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CENTRO DE ENSINO LITERATUS 
CURSO TÉCNICO EM ESTÉTICA 
 
 
 
 
 
 
 
ERIKA THASSILA 
LARISSA FRAGATA DE CARVALHO 
MARIA JOSELI DE ANDRADE 
TAINAH SANTOS PARENTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TRABALHO DE PESQUISA – ALTERAÇÕES (LESÕES) ELEMENTARES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MANAUS - AMAZONAS 
2024 
 
ERIKA THASSILA 
LARISSA FRAGATA DE CARVALHO 
MARIA JOSELI DE ANDRADE 
TAINAH SANTOS PARENTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TRABALHO DE PESQUISA – ALTERAÇÕES (LESÕES) ELEMENTARES 
 
 
 
Trabalho de Pesquisa apresentado ao 
Centro de Ensino Literatus, como requisito 
para obtenção de nota na disciplina de 
Dermatologia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MANAUS - AMAZONAS 
2024 
 
SUMÁRIO 
 
1. INTRODUÇÃO.......................................................................................................04 
2. CLASSIFICAÇÃO DAS ALTERAÇÕES ELEMENTARES....................................05 
2.1 DIAGNÓSTICO DAS ALTERAÇÕES ELEMENTARES........................................07 
2.2 TRATAMENTO E GESTÃO..................................................................................09 
3. CONCLUSÃO........................................................................................................12 
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS......................................................................13 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
No campo da medicina e da patologia, o estudo das alterações elementares, 
frequentemente referidas como lesões elementares, é fundamental para a 
compreensão dos processos patológicos que afetam os tecidos e órgãos do corpo 
humano. Essas alterações representam as modificações iniciais e mais básicas que 
ocorrem em nível celular e tecidual como resposta a estímulos agressivos, sejam eles 
físicos, químicos ou biológicos. 
Essas lesões elementares são o ponto de partida para a formação de padrões 
mais complexos de doença e são essenciais para a diagnóstica precisa e o tratamento 
eficaz das condições patológicas. Elas incluem uma ampla gama de alterações 
morfológicas e funcionais, como a degeneração celular, necrose, inflamação e 
alterações estruturais nas células. Cada uma dessas lesões elementares pode 
fornecer informações cruciais sobre o tipo e a gravidade da agressão sofrida pelo 
organismo, bem como sobre os mecanismos subjacentes que conduzem à progressão 
da doença. 
A análise detalhada dessas alterações permite não apenas identificar as 
causas e os mecanismos patológicos, mas também prever o curso da doença e as 
respostas do organismo aos tratamentos. Portanto, o estudo das lesões elementares 
é de importância vital tanto para a pesquisa básica quanto para a prática clínica, pois 
serve como a base para a compreensão dos processos patológicos mais complexos 
e para a formulação de intervenções terapêuticas direcionadas e eficazes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. CLASSIFICAÇÃO DAS ALTERAÇÕES ELEMENTARES 
 
As alterações elementares, também conhecidas como lesões elementares, 
representam as modificações iniciais e fundamentais que ocorrem nas células e 
tecidos como resposta a agressões físicas, químicas ou biológicas. A compreensão 
dessas alterações é crucial para o diagnóstico e tratamento de doenças. A seguir, 
apresentamos a classificação dessas alterações elementares, que abrange lesões 
degenerativas, necróticas, inflamatórias e outras alterações celulares específicas. 
 
• Lesões Degenerativas: As lesões degenerativas são alterações patológicas 
que envolvem a deterioração funcional e estrutural das células e tecidos, sem 
necessariamente levar à morte celular imediata. Elas incluem: 
 
a) Degeneração Hidrópica: Também conhecida como degeneração celular ou 
hidrópica, caracteriza-se pelo acúmulo excessivo de água dentro das células, 
resultando em inchaço e aumento do volume celular. Esse fenômeno pode ser 
causado por danos à membrana celular, alterações no transporte de íons ou 
problemas na função mitocondrial. A degeneração hidrópica é frequentemente 
observada em situações de estresse celular, como isquemia ou intoxicação. 
b) Degeneração Gordurosa: Esta forma de degeneração é marcada pelo 
acúmulo anormal de lipídios nas células, principalmente no citoplasma. É comum em 
órgãos como o fígado (esteatose hepática) e pode ser causada por fatores como 
abuso de álcool, desnutrição ou distúrbios metabólicos. O acúmulo de gordura 
interfere na função normal das células e pode levar a complicações graves se não for 
tratado. 
c) Degeneração Fibrinóide: Envolve a deposição anormal de fibrina, uma 
proteína encontrada no plasma sanguíneo, nos tecidos. Esse tipo de degeneração é 
frequentemente associado a processos inflamatórios e pode ser observado em 
doenças autoimunes e infecções crônicas. A presença de fibrina nos tecidos pode 
levar à formação de cicatrizes e comprometimento da função tecidual. 
 
