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1
 2
 
MANUAL DO PASTOR – FASE KERIGMA 
INTRODUÇÃO 
 
Queridos irmãos (ãs), 
Pastores de grupo de oração, 
 
Você tem em mãos o manual do pastor da 1ª fase de grupo de oração que intitulamos Kerigma. 
A nossa finalidade nesta fase é o crescimento na experiência com o Ressuscitado que passou pela 
cruz que nos dá o seu Espírito, e também a descoberta e uso dos carismas. 
Queremos propor um itinerário que engloba: 
• Dimensão Espiritual: a vida carismática 
• Dimensão Bíblica: o aprofundamento do kerigma segundo a Palavra de Deus 
• O Crescimento Humano por meio do acompanhamento pessoal, grupo de partilha e 
lazer. 
• Dimensão Doutrinária: apresentaremos a pessoa de Jesus Cristo e a sua Igreja 
• Dimensão Missionária, incentivando o testemunho de vida em todos os ambientes 
onde a ovelha estiver. 
Pedimos ao Senhor que este manual lhe sirva de instrumento para condução e crescimento das 
ovelhas no caminho da Paz. 
 
Assistência Apostólica, 
Equipe do caminho da Paz 
 3
MANUAL DO PASTOR – FASE KERIGMA 
DIMENSÕES 
 
DIMENSÃO ESPIRITUAL 
Todo o conteúdo desta fase traz fortes características carismáticas. Não se deve ter a pretensão 
de passar apenas um conhecimento do conteúdo, mas que este os leve a uma experiência 
vivencial. Que as reuniões do grupo sejam momentos intensos e abundantes no uso dos dons 
carismáticos, permeados por momentos de fraternidade e louvor. 
 
• Retiro do Grupo de Oração: Deverá ser feito ao fim da fase. 
 
- Como deve ser: 
• Deve ser fechado de 2 dias (Iniciando na sexta-feira a noite e terminando no domingo a tarde) 
• De acordo com o esquema (no fim do Manual) 
• O Local deve ser visto com antecedência, assim como marcar com passar a data às ovelhas 
para se programarem. 
 
DIMENSÃO BÍBLICA 
É imprescindível que semanalmente se tenha um “feedback” do andamento do “Enchei-vos”, e 
por meio do acompanhamento pessoal catequizá-los na leitura orante da Palavra de Deus. 
Incentive o amor, o zelo e a atenção à Palavra. 
 
DIMENSÃO HUMANA 
Usaremos de alguns instrumentos para o crescimento humano das ovelhas. Tais como: 
 
• Grupo de Partilha: Deve ser mensal, no horário do grupo, e seguir as orientações abaixo 
para cada mês. 
 
- Orientações para o grupo de partilha mês a mês 
� 1º mês: Partilhar as maravilhas que Deus realizou a partir do SVES. 
� 2º mês: Partilhar sobre a leitura do livro “Vós, quem dizeis que eu sou?”. O que mais tem lhe 
chamado atenção e que frutos têm colhido desta leitura. 
� 3º mês: Partilhar o que tem percebido de crescimento na sua vida. 
� 4º mês: Partilhar como está a vida de oração. As graças, os desafios e os frutos. 
� 5º mês: Partilhar o crescimento no uso dos dons. E a vivência do testemunho na 
evangelização. Seria interessante que os irmãos partilharem alguma experiência de 
evangelização vivida por eles nessa fase do grupo de oração. 
� 6º mês: Partilha geral do grupo – Nesse mês a partilha deverá ser feita no grupo de oração 
com todos os participantes. O pastor deve pedir para as ovelhas partilharem em cima das 
seguintes diretrizes: 
o Resumo dos seis meses de grupo e quais as perspectivas para a próxima fase. 
O pastor deverá está atento para que as partilhas não sejam longas para que todos possam 
partilhar. 
 
• Acompanhamento Pessoal: Deve ser obrigatoriamente mensal. Cada ovelha precisa ser 
muito bem pastoreada devido o fato de seu processo de conversão estar no inicio, e ainda 
estar muito susceptível às coisas do mundo. Quem deve acompanhar a ovelha é o pastor e 
seus núcleos1, sendo permitido como exceção que outras pessoas acompanhem as ovelhas2, 
desde que também sigam as orientações de acompanhamento. 
 
O acompanhador deve ter sempre uma postura animadora em relação à caminhada da 
ovelha, não se deve ter uma postura de cobrança (exigir que se converta da noite para o dia, 
que tenha fidelidade imediata, etc.), mas ter para com ela um relacionamento de pastoreio, 
 
1 Por isto é importante que o grupo seja composto por pastor e núcleos (no mínimo 3 dentro da realidade com um 
grupo de oração com 35 pessoas). Cada acompanhador de preferência não acompanhe mais que 10 ovelhas. 
2 Essa exceção se dá devido a necessidade de núcleos para o grupo ou a realidades especificas. Havendo essa 
necessidade isto pode acontecer, mas o pastor deve sempre pedir um feedback ao acompanhador sobre a ovelha à 
nível de pastoreio. 
 4
cuidando e zelando sem medo de se aproximar (ligando quando for necessário e visitando a 
sua casa), trilhando um caminho de amizade espiritual, estando atento a sua vida familiar, 
profissional, financeira, de evangelização, sem querer resolver os seus problemas, mas 
ensinando-a a transcender e responder com coerência as exigências da vida. 
 
O acompanhamento mensal inicia-se sempre com a oração pela ovelha, abrindo-se aos dons, 
ouvindo de Deus a condução para a ovelha, após finalizar a oração deve-se partilhar com a 
ela sobre o que Deus disse na oração, faz então conforme a orientações abaixo para cada 
mês. É de muito proveito sempre deixar um momento para que a ovelha partilhe mais 
livremente. 
Obs.: As orientações que se seguem servem para nortear o acompanhamento pessoal da 
ovelha, porém o acompanhador deve estar atento à inspiração que o Espírito pode dar como 
condução na vida dessa ovelha. 
 
� 1º mês: Procurar através deste primeiro acompanhamento, ter uma noção geral da vida da 
ovelha (se já é de caminhada, participa de alguma paróquia, é batizado, sempre foi católico, a 
família é católica...) e como foi o seu SVES, direcioná-la a testemunhar para as pessoas a sua 
experiência. Organizar os horários da sua oração com o Enchei-vos. 
� 2º mês: Entre outras coisas de acordo com a necessidade da ovelha não se deve deixar de 
acompanhar o seguimento do Estudo Bíblico pelo Enchei-vos – Palavra e oração. 
Explicar à ovelha como será o seu serviço na obra, que não terá um ministério ainda, mas 
deve transbordar a experiência que teve em seu seminário, se possível procurar encaixá-la 
em dias para evangelizar com o ministério de evangelização, ou de outras formas. (de acordo 
com a “Dimensão doutrinária”) 
� 3º mês: A partir deste acompanhamento, perceber se a ovelha tem conseguido trazer as 
realidades abordadas no Estudo Bíblico para a sua vida. Se perceber que ela não tem 
conseguido, ajudá-la nesse sentido. Ver se a ovelha tem conseguido ser fiel aos horários de 
oração com o Enchei-vos. 
Se já houver certa liberdade com a ovelha pode-se começar a adentrar mais na sua vida, 
aprofundar o conhecimento de sua vida, de sua família, etc. (estreitar os laços). Além de 
outras coisas que o Espírito lhe inspirar. 
� 4º mês: Dentre outras coisas próprias deste tempo ter conhecimento das dificuldades que a 
ovelha tem enfrentado para continuar neste caminho (grupo de oração), animá-la a não 
desistir. 
Perceber a abertura aos dons e ajudá-la se ainda não há essa abertura (que isto seja feito de 
forma bem livre para que a ovelha não se sinta pressionada). Deve-se também motivar bem a 
abertura no grupo de oração durante as oficinas de dons que estarão acontecendo neste 
tempo no grupo de oração. 
� 5º mês: Descer nas realidades da sua vida (como é o seu relacionamento familiar, sua vida 
profissional, suas amizades...) e ver a fidelidade ao Enchei-vos. 
Perceber como anda a vida de conversão da ovelha a mudança de hábitos, de 
comportamentos e ajudá-la nesse aspecto. 
� 6º mês: Dentre outras coisas deve-se também preparar a ovelha para a próxima fase que irá 
iniciar na sua vida. Animar a ovelha que não foi tão fiel a recomeçar, dar uma nova chance, 
animar uma nova experiência de Deus. 
 
• Lazer: Nesta primeira fase deve-se ter um lazer para o crescimento fraterno do grupo. 
 
Orientações acerca do lazer 
 
� O lazer precisa ser de um dia, não se deve promover o lazer durante todo um final de 
semana. 
� Escolher para fazer o lazer um ambiente agradável que promova a convivência sadia e 
fraterna. 
� Selecionardo pecado em todos os níveis e em todas as áreas. O homem resolve fugir, 
esconder-se de Deus, tornou-se escravo, está condenado e não pode, por si só salvar-se e nem 
mesmo arrepender-se. 
 
7. A Salvação é dom de Deus; não está na natureza do homem, que é criatura realizar 
o ato de salvação, que só é possível ao amor e poder de Deus 
Portanto o homem tem um problema que não pode solucionar e um inimigo que não pode 
vencer. O homem se encontra nesta situação de morte e por ele mesmo não pode sair dela. O 
homem se encontra em estado de pecado e privação da glória de Deus e não pode por si só sair 
deste estado. Ele tenta, busca a salvação de várias formas como o ar que respira para viver, 
porque ele deseja Deus, ele deseja amar, ele deseja ser feliz, ele deseja o bem, apesar de 
muitas vezes esta busca não ser consciente, mas busca por caminhos falsos, redentores falsos e 
ídolos falsos, não encontrando assim Aquele que o seu coração almeja, não encontra a salvação. 
O homem não pode mais chegar até Deus por suas próprias forças, o homem não pode 
mais viver a vida de intimidade com Deus que havia sido criado para viver. A vida do homem 
estava sem solução. Como o homem é incapaz de chegar até Deus, então o próprio Deus se 
chega até o homem. Há um grande abismo entre o homem e Deus de tal modo tão profundo 
que nem queria ver Aquele de quem era íntimo ( Gn 3,8). Só Deus pode destruir este muro de 
separação, pode destruir este abismo. A vida do homem estava sem salvação, mas recebe de 
Deus a salvação através de Jesus Cristo. Deus não deixa o homem na situação terrível que ele 
 37
mesmo optou para si. Deus não quer essas coisas para o homem, mas as permite para fazer o 
homem compreender onde o leva o seu pecado, o seu recusar a Deus. 
 A salvação é uma graça. É um dom de Deus. O homem não fez nada para merecer a 
salvação e nem podia fazer. Deus nos salva enquanto somos pecadores. A vingança de Deus 
contra os homens que pecaram, que o recusaram é o amor, a misericórdia, o perdão. E tudo isto 
de forma gratuita. É fruto da bondade e da misericórdia de Deus. A salvação foi nos dada de 
forma gratuita e não a título de merecimento. Foi um privilégio que Deus concedeu ao homem. 
Apesar do homem ter dito “não” a Deus, Ele não o deixa a mercê do mal, perdido, confuso, 
ferido, destruído, sem salvação: “Não o abandonaste ao poder da morte”. 
 
8. A Salvação do homem é iniciativa de Deus: 
Deus, em seu amor eterno e fiel pelo homem, criou para ele todas as coisas e, quando 
este se separou voluntariamente de seu Criador, Ele, em sua misericórdia: 
- Prometeu a salvação que traria o homem de volta à sua amizade e intimidade. - Amaldiçoa 
Satanás e isto significa a derrota deste e de sua empreita de destruir o homem ( Gn 3, 14). 
- Sabendo que o homem não tem como salvar-se por si mesmo, toma a iniciativa de prometer a 
Salvação ( Gn 3,15). 
- Deixa claro que vai salvar o homem, pela descendência de uma mulher ( Gn 3,15 e ao 
prometer o Salvador vindo de uma mulher dá início à caminhada que prepara o homem para a 
vinda de Jesus. A Salvação é iniciativa de Deus. É Deus que logo após o pecado do homem, 
promete a salvação. Não é o homem que toma a iniciativa e pede para Deus salvá-lo. Deus não 
espera, toma a frente e salva o homem impulsionado pelo seu infinito amor: “Nisto consiste o 
amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele quem nos amou e enviou-nos o Seu Filho 
como vítima de expiação pelos nossos pecados” ( I Jo 4,10).”Deus demonstra o seu amor para 
conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando ainda éramos pecadores” ( Rm 5,8). 
 
9. Deus salva o mundo enviando Jesus Salvador: 
 
 Deus “transbordou” o Amor da Trindade criando o homem, a quem ama desde toda 
eternidade. Deus, em Seu amor pessoal e paterno pelo homem, criou para ele todas as coisas. 
Deus, em Seu amor fiel e constante pelo homem, não o abandona quando ele peca, mas 
transborda em misericórdia e, havendo feito toda a criação para o homem, a ele se entrega para 
salvá-lo, através de Jesus, que é a misericórdia do Pai. 
 Há uma solução para o mundo e para cada homem: chama-se Jesus, cujo nome significa: 
Javé salva ( Jo 3,16-17). O homem é salvo pela morte e ressurreição de Jesus Cristo. 
 
10. Jesus Cristo é a salvação do mundo. A Salvação é uma Pessoa: 
 
 Jesus Cristo não só traz a salvação, mas ele mesmo é a salvação. A Salvação é uma pessoa, 
a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, uma pessoa viva. Apesar da morte e ressurreição de 
Jesus terem sido o maior acontecimento histórico, a Salvação é mais, infinitamente mais do que 
apenas um fato histórico, perdido há quase dois mil anos. A Salvação é uma Pessoa, que se 
submeteu a tomar a aparência de um homem como nós, que morreu, ressuscitou e está viva, 
bem viva e bem perto de cada homem ( I Pe 1,18-19). 
 Jesus nos resgatou, nos redimiu, e resgatar, redimir significa uma soma paga pela 
libertação de um objeto ou de uma pessoa que estava prisioneira. Estas palavras estão bem 
próximas da palavra “aquisição”, indicando a “compra” do objeto ou de escravo para si. Foi a 
palavra utilizada desde o Antigo Testamento para indicar o meio que Deus escolheu para libertar, 
salvar o Seu povo: o pagamento de um resgate, ou seja, sua redenção, sua aquisição. 
 Quando optou pelo pecado e, portanto, pelo desligamento com Deus, o homem não tinha 
como refazer o laço que quebrara. Tornou-se escravo do pecado. A iniciativa da salvação foi 
tomada por Deus, “que o amou primeiro” e a forma como Deus escolheu para realizar a salvação 
( Deus poderia ter realizado a salvação de mil formas) foi a única forma que convém a quem 
ama: colocando-se no lugar do outro, dando a sua vida pelo outro, sofrendo o que o outro 
sofreria. 
 Foi isto o que Jesus fez. Por isto, Jesus é a Salvação. Nós não fomos comprados 
(resgatados, redimidos) por bens perecíveis, como a prata e o ouro, mas pela própria vida de 
Deus, em Jesus Cristo. Deus se fez homem. Deus Eterno, o Sumo Bem, entregou-se em nosso 
 38
lugar, fez-se pagamento e resgate para que fossemos libertos do mal ( Is 53) (ESCREVER AQUI 
AQUELA HISTÓRIA DO HOMEM QUE ESTÁ PRESO ESPERANDO A SUA PENA DE MORTE QUE TEM 
NO LIVRO DE MARIA, ESPELHO DA IGREJA) 
 Tome Fil 2,6-8. Esta passagem nos mostra que Deus se fez homem para ser pagamento em 
resgate de nossa vida: 
 
Assim o pecado ENTROU no mundo 
 
HOMEM 
Sendo homem - quis ser igual a Deus. 
Desobedeceu a Deus - Pecando Rebelando-se contra a autoridade de Deus, querendo se fazer 
independente de Deus 
O homem se enche de orgulho 
 
Assim pecado SAIU do mundo 
 
JESUS 
Sendo Deus - se fez homem 
Colocado no lugar do homem para vencer o pecado que o vencera, obedeceu ao Pai da maneira 
mais absoluta e radical que se conhece: morrendo na cruz 
Jesus que é Deus se humilha 
 
11. A Experiência de Salvação: 
 
 Tome Lc 2,25-32. Esta passagem narra a experiência de salvação através do encontro de 
Simeão com Jesus. Ele “esperava a consolação” de Israel, isto é, esperava a vinda do Messias, do 
Salvador. Quando Simeão colocou Jesus nos braços, seus olhos viram Aquele por quem esperara 
a vida inteira e por isto prorrompeu em louvor acerca da salvação, porque ele tinha consciência 
de que o método que Deus tinha escolhido para salvar o mundo era entregando-se a Si mesmo 
como resgate. Simeão mais do que teoria ou ensino sobre a Salvação, teve uma experiência da 
Salvação, tomando Jesus ao colo e vendo-O com seus olhos. 
 Deus deseja que cada homem tenha a mesma experiência da Salvação que Simeão teve. 
Esta experiência pessoal de Jesus como uma pessoa, como a sua Salvação. A Salvação, Jesus, o 
Amor de Deus revelado ao mundo deixam de ser idéias que se tem desde o tempo do catecismo 
e passam a ser UMA PESSOA que está VIVA, que fala conosco, que nos toca, que se deixa ver e 
tocar pelos olhos de sua alma. Esta é a experiência que o Pai, pelo Espírito Santo, deseja dar a 
cada um de nós. 
 
 Opregador deve finalizar sua palestra com uma oração suplicando a Deus a graça da 
experiência da salvação para em seguida conduzir todos a afirmarem espontaneamente que 
aceitam Jesus como seu Salvador pessoal. 
 
 39
ANEXO III 
Texto destinado ao pastor/pregador 
 
FALSAS DOUTRINAS 
 
INTRODUÇÃO GERAL 
Para efeitos didáticos, o Instituto Cristão de Pesquisas classifica assim as seitas: 
Secretas 
Maçonaria, Teosofia, Rosa-crucianismo, Esoterismo etc. 
Pseudocristãs 
Mormonismo, Testemunhas de Jeová, Adventismo do Sétimo Dia, Ciência Cristã, A Família 
(Meninos de Deus) etc. 
Espíritas 
Kardecismo, Legião da Boa Vontade, Racionalismo Cristão etc. 
É preciso ficar bem claro que o espiritismo (bem como suas derivações) contradiz 
”frontalmente” a doutrina católica em muitos pontos, sendo, portanto, impossível a um 
católico ser também espírita. 
O espiritismo nega pelo menos 40 verdades da fé cristã: 
Nega o mistério, e ensina que tudo pode ser compreendido e explicado. 
Nega a inspiração divina da Bíblia. 
Nega o milagre. 
Nega a autoridade do Magistério da Igreja. 
Nega a infalibilidade do Papa. 
Nega a instituição divina da Igreja. 
Nega a suficiência da Revelação. 
Nega o mistério da Santíssima Trindade. 
Nega a existência de um Deus Pessoal e distinto do mundo. 
Nega a liberdade de Deus. 
Nega a criação a partir do nada. 
Nega a criação da alma humana por Deus. 
Nega a criação do corpo humano. 
Nega a união substancial entre o corpo e a alma. 
Nega a espiritualidade da alma. 
Nega a unidade do gênero humano. 
Nega a existência dos anjos. 
Nega a existência dos demônios. 
Nega a divindade de Jesus. 
Nega os milagres de Cristo. 
Nega a humanidade de Cristo. 
Nega os dogmas de Nossa Senhora (Imaculada Conceição, Virgindade perpétua, Assunção, 
Maternidade divina). 
Nega nossa Redenção por Cristo (é o mais grave! ). 
Nega o pecado original. 
Nega a graça divina. 
Nega a possibilidade do perdão dos pecados. 
Nega o valor da vida contemplativa e ascética. 
Nega toda a doutrina cristã do sobrenatural. 
Nega o valor dos Sacramentos. 
Nega a eficácia redentora do Batismo. 
Nega a presença real de Cristo na Eucaristia. 
Nega o valor da Confissão. 
Nega a indissolubilidade do Matrimônio. 
Nega a unicidade da vida terrestre. 
Nega o juízo particular depois da morte. 
Nega a existência do Purgatório. 
Nega a existência do Céu. 
Nega a existência do Inferno. 
Nega a ressurreição da carne. 
 40
Nega o juízo final. 
Afro-brasileiras 
Umbanda, Quimbanda, Candomblé, Cultura Racional etc. 
Orientais 
Seicho-No-Iê, Messiânica Mundial, Arte Mahikari, Hare-Krishna, Meditação Transcendental, 
Unificação (Moonismo), Perfeita Liberdade, etc. 
A caracterização da seita 
O método mais eficiente para se identificar uma seita é conhecer os quatro caminhos 
seguidos por elas, ou seja, o da adição, subtração, multiplicação e divisão. 
Outras características 
Falsas profecias: As Testemunhas de Jeová, os Adventistas, os Mórmons e outros já 
proclamaram o fim do mundo para datas específicas. 
Resposta Apologética 
A Bíblia nos adverte contra os que marcam datas ou eventos (Dt 18.20-22; Mt 24.23-25; Ez 
13.1-8; Jr 14.14). 
Negam a ressurreição corporal de cristo, admitindo que Jesus Cristo tenha 
ressuscitado apenas em espírito. 
Testemunhas de Jeová, Ciência Cristã, Igreja da Unificação, Kardecismo; outros dizem que 
nem sequer ressuscitou (LBV), e ainda outros não acreditam que tenha morrido na cruz 
(Rosa Cruz, Islamismo etc.) 
 
GRUPO 1 
 
Falsas Doutrinas 
• Adição 
O grupo adiciona algo à Bíblia. Sua fonte de autoridade não leva em consideração somente a 
Bíblia. Por exemplo: 
o Adventismo do Sétimo Dia. Seus adeptos têm os escritos de Ellen White como inspirados 
tanto quanto os livros da Bíblia. 
o As Testemunhas de Jeová - A Bíblia fica em segundo plano nos estudos das TJ, é usada 
apenas como um livro de referência. A revista A Sentinela tem sido seu principal canal para 
propagar suas afirmações. 
o Nessa mesma linha estão os mórmons, que dizem crer na Bíblia, desde que sua tradução 
seja correta. Eles acham que o Livro de Mórmon é mais perfeito que a Bíblia. Outros livros 
também são considerados inspirados. Usam também a Bíblia apenas como livro de 
referência. 
o Os Meninos de Deus (A Família) dizem que é melhor ler os ensinamentos de David Berg, 
seu fundador, do que ler a Bíblia. Práticas abomináveis, segundo a moral bíblica, são 
praticadas nessa seita! 
o A Igreja da Unificação, do Rev. Moon julga ser seu princípio divino de inspiração mais 
elevado que a Bíblia. Outro exemplo da conseqüência de abandonar as Escrituras é 
observado nesse movimento. Além da Bíblia, rejeitam também o Messias e seguem um 
outro senhor. 
o Os Kardecistas não têm a Bíblia como base, mas a doutrina dos espíritos, codificada por 
Allan Kardec. Usam um outro Evangelho. Procuram interpretar as parábolas e ensinos de 
Jesus Cristo segundo uma perspectiva espírita e reencarnacionista. A Palavra de Deus é 
bem clara quanto às atividades espíritas e suas origens. 
o A Igreja de Cristo Internacional (Boston) interpreta a Bíblia segundo a visão de Kipp 
Mckean, o seu fundador. Um sistema intensivo de discipulado impede outras interpretações. 
Qualquer resistência do discípulo, referindo-se à instrução, desencadeará uma retaliação 
social. 
 
