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Conteudista: Prof. Dr. Luciano Rossi
Revisão Textual: Prof.ª Dra. Selma Aparecida Cesarin
 
Objetivo da Unidade:
Identificar os principais impactos que a Inteligência Artificial exerce sobre a vida
das pessoas, focando em cidades inteligentes (smart cities), em mobilidade
urbana, na utilização de assistentes pessoais e em Redes Sociais.
˨ Material Teórico
˨ Material Complementar
˨ Referências
Impactos da Inteligência Artificial no
Cotidiano do Cidadão
Introdução
Nesta Unidade, vamos analisar os impactos da Inteligência Artificial no cotidiano do cidadão
comum. 
Inicialmente, conheceremos os conceitos que definem as cidades inteligentes (smart cities) e
discutiremos sobre os benefícios que essas cidades podem trazer para a vida das pessoas. 
Outro ponto de interesse são os impactos na mobilidade. Discutiremos sobre o futuro no âmbito
do transporte de pessoas e, finalmente, analisaremos a utilização dos assistentes pessoais no
nosso dia a dia e o papel das Redes Sociais na atualidade.
Smart Cities
As cidades inteligentes ou, em inglês, smart cities, são definidas como um sistema de pessoas
que interagem entre si e demandam a utilização de energia, materiais, serviços e financiamento,
com o objetivo de gerar desenvolvimento econômico e melhorar a qualidade de vida das pessoas.
A inteligência, nesse tipo de sistema, é inerente ao uso da infraestrutura instalada, dos serviços
disponíveis e dos canais de informação e comunicação para a realização de um planejamento
estratégico que atenda às demandas sociais e econômicas da população. 
De acordo com o estudo intitulado Cities in Motion Index, que avalia anualmente o
desenvolvimento das cidades no mundo, existe um conjunto de dimensões que determinam o
nível de inteligência de uma cidade:
1 / 3
˨ Material Teórico
Além das dimensões, listadas anteriormente, as cidades inteligentes podem ser caracterizadas
por um conjunto de componentes. 
Veja na Figura 1 os componentes de uma cidade inteligente, que são destacadas pela professora
Ieda Kanashiro Makiya.
Governança: conjunto de medidas que são adotadas no sentido de governar a
cidade;
Administração pública: conjunto de órgãos, serviços e agentes que são
responsáveis por atender às demandas sociais da cidade;
Planejamento urbano: conjunto de programas e serviços que têm por objetivo a
melhoria da qualidade de vida da população nas cidades;
Tecnologia: conjunto de métodos, técnicas e ferramentas, resultado da aplicação do
conhecimento científico, voltado para a solução de problemas;
Meio ambiente: conjunto de fatores que cerca e impacta os seres vivos e pode ser
impactado por eles;
Conexões internacionais: conjunto de pessoas que representam grupos sociais
internacionais com os quais as cidades têm algum tipo de relação;
Coesão social: medida de união de um grupo social que pode ser baseada nos valores
e nas normas que são comuns e que identificam o grupo;
Capital humano: conjunto de atributos pessoais que são úteis para a realização de
tarefas que resultam em valor econômico para a cidade;
Economia: conjunto de atividades que os cidadãos realizam com o objetivo de
produzir, consumir e distribuir bens e serviços, fundamentais para a sobrevivência e
o bem-estar das pessoas.
Teremos nosso foco na dimensão tecnológica e na forma como essa dimensão impacta as
demais. 
Nesse sentido, vamos analisar as características que definem uma cidade inteligente, do ponto
de vista da utilização da tecnologia.
Existem muitos elementos que devem ser gerenciados em uma cidade.
Dentre esses elementos, podemos citar o tráfego, a distribuição de água e energia elétrica, a
ocupação de hospitais e as escolas e a oferta de diferentes tipos de serviços, dentre outros. 
O gerenciamento, em uma cidade inteligente, considera a utilização massiva de sensores, que
têm por objetivo a coleta de dados que são resultados dos processos de execução dos elementos
gerenciáveis. 
Desse modo, é possível, a partir do sensoriamento, determinar as vias que apresentam mais
tráfego, ou o consumo de água e de energia elétrica de pontos específicos da cidade, além dos
níveis de ocupação de hospitais e escolas.
