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Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas Curso: Engenharia Civil – 5º Semestre Atividade 2 Tratamentos Térmicos Glauco do Nascimento Vicente 6201118 SÃO PAULO – SP ABRIL 2022 Tratamento Térmico Em resumo, tratamento térmico é o conjunto de ações de aquecimento e resfriamento que os aços são submetidos. Esse material tem as condições de temperatura, atmosfera, velocidade, resfriamento controladas para alterar suas características ou conceder a eles outras propriedades. Segue uma representação de um tratamento Térmico: Têmpera A têmpera é um processo de tratamento térmico usado para aumentar a resitência dos materiais. O aquecimento e resfriamento do material em velocidades alternadas aproximam as moléculas (austenitização), dando esta característica resistente. Existe diversos tipos de têmperas: por chama, por indução, superficial e total. O uso de chama se dá por meio de um maçarico. Como o calor é direcionado a uma parte específica da peça, esta pode ser temperada parcialmente. A superficial, como o próprio nome diz, é realizada na superfície de uma peça e a total é quando todo o material sofre austenitização. No caso da têmpera por indução, é aplicado campos magnéticos sobre a superfície do material, forçando a indução de corrente elétrica no material, fornecendo calor intenso no local de aplicação. É com o resfriamento abrupto gerado logo depois que o processo realiza o aumento na dureza do aço. Segundo a Bodycote, empresa que que presta serviços na área de tratamentos térmicos, este processo é aplicado em aços que possuem teor de carbono variando entre 0,4 e 1%, para obtenção de durezas na ordem de 60 HRC, com profundidade de até 11 mm. As principais vantagens da têmpera por indução é a diminuição das deformações, aumento da resistência ao desgaste, tratamento em áreas específicas e possibilidade de variar a profundidade da camada de acordo com a aplicação. Entre as principais aplicações estão os cilindros de laminação, dentes de engrenagens, pinos de supensão para a indústria automotiva, cabeças de parafusos, tubos para indústria mineradora, barramentos de tornos, facas industriais, régua guia de máquinas, garfos para câmbios e semi-eixos. REVENIMENTO Segundo Chiaverini (2006) revenimento é o tratamento térmico caracterizado pelo reaquecimento abaixo da zona crítica que normalmente é realizado sempre após o tratamento térmico da têmpera, tendo como objetivo básico aliviar as tensões internas e diminuir a fragilidade da martensita, eliminando a maioria dos inconvenientes produzidos por esta; além de aliviar ou remover as tensões internas, corrige a excessiva dureza do material, aumentando a ductibilidade e a resistência ao choque. Devem-se, revenir as peças logo após a têmpera, para diminuir a perda de peças por ruptura, a qual pode ocorrer se for aguardar muito tempo para realizar o revenimento. A martensita primária formada após a têmpera apresenta tensões internas elevadas, por isso é dura e frágil (baixa tenacidade). Para diminuir essa fragilidade da martensita, realiza- se o tratamento térmico de revenimento. Neste processo, o aço é aquecido a uma determinada temperatura abaixo da linha A1, no diagrama de equilíbrio F- C por um determinado tempo, o resultado é o abaixamento de dureza e o conseqüente aumento de tenacidade, resultando em um material mais resistente. A martensita revenida é mais tenaz que a martensita primária. E por essa razão, todo o aço temperado deverá ser revenido. A dureza após o revenimento dependerá da especificação exigida. Quanto mais alta a temperatura de revenimento, maior será a queda de dureza, conforme mostra (FIG. 1). Etapas do revenimento Dependendo da temperatura, o revenimento apresentará aspectos diferentes, ocorrendo o seguinte (CHIAVERINI, 2006): • Revenimento abaixo de 120ºC: a martensita, saturada de carbono, começa a liberar esse elemento na forma de carbonetos complexos (Fe12C5) progressivamente. Ocorre somente um distencionamento da martensita, e não um revenimento propriamente dito. O aspecto metalográfico praticamente não muda. • Revenimento entre 120 e 250ºC: esta é a zona para o revenimento de alta resistência ao corte. A medida que a temperatura aumenta as tensões