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Slide - Custeio da Seguridade Social Disposições Constitucionais e Legais

Aula/slide sobre financiamento da seguridade social: disciplina constitucional (Art.195/CF), fontes diretas e indiretas, princípio da prévia fonte de custeio e anterioridade nonagesimal, outras receitas (Lei 8.212/91), contribuintes (União, empregadores, segurados, apostadores, importadores) e exemplo prático.

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Seguridade Social e 
a Nova Previdência
Prof. Fernando Maciel
profernandomaciel
Prof. Fernando Maciel
AULA 14 
FINANCIAMENTO DA 
SEGURIDADE SOCIAL
Disciplina constitucional, receitas e contribuintes
Financiamento da Seguridade Social
Seguridade Social financiada por toda a SOCIEDADE (195, CF/88)
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma
direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos
orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das
seguintes contribuições sociais: (...)
- Direta (contribuições sociais)
- Indireta (repasse orçamentário U, E, DF e M)
Obs.: Contributivo (solidariedade)
Repartição x capitalização
Prof. Fernando Maciel
Financiamento da Seguridade Social
✓ CUSTEIO TOTAL (195, § 5º, CF/88)
Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado,
majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio.
(*) Princípio da prévia fonte de custeio (ou contrapartida).
Prof. Fernando Maciel
Financiamento da Seguridade Social
✓ ANTERIORIDADE NONAGESIMAL (195, § 6º, CF/88)
As contribuições sociais só poderão ser exigidas após decorridos 90 dias da
data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado.
Prof. Fernando Maciel
Financiamento da Seguridade Social
✓OUTRAS RECEITAS DA SEGURIDADE SOCIAL (27, Lei 8.212/91)
I - as multas, a atualização monetária e os juros moratórios;
II - a remuneração recebida por serviços de arrecadação, fiscalização e
cobrança prestados a terceiros;
III - as receitas provenientes de prestação de outros serviços e de
fornecimento ou arrendamento de bens;
IV - as demais receitas patrimoniais, industriais e financeiras;
Prof. Fernando Maciel
Financiamento da Seguridade Social
✓OUTRAS RECEITAS DA SEGURIDADE SOCIAL (27, Lei 8.212/91)
V - as doações, legados, subvenções e outras receitas eventuais;
VI - 50% do valor dos bens expropriados com origem no tráfico de drogas;
VII - 40% do resultado dos leilões dos bens apreendidos pela RFB;
VIII - outras receitas previstas em legislação específica.
Parágrafo único: 50% do prêmio recolhido pelo DPVAT (destinado ao SUS);
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Contribuintes
a) UNIÃO
- Repasses orçamentários fixados na LOA (16, LCPS);
- Cobre insuficiências financeiras da seguridade para pagamento de BPCs (16,
p.ú., LCPS).
Prof. Fernando Maciel
Contribuintes
b) EMPREGADORES/CONTRATANTES (195, I, CF/88)
- Empresa (firma individual ou sociedade) que assume o risco de atividade
econômica, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da
administração pública direta e indireta (comissionados, empregados públicos,
etc.); (15, I, LCPS)
- Empregador doméstico: a pessoa física que admite a seu serviço, sem
finalidade lucrativa, empregado doméstico (15, II, LCPS – Vide LC 150/15).
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Contribuintes
b) EMPREGADORES/CONTRATANTES (195, I, CF/88)
- Entidade equiparada a empresa (15, p.ú., LCPS):
Contribuinte individual e a pessoa física na condição de proprietário ou dono
de obra de construção civil, em relação a segurado que lhe presta serviço;
Cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade;
Missão diplomática e a repartição consular de carreira estrangeiras;
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Contribuintes
c) SEGURADOS (195, II, CF/88, redação dada pela EC 103/19)
• Trabalhador e dos demais segurados da previdência social;
• Podendo ser adotadas alíquotas progressivas de acordo com o valor do
salário de contribuição;
• Não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas
pelo RGPS.
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Contribuintes
d) APOSTADORES DE CONCURSOS DE PROGNÓSTICOS* (195, III,
CF/88 e 26, LCPS)
- qualquer sorteio de números, loterias, apostas, corridas de cavalo, etc.
(*) Art. 212, Dec. 3.048/99:
§ 1º Consideram-se concurso de prognósticos todo e qualquer concurso de
sorteio de números ou quaisquer outros símbolos, loterias e apostas de
qualquer natureza no âmbito federal, estadual, do Distrito Federal ou
municipal, promovidos por órgãos do Poder Público ou por sociedades
comerciais ou civis.
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Contribuintes
e) IMPORTADOR DE BENS OU SERVIÇOS (195, IV, CF/88)
PIS/COFINS Importação (criado pela EC 42/2003).
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Direito 
Previdenciário
Prof. Fernando Maciel
profernandomaciel
Prof. Fernando Maciel
FINANCIAMENTO DA 
SEGURIDADE SOCIAL
Contribuição social das empresas
(Revisão em Questões)
(Q1739991 – 2021 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 7º
Simulado)
A contribuição empresarial da associação desportiva que mantém equipe de
futebol profissional destinada à Seguridade Social, em substituição à
contribuição sobre a folha de pagamentos, corresponde a cinco por cento da
receita bruta, decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em
todo o território nacional em qualquer modalidade desportiva, inclusive jogos
internacionais, e de qualquer forma de patrocínio, licenciamento de uso de
marcas e símbolos, publicidade, propaganda e de transmissão de espetáculos
desportivos.
CERTO
Prof. Fernando Maciel
(Q1739991 – 2021 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 7º Simulado)
✔Fundamento normativo:
Lei 8.212/91
Art. 22 A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto
no art. 23, é de: (...)
§ 6º A contribuição empresarial da associação desportiva que mantém equipe de
futebol profissional destinada à Seguridade Social, em substituição à prevista nos
incisos I e II deste artigo, corresponde a cinco por cento da receita bruta, decorrente
dos espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional em
qualquer modalidade desportiva, inclusive jogos internacionais, e de qualquer
forma de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade,
propaganda e de transmissão de espetáculos desportivos.
Prof. Fernando Maciel
(Q1739965 – 2021 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 7º
Simulado)
A empresa é obrigada a arrecadar a contribuição previdenciária, mediante
desconto na remuneração paga, devida ou creditada, bem como recolher a
contribuição dos segurados, empregado e trabalhador avulso a seu serviço,
observado o limite máximo do salário de contribuição.
CERTO
Prof. Fernando Maciel
(Q1739965 – 2021 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 7º Simulado)
✔Fundamento normativo:
Lei 8.212/91
Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias
devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas:
I - a empresa é obrigada a:
a) arrecadar as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu
serviço, descontando-as da respectiva remuneração;
b) recolher os valores arrecadados na forma da alínea a deste inciso, a contribuição a que
se refere o inciso IV do art. 22 desta Lei, assim como as contribuições a seu cargo
incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, aos
segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais a seu serviço até
o dia 20 (vinte) do mês subsequente ao da competência;
c) recolher as contribuições de que tratam os incisos I e II do art. 23, na forma e prazos
definidos pela legislação tributária federal vigente;
Prof. Fernando Maciel
(Q1739962 – 2021 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 7º
Simulado)
Constitui contribuição social voltada ao custeio da Seguridade Social a do
empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei,
incidente sobre a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos
ou creditados, a qualquer título, a pessoa física ou jurídica que lhe preste
serviço, mesmo sem vínculo empregatício; a receita ou o faturamento; o
lucro.
ERRADO
Prof. Fernando Maciel
(Q1739962 – 2021 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 7º Simulado)
✔Fundamento normativo:
CF/88
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e
indireta, nos termos da lei, mediantepessoa física.
Prof. Fernando Maciel
Prestação de serviço a pessoas desobrigadas de reter/descontar contribuição
Alíquota de contribuição do CI ao prestar serviços a entidades equiparadas a empresa (art.
216, RPS):
• O CI deverá recolher a própria contribuição, observando a alíquota base de 20% (§ 33);
• Porém poderá deduzir 45% da contribuição patronal do contratante, limitada a
dedução de 9%, o que resultará numa alíquota efetiva de 11% (§ 20*)
(*) § 20. Na hipótese de o contribuinte individual prestar serviço a outro contribuinte individual equiparado a
empresa ou a produtor rural pessoa física ou a missão diplomática e repartição consular de carreira
estrangeiras, poderá deduzir, da sua contribuição mensal, quarenta e cinco por cento da contribuição
patronal do contratante, efetivamente recolhida ou declarada, incidente sobre a remuneração que este lhe
tenha pago ou creditado, no respectivo mês, limitada a nove por cento do respectivo salário-de-contribuição.
Prof. Fernando Maciel
Recolhimento trimestral
O CI que contribua sobre o salário-mínimo tem a faculdade de recolher suas
contribuições trimestralmente:
Dec. 3.048/99
Art. 216 (...)
§ 15. É facultado aos segurados contribuinte individual e facultativo, cujos salários-de-contribuição
sejam iguais ao valor de um salário mínimo, optarem pelo recolhimento trimestral das
contribuições previdenciárias, com vencimento no dia quinze do mês seguinte ao de cada trimestre
civil, prorrogando-se o vencimento para o dia útil subseqüente quando não houver expediente
bancário no dia quinze.
Prof. Fernando Maciel
CI condutor autônomo de veículo rodoviário
O salário-de-contribuição do CI condutor autônomo de veículo rodoviário será de
20% do valor bruto do serviço prestado. Sobre esse valor incidirá a sua alíquota de
contribuição.
Lei 8.212/91
Art. 28 (...)
§ 11. Considera-se remuneração do contribuinte individual que trabalha como condutor autônomo
de veículo rodoviário, como auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, em automóvel
cedido em regime de colaboração, nos termos da Lei nº 6.094, de 30 de agosto de 1974, como
operador de trator, máquina de terraplenagem, colheitadeira e assemelhados, o montante
correspondente a 20% (vinte por cento) do valor bruto do frete, carreto, transporte de passageiros
ou do serviço prestado, observado o limite máximo a que se refere o § 5º.
Prof. Fernando Maciel
CI condutor autônomo de veículo rodoviário
✔Contribuição parafiscal (Sistema S):
Além da alíquota de 20% o CI condutor autônomo de veículo rodoviário deve
recolher adicional de 2,5% a título de SEST/SENAT.
Lei 8.212/91
Art. 28 (...)
§ 11. Considera-se remuneração do contribuinte individual que trabalha como condutor autônomo
de veículo rodoviário, como auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, em automóvel
cedido em regime de colaboração, nos termos da Lei nº 6.094, de 30 de agosto de 1974, como
operador de trator, máquina de terraplenagem, colheitadeira e assemelhados, o montante
correspondente a 20% (vinte por cento) do valor bruto do frete, carreto, transporte de passageiros
ou do serviço prestado, observado o limite máximo a que se refere o § 5º.
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Fim da nossa aula!
Prof. Fernando Maciel
DIREITO 
PREVIDENCIÁRIO
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profernandomaciel
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CUSTEIO DA 
SEGURIDADE SOCIAL
Desoneração da folha de pagamento
Desoneração da folha de pagamento
✓ Conceito:
Medida tributária que visa substituir a contribuição patronal incidente sobre a
folha de pagamento, por uma contribuição incidente sobre a receita bruta.
✓ Finalidade:
Incentivar a manutenção e ampliação dos postos formais de trabalho
(emprego), por meio da redução dos custos tributários incidentes sobre a
mão-de-obra assalariada.
Prof. Fernando Maciel
Desoneração da folha de pagamento
✓ Fundamento normativo constitucional:
A EC 42/03 incluiu os §§ 12 e 13 ao art. 195 da CF/88:
§ 12. A lei definirá os setores de atividade econômica para os quais as contribuições
incidentes na forma dos incisos I, b; e IV do caput, serão não-cumulativas.
§ 13. Aplica-se o disposto no § 12 inclusive na hipótese de substituição gradual, total
ou parcial, da contribuição incidente na forma do inciso I, a, pela incidente sobre a
receita ou o faturamento*.
(*) Revogado pela EC 103/19
Prof. Fernando Maciel
Desoneração da folha de pagamento
✓ Fundamento normativo constitucional:
Com a EC 103/19 a desoneração da folha perdeu o seu fundamento
constitucional de validade, tanto que a nova redação do § 9º do art. 195 veda
a adoção de base de cálculo diferenciada para a contribuição sobre a folha:
§ 9º As contribuições sociais previstas no inciso I do caput deste artigo poderão ter
alíquotas diferenciadas em razão da atividade econômica, da utilização intensiva de
mão de obra, do porte da empresa ou da condição estrutural do mercado de
trabalho, sendo também autorizada a adoção de bases de cálculo diferenciadas
apenas no caso das alíneas "b" e "c" do inciso I do caput. (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
Prof. Fernando Maciel
Desoneração da folha de pagamento
✓ Fundamento normativo constitucional:
Porém a EC 103/19 ressalvou a desoneração da folha implementada antes de sua
vigência:
Art. 30. A vedação de diferenciação ou substituição de base de cálculo decorrente do
disposto no § 9º do art. 195 da Constituição Federal não se aplica a contribuições que
substituam a contribuição de que trata a alínea "a" do inciso I do caput do art. 195 da
Constituição Federal instituídas antes da data de entrada em vigor desta Emenda
Constitucional.
Obs: Essa ressalva permite a manutenção da base de cálculo diferenciada adotada
para as equipes profissionais de futebol.
Prof. Fernando Maciel
Desoneração da folha de pagamento
✓ Fundamento normativo legal:
O art. 7º da Lei 12.546/11 passou a prever a desoneração da folha de pagamento de
forma provisória até 31/12/14, de forma restrita a alguns setores da economia.
Art. 7º Até 31 de dezembro de 2014, a contribuição devida pelas empresas que prestam
exclusivamente os serviços de Tecnologia da Informação (TI) e de Tecnologia da Informação
e Comunicação (TIC), referidos no § 4º do art. 14 da Lei nº 11.774, de 17 de setembro de
2008, incidirá sobre o valor da receita bruta, excluídas as vendas canceladas e os descontos
incondicionais concedidos, em substituição às contribuições previstas nos incisos I e III do
art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, à alíquota de 2,5% (dois inteiros e cinco
décimos por cento).
Prof. Fernando Maciel
Desoneração da folha de pagamento
✓ Fundamento normativo legal:
Normas posteriores alteraram a alíquota de contribuição substitutiva e ampliaram
os segmentos empresariais contemplados com a desoneração da folha.
Como por exemplo:
• MPv 563/12 (alterou alíquota para 2% e incluiu o setor hoteleiro);
• Lei 12.715/12 (manteve alíquota 2% e incluiu o setor de transporte coletivo de passageiros);
• Lei 13.043/14 tornou a política de desoneração permanente;
• Lei 13.161/15 tornou facultativa a desoneração;
• Lei 13.670/18 retomou o caráter provisório da desoneração, com prazo até 12/2020, excluindo
diversos setores empresariais;
• Lei 14.020/20 estendeu a desoneração até 12/2021.