• Lesões Necróticas: As lesões necróticas referem-se à morte celular patológica, 
que ocorre devido a uma agressão intensa e geralmente irreversível. As principais 
formas de necrose incluem: 
 
a) Necrose Coagulação: Caracteriza-se pela coagulação das proteínas 
intracelulares, resultando em células pálidas e endurecidas. É tipicamente observada 
em casos de isquemia aguda, como infarto do miocárdio, onde a falta de oxigênio e 
nutrientes leva à morte celular. O tecido afetado assume uma aparência firme e seca. 
b) Necrose Liquefativa: Esta forma de necrose é marcada pela transformação do 
tecido necrótico em uma massa líquida, devido à ação de enzimas proteolíticas. É 
frequentemente associada a infecções bacterianas agudas, como no abscesso 
cerebral, e em algumas formas de necrose do sistema nervoso central. 
c) Necrose Caseosa: Ocorre quando o tecido se transforma em uma substância 
esbranquiçada e friável, semelhante ao queijo cottage. É comumente observada em 
infecções tuberculosas e é resultante da reação inflamatória granulomatosa que 
impede a liquefação completa do tecido. 
d) Necrose Gordurosa: Resulta da lipólise ou destruição de tecidos adiposos. É 
frequentemente associada a traumas pancreáticos, onde enzimas pancreáticas 
danificam o tecido adiposo ao redor do pâncreas, criando áreas brancas e opacas de 
gordura necrosada. 
 
• Lesões Inflamatórias: As lesões inflamatórias envolvem a resposta do sistema 
imunológico a agressões e são caracterizadas por alterações no tecido inflamatório. 
Elas podem ser: 
 
a) Inflamação Aguda: É a resposta inicial rápida a uma lesão, caracterizada por sinais 
clássicos como rubor, calor, dor e inchaço. Envolve a infiltração de neutrófilos e outras 
células inflamatórias no local da lesão, resultando em um processo que visa eliminar 
o agente agressor e iniciar a cicatrização. 
b) Inflamação Crônica: Desenvolve-se quando a inflamação aguda não é resolvida 
e persiste por um período prolongado. É marcada pela presença de linfócitos, 
macrófagos e tecido granulomatoso. Condições como artrite reumatoide e tuberculose 
são exemplos de doenças inflamatórias crônicas. 
c) Exsudatos Inflamatórios: São fluidos que se acumulam nos tecidos durante a 
inflamação. Eles podem ser serosos (líquido claro), fibrinosos (contendo fibrina), 
purulentos (contendo pus) ou hemorrágicos (contendo sangue), dependendo da 
natureza e da gravidade da inflamação. 
 
 
• Alterações Celulares Específicas: Além das lesões degenerativas, necróticas 
e inflamatórias, existem alterações celulares específicas que merecem destaque: 
 
a) Apoptose: É um processo de morte celular programada, distinto da necrose. A 
apoptose é um mecanismo controlado que permite a eliminação de células danificadas 
ou desnecessárias sem causar inflamação. É essencial para o desenvolvimento 
normal e para a manutenção da homeostase celular. 
b) Alterações na Função Celular: Podem ocorrer alterações na função das célulassem modificações morfológicas visíveis. Essas alterações incluem a disfunção 
enzimática, alterações no metabolismo celular e na capacidade de resposta a 
estímulos. 
 
2.1 DIAGNÓSTICO DAS ALTERAÇÕES ELEMENTARES 
 
O diagnóstico das alterações elementares é um aspecto fundamental da prática 
patológica e médica, essencial para a identificação precoce e a gestão eficaz de 
diversas condições de saúde. As alterações elementares, que são as modificações 
iniciais e mais básicas nos tecidos e células em resposta a agressões, podem fornecer 
pistas cruciais sobre a presença, a gravidade e a natureza das doenças. O processo 
diagnóstico envolve a aplicação de várias técnicas e metodologias para avaliar e 
interpretar essas alterações, ajudando na determinação de um plano de tratamento 
adequado. 
 
