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Imprimir INTRODUÇÃO Olá, estudante, tudo bem? Nesta aula, vamos abordar a sustentabilidade urbana conforme o conceito de desenvolvimento sustentável e seus pilares. Você também vai conhecer as principais conferências na área ambiental e compreender a importância do planejamento urbano para que as cidades tenham estruturas voltadas em prol da qualidade de vida da população. Além disso, vamos tratar do plano diretor, que está atrelado à questão sustentável e de planejamento urbano. Ao �m da nossa aula, veremos como o diagnóstico ambiental pode ser uma ferramenta essencial no planejamento urbano, pois funcionará como um raio-x da questão ambiental nos territórios. SUSTENTABILIDADE URBANA Antes da década de 1960, pouco se discutia acerca dos impactos do homem no meio ambiente. O paradigma de desenvolvimento impulsionado pela Revolução Industrial no século anterior seguia a todo vapor, vendo o meio ambiente como fonte de recursos na geração de renda. Assim, os problemas ambientais, até a primeira metade do século XX, eram tratados de maneira super�cial (Barbieri, 2016). Um dos marcos que proporcionou as primeiras discussões políticas a respeito da ação do homem no meio ambiente ocorreu em 1962, quando a bióloga marinha Rachel Carson publicou o livro Primavera Silenciosa. Essa obra tinha o intuito de alertar a sociedade a respeito do abuso dos pesticidas químicos utilizados nas plantações. O título do livro faz alusão à ausência, na primavera, dos cantos dos pássaros mortos pelos pesticidas. A partir da década de 1960 começa-se a discutir de maneira mais aprofundada os desdobramentos do ideal de desenvolvimento praticado. Nos anos posteriores, diversos encontros e reuniões foram realizados entre países com o intuito de discutir a temática ambiental. O Quadro 1 nos apresenta as principais conferências ambientais realizadas. Quadro 1 | Principais conferências ambientais e sua importância Ano Conferência Importância Aula 1 SUSTENTABILIDADE URBANA Olá, estudante, tudo bem? Nesta aula, vamos abordar a sustentabilidade urbana conforme o conceito de desenvolvimento sustentável e seus pilares. PLANEJAMENTO E VIABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO DE EMPREENDIMENTOS Aula 1 - Sustentabilidade urbana Aula 2 - Avaliação de impactos ambientais na construção civil Aula 3 - Avaliação de impactos de vizinhaça Aula 4 - Avaliação de impactos em obras de infraestrutura Aula 5 - Revisão da unidade Referências 23/11/2024, 11:51 wlldd_241_u2_con_sus https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144248&atividadeD… 1/21 1972 Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente (Conferência de Estocolmo, Suécia). Primeira manifestação dos governos de todo o mundo a respeito das consequências da economia sobre o meio ambiente. Criação do Programa das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente (Pnuma). 1980 I Estratégia Mundial para a Conservação. Com a colaboração do Pnuma e do World Wide Fund for Nature (WWF), elaborou‐se um plano de longo prazo para a conservação dos recursos biológicos. 1992 Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento ou Cúpula da Terra. Foro mundial realizado com 170 países que abordou perspectivas globais e de integração relacionadas à questão ambiental e de�niu concretamente o modelo de desenvolvimento sustentável. Aprovação da Declaração do Rio e de outros documentos, incluindo a Agenda 21. 1997 Rio + 5. Realizada em Nova York, teve como objetivo analisar a implementação da Agenda 21. 1997 Conferência das Partes em Quioto. Marco no entendimento das relações entre economia e meio ambiente, reconhecendo a maior necessidade de estudos. O Protocolo de Quioto foi o principal resultado da Conferência, de�nindo cortes nas emissões de gases de efeito estufa. 2002 Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável – Rio+10. Realizada em Johanesburgo, teve o objetivo de analisar se foram alcançadas as metas da Rio‐92 e reiterar os princípios de desenvolvimento sustentável. 2012 Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20. Realizada no Rio de Janeiro, teve como foco a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e a discussão da estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável. 2015 Acordo de Paris. Realizada em Paris, indicou que os países devem trabalhar para que o aquecimento �que muito abaixo de 2 °C, buscando limitá‐lo a 1,5 °C. O acordo deve ser revisto a cada 5 anos. Fonte: adaptado de Barbieri (2016). Essas conferências perfazem um signi�cativo esforço de crítica dos limites do paradigma de desenvolvimento em curso (Sachs, 2007). O desenvolvimento sustentável é de�nido como o desenvolvimento que satisfaz as necessidades das gerações presentes, sem afetar a capacidade de gerações futuras de também satisfazerem suas próprias necessidades (Relatório Brundtland, 1987). É importante salientar a importância do relatório Nosso Futuro Comum. Segundo Sachs (1993), o tripé do desenvolvimento é entendido como algo que deve ser, simultaneamente: includente, do ponto de vista social; sustentável, do ponto de vista ecológico; e sustentado, do ponto de vista econômico. Além disso, esse método incorpora a visão ecológica nas empresas com base em três princípios: “Social: traz aspectos das pessoas e suas condições de vida, tais como saúde, educação e outros. Ambiental: referente aos recursos naturais e formas que são utilizados no planeta. Econômico: referente à produção, distribuição de bens e serviços” (Sachs, 1993, p. 5). Sachs (1993, p. 4) aponta cinco dimensões de sustentabilidade que devem ser observadas para planejar o desenvolvimento. São elas: sustentabilidade ecológica, sustentabilidade ambiental, sustentabilidade social, sustentabilidade política e sustentabilidade territorial. Quando se trata de planejamento urbano é importante conhecermos o conceito de sustentabilidade territorial. A sustentabilidade territorial está relacionada à superação das disparidades inter-regionais, melhoria do ambiente urbano e conservação da biodiversidade (Sachs, 2007). Nessa linha de atuação enfocam-se as questões de sustentabilidade dos sistemas urbanos e rurais. Questões de êxodo rural, organização territorial e acesso a sistemas de suporte à população costumam ser tratadas na esfera de sustentabilidade territorial. 