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UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE LUANA DE OLIVEIRA GOMES SÃO PAULO 2020 GESTÃO DAS MUDANÇAS ORGANIZACIONAIS Atividade: A Transformação Radical da FIAT O papel que Sergio Marchionne tomou inicialmente para a transformação de processos da FIAT foi o de tomar decisões sobre o negócio, mas lembrando-se de estabelecer metas ousadas, ajudando os gerentes a descobrir como atingi-las por si só, sem dependências. Desde o começo do plano de ação das mudanças, foi identificado o problema de que os padrões de comunicação e permissões para ações se moldavam ao padrão italiano, na qual toda decisão importante era tomada diretamente pelo presidente; Sergio então percebeu que pelo tamanho da empresa, as ações não poderiam ser tomadas somente por uma pessoa e que necessitava-se aplicar um método estrutural de mudanças inicialmente. Como grande parte da alta liderança não estava habituada a novos processos e muitos não conseguiam se adaptar aos novos padrões, a solução foi a demissão destes, para que se abrisse uma nova visão de gestão e fosse deixado somente aqueles que estavam dispostos a aceitar as mudanças e a motivar suas equipes, seguindo um novo modelo de gerenciamento e tratativa dos processos. Após esta análise, ele pôde notar que haviam jovens talentos para as lideranças mais altas nas gerências menos centralizadas, já que os líderes na América Latina longe de sua matriz sabiam trabalhar com mais autonomia para decisões. Sergio cuidou diretamente de algumas promoções no início, mas depois focou em um especialista de RH para que lidasse com mais precisão, profissionalismo e organização destes processos; este processo pode ser relacionado com o método de mudança de chefias. A avaliação de desempenho virou uma realidade no dia a dia com estes talentos, para que ele pudesse principalmente focar no andamento das lideranças com as pessoas e o seguimento dos planos de gestão de mudanças dentro da organização; podemos comparar esta mudança ao Método das Mudanças Pessoais ou Método Comportamental. Notou-se então que o relacionamento mais humano era a chave para um melhor rendimento de seus gestores e as metas estabelecidas. Focado nisso, Sergio Marchionne aproximou o contato de seus gestores com ele de forma mais informal e direta, mandando mensagens ou até mesmo ligando para saber sobre as rotinas de trabalho, solidificando a cultura organizacional com valores humanos comuns e éticos. Em continuação ao método de mudanças pessoais e comportamentais, por todo esse planejamento e mudança de tratamento ter surtido efeito positivo, o plano de divisão de decisões deu andamento com a meta ambiciosa em julho de 2004 de um lucro de 2 bilhões de euros até 2007. Com foco no alcance ao público cada vez mais otimizado para obtenção da façanha, outra análise foi feita: a FIAT precisava ser mais popular e menos mecanicista; para isto o branding foi trabalhado e a empresa começou a ter a visão de comparação com gigantes do marketing como a Apple. O desperdício na produção foi evitado, e a gestão do conhecimento foi inserida para a disseminação de novas ideias, causando grande eficiência operacional e novas oportunidades para pessoas de diversos segmentos em novas áreas. O grande sucesso de vendas do veículo FIAT 500 foi o trabalho de inovação, conhecimento, trabalho organizado e enxuto, fazendo que seu lançamento fosse adiantado de 4 anos para 18 meses. Isto mostra que na gestão de mudanças de Sergio Marchionne o grande diferencial foi o vínculo com as pessoas, o respeitar e valorizar os conhecimentos individuais e o desenvolvimento do senso de autorresponsabilidade, demonstrando que uma presidência pode se posicionar como um guia para o sucesso, compartilhando as conquistas não somente individuais, mas de todos como uma só.