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Fisioterapia traumatológica funcional
Testes traumato-ortopédicos
Professora Lanara Xavier
Coluna vertebral
TESTE DE SPURLING 
Objetivo: identificar compressões de raízes nervosas 
da coluna cervical. 
Descrição: consiste em posicionar o paciente, de 
preferência sentado, com examinador localizado às
costas do paciente. Em seguida o paciente lateraliza a 
cabeça e o terapeuta aplica força de compressão no 
lado ipsilateral a flexão. 
Resposta: Positivo se no lado da flexão o mesmo
referir dor ou formigamento. 
TESTE DE 
LASEGUE 
Objetivo: Avalia dor lombar associada a 
ciatalgia, seja compressiva ou inflamatória. 
Descrição: Com o paciente em decúbito dorsal, 
eleva-se o membro com o joelho em extensão. 
Resposta: É positivo quando o paciente queixa
dor lombar a partir dos 30º de elevação.
TESTE DE ADAMS 
Objetivo: diagnóstico da escoliose
Descrição: paciente em pé, examinador solicita ao paciente
que realize uma flexão de tronco com os braços para frente, 
palmas viradas uma para a outra e com os pés juntos. Uma 
visão tangencial do dorso facilita a visualização da gibosidade
costal ou da saliência da silhueta dos músculos lombares. 
Deve-se observar o alinhamento da coluna vertebral e procurar
por qualquer assimetria no tronco, seja ao nível do tórax ou da 
cintura. A coluna vertebral deverá estar retilínea. 
Resposta: positivo em caso de aparecimento de gibosidade, no 
caso da região torácica é mais bem avaliado com o terapeuta
atrás do paciente, na visão anterior deve-se observar melhor a 
presença dessa alteração na região lombar.
TESTE DE ROOS 
Objetivo: Identificar síndrome do 
desfiladeiro torácico 
Descrição: O paciente coloca os 
ombros em abdução e RE de 90º, 
cotovelos flexionados a 90º. Terapeuta 
instrui o paciente para realizar 
rapidamente o movimento de abrir e 
fechar os dedos, por no mínimo por 30 
segundos. 
Resposta: Paciente começa o 
movimento, mas não consegue 
permanecer por muito tempo. O 
terapeuta irá observar a queda do 
membro ou a inabilidade do paciente 
para continuar executando a ação.
O desfiladeiro torácico é o espaço entre a clavícula e a primeira 
costela, por onde passam nervos e vasos sanguíneos. Quando 
esses elementos são comprimidos, ocorre a Síndrome do 
Desfiladeiro Torácico (SDT), que pode causar dor, formigamento, 
dormência e fraqueza no braço e na mão.
Membros Superiores
TESTE 
HAWKINS/KENNEDY
Objetivo: Detectar tendinite do 
supraespinhal
Descrição: Ombro e cotovelo a 90º, 
paciente resista a rotação interna. 
Resposta: Caso o paciente relate dor na
região do região ântero-superior o teste 
é positivo para tendinite do 
supraespinhal.
Supraespinhal: auxilia o deltóide na abdução dos braços e 
como estabilizador.
TESTE DE YOCUM 
Objetivo: Tendinite do supraespinhoso e Síndrome do 
Impacto. 
Descrição: Paciente em pé com a mão homolateral no 
ombro contralateral, enquanto o avaliador eleva
passivamente o membro. 
Resposta: Dor ao movimento executado.
Obs: A síndrome do impacto do ombro é uma condição 
que ocorre quando os tendões do manguito rotador e a 
bursa do ombro se comprimem ou irritam devido ao atrito 
com o osso do acrômio.
TESTE DE QUEDA DO BRAÇO
Objetivo: Tendinite do supraespinhal.
Descrição: Terapeuta realiza passivamente o movimento de 
abdução do ombro até 90º, em seguida o paciente resiste a 
força do avaliador. 
Resposta: Caso o paciente não consiga realizar o 
movimento e o braço venha a cair o teste é positivo para 
ruptura do manguito rotador, geralmente o supraespinhal.
TESTE DE PATTE
Objetivo: Avaliar o tendão do infraespinhoso. 
Descrição: Paciente em pé com ombro e cotovelo
90º este resiste a rotação externa. 
Resposta: resistência diminuída no lado
acometido é um sinal positivo do teste.
Infraespinhoso: estabilidade do ombro e encontra-se ativo 
durante os movimentos de abdução e rotação externa.
TESTE DE GERBER (Lift of Test)
Objetivo: Disfunção do subescapular. 
Descrição: Paciente aduz e roda internamento o 
membro na tentativa de apoiar o braço na região
posterior da coluna, o braço na região posterior 
da coluna. 