23/11/2024, 11:51 wlldd_241_u2_con_sus https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144248&atividadeD… 2/21 O conceito de sustentabilidade territorial está cada vez mais presente nas agendas locais de intervenção e ordenamento do território, ou seja, no planejamento de uma cidade sustentável. Sabemos que o planejamento urbano não é feito de uma única vez, sendo o plano diretor um dos instrumentos para garantir essa sustentabilidade. Assim, o plano diretor será detalhado por outros planos e projetos urbanísticos, como o plano de mobilidade urbana, o de saneamento e o de habitação, bem como os projetos de loteamento, de obras públicas, de operações urbanas consorciadas, de regularização fundiária e outros, e todos esses devem se harmonizar às disposições do plano diretor. SUSTENTABILIDADE E PLANEJAMENTO URBANO O conceito de sustentabilidade territorial presente em agendas locais de intervenção e ordenamento do território deve considerar a sustentabilidade urbana. Sua importância está expressa na organização de redes de instituições e cidades, de forma a obter, por meio de parcerias, vantagens com as relações e experiências conjuntas. Dando especial atenção à coesão territorial perspectivada por meio da gestão urbana, da integração política, da re�exão ecossistêmica e da cooperação e parceria, é importante frisar que a qualidade de vida da população está relacionadade formulação e aplicação, e dá outras providências. Brasília, DF, 1981. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm. Acesso em: 10 set. 2023. CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE (CONAMA). Resolução CONAMA nº 237, de 19 de dezembro de 1987. Diário O�cial da União, Brasília, DF, sec. 1, p. 30841-30843, 22 dez. 1997. Disponível em: http://conama.mma.gov.br/?option=com_sisconama&task=arquivo.download&id=237. Acesso em: 25 set. 2023. 23/11/2024, 11:51 wlldd_241_u2_con_sus https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144248&atividade… 21/21 https://storyset.com/ https://www.shutterstock.com/pt/ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm%20.%20Acesso%20em%2024/09/2023 http://conama.mma.gov.br/?option=com_sisconama&task=arquivo.download&id=745 http://conama.mma.gov.br/?option=com_sisconama&task=arquivo.download&id=237 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm. http://conama.mma.gov.br/?option=com_sisconama&task=arquivo.download&id=237ao desenvolvimento urbano sustentável. A sustentabilidade territorial busca o alcance de uma cidade sustentável, com base no objetivo de bem-estar da população no longo prazo, e espera que a disponibilidade espacial seja capaz de prover necessidades econômicas, mas também de ordem cultural, social e ambiental, na qual o cidadão deve ser visto como um agente ativo no processo de desenvolvimento sustentável. Para se ter sustentabilidade urbana, é preciso pensar no planejamento urbano. De acordo com Scopel (2018), o planejamento urbano é uma atividade que está preocupada em planejar o espaço para o melhoramento da qualidade das cidades. Abrange além do desenho de cidades, incluindo aspectos de infraestrutura, investimentos, leis e zoneamento, entre outros elementos. Devido ao fato de que o planejamento urbano é uma atividade global, na maioria das vezes as ações são propostas por meio de diretrizes, normas e leis que não consideram de maneira detalhada e especí�ca cada pormenor das cidades. O Estatuto da Cidade foi instituído pela Lei federal nº 10.257/2001 (Brasil, 2001) para regulamentar os artigos 182 e 183 da Constituição Federal, que tratam da política de desenvolvimento urbano e da função social da propriedade. Após a implementação do Estatuto da Cidade, muitas mudanças começaram a ocorrer em relação ao planejamento dos centros urbanos. De 2001 para os dias atuais, destaca-se um planejamento voltado para a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas. Isso se faz a partir de estratégias especí�cas para cada região, diagnósticos e pesquisas, diálogos e debates entre entidades, órgãos e cidadãos, a �m de devolver a cidade para os usos de todas as pessoas, e não somente para privilegiados (Scopel, 2018). Assim, temos que o Estatuto da Cidade é uma tentativa de democratizar a gestão das cidades brasileiras com instrumentos de gestão; ao regulamentar as exigências constitucionais, reúne normas relativas à ação do poder público na regulamentação do uso da propriedade urbana em prol do interesse de todos, da segurança e do bem-estar dos cidadãos, bem como do equilíbrio ambiental. Além disso, �xa importantes princípios básicos que nortearão essas ações. O Brasil, por ser um país com grande área territorial e variedade de povos, raças e culturas, deve ser tratado, organizado e planejado a partir das características de cada micro porção do território – isso porque não existe um planejamento universal que se encaixe adequadamente em qualquer realidade. As problemáticas brasileiras envolvem diversas questões, desde ambientais até patrimoniais. Portanto, o sistema de planejamento deve ajudar a organizar e canalizar as ações dos órgãos públicos, convergindo em um espaço local quali�cado e com oportunidades para todos, a partir de suas especi�cidades. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL COMO FERRAMENTA NO PLANEJAMENTO URBANO O planejamento urbano e ambiental é uma ação que visa planejar, organizar, programar e estudar o espaço urbano e o meio ambiente. O espaço urbano pode ser de�nido como o local do território ou área que se caracteriza por estar inserido ou pertencer a uma cidade. A palavra ambiental refere-se ao meio ambiente, que pode ser de�nido como um sistema formado por elementos naturais e arti�ciais que estão relacionados entre si e que são modi�cados pela ação humana (Barbieri, 2016). Fazem parte do meio ambiente: ar, água, solo, ecossistemas terrestres e ecossistemas aquáticos, por exemplo. Quanto tratamos de planejamento urbano e ambiental, é importante entendermos a ação de organizar um território, precisamos nos preocupar com as questões voltadas às construções e ao meio ambiente, e estes dois aspectos precisam estar relacionados, porque precisam de uma proposta que atenda tanto a parte 23/11/2024, 11:51 wlldd_241_u2_con_sus https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144248&atividadeD… 3/21 ambiental quanto a parte de construção. Para que isso seja possível, precisamos estudar esses dois assuntos. Para tanto, o diagnóstico ambiental pode ser uma ferramenta importante no planejamento urbano para veri�car a situação atual da questão ambiental de determinado território e mapear as áreas de intervenções. No planejamento urbano são estabelecidos objetivos e metas, pois alguns pontos precisarão de melhorias, conservação e investimentos, tudo em prol de melhorar a qualidade de vida das pessoas nos espaços urbanos. Depois de de�nidos objetivos e metas, é preciso propor ações aplicadas a �m de desenvolvê-las. Para isso, elaborar um determinado diagnóstico ambiental signi�ca recolher informações e analisar dados acerca de determinado assunto, objeto ou área. Assim, um diagnóstico ambiental se refere à ação de analisar os mais variados aspectos de determinado ambiente, seja ele construído ou natural, ou seja, signi�ca veri�car in loco como está a situação atual. Elaborar um diagnóstico ambiental de um