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Avaliação: Trimestre: Série: Disciplina: Valor: Professor: Unidade CNX: Aluno: Nota: Texto I – Punição não mede eficiência da Lei Seca O Globo Medidas apenas pelo número de motoristas (seis, de um total de 1.053 presos) condenados pela Justiça fluminense por dirigir embriagados, em dois anos e meio de blitzs da Lei Seca, as fiscalizações diárias de combate à embriaguez no trânsito podem parecer tíbias como tentativa de esconjurar o fantasma das tragédias nas ruas. Mas a Lei 11.705/08, que deu nova redação ao artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro, criminalizando a mistura de álcool e direção, com base na qual são feitas as operações, deve ser avaliada por sua capacidade inibidora de potenciais comportamentos selvagens ao volante. Neste aspecto, é contundente, como argumento a favor das restrições à bebida consagradas no CTB, a estimativa de que, somente no Estado do Rio, mais de seis mil vidas foram preservadas desde março de 2009, quando as blitzs começaram. Em 2010, o número de vítimas de acidentes de trânsito socorridas nas quatro maiores emergências hospitalares da capital caiu 13%. Somente no Hospital Lourenço Jorge, na Barra, que atende a uma região com uma via expressa e muitos quilômetros de pistas, a queda foi de 32%. Com naturais alterações estatísticas, a curva de mortes evitadas é comum nos estados que adotam operações da Lei Seca, como atestam levantamentos regulares da Polícia Rodoviária Federal, termômetro para medir os efeitos dessa legislação nas estradas do país. A discussão sobre a disparidade entre o número de condenados e o total de pessoas presas passa menos pela eficácia da legislação do que pelo aspecto jurídico que cerca a Lei Seca. São bem conhecidos os episódios de motoristas que, tendo sido parados numa blitz, se recusam a fazer o teste do bafômetro, essencial para informar processos por embriaguez no trânsito. Trata-se de uma prerrogativa constitucional, portanto intransponível, que desobriga os cidadãos de produzir provas contra si. É questão complexa, sobre a qual sequer o Judiciário tem posição unânime: no Rio de Janeiro, o lado que se opõe às operações argumenta que a Lei Seca parte de um princípio inaceitável, a presunção de crime, procurando condenar o motorista por dirigir bêbado, mesmo sem ter provocado acidentes. Por outro lado, magistrados favoráveis às blitzs consideram que se trata de prevenir tragédias no trânsito - e as estatísticas, não só do Rio, mas de todo o país, comprovam que o nível de irresponsabilidade nas estradas ainda está longe de ficar confinado a exemplos esparsos. Muito pelo contrário. Entre uma ponta e outra da polêmica, há o dado, inquestionável, de que é positivo o balanço da Lei Seca. Como qualquer lei, pode haver aperfeiçoamentos. Caso, por exemplo, de ajustar para taxas mais realistas, mas dentro de limites que não invalidem os propósitos do CTB, a quantidade de álcool detectado por litro de sangue. As operações, inclusive, deveriam ser reforçadas em estados que ainda enfrentam com timidez o flagelo das tragédias no trânsito. Mais do que necessárias, as blitzs são emergenciais para consolidar mudanças no comportamento dos motoristas brasileiros, em não pouca quantidade protagonistas de acidentes que decorrem de desobediência a elementares normas de trânsito e de desapreço pela vida - entre elas, a fatal mistura de álcool e volante. Questão 01. O texto lido discute, principalmente: a) a eficiência da Lei Seca. b) a desobrigação de cidadãos produzirem provas contra si. c) a elevação dos índices de mortes no trânsito, no Estado do Rio de Janeiro, após a vigência da Lei Seca. d) a redução do número de vítimas de acidentes de trânsito socorridas nas quatro maiores emergências hospitalares da capital. Questão 02. A tese defendida no texto lido é que: a) as punições não medem a eficiência da Lei Seca. b) a Lei Seca precisa de aperfeiçoamentos para ser benéfica à população. c) as operações da Lei Seca devem ser avaliadas pela capacidade de inibir comportamentos selvagens no trânsito. Avaliação Continuada 3º 2o ano Língua Portuguesa 5,0 Lorena Nova Era d) o número de vítimas de acidentes de trânsito socorridas nas quatro maiores emergências hospitalares da capital caiu 13%. Questão 03. Um argumento utilizado no texto a favor da tese defendida é composto: a) pela recusa para fazer o teste do bafômetro. b) pela urgência das blitzs para mudar o comportamento ao volante. c) pelo direito de o cidadão não produzir provas contra si, como prevê a Constituição. d) por dados estatísticos que comprovam a redução de vítimas por acidentes de trânsito após a criação da Lei Seca. Questão 04. Marque a alternativa que NÃO apresenta pronome relativo: a) “Mas a Lei 11.705/08, que deu nova redação ao artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro”; b) “com base na qual são feitas as operações”; c) “Por outro lado, magistrados favoráveis às blitzs consideram que se trata de prevenir tragédias no trânsito”/ d) “acidentes que decorrem de desobediência a elementares normas de trânsito e de desapreço pela vida”. Questão 05. No trecho “Por outro lado, magistrados favoráveis às blitzs consideram que se trata de prevenir tragédias no trânsito”, a expressão em destaque revela que a frase citada mantém com a anterior uma relação de a) causa. b) oposição. c) conclusão. d) consequência. Texto 2 – Os desafios e potenciais da educação à distância, adotada às pressas em meio à quarentena Paula Adamo Idoeta Da BBC News Brasil em São Paulo