• Resposta Apologética: 
o O apóstolo Paulo diz que as Sagradas Letras tornam o homem sábio para a salvação pela fé 
em Jesus (2 Tm 3.15); logo, se alguém ler a Bíblia, somente nela achará a fórmula da vida 
eterna : crer em Jesus. A Bíblia relata a história do homem desde a antiguidade. Mostra 
como ele caiu no lamaçal do pecado. Não obstante, declara que Deus não o abandonou, 
mas enviou seu Filho Unigênito para salvá-lo. Assim, lendo a Bíblia, o homem saberá que 
 41
sem Jesus não há salvação. Ele não procurará a salvação em Buda, Maomé, Krishna ou 
algum outro, nem mesmo numa organização religiosa; pois a Bíblia é absoluta e verdadeira 
ao enfatizar que a salvação do homem vem exclusivamente por meio de Jesus (Jo 1.45; 
5.39-46; Lc 24.27, 44; At 4.12; 10.43; 16.30-31; Rm 10.9-10). 
GRUPO 2 
 
Falsas Doutrinas 
• Subtração 
O grupo subtrai algo da pessoa de Jesus. 
o A Maçonaria vê Jesus simplesmente como mais um fundador de religião, ao lado de 
personalidades mitológicas, ocultistas ou religiosas, tais como, Orfeu, Hermes, Trimegisto, 
Krishna, (o deus do Hinduísmo), Maomé (profeta do Islamismo), entre outros. Se negarmos 
o sacrifício de Jesus Cristo e sua vida, estaremos negando também o Antigo Testamento, 
que o mencionava como Messias. Ou cremos integralmente na Palavra de Deus como 
revelação completa e, portanto, nas implicações salvíficas que há em Jesus Cristo, ou a 
rejeitamos integralmente. Não há meio termo. 
o A Legião da Boa Vontade (LBV) subtrai a natureza humana de Jesus, dizendo que Jesus 
possui apenas um corpo aparente ou Fluídico, além de negar sua divindade, dizendo que ele 
jamais afirmou que fosse Deus.12 
o Outros grupos também subtraem a divindade de Jesus: as Testemunha de Jeová dizem que 
ele é um anjo, a primeira criação de Jeová. Os Kardecistas ensinam que Jesus foi apenas 
um médium de Deus etc. 
 
• Resposta Apologética 
o A Bíblia ensina que Jesus é Deus (Jo 1.1; 20.28; Tt 2.13; 1 Jo 5.20 etc.).Assim sendo, não 
pode ser equiparado meramente com seres humanos ou mitológicos, nem mesmo com os 
anjos, que o adoram (Hb 1.6). A Bíblia atesta a autêntica humanidade de Jesus, pois nasceu 
como homem (Lc 2.7), cresceu como homem (Lc 2.52), sentiu fome (Mt 4.2), sede (Jo 
19.28), comeu e bebeu (Mt 11.19; Lc 7.34), dormiu (Mt 8.24), suou sangue (Lc 22.44) etc. 
 
GRUPO 3 
 
Falsas Doutrinas 
• Multiplicação 
Pregam a auto-salvação. Crer em Jesus é importante, mas não é tudo. A salvação é pelas 
obras. Às vezes, repudiam publicamente o sangue de Jesus. 
o A Seicho-No-Iê nega a eficácia da obra redentora de Jesus e o valor de seu sangue para 
remissão de pecados, chegando a dizer que se o pecado existisse realmente, nem os Budastodos do Universo conseguiriam extingui-lo, nem mesmo a cruz de Jesus Cristo conseguiria 
extingui-lo. 
o Os Mórmons afirmam crer no sacrifício expiatório de Jesus, mas sem o cumprimento das leis 
estipuladas pela igreja não haverá salvação. Outro requisito foi exposto pelo profeta 
Brigham Young, que disse: Nenhum homem ou mulher nesta dispensação entrará no reino 
celestial de Deus sem o consentimento de Joseph Smith. Por isso, eles têm grande 
admiração por Smith. 
o Doutrinas semelhantes são ensinadas pela Igreja da Unificação do Rev. Moon, que 
desdenha os cristãos por acharem que foram salvos pelo sangue que Jesus verteu na cruz. 
o As Testemunhas de Jeová ensinam que a redenção de Cristo oferece apenas a oportunidade 
para alguém alcançar sua própria salvação por meio das obras. Jesus simplesmente abriu o 
caminho. O restante é com o homem. Uma de suas obras diz: Trabalhamos arduamente 
com o fim de obter nossa própria salvação. Os adventistas crêem que a vida eterna só será 
concedida aos que guardarem a lei. A guarda obrigatória do Sábado é essencial para a 
salvação. 
 
• Resposta Apologética 
o A Bíblia declara que todo aquele que nega a existência do pecado está mancomunado com 
o diabo, o pai da mentira (Jo 8.44 comparado com 1 Jo 1.8). A eficácia do sangue de Cristo 
 42
para cancelar os pecados nos é apresentado como a mensagem central da Bíblia (Ef 1.7; 1 
Jo 1.7-9; Ap 1.5). 
o Com respeito à salvação pelas obras, a Bíblia é clara ao ensinar que somos salvos pela 
graça, por meio da fé, e isso não vem de nós, é dom de Deus, não vem das obras, para que 
ninguém se glorie (Ef 1.8-9). Praticamos boas obras não para sermos salvos, mas porque 
somos salvos em Cristo Jesus, nosso Senhor. 
o As obras são o resultado da salvação, não o seu agente. O valor das obras está em nos 
disciplinar para a vida cristã (Hb 12.5-11; 1 Co 11.31,31). 
 
GRUPO 4 
 
Falsas Doutrinas 
• Divisão 
Dividem a fidelidade entre Deus e a organização. Desobedecer à organização ou à igreja 
equivale a desobedecer a Deus. Não existe salvação fora do seu sistema religioso. 
o Quase todas as seitas pregam isso, sobretudo as pseudocristãs, que se apresentam como a 
restauração do cristianismo primitivo, que, segundo ensinam, sucumbiu à apostasia, 
afastando-se dos verdadeiros ensinos de Jesus. Acreditam que, numa determinada data, o 
movimento apareceu por vontade divina para restaurar o que foi perdido. Daí a ênfase de 
exclusividade. Outras, quando não pregam que são o Cristianismo redivivo, ensinam que 
todas as religiões são boas, contudo somente a sua será responsável por unir todas as 
demais, segundo o plano de Deus, pois ela foi criada para esse fim, como é o caso da fé 
Bahá’í e outros movimentos ecléticos. 
 
• Resposta Apologética 
o O ladrão arrependido ao lado de Jesus entrou no Céu sem ser membro de nenhuma dessas 
seitas (Lc 23.43), pois o pecador é salvo quando se arrepende (Lc 13.3) e aceita a Jesus 
como Salvador único e pessoal (At 16.30-31). Desse modo, ensinar que uma organização 
religiosa possa salvar é pregar outro evangelho (2 Co 11.4; Gl 1.8), portanto divide a 
fidelidade a Deus com a fidelidade à organização e tira de Jesus a sua exclusividade de 
conduzir-nos ao Pai (Jo 14.6). Não há salvação sem Jesus (At 4.12; 1 Co 3.11). 
 
• Outras características 
o Falsas profecias: As Testemunhas de Jeová, os Adventistas, os Mórmons e outros já 
proclamaram o fim do mundo para datas específicas. 
• Resposta Apologética 
o A Bíblia nos adverte contra os que marcam datas ou eventos (Dt 18.20-22; Mt 24.23-25; Ez 
13.1-8; Jr 14.14). 
• Negam a ressurreição corporal de cristo, admitindo que Jesus Cristo tenha 
ressuscitado apenas em espírito. 
o Testemunhas de Jeová, Ciência Cristã, Igreja da Unificação, Kardecismo; outros dizem que 
nem sequer ressuscitou (LBV), e ainda outros não acreditam que tenha morrido na cruz 
(Rosa Cruz, Islamismo etc.) 
 
GRUPO 5 
 
Falsas Doutrinas 
• Satanismo e novas tribos 
 
(Buscar este conteúdo no Estudo Bíblico Enchei-vos) 
 
BIBLIOGRAFIA FONTES 
http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=PERGUNTA_RESPOSTA&id=prs0694 
http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=SEITA&id=sei0861 
http://www.comunidadeshalom.org.br/formacao/seitas/novas_crencas_nos_fenomenos.html 
http://www.cacp.org.br/como%20identificar%20uma%20seita.htm 
http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=SEITA&id=sei0850 
 43
ANEXO IV 
Texto destinado ao pastor/pregador 
 
O MUNDO ESPIRITUAL 
 
 Nós não podemos ficar ignorantes a respeito do mundo espiritual do mal que nos rodeia, 
que tenta nos afastar de Deus, que age traiçoeiramente conduzido pelo inimigo de Deus. Sua 
maneira maléfica de agir é a mesma que ele agiu no paraíso, quando iludiu os nossos primeiros 
pais, que se deixaram enganar pela sua palavra, que colocaram sua confiança na palavra dele, a 
anti-palavra, a mentira, e não confiaram na Palavra de Deus que é a verdade. E ainda hoje ele 
quer fazer isto. E como ele é astuto, ele sabe que nós queremos saúde, conforto, bem-estar, 
passar nos exames, conseguir emprego, queremos saber, queremos dinheiro, queremos resolver 
nossos problemas... então ele se apresenta a nós com mil máscaras para que coloquemos nossa 
confiança nestas mentiras e tiremos nossa confiança em Deus. 
 O Inimigo realmente nos engana. Ele tem receita para todos os tipos de coisas e gostos. Ele 
se disfarça cada vez mais, como um camaleão que muda de cor para se defender e ao mesmo 
tempo não ser notado. Ele e seus demônios têm usado tantas doutrinas enganosas e simulado 
tantos disfarces para desviar o povo de Deus do Caminho que, por tão alto preço, Jesus 
conquistou para nós. Jesus preveniu aos Seus discípulos publicamente acerca das falsas 
doutrinas: “Guardai-vos dos falsos profetas, eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por 
dentro são lobos arrebatadores”( Mt 7,15). Também o livro do Apocalipse já nos previne quando 
diz: “Ó terra e mar, cuidado! porque o Demônio desceu para vós, cheio de grande ira, sabendo 
que pouco tempo lhe resta” ( Apoc 12,12). 
 O Inimigo age assim porque é melhor para ele usar de falsas doutrinas para poder seduzir 
as pessoas, do que chegar logo e se apresentar como ele é. A sua vantagem de se aproximar das 
pessoas disfarçado de ovelha, é que assim todos pensam que o que ele diz e faz é obra de Deus. 
A maior arma que Satanás usa é fazer com que pensemos que ele não existe, pois assim pode 
agir livremente. Principalmente neste tempo de agora de muita angústia, ansiedade, de muita 
correria, tensão nervosa, dificuldades financeiras, dificuldades na área da afetividade... nós 
caímos facilmente naquelas coisas que nos dão uma aparente paz, relaxamento, tranqüilidade e 
começamos buscando essas coisas, mas só que no lugar errado. É importante estarmos atentos, 
principalmente nos momentos de infelicidade, de provação, de dor, que em Deus encontramos 
tudo aquilo que precisamos. Se nós formos galhos ligados a Jesus que é o tronco. Ele fornecerá 
tudo para nós, como os galhos recebem a seiva necessária do tronco, nós receberemos a seiva 
necessária para a nossa vida, isto é, toda a fonte de paz, alegria, virá d’Ele que é o tronco. 
 Então alguém pode dizer: “mas afinal de contas eu conheço pessoas que foram curadas, 
conseguiram emprego, casamento no espiritismo...”. É verdade, realmente elas foram no 
espiritismo e conseguiram estas coisas, porque quem é o Príncipe desse mundo? E o próprio 
Jesus responde no Seu Evangelho: “O Príncipe desse mundo é o diabo”. E como príncipe desse 
mundo, ele consegue muitas coisas nesta vida, mas não está interessado com o bem do homem, 
ele está interessado em afastar o homem do Seu Criador, do Seu Deus, para que o homem 
coloque sua confiança nele, como fez com os nossos primeiros pais no paraíso. Então é fácil 
percebermos que o Demônio não tem dificuldades para nos dar saúde, dinheiro, casamento..., 
mas coitados de nós quando recebemos dele essas coisas, porque os seus presentes já vêm 
contaminados, os seus presentessão falsos, e a primeira vista ele não nos cobra nada, mas 
depois o pagamento é alto demais, os juros são altos demais. 
 
1. REVELANDO A VERDADE SOBRE ALGUMAS RELIGIÕES E SEITAS: 
 Vale salientar que esta palestra não tem o objetivo de criticar ou condenar religião, filosofia 
de vida, seita alguma, o objetivo é alertar, mostrar a verdade, é tirar as pessoas do engano, da 
perdição por amor a Deus que enviou o Seu Filho para derramar o seu sangue. 
 De modo que quando buscamos a cartomante, livros mediúnicos, controle mental, yoga, 
marçonaria, espiritismo, candomblé, macumba, nova era, todas as falsas doutrinas que tem 
surgido, estamos tirando a nossa confiança em Deus e colocando a nossa confiança nestas 
coisas. Nos colocamos erroneamente sob a proteção do mal, porque se saímos da sombra 
ficamos no sol, se saímos da luz ficamos nas trevas, se saímos da benção ficamos na maldição, se 
saímos da graça ficamos na desgraça. Ficamos então sujeitos a todo o mal que poderá nos 
atingir, destruir. Isto não significa que Deus nos deixe a mercê do mal, porque mesmo quando 
 44
enganados ou não optamos pelo mal, o Senhor não nos abandona e tudo faz para que possamos 
abrir os nossos olhos, mas Deus não pode interferir quando nós optamos, o que ele faz é usar 
algumas estratégias para que por nós mesmos optemos pelo bem e pela verdade. 
 Além de não encontrarmos a solução que procuramos, acontece também uma complicação 
maior de nossa vida como nos alerta também a passagem de Lv 19,31: ”Não vos dirijais aos 
espíritas nem aos adivinhos, para que não sejais contaminados por eles. Eu sou o Senhor vosso 
Deus” . E “não” é “não”. O “não” é para não fazer. Se é “não”vos dirijais, é “não” vos dirijais. Não 
os consulteis, é “não” os consulteis. E às vezes as pessoas dizem, “mas eu não sou espírita, eu 
apenas fui fazer uma consulta... eu fui saber...”. E o Senhor diz em sua Palavra: “não vos 
dirijais”, não os consulteis... para que não sejais contaminados por eles”. 
` A Palavra de Deus é pesada, mas é esta a palavra que o Senhor deixou sobre este assunto. 
Vejam, se nos aproximarmos de uma pessoa que tem uma doença contagiosa nos arriscamos de 
contrair o vírus ou a bactéria daquela doença. A verdade é esta. Quanto mais contato tivermos, 
quanto mais aproximação tivermos de uma pessoa que está com uma doença contagiosa mais 
aumenta o risco de sermos contaminados pela mesma doença e o Senhor está nos dizendo: “não 
os consulteis para que não sejais contaminados por eles”. 
 Diante desta revelação pode ser que algumas pessoas digam: “então os espíritas são maus, 
são pessoas contaminadas. Eu conheço tantas pessoas espíritas que são boas, são pessoas 
tranqüilas, caridosas”. E é verdade, porque numa conspiração se procura os melhores, aqueles 
que tem boa vontade. As vezes são pessoas, inclusive, que têm certeza que estão certas, mas 
infelizmente nós não podemos dizer que estão certas, porque o nosso parâmetro é a Palavra de 
Deus. Nós podemos dizer, no entanto, que elas foram enganadas pelo inimigo. Talvez sejam 
pessoas boas, melhores do que nós, são pessoas ótimas, mas que infelizmente estão no erro. 
Temos que dizer isto, sejam eles quem forem. Ou nossos parentes, filhos, nora, vizinho, amigos... 
mas infelizmente estão no erro. 
 E quando nós entramos em contato com os espíritas, com o espiritismo, nós não entramos 
em contato com pessoas, nós entramos em contato com um mundo espiritual do mal, entramos 
em contato com espíritos malignos ( Ef 6 - armadura do cristão). É por essa razão que o Senhor 
nos proíbe. 
 Por causa do pecado original nós perdemos totalmente a visão espiritual e isto nos leva a 
perder a capacidade de distinguir aquilo que acontece no mundo espiritual, não sabemos 
distinguir entre o bem e o mal, não sabemos ver os riscos e os perigos que estamos correndo ao 
entrarmos em contato com este mundo espiritual do mal, e se insistimos em querer entrar 
devemos ter cuidado, porque facilmente somos ludibriados e enganados. No mundo espiritual nós 
estamos como cegos, nós podemos até tentar apalpar, mas nós não vemos as coisas do mundo 
espiritual. E aí o que fazer? Temos que nos orientar pela Palavra de Deus. E por essa razão é que 
o Senhor, porque é Pai e porque nos ama, nos diz na Sua Palavra, com todo o amor, mas ao 
mesmo tempo com toda a autoridade de Pai e Senhor: “Não vos dirijais aos espíritas, nem aos 
adivinhos para que não sejais contaminados por eles”. 
 Esta Palavra quer nos dizer que toda vez que entramos em contato com toda espécie de 
espiritismo, com alto ou baixo, com umbanda, candomblé, horóscopo, controle mental, yoga, 
benzedeiros, superstição (simpatias), agouros e feiticismo ( presságio, predição, pressentir), 
sociedades secretas (marçonaria, Rosa-cruz), religiões orientais ( Igreja Messiânica, Seicho-no-
ei), seitas protestantes ( Mórmons, Adventista de 7 dia, Testemunha de Jeová, Igreja Universal 
do Reino de Deus...), adivinhações ( astrologia, bola de cristal, baralho, jogo de búzios, leitura da 
mão), etc. estamos correndo um enorme risco de sermos contaminados espiritualmente e o 
Senhor nos proíbe porque Ele conhece o bem e o mal, Ele sabe os riscos e os perigos que 
corremos. Ele nos fala com e por amor. 
 
 45
ANEXO V 
Texto destinado ao pastor/pregador 
 
ORAÇÃO DE RENÚNCIA 
 
 E quanto ao passado? Quanto as seitas que muitos de nós freqüentamos? Quanto ao 
passado é preciso que nos purifiquemos. Todos nós que tivemos qualquer contato com essas 
coisas precisamos passar pelo processo de purificação. Então agora é necessário romper com 
tudo isso de uma vez, agora é tempo de renunciar, desfazer, romper, rejeitar a tudo isso se 
queremos ser do Senhor. Renunciar quer dizer: “Não quero mais nada com isso”, pois não basta 
só deixar as coisas de lado, é necessário renunciá-las. 
 A renúncia é um ato de sua vontade. Só você pode renunciar. Ninguém pode renunciar em 
seu lugar. Deus não pode fazer isso por você. A renúncia tem que partir da sua vontade de 
romper com isso. 
 
 E o que consiste renunciar? 
1- Aceitarmos que isso é erro, porque muitos não acham que essas coisas sejam más; 
2- Reconhecermos que não vem de Deus e nos arrependermos; 
3- Confissão Sacramental: Quem nunca confessou sobre isso deve fazê-lo; 
4- Oração de Renúncia: 
Todos aqueles que desejam renunciar devem responder as perguntas daquele que está 
conduzindo a oração de renúncia: 
- Você renuncia a Satanás e a todas as suas obras? 
- Resposta: Eu renuncio. 
- ... ao espiritismo kardecista? 
- ... ao espiritismo umbandista? 
- ... a toda consagração a demônio, tipo roda de fogo? 
- ... a toda simpatia, leitura de mão, adivinhação, baralho, jogo de búzios, toda superstição, 
oração de benzedeiras? 
- ... a toda magia, bruxaria? 
- ... ao horóscopo? 
- ... a marçonaria e rosa-cruz? 
- ... ao controle mental? 
- ... a yoga? 
- ... as seitas orientais? 
- ... as seitas protestantes? 
- ... a doutrina e pensamento reencarnacionista? 
- ... as leituras que são contra ao Evangelho de Jesus Cristo, tipo livros espíritas? 
- Amém. 
 
EM NOME DE JESUS, PELA AUTORIDADE QUE ME FOI DADA POR DEUS NESTE MOMENTO, EU 
CORTO E DESLIGO EM NOME DE JESUS TODO E QUALQUER ENVOLVIMENTO OU LIGAÇÃO COM 
QUALQUER FALSA DOUTRINA. EM NOME DE JESUS EU REPREENDO TODO ESPÍRITO DE 
ACUSAÇÃO, DE AUTO-PIEDADE, DE CONFUSÃO, DE MENTIRA, DE INCREDULIDADE, DE MEDO... 
QUE POSSA QUERER VIR ATRAPALHAR O PLANO DE DEUS PARA A SUA VIDA. 
 
E agora vamos confessar a nossa fé em Jesus Cristo: 
- Você crer em Deus pai Todo poderoso, criador do céu e da terra, que nos criou por amor, para 
o amor e por amor nos deu Seu Filho Jesus Cristo? 
- Resposta: EU CREIO 
- Você crer em Jesus Cristo, Filho de Deus Pai seu Salvador? 
- Você crer no Espírito Santo, a terceira Pessoa da Santíssima Trindade? 
- Você crer na Imaculada Conceição de Maria? 
- Você crer na Santa Igreja Católica como único sacramento de salvação que Jesus nos deixou? 
- Você crer na comunhão dos santos? 
- Você crer na remissão dos pecados? 
- Você crerna ressurreição dos mortos? 
- Você crer na vida eterna? 
 46
Amém! 
 
O pregador deve agora conduzir um grande louvor a Deus por toda a obra de salvação que o 
Senhor realizou. 
 
