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Seguridade Social e a Nova Previdência Prof. Fernando Maciel profernandomaciel Prof. Fernando Maciel AULA 14 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL Disciplina constitucional, receitas e contribuintes Financiamento da Seguridade Social Seguridade Social financiada por toda a SOCIEDADE (195, CF/88) Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...) - Direta (contribuições sociais) - Indireta (repasse orçamentário U, E, DF e M) Obs.: Contributivo (solidariedade) Repartição x capitalização Prof. Fernando Maciel Financiamento da Seguridade Social ✓ CUSTEIO TOTAL (195, § 5º, CF/88) Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio. (*) Princípio da prévia fonte de custeio (ou contrapartida). Prof. Fernando Maciel Financiamento da Seguridade Social ✓ ANTERIORIDADE NONAGESIMAL (195, § 6º, CF/88) As contribuições sociais só poderão ser exigidas após decorridos 90 dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado. Prof. Fernando Maciel Financiamento da Seguridade Social ✓OUTRAS RECEITAS DA SEGURIDADE SOCIAL (27, Lei 8.212/91) I - as multas, a atualização monetária e os juros moratórios; II - a remuneração recebida por serviços de arrecadação, fiscalização e cobrança prestados a terceiros; III - as receitas provenientes de prestação de outros serviços e de fornecimento ou arrendamento de bens; IV - as demais receitas patrimoniais, industriais e financeiras; Prof. Fernando Maciel Financiamento da Seguridade Social ✓OUTRAS RECEITAS DA SEGURIDADE SOCIAL (27, Lei 8.212/91) V - as doações, legados, subvenções e outras receitas eventuais; VI - 50% do valor dos bens expropriados com origem no tráfico de drogas; VII - 40% do resultado dos leilões dos bens apreendidos pela RFB; VIII - outras receitas previstas em legislação específica. Parágrafo único: 50% do prêmio recolhido pelo DPVAT (destinado ao SUS); Prof. Fernando Maciel Contribuintes a) UNIÃO - Repasses orçamentários fixados na LOA (16, LCPS); - Cobre insuficiências financeiras da seguridade para pagamento de BPCs (16, p.ú., LCPS). Prof. Fernando Maciel Contribuintes b) EMPREGADORES/CONTRATANTES (195, I, CF/88) - Empresa (firma individual ou sociedade) que assume o risco de atividade econômica, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da administração pública direta e indireta (comissionados, empregados públicos, etc.); (15, I, LCPS) - Empregador doméstico: a pessoa física que admite a seu serviço, sem finalidade lucrativa, empregado doméstico (15, II, LCPS – Vide LC 150/15). Prof. Fernando Maciel Contribuintes b) EMPREGADORES/CONTRATANTES (195, I, CF/88) - Entidade equiparada a empresa (15, p.ú., LCPS): Contribuinte individual e a pessoa física na condição de proprietário ou dono de obra de construção civil, em relação a segurado que lhe presta serviço; Cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade; Missão diplomática e a repartição consular de carreira estrangeiras; Prof. Fernando Maciel Contribuintes c) SEGURADOS (195, II, CF/88, redação dada pela EC 103/19) • Trabalhador e dos demais segurados da previdência social; • Podendo ser adotadas alíquotas progressivas de acordo com o valor do salário de contribuição; • Não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo RGPS. Prof. Fernando Maciel Contribuintes d) APOSTADORES DE CONCURSOS DE PROGNÓSTICOS* (195, III, CF/88 e 26, LCPS) - qualquer sorteio de números, loterias, apostas, corridas de cavalo, etc. (*) Art. 212, Dec. 3.048/99: § 1º Consideram-se concurso de prognósticos todo e qualquer concurso de sorteio de números ou quaisquer outros símbolos, loterias e apostas de qualquer natureza no âmbito federal, estadual, do Distrito Federal ou municipal, promovidos por órgãos do Poder Público ou por sociedades comerciais ou civis. Prof. Fernando Maciel Contribuintes e) IMPORTADOR DE BENS OU SERVIÇOS (195, IV, CF/88) PIS/COFINS Importação (criado pela EC 42/2003). Prof. Fernando Maciel Direito Previdenciário Prof. Fernando Maciel profernandomaciel Prof. Fernando Maciel FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL Contribuição social das empresas (Revisão em Questões) (Q1739991 – 2021 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 7º Simulado) A contribuição empresarial da associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional destinada à Seguridade Social, em substituição à contribuição sobre a folha de pagamentos, corresponde a cinco por cento da receita bruta, decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em todo o território nacional em qualquer modalidade desportiva, inclusive jogos internacionais, e de qualquer forma de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e de transmissão de espetáculos desportivos. CERTO Prof. Fernando Maciel (Q1739991 – 2021 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 7º Simulado) ✔Fundamento normativo: Lei 8.212/91 Art. 22 A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: (...) § 6º A contribuição empresarial da associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional destinada à Seguridade Social, em substituição à prevista nos incisos I e II deste artigo, corresponde a cinco por cento da receita bruta, decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional em qualquer modalidade desportiva, inclusive jogos internacionais, e de qualquer forma de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e de transmissão de espetáculos desportivos. Prof. Fernando Maciel (Q1739965 – 2021 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 7º Simulado) A empresa é obrigada a arrecadar a contribuição previdenciária, mediante desconto na remuneração paga, devida ou creditada, bem como recolher a contribuição dos segurados, empregado e trabalhador avulso a seu serviço, observado o limite máximo do salário de contribuição. CERTO Prof. Fernando Maciel (Q1739965 – 2021 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 7º Simulado) ✔Fundamento normativo: Lei 8.212/91 Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: I - a empresa é obrigada a: a) arrecadar as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço, descontando-as da respectiva remuneração; b) recolher os valores arrecadados na forma da alínea a deste inciso, a contribuição a que se refere o inciso IV do art. 22 desta Lei, assim como as contribuições a seu cargo incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais a seu serviço até o dia 20 (vinte) do mês subsequente ao da competência; c) recolher as contribuições de que tratam os incisos I e II do art. 23, na forma e prazos definidos pela legislação tributária federal vigente; Prof. Fernando Maciel (Q1739962 – 2021 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 7º Simulado) Constitui contribuição social voltada ao custeio da Seguridade Social a do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidente sobre a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, a pessoa física ou jurídica que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; a receita ou o faturamento; o lucro. ERRADO Prof. Fernando Maciel (Q1739962 – 2021 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 7º Simulado) ✔Fundamento normativo: CF/88 Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediantepessoa física. Prof. Fernando Maciel Prestação de serviço a pessoas desobrigadas de reter/descontar contribuição Alíquota de contribuição do CI ao prestar serviços a entidades equiparadas a empresa (art. 216, RPS): • O CI deverá recolher a própria contribuição, observando a alíquota base de 20% (§ 33); • Porém poderá deduzir 45% da contribuição patronal do contratante, limitada a dedução de 9%, o que resultará numa alíquota efetiva de 11% (§ 20*) (*) § 20. Na hipótese de o contribuinte individual prestar serviço a outro contribuinte individual equiparado a empresa ou a produtor rural pessoa física ou a missão diplomática e repartição consular de carreira estrangeiras, poderá deduzir, da sua contribuição mensal, quarenta e cinco por cento da contribuição patronal do contratante, efetivamente recolhida ou declarada, incidente sobre a remuneração que este lhe tenha pago ou creditado, no respectivo mês, limitada a nove por cento do respectivo salário-de-contribuição. Prof. Fernando Maciel Recolhimento trimestral O CI que contribua sobre o salário-mínimo tem a faculdade de recolher suas contribuições trimestralmente: Dec. 3.048/99 Art. 216 (...) § 15. É facultado aos segurados contribuinte individual e facultativo, cujos salários-de-contribuição sejam iguais ao valor de um salário mínimo, optarem pelo recolhimento trimestral das contribuições previdenciárias, com vencimento no dia quinze do mês seguinte ao de cada trimestre civil, prorrogando-se o vencimento para o dia útil subseqüente quando não houver expediente bancário no dia quinze. Prof. Fernando Maciel CI condutor autônomo de veículo rodoviário O salário-de-contribuição do CI condutor autônomo de veículo rodoviário será de 20% do valor bruto do serviço prestado. Sobre esse valor incidirá a sua alíquota de contribuição. Lei 8.212/91 Art. 28 (...) § 11. Considera-se remuneração do contribuinte individual que trabalha como condutor autônomo de veículo rodoviário, como auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, em automóvel cedido em regime de colaboração, nos termos da Lei nº 6.094, de 30 de agosto de 1974, como operador de trator, máquina de terraplenagem, colheitadeira e assemelhados, o montante correspondente a 20% (vinte por cento) do valor bruto do frete, carreto, transporte de passageiros ou do serviço prestado, observado o limite máximo a que se refere o § 5º. Prof. Fernando Maciel CI condutor autônomo de veículo rodoviário ✔Contribuição parafiscal (Sistema S): Além da alíquota de 20% o CI condutor autônomo de veículo rodoviário deve recolher adicional de 2,5% a título de SEST/SENAT. Lei 8.212/91 Art. 28 (...) § 11. Considera-se remuneração do contribuinte individual que trabalha como condutor autônomo de veículo rodoviário, como auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, em automóvel cedido em regime de colaboração, nos termos da Lei nº 6.094, de 30 de agosto de 1974, como operador de trator, máquina de terraplenagem, colheitadeira e assemelhados, o montante correspondente a 20% (vinte por cento) do valor bruto do frete, carreto, transporte de passageiros ou do serviço prestado, observado o limite máximo a que se refere o § 5º. Prof. Fernando Maciel Fim da nossa aula! Prof. Fernando Maciel DIREITO PREVIDENCIÁRIO Prof. Fernando Maciel profernandomaciel Prof. Fernando Maciel CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL Desoneração da folha de pagamento Desoneração da folha de pagamento ✓ Conceito: Medida tributária que visa substituir a contribuição patronal incidente sobre a folha de pagamento, por uma contribuição incidente sobre a receita bruta. ✓ Finalidade: Incentivar a manutenção e ampliação dos postos formais de trabalho (emprego), por meio da redução dos custos tributários incidentes sobre a mão-de-obra assalariada. Prof. Fernando Maciel Desoneração da folha de pagamento ✓ Fundamento normativo constitucional: A EC 42/03 incluiu os §§ 12 e 13 ao art. 195 da CF/88: § 12. A lei definirá os setores de atividade econômica para os quais as contribuições incidentes na forma dos incisos I, b; e IV do caput, serão não-cumulativas. § 13. Aplica-se o disposto no § 12 inclusive na hipótese de substituição gradual, total ou parcial, da contribuição incidente na forma do inciso I, a, pela incidente sobre a receita ou o faturamento*. (*) Revogado pela EC 103/19 Prof. Fernando Maciel Desoneração da folha de pagamento ✓ Fundamento normativo constitucional: Com a EC 103/19 a desoneração da folha perdeu o seu fundamento constitucional de validade, tanto que a nova redação do § 9º do art. 195 veda a adoção de base de cálculo diferenciada para a contribuição sobre a folha: § 9º As contribuições sociais previstas no inciso I do caput deste artigo poderão ter alíquotas diferenciadas em razão da atividade econômica, da utilização intensiva de mão de obra, do porte da empresa ou da condição estrutural do mercado de trabalho, sendo também autorizada a adoção de bases de cálculo diferenciadas apenas no caso das alíneas "b" e "c" do inciso I do caput. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) Prof. Fernando Maciel Desoneração da folha de pagamento ✓ Fundamento normativo constitucional: Porém a EC 103/19 ressalvou a desoneração da folha implementada antes de sua vigência: Art. 30. A vedação de diferenciação ou substituição de base de cálculo decorrente do disposto no § 9º do art. 195 da Constituição Federal não se aplica a contribuições que substituam a contribuição de que trata a alínea "a" do inciso I do caput do art. 195 da Constituição Federal instituídas antes da data de entrada em vigor desta Emenda Constitucional. Obs: Essa ressalva permite a manutenção da base de cálculo diferenciada adotada para as equipes profissionais de futebol. Prof. Fernando Maciel Desoneração da folha de pagamento ✓ Fundamento normativo legal: O art. 7º da Lei 12.546/11 passou a prever a desoneração da folha de pagamento de forma provisória até 31/12/14, de forma restrita a alguns setores da economia. Art. 7º Até 31 de dezembro de 2014, a contribuição devida pelas empresas que prestam exclusivamente os serviços de Tecnologia da Informação (TI) e de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), referidos no § 4º do art. 14 da Lei nº 11.774, de 17 de setembro de 2008, incidirá sobre o valor da receita bruta, excluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos, em substituição às contribuições previstas nos incisos I e III do art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, à alíquota de 2,5% (dois inteiros e cinco décimos por cento). Prof. Fernando Maciel Desoneração da folha de pagamento ✓ Fundamento normativo legal: Normas posteriores alteraram a alíquota de contribuição substitutiva e ampliaram os segmentos empresariais contemplados com a desoneração da folha. Como por exemplo: • MPv 563/12 (alterou alíquota para 2% e incluiu o setor hoteleiro); • Lei 12.715/12 (manteve alíquota 2% e incluiu o setor de transporte coletivo de passageiros); • Lei 13.043/14 tornou a política de desoneração permanente; • Lei 13.161/15 tornou facultativa a desoneração; • Lei 13.670/18 retomou o caráter provisório da desoneração, com prazo até 12/2020, excluindo diversos setores empresariais; • Lei 14.020/20 estendeu a desoneração até 12/2021. Prof. Fernando Maciel Desoneração da folha de pagamento ✓ Abrangência: A substituição alcança as contribuições previstas nos incisos