Resposta: positivo caso o paciente não consiga
realizar o movimento.
Subescapular: estabilização da articulação do 
ombro e na rotação interna do braço.
TESTE DE YERGASON
Objetivo: Avaliar tendinite Bicipital 
Descrição: Paciente com cotovelo fletido a 90º, 
antebraço em pronação em seguida o paciente
resiste simultaneamente a supinação e RE do 
ombro. 
Resposta: Positivo na presença de dor.
TESTE DE NEER 
Objetivo: Detectar síndrome do impacto. 
Descrição: Paciente sentado com o ombro relaxado 
em rotação medial, em seguida o avaliador eleva o 
membro do paciente. 
Resposta: em caso de dor é um sinal de impacto 
subacromial ou ruptura do manguito rotador.
SINAL DO SULCO
Objetivo: Instabilidade da art. GU. 
Descrição: Paciente em pé, avaliador traciona o 
membro a ser testado. 
Resposta: Positivo caso é visível um sulco na região
infra-acromial.
TESTE DE FUKUDA OU 
INSTABILIDADE POSTERIOR
Objetivo: Avalia luxação posterior do úmero. 
Descrição: Em pé e de costas para o examinador, com o 
cotovelo em 90º, flexão de braço a 90º, adução do braço em 
20º e em rotação neutra. O terapeuta atrás do paciente 
posiciona a sua mão sobre o olécrano do membro superior a 
ser testado e realiza uma tração do braço em sentido posterior. 
Com a outra mão espalmada ele mantém a escápula e 
visualiza a possível luxação posterior da cabeça umeral. 
Resposta: Positivo caso o examinador visualize a luxação 
posterior da cabeça umeral. Normalmente, durante os testes 
de instabilidade o paciente refere apenas algum leve 
desconforto..
TESTE DE APREENSÃO DO OMBRO 
Objetivo: Avaliar luxação anterior do úmero. 
Descrição: Em pé e de costas para o examinador. O 
membro superior a ser testado permanece em abdução a 
90º, rotação externa e com o cotovelo também fletido a 
90º. O terapeuta deverá realizar o teste para evidenciar a 
luxação anterior. Colocando-se por trás do paciente, o 
terapeuta com uma das mãos sobre a escápula e o polegar 
empurrando a cabeça umeral para frente e, com a outra 
mão traz simultaneamente o braço em rotação externa 
máxima. 
Resposta: Será considerado positivo quando o paciente 
demonstrar temor e a apreensão pela possibilidade de 
luxação iminente
TESTE DE COZEN
Objetivo: Detectar epicondilite 
do tenista (lateral)
Descrição: Paciente com 
cotovelo fletido em 90º e o 
antebraço em pronação. Pede-se 
ao paciente que faça extensão 
ativa do punho, contra a 
resistência do examinador. 
Resposta: Teste será positivo 
quando o paciente referir dor no 
epicôndilo lateral.
TESTE DE PHALEN 
Objetivo: Síndrome do túnel do carpo
Descrição: Paciente com a face dorsal em ambas as mãos
em contato, em flexão máxima. 
Resposta: Positivo se dor e/ou formigameto, ou ainda
incapacidade de realizar o movimento. Compressão do 
nervo mediano.
TESTE DE FINKELSTEIN 
Objetivo: Avalia os tendões do abd. longo do 
polegar e Ext. curto do polegar (Doença de 
Quervain). 
Descrição: Realiza-se um desvio ulnar do punho
passivo e forçado. 
Resposta: Teste for positivo, o paciente refere
uma dor intensa ao nível do processo estilóide do 
rádio. 
MEMBROS INFERIORES
TESTE DE TREDELEMBURG 
Objetivo: Serve para detectar fraqueza dos músculos
estabilizadores, glúteos médios. 
Descrição: Paciente em pé com membro a ser testado
em apoio unipodal. 
Resposta: Será positivo quando houver um 
desnivelamento da pelve que está sem apoio.
TESTE PATRICK OU FABER 
Objetivo: Disfunção sacroilíaca. 
Descrição: O quadril em flexão, 
abdução e rotação externa, em seguida
terapeuta aplica uma força contra o 
joelho da perna dobrada em direção à 
mesa. 
Resposta: Teste positivo ocorre quando
é reproduzida a dor na virilha e/ou na
região glútea/quadril.
TESTE DE 
MILGRAM 
Objetivo: Patologia compressiva
(hérnia discal). 
Descrição: Paciente em decúbito
dorsalcom os membros inferiores
estendidos, instruí-lo a elevar os
membros inferiores da maca e 
sustentá-los por 30 segundos. 
