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1 
 
 FUNDAÇÃO EDSON QUEIROZ 
UNIVERSIDADE DE FORTALEZA 
Centro de Ciências Jurídicas – CCJ 
Curso de Direito 
Disciplina: Direito tributário II 
 Professor: Francisco das Chagas Sampaio Medina 
 
 
Plano de aula 11 
 
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO – art. 156 do CTN 
 
Extinção do crédito tributário é o desaparecimento deste. Como nas obrigações em 
geral, sua forma mais comum de extinção é o pagamento, que significa a extinção do 
crédito tributário. 
 
A extinção do crédito tributário é matéria compreendida na reserva legal, vale dizer, só a 
lei pode estipular os casos em que se verifica. Isto não significa que somente as causas 
extintivas previstas no CTN possam ocorrer no Direito Tributário. 
 
SABBAG, 2013 
 
A maioria dos autores considera a enumeração do art. 156 do CTN taxativa (ou exaustiva), 
e não meramente exemplificativa. Isso significa que, em regra, apenas as modalidades 
expressamente nela elencadas podem dar ensejo à válida e legítima extinção do 
crédito tributário, e qualquer acréscimo de outras hipóteses à lista requer lei 
complementar da União sobre normas gerais tributárias. Essa também tem sido a 
orientação disposta em recentes julgados do Supremo Tribunal Federal. 
 
 
Pode ocorrer, em certos casos, a extinção de um crédito tributário sem que se verifique a 
extinção da obrigação tributária correspondente, restando por isto o direito de a 
Fazenda Pública, mediante novo lançamento, constituir outro crédito. E claro que isto 
somente acontece quando a causa extintiva tenha afetado apenas a formalização do 
crédito. 
 
São formas de extinção: 
 
CAUSAS QUE EXTINGUEM O CRÉDITO TRIBUTÁRIO: 
Art. 156. Extinguem o crédito tributário: 
I - o pagamento; 
II - a compensação; 
III - a transação; 
IV - remissão; 
V - a prescrição e a decadência; 
VI - a conversão de depósito em renda; 
VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto 
no artigo 150 e seus §§ 1º e 4º; 
VIII - a consignação em pagamento, nos termos do disposto no § 2º do artigo 164; 
IX - a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita 
administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória; 
 2 
 
X - a decisão judicial passada em julgado. 
XI – a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições estabelecidas em 
lei. (Inciso incluído pela Lcp nº 104, de 10.1.2001) 
 
I - PAGAMENTO 
 
Forma ordinária, usual, de extinção do crédito tributário, o pagamento é a entrega ao 
sujeito ativo, pelo sujeito passivo ou por qualquer outra pessoa em seu nome, da 
quantia correspondente ao objeto do crédito tributário. 
A imposição de penalidade não elide o pagamento integral do crédito tributário, expressa 
o art. 157. O fato de sofrer o sujeito passivo uma penalidade não o desobriga de pagar 
o tributo. Cometida uma infração, o valor da penalidade respectiva é somado ao valor 
do tributo acaso devido. Não há substituição do tributo pela multa. Os dois se 
somam. 
 
Art. 158. O pagamento de um crédito não importa em presunção de pagamento: 
I - quando parcial, das prestações em que se decomponha; 
II - quando total, de outros créditos referentes ao mesmo ou a outros tributos. 
 
Assim, o pagamento de uma parcela do crédito não importa presunção de 
pagamento de outras, nem o pagamento de um crédito faz presumir-se o 
pagamento de outro, referente ao mesmo ou a outros tributos. Cada quitação só 
vale em relação ao que na mesma está indicado. Assim, o fato de um contribuinte, por 
exemplo, provar que pagou a última parcela de seu imposto de renda de determinado 
exercício não faz presumir-se que tenha pago as demais parcelas. 
 
Por isto mesmo não tem a Fazenda Pública motivo para recusar o recebimento de um 
tributo ao argumento de que há dívida, ainda não paga, de outro tributo, ou de que o 
valor oferecido é menor que o efetivamente devido. Qualquer quantia oferecida pelo 
sujeito passivo pode ser recebida, sem prejuízo da posterior cobrança da diferença, ser 
for ocaso. 
 
No direito privado é o credor, salvo convenção em contrário, deve receber o seu crédito 
no estabelecimento ou residência do devedor, e se não lhe é feito o pagamento deve 
interpelar o devedor para que se considere em mora. Em direito tributário não é assim. 
O sujeito passivo tem o dever de ir à repartição competente e efetuar ali o pagamento. 
Pela regra do CTN o pagamento é feito na repartição competente do domicilio do 
sujeito passivo (“DIVIDA PORTABLE”), salvo se a legislação determinar forma diversa. 
Hoje, normalmente, é autorizado o pagamento nos estabelecimentos bancários. No 
direito privado, ao contrário, a regra geral é a “DÍVIDA QUERABLE”, pela qual o credor 
vai receber no domicílio do devedor. 
 
REGRA DOS 30 DIAS: O tempo do pagamento, isto é, o vencimento do crédito tributário, 
deve ser estabelecido na legislação pertinente a cada tributo. Sendo a lei omissa a 
respeito, o vencimento ocorre em trinta dias a partir da notificação do lançamento. 
 