I* e III** do art. 22 da Lei 8.212/91 (art. 7º, Lei 12.546/11); (*) 20% sobre a remuneração dos empregados e avulsos; (**) 20% da remuneração dos contribuintes individuais. Obs.1: a contribuição sobre o 13º salário também está abrangida na desoneração; Obs.2: não estão abrangidas pela desoneração: SAT/FAP, FAE, e Terceiros (Sistema S). Prof. Fernando Maciel Desoneração da folha de pagamento ✓ Retenção da contribuição das empresas desoneradas: Ao contratar empresa de cessão de mão-de-obra abrangida pela desoneração, o tomador de serviço deverá reter 3,5% do valor brutoda nota fiscal ou fatura de prestação de serviço. Prof. Fernando Maciel Desoneração da folha de pagamento ✓ Formas de desoneração: A desoneração da folha de pagamento pode observar 3 formas distintas: a) CNAE (ex.: construção civil); b) Produto produzido; c) Serviço listado na Lei. Prof. Fernando Maciel Desoneração da folha de pagamento ✓ Modalidades de desoneração: A desoneração da folha de pagamento pode observar 2 modalidades distintas: a) “Tuto ou nada”; Aplica-se na desoneração por CNAE*, de modo que ou a empresa mantém a contribuição de 20% sobre a remuneração, ou então opta pela contribuição previdenciária sobre a receita bruta – CPRB. (*) Adota-se o CNAE principal, aquele de maior receita auferida (ano-calendário anterior) ou esperada (previsão de receita). Prof. Fernando Maciel Desoneração da folha de pagamento ✓ Modalidades de desoneração: A desoneração da folha de pagamento pode observar 2 modalidades distintas: b) Proporcional: Aplica-se na desoneração por produto produzido ou por serviços listados; A empresa pode recolher parte sobre sua folha salarial e CPRB sobre parcela do seu faturamento relativo a produtos desonerados. Prof. Fernando Maciel Fim da nossa aula! Prof. Fernando Maciel DIREITO PREVIDENCIÁRIO Prof. Fernando Maciel profernandomaciel Prof. Fernando Maciel CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL Obrigações fiscais acessórias OBRIGAÇÕES FISCAIS ✔Noções preliminares: As obrigações fiscais se dividem em PRINCIPAIS e ACESSÓRIAS: • Obrig. PRINCIPAL = pagar tributos e multas; • Obrig. ACESSÓRIA = prestações positivas (fazer) ou negativas (não fazer) no interesse da fiscalização e arrecadação dos tributos*. (*) O descumprimento de uma Obrig. Acessória pode acarretar o surgimento de uma Obrig. Principal (Multa). Prof. Fernando Maciel OBRIGAÇÕES FISCAIS PREVIDENCIÁRIAS O art. 32 da Lei nº 8.212/91, regulamentado pelo art. 225 do RPS, estabelece um rol de obrigações acessórias imputáveis às empresas. São elas: I - preparar folha de pagamento da remuneração paga, devida ou creditada a todos os segurados* a seu serviço, devendo manter, em cada estabelecimento**, uma via da respectiva folha e recibos de pagamentos; (*) Empregados, contribuintes individuais e avulsos não portuários (pois a folha dos avulsos portuários é elaborada pelo OGMO); (**) Elaborada por estabelecimento, obra de construção civil e por tomador de serviço (empresas de cessão de mão-de-obra); Prof. Fernando Maciel OBRIGAÇÕES FISCAIS PREVIDENCIÁRIAS O art. 32 da Lei nº 8.212/91, regulamentado pelo art. 225 do RPS, estabelece um rol de obrigações acessórias imputáveis às empresas. São elas: I - (...) ✔Penalidades: • Deixar de observar os padrões exigidos pela legislação = Auto de Infração no valor de R$ 2.656,61 (Portaria ME 477/21) • Deixar de elaborar a folha ou não apresentar à Auditoria Fiscal = Auto de Infração no valor de R$ 26.565,90. Prof. Fernando Maciel OBRIGAÇÕES FISCAIS PREVIDENCIÁRIAS O art. 32 da Lei nº 8.212/91 estabelece um rol de obrigações acessórias imputáveis às empresas. São elas: II - lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; ✔Penalidades: • Deixar de lançar em títulos próprios os fatos geradores das contribuições = Auto de Infração no valor de R$ 26.565,90. Prof. Fernando Maciel OBRIGAÇÕES FISCAIS PREVIDENCIÁRIAS O art. 32 da Lei nº 8.212/91 estabelece um rol de obrigações acessórias imputáveis às empresas. São elas: III - prestar ao Instituto Nacional do Seguro Social e à Secretaria da Receita Federal todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse dos mesmos, na forma por eles estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização; Prof. Fernando Maciel OBRIGAÇÕES FISCAIS PREVIDENCIÁRIAS O art. 32 da Lei nº 8.212/91 estabelece um rol de obrigações acessórias imputáveis às empresas. São elas: IV - informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social, por intermédio da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social - GFIP, na forma por ele estabelecida, dados cadastrais, todos os fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse daquele Instituto; • A GFIP está em via de extinção em virtude do e-Social; • A GFIP deve ser entregue à CEF em meio digital até o dia 07 do mês subsequente aos fatos geradores; • A GFIP também deve ser elaborada por estabelecimento, por obra de construção civil ou por tomador de serviço; • A declaração em GFIP constitui confissão em dívida e é instrumento hábil e suficiente para a exigência do crédito tributário (§ 2º); • A GFIP deve ser entregue mesmo que não ocorram fatos geradores de contribuição previdenciária (§9º); • A ausência de entrega da GFIP impede a emissão da CND (§ 10). Prof. Fernando Maciel OBRIGAÇÕES FISCAIS PREVIDENCIÁRIAS IV - (...) ✔Penalidades (art. 32-A): • Não entrega da GFIP = multa de 2% (limitado até 20%) ao mês, incidente sobre o montante das contribuições, ainda que integralmente pagas; • Informações incorretas ou omitidas = R$ 20 para cada grupo de 10 incorreções/omissões; • Termo inicial para aplicação da multa será o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da GFIP, sendo o termo final a data de efetiva entrega ou, não sendo apresentada, a data do Auto de Infração do da notificação de lançamento (§ 1º); Prof. Fernando Maciel OBRIGAÇÕES FISCAIS PREVIDENCIÁRIAS IV - (...) ✔Penalidades (art. 32-A): • Redução da multa (§ 2º): • 50% se a declaração for apresentada antes de qualquer procedimento fiscal de ofício; • 25% se houver apresentação no prazo fixado em intimação. • Valor mínimo da multa (§ 3º): • R$ 200 no caso de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores; • R$ 500 nos demais casos. Prof. Fernando Maciel OBRIGAÇÕES FISCAIS PREVIDENCIÁRIAS O art. 32 da Lei nº 8.212/91 estabelece um rol de obrigações acessórias imputáveis às empresas. São elas: VI - comunicar, mensalmente, aos empregados, por intermédio de documento a ser definido em regulamento, os valores recolhidos sobre o total de sua remuneração ao INSS. Prof. Fernando Maciel OBRIGAÇÕES FISCAIS PREVIDENCIÁRIAS ✔Outras obrigações acessórias: • Emissão da CAT (art. 22, Lei 8.213/91): A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente; Cópia da CAT deve ser entregue ao acidentado ou seus dependentes, bem como ao Sindicato da categoria (§ 1º); Se a empresa não emitir a CAT, poderá fazê-lo: o acidentado, os dependentes, o sindicato, o médico que o assistiu, ou qualquer autoridade pública (§ 2º); Prof. Fernando Maciel OBRIGAÇÕES FISCAIS PREVIDENCIÁRIAS ✔Outras obrigações acessórias: • Emissão da CAT (art. 22, Lei 8.213/91): Penalidade: Multa variável entre o limite mínimo (Salário-mínimo) e o “Teto do RGPS”, por cada acidente não comunicado; A multa será sucessivamente aumentada ao dobro nas reincidências, até atingir o limite máximo; A comunicação subsidiária dos legitimados não exime a empresa da multa (§ 3º); Os sindicatos e entidades representativas de classe poderão acompanhar a cobrança da multa (§ 4º); Não se aplica a multa no caso de NTEP (§ 5º). Prof. Fernando Maciel OBRIGAÇÕES FISCAIS PREVIDENCIÁRIAS ✔Outras obrigações acessórias: • Elaborar PPP (art. 58, § 4º, Lei 8.213/91): A empresa deverá elaborar e manter atualizado perfil profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este, quando da rescisão do contrato de trabalho, cópia autêntica desse documento. Penalidade: Multa de R$ 2.656,61 (art. 283, I, “h”, RPS). Prof. Fernando Maciel Fim da nossa aula! Prof. Fernando Maciel DIREITO PREVIDENCIÁRIO Prof. Fernando Maciel profernandomacielProf. Fernando Maciel CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL Responsabilidade solidária RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA ✓ Noções preliminares: Há solidariedade quando, na mesma obrigação, concorre mais de um credor ou mais de um devedor, cada um com direito ou obrigado à dívida toda (art. 264, Código Civil); Prof. Fernando Maciel RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA ✓ Solidariedade passiva: O credor tem direito a exigir e receber de um ou de alguns dos devedores, parcial ou totalmente*, a dívida comum (art. 275, Código Civil); (*) A solidariedade tributária não comporta o benefício de ordem, de modo que cada devedor responde pela dívida toda. Se o pagamento tiver sido parcial, todos os demais devedores continuam obrigados solidariamente pelo resto; A finalidade da solidariedade passiva tributária é contribuir para a efetividade da arrecadação. Prof. Fernando Maciel RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA ✓ Hipóteses legais: A solidariedade não se presume; resulta da lei ou da vontade das partes (art. 265, Código Civil). • Obra de construção civil (art. 30, VI, Lei 8.212/91): O proprietário, o incorporador, o dono da obra ou condômino da unidade imobiliária, qualquer que seja a forma de contratação da construção, reforma ou acréscimo, são solidários com o construtor, e estes com a subempreiteira, pelo cumprimento das obrigações para com a Seguridade Social; Há direito regressivo contra o executor ou contratante da obra; Admite-se a retenção de importância devida ao executor/contratante para garantia do cumprimento dessas obrigações; Não se aplica, em qualquer hipótese, o benefício de ordem; Prof. Fernando Maciel RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA • Obra de construção civil (art. 30, VI, Lei 8.212/91): Não haverá solidariedade na hipótese de cessão ou empreitada de mão-de-obra* (art. 220, RPS); (*) Não se considera cessão de mão-de-obra a contratação de construção civil em que a empresa construtora assuma a responsabilidade direta e total pela obra ou repasse o contrato integralmente (§ 1º). Nos casos de cessão de mão-de-obra o contratante irá reter 11% sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, recolhendo em nome da empresa contratada (art. 31, Lei 8.212/91); Não haverá responsabilidade solidária do adquirente de prédio ou unidade imobiliária que realizar a operação com empresa de comercialização ou incorporador de imóveis (art. 30, VII, Lei 8.212/91); Também não haverá solidariedade nos casos de contratação de serviços por intermédio de cooperativa de trabalho (art. 224-A, RPS). Prof. Fernando Maciel RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA • Empresas do mesmo grupo econômica (art. 30, IX, Lei 8.212/91): As empresas que integram grupo econômico* de qualquer natureza respondem entre si, solidariamente, pelas obrigações relativas ao custeio da Seguridade Social. (*) Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão responsáveis solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de emprego (art. 2º, § 2º, CLT). Prof. Fernando Maciel RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA • Gestores de entidades da administração indireta (art. 42, Lei 8.212/91): Os administradores de autarquias e fundações públicas, criadas e mantidas pelo Poder Público, de empresas públicas e de sociedades de economia mista sujeitas ao controle da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, que se encontrarem em mora, por mais de 30 dias, no recolhimento das contribuições previstas na Lei nº 8.212/91, tornam-se solidariamente responsáveis pelo respectivo pagamento. Prof. Fernando Maciel RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA • Administração pública (art. 71, § 2º, Lei 8.666/93): A Administração Pública responde solidariamente com o contratado pelos encargos previdenciários resultantes da execução do contrato mediante cessão de mão-de-obra, nos termos do art. 31 da Lei nº 8.212/91*. Se a administração pública efetuar a retenção dos 11% sobre a nota de prestação de serviços, sua responsabilidade solidária será afastada; Além disso, essa solidariedade somente se aplica nos contratos de cessão de mão-de-obra, e não nos casos de realização de obra pública, cujo fundamento seria o art. 30, VI, da Lei 8.212/91 (responsabilidade do proprietário da obra). Prof. Fernando Maciel RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA • Operador portuário e OGMO (art. 2, § 4º, Lei 9.719/98): O operador portuário e o órgão gestor de mão-de-obra - OGMO são solidariamente responsáveis pelo pagamento dos encargos trabalhistas, das contribuições previdenciárias e demais obrigações, inclusive acessórias, devidas à Seguridade Social, vedada a invocação do benefício de ordem; Se o OGMO não elaborar a escalação dos trabalhadores avulsos, o operador portuário será excluído dessa responsabilidade, devendo aquele (OGMO) responder sozinho pelo cumprimento das obrigações previdenciárias. Prof. Fernando Maciel RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA • Produtores rurais integrantes de consórcios simplificados (art. 25-A, Lei 8.212/91): Equipara-se ao empregador rural pessoa física o consórcio simplificado de produtores rurais, formado pela união de produtores rurais pessoas físicas, que outorgar a um deles poderes para contratar, gerir e demitir trabalhadores para prestação de serviços, exclusivamente, aos seus integrantes; Os produtores rurais integrantes do referido consórcio serão responsáveis solidários em relação às obrigações previdenciárias (§ 3º). Prof. Fernando Maciel RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA • Oficial de cartórios e contratantes (art. 48, Lei 8.212/91): Caso o Oficial de Cartório deixe de exigir a CND para a lavratura ou registro de instrumento que exija essa formalidade, isso acarretará a sua responsabilidade solidária, juntamente com os contratantes que figurarem no negócio jurídico. Prof. Fernando Maciel RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA • Trabalho temporário (art. 16, Lei 6.019/74): No caso de falência da empresa de trabalho temporário, a empresa tomadora ou cliente é solidariamente responsável pelo recolhimento das contribuições previdenciárias, no tocante ao tempo em que o trabalhador esteve sob suas ordens, assim como em referência ao mesmo período, pela remuneração e indenização previstas na Lei 6.019/74. Prof. Fernando Maciel Fim da nossa aula! Prof. Fernando Maciel DIREITO PREVIDENCIÁRIO Prof. Fernando Maciel profernandomaciel Prof. Fernando Maciel CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL Parcelamento de contribuições sociais PARCELAMENTO ✔Fundamento normativo constitucional: Art. 195 (...) § 11. São vedados* a moratória e o parcelamento em prazo superior a 60 (sessenta) meses e, na forma de lei complementar, a remissão e a anistia das contribuições sociais de que tratam a alínea "a" do inciso I e o inciso II do caput. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) (*) EC 103/19 Art. 31. O disposto no § 11 do art. 195 da Constituição Federal não se aplica aos parcelamentos previstos na legislação vigente até a data de entrada em vigor desta Emenda Constitucional, sendo vedadas a reabertura ou a prorrogação de prazo para adesão. Prof. Fernando Maciel PARCELAMENTO ✔Fundamento normativo infraconstitucional: Até o ano de 2009 o parcelamento das contribuições devidas à Seguridade Social encontrava-se disciplinado no art. 38 da Lei 8.212/91: Art. 38. As contribuições devidas à Seguridade Social, incluídas ou não em notificação de débito, poderão, após verificadas e confessadas, ser objeto de acordo para pagamento parcelado em até 60 (sessenta) meses, observado o disposto em regulamento. Porém esse dispositivo foi revogado pela Lei 11.941/09, de modo que o parcelamento passou a ser disciplinado pelas regras gerais aplicáveis aos Tributos da União, ou seja, pelos arts. 10 a 16 da Lei 10.522/02. Prof. Fernando Maciel PARCELAMENTO ✔Prazo de 60 meses: Os débitos de qualquer natureza para com a Fazenda Nacional poderão serparcelados em até 60 parcelas mensais, a exclusivo critério da autoridade fazendária, na forma e condições previstas na Lei 10.522/02 (art. 10). ✔Pagamento da 1ª parcela: O parcelamento terá sua formalização condicionada ao prévio pagamento da primeira prestação, conforme o montante do débito e o prazo solicitado (art. 11). Prof. Fernando Maciel PARCELAMENTO ✔Apresentação de garantias: Em se tratando de débitos inscritos em Dívida Ativa, a concessão do parcelamento fica condicionada* à apresentação, pelo devedor, de garantia real ou fidejussória, inclusive fiança bancária, idônea e suficiente para o pagamento do débito (art. 11, § 1º); (*) MEI e EPP optantes pelo SIMPLES estão dispensadas dessa garantia. Prof. Fernando Maciel PARCELAMENTO ✔Confissão de dívida e constituição do crédito: O pedido de parcelamento deferido constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência do crédito tributário (art. 12). ✔Homologação tácita: O parcelamento será considerado automaticamente deferido quando decorrido o prazo de 90 dias, contado da data do seu pedido sem que a RFB tenha se pronunciado (art. 12, § 1º, II). Obs.: Enquanto não deferido o pedido, o devedor fica obrigado a recolher, a cada mês, como antecipação, valor correspondente a uma parcela (art. 12, § 2º). Prof. Fernando Maciel PARCELAMENTO ✔Incidência de juros: O valor de cada prestação mensal, por ocasião do pagamento, será acrescido de juros equivalentes à taxa SELIC, acumulada mensalmente, calculados a partir do mês subsequente ao da consolidação até o mês anterior ao do pagamento, e de 1% (um por cento) relativamente ao mês em que o pagamento estiver sendo efetuado (art. 13). Prof. Fernando Maciel PARCELAMENTO ✔Valor mínimo da parcela: O valor mínimo de cada prestação será fixado em ato conjunto do Secretário da RFB e do Procurador-Geral da PGFN* (art. 13, § 1º). (*) Portaria Conjunta RFB/PGFN nº 895/2019 (art. 2º): • R$ 200 para pessoas físicas; • R$ 500 para pessoa jurídica ou obra de construção civil; Prof. Fernando Maciel PARCELAMENTO ✔Hipóteses vedadas: É vedada a concessão de parcelamento de débitos relativos a (art. 14): I – tributos passíveis de retenção na fonte, de desconto de terceiros ou de sub-rogação; (...) III - valores recebidos pelos agentes arrecadadores não recolhidos aos cofres públicos; (...) IX – tributos devidos por pessoa jurídica com falência decretada ou por pessoa física com insolvência civil decretada; Prof. Fernando Maciel PARCELAMENTO ✔Hipóteses vedadas: Também não poderão ser objeto de parcelamento (art. 7º, Lei 10.666/03): - as contribuições descontadas dos empregados, inclusive dos domésticos, dos trabalhadores avulsos, dos contribuintes individuais; - as decorrentes da sub-rogação; - e as demais importâncias descontadas na forma da legislação previdenciária. Prof. Fernando Maciel PARCELAMENTO ✔Reparcelamento: Será admitido reparcelamento de débitos constantes de parcelamento em andamento ou que tenha sido rescindido (art. 14-A); No reparcelamento poderão ser incluídos novos débitos (§ 1º); A formalização do pedido de reparcelamento fica condicionada ao recolhimento da 1ª parcela em valor correspondente a (§ 2º): 10% do total dos débitos consolidados; ou 20% do total dos débitos consolidados, caso haja débito com histórico de reparcelamento anterior. Prof. Fernando Maciel PARCELAMENTO ✔Rescisão: Implicará imediata rescisão do parcelamento e remessa do débito para inscrição em Dívida Ativa ou prosseguimento da execução, a falta de pagamento de (art. 14-B): I – de 3 parcelas, consecutivas ou não; ou II – de 1 parcela, estando pagas todas as demais. Prof. Fernando Maciel Fim da nossa aula! Prof. Fernando Maciel DIREITO PREVIDENCIÁRIO Prof. Fernando Maciel profernandomaciel Prof. Fernando Maciel CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL Certidão Negativa de Débito - CND CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO ✔Conceito: Documento que comprova a inexistência de débitos tributários. ✔Fundamento normativo: • Art. 195, § 3º, CF/88* (*) A pessoa jurídica em débito com o sistema da seguridade social, como estabelecido em lei, não poderá contratar com o Poder Público nem dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. • Arts. 47 e 48 da Lei 8.212/91; • Arts. 260 a 265 do Dec. 3.048/99; • PORTARIA CONJUNTA RFB/PGFN nº 1751/14 (Dispõe sobre a prova de regularidade fiscal perante a Fazenda Nacional) Prof. Fernando Maciel CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO ✔Hipóteses exigíveis (art. 47, Lei 8.212/91): I - Empresas devem apresentar CND nos seguintes casos: a) na contratação com o Poder Público e no recebimento de benefícios ou incentivo fiscais ou creditícios; b) na alienação ou oneração, a qualquer título, de bem imóvel ou direito a ele relativo; c) na alienação ou oneração, a qualquer título, de bem móvel de valor superior a R$ 66.414,20*, incorporado ao ativo permanente da empresa; (*) Portaria ME 477/2021. Prof. Fernando Maciel CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO ✔Hipóteses exigíveis (art. 47, Lei 8.212/91): I - Empresas devem apresentar CND nos seguintes casos: d) no registro ou arquivamento*, no órgão próprio, de ato relativo a baixa ou redução de capital de firma individual, redução de capital social, cisão total ou parcial, transformação ou extinção de entidade ou sociedade comercial ou civil e transferência de controle de cotas de sociedades de responsabilidade limitada. (*) Microempresas e Empresas de Pequeno Porte estão dispensadas de apresentar a CND (art. 9, § 1º, II, LCp 123/06). Prof. Fernando Maciel CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO ✔Hipóteses exigíveis (art. 47, Lei 8.212/91): II – Proprietário (pessoa física ou jurídica) de obra de construção civil: Quando de sua averbação no registro de imóveis* (*) Salvo no caso de construção residencial unifamiliar, destinada ao uso próprio, de tipo econômico, executada sem mão-de-obra assalariada (isenção prevista no art. 30, VIII, da Lei 8.212/91. Obs.: O condômino adquirente de unidades imobiliárias de obra de construção civil não incorporada na forma da Lei nº 4.591/64, poderá obter documento comprobatório de inexistência de débito, desde que comprove o pagamento das contribuições relativas à sua unidade (§ 7º). Prof. Fernando Maciel CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO ✔Abrangência (art. 47, § 1º, Lei 8.212/91): A CND deve ser exigida da empresa em relação a todas as suas dependências, estabelecimentos e obras de construção civil, independentemente do local onde se encontrem*. (*) Ressalvado aos órgãos competentes o direito de cobrança de qualquer débito apurado posteriormente. Prof. Fernando Maciel CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO ✔Incorporação imobiliária (art. 47, § 2º, Lei 8.212/91): A CND, quando exigível ao incorporador, independe da apresentada no registro de imóveis por ocasião da inscrição do memorial de incorporação. ✔Prazo de validade (art. 47, § 5º, Lei 8.212/91): O prazo de validade da certidão expedida conjuntamente RFB e pela PGFN será de até 180 dias, contado da data de emissão da certidão, prorrogável, excepcionalmente, pelo prazo determinado em ato conjunto dos referidos órgãos (Redação dada pela Lei nº 14.148/21). Prof. Fernando Maciel CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO ✔ Independe de CND (art. 47, § 6º, Lei 8.212/91): a) a lavratura ou assinatura de instrumento, ato ou contrato que constitua retificação, ratificação ou efetivação de outro anterior para o qual já foi feita a prova; b) a constituição de garantia para concessão de crédito rural, em qualquer de suas modalidades, por instituição de crédito pública ou privada, desde que o contribuinte não seja responsável direto pelo recolhimento de contribuições sobre a sua produção para a Seguridade Social; c) a averbação de imóvel cuja construção tenha sido concluída antes de 22 de novembro de 1966. d) o recebimento pelos Municípios de transferência de recursos destinados a ações de assistência social, educação, saúde e em caso de calamidade pública. e) a averbação da construção civillocalizada em área objeto de regularização fundiária de interesse social, na forma da Lei nº 11.977/09. Prof. Fernando Maciel CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO ✔Consequência da não exigência de CND (art. 48, Lei 8.212/91): A prática de ato com inobservância da apresentação de CND, ou o seu registro, acarretará a responsabilidade solidária dos contratantes e do oficial do cartório que lavrar ou registrar o instrumento, sendo o ato nulo para todos os efeitos*. (*) A RFB pode autorizar a prática do ato, desde que o débito seja pago no ato, ou o seu pagamento fique assegurado mediante confissão de dívida fiscal, com o oferecimento de garantias reais suficientes (§ 1º). Prof. Fernando Maciel CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO ✔Modalidades de garantias (art. 260, Dec. 3.048/99): I - depósito integral e atualizado do débito em moeda corrente; II - hipoteca de bens imóveis com ou sem seus acessórios; III - fiança bancária; IV - vinculação de parcelas do preço de bens ou serviços a serem negociados a prazo pela empresa; V - alienação fiduciária de bens móveis; ou VI - penhora. Obs.: A garantia deve ter valor mínimo de 120% do total da dívida, observado, em qualquer caso, o valor de mercado dos bens indicados (parágrafo único). Prof. Fernando Maciel CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO ✔Certidão positiva com efeitos de negativa - CPEND: Será concedida CPEND quando: • o débito não esteja constituído em decisão definitiva; • haja garantia do depósito integral ou parcelamento; • tenha sido operada penhora suficiente para a satisfação do débito; • tenha ocorrido outra forma de suspensão da exigibilidade do crédito. Prof. Fernando Maciel CERTIDÃO DE REGULARIDADE PREVIDENCIÁRIA – CRP (art. 56, Lei 8.212/91) A inexistência de débito em relação às contribuições sociais é condição necessária para que os Estados, o Distrito Federal e os Municípios possam receber as transferências dos recursos do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal e do Fundo de Participação dos Municípios; Bem como para celebrar acordo, contrato, convênio ou ajuste, bem como receber empréstimo, financiamento, aval ou subvenção em geral de órgão ou entidade da administração direta e indireta da União. Obs.: Tal comprovação não se dá por meio de CND, mas sim CRP, que foi instituída pelo Decreto nº 3.788/01. Prof. Fernando Maciel Fim da nossa aula! Prof. Fernando Maciel Prof. Fernando Maciel CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL Decadência e Prescrição DECADÊNCIA E PRESCRIÇÃO ✔Noções preliminares: O transcurso do tempo é um fato jurídico que pode acarretar efeitos positivos (aquisitivos) ou negativos (extintivos) na esfera patrimonial; De acordo com o art. 156, V, do Código Tributário Nacional, a decadência e a prescrição são hipóteses de extinção do crédito tributário; A inércia do Poder Público em constituir o crédito mediante o lançamento (decadência) ou então de cobrá-lo após sua constituição (prescrição), pode acarretar a extinção desse crédito. Prof. Fernando Maciel DECADÊNCIA ✔Conceito: Extinção do crédito tributário em virtude da inércia da Fazenda Pública em constituir o crédito por meio do lançamento, no prazo de 5 anos após o fato gerador. ✔Fundamento normativo: Código Tributário Nacional: Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, (...) Prof. Fernando Maciel DECADÊNCIA ✔Normatização por Lei Complementar: De acordo com o art. 146, III, “b”, da CF/88, cabei à Lei Complementar estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários; Por isso, ao dispor sobre essas matérias o CTN (Lei 5.172/66) foi recepcionado pela CF/88 como uma Lei “materialmente” complementar. Prof. Fernando Maciel DECADÊNCIA ✔Inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91: A exigência constitucional de veiculação por Lei Complementar ensejou a decretação da inconstitucionalidade* formal dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91*, que previam prazo prescricional e decadencial de 10 anos. (*) STF Súmula Vinculante nº 08: São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto- Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991**, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. (**) Dispositivos já revogados pela LCp 128/08. Prof. Fernando Maciel DECADÊNCIA ✔Termo inicial: • Tributos sujeitos a LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO: O prazo decadencial de 5 anos tem início com a ocorrência do fato gerador*. (*) CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Prof. Fernando Maciel DECADÊNCIA ✔Termo inicial: • Tributos sujeitos a LANÇAMENTO DE OFÍCIO: O prazo decadencial de 5 anos tem início (art. 173, CTN): I - do primeiro dia do exercício* seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; (*) Exercício fiscal = ano II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal**, o lançamento anteriormente efetuado. (**) Falta de algum requisito essencial do lançamento (identificação do sujeito passivo; descrição