 47
ANEXO VI 
Texto destinado ao pastor/pregador 
 
O ESPÍRITO SANTO 
 
1. A GRAÇA DE DEUS NOS IMPULSIONA A VIVER O EVANGELHO 
 
 Nós vimos que é necessário aceitarmos Jesus como Senhor de nossas vidas e que, aceitar 
Jesus como Senhor de nossas vidas é vivermos a vida segundo a mentalidade do Evangelho. 
Porém freqüentemente temos a tendência de nos acostumarmos com certos tipos de 
comportamento que vão se tornando hábito para nós. Quando Jesus entra em nossas vidas Ele 
“desarruma a nossa casa” de muitas formas. Lutamos muito para mudar certos hábitos que 
temos, mas parece que quanto mais tentamos, mais difícil fica de superar certas dificuldades. 
Nessas horas acontece que muitas pessoas querem desistir de caminhar com Jesus, porque não 
têm forças para cumprir com toda a mentalidade do Evangelho. 
 Jesus conhece o nosso coração e sabe de que somos feitos. Ele sabe que somos fracos, 
pecadores e sabe também que somente com nossas forças jamais conseguiríamos viver nem 
sequer uma linha do Evangelho. A conversão de nossas vidas não vem na frente da salvação 
operada por Cristo para nós. A conversão é fruto da salvação. A ordem nova trazida por Cristo é 
pecado–salvação–conversão. Em primeiro lugar está o “dom” de Deus, está a obra de Deus e 
depois a resposta do homem, não vice-versa. Não são os homens que de repente mudaram de 
vida, de mentalidade, de hábitos, começando a fazer o bem, mas é Deus quem agiu na vida do 
homem através da sua salvação, dada de forma gratuita e, a partir daí o homem pode realizar as 
boas obras que Deus tem preparado para ele. 
 Diante das exigências do Evangelho nos sentimos muitas vezes desanimados porque elas 
parecem muito maiores do que nós, no entanto a Boa Nova do Evangelho é vivenciada por Graça 
de Deus, pelo Dom de Deus e não pelas nossas forças somente. Tudo o que Deus nos pede para 
viver ele nos deu antes a graça de viver, por isto o Evangelho não é algo impossível de ser vivido, 
não é um peso colocado sobre os ombros dos homens, mas Deus nos dá a graça de viver suas 
exigências, a vida elevada que ele tem preparado para nós. Por isto todas as situações de nossas 
vidas podem ser mudadas, por mais difíceis que elas sejam, podemos vencer os pecados mais 
graves das nossas vidas porque todas estas coisas não são vencidas somente por nossas próprias 
forças, mas juntamente com a graça de Deus. 
 O que é preciso fazer da nossa parte é acolher a Boa Nova de Deus como uma criança e 
acolher a Boa Nova do Evangelho como uma criança é acolhê-la como uma graça, como um dom, 
não como algo conquistado apenas pelas nossas próprias forças . As crianças reconhecem que 
tudo o que precisam não podem conseguir sozinhas, então elas pedem aos pais as coisas de que 
precisam, porque sabem que são amadas por eles, sabem que são seus filhos, que são herdeiras 
de tudo. Desta forma a idéia de recompensa, de mérito, de mortificação, de renúncia, de vivência 
das virtudes é colocada no seu devido lugar porque todas estas coisas são vividas não para 
conquistarem a salvação, pelo contrário, são vividas por causa da salvação de Jesus. Nós 
podemos fazer as boas obras do Evangelho porque fomos salvos e não para alcançarmos a 
salvação. 
 Esse novo modo de viver é-nos dado por graça, é “como as moedinhas que um pai põe, às 
escondidas, no bolso do filho, a fim de que possa comprar-lhe um presentinho na festa do papai” 
( Ungidos pelo Espírito, pág. 66, Raniero Cantalamessa, Edições Loyola, São Paulo, Brasil). 
 Portanto, a conquista do Evangelho pelo homem, a sua libertação espiritual, não depende 
do seu esforço, não provém dos seus próprios meios e forças, mas do “poder de Deus”, da graça 
de Deus. 
 A salvação não pode ser conquistada “para além da fé”, “para além de Cristo”. Nós não 
podemos traçar uma via de salvação para nos libertarmos das nossas dores, dos nossos pecados, 
dos nossos problemas. Jesus não só nos deu o exemplo, mas deu-nos, além do exemplo, a 
capacidade de seguir o seu exemplo. 
 “O Evangelho cristão é o ‘Evangelho da graça’ ( At 14,3). Ai de nós se nos esquecermos! No 
cristianismo, a primeira coisa não é o dever, mas o dom. ‘Amar a Deus de todo o coração’ é o 
primeiro mandamento; sim, mas não é a primeira coisa, porque antes do primeiro mandamento 
está o dom: ‘Nós o amamos porque ele nos amou primeiro” ( I Jo 4,19)( Ungidos pelo Espírito, 
pág. 69, Raniero Cantalamessa, Edições Loyola, São Paulo, Brasil, 1996). 
 48
 As boas obras são muito importantes, mas elas são frutos da ação da graça de Deus em 
nossas vidas: “Não nos salvamos pelas boas obras, mas da mesma maneira não nos salvamos 
sem as boas obras” (Concílio de Trento). 
 
2. O ESPÍRITO SANTO, A PROMESSA DO PAI 
 O segredo dessa vida nova se encontra no Espírito Santo, aquele que o Pai prometeu que 
derramaria sobre as nossas vidas. É Ele a lei nova que dá a vida 
( Rm 8,2). O Espírito é a graça operante em nós e conosco. O próprio Jesus chama inicialmente o 
Espírito Santo de “A PROMESSA DO PAI”, pois esta promessa era um compromisso de Deus com 
os homens, por meio de Jesus Cristo. O envio do Espírito Santo é o cumprimento do que Deus 
havia prometido pelos Profetas no Antigo Testamento ( Lc 24, 49). 
 Tome Ez 11,19-20. Nesta passagem o Senhor fala através do profeta que vai fazer uma 
conversão no nosso coração, trocando o nosso coração de pedra por um coração de carne para 
que guardemos as suas leis e os seus mandamentos e assim Ele será o nosso Deus e nós 
seremos o Seu povo. 
 Com isso concluímos que é impossível observarmos os mandamentos de Deus, guardar as 
Suas leis e praticá-las, se não tivermos este coração novo e este Espírito Novo que o Pai nos 
promete por meio de Seu Filho Jesus. 
 No livro dos Atos dos Apóstolos encontramos o cumprimento real desta promessa do Pai e o 
seu crescimento. Tome At 1,7-8: Jesus diz aos Apóstolos que eles seriam suas testemunhas e 
que, para isto enviaria o Espírito Santo de Deus, que é a própria graça de Deus, a força do alto. 
Essa graça de Deus, a força do alto vem sobre nós através do Espírito Santo. O peso de Jesus é 
leve porque ele carrega conosco através do Seu Espírito Santo. É esta a promessa do Pai: O 
Espírito Santo. 
 O coração do homem, contaminado pelo pecado, mas salvo por Jesus, anseia viver uma 
vida agradável a Deus, mas isto é impossível se o Espírito Santo não intervir para fazer a 
renovação interior deste coração. Só o Espírito Santo poderá renová-lo e transformá-lo. 
 No Evangelho Jesus propõe uma nova mentalidade, uma mudança de coração, e nos 
promete o Espírito Santo para nos capacitar a vivê-la. É o Espírito Santo que nos leva a conhecer 
Jesus e faz com que Jesus viva em nós. É o Espírito Santo que nos transforma, fazendo-nos amar 
a Deus, viver Sua Palavra e ter Jesus como único Senhor. O Espírito Santo é aquele que nos dá a 
vida verdadeira, por isto Ele nos faz novas criaturas. 
 Em Jo 14,16, o Espírito Santo é chamado de Paráclito, Jesus o chama de “um outro 
Paráclito” e isto dá a entender que já existe um Paráclito, que é Ele próprio, e o Espírito será um 
outro que virá. 
 A palavra Paráclito significa “advogado” ou, literalmente, “aquele que segura a outra 
ponta”, ou ainda “aquele que é chamado para estar ao lado de”. O Espírito Santo, Paráclito, é 
aquele que nos consola, advoga nossas causas e as causas de Deus em nossos corações, nos 
fortalece, nos reanima... 
 A conversão que acontece em nosso coração é fruto de uma ação conjunta do Espírito 
Santo com toda a Sua força e poder, e a pessoa sobre quem Ele age fazendo essa ação 
transformadora, como São Paulo evidencia tão claramente relatando a nossa situação de pecado 
e a obra de santificação, de justificação realizada em nome do Senhor Jesus e pelo Espírito Santo, 
em I Cor 6,9-11. Que Palavra Consoladora! Que Espírito Consolador! 
 Se vivemos alguma situaçãode pecado, como as que São Paulo enumera nesta carta, que 
nos tornam impuros, idólatras, adúlteros, homossexuais, ladrões, avarentos, bêbados, 
difamadores e salteadores, saibamos que Jesus já nos salvou de toda impureza e que o Espírito 
Santo já veio para selar esta obra redentora de Jesus no mundo e em cada um de nós. 
 “Não sabeis que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” ( I Cor 
3,16): Quando nós somos batizados somos “mergulhados” no sangue redentor de Cristo em 
nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Neste momento, o Espírito Santo passa a habitar em 
nossas almas. Tornamo-nos filhos de Deus, que passa a morar em nós por meio do Espírito 
Santo. 
 Este Espírito que nos lava e santifica, começa então a agir em nós e a esculpir em nossas 
almas a mais importante e bela de Suas obras: A OBRA DE SANTIFICAÇÃO. Deus nos deseja 
santos e quem nos santifica é o Seu Espírito, que age em nós purificando e fortalecendo a fé, 
esperança e caridade. 
 
 49
3. OS DONS INFUSOS 
 Chamamos a ação do Espírito Santo em nós de DONS DO ESPÍRITO SANTO. Estes dons são 
presentes que, pela ação do Espírito, Deus nos dá para nossa santificação e o serviço dos irmãos. 
Em Is 11,2, a Bíblia nos fala da ação do Espírito em nós, desde o nosso batismo, para a nossa 
santificação. É o que chamamos de DONS INFUSOS ou DONS DE SANTIFICAÇÃO. Os sete dons 
de santificação, os “instrumentos de ação” do Espírito Santo em nós para educar nossas almas e 
nos santificar são: Temor de Deus, Sabedoria, Ciência, Entendimento, Prudência ou Conselho, 
Fortaleza ou Coragem e Piedade. 
 “Certamente tu lhe pedirias e ele te daria uma água viva” ( Jo 4,10): Jesus disse esta frase 
a mulher samaritana, à beira de um poço, de onde os judeus haviam tirado água por muitos 
séculos. Ele está oferecendo à mulher samaritana uma água nova , diferente, que viria brotar de 
seu coração e levá-la a Deus. 
 Esta mesma água, que é o Espírito Santo, Deus oferece a cada um de nós hoje. Como nós 
somos batizados e já temos em nós o Espírito de Deus, Ele faz a nós o convite de nos deixarmos 
mudar pelo Espírito, a deixar que o Espírito opere em nós com Seus dons de santificação. 
 
4. ORAÇÃO DE CURA INTERIOR 
 
 Todos nós recebemos estes dons de santificação em nosso batismo. Eles deveriam agir em 
nós livremente e nos levar assim a uma vida santa e bem centrada na vontade de Deus. Porém, 
nosso pecado ainda não confessado, as marcas ou feridas de nosso passado, nossa possível 
passagem por seitas e doutrinas falsas ou a leitura de seus livros, seja por nossa parte, seja por 
parte de nossos pais, cônjuge, filhos, não nos deixam livres, abertos para receber com alegria e 
colaborar com a graça de Deus e os dons e frutos do Espírito Santo, porque podem ter colocado 
pedras sobre este “poço de água viva” que é o nosso coração de batizado. Assim, a água viva 
flui, mas flui em filete, enquanto que o desejo de Deus é que ela flua como em uma cachoeira. 
 Quando o Espírito Santo começa a agir em nossas vidas começam a surgir os frutos de Sua 
Vida Divina em nós que são: Alegria, Caridade, Paz, Paciência, Afabilidade, Bondade, Fidelidade, 
Brandura, Temperança ( Gal 5,22-23). 
 Para vivermos a vida de Deus em nós, para vivermos “no Espírito” é imprescindível a oração 
para pedirmos a Deus que vá passando em nossas vidas desde o momento em que fomos 
gerados no seio de nossa mãe e vá, com o poder do Sangue de Jesus, retirando o que entrava, 
purificando o que mancha, curando o que está enfermo. 
 
 O pregador ou alguém do ministério de cura, após a palestra, deve fazer uma oração de 
cura interior, abrindo-se à palavra de ciência e sempre baseado na esperança, na alegria da 
salvação e da cura e libertação para melhor viver o Batismo e melhor servir a Deus e ao irmão. 
 
 50
ANEXO VII 
Texto destinado ao pastor/pregador 
 
PREPARAÇÃO PARA EFUSÂO (BATISMO NO ESPÍRITO SANTO) 
 
 
INTRODUÇÃO 
 Antes de escrevermos sobre algumas atitudes importantes que devemos assumir em 
preparação para recebermos o novo envio do Espírito Santo sobre nossas vidas, é bom que fique 
claro que não se trata de uma mágica e que Deus pode realizar este momento da forma que ele 
quiser, portanto, estas atitudes serão apenas meios que podemos utilizar em sinal de abertura e 
docilidade da nossa parte. 
 A primeira atitude é a fé, a certeza que Deus vai cumprir o que prometeu, dando o Seu 
Espírito Santo a todos aqueles que desejam, independente se merecemos ou não, porque 
nenhum de nós merece, também independente de sermos alguém para pedí-lo, porque não 
somos ninguém para pedí-lo, é Jesus, que na sua bondade e misericórdia, mereceu por nós e é o 
Pai que deseja nos dar. 
 A segunda atitude é de não decidirmos e planejarmos como vai ser a nossa experiência do 
derramamento do Espírito Santo em nossas vidas, porque somente o Pai pode tomar esta decisão 
e planejar como irá nos tocar com Seu Espírito. Não podemos impor condições a Deus e nem 
muito menos limitar ou conduzir sua ação. Não queiramos ter a mesma experiência da que teve o 
nosso amigo ou irmão, abramos o nosso coração para a experiência que Deus deseja e planejou 
para nós. Nenhuma experiência tem mais valor que a outra, porque todas as experiências são 
divinas e Deus sabe o que é melhor para nós. 
 É bom lembrarmos que não é a quantidade de manifestações de Deus ou de sentimentos 
que demonstram a profundidade da experiência. Todas estas coisas podem se tornar obstáculos 
para a ação do Espírito Santo em nós. Não se apegue as coisas exteriores e sim com o próprio 
Espírito Santo. A única prova de que recebemos o Espírito Santo é a mudança de nossa vida, é a 
conversão da nossa vida. Os Apóstolos eram fechados, feridos, medrosos, mas quando 
receberam o Espírito Santo se tornaram abertos, curados e destemidos, capazes de morrer por 
Jesus e o Seu Evangelho. 
 A atitude mais importante não é a de se abandonar, mas a de receber o dom do Espírito. 
Não somos nós que vamos a Deus, é Deus que vem a nós, não somos nós que desejamos a Deus 
em primeiro lugar, mas é Deus quem nos deseja primeiro, não somos nós que fazemos alguma 
coisa, mas é Deus quem faz tudo. A nossa atitude deve ser passiva do que ativa. Devemos deixar 
que o Senhor faça aquilo que Ele quiser. 
 A outra atitude deve ser de paz e de tranqüilidade. Não devemos ter medo, nem ficarmos 
ansiosos, retirando do nosso coração todo nervosismo e temor. Lembremo-nos que Deus é um 
Pai cheio de amor que deseja mais do que nós mesmos ter este encontro conosco e que por nos 
amar tudo o que faz é para o nosso próprio bem. 
 Outra atitude importante é não nos distrairmos com nada, nem conosco e nem com 
ninguém. Devemos fechar os nossos olhos e abrir os olhos de nossa alma. Não fiquemos 
querendo ver o que está acontecendo ao nosso redor. Este momento deve ser inteiramente do 
Senhor, os nossos olhos interiores devem está abertos e centrados só para Ele. Uns podem 
receber o dom do Espírito Santo de forma suave como uma brisa, porém outros podem receber 
como um vento impetuoso. 
 
 Para tirar de imediato qualquer dúvida que possa confundir, é preciso dizer que o Batismo 
no Espírito Santo: 
- não é a mesma coisa que o Sacramento da confirmação; 
- não é um oitavo Sacramento da Igreja; 
- não é um sacramental criado pela Igreja para comunicar alguma bênção; 
- não consiste numa cerimônia religiosa obrigatória para que aconteçam graças, como orar em 
línguas. Não é o gesto externo o que importa, porque muitos foram batizados no Espírito 
Santo sem que ninguém lhe impusesse as mãos. 
 
 
1. O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO 
 51
 
É uma manifestação do Espírito Santo, semelhante àquela experimentada pelos Apóstolos e 
discípulos em Pentecostes (At 2,1-13); semelhante àquela experimentada por S. Paulo, quando 
Ananias lhe impôs as mãos em nome de Jesus (At 9,17); idêntica à que receberam os 
samaritanos, quando Pedro e João lhes impuseram as mãos (At 8,15-17); ou como a que 
receberam os efésios quando Paulo lhes impôs as mãos parareceberem o Espírito Santo (At 
19,6). O próprio Jesus pronunciou e consagrou a expressão “ser batizado no Espírito Santo”. 
Encontramo-la seis vezes no Novo Testamento. A graça do Batismo no Espírito Santo é chamada 
também, de “efusão no Espírito Santo”, “derramamento do Espírito Santo” ou “pentecostes 
pessoal”. 
 
1.1 SENTIDO VIVENCIAL 
O Batismo no Espírito Santo implica, naquele que recebe, uma nova vivência, uma consciência 
nova do poder do Espírito em sua vida. Você, de fato, já recebeu o Espírito Santo no seu Batismo. 
No entanto, o Espírito Santo ainda é para muitos o “Deus desconhecido e o Amor não é amado”. 
Ele habita no coração do Batizado, mas pouco pode fazer, exatamente pela falta de 
conhecimento, de intimidade, de relacionamento e de celebração de Sua presença. Em resumo, 
“a pessoa possui o Espírito Santo, mas Ele não a possui”. Tantas vezes, pela qualidade de vida de 
certos cristãos, tem-se a nítida impressão de que o Espírito Santo está como que “anestesiado”, 
ou impedido de realizar nela tudo o que veio fazer. Pela graça da efusão do Espírito, você faz 
uma experiência notável de Sua presença e ação imediata. Você passa a perceber e a 
experimentar o Espírito Santo como uma pessoa viva, presente, atuante. Há uma mudança 
fundamental: antes, o Espírito era apenas como uma idéia aprendida intelectualmente. Agora, Ele 
se torna alguém muito vivo, presente e comunicante. Suas manifestações são percebidas, 
experimentadas, vividas. Percebem-se claramente os frutos da Sua presença e ação poderosa e 
dinâmica. É o início e fonte de toda uma vida cristã carismática, isto é, movida e dirigida de modo 
sobrenatural. 
 
1.2 SENTIDO TEOLOGAL 
 O sentido teológico do Batismo no Espírito não se restringe somente à renovação das 
graças recebidas no Sacramento do batismo, mas se estende a uma categoria específica de 
experiência. Aquilo que nós hoje chamamos Batismo no Espírito santo, Sto. Tomás de Aquino 
chamava, na sua explicação da teologia da Graça, de “missões” ou de “envio do Espírito Santo”. 
Explicando: vimos que o sentido vivencial do Batismo no Espírito consiste numa consciência nova 
do poder do Espírito em nossa vida. Porém, seria teologicamente inexplicável, que o poder do 
Espírito Santo presente em mim desde o Batismo se transformasse de repente numa vivência 
pessoal por pura iniciativa minha, por uma ação exclusivamente minha. Assim, eu estaria 
“batizando a mim mesmo no Espírito Santo”. Isto contradiz a teologia da Graça, que se apóia na 
expressão bíblica de que “é Deus quem suscita em nós o querer e o agir” (Fil 2,13). Por 
conseguinte, se tomo consciência do poder do Espírito Santo em mim, é porque o Espírito Santo 
começou a agir em mim de modo novo, que me transformou. E dizer que Ele começou a agir em 
mim com novos efeitos, me leva a dizer teologicamente que Ele está presente em mim de modo 
novo. E se Ele está presente em mim de um modo novo, isso significa que se produziu um novo 
“envio” do Espírito Santo, que produziu em mim uma mudança real, ou seja, uma graça criada 
fez de mim uma nova criatura. Sto. Tomás de Aquino denomina aquilo que se passa em nós 
quando somos batizados no Espírito Santo, de “habitação e inovação”. O Espírito Santo habita em 
nós de tal modo, que faz em nós coisas novas ( Summa Teológica I, q. 46 a 6). 
 Para Sto. Tomás, esse “envio” (missão) do Espírito santo, pode ser repetido muitas vezes 
na vida de cada um: “Há também um envio invisível quando se trata de um progresso em virtude 
de um crescimento”. Tal “envio” invisível” pode se produzir especialmente no crescimento da 
graça pela qual uma pessoa progride num novo ato, ou num novo estado de graça, por exemplo: 
quando uma pessoa progride na graça de orar por milagres, ou de profetizar, ou de oferecer a 
própria vida em martírio por amor a Deus, ou de renunciar a seus bens por amor ao Reino, ou de 
empreender uma tarefa apostólica árdua (Summa Teológica I, q. 43, a .6, ad. 2m). 
 