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Desoneração da folha de pagamento
✓ Abrangência:
A substituição alcança as contribuições previstas nos incisos I* e III** do art.
22 da Lei 8.212/91 (art. 7º, Lei 12.546/11);
(*) 20% sobre a remuneração dos empregados e avulsos;
(**) 20% da remuneração dos contribuintes individuais.
Obs.1: a contribuição sobre o 13º salário também está abrangida na
desoneração;
Obs.2: não estão abrangidas pela desoneração: SAT/FAP, FAE, e Terceiros
(Sistema S).
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Desoneração da folha de pagamento
✓ Retenção da contribuição das empresas desoneradas:
Ao contratar empresa de cessão de mão-de-obra abrangida pela desoneração,
o tomador de serviço deverá reter 3,5% do valor brutoda nota fiscal ou fatura
de prestação de serviço.
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Desoneração da folha de pagamento
✓ Formas de desoneração:
A desoneração da folha de pagamento pode observar 3 formas distintas:
a) CNAE (ex.: construção civil);
b) Produto produzido;
c) Serviço listado na Lei.
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Desoneração da folha de pagamento
✓ Modalidades de desoneração:
A desoneração da folha de pagamento pode observar 2 modalidades distintas:
a) “Tuto ou nada”;
Aplica-se na desoneração por CNAE*, de modo que ou a empresa mantém a
contribuição de 20% sobre a remuneração, ou então opta pela contribuição
previdenciária sobre a receita bruta – CPRB.
(*) Adota-se o CNAE principal, aquele de maior receita auferida (ano-calendário anterior)
ou esperada (previsão de receita).
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Desoneração da folha de pagamento
✓ Modalidades de desoneração:
A desoneração da folha de pagamento pode observar 2 modalidades distintas:
b) Proporcional:
Aplica-se na desoneração por produto produzido ou por serviços listados;
A empresa pode recolher parte sobre sua folha salarial e CPRB sobre parcela
do seu faturamento relativo a produtos desonerados.
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DIREITO 
PREVIDENCIÁRIO
Prof. Fernando Maciel
profernandomaciel
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CUSTEIO DA 
SEGURIDADE SOCIAL
Obrigações fiscais acessórias
OBRIGAÇÕES FISCAIS
✔Noções preliminares:
As obrigações fiscais se dividem em PRINCIPAIS e ACESSÓRIAS:
• Obrig. PRINCIPAL = pagar tributos e multas;
• Obrig. ACESSÓRIA = prestações positivas (fazer) ou negativas (não fazer) no
interesse da fiscalização e arrecadação dos tributos*.
(*) O descumprimento de uma Obrig. Acessória pode acarretar o surgimento de uma Obrig.
Principal (Multa).
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OBRIGAÇÕES FISCAIS PREVIDENCIÁRIAS
O art. 32 da Lei nº 8.212/91, regulamentado pelo art. 225 do RPS, estabelece
um rol de obrigações acessórias imputáveis às empresas. São elas:
I - preparar folha de pagamento da remuneração paga, devida ou creditada a
todos os segurados* a seu serviço, devendo manter, em cada
estabelecimento**, uma via da respectiva folha e recibos de pagamentos;
(*) Empregados, contribuintes individuais e avulsos não portuários (pois a folha dos avulsos
portuários é elaborada pelo OGMO);
(**) Elaborada por estabelecimento, obra de construção civil e por tomador de serviço
(empresas de cessão de mão-de-obra);
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OBRIGAÇÕES FISCAIS PREVIDENCIÁRIAS
O art. 32 da Lei nº 8.212/91, regulamentado pelo art. 225 do RPS, estabelece
um rol de obrigações acessórias imputáveis às empresas. São elas:
I - (...)
✔Penalidades:
• Deixar de observar os padrões exigidos pela legislação = Auto de Infração no valor de R$
2.656,61 (Portaria ME 477/21)
• Deixar de elaborar a folha ou não apresentar à Auditoria Fiscal = Auto de Infração no
valor de R$ 26.565,90.
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OBRIGAÇÕES FISCAIS PREVIDENCIÁRIAS
O art. 32 da Lei nº 8.212/91 estabelece um rol de obrigações acessórias
imputáveis às empresas. São elas:
II - lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma
discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das
quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos;
✔Penalidades:
• Deixar de lançar em títulos próprios os fatos geradores das contribuições =
Auto de Infração no valor de R$ 26.565,90.
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OBRIGAÇÕES FISCAIS PREVIDENCIÁRIAS
O art. 32 da Lei nº 8.212/91 estabelece um rol de obrigações acessórias
imputáveis às empresas. São elas:
III - prestar ao Instituto Nacional do Seguro Social e à Secretaria da Receita
Federal todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse
dos mesmos, na forma por eles estabelecida, bem como os esclarecimentos
necessários à fiscalização;
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OBRIGAÇÕES FISCAIS PREVIDENCIÁRIAS
O art. 32 da Lei nº 8.212/91 estabelece um rol de obrigações acessórias imputáveis às
empresas. São elas:
IV - informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social, por intermédio da Guia
de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência
Social - GFIP, na forma por ele estabelecida, dados cadastrais, todos os fatos geradores de
contribuição previdenciária e outras informações de interesse daquele Instituto;
• A GFIP está em via de extinção em virtude do e-Social;
• A GFIP deve ser entregue à CEF em meio digital até o dia 07 do mês subsequente aos fatos geradores;
• A GFIP também deve ser elaborada por estabelecimento, por obra de construção civil ou por tomador de
serviço;
• A declaração em GFIP constitui confissão em dívida e é instrumento hábil e suficiente para a exigência do
crédito tributário (§ 2º);
• A GFIP deve ser entregue mesmo que não ocorram fatos geradores de contribuição previdenciária (§9º);
• A ausência de entrega da GFIP impede a emissão da CND (§ 10).
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OBRIGAÇÕES FISCAIS PREVIDENCIÁRIAS
IV - (...)
✔Penalidades (art. 32-A):
• Não entrega da GFIP = multa de 2% (limitado até 20%) ao mês, incidente sobre o
montante das contribuições, ainda que integralmente pagas;
• Informações incorretas ou omitidas = R$ 20 para cada grupo de 10
incorreções/omissões;
• Termo inicial para aplicação da multa será o dia seguinte ao término do prazo
fixado para entrega da GFIP, sendo o termo final a data de efetiva entrega ou,
não sendo apresentada, a data do Auto de Infração do da notificação de
lançamento (§ 1º);
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OBRIGAÇÕES FISCAIS PREVIDENCIÁRIAS
IV - (...)
✔Penalidades (art. 32-A):
• Redução da multa (§ 2º):
• 50% se a declaração for apresentada antes de qualquer procedimento fiscal de ofício;
• 25% se houver apresentação no prazo fixado em intimação.
• Valor mínimo da multa (§ 3º):
• R$ 200 no caso de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores;
• R$ 500 nos demais casos.
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OBRIGAÇÕES FISCAIS PREVIDENCIÁRIAS
O art. 32 da Lei nº 8.212/91 estabelece um rol de obrigações acessórias
imputáveis às empresas. São elas:
VI - comunicar, mensalmente, aos empregados, por intermédio de
documento a ser definido em regulamento, os valores recolhidos sobre o
total de sua remuneração ao INSS.
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OBRIGAÇÕES FISCAIS PREVIDENCIÁRIAS
✔Outras obrigações acessórias:
• Emissão da CAT (art. 22, Lei 8.213/91):
A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar o acidente do
trabalho à Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência
e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente;
Cópia da CAT deve ser entregue ao acidentado ou seus dependentes, bem
como ao Sindicato da categoria (§ 1º);
Se a empresa não emitir a CAT, poderá fazê-lo: o acidentado, os dependentes,
o sindicato, o médico que o assistiu, ou qualquer autoridade pública (§ 2º);
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OBRIGAÇÕES FISCAIS PREVIDENCIÁRIAS
✔Outras obrigações acessórias:
• Emissão da CAT (art. 22, Lei 8.213/91):
Penalidade:
Multa variável entre o limite mínimo (Salário-mínimo) e o “Teto do RGPS”, por cada
acidente não comunicado;
A multa será sucessivamente aumentada ao dobro nas reincidências, até atingir o
limite máximo;
A comunicação subsidiária dos legitimados não exime a empresa da multa (§ 3º);
Os sindicatos e entidades representativas de classe poderão acompanhar a
cobrança da multa (§ 4º);
Não se aplica a multa no caso de NTEP (§ 5º).
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OBRIGAÇÕES FISCAIS PREVIDENCIÁRIAS
✔Outras obrigações acessórias:
• Elaborar PPP (art. 58, § 4º, Lei 8.213/91):
A empresa deverá elaborar e manter atualizado perfil profissiográfico
abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este,
quando da rescisão do contrato de trabalho, cópia autêntica desse
documento.
Penalidade:
Multa de R$ 2.656,61 (art. 283, I, “h”, RPS).
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DIREITO 
PREVIDENCIÁRIO
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profernandomacielProf. Fernando Maciel
CUSTEIO DA 
SEGURIDADE SOCIAL
Responsabilidade solidária
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA
✓ Noções preliminares:
Há solidariedade quando, na mesma obrigação, concorre mais de um credor
ou mais de um devedor, cada um com direito ou obrigado à dívida toda (art.
264, Código Civil);
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RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA
✓ Solidariedade passiva:
O credor tem direito a exigir e receber de um ou de alguns dos devedores,
parcial ou totalmente*, a dívida comum (art. 275, Código Civil);
(*) A solidariedade tributária não comporta o benefício de ordem, de modo que cada
devedor responde pela dívida toda.
Se o pagamento tiver sido parcial, todos os demais devedores continuam
obrigados solidariamente pelo resto;
A finalidade da solidariedade passiva tributária é contribuir para a efetividade
da arrecadação.
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RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA
✓ Hipóteses legais:
A solidariedade não se presume; resulta da lei ou da vontade das partes (art. 265,
Código Civil).
• Obra de construção civil (art. 30, VI, Lei 8.212/91):
O proprietário, o incorporador, o dono da obra ou condômino da unidade
imobiliária, qualquer que seja a forma de contratação da construção, reforma ou
acréscimo, são solidários com o construtor, e estes com a subempreiteira, pelo
cumprimento das obrigações para com a Seguridade Social;
Há direito regressivo contra o executor ou contratante da obra;
Admite-se a retenção de importância devida ao executor/contratante para garantia
do cumprimento dessas obrigações;
Não se aplica, em qualquer hipótese, o benefício de ordem;
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RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA
• Obra de construção civil (art. 30, VI, Lei 8.212/91):
Não haverá solidariedade na hipótese de cessão ou empreitada de mão-de-obra* (art. 220,
RPS);
(*) Não se considera cessão de mão-de-obra a contratação de construção civil em que a empresa construtora assuma a
responsabilidade direta e total pela obra ou repasse o contrato integralmente (§ 1º).
Nos casos de cessão de mão-de-obra o contratante irá reter 11% sobre o valor bruto da
nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, recolhendo em nome da empresa contratada
(art. 31, Lei 8.212/91);
Não haverá responsabilidade solidária do adquirente de prédio ou unidade imobiliária que
realizar a operação com empresa de comercialização ou incorporador de imóveis (art. 30,
VII, Lei 8.212/91);
Também não haverá solidariedade nos casos de contratação de serviços por intermédio de
cooperativa de trabalho (art. 224-A, RPS).
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• Empresas do mesmo grupo econômica (art. 30, IX, Lei 8.212/91):
As empresas que integram grupo econômico* de qualquer natureza
respondem entre si, solidariamente, pelas obrigações relativas ao custeio da
Seguridade Social.
(*) Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma delas, personalidade
jurídica própria, estiverem sob a direção, controle ou administração de outra, ou ainda
quando, mesmo guardando cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão
responsáveis solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de emprego (art. 2º,
§ 2º, CLT).
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RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA
• Gestores de entidades da administração indireta (art. 42, Lei 8.212/91):
Os administradores de autarquias e fundações públicas, criadas e mantidas
pelo Poder Público, de empresas públicas e de sociedades de economia mista
sujeitas ao controle da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos
Municípios, que se encontrarem em mora, por mais de 30 dias, no
recolhimento das contribuições previstas na Lei nº 8.212/91, tornam-se
solidariamente responsáveis pelo respectivo pagamento.
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RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA
• Administração pública (art. 71, § 2º, Lei 8.666/93):
A Administração Pública responde solidariamente com o contratado pelos
encargos previdenciários resultantes da execução do contrato mediante
cessão de mão-de-obra, nos termos do art. 31 da Lei nº 8.212/91*.
Se a administração pública efetuar a retenção dos 11% sobre a nota de
prestação de serviços, sua responsabilidade solidária será afastada;
Além disso, essa solidariedade somente se aplica nos contratos de cessão de
mão-de-obra, e não nos casos de realização de obra pública, cujo fundamento
seria o art. 30, VI, da Lei 8.212/91 (responsabilidade do proprietário da obra).
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RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA
• Operador portuário e OGMO (art. 2, § 4º, Lei 9.719/98):
O operador portuário e o órgão gestor de mão-de-obra - OGMO são
solidariamente responsáveis pelo pagamento dos encargos trabalhistas, das
contribuições previdenciárias e demais obrigações, inclusive acessórias,
devidas à Seguridade Social, vedada a invocação do benefício de ordem;
Se o OGMO não elaborar a escalação dos trabalhadores avulsos, o operador
portuário será excluído dessa responsabilidade, devendo aquele (OGMO)
responder sozinho pelo cumprimento das obrigações previdenciárias.
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RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA
• Produtores rurais integrantes de consórcios simplificados (art. 25-A, Lei
8.212/91):
Equipara-se ao empregador rural pessoa física o consórcio simplificado de
produtores rurais, formado pela união de produtores rurais pessoas físicas,
que outorgar a um deles poderes para contratar, gerir e demitir trabalhadores
para prestação de serviços, exclusivamente, aos seus integrantes;
Os produtores rurais integrantes do referido consórcio serão responsáveis
solidários em relação às obrigações previdenciárias (§ 3º).
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RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA
• Oficial de cartórios e contratantes (art. 48, Lei 8.212/91):
Caso o Oficial de Cartório deixe de exigir a CND para a lavratura ou registro de
instrumento que exija essa formalidade, isso acarretará a sua
responsabilidade solidária, juntamente com os contratantes que figurarem no
negócio jurídico.
