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Introdução
Bem-vindo à unidade 4 da disciplina de História Contemporânea! Estamos cada vez
mais próximos de estudar o período em que vivemos. Na unidade anterior
aprendemos sobre o �m da Guerra Fria, com a Ordem Bipolar e o surgimento de
uma Nova Ordem Mundial, desta vez multipolar e capitalista.
Nesta unidade aprenderemos sobre a Globalização na Nova Ordem Mundial, e como
os Estados e as políticas se moldaram à ela. Também veremos suas consequências e
alguns processos com características próprias como o Terrorismo no mundo
globalizado.
Por �m, chegamos à compreensão de nossa atualidade. O convidamos a mergulhar
nesta fonte de conhecimento sobre o nosso mundo. Bons estudos!
Unidade 4 - Globalização e
terrorismo
Mariana Silva Silveira
Iniciar
1. A globalização e o
neoliberalismo
A Globalização foi um processo histórico de signi�cativa interligação econômica,
cultural e social no mundo. A partir dela o mundo passou a ser visto como um
conjunto único de atividades conectadas entre si e que não são limitadas pelas
fronteiras locais ou internacionais. Mas como tal processo terá ocorrido?
O termo globalização é bastante antigo, remontando ao período em que, com as
Grandes Navegações europeias (séculos XV e XVI), o mundo começou a ser
organizado em uma economia interligada, na qual os capitais �uíam de um país ao
outro. Era o princípio da chamada economia-mundo.
No século XVIII, com a Primeira Revolução Industrial e as fábricas, e na metade do
XIX, com a Segunda Revolução Industrial e os meios técnico-cientí�co, os transportes
e as comunicações, podemos notar a aceleração da ligação entre as economias e
países que comercializavam e transportavam matérias primas, meios de consumo e
circulavam dinheiro entre Estados distintos.
No entanto, após o �m da Segunda Guerra Mundial, com os investimentos em ciência
e tecnologia provenientes do período da Guerra Fria, devido às demandas do próprio
capitalismo, passou a ocorrer a robotização dos processos produtivos, entre outras
descobertas as quais deram ao período da década de 1970 o nome de Terceira
Revolução Industrial. É neste período que podemos de fato de�nir a Globalização
como a conhecemos hoje: característica de uma sociedade global interligada
econômica,  política e culturalmente.
1.1. Últimas décadas do século XX
As últimas décadas do século XX foram marcadas por rupturas signi�cativas no
campo da História. Entre elas podemos citar a Queda do Muro de Berlim, a
dissolução da URSS, a corrida aeroespacial, a revolução microeletrônica e a ascensão
dos  governos neoliberais. Mas o que seriam este governos neoliberais?
O neoliberalismo é uma doutrina política e econômica que se expandiu na segunda
metade do século XX defendendo a não intervenção do Estado na economia. Para os
adeptos de tal doutrina o mercado econômico se regularia naturalmente baseado na
ideia de oferta e procura.
Ou seja, os defensores do neoliberalismo justi�cam que a abertura do mercado de
um país à concorrência internacional forçaria os fabricantes nacionais  a produzirem
bens de melhor qualidade com um preço menor, uma vez que agora existe a
concorrência internacional.
Para eles tal processo seria vantajoso para o consumidor, que teria diversas opções
de consumir bens com qualidade por um preço baixo e competitivo.
1.2. A crítica ao estado de bem-estar social
Os defensores do neoliberalismo criticam duramente os governos que os
antecederam que propunham o Estado de Bem-Estar Social. No Estado de Bem-Estar
Social, o governo realizava políticas que tinham o objetivo de suprir as necessidades
básicas dos cidadãos por meio da intervenção pública nos mecanismos de produção,
aumentando, assim, a transferência de renda para os setores mais carentes da
sociedade.
Você sabia?