1.3 A expressão “Envio do Espírito Santo” 
 Como já observamos, em diversas ocasiões Jesus prometeu enviar seu Espírito (Lc 24,49; 
Jo 14,26; Jo 15,26; Jo 16,7; At 1,8). Mas precisamos compreender o sentido deste “envio”. De 
 52
fato, o Espírito Santo já tinha estado maravilhosamente ativo no mundo desde a sua criação, 
como podemos observar no Antigo Testamento, embora a revelação de sua existência como a 
Terceira Pessoa da Santíssima Trindade tenha ficado reservada para o Novo Testamento. O 
próprio Jesus Cristo é o grande revelador, não apenas do Pai, mas do Espírito Santo. 
 Contudo, o “envio” do Espírito Santo tem o profundo sentido de que se verifica uma 
mudança nas relações da humanidade, da Igreja, da Pessoa concreta à qual Ele é “enviado”. Isto 
porque trata-se de estabelecer um novo relacionamento pessoal com Ele, e consequentemente, 
com Jesus e com o Pai. É claro que o envio do Espírito santo é uma realidade universal, ou seja, 
o Espírito Santo está acessível e disponível a todos. E seus poderes e Sua missão ultrapassam 
nossa compreensão. No entanto, nem todos experimentam ou se beneficiam desse envio, nem 
todos entram em um novo relacionamento com Ele. Pobremente podemos comparar esta 
situação aos benefícios públicos, que podem estar à disposição de todos, embora muitos não 
participem dele por recusá-lo. 
Deus, em sua bondade, quer que todos se beneficiem do envio universal de seu Espírito, 
que dêem início a um novo relacionamento com Ele. Mas o homem, em sua liberdade, pode abrir-
se para acolhê-lo, ou fechar-se, deliberadamente. E é justamente esta palavra novo, que 
caracteriza os diversos envios que todos os dias pedimos das mãos do Senhor: uma novidade de 
relacionamento, e, mais precisamente, uma nova atividade em nosso ser. 
Por outro lado, o poder do Espírito Santo, que nos é “enviado”, ou seja, Sua ação no 
coração daquele que o permite agir profundamente em si, reduz-se a dois aspectos últimos, 
intimamente relacionados: 
• A santificação da pessoa, isto é, sua união com Deus, sua transformação na imagem de 
Jesus; 
• A esta função fundamental do Espírito Santo é preciso acrescentar outra, não menos 
importante: a ação “carismática”, ao equipar a pessoa com uma nova força e poder com seus 
dons, os carismas dados gratuitamente para o ministério de servir ao próximo, edificando a 
Igreja de Cristo no amor. 
Cada vez que o Espírito Santo nos é “enviado”, toda a nossa vida é tocada de modo novo. As 
conseqüências são claras: a partir de novo envio, a pessoa entra em uma nova relação com o 
Espírito de Jesus, em sua dupla manifestação santificadora e carismática. Assim, é fácil ver a 
importância que encerra o desejo de sermos beneficiados com uma nova efusão do Espírito 
Santo, em sermos de novo batizados nele. É claro que, embora pela vontade de Deus o envio de 
Seu Espírito seja universal e esteja destinado a todos, ao entrar em uma nova relação com Ele, 
vemos uma diversidade de envios, havendo relações pessoais com Ele, vemos uma diversidade 
de envios, havendo relações pessoais com Ele que são muito particulares. É o que acontece, por 
exemplo, quando uma pessoa é ungida com o Espírito Santo para ser testemunha de Jesus com 
sua morte sangrenta, ou quando é ungida para profetizar, curar, servir a necessidades 
particulares, chamamento qua não alcança indiscriminadamente a todas as pessoas. 
 
1.4 CONTEÚDO DO ENVIO 
 Para Sto. Tomás há um novo envio do Espírito e a graça passa a operar de um modo 
absolutamente novo. Cada novo envio do Espírito Santo, é capaz de gerar uma verdadeira vida 
nova. Mas convém compreendermos que os “atos novos e estados novos” de graça não são 
graças sacramentais, mas as graças carismáticas típicas do Batismo no Espírito (Sabedoria, 
Ciência, Línguas e sua Interpretação, Cura, Fé, Milagres, Profecia, Discernimento dos Espíritos). 
Conforme Sto. Tomás, um novo envio do Espírito deve implicar também num modo novo de o 
Espírito residir na alma, e isto pode significar uma verdadeira mudança na relação pessoal do 
indivíduo como Espírito que o habita. Isso implica “um conhecimento mais íntimo e mais 
vivenciado de Deus presente na alma, um conhecimento que explode num amor mais ardente” 
(Summa I, q.43, a .5, ad.2m). 
 
ORAÇÃO PARA A EFUSÃO DO ESPÍRITO SANTO 
 
O Espírito Santo habita em nós desde o nosso batismo. Esta é uma graça sacramental que 
nos torna filhos de Deus, participantes de Sua natureza, membros do Seu Corpo que é a Igreja. 
Há porém, uma outra graça prometida por Jesus ( Jo 14,15-17; Jo 15,26s; Jo 16,5-14; At 
1,8) e que nunca deixou de agir na Igreja, especialmente nestes últimos tempos, a partir do 
 53
Concílio Vaticano II quando João XXIII pediu a Deus que derramasse sobre a Igreja “um novo 
Pentecostes”. É a graça da Efusão do Espírito Santo. 
A efusão do Espírito Santo é um momento que deve ser bem preparado pelo Coordenador 
e Servos de Seminário por ser o momento culminante do seminário onde cada participante deve 
receber oração de duas ou mais pessoas, com imposição de mãos, suplicando a efusão do 
Espírito Santo, isto é, suplicando a graça de que Ele possa agir livremente em sua vida através de 
Seus dons de santificação e serviço, dando frutos de verdadeira santidade. Esta oração atrai a 
graça de deixarmos que o Espírito faça Sua obra de educação e santificação de nossas almas, Ele 
nos leva ao conhecimento de quem é Jesus e de quem é o Pai. 
Como já vimos, “conhecer” na linguagem da Bíblia significa “conviver com”, “ter uma 
experiência da vida de alguém”. Assim, uma das obras de educação essenciais que o Espírito 
Santo realiza em nossas almas é nos levar, por Jesus, a conhecer o Pai que é amoroso, 
acolhedor, terno, compassivo, protetor, criador. Pela efusão do Espírito Santo, podemos entender 
e viver que Deus é nosso Pai. 
Esta é uma graça que divide a nossa vida, que faz com que a partir deste momento, Jesus 
entre em nossa vida, faça parte de nossa história de forma atuante, interfira em nossos 
pensamentos, sentimentos, atitudes e direcionamentos de nossa vida. Este encontro pessoal com 
Jesus transforma a nossa vida de forma concreta, real. Jesus se torna para nós o mais amado, o 
mais querido, o mais próximo, o mais importante, o nosso Tudo, o nosso Senhor. Desta 
experiência brotam frutos de louvor e ação de graças, de reconhecimento do Senhorio de Jesus 
sobre tudo e de que Deus é Pai, um novo gosto pela oração, estudo e entendimento da Palavra 
de Deus, um amor renovado pela Igreja, um amor renovado por Maria, um desejo concreto de 
comprometimento no serviço a evangelização, manifestação dos dons infusos e carismáticos do 
Espírito Santo, renovado gosto pelos sacramentos, especialmente Eucaristia e Reconciliação, 
desejo de testemunhar as maravilhas realizadas pelo Senhor. 
 
APLICAÇÃO: (Sugestão) 
 
- Todos que vão participar deste momento devem estar preparados, Coordenador, Servos e 
ministério de música. Deve ser um momento cheio de unção e abertura à graça do Espírito 
Santo e suas manifestações carismáticas 
- Aqueles que irão receber a oração para efusão do Espírito Santo devem estar posicionados de 
uma forma que facilite a entrada daqueles que irão rezar por eles. 
- O local físico deve estar belo, preparado com ícones, velas, flores. 
- Inicie este momento com cânticos de louvor, gerando um clima de alegria, de fé e de 
esperança no Senhor, levando as pessoas a mergulharem o coração em Deus através da 
oração, intercalando os cânticos com palavras de louvor e oração em línguas. 
- Em seguida, suplique o Espírito Santo através de cânticos. 
 
 
 54
 
 
ANEXO VIII 
Texto destinado ao pastor/pregador 
 
A DEVOÇÃO A MARIA 
 
O fundamento da devoção (dito de outra forma da piedade) para com Maria encontra-se nos 
próprios Evangelhos. Ao lê-los com atenção, apercebemo-nos de que a Virgem de Nazaré está 
continuamente presente neles, embora através de uma presença velada e retirada; Em 
compensação, nos momentos decisivos e cruciais da vida do seu Filho Jesus, o Verbo de Deus, o 
papel de Maria é bastante explicitamente narrado pelos Evangelhos. 
 
Todos aqueles que reconhecem a Bíblia como um texto sagrado e fundador, devotam a Maria 
respeito e honra 
 
É por isso que os cristãos católicos e ortodoxos não são os únicos a honrar a Mãe de Jesus : 
todos aqueles que reconhecem a Bíblia como um texto sagrado e fundador, votam-lhe respeito e 
honra. É evidente que este respeito para com a Mãe de Deus toma uma força e uma dimensão 
particular na Igreja, que desde a aurora da sua fé em Cristo ora a sua Mãe com as próprias 
palavras do anjo Gabriel nas escrituras, as do "Ave Maria", universalmente conhecido e recitado 
pelos cristãos, à volta de toda a terra ! O terço (e o seu desenvolvimento em rosário), o 
Magnificat, tanto como as grandes orações de louvor e os hinos, tal como o hino Acatista, são as 
formas de oração mais antigas do patrimônio universal da piedade mariana na Igreja. 
 
A devoção a Maria está ligada à vida espiritual da Igreja 
 
Aliás, esse tesouro de piedade exprime-se na Igreja universal através de múltiplas formas : as 
novenas a Maria, os objetos piedosos (estátuas, imagens e outras dezenas), os períodos da 
semana, ou do calendário litúrgico, os lugares (capelas, santuários, basílicas ou catedrais) que 
são dedicadas à Virgem e mesmo as consagrações à sua pessoa propostas pelas diversas famílias 
espirituais que a escolheram para modelo de vida ao longo da história da cristandade, mostram 
suficientemente a que ponto a devoção a Maria está ligada à vida espiritual da Igreja. Assiste-se 
mesmo desde o concílio Vaticano II a uma renovação da piedade para com Maria. Lembremos de 
passagem que foi precisamente durante o Concílio, no dia 21 de Novembro de 1964, que o papa 
Paulo VI proclamou magistralmente Maria, "Mãe da Igreja". 
 
O Vaticano II confirmou a importância da devoção popular 
 
Do mesmo modo, o Vaticano II confirmou a importância da devoção popular ao confirmar a 
legitimidade das imagens sagradas de Cristo, da Virgem e dos santos, face a certas tendências 
que visavam eliminá-las dos santuários. Pois a piedade e a devoção à Virgem não dependem de 
um sentimentalismo mas sim de um amor Àquela que é Mãe e modelo para conduzir os homens, 
seus filhos, ao encontro de Cristo. A piedade filial para com a Mãe de Jesus suscita no cristão, 
observa o papa João Paulo II, "a firme decisão de imitar as suas virtudes". 
 
FONTE 
http://www.mariedenazareth.com/1425.0.html?L=6 
 
 55
ANEXO IX 
Texto destinado ao pastor/pregador 
 
MARIA NA REFORMA PROTESTANTE 
 
No século XVI surge a Reforma Protestante. Os Reformadores conservaram muitos pontos da 
tradição Mariana; pontos que as gerações seguintes foram pondo de lado. 
 
Lutero, por exemplo, não negou a virgindade perpétua de Maria, mas julgava que ninguém está 
obrigado a aceitá-la como artigo de fé. Não hesitava em dizer que a expressão “irmãos de Jesus” 
deve ser entendida no sentido semita; este atribuía a irmãos o significado de “parente, familiar”; 
para o confirmar, Lutero apelava para a significação ampla da palavra grega adelphoi na tradução 
dos LXX. 
 
Lutero também admitia a imaculada conceição de Maria, devida à prévia aplicação dos méritos de 
Cristo. Quanto a Assunção corporal, o reformador não ousava professá-la explicitamente, mas 
não excluía que o corpo de Maria tenha sido levado pelos anjos dos céus. No calendário Luterano 
ficaram três festas Marianas, que têm base no Novo Testamento e estão muito ligadas a Cristo: a 
Anunciação ou festa da Encarnação, a Visitação de Maria a Isabel ou festa da vinda de Cristo, e a 
Purificação de Maria aos quarenta dias após o parto, também tida como festa da Apresentação de 
Jesus no Templo. 
 
Calvino, em alguns aspectos, foi mais radical. Suprimiu as festas Marianas, aceita o título “Mãe de 
Deus” definido pelo Concílio de Éfeso em 431, mas prefere a expressão “Mãe de Cristo”. Sustenta 
a perpétua virgindade de Maria, afirmando que “os irmãos de Jesus” citados em (Mateus 13,55) 
não são filhos de Maria, e sim parentes.Professar o contrário, segundo Calvino, significa 
“ignorância”, louca sutileza e “abuso da Sagrada Escritura”. 
 
Zuínglio, o reformador em Zurich, conservou três festas Marianas e a recitação da Ave Maria 
durante o culto sagrado. 
 
É interessante notar que Lutero, Calvino e Zuínglio, autores da Reforma protestante no século 
XVI, deixaram belas expressões de estima e louvor a Maria Santíssima. 
 
Martinho Lutero em seu comentário sobre o Magnificat (Lucas 1,46-55) escreve: “Ó bem-
aventurada Mãe, Virgem digníssima, recorda-te de nós e obtém que também em nós o Senhor 
faça essas grandes coisas”. 
 
Ao referir-se a (Mateus 1,25) observa: “Destas palavras não se pode concluir que, após o parto, 
Maria tenha tido consórcio conjugal. Não se deve crer nem dizer isto” (Obras de Lutero, edição 
Weimar, tomo 11 pg 323). 
 
Disse ainda: “Os irmãos de Jesus, mencionados no Evangelho, são parentes do Senhor” (Edição 
Weimar, tomo 46 pg 723, Tischreden 5, nº 5839). O Reformador prometia cem moedas de ouro a 
quem lhe provasse que a palavra almah em (Isaías 7,14) não significa virgem (Edição Weimar, 
tomo 53, pg 640) 
 
No fim de sua vida, aos 17/01/1546, Lutero exclamou num sermão muito agitado: “Não se deve 
adorar somente a Cristo? Mas não se deve honrar também a Santa Mãe de Deus? Esta é a mulher 
que esmagou a cabeça da serpente. Ouve-nos, pois o Filho te honra; Ele nada te nega”. Vê-se 
que até os últimos dias Lutero guardou devoção à Maria. 
 
No tocante às imagens, Lutero não as proibia; afirmava que as proibições feitas no Antigo 
Testamento não afetavam os Cristãos (Edição Weimar, tomo 7 pg 440-445). Considerava as 
imagens como a Bíblia dos pobres e iletrados. 
 
Sobre a virgindade de Maria 
 
 56
Os Artigos da “doutrina Cristã” elaborados por Lutero em 1537 professam: 
 
“O Filho de Deus faz-se homem, de modo a ser concebido do Espírito Santo sem o concurso de 
varão e a nascer de Maria pura, Santa e sempre virgem”. 
 
Calvino publicou em 1542 o “Catecismo da Igreja de Genebra”, onde se lê: 
 
“O Filho de Deus foi formado no seio da Virgem Maria...Isto aconteceu por ação milagrosa do 
Espírito Santo sem consórcio de varão”. 
 
Zwingli por sua vez, escreveu: ”Firmemente creio, segundo as palavras do Evangelho, que Maria, 
como virgem pura, nos gerou o Filho de Deus e que no parto e após o parto permaneceu para 
sempre virgem pura e íntegra” (Corpus Reformatorum: Zwingli Opera 1 424). 
 
Declarou ainda: “Estimo grandemente a Mãe de Deus, a virgem Maria perpetuamente casta e 
imaculada” (ZO 2,189). 
 
Os “irmãos do Senhor” eram, para Zwínglio, “os amigos do Senhor” (ZO 1,401). 
 
Podemos observar que até mesmo o Corão de Maomé, que reproduz certas proposições do 
Cristianismo, professa a virgindade de Maria (cf. Sura 19). 
 
Outras palavras dos Reformadores 
 
Amman, discípulo e contemporâneo de Zwínglio, declarou: “Maria foi preservada de toda mancha 
e culpa do pecado original, do pecado mortal e do pecado atual”. 
 
Heinrich Bullinger, sucessor de Zwínglio, testemunhou: ?Cremos que o corpo puríssimo da Virgem 
Maria, Mãe de Deus e templo do Espírito Santo...foi levado pelos anjos ao céu?. 
 
Lutero escreveu: ”Não há honra, nem beatitude, que sequer se aproxime por sua elevação da 
incomparável prerrogativa superior a todas as outras, de ser a única pessoa humana que teve um 
filho em comum com o Pai Celeste”. (Deustsche Schriften, 14,250). 
 
Calvino escreveu: “Não podemos reconhecer as bençãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer 
ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para ser 
mãe de Deus".(Comm.Sur I`harm.Evang.20) 
 
Zwínglio: “Quanto mais crescem a honra e o amor de Cristo entre os homens, tanto mais crescem 
também a estima e a honra de Maria, que gerou para nós um tão grande e propício Senhor e 
Redentor” (ZO 1,427s). 
 
Conclusão 
 
Como se vê, os mestres da Reforma foram muito mais fiéis a Maria do que seus discípulos. Estes 
testemunhos, aos quais outros se poderiam acrescentar, dão suficientemente a ver como a 
crença em Maria ocupa lugar eminente no conjunto das verdades que a fé cristã sempre 
professou. 
 
FONTE 
Autor: Jaime Francisco de Moura 
Fonte: Escola Matter Eclessiae 
Artigo disponível desde segunda-feira, 4 de outubro de 2004 
O Apostolado Veritatis Splendor autoriza a livre cópia e/ou difusão deste artigo desde que seja 
feita a menção da fonte e do autor. 
http://www.veritatis.com.br/article/3027 
 57
ANEXO X 
Texto destinado ao pastor/pregador 
 
LECTIO DIVINA 
 
A LECTIO DIVINA é um alicerce fundamental para a vivência do nosso Carisma. Pela Palavra de 
Deus Vivo recebemos o salutar alimento espiritual, que nos dará sustento para a nossa missão, 
no dia-a-dia. Somos convidados, através da leitura, meditação e oração, a subirmos ao "Monte 
Tabor" e, pela contemplação, transformar-nos n'Aquele que contemplamos. 
 
"O homem não só reflete o que contempla, mas transforma-se naquilo que contempla. 
Contemplando, somos transfigurados na imagem que contemplamos. Portanto, contemplando 
Cristo, nós nos tornamos semelhantes a ele, conformamo-nos a ele, consentimos que seu mundo, 
seus propósitos e seus sentimentos se imprimam em nós, que substituam nossos pensamentos, 
propósitos e sentimentos, que nos façam semelhantes a ele" (CANTALAMESSA, Raniero. O 
Mistério da transfiguração. Edições Loyola. São Paulo, 2001). 
 
O que significa Lectio Divina? 
A palavra latina lectio em sua primeira acepção significa ensinamento, lição. Num segundo 
sentido, derivado, lectio também pode significar um texto ou um grupo de textos que transmitem 
tal ensinamento. 
 
A Lectio Divina é um exercício da escuta pessoal da Palavra de Deus. Funciona como uma escada 
de quatro degraus espirituais: Leitura, Meditação, Oração, Contemplação e a ação. Sendo que os 
degraus são mais para a compreensão, pois o Senhor, na liberdade do seu Espírito, pode elevar à 
oração e à contemplação no momento que lhe aprouver. É preciso, portanto, estar aberto à ação 
do Espírito Santo: "Buscai na leitura e encontrareis na meditação; batei pela oração e 
encontrareis pela contemplação" (Monge Guido II, Idade média). 
 
Para os monges do deserto, a leitura da Palavra de Deus não é simplesmente um exercício 
religioso de lectio, que gradualmente prepara o espírito e coração para a meditatio e depois para 
a oratio, na esperança que possam mesmo chegar à contemplatio (se possível antes que a hora 
de lectio termine). Para os monges do deserto, o contato com a Palavra é contato com o fogo 
que queima, chama violentamente à conversão. O contato com a Escritura não um método de 
oração; é um encontro místico. Logo, a Lectio é o desejo de permitir-se ser desafiado e 
transformado pelo fogo da Palavra de Deus. 
 
LEITURA - MEDITAÇÃO - ORAÇÃO – CONTEMPLAÇÃO – AÇÃO 
Oração inicial: Comece invocando o Espírito Santo: 
"Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. 
Enviai, Senhor, o vosso Espírito, e tudo será criado; e renovareis a face da terra. Oremos: Ó 
Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que 
apreciemos retamente todas as coisas e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo Senhor 
nosso. Amém." 
 
LEITURA (Lectio) 
(1 capítulo por dia) 
O que o texto diz? - Preste atenção em todos os detalhes: o ambiente, o desenrolar dos fatos, os 
personagens, os diálogos, a reação das pessoas; procurando perceber os seus sentimentos, os 
pontos mais importantes, as palavras mais fortes, sublinhando o trecho que mais te chamou 
atenção. É importante que você identifique tudo isto com calma e atenção, como se estivesse 
vendo a cena. 
Esse degrau é o que exigirá maior esforço de sua parte. Não é momento de procurar 
direcionamentos para sua vida, mas para perceber o que o texto fala de forma genérica. A leitura 
em meia voz ajudará a perceber melhor cada detalhe, pois você estará usando mais um sentido. 
 
MEDITAÇÃO (Meditatio) 
 58
O que o texto me diz? - Momento de se colocarde forma pessoal diante da Palavra. É hora de 
"ruminar", saborear a Palavra. "Quão saborosas são para mim vossas palavras! São mais doces 
que o mel à minha boca" (Sal 118,103). 
Tudo o que você encontrar na leitura deve agora ser questionado com sua vida, através do 
Espírito Santo. Não é preciso deter-se no texto todo como na leitura, mas naquilo que o Espírito 
Santo tiver suscitado. Confronte a sua vida com a Palavra, deixando se impregnar pelos 
sentimentos que o Espírito faz surgir em nós: alegria, confiança, arrependimento... 
 
ORAÇÃO (Oratio) 
O que o texto me faz dizer? - A oração brota como fruto da meditação. Os sentimentos nos levam 
a dar uma resposta a Deus. Naturalmente brotam o louvor, uma súplica, uma oração penitencial, 
a oferta, a adoração. O que o Espírito suscitar. 
 