Figura 1 – Os principais componentes de uma cidade
inteligente 
Fonte: Reprodução
Além do sensoriamento amplo, é preciso que os elementos monitorados possam se comunicar
entre si. Essa comunicação é possibilitada a partir da utilização da Internet das Coisas (IoT), que
se refere à possibilidade de integração à Internet de Objetos.
De forma geral, uma cidade inteligente conta com diferentes elementos da Tecnologia da
Informação e Comunicação (TIC) integrados por meio da IoT. 
Essa integração possibilita a otimização dos serviços que pode resultar na diminuição do
consumo de recursos, o que está alinhado com o conceito de sustentabilidade.
Suponha, em um exemplo fictício, uma cidade inteligente que conte com uma integração ampla
de diferentes elementos. 
Nesse contexto, seria possível manter desligada a iluminação de ruas pouco movimentadas. 
Quando um veículo, monitorado por sensor, se aproximasse de uma fonte de iluminação, ela
seria acionada para iluminar o caminho do veículo. 
De forma similar, a ideia poderia ser aplicada a pedestres, por meio de sensores de presença
integrados. 
Quando uma pessoa estivesse em um determinado local, outros locais adjacentes “saberiam” da
proximidade e poderiam acionar a iluminação. 
Desse modo, o consumo de energia elétrica ocorreria de forma inteligente e sustentável,
resultando em economia para a cidade, sem produzir nenhum risco para os cidadãos.
Ainda no contexto anterior, um automóvel monitorado poderia sugerir ao motorista que
reduzisse a velocidade por ter identificado um semáforo fechado adiante. 
Dessa maneira, haveria uma economia de combustível e maior fluidez do tráfego, contribuindo,
assim, para a dinâmica da cidade.
Leitura 
5 Qualidades de uma Smart City (Cidade Inteligente) 
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
As soluções de hardware são importantes, em uma cidade inteligente, mas não são suficientes. 
No limite, uma cidade totalmente monitorada por sensores demandaria soluções de software
para gerir o seu funcionamento. 
Essas soluções são baseadas em Inteligência Artificial, de modo a garantir uma operação
otimizada, com baixo risco de intercorrências.
A utilização das TICs em cidades inteligentes tem por objetivo o uso eficiente da infraestrutura
física que é disponível. 
Essa infraestrutura pode ser descrita pelo conjunto de vias públicas, pelos ambientes de
convivência, como praças e parques e pelas redes que integram diferentes elementos do mundo
real, dentre outras possibilidades. 
Os benefícios da utilização eficiente da infraestrutura das cidades inteligentes são ligados ao
desenvolvimento econômico e social e são possibilitados pela Inteligência Artificial aliada a
estratégias de análise de dados classificados como Big Data.
Outro objetivo que pode ser alcançado, a partir do uso da TICs, é a integração dos cidadãos. 
Nesse sentido, é possível a implementação de processos de comunicação que integrem governo
e população local, de forma transparente, por meio da tecnologia. 
https://brasilescola.uol.com.br/clube-do-empreendedorismo/5-qualidades-de-uma-smart-city-cidade-inteligente.htm
Assim, a maior participação da população resulta em mais inteligência na atuação coletiva de
Órgãos Públicos e em mais cooperação entre os cidadãos, com foco no desenvolvimento da
cidade.
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
Com maior visibilidade da dinâmica funcional das cidades inteligentes é mais fácil, para os
gestores, encaminharem ações no sentido de desenvolver ou ampliar a instrumentalização dos
espaços e serviços públicos, de modo a atender às demandas identificadas.
Grande parte dos benefícios propiciados pelas cidades inteligentes é baseada na produção e no
acesso amplo a informações. 
Essa característica pode ser um problema para muitos, que veem
com preocupação o amplo
monitoramento por parte dos gestores. 
Leitura 
Tecnologia da Informação e Comunicação 
Aprofunde seus conhecimentos sobre as TICs lendo o artigo a seguir.
https://www.infoescola.com/informatica/tecnologia-da-informacao-e-comunicacao/
Assim, o alto nível de produção de dados é um ponto crítico que está ligado ao direito à
privacidade dos cidadãos. 