internas diminuem o que melhora a resistencia ao choque, começa o apareciemnto de microestrutura de martensita revenida e a dureza em aços comuns é da ordem de 65 – 60 HRc. • Revenimento entre 250 a 300ºC: zona de resistência ao choque e menor dureza. As tensões internas diminuem mais ainda pois nesta fase começa a surgir uma microestrutura mesclada de martensita e troostita, a dureza cai para 50 – 60 HRc. • Revenimento entre 300 a 400ºC: zona de melhor resistencia ao choque. A recuperação da microestrutura metaestável promove elevada resistência ao choque e impactos, pois, com dureza na ordem de 35- 50 HRc, é otima para aplicações de matrizes de estampos, punções, molas, etc. A microestrutura de trostita com sorbita, apresenta ao microscópio a revelação mais escura. • Revenimento entre 400 a 600ºC: zona de aumento significativo de ductubilidade e menor dureza. Nesta faixa de temperatura ocorre a diminuição rápida da dureza, pois, a microestrutura predominante de sorbita com esferoidita deixa o material com tensões internas bem diminuidas. A dureza situa-se entre 15 a 35 HRc. • Revenimento entre 600 a 700ºC: praticamente só existe esferoidita, pois, a dureza é comparada a de um material nornalizado. A temperatura de revenimento pode ser escohida de acordo com a combinação das propriedades mecânicas que se deseja de aço temperado. Curvas de revenimento Para cada aço existe uma curva revenimento. Os fabricantes costumam mostrar estas curvas em seus catálogos, exemplo (FIG. 2). Legenda: A: Martensita revenida B: Precipitação de carbonetos C:Transformação da austenita retida em martensita primária D: Revenimento de aços rápidos e aços de alta liga. Efeito do tempo no revenimento Na operação de revenido importa não só a temperatura do tratamento como igualmente o tempo de permanência à temperatura considerada. A influência maior verifica-se no início, diminuindo com intervalos de tempo maiores. O revenimento é um processo que ocorre por difusão e portanto o tempo tem função importante. Dependendo da massa da peça, uma vez fixada a temperatura de revenimento, o tempo terá que ser suficiente para que a peça seja revenida adequadamente. Na prática podemos utilizar o seguinte critério: tempo mínimo de 2 horas para seções de até uma polegada. Para cada polegada a mais acrescenta-se 1 hora. Para peças de pequena espessura (menores que 1 polegada), desde que o equipamento e a quantidade de peças permitam, este tempo de revenido pode baixar para 1 hora em temperatura. Conclusões e recomendações Ocorre em determinados tipos de aços quando são revenidos entre 375 a 475ºC, ou quando resfriados lentamente nessa faixa de temperatura. A fragilidade ocorre mais rapidamente na faixa de 470 a 475ºC e só e detectável pelo ensaio de impacto. Aços de baixa liga e aços que contêm quantidades apreciáveis de manganês, níquel, cromo, antimônio, fósforo e enxofre, são os mais suscetíveis a fragilidade de revenido, sendo o antimônio o mais nocivo de todos. Os aços que contêm cromo e níquel são os mais suscetíveis, e para minimizar esse efeito, o teor de fósforo deverá ser mais baixo que os teores dos aços comuns (abaixo de 0,02%). Fontes consultadas CHIAVERINI, Vicente. Aços e ferros fundidos: características gerais, tratamentos térmicos, principais tipos. 7. ed. São Paulo: Associação Brasileira de Metalurgia e Materiais, 2006. GERDAU. Aços Ferramenta. São Paulo: Gerdau, Aços especiais, [200-]. CEMENTAÇÃO A cementação tratamentotérmico tem como elemento mais importante o carbono. O aço que passará por cementação tratamento térmico deve possuir baixo teor de carbono. Isto porque, quando a peça é aquecida a uma temperatura de austenitização, reage em uma atmosfera específica e fica com sua superfície enriquecida de carbono. A cementação tratamento térmico permite que o aço passe, posteriormente, pelo processo de têmpera, para aumento de dureza e aumento da resistência ao desgaste. cementação tratamento térmico, então, é a adição de carbono à camada superficial do aço. Destaca-se que a cementação tratamento térmico deve ser feita por uma empresa especializada e certificada para que haja boa qualidade e dureza. As principais vantagens da cementação tratamento térmico à peça de aço tratada são, portanto: Alta resistência à fadiga