CONTEMPLAÇÃO (Contemplatio) 
O que a Palavra faz? - É o próprio Deus agindo. É um deliciar-se com a ação de Deus que toma a 
sua oração e leva você ao coração d'Ele. A contemplação não é fruto dos seus esforços, é pura 
graça de Deus. 
Como disse Sta.Teresa: "Quereis saber se estais adiantadas na oração? Olhai se na vossa vida 
tem virtudes". É pelos frutos de conversão que reconhecemos se estamos orando de verdade. 
"Contemplar não significa procurar a verdade, mas regozijar-se com a verdade encontrada, 
saboreando toda a sua riqueza e profundidade" (Frei Raniero Cantalamessa). 
Importante: Anote em seu caderno os frutos do seu estudo 
 
AÇÃO (Actio) 
O importante não é ler e conhecer a Bíblia, mas vivê-la! 
Termine com a oração do Pai Nosso, comprometendo-se a levar para a sua vida a Palavra e o 
fruto desta oração: "Venha a nós o Vosso Reino, seja feita a Vossa vontade". 
Perceba a dimensão Trinitária da Lectio Divina: invocamos o Espírito Santo no início; 
contemplamos o rosto do Filho no Evangelho; e nos dirigimos ao Pai na própria oração que o 
Senhor Jesus nos ensinou. 
"Se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muito fruto" (Jo 12,24) 
 59
 60
 
MANUAL DO PASTOR – FASE KERIGMA 
CELEBRAÇÃO DISCIPULOS DE EMAÚS 
 
Querido pastor, 
 
Essa celebração foi elaborada para você que coordena o grupo de oração dentro do Caminho da Paz, na 
fase Kerigma. 
Ela deve ser feita no retiro do Grupo de oração ao final da fase, e introduzirá e será uma motivação a mais 
às ovelhas para a fase seguinte (Filotéia). Nesta celebração será entregue a Bíblia e o ícone do Discípulo 
Amado, que serão os sinais para a fase Filotéia. 
Mesmo que toda a celebração seja orientada, o pastor deve estar aberto a condução do espírito e abertos 
aos carismas. 
 
Que sejam abundantes os frutos desta celebração na vida das ovelhas 
 
Shalom, 
Assistência Apostólica
 61
1º Momento: 
A BUSCA DE DEUS 
 
1- Sentido do momento 
 
A caminhada para Emaús refere-se a uma caminhada diferente das outras, pois representa 
o grande encontro com o Cristo Ressuscitado, que já venceu a morte e os nossos pecados, e que 
vem ao encontro dos dois discípulos que caminhavam. Ora, os discípulos representam cada 
pessoa do grupo e essa caminhada representa o tempo e os frutos colhidos ao longo desses seis 
meses de grupo, e que marca a passagem da fase Kerigma para a fase Filotéia. 
“Enquanto conversavam e discutiam entre si, o próprio Jesus aproximou-se e pôs-se a 
caminhar com eles; seus olhos, porém, estavam impedidos de reconhecê-lo” (Lc 24, 15-16). 
Jesus vem ao encontro dos discípulos! Ele deseja que o grupo de oração caminhe com ele, para 
isso, é preciso perceber que existe algo que impossibilita ver e reconhecer Jesus. Para vencer 
esse desafio, é preciso crescer na vida de intimidade, para não nos tornarmos indiferente a 
presença do Ressuscitado em meio a nós! 
 
2- Ambiente Celebrativo 
 
Esse momento inicial da celebração, pode-se preparar um ambiente de forma rústica, e para 
melhor decorar esse ambiente, pode-se distribuir no chão folhas secas, troncos envernizados ao 
redor do centro da celebração, jarros de barro com galhos secos saindo dos vasos e nos galhos 
pode colocar algumas tiras de tecido preto, expressando o ambiente rústico e incompreensível. 
Na parede onde os participantes estarão posicionados de frente, deve-se dispor da seguinte 
ordem: um tecido branco grande suspenso no centro da parede, amarrado por barbante ou linha 
(de forma discreta), proporcional a um ícone Bizantino (Crucifixo de São Damião), que ficará por 
cima deste tecido branco. Inicialmente, o ícone deverá estar coberto com um tecido de cor bege, 
simbolizando a obscuridade e o desconhecimento de Cristo. (Enquanto não se firmar na vida de 
oração, o grupo está sujeito a esse risco) 
Por isso, para expressar essa obscuridade deve-se também dispor de um ambiente em meio 
a penumbras, com pouca luminosidade, decorada por algumas velas rústicas de barro e óleo, 
para representar a luminosidade ainda frágil que é um conhecimento imaturo de Deus (por ser 
iniciante e inexperiente). 
 Para tanto, é necessário ornar o ambiente de forma sóbria, sem muitos exageros ou para 
ficar muito enfeitado, para não fugir do espírito da celebração. 
A escolha do ambiente rústico simboliza o caminho de pobreza interior e do despertar para 
o louvor, no qual faz tirar o olhar do externo para perceber a riqueza de Deus que fala no nosso 
íntimo e no nosso louvor. 
 
3- Condução do momento 
 
a) CLAMOR AO ESPÍRITO - Inicia-se a celebração Com um cântico ao Espírito Santo, suplicando a 
presença de Deus para mergulharmos sob a sua graça em oração. Pode-se motivar um grande 
clamor em línguas, para que assim aprofunde o sentido de ser um grupo de oração carismático; 
b) LEITURA - Ainda em oração, em silêncio, tomará a passagem dos discípulos de Emaús, (Lc 24, 
13-17), para ser lida por uma pessoa. É importante ler com calma e bem pronunciada, para que 
todos leiam com atenção e em espírito de oração; 
c) O QUE NOS IMPEDE DE CONHECER A CRISTO - Quem conduzir a celebração deve motivar 
nesse momento, da forma que Deus inspirar e segundo a realidade do grupo, a refletir acerca 
daquilo que é dificultoso e que impede de reconhecer Jesus Ressuscitado no nosso meio. 
a. Deve-se frisar especialmente a vida de oração, ou seja, fazer com que cada um 
apresente a Deus as suas dificuldades na sua vida de oração. É importante fazer 
com que cada um expresse e tenha consciência das suas dificuldades, para que 
Deus possa operar livremente em cada um; 
b. Deve-se ainda motivar, em oração, a refletir de forma pessoal quais são os 
obstáculos que impedem na sua vida hoje encontrar a Deus na vida de oração, 
ou seja, porque ainda não somos fiéis (é importante ser bem concreto, se hoje é 
o cansaço, se é porque ainda não sou verdadeiro amigo de Jesus, se nem faço 
 62
questão, se coloco outras prioridades, se o troco pelos lazeres, pelos meus 
prazeres, etc.) 
c. Motivar a que cada um peça a Deus a graça de um desejo novo, verdadeiro e 
concreto diante de Deus na vida de oração; 
d) LOUVOR - Por fim, deve-se motivar a um louvor a Deus por tudo que Ele operou de forma 
individual e comunitária nesses primeiros seis meses de grupo (é importante lembrar-se das 
formações que marcaram de forma particular o grupo, os frutos concretos, dando nomes à ação 
concreta de Deus em meio a nós de forma individual e comunitária). 
e) Ao finalizar, faz-se um silêncio para introduzir o momento seguinte 
 
A duração de todo este momento não deve ser mais que 30 minutos 
 
2º Momento: 
CRISTO CRUCIFICADO: O ESCÂNDALO DA CRUZ 
 
1- Sentido do momento 
 
Para compreendermos a vontade de Deus, e para avançarmos na busca da intimidade de 
Deus, necessita-se da intimidade com a Palavra de Deus. Deus fala-nos principalmente por meio 
da sua Palavra, e o seu Espírito dá-nos o dom do discernimento como via certa de compreensão 
do texto das Sagradas Escrituras aplicada concretamente em nossas vidas. A crucificação de 
Jesus não é sinal de derrota para os Cristãos, mas sim o sinal pleno do amor de Deus derramado 
por nós e da sua ressurreição. 
Por isso, rezarmúsicas que não firam a doutrina e a moral. 
� Não levar para o lazer bebida alcoólica. 
� Fazer uma programação para o lazer. 
 
 5
DIMENSÃO DOUTRINÁRIA 
Fazemos um forte apelo ao pastor que no retiro para finalização da fase, enfoque o tema: Jesus 
Cristo e Sua Igreja 
 
DIMENSÃO MISSIONÁRIA 
Nesta fase do Kerigma a ovelha ainda não tem um ministério discernido, porém ela deve ser 
incentivada pelo pastor e acompanhador(a) a dar testemunho da experiência que está vivendo 
onde ela for e onde ela estiver e, quando oportuno, orar pela pessoa usando os carismas. 
� Testemunhar o amor de Deus na escola, na sua casa e principalmente com os amigos. 
Pela amizade Deus costuma tocar e atrair muitas pessoas. Incentivá-la a sempre convidar 
seus amigos para eventos, SVES, grupo de iniciantes e ainda participar de momentos de 
Evangelização; 
 6
MANUAL DO PASTOR – FASE KERIGMA 
ORIENTAÇÕES GERAIS 
 
TEMPO DE ORAÇÃO PARA ESSA FASE 
� 30 MINUTOS DE ESTUDO BIBLICO – “Enchei-vos!” 
o É importante não exigir mais que isto da ovelha nesta fase inicial. 
� KIT DA FASE: 
o EB – Enchei-vos! 
o Livro: “Vós, quem dizeis que eu sou?” (Moysés Azevedo) 
o Bíblia (de preferência Bíblia de Jerusalém) 
o Livro de Cânticos – “Cantai a Deus com Alegria” (Opcional) 
 
ESTRUTURA DO GRUPO DE ORAÇÃO 
Pontos da máxima atenção ao Pastor 
• Organização da sala (ambiente que favoreça a oração), presença de ministro de música, ícone 
da fase, núcleo. 
• O ícone desta fase é o Ícone de Pentecostes – todos os grupos de oração que estão nessa 
fase devem ter esse Ícone como pano de fundo. 
 
FORMAÇÃO DO GRUPO 
A formação do grupo deve seguir a grade e será complementada no Estudo Bíblico – “Enchei-
vos!”, que sempre coincidirá com a formação do grupo. 
 
Para ajudar na formação do grupo disponibilizamos os DVD´s para o pastor. 
Esses DVD´s não deverão ser vistos pelas ovelhas, mas o será visto pelo pastor/pregador e será 
um subsídio para que ele possa dar a formação do grupo. Eles ajudarão também o pastor a 
aprender a pregar segundo o carisma shalom e não se desviar do fundamental naquela formação. 
 
Dispomos também de Semanas Livres (sete ao fim da grade formativa). Essas semanas darão ao 
pastor liberdade de discernir temas para ser dado as ovelhas, de acordo com a necessidade delas 
(Por exemplo: Formação para casais se for um grupo do Projeto Família, para jovens se for do 
projeto Juventude, ou que o pastor veja que seja necessário. Ele pode ainda utilizar dos Pacotes 
de Formação disponíveis para cada realidade.) 
 
NOME DO GRUPO 
O pastor com o seu núcleo devem rezar e discernir o nome do grupo, e o apresentar ao 
coordenador do pastoreio e somente depois apresentará para o grupo. 
� Essa escolha pode ser antes do SVES e poderá ser apresentado no final do SVES (quando 
possível); 
 
QUADRANTE DO GRUPO 
No primeiro mês do grupo de oração deve-se fazer o quadrante do grupo, com nome, telefone, e-
mail, endereço e data de nascimento, que ajudará no contato e integração dos membros. Cada 
membro do grupo deverá receber em mãos este quadrante, sugerimos que este quadrante seja 
personalizado com a arte que deverá ser usada também na camisa do grupo. 
 
CAMISAS 
Se faça a camisa do grupo com a mesma arte usada no quadrante. Ter atenção para que na 
camisa tenha a logo marca da comunidade, o nome da missão e o site da comunidade 
www.comshalom.org; 
 
ANIVERSARIANTES DO MÊS 
Mensalmente devem-se comemorar os aniversariantes. O pastor deve se abrir à criatividade, mas 
respeitar o horário do grupo. 
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MANUAL DO PASTOR - FASE KERIGMA 
GRADE FORMATIVA 
 
TEMA 
RECURSO A SER 
UTILIZADO LEITURA EB 
1. Minha família Shalom Confraternização Enchei-vos! 
2. Amor de Deus Pregação 
Livro - Parte I – 
Testemunho Pessoal Enchei-vos! 
3. Amor de Deus II Pregação 
+ Grupo de Partilha (1º) Enchei-vos! 
4. Salvação e Pecado Pregação Livro - Introdução e 
Capítulo I 
Enchei-vos! 
5. Senhorio de Jesus Dinâmica em grupo Enchei-vos! 
6. Serás inteiramente do 
Senhor teu Deus I 
Exibição do DVD 
(Falsas Doutrinas – 
Carmadélio Sousa) 
Livro - Capítulo II Enchei-vos! 
7. Serás inteiramente do 
Senhor teu Deus II 
Pregação Enchei-vos! 
8. A promessa do Pai 
Pregação 
+ Grupo de Partilha (2º) Livro - Capítulo III Enchei-vos! 
9. A promessa é para ti Lectio comunitária Enchei-vos! 
10. Oração para efusão do 
Espírito Santo Pregação Enchei-vos! 
11. Para crescer na graça Testemunho Enchei-vos! 
12. O dom de Línguas, 
profecia e interpretação 
de línguas. 
Pregação e oficinas Enchei-vos! 
13. O dom de palavra de 
ciência e sabedoria 
Pregação e oficinas 
+ Grupo de Partilha (3º) Enchei-vos! 
14. O dom de cura, fé e 
milagres. 
Pregação e oficinas Enchei-vos! 
15. O dom do discernimento 
dos espíritos 
Pregação Enchei-vos! 
16. Maria, Mãe de Deus. Testemunho 
+ Grupo de Partilha (4º) Enchei-vos! 
17. Oficina de Lectio Divina Pregação seguida de 
Lectio Comunitária Enchei-vos! 
18. Livre 
 
19. Livre 
 
20. Livre 
+ Grupo de Partilha (5º) 
21. Livre 
22. Livre 
 
23. Livre 
 
24. Livre 
 
+ Grupo de Partilha (6º) 
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MANUAL DO PASTOR - FASE KERIGMA 
1ª SEMANA 
 
TEMA 
Minha família Shalom 
 
OBJETIVO 
Animar o início da caminhada e preparar o inicio da fase. 
 
METODOLOGIA 
Acolhimento 
Oração 
Orientações sobre o inicio da fase (ver introdução) 
Confraternização 
 
ORIENTAÇÃO AO PASTOR DO GRUPO DA FASE – KERIGMA 
1. O pastor do grupo apresenta-se e acolhe as ovelhas. 
2. Membros apresentam-se individualmente 
3. Ensinam-se as músicas – 15 minutos 
4. Fraternidade – 10 minutos 
5. Oração e Louvor – 30 a 40 minutos 
6. Partilha sobre a oração – 10 minutos 
7. Todos já devem ter o kit da 1ª FASE (EB - Enchei-vos e o livro “Vós, quem dizeis que eu 
sou?”). 
8. Fazer breve explicação de como será feito o Enchei-vos: 
1. Explicar que o Enchei-vos é um estudo bíblico diário e animá-los no exercício diário 
dele. 
2. Fazer o primeiro dia do Enchei-vos de forma comunitária. Na sala do grupo de oração 
eles devem fazer dentro de 15 minutos, pois isso é apenas um exemplo 
demonstrativo. 
9. Orientar que a partir da próxima semana iremos ler o livro “Vós, quem dizeis que eu sou?” 
10. Orientar que se tenha uma Bíblia para fazer o Enchei-vos (Sugerimos a tradução 
Jerusalém) 
11. Orientar trazer sempre Bíblia e Enchei-vos para o encontro do grupo. 
 9
MANUAL DO PASTOR - FASE KERIGMA 
2ª SEMANA 
 
TEMA 
Amor de Deus I 
 
OBJETIVO 
Aprofundar a experiência com o amor de Deus nas suas diversas características. 
 
MATERIAL 
Texto O amor de Deus - Anexo I 
Bíblia 
 
METODOLOGIA 
Pregação 
 
Esquema da pregação 
• Pregar em cima das seguintes características: 
 
- O amor de Deus é diferente do amor do mundo – I Cor 13 
Sofremos experiências com o amor humano e as relacionamos ao amor de Deus. 
 
- O amor de Deus é paciente – Lc 15,11-32 
Ele nos respeita e espera a nossa decisão de retorno. 
 
- O amor de Deus é Pessoal – Is 43, 1-5. 
Deus nos criou únicos, com características únicas, ele nos ama como somos. 
 
- O amor de Deus é de predileção – Lc 15,4 – 7 
Fomos pensados, ele nos amou primeiro. 
 
- O amor de Deus é apaixonado – Is 43,25 
É inflamado e é cuidadoso. 
 
- O amor de Deus é misericordioso – Lc 15,8-10 
Deus não para se nos perdemos, mas sai à nossa procura. 
 
- O amor de Deus é eterno – I Jo 4,19 e Jr 31,3 
O amor de Deus é imutável 
Ele não muda, nunca mudou e nunca mudará. 
 
• Fontes para pesquisa: 
o Texto em anexo 
o Enchei-vos (2ª semana) 
 
ORIENTAÇÃO AO PASTOR DO GRUPO DA FASE – KERIGMA 
1. Ensinam-se as músicas – 10 minutos 
2. Fraternidade – 10 minutos 
3. Oração e Louvor – 30 a 40 minutos 
4. Partilha sobre a oração – 15 minutos 
5. Formação: 45 minutos 
6. Orientar que a partir desta semana iremos ler o livro “Vós, quem dizeis que eu sou?” (ver 
na grade formativa os capítulos indicados para esta primeira semana). 
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MANUAL DO PASTOR - FASE KERIGMA 
3ª SEMANA 
 
TEMA 
Amor de Deus II 
 
OBJETIVO 
Aprofundar a experiência com o amorcom o Cristo Crucificado representa aprofundar na nossa verdade pecadora e 
no encontro amoroso do Deus que é misericordioso que quer a nossa conversão. 
 
2- Ambiente Celebrativo 
 
O ícone do Crucifixo de São Damião (Bizantino) que está posto na parede continuará onde 
está. Para tanto, para bem expressar a caminhada para Emaús, é importante ter algo que mova a 
todos, no sentido da caminhada. Assim, o que deve movê-los não é a mudança do local, mas ao 
iniciar o cântico para introduzir esse momento, deve-se retirar o pano bege que cobria o Ícone 
Bizantino. Sim, algo de novo e inesperado aconteceu na caminhada para Emaús: o conhecimento 
e a revelação do mistério do Cristo Crucificado. 
O Cristo Crucificado representa o encontro do Deus rico em misericórdia e bondade, e do 
homem pecador e incapaz de compreender o mistério do Cristo crucificado por si mesmo. 
Por isso, rompe-se o véu do desconhecimento. Agora, é o Cristo que vem dar o novo e 
verdadeiro sentido de vida. 
O Ambiente deve ser organizado de tal forma que expresse a simplicidade, para propiciar a 
interiorização e a oração de arrependimento. Por isso, pode-se acender mais algumas velas em 
torno do ícone Bizantino, antes até de tirar o pano que estava o cobrindo. 
A simplicidade e a sobriedade devem inspirar esse momento, juntamente com o convite a 
graça de contemplar com piedade o sacrifício de Cristo e o arrependimento dos nossos pecados. 
 
3- Condução do momento 
 
a) Acende-se todas as velas para iluminar o ícone que será desvelado; 
b) CANTO MOTIVACIONAL - Inicia-se esse momento com um cântico de súplica que envolva 
todos os participantes da celebração a cantarem com piedade o sacrifício de Cristo na Cruz. Cristo 
morreu por nossos pecados e deseja renovar essa experiência de salvação. Por isso é importante 
reconhecermos como pecadores e que a misericórdia de Deus supera as nossas fragilidades; 
a. Ao longo deste momento vai-se desvelando o ícone. 
c) LEITURA - Após o canto, devem-se ler os versículos 18 a 27 do Evangelho de São Lucas, no 
capítulo 24; 
d) MOTIVAÇÃO - Motivar uma oração de arrependimento, reconhecendo que o distanciamento de 
Deus, ou seja, o desinteresse pela busca da amizade com Deus gera o pecado. Porém, é por 
meio do arrependimento e da confiança de que o amor de Deus é capaz de superar as nossas 
feridas é que poderemos caminhar numa vida de santidade. Por isso, é importante estar aberto 
 63
ao Espírito para conduzir esse momento rezando uns pelos outros, seja por meio da imposição 
das mãos e da oração de cura interior (de forma simples e não muito demorada, mas sem perder 
a riqueza do momento); 
e) ENTREGA DO SÍMBOLO- Esse momento será concluído com o cântico (Cantai nº 1667 – 
Abraço Eterno), onde será entregue a cada um uma bíblia. 
a. Essa bíblia de preferência será a bíblia Jerusalém, se a ovelha já tiver pode pegar 
a bíblia dela mesmo para que seja entregue simbolicamente neste momento. Se 
não tiver, se motive a compra para ser entregue neste momento, ou ver alguma 
forma para que isto possa acontecer. 
b. A entrega da Bíblia simbolizará o conhecimento de Cristo, que será a marca da 
próxima fase (Filotéia – Amizade com Deus). “Conhecê-la [a palavra] é conhecer 
o próprio Cristo, desconhecê-la é ignorá-lo” São Jerônimo. 
f) Após finalizar este momento deve-se levar todos para o próximo ambiente, ainda em clima de 
oração. 
 
A duração deste momento não deve ser mais que 30 minutos 
 
3º Momento: 
NA PRESENÇA DO RESSUSCITADO: LOUVOR EUCARÍSTICO 
 
 
1- Sentido do momento 
 
O encontro com o Cristo Ressuscitado é a grande obra de fé em que o cristão é chamado a 
experimentar. Cristo ressuscitou, e esse fato deve ser testemunhado por meio do encontro 
pessoal com o Cristo Ressuscitado. Para bem propiciar esse encontro, Jesus Eucarístico é o centro 
e a motivação essencial desse momento. Reconhecer Cristo na fração do Pão dá-se por meio da 
profunda experiência com uma fé eucarística. Sim, é o próprio Jesus na eucaristia que vem nos 
visitar, por isso, para avançarmos no caminho de intimidade com Deus no grupo de oração, 
devemos nos deixar tocar por esse encontro, pois com uma vida de profunda intimidade com 
Jesus dá-nos como grande fruto a fome e sede diante de Jesus na Eucaristia. 
 
2- Ambiente celebrativo 
 
O ambiente celebrativo desse momento é ou uma capela ou um lugar em que se possa 
entronizar um altar para a adoração. É importante também ter um ícone de Nossa Senhora para 
bem expressar a nossa devoção mariana e o do Discípulo Amado simbolizando a próxima fase 
que será deste conhecimento de Deus. Pode-se ainda, para dar um toque de maior solenidade e 
para expressar a beleza do louvor do Cristo ressuscitado, pode-se decorar com um arranjo de 
flores diante do altar, também com incenso (com sobriedade), para que a harmonia do ambiente 
propicie uma maior abertura para o louvor. É por meio do louvor e da adoração que se reconhece 
Jesus na Eucaristia. Por isso o ambiente deve expressar a beleza e alegria de ser de Deus, de dar 
palavras de amor por reconhecer que Deus é o Amor que cada uma das ovelhas do grupo tanto 
procurava e que hoje o encontrou. 
 