espaço é conhecer todos os seus componentes ambientais com o objetivo de obter informações reais, caracterizando suas potencialidades, condicionantes e de�ciências. Assim, para que seja formulado um diagnóstico ambiental preciso, deve-se interpretar a situação do local sob os mais variados pontos de vista, de maneira que seja elaborado um documento capaz de servir como base para a formulação de propostas condizentes e e�cazes. Esse diagnóstico ambiental deve conter o meio físico, biológico e socioeconômico, caracterizando todos esses elementos, apresentando realmente a situação como eles estão no momento. O planejamento urbano e ambiental tem por objetivo principal solucionar questões do meio urbano e natural e propor intervenções que garantam a melhoria da qualidade dessas áreas. O processo de planejamento pode contar com zoneamentos ambientais e planos de recursos hídricos com o objetivo de alcançar um planejamento urbano mais sustentável. Para tanto, é necessário considerar o plano diretor municipal, pensando em ações sustentáveis, garantindo uma melhor qualidade de vida para a sua população. Dentro do planejamento urbano, um pro�ssional deve usar o diagnóstico ambiental e nele é necessário conter pelo menos as etapas: Levantamento de dados: incluir visitorias in loco, meio físico, biológico e antrópico; Análise de dados: depois de coletar os dados é preciso avaliar os resultados obtidos, comparar com legislações vigentes; Intepretação dos dados: interpretar os dados de acordo com suas particularidades. Apresentação: apresentar sob forma de grá�cos e tabelas. VÍDEO RESUMO Olá, estudante, tudo bem? Neste vídeo veremos o que é sustentabilidade, desenvolvimento sustentável e seus pilares. Além disso, vamos falar de planejamento urbano e sustentabilidade urbana. Você verá que o planejamento ambiental pode ser trabalhado em prol da sustentabilidade de forma a melhorar qualidade de vida para as pessoas. Saiba mais O artigo “Plano diretor e planejamento estratégico municipal: introdução teórico-conceitual”, escrito por Denis Rezende e Clóvis Ultramari, tem como objetivo apresentar uma discussão que trata do plano diretor, uma política urbana brasileira estabelecida pelo Estatuto da Cidade. Além dessa discussão, o artigo apresenta conceitos importantes dessa temática. REZENDE, D. A.; ULTRAMARI, C. Plano diretor e planejamento estratégico municipal: introdução teórico-conceitual. RAP. Rio de Janeiro. 2007. 23/11/2024, 11:51 wlldd_241_u2_con_sus https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144248&atividadeD… 4/21 https://www.scielo.br/j/rap/a/5ttcZM34mg6YZpLsmmFH6Hh/?format=pdf https://www.scielo.br/j/rap/a/5ttcZM34mg6YZpLsmmFH6Hh/?format=pdf INTRODUÇÃO Olá, estudante! Nesta aula você verá o conceito de avaliação de impactos ambientais (AIA), na qual vamos estudar o estudo de impacto ambiental(EIA) e o relatório de impacto ambiental (RIMA). Você verá que o RIMA é dependente e deriva do EIA, que tem uma linguagem mais acessível para que a população possa compreender os impactos ambientais decorrentes de um futuro empreendimento. Todo esse processo é fundamental para o licenciamento ambiental, que é composto por licença prévia (LP), licença de instalação (LI) e licença de operação (LO). Vamos �nalizar esta aula com o caso de um RIMA de um aterro de construção civil, em uma situação hipotética, para que você possa aprender como se faz um estudo ambiental contemplando todos os aspectos e impactos ambientais. Aula 2 AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS NA CONSTRUÇÃO CIVIL Olá, estudante! Nesta aula você verá o conceito de avaliação de impactos ambientais (AIA), na qual vamos estudar o estudo de impacto ambiental (EIA) e o relatório de impacto ambiental (RIMA). 23/11/2024, 11:51 wlldd_241_u2_con_sus https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144248&atividadeD… 5/21 AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS (AIA) A avaliação de impactos ambientais (AIA) se trata de instrumento de gestão ambiental da Política Nacional do Meio Ambiente – Lei nº 6.938/81, e tem por intuito a prevenção dos impactos negativos ao meio ambiente e a potencialização dos impactos positivos (Brasil, 1981). O conceito de AIA é importante e trata-se de um marco, pois por meio dele foi possível compreender a importância de controle dos riscos oriundos de empreendimentos. Para isso, foi necessária a criação de outros instrumentos ambientais para seu suporte, como podemos observar no artigo 9º da Lei nº 6.938/81: Esses instrumentos ambientais são fundamentais porque proporcionam o suporte técnico e legal para a gestão ambiental no Brasil, pois é preciso identi�car os impactos ambientais e propor meios para minimizá- los. E qual o conceito de AIA? Pode ser de�nida como um conjunto de diversos procedimentos legais, institucionais e técnico-cientí�cos, com a �nalidade de caracterizar e identi�car antecipadamente os possíveis os impactos ambientais de uma determinada atividade. Qual a diferença entre AIA e EIA? A AIA é um instrumento político da Lei n. 6.938/81 (Brasil, 1981) que estabelece as diretrizes, princípios e objetivos. O estudo de impacto ambiental (EIA) e o relatório de impacto ambiental (RIMA), por sua vez, são dois instrumentos de aplicação, principalmente para aquisição do licenciamento ambiental. A AIA, como instrumento de grande valia na gestão ambiental, deve seguir diretrizes que a permita abranger os vários aspectos de composição na detecção dos impactos, tendo como objetivos a minimização dos efeitos adversos signi�cativos, sem se esquecer das propostas de melhoria dos fatores em não conformidade com sua análise. No que diz respeito à construção civil, para analisar os possíveis impactos de um empreendimento, se faz necessário conhecer os estudos ambientais, bem como as metodologias. Um estudo ambiental precisa: Contemplar todas as alternativas tecnológicas e de localização de projeto, confrontando-as com a hipótese de não execução do projeto. Identi�car e avaliar sistematicamente os impactos ambientais gerados nas fases de implantação e operação da atividade. De�nir os limites da área geográ�ca a ser direta ou indiretamente afetada pelos impactos, denominada área de in�uência do projeto, considerando, em todos os casos, a bacia hidrográ�ca na qual se localiza. Considerar os planos e programas governamentais, propostos e em implantação na área de in�uência do projeto, e sua compatibilidade. Assim, atividades que são potencialmente poluidoras precisam ter esses estudos ambientais para garantir que os impactos negativos sejam minimizados. […] I - O estabelecimento de padrões de qualidade ambiental; II - O zoneamento ambiental; III - A avaliação de impactos ambientais; IV - O licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras; V - Os incentivos à produção e instalação de equipamentos