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RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA
• Trabalho temporário (art. 16, Lei 6.019/74):
No caso de falência da empresa de trabalho temporário, a empresa tomadora
ou cliente é solidariamente responsável pelo recolhimento das contribuições
previdenciárias, no tocante ao tempo em que o trabalhador esteve sob suas
ordens, assim como em referência ao mesmo período, pela remuneração e
indenização previstas na Lei 6.019/74.
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PREVIDENCIÁRIO
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CUSTEIO DA 
SEGURIDADE SOCIAL
Parcelamento de contribuições sociais
PARCELAMENTO
✔Fundamento normativo constitucional:
Art. 195 (...)
§ 11. São vedados* a moratória e o parcelamento em prazo superior a 60 (sessenta)
meses e, na forma de lei complementar, a remissão e a anistia das contribuições
sociais de que tratam a alínea "a" do inciso I e o inciso II do caput. (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
(*) EC 103/19
Art. 31. O disposto no § 11 do art. 195 da Constituição Federal não se aplica aos
parcelamentos previstos na legislação vigente até a data de entrada em vigor desta
Emenda Constitucional, sendo vedadas a reabertura ou a prorrogação de prazo para
adesão.
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PARCELAMENTO
✔Fundamento normativo infraconstitucional:
Até o ano de 2009 o parcelamento das contribuições devidas à Seguridade
Social encontrava-se disciplinado no art. 38 da Lei 8.212/91:
Art. 38. As contribuições devidas à Seguridade Social, incluídas ou não em notificação de
débito, poderão, após verificadas e confessadas, ser objeto de acordo para pagamento
parcelado em até 60 (sessenta) meses, observado o disposto em regulamento.
Porém esse dispositivo foi revogado pela Lei 11.941/09, de modo que o
parcelamento passou a ser disciplinado pelas regras gerais aplicáveis aos
Tributos da União, ou seja, pelos arts. 10 a 16 da Lei 10.522/02.
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PARCELAMENTO
✔Prazo de 60 meses:
Os débitos de qualquer natureza para com a Fazenda Nacional poderão serparcelados em até 60 parcelas mensais, a exclusivo critério da autoridade
fazendária, na forma e condições previstas na Lei 10.522/02 (art. 10).
✔Pagamento da 1ª parcela:
O parcelamento terá sua formalização condicionada ao prévio pagamento da
primeira prestação, conforme o montante do débito e o prazo solicitado (art.
11).
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PARCELAMENTO
✔Apresentação de garantias:
Em se tratando de débitos inscritos em Dívida Ativa, a concessão do
parcelamento fica condicionada* à apresentação, pelo devedor, de garantia
real ou fidejussória, inclusive fiança bancária, idônea e suficiente para o
pagamento do débito (art. 11, § 1º);
(*) MEI e EPP optantes pelo SIMPLES estão dispensadas dessa garantia.
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PARCELAMENTO
✔Confissão de dívida e constituição do crédito:
O pedido de parcelamento deferido constitui confissão de dívida e
instrumento hábil e suficiente para a exigência do crédito tributário (art. 12).
✔Homologação tácita:
O parcelamento será considerado automaticamente deferido quando
decorrido o prazo de 90 dias, contado da data do seu pedido sem que a RFB
tenha se pronunciado (art. 12, § 1º, II).
Obs.: Enquanto não deferido o pedido, o devedor fica obrigado a recolher, a cada mês,
como antecipação, valor correspondente a uma parcela (art. 12, § 2º).
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PARCELAMENTO
✔Incidência de juros:
O valor de cada prestação mensal, por ocasião do pagamento, será acrescido
de juros equivalentes à taxa SELIC, acumulada mensalmente, calculados a
partir do mês subsequente ao da consolidação até o mês anterior ao do
pagamento, e de 1% (um por cento) relativamente ao mês em que o
pagamento estiver sendo efetuado (art. 13).
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PARCELAMENTO
✔Valor mínimo da parcela:
O valor mínimo de cada prestação será fixado em ato conjunto do Secretário
da RFB e do Procurador-Geral da PGFN* (art. 13, § 1º).
(*) Portaria Conjunta RFB/PGFN nº 895/2019 (art. 2º):
• R$ 200 para pessoas físicas;
• R$ 500 para pessoa jurídica ou obra de construção civil;
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PARCELAMENTO
✔Hipóteses vedadas:
É vedada a concessão de parcelamento de débitos relativos a (art. 14):
I – tributos passíveis de retenção na fonte, de desconto de terceiros ou
de sub-rogação; (...)
III - valores recebidos pelos agentes arrecadadores não recolhidos aos cofres
públicos; (...)
IX – tributos devidos por pessoa jurídica com falência decretada ou por pessoa
física com insolvência civil decretada;
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PARCELAMENTO
✔Hipóteses vedadas:
Também não poderão ser objeto de parcelamento (art. 7º, Lei 10.666/03):
- as contribuições descontadas dos empregados, inclusive dos domésticos,
dos trabalhadores avulsos, dos contribuintes individuais;
- as decorrentes da sub-rogação;
- e as demais importâncias descontadas na forma da legislação previdenciária.
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PARCELAMENTO
✔Reparcelamento:
Será admitido reparcelamento de débitos constantes de parcelamento em
andamento ou que tenha sido rescindido (art. 14-A);
No reparcelamento poderão ser incluídos novos débitos (§ 1º);
A formalização do pedido de reparcelamento fica condicionada ao
recolhimento da 1ª parcela em valor correspondente a (§ 2º):
10% do total dos débitos consolidados; ou
20% do total dos débitos consolidados, caso haja débito com histórico de reparcelamento
anterior.
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PARCELAMENTO
✔Rescisão:
Implicará imediata rescisão do parcelamento e remessa do débito para
inscrição em Dívida Ativa ou prosseguimento da execução, a falta de
pagamento de (art. 14-B):
I – de 3 parcelas, consecutivas ou não; ou
II – de 1 parcela, estando pagas todas as demais.
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PREVIDENCIÁRIO
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SEGURIDADE SOCIAL
Certidão Negativa de Débito - CND
CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO
✔Conceito:
Documento que comprova a inexistência de débitos tributários.
✔Fundamento normativo:
• Art. 195, § 3º, CF/88*
(*) A pessoa jurídica em débito com o sistema da seguridade social, como estabelecido em lei, não
poderá contratar com o Poder Público nem dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou
creditícios.
• Arts. 47 e 48 da Lei 8.212/91;
• Arts. 260 a 265 do Dec. 3.048/99;
• PORTARIA CONJUNTA RFB/PGFN nº 1751/14 (Dispõe sobre a prova de
regularidade fiscal perante a Fazenda Nacional)
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CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO
✔Hipóteses exigíveis (art. 47, Lei 8.212/91):
I - Empresas devem apresentar CND nos seguintes casos:
a) na contratação com o Poder Público e no recebimento de benefícios ou
incentivo fiscais ou creditícios;
b) na alienação ou oneração, a qualquer título, de bem imóvel ou direito a
ele relativo;
c) na alienação ou oneração, a qualquer título, de bem móvel de valor
superior a R$ 66.414,20*, incorporado ao ativo permanente da empresa;
(*) Portaria ME 477/2021.
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CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO
✔Hipóteses exigíveis (art. 47, Lei 8.212/91):
I - Empresas devem apresentar CND nos seguintes casos:
d) no registro ou arquivamento*, no órgão próprio, de ato relativo a baixa ou
redução de capital de firma individual, redução de capital social, cisão total ou
parcial, transformação ou extinção de entidade ou sociedade comercial ou
civil e transferência de controle de cotas de sociedades de responsabilidade
limitada.
(*) Microempresas e Empresas de Pequeno Porte estão dispensadas de apresentar a CND
(art. 9, § 1º, II, LCp 123/06).
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CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO
✔Hipóteses exigíveis (art. 47, Lei 8.212/91):
II – Proprietário (pessoa física ou jurídica) de obra de construção civil:
Quando de sua averbação no registro de imóveis*
(*) Salvo no caso de construção residencial unifamiliar, destinada ao uso próprio, de
tipo econômico, executada sem mão-de-obra assalariada (isenção prevista no art.
30, VIII, da Lei 8.212/91.
Obs.: O condômino adquirente de unidades imobiliárias de obra de construção civil
não incorporada na forma da Lei nº 4.591/64, poderá obter documento
comprobatório de inexistência de débito, desde que comprove o pagamento das
contribuições relativas à sua unidade (§ 7º).
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CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO
✔Abrangência (art. 47, § 1º, Lei 8.212/91):
A CND deve ser exigida da empresa em relação a todas as suas dependências,
estabelecimentos e obras de construção civil, independentemente do local
onde se encontrem*.
(*) Ressalvado aos órgãos competentes o direito de cobrança de qualquer
débito apurado posteriormente.
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CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO
✔Incorporação imobiliária (art. 47, § 2º, Lei 8.212/91):
A CND, quando exigível ao incorporador, independe da apresentada no
registro de imóveis por ocasião da inscrição do memorial de incorporação.
✔Prazo de validade (art. 47, § 5º, Lei 8.212/91):
O prazo de validade da certidão expedida conjuntamente RFB e pela PGFN
será de até 180 dias, contado da data de emissão da certidão, prorrogável,
excepcionalmente, pelo prazo determinado em ato conjunto dos referidos
órgãos (Redação dada pela Lei nº 14.148/21).
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CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO
✔ Independe de CND (art. 47, § 6º, Lei 8.212/91):
a) a lavratura ou assinatura de instrumento, ato ou contrato que constitua retificação,
ratificação ou efetivação de outro anterior para o qual já foi feita a prova;
b) a constituição de garantia para concessão de crédito rural, em qualquer de suas
modalidades, por instituição de crédito pública ou privada, desde que o contribuinte não
seja responsável direto pelo recolhimento de contribuições sobre a sua produção para a
Seguridade Social;
c) a averbação de imóvel cuja construção tenha sido concluída antes de 22 de novembro de
1966.
d) o recebimento pelos Municípios de transferência de recursos destinados a ações de
assistência social, educação, saúde e em caso de calamidade pública.
e) a averbação da construção civillocalizada em área objeto de regularização fundiária de
interesse social, na forma da Lei nº 11.977/09.
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CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO
✔Consequência da não exigência de CND (art. 48, Lei 8.212/91):
A prática de ato com inobservância da apresentação de CND, ou o seu
registro, acarretará a responsabilidade solidária dos contratantes e do oficial
do cartório que lavrar ou registrar o instrumento, sendo o ato nulo para todos
os efeitos*.
(*) A RFB pode autorizar a prática do ato, desde que o débito seja pago no
ato, ou o seu pagamento fique assegurado mediante confissão de dívida
fiscal, com o oferecimento de garantias reais suficientes (§ 1º).
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CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO
✔Modalidades de garantias (art. 260, Dec. 3.048/99):
I - depósito integral e atualizado do débito em moeda corrente;
II - hipoteca de bens imóveis com ou sem seus acessórios;
III - fiança bancária;
IV - vinculação de parcelas do preço de bens ou serviços a serem negociados a prazo
pela empresa;
V - alienação fiduciária de bens móveis; ou
VI - penhora.
Obs.: A garantia deve ter valor mínimo de 120% do total da dívida, observado, em
qualquer caso, o valor de mercado dos bens indicados (parágrafo único).
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CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO
✔Certidão positiva com efeitos de negativa - CPEND:
Será concedida CPEND quando:
• o débito não esteja constituído em decisão definitiva;
• haja garantia do depósito integral ou parcelamento;
• tenha sido operada penhora suficiente para a satisfação do débito;
• tenha ocorrido outra forma de suspensão da exigibilidade do crédito.
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CERTIDÃO DE REGULARIDADE PREVIDENCIÁRIA – CRP (art. 56, Lei 8.212/91)
A inexistência de débito em relação às contribuições sociais é condição
necessária para que os Estados, o Distrito Federal e os Municípios possam
receber as transferências dos recursos do Fundo de Participação dos Estados
e do Distrito Federal e do Fundo de Participação dos Municípios;
Bem como para celebrar acordo, contrato, convênio ou ajuste, bem como
receber empréstimo, financiamento, aval ou subvenção em geral de órgão ou
entidade da administração direta e indireta da União.
Obs.: Tal comprovação não se dá por meio de CND, mas sim CRP, que foi
instituída pelo Decreto nº 3.788/01.
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SEGURIDADE SOCIAL
Decadência e Prescrição
DECADÊNCIA E PRESCRIÇÃO
✔Noções preliminares:
O transcurso do tempo é um fato jurídico que pode acarretar efeitos positivos
(aquisitivos) ou negativos (extintivos) na esfera patrimonial;
De acordo com o art. 156, V, do Código Tributário Nacional, a decadência e a
prescrição são hipóteses de extinção do crédito tributário;
A inércia do Poder Público em constituir o crédito mediante o lançamento
(decadência) ou então de cobrá-lo após sua constituição (prescrição), pode
acarretar a extinção desse crédito.
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DECADÊNCIA
✔Conceito:
Extinção do crédito tributário em virtude da inércia da Fazenda Pública em
constituir o crédito por meio do lançamento, no prazo de 5 anos após o fato
gerador.
✔Fundamento normativo:
Código Tributário Nacional:
Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário
extingue-se após 5 (cinco) anos, (...)
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DECADÊNCIA
✔Normatização por Lei Complementar:
De acordo com o art. 146, III, “b”, da CF/88, cabei à Lei Complementar
estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente
sobre obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários;
Por isso, ao dispor sobre essas matérias o CTN (Lei 5.172/66) foi recepcionado
pela CF/88 como uma Lei “materialmente” complementar.
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DECADÊNCIA
✔Inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91:
A exigência constitucional de veiculação por Lei Complementar ensejou a
decretação da inconstitucionalidade* formal dos arts. 45 e 46 da Lei
8.212/91*, que previam prazo prescricional e decadencial de 10 anos.
(*) STF
Súmula Vinculante nº 08: São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-
Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991**, que tratam de prescrição e
decadência de crédito tributário.
(**) Dispositivos já revogados pela LCp 128/08.
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DECADÊNCIA
✔Termo inicial:
• Tributos sujeitos a LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO:
O prazo decadencial de 5 anos tem início com a ocorrência do fato gerador*.
(*) CTN
Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação
atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da
autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando
conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...)
§ 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência
do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado,
considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se
comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.
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DECADÊNCIA
✔Termo inicial:
• Tributos sujeitos a LANÇAMENTO DE OFÍCIO:
O prazo decadencial de 5 anos tem início (art. 173, CTN):
I - do primeiro dia do exercício* seguinte àquele em que o lançamento poderia ter
sido efetuado;
(*) Exercício fiscal = ano
II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício
formal**, o lançamento anteriormente efetuado.
(**) Falta de algum requisito essencial do lançamento (identificação do sujeito passivo; descrição dos fatos
geradores e base de cálculo; montante da contribuição, identificação do Auditor Fiscal responsável pela
constituição, etc.)