Caso não haja possibilidade de haver a adoração na realidade que será feita a celebração 
pode-se preparar um local com o ícone da Virgem Maria, e o ícone do Discípulo Amado, ou com 
um grande ícone do Ressuscitado. O local deve ser bem iluminado com velas, arranjos e uma 
decoração que gere a alegria da ressurreição, “nós vimos o senhor”, esse deve ser a resposta das 
pessoas que irão participar deste momento. 
 
3- Condução do momento 
 
a) ADORAÇÃO - Inicia-se com o cântico (cantai nº 1414 – Ao partir do pão – Walmir Alencar), 
diante de Jesus eucarístico, motivando e inserindo a todos no momento de adoração que vai 
expressar a experiência com o Ressuscitado, o louvor e descoberta de Deus dada em oração, com 
espírito de fé e gratidão a Deus. Importante é motivar a todos cantarem com fervor, para bem 
 64
participarem desse momento (ao iniciar o cântico, já deve o incenso estar aceso e o Santíssimo 
exposto); 
a. Caso não haja o Santíssimo Sacramento: Com o mesmo cântico deve fazer um 
momento inicial, em frente ao ícone do Ressuscitado. 
b) LEITURA - Faz-se a Leitura de Lc 24, 28-32; 
c) LOUVOR - Em oração, se motive todos a um grande louvor a Deus, agradecendo porque Deus 
concedeu o grande dom de já abrir os olhos deles nesse tempo de grupo de oração, pela 
experiência com o amor de Deus, e que hoje vem aprofundar essa experiência. Motive ao louvor 
por que Deus vem de forma pessoal ao encontro de cada um, renovando e aprofundando sua fé; 
a. Dê continuidade a oração, abrindo-se às moções do Espírito em que Deus deseja 
falar ao grupo de forma particular; 
d) SÚPLICA - Em um momento de súplica, deve-se rogar a Deus para que ele Permaneça com 
cada um: “Senhor, fica conosco” (...). Que esse pedido brote no coração de cada um que assim 
caminha no grupo, com o desejo de permanecer essa caminhada no grupo em Deus, no 
verdadeiro espírito de santidade; 
e) INTERCESSÃO MARIANA - Por fim, recolhe-se o santíssimo com Grande louvor e canta um 
cântico a Maria Consagrando todo esse novo tempo confiando no seu cuidado maternal e na sua 
intercessão. 
f) ENTREGA DO ÍCONE - Ao fim da celebração deve-se entregar um ícone do Discípulo Amado 
para cada um. Simbolizando o lugar de cada um deles (reclinado ao peito de Jesus) a partir de 
agora que conhecem o Senhor, e que querem permanecer com ele todos os dias. 
a. Este ícone pode ser pequeno, mas é importantíssimo. Se não houver a 
possibilidade de um ícone, que se entregue pelo menos cartões com a imagem 
do ícone estampada. 
b. Será motivado que seja colocado do altar particular na sua casa. 
 
A duração deste momento não deve ser mais que 30 minutos 
 
Momento de Partilha 
Ao fim da celebração pode-se fazer um momento de partilha com todo o grupo. 
 
 
ASSESSORIA LITÚRGICO-SACRAMENTAL 
ASSISTÊNCIA APOSTÓLICAde Deus nas suas diversas características. 
 
MATERIAL 
Texto O amor de Deus – Anexo I 
Bíblia 
 
METODOLOGIA 
Pregação 
 
ESQUEMA DA PREGAÇÃO: 
• Pregar em cima as seguintes características: 
 
- O amor de Deus é gratuito – Is 55, 1.3.6 
Nada precisamos fazer para merecer o amor de Deus 
O amor de Deus não se compra nem se troca por nada 
 
- O amor de Deus é fiel e constante – Is 14,15 
Deus permanece fiel no seu plano de nos amar sempre. 
 
- O amor de Deus é atuante – Mt 28,20 
Deus age em favor da nossa salvação. 
Deus age hoje e a cada dia nas situações diversas da nossa vida. 
 
- O amor de Deus se comunica – Is 65,24 
Deus se antecipa às nossas orações e às nossas necessidades 
 
- O amor de Deus não é indiferente – Lc 11,1-4 
Deus está conosco sempre, nos escuta, nos atende, mesmo que às vezes o não percebamos. 
 
- O amor de Deus é inseparável – Rm 8,35-39 
A partir desta palavra explique o que seria hoje, a morte, a angústia, as perseguições, a 
fome, a nudez, o perigo e a espada. 
 
- O amor de Deus é provado em Jesus – Rm 8,32 
A prova do amor de Deus por nós é que ele nos enviou seu filho para morrer em nosso lugar. 
 
ORIENTAÇÃO AO PASTOR DO GRUPO DA FASE – KERIGMA 
Hoje não haverá partilha após a oração inicial devido ser dia de Partilha direcionada. 
1. Fraternidade – 10 minutos 
2. Oração e Louvor – 30 minutos 
3. Formação: 45 minutos 
4. Partilha em Grupos – 30 minutos 
a. Dividem-se as ovelhas em “Grupos de Partilha” (Esse grupo será fixo, pois isso 
acontecerá todos os meses) 
b. Explica-se o que o grupo de partilha e sua finalidade, dando a importância da 
partilha como meio de crescimento para o outro. 
c. Deve-se direcionar a partilha segundo a orientação (Cf. - pág.2) 
5. Orientar capítulos do livro a serem lidos (Ver na grade de formação) 
6. Pastor pedir feedback do Enchei-vos 
 11
MANUAL DO PASTOR - FASE KERIGMA 
4ª SEMANA 
 
TEMA 
Salvação e pecado 
 
OBJETIVO 
Aprofundar a consciência da condição pecadora do homem, e que por isto mesmo necessita de 
salvação. 
 
MATERIAL 
Texto Salvação e pecado – Anexo II 
 
METODOLOGIA 
Pregação 
 
ESQUEMA DA PALESTRA 
• Conscientizar da condição pecadora 
o As concupiscências (abordagem sucinta) 
o As conseqüências do pecado na nossa vida 
• O plano de Deus para a salvação do homem 
o A salvação é uma Pessoa 
o Na cruz pagou os nossos pecados 
o Jesus vem nos salvar do pecado que nos destrói e nos faz infelizes 
 
ORIENTAÇÃO AO PASTOR DO GRUPO DA FASE – KERIGMA 
1. Ensinam-se as músicas – 10 minutos 
2. Fraternidade – 10 minutos 
3. Oração e Louvor – 30 a 40 minutos 
4. Partilha sobre a oração – 15 minutos 
5. Formação: 45 minutos 
6. Orientar capítulos do livro a serem lidos (ver na grade de formação) 
7. Pastor pedir feedback do Enchei-vos 
 12
MANUAL DO PASTOR - FASE KERIGMA 
5ª SEMANA 
 
TEMA 
Senhorio de Jesus 
 
OBJETIVO 
Aprofundar a experiência de escolher Jesus como único Senhor de nossa vida. 
 
MATERIAL 
Texto Salvação e pecado – Anexo II 
 
METODOLOGIA 
Dinâmica em grupo 
 
ESQUEMA DA FORMAÇÃO: 
• Dividir em grupos 
• Distribuir perguntas 
• Orientar que sejam discutidas as perguntas – tempo 20 minutos 
• Voltar para plenária – o pastor pede para um representante de cada grupo apresentar a 
sua resposta e interagindo com eles dar as respostas corretas. 
 
Perguntas: 
1. Como os senhores do mundo, agem? 
2. Quem é o seu senhor? (sugiro explicar: quem é que norteia suas decisões? Quando você 
decide algo, o que leva em conta? Uma pessoa? A moda? O dinheiro? Jesus?) 
3. Qual a proposta do Senhorio de Jesus? (sugiro dar exemplos do senhorio de Jesus pra evitar 
espiritualismos, uma visão desencarnada da experiência) 
4. Qual a minha resposta a esta proposta? 
 
Respostas: 
1. Com autoritarismo, buscando seus próprios interesses, com injustiças, etc. 
2. Jesus Cristo 
3. Submeter a nossa vida a ele para que ele a governe. 
4. Cooperar com a graça e buscar a conversão por meio de uma vida semelhante à de Cristo. 
 
Obs.: O pastor deve a partir de estas respostas interagir passando a mentalidade a cerca do 
Senhorio de Jesus. 
 
ORIENTAÇÃO AO PASTOR DO GRUPO DA 1ª FASE – KERIGMA 
1. Ensinam-se as músicas – 10 minutos 
2. Fraternidade – 10 minutos 
3. Oração e Louvor – 30 a 40 minutos 
4. Partilha sobre a oração – 15 minutos 
5. Formação: (Dinâmica) – 45 minutos 
6. Orientar capítulos do livro a serem lidos 
7. Pastor pedir feedback do Enchei-vos 
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MANUAL DO PASTOR - FASE KERIGMA 
6ª SEMANA 
 
TEMA 
Serás inteiramente do Senhor teu Deus I 
 
OBJETIVO 
Aprofundar a resposta de adesão a Jesus e a sua Igreja 
 
MATERIAL 
DVD para as ovelhas – Falsas Doutrinas (Carmadélio Sousa) 
Texto Falsas doutrinas – Anexo III 
Enchei-vos 
 
METODOLOGIA 
Exibição do DVD 
 
ESQUEMA DA FORMAÇÃO 
Esse é um tema que costuma gerar algumas polêmicas e dúvidas, por isso o pastor deve estar 
bem consciente do que será dado. Assim, sugerimos que o pastor veja o DVD que será passado 
para a ovelha e leia os anexos. 
• Antes de exibir o DVD, deve-se introduzir o assunto do DVD 
• Exibição do DVD 
• Abrir a perguntas 
 
ORIENTAÇÃO AO PASTOR DO GRUPO DA FASE – KERIGMA 
Deve-se com antecedência preparar a sala com TV e aparelho de DVD 
1. Ensinam-se as músicas – 10 minutos 
2. Fraternidade – 10 minutos 
3. Oração e Louvor – 30 minutos 
4. Partilha sobre a oração – 15 minutos 
5. Formação – Exibição do DVD 
6. Orientar capítulos do livro a serem lidos 
7. Pastor pedir feedback do Enchei-vos 
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MANUAL DO PASTOR - FASE KERIGMA 
7ª SEMANA 
 
TEMA 
Serás inteiramente do Senhor teu Deus II 
 
OBJETIVO 
Favorecer por meio da pregação e oração a adesão aos caminhos oferecidos pela Igreja. 
 
MATERIAL 
Texto O mundo espiritual – Anexo IV 
Texto Oração de renuncia – Anexo V 
Bíblia 
 
METODOLOGIA 
Pregação 
Oração de renúncia 
Obs: Utilizar a primeira hora do grupo para pregação 
 
ESQUEMA DA PREGAÇÃO: 
1. Ler Dt 18 explicando que a palavra de Deus nos adverte a sairmos dos falsos caminhos. 
2. Aliança entre Deus e o homem. 
3. Forma como o inimigo de Deus utiliza para romper esta aliança 
4. Síntese das falsas doutrinas 
5. Necessidade de renúncia (oração e não mais freqüentar) 
 
Obs.: Pregador dar ênfase as falsas doutrinas que percebe ser mais presente na atualidade, na 
faixa de idade e na cultura dos membros do grupo, assim como os novos meios de difusão das 
falsas doutrinas: internet, filmes, etc. 
 
ORIENTAÇÃO AO PASTOR DO GRUPO DA FASE – KERIGMA 
1. Ensinam-se as músicas – 10 minutos 
2. Formação (antes da oração) – 40 minutos 
3. Oração de renúncia e louvor – 50 minutos 
4. Partilha sobre a oração – 15 minutos 
5. Orientar capítulos do livro a serem lidos 
6. Pastor pedir feedback do Enchei-vos 
 
 
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MANUAL DO PASTOR - FASE KERIGMA 
8ª SEMANA 
 
TEMA 
A promessa do Pai 
 
OBJETIVO 
Levá-los a uma experiência com o Espírito Santo que nos conduz a uma vida nova. 
 
MATERIAL 
Texto O Espírito Santo – Anexo VI 
 
METODOLOGIA 
Pregação 
 
ESQUEMA DA PREGAÇÃO 
• O Espírito Santo é Deus. É a 3ª pessoa da Santíssima Trindade 
• Recebemos o Espírito Santo no nosso Batismo 
• O Espírito Santo nos auxilia na mudança de vida, numa vida de santidade 
• O Espírito Santo nos faz realmente ter Jesus como Senhor 
• A conversão: vida nova 
• Dons infusos - Dons de Santificação (referências: Is 11, se quiser, também Jo 14 e 16) 
 
 
ORIENTAÇÃO AO PASTOR DO GRUPO DA 1ª FASE – KERIGMA 
Hoje não haverá partilha após a oração inicial devido ser dia de partilha direcionada. 
1. Fraternidade – 10 minutos 
2. Oração e Louvor – 30 minutos 
3. Formação: 45 minutos 
4. Partilha em Grupos – 30 minutos 
a. Dividem-se as ovelhas em “Grupos de Partilha” 
b. Deve-se direcionar a partilha segundo a orientação (Cf. - pág.2) 
5. Orientar capítulos do livro a serem lidos 
6. Pastor pedir feedback do Enchei-vos 
7. Orientar que todos precisarão trazer a Bíblia para a próxima reunião do grupo. 
 
 
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MANUAL DO PASTOR - FASE KERIGMA 
9ª SEMANA 
 
TEMA 
A promessa é para ti 
 
OBJETIVO 
Aprofundar a experiência de pentecostesque é hoje, que é para mim e que a nos leva a dar 
frutos abundantes de santidade. 
 
MATERIAL 
Bíblia 
 
METODOLOGIA 
Lectio comunitária – Atos 2,1-8 
 
DESENVOLVIMENTO: 
A Lectio Divina deverá substituir a oração e a formação do grupo, nos passos a seguir: 
• Antes de iniciar a Lectio faça um breve clamor ao Espírito (orientamos que deste momento 
até o terceiro passo todos estejam sentados e bem acomodados) 
• 1º passo: Fazer leitura juntos em meia voz por 5 vezes – 10 minutos 
• 2º passo: Direcionar para ficarem de dois em dois sem perder o clima de oração. Partilhar do 
que diz o texto – 10 minutos 
• 3º passo: Pastor orientar um breve momento de silêncio questionando o que mais me 
chamou a atenção no texto – 5 minutos 
• 4º Passo: Oração – Conduzir um momento forte de oração que leve a experiência do 
batismo no Espírito. Seja este momento rico de louvor e fervor – 40 minutos 
• 5º Passo: Contemplação – conduzir novamente a um momento de silêncio para perceber os 
frutos deste momento – 5 minutos 
• 6º Passo: Ação – Pedir que as ovelhas anotem em seu caderno os frutos da Lectio e seus 
propósitos de mudança, de comportamento ou de mentalidade, a partir do que Deus falou. 
 
ORIENTAÇÃO AO PASTOR DO GRUPO DA 1ª FASE – KERIGMA 
1. Ensinam-se as músicas – 10 minutos 
2. Seguir os passos orientados da Lectio Comunitária – 70 minutos 
3. Partilha sobre a Lectio comunitária – 10 minutos 
4. Orientar capítulos do livro a serem lidos 
5. Pastor pedir feedback do Enchei-vos 
 
 
 
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MANUAL DO PASTOR - FASE KERIGMA 
10ª SEMANA 
 
TEMA 
Oração para a efusão do Espírito Santo 
 
OBJETIVO 
Reavivar a experiência do batismo no Espírito 
 
MATERIAL 
Texto Preparação para Efusão - Anexo VII 
 
METODOLOGIA 
Pregação 
Efusão 
 
ESQUEMA DA PREGAÇÃO 
• Pegar do texto em anexo aquilo que for mais especifico para a realidade do grupo. 
• Não pregar ponto por ponto do texto, mas colher do texto aquilo que for mais essencial, 
para não se tornar enfadonho. 
 
ORIENTAÇÕES PARA A ORAÇÃO DE EFUSÃO: 
• Após a pregação prepará-los para a oração de efusão. 
• Semelhante ao SVES organize-se em filas para receber a oração de efusão. 
o Esse deve ser um momento de renovação, de nova abertura, de um novo amor e 
pode ter a ajuda do CAP da missão e de irmãos com carisma para a efusão. 
• Após a efusão pode-se motivar alguns testemunhos. 
 
ORIENTAÇÃO AO PASTOR DO GRUPO DA FASE – KERIGMA 
 
1. Clamor ao Espírito – 10 minutos 
2. Pregação – 30 minutos 
3. Seguir as orientações para a Efusão 
4. Pastor pedir feedback do Enchei-vos 
 
 
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MANUAL DO PASTOR - FASE KERIGMA 
11ª SEMANA 
 
TEMA 
Para Crescer na graça 
 
OBJETIVO 
Conscientizá-los de que sem uma vida de oração pessoal e comunitária, não é possível perseverar 
e nem crescer na vida da graça. 
 
METODOLOGIA 
Testemunho 
(Seria interessante alguém da comunidade de Vida ou da comunidade de Aliança) 
 
ESQUEMA PARA TESTEMUNHO: 
Com antecedência escolher uma pessoa (pode ser o pastor) que tenha tido uma experiência 
concreta e que viva coerentemente a vida cristã. A pessoa que dará o testemunho deve dá-lo 
dessa forma: 
• Falar da sua experiência da mudança em sua vida a partir da SVES. 
• Como foi e é importante o grupo de oração em sua caminhada. 
• Falar da sua vida espiritual (Oração pessoal, Estudo Bíblico, terço, eucaristia, confissão) que o 
fez crescer e perseverar até hoje. 
• Pode-se ao fim abrir para perguntas. 
 
ORIENTAÇÃO AO PASTOR DO GRUPO DA 1ª FASE – KERIGMA 
1. Ensinam-se as músicas – 10 minutos 
2. Fraternidade – 10 minutos 
3. Oração e Louvor – 30 a 40 minutos 
4. Partilha sobre a oração – 15 minutos 
5. Formação (Testemunho) mais as perguntas – 45 minutos 
6. Pastor pedir feedback do Enchei-vos 
 
 
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MANUAL DO PASTOR - FASE KERIGMA 
12ª SEMANA 
 
TEMA 
O Dom de línguas, profecia e interpretação das línguas. 
 
OBJETIVO 
Crescer no exercício destes Dons. 
 
MATERIAL 
DVD para o pastor – Base da pregação 
Enchei-vos 
Bíblia 
 
METODOLOGIA 
Pregação 
Oficina do dom de línguas 
 
ORIENTAÇÃO AO PASTOR DO GRUPO DA 1ª FASE – KERIGMA 
 
1. Ensinam-se as músicas – 10 minutos 
2. Fraternidade – 05 minutos 
3. Oração e Louvor – 30 a 40 minutos 
4. Partilha sobre a oração – 10 minutos 
5. Formação – 30 minutos 
6. Oficina de dons – deve ser feito com todos e deve ter um tempo de 25 minutos 
7. Pastor pedir feedback do Enchei-vos 
 
 
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MANUAL DO PASTOR - FASE KERIGMA 
13ª SEMANA 
 
TEMA 
O Dom de Palavra de ciência e sabedoria 
 
OBJETIVO 
Crescer no exercício destes Dons 
 
MATERIAL 
DVD para o pastor – Base da pregação 
Enchei-vos 
Bíblia 
 
METODOLOGIA 
Pregação 
Oficina de dons 
 
ORIENTAÇÃO AO PASTOR DO GRUPO DA FASE – KERIGMA 
Hoje não haverá partilha após a oração inicial devido ser dia de Partilha direcionada. 
1. Fraternidade – 10 minutos 
2. Oração e Louvor – 30 minutos 
3. Formação – 45 minutos 
4. Partilha em Grupos – 30 minutos 
a. Dividem-se as ovelhas em “Grupos de Partilha” (os grupos devem ser composto por 
três pessoas) e essas podem sair e uma por vez pode receber um momento de 
oração, as demais se abrem aos dons do Espírito Santo. O pastor e o seu núcleo 
devem sair nos devidos grupos. 
b. Ao final o grupo de partilha faz uma partilha final; 
5. Pastor pedir feedback do Enchei-vos 
 21
MANUAL DO PASTOR - FASE KERIGMA 
14ª SEMANA 
 
TEMA 
O Dom de cura, fé e milagres. 
 
OBJETIVO 
Crescer no exercício destes Dons. 
 
MATERIAL 
DVD para o pastor – Base da pregação 
Enchei-vos 
Bíblia 
 
METODOLOGIA 
Pregação 
Oficina 
 
ORIENTAÇÃO AO PASTOR DO GRUPO DA FASE – KERIGMA 
1. Ensinam-se as músicas – 10 minutos 
2. Fraternidade – 05 minutos 
3. Oração e Louvor – 30 a 40 minutos 
4. Partilha sobre a oração – 10 minutos 
5. Formação – 30 minutos 
6. Oficina de dons – deve ser feito com todos e deve ter um tempo de 25 minutos 
7. Pastor pedir feedback do Enchei-vos 
 22
MANUAL DO PASTOR - FASE KERIGMA 
15ª SEMANA 
 
TEMA 
O Dom de discernimento dos espíritos. 
 
OBJETIVO 
Crescer no exercício deste Dom e o pastor fazer algumas correções que forem necessárias no uso 
dos dons; 
 
MATERIAL 
DVD para o pastor – Base da pregação 
Enchei-vos 
Bíblia 
 
METODOLOGIA 
Pregação 
 
ESQUEMA DA PREGAÇÃO: 
 
• Falar que o dom do discernimento serve para a nossa vida, nas nossas escolhas simples ou 
complexas, nas atitudes que iremos tomar, sempre devemos clamar o auxilio do Espírito 
Santo para o dom do discernimento. Ter cuidado com os exageros. Ex: Que vou comer hoje, 
pizza ou macarronada? 
• Devemos ter uma vida conduzida pela voz de Deus, e isso se conquista por meio da vida de 
oração. 
• Alusão às moções do Espírito Santo, a regra de ouro sempre será perceber o que vem da 
carne, o que vem do Espírito o que vem do demônio e o que vem realmente de Deus. 
 
• Correções do uso dos dons: 
1. Moções que são dadas que é uma “verdadeira pregação”, muito extensa e sem objetivo. 
2. Moções com ar de direcionamento para o grupo tomando o lugar do coordenador da oração. 
3. Moções e visualizações do tipo: 
- Mandando recado para o grupo ou pessoas especificas. 
- Mudando a entonação da voz. 
- Visualizações longas e sem objetividade. Ex: O Senhor me dá uma visualização de um velhinho 
caminhando no deserto e vê um oásis e ao se aproximar vê que era imaginação e continua a 
andar e ficar com mais sede... 
 