Nos Estados Unidos da América, o Estado de Bem-Estar Social foi essencial
para que o país conseguisse se reerguer após a crise de superprodução
ocorrida de 1929. Naquele caso, o modelo �cou conhecido pelo nome de
New Deal (Novo Acordo), que durante o período de governo de Franklin
Delano Roosevelt aumentou a intervenção do Estado na economia
limitando a produção de mercadorias, acrescentando medidas trabalhistas
como o salário mínimo e investindo em programas de distribuição de
renda.Os neoliberalistas acreditam que tal modelo interferia demais na livre
circulação econômica, impedindo que os países regulem seu mercado pela
lei da oferta e da procura. Então, por exemplo, ao garantir um salário
mínimo para todos, o Estado in�uenciou na ordem anterior que previa que
quanto mais pessoas disponíveis para trabalhar menor seria o salário pago
pelo contratante.
Figura 1: Retrato de Franklin Delano Rooseveltpor Leon A Periskie, 1944 - Fonte: Wikipidea
Já os críticos ao neoliberalismo defendem que a abertura do mercado nacional aos
capitalistas e mercadorias estrangeiras seria prejudicial à indústria nacional, que
perderia seu mercado consumidor local e pela falta de renda precisaria demitir
funcionários, levando assim ao desemprego e favorecendo as multinacionais.
1.3. Os rostos do neoliberalismo
Como vimos anteriormente, o neoliberalismo foi uma política econômica
característica do �nal do século XX que defende o livre comércio e a não intervenção
do Estado na economia. Isto se demonstra em uma economia com o grande número
de privatizações de empresas que antes eram poder do Estado, diminuição de gastos
com bem estar social como seguro desemprego, aposentadoria, auxílio doença,
direitos trabalhistas.
Dois estadistas foram associados ao neoliberalismo no século XX, são eles Margaret
Thatcher e Ronald Reagan, dois importantes líderes do mundo capitalista. Ela foi
primeira ministra do Reino Unido entre 1979 e 1990 e ele, Presidente dos Estados
Unidos da América de 1981 a 1989.
Estes dois políticos praticaram e defenderam as políticas neoliberais em seus países,
diminuindo os impostos das redes de amparo social para criar espaço de diminuição
dos impostos às grandes empresas, gerando menos burocracia e mais espaço para a
iniciativa privada.
Figura 2: Retrato da primeira-ministra britânica  Margareth Tatcher por Chris Collins - Fonte: Wikimedia,
2019
Figura 3: Retrato O�cial do Presidente Ronald Regan. Domínio Público. 1981 - Fonte: Wikimedia, 2019.
No Brasil o neoliberalismo foi a política vigente no governo de Fernando Collor de
Mello de 1990 a 1992, momento em que ocorreu uma política de abertura às
importações diminuindo-se as tarifas protecionistas e iniciou-se um processo de
privatização das empresas estatais.
Figura 4: Imagem o�cial do Presidente da República Federativa do Brasil, Fernando Collor, 1992 por
Agência Brasil - Fonte: EBC, 2019.
2. Globalização, sociedade e
tecnologia
Vimos anteriormente que, mesmo que se mostrasse uma tendência desde o �nal da
década de 1960, foi somente com o crescimento da Terceira Revolução Industrial e a
partir da década de 1990 que o conjunto de técnicas da informática, tecnologia e
comunicações se expandiu por todo o mundo, acarretando em uma completa
recon�guração na economia, na sociedade e na cultura como um todo.
Globalização foi o termo escolhido para designar estas transformações e inter-
relações no mundo contemporâneo caracterizadas pela difusão das tecnologias e a
abertura dos mercados internacionais.
Vimos na unidade anterior características deste processo de globalização, como a
internacionalização da produção, na qual ocorre a separação entre a criação de um
produto e sua produção, o aumento da circulação de capitais interligando as
economias de países distintos por meio de empréstimos e investimentos. Além disso,
falamos do aumento do �uxo de mercadorias entre países e das informações
transmitidas em tempo real.