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DECADÊNCIA
✔Auto de infração cessa a contagem do prazo
STJ - Súmula 622
A notificação do auto de infração faz cessar a contagem da decadência para a
constituição do crédito tributário; exaurida a instância administrativa com o
decurso do prazo para a impugnação ou com a notificação de seu julgamento
definitivo e esgotado o prazo concedido pela Administração para o
pagamento voluntário, inicia-se o prazo prescricional para a cobrança judicial.
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DECADÊNCIA
✔Hipóteses de não incidência (art. 348, RPS):
• Para comprovar o exercício de atividade remunerada, com vistas à
concessão de benefícios, será exigido do contribuinte individual, a
qualquer tempo, o recolhimento das correspondentes contribuições* (§
1º);
(*) Lei 8.212/91, Art. 45-A. O contribuinte individual que pretenda contar como tempo de contribuição, para
fins de obtenção de benefício no Regime Geral de Previdência Social ou de contagem recíproca do tempo de
contribuição, período de atividade remunerada alcançada pela decadência deverá indenizar** o INSS.
(**) A indenização somente se aplica para as contribuições em atraso alcançadas pela decadência.
• Na hipótese de DOLO, FRAUDE ou SIMULAÇÃO, a Fazenda Nacional pode, a
qualquer tempo, apurar e constituir seus créditos (§ 2º).
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PRESCRIÇÃO
✔Conceito:
Extinção do crédito tributário em virtude da inércia da Fazenda Pública em efetuar a
cobrança do crédito, no prazo de 5 anos contados de sua constituição*.
(*) O crédito tributário relativo às contribuições sociais são constituídos por meio de:
• Notificação de débito;
• Auto de Infração;
• Confissão;
• Documento declaratório de valores devidos e não recolhido pelo contribuinte (GFIP).
✔ Fundamento normativo:
Código Tributário Nacional:
Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos, contados da data da
sua constituição definitiva.
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PRESCRIÇÃO
✔Hipóteses de suspensão (art. 151, CTN):
Suspende a exigibilidade do crédito tributário e, consequentemente, o prazo
prescricional:
I - moratória;
II - o depósito do seu montante integral;
III - as reclamaçõese os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário
administrativo;
IV - a concessão de medida liminar em mandado de segurança;
V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação
judicial;
VI – o parcelamento.
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PRESCRIÇÃO
✔Hipóteses de interrupção (art. 174, p.ú., CTN):
A prescrição se interrompe:
I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal;
II - pelo protesto judicial;
III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;
IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em
reconhecimento do débito pelo devedor.
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DIREITO 
PREVIDENCIÁRIO
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SEGURIDADE SOCIAL
Processo Administrativo Fiscal
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
✔Conceito:
É o processo administrativo de determinação e exigência dos créditos
tributários da União e o de consulta sobre a aplicação da legislação tributária
federal (art. 1º, Dec. 70.235/72);
✔Fundamento normativo:
De acordo com o art. 25 da Lei 11.457/07, os processos administrativos fiscais
referentes às contribuições previstas na Lei 8.212/91 passaram a ser regidos
pelo Decreto 70.235/72.
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PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
✔Modalidades de lançamento:
• Por declaração:
O sujeito passivo (ou terceiro) presta ao Fisco informações sobre a matéria de
fato, indispensável à identificação do Fato Gerador (art. 147, CTN);
O Fisco poderá:
a) concordar com as informações prestadas e notificar o contribuinte para
pagamento, hipótese em que não haverá possibilidade de recurso administrativo; ou
b) discordar das informações declaradas, notificando o contribuinte para pagar a
nova quantia apurada, hipótese em que caberá recurso administrativo.
Ex.: IRPF
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PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
✔Modalidades de lançamento:
• De ofício:
O Fisco realiza todos os atos necessários à concretização do crédito fiscal,
apurando o montante devido e indicando o sujeito passivo (art. 149, CTN);
O sujeito passivo é notificado da constituição do tributo por meio da
“Notificação de Lançamento”, sendo-lhe garantido o contraditório e a ampla
defesa;
O sujeito passivo poderá interpor recurso administrativo ou até mesmo
buscar a via judicial para obter a suspensão ou até mesmo a extinção de sua
exigibilidade;
Ex.: IPTU, IPVA, etc.
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PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
✔Modalidades de lançamento:
• Por homologação (autolançamento):
O contribuinte identifica a ocorrência do fato gerador e promove o
recolhimento do valor que entende devido (art. 150, CTN);
O fisco poderá:
a) Homologar expressamente os atos praticados pelo contribuinte e declarar a
extinção do crédito;
b) Identificar erro e efetuar o lançamento complementar de ofício, com a indicação
do novo valor devido, cabendo recurso por parte do contribuinte;
c) Deixar transcorrer o prazo de 5 anos, acarretando a homologação tácita.
Ex.: Contribuições Sociais.
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PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
✔Contribuições da Seguridade Social:
O crédito da Seguridade Social é constituído por meio de Notificação Fiscal de
lançamento, Auto-de-infração, confissão ou documento declaratório de
valores devidos apresentado pelo contribuinte ou outro instrumento previsto
em legislação própria (art. 245, RPS);
Em regra é o contribuinte ou o responsável tributário quem identifica a
ocorrência do Fato Gerador, calcula o valor devido e promove o recolhimento;
Posteriormente o Fisco verifica a exatidão dos recolhimentos e homologa o
lançamento.
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PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
✔Notificação de Lançamento - NL:
É o documento pelo qual a RFB cientifica o devedor acerca do lançamento de
débito relativo a contribuições sociais, instaurando o processo fiscal de
cobrança;
Recebida a notificação o contribuinte terá 30 dias para:
a) Pagar o débito;
b) Formalizar acordo de parcelamento;
c) Opor impugnação administrativa, buscando alterar/cancelar o lançamento
notificado.
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PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
✔Notificação de Lançamento - NL:
Apresentada a impugnação no prazo a mesma será analisada e,
posteriormente, será proferida decisão administrativa em 1ª instância pela
Delegacia da RFB;
Contra essa decisão cabe recurso administrativo para o CARF no prazo de 30
dias;
O recurso voluntário a uma das Seções de Julgamento e deverá conter:
a) A qualificação do sujeito passivo recorrente;
b) Os motivos de fato e de direito em se se fundamenta, os pontos de discordância e as
razões e provas que possuir;
c) Assinatura ao sujeito passivo ou seu representante legal.
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PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
✔Notificação de Lançamento - NL:
É cabível Recurso Especial, no prazo de 15 dias, contra o acórdão proferido
em sede de Recurso Voluntário que der a legislação tributária interpretação
divergente que lhe tenha dado outra Câmara ou Turma do CARF;
O Recurso Especial será julgado pela Câmara Superior de Recursos Fiscais;
Tanto o Recurso Voluntário como o Especial suspendem a exigibilidade do
crédito tributário e, consequentemente, o prazo prescricional pra a
propositura da execução fiscal.
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PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
✔Notificação de Lançamento - NL:
• Recurso de ofício:
Haverá recurso de ofício sempre que a decisão de 1ª instância da Delegacia da
RFB exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de valor
superior a R$ 1 milhão, ou deixar de aplicar a pena de perdimento de bens.
• Revelia do contribuinte:
Caso o devedor não apresente impugnação, formalize o parcelamento ou
então efetue o pagamento do débito, o mesmo será encaminhado para
inscrição em dívida ativa e posterior ajuizamento da execução fiscal.
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PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
✔Auto de Infração - AI:
Destina-se a registrar a ocorrência de infração à legislação previdenciária, em
descumprimento a uma obrigação acessória, possibilitando a instauração do
respectivo processo de infração e a consequente constituição do crédito
decorrente da multa*.
(*) O AI não se presta para constituir créditos objetos de obrigações tributárias principais
(ex. contribuições sociais).
As infrações e penalidades estão previstas no art. 283 do RPS.
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PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
✔Auto de Infração - AI:
Recebido o AI o infrator terá 30 dias para apresentar impugnação;
O recolhimento da multa implicará renúncia ao direito de defesa ou de
recurso;
Apresentada a impugnação o processo será encaminhado para a autoridade
competente, que decidirá sobre a atuação, seguindo o mesmo rito e recursos
cabíveis previstos para as NLs.
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PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
✔Depósito Recursal:
Ao julgar a ADI 1.976 o STF reconheceu a inconstitucionalidade da garantia
prévia para recurso administrativo, afastando a exigência de depósito de 30%
do débito como condição de recorribilidade.
Posteriormente foi edita a SÚMULA VINCULANTE nº 21:
É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro
ou bens para admissibilidade de recurso administrativo.
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DIREITO 
PREVIDENCIÁRIO
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CUSTEIO DA 
SEGURIDADE SOCIAL
Jurisprudência dos 
Tribunais Superiores – Parte 1
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – Temas com Repercussão Geral
Tema
Leading 
Case
TESE DJE
72
RE 
576967
É inconstitucional a incidência de contribuição
previdenciária a cargo do empregador sobre o salário
maternidade.
02/06/21
Recurso extraordinário em que se discute, à luz do art. 195, caput e §4º; e 154, I, da
Constituição Federal, a constitucionalidade, ou não, da inclusão do valor referente ao
salário-maternidade na base de cálculo da Contribuição Previdenciária incidente sobre aremuneração (art. 28, § 2º, I da Lei nº 8.212/91 e art. 214, §§ 2º e 9º, I, do Decreto nº
3.048/99)
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – Temas com Repercussão Geral
Tema
Leading 
Case
TESE DJE
723
RE 
761263
É constitucional, formal e materialmente, a contribuição
social do segurado especial prevista no art. 25 da Lei
8.212/1991.
09/10/20
Recurso extraordinário em que se discute, à luz dos arts. 5º, caput; 97; 146, II e III; 150, I;
154, I; e 195, § 4º e § 8º, da Constituição federal, a constitucionalidade da contribuição a
ser recolhida pelo segurado especial que exerce suas atividades em regime de economia
familiar, sem empregados permanentes, sobre a receita bruta proveniente da
comercialização de sua produção, nos termos do art. 25 da Lei 8.212/1991, desde sua
redação originária.
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – Temas com Repercussão Geral
Tema
Leading 
Case
TESE DJE
985
RE 
1072485
É legítima a incidência de contribuição social sobre o valor
satisfeito a título de terço constitucional de férias.
02/10/20
Recurso extraordinário em que se discute, à luz dos arts. 97, 103-A, 150, § 6º, 194, 195, inc.
I, al. a e 201, caput e § 11, da Constituição da República, a natureza jurídica do terço
constitucional de férias, indenizadas ou gozadas, para fins de incidência da contribuição
previdenciária patronal.
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – Temas Repetitivos
Tema
Leading 
Case
TESE DJE
985
REsp
1113983
É incabível a correção monetária dos salários de
contribuição considerados no cálculo do salário de
benefício de auxílio-doença, aposentadoria por invalidez,
pensão ou auxílio-reclusão concedidos antes da vigência da
CF/1988.
05/05/10
BENEFÍCIO CONCEDIDO ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL VIGENTE. SALÁRIO-DE-
CONTRIBUIÇÃO. CORREÇÃO MONETÁRIA.
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DIREITO 
PREVIDENCIÁRIO
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CUSTEIO DA 
SEGURIDADE SOCIAL
Jurisprudência dos 
Tribunais Superiores – Parte 2
TURMA NACIONAL DE UNIFORMIZAÇÃO – Temas Representativos
Tema Leading Case TESE DJE
29
PEDILEF 
2008.70.50.01.
8498-8/ PR
O recolhimento tardio de contribuições a cargo do
empregador não implica prejuízo de ordem
previdenciária à segurada empregada doméstica.
19/12/11
Saber se o atraso no recolhimento das contribuições previdenciárias a cargo do
empregador prejudica a contagem do período de carência e a manutenção da qualidade
de segurada empregada doméstica.
TURMA NACIONAL DE UNIFORMIZAÇÃO – Temas Representativos
Tema Leading Case TESE DJE
59
PEDILEF 
0001737-
16.2010.4.02.5
167/ RJ
É indispensável o comprovante de pagamento da
contribuição previdenciária, no caso de pescador
artesanal, para concessão do seguro-desemprego
nos períodos de defeso, nos termos da Lei n.
10.779/03.
13/07/12
Saber se o segurado especial é obrigado a recolher contribuições previdenciárias para
fins de percepção de seguro-desemprego.
TURMA NACIONAL DE UNIFORMIZAÇÃO – Temas Representativos
Tema Leading Case TESE DJE
63
PEDILEF 
2007.50.50.00
9140-9/ ES
O tempo de serviço rural posterior à Lei n. 8.213/91,
para efeitos de carência, demanda o recolhimento
de contribuições previdenciárias.
27/07/12
Saber se é necessário recolhimento de contribuições previdenciárias para o tempo rural
posterior à Lei n. 8.213/91.
TURMA NACIONAL DE UNIFORMIZAÇÃO – Temas Representativos
Tema Leading Case TESE DJE
74
PEDILEF 
2006.71.57.00
1297-7/ RN
A contribuição previdenciária patronal prevista no
art. 22, I, da Lei n. 8.212/91 não incide sobre a verba
paga pela empresa ao segurado empregado durante
os primeiros quinze dias de afastamento por motivo
de doença.
31/08/12
Saber se há incidência de contribuição previdenciária sobre a remuneração paga pela
empresa nos primeiros quinze dias de afastamento em razão de doença incapacitante.
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	Slide 2
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	Slide 1
	Slide 2: ARRECADAÇÃO: Alterações promovidas pela Lei 11.457/07
	Slide 3: ARRECADAÇÃO: Alterações promovidas pela Lei 11.457/07
	Slide 4: ARRECADAÇÃO: Alterações promovidas pela Lei 11.457/07
	Slide 5: ARRECADAÇÃO: Alterações promovidas pela Lei 11.457/07
	Slide 6: ARRECADAÇÃO: Alterações promovidas pela Lei 11.457/07
	Slide 7: RECOLHIMENTO
	Slide 8: RECOLHIMENTO
	Slide 9: RECOLHIMENTO
	Slide 10: RECOLHIMENTO
	Slide 11: RECOLHIMENTO
	Slide 12: RECOLHIMENTOrecursos provenientes dos orçamentos da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais:
I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes
sobre:
a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer
título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício;
b) a receita ou o faturamento;
c) o lucro.
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(Q1743299 – 2020 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 4º
Simulado)
A contribuição devida pela agroindústria, definida como sendo o produtor
rural pessoa jurídica cuja atividade econômica seja a industrialização de
produção própria ou de produção própria e adquirida de terceiros, incidente
sobre o valor da receita bruta proveniente da comercialização da produção,
em substituição à contribuição sobre a folha de pagamentos, é de 2,5% por
cento destinados à Seguridade Social e 0,1% para o financiamento do
benefício da aposentadoria especial e daqueles concedidos em razão do grau
de incidência de incapacidade para o trabalho decorrente dos riscos
ambientais da atividade.