dos fatos geradores e base de cálculo; montante da contribuição, identificação do Auditor Fiscal responsável pela constituição, etc.) Prof. Fernando Maciel DECADÊNCIA ✔Auto de infração cessa a contagem do prazo STJ - Súmula 622 A notificação do auto de infração faz cessar a contagem da decadência para a constituição do crédito tributário; exaurida a instância administrativa com o decurso do prazo para a impugnação ou com a notificação de seu julgamento definitivo e esgotado o prazo concedido pela Administração para o pagamento voluntário, inicia-se o prazo prescricional para a cobrança judicial. Prof. Fernando Maciel DECADÊNCIA ✔Hipóteses de não incidência (art. 348, RPS): • Para comprovar o exercício de atividade remunerada, com vistas à concessão de benefícios, será exigido do contribuinte individual, a qualquer tempo, o recolhimento das correspondentes contribuições* (§ 1º); (*) Lei 8.212/91, Art. 45-A. O contribuinte individual que pretenda contar como tempo de contribuição, para fins de obtenção de benefício no Regime Geral de Previdência Social ou de contagem recíproca do tempo de contribuição, período de atividade remunerada alcançada pela decadência deverá indenizar** o INSS. (**) A indenização somente se aplica para as contribuições em atraso alcançadas pela decadência. • Na hipótese de DOLO, FRAUDE ou SIMULAÇÃO, a Fazenda Nacional pode, a qualquer tempo, apurar e constituir seus créditos (§ 2º). Prof. Fernando Maciel PRESCRIÇÃO ✔Conceito: Extinção do crédito tributário em virtude da inércia da Fazenda Pública em efetuar a cobrança do crédito, no prazo de 5 anos contados de sua constituição*. (*) O crédito tributário relativo às contribuições sociais são constituídos por meio de: • Notificação de débito; • Auto de Infração; • Confissão; • Documento declaratório de valores devidos e não recolhido pelo contribuinte (GFIP). ✔ Fundamento normativo: Código Tributário Nacional: Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos, contados da data da sua constituição definitiva. Prof. Fernando Maciel PRESCRIÇÃO ✔Hipóteses de suspensão (art. 151, CTN): Suspende a exigibilidade do crédito tributário e, consequentemente, o prazo prescricional: I - moratória; II - o depósito do seu montante integral; III - as reclamaçõese os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo; IV - a concessão de medida liminar em mandado de segurança; V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial; VI – o parcelamento. Prof. Fernando Maciel PRESCRIÇÃO ✔Hipóteses de interrupção (art. 174, p.ú., CTN): A prescrição se interrompe: I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal; II - pelo protesto judicial; III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito pelo devedor. Prof. Fernando Maciel Fim da nossa aula! Prof. Fernando Maciel DIREITO PREVIDENCIÁRIO Prof. Fernando Maciel profernandomaciel Prof. Fernando Maciel CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL Processo Administrativo Fiscal PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ✔Conceito: É o processo administrativo de determinação e exigência dos créditos tributários da União e o de consulta sobre a aplicação da legislação tributária federal (art. 1º, Dec. 70.235/72); ✔Fundamento normativo: De acordo com o art. 25 da Lei 11.457/07, os processos administrativos fiscais referentes às contribuições previstas na Lei 8.212/91 passaram a ser regidos pelo Decreto 70.235/72. Prof. Fernando Maciel PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ✔Modalidades de lançamento: • Por declaração: O sujeito passivo (ou terceiro) presta ao Fisco informações sobre a matéria de fato, indispensável à identificação do Fato Gerador (art. 147, CTN); O Fisco poderá: a) concordar com as informações prestadas e notificar o contribuinte para pagamento, hipótese em que não haverá possibilidade de recurso administrativo; ou b) discordar das informações declaradas, notificando o contribuinte para pagar a nova quantia apurada, hipótese em que caberá recurso administrativo. Ex.: IRPF Prof. Fernando Maciel PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ✔Modalidades de lançamento: • De ofício: O Fisco realiza todos os atos necessários à concretização do crédito fiscal, apurando o montante devido e indicando o sujeito passivo (art. 149, CTN); O sujeito passivo é notificado da constituição do tributo por meio da “Notificação de Lançamento”, sendo-lhe garantido o contraditório e a ampla defesa; O sujeito passivo poderá interpor recurso administrativo ou até mesmo buscar a via judicial para obter a suspensão ou até mesmo a extinção de sua exigibilidade; Ex.: IPTU, IPVA, etc. Prof. Fernando Maciel PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ✔Modalidades de lançamento: • Por homologação (autolançamento): O contribuinte identifica a ocorrência do fato gerador e promove o recolhimento do valor que entende devido (art. 150, CTN); O fisco poderá: a) Homologar expressamente os atos praticados pelo contribuinte e declarar a extinção do crédito; b) Identificar erro e efetuar o lançamento complementar de ofício, com a indicação do novo valor devido, cabendo recurso por parte do contribuinte; c) Deixar transcorrer o prazo de 5 anos, acarretando a homologação tácita. Ex.: Contribuições Sociais. Prof. Fernando Maciel PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ✔Contribuições da Seguridade Social: O crédito da Seguridade Social é constituído por meio de Notificação Fiscal de lançamento, Auto-de-infração, confissão ou documento declaratório de valores devidos apresentado pelo contribuinte ou outro instrumento previsto em legislação própria (art. 245, RPS); Em regra é o contribuinte ou o responsável tributário quem identifica a ocorrência do Fato Gerador, calcula o valor devido e promove o recolhimento; Posteriormente o Fisco verifica a exatidão dos recolhimentos e homologa o lançamento. Prof. Fernando Maciel PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ✔Notificação de Lançamento - NL: É o documento pelo qual a RFB cientifica o devedor acerca do lançamento de débito relativo a contribuições sociais, instaurando o processo fiscal de cobrança; Recebida a notificação o contribuinte terá 30 dias para: a) Pagar o débito; b) Formalizar acordo de parcelamento; c) Opor impugnação administrativa, buscando alterar/cancelar o lançamento notificado. Prof. Fernando Maciel PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ✔Notificação de Lançamento - NL: Apresentada a impugnação no prazo a mesma será analisada e, posteriormente, será proferida decisão administrativa em 1ª instância pela Delegacia da RFB; Contra essa decisão cabe recurso administrativo para o CARF no prazo de 30 dias; O recurso voluntário a uma das Seções de Julgamento e deverá conter: a) A qualificação do sujeito passivo recorrente; b) Os motivos de fato e de direito em se se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; c) Assinatura ao sujeito passivo ou seu representante legal. Prof. Fernando Maciel PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ✔Notificação de Lançamento - NL: É cabível Recurso Especial, no prazo de 15 dias, contra o acórdão proferido em sede de Recurso Voluntário que der a legislação tributária interpretação divergente que lhe tenha dado outra Câmara ou Turma do CARF; O Recurso Especial será julgado pela Câmara Superior de Recursos Fiscais; Tanto o Recurso Voluntário como o Especial suspendem a exigibilidade do crédito tributário e, consequentemente, o prazo prescricional pra a propositura da execução fiscal. Prof. Fernando Maciel PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ✔Notificação de Lançamento - NL: • Recurso de ofício: Haverá recurso de ofício sempre que a decisão de 1ª instância da Delegacia da RFB exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de valor superior a R$ 1 milhão, ou deixar de aplicar a pena de perdimento de bens. • Revelia do contribuinte: Caso o devedor não apresente impugnação, formalize o parcelamento ou então efetue o pagamento do débito, o mesmo será encaminhado para inscrição em dívida ativa e posterior ajuizamento da execução fiscal. Prof. Fernando Maciel PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ✔Auto de Infração - AI: Destina-se a registrar a ocorrência de infração à legislação previdenciária, em descumprimento a uma obrigação acessória, possibilitando a instauração do respectivo processo de infração e a consequente constituição do crédito decorrente da multa*. (*) O AI não se presta para constituir créditos objetos de obrigações tributárias principais (ex. contribuições sociais). As infrações e penalidades estão previstas no art. 283 do RPS. Prof. Fernando Maciel PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ✔Auto de Infração - AI: Recebido o AI o infrator terá 30 dias para apresentar impugnação; O recolhimento da multa implicará renúncia ao direito de defesa ou de recurso; Apresentada a impugnação o processo será encaminhado para a autoridade competente, que decidirá sobre a atuação, seguindo o mesmo rito e recursos cabíveis previstos para as NLs. Prof. Fernando Maciel PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ✔Depósito Recursal: Ao julgar a ADI 1.976 o STF reconheceu a inconstitucionalidade da garantia prévia para recurso administrativo, afastando a exigência de depósito de 30% do débito como condição de recorribilidade. Posteriormente foi edita a SÚMULA VINCULANTE nº 21: É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. Prof. Fernando Maciel Fim da nossa aula! Prof. Fernando Maciel DIREITO PREVIDENCIÁRIO Prof. Fernando Maciel profernandomaciel Prof. Fernando Maciel CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL Jurisprudência dos Tribunais Superiores – Parte 1 SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – Temas com Repercussão Geral Tema Leading Case TESE DJE 72 RE 576967 É inconstitucional a incidência de contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o salário maternidade. 02/06/21 Recurso extraordinário em que se discute, à luz do art. 195, caput e §4º; e 154, I, da Constituição Federal, a constitucionalidade, ou não, da inclusão do valor referente ao salário-maternidade na base de cálculo da Contribuição Previdenciária incidente sobre aremuneração (art. 28, § 2º, I da Lei nº 8.212/91 e art. 214, §§ 2º e 9º, I, do Decreto nº 3.048/99) SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – Temas com Repercussão Geral Tema Leading Case TESE DJE 723 RE 761263 É constitucional, formal e materialmente, a contribuição social do segurado especial prevista no art. 25 da Lei 8.212/1991. 09/10/20 Recurso extraordinário em que se discute, à luz dos arts. 5º, caput; 97; 146, II e III; 150, I; 154, I; e 195, § 4º e § 8º, da Constituição federal, a constitucionalidade da contribuição a ser recolhida pelo segurado especial que exerce suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, sobre a receita bruta proveniente da comercialização de sua produção, nos termos do art. 25 da Lei 8.212/1991, desde sua redação originária. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – Temas com Repercussão Geral Tema Leading Case TESE DJE 985 RE 1072485 É legítima a incidência de contribuição social sobre o valor satisfeito a título de terço constitucional de férias. 02/10/20 Recurso extraordinário em que se discute, à luz dos arts. 97, 103-A, 150, § 6º, 194, 195, inc. I, al. a e 201, caput e § 11, da Constituição da República, a natureza jurídica do terço constitucional de férias, indenizadas ou gozadas, para fins de incidência da contribuição previdenciária patronal. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – Temas Repetitivos Tema Leading Case TESE DJE 985 REsp 1113983 É incabível a correção monetária dos salários de contribuição considerados no cálculo do salário de benefício de auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, pensão ou auxílio-reclusão concedidos antes da vigência da CF/1988. 05/05/10 BENEFÍCIO CONCEDIDO ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL VIGENTE. SALÁRIO-DE- CONTRIBUIÇÃO. CORREÇÃO MONETÁRIA. Fim da nossa aula! Prof. Fernando Maciel DIREITO PREVIDENCIÁRIO Prof. Fernando Maciel profernandomaciel Prof. Fernando Maciel CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL Jurisprudência dos Tribunais Superiores – Parte 2 TURMA NACIONAL DE UNIFORMIZAÇÃO – Temas Representativos Tema Leading Case TESE DJE 29 PEDILEF 2008.70.50.01. 8498-8/ PR O recolhimento tardio de contribuições a cargo do empregador não implica prejuízo de ordem previdenciária à segurada empregada doméstica. 19/12/11 Saber se o atraso no recolhimento das contribuições previdenciárias a cargo do empregador prejudica a contagem do período de carência e a manutenção da qualidade de segurada empregada doméstica. TURMA NACIONAL DE UNIFORMIZAÇÃO – Temas Representativos Tema Leading Case TESE DJE 59 PEDILEF 0001737- 16.2010.4.02.5 167/ RJ É indispensável o comprovante de pagamento da contribuição previdenciária, no caso de pescador artesanal, para concessão do seguro-desemprego nos períodos de defeso, nos termos da Lei n. 10.779/03. 13/07/12 Saber se o segurado especial é obrigado a recolher contribuições previdenciárias para fins de percepção de seguro-desemprego. TURMA NACIONAL DE UNIFORMIZAÇÃO – Temas Representativos Tema Leading Case TESE DJE 63 PEDILEF 2007.50.50.00 9140-9/ ES O tempo de serviço rural posterior à Lei n. 8.213/91, para efeitos de carência, demanda o recolhimento de contribuições previdenciárias. 27/07/12 Saber se é necessário recolhimento de contribuições previdenciárias para o tempo rural posterior à Lei n. 8.213/91. TURMA NACIONAL DE UNIFORMIZAÇÃO – Temas Representativos Tema Leading Case TESE DJE 74 PEDILEF 2006.71.57.00 1297-7/ RN A contribuição previdenciária patronal prevista no art. 22, I, da Lei n. 8.212/91 não incide sobre a verba paga pela empresa ao segurado empregado durante os primeiros quinze dias de afastamento por motivo de doença. 