Resposta: Positivo caso refira dor ou
não consiga manter a posição.
TESTE DE GAVETA 
ANTERIOR 
Objetivo: Avaliar lesão do LCA. 
Descrição: O paciente deitase em
decúbito dorsal e o examinador
estabiliza o fêmur distal com uma mão e 
segura a tíbia proximal com a outra mão. 
Com o joelho mantido em flexão leve, a 
tíbia é movimentada para frente sobre o 
fêmur. 
Resposta: Positivo quando há uma
sensação final macia e um movimento
excessivo da tíbia.
TESTE DE GAVETA 
POSTERIOR 
Objetivo: Avalia lesão do LCP. 
Descrição: Mesmo posicionamento do teste 
de gaveta anterior, porém a tíbia é 
movimentada para trás sobre o fêmur. 
Resposta: Positivo em caso de movimento
excessivo da tíbia
TESTE DE MCMURRAY 
Objetivo: Detectar lesão meniscal posterior. 
Descrição: O joelho é fletido completamente, e 
então mantida alternadamente em rotação
interna e externa enquanto o joelho é estendido. 
Resposta: Positivo caso o paciente relate dor
associado a um estalo articular
TESTE DE COMPRESSÃO APLEY 
Objetivo: Lesão meniscal. 
Descrição: Paciente em DV, joelho
flexionado a 90º, em seguida avaliador
realizar compressão junto ao pé com RI 
e RE da perna. 
Resposta: Positivo se o paciente relata 
dor em qualquer lado do joelho. 
TESTE DE THOMAS 
Objetivo: Avaliar encurtamento do iliopsoas.
Descrição: A manobra é realizada com paciente
em decúbito dorsal, solicita que o paciente abrace
o joelho fletido junto ao tronco. 
Resposta: Se a coxa oposta não apoiar sobre a 
mesa de exame, significa que há deformidade em
flexão do quadril. 
SINAL DE CLARKE 
Objetivo: Detectar condromalácia patelar.
Descrição: Paciente deitado com os joelhos 
estendidos e relaxados, examinador pressiona 
proximamente a base da patela, em seguida 
solicita ao paciente que contraia o quadríceps 
enquanto mantem-se a pressão na patela. 
Resposta: Positivo em caso de dor ou 
impossibilidade de realizar a contração.
TESTE DE THOMPSON 
Objetivo: Avaliar ruptura do tendão Aquileu. 
Descrição: Decúbito ventral, o terapeuta deverá 
comprimir a panturrilha do paciente aproximando 
os ventres musculares do gastrocnêmico a fim de 
tracionar ou não o pé do paciente por meio do 
tendão do calcâneo. 
Resposta: Em caso de ruptura do tendão calcâneo 
não haverá a flexão plantar, portanto o teste será 
positivo para ruptura completa do tendão do 
calcâneo.
	Slide 1: Fisioterapia traumatológica funcional
	Slide 2: Coluna vertebral
	Slide 3: TESTE DE SPURLING 
	Slide 4: TESTE DE LASEGUE 
	Slide 5: TESTE DE ADAMS 
	Slide 6: TESTE DE ROOS 
	Slide 7: Membros Superiores
	Slide 8: TESTE HAWKINS/KENNEDY
	Slide 9: TESTE DE YOCUM 
	Slide 10: TESTE DE QUEDA DO BRAÇO
	Slide 11: TESTE DE PATTE
	Slide 12: TESTE DE GERBER (Lift of Test)
	Slide 13: TESTE DE YERGASON
	Slide 14: TESTE DE NEER 
	Slide 15: SINAL DO SULCO
	Slide 16: TESTE DE FUKUDA OU INSTABILIDADE POSTERIOR
	Slide 17: TESTE DE APREENSÃO DO OMBRO 
	Slide 18: TESTE DE COZEN
	Slide 19: TESTE DE PHALEN 
	Slide 20: TESTE DE FINKELSTEIN 
	Slide 21: MEMBROS INFERIORES
	Slide 22: TESTE DE TREDELEMBURG 
	Slide 23: TESTE PATRICK OU FABER 
	Slide 24: TESTE DE MILGRAM 
	Slide 25: TESTE DE GAVETA ANTERIOR 
	Slide 26: TESTE DE GAVETA POSTERIOR 
	Slide 27: TESTE DE MCMURRAY 
	Slide 28: TESTE DE COMPRESSÃO APLEY 
	Slide 29: TESTE DE THOMAS 
	Slide 30: SINAL DE CLARKE 
	Slide 31: TESTE DE THOMPSON

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