Art. 160. Quando a legislação tributária não fixar o tempo do pagamento, o 
vencimento do crédito ocorre trinta dias depois da data em que se considera o 
sujeito passivo notificado do lançamento. 
 
Parágrafo único. A legislação tributária pode conceder desconto pela 
antecipação do pagamento, nas condições que estabeleça. 
 3 
 
 
A antecipação pode ser em relação ao próprio lançamento, como se verifica na 
legislação do imposto de renda, que faculta o pagamento no ato da entrega da 
declaração. E pode ser no vencimento, hipótese de prática generalizada nos 
Municípios brasileiros relativamente ao imposto sobre a propriedade predial e 
territorial urbana. 
 
A caracterização da mora, em Direito Tributário, é automática. Independe de 
interpelação do sujeito passivo. Não sendo integralmente pago até o vencimento, o 
crédito é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo da falta, sem prejuízo 
das penalidades cabíveis e da sua aplicação de quaisquer medidas de garantia 
previstas no CTN ou em lei tributária. É isso o que diz o art. 161 do CTN. 
 
Art. 162. O pagamento é efetuado: 
I - em moeda corrente, cheque ou vale postal; 
II - nos casos previstos em lei, em estampilha, em papel selado, ou por processo 
mecânico. 
§ 1º A legislação tributária pode determinar as garantias exigidas para o pagamento 
por cheque ou vale postal, desde que não o torne impossível ou mais oneroso que o 
pagamento em moeda corrente. 
§ 2º O crédito pago por cheque somente se considera extinto com o resgate 
deste pelo sacado. 
§ 3º O crédito pagável em estampilha considera-se extinto com a inutilização regular 
daquela, ressalvado o disposto no artigo 150. 
§ 4º A perda ou destruição da estampilha, ou o erro no pagamento por esta 
modalidade, não dão direito a restituição, salvo nos casos expressamente previstos 
na legislação tributária, ou naquelas em que o erro seja imputável à autoridade 
administrativa. 
§ 5º O pagamento em papel selado ou por processo mecânico equipara-se ao 
pagamento em estampilha. 
IMPRESCINDÍVEL DOMINAR: Art. 163. Existindo simultaneamente dois ou mais 
débitos vencidos do mesmo sujeito passivo para com a mesma pessoa jurídica de 
direito público, relativos ao mesmo ou a diferentes tributos ou provenientes de 
penalidade pecuniária ou juros de mora, a autoridade administrativa competente 
para receber o pagamento determinará a respectiva imputação, obedecidas às 
seguintes regras, na ordem em que enumeradas: 
I - em primeiro lugar, aos débitos por obrigação própria, e em segundo lugar aos 
decorrentes de responsabilidade tributária; 
II - primeiramente, às contribuições de melhoria, depois às taxas e por fim aos 
impostos; 
III - na ordem crescente dos prazos de prescrição; 
IV - na ordem decrescente dos montantes. 
 
LEMBRETES: 
- Salvo estipulação em contrário na legislação, o vencimento ocorre trinta dias 
após a notificação (art. 160 do CTN) 
- Os juros de mora são de 1% ao mês (art. 161 do CTN), podendo a lei especificado tributo fixar percentual diverso. 
- O pagamento pode ser efetuado por moeda corrente, cheque, vale postal ou se 
previsto em lei, por estampilhas (art. 162 do CTN). 
- O crédito pago por cheque somente se considera extinto após a devida 
compensação. 
 4 
 
- Se houver mais de uma dívida, cabe a autoridade fiscal determinar qual o débito 
será quitado. Primeiro os mais antigos, em seguida os mais altos (art. 163 do CTN) 
etc. Portanto, ao contrário do Código Civil (art. 991), em matéria tributária, a imputação 
do pagamento compete ao Fisco e não ao devedor. 
Sobre o pagamento, o STF editou três súmulas: 
STF Súmula nº70 
É inadmissível a interdição de estabelecimento como meio coercitivo 
para cobrança de tributo. 
STF Súmula nº 323 
É inadmissível a apreensão de mercadorias como meio coercitivo 
para pagamento de tributos. 
STF Súmula nº 547 
Não é lícito a autoridade proibir que o contribuinte em débito adquira 
estampilhas, despache mercadorias nas alfândegas e exerça suas 
atividades profissionais. 
Conforme o disposto pelas referidas súmula, o Fisco não pode simplesmente fechar o 
estabelecimento, ou dificultar seu funcionamento, em razão de falta de pagamento, sem 
que uma lei o autorize a fazê-lo. O sujeito passivo tem o direito de contestar o pagamento 
de tributo que entende indevido, ainda que para isso não efetue o pagamento na forma 
requerida pelo ente tributante. Não fosse assim, estaria vilipendiado o princípio da estrita 
legalidade tributária, bem como o princípio do devido processo legal. 
II - COMPENSAÇÃO 
 
 A compensação é como que um encontro de contas. Se o obrigado ao pagamento 
do tributo é credor da Fazenda Pública, poderá ocorrer uma compensação pela 
qual seja extinta a obrigação, isto é, o crédito tributário. 
 
Trata-se de modalidade indireta (por lei) de extinção do crédito tributário, por meio do 
confronto entre créditos e débitos, evitando-se a desnecessária “(...) multiplicação de 
providências administrativas e demandas judiciais. Notória a vantagem da 
compensação na medida em que inúmeras transações se entrecruzam em sentidos 
diversos. SABBAG, 2013. 
 
Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja 
estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a 
compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou 
vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. 
 
OBS.: 
Súmula n. 212: A compensação de créditos tributários não pode ser deferida por 
medida liminar. 
 5 
 
 
 Súmula n. 213: O mandado de segurança constitui ação adequada para a declaração 
do direito à compensação tributária 
 
LEMBRETES: 
 
- quando o Estado é credor e devedor ao mesmo tempo em relação ao contribuinte. 
- o encontro de contas caracterizador da compensação só pode ocorrer quando 
expressamente autorizado em lei (art. 170 do CTN). Ao contrário do C.C., que só 
autoriza a compensação de créditos vencidos, o CTN admite a compensação do crédito 
tributário com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, ou do sujeito passivo 
contra a Fazenda Pública. 
 
III . TRANSAÇÃO 
 
Tanto como no Direito público, como no privado, a transação é um acordo que se 
caracteriza pela ocorrência de concessões mútuas. É da essência da transação a 
existência de concessões mútuas. Cada interessado cede um pouco do que entende 
ser o seu direito, para chegar a um acordo, evitando o litígio, ou pondo fim a este ,se 
já iniciado. Mas no direito tributário a transação a) depende sempre de previsão 
legal e b) não pode ter objetivo de evitar litígio, só sendo possível depois da 
instauração deste. 
 
Art. 171. A lei pode facultar, nas condições que estabeleça, aos sujeitos ativo e 
passivo da obrigação tributária celebrar transação que, mediante concessões 
mútuas, importe em determinação de litígio e consequente extinção de crédito 
tributário. 
 
Parágrafo único. A lei indicará a autoridade competente para autorizar a transação em 
cada caso. 
 
 IV. REMISSÃO 
 
Art. 172. A lei pode autorizar a autoridade administrativa a conceder, por 
despacho fundamentado, remissão total ou parcial do crédito tributário, 
atendendo: 
I - à situação econômica do sujeito passivo; 
II - ao erro ou ignorância excusáveis do sujeito passivo, quanto à matéria de fato; 
III - à diminuta importância do crédito tributário; 
IV - a considerações de eqüidade, em relação com as características pessoais ou 
materiais do caso; 
V - a condições peculiares a determinada região do território da entidade tributante. 
 
Parágrafo único. O despacho referido neste artigo não gera direito adquirido, aplicando-se, 
quando cabível, o disposto no artigo 155. 
 
HUGO DE BRITO MACHADO ensina que remissão é perdão. É dispensa. Só pode ser 
concedida pela autoridade administrativa para tanto expressamente autorizada 
por lei. 
Remissão não se confunde com remição. Remissão é perdão, ato de remitir. Remição é 
de remir, livrar do poder alheio, adquirir de novo, resgatar. 
 
 6 
 
LEMBRETE: 
- A remissão e anistia não se confundem. 
- A anistia é a exclusão do crédito relativo a penalidades pecuniárias anteriores a 
lei que a concede. A remissão pode envolver a dívida decorrente do tributo e das 
penalidades. 
- Pela anistia, o legislador extingue a punibilidade do sujeito passivo infrator da 
legislação tributária, impedindo a constituição do crédito. Se já esta o crédito 
constituído, o legislador poderá dispensá-lo pela remissão, mas não pela anistia. 
 
V. CONVERSÃO DO DEPOSITO EM RENDA 
 
O depósito do montante integral do crédito tributário é causa de suspensão de sua 
exigibilidade (CTN, art. 151, III). Vencido o sujeito passivo no litígio, a sentença 
determinará a conversão do deposito em renda, ficando assim extinto o crédito 
tributário. 
 
VI . PAGAMENTO ANTECIPADO E HOMOLOGAÇÃO 
 
Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o sujeito passivo faz o pagamento 
respectivo com base em apuração por ele próprio feita. Diz-se, portanto, que o 
pagamento foi antecipado, porque feito antes do lançamento. 
A extinção do crédito, nestes casos, não se verifica com o pagamento, mas com este 
somado a homologação. Cronologicamente, a homologação é sempre o momento em 
que se opera a extinção, pois é sempre posterior ao pagamento. 
 
VII . DECISÃO ADMINISTRATIVA IRREFORMÁVEL 
 
O crédito tributário pode ser extinto mesmo quando ainda se encontre em 
constituição. A decisão administrativa que produz esse efeito é a proferida em face 
de impugnação ou recurso do sujeito passivo, e que, reconhecendo ser indevida a 
exigência, isto é, reconhecendo inexistir a obrigação tributária respectiva, encerra o 
procedimento administrativo de lançamento. 
 
LEMBRETE: O lançamento tem efeito declaratório positivo, enquanto a decisão que o 
desfaz tem efeito declaratório negativo relativamente a obrigação tributária. 
 
Há de ser irreformável a decisão, devendo-se como tal entender definitiva na esfera 
administrativa, isto é, aquela que não possa ser reexaminada pela Administração, 
e que não mais possa ser objeto de ação anulatória. 
 
- Faz coisa julgada contra o Fisco. 
 
VIII . DECISÃO JUDICIAL PASSADA EM JULGADO 
 
A decisão judicial, dando pela invalidade do lançamento, extingue o crédito 
tributário desde que transite em julgado. Diz-se que a decisão passa ou transita em 
julgado quando contra a mesma não cabe mais quaisquer recursos. 
 