Muitos consideram que as cidades inteligentes são espaços de vigilância constante dos cidadãos
pelos gestores públicos.
Outro ponto de crítica é a desigualdade social. É fácil observar que a implantação de uma cidade
inteligente é baseada em grandes investimentos em tecnologia. 
No entanto, existem países em desenvolvimento nos quais a população média não tem acesso a
serviços básicos, como saneamento, energia elétrica ou Internet. 
Muitos consideram que as cidades inteligentes seriam uma forma de intensificar as diferenças
sociais, resultando em maior desigualdade e marginalização.
As cidades inteligentes têm seus processos, fundamentalmente, baseados em Tecnologia. 
Desse modo, muitos serviços públicos estão integrados por meio da Internet. 
Uma crítica ao modelo é baseada na fragilidade que essa integração virtual pode trazer para as
cidades, pois ataques hackers podem interromper serviços essenciais das cidades e/ou capturar
dados sensíveis que poderão ser utilizados de maneira nefasta.
Por fim, em um mundo polarizado, como o que vivemos na atualidade, os especialistas alertam
para uma maior possibilidade de repressão em um contexto de cidade inteligente. 
Devido ao monitoramento constante de espaços urbanos, existe um receio sobre como a gestão
pública utilizaria essas informações. 
Há a possibilidade de, por exemplo, uma repressão mais efetiva contra movimentos sociais
legítimos.
Na próxima seção, nós nos aprofundaremos em um dos desafios encontrado na implantação de
uma cidade inteligente.
Trata-se do problema da mobilidade urbana, o qual acomete a maior parte das grandes cidades
pelo mundo.
Mobilidade
Quando analisamos as possibilidades futuras para os grandes centros urbanos, podemos
considerar um importante desafio: a mobilidade. 
Aqueles que vivem em grandes cidades convivem, diariamente, com o problema do volume de
tráfego que dificulta a mobilidade. É comum que o cidadão de um grande centro perca
importante parte do seu dia parado dentro de um automóvel ou em algum tipo de transporte
público.
Além do tempo, outro problema é a poluição que os veículos à combustão, maioria até o
momento, geram diariamente. 
Além de impactar o meio ambiente, a poluição é um fator de risco para a saúde das pessoas.
Complementarmente, os combustíveis fósseis constituem uma matriz energética cara e não
sustentável.
Nesse contexto, as soluções apresentadas, a partir dos avanços tecnológicos, passam pelo
desenvolvimento de veículos elétricos que possam ser conduzidos de forma autônoma. 
Ambas as tecnologias já estão disponíveis atualmente.
 Os carros elétricos começam a surgir, ainda de forma incipiente, contando com outras
transformações necessárias na estrutura urbana atual. 
Alguns pontos para a recarga de baterias de carros elétricos são possíveis de serem observados
juntos às tradicionais bombas de combustíveis em postos de abastecimento nas grandes
cidades. 
Os mais modernos empreendimentos imobiliários já oferecem aos potenciais compradores
pontos de recarga dos carros elétricos nas vagas de estacionamento.
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
Os carros elétricos são uma realidade que deve ser ampliada nos próximos anos. 
Ainda há alguns desafios para a massiva utilização desse tipo de modal de transporte. 
Leitura 
De Drones Autônomos a Semáforos, Inteligência Artificial pode
Melhorar a Mobilidade Urbana  
Existem diferentes aplicações, que utilizam a Inteligência Artificial,
que buscam melhorar a mobilidade urbana. Conheça algumas dessas
iniciativas lendo o artigo a seguir.
https://g1.globo.com/especial-publicitario/inovacao/noticia/2019/10/07/de-drones-autonomos-a-semaforos-inteligencia-artificial-pode-melhorar-a-mobilidade-urbana.ghtml
Além da resistência a mudanças, que é comum na grande maioria das pessoas, há, ainda, fatores
financeiros e de sustentabilidade. 
Os carros elétricos são mais caros que seus correspondentes à combustão. 
Além disso, não há vantagens para o meio ambiente se a energia utilizada pelos carros elétricos
for produzida a partir da queima de combustível fóssil.
Quando falamos sobre veículos autônomos, a história é um pouco diferente. Apesar do domínio
da tecnologia para a implantação de veículos autônomos, ainda demora para que possamos
contar com esse tipo de automóvel.
