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12.
O ROMANTISMO EM PORTUGAL.
Almeida Garrett e Alexandre Herculano
Jiro Takahashi
jirotakahashi@uol.com.br
• ALMEIDA GARRETT
• João Leitão da Silva nasceu em 4 de fevereiro de 1799, 
no Porto.
• Em 1816 foi para Coimbra, onde acabou por se matricular 
no curso de Direito. Em 1818, adotou em definitivo o 
apelido de Almeida Garrett. 
• Em 1825, publicou na França o poema “Camões”, que 
será o marco inicial do Romantismo em Portugal.
• No ano de 1843, começou a publicar, na Revista Universal 
Lisbonense, as Viagens na minha terra, descrevendo a 
viagem ao vale de Santarém.
• Participou da expedição liberal que ocupou o Porto. No 
Porto, foi oficial da Secretaria do Estado.
• Por decreto do Rei D. Pedro V, em 1851, Garrett tornou-
se Visconde de Almeida Garrett.
• Em agosto de 1852, foi nomeado Ministro dos Negócios 
Estrangeiros. 
• Morreu em 9 de dezembro de 1854, por problemas no 
fígado, em sua própria casa em Campo de Ourique, em 
Lisboa.
• Considera-se que o marco inicial do movimento seja o 
poema “Camões“, de Almeida Garrett, que seria um dos 
nomes mais relevantes do Romantismo português. Outros 
nomes importantes foram Alexandre Herculano e Camilo 
Castelo Branco.
• O poema de Almeida Garret possui características como 
subjetivismo, nostalgia, melancolia e outros considerados 
como definidores do estilo. Além disso, o movimento 
prezava a originalidade, fazendo oposição aos modelos ou 
às regras impostas.
• A obra «Camões» de Almeida Garret é um poema lírico-
narrativo e é considerada a primeira obra romântica da 
literatura portuguesa. O tema desta obra é a vida de Luís 
de Camões, em particular, o período em que Camões 
escreveu Os Lusíadas.
• O poema tem 10 cantos, o mesmo número de cantos de 
Os Lusíadas, de Camões. Eis a Introdução do canto I:
• Esta é a ditosa pátria minha amada,
• À qual se o céu me dá que eu sem perigo
• Torne com esta empresa já acabada.
• Acabe-se esta luz ali comigo.
• Lusíadas
• I
• Saudade! gosto amargo de infelizes,
• Delicioso pungir de acerbo espinho,
• Que me estás repassando o íntimo peito
• Com dor que os seios d’alma dilacera,
• - Mas dor que tem prazeres - Saudade!
• Misterioso númen, que aviventas
• Corações que estalaram, e gotejam
• Não já sangue de vida, mas delgado
• Soro de estanques lágrimas - Saudade!
• Mavioso nome que tão meigo soas
• Nos lusitanos lábios, não sabido
• Das orgulhosas bocas dos Sicambros
• Destas alheias terras - Oh Saudade!
• Mágico númen que transportas a alma
• Do amigo ausente ao solitário amigo,
• Do vago amante à amada
p
Principais obras de Almeida Garrett
Poesia:
• Camões (1825)
• D. Branca (1826)
Prosa:
• Viagens na minha terra (1846)
• ALEXANDRE HERCULANO 1810 – 1877)
• Alexandre Herculano nasceu em Lisboa, em 28 de março 
de 1810.]
• Na sua infância e adolescência não pôde ter deixado de 
ser profundamente marcado pelos dramáticos 
acontecimentos da sua época: a invasão francesa, o 
domínio inglês e a ascensão das ideias liberais. 
• Até aos 15 anos frequentou o Colégio dos Padres 
Oratorianos de S. Filipe de Néry, onde recebeu uma 
formação clássica, mas também aberta às novas ideias 
científicas. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre_Herculano#cite_note-InfoEscola-3
• Por problemas familiares, não pôde prosseguir 
estudos universitários. Passou a ter uma sólida 
formação literária, lendo obras em inglês, francês, 
italiano e alemão.
• Alexandre Herculano se casou, em 1 de Maio de 
1867, com Mariana Hermínia de Meira. 
• Morreu, sem descendência, na sua quinta, em 
Santarém, em 18 de setembro de 1877.
• Alexandre Herculano publicou dois romances de assunto 
religioso. Eurico, o Presbítero (1844), é uma de suas 
obras mais importantes, tem como fundo a invasão da 
Península Ibérica pelos árabes durante a Idade Média.
• Foi inspirada principalmente em Ivanhoé, de Walter Scott, 
o criador do romance histórico inglês. O enredo baseia-se 
no amor de Eurico por Hermengarda. 
• O outro romance de assunto monástico foi Monge de 
Cister (1848), cuja ação se passa no fim do século XVI. 
EURICO, O PRESBÍTERO
• A história de amor entre Eurico e Hermengarda –– século 
8 - Península ibérica com domínio dos godos 
• Eurico e o amigo Teodomiro – na luta ao lado do rei da 
Espanha 
• Depois da vitória, a paz na Península Ibérica com os 
godos. 
• Eurico – vilarejo em Cantábria. A paixão por 
Hermengarda, filha do duque.
• Eurico – rejeitado pelo duque por suas origens 
humildes.
• Eurico torna-se um monge presbiteriano – tentativa de 
se afastar das lembranças de Hermengarda.
• Invasão da Península pelos árabes. Líder: Tárique.
• Eurico se transforma no misterioso e heroico Cavaleiro 
Negro.
• A traição dos filhos do imperador - golpe para usurpar 
o trono do pai.
• O rapto de Hermengarda pelos árabes. 
• Hermengarda é salva pelo Cavaleiro Negro. Declaração de 
amor de Hermengarda.
• Eurico e seu dilema – convicções religiosas x paixão 
proibida.
• Revelação da identidade do Cavaleiro Negro a 
Hermengarda.
e
• O final está nos slides seguintes na conclusão do romance.
• Um contra três! — Era um combate calado e temeroso. O 
cavaleiro da cruz parecia desprezar Muguite: os seus golpes 
retiniam só nas armaduras dos dois godos. Primeiro o velho 
Opas, depois Juliano caíram. 
• Então, recuando, o guerreiro cristão exclamou: 
• — Meu Deus! Meu Deus! — Possa o sangue do mártir remir o 
crime do presbítero! 
• E, largando o franquisque levou as mãos ao capacete de bronze e 
arrojou-o para longe de si. 
• Muguite, cego de cólera, vibrara a espada: o crânio do seu 
adversário rangeu, e um jorro de sangue salpicou as faces do 
sarraceno. 
• Como tomba o abeto solitário da encosta ao passar do furacão, 
assim o guerreiro misterioso do Críssus caía para não mais se 
erguer!... 
• Nessa noite, quando Pelágio voltou à caverna, Hermengarda, 
deitada sobre o seu leito, parecia dormir. Cansado do combate e 
vendo-a tranquila, o mancebo adormeceu, também, perto dela, 
sobre o duro pavimento da gruta. Ao romper da manhã, acordou ao 
som de cântico suavíssimo. 
• Era sua irmã que cantava um dos hinos sagrados que muitas 
vezes ele ouvira entoar na catedral de Tárraco. Dizia-se que seu 
autor fora um presbítero da diocese de Hispalis, chamado Eurico. 
• Quando Hermengarda acabou de cantar, ficou um momento 
pensando. Depois, repentinamente, soltou uma destas risadas 
que fazem eriçar os cabelos, tão tristes, soturnas e dolorosas são 
elas: tão completamente exprimem irremediável alienação de 
espírito. 
• A desgraçada tinha, de fato, enlouquecido.
***
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