e a criação ou absorção de tecnologia, voltados para a melhoria da qualidade ambiental […] 23/11/2024, 11:51 wlldd_241_u2_con_sus https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144248&atividadeD… 6/21 EIA/RIMA E LICENCIAMENTO AMBIENTAL Qual a diferença entre aspecto e impacto ambiental? Aspectos ambientais são atividades e estão relacionados com a causa, e impactos ambientais são referentes às consequências. Por exemplo: uma obra de construção civil voltada a um empreendimento pode causar a derrubada de árvores – isso é a causa, o aspecto. O impacto é o desmatamento pelo qual se perde o habitat de várias espécies, animais e vegetais, podendo, em alguns casos, extinguir uma espécie endêmica. De acordo com Stein et al. (2018), todas as atividades humanas trazem impactos ambientais, que podem ser classi�cados entre negativos e positivos. Por exemplo: um novo empreendimento da construção civil quer se instalar em um município, e os impactos podem ser: Impactos positivos: geração de empregos, aumento da economia local e estímulo de novos mercados, entre outros. Impactos negativos: geração de resíduos sólidos, emissões atmosféricas, impactos na fauna e na �ora e aumento/alteração no trânsito local, entre outros. Impactos ambientais são qualquer alteração que afeta direta ou indiretamente a saúde, a segurança e o bem- estar da população, as atividades sociais e econômicas, e a qualidade dos recursos naturais (Conama, 1986). Dentre os estudos para identi�car esses impactos ambientais temos o EIA/RIMA. O EIA é um procedimento administrativo pautado em uma avaliação de impacto sobre as incidências ambientais de um certo projeto e em um processo de participação pública sobre tais incidências, e subsidia o órgão ambiental, em termos de aprovação, modi�cação ou recusa de um projeto. O EIA/RIMA deve ser feito por uma equipe multidisciplinar, com pro�ssionais de várias áreas, como engenheiros, geólogos, biólogos e arqueólogos. O EIA tem uma linguagem mais técnica, e o RIMA, mais acessível. O EIA/RIMA tem por objetivo antecipar e apoiar a decisão, trazendo ao órgão público informações acerca das implantações ambientais signi�cativas de determinadas ações propostas, sugerindo modi�cações da ação visando à eliminação dos potenciais impactos adversos e à potenciação dos impactos positivos e, ainda, sugerindo os meios de minimização dos potenciais impactos inevitáveis. O EIA/RIMA deve ser composto por: Diagnóstico ambiental: deve mostrar como está a área ambiental, as condições, os recursos ambientais, contemplando meio físico, biótico e socioeconômico. AIA: identi�car os impactos relevantes, diretos, indiretos, negativos, positivos, grau de reversibilidade e outros. Medidas mitigadoras: maneiras de minimizar os impactos ambientais. Programa de monitoramento dos impactos: visa permitir o acompanhamento e operação das medidas mitigadoras e compensatórias, e deve ter um programa de educação ambiental. O RIMA deverá ser encaminhado para o órgão ambiental competente para que se proceda a análise acerca do licenciamento (Fiorillo, 2014). No que diz respeito ao licenciamento ambiental, basicamente é composto por três tipos de licença exigidas em cada fase do empreendimento, a saber: Licença prévia (LP): é a licença que será dada na fase inicial, de planejamento do empreendimento, que atesta a viabilidade ambiental do empreendimento e estabelece requisitos básicos a serem atendidos nas fases de instalação e operação, observando os planos municipais, estaduais ou federais ambientais e de uso do solo, neles incluídas as diretrizes do plano diretor. É nesta fase que é feito o EIA/RIMA. Licença de instalação (LI): atesta a permissão para que seja iniciada a implementação do empreendimento. Licençade operação (LO): aprova o início da ocupação do empreendimento, depois de veri�car o cumprimento das licenças anteriores. RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA) DE UM ATERRO DE CONSTRUÇÃO CIVIL Uma equipe multidisciplinar fez um estudo de impacto ambiental (EIA) e fará o relatório de impacto ambiental (RIMA) para obtenção da licença prévia (LP) junto ao órgão estadual, para a implementação de um aterro de reservação de resíduos da construção civil (classe A) em um município de porte médio no estado do Paraná. Esse projeto deverá comportar cerca de 400 mil m³ de resíduos da construção civil (RCC) classi�cados como 23/11/2024, 11:51 wlldd_241_u2_con_sus https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144248&atividadeD… 7/21 classe A – inertes, durante toda a sua vida útil. O empreendimento tem por intuito a prestação especializada de serviços de coleta, transporte, segregação, destinação �nal de resíduos da construção civil (resíduos classe A – inertes) e reserva para uso futuro. O aterro de reservação de resíduos da construção civil, como explicado anteriormente, vai receber resíduos de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação, de obras de infraestrutura e solos provenientes de terraplanagem. O terreno onde será implementado o empreendimento tem 200,56 hectares, sendo a região do imóvel classi�cado como rural, tendo como vizinhos propriedades como fazendas e sítios. A bacia hidrográ�ca da área é chamada de bacia hidrográ�ca do Rio Aracaju, com uma área total de 30 mil km². O rio Aracaju conta com 20 contribuintes principais e como característica marcante tem 30 cachoeiras. Com o objetivo de garantir um monitoramento ambiental mais abrangente, serão realizadas análises de água semestralmente. A topogra�a do local é caracterizada por ser um local íngreme, constando fragmentos �orestais, sem impactos sobre a vegetação local. No aterro haverá uma planta de tratamento de e�uentes (chorume). Esse percolado (chorume) será captado pelo sistema de drenagem de chorume de cada célula, e em seguida será encaminhado para um tanque de acumulação, para quatro lagoas de tratamento: primeira lagoa anaeróbia, segunda e terceira lagoas facultativas, e quarta lagoa de polimento, antes de lançar o e�uente a ser gerado no corpo receptor. Essa etapa terá um monitoramento, e serão feitas análises da qualidade do e�uente e da água após o lançamento do e�uente líquido em um corpo hídrico próximo. O diagnóstico ambiental pode ser observado a seguir: Meio físico: Clima: classi�cado como Cfb, quente e temperado. A temperatura média é de 17,6 °C e com pluviosidade média anual em torno de 1.495 mm. Precipitação pluviométrica: em média 1.600 a 1.800 mm. Geomorfologia: segundo planalto paranaense. Topogra�a: íngreme, acentuada. Recursos hídricos: será analisada a qualidade da água. Meio biótico: Vegetação: Mata Atlântica. Unidades de conservação: não há. Fauna: 80 espécies de avifauna, 10 espécies de mamíferos, 4 espécies de anfíbios, 4 espécies de répteis e 3 espécies de peixes. Meio socioeconômico: Município de porte médio. Importante frisar que, para cada um dos impactos listados, será proposta uma medida mitigadora para minimizar os impactos, conforme observado no Quadro 1. Quadro 1 | Impactos ambientais e medidas mitigadoras da atividade Aspectos ambiental Impacto ambiental Meio Medida mitigadora População Geração de expectativa Socioeconômico Programa de Educação Ambiental e Comunicação. Solo Processos erosivos Físico Implementação de canaletas de drenagem super�cial; realizar a cobertura vegetal; evitar o deslocamento de solo em épocas chuvosas. Solo Compactação do solo Físico Implementação de canaletas de drenagem super�cial; realizar a cobertura vegetal; evitar o deslocamento de solo em épocas chuvosas. 