IX . CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO 
 
A ação consignatória julgada procedente irá, ao seu término, extinguir o crédito tributário. 
Sabe-se, no entanto, que a ação consignatória (arts. 890 a 900 do CPC), quando do 
 7 
 
depósito judicial autorizado em seu início, conforme o rito processual, não representará 
uma causa extintiva do CTN, mas causa de suspensão do crédito tributário SABBAG, 
2013. 
 
Segundo o art. 164, a ação de consignação em pagamento pode ser proposta nos casos 
de: 
Art. 164. A importância de crédito tributário pode serconsignada judicialmente 
pelo sujeito passivo, nos casos: 
I- de recusa de recebimento, ou subordinação deste ao pagamento de outro 
tributo ou de penalidade, ou ao cumprimento de obrigação acessória; 
II- de subordinação do recebimento ao cumprimento de exigências 
administrativas sem fundamento legal; 
III - de exigência, por mais de uma pessoa jurídica de direito público, de tributo 
idêntico sobre um mesmo fato gerador. 
§ 2º Julgada procedente a consignação, o pagamento se reputa efetuado e a 
importância consignada é convertida em renda; julgada improcedente a 
consignação no todo ou em parte, cobra-se o crédito acrescido de juros de 
mora, sem prejuízo das penalidades cabíveis. 
 
OBSERVAÇÃO: 
 
A consignação em pagamento permite que o sujeito passivo exerça seu direito de pagar o 
tributo, conforme as hipóteses previstas no art. 164 do CTN, a saber: 
 
 a) recusa de recebimento ou subordinação deste ao pagamento de outro tributo ou 
penalidade, ou cumprimento de obrigação acessória; 
 
 b) subordinação do recebimento ao cumprimento de exigências administrativas sem 
fundamento legal; 
 
 EMENTA: TRIBUTÁRIO. CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO. CABIMENTO. IPTU E 
TAXAS DE CONSERVAÇÃO E LIMPEZA. MUNICÍPIO DE CAMPINAS (SP). 
PAGAMENTO PARCELADO DO IPTU INDEPENDENTE DA QUITAÇÃO DAS TAXAS 
DISCUTIDAS. APLICAÇÃO DO ART. 164, I DO CTN. INCONSTITUCIONALIDADE 
DAS REFERIDAS TAXAS RECONHECIDAS PELO STF. PRECEDENTES. É cabível a 
ação consignatória para pagamento dos valores devidos a título de IPTU, 
independentemente do recolhimento das taxas de coleta e remoção de lixo e de 
combate a sinistros, constantes dos mesmos carnês de cobrança, desde que o 
contribuinte entenda indevida a cobrança das referidas taxas e pretenda discuti-las 
judicialmente. – Inteligência do art. 164, I do CTN. – O STF pacificou o entendimento no 
sentido de que são inconstitucionais as taxas nomeadas, por não terem por objeto 
serviço público divisível, mensurável e específico, devendo ser custeado por meio do 
produto da arrecadação dos impostos gerais. – Recurso especial conhecido e provido. 
(RESP 169.951/SP, rel. Min. Peçanha Martins, j. 21.09.2004). 
 
c) exigência, por mais de uma pessoa jurídica de Direito Público, de tributo idêntico sobre 
o mesmo fato gerador. Trata-se de vício de bitributação, cujos efeitos a consignatória 
pretende coibir. SABBAG, 2013. 
 
OBSERVAÇÃO: A extinção só se verificará com a decisão do juiz. 
 
X DAÇÃO EM PAGAMENTO 
 8 
 
 
 Prevista nos arts. 356 a 359 do Código Civil (Lei n. 10.406/2002), a dação em 
pagamento representa o ato de dar em pagamento algo em substituição à pecúnia. 
 
O CTN admite tal modalidade extintiva para bens imóveis, exclusivamente. A dação em 
pagamento foi noticiada normativamente com a edição da Lei Complementar n. 
104/2001, representando modalidade indireta de extinção do crédito tributário. 
 
Por derradeiro, é importante frisar que tal instituto se refere, tão somente, a bens imóveis. 
Para o STF, o dispositivo no CTN avoca o disciplinamento por lei complementar, uma 
vez que o crédito tributário deve estar àquela adstrito, consoante o art. 146, III, “b”, CF. 
Ademais, a Corte entendeu (ADInMC 1.917-DF, rel. Min. Marco Aurélio, 18.12.98, 
Informativo 136 do STF) que a dação em pagamento para bens móveis – procedimento 
encontradiço em algumas legislações estaduais, v.g., a Lei n. 1.624-97/DF –, ofenderia 
a exigência constitucional de licitação para a aquisição de mercadorias pela 
Administração Direta e Indireta, na contratação de obras, serviços e compras (art. 37, 
XXI, CF). 
 
XI - DECADÊNCIA E PRESCRIÇÃO 
 
 
 DECADÊNCIA PRESCRIÇÃO 
*-------------------------------------*-----*------------------------------* 
 5 anos para se efetuar 30 dias 5 anos para efetuar a 
 o lançamento cobrança (pagto.) 
 