O motivo pelo qual os veículos autônomos não serão implantados nos próximos anos passa
pelas condições das cidades e pelo comportamento humano. 
As cidades não apresentam condições ideais para a circulação desse tipo de veículo. Semáforos
inoperantes e vias esburacadas são exemplos da falta de condições para a operação de veículos
autônomos.
Os motoristas humanos apresentam comportamento não previsível. Por conta disso, a
integração de carros sem motorista com outros guiados por pessoas parece ser um grande
problema a ser solucionado. 
Os veículos autônomos são programados para identificar obstáculos e reagir a eles. 
Quando um obstáculo é um veículo guiado por humanos, o comportamento não pode ser, em
grande parte das vezes, previsível. 
Carros que trafegam na contramão, em velocidade acima do permitido ou que fazem manobras
perigosas são exemplos de problemas que um veículo autônomo encontrará, antes que seja
viabilizada sua operação.
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
Apesar de os veículos autônomos ainda não serem uma realidade prática, é possível prever que o
impacto de sua implantação será importante. 
Suponha um cenário no qual os veículos autônomos sejam uma realidade. Nesse cenário, as
cidades poderão ter um crescimento físico da ordem de 30%. 
Considere a forma como utilizamos os automóveis atualmente. A maior parte das pessoas utiliza
seus automóveis para a locomoção diária ao local de trabalho. 
Depois de chegarem, as pessoas vão estacionar seus carros, que ficarão parados aguardando o
final do expediente para, então, retornarem com seus proprietários.
Desse modo, as cidades disponibilizam grande parte de seu espaço útil como depósito de
automóveis. 
Leitura 
Fundamentos, Tecnologias e Aplicações de Veículos Autônomos  
Para conhecer mais detalhes sobre os veículos autônomos, leia o artigo
a seguir.
http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/16201
Um olhar mais atento poderá verificar que esses espaços correspondem aos 30% de previsão de
crescimento das cidades. 
Isso se torna mais evidente quando pensamos sobre os espaços dedicados para o
estacionamento dos automóveis nas casas ou prédios residenciais. 
Além disso, em ruas que permitem o estacionamento de automóveis, uma parcela significativa
do espaço de rodagem está ocupada por carros parados.
Ainda nesse cenário, considere que não haja mais a necessidade de estacionar seus veículos, ou
melhor, considere que a posse de veículo não faz mais sentido, sendo uma prática do passado. 
Você poderia se dirigir ao trabalho, pela manhã, utilizando um veículo autônomo, alimentado
por energia elétrica. Os espaços dedicados a estacionamentos poderiam ser transformados em
praças de convivência ou em um parque para atividades físicas. 
O veículo que levou você até o trabalho continuou a transportar pessoas, durante todo o dia.
Assim, a necessidade de muitos veículos é reduzida, por conta de eles estarem mais tempo em
operação.
Segundo os especialistas, a implantação dos veículos autônomos impactaria, também, a redução
do número de acidentes e, por consequência, um menor número de mortes associadas, a
economia com gastos em combustível e a melhora dos níveis de poluição nas cidades. 
Isso tudo geraria impacto financeiro da ordem de bilhões
de dólares.
Os veículos autônomos podem ser o grande desafio como aplicação de Inteligência Artificial. 
Em termos de hardware, um veículo consome muitos sensores e atuadores que são responsáveis
pela percepção do ambiente e pelas respectivas respostas. 
Os algoritmos que são responsáveis por orquestrar os elementos de hardware devem, também,
possibilitar a integração com outros veículos e demais obstáculos existentes nas cidades. 
Não é uma tarefa fácil e qualquer problema pode impactar negativamente a aceitação das pessoas
em utilizar esse tipo de serviço.
Enquanto as Empresas se empenham em testar, exaustivamente, seus protótipos de veículos
autônomos, os gestores públicos deveriam estar debruçados sobre o assunto, propondo leis e
regulamentações que preparem as cidades e seus cidadãos para a inevitável convivência entre
humanos e carros autônomos. 