23/11/2024, 11:51 wlldd_241_u2_con_sus https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144248&atividadeD… 8/21 Ar Alteração na qualidade do ar (poeira) Físico Acompanhar os trabalhos de instalação do canteiro de obras adotando medidas preventivas visando minimizar maiores danos. Ar Alteração na qualidade do ar (gases) Físico Adoção de programa de gerenciamento de resíduos; monitoramento dos gases nos drenos no aterro. Economia Geração de empregos Socioeconômico Programa de Educação Ambiental e Comunicação; quali�cação da mão de obra. Água Alteração na qualidade das águas super�ciais Físico Adoção do programa de monitoramento e conservação da qualidade das águas super�ciais; adequação das áreas de preservação permanente no entorno do reservatório (APP). Água Alteração na qualidade das águas subterrâneas Físico Adoção do programa de monitoramento e conservação da qualidade das águas super�ciais; adequação das áreas de preservação permanente no entorno do reservatório (APP). Flora Proliferação de vetores Biótico Programa de monitoramento de fauna; implantar um programa de educação ambiental; imunizar periodicamente os funcionários contra doenças. Ruído Aumento no índice de ruídos Físico Monitoramento dos ruídos e formas para minimizar os mesmos. Fauna, acessos Acidentes com a fauna Biótico Sinalização, orientação dos colaboradores. Fonte: elaborado pela autora. Mesmo com a alteração ambiental à que a área será submetida, por meio dos planos de monitoramento ambiental haverá uma área que atenderá à legislação ambiental vigente e comprometida com as gerações futuras. VÍDEO RESUMO Olá, estudante, tudo bem? Neste vídeo você verá o que é avaliação de impacto ambiental, estudo de impacto ambiental e relatório de impacto ambiental. Vamos trabalhar suas diferenças, suas potencialidades e sua importância em um processo de licenciamento ambiental. Além disso, você vai conhecer o licenciamento trifásico e as diferenças entre licença prévia, licença de instalação e licença de operação. 23/11/2024, 11:51 wlldd_241_u2_con_sus https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144248&atividadeD… 9/21 Saiba mais O artigo “O Licenciamento Ambiental no Brasil e os seus Desa�os na Proteção do Meio Ambiente”, escrito por Costa e Albuquerque (2021) e publicado na revista Saúde e Meio Ambiente, traz que o licenciamento ambiental é imprescindível para combater ameaças aos danos ambientais, além de explicar todo processo de licenciamento ambiental. COSTA, M. S. F.; ALBUQUERQUE, H. N. O Licenciamento Ambiental no Brasil e os seus Desa�os na Proteção do Meio Ambiente. Revista Saúde e Meio Ambiente – RESMA-UFMS-Três Lagoas, v. 12, n. 02, p.101-115, janeiro/julho, 2021, Edição Especial I. INTRODUÇÃO Olá, estudante! Nesta aula você verá que o conceito de estudo de impacto de vizinhança (EIV) é fundamental para que possamos ter cidades mais sustentáveis e evitar o crescimento urbano desordenado. O EIV tem por intuito elencar os impactos ambientais decorrentes de empreendimentos e propor medidas mitigadoras e compensatórias para estes impactos. Assim, você também verá que o EIV é contemplado pelos planos diretores, uma lei municipal que vai indicar quais tipos de empreendimentos estarão sujeitos à elaboração do EIV. No �nal desta aula você conhecerá um hipotético diagnóstico ambiental de um EIV para entender a importância deste estudo ambiental. CONCEITOS DE ESTUDO DE IMPACTO DE VIZINHANÇA O planejamento urbano se trata de uma atividade que visa analisar as cidades, e com isso são veri�cadas todas as suas potencialidades e pontos a melhorar, com o intuito de torná-las mais adequadas à sociedade. Essa atividade de planejar sofreu evolução no decorrer do tempo, e com ela, surgiram normas, leis e diretrizes com a função de garantiro direito à cidade a todos os cidadãos. Considerando essas ferramentas de planejamento e gestão urbana, o estudo de impacto de vizinhança (EIV) é um exemplo de instrumento que foi proposto pelo Estatuto das Cidades e normatizado pelos Planos Diretores municipais. O EIV busca um diagnóstico relacionado à implantação de novos empreendimentos em porções das cidades (Brasil, 2001). Aqui no Brasil, a primeira menção do direito à cidade foi instituída na Constituição de 1988, nos artigos 182 e 183 (Brasil, 1988), que regulamentam a política de desenvolvimento urbano e a função social da propriedade, e determinam a implementação do Estatuto da Cidade. O Estatuto da Cidade é uma tentativa de democratizar a gestão das cidades brasileiras por meio de alguns instrumentos. É um documento publicado no ano de 2001, pela Lei nº 10.257 (Brasil, 2001) que estabelece as normas de ordem pública e interesse social que fazem regulação do uso da propriedade urbana pensando no bem-estar coletivo, com o intuito de garantir a segurança da população e o equilíbrio ambiental. O Estatuto da Cidade, no seu artigo 2º, assegura o direito a cidades sustentáveis, nas quais as pessoas têm direito a infraestrutura, transporte, serviços públicos de qualidade, saneamento básico, lazer e trabalho, assegurando esse direito para as presentes gerações e gerações vindouras (Brasil, 2001). O Estatuto da Cidade apresenta, por meio de sua lei, alguns instrumentos que podem ser utilizados nas cidades a �m de melhorar o seu planejamento e evitar futuros problemas, minimizando impactos de novos empreendimentos e edi�cações e assegurando que as edi�cações, zonas e áreas sejam pensadas de forma completa. Dentre essas alternativas, na sua Seção XII há a diretriz de nome “Do estudo de impacto de vizinhança” (Brasil, 2001). O artigo 36 explica que a lei municipal vai de�nir os empreendimentos que precisarão elaborar um EIV para que obtenham as licenças para implantação, construção, ampliação ou funcionamento de suas atividades. Aula 3 AVALIAÇÃO DE IMPACTOS DE VIZINHAÇA Olá, estudante! Nesta aula você verá que o conceito de estudo de impacto de vizinhança (EIV) é fundamental para que possamos ter cidades mais sustentáveis e evitar o crescimento urbano desordenado. 