ORIENTAÇÃO AO PASTOR DO GRUPO DA 1ª FASE – KERIGMA 
1. Ensinam-se as músicas – 10 minutos 
2. Fraternidade – 10 minutos 
3. Oração e Louvor – 30 a 40 minutos 
4. Partilha sobre a oração – 15 minutos 
5. Formação – 45 minutos 
6. Pastor pedir feedback do Enchei-vos 
 
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MANUAL DO PASTOR - FASE KERIGMA 
16ª SEMANA 
 
TEMA 
Maria, mãe de Deus. 
 
OBJETIVO 
Crescer no amor filial a Maria e esclarecer questionamentos que possam existir nas ovelhas. 
 
MATERIAL 
Texto Devoção à Maria - Anexo VIII 
Maria na Reforma Protestante - Anexo IX 
Bíblia 
 
METODOLOGIA 
Pregação 
 
ESQUEMA DA PREGAÇÃO: 
Com antecedência escolher uma pessoa que tenha perfil para dar a pregação. Pode-se dar a 
pregar dando exemplosna sua vida. 
• Fazer uma introdução sobre a virgem Maria dentro do mistério da eleição de Deus. 
o Lc 1, 26-38 
• “Mãe de Deus” 
• A importância da recitação do terço que medita a vida de Jesus e a contempla como Maria a 
contempla (JPII). Nossa Senhora sempre nos aponta a Cristo. 
• A importância da virgem Maria no seguimento de Cristo. 
• Dar dicas de como cultivar o amor a Maria. 
 
• Esclarecer as principais questões de Maria principalmente os “argumentos” mais usados pelos 
protestantes. 
(os textos em anexo serão para ajudar o pregador em possíveis questionamentos que venha a ter 
por parte das ovelhas) 
 
 
ORIENTAÇÃO AO PASTOR DO GRUPO DA 1ª FASE – KERIGMA 
Hoje não haverá partilha após a oração inicial devido ser dia de partilha direcionada. 
1. Fraternidade – 10 minutos 
2. Oração e Louvor – 30 minutos 
3. Formação – 45 minutos 
4. Partilha em Grupos – 30 minutos 
a. Dividem-se as ovelhas em “Grupos de Partilha” 
b. Deve-se direcionar a partilha segundo a orientação (Cf. - pág.2) 
5. Pastor pedir feedback do Enchei-vos 
 
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MANUAL DO PASTOR - FASE KERIGMA 
17ª SEMANA 
 
TEMA 
Oficina de Lectio Divina 
 
OBJETIVO 
Crescer neste método de leitura oracional da Bíblia 
 
MATERIAL 
Texto Lectio Divina – Anexo X 
Bíblia 
 
METODOLOGIA 
Pregação – 45 min. 
 
ESQUEMA DA PREGAÇÃO: 
• Testemunhe a necessidade de orarmos com a Palavra. 
• Dê exemplos concretos de como a Palavra mudou a sua vida. 
• Explique os passos: 
 
1º passo-Leitura: 
- Devemos antes de iniciar a Lectio, clamar o Espírito Santo e passar a mentalidade que sem Ele 
nada, absolutamente nada, podemos fazer. 
- A leitura deve ser feita pelo menos 5 vezes. 
- Com atenção a quem são os personagens principais do texto bíblico. 
 
2º passo-Meditação: 
- Permitir que o Espírito conduza o orante a partes do texto que mais o chamou a atenção. 
- Não usar a Palavra para transformá-la em minhas próprias palavras, para o que eu quero 
escutar, para confirmar os meus interesse e etc. 
- Alertar as ovelhas para não caírem em dois constantes riscos: 
1. O Intelectualismo: O Mar Vermelho realmente foi aberto? Será que Jesus andou realmente 
sobre as águas? 
2. O espiritualismo: Interpretação ao pé da letra, fantasias espirituais 
 
3º passo-Oração: 
- Responder aos questionamentos que o texto sagrado me fez. 
- Dar respostas concretas. 
 
4º Passo – Contemplação: 
- Observar o que Deus fez os frutos gerados pela oração com a Palavra. 
- Anotar no caderno os direcionamentos e as profecias. 
 
5º Passo – Ação: 
- O que, no concreto, posso mudar em minha vida a partir do que Deus me falou. (Ex.: 
Determino-me em confessar-me ainda nesta semana) 
 
Sugestão ao pregador: 
1. Pegue um texto simples para ir fazendo a lectio com as pessoas e ir dando exemplos ou 
colhendo delas respostas. Do contrário, fica muito abstrato e difícil de entender. 
2. Procure fazer referência ao Enchei-vos, mostrando que é uma forma de fazer a lectio e que 
nele já se vê, explicitamente os 5 passos. 
 
ORIENTAÇÃO AO PASTOR DO GRUPO DA FASE – KERIGMA 
1. Ensinam-se as músicas – 10 minutos 
2. Fraternidade – 10 minutos 
3. Oração e Louvor – 30 a 40 minutos 
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4. Partilha sobre a oração – 15 minutos 
5. Formação: 45 minutos 
6. Pastor pedir feedback do Enchei-vos 
 
A partir daqui a teremos 7 semanas livres. Sugerimos que o pastor utilize como subsidio os 
Pacotes de Formação disponíveis com o Coord. do Pastoreio. 
Essas semanas deverão seguir o mesmo ritmo das formações anteriores, como preservar o tempo 
de oração, pregação, avisos e etc. 
Deve-se orientar as ovelhas que ainda não terminaram o Enchei-vos que terminem e as que já 
terminaram devem seguir a liturgia diária. 
 
Importante para o pastor, não esquecer: 
1. Dar as informações para o Retiro do Grupo 
2. Preparar o grupo para a próxima fase 
a. Explicar como será a próxima fase, e o seu objetivo. 
b. Explicar o material que será necessário 
c. Falar das novidades no tempo de oração e dos ministérios 
 
 26
MANUAL DO PASTOR - FASE KERIGMA 
RELAÇÃO DE DVD´S 
 
DVD PARA A OVELHA 
Esses DVD´s serão passados no grupo de oração 
DVD REFERÊNCIA 
DVD – Falsas Doutrinas (Carmadélio 
Sousa) PAZ DVD 03 – Carmadélio 
 
 
DVD´S PARA O PASTOR 
Esses DVD´s servirão de base para a pregação do pastor 
DVD REFERÊNCIA 
DVD – Dom de Línguas, profecia e 
interpretação de línguas e 
Palavra de Ciência e Sabedoria 
PAZ DVD 01 – Emmir Nogueira 
DVD – Dom de Cura, Fé e Milagres PAZ DVD 02 
DVD – Dom do discernimento dos 
Espíritos PAZ DVD 02 
 
DVD´s disponíveis no site das Edições Shalom (www.edicoesshalom.com.br). Veja com o seu 
coordenador do pastoreio. 
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ANEXOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 28
ANEXO I 
Texto destinado ao pastor/pregador 
 
 O AMOR DE DEUS 
 
O amor de Deus é o que dá sentido às nossas vidas, à Salvação, à vivência do amor entre 
nós, à morte e ressurreição de Jesus, a tudo, enfim. Esta é a boa notícia que devemos acolher 
com todo o nosso coração, mas também sermos anunciadores dela: “Deus nos ama e nos 
oferece, hoje mesmo, a sua paz e a sua graça como frutos deste amor” (Raniero Cantalamessa). 
O amor de Deus vem ao nosso encontro e nos envolve como num abraço cheio de calor e 
aconchego. Todos nós somos o objeto, o alvo do amor de Deus. Nós só conhecemos muitas 
vezes o “dever de amarmos a Deus” e esquecemos de experimentarmos, em primeiro lugar, este 
amor. Antes de devermos amar a Deus, nós somos amados por Ele. 
“O mais importante não é pois que o homem ame a Deus, mas que Deus ame o homem e 
o ame por primeiro: Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas é Ele que 
nos amou” (Raniero Cantalamessa) 
Uma das coisas mais maravilhosas é a descoberta e experiência do amor de Deus. É muito 
importante que nos sintamos amados, acolhidos, aceitos, compreendidos por Deus. 
E é exatamente assim que acontece. “Deus é amor”, como nos revela São João 
( I Jo ), mas nós precisamos experimentar para crermos neste amor. 
 
 Qual o verdadeiro significado do amor? O que Deus considera amor? 
Quais as características do amor como Deus o vê, o amor como só Deus ama. 
 
Hoje em dia, a palavra “amor” é tão usada e tão mal interpretada que ficamos sem saber 
direito o que ela significa. A Bíblia, porém vai nos trazer uma definição do que é o verdadeiro 
amor, isto é, vai nos explicar o que Deus considera amor e como Ele ama. 
Como Deus é e qual o seu pensamento sobre o amor e como Ele nos ama é o descrito em 
I Cor 13,4-8: Deus é paciente, Deus é bondoso. Não tem inveja. Deus não é orgulhoso. Não é 
arrogante. Nem escandaloso. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda 
rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, 
tudo espera, tudo suporta. É exatamente desta forma que Deus é e nos ama. 
 
Vejamos então quais as características do amor de Deus? 
 
1. O amor de Deus é pessoal: 
 
Deus ama você de forma pessoal. Deus ama a todos, mas ama a cada um de maneira 
única, pessoal, como cada um necessita ser amado. 
Hoje em dia estamos “acostumados” a ser “multidão”. Somos um número na carteira de 
identidade, de trabalho, de telefone, no banco, etc. Isto muitas vezes nos leva a crer que Deus 
nos vê e considera assim: uma multidão. Porém isto não é verdade. Deus nos conhece, nos 
considera e nos ama de forma pessoal. Deus ama a cada um como filho único. Deus conhece 
você, suas necessidades, seus anseios, seus planos, suas dificuldades, suas qualidades e o ama 
como você é e como filho único. 
Pegue a passagem de Is 43, 1-5 para que as pessoas vejam que esta verdade são 
palavras bíblicas. 
- Deus conhece você na intimidade. Ele chama você pelo nome, como prova de que você não 
é estranho para ele. Só conhecemos o nome de alguém quando temos com esta pessoa um certo 
grau de intimidade - Is 43,1b 
- Deus cuida de você como um Pai. Ele é o maior interessado pela sua vida, porque é capazde 
tudo por você, para lhe livrar de todo o mau, para lhe dar forças nos momentos mais difíceis - Is 
43, 2-5 
- Deus ama você ternamente e como filho único - Is 43, 4. 
Pegue esta passagem de Is 49, 14-16 que também revela que o amor de Deus é tão 
pessoal e único e tão apaixonado que tem o seu nome gravado na palma de Suas mãos e tem 
você sempre diante dos Seus olhos. 
 29
Deus nos criou por amor. Não tem outro motivo. Deus planejou o nosso nascimento. Deus 
quis que nós nascêssemos para desfrutarmos de sua amizade, da sua vida divina. Ser uma 
criatura é o maior bem que Deus fez ao homem, porque só assim ele pode conhecer a Deus que 
é a verdadeira felicidade. 
 
2. O amor de Deus é misericórdia: 
Deus é Amor e nos ama! Deus é misericórdia e corre para nos perdoar. A misericórdia de 
Deus é sempre um socorro ao pecador, pois, quando o homem peca, faz a Sua misericórdia 
derramar-se sobre ele e vir em seu auxílio todo o mistério da ternura divina que o socorre e 
reconduz. 
É importante sabermos que: 
- Deus não se lembra dos pecados dos quais já nos arrependemos e confessamos ( Is 43,25). 
- Deus não recusa nossa presença quando pecamos e muito menos por causa dos nossos 
defeitos. Pelo contrário Ele se curva para nós e nos acolhe 
 ( Lc 7,36-47 - Jesus se deixa tocar por uma pecadora e a acolhe; Jesus perdoa os pecados da 
mulher que O ama e, por amá-lo, arrepende-se). 
- Como Pai, Deus espera ansiosamente nosso arrependimento, nossa volta para os Seus braços ( 
Lc 15,11-30 - É o Pai quem corre ao encontro, quem se lança ao pescoço do filho e quem o 
beija). 
- Existe uma grande alegria no céu quando um pecador se arrepende e confessa os seus pecados 
e pela volta a Deus, que não nos vê como pecadores e sim como filhos queridos 
( Lc 15,32). 
- Deus não nos trata como nós merecemos. Dente por dente, olho por olho. Deus nos dá muito 
mais do que aquilo que nós imaginamos, queremos e merecemos. 
- Não importa o que tenhamos sido no passado ou que somos no presente, com nossos pecados, 
vícios ou defeitos, Deus ama a cada um de nós. Aliás, todo pecado, problema ou fracasso são 
agora uma oportunidade para que nós experimentemos o Seu amor ( Dar exemplos de São 
Francisco, de Stª Teresa d’Ávila e outros...). 
- Nós só poderemos nos sentir filhos se reconhecermos que somos pecadores. Só quem 
reconhece os seus pecados, suas fraquezas, compreende e experimenta o amor de Deus. “Puxa 
vida, eu sou capaz de fazer coisas tão más, mas mesmo assim Deus me ama. É muito amor 
mesmo para ainda me acolher...” 
No entanto, muita gente não pensa assim. Tem gente que pensa que Deus é “um 
anotador de pecados”, que mantém uma rígida contabilidade do que fizemos “de bom” ou “de 
ruim” para nos julgar de acordo com nossas faltas e nos condenar, nos reprimir. E no entanto, 
nós sabemos o que Ele disse para a mulher adúltera: “Ninguém te condenou?... Nem eu te 
condeno. Vai e não tornes a pecar” ( Jo 8,10s). 
Estas pessoas que pensam assim geralmente tem medo de Deus e não se aproximam 
Dele, pois pensam que Ele as vai repreender e cobrar, e muitas vezes O imaginam como 
desinteressado e antipático, chegam mesmo a tê-lo como um inimigo, um antagonista, como 
alguém que se coloca no seu caminho como um obstáculo com os seus “deves” e “não deves”. 
Como alguém que atrapalha a sua vida, que torna a sua vida cheia de pesados fardos. Ao 
contrário, Deus é favorável ao homem, é seu amigo, está a seu favor, não está contra o homem, 
não deseja reprimi-lo. É um Deus amigo que nos salva, que nos apóia, que assume toda a culpa 
que pesa nos nossos ombros, que nos defende, que não nos oprime, que não nos deixa infelizes. 
Como iria então nos acusar??? 
 
3. O amor de Deus é eterno: 
O amor de Deus não tem começo e nem tem fim, porque o próprio Deus, que é amor, 
nunca teve começo e nunca terá fim: “De longe me aparecia o Senhor: amo-te com eterno 
amor, e por isso a ti estendi o meu favor” ( Jer 31,3). Deus sempre ama você e sempre o amará. 
Sempre! 
São João diz em sua Primeira Carta ( I Jo 4,19) que nós “amamos porque Deus nos amou 
primeiro”. Deus não nos pede primeiramente para amá-lo, mas que nos deixemos amar por Ele, 
que manifestemos o desejo de experimentar o seu amor por nós. 
Não somos nós que chegamos a Ele, ao contrário, isto é impossível para nós, mas é Ele 
quem primeiro se chega a nós. Não somos nós que o buscamos, mas é Ele quem primeiro nos 
busca. A iniciativa é dele. Não somos nós que o escolhemos, mas é Ele quem nos escolheu 
 30
primeiro. Nós não fazemos nenhum favor em amá-lo, mas é Ele quem nos favorece com seu 
amor, que é eterno. 
Nós só podemos amar a Deus porque primeiro Ele nos amou. Temos que parar e deixar 
que Ele nos alcance, que seu amor nos alcance. 
Eternidade também tem o significado de infinito. O amor de Deus é muito grande, infinito 
por nós. É um amor profundo, um amor imenso, sem limites. Ele é capaz de tudo por nós. E Seu 
amor tão grande nos envolve como um manto: 
 
“Tão alto que eu não posso estar acima dele 
Tão baixo que eu não posso estar abaixo dele 
Tão largo que eu não posso estar fora dele 
Grande é o amor de Deus” 
 
4. O amor de Deus é gratuito: 
 “Todos vós que estais sedentos, vinde à nascente das águas, vinde 
 comer, vós que não tendes alimento. 
 Vinde comprar trigo sem pagar! (...) 
 Prestai atenção e vinde a mim, escutai e vossa alma viverá. (...) 
 Buscai o Senhor, já que ele se deixa encontrar, invocai-o já que ele está perto” ( Is 
55,1.3.6). 
 
 Esta passagem indica que Deus nos ama com amor gratuito. Nós temos muita dificuldade 
de amar com amor gratuito. Sempre temos a tendência de amar alguém “por causa de alguma 
coisa”. Assim, é mais fácil amar alguém que é educado, humilde, meigo, manso, alegre, otimista, 
com conversa interessante e é mais difícil para nós amarmos as pessoas monótonas, tristes, 
agressivas, mal educadas, arrogantes. 
O pior, é que ficamos pensando que o amor de Deus é como o nosso, isto é, que Deus 
ama aquele que é bom, humilde, alegre, santo, etc. Isto não é verdade. O amor de Deus é 
gratuito. Deus não nos ama “em troca” do que fazemos ou somos. Deus não nos ama colocando 
condições. 
 Há até algumas pessoas que pensam que Deus não as ama porque são egoístas ou se 
consideram antipáticas e “más”. Não há nada mais errado! 
 Outras pessoas, acham que precisam “esforçar-se” para que Deus as ame. “Se eu for “bom” 
Deus me ama. Se eu for “mau” Deus não me ama”. Isto também não é verdade. Deus ama e 
aceita você do jeito que você é. Você não precisa aparentar outra coisa do que é 
verdadeiramente para que Deus o ame. Você não precisa colocar máscaras diante dele. Deus 
aceita e ama você do jeito que você é, porque foi ele quem te criou. Deus ama você com suas 
qualidades e defeitos, com seus pecados e esforços, seja você bom ou mau, pobre ou rico, bonito 
ou feio, doente ou saudável, competente ou incompetente, fiel ou infiel. Deus não ama você por 
causa de suas qualidades e nem deixa de amar você por causa dos seus pecados ou defeitos. 
Ama com eles. 
 Não precisamos “fazer esforço” ou “ser bom” para “merecer” o amor de Deus, porque Deus 
não ama “em troca de” ou “por causa de”, mas gratuitamente. O nosso esforço para sermos 
santos deve ser uma prova do nosso amor e da nossa gratidão ao amor com que Deus nos amou 
primeiro. 
 É verdade que Deus é um Pai de amor, mas também é verdade que Deus não é um 
mágico, um serviçal, uma marionete nas mãos do homem. Ele é misericordioso, mas por causa 
disto mesmo não faz todas as nossas vontades. Não podemos entender apenas que Deus nos 
ama quando faz tudo o que queremos e pedimos. Seria limitar o amor de Deus ao entendimento 
humano que é muito superficial. É necessário que nos sintamos como filhos de Deus e não como 
escravos. Se acreditamos que somos filhos, nunca desconfiaremos do amor de Deus por nós. 
 
5. O amor de Deus é fiel e constante: 
Deus não nos ama mais num dia do que no outro, nem nos ama mais porque somos 
bonzinhos e nem nos ama menos porque cometemosum pecado ou alguma falha. Todos os dias 
Deus nos ama com o mesmo amor. O Seu amor não é vacilante, não oscila, é sempre constante. 
Não é como o nosso que depende da nossa disposição de amar num dia e já no outro não 
estamos mais dispostos a amar, seja porque fizeram algo contra nós, seja porque estamos mal-
 31
humorados ou doentes, seja por razões que nem sequer conhecemos bem. Um dia é fácil para 
nós amarmos, já em outro dia está muito difícil. 
Como estamos acostumados a este “tipo” de amor, transferimos esta idéia para o amor de 
Deus e acabamos pensando que o amor de Deus também é assim. Pensamos que um dia Deus 
nos ama, mas no dia seguinte se algo acontecer, Ele nos rejeita e não quer mais saber de nós. 
Quando estamos aflitos muitas vezes a nossa tendência é a de dizer ou pensar que Deus nos 
abandonou, que Deus não é fiel em Seu amor, que Ele nos esqueceu, mas a palavra de Deus nos 
diz: “Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas 
entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca. Eis que estás gravada 
na palma de minhas mãos, tenho sempre sobre os olhos tuas muralhas” ( Is 49,14-16). 
Estas palavras nos mostram que o amor de Deus é fiel e constante. Não existe um dia 
sequer que Deus nos ame mais e um dia sequer que Deus nos ame menos. Deus nos ama com o 
mesmo amor sempre, em todas as circunstâncias. Porque Santa Teresinha entendeu esta 
verdade sobre o amor de Deus, afirmou: “Eu sei que por trás das nuvens escuras o sol está a 
brilhar”, estas palavras querem dizer a mesma coisa que “eu estou passando por momentos 
difíceis, mas eles não são capazes de me fazerem pensar que Deus me abandonou, ou que Deus 
não me ama”. 
Na passagem de Is 54,10 também encontramos a revelação que o amor de Deus é fiel e 
constante. Imaginemos uma alta montanha oscilando e as colinas saindo do seu lugar ( para o 
judeu, a montanha simboliza a solidez, a permanência, a fidelidade). Muitas vezes as 
“montanhas” e “colinas” de nossa vida se “abalam” ou “vacilam”, trazendo para nós situações de 
tristeza, conflito, angústia, decepção, desânimo, porém o Senhor diz para nós: “Mesmo que as 
montanhas oscilassem e as colinas se abalassem, jamais o meu amor te abandonará e jamais 
meu pacto de paz vacilará”. 
Em Mt 28,20, Jesus, antes de subir aos céus, dá aos discípulos uma garantia de fidelidade 
e constância de Seu amor pôr eles: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo”. 
Ele está conosco todos os dias, todos os instantes, nos dando força, consolando, acolhendo, 
segurando em nossas mãos. Nunca devemos duvidar do amor e da bondade de Deus. Esta é a 
mais terrível arma do inimigo: fazer com que desconfiemos do amor de Deus por nós. “Onde 
estás, Deus? Que Pai não correria para pôr fim a um sofrimento como o que está padecendo o 
filho? A derrota mortal de Satanás é levada a efeito quando, nessa situação, o discípulo de Jesus 
reúne todas as forças e, quase gritando a si mesmo, diz: Tu és santo, Senhor! Justos e 
verdadeiros são os teus caminhos! Abandono-me a ti, Pai, embora não te compreenda! ‘Pai em 
tuas mãos entrego meu Espírito!’ A vitória consiste, no final, em tornar nossos os próprios 
sentimentos de Cristo” ( Ungidos pelo Espírito, pág. 32, Raniero Cantalamessa, Edições Loyola). 
 