Figura 2 – O carro autônomo em desenvolvimento pela
Google. O protótipo não é conectado à Internet por motivos
de segurança 
Fonte: Reprodução
Assistentes Pessoais
A evolução da Internet, culminando no conceito que chamamos de Internet das Coisas (IoT),
resultou, dentre muitas outras coisas, na popularização dos “assistentes pessoais virtuais”. 
Os assistentes virtuais são dispositivos que respondem a comandos de voz e interagem com
outros dispositivos conectados à Internet. 
Com a ajuda do assistente, é possível acender luzes, tocar a música predileta, pesquisar uma
notícia, tudo a partir de comandos de voz, o que torna o uso desse tipo de dispositivo mais
atraente, principalmente, para pessoas não familiarizadas com Tecnologia.
O início dos assistentes virtuais ocorre na década de 1960, quando a IBM cria o ancestral mais
antigo dos assistentes virtuais, chamado Shoebox. 
O aparato tinha o tamanho de uma caixa de sapatos e era capaz de realizar algumas funções
matemáticas e reconhecer algumas poucas palavras. 
A Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA), dos Estados Unidos, criou, na
década de 1970, um software que era capaz de reconhecer um conjunto de mil palavras. 
Esse software foi chamado de Harpy e representava um avanço, comparado ao seu antecessor da
IBM.
Mais de vinte anos depois do Harpy, já na década de 1990, alguns modelos dos computadores da
Apple contavam com o reconhecimento de fala. 
A partir dos anos 2000, o buscador desenvolvido pela Google incorporava aplicações, baseadas
em Processamento de Linguagem Natural (PLN), as quais possibilitavam que pesquisas fossem
feitas a partir de comandos de voz.
A tecnologia por trás dos assistentes virtuais é baseada no PLN, que é uma subárea da
Inteligência Artificial. 
O PLN trata da criação de estratégias que possam viabilizar a interação, entre humano e
computador, a partir da linguagem falada ou escrita. 
Esta subárea é uma das que mais avançou nos últimos tempos, considerando as diversas
aplicações possíveis de serem listadas.
Os assistentes virtuais implementam softwares que são baseados em conceitos desenvolvidos no
PLN. 
Além disso, esses dispositivos operam em conjunto com outros dispositivos (gadgets), também
inteligentes, como alto-falantes, por exemplo.
Em um contexto de integração, no campo doméstico, por exemplo, aliar dispositivos que
possam ser conectados com à IoT e um assistente virtual pode produzir uma experiência muito
interessante de automação, em alto nível. 
Os assistentes virtuais podem ser utilizados para controlar diversos dispositivos. 
Dentre esses dispositivos, podemos destacar as luzes inteligentes que, além de acender a apagar
a partir de comandos de voz, disponibilizam a escolha de uma variada gama de cores e diferentes
intensidades.
Além do controle de dispositivos domésticos, os assistentes virtuais são especialmente úteis
para a navegação na Internet. 
Você pode, a partir da interação por comandos de voz, realizar pesquisas, tocar músicas, fazer
compras, dentre outras atividades possíveis. 
A automação é sempre citada como a principal responsável pelo fechamento de postos de
trabalho. 
Nesse contexto, tarefas que eram realizadas, exclusivamente, por humanos passaram a ser
realizadas, por vezes, de maneira mais efetiva, por máquinas. 
De fato, grande parte das tarefas que sumiram do Mercado de Trabalho foram automatizadas. 
No entanto, podemos citar um exemplo na contramão dessa dinâmica. Com a popularização do
uso dos assistentes virtuais, os especialistas indicam o surgimento de uma nova oportunidade
de ocupação, trata-se dos treinadores de assistentes virtuais.
Além de todas as possibilidades descritas anteriormente, para a utilização dos assistentes
virtuais há uma característica de destaque. 
Por serem baseados em Inteligência Artificial, os assistentes virtuais vão sendo ‘‘ensinados’’ a
partir de sua utilização. 
Desse modo, esses dispositivos aprendem sobre as preferências de seus usuários, tornando a
experiência de utilização mais assertiva e simples.
Nesse contexto, os treinadores de assistentes virtuais são pessoas contratadas para auxiliar no
processo de treinamento dos assistentes. 
Comumente, pessoas que não são muito familiarizadas com tecnologia, idosos, por exemplo,
necessitam de auxílio para que a utilização de um assistente virtual seja plena e natural.
