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"Sujeito à falha, ao jogo, ao acaso, e também à regra, ao saber, à Assim o homem (se) significa. Se o sentido e o sujeito poderiam ser os mesmos, no entanto escorregam, derivam para outros sentidos, para outras posições. A deriva, o deslize é efeito metafórico, a transferência, a palavra que fala com outras". (p. 45) "O o o irrealizado tem no processo polissêmico, na metafora, o seu ponto de articulação". (p. 45) "A linguagem não é transparente, os sentidos não são E no corpo a corpo com a linguagem que o sujeito (se) diz. E o faz não ficando apenas nas evidências produzidas pela ideologia". (p.46) "Resta acentuar o fato de que este apagamento é necessário para que sujeito se estabeleça um lugar possível no movimento da identidade e dos sentidos: eles não retornam apenas, eles se projetam em outros sentidos, constituindo outras possibilidades dos sujeitos se subjetivarem". (p.46) "Dai termos proposto a distinção de três formas de repetição: a. a repetição empirica que é a do efeito repete; b. a repetição formal (técnica) que é um outro modo de dizer o mesmo; c. a repetição que é a que desloca, a que permite o movimento porque historiciza o dizer e o sujeito, fazendo fluir o discurso, nos seus percursos, trabalhando o equivoco, a falha, atravessando as evidências do e fazendo o irrealizado irromper no já estabelecido". (p.46) III DISPOSITIVO DA ANÁLISE Lugar da Interpretação "a proposta é a da construção de um dispositivo da interpretação. Esse dispositivo tem como característica colocar o dito em relação ao não que sujeito diz em um lugar com o que é dito em outro lugar, o que é dito de um modo com que é dito de outro, procurando ouvir, naquilo que o sujeito aquilo que ele não diz mas que constitui igualmente os sentidos de suas palavras. (p. 59) "A de Discurso não procura sentido mas o real do sentido em sua materialidade linguistica e (p. 59) A ideologia não se aprende, o inconsciente não se controla com o saber. A própria lingua funciona ideologicamente, tendo em sua materialidade esse jogo. Todo enunciado, dirá M. Pêcheux é linguisticamente descritivel como uma série de pontos de deriva possível oferecendo lugar à interpretação. é sempre de ser/tornar-se outro. Esse lugar do outro enunciado é o lugar da interpretação, manifestação do inconsciente e da ideologia na produção dos sentidos e na constituição dos sujeitos. É em relação à interpretação que podemos considerar o interdiscurso (o exterior) como a alteridade discursiva: 'é porque há o outro nas sociedades e na diz M. correspondente a este outro linguajeiro discursivo, que ai pode haver ligação, identificação ou transferência, isto existência de uma relação abrindo a possibilidade de interpretar. E é porque essa ligação que as filiações podem-se organizar em e as relações sociais em redes de (p. 59) "Os sentidos e os sujeitos se constituem em processos em que há transferências, jogos simbolicos dos quais não temos o controle e nos quais o equivoco - o trabalho da ideologia e do inconsciente estão largamente (p. 59) "O analista deve poder explicitar os processos de identificação pela sua falamos a mesma lingua mas falamos diferente. Se assim o dispositivo que ele constrói deve ser capaz de mostrar isso, de lidar com isso. Esse dispositivo deve poder levar em conta ideologia e inconsciente assim considerados". (p. 59-60)