2.1. Avanços tecnológicos na era global
Com o �m do mundo polarizado característico da Guerra Fria e com o advento da
Revolução Tecnológica �cou mais fácil conceber o mundo como um só, isto é, um
mesmo local unido pelas características básicas, independentede diferenças
políticas, culturais e sociais. Uma das consequências mais signi�cativas foi a maior
agilidade na comunicação e na transferência de recursos �nanceiros.
Foi a tecnologia desenvolvida durante a Guerra Fria que possibilitou esta maior
agilidade de informações, necessária, naquele momento, devido ao medo constante
que existia pela ameaça de uma guerra nuclear. Posteriormente, com o �m do
mundo bipolar, esta rede de informações foi aberta para uso dos cientistas e
professores para que trocassem informações de pesquisas desenvolvidas para o
desenvolvimento tecnológico.
Em 1990 foi liberado o uso da internet o�cialmente para uso comercial, o que se
tornou símbolo da globalização. Veja abaixo o texto de Nicolau Sevcenko sobre as
empresas no mundo globalizado:
“Com o processo de revolução da microeletrônica, da informática e das comunicações, as
empresas ganharam enorme �exibilidade, de maneira que elas podem decompor e recompor
o conjunto de seu sistema produtivo no sentido de conseguir os melhores resultados dessa
mobilidade. Assim, as empresas podem estabelecer seu setor produtivo na parte do mundo
onde os juros e os salários sejam os mais baixos, e os sindicatos mais controlados, para ter
lucros maiores.
Além disso, as empresas colocam as �liais destinadas à captação de matérias-primas onde a
legislação de proteção ao meio ambiente é menos elaborada. Depois, elas instalam seu
sistema �nanceiro onde os juros são mais altos. Por �m, colocam sua direção e gerência
administrativa na região onde a qualidade de vida é a mais alta possível. Então, desdobra-se a
empresa de forma a ter o maior benefício possível das fragilidades e vantagens encontradas
em todas as partes de um sistema econômico e politicamente desigual. Isso aumenta a
lucratividade.
A contrapartida desse processo é que se algum país não aceitar essas condições, a empresa
simplesmente retira o seu investimento e o que resta ao país é minguar na miséria absoluta.
Portanto, con�gura-se uma chantagem econômica. Mas, como os países atrelados a um
sistema aberto de investimento externo dependem desse circuito, os Estados locais encontram-
se desprovidos de poder de negociação diante do poderio das grandes empresas. Ato contínuo,
as grandes empresas ditam as negociações, bem como a agenda política desses
países.Portanto, a situação do mundo foi recon�gurada, de modo que o capitalismo se tornou
transnacional e os Estados perderam sua soberania de maneira drástica. Por outro lado, os
Estados-sede das empresas ganharam um poder de intervenção e de defesa de seus interesses
que os transformou em megapotências de abrangência mundial.” (Nicolau Sevcenko.
Revista E do Sesc São Paulo), n.o 53, out. 2001 .
Disponível em:Santos por Acervo TV Brasil - Fonte: Wikimedia, 2019.
3. Terrorismo na era global
Nota-se que as contradições do processo de globalização levaram ao aumento das
desigualdades sociais e à difusão da cultura ocidental pelo mundo. Esta cultura é
apresentada pelos meios de comunicação como a “correta”, a “superior” às demais
culturas, sendo questionável se a difusão dos meios de comunicação promoveu a
diversidade e a criação de uma cultura global ou se foi um difusor da cultura anglo-
americana.
Neste contexto, cada vez mais partes da população mundial vêm sendo colocadas em
situações de exclusão sócio-econômicas e as diferenças culturais vêm sendo
acentuadas.
Desta forma, o terrorismo aparece como uma maneira que algumas minorias
encontraram de impor as suas ideias se utilizando de violência psíquica e física.