23/11/2024, 11:51 wlldd_241_u2_con_sus https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144248&atividade… 10/21 https://periodicos.ufms.br/index.php/sameamb/article/view/10171 https://periodicos.ufms.br/index.php/sameamb/article/view/10171 Dessa maneira, o EIV deve ser normatizado e aplicado com base no plano diretor de cada município, que é elaborado considerando suas especi�cidades. O plano diretor também é um instrumento determinado pelo Estatuto da Cidade e é considerado a principal política pública de ordenamento do território urbano. O plano diretor é um instrumento que elabora os objetivos a serem alcançados, o prazo em que estes devem ser atingidos (muito embora o plano, em geral, não precise �xar prazo em relação a diretrizes básicas), as atividades a serem implementadas e quem deve executá-las. PLANEJAMENTO URBANO E CONTEÚDO MÍNIMO DE UM EIV Sabe-se que o EIV deve ser pensado de maneira conectada, pois um empreendimento que está localizado em uma cidade que faz parte de uma região metropolitana pode interferir em outra cidade, e assim por diante. Dessa forma, esse instrumento precisa ter como base os planos diretores e sua interferência em municípios vizinhos. De acordo com Schvarsberg et al. (2016), o EIV tem como objetivos principais: Analisar e informar previamente à gestão municipal no que diz respeito à implementação de empreendimentos e/ou atividades que são altamente impactantes, estando em harmonia com os interesses públicos e particulares bem como meio ambiente, com o intuito de evitar crescimento sem planejamento urbano. Garantir condições mínimas de qualidade urbana. Cuidar da ordem urbanística e do crescimento equilibrado dos espaços urbanos. O EIV deve ser utilizado como uma ferramenta que possa servir de apoio ao licenciamento urbano, com o intuito de ajudar o poder público a avaliar cada empreendimento e tomar a decisão de licenciar ou de solicitar medidas compensatórias, levando em consideração o impacto ambiental e as áreas vizinhas. O EIV será executado a �m de apresentar os aspectos positivos e negativos do empreendimento ou atividade no que tange à qualidade de vida da população residente na área e suas proximidades. Para tanto, é preciso incluir a análise dos seguintes pontos: equipamentos urbanos e comunitários, uso e ocupação do solo, valorização imobiliária, demanda por transportes públicos e paisagismo urbano (Brasil, 2001). Nesse sentido, o EIV precisa minimamente conter: Caracterização do empreendimento: é essencial informar do que se trata o empreendimento, qual sua atividade e sua localização, justi�cando os benefícios da implementação deste empreendimento. Caracterização da vizinhança: precisam ser informadas as áreas localizadas no entorno do empreendimento. Além do diagnóstico, precisa conter todas as características, tipologias de edi�cações e tudo que for relevante. Caracterização dos impactos: deve ser apresentado o levantamento de todos os impactos ambientais positivos e negativos. Caracterização das medidas mitigatórias: precisam ser apresentadas as formas como serão minimizados ou solucionados os impactos ambientais negativos decorrentes do empreendimento. Além disso, é preciso propor formas para potencializar os impactos ambientais positivos. É muito importante que um EIV seja elaborado de forma completa, contemplando todos os itens mínimos e tudo o que será prejudicado ou bene�ciado com o empreendimento. De acordo com o Estatuto da Cidade (Brasil, 2001), é a Lei Municipal que deverá de�nir quais são os empreendimentos e atividades que vão precisar elaborar o EIV para a obtenção da licença ou autorização, seja para construção, ampliação ou funcionamento. E quais empreendimentos precisam elaborar um EIV? Aqueles geradores de �uxos signi�cativos de pessoas e veículos, como hipermercados, indústrias de médio e grande porte, edifícios, estádios, garagens de ônibus, linhas de torres de transmissão, sistemas de tratamento de esgotos, aterros sanitários e outras atividades. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL EM UM EIV O empreendimento para o qual foi elaborado o EIV está localizado no município de Maracajá, SC, e tem área de 2.060 m de terreno, uma área a ser construída de 1.600 m , um bloco e um total de 182 áreas comerciais, com 15 pavimentos. Neste EIV constará um resumo dos resultados do diagnóstico do estudo de impacto de vizinhança que contemplará os meios físico, biológico e socioeconômico. No que diz respeito ao meio físico, quanto a características do solo, o imóvel onde será realizado o empreendimento está situado em um local urbanizado. Para o levantamento foi feita uma vistoria in loco e 2 2 23/11/2024, 11:51 wlldd_241_u2_con_sus https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144248&atividade… 11/21 observada a presença de sedimentos com textura que varia entre argilosa a argilo-arenosa. Por meio de materiais e mapeamento já realizado pela Secretaria de Planejamento do município, o imóvel está sobre solos da classe Cambissolo, na subclasse �úvico. O imóvel está localizado em um local resistente à erosão, e na vistoria não foram encontrados focos de processos erosivos. O imóvel apresenta um relevo plano, sem taludes e cortes. Quanto ao índice pluviométrico, o volume anual de chuvas está situado entre 1700 e 2500 mm. Quanto à qualidade do ar da região, sabe-se que as maiores concentrações de poluentes estão localizadas no centro da cidade. Além disso, foram monitorados os níveis de ruído da região, que são maiores quandohá �uxo de veículos. No que tange aos recursos hídricos, o empreendimento será instalado na bacia hidrográ�ca do Rio Neves, que é uma bacia inserida na área urbana. Em vistoria técnica in loco e por meio de dados cartográ�cos, foi veri�cado que o imóvel não é atingido por corpos hídricos ou valas de drenagem. No seu entorno também não foi observado qualquer tipo de curso d’água. No que diz respeito ao meio biológico, como o imóvel está situado em local comercial, veri�cou-se que não há vegetais no interior, e a vegetação do entorno é composta por espécies utilizadas na arborização urbana. Quanto aos mamíferos, provavelmente nas áreas do entorno ocorra morcegos pelo fato de serem espécies pouco exigentes em suas ocupações de nicho, e adaptadas aos ambientes antropizados. Com relação ao meio socioeconômico, a população do bairro apresenta uma população com 6 mil habitantes, que corresponde a um total de 4% do município. O empreendimento vai atender uma população de aproximadamente 1.400 pessoas diariamente, entre funcionários e visitantes. Devemos considerar que essa população não vai habitar o condomínio, pois não se trata de um empreendimento residencial. Dessa maneira, como o imóvel vai ocupar uma área totalmente urbanizada, deverão ser tomadas medidas para minimizar os possíveis impactos ambientais. VÍDEO RESUMO Olá, estudante, tudo bem? Neste vídeo abordaremos o estudo de impacto de vizinhança (EIV). Vamos falar do processo