Os treinadores cuidam para que as interações, entre o usuário e o assistente, sejam feitas de tal
modo que facilitem o processo de aprendizagem da máquina.
Além das aplicações domésticas, para os assistentes virtuais inteligentes, existem, também, as
aplicações comerciais. 
Empresas estão investindo pesado na aquisição de softwares que possam interagir, de forma
autônoma, com seus clientes. 
Esses softwares são capazes de resolver várias questões dos clientes, tudo via comando de voz. 
Outra vertente, com o mesmo objetivo, são os chatbots.
A tecnologia dos chatbots também é baseada em PLN. A diferença está na forma de interação
com os clientes. 
Os chatbots interagem por meio de mensagens de texto, enquanto os assistentes virtuais
utilizam a linguagem falada.
Redes Sociais
O desenvolvimento da Internet possibilitou o surgimento de diferentes aplicações, de cunho
tecnológico, que impactaram a Sociedade de muitas formas.
As Redes Sociais Virtuais evoluíram com a Internet e é uma das evoluções mais impactantes na
Sociedade contemporânea. 
Uma Rede Social é, no âmbito puramente sociológico, uma estrutura formada por pessoas ou
organizações que estão interligadas por algum tipo de relação. 
Os membros de uma Rede Social partilham de algum valor ou objetivo comum, que os mantém
coesos em um grupo de afinidade. 
Nesse sentido, o que mantém o grupo coeso é a identidade que os membros acreditam
compartilhar.
A Figura 3 apresenta um exemplo de Rede Social, estrutura na forma de um grafo. 
Os grafos são utilizados em diferentes áreas, como a Química, as Geociências ou a Medicina, e
podem representar diversos contextos, como, por exemplo, uma Rede Social ou, mais
especificamente, uma Rede de Orientação Acadêmica. 
O contexto acadêmico pode ser representado por outro tipo de Rede Social Acadêmica. 
Esse tipo de estrutura caracteriza-se como um grafo heterogêneo complexo, cujos elementos
que o constituem ou, mais especificamente, seus vértices, podem representar acadêmicos,
publicações, instituições de ensino e pesquisa e conferências, dentre outros. 
Nesse sentido, as relações que interligam esses elementos, que são representadas por arestas
no grafo, podem ser citações, coautorias e conexões bibliográficas, dentre outras. 
As Redes Sociais Acadêmicas podem ser úteis para diferentes aplicações como classificação de
pesquisadores (autores de publicações), identificação de especialistas, avaliação e predição de
impacto de publicações e recomendação de colaborações, dentre outras possíveis.
Os vértices e as arestas que compõem um grafo acadêmico representam, respectivamente, seus
atores (acadêmicos/cientistas/pesquisadores) e os relacionamentos de tutoria que os
interligam
(orientação/supervisão). 
Especificamente, as arestas direcionadas indicam o sentido da tutoria, ou seja, o relacionamento
de orientação emerge do orientador e incide no orientado. 
Os orientadores de um acadêmico formam a geração anterior à geração dele E, da mesma forma,
seus orientados pertencem à geração posterior.
Figura 3 – Exemplo de Rede Social Acadêmica. Os vértices
representam pesquisadores e as arestas descrevem um
relacionamento de orientação entre os acadêmicos 
Fonte: Acervo do Conteudista
No contexto da Figura 3, os vértices representam um pesquisador. As cores dos vértices
descrevem a área de atuação dos pesquisadores. As arestas direcionadas indicam a existência de
um relacionamento de orientação entre os acadêmicos, ou seja, um acadêmico na origem de
uma aresta orientou o acadêmico na extremidade oposta da aresta.
A partir das subáreas da Inteligência Artificial, é possível explorar estruturas, como a
apresentada na Figura 3, que são representativas de Redes Sociais. 
Pode-se, por exemplo, aplicar algoritmos de busca em grafos para identificar certos padrões na
composição da estrutura.
Para o contexto específico da estrutura, apresentada na Figura 3, o objetivo é a identificação das
relações de orientação entre os acadêmicos, no sentido de verificar como um acadêmico que
atua em uma determinada área do conhecimento, por exemplo, a Matemática, orienta outro
acadêmico que, futuramente, atuará em uma Área distinta, como, por exemplo, a Biofísica.