• Métodos de Observação e Análise: Para diagnosticar alterações elementares, 
os profissionais de saúde utilizam uma combinação de técnicas de observação e 
análise que permitem a visualização e avaliação detalhada das alterações celulares e 
teciduais. 
 
a) Microscopia Óptica: A microscopia óptica é uma ferramenta essencial no 
diagnóstico das alterações elementares. Utilizando lâminas de tecidos corados, é 
possível observar alterações morfológicas nas células e nos tecidos com uma 
resolução adequada para identificar lesões degenerativas, necróticas e inflamatórias. 
Colorações específicas, como a hematoxilina-eosina (H&E), são frequentemente 
 
empregadas para destacar diferentes componentes celulares e teciduais, facilitando 
a identificação de anomalias. 
b) Microscopia Eletrônica: Para uma visualização mais detalhada das estruturas 
celulares, a microscopia eletrônica é empregada. Esta técnica oferece uma resolução 
muito maior do que a microscopia óptica, permitindo a análise das organelas celulares 
e das membranas em nível nanométrico. É particularmente útil para observar 
alterações sutis nas células, como alterações na membrana plasmática, nas 
mitocôndrias e em outras organelas. 
c) Técnicas de Coloração e Imunohistoquímica: Colorações especiais e 
técnicas imunohistoquímicas são utilizadas para identificar compostos específicos e 
alterações nas células. Por exemplo, a coloração de Wright ou Giemsa pode ser usada 
para diferenciar tipos celulares em amostras sanguíneas, enquanto a 
imunohistoquímica permite a detecção de proteínas específicas associadas a 
processos patológicos, como a presença de marcadores tumorais. 
 
• Diagnóstico por Imagem: Além das técnicas histológicas e citológicas, o 
diagnóstico das alterações elementares pode ser complementado por métodos de 
imagem que fornecem informações sobre a localização e a extensão das lesões. 
 
a) Ultrassonografia: A ultrassonografia utiliza ondas sonoras para criar imagens 
dos tecidos internos do corpo. É útil para identificar alterações estruturais em órgãos 
e tecidos, como o aumento de volume, presença de massas ou fluidos anormais, e 
alterações no contorno dos órgãos. 
b) Tomografia Computadorizada (TC): A TC oferece imagens detalhadas em 
cortes transversais, permitindo a visualização das alterações teciduais e a 
identificação de lesões profundas ou complexas. É particularmente útil na avaliação 
de tecidos moles e na identificação de áreas de necrose ou inflamação. 
c) Ressonância Magnética (RM): A RM utiliza campos magnéticos e ondas de 
rádio para criar imagens detalhadas dos tecidos internos. Ela proporciona uma 
excelente resolução de contraste entre diferentes tipos de tecidos e é útil para avaliar 
alterações nas estruturas internas, como edema, infiltração de tecido e alterações 
tumorais. 
 
 
 
2.2 TRATAMENTO E GESTÃO 
 
O tratamento e a gestão das alterações elementares (ou lesões elementares) 
são aspectos cruciais da prática clínica que visam abordar as modificações iniciais 
que ocorrem nas células e tecidos em resposta a agressões. Essas intervenções são 
essenciais para prevenir a progressão de condições patológicas e melhorar a 
qualidade de vida dos pacientes. A abordagem para o tratamento e a gestão depende 
da natureza das alterações elementares, da causa subjacente e do contexto clínico 
geral. 
 
• Tratamento das Lesões Degenerativas: As lesões degenerativas, como a 
degeneração hidrópica e a degeneração gordurosa, frequentemente requerem 
estratégias multifacetadas que abordam tanto os sintomas quanto as causas 
subjacentes. 
 
Degeneração Hidrópica: O tratamento visa restaurar a função celular e reduzir o 
estresse que causa a acumulação de água nas células. Intervenções podem incluir: 
 
• Correção de Desequilíbrios Eletrolíticos: Administração de soluções 
eletrolíticas ou outros agentes que ajudam a restaurar o equilíbrio iônico. 
• Tratamento da Causa Subjacente: Se a degeneração hidrópica for devido a 
isquemia, intervenções como revascularização ou medicamentos para melhorar o 
fluxo sanguíneo podem ser necessários. 
 
Degeneração Gordurosa: O tratamento se concentra na modificação dos fatores de 
risco e na gestão das condições associadas. 
 
• Mudanças no Estilo de Vida: Dieta balanceada e exercício físico para reduzir 
a gordura hepática e melhorar a função metabólica. 
• Tratamento Farmacológico: Uso de medicamentos para controlar os níveis 
de lipídios no sangue, como estatinas ou fibratos. 
• Gerenciamento de Condições Associadas: Tratar doenças subjacentes, 
como diabetes ou dislipidemia, que contribuem para a degeneração gordurosa. 
 