 DECADÊNCIA 
 
 Para que não perdure eternamente o direito do fisco de constituir o crédito tributária, 
o art. 173 do CTN estabelece que tal direito se extingue após cinco anos, contados: 
 
Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se 
após 5 (cinco) anos, contados: 
I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido 
efetuado; (Salvo se II) 
II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, 
o lançamento anteriormente efetuado. (Interrupção??) 
Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue-se definitivamente 
com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido 
iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, 
de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. (Lei 
11.457/2007 – 360 dias para concluir PAT) 
 
Destaque-se, finalmente, que a notificação do lançamento tributário ao sujeito passivo é da 
essência desse procedimento. Assim, só se completa o lançamento com a notificação. É 
indispensável a notificação do sujeito passivo. 
 
OBS.: Hugo de Brito (2009, p. 218): 
Consuma-se o lançamento: 
1º) não havendo impugnação, com a homologação do auto de infração; 
2º) havendo impugnação e sendo a decisão primeira favorável à fazenda, se o sujeito 
passivo não recorrer; 
 9 
 
 
3º) havendo recurso, com a decisão definitiva, favorável à Fazenda 
Em resumo: o lançamento está consumado, e não se pode mais cogitar de decadência, 
quando a determinação do crédito tributário não possa ser discutida na esfera 
administrativa. 
 
OBS.: Art. 150, § 4º CTN 
 Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação 
atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da 
autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando 
conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. 
§ 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da 
ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha 
pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, 
salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. 
OBS.: Súmula Vinculante n. 8, cujo teor segue ipsis litteris: “São inconstitucionais o 
parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei n. 8.212/91, 
que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. 
 PRESCRIÇÃO 
 
Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos, 
contados da data da sua constituição definitiva. 
A prescrição se interrompe: 
I - pela citação pessoal feita ao devedor; 
II - pelo protesto judicial; 
III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; 
IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em 
reconhecimento do débito pelo devedor. 
 
INTERRUPÇÃO: Aliás, a lei n. 6.830/1980 estabelece que o despacho do juiz que 
ordenar a citação, interrompe a prescrição (art. 8, §2). Interromper a prescrição 
significa apagar o prazo já decorrido, o qual recomeçará seu curso (LC 118/2005). 
Assim, constituído definitivamente um crédito tributário daí começa o curso da 
prescrição. Se depois de algum tempo, antes de completar-se o quinquênio, ocorre 
uma das hipóteses de interrupção, o prazo já decorrido fica sem efeito e a contagem 
dos cinco anos volta a ser iniciada. 
 
SUSPENSÃO: Significa paralisar o seu curso enquanto perdurar a causa da 
suspensão. O prazo já decorrido perdura, e uma vez desaparecida a causa da 
suspensão, o prazo continua em curso. 
 
 Constituem causa de suspensão da prescrição aquelas que suspendem a 
exigibilidade do crédito tributário já definitivamente constituído. 
 
 Prevaleceu, no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, o entendimento segundo o qual a 
prescrição só tem seu início quando o crédito tributário esteja definitivamente 
constituído. 
 
 10 
 
- PRESCRIÇÃO– o fisco tem cinco anos da data da constituição definitiva do crédito 
tributário, para cobrar judicialmente a dívida tributária. Para o CTN a prescrição extingue 
não só a ação, mas o próprio crédito tributário. 
 
- A prescrição só tem início quando o crédito já esta definitivamente constituído, merecendo 
destaque a seguinte decisão da Corte Suprema: “Com a lavratura do auto de infração 
consuma-se o lançamento tributário” (Hugo de Brito entende apenas quando ocorre o 
lançamento definitivo). 
 
 Por outro lado, a decadência só é admissível no período anterior a essa lavratura. 
 
Observação – o sujeito é notificado para pagar o tributo em 30 dias. No 31º dia começa 
a correr o prazo prescricional. 
Lembrete: Pelas regras do direito tributário, a prescrição extingue o próprio crédito tributário, 
e não apenas as ações (diferentemente do direito privado). 
 
SÚMULA 436 DO STJ: 
 
 A entrega de declaração pelo contribuinte reconhecendo débito fiscal constitui o crédito 
tributário, dispensada qualquer outra providência por parte do fisco. 
Ou seja, na visão do STJ (e também do STF), a declaração do contribuinte elide a 
necessidade da constituição formal do débito pelo Fisco, não se falando em decadência, 
mas em prescrição. 
Urge mencionar que, segundo o STJ, interrompida a prescrição diante da pessoa jurídica, 
estendidos serão os efeitos do ato aos responsáveis tributários (sócios-gerentes), como 
efeito da solidariedade, constante do art. 125, III do CTN. (SABBAG, 2013) 
 
Súmula n. 314 do STJ: “Em execução fiscal, não localizados bens penhoráveis, suspende-se 
o processo por um ano, findo o qual se inicia o prazo de prescrição quinquenal 
intercorrente”. 
 
Súmula n. 106 do STJ: “Proposta a ação no prazo fixado para o seu exercício, a demora na 
citação, por motivos inerentes ao mecanismo da Justiça, não justifica o acolhimento da 
arguição de prescrição ou decadência”. 
 
EXERCÍCIOS 
 
O item considerado INCORRETO, em prova realizada pela UFRS, para o cargo de 
Agente Fiscal do Tesouro do Estado/RS, em janeiro de 2006: “Conforme o Código 
Tributário Nacional, é correto afirmar que a extinção do crédito tributário nem sempre 
produz a extinção da obrigação tributária principal que lhe deu origem”. 
 