Com a popularização da Internet, as redes sociais extrapolaram os limites do mundo analógico e
entraram no mundo digital. 
As Redes Sociais Virtuais são compostas por pessoas que compartilham espaços na Internet com
o objetivo de trocar informações dos mais variados tipos. 
Existem grupos temáticos que reúnem pessoas de interesses similares ou, ainda, Redes mais
amplas que não definem, explicitamente, um interesse comum dos participantes. 
As Redes Sociais genéricas, comumente, interligam pessoas que já se relacionam no mundo
analógico, ou que têm conhecidos em comum.
Atualmente, as Redes Sociais Virtuais constituem terreno fértil para as mais variadas ações. 
Devido ao grande número de pessoas que reúne, as Redes Sociais são especialmente
interessantes para ações de marketing. 
Essas ações têm uma característica importante que, dificilmente, poderia ser repetida em outro
contexto. 
Trata-se da criação de ações de marketing de forma personalizada, de acordo com o perfil de
cada usuário.
A Inteligência Artificial é aplicada nas Redes Sociais virtuais de diferentes formas. 
Uma das formas mais utilizadas é para a definição do perfil dos usuários. A partir da
identificação do perfil é possível a realização de ações de marketing direcionadas. 
A personalização das ações pode tornar o consumo dos produtos ou serviços divulgados mais
provável.
A mesma lógica pode ser aplicada a outros contextos. Nos últimos anos, muito se discute sobre a
utilização das Redes Sociais Virtuais para a proliferação de notícias que, por vezes, não
correspondem à realidade. 
De outro modo, campanhas de candidatos a cargos públicos, em diferentes países, têm sido
impactadas pela segmentação do eleitorado nas Redes. 
Assim, é possível a identificação de pontos de interesses em diferentes grupos e a produção de
material publicitário de acordo com as crenças e demandas de cada grupo. 
Além disso, há relatos da utilização das Redes Sociais Virtuais para a distribuição de notícias
falsas em grupos específicos, cujas crenças respaldarão aquelas notícias, produzindo uma
realidade paralela e induzindo pessoas a partir de mentiras convenientemente apresentadas.
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta
Unidade:
  Vídeos  
O Paradoxo dos Carros Autônomos
Clique no botão ao lado para conferir o conteúdo.
ACESSE
Entenda: O que é uma Cidade Inteligente?
2 / 3
˨ Material Complementar
Entenda: o que é uma cidade inteligente? - TecMundo
https://youtu.be/DN5zO36Wv-s
https://www.youtube.com/watch?v=ka9mrG02p70
Alexa e Google, Assistentes Virtuais
Por que Redes Sociais Viciam?
Clique no botão ao lado para conferir o vídeo.
ASSISTA
Alexa e Google, assistentes virtuais.
https://youtu.be/MBoOiWsQ-j4
https://www.youtube.com/watch?v=5eg82jPqMtc
BROOKSHEAR, J. G. Ciência da computação: uma visão abrangente. 11. EE. Porto Alegre:
Bookman, 2013. (e-book)
COPPIN, B. Inteligência Artificial. Rio de Janeiro: LTC, 2010. (e-book)
FACELI, K. et al. Inteligência Artificial: uma abordagem de aprendizado de máquina. Rio de
Janeiro: LTC, 2011. (e-book)
GARCIA, L. R. Lei Geal de Proteção de Dados Pessoais (LGPD): Guia de implantação. São Paulo:
Blucher, 2020.
HAYKIN, S. Redes neurais: princípios e prática. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2011. (e-book)
MARINHO, F. Os 10 mandamentos da LGPD: como implementar a Lei Geral de Proteção de Dados
em 14 passos. São Paulo: Atlas, 2020.
NEISSER, U. et al. Intelligence: knowns and unknowns. American psychologist, v. 51, n. 2, p. 77,
1996.
RUSSEL, S.; NORVIG, P. Inteligência Artificial. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
SANCTIS, F. M. Inteligência Artificial e Direito. São Paulo: Almedina, 2020.
3 / 3
˨ Referências
MAKIYA, I. K. Página pessoal. Disponível em: . Acesso em: 22/04/2022.

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