31/08/12 Saber se há incidência de contribuição previdenciária sobre a remuneração paga pela empresa nos primeiros quinze dias de afastamento em razão de doença incapacitante. Fim da nossa aula! Prof. Fernando Maciel Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 1 Slide 2: ARRECADAÇÃO: Alterações promovidas pela Lei 11.457/07 Slide 3: ARRECADAÇÃO: Alterações promovidas pela Lei 11.457/07 Slide 4: ARRECADAÇÃO: Alterações promovidas pela Lei 11.457/07 Slide 5: ARRECADAÇÃO: Alterações promovidas pela Lei 11.457/07 Slide 6: ARRECADAÇÃO: Alterações promovidas pela Lei 11.457/07 Slide 7: RECOLHIMENTO Slide 8: RECOLHIMENTO Slide 9: RECOLHIMENTO Slide 10: RECOLHIMENTO Slide 11: RECOLHIMENTO Slide 12: RECOLHIMENTOrecursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; b) a receita ou o faturamento; c) o lucro. Prof. Fernando Maciel (Q1743299 – 2020 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 4º Simulado) A contribuição devida pela agroindústria, definida como sendo o produtor rural pessoa jurídica cuja atividade econômica seja a industrialização de produção própria ou de produção própria e adquirida de terceiros, incidente sobre o valor da receita bruta proveniente da comercialização da produção, em substituição à contribuição sobre a folha de pagamentos, é de 2,5% por cento destinados à Seguridade Social e 0,1% para o financiamento do benefício da aposentadoria especial e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade para o trabalho decorrente dos riscos ambientais da atividade. CERTO Prof. Fernando Maciel (Q1743299 – 2020 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 4º Simulado) ✔Fundamento normativo: Lei 8.212/91 Art. 22-A. A contribuição devida pela agroindústria, definida, para os efeitos desta Lei, como sendo o produtor rural pessoa jurídica cuja atividade econômica seja a industrialização de produção própria ou de produção própria e adquirida de terceiros, incidente sobre o valor da receita bruta proveniente da comercialização da produção, em substituição às previstas nos incisos I e II do art. 22 desta Lei, é de: I - dois vírgula cinco por cento destinados à Seguridade Social; II - zero vírgula um por cento para o financiamento do benefício previsto nos arts. 57 e 58 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade para o trabalho decorrente dos riscos ambientais da atividade. Prof. Fernando Maciel (Q1269564 – 2019 – CEBRASPE – INSS –Técnico do Seguro Social – 2º Simulado) De acordo com a Lei n. 8.212/1991, na contratação de serviços de transporte rodoviário de carga ou de passageiro, de serviços prestados com a utilização de trator, máquina de terraplenagem, colheitadeira e assemelhados, a base de cálculo da contribuição da empresa corresponde a 20% (vinte por cento) do valor da nota fiscal, fatura ou recibo, quando esses serviços forem prestados por condutor autônomo de veículo rodoviário, auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, bem como por operador de máquinas. CERTO Prof. Fernando Maciel (Q1269564 – 2019 – CEBRASPE – INSS –Técnico do Seguro Social – 2º Simulado) ✔Fundamento normativo: Lei 8.212/91 Art. 22 (...) § 15. Na contratação de serviços de transporte rodoviário de carga ou de passageiro, de serviços prestados com a utilização de trator, máquina de terraplenagem, colheitadeira e assemelhados, a base de cálculo da contribuição da empresa corresponde a 20% (vinte por cento) do valor da nota fiscal, fatura ou recibo, quando esses serviços forem prestados por condutor autônomo de veículo rodoviário, auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, bem como por operador de máquinas. Prof. Fernando Maciel (Q1269448 – 2019 – CEBRASPE – INSS –Técnico do Seguro Social – 1º Simulado) No caso de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de capitalização, agentes autônomos de seguros privados e de crédito e entidades de previdência privada abertas e fechadas, é devida a contribuição adicional de dois vírgula cinco por cento sobre a folha de pagamento. CERTO Prof. Fernando Maciel (Q1269448 – 2019 – CEBRASPE – INSS –Técnico do Seguro Social – 1º Simulado) ✔Fundamento normativo: Lei 8.212/91 Art. 22 (...) § 1º No caso de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de capitalização, agentes autônomos de seguros privados e de crédito e entidades de previdência privada abertas e fechadas, além das contribuições referidas neste artigo e no art. 23, é devida a contribuição adicional de dois vírgula cinco por cento sobre a base de cálculo definida nos incisos I e III deste artigo. Prof. Fernando Maciel (Q1269565 – 2019 – CEBRASPE – INSS –Técnico do Seguro Social – 2º Simulado) De acordo com a Lei n. 8.212/1991, a contribuição do empregador doméstico incidente sobre o salário de contribuição do empregado doméstico a seu serviço é de 12% e de 0,8% para o financiamento do seguro contra acidentes de trabalho. ERRADO Lei 8.212/91 Art. 24. A contribuição do empregador doméstico incidente sobre o salário de contribuição do empregado doméstico a seu serviço é de: I - 8% (oito por cento); e II - 0,8% (oito décimos por cento) para o financiamento do seguro contra acidentes de trabalho. Prof. Fernando Maciel Fim da nossa aula! Prof. Fernando Maciel Financiamento da Seguridade Social: Contribuição das empresas profernandomaciel CONTRIBUIÇÃO DAS EMPRESAS: ✔ FUNDAMENTO CONSTITUCIONAL: art. 195 I, CF/88 Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, (...), e das seguintes contribuições sociais: I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; b) a receita ou o faturamento; c) o lucro; Prof. Fernando Maciel CONTRIBUIÇÃO DAS EMPRESAS: ✔ COTA PATRONAL (art. 22, LCSS): 20%* sobre a remuneração paga, devida ou creditada: I - aos seus empregados e avulsos que lhe prestem serviços; (…) III- contribuintes individuais que lhe prestem serviços. (*) acréscimo de 2,5% para as instituições financerias (22, § 1º, LCSS) Obs.: Não está limitada ao Teto do RGPS. Prof. Fernando Maciel CONTRIBUIÇÃO DAS EMPRESAS: ✔ COTA PATRONAL (Novidades jurisprudenciais): “É inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o salário-maternidade”. (Tema 72 Repercussão Geral, RE 576.967, Rel. Roberto Barroso, Pleno virtual de 04/08/20). “É legítima a incidência de contribuição social sobre o valor satisfeito a título de terço constitucional de férias” (Tema 985 Repercussão Geral, RE 1072485, Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno virtual de 28/08/20). Prof. Fernando Maciel CONTRIBUIÇÃO DAS EMPRESAS: ✔ SAT (22, II, LCSS – Custeio das aposentadorias especiais e benefícios acidentários) 1%, 2% ou 3% incidente sobre o total de remuneração paga ou creditada aos empregados e avulsos que lhe prestem serviços, calculado por CNPJ (Súmula 351, STJ): * Fator acidentário de prevenção - FAP pode aumentar em 100% ou reduzir em 50% as alíquotas do SAT. ALÍQUOTA RISCO DE ACIDENTES 1% Leve 2% Médio 3% Grave Prof. Fernando Maciel CONTRIBUIÇÃO DAS EMPRESAS: ✔ ADICIONAL DE TEMPO ESPECIAL Obs.1: Custeio das aposentadorias especiais; Obs.2: Incide apenas sobre trabalhadores sujeito a condições especiais; Obs.3: cooperativa de produção recolhe a alíquota adicional se for contribuinte individual cooperado (1º, § 2º, Lei 10.666/03). ALÍQUOTA ADICIONAL TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO 6% 25 ANOS 9% 20 ANOS 12% 15 ANOS Prof. Fernando Maciel CONTRIBUIÇÃO DAS EMPRESAS: ✔ Equipes de futebol profissional: (22, § 6º, LCSS) 5% sobre a receitabruta dos jogos, patrocínios, publicidade e cota televisiva de transmissão dos jogos. ✔Empregador doméstico: (24, LCSS) Cota patronal: I - 8% sobre o salário-de-contribuição; II – 0,8 de SAT; Prof. Fernando Maciel CONTRIBUIÇÃO DAS EMPRESAS: ✔ Agroindústria (produtor rural PJ): (22-A, LCSS) Contribuição sobre a receita bruta da produção comercializada: ✔2,5% Cota patronal + ✔0,1% SAT. Prof. Fernando Maciel CONTRIBUIÇÃO DAS EMPRESAS: ✔ Sobre o faturamento ✔ Sobre o lucro (23, LCSS) CSLL: 9% sobre o lucro líquido, antes da provisão para o IRPJ (17, Lei 11.727/08). Obs: 15% para empresas de seguros privados e de capitalização e 20% para instituições financeiras. TRIBUTO CUMULATIVO NÃO CUMULATIVO COFINS (Lei 10.833/03) 3% 7,6% Prof. Fernando Maciel CONTRIBUIÇÃO DAS EMPRESAS: ✔ TRATAMENTO DIFERENCIADO ÀS EMPRESAS: (195, § 9º, CF/88, com redação dada pela EC 103/19) As contribuições patronais (folha de pagamento, faturamento e lucro) poderão ter alíquotas diferenciadas, em razão: - da atividade econômica; - da utilização intensiva de mão-de-obra; - do porte da empresa (tributação simplificada das MEs e EPPs); - da condição estrutural do mercado de trabalho. Sendo também autorizada a adoção de bases de cálculo diferenciadas apenas no caso das contribuições incidentes sobre a receita/faturamento e lucro. Prof. Fernando Maciel CONTRIBUIÇÃO DAS EMPRESAS: ✔ NÃO CUMULATIVIDADE (195, § 12, CF/88) A lei definirá os setores de atividade econômica para os quais as contribuições patronais incidentes sobre a receita/faturamento e a importação de produtos/serviços serão não-cumulativas. Prof. Fernando Maciel DIREITO PREVIDENCIÁRIO Prof. Fernando Maciel profernandomaciel Prof. Fernando Maciel FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL Disciplina constitucional (Revisão em Questões) (Q1246432 – 2020 – CESPE – Questões inéditas – PC/PF – Delegado de Polícia Civil e Federal) Em relação ao financiamento do sistema de Seguridade Social, é correto afirmar que: A) não é permitida a instituição, por lei, de outras fontes de financiamento além daquelas elencadas na Constituição Federal de 1988. B) em observância ao princípio da anualidade, as contribuições sociais somente poderão ser exigidas no exercício seguinte àquele em que foram instituídas. C) incide contribuição social sobre as aposentadorias concedidas pelo regime geral de previdência social (RGPS). D) as receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinadas à Seguridade Social não integram o orçamento da União. E) é vedado o financiamento indireto da Seguridade Social. Gabarito: D (Q1246432 – 2020 – CESPE – Questões inéditas – PC/PF – Delegado de Polícia Civil e Federal) ✔Análise das alternativas: A) não é permitida a instituição, por lei, de outras fontes de financiamento além daquelas elencadas na Constituição Federal de 1988. ERRADO CF/88 Art. 195. (...) § 4º A lei poderá instituir outras fontes destinadas a garantir a manutenção ou expansão da seguridade social, obedecido o disposto no art. 154, I. (Q1246432 – 2020 – CESPE – Questões inéditas – PC/PF – Delegado de Polícia Civil e Federal) ✔Análise das alternativas: B) em observância ao princípio da anualidade, as contribuições sociais somente poderão ser exigidas no exercício seguinte àquele em que foram instituídas. ERRADO CF/88 Art. 195. (...) § 6º As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado, não se lhes aplicando o disposto no art. 150, III, "b". (Q1246432 – 2020 – CESPE – Questões inéditas – PC/PF – Delegado de Polícia Civil e Federal) ✔Análise das alternativas: C) incide contribuição social sobre as aposentadorias concedidas pelo regime geral de previdência social (RGPS). ERRADO CF/88 Art. 195. (...) II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, podendo ser adotadas alíquotas progressivas de acordo com o valor do salário de contribuição, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo Regime Geral de Previdência Social; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) (Q1246432 – 2020 – CESPE – Questões inéditas – PC/PF – Delegado de Polícia Civil e Federal) ✔Análise das alternativas: D) as receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinadas à Seguridade Social não integram o orçamento da União. CERTO CF/88 Art. 195. (...) § 1º As receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinadas à seguridade social constarão dos respectivos orçamentos, não integrando o orçamento da União. (Q1246432 – 2020 – CESPE – Questões inéditas – PC/PF – Delegado de Polícia Civil e Federal) ✔Análise das alternativas: E) é vedado o financiamento indireto da Seguridade Social. ERRADO CF/88 Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...) (Q1479498 – 2020 – CESPE – Direito) A seguridade social deve ser financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, mediante, entre outras fontes de custeio, as contribuições sociais do empregador, da empresa ou da entidade a ela equiparada, que incidem sobre o lucro. CERTO CF/88 Art. 195. (...) I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; b) a receita ou o faturamento; c) o lucro. (Q1241627 – 2020 – IBADE - Contador) A forma de custeio dos benefícios previdenciários diz respeito a maneira que esses benefícios serão financiados. Basicamente, no Brasil, existem três regimes financeiros. Observe os itens abaixo: I. Repartição simples. II. Repartição composta. III. Repartição de capitais de cobertura. IV. Repartição de capitais ativos. V. Regime financeiro de capitalização. A alternativa que apresenta corretamente essas três modalidades de custeio é: A) I, II e III; B) II, III e IV; C) II, III e V; D) I, III e V; E) II, IV e V. Gabarito: D (Q1241627 – 2020 – IBADE - Contador) ✔ Regimes financeiros: • Repartição simples: as contribuições pagas por todos os participantes do plano, em um determinado período, deverão ser suficientes para pagar os benefícios decorrentes dos eventos ocorridos nesse período; • Repartição de capitais de cobertura: as contribuições pagas por todos os participantes do plano, em um determinado período, deverão ser suficientes para constituir as provisões matemáticas de benefícios concedidos, decorrentes dos eventos ocorridos neste período; • Capitalização: as contribuições são determinadas de modo a gerar receitas capazes de, capitalizadas durante o período de cobertura, produzir montantes equivalentes aos valores atuais dos benefícios a serem pagos aos beneficiários no respectivo período. (Q1322377 – 2020 – CESPE – Questões inéditas – Delegado Delta Geral – 1º Simulado) Em matéria de financiamento da Seguridade Social, assinale a alternativa em conformidade com a disciplina normativa prevista na CF/1988: A) A contribuição social do empregador incidirá sobre a folha de salários e demais rendimentos pagos ou creditados à pessoa física que lhe preste serviço com vínculo empregatício. B) A contribuição social do trabalhador poderá ter alíquotas progressivas de acordo com o valor do salário de contribuição, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo Regime Geral de Previdência Social. C) A pessoa física em débito com o sistema da seguridade social não poderá contratar com o Poder Público nem dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. D) São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendamàs exigências estabelecidas em lei complementar. E) As receitas dos estados, do Distrito Federal e dos municípios destinadas à seguridade social constarão dos respectivos orçamentos, integrando o orçamento da União. Gabarito: B (Q1322377 – 2020 – CESPE – Questões inéditas – Delegado Delta Geral – 1º Simulado) ✔ Análise das alternativas: A) A contribuição social do empregador incidirá sobre a folha de salários e demais rendimentos pagos ou creditados à pessoa física que lhe preste serviço com vínculo empregatício. ERRADO CF/88 Art. 195. A seguridade social será financiada (...) I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; (Q1322377 – 2020 – CESPE – Questões inéditas – Delegado Delta Geral – 1º Simulado) ✔ Análise das alternativas: B) A contribuição social do trabalhador poderá ter alíquotas progressivas de acordo com o valor do salário de contribuição, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo Regime Geral de Previdência Social. CERTO CF/88 Art. 195. A seguridade social será financiada (...) II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, podendo ser adotadas alíquotas progressivas de acordo com o valor do salário de contribuição, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo Regime Geral de Previdência Social; (Redação dada pela EC nº 103, de 2019) (Q1322377 – 2020 – CESPE – Questões inéditas – Delegado Delta Geral – 1º Simulado) ✔ Análise das alternativas: C) A pessoa física em débito com o sistema da seguridade social não poderá contratar com o Poder Público nem dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. ERRADO CF/88 Art. 195. (...) § 3º A pessoa jurídica em débito com o sistema da seguridade social, como estabelecido em lei, não poderá contratar com o Poder Público nem dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. (Q1322377 – 2020 – CESPE – Questões inéditas – Delegado Delta Geral – 1º Simulado) ✔ Análise das alternativas: D) São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei complementar. ERRADO CF/88 Art. 195. (...) § 7º São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei. (Q1322377 – 2020 – CESPE – Questões inéditas – Delegado Delta Geral – 1º Simulado) ✔ Análise das alternativas: E) As receitas dos estados, do Distrito Federal e dos municípios destinadas à seguridade social constarão dos respectivos orçamentos, integrando o orçamento da União. ERRADO CF/88 Art. 195. (...) § 1º As receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinadas à seguridade social constarão dos respectivos orçamentos, não integrando o orçamento da União. Fim da nossa aula! Prof. Fernando Maciel Seguridade Social e a Nova Previdência Prof. Fernando Maciel profernandomaciel Prof. Fernando Maciel AULA 16 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL Contribuição social dos segurados CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS ✓ Empregado, Doméstico e Avulso Percentual incidente sobre o SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO Obs.1: Valores previstos no art. 28 da EC 103/19 (norma transitória que não recepcionou o art. 20 da Lei 8.212/91); Obs.2: Alíquotas aplicadas de forma progressiva, incidindo cada uma sobre a faixa de valores compreendida nos respectivos limites (§ 1º); Obs.3: Valores serão reajustadas na mesma data e com os mesmos índices de reajuste dos benefícios do RGPS (§ 2º). Salário-de-contribuição (R$) Alíquota (%) Até 1 Salário-mínimo (SM) 7,5 Acima de 1 SM até R$ 2 mil 9 Acima de R$ 2 mil até R$ 3 mil 12 Acima de R$ 3 mil até o “Teto” do RGPS 14 Prof. Fernando Maciel SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO: Valor que serve de base de cálculo para a incidência das alíquotas das contribuições previdenciárias dos segurados. ✓ Limite MÁXIMO (art. 28, § 5º, Lei 8.212/91) “Teto” da Previdência Social. ✓ Limite MÍNIMO (art. 28, § 3º, Lei 8.212/91) Piso salarial legal ou normativo da categoria ou, inexistindo este, ao salário mínimo, tomado seu valor mensal, diário ou horário, conforme o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o mês. Obs.: art. 195, § 14, CF/88, acrescido pela EC 103/19: “O segurado somente terá reconhecida como tempo de contribuição ao Regime Geral de Previdência Social a competência cuja contribuição seja igual ou superior à contribuição mínima mensal exigida para sua categoria, assegurado o agrupamento de contribuições”. Prof. Fernando Maciel SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO: ✓ Limite MÍNIMO • Regra transitória prevista na EC 103/19 (aplicável a todos os segurados) Art. 29. Até que entre em vigor lei que disponha sobre o § 14 do art. 195 da Constituição Federal, o segurado que, no somatório de remunerações auferidas no período de 1 (um) mês, receber remuneração inferior ao limite mínimo mensal do salário de contribuição poderá: I - complementar a sua contribuição, de forma a alcançar o limite mínimo exigido; II - utilizar o valor da contribuição que exceder o limite mínimo de contribuição de uma competência em outra; ou III - agrupar contribuições inferiores ao limite mínimo de diferentes competências, para aproveitamento em contribuições mínimas mensais. Parágrafo único. Os ajustes de complementação ou agrupamento de contribuições previstos nos incisos I, II e III do caput somente poderão ser feitos ao longo do mesmo ano civil. Prof. Fernando Maciel SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO: ✓ Empregado doméstico: Remuneração registrada na CTPS (art. 28, II, LCPS)*. (*) Comprovado que o doméstico recebia valor superior ao registrado em CTPS, o valor real deve ser considerado fins de cálculo da contribuição. Prof. Fernando Maciel SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO: ✓ Contribuinte individual: • Remuneração mensal auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, observados os limites legais (art. 28, III, LCPS); Obs.: Considera-se remuneração do condutor autônomo de veículo rodoviário o montante de 20% do valor bruto do serviço prestado - frete ou transporte de passageiros – observados os limites legais (art. 28, § 11, LCPS); ✓ Facultativo: • Valor por ele declarado, observado os limites legais (art. 28, IV, LCPS). Prof. Fernando Maciel Alíquota do contribuinte individual e facultativo (21, LCPS) ✓ Regra: 20% sobre o salário-de-contribuição. ✓ Exceções (art. 201, § 12*, CF/88, redação dada pela EC 103/19) Lei instituirá sistema especial de inclusão previdenciária, com alíquotas diferenciadas, para atender aos trabalhadores de baixa renda, inclusive os que se encontram em situação de informalidade, e àqueles sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência, desde que pertencentes a famílias de baixa renda. • 11% Plano Simplificado (sem direito a aposentadoria por tempo de contribuição*); (*) Apenas para quem contribui sobre o salário-mínimo. • 5% MEI (LC 123/06) e facultativo sem renda própria que se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência (§ 2º, II). Prof. Fernando Maciel Alíquota do contribuinte individual e facultativo (21, LCPS) ✓ Complemento de contribuição: O contribuinte individual ou facultativo que tenha optado pela alíquota de 5% ou 11% pode complementar a diferença até alcançar 20%, hipótese em que fará jus a aposentadoria por tempo de contribuição (regra de transição). Prof. Fernando Maciel Contribuinte individual e facultativo (21, LCPS) ✓ Responsabilidade pelo recolhimento: O contribuinte individual (que não preste serviços exclusivamente a pessoas jurídicas) e o facultativo estão obrigados a recolher sua contribuição até o dia 15 do mês seguinte ao fato gerador*. (*) Prorroga-se o vencimento para o dia útilsubsequente quando não houver expediente bancário. Prof. Fernando Maciel Segurado especial (25, LCPS) ALÍQUOTA ✓ 1,2% sobre a receita bruta da produção comercializada; ✓ 0,1% SAT. Obs.: Além dessa contribuição, poderá contribuir facultativamente (20% sobre o salário-de-contribuição), para fazer jus a benefícios previdenciários em valor superior ao salário-mínimo (§ 1º). Prof. Fernando Maciel DIREITO PREVIDENCIÁRIO Prof. Fernando Maciel profernandomaciel Prof. Fernando Maciel CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL Contribuição dos segurados (Revisão em Questões) (Questão 1 - Q1740001 – 2021 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 7º Simulado) Não incide contribuição social sobre aposentadoria e pensão concedidas pelos regimes de previdência social devida pelo trabalhador e demais segurados. ERRADO CF/88 Art. 195 (...) II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, podendo ser adotadas alíquotas progressivas de acordo com o valor do salário de contribuição, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo Regime Geral de Previdência Social; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) Prof. Fernando Maciel (Questão 2 - Q1710916 – 2021 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 7º Simulado) Em matéria de custeio da Seguridade Social, a contribuição do empregado doméstico será de 8,8% sobre o seu salário de contribuição. ERRADO EC 103/19 Art. 28. Até que lei altere as alíquotas da contribuição de que trata a Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, devidas pelo segurado empregado, inclusive o doméstico, e pelo trabalhador avulso, estas serão de: I - até 1 (um) salário-mínimo, 7,5% (sete inteiros e cinco décimos por cento); II - acima de 1 (um) salário-mínimo até R$ 2.000,00 (dois mil reais), 9% (nove por cento); III - de R$ 2.000,01 (dois mil reais e um centavo) até R$ 3.000,00 (três mil reais), 12% (doze por cento); e IV - de R$ 3.000,01 (três mil reais e um centavo) até o limite do salário de contribuição, 14% (quatorze por cento). Prof. Fernando Maciel (Questão 3 - Q1082261 – 2019 – CEBRASPE – PGM – Procurador Municipal) Os irmãos Fátima e Ronaldo, plenamente capazes e sem nenhuma deficiência física, intelectual ou mental, possuem as seguintes características: ambos se enquadram em famílias de baixa renda; Fátima tem trinta anos de idade e Ronaldo, trinta e cinco anos de idade; Fátima não tem renda própria, dedica-se exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência e contribui para a previdência social na qualidade de segurada facultativa; Ronaldo contribui como segurado trabalhador avulso. A partir dessa situação hipotética, julgue os itens seguintes. O valor da contribuição de Fátima para a previdência social deve corresponder a 5% do limite mínimo mensal do salário de contribuição. ERRADO Prof. Fernando Maciel (Questão 3 - Q1082261 – 2019 – CEBRASPE – PGM – Procurador Municipal) ✔Fundamento normativo: Lei 8.212/91 Art. 21. A alíquota de contribuição dos segurados contribuinte individual e facultativo será de vinte por cento sobre o respectivo salário-de-contribuição. (...) § 2º No caso de opção pela exclusão do direito ao benefício de aposentadoria por tempo de contribuição, a alíquota de contribuição incidente sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição será de: (...) II - 5% (cinco por cento): a) no caso do microempreendedor individual, de que trata o art. 18-A da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006; e b) do segurado facultativo sem renda própria que se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência, desde que pertencente a família de baixa renda. Prof. Fernando Maciel (Questão 4 - Q1269572 – 2019 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 2º Simulado) De acordo com o plano simplificado de previdência, a alíquota de contribuição incidente sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição será de 11% (cinco por cento) no caso do microempreendedor individual. ERRADO Prof. Fernando Maciel (Questão 4 - Q1269572 – 2019 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 2º Simulado) ✔Fundamento normativo: Lei 8.212/91 Art. 21. A alíquota de contribuição dos segurados contribuinte individual e facultativo será de vinte por cento sobre o respectivo salário-de-contribuição. (...) § 2º No caso de opção pela exclusão do direito ao benefício de aposentadoria por tempo de contribuição, a alíquota de contribuição incidente sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição será de: I - 11% (onze por cento), no caso do segurado contribuinte individual, ressalvado o disposto no inciso II, que trabalhe por conta própria, sem relação de trabalho com empresa ou equiparado e do segurado facultativo, observado o disposto na alínea b do inciso II deste parágrafo; II - 5% (cinco por cento): a) no caso do microempreendedor individual, de que trata o art. 18-A da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006; e b) do segurado facultativo sem renda própria que se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência, desde que pertencente a família de baixa renda. Prof. Fernando Maciel (Questão 5 - Q1269443 – 2019 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 1º Simulado) O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os respectivos cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei. CERTO Prof. Fernando Maciel (Questão 5 - Q1269443 – 2019 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 1º Simulado) Fundamento normativo: CF/88 Art. 195 (...) § 8º O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os respectivos cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei*. Prof. Fernando Maciel (Questão 5 - Q1269443 – 2019 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 1º Simulado) (*) Lei 8.212/91 Art. 25. A contribuição do empregador rural pessoa física, em substituição à contribuição de que tratam os incisos I e II do art. 22, e a do segurado especial, referidos, respectivamente, na alínea a do inciso V e no inciso VII do art. 12 desta Lei, destinada à Seguridade Social, é de: I - 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção; II - 0,1% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção para financiamento das prestações por acidente do trabalho. Prof. Fernando Maciel (Questão 6 - Q1481212 – 2014 – FCC – PGM-Cuiabá – Procurador Municipal) E) A alíquota de contribuição dos segurados contribuinte individual e facultativo será de 20% (vinte por cento) sobre o respectivo salário-de- contribuição. CERTO Lei 8.212/91 Art. 21. A alíquota de contribuição dos segurados contribuinte individual e facultativo será de vinte por cento sobre o respectivo salário-de-contribuição. Prof. Fernando Maciel (Questão 7 - Q298092 – 2008 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 2º Simulado) Durval, inscrito na previdência social na qualidade de contribuinte individual, trabalha por conta própria, recolhendo 11% do valor mínimo mensal do salário de contribuição. Nessa situação, para Durval fazer jus ao benefício de aposentadoria por tempo de contribuição, deverá recolher mais 9% daquele valor, acrescidos de juros. CERTO Lei 8.212/91 Art. 21. (...) § 3º O segurado que tenha contribuído na forma do § 2º deste artigo e pretenda contar o tempo de contribuição correspondente para fins de obtenção da aposentadoria por tempo de contribuição ou da contagem recíproca do tempo de contribuição (...), deverá complementar a contribuiçãomensal mediante recolhimento, sobre o valor correspondente ao limite mínimo mensal do salário-de-contribuição em vigor na competência a ser complementada, da diferença entre o percentual pago e o