O item (adaptado) considerado CORRETO, em prova realizada pela FGV Projetos, para 
o cargo de Fiscal de Rendas do Estado do Rio de Janeiro, em 1º/0208-2009: “De 
acordo com a redação do Código Tributário Nacional (artigo 156), não podem ser 
mencionadas, expressamente, como modalidades de extinção do crédito tributário a 
“novação” (extingue a obrigação tributária mediante a criação de uma outra que 
substituirá a primeira) e a “confusão” (desde que, na mesma pessoa, se confundam 
as qualidades de credor e devedor)”. 
 
O item (adaptado) considerado INCORRETO, em prova realizada pela Esaf, para o 
cargo de Analista Jurídico/CE, em 28-01-2007: “Sobre o pagamento, a principal e mais 
 11 
 
comum hipótese de extinção da obrigação tributária, o CTN estabelece uma série de 
normas que o disciplinam. Quando a lei não dispuser a respeito, o pagamento é 
efetuado na repartição competente do local em que tenha sido verificada a ocorrência 
do fato gerador daquele tributo”. 
 
O item considerado INCORRETO, em prova realizada pelo Cespe/UnB, para o cargo de 
Promotor de Justiça Substituto de Roraima (VII Concurso), em 07-06-2008: “Em 
determinado município, em que a legislação tributária do IPTU não fixe data do 
vencimento para o pagamento do imposto, se um contribuinte for notificado em maio 
de 2008 para pagamento do IPTU de 2008 e não houver prazo previsto no corpo da 
notificação, poderá ele efetuar o pagamento no prazo de até 31 de dezembro de 2008”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pela Universidade de Pernambuco 
(UPE/CONUPE), para o cargo de Agente Fiscal de Tributos da Prefeitura de 
Camaragibe/PE, em 2008: “O crédito não integralmente pago no vencimento é 
acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo 
da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de 
garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pela Esaf, para o cargo de 
Procurador do Distrito Federal (PGE/DF), em 25-03-2007: “Após a resposta à consulta, 
a Administração pode alterar o entendimento nela expresso, sendo que a nova 
orientação atingirá, apenas, os fatos geradores que ocorram após dada ciência ao 
consulente ou após a sua publicação pela Imprensa Oficial”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada no 52º Concurso para o cargo de 
Juiz Substituto/GO, em 12-06-2006: “No Direito Tributário, deve-se analisar o instituto 
da prescrição sob os dois sujeitos da relação: a prescrição do direito do Fisco é a 
perda de seu direito de propor ação executiva fiscal; para o contribuinte, é a perda do 
direito de ação para pleitear a repetição”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pelo Tribunal de Justiça do Rio 
Grande do Sul (TJ/RS), para o cargo de Juiz de Direito Substituto do Rio Grande do 
Sul, em 2009: “A respeito da repetição de indébito tributário, é possível afirmar que, 
no caso de impostos que comportem, por sua natureza, transferência do respectivo 
encargo financeiro, demanda prova de que o contribuinte assumiu tal encargo ou, no 
caso de tê-lo transferido a terceiro, expressa autorização deste para recebê-la”. 
 
O item considerado INCORRETO, em prova realizada pelo Ministério Público do 
Paraná, para o cargo de Promotor de Justiça Substituto do Paraná, em 26-07-2009: “O 
direito de pleitear a repetição de indébito tributário extingue-se em 10 (dez) anos, 
contados da data da efetivação do pagamento, pelo contribuinte”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pela Procuradoria Geral do Estado 
do Pará (PGE/PA), para o cargo de Procurador do Estado do Pará, em 25-01-2009: 
“Após a declaração de inconstitucionalidade da hipótese da retroatividade da lei 
trazida pela Lei Complementar 118/05, por não configurar norma meramente 
interpretativa, cuja retroação é permitida, deve-se entender que o início de fluência do 
prazo prescricional para pedir a restituição de pagamentos indevidos deve ser 
contado a partir da vigência da referida Lei Complementar (09-06-2005). Assim o prazo 
de cinco anos para a repetição do indébito a contar da data do pagamento, somente se 
deve aplicar a pagamentos efetuados a partir da sua vigência”. 
 12 
 
 
O item considerado INCORRETO, em prova realizada pelo IESES (São José-SC), para o 
cargo de Fiscal de Tributos Municipais de Itapema/SC, em 03-062007: “De acordo com 
o disposto no CTN, prescreve em cinco anos a ação anulatória da decisão 
administrativa que denegar a restituição”. 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pela OAB/SP, em 14-092008: “No 
que diz respeito à compensação do crédito tributário, o direito do contribuinte à 
compensação de créditos tributários não é autoaplicável, dependendo de lei”. 
 
O item considerado INCORRETO, em prova realizada pela Procuradoria-Geral de 
Justiça do Paraná, para o cargo de Promotor de Justiça Substituto do Estado do 
Paraná, em 2008: “O mandado de segurança não se constitui na ação adequada para a 
defesa do direito à compensação tributária”. 
 
