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Questão polêmica, mandamos recurso para essa. O tema pode ser simplificado para
antibioticoterapia em sepse de foco abdominal, vamos ver como manejar. Pacientes
sépticos devem receber ATB EV imediatamente, de preferência sendo coletadas culturas
antes da administração.
De forma geral devemos iniciar antibioticoterapia empírica contra streptococcus entéricos,
coliformes e anaeróbios. O esquema antimicrobiano empírico depende de diversos fatores
como:
 Infecção adquirida em comunidade x hospitalar.
Fatores de risco para infecção por bactérias resistentes (viagem recente para áreas de alta
resistência, colonização conhecida, antibioticoterapia recente).
Risco intrínseco do paciente como:
❖ Idade > 70 anos;
❖ Demora para tratamento > 24h;
❖ Incapacidade de controlar foco com desbridamento, cirurgia ou drenagem;
❖ Imunocomprometidos (DM descompensado, uso crônico de corticoide,
imunossupressores, neutropenia, HIV avançado, defeitos em LyB e LyT);
❖ Disfunção orgânica;
❖ Peritonite difusa;
❖ Hipoalbuminemia e desnutrição.
Pacientes com infecções leve a moderadas sem nenhum desses fatores de risco não
necessariamente precisam de cobertura de amplo espectro. Por outro lado infecções mais
graves nas quais a antibioticoterapia adequada empírica inadequada inicialmente pode
causar piora clínica importante devemos optar por ATB de amplo espectro.
Outros fatores que influenciam a escolha da antibioticoterapia são:
❖ Localização da infecção (G- são menos identificados em infecção de TGI alto);
❖ Plano de abordagem cirúrgica;
❖ Taxas de resistência local de enterobactérias.
Infecções adquiridas em comunidade de baixo risco de grau leve a moderado sem fatores
de risco para antibioticoterapia sem risco de resistência ou falha de tratamento podem
receber cobertura para estreptococos, enterobactérias não resistentes e anaeróbios com:
❖ Esquema com única droga: piperacilina-tazobactam;
❖ Combinações: cefazolina, cefuroxima, ceftriaxona, cirpofloxacino/levofloxacino +
metronidazol (podendo o metronidazol ser omitido em infecções biliares leve a
moderadas não complicadas).
Ertapenem pode ser usado na impossibilidade de dos esquemas acima, mas com carinho
ok? Não é para todos.
Esquema de ATB oral com fluoroquinolona com metronidazol ou apenas
amoxicilina-clavulanato podem ser escolhidas em pacientes com infecções leve a
moderadas adquiridas em comunidade sem fatores de risco para resistência.

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