinas Isso é possível graças a dois sistemas intimamente relacionados entre si, o sistema imune inato (não-adaptativo) e um adquirido (adaptativo). Um germe potencialmente nocivo, antes de ativar o sistema imune, deve vencer várias barreiras, pois estas barreiras impedem a passagem da maioria dos agentes nocivos. As barreiras são as seguintes: os epitélios, as mucosas e as enzimas. Epitélios – as barreiras mecânicas mais importantes são os epitélios, eles sofreram durante milhões de anos desafios diferentes e se adaptaram às necessidades da vida. A epiderme, a derme e os anexos da pele têm funções diferentes das mucosas. E estrutura interna da pele, sua consistência e sua ligação com os tecidos conjuntivos subjacentes são essenciais para uma vida normal. Mucosas – nas mucosas (boca, nariz, olhos) a defesa é feita por meio das secreções: a saliva e outros líquidos das mucosas não são apenas lubrificantes, mas também ricos em substâncias de defesa, como os anticorpos (tipo IgA) e as células fagocitárias. Com isso, podem interceptar e neutralizar toxinas e bactérias. Nos brônquios, a barreira é feita pelo epitélio vibratório, que transporta o muco e as partículas em direção da boca; no estômago, o suco gástrico possui propriedades desinfetantes. Enzimas – é o terceiro nível defensivo e protege o organismo de agentes patológicos antes do sistema imune ser ativado. As enzimas constituem um grupo especial de moléculas que são eficazes na destruição de todas as formas de bactérias e fungos. Graças à riqueza em enzimas, as lesões na boca e na região anal raramente apresentam infecções e, em geral, curam muito bem, apesar das altas concentrações de bactérias nesses locais. Resposta imune inespecífica. Somente quando estas três barreiras – epitélio, mucosas e enzimas – são rompidas ocorre à inflamação inespecífica. Inicialmente, predominam os mecanismos congênitos do sistema imune. Esses mecanismos garantem ao organismo uma reação muito rápida ao perigo, antes da resposta da defesa específica. Ao mesmo tempo, essa precoce reação à inflamação provoca a resposta imune inespecífica. Resposta imune específica. A defesa especifica é iniciada no primeiro contato com uma substância (antígeno) estranha. Até atingir sua capacidade total de ação, sua formação necessita de mais tempo do que os mecanismos imediatos inespecíficos. No entanto, uma vez estabelecida, ela é rápida e efetiva contra substâncias estranhas quando agridem o organismo. Além disso, é imprescindível que o sistema imune “lembre” do antígeno. Essa memória imune é garantida por linfócitos T e B especiais, as células de memória. Além dos linfócitos T, que formam a chamada defesa celular imune específica, participam também da defesa específica os elementos humorais, especialmente os anticorpos formados pelos linfócitos B No caso das alergias, entende-se as repostas imunes indesejadas contra substâncias que venceram as barreiras imunes. A resposta imune pode levar a diferentes quadros patológicos, sendo, portanto, nocivas aos organismos acometidos. O sistema imune adquirido específico é importante no desencadeamento de uma reação alérgica. Pelo contato com um alérgeno, produz-se a sensibilização do organismo. Formam-se em seguida linfócitos alérgeno-específico e anticorpos da alergia (IgE específico). No caso de uma nova exposição ao alérgeno, manifesta-se, então, a reação alérgica. Reação alérgica ao ingerir Camarão Sintomas: inchaço no rosto principalmente na região da boca e dos olhos, coceira, dor abdominal, diarreia, náuseas, desmaio. Tratamento: medicamentos anti-histamínicos e corticoides. NÃO TEM CURA. Emergência: em caso de anafilaxia (inchaço forte na garganta e sensação de falta de ar) Deve r imediatamente ao hospital ou ter consigo a caneta injetora de epinefrina. a. Identificar quais fenômenos ocorrem para aquele contexto escolhido. Os principais alérgenos presentes na maioria dos crustáceos são: a tropomiosina (TM) (34-39 kDa); arginina quinase (40 kDa); cadeia leve da miosina (20 kDa) e a proteína de ligação ao retículo sarcoplasmático (20 kDa). Vários outros alérgenos já tem sido identificados (LOPATA; HEHIR; LEHRER, 2010). Entretanto, deve-se salientar que todos estes citados podem ser encontrados em diferentes espécies de crustáceos e, consequentemente, fonte de reações cruzadas. Por exemplo, os alérgenos Pen a 1, Lit v 1 e Met e 1 são alguns dos alérgenos mais estudados no contexto da alergia alimentar a camarão. Trata-se de proteínas do grupo das TM, envolvidas na contração muscular. Estas proteínas, em geral, são hidrossolúveis e resistentes ao calor. Além disso, apresentam sequência bastante conservada entre os crustáceos e outros invertebrados sendo algumas já apontadas como panalérgenos b. Determinar o momento da resposta imune em que a resolução da quebra de homeostase ocorre. O contexto escolhido envolve imunidade adaptativa? Ou apenas imunidade inata é suficiente? Inicialmente, APCs capturam, processam os antígenos e ativam células T CD 4 + naive por meio da apresentação destes através do Complexo Principal de Histocompatibilidade de classe 2 (MHCII). Consequentemente, essas células T CD4+ naive diferenciam-se em células do perfil Th2, liberando as citocinas acima mencionadas como biomarcadores da alergia. Os títulos de IgE são aumentados em resposta à liberação dessas citocinas. Além disso, a IgE liga-se a mastócitos e basófilos através receptor de IgE de alta afinidade (FCƐRI) na superfície da membrana dessas células Em um contato subsequente, a exposição ao agora alérgeno desengatilha a reação alérgica observada na fase tardia. A IgE específica é capaz de reconhecer os alérgenos e desengatilhar a degranulação de mastócitos e basófilos que liberam altos níveis de histamina, leucotrienos e proteases. Como mediadores pró-inflamatórios, a liberação dessas moléculas induz a vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular, resultando também no recrutamento de eosinófilos e manifestações clínicas típicas do quadro alérgico As reações desencadeadas pelos alérgenos do camarão são bastante semelhantes às observadas aos demais alimentos. Em geral, a exposição oral desencadeia reações imediatas como o prurido oral, indigestão, diarreia, além de angioedema dos lábios e faringe em casos mais severos. Em alguns indivíduos, o alérgeno pode desengatilhar uma reação extremamente exacerbada, a anafilaxia, que é potencialmente fatal por se tratar der uma reação sistêmica. As alergias alimentares são definidas como uma resposta imune a antígenos proteicos, alérgenos, mediadas ou não por IgE Envolve a Imunidade Inata e adaptativa. image1.jpeg