As circunstâncias um pouco caóticas e improvisadas talvez soem familiares para muitos pais e filhos diante das primeiras tentativas de aulas online de suas escolas. O mesmo vale para professores, muitos dos quais estão pela primeira vez se aventurando no ensino à distância ou online, e conciliando isso com o cuidado de seus próprios filhos em casa. Não são poucas as famílias do mundo vivendo circunstâncias parecidas em meio à pandemia do novo coronavírus. Segundo a Unesco (braço da ONU para educação), até 25 de março, 165 países haviam fechado suas escolas por causa da pandemia, interrompendo as aulas presenciais de 1,5 bilhão de estudantes e mudando a rotina de 63 milhões de professores de educação básica. Não há nenhum precedente para isso na história. No Brasil, as respostas para a situação têm sido diversificadas, a depender de cada rede ou escola. Algumas anteciparam as férias e se preparam para estruturar ensino à distância caso a quarentena se estenda, que é o mais provável; outras já estão, em diferentes graus e com diferentes métodos, produzindo conteúdo e enviando tarefas e aulas para os alunos fazerem de casa. Na rede pública, Estados e municípios preparam aulas virtuais ou via transmissões de televisão aberta, às vezes complementadas por material enviado às casas dos alunos pelo correio ou transporte escolar. Alguns montam grupos de WhatsApp com alunos e professores, trocando vídeos e áudios com atividades. Na quinta-feira (16), o governo de São Paulo afirmou que o período letivo para os 3,5 milhões de jovens matriculados na rede estadual paulista recomeça em 27 de abril, com aulas ao vivo e videoaulas, mesmo para estudantes que não tenham 4G em casa ou no celular. [...] Questão 06 – Assinale a alternativa que estabelece uma relação correta entre o tema abordado no parágrafo e o lide do texto: a) O parágrafo 4 desenvolve a crítica aos professores feita no lide do texto. b) Os parágrafos 4 e 5 exemplificam as “primeiras tentativas de aulas online” mencionadas no lide. c) No parágrafo 5, a referência ao envio de material às casas dos alunos exemplificaa inexperiência dos professores sugerida no lide. d) A referência ao “material enviado às casas dos alunos pelo correio ou transporte escolar” é um exemplo de “tentativas de aula online” referidas no lide. Questão 07 – Assinale a alternativa em que se pode depreender uma opinião da jornalista a respeito da informação contida no parágrafo. a) Não há nenhum precedente para isso na história (§ 3). b) [...] mudando a rotina de 63 milhões de professores de educação básica (§ 2). c) [...] as respostas para a situação têm sido diversificadas, a depender de cada rede ou escola (§ 4). d) [...] com aulas ao vivo e videoaulas, mesmo para estudantes que não tenham 4G em casa ou no celular (§ 6). Questão 08 – Assinale a alternativa em que se pode depreender uma opinião da jornalista a respeito da informação contida no parágrafo. a) Não há nenhum precedente para isso na história (§ 3). b) [...] mudando a rotina de 63 milhões de professores de educação básica (§ 2). c) [...] as respostas para a situação têm sido diversificadas, a depender de cada rede ou escola (§ 4). d) [...] com aulas ao vivo e videoaulas, mesmo para estudantes que não tenham 4G em casa ou no celular (§ 6). Texto 3 – Embaixo da ponte, sem número Katia Calsavara O endereço das famílias R. e S. é um buraco que fica embaixo de um viaduto sem nome, ao lado da ponte da Casa Verde, na Zona Norte de São Paulo. Acredite se quiser: o buraco fica na própria estrutura do viaduto, como uma toca de tatu. Lá não entra luz do sol, e o chão é de terra batida. Luz elétrica, só à noite, quando os postes da rua são acesos. “Mas é melhor que morar na favela. Sonho com uma casa de verdade”, diz Juliana S., 12. Dentro do buraco, duas famílias dividem o espaço. De um lado da ponte, fica a família de Juliana, com sete pessoas. Do outro lado, a de Daniel R., 11, que vive com a mãe, os dois irmãos e mais cinco primos, que sempre ficam “hospedados” na “casa”. “Eu falo para os meus amigos que moro neste buraco. Vou esconder por quê? Mas dão risada de mim”, conta Jaqueline S., 9. Rua é quintal Espaço para tanta gente não há. As crianças se amontoam para dormir em colchões espalhados pelo chão. Além das péssimas condições de higiene, elas correm risco ao brincarem numa área tão próxima à rua, onde os carros passam a mais de cem quilômetros por hora. O “quintal” delas é um gramado da marginal Tietê. Os meninos engraxam sapatos para ajudar nas despesas, ou então vendem panos de prato. “Tiro uns 30 reais às sextas-feiras. Engraxo lá no Bom Retiro”, conta Rafael. Para tomar banho, eles precisam esquentar água, que buscam em um posto perto da “casa”. “Eu tomo banho quando dá”, diz o garoto. Segundo pesquisa realizada pela Siurb (Secretaria de Infraestrutura Urbana), neste ano, cerca de 1480 famílias (ou 5600 pessoas) moram embaixo de viadutos em São Paulo. (Fonte: Jornal “Folha de São Paulo”, 27 de out. 2001.). Questão 09 – Releia: Espaço para tanta gente não há. As crianças se amontoam para dormir em colchões espalhados pelo chão. Além das péssimas condições de higiene, elas correm risco ao brincarem numa área tão próxima à rua, onde os carros passam a mais de cem quilômetros por hora. O “quintal” delas é um gramado da marginal Tietê.” Retire do texto um caso de coesão pronominal, INDIQUE se ele é anafórico ou catafórico e APONTE a que termo ele se refere. Questão 10 – Explique o sentido que a jornalista Karia Calsavara quis dar ao intertítulo usado na reportagem.