CERTO
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(Q1743299 – 2020 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 4º Simulado)
✔Fundamento normativo:
Lei 8.212/91
Art. 22-A. A contribuição devida pela agroindústria, definida, para os efeitos desta Lei,
como sendo o produtor rural pessoa jurídica cuja atividade econômica seja a
industrialização de produção própria ou de produção própria e adquirida de terceiros,
incidente sobre o valor da receita bruta proveniente da comercialização da produção, em
substituição às previstas nos incisos I e II do art. 22 desta Lei, é de:
I - dois vírgula cinco por cento destinados à Seguridade Social;
II - zero vírgula um por cento para o financiamento do benefício previsto nos arts. 57 e 58
da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, e daqueles concedidos em razão do grau de
incidência de incapacidade para o trabalho decorrente dos riscos ambientais da atividade.
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(Q1269564 – 2019 – CEBRASPE – INSS –Técnico do Seguro Social – 2º
Simulado)
De acordo com a Lei n. 8.212/1991, na contratação de serviços de transporte
rodoviário de carga ou de passageiro, de serviços prestados com a utilização
de trator, máquina de terraplenagem, colheitadeira e assemelhados, a base
de cálculo da contribuição da empresa corresponde a 20% (vinte por cento)
do valor da nota fiscal, fatura ou recibo, quando esses serviços forem
prestados por condutor autônomo de veículo rodoviário, auxiliar de condutor
autônomo de veículo rodoviário, bem como por operador de máquinas.
CERTO
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(Q1269564 – 2019 – CEBRASPE – INSS –Técnico do Seguro Social – 2º Simulado)
✔Fundamento normativo:
Lei 8.212/91
Art. 22 (...)
§ 15. Na contratação de serviços de transporte rodoviário de carga ou de
passageiro, de serviços prestados com a utilização de trator, máquina de
terraplenagem, colheitadeira e assemelhados, a base de cálculo da contribuição da
empresa corresponde a 20% (vinte por cento) do valor da nota fiscal, fatura ou
recibo, quando esses serviços forem prestados por condutor autônomo de veículo
rodoviário, auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, bem como por
operador de máquinas.
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(Q1269448 – 2019 – CEBRASPE – INSS –Técnico do Seguro Social – 1º
Simulado)
No caso de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de
desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e
investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras,
distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento
mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de
capitalização, agentes autônomos de seguros privados e de crédito e
entidades de previdência privada abertas e fechadas, é devida a contribuição
adicional de dois vírgula cinco por cento sobre a folha de pagamento.
CERTO
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(Q1269448 – 2019 – CEBRASPE – INSS –Técnico do Seguro Social – 1º Simulado)
✔Fundamento normativo:
Lei 8.212/91
Art. 22 (...)
§ 1º No caso de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento,
caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de
crédito imobiliário, sociedades corretoras, distribuidoras de títulos e valores mobiliários,
empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros
privados e de capitalização, agentes autônomos de seguros privados e de crédito e
entidades de previdência privada abertas e fechadas, além das contribuições referidas
neste artigo e no art. 23, é devida a contribuição adicional de dois vírgula cinco por cento
sobre a base de cálculo definida nos incisos I e III deste artigo.
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(Q1269565 – 2019 – CEBRASPE – INSS –Técnico do Seguro Social – 2º Simulado)
De acordo com a Lei n. 8.212/1991, a contribuição do empregador doméstico
incidente sobre o salário de contribuição do empregado doméstico a seu serviço é
de 12% e de 0,8% para o financiamento do seguro contra acidentes de trabalho.
ERRADO
Lei 8.212/91
Art. 24. A contribuição do empregador doméstico incidente sobre o salário de contribuição
do empregado doméstico a seu serviço é de:
I - 8% (oito por cento); e
II - 0,8% (oito décimos por cento) para o financiamento do seguro contra acidentes de
trabalho.
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Financiamento da 
Seguridade Social:
Contribuição das empresas
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CONTRIBUIÇÃO DAS EMPRESAS:
✔ FUNDAMENTO CONSTITUCIONAL: art. 195 I, CF/88
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta
e indireta, (...), e das seguintes contribuições sociais:
I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei,
incidentes sobre:
a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a
qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo
empregatício;
b) a receita ou o faturamento;
c) o lucro;
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CONTRIBUIÇÃO DAS EMPRESAS:
✔ COTA PATRONAL (art. 22, LCSS):
20%* sobre a remuneração paga, devida ou creditada:
I - aos seus empregados e avulsos que lhe prestem serviços; (…)
III- contribuintes individuais que lhe prestem serviços.
(*) acréscimo de 2,5% para as instituições financerias (22, § 1º, LCSS)
Obs.: Não está limitada ao Teto do RGPS.
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CONTRIBUIÇÃO DAS EMPRESAS:
✔ COTA PATRONAL (Novidades jurisprudenciais):
“É inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do
empregador sobre o salário-maternidade”. (Tema 72 Repercussão Geral, RE
576.967, Rel. Roberto Barroso, Pleno virtual de 04/08/20).
“É legítima a incidência de contribuição social sobre o valor satisfeito a título
de terço constitucional de férias” (Tema 985 Repercussão Geral, RE 1072485,
Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno virtual de 28/08/20).
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CONTRIBUIÇÃO DAS EMPRESAS:
✔ SAT (22, II, LCSS – Custeio das aposentadorias especiais e benefícios
acidentários)
1%, 2% ou 3% incidente sobre o total de remuneração paga ou creditada aos
empregados e avulsos que lhe prestem serviços, calculado por CNPJ (Súmula
351, STJ):
* Fator acidentário de prevenção - FAP pode aumentar em 100% ou reduzir
em 50% as alíquotas do SAT.
ALÍQUOTA RISCO DE ACIDENTES
1% Leve
2% Médio
3% Grave
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CONTRIBUIÇÃO DAS EMPRESAS:
✔ ADICIONAL DE TEMPO ESPECIAL
Obs.1: Custeio das aposentadorias especiais;
Obs.2: Incide apenas sobre trabalhadores sujeito a condições especiais;
Obs.3: cooperativa de produção recolhe a alíquota adicional se for contribuinte individual
cooperado (1º, § 2º, Lei 10.666/03).
ALÍQUOTA ADICIONAL TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO
6% 25 ANOS
9% 20 ANOS
12% 15 ANOS
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CONTRIBUIÇÃO DAS EMPRESAS:
✔ Equipes de futebol profissional: (22, § 6º, LCSS)
5% sobre a receitabruta dos jogos, patrocínios, publicidade e cota televisiva
de transmissão dos jogos.
✔Empregador doméstico: (24, LCSS)
Cota patronal:
I - 8% sobre o salário-de-contribuição;
II – 0,8 de SAT;
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CONTRIBUIÇÃO DAS EMPRESAS:
✔ Agroindústria (produtor rural PJ): (22-A, LCSS)
Contribuição sobre a receita bruta da produção comercializada:
✔2,5% Cota patronal +
✔0,1% SAT.
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CONTRIBUIÇÃO DAS EMPRESAS:
✔ Sobre o faturamento
✔ Sobre o lucro (23, LCSS)
CSLL: 9% sobre o lucro líquido, antes da provisão para o IRPJ (17, Lei
11.727/08).
Obs: 15% para empresas de seguros privados e de capitalização e 20%
para instituições financeiras.
TRIBUTO CUMULATIVO NÃO CUMULATIVO
COFINS (Lei 10.833/03) 3% 7,6%
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CONTRIBUIÇÃO DAS EMPRESAS:
✔ TRATAMENTO DIFERENCIADO ÀS EMPRESAS: (195, § 9º, CF/88, com
redação dada pela EC 103/19)
As contribuições patronais (folha de pagamento, faturamento e lucro)
poderão ter alíquotas diferenciadas, em razão:
- da atividade econômica;
- da utilização intensiva de mão-de-obra;
- do porte da empresa (tributação simplificada das MEs e EPPs);
- da condição estrutural do mercado de trabalho.
Sendo também autorizada a adoção de bases de cálculo diferenciadas apenas
no caso das contribuições incidentes sobre a receita/faturamento e lucro.
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CONTRIBUIÇÃO DAS EMPRESAS:
✔ NÃO CUMULATIVIDADE (195, § 12, CF/88)
A lei definirá os setores de atividade econômica para os quais as
contribuições patronais incidentes sobre a receita/faturamento e a
importação de produtos/serviços serão não-cumulativas.
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DIREITO 
PREVIDENCIÁRIO
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FINANCIAMENTO DA 
SEGURIDADE SOCIAL
Disciplina constitucional
(Revisão em Questões)
(Q1246432 – 2020 – CESPE – Questões inéditas – PC/PF – Delegado de Polícia
Civil e Federal)
Em relação ao financiamento do sistema de Seguridade Social, é correto afirmar que:
A) não é permitida a instituição, por lei, de outras fontes de financiamento além
daquelas elencadas na Constituição Federal de 1988.
B) em observância ao princípio da anualidade, as contribuições sociais somente
poderão ser exigidas no exercício seguinte àquele em que foram instituídas.
C) incide contribuição social sobre as aposentadorias concedidas pelo regime geral de
previdência social (RGPS).
D) as receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinadas à
Seguridade Social não integram o orçamento da União.
E) é vedado o financiamento indireto da Seguridade Social.
Gabarito: D
(Q1246432 – 2020 – CESPE – Questões inéditas – PC/PF – Delegado de
Polícia Civil e Federal)
✔Análise das alternativas:
A) não é permitida a instituição, por lei, de outras fontes de financiamento
além daquelas elencadas na Constituição Federal de 1988.
ERRADO
CF/88
Art. 195. (...)
§ 4º A lei poderá instituir outras fontes destinadas a garantir a manutenção ou
expansão da seguridade social, obedecido o disposto no art. 154, I.
(Q1246432 – 2020 – CESPE – Questões inéditas – PC/PF – Delegado de
Polícia Civil e Federal)
✔Análise das alternativas:
B) em observância ao princípio da anualidade, as contribuições sociais
somente poderão ser exigidas no exercício seguinte àquele em que foram
instituídas.
ERRADO
CF/88
Art. 195. (...)
§ 6º As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após
decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou
modificado, não se lhes aplicando o disposto no art. 150, III, "b".
(Q1246432 – 2020 – CESPE – Questões inéditas – PC/PF – Delegado de Polícia
Civil e Federal)
✔Análise das alternativas:
C) incide contribuição social sobre as aposentadorias concedidas pelo regime
geral de previdência social (RGPS).
ERRADO
CF/88
Art. 195. (...)
II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, podendo ser adotadas
alíquotas progressivas de acordo com o valor do salário de contribuição, não incidindo
contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo Regime Geral de Previdência
Social; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
(Q1246432 – 2020 – CESPE – Questões inéditas – PC/PF – Delegado de Polícia
Civil e Federal)
✔Análise das alternativas:
D) as receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinadas à
Seguridade Social não integram o orçamento da União.
CERTO
CF/88
Art. 195. (...)
§ 1º As receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinadas à
seguridade social constarão dos respectivos orçamentos, não integrando o
orçamento da União.
(Q1246432 – 2020 – CESPE – Questões inéditas – PC/PF – Delegado de
Polícia Civil e Federal)
✔Análise das alternativas:
E) é vedado o financiamento indireto da Seguridade Social.
ERRADO
CF/88
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e
indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...)
(Q1479498 – 2020 – CESPE – Direito)
A seguridade social deve ser financiada por toda a sociedade, de forma direta
e indireta, mediante, entre outras fontes de custeio, as contribuições sociais
do empregador, da empresa ou da entidade a ela equiparada, que incidem
sobre o lucro.
CERTO
CF/88
Art. 195. (...)
I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre:
a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à
pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício;
b) a receita ou o faturamento;
c) o lucro.
(Q1241627 – 2020 – IBADE - Contador)
A forma de custeio dos benefícios previdenciários diz respeito a maneira que esses
benefícios serão financiados. Basicamente, no Brasil, existem três regimes
financeiros.
Observe os itens abaixo:
I. Repartição simples.
II. Repartição composta.
III. Repartição de capitais de cobertura.
IV. Repartição de capitais ativos.
V. Regime financeiro de capitalização.
A alternativa que apresenta corretamente essas três modalidades de custeio é:
A) I, II e III; B) II, III e IV; C) II, III e V; D) I, III e V; E) II, IV e V.
Gabarito: D
(Q1241627 – 2020 – IBADE - Contador)
✔ Regimes financeiros:
• Repartição simples: as contribuições pagas por todos os participantes do plano, em um
determinado período, deverão ser suficientes para pagar os benefícios decorrentes dos
eventos ocorridos nesse período;
• Repartição de capitais de cobertura: as contribuições pagas por todos os participantes
do plano, em um determinado período, deverão ser suficientes para constituir as
provisões matemáticas de benefícios concedidos, decorrentes dos eventos ocorridos
neste período;
• Capitalização: as contribuições são determinadas de modo a gerar receitas capazes de,
capitalizadas durante o período de cobertura, produzir montantes equivalentes aos
valores atuais dos benefícios a serem pagos aos beneficiários no respectivo período.
(Q1322377 – 2020 – CESPE – Questões inéditas – Delegado Delta Geral – 1º Simulado)
Em matéria de financiamento da Seguridade Social, assinale a alternativa em conformidade com a
disciplina normativa prevista na CF/1988:
A) A contribuição social do empregador incidirá sobre a folha de salários e demais rendimentos
pagos ou creditados à pessoa física que lhe preste serviço com vínculo empregatício.
B) A contribuição social do trabalhador poderá ter alíquotas progressivas de acordo com o valor do
salário de contribuição, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo
Regime Geral de Previdência Social.
C) A pessoa física em débito com o sistema da seguridade social não poderá contratar com o Poder
Público nem dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.
D) São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência
social que atendamàs exigências estabelecidas em lei complementar.
E) As receitas dos estados, do Distrito Federal e dos municípios destinadas à seguridade social
constarão dos respectivos orçamentos, integrando o orçamento da União.
Gabarito: B
(Q1322377 – 2020 – CESPE – Questões inéditas – Delegado Delta Geral – 1º
Simulado)
✔ Análise das alternativas:
A) A contribuição social do empregador incidirá sobre a folha de salários e
demais rendimentos pagos ou creditados à pessoa física que lhe preste serviço
com vínculo empregatício.
ERRADO
CF/88
Art. 195. A seguridade social será financiada (...)
I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes
sobre:
a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer
título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício;
(Q1322377 – 2020 – CESPE – Questões inéditas – Delegado Delta Geral – 1º Simulado)
✔ Análise das alternativas:
B) A contribuição social do trabalhador poderá ter alíquotas progressivas de acordo com o
valor do salário de contribuição, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão
concedidas pelo Regime Geral de Previdência Social.