3.1. Terrorismo e os meios de comunicação
Atualmente, o terrorismo é visto como um ataque físico normalmente internacional
com a intenção de causar pânico e chamar a atenção do mundo para algum grupo
terrorista, o qual reivindica e problematiza algum problema especí�co. Além disso, o
terrorismo faz uso dos meios de comunicação em massa globalizados, uma vez que
sua intenção é chamar a atenção do mundo para seu problema utilizando-se de um
atentado. Os meios de comunicação, ao transmitirem tais ações, concedem ao
terrorista a atenção desejada e provam a viabilidade das ações terroristas.
Com o passar do tempo, esta nova faceta do terrorismo foi se alterando, sendo que
atualmente a grande maioria dos ataques ocorre por discordância religiosa ou
motivos políticos. Como exemplo podemos lembrar que nos últimos anos diversos
ataques ocorreram na Europa por pessoas dispostas a culpabilizar as nações
europeias pela exploração, no século XIX, de seus países de origem.
4. Terrorismo na era global II
O terrorismo, portanto, sofreu modi�cações devido ao desenvolvimento da
globalização, assim como alterou seus motivos e suas formas de se difundir pelo
mundo.
A globalização é responsável por acentuar as desigualdades sociais, desta vez em
uma esfera mundial, e o terrorismo utiliza de suas facetas para conquistar espaço,
como a utilização dos meios de comunicação para a difusão dos ataques e o uso da
internet e dos meios tecnológicos para se organizar e adquirir informações antes
privadas.
Agora analisaremos dois momentos do terrorismo na era globalizada, sendo o
primeiro deles o atentado de 11 de setembro de 2001, que marca o início da Guerra
ao Terror e o segundo, o nascimento e crescimento do Estado Islâmico.
4.1. Os atentados de 11 de setembro de
2001
No dia 11 do mês de setembro do ano de 2001 os Estados Unidos da América
sofreram uma série de ataques terroristas praticados por suicidas e assumidos pela
organização fundamentalista islâmica al-Qaeda.
Neste dia, dezenove terroristas sequestraram quatro aviões de passageiros colidindo
dois deles intencionalmente contra o complexo de edifícios chamado World Trade
Center, localizado na cidade de Manhattan em Nova York.
Outros dois aviões foram intencionalmente derrubados no Pentágono, a sede do
departamento de defesa americano, e em um campo aberto na Pensilvânia após
alguns passageiros terem se revoltado e assumido o controle da aeronave. Não
houve sobreviventes em nenhum dos voos.
Figura 6: Rota dos aviões sequestrados em 11 de setembro 2001 - Fonte: Wikimedia, 2019
Figura 7: Colisão do voo 175 da United Airlines contra a torre sul do World Trade Center - Fonte:
Wikipedia, 2019
Figura 8: Grá�co do FEMA ilustrando os ataques ao World Trade Center - Fonte: Wikipedia, 2019
Con�rmando as características do terrorismo na era globalizada, todas as colisões
dos aviões foram documentadas e transmitidas em tempo real para todo o mundo. O
pânico e o medo tomaram conta da comunidade internacional, pois o maior símbolo
de prosperidade do capitalismo em seu núcleo, os Estados Unidos da América, estava
sendo atacado.
Como resposta aos ataques, o presidente americano George W. Bush iniciou a
chamada Guerra ao Terror, visando a retaliação aos atentados. Os Estados Unidos
invadiram então o Afeganistão, país que havia abrigado a al-Qaeda. Posteriormente,
a Guerra ao Terror foi usada também para justi�car a invasão do Iraque em 2003.
Além disso, as leis antiterrorismo foram reforçadas, a bolsa de valores permaneceu
fechada por quase uma semana e os danos materiais, �nanceiros e psicológicos
foram inestimáveis.
Você quer ver?
Filme: As torres Gêmeas de direção de Oliver Stone, 2006. O �lme conta o
dia de dois agentes portuários que são chamados para socorrer o atentado
de 11 de setembro de 2001. Filme:  Vôo United 93 de direção de Paul
Greengrass, 2006.
