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Tema: Ações de Iniciativa do Contribuinte 
a) Ação Declaratória de Inexistência de Relação Jurídica Tributária 
b) Ação Anulatória de Débito Fiscal
c) Mandado de Segurança
d) Ação de Repetição de Indébito Tributário
e) Ação de Consignação em pagamento
1. AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO
  
A ação de repetição de indébito tributário é medida pela qual o contribuinte pleiteia a restituição, pela Fazenda Pública, de tributo pago indevidamente. Nos termos do art. 165 do CTN, o sujeito passivo tem direito à restituição do tributo, nos casos em que se verifique: 
· a cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido; 
· quando houver erro na identificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido;
· reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória. 
Eis o teor do texto legal: 
Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos:
I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido;
II - erro na identificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento;
III - reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória.
  
Em se tratando de Restituição de tributos indiretos, ou seja, aqueles que comportem, por sua natureza, transferência do respectivo encargo financeiro, o artigo 166 do CTN, estabelece os seguintes Requisitos alternativos: 
  
Art. 166. A restituição de tributos que comportem, por sua natureza, transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido o referido encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebê-la.
· demonstração pelo contribuinte de que assumiu o encargo financeiro; ou 
· no caso de ter transferido o encargo financeiro a terceiro, deve por este ser expressamente autorizado. 
Ocorrendo o pagamento indevido o contribuinte poderá adotar as seguintes alternativas: 
a) realizar um pedido de restituição na via administrativa - Pedido administrativo de restituição; 
b) ingressar em juízo com uma ação de repetição de indébito tributário ou 
c) querer administrativa a compensação 
Note-se que como alternativa para não se sujeitar à sistemática dos precatórios, o contribuinte pode optar pela compensação do crédito com débitos tributários, devendo, contudo, observar os seguintes requisitos:  
Desistência da execução antes da emissão do precatório 
 
· Pedido administrativo de compensação 
· Lei autorizadora para compensação 
· Pedido na petição inicial
  
Súmula 461 do STJ: O contribuinte pode optar por receber, por meio de precatório ou por compensação, o indébito tributário certificado por sentença declaratória transitada em julgado. 
  
O prazo para pleitear a restituição é de 05 anos, contados na forma do art. 168. 
Art. 168. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados:
I - nas hipótese dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário;            
II - na hipótese do inciso III do artigo 165, da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória.
O Artigo 169 Estabelece prazo de anos para ajuizamento de ação anulatória que denegar pedido de restituição formulado administrativamente, contados: 
Art. 169. Prescreve em dois anos a ação anulatória da decisão administrativa que denegar a restituição.
Parágrafo único. O prazo de prescrição é interrompido pelo início da ação judicial, recomeçando o seu curso, por metade, a partir da data da intimação validamente feita ao representante judicial da Fazenda Pública interessada.
Questões: 
01. O prazo para propositura da ação para repetição do indébito será de
A) Cinco anos, a contar da ação anulatória da decisão administrativa que denegar a restituição. Art. 169 – F (em dois anos a ação anulatória da decisão administrativa que denegar a restituição)
B) Dois anos, a contar do trânsito em julgado da decisão judicial que anulou o crédito tributário já pago. 
C) Cinco anos, a contar do pagamento antecipado, nos tributos sujeitos a autolançamento (por homologação).
D) Dois anos, a contar da constituição definitiva do crédito tributário pela declaração do sujeito passivo, nos tributos sujeitos a lançamento por declaração. 
E) Cinco anos, a contar do primeiro do exercício seguinte ao do pagamento indevido, nos tributos sujeitos a lançamento de ofício.
02. O Código Tributário Nacional prevê, em seu art. 166, que a restituição de tributos que comportem, por sua natureza, a transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido referido encargo. É exemplo desta espécie de tributo:
A) Contribuição previdenciária 
B) Taxas, quando venham a integrar os custos fixos de determinada empresa
C) Imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza
D) Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e prestação de serviços. ICMS 
E) Imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguros, se o contribuinte, numa importação de bens, faz a inclusão destes em seu ativo. – IOF 
03. Pela sistemática tributária em vigor, na hipótese de pagamento indevido:
A) A restituição vence juros capitalizáveis, a partir da decisão, ainda que recorrível, que a determinar.
B) A restituição parcial do tributo não dará lugar à restituição, na mesma proporção, dos juros de mora e das penalidades pecuniárias, mesmo que referentes a infrações de caráter formal não prejudicadas pela causa da restituição.
C) Prescreve em cinco anos a ação anulatória da decisão administrativa ou judicial que denegar a restituição.
D) O prazo de prescrição é suspenso pelo início da ação judicial de restituição, recomeçando o seu curso, por inteiro, a partir da data da intimação feita a parte interessada.
E) A restituição de tributos que comportem, por sua natureza, transferência do respectivo encargo financeiro, somente será feita a quem prove haver assumido o referido encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebê-lo
04. Caso
O contribuinte de forma equivocada procedeu com o recolhimento de IRPJ durante o período de janeiro de 2016 a julho de 2016. Ocorre que tais períodos já haviam sido objeto de pagamento do tributo anteriormente.
Elabore a medida judicial cabível para defesa dos direitos do contribuinte.
2. AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO
A consignação em pagamento é modalidade de ação judicial, passível de ser utilizada, em matéria tributária, nas seguintes situações previstas no art. 164 do CTN: 
  