CERTO
CF/88
Art. 195. A seguridade social será financiada (...)
II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, podendo ser adotadas
alíquotas progressivas de acordo com o valor do salário de contribuição, não incidindo
contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo Regime Geral de Previdência
Social; (Redação dada pela EC nº 103, de 2019)
(Q1322377 – 2020 – CESPE – Questões inéditas – Delegado Delta Geral – 1º
Simulado)
✔ Análise das alternativas:
C) A pessoa física em débito com o sistema da seguridade social não poderá
contratar com o Poder Público nem dele receber benefícios ou incentivos
fiscais ou creditícios.
ERRADO
CF/88
Art. 195. (...)
§ 3º A pessoa jurídica em débito com o sistema da seguridade social, como estabelecido em
lei, não poderá contratar com o Poder Público nem dele receber benefícios ou incentivos
fiscais ou creditícios.
(Q1322377 – 2020 – CESPE – Questões inéditas – Delegado Delta Geral – 1º
Simulado)
✔ Análise das alternativas:
D) São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades
beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em
lei complementar.
ERRADO
CF/88
Art. 195. (...)
§ 7º São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de
assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei.
(Q1322377 – 2020 – CESPE – Questões inéditas – Delegado Delta Geral – 1º
Simulado)
✔ Análise das alternativas:
E) As receitas dos estados, do Distrito Federal e dos municípios destinadas à
seguridade social constarão dos respectivos orçamentos, integrando o
orçamento da União.
ERRADO
CF/88
Art. 195. (...)
§ 1º As receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinadas à seguridade
social constarão dos respectivos orçamentos, não integrando o orçamento da União.
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Seguridade Social e 
a Nova Previdência
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AULA 16 
FINANCIAMENTO DA 
SEGURIDADE SOCIAL
Contribuição social dos segurados
CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS
✓ Empregado, Doméstico e Avulso
Percentual incidente sobre o SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO
Obs.1: Valores previstos no art. 28 da EC 103/19 (norma transitória que não recepcionou o art. 20 da Lei 8.212/91);
Obs.2: Alíquotas aplicadas de forma progressiva, incidindo cada uma sobre a faixa de valores compreendida nos
respectivos limites (§ 1º);
Obs.3: Valores serão reajustadas na mesma data e com os mesmos índices de reajuste dos benefícios do RGPS (§ 2º).
Salário-de-contribuição (R$) Alíquota (%)
Até 1 Salário-mínimo (SM) 7,5
Acima de 1 SM até R$ 2 mil 9
Acima de R$ 2 mil até R$ 3 mil 12
Acima de R$ 3 mil até o “Teto” do RGPS 14
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SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO:
Valor que serve de base de cálculo para a incidência das alíquotas das contribuições
previdenciárias dos segurados.
✓ Limite MÁXIMO (art. 28, § 5º, Lei 8.212/91)
“Teto” da Previdência Social.
✓ Limite MÍNIMO (art. 28, § 3º, Lei 8.212/91)
Piso salarial legal ou normativo da categoria ou, inexistindo este, ao salário mínimo, tomado seu valor
mensal, diário ou horário, conforme o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o mês.
Obs.: art. 195, § 14, CF/88, acrescido pela EC 103/19:
“O segurado somente terá reconhecida como tempo de contribuição ao Regime Geral de Previdência
Social a competência cuja contribuição seja igual ou superior à contribuição mínima mensal exigida para
sua categoria, assegurado o agrupamento de contribuições”.
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SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO:
✓ Limite MÍNIMO
• Regra transitória prevista na EC 103/19 (aplicável a todos os segurados)
Art. 29. Até que entre em vigor lei que disponha sobre o § 14 do art. 195 da Constituição Federal, o
segurado que, no somatório de remunerações auferidas no período de 1 (um) mês, receber remuneração
inferior ao limite mínimo mensal do salário de contribuição poderá:
I - complementar a sua contribuição, de forma a alcançar o limite mínimo exigido;
II - utilizar o valor da contribuição que exceder o limite mínimo de contribuição de uma competência em
outra; ou
III - agrupar contribuições inferiores ao limite mínimo de diferentes competências, para aproveitamento
em contribuições mínimas mensais.
Parágrafo único. Os ajustes de complementação ou agrupamento de contribuições previstos nos incisos I,
II e III do caput somente poderão ser feitos ao longo do mesmo ano civil.
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SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO:
✓ Empregado doméstico:
Remuneração registrada na CTPS (art. 28, II, LCPS)*.
(*) Comprovado que o doméstico recebia valor superior ao registrado em
CTPS, o valor real deve ser considerado fins de cálculo da contribuição.
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SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO:
✓ Contribuinte individual:
• Remuneração mensal auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício
de sua atividade por conta própria, observados os limites legais (art. 28, III,
LCPS);
Obs.: Considera-se remuneração do condutor autônomo de veículo rodoviário o montante
de 20% do valor bruto do serviço prestado - frete ou transporte de passageiros – observados
os limites legais (art. 28, § 11, LCPS);
✓ Facultativo:
• Valor por ele declarado, observado os limites legais (art. 28, IV, LCPS).
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Alíquota do contribuinte individual e facultativo (21, LCPS)
✓ Regra: 20% sobre o salário-de-contribuição.
✓ Exceções (art. 201, § 12*, CF/88, redação dada pela EC 103/19)
Lei instituirá sistema especial de inclusão previdenciária, com alíquotas diferenciadas, para
atender aos trabalhadores de baixa renda, inclusive os que se encontram em situação de
informalidade, e àqueles sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao trabalho
doméstico no âmbito de sua residência, desde que pertencentes a famílias de baixa renda.
• 11% Plano Simplificado (sem direito a aposentadoria por tempo de contribuição*);
(*) Apenas para quem contribui sobre o salário-mínimo.
• 5% MEI (LC 123/06) e facultativo sem renda própria que se dedique exclusivamente ao
trabalho doméstico no âmbito de sua residência (§ 2º, II).
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Alíquota do contribuinte individual e facultativo (21, LCPS)
✓ Complemento de contribuição:
O contribuinte individual ou facultativo que tenha optado pela alíquota de 5%
ou 11% pode complementar a diferença até alcançar 20%, hipótese em que
fará jus a aposentadoria por tempo de contribuição (regra de transição).
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Contribuinte individual e facultativo (21, LCPS)
✓ Responsabilidade pelo recolhimento:
O contribuinte individual (que não preste serviços exclusivamente a pessoas
jurídicas) e o facultativo estão obrigados a recolher sua contribuição até o dia
15 do mês seguinte ao fato gerador*.
(*) Prorroga-se o vencimento para o dia útilsubsequente quando não houver
expediente bancário.
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Segurado especial (25, LCPS)
ALÍQUOTA
✓ 1,2% sobre a receita bruta da produção comercializada;
✓ 0,1% SAT.
Obs.: Além dessa contribuição, poderá contribuir facultativamente (20%
sobre o salário-de-contribuição), para fazer jus a benefícios
previdenciários em valor superior ao salário-mínimo (§ 1º).
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DIREITO 
PREVIDENCIÁRIO
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CUSTEIO DA 
SEGURIDADE SOCIAL
Contribuição dos segurados
(Revisão em Questões)
(Questão 1 - Q1740001 – 2021 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social
– 7º Simulado)
Não incide contribuição social sobre aposentadoria e pensão concedidas pelos
regimes de previdência social devida pelo trabalhador e demais segurados.
ERRADO
CF/88
Art. 195 (...)
II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, podendo ser adotadas
alíquotas progressivas de acordo com o valor do salário de contribuição, não incidindo
contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo Regime Geral de Previdência
Social; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
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(Questão 2 - Q1710916 – 2021 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 7º
Simulado)
Em matéria de custeio da Seguridade Social, a contribuição do empregado
doméstico será de 8,8% sobre o seu salário de contribuição.
ERRADO
EC 103/19
Art. 28. Até que lei altere as alíquotas da contribuição de que trata a Lei nº 8.212, de 24 de julho de
1991, devidas pelo segurado empregado, inclusive o doméstico, e pelo trabalhador avulso, estas
serão de: I - até 1 (um) salário-mínimo, 7,5% (sete inteiros e cinco décimos por cento);
II - acima de 1 (um) salário-mínimo até R$ 2.000,00 (dois mil reais), 9% (nove por cento);
III - de R$ 2.000,01 (dois mil reais e um centavo) até R$ 3.000,00 (três mil reais), 12% (doze por
cento); e
IV - de R$ 3.000,01 (três mil reais e um centavo) até o limite do salário de contribuição, 14%
(quatorze por cento).
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(Questão 3 - Q1082261 – 2019 – CEBRASPE – PGM – Procurador Municipal)
Os irmãos Fátima e Ronaldo, plenamente capazes e sem nenhuma deficiência física,
intelectual ou mental, possuem as seguintes características: ambos se enquadram
em famílias de baixa renda; Fátima tem trinta anos de idade e Ronaldo, trinta e
cinco anos de idade; Fátima não tem renda própria, dedica-se exclusivamente ao
trabalho doméstico no âmbito de sua residência e contribui para a previdência
social na qualidade de segurada facultativa; Ronaldo contribui como segurado
trabalhador avulso.
A partir dessa situação hipotética, julgue os itens seguintes.
O valor da contribuição de Fátima para a previdência social deve corresponder a 5%
do limite mínimo mensal do salário de contribuição.
ERRADO
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(Questão 3 - Q1082261 – 2019 – CEBRASPE – PGM – Procurador Municipal)
✔Fundamento normativo:
Lei 8.212/91
Art. 21. A alíquota de contribuição dos segurados contribuinte individual e facultativo será de vinte
por cento sobre o respectivo salário-de-contribuição. (...)
§ 2º No caso de opção pela exclusão do direito ao benefício de aposentadoria por tempo de
contribuição, a alíquota de contribuição incidente sobre o limite mínimo mensal do salário de
contribuição será de:
(...)
II - 5% (cinco por cento):
a) no caso do microempreendedor individual, de que trata o art. 18-A da Lei Complementar nº 123,
de 14 de dezembro de 2006; e
b) do segurado facultativo sem renda própria que se dedique exclusivamente ao trabalho
doméstico no âmbito de sua residência, desde que pertencente a família de baixa renda.
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(Questão 4 - Q1269572 – 2019 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social
– 2º Simulado)
De acordo com o plano simplificado de previdência, a alíquota de contribuição
incidente sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição será de
11% (cinco por cento) no caso do microempreendedor individual.
ERRADO
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(Questão 4 - Q1269572 – 2019 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 2º
Simulado)
✔Fundamento normativo:
Lei 8.212/91
Art. 21. A alíquota de contribuição dos segurados contribuinte individual e facultativo será de vinte por cento
sobre o respectivo salário-de-contribuição. (...)
§ 2º No caso de opção pela exclusão do direito ao benefício de aposentadoria por tempo de contribuição, a
alíquota de contribuição incidente sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição será de:
I - 11% (onze por cento), no caso do segurado contribuinte individual, ressalvado o disposto no inciso II, que
trabalhe por conta própria, sem relação de trabalho com empresa ou equiparado e do segurado facultativo,
observado o disposto na alínea b do inciso II deste parágrafo;
II - 5% (cinco por cento):
a) no caso do microempreendedor individual, de que trata o art. 18-A da Lei Complementar nº 123, de 14 de
dezembro de 2006; e
b) do segurado facultativo sem renda própria que se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico no
âmbito de sua residência, desde que pertencente a família de baixa renda.
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(Questão 5 - Q1269443 – 2019 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social
– 1º Simulado)
O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador
artesanal, bem como os respectivos cônjuges, que exerçam suas atividades
em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirão
para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o
resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos
termos da lei.
CERTO
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(Questão 5 - Q1269443 – 2019 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social
– 1º Simulado)
Fundamento normativo:
CF/88
Art. 195 (...)
§ 8º O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador
artesanal, bem como os respectivos cônjuges, que exerçam suas atividades
em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirão
para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o
resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos
termos da lei*.
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(Questão 5 - Q1269443 – 2019 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 1º
Simulado)
(*)
Lei 8.212/91
Art. 25. A contribuição do empregador rural pessoa física, em substituição à
contribuição de que tratam os incisos I e II do art. 22, e a do segurado especial,
referidos, respectivamente, na alínea a do inciso V e no inciso VII do art. 12 desta
Lei, destinada à Seguridade Social, é de:
I - 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita bruta proveniente da
comercialização da sua produção;
II - 0,1% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção para
financiamento das prestações por acidente do trabalho.
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(Questão 6 - Q1481212 – 2014 – FCC – PGM-Cuiabá – Procurador Municipal)
E) A alíquota de contribuição dos segurados contribuinte individual e
facultativo será de 20% (vinte por cento) sobre o respectivo salário-de-
contribuição.
CERTO
Lei 8.212/91
Art. 21. A alíquota de contribuição dos segurados contribuinte individual e
facultativo será de vinte por cento sobre o respectivo salário-de-contribuição.
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(Questão 7 - Q298092 – 2008 – CEBRASPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 2º
Simulado)
Durval, inscrito na previdência social na qualidade de contribuinte individual,
trabalha por conta própria, recolhendo 11% do valor mínimo mensal do salário de
contribuição. Nessa situação, para Durval fazer jus ao benefício de aposentadoria
por tempo de contribuição, deverá recolher mais 9% daquele valor, acrescidos de
juros.
CERTO
Lei 8.212/91
Art. 21. (...)
§ 3º O segurado que tenha contribuído na forma do § 2º deste artigo e pretenda contar o tempo de
contribuição correspondente para fins de obtenção da aposentadoria por tempo de contribuição ou da
contagem recíproca do tempo de contribuição (...), deverá complementar a contribuiçãomensal mediante
recolhimento, sobre o valor correspondente ao limite mínimo mensal do salário-de-contribuição em vigor na
competência a ser complementada, da diferença entre o percentual pago e o de 20% (vinte por cento),
acrescido dos juros moratórios (...).
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Financiamento da 
Seguridade Social:
Salário-de-contribuição
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Salário-de-contribuição:
Empregados e avulsos (art. 28, I, Lei 8.212/91)
a remuneração recebida (em uma ou mais empresas) como retribuição ao
trabalho, abrangendo:
- salário (art. 457, CLT);
CLT (Redação antiga) CLT (Redação atual após Reforma Trabalhista)
§ 1º Integram o salário não só a
importância fixa estipulada, como
também as comissões, percentagens,
gratificações ajustadas, diárias para
viagens e abonos pagos pelo empregador.
§ 1º Integram o salário a importância fixa
estipulada, as gratificações legais e as
comissões pagas pelo empregador.