de contato; Maior dureza superficial; Alta resistência a cargas elevadas. NITRATAÇÃO É o procedimento que aufere a conexão do nitrogênio a um metal, objetivando torná-lo mais duro. Trata-se de uma técnica industrial que produz cementação, em que inclui a formação de uma pequena camada de liga robusta na parte externa do objeto metálico. A técnica para a obtenção conduzida no processo de nitretação é obtida por meio da interseção combinada de nitrogênio, metal e calor. Uma vez submetido ao calor intenso, o nitrogênio se liga ao metal do aço. Quando o processo de nitretação é conduzido de maneira eficaz, o resultado obtido é uma liga muito rígida. NORMALIZAÇÃO A Normalização é o processo de tratamento térmico que tem como objetivo diminuir a granulação do aço, é um tratamento que refina a estrutura do aço, dando propriedades melhores que as conseguidas no processo de recozimento. Esse processo pode ser feito no final ou pode ser um processo intermediário. O processo de Normalização é feito em duas partes, o aquecimento que o tempo depende da espessura da peça em atmosfera controlada e resfriamento ao ar. É feito o aquecimento (austenização) a mais ou menos 900°C e o resfriamento é até 600°C. Na alteração de temperatura, a estrutura passa de austenita para perlita e ferrita. O processo de Normalização facilita a usinagem da peça. RECOZIMENTO O recozimento tratamento térmico é um processo que, como os demais tratamentos tem por objetivo alterar propriedades físicas de um material. O recozimento tratamento térmico elimina todas as características obtidas por uma peça em outros procedimentos, o que proporciona mais capacidade de usinagem e conformabilidade. O recozimento é a técnica que aquece o material mantendo a temperatura por certo tempo e, a partir daí, deixando que resfrie lentamente no próprio forno. Durante os processos de fundição e conformação mecânica ocorrem tensões que precisam ser corrigidas com o uso do recozimento tratamento térmico, que também é utilizado para regularizar a estrutura bruta de fusão e para eliminar os efeitos de tratamentos anteriores. É um método eficaz na diminuição da dureza e melhoria dos dutos. Por todos esses benefícios, o recozimento tratamento térmico é comumente aplicado na indústria gerando produtos de alta eficiência. Vantagens do recozimento tratamento térmico: Remove tensões decorrentes de tratamentos anteriores; Diminui a dureza; Ajusta o tamanho dos grãos; Regulariza a estrutura bruta de fusão. Estruturas Cristalinas Os aços são ligas ferro-carbono e para entender como os átomos de ferro e carbono formam a estrutura cristalina é preciso antes visualizar os aglomerados de átomos de ferro (raio atômico 140 pm) e as formas cristalinas que esse elemento pode assumir. Em temperaturas elevadas o aço apresenta uma estrutura, denominada cúbica de face centrada – CFC, mostrada na parte superior da figura abaixo. É formada por 8 átomos de ferro, situados nos vértices de uma célula unitária cúbica e por 6 átomos de ferro,situados nasfaces do cubo. Veja que somente 1/8 de cada átomo situado nos vértices do cubo faz efetivamente parte da célula unitária. Da mesma forma, somente 1/2 de cada átomo situado no centro das faces fica no interior da célula unitária. Em temperaturas mais baixas os átomos de ferro se organizam de outra maneira formando uma estrutura cúbica de corpo centrado - CCC, com 8 átomos nos vértices da célula unitária cúbica e um único átomo no centro do cubo, figura abaixo mostra como é a representação tantos da estrutura cristalina como a dos átomos de ferro Referencias: https://www.cimm.com.br/portal/noticia/exibir_noticia/7519-tempera- aumenta-resistencia-de- materiais#:~:text=A%20t%C3%AAmpera%20%C3%A9%20um%20p rocesso,por%20indu%C3%A7%C3%A3o%2C%20superficial%20e% 20total. https://www.senairs.org.br/sites/default/files/documents/tipos_de_re venimento.pdf https://www.unitrat.com.br/cementacao-tratamento- termico#:~:text=A%20cementa%C3%A7%C3%A3o%20tratamento%20t%C 3%A9rmico%20permite,%C3%A0%20camada%20superficial%20do%20a% C3%A7o. https://tratamentotermico.com/normalizacao https://www.unitrat.com.br/recozimento-tratamento- termico#:~:text=O%20recozimento%20tratamento%20t%C3%A9 rmico%20%C3%A9,capacidade%20de%20usinagem%20e%20co nformabilidade.