O item considerado INCORRETO, em prova realizada pela Vunesp, para o cargo de 
Procurador Legislativo da Câmara Municipal de São Paulo, em 13-01-2008: “Mandado 
de segurança não constitui ação possível para a declaração do direito à compensação 
tributária”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pela Vunesp, para o cargo de Juiz 
de Direito de São Paulo (TJ/SP – 181º Concurso), em 02-11-2008: “Sobre a extinção do 
crédito tributário, é possível afirmar que é admitida a transação mediante concessões 
mútuas, previstas em Lei, que indicará a autoridade competente para autorizá-la em 
cada caso”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pelo Tribunal de Justiça de Santa 
Catarina(TJ/SC), para o cargo de Juiz de Direito Substituto de Santa Catarina, em 2009: 
“Conforme o Código Tributário Nacional, a lei pode autorizar a autoridade 
administrativa a conceder, por despacho fundamentado, perdão total ou parcial do 
crédito tributário, atendendo à situação econômica do sujeito passivo”. 
 
O item (adaptado) considerado CORRETO, em prova realizada pela FUMARC-PUC/MG, 
para o cargo de Gestor Governamental da Seplag-MG (e outras instituições), em 17-02-
2008: “A remição não é modalidade de extinção do crédito tributário”. 
 
O item considerado INCORRETO, em prova realizada pela Vunesp, para o cargo de 
Procurador Judicial de Louveira/SP, em 02-092007: “A importância do crédito 
tributário pode ser consignada judicialmente, podendo versar, inclusive, sobre o valor 
do crédito que o constituinte não se propuser a pagar”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pela FCC, para o cargo de Juiz de 
Direito Substituto de Roraima (IV Concurso), em março de 2008: “Determinado 
Município cobrou o valor do IPTU com multa, juros e correção monetária de um 
contribuinte, alegando mora. Contudo, o contribuinte sustenta que não pagou no 
prazo porque não foi notificado para pagamento do IPTU. O Município justifica que a 
obrigação é do contribuinte de buscar o carnê na Prefeitura, razão pela qual incorreu 
em mora, só recebendo o principal se estiver acrescido dos encargos daí decorrentes. 
Nestas condições, o contribuinte deverá fazer consignação em pagamento judicial, 
diante da subordinação do recebimento ao pagamento de penalidade e encargos 
decorrentes da mora”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pela Fundep/MG, para o cargo de 
 13 
 
Auditor Fiscal de Tributos da Prefeitura Municipal de Itabira/MG, em 2008: “O crédito 
tributário de tributo idêntico sobre um mesmo fato gerador, exigido por mais de uma 
pessoa jurídica de direito público, pode ser consignado judicialmente”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pela FGV Projetos, para o cargo de 
Fiscal de Rendas do Estado do Rio de Janeiro, em 1º/02-08-2009: “O crédito tributário 
será extinto por decisão administrativa favorável ao contribuinte contra a qual não 
possa mais ser oposto recurso ou ação anulatória”. 
 
O item considerado INCORRETO, em prova realizada pelo Cespe/UnB, para o cargo de 
Assessor Jurídico da Prefeitura Municipal de Natal/RN, em 17-08-2008: “O Código 
Tributário Nacional dispõe que o sujeito passivo pode efetuar o pagamento do crédito 
tributário por meio de moeda corrente, cheque ou dação em pagamento em bens 
móveis ou imóveis. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pela Cesgranrio, para o cargo de 
profissional Jr. da Petrobras (Formação: Direito), em setembro de 2008: “Esgotado o 
prazo legal para lançamento de um tributo, sem que a Fazenda Pública o tenha 
efetuado, caracteriza-se situação de decadência”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pela FGV Projetos, para o cargo de 
Fiscal de Rendas do Estado do Rio de Janeiro (Sefaz/RJ), em 13-01-2008: “Nos casos 
de tributos que não estão sujeitos a lançamento por homologação, o direito de a 
Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, 
contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia 
ter sido efetuado”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pela FCC, para o cargo de Agente 
Fiscal de Rendas do Estado de São Paulo, em agosto de 2009: “Em abril de 2008, foi 
realizada fiscalização em empresa atacadista, na qual se constatou, em sua escrita 
fiscal, em relação ao ICMS devido no período de setembro de 2002 a novembro de 
2003, que não teria havido o correspondente pagamento antecipado por parte do 
contribuinte e, em relação ao ICMS devido no período de dezembro de 2003 a março 
de 2005, teria havido pagamento antecipado a menor. Em virtude de tais fatos, foi 
lavrado Auto de Infração e Imposição de Multa com cobrança das diferenças de ICMS 
devido, mais multa e juros de mora. A regular notificação do Auto de Infração deu-se 
em abril de 2008. Nesse caso, é possível afirmar que houve decadência em relação 
aos débitos do período de setembro de 2002 a novembro de 2002, mas não houve 
decadência em relação aos débitos do período de janeiro de 2003 a novembro de 
2003”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pela Consulplan Consultoria, para 
o cargo de Fiscal do Conselho Regional de Economia da Bahia (CORECON/5ª Região), 
em 13-07-2008: “Em 19 de abril de 2009, uma sociedade anônima adquiriu o fundo de 
comércio de uma sociedade por quotas de responsabilidade limitada, fazendo constar 
do respectivo contrato uma cláusula que a eximia da responsabilidade por quaisquer 
débitos fiscais correspondentes a operações anteriores àquela data. Sabendo-se que 
ambas prosseguiram na exploração da atividade e que em 1º de setembro de 2009, a 
adquirente foi autuada para pagar diferença de ICMS, referente a fatos geradores 
ocorridos no período de janeiro a agosto de 2004, em razão de a base de cálculo 
adotada para o cálculo do tributo não haver sido correta, deduz-se que, embora a 
sucessora pudesse ser responsabilizada pelos débitos da sucedida, já decaíra o 
 14 
 
direito de a Fazenda Pública proceder ao lançamento da diferença do tributo referente 
àquele período, exceto em caso de dolo, fraude ou simulação, por já ter ocorrido 
homologação tácita do lançamento”. 
 