de planejamento urbano e do plano diretor, bem como das diretrizes para elaboração do EIV. Além do conteúdo mínimo que trata do tema e seus objetivos, você vai conhecer a importância do EIV no planejamento urbano. Saiba mais O artigo “O Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) nas regiões Sul e Sudeste do Brasil: avanços e desa�os à gestão ambiental urbana”, escrito por Peres e Cassiano em 2019 e publicado na Revista Brasileira de Gestão Urbana, apresenta os desa�os do EIV, bem como seu processo de elaboração. PERES, R. B.; CASSIANO, M. A. O Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) nas regiões Sul e Sudeste do Brasil: avanços e desa�os à gestão ambiental urbana. Artigo Cientí�co • Urbe, Rev. Bras. Gest. Urbana, v. 11, 2019. INTRODUÇÃO Olá, estudante, tudo bem? Nesta aula vamos falar da avaliação de impactos ambientais em obras de infraestrutura. As obras de infraestrutura são aquelas que contemplam vários projetos e construções, como pontes, estradas e viadutos. Essas obras são muito importantes, pois são ofertadas à população visando garantir outros serviços, como Aula 4 AVALIAÇÃO DE IMPACTOS EM OBRAS DE INFRAESTRUTURA Olá, estudante, tudo bem? Nesta aula vamos falar da avaliação de impactos ambientais em obras de infraestrutura. 23/11/2024, 11:51 wlldd_241_u2_con_sus https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144248&atividade… 12/21 https://www.scielo.br/j/urbe/a/fbYDGk4rYYnvJYMHfbMJ88m/?lang=pt https://www.scielo.br/j/urbe/a/fbYDGk4rYYnvJYMHfbMJ88m/?lang=pt saneamento básico, abastecimento de água e de energia. Você verá que essas obras devem passar pelo processo de licenciamento ambiental, que é composto pela licença prévia, licença de instalação e licença de operação, obtidos em fases distintas do empreendimento, desde a sua concepção até o início da sua atividade. AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS Quando tratamos de impactos ambientais de grandes empreendimentos, como é o caso de infraestrutura, primeiramente é preciso que se tenha uma de�nição clara do processo de avaliação de impactos ambientais (AIA) e da etapa de avaliação dos impactos que decorrem de determinada ação ou empreendimento e que têm presença obrigatória nos estudos de impactos ambientais (EIA/ RIMA) e similares, como relatórios ambientais preliminares (RAP), relatórios ambientais simpli�cados (RES) e outros. O processo de avaliação de impactos ambientais no Brasil é um instrumento legal, fundamentado na Constituição Brasileira e preconizado na Política Nacional do Meio Ambiente instituída pela Lei Federal nº 6.938, de 31 de agosto de 1981 (Brasil, 1981). Estas diretrizes trazem relações de interdependência entre a legislação ambiental vigente e o processo de licenciamento ambiental por parte dos empreendedores. O impacto ambiental ocorre quando uma ação ou atividade produz uma alteração no meio ou em algum de seus componentes (Brasil, 1981). Os estudos de impactos ambientais têm por intuito avaliar e quanti�car estas alterações, que podem ser positivas ou negativas, se podem ter grandes ou pequenos impactos. Para estudar esses impactos ambientais precisamos considerar aspectos físicos, socioeconômicos e biológicos. Além disso, os estudos de impactos ambientais precisam analisar as consequências de uma ação, com o objetivo de garantir a qualidade do meio ambiente em que será inserido o empreendimento após a execução desta ação ou projeto. Essas avaliações precisam ser feitas antes do início de um projeto, o que pode contribuir para um melhor planejamento, além de trazer propostas que visem à minimização dos impactos ambientais. Para efetivamente esses estudos prévios serem validados, é preciso levar em consideração a individualização da área, que serve como parâmetro para a análise ambiental do local. Os fatores ambientais, tanto do ponto de vista geobiofísico como do socioeconômico, devem ser considerados como agentes e receptores potenciais do impacto ambiental, ou seja, são os principais fatores ambientais que devem integrar a análise ambiental de uma determinada área. Obrigatoriamente, devem ser considerados, na avaliação de um possível impacto ambiental, os seguintes agentes modi�cadores do meio: poluição atmosférica e da água, uso e degradação dos solos, substâncias radioativas, ruído, alterações na biocenose (fauna e �ora), uso do território e dos recursos naturais, mudanças no uso do território, expropriação do terreno e especulações imobiliárias, doenças, variação da população, taxa de emprego, incrementos econômicos (comércio, serviços etc.), locais histórico-culturais que possam ser afetados, moradia, infraestrutura viária e sanitária, serviços comunitários e equipamentos urbanos. Quando tratamos de grandes empreendimentos ou de obras de infraestrutura, como aeroportos, portos, rodovias e ferrovias – atividades tratadas no anexo I da Resolução Conama n. 237/97 (Conama, 1997) – são necessários estudos ambientais para o licenciamento ambiental, por serem sujeitas a esse processo. ESTUDOS DE IMPACTOS AMBIENTAIS E LICENCIAMENTO Embasada juridicamente na Política Nacional do Meio Ambiente, a Resolução n. 1/86 do Conama traz a necessidade e a obrigatoriedade da apresentação de estudo de impactos ambientais para empreendimentos de natureza privada ou pública, considerados potencialmente impactantes. A própria Resolução n. 1/86 condiciona que dependem do EIA/RIMA e da sua aprovação pelo órgão estadual ou pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), o licenciamento de atividades modi�cadoras do meio ambiente, as seguintes ações e empreendimentos: estradas de rodagem com duas ou mais faixas de rolamento; ferrovias, portos e terminais de minério, petróleo e produtos químicos; aeroportos; oleodutos; gasodutos; minerodutos e outros. O estudo de impacto ambiental deve atender à legislação, em especial os objetivos expressos na Lei da Política Nacional do Meio Ambiente. Para tanto, é preciso: contemplar as alternativas do projeto, com a hipótese ou não de sua execução; identi�car e avaliar os impactos ambientais gerados na fase de implantação e operação da atividade; delimitar os limites da área geográ�ca a ser direta ou indiretamente afetada pelos impactos, denominada área de in�uência do projeto; trazer os planos e programas governamentais, propostos e em implantação na área de in�uência do projeto e sua compatibilidade. O processo de avaliação de impactos ambientais (AIA), no Brasil,está vinculado, pela legislação, ao processo de licenciamento ambiental pelas empresas e pelo setor público quando da instalação de ações, programas e projetos. O licenciamento ambiental apresenta várias particularidades, de complexidade e níveis de exigências que estão relacionadas com as diferentes naturezas dos empreendimentos ou projetos apresentados aos órgãos 23/11/2024, 11:51 