 
6. O amor de Deus quer o melhor para nós porque somos seus filhos: 
 Deus ama você como você é, mas não o quer deixar nesta condição. Ele deseja algo muito 
melhor para você. Ele tem um plano elevado para a sua vida. Um plano que supera o que você 
imagina ou pode pensar para o seu bem. Por isto Ele deseja fazer parte da sua história, interferir 
na sua vida, construir junto com você a sua história. 
 “Quanto os céus estão acima da terra, tanto os meus caminhos estão acima dos vossos 
caminhos” ( Is 55,9). 
O pregador deve conduzir a todos a um momento de louvor a Deus pelo seu amor tão 
maravilhoso e profundo para que gere nos corações a experiência de serem amados por Deus. 
Lance-se inteiramente nas mãos do Espírito Santo. 
 
7. Deus, em seu amor, por seu amor, se comunica com você: 
 Como já vimos, Deus não está distante de nós, Ele deseja fazer parte da nossa história, 
deseja ter um relacionamento íntimo conosco, deseja caminhar conosco, quer ser nosso amigo 
íntimo, por isto deseja se manifestar a nós, deseja comunicar-se com seu povo e o nível desta 
comunicação do Amor de Deus para conosco é eterno e altíssimo como nos revela este versículo 
da Bíblia: “Então às tuas invocações, o Senhor responderá, e a teus gritos dirá: Eis-me aqui!” ( Is 
58,9). 
 Deus se comunica conosco através da Palavra e da Oração. Ele nos fala e nos responde 
pela Palavra e pela Oração. A Palavra de Deus é uma iniciativa divina para comunicar a Seus povo 
 32
aquilo que Ele é e aquilo que trará felicidade a Seus filhos. A Palavra de Deus é a maneira que Ele 
encontrou, no Seu amor que se comunica, de falar com você. 
 Assim como Jesus é a própria Misericórdia do Pai, Ele também é a Comunicação do Amor 
do Pai. Ele é o Verbo, isto é, a Palavra do Pai. E Ele, que conhece o Pai perfeitamente, nos 
ensinou a nos comunicar com o Pai através da Oração. É ao nosso Pai que nós oramos, por isto 
Jesus, pela sua oração, nos ensinou a oração livre, espontânea e familiar, como é o falar de um 
filho com seu pai. 
 Nós nos comunicamos com Deus respondendo à Sua Palavra com nossa vida e nossa 
oração. 
 Algumas pessoas pensam que orar é difícil. Isto é uma lástima e não é verdade. Orar é 
muito fácil, pois Deus mora em nós e nos ouve sempre, como vimos, antes que acabemos de 
falar. Para rezar, basta estar a sós em algum lugar, pedir a ajuda ao Espírito Santo, louvar a 
Deus, falar com Ele, escutá-Lo, responder, escutá-Lo e daí por diante, pois como Deus é uma 
pessoa e nos ama indescritivelmente, Ele fala a nós como uma pessoa sempre pronta a socorrer 
e a ouvir. Orar é coisa simples, muito simples. Basta começar. 
 
8. Nós podemos recusar o amor de Deus: 
O amor de Deus é algo inexplicável, é algo maravilhoso, porém nós podemos recusar o 
Seu amor. Deus nos chama de diversas formas, mas muitas vezes nós preferimos não ouvir. Deus 
perdoa os nossos pecados, mas nós não entendemos o que é misericórdia. Deus usa para 
conosco de paciência, misericórdia, humildade, gratuidade, mas nós reagimos como se não 
víssemos nada. Porém, mesmo que o recusemos, mesmo que digamos que Ele não existe, 
mesmo que nós O ofendamos, blasfememos o seu nome, queiramos ir para bem longe Dele, não 
adianta, pois Ele nos ama apaixonadamente e porque “Nada pode nos separar do amor de Deus” 
( Rm 8, 35-39). 
 
9. Deus prova o seu amor por nós em Jesus: 
São Paulo faz esta afirmação fundamental que Deus prova o seu amor por nós em Jesus 
porque Ele não poupou Seu próprio Filho, Jesus, mas O entregou para morrer por nós: “Aquele 
que não poupou seu próprio Filho, mas por todos nós o entregou, como não nos dará também 
com Ele todas as coisas” ( Rm 8,32). É uma dor muito grande entregar um filho a uma morte de 
cruz. 
O Pai não tendo mais como testemunhar, provar, declarar Seu amor por nós, enviou Jesus 
para nos livrar de toda a culpa original e aceitou com amor - embora com dor - entregar Jesus, 
na alegria de, por Sua entrega, conquistar-nos a todos para Ele. 
 
10. Nada pode nos separar do amor de Deus: 
Leia Rm 8,37-39. Nós devemos, diz o Cantalamessa, “fitar a nossa vida tal qual se nos 
apresenta, e não nos deixar submergir pelos temores que nela se aninham, as tristezas, ameaças, 
complexos, este ou aquele defeito físico ou moral que nos leva a não nos aceitarmos 
serenamente como somos, e a expor tudo isso à luz do pensamento de que Deus nos ama” e 
nada pode nos 
separar do amor de Deus, nenhum destes inimigos e perigos. Da mesma forma devemos fitar o 
mundo que nos rodeia e que nos mete medo, com novos olhos que nos foram dados através da 
revelação do amor de Deus por cada um de nós, porque por mais que este mundo nos ameace e 
queira nos esmagar, nadapode nos separar do amor de Deus. 
 O pregador deve finalizar esta pregação com uma oração onde todos possam contemplar as 
suas vidas, mesmo os momentos mais dolorosos, agora sob o novo olhar do amor de Deus. 
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ANEXO II 
Texto destinado ao pastor/pregador 
 
SALVAÇÃO E PECADO 
 
Uma das coisas que mais causa perplexidade nas pessoas é deparar-se com a beleza e 
imensidão do amor de Deus e seu aparente contraste com a realidade do sofrimento humano. O 
texto abaixo, ajuda-nos a refletir à luz de Deus sobre essa realidade. 
 
1. Amor de Deus e os sofrimentos e as injustiças que passa a humanidade: 
 Sabemos que Deus nos ama, mas muitas vezes nós não conseguimos experimentar este 
amor de Deus por nós e surgem inúmeras dúvidas: 
- Se Deus nos ama tanto porque o mundo passa por problemas graves em todos os níveis? 
- O que impede que em nosso mundo se manifeste o amor de Deus? 
- Se Deus me ama tanto porque não consigo experimentar o seu amor? Porque não consigo me 
sentir amado por Ele? 
É como se nós estivéssemos no meio de uma chuva torrencial, mas não nos molhamos 
porque estamos como que protegidos por um cristal que nos permite ver chover, mas não nos 
permite sermos atingidos pela chuva. 
Antes de responder qual é esse impedimento vamos ver alguns aspectos importantes. 
Para entendermos melhor o que é a Salvação, precisamos conhecer: 
 
• Qual é o plano de Deus para a criação 
• O que é pecado 
• E, afinal, do que somos salvos 
 
2. O Plano de Deus para a criação: 
Tome sua Bíblia, abra em Gn 1-2, 1-4 e leia o capítulo inteiro e por este texto podemos 
chegar às primeiras conclusões, que são comprovadas em diversas outras passagens da Bíblia: 
 
• Deus criou o mundo visível ( tudo o que vemos) e invisível ( criação dos anjos, Dan 7,10) por 
amor. 
• Deus criou todas as coisas para o homem. 
• Deus as criou “boas” para os homens, pois Ele “contemplou toda a sua obra e viu que tudo 
era muito bom” ( Gn 1,31). Não havia nada mau ou desordenado na criação. 
• O homem e a mulher foram criados à imagem e semelhança de Deus. 
• Sendo o homem e a mulher imagem e semelhança de Deus, não havia nada de mau neles. 
“Deus criou o homem à Sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher” ( 
Gn 1,27). 
“Façamos o homem à nossa imagem e semelhança” ( Gn 1,26). O verbo está no plural, 
enfatizando a ação da Santíssima Trindade na criação. 
 Deus é uma comunidade de amor. Deus é Trino e Uno. O Pai, o Filho e o Espírito Santo se 
entregam totalmente em amor um ao outro. Nesta doação de amor total formam uma só pessoa. 
Em Deus não há divisão. Em Deus só existe amor, unidade, doação. 
 Ter sido criado à imagem e semelhança de Deus significa, então, entre outras coisas, que o 
homem foi criado com a capacidade e a necessidade intrínseca de amar. O homem foi criado 
para amar a Deus acima de todas as coisas, ao próximo e a si mesmo. Esta é a altíssima 
dignidade humana: ser filho de Deus. O homem não só tem necessidade de ser amado, mas de 
amar. O homem foi criado para ser perfeito no amor a Deus e, em decorrência, aos outros 
homens 
 Então a finalidade da vida do homem é o amor, pois ele foi criado para amar e louvar a 
Deus. E assim fazendo está dentro do plano de Deus para si. Esta total obediência ao plano de 
Deus para si, fazia o homem muito íntimo de Deus, pois era acostumado a reconhecer a Sua 
presença, a se encontrar e conversar à hora da brisa da tarde, como afirma a Palavra de Deus: 
“E eis que ouviram o barulho dos passos do Senhor Deus que passeava no jardim, à hora da 
brisa da tarde” ( Gn 3, 8). 
 Antes do pecado original, o homem vivia em tal comunhão de intimidade com Deus que 
amar a Deus e aos outros era o que menos lhe custava. Todo o seu pensamento era voltado 
 34
para amar a Deus. Toda a sua vontade, sua imaginação, sua memória, sua afetividade, suas 
forças, todo o seu ser era inteiramente voltado para amar, amar, amar... Amando e louvando a 
Deus na oração o homem torna-se íntimo de Deus. 
O homem viveu esta realidade de amor, de proximidade com Deus, de intimidade com o 
Senhor de uma forma que nós, hoje, podemos apenas vislumbrar. A intimidade de amor entre 
Deus e o homem era algo tão corriqueiro e familiar quanto “o barulho dos passos do Senhor Deus 
que passeava no jardim”. 
 
3. O que é pecado, quem é o seu autor e a queda do homem: 
E o homem pecou, enganado pela serpente, como nos descreve o Livro de Gênesis, 
capítulo 3: 
 A serpente, é o próprio Demônio e não um símbolo literário, como muitos pensam, mas um 
anjo decaído, desobediente a Deus, que foi expulso do céu quando se rebelou contra a 
autoridade e a santidade de Deus, desejando ser igual a Ele. O Demônio era um anjo de luz. 
Deus o havia feito maior que todos os anjos, para que ele pudesse chefiar os outros ( Ez 28,11-
19), mas ele deleitou-se em si próprio ( Is 14,12-15), querendo ser igual a Deus. Desta forma 
contaminou uma boa parte dos anjos que com ele prevaricaram, enquanto outros não, que 
guiados pelo Arcanjo Miguel, cujo o nome significa “quem como Deus?” foi encarregado de 
expulsar Lúcifer e seus seguidores para o inferno. Estes contradizem o seu orgulho e com seus 
anjos travam uma batalha no céu contra o Dragão e seus anjos que não prevaleceram, sendo 
desta forma derrotados, expulsos do céu e precipitados na terra ( Apc. 12, 7-10). 
 O Demônio, a antiga serpente, quis se vingar de Deus, mas como não podia nada contra 
Deus, investiu sobre o homem, que era a obra-prima de Deus, a única criação de Deus que tem a 
imagem e semelhança divina. 
 Foi o Inimigo de Deus o autor do mal, o autor do pecado. Isto não significa que ele “criou” 
o Mal, pois o Mal não foi criado. Ele é a negação do bem que emana do próprio Deus para tudo o 
que Ele criou. Optando pela independência de Deus e pela rebelião orgulhosa à autoridade de 
Deus, desejando comandar sua própria vida, o homem aceitou a proposta mentirosa da serpente 
de que ele seria como Deus, conhecedor do bem e do mal. Aceitando esta proposta o homem 
aderiu a negação do bem, embora não tenha sido autor desta. 
 
3.1. O Pecado Original: 
Leia o capítulo 3 do Livro do Gênesis, onde está narrado o primeiro pecado do homem. 
Neste capítulo encontramos a narração onde a serpente acusa Deus de mentiroso e impostor 
para enganar o homem. Começa o diálogo com a mulher colocando a confusão em torno da 
Palavra de Deus, que só os tinha proibido comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal. 
“É verdade que Deus vos proibiu comer do fruto de toda árvore do jardim?” ( Gn 3,1). Comer do 
fruto desta árvore significaria o homem buscar julgar o que é “bem” e o que é “mal” por ele 
mesmo, independente do que Deus considera e ensina como “bem” e “mal”. 
 Assim, o ato voluntário e livre do homem de comer este fruto significou que ele preferiu 
atribuir a si próprio o conhecimento do bem e do mal. Decidiu não mais se submeter 
inteiramente a Deus e rebelou-se contra a autoridade de Deus em sua vida. Tentado a ser 
independente de Deus, a “ser como Deus”, o homem acreditou mais na mentira da serpente do 
que no próprio Deus que o amava.: Oh, não!, vós não morrereis! Mas Deus sabe que, no dia em 
que dele comerdes, vossos olhos se abrirão, e sereis como deuses, conhecedores do bem e do 
mal” ( Gn 3,4-5). O homem quer ser Deus, caindo na idolatria, que consiste em adorar a criatura 
em vez do Criador ( cf. Rm 1,25), institui um deus para si. 
 A liberdade que Deus deu ao homem é a maior prova de Seu amor por ele. Deixando-o 
livre, Deus deu ao homem mais um dos atributos de sua “imagem e semelhança”. No incidente 
do pecado original, o homem estava bem consciente de que só Deus podia discernir o que é bom 
e o que é mau, mas mesmo assim, optou por deixar-se seduzir pela tentação que o Inimigo de 
Deus lhe apresentava, tornando-se assim responsável pelo ato consciente que praticou. 
O homem inverteu os papéis: sendo homem deveria reconhecer sua limitação devido a 
sua natureza humana, no entanto quer ser Deus; como homem dependentede Deus deveria ser 
obediente a Ele, no entanto, desobedece-O; como homem deveria reconhecer sua humildade, no 
entanto, encheu-se de orgulho e assim o pecado entrou no mundo. “Pecado não é mais aquilo 
que é mau aos olhos de Deus ( cf. Sl 51,6), mas o que é mau aos olhos do homem. O homem 
determina o que é pecado, resolve por si mesmo o que é bom e o que é mau; traça 
 35
autonomamente a sua moral progredindo na história, como um rio que, avançando, cava sozinho 
o próprio leito” ( A Vida sob o Senhorio de Cristo, pág.35, Raniero Cantalamessa, Edições Loyola). 
O pecado original é assim chamado porque ele é o primeiro pecado, o pecado “de 
origem”. O pecado original constitui na rebelião orgulhosa que levou o homem a dizer “não” a 
Deus e querer ser independente Dele em suas decisões e plano de vida. O pecado original é um 
“não” dito ao amor. Desta forma, o homem não mais amou a Deus acima de todas as coisas, com 
toda a sua alma, com todas as suas forças, mas colocou-se a si próprio no lugar de Deus, 
separando-se voluntariamente de Deus e de Sua vontade para a sua vida. 
 
3.2. A perca do sentido de pecado: 
Como já vimos o pecado original, ou todo pecado, é um ato consciente e voluntário da 
negação de Deus para nossa vida. O pecado “é a recusa de reconhecer a Deus como Deus, em 
não tributar-lhe a consideração que lhe é devida. Consiste em ignorar a Deus, onde porém 
ignorar não significa tanto não saber que existe quanto agir como se não existisse ( A Vida sob o 
Senhorio de Cristo, pág. 33, Raniero Cantalamessa, Edições Loyola). O pecado nos afasta de 
Deus e do Seu plano de amor e felicidade para nós. O pior é que, mesmo sabendo disso, 
continuamos a pecar. O mais importante não é saber o que é o pecado, mas sim saber que ele e 
o seu autor, que é o Demônio, ou serpente existem, porque o mundo tem uma visão míope do 
pecado e do Demônio, chegando até a achar que este negócio de pecado e de Demônio não 
existem. 
Sobre este assunto, diz o Cantalamessa que “o mundo perdeu o sentido de pecado. 
Diverte-se com ele como se fosse a coisa mais inocente do mundo. Condimenta com a idéia do 
pecado seus produtos e espetáculos, para torná-los mais atraentes. Fala do pecado, mesmo dos 
mais graves, com certo carinho: pecadilhos, pequenos vícios, doces pecados... Não tem mais 
medo deles. Tem medo de tudo, fora o pecado. Tem medo da poluição atmosférica, dos males 
secretos do corpo, da guerra atômica, mas não tem medo da guerra contra Deus, que é o eterno, 
o onipotente, o amor, quando Jesus diz que não devemos temer aqueles que matam o corpo, 
mas só aquele que, depois de ter matado, tem poder de lançar na Geena” ( A Vida sob o 
Senhorio de Cristo, pág. 119, Raniero Cantalamessa, Edições Loyola, São Paulo, Brasil, 1993). 
Quanto a negação da existência do Demônio por uma boa parte do mundo, Raniero diz 
que “ninguém, julga, ficou mais contente de ser desmistificado quanto o Demônio se na realidade 
é certo - como se disse - que a maior astúcia de Satanás é fazer crer que não existe” ( Ungidos 
pelo Espírito, pág. 33, Edições Loyola, São Paulo, Brasil, 1996). 
 Concluindo, o mundo perdeu a noção de pecado, perdeu a fé na existência do Demônio que 
age e acha ótimo que não acreditemos na sua existência porque assim ele age livremente. O 
homem não quer nem ouvir falar de pecado, brinca com o pecado, não sabe nem o que é 
pecado, não reconhece que é pecador e no entanto a Palavra de Deus afirma que “todos 
pecaram e estão privados da glória de Deus” ( Rm 3,3). Todos nós estamos debaixo do domínio 
do pecado ( Rm 3,23). 
 
4. Somente o Espírito Santo tem o poder de convencer o homem acerca do pecado: 
É difícil para o homem reconhecer que é pecador. O homem não consegue, por si só, 
reconhecer o pecado e que é pecador. Os homens de hoje, especialmente os “intelectuais” 
arvoram-se em fundamento último de si mesmo, seu verdadeiro descobridor... Por isto é 
necessário que anunciemos a Palavra de Deus para que recebam a revelação divina. Além do 
mais que o Demônio propõe ao homem que ele deve renascer para uma vida nova, sim, mas 
renascer da sua vontade, de si mesmo e não de Deus. Deve dar um novo começo à própria vida, 
mas totalmente independente de Deus, considerando-se senhor absoluto de si mesmo e da sua 
vida. Por isto só o Espírito Santo tem o poder de convencer o homem acerca do pecado e da 
existência do Maligno. Ele não nos acusa, mas nos faz ver os nossos pecados, pois há gente que 
pensa que não tem pecado ( I Jo 1,8-9) e nos mergulha na misericórdia divina, que nos acolhe 
pecadores e que existe para nos perdoar e nos reconciliar com Ele. 
 “O abandono de Deus leva à confusão e ao extravio até de si mesmo: “Aqueles que te 
abandonam ficam confusos” ( Jr 17,13); quem quiser salvar a própria vida perdê-la-á dizia Jesus ( 
cf. Mt 16,25)... O pecado é, portanto, um fracasso e um fracasso radical. Um homem pode 
fracassar de muitos modos: como marido, como pai, como homem de negócios; se mulher, pode 
fracassar como esposa, como mãe; se sacerdote, pode fracassar como pároco, como superior, 
como diretor de consciência; alguém pode fracassar de todos esses modos e ser uma 
 36
respeitadíssima, até mesmo um santo. Mas com o pecado não se dá o mesmo; com o pecado, 
fracassa-se enquanto criatura, isto é, na realidade fundamental, naquilo que se “é”, não naquilo 
que se “faz”... O homem pecando, julga ofender a Deus, mas na realidade ele “ofende”, isto é, 
danifica e rebaixa somente a si mesmo, para vergonha própria ( Jr 7,19). Recusando glorificar a 
Deus, o homem acaba ficando ele mesmo “privado da glória de Deus” (Rm 3,23). O pecado 
ofende, isto é, entristece também a Deus, e o entristece muitíssimo, mas só enquanto mata o 
homem a quem ele ama; fere-o no seu amor” ( A Vida sob o Senhorio de Cristo, págs. 42 e 43, 
Raniero Cantalamessa, Edições Loyola). 
 O pregador deve neste momento fazer uma oração que leve as pessoas a reconhecerem 
que são pecadoras, pois o único pecador que Deus não pode perdoar é aquele que não 
reconhece que é pecador diante de Deus. Em seguida, peça que todos elevem o grito do 
profundo cárcere do seu “eu”, em que são mantidos prisioneiros utilizando para isto o Salmo 129 
(130): O “De profundis” - Penitência e esperança, pois este salmo não foi escrito para os mortos, 
mas para os vivos; o “profundo” do qual o salmista eleva seu grito é o do pecado. 
 
5. O que nos impede de experimentar o amor de Deus: 
Depois de todas estas revelações nos sentimos aptos para responder as inúmeras dúvidas 
que vem à nossa mente em relação ao sofrimento e injustiças que passa a humanidade, como 
fizemos no início desta palestra: 
- Se Deus nos ama tanto porque o mundo passa por problemas graves em todos os níveis? Por 
causa do pecado. 
- O que impede que em nosso mundo se manifeste o amor de Deus? O pecado. 
- Se Deus me ama tanto porque não consigo experimentar o seu amor? Porque não consigo me 
sentir amado por Ele? Por causa do pecado. 
- Qual o maior impedimento do homem experimentar o amor de Deus: o pecado. 
 
6. Conseqüências do pecado: 
O pecado é o grande muro de separação entre o homem e Deus. A opção fundamental do 
homem contra Deus gera frutos terríveis: como uma dissolução geral nos costumes, uma 
verdadeira e autêntica “torrente de perdição” que arrasta a humanidade à ruína: 
homossexualismo masculino e feminino, injustiça, perversidade, avareza, inveja, engano, 
maledicência, soberba, insolência, rebelião contra os pais, deslealdade, injustiças sociais, 
egoísmo, guerras, brigas, desentendimentos, destruição da natureza, competição, ódio, mágoas, 
vinganças, adultérios, abortos... 
 “O salário do pecado é a morte” ( Rm 6,23), “não tanto à morte como um ato - que duraria 
um instante - quanto à morte como estado, precisamente àquela que foi denominada a “doença 
mortal”, que é uma situação de morte crônica” ( A Vida sob o Senhorio de Cristo, pág.43, 
Raniero Cantalamessa, Edições Loyola). Hoje podemos verificar concretamente quais as 
conseqüências

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