 Art. 164. A importância de crédito tributário pode ser consignada judicialmente pelo sujeito passivo, nos casos:
I - de recusa de recebimento, ou subordinação deste ao pagamento de outro tributo ou de penalidade, ou ao cumprimento de obrigação acessória;
II - de subordinação do recebimento ao cumprimento de exigências administrativas sem fundamento legal;
III - de exigência, por mais de uma pessoa jurídica de direito público, de tributo idêntico sobre um mesmo fato gerador.
§ 1º A consignação só pode versar sobre o crédito que o consignante se propõe pagar.
 § 2º Julgada procedente a consignação, o pagamento se reputa efetuado e a importância consignada é convertida em renda; julgada improcedente a consignação no todo ou em parte, cobra-se o crédito acrescido de juros de mora, sem prejuízo das penalidades cabíveis.
· quando o pagamento for recusado ou subordinado pela autoridade administrativaao pagamento de outro tributo ou penalidade, ou ainda ao cumprimento de obrigação acessória; 
· nos casos de subordinação do recebimento ao cumprimento de exigências administrativas sem amparo legal; 
· nos casos de exigência, por mais de uma pessoa jurídica de direito público, de tributo idêntico sobre um mesmo fato gerador (bitributação). 
Segundo dispõe o § 1.º do art. 164 do CTN, a consignação pode versar apenas sobre o crédito que o consignante se propõe a pagar, sendo vedada sua utilização como meio de discussão de outras questões alheias ao crédito que o consignante pretende pagar. 
  
Com o julgamento da ação de consignação em pagamento, podem decorrer as seguintes situações, consoante o art. 164, § 2.º, do CTN: 
  
a) sendo julgada procedente a consignação, o valor consignado converte-se em renda da Fazenda Pública, extinguindo assim o crédito tributário; 
b) julgada improcedente a consignação no todo ou em parte, o Fisco cobrará o crédito acrescido de juros de mora, além das penalidades cabíveis, de modo que o crédito tributário não será extinto com a ação consignatória, cabendo à Fazenda Pública a cobrança de outros encargos considerados como devidos e não consignados. 
  
Dessa forma, é de se entender que a consignação em pagamento extinguirá o crédito tributário apenas se for julgada procedente. 
  
Importante observar que aplica-se à ação consignatória a regra processual prevista no CPC/2015, arts. 539/549: 
  
Art. 542. Na petição inicial, o autor requererá:   
I - o depósito da quantia ou da coisa devida, a ser efetivado no prazo de 5 (cinco) dias contados do deferimento, ressalvada a hipótese do art. 539, § 3º; 
II - a citação do réu para levantar o depósito ou oferecer contestação   
Art. 544. Na contestação, o réu poderá alegar que:   
I - não houve recusa ou mora em receber a quantia ou a coisa devida;   
II - foi justa a recusa;   
III - o depósito não se efetuou no prazo ou no lugar do pagamento;   
IV - o depósito não é integral. 
  
Questões: 
01. Em se tratando da ação consignatória tributária, é certo que o Código Tributário Nacional estipula na primeira parte do art. 164, parágrafo 2º, que, “julgada procedente a consignação, o pagamento se reputa efetuado e a importância consignada é convertida em renda”. Nessa linha, a consignação em pagamento, nos termos do mencionado dispositivo legal, é hipótese de
A) exclusão do crédito tributário
B) suspensão do crédito tributário
C) extinção do crédito tributário
D) administração tributária
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