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Como o turno do curso influencia a saúde 
mental dos estudantes?
Uma das variáveis importantes a serem analisadas no estudo é o turno do curso de Enfermagem. 
Diferentes turnos podem influenciar a rotina acadêmica, a vida social e o acesso a recursos, o que 
pode afetar o risco de desenvolver ansiedade e depressão. Por exemplo, estudantes noturnos podem 
lidar com maiores desafios em conciliar trabalho, estudos e vida pessoal, enquanto estudantes diurnos 
podem ter mais tempo para atividades extracurriculares e lazer.
Cada turno apresenta desafios específicos que precisam ser considerados. Estudantes do turno 
matutino frequentemente enfrentam dificuldades com o horário de despertar muito cedo, 
especialmente considerando a necessidade de deslocamento até a instituição. Já os estudantes do 
turno vespertino podem encontrar obstáculos para participar de atividades extracurriculares pela 
manhã ou à noite. Os estudantes do período noturno, por sua vez, além da fadiga natural por estudar 
após um dia de trabalho, podem enfrentar questões de segurança no deslocamento tardio e menor 
disponibilidade de serviços de apoio acadêmico.
O estudo analisará as diferenças na prevalência de sintomas de ansiedade e depressão entre os 
estudantes de cada turno, buscando identificar se há um grupo com maior risco. Dados preliminares 
sugerem que aproximadamente 45% dos estudantes de enfermagem cursam no período noturno, 35% 
no matutino e 20% no vespertino, tornando essencial compreender como cada grupo é afetado 
diferentemente.
A análise estatística utilizará testes apropriados para comparar as taxas de prevalência de sintomas de 
ansiedade e depressão entre os turnos, considerando as variáveis demográficas e as características do 
curso. Caso sejam encontradas diferenças significativas, o estudo investigará quais fatores podem 
estar associados a essas diferenças, como a carga horária, a disponibilidade de recursos e o suporte 
social.
Para cada turno, serão avaliadas questões específicas como: padrões de sono e sua qualidade, tempo 
disponível para estudo individual, participação em atividades acadêmicas complementares, acesso a 
serviços de apoio estudantil e integração com colegas. Também será investigada a relação entre o 
turno escolhido e fatores socioeconômicos, como necessidade de trabalhar durante o curso.
Com base nos resultados, serão propostas intervenções específicas para cada turno, como: programas 
de mentoria adaptados aos horários dos estudantes, serviços de apoio psicológico em horários 
alternativos, estratégias de gestão do tempo personalizadas e grupos de apoio entre pares nos 
diferentes períodos. Estas medidas visam minimizar o impacto negativo das particularidades de cada 
turno na saúde mental dos estudantes de enfermagem.

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