de 20% (vinte por cento), acrescido dos juros moratórios (...). Prof. Fernando Maciel Fim da nossa aula! Prof. Fernando Maciel Financiamento da Seguridade Social: Salário-de-contribuição profernandomaciel Prof. Fernando Maciel Salário-de-contribuição: Empregados e avulsos (art. 28, I, Lei 8.212/91) a remuneração recebida (em uma ou mais empresas) como retribuição ao trabalho, abrangendo: - salário (art. 457, CLT); CLT (Redação antiga) CLT (Redação atual após Reforma Trabalhista) § 1º Integram o salário não só a importância fixa estipulada, como também as comissões, percentagens, gratificações ajustadas, diárias para viagens e abonos pagos pelo empregador. § 1º Integram o salário a importância fixa estipulada, as gratificações legais e as comissões pagas pelo empregador. Prof. Fernando Maciel Salário-de-contribuição - Salário (habitação, vestuário ou prestações “in natura”) Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações "in natura" que a empresa, por fôrça do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. (...) § 3º A habitação e a alimentação fornecidas como salário-utilidade deverão atender aos fins a que se destinam e não poderão exceder, respectivamente, a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por cento) do salário-contratual. Prof. Fernando Maciel Salário-de-contribuição: Empregados e avulsos (art. 28, I, Lei 8.212/91) - gorjetas; Art. 457, CLT. Compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os efeitos legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do serviço, as gorjetas que receber. - adiantamentos decorrentes de reajustes salariais; Prof. Fernando Maciel Salário-de-contribuição: Empregados e avulsos (art. 28, I, Lei 8.212/91) - salário-maternidade (28, § 2º, LCPS)*; (*) Declarado inconstitucional pelo STF a incidência de cota patronal: Tema 72 Repercussão Geral “É inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o salário-maternidade” (RE 576.967, Rel. Min. Roberto Barroso, Pleno virtual de 04/08/20). Prof. Fernando Maciel Salário-de-contribuição: Empregados e avulsos (art. 28, I, Lei 8.212/91) - auxílio-acidente (para cálculo de aposentadorias*); (*) Art. 31, LBPS. O valor mensal do auxílio-acidente integra o salário-de-contribuição, para fins de cálculo do salário-de-benefício de qualquer aposentadoria... - 13º salário, exceto para cálculo do benefício (28, § 7º, LCPS*); (*) § 7º O décimo-terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário-de-contribuição, exceto para o cálculo de benefício, na forma estabelecida em regulamento. SÚMULA 688/STF É legítima a incidência da contribuição previdenciária sobre o 13º salário. Prof. Fernando Maciel NÃO integram o salário-de-contribuição (28, § 9º, LCPS) a) Benefícios do INSS (exceto o salário-maternidade e o auxílio-acidente para fins do cálculo de aposentadoria); b) Ajuda de custo; CLT (Redação antiga) CLT (Redação atual após Reforma Trabalhista) Art. 457 (...) § 2º - Não se incluem nos salários as ajudas de custo (...) § 2º As importâncias, ainda que habituais, pagas a título de ajuda de custo, (...) não integram a remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e não constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista e previdenciário. Prof. Fernando Maciel NÃO integram o salário-de-contribuição (28, § 9º, LCPS) ??? Conflito entre art. 457, § 2º, CLT x art. 28, § 9º, “g”, LCPS??? CLT LCPS § 2º As importâncias, ainda que habituais, pagas a título de ajuda de custo, (...) não integram a remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e não constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista e previdenciário. g) a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT. Prof. Fernando Maciel NÃO integram o salário-de-contribuição (28, § 9º, LCPS) c) Parcela “in natura” recebida de acordo com o Programa de Alimentação do Trabalhador - PAT; Art. 457, § 2º, CLT As importâncias, ainda que habituais, pagas a título de (...) auxílio-alimentação, vedado seu pagamento em dinheiro, (...) não integram a remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e não constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista e previdenciário. d) Férias indenizadas* e respectivo adicional de 1/3, inclusive a dobra por não concessão no prazo legal; (*) Férias gozadas (e adicional de 1/3) integram o salário-de-contribuição: STF, Tema 985 Repercussão Geral: “É legítima a incidência de contribuição social sobre o valor satisfeito a título de terço constitucional de férias” (RE 1072485, Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno virtual de 28/08/20). Prof. Fernando Maciel NÃO integram o salário-de-contribuição (28, § 9º, LCPS) e) Programa de Demissão Voluntária – PDV; f) Vale-transporte (limitado a 6% remuneração); g) Participação nos lucros/resultados da empresa; h) Auxílio-Creche* * SÚMULA 310/STJ O Auxílio-creche não integra o salário-de-contribuição. Prof. Fernando Maciel NÃO integram o salário-de-contribuição (28, § 9º, LCPS) i) Diárias de viagem* Art. 28 (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) h) as diárias para viagens; (*) MESMO que excedam 50% da remuneração. Prof. Fernando Maciel NÃO integram o salário-de-contribuição (28, § 9º, LCPS) j) Assistência médica/odontológica (alínea “q”); l) Prêmios e abonos (alínea “z”); m) Parcelas de natureza indenizatória e ressarcitória; n) Proventos de aposentadoria e pensões pagos pelo INSS, conforme imunidade prevista no art. 195, II, CF/88. Prof. Fernando Maciel DIREITO PREVIDENCIÁRIO Prof. Fernando Maciel profernandomaciel CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL Salário-de-contribuição (Revisão em Questões) (Q1674228 – 2021 – CESPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 6º Simulado) Gustavo inscreveu-se na previdência social na condição de segurado facultativo. Nessa situação, o salário de contribuição de Gustavo deverá variar entre um salário-mínimo e o teto máximo fixado em portaria interministerial. CERTO Dec. 3.048/99 Art. 214 Entende-se por salário-de-contribuição: (...) VI - para o segurado facultativo: o valor por ele declarado, observados os limites a que se referem os §§ 3º e 5º; (..) § 3º O limite mínimo do salário de contribuição corresponde: I - para os segurados contribuinte individual e facultativo, ao salário-mínimo, tomado no seu valor mensal; e (Redação dada pelo Decreto nº 10.491/20) (...) § 5º O valor do limite máximo do salário-de-contribuição será publicado mediante portaria do Ministério da Previdência e Assistência Social, sempre que ocorrer alteração do valor dos benefícios. (Q1674229 – 2021 – CESPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 6º Simulado) Compõem o salário de contribuição do empregado vinculado ao RGPS as parcelas remuneratórias decorrentes do seu trabalho, ressalvada a gratificação natalina (décimo terceiro salário), conforme entendimento do STF. ERRADO Lei 8.212/91 Art. 28 (...) § 7º O décimo-terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário-de-contribuição, exceto para o cálculo de benefício, na forma estabelecida em regulamento. Súmula 688 do STF: É legítima a incidência da contribuição previdenciária sobre o 13º salário. (Q1674227 – 2021 – CESPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 6º Simulado) O salário de contribuição de empregado que, vinculado ao RGPS, integre categoria cuja remuneração mensal mínima seja fixada em R$ 1.800,00 por acordo coletivo, é o salário- mínimo.ERRADO Lei 8.212/91 Art. 28 (...) § 3º O limite mínimo do salário-de-contribuição corresponde ao piso salarial, legal ou normativo, da categoria ou, inexistindo este, ao salário mínimo, tomado no seu valor mensal, diário ou horário, conforme o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o mês. (Q1322378 – 2020 – CESPE – SOE – Delegado Delta Geral – 1º Simulado) Nos termos da Lei n. 8.212/1991, as seguintes verbas não integram o salário de contribuição, exceto: A) Os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o salário- família. B) As importâncias recebidas a título de licença-prêmio indenizada. C) A participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica. D) O valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, próteses, órteses, despesas médico- hospitalares e outras similares. E) Os prêmios e os abonos. Gabarito: A (Q1322378 – 2020 – CESPE – SOE – Delegado Delta Geral – 1º Simulado) ✔Análise das alternativas: A) Os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o salário-família. ERRADO Lei 8.212/91 Art. 28 (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o salário- maternidade*; (*) STF - Tese 72 Repercussão Geral: É inconstitucional a incidência de contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o salário maternidade. (Q1322378 – 2020 – CESPE – SOE – Delegado Delta Geral – 1º Simulado) ✔Análise das alternativas: B) As importâncias recebidas a título de licença-prêmio indenizada. CERTO Lei 8.212/91 Art. 28 (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) e) as importâncias: (...) 8. recebidas a título de licença-prêmio indenizada; (Q1322378 – 2020 – CESPE – SOE – Delegado Delta Geral – 1º Simulado) ✔Análise das alternativas: C) A participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica. CERTO Lei 8.212/91 Art. 28 (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) j) a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica; (Q1322378 – 2020 – CESPE – SOE – Delegado Delta Geral – 1º Simulado) ✔Análise das alternativas: D) O valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, próteses, órteses, despesas médico-hospitalares e outras similares. CERTO Lei 8.212/91 Art. 28 (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) q) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, próteses, órteses, despesas médico-hospitalares e outras similares; (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017) (Q1322378 – 2020 – CESPE – SOE – Delegado Delta Geral – 1º Simulado) ✔Análise das alternativas: E) Os prêmios e os abonos. CERTO Lei 8.212/91 Art. 28 (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) z) os prêmios e os abonos. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) (Q1383483 – 2020 – CESPE – PGDF – Analista Jurídico – 9º Simulado) De acordo com o Novo Regulamento da Previdência Social (Decreto n. 3.048/1999, com redação dada pelo Decreto n. 10.491/2020), o salário de contribuição do motorista de aplicativo corresponde a 20% do valor bruto auferido pelo transporte, não se admitindo a dedução das despesas com combustível e manutenção do veículo. CERTO Dec. 3.048/99 Art. 214 Entende-se por salário-de-contribuição: (...) § 19. O salário de contribuição do condutor autônomo de veículo rodoviário, inclusive o taxista e o motorista de transporte remunerado privado individual de passageiros, do auxiliar de condutor autônomo e do operador de trator, máquina de terraplanagem, colheitadeira e assemelhados, sem vínculo empregatício, a que se referem os incisos I e II do § 15 do art. 9º, e do cooperado filiado a cooperativa de transportadores autônomos corresponde a vinte por cento do valor bruto auferido pelo frete, carreto ou transporte e não se admite a dedução de qualquer valor relativo aos dispêndios com combustível e manutenção do veículo. (Incluído pelo Decreto nº 10.491, de 2020) (Q1263014 – 2020 – Questões inéditas – Defensoria Pública – 3º Simulado) Em matéria de custeio da Seguridade Social, assinale a alternativa incorreta no que tange ao instituto jurídico do salário de contribuição. A) Os valores do salário de contribuição serão reajustados, a partir da data de entrada em vigor desta Lei, na mesma época e com os mesmos índices que os do reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. CERTO Lei 8.212/91 Art. 20 (...) § 1º Os valores do salário-de-contribuição serão reajustados, a partir da data de entrada em vigor desta Lei, na mesma época e com os mesmos índices que os do reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. (Q1263014 – 2020 – Questões inéditas – Defensoria Pública – 3º Simulado) Em matéria de custeio da Seguridade Social, assinale a alternativa incorreta no que tange ao instituto jurídico do salário de contribuição. B) A contribuição do empregado, inclusive o doméstico, e a do trabalhador avulso é calculada mediante a aplicação da alíquota de 8%, 9% ou 11% sobre o seu salário de contribuição mensal, a incidir de forma não cumulativa. ERRADO EC 103/19 Art. 28. Até que lei altere as alíquotas da contribuição de que trata a Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, devidas pelo segurado empregado, inclusive o doméstico, e pelo trabalhador avulso, estas serão de: I - até 1 (um) salário-mínimo, 7,5% (sete inteiros e cinco décimos por cento); II - acima de 1 (um) salário-mínimo até R$ 2.000,00 (dois mil reais), 9% (nove por cento); III - de R$ 2.000,01 (dois mil reais e um centavo) até R$ 3.000,00 (três mil reais), 12% (doze por cento); e IV - de R$ 3.000,01 (três mil reais e um centavo) até o limite do salário de contribuição, 14% (quatorze por cento). (Q1263014 – 2020 – Questões inéditas – Defensoria Pública – 3º Simulado) Em matéria de custeio da Seguridade Social, assinale a alternativa incorreta no que tange ao instituto jurídico do salário de contribuição. C) Para o empregado doméstico, considera-se salário de contribuição a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e do valor da remuneração. CERTO Lei 8.212/91 Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: (...) II - para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e do valor da remuneração; (Q1263014 – 2020 – Questões inéditas – Defensoria Pública – 3º Simulado) Em matéria de custeio da Seguridade Social, assinale a alternativa incorreta no que tange ao instituto jurídico do salário de contribuição. D) Não integram o salário de contribuição: os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o salário-maternidade; a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica; as diárias para viagens. CERTO Lei 8.212/91 Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o salário-maternidade; (...) h) as diárias para viagens;(Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017) j) a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica; (Q1263014 – 2020 – Questões inéditas – Defensoria Pública – 3º Simulado) Em matéria de custeio da Seguridade Social, assinale a alternativa incorreta no que tange ao instituto jurídico do salário de contribuição. E) A alíquota de contribuição dos segurados contribuintes individual e facultativo será de vinte por cento sobre o respectivo salário de contribuição. CERTO Lei 8.212/91 Art. 21. A alíquota de contribuição dos segurados contribuinte individual e facultativo será de vinte por cento sobre o respectivo salário-de-contribuição. (Q1246433 – 2020 – Questões inéditas – Delegado de Polícia Civil e Federal – 2º Simulado) De acordo com o previsto na Lei de Custeio da Seguridade Social (Lei n. 8.212/91), não integram o salário-de-contribuição: D) a importância paga a título de complementação ao valor do auxílio-doença, concedida em caráter individual ou extensiva à totalidade dos empregados da empresa. ERRADO Lei 8.212/91 Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) n) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio-doença, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa; (Q1246433 – 2020 – Questões inéditas – Delegado de Polícia Civil e Federal – 2º Simulado) De acordo com o previsto na Lei de Custeio da Seguridade Social (Lei n. 8.212/91), não integram o salário-de-contribuição: E) a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT. CERTO Lei 8.212/91 Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) g) a ajuda de custo*, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT; (Q1246433 – 2020 – Questões inéditas – Delegado de Polícia Civil e Federal – 2º Simulado) (*) Divergência entre LCSS e CLT Lei 8.212/91 CLT Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) g) a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT; Art. 457 (...) § 2º As importâncias, ainda que habituais, pagas a título de ajuda de custo, auxílio-alimentação, vedado seu pagamento em dinheiro, diárias para viagem, prêmios e abonos não integram a remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e não constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista e previdenciário. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017) Fim da nossa aula! Prof. Fernando Maciel Financiamento da Seguridade Social: Arrecadação e recolhimento das contribuições sociais profernandomaciel Prof. Fernando Maciel ARRECADAÇÃO: Alterações promovidas pela Lei 11.457/07 ✔ Contribuições previdenciárias passaram a constituir dívida ativa da UNIÃO: Art. 16. A partir do 1o (primeiro) dia do 2o (segundo) mês subseqüente ao da publicação desta Lei, o débito original e seus acréscimos legais, além de outra smultas previstas em lei, relativos às contribuições de que tratam os arts. 2o*e 3o desta Lei, constituem dívida ativa da União. (*) Contribuições previdenciárias devidas pelas empresas e segurados. ARRECADAÇÃO: Alterações promovidas pela Lei 11.457/07 ✔ Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB assumiu as atribuições tributárias quanto às contribuições previdenciárias; Art. 2o (...) cabe à Secretaria da Receita Federal do Brasil planejar, executar, acompanhar e avaliar as atividades relativas a tributação, fiscalização, arrecadação, cobrança e recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, e das contribuições instituídas a título de substituição. ARRECADAÇÃO: Alterações promovidas pela Lei 11.457/07 ✔ Extinção da Secretaria da Receita Previdenciária do MPS; Art. 2º (...) § 3º As obrigações previstas na Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, relativas às contribuições sociais de que trata o caput deste artigo serão cumpridas perante a Secretaria da Receita Federal do Brasil. §4º Fica extinta a Secretaria da Receita Previdenciária do Ministério da Previ- dência Social. ARRECADAÇÃO: Alterações promovidas pela Lei 11.457/07 ✔ RFB também arrecada as contribuições sociais devidas a terceiros (SESI, SESC, SENAC, etc.). Art. 3º As atribuições de que trata o art. 2º desta Lei se estendem às contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, na forma da legislação em vigor, aplicando-se em relação a essas contribuições, no que couber, as disposições desta Lei. ARRECADAÇÃO: Alterações promovidas pela Lei 11.457/07 ✔ Produto da arrecadação com as contribuições previdenciárias é creditado no Fundo Geral de Previdência Social - FGPS. Art. 2º (...) § 1o O produto da arrecadação das contribuições especificadas no caput deste artigo e acréscimos legais incidentes serão destinados, em caráter exclusivo*, ao pagamento de benefícios do Regime Geral de Previdência Social e creditados diretamente ao Fundo do Regime Geral de Previdência Social (...). (*) Vide art. 167, XI, CF/88 RECOLHIMENTO ✔ Empresa: (30, I, LCSS) a) Recolher as contribuições dos empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviço, descontando-as das respectivas remunerações; Obs.: A empresa também está obrigada a arrecadar a contribuição* do segurado contribuinte individual a seu serviço, descontando-a da respectiva remuneração (art. 4º, Lei 10.666/03). (*) Alíquota será de 11%** (**) Na hipótese de o contribuinte individual prestar serviço a uma ou mais empresas, poderá deduzir, da sua contribuição mensal, 45% da contribuição da empresa, (art. 30, § 4º, LCSS) RECOLHIMENTO ✔Empresa: (30, I, LCSS) b) Recolher a “cota patronal” das contribuições incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, aos empregados, avulsos e contribuintes individuais; - Prazo de recolhimento (da contribuição do trabalhador + cota patronal): até o dia 20 do mês subsequente ao da prestação do serviço, ou dia útil anterior se não houver expediente bancário. RECOLHIMENTO ✔ Empresa contratante de cessão de mão-de-obra, inclusive em regime de trabalho temporário (31, LCCS) - Reter 11% do valor bruto da nota fiscal/fatura de prestação de serviços; - Recolher em nome da cedente de mão-de-obra; - Prazo: até o dia 20 do mês subsequente, ou dia útil anterior. RECOLHIMENTO ✔ Cooperativa de trabalho (art. 216, § 31, RPS) - Desconta 20% do valor da quota distribuída ao cooperado por serviços prestados a empresas ou a pessoas físicas; - Recolhe até o dia 20 do mês seguinte ao da prestação dos serviços, ou dia útil imediatamente anterior quando não houver expediente bancário. RECOLHIMENTO ✔ Empregador doméstico: - Desconta e recolhe a contribuição do doméstico de acordo com a Tabela do art. 28 da EC 103/19 (Revogou o art. 20, LCSS); - Recolhe a cota patronal (8% + 0,8% de SAT); - Prazo: até o dia 20 do mês subsequente, ou dia útil anterior (art. 30, V, LCSS). RECOLHIMENTO ✔Contribuinte individual e facultativo: (30, II, LCSS) - Recolhem suas próprias contribuições; - Prazo: até o dia 15 do mês subsequente, ou dia útil posterior; - Podem optar pelo recolhimento trimestral se a contribuição for sobre o salário-mínimo. Seguridade Social e a Nova Previdência Prof. Fernando Maciel profernandomaciel Prof. Fernando Maciel AULA 19 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL Imunidade, isenção, remissão e anistia IMUNIDADE ✓Conceito: Limitação constitucional ao poder de tributar do Estado (não incidência constitucionalmente qualificada). Exemplos: a) Não incide contribuição social e de intervençãono domínio econômico sobre as receitas decorrentes de exportação (149, § 2º, I, CF/88); b) Não incide contribuição social sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo RGPS (195, II, CF/88); Prof. Fernando Maciel IMUNIDADE Exemplos: c) São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei* (195, § 7º, CF/88). • Não há direito adquirido a imunidade; Súmula 352-STJ: A obtenção ou a renovação do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social – CEBAS não exime a entidade do cumprimento dos requisitos legais supervenientes. Prof. Fernando Maciel IMUNIDADE c) Entidades beneficentes: • Imunidade alcança apenas a cota patronal*. (*) STF entende que a imunidade do art. 195, § 7º da CF/88 também se aplica ao PIS (Informativo 735). Prof. Fernando Maciel ISENÇÃO ✓ Conceito: Limitação legal ao poder de tributar do Estado (exclusão do crédito tributário – 175, I, CTN) • Na isenção o crédito existe mas a lei dispensa o seu pagamento; Exemplo: nenhuma contribuição à Seguridade Social é devida se a construção residencial unifamiliar for executada sem mão-de-obra assalariada (30, VIII, LCPS). Prof. Fernando Maciel ISENÇÃO ✓ Alcance: Atinge todas as contribuições devidas pelas empresas (cota patronal), mas não abrange as contribuições dos segurados que lhes prestem serviços; A isenção concedida a uma pessoa jurídica não é extensiva nem abrange outra pessoa jurídica, ainda que esta seja mantida por aquela, ou por ela controlada. Prof. Fernando Maciel REMISSÃO Conceito: Extinção do crédito tributário já constituído (156, IV, CF/88) • É um perdão legal da dívida tributária; • Só pode ser concedida por lei específica federal (150, § 6º, CF/88). Exemplo: Art. 14, Lei 11.941/09: Ficam remitidos os débitos com a Fazenda Nacional, (...) que, em 31 de dezembro de 2007, estejam vencidos há 5 (cinco) anos ou mais e cujo valor total consolidado, nessa mesma data, seja igual ou inferior a R$ 10.000,00 (dez mil reais). Prof. Fernando Maciel ANISTIA Conceito: Hipótese de exclusão do crédito tributário (175, II, CTN). • Refere-se a infrações à legislação tributária (multas, etc.), desconstituindo sua antijuridicidade; • Só pode ser concedida por lei específica federal (150, § 6º, CF/88). Prof. Fernando Maciel REMISSÃO E ANISTIA Limitação constitucional: Art. 195, § 11, CF/88, com redação dada pela EC 103/19: São vedados a moratória e o parcelamento em prazo superior a 60 (sessenta) meses e, na forma de lei complementar, a remissão e a anistia das contribuições sociais de que tratam a alínea “a” do inciso I* e o inciso II** do caput. (*) Contribuição das empresas sobre a folha de salários; (**) Contribuição dos segurados. Prof. Fernando Maciel VEDAÇÕES CONSTITUCIONAIS Proibição de contratar com o Poder Público e receber incentivos fiscais: A pessoa jurídica em débito com a seguridade social não poderá contratar com o Poder Público nem receber incentivos fiscais ou creditícios (195, § 3º, CF/88). Prof. Fernando Maciel Fim da nossa aula! Prof. Fernando Maciel DIREITO PREVIDENCIÁRIO Prof. Fernando Maciel profernandomaciel Prof. Fernando Maciel CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL Contribuição do Contribuinte Individual Contribuição do Contribuinte Individual O contribuinte individual (CI) é uma espécie de segurado obrigatório do RGPS (art. 12, V, da Lei 8.212/91) e, consequentemente, deve contribuir para a Previdência Social. A depender de quem seja o tomador do serviço (Pessoa Jurídica ou Pessoa Física), a contribuição do CI observará critérios distintos. Prof. Fernando Maciel Prestação de serviço a PESSOAS JURÍDICAS ✔Premissas iniciais: Até o advento da Lei 10.666/03, o CI era responsável pelo recolhimento de suas contribuições; A partir dessa norma, quando prestar serviços a empresas ou entidades equiparadas, estas serão responsáveis pelo desconto da contribuição do CI e posterior repasse à Previdência Social; Lei 10.666/03 Art. 4º Fica a empresa obrigada a arrecadar a contribuição do segurado contribuinte individual a seu serviço, descontando-a da respectiva remuneração, e a recolher o valor arrecadado juntamente com a contribuição a seu cargo até o dia 20 (vinte) do mês seguinte ao da competência, ou até o dia útil imediatamente anterior se não houver expediente bancário naquele dia. Prof. Fernando Maciel Prestação de serviço a PESSOAS JURÍDICAS ✔Valor descontado pela empresa: A empresa que contratar um CI deve descontar 11% da remuneração paga, devida ou creditada pela prestação do serviço, observado o limite máximo do salário-de-contribuição; Dec. 3.048/99 Art. 216 (...) § 26. A alíquota de contribuição a ser descontada pela empresa da remuneração paga, devida ou creditada ao contribuinte individual a seu serviço, observado o limite máximo do salário-de-contribuição, é de onze por cento no caso das empresas em geral (...). Prof. Fernando Maciel Prestação de serviço a PESSOAS JURÍDICAS ✔Valor descontado por entidade beneficente: A entidade beneficente de assistência social (isenta da cota patronal) que contratar um CI deve descontar 20% da remuneração paga, devida ou creditada pela prestação do serviço, observado o limite máximo do salário-de-contribuição; Dec. 3.048/99 Art. 216 (...) § 26. A alíquota de contribuição a ser descontada pela empresa da remuneração paga, devida ou creditada ao contribuinte individual a seu serviço, observado o limite máximo do salário-de-contribuição, é de (...) vinte por cento quando se tratar de entidade beneficente de assistência social isenta das contribuições sociais patronais. Prof. Fernando Maciel Prestação de serviço por meio de COOPERATIVAS ✔Valor descontado pela cooperativa: A cooperativa deve descontar 20% do valor da quota distribuída ao cooperado por serviços prestados a empresas, pessoas físicas e entidades em gozo de isenção, devendo recolher até o dia 20 do mês seguinte ao da prestação dos serviços, ou dia útil imediatamente anterior quando não houver expediente bancário. Dec. 3.048/99 Art. 216 (...) § 31. A cooperativa de trabalho fica obrigada a descontar vinte por cento do valor da quota distribuída ao cooperado contribuinte individual por serviços por ele prestados por seu intermédio a empresas, a pessoas físicas e a entidades em gozo de isenção e recolher o produto dessa arrecadação até o dia vinte do mês subsequente ao da competência a que se referir ou até o dia útil imediatamente anterior, se não houver expediente bancário naquele dia. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020) Prof. Fernando Maciel Prestação de serviço por meio de COOPERATIVAS ✔Valor descontado pela cooperativa: ATENÇÃO: a retenção dos 20% se aplica apenas ao CI filiado à cooperativa. Se for um CI a ela não filiado, deve proceder igual a qualquer empresa, devendo descontar 11% da remuneração e repassar à Previdência Social. Obs.: Nesse caso a alíquota é menor pois a cooperative também terá que recolher cota patronal (20%) incidente sobre a remuneração paga ao CI não filiado. Prof. Fernando Maciel Prestação de serviço a pessoa física O CI que presta serviço a pessoa física deve efetuar o próprio recolhimento da sua contribuição previdenciária; Observará, em regra, a alíquota de 20%; O recolhimento deve ocorrer até o dia 15 do mês subsequente ao da prestação do serviço, prorrogando-se o prazo para o dia útil subsequente para a hipótese de cair em dia que não haja expediente bancário. Prof. Fernando Maciel Prestação de serviço a pessoas desobrigadas de reter/descontar contribuição Ficam excluídos da obrigação de descontar a contribuição do contribuinte individual que lhe preste serviço (art. 216, § 32, RPS - redação Decreto nº 10.410/20): I - o produtor rural pessoa física; II - o contribuinte individual equiparado a empresa; III - a missão diplomática e a repartição consular de carreiras estrangeiras; e IV - o proprietário ou dono de obra de construção civil, quando