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Salário-de-contribuição
- Salário (habitação, vestuário ou prestações “in natura”)
Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os efeitos
legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações "in natura" que a
empresa, por fôrça do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao
empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou
drogas nocivas.
(...)
§ 3º A habitação e a alimentação fornecidas como salário-utilidade deverão atender
aos fins a que se destinam e não poderão exceder, respectivamente, a 25% (vinte e
cinco por cento) e 20% (vinte por cento) do salário-contratual.
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Salário-de-contribuição:
Empregados e avulsos (art. 28, I, Lei 8.212/91)
- gorjetas;
Art. 457, CLT. Compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os
efeitos legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador,
como contraprestação do serviço, as gorjetas que receber.
- adiantamentos decorrentes de reajustes salariais;
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Salário-de-contribuição:
Empregados e avulsos (art. 28, I, Lei 8.212/91)
- salário-maternidade (28, § 2º, LCPS)*;
(*) Declarado inconstitucional pelo STF a incidência de cota patronal:
Tema 72 Repercussão Geral
“É inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo do
empregador sobre o salário-maternidade” (RE 576.967, Rel. Min. Roberto
Barroso, Pleno virtual de 04/08/20).
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Salário-de-contribuição:
Empregados e avulsos (art. 28, I, Lei 8.212/91)
- auxílio-acidente (para cálculo de aposentadorias*);
(*) Art. 31, LBPS. O valor mensal do auxílio-acidente integra o salário-de-contribuição, para
fins de cálculo do salário-de-benefício de qualquer aposentadoria...
- 13º salário, exceto para cálculo do benefício (28, § 7º, LCPS*);
(*) § 7º O décimo-terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário-de-contribuição,
exceto para o cálculo de benefício, na forma estabelecida em regulamento.
SÚMULA 688/STF 
É legítima a incidência da contribuição previdenciária sobre o 13º salário.
Prof. Fernando Maciel
NÃO integram o salário-de-contribuição (28, § 9º, LCPS)
a) Benefícios do INSS (exceto o salário-maternidade e o auxílio-acidente para
fins do cálculo de aposentadoria);
b) Ajuda de custo;
CLT (Redação antiga) CLT (Redação atual após Reforma Trabalhista)
Art. 457 (...)
§ 2º - Não se incluem
nos salários as ajudas
de custo (...)
§ 2º As importâncias, ainda que habituais, pagas a título
de ajuda de custo, (...) não integram a remuneração do
empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho
e não constituem base de incidência de qualquer
encargo trabalhista e previdenciário.
Prof. Fernando Maciel
NÃO integram o salário-de-contribuição (28, § 9º, LCPS)
??? Conflito entre art. 457, § 2º, CLT x art. 28, § 9º, “g”, LCPS???
CLT LCPS
§ 2º As importâncias, ainda que
habituais, pagas a título de ajuda de
custo, (...) não integram a
remuneração do empregado, não se
incorporam ao contrato de trabalho
e não constituem base de incidência
de qualquer encargo trabalhista e
previdenciário.
g) a ajuda de custo, em parcela única,
recebida exclusivamente em decorrência
de mudança de local de trabalho do
empregado, na forma do art. 470 da CLT.
Prof. Fernando Maciel
NÃO integram o salário-de-contribuição (28, § 9º, LCPS)
c) Parcela “in natura” recebida de acordo com o Programa de Alimentação
do Trabalhador - PAT;
Art. 457, § 2º, CLT
As importâncias, ainda que habituais, pagas a título de (...) auxílio-alimentação, vedado seu
pagamento em dinheiro, (...) não integram a remuneração do empregado, não se incorporam
ao contrato de trabalho e não constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista
e previdenciário.
d) Férias indenizadas* e respectivo adicional de 1/3, inclusive a dobra por
não concessão no prazo legal;
(*) Férias gozadas (e adicional de 1/3) integram o salário-de-contribuição:
STF, Tema 985 Repercussão Geral: “É legítima a incidência de contribuição social
sobre o valor satisfeito a título de terço constitucional de férias” (RE 1072485, Rel.
Min. Marco Aurélio, Pleno virtual de 28/08/20).
Prof. Fernando Maciel
NÃO integram o salário-de-contribuição (28, § 9º, LCPS)
e) Programa de Demissão Voluntária – PDV;
f) Vale-transporte (limitado a 6% remuneração);
g) Participação nos lucros/resultados da empresa;
h) Auxílio-Creche*
* SÚMULA 310/STJ
O Auxílio-creche não integra o salário-de-contribuição.
Prof. Fernando Maciel
NÃO integram o salário-de-contribuição (28, § 9º, LCPS)
i) Diárias de viagem*
Art. 28 (...)
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei,
exclusivamente:
(...)
h) as diárias para viagens;
(*) MESMO que excedam 50% da remuneração.
Prof. Fernando Maciel
NÃO integram o salário-de-contribuição (28, § 9º, LCPS)
j) Assistência médica/odontológica (alínea “q”);
l) Prêmios e abonos (alínea “z”);
m) Parcelas de natureza indenizatória e ressarcitória;
n) Proventos de aposentadoria e pensões pagos pelo INSS, conforme
imunidade prevista no art. 195, II, CF/88.
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DIREITO 
PREVIDENCIÁRIO
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CUSTEIO DA 
SEGURIDADE SOCIAL
Salário-de-contribuição
(Revisão em Questões)
(Q1674228 – 2021 – CESPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 6º Simulado)
Gustavo inscreveu-se na previdência social na condição de segurado
facultativo. Nessa situação, o salário de contribuição de Gustavo deverá variar
entre um salário-mínimo e o teto máximo fixado em portaria interministerial.
CERTO
Dec. 3.048/99
Art. 214 Entende-se por salário-de-contribuição: (...)
VI - para o segurado facultativo: o valor por ele declarado, observados os limites a que se referem os §§ 3º e
5º; (..)
§ 3º O limite mínimo do salário de contribuição corresponde:
I - para os segurados contribuinte individual e facultativo, ao salário-mínimo, tomado no seu valor mensal; e
(Redação dada pelo Decreto nº 10.491/20) (...)
§ 5º O valor do limite máximo do salário-de-contribuição será publicado mediante portaria do Ministério da
Previdência e Assistência Social, sempre que ocorrer alteração do valor dos benefícios.
(Q1674229 – 2021 – CESPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 6º Simulado)
Compõem o salário de contribuição do empregado vinculado ao RGPS as
parcelas remuneratórias decorrentes do seu trabalho, ressalvada a gratificação
natalina (décimo terceiro salário), conforme entendimento do STF.
ERRADO
Lei 8.212/91
Art. 28 (...)
§ 7º O décimo-terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário-de-contribuição,
exceto para o cálculo de benefício, na forma estabelecida em regulamento.
Súmula 688 do STF: É legítima a incidência da contribuição previdenciária sobre o 13º
salário.
(Q1674227 – 2021 – CESPE – INSS – Técnico do Seguro Social – 6º Simulado)
O salário de contribuição de empregado que, vinculado ao RGPS, integre
categoria cuja remuneração mensal mínima seja fixada em R$ 1.800,00 por
acordo coletivo, é o salário- mínimo.ERRADO
Lei 8.212/91
Art. 28 (...)
§ 3º O limite mínimo do salário-de-contribuição corresponde ao piso salarial, legal ou
normativo, da categoria ou, inexistindo este, ao salário mínimo, tomado no seu valor
mensal, diário ou horário, conforme o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o
mês.
(Q1322378 – 2020 – CESPE – SOE – Delegado Delta Geral – 1º Simulado)
Nos termos da Lei n. 8.212/1991, as seguintes verbas não integram o salário de
contribuição, exceto:
A) Os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o salário-
família.
B) As importâncias recebidas a título de licença-prêmio indenizada.
C) A participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de
acordo com lei específica.
D) O valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico,
próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com
medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, próteses, órteses, despesas médico-
hospitalares e outras similares.
E) Os prêmios e os abonos.
Gabarito: A
(Q1322378 – 2020 – CESPE – SOE – Delegado Delta Geral – 1º Simulado)
✔Análise das alternativas:
A) Os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o
salário-família.
ERRADO
Lei 8.212/91
Art. 28 (...)
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente:
a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o salário-
maternidade*;
(*) STF - Tese 72 Repercussão Geral: É inconstitucional a incidência de contribuição
previdenciária a cargo do empregador sobre o salário maternidade.
(Q1322378 – 2020 – CESPE – SOE – Delegado Delta Geral – 1º Simulado)
✔Análise das alternativas:
B) As importâncias recebidas a título de licença-prêmio indenizada.
CERTO
Lei 8.212/91
Art. 28 (...)
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...)
e) as importâncias:
(...)
8. recebidas a título de licença-prêmio indenizada;
(Q1322378 – 2020 – CESPE – SOE – Delegado Delta Geral – 1º Simulado)
✔Análise das alternativas:
C) A participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou
creditada de acordo com lei específica.
CERTO
Lei 8.212/91
Art. 28 (...)
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente:
(...)
j) a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo
com lei específica;
(Q1322378 – 2020 – CESPE – SOE – Delegado Delta Geral – 1º Simulado)
✔Análise das alternativas:
D) O valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico,
próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas
com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, próteses, órteses, despesas
médico-hospitalares e outras similares.
CERTO
Lei 8.212/91
Art. 28 (...)
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...)
q) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela
conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, próteses,
órteses, despesas médico-hospitalares e outras similares; (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017)
(Q1322378 – 2020 – CESPE – SOE – Delegado Delta Geral – 1º Simulado)
✔Análise das alternativas:
E) Os prêmios e os abonos.
CERTO
Lei 8.212/91
Art. 28 (...)
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente:
(...)
z) os prêmios e os abonos. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017)
(Q1383483 – 2020 – CESPE – PGDF – Analista Jurídico – 9º Simulado)
De acordo com o Novo Regulamento da Previdência Social (Decreto n.
3.048/1999, com redação dada pelo Decreto n. 10.491/2020), o salário
de contribuição do motorista de aplicativo corresponde a 20% do valor
bruto auferido pelo transporte, não se admitindo a dedução das
despesas com combustível e manutenção do veículo.
CERTO
Dec. 3.048/99
Art. 214 Entende-se por salário-de-contribuição: (...)
§ 19. O salário de contribuição do condutor autônomo de veículo rodoviário, inclusive o taxista e o
motorista de transporte remunerado privado individual de passageiros, do auxiliar de condutor
autônomo e do operador de trator, máquina de terraplanagem, colheitadeira e assemelhados, sem
vínculo empregatício, a que se referem os incisos I e II do § 15 do art. 9º, e do cooperado filiado a
cooperativa de transportadores autônomos corresponde a vinte por cento do valor bruto auferido
pelo frete, carreto ou transporte e não se admite a dedução de qualquer valor relativo aos
dispêndios com combustível e manutenção do veículo. (Incluído pelo Decreto nº 10.491, de 2020)
(Q1263014 – 2020 – Questões inéditas – Defensoria Pública – 3º Simulado)
Em matéria de custeio da Seguridade Social, assinale a alternativa incorreta no
que tange ao instituto jurídico do salário de contribuição.
A) Os valores do salário de contribuição serão reajustados, a partir da data de
entrada em vigor desta Lei, na mesma época e com os mesmos índices que os
do reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência
Social.
CERTO
Lei 8.212/91
Art. 20 (...)
§ 1º Os valores do salário-de-contribuição serão reajustados, a partir da data de
entrada em vigor desta Lei, na mesma época e com os mesmos índices que os do
reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social.
(Q1263014 – 2020 – Questões inéditas – Defensoria Pública – 3º Simulado)
Em matéria de custeio da Seguridade Social, assinale a alternativa incorreta no que
tange ao instituto jurídico do salário de contribuição.
B) A contribuição do empregado, inclusive o doméstico, e a do trabalhador avulso é
calculada mediante a aplicação da alíquota de 8%, 9% ou 11% sobre o seu salário de
contribuição mensal, a incidir de forma não cumulativa.
ERRADO
EC 103/19
Art. 28. Até que lei altere as alíquotas da contribuição de que trata a Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991,
devidas pelo segurado empregado, inclusive o doméstico, e pelo trabalhador avulso, estas serão de:
I - até 1 (um) salário-mínimo, 7,5% (sete inteiros e cinco décimos por cento);
II - acima de 1 (um) salário-mínimo até R$ 2.000,00 (dois mil reais), 9% (nove por cento);
III - de R$ 2.000,01 (dois mil reais e um centavo) até R$ 3.000,00 (três mil reais), 12% (doze por cento); e
IV - de R$ 3.000,01 (três mil reais e um centavo) até o limite do salário de contribuição, 14% (quatorze por
cento).
(Q1263014 – 2020 – Questões inéditas – Defensoria Pública – 3º Simulado)
Em matéria de custeio da Seguridade Social, assinale a alternativa incorreta no
que tange ao instituto jurídico do salário de contribuição.
C) Para o empregado doméstico, considera-se salário de contribuição a
remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social,
observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para
comprovação do vínculo empregatício e do valor da remuneração.
CERTO
Lei 8.212/91
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: (...)
II - para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência
Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo
empregatício e do valor da remuneração;
(Q1263014 – 2020 – Questões inéditas – Defensoria Pública – 3º Simulado)
Em matéria de custeio da Seguridade Social, assinale a alternativa incorreta no que
tange ao instituto jurídico do salário de contribuição.
D) Não integram o salário de contribuição: os benefícios da previdência social, nos
termos e limites legais, salvo o salário-maternidade; a participação nos lucros ou
resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica; as
diárias para viagens.
CERTO
Lei 8.212/91
Art. 28. (...) § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente:
a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o salário-maternidade; (...)
h) as diárias para viagens;(Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017)
j) a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei
específica;
(Q1263014 – 2020 – Questões inéditas – Defensoria Pública – 3º Simulado)
Em matéria de custeio da Seguridade Social, assinale a alternativa incorreta no
que tange ao instituto jurídico do salário de contribuição.
E) A alíquota de contribuição dos segurados contribuintes individual e
facultativo será de vinte por cento sobre o respectivo salário de contribuição.
CERTO
Lei 8.212/91
Art. 21. A alíquota de contribuição dos segurados contribuinte individual e facultativo
será de vinte por cento sobre o respectivo salário-de-contribuição.
(Q1246433 – 2020 – Questões inéditas – Delegado de Polícia Civil e Federal –
2º Simulado)
De acordo com o previsto na Lei de Custeio da Seguridade Social (Lei n.
8.212/91), não integram o salário-de-contribuição:
D) a importância paga a título de complementação ao valor do auxílio-doença,
concedida em caráter individual ou extensiva à totalidade dos empregados da
empresa.
ERRADO
Lei 8.212/91
Art. 28. (...)
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...)
n) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio-doença,
desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa;
(Q1246433 – 2020 – Questões inéditas – Delegado de Polícia Civil e Federal –
2º Simulado)
De acordo com o previsto na Lei de Custeio da Seguridade Social (Lei n.