O item considerado INCORRETO, em prova realizada pelo Ministério Público do 
Paraná, para o cargo de Promotor de Justiça Substituto do Paraná, em 26-07-2009: “O 
direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário, através do lançamento, 
extingue-se após 05 (cinco) anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte, no 
caso de decisão administrativa que houver anulado, por vício formal, o lançamento 
anteriormente efetuado”. 
 
O item (adaptado) considerado CORRETO, em prova realizada pela Vunesp, para o 
cargo de Juiz de Direito de São Paulo (TJ/SP – 182º Concurso), em 16-08-2009: “Ao 
tratar dos institutos jurídicos da decadência e prescrição, o CTN apresenta alguns 
paradoxos ou equívocos se confrontados com os conceitos dos dois institutos no 
plano da teoria geral do Direito Civil. Todavia, é assente a ideia de que a decadência 
atrela-se ao direito de constituir o crédito tributário e a prescrição ao da ação para a 
satisfação do referido crédito”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pelo Cespe/UnB, para o cargo de 
Fiscal de Tributos Municipais de Rio Branco/AC, em 02-09-2007: “Suponha que a JJ 
Pneus Ltda. não tenha recolhido a COFINS referente ao exercício de 1995 e que esteja 
prescrito o direito da fazenda pública de ajuizar ação de execução fiscal em desfavor 
da devedora. Nessa situação, considera-se que houve a extinção do crédito tributário”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pela FCC, em fevereiro de 2006 
(Procurador do Município de Manaus): “Um contribuinte, no exercício de 2005, recebe 
regularmente o aviso de lançamento de IPTU, escoando-se, no dia 10 de março, o 
prazo de impugnação do crédito tributário. Neste caso, se deixar de pagar o tributo, 
consumar-se-á a prescrição, no dia 10 de março de 2010”. 
 
O item considerado INCORRETO, em prova realizada pela FCC, para o cargo de 
Procurador do Estado de São Paulo – Nível I (PGE/SP), em agosto de 2009: “Em 
obediência aos princípios da ampla defesa e do contraditório, é obrigatório, antes de 
inscrever um débito no cadastro da dívida ativa, instaurar um procedimento 
administrativo, ainda que se trate de débito declarado pelo próprio contribuinte e não 
tenha sido recolhido no prazo legal”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pela FCC, para o cargo de Juiz de 
Direito Substituto de Roraima (IV Concurso), em março de 2008: “Um imposto cujo 
crédito foi constituído definitivamente em 11 de março de 2002 e cujo fato gerador 
ocorreu em 05 de janeiro de 1996 estará prescrito em 05 anos a contar da constituição 
definitivado crédito tributário, ou seja, em 12 de março de 2007, se o despacho do juiz 
que ordena a citação não se der até tal data”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pelo Ministério Público do Paraná, 
para o cargo de Promotor de Justiça Substituto do Paraná, em 26-07-2009: “A 
prescrição da ação de cobrança do crédito tributário considera-se interrompida, no 
caso do contribuinte reconhecer a dívida e aderir a parcelamento, no âmbito 
extrajudicial”. 
 
O item (adaptado) considerado CORRETO, em prova realizada pela Esaf, para o cargo 
 15 
 
de Procurador do Distrito Federal (PGE/DF), em 25-03-2007: “A prescrição, em Direito 
Tributário, é, em regra geral, conceituada pela doutrina como produzindo entre outros 
efeitos o de, quando apurada, em face do decurso do tempo, determinar a perda do 
direito da Fazenda Pública de ajuizar ação de cobrança (ou, mais propriamente, de 
Execução Fiscal) relativamente a crédito tributário não pago. Considerando a 
conceituação acima e as inovações introduzidas pelo Código Civil e pelo Código de 
Processo Civil a respeito da prescrição, admite tanto causas suspensivas, como 
interruptivas”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pelo Cespe/UnB, para o cargo de 
Procurador do Estado do Espírito Santo (1ª Categoria), em 27-04-2008: “Caso a 
fazenda pública do Estado de Goiás ajuíze ação de execução fiscal contra certo 
contribuinte e não sejam localizados bens penhoráveis, o processo deve ser 
suspenso por um ano, findo o qual se iniciará o prazo da prescrição quinquenal 
intercorrente”. 
 
O item considerado CORRETO, em prova realizada pela PGE/GO (11º Concurso), para 
o cargo de Procurador do Estado, em 2005: “Não obstante a notória discussão acerca 
da prescrição intercorrente em matéria tributária, ela ocorre uma vez que a Lei 
6.830/80 – Lei de Execução Fiscal – permite o seu reconhecimento, de ofício, pelo 
magistrado, contudo exige que se ouça a Fazenda Pública”.

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