O �lme conta a história do voo 93, sequestrado no dia 11 de setembro de
2001 pela perspectiva de seus passageiros.
4.2. Ascensão do Estado Islâmico
Conhecida como Estado Islâmico, a organização jihadista islâmica inicialmente
recebia o nome de Estado Islâmico do Iraque e do Levante/Síria. O grupo foi criado
após a invasão do iraque em 2003 e prega a formação de um Estado, mais
exatamente um califado, sob as leis do islamismo radical. Eles a�rmam sua
autoridade sobre todos os muçulmanos do mundo e defendem uma expansão de
seu território até a dominação de todas as regiões de maioria islâmica.
Inicialmente era composto por diversas organizações terroristas sunitas, entre elas a
Al-Qaeda, mas foi se expandindo com a absorção de grupos tribais do Iraque e,
posteriormente, com a sua participação na Guerra Civil na Síria.
Sua atuação na Guerra Civil da Síria ocorreu devido a oportunidade de dominar uma
região já fragmentada e sob ataque, o que ocorreu após as tensões iniciadas com
grandes manifestações contra o presidente Bashar al-Assad. O grupo é violento e
exige que todos os povos sob seu domínio sigam a lei islâmica e pratiquem a mesma
religião.
Figura 9: Um militante do Estado Islâmico carregando a bandeira do grupo - Fonte: Wikipedia, 2019
Síntese
Chegamos ao �m de nossa disciplina de História Contemporânea: Até a Nova Ordem
Mundial! Neste percurso aprendemos como estudar a História Contemporânea e
seus desa�os, analisamos a Guerra Fria em sua totalidade, conhecendo a Ordem
Bipolar, o capitalismo e a crise da URSS, tanto internamente no seu núcleo na Rússia,
quanto no Leste Europeu.
Aprendemos também sobre os processos de independência na África e Ásia e vimos
como a Nova Ordem Mundial multipolar se formou e se expandiu.
Mais especi�camente a partir do que aprendemos nesta unidade, podemos concluir
que:
A globalização foi um processo histórico de efetiva integração política, social e
econômica entre os países;
O neoliberalismo foi um modelo que pregava a não intervenção do Estado na
economia diminuindo seus investimentos em bem estar social;
A globalização permitiu avanços tecnológicos que passaram a internacionalizar as
produções, assim como as transferências de capitais;
A globalização também possui faces negativas, uma vez que acentuou as
desigualdades sociais e difundiu o estereótipo anglo-americano ocidental como a
cultura a ser desejada;
O terrorismo surge como uma forma de expressar pela violência as discordâncias de
grupos especí�cos em relação aos grupos hegemônicos;
O terrorismo na era globalizada utiliza da tecnologia para obtenção de informações,
assim como dos meios de comunicação para a divulgação de seus ataques
mundialmente, criando o medo generalizado.
Desta forma, concluímos nossos estudos nesta disciplina. Agora compreendemos
melhor o mundo em que vivemos e podemos analisá-lo e repensá-lo a todo tempo.
Que venham os próximos estudos!
Download do PDF da unidade
Bibliografia
BAUMAN, Zygmunt. Danos colaterais – desigualdades sociais numa era global. Rio
de Janeiro, Zahar, 2011.
DUMENIL, Gerard. A Crise do Neoliberalismo . São Paulo: Boitempo, 2014.
GUIDENS, Anthony. Modernização Re�exiva – política, tradição e estética na ordem
social moderna. São Paulo: UNESP, 1995.
HOBSBAWM,Eric J. Era dos Extremos – o breve século XX: 1914-1991. São Paulo:
Companhia das Letras, 1995.
HOBSBAWN, Eric. Globalização, Democracia e Terrorismo . São Paulo: Companhia
das Letras, 2007.
SANTOS. M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência
universal. São Paulo: Record, 2000.
SEVCENKO, Nicolau. Revista E do Sesc São Paulo, n.o 53, out. 2001.Disponível em:

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