8.212/91), não integram o salário-de-contribuição:
E) a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência
de mudança de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT.
CERTO
Lei 8.212/91
Art. 28. (...)
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...)
g) a ajuda de custo*, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de
mudança de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT;
(Q1246433 – 2020 – Questões inéditas – Delegado de Polícia Civil e
Federal – 2º Simulado)
(*) Divergência entre LCSS e CLT
Lei 8.212/91 CLT
Art. 28. (...)
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para
os fins desta Lei, exclusivamente: (...)
g) a ajuda de custo, em parcela única, recebida
exclusivamente em decorrência de mudança de
local de trabalho do empregado, na forma do art.
470 da CLT;
Art. 457 (...)
§ 2º As importâncias, ainda que habituais, pagas
a título de ajuda de custo, auxílio-alimentação,
vedado seu pagamento em dinheiro, diárias para
viagem, prêmios e abonos não integram a
remuneração do empregado, não se incorporam
ao contrato de trabalho e não constituem base de
incidência de qualquer encargo trabalhista e
previdenciário. (Redação dada pela Lei nº 13.467,
de 2017)
Fim da nossa aula!
Prof. Fernando Maciel
Financiamento da 
Seguridade Social:
Arrecadação e recolhimento das 
contribuições sociais
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Prof. Fernando Maciel
ARRECADAÇÃO: Alterações promovidas pela Lei 
11.457/07
✔ Contribuições previdenciárias passaram a constituir dívida ativa
da UNIÃO:
Art. 16. A partir do 1o (primeiro) dia do 2o (segundo) mês subseqüente ao da
publicação desta Lei, o débito original e seus acréscimos legais, além de outra
smultas previstas em lei, relativos às contribuições de que tratam os
arts. 2o*e 3o desta Lei, constituem dívida ativa da União.
(*) Contribuições previdenciárias devidas pelas empresas e segurados.
ARRECADAÇÃO: Alterações promovidas pela Lei 
11.457/07
✔ Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB assumiu as
atribuições tributárias quanto às contribuições previdenciárias;
Art. 2o (...) cabe à Secretaria da Receita Federal do Brasil planejar, executar,
acompanhar e avaliar as atividades relativas a tributação,
fiscalização, arrecadação, cobrança e recolhimento das contribuições sociais
previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 da Lei no 8.212, de
24 de julho de 1991, e das contribuições instituídas a título de substituição.
ARRECADAÇÃO: Alterações promovidas pela Lei 
11.457/07
✔ Extinção da Secretaria da Receita Previdenciária do MPS;
Art. 2º (...)
§ 3º As obrigações previstas na Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, relativas
às contribuições sociais de que trata o caput deste artigo serão cumpridas
perante a Secretaria da Receita Federal do Brasil.
§4º Fica extinta a Secretaria da Receita Previdenciária do Ministério da Previ-
dência Social.
ARRECADAÇÃO: Alterações promovidas pela Lei 
11.457/07
✔ RFB também arrecada as contribuições sociais devidas a terceiros (SESI,
SESC, SENAC, etc.).
Art. 3º As atribuições de que trata o art. 2º desta Lei se estendem às
contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e
fundos, na forma da legislação em vigor, aplicando-se em relação a essas
contribuições, no que couber, as disposições desta Lei.
ARRECADAÇÃO: Alterações promovidas pela Lei 
11.457/07
✔ Produto da arrecadação com as contribuições previdenciárias é
creditado no Fundo Geral de Previdência Social - FGPS.
Art. 2º (...)
§ 1o O produto da arrecadação das contribuições especificadas no caput deste
artigo e acréscimos legais incidentes serão destinados, em caráter exclusivo*, ao
pagamento de benefícios do Regime Geral de Previdência
Social e creditados diretamente ao Fundo do Regime Geral de Previdência Social
(...).
(*) Vide art. 167, XI, CF/88
RECOLHIMENTO
✔ Empresa: (30, I, LCSS)
a) Recolher as contribuições dos empregados e trabalhadores avulsos
que lhe prestem serviço, descontando-as das respectivas
remunerações;
Obs.: A empresa também está obrigada a arrecadar a contribuição* do
segurado contribuinte individual a seu serviço, descontando-a da respectiva
remuneração (art. 4º, Lei 10.666/03).
(*) Alíquota será de 11%**
(**) Na hipótese de o contribuinte individual prestar serviço a uma ou mais
empresas, poderá deduzir, da sua contribuição mensal, 45% da contribuição da
empresa, (art. 30, § 4º, LCSS)
RECOLHIMENTO
✔Empresa: (30, I, LCSS)
b) Recolher a “cota patronal” das contribuições incidentes sobre
as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título,
aos empregados, avulsos e contribuintes individuais;
- Prazo de recolhimento (da contribuição do trabalhador + cota
patronal): até o dia 20 do mês subsequente ao da prestação do serviço,
ou dia útil anterior se não houver expediente bancário.
RECOLHIMENTO
✔ Empresa contratante de cessão de mão-de-obra,
inclusive em regime de trabalho temporário (31, LCCS)
- Reter 11% do valor bruto da nota fiscal/fatura de prestação de
serviços;
- Recolher em nome da cedente de mão-de-obra;
- Prazo: até o dia 20 do mês subsequente, ou dia útil anterior.
RECOLHIMENTO
✔ Cooperativa de trabalho (art. 216, § 31, RPS)
- Desconta 20% do valor da quota distribuída ao cooperado por
serviços prestados a empresas ou a pessoas físicas;
- Recolhe até o dia 20 do mês seguinte ao da prestação dos
serviços, ou dia útil imediatamente anterior quando não houver
expediente bancário.
RECOLHIMENTO
✔ Empregador doméstico:
- Desconta e recolhe a contribuição do doméstico de acordo com a
Tabela do art. 28 da EC 103/19 (Revogou o art. 20, LCSS);
- Recolhe a cota patronal (8% + 0,8% de SAT);
- Prazo: até o dia 20 do mês subsequente, ou dia útil anterior (art.
30, V, LCSS).
RECOLHIMENTO
✔Contribuinte individual e facultativo: (30, II, LCSS)
- Recolhem suas próprias contribuições;
- Prazo: até o dia 15 do mês subsequente, ou dia útil posterior;
- Podem optar pelo recolhimento trimestral se a contribuição for
sobre o salário-mínimo.
Seguridade Social e 
a Nova Previdência
Prof. Fernando Maciel
profernandomaciel
Prof. Fernando Maciel
AULA 19 
FINANCIAMENTO DA 
SEGURIDADE SOCIAL
Imunidade, isenção, remissão e anistia
IMUNIDADE
✓Conceito:
Limitação constitucional ao poder de tributar do Estado (não
incidência constitucionalmente qualificada).
Exemplos:
a) Não incide contribuição social e de intervençãono domínio econômico sobre as receitas
decorrentes de exportação (149, § 2º, I, CF/88);
b) Não incide contribuição social sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo RGPS (195,
II, CF/88);
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IMUNIDADE
Exemplos:
c) São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades
beneficentes de assistência social que atendam às exigências
estabelecidas em lei* (195, § 7º, CF/88).
• Não há direito adquirido a imunidade;
Súmula 352-STJ: A obtenção ou a renovação do Certificado de Entidade Beneficente de
Assistência Social – CEBAS não exime a entidade do cumprimento dos requisitos legais
supervenientes.
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IMUNIDADE
c) Entidades beneficentes:
• Imunidade alcança apenas a cota patronal*.
(*) STF entende que a imunidade do art. 195, § 7º da CF/88 também
se aplica ao PIS (Informativo 735).
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ISENÇÃO
✓ Conceito:
Limitação legal ao poder de tributar do Estado (exclusão do crédito
tributário – 175, I, CTN)
• Na isenção o crédito existe mas a lei dispensa o seu pagamento;
Exemplo: nenhuma contribuição à Seguridade Social é devida se a construção
residencial unifamiliar for executada sem mão-de-obra assalariada (30, VIII,
LCPS).
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ISENÇÃO
✓ Alcance:
Atinge todas as contribuições devidas pelas empresas (cota
patronal), mas não abrange as contribuições dos segurados que lhes
prestem serviços;
A isenção concedida a uma pessoa jurídica não é extensiva nem
abrange outra pessoa jurídica, ainda que esta seja mantida por
aquela, ou por ela controlada.
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REMISSÃO
Conceito:
Extinção do crédito tributário já constituído (156, IV, CF/88)
• É um perdão legal da dívida tributária;
• Só pode ser concedida por lei específica federal (150, § 6º, CF/88).
Exemplo: Art. 14, Lei 11.941/09: Ficam remitidos os débitos com a Fazenda
Nacional, (...) que, em 31 de dezembro de 2007, estejam vencidos há 5 (cinco) anos
ou mais e cujo valor total consolidado, nessa mesma data, seja igual ou inferior a R$
10.000,00 (dez mil reais).
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ANISTIA
Conceito:
Hipótese de exclusão do crédito tributário (175, II, CTN).
• Refere-se a infrações à legislação tributária (multas, etc.),
desconstituindo sua antijuridicidade;
• Só pode ser concedida por lei específica federal (150, § 6º,
CF/88).
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REMISSÃO E ANISTIA
Limitação constitucional:
Art. 195, § 11, CF/88, com redação dada pela EC 103/19:
São vedados a moratória e o parcelamento em prazo superior a 60
(sessenta) meses e, na forma de lei complementar, a remissão e a
anistia das contribuições sociais de que tratam a alínea “a” do inciso
I* e o inciso II** do caput.
(*) Contribuição das empresas sobre a folha de salários;
(**) Contribuição dos segurados.
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VEDAÇÕES CONSTITUCIONAIS
Proibição de contratar com o Poder Público e receber incentivos
fiscais:
A pessoa jurídica em débito com a seguridade social não poderá
contratar com o Poder Público nem receber incentivos fiscais ou
creditícios (195, § 3º, CF/88).
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Fim da nossa aula!
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DIREITO 
PREVIDENCIÁRIO
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CUSTEIO DA 
SEGURIDADE SOCIAL
Contribuição do Contribuinte Individual
Contribuição do Contribuinte Individual
O contribuinte individual (CI) é uma espécie de segurado obrigatório do RGPS
(art. 12, V, da Lei 8.212/91) e, consequentemente, deve contribuir para a
Previdência Social.
A depender de quem seja o tomador do serviço (Pessoa Jurídica ou Pessoa
Física), a contribuição do CI observará critérios distintos.
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Prestação de serviço a PESSOAS JURÍDICAS
✔Premissas iniciais:
Até o advento da Lei 10.666/03, o CI era responsável pelo recolhimento de suas
contribuições;
A partir dessa norma, quando prestar serviços a empresas ou entidades
equiparadas, estas serão responsáveis pelo desconto da contribuição do CI e
posterior repasse à Previdência Social;
Lei 10.666/03
Art. 4º Fica a empresa obrigada a arrecadar a contribuição do segurado contribuinte
individual a seu serviço, descontando-a da respectiva remuneração, e a recolher o valor
arrecadado juntamente com a contribuição a seu cargo até o dia 20 (vinte) do mês seguinte
ao da competência, ou até o dia útil imediatamente anterior se não houver expediente
bancário naquele dia.
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Prestação de serviço a PESSOAS JURÍDICAS
✔Valor descontado pela empresa:
A empresa que contratar um CI deve descontar 11% da remuneração paga,
devida ou creditada pela prestação do serviço, observado o limite máximo do
salário-de-contribuição;
Dec. 3.048/99
Art. 216 (...)
§ 26. A alíquota de contribuição a ser descontada pela empresa da remuneração
paga, devida ou creditada ao contribuinte individual a seu serviço, observado o
limite máximo do salário-de-contribuição, é de onze por cento no caso das
empresas em geral (...).
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Prestação de serviço a PESSOAS JURÍDICAS
✔Valor descontado por entidade beneficente:
A entidade beneficente de assistência social (isenta da cota patronal) que contratar
um CI deve descontar 20% da remuneração paga, devida ou creditada pela
prestação do serviço, observado o limite máximo do salário-de-contribuição;
Dec. 3.048/99
Art. 216 (...)
§ 26. A alíquota de contribuição a ser descontada pela empresa da remuneração paga,
devida ou creditada ao contribuinte individual a seu serviço, observado o limite máximo do
salário-de-contribuição, é de (...) vinte por cento quando se tratar de entidade beneficente
de assistência social isenta das contribuições sociais patronais.
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Prestação de serviço por meio de COOPERATIVAS
✔Valor descontado pela cooperativa:
A cooperativa deve descontar 20% do valor da quota distribuída ao cooperado por serviços
prestados a empresas, pessoas físicas e entidades em gozo de isenção, devendo recolher
até o dia 20 do mês seguinte ao da prestação dos serviços, ou dia útil imediatamente
anterior quando não houver expediente bancário.
Dec. 3.048/99
Art. 216 (...)
§ 31. A cooperativa de trabalho fica obrigada a descontar vinte por cento do valor da quota
distribuída ao cooperado contribuinte individual por serviços por ele prestados por seu intermédio
a empresas, a pessoas físicas e a entidades em gozo de isenção e recolher o produto dessa
arrecadação até o dia vinte do mês subsequente ao da competência a que se referir ou até o dia
útil imediatamente anterior, se não houver expediente bancário naquele dia. (Redação dada pelo
Decreto nº 10.410, de 2020)
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Prestação de serviço por meio de COOPERATIVAS
✔Valor descontado pela cooperativa:
ATENÇÃO: a retenção dos 20% se aplica apenas ao CI filiado à cooperativa. Se for
um CI a ela não filiado, deve proceder igual a qualquer empresa, devendo descontar
11% da remuneração e repassar à Previdência Social.
Obs.: Nesse caso a alíquota é menor pois a cooperative também terá que recolher
cota patronal (20%) incidente sobre a remuneração paga ao CI não filiado.
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Prestação de serviço a pessoa física
O CI que presta serviço a pessoa física deve efetuar o próprio recolhimento da sua
contribuição previdenciária;
Observará, em regra, a alíquota de 20%;
O recolhimento deve ocorrer até o dia 15 do mês subsequente ao da prestação do
serviço, prorrogando-se o prazo para o dia útil subsequente para a hipótese de cair
em dia que não haja expediente bancário.
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Prestação de serviço a pessoas desobrigadas de reter/descontar
contribuição
Ficam excluídos da obrigação de descontar a contribuição do contribuinte individual
que lhe preste serviço (art. 216, § 32, RPS - redação Decreto nº 10.410/20):
I - o produtor rural pessoa física;
II - o contribuinte individual equiparado a empresa;
III - a missão diplomática e a repartição consular de carreiras estrangeiras; e
IV - o proprietário ou dono de obra de construção civil, quando

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