 
• Manejo das Lesões Necróticas: As lesões necróticas envolvem a morte 
celular e podem exigir intervenções para minimizar os danos e promover a 
recuperação. 
 
Necrose Coagulação: O manejo pode incluir: 
 
• Restaurar o Suprimento Sanguíneo: Intervenções como angioplastia ou 
cirurgia de revascularização em casos de infarto do miocárdio ou AVC isquêmico. 
• Tratamento de Suporte: Administração de medicamentos para controlar a dor, 
a inflamação e prevenir complicações secundárias. 
 
Necrose Liquefativa: O tratamento pode envolver: 
 
• Controle da Infecção: Uso de antibióticos ou outras terapias antimicrobianas 
para tratar infecções bacterianas que causam necrose liquefativa. 
• Drenagem de Abscessos: Procedimentos para drenar pus e aliviar a pressão 
no local da necrose. 
 
Necrose Caseosa: A abordagem inclui: 
 
• Tratamento da Infecção: Terapia antimicrobiana específica, como antibióticos 
para tuberculose, se a necrose caseosa for causada por infecção. 
• Gerenciamento de Complicações: Monitoramento e tratamento de possíveis 
complicações associadas à necrose caseosa. 
 
Necrose Gordurosa: O tratamento se concentra em: 
 
• Tratamento da Causa Subjacente: Abordagem de fatores contribuintes, como 
pancreatite, com suporte nutricional e tratamento médico específico. 
 
• Controle da Inflamação: A inflamação pode ser aguda ou crônica e seu 
manejo envolve estratégias para reduzir a resposta inflamatória e tratar a causa 
subjacente. 
 
 
Inflamação Aguda: O tratamento pode incluir: 
 
• Anti-inflamatórios Não Esteroidais (AINEs): Medicamentos como ibuprofeno 
para aliviar dor e inflamação. 
• Corticosteroides: Em casos graves ou persistentes, medicamentos como 
prednisona podem ser usados para reduzir a inflamação. 
• Tratamento da Causa Subjacente: Intervenções específicas para tratar 
infecções ou traumas que causam inflamação aguda. 
 
Inflamação Crônica: A abordagem envolve: 
 
• Tratamentos Imunossupressores: Medicamentos como metotrexato ou 
azatioprina para condições autoimunes e inflamatórias crônicas. 
• Terapias Biológicas: Uso de anticorpos monoclonais para tratar doenças 
inflamatórias crônicas, como artrite reumatoide e doença de Crohn. 
• Modificação do Estilo de Vida: Dieta anti-inflamatória e exercícios físicos para 
ajudar a controlar a inflamação crônica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. CONCLUSÃO 
 
As alterações elementares, ou lesões elementares, sãomodificações iniciais e 
fundamentais que ocorrem nas células e tecidos em resposta a diversas agressões, 
como traumas, infecções e distúrbios metabólicos. Compreender essas alterações é 
crucial para o diagnóstico preciso, o tratamento eficaz e a gestão das doenças. A 
abordagem para essas lesões não só melhora a compreensão das doenças em seus 
estágios iniciais, mas também possibilita a implementação de intervenções que 
podem prevenir a progressão para formas mais graves e complexas de patologias. 
As alterações elementares fornecem um ponto de partida fundamental para o 
diagnóstico de várias condições patológicas. Identificar essas lesões precocemente 
permite aos profissionais de saúde entender a extensão e a natureza das agressões 
aos tecidos, possibilitando uma intervenção mais precisa. A capacidade de detectar e 
interpretar essas alterações é crucial para a gestão adequada de doenças como 
infecções, neoplasias, e condições inflamatórias e degenerativas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
Lesões Elementares. Disponível em: https://portal.afya.com.br/dermatologia/passo-
a-passo-na-descricao-das-lesoes-dermatologicas. Acesso em: 05/08/2024 
 
Lesões Elementares: Definição e as Modificações na Pele. Disponível em: 
https://sanarmed.com/lesoes-elementares/. Acesso em: 05/08/2024 
 
 
 
 
 
https://portal.afya.com.br/dermatologia/passo-a-passo-na-descricao-das-lesoes-dermatologicas
https://portal.afya.com.br/dermatologia/passo-a-passo-na-descricao-das-lesoes-dermatologicas
https://sanarmed.com/lesoes-elementares/

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