wlldd_241_u2_con_sus https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144248&atividade… 13/21 ambientais. Assim, basicamente, os empreendimentos necessitam de três licenças fundamentais para seu pleno funcionamento e cumprimento das etapas de sua existência: licença prévia, licença de instalação e licença de operação. As licenças são: Licença prévia: precisa ser requerida pelo empreendedor no início do planejamento da obra, que precisa conter os requisitos básicos a serem atendidos nas fases de localização, instalação e operação, observados os planos municipais, estaduais e federais de uso do solo. A emissão da LP ocorre somente após a aprovação do EIA/RIMA. Licença de instalação: precisa atender aos requisitos da LP. Solicitada depois de concluído o projeto executivo do empreendimento e antes do início das obras. Licença de operação: �ca autorizado o início da atividade em si. Os órgãos executores envolvidos no licenciamento ambiental e integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama) são: A nível federal: o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio). A nível estadual: os órgãos seccionais, que vão controlar e �scalizar atividades que podem vir a causar poluição ambiental. A nível municipal: órgãos ambientais locais, como secretarias. Dessa maneira, as obras de infraestrutura precisam se submeter ao processo de licenciamento ambiental trifásico, e a sua natureza determinará a complexidade dos estudos ambientais a serem realizados. IMPACTOS AMBIENTAIS EM OBRAS DE INFRAESTRUTURA As obras de infraestrutura contemplam projetos e construções de obras que são essenciais para garantir a oferta de serviços à comunidade, como transporte, mobilidade, abastecimento de água, energia, comunicação e outros – por isso são fundamentais para o crescimento do país. No que diz respeito à Avaliação de Impactos Ambiental (AIA), essas obras precisam ter o processo de licenciamento ambiental, que é uma autorização do órgão ambiental desde seu planejamento e execução. Uma obra de infraestrutura provoca vários impactos ambientais, a saber: Geração de resíduos: são gerados resíduos em várias etapas de construção de obras de infraestrutura que podem ser resíduos perigosos e não perigosos. É necessário o gerenciamento de resíduos na própria obra para evitar impactos ambientais. Ruídos: impactos sonoros são produzidos na etapa de construção, e precisam ser minimizados, por isso é importante o conhecimento do Plano Diretor da cidade para entender as limitações de cada tipo de obra e seus impactos locais. Aumento no consumo de energia: para iniciar uma obra é necessário gasto energético, pois são várias máquinas ligadas ao mesmo tempo. Uso e desperdício de água: a água é usada na construção de empreendimentos, e por mais que se tenha planejamento para reutilizar água de chuva, muitas vezes isso não acontece. Até que a obra seja entregue, há um grande consumo de água para vários serviços, por exemplo, para higienização do local da obra. A água contaminada também pode poluir os corpos hídricos locais e o lençol freático. Desmatamento: em muitos casos é necessária remoção da cobertura vegetal para determinada obra. Para supressão vegetal, o próprio processo de licenciamento ambiental exige a autorização ambiental para esta �nalidade e os meios para sua compensação. Existem também os impactos que são considerados positivos, como a geração de emprego e a disponibilização de infraestruturas e serviços para a população. O processo de licenciamento ambiental de obras de grande porte será trifásico, ou seja, as licenças ocorrerão na fase de planejamento do empreendimento (licença prévia), na fase de início das obras (licença de instalação) e na fase de início da atividade em si (licença de operação). Esse processo requer vários estudos ambientais, dentre eles o EIA/RIMA, que precisa ser elaborado por uma equipe multidisciplinar. O processo de licenciamento, de acordo com o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), é de competência das esferas federal, estadual e municipal. O licenciamento acontece na esfera federal, quando, por exemplo, será construída uma ferrovia que estará localizada entre dois estados. A esfera estadual deve ser consultada para obras que acontecem dentro do próprio estado, e a esfera municipal, quando está dentro do limite do município. Por isso, é importante que o empreendedor faça essa consulta preliminar junto aos 23/11/2024, 11:51 wlldd_241_u2_con_sus https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144248&atividade… 14/21 órgãos ambientais. Como ilustrar, como exemplo, em uma estrada em rodovia federal no processo de licenciamento, a licença ambiental será no IBAMA, e será trifásica, primeiro será solicitada Licença Prévia (LP), que vai autorizar a viabilidade ambiental da estrada, depois será solicitada a Licença de Instalação (LI) que vai autorizar o início das obras, e então a Licença de Operação (LO) que vai autorizar o início do uso da estrada. VÍDEO RESUMO Olá, estudante, tudo bem? Neste vídeo você verá que a avaliação de impacto ambiental para obras de infraestrutura é de suma importância no processo de licenciamento ambiental, que será trifásico, com licença prévia, licença de instalação e licença de operação. Esses estudos ambientais visam elencar os impactos ambientais, bem como propor medidas mitigadoras para minimizá-los. Saiba mais O artigo “Avaliação de Impactos Ambientais em Projetos de Engenharia para Obras Sustentáveis”, escrito por Silveira e Souza, em 2021 e publicado no XII Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental, trata-se de uma pesquisa que visa analisar impactos ambientais e propor medidas mitigadoras. SILVEIRA, N. de F. N.; SOUZA, B. D. A. Avaliação de Impactos Ambientais em Projetos de Engenharia para Obras Sustentáveis. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL, 12., 2021, Salvador/BA. Anais […]. Salvador, 8 a 11 nov. 2021. IMPACTOS AMBIENTAIS Você já parou para pensar que quando se faz o planejamento de viabilidade na implementação de empreendimentos ou atividades, temos que levar em consideração a questão ambiental? Pois é, sempre que se pensa em uma nova atividade, é preciso contemplar, no seu planejamento, uma análise ambiental. Para isso, é necessário entender se a atividade é altamente impactante, ou seja, se a atividade em si vai causar impactos ambientais signi�cativos. O setor de construção civil é uma área que gera muitos impactos ambientais, portanto, para alguns tipos de empreendimentos, é preciso que seja realizada a avaliação de impactos ambientais (AIA). A AIA é um instrumento de gestão ambiental que está na Política Nacional de Meio Ambiental instituída no país pela Lei n. 6.938/81, que tem como principal objetivo prevenir os impactos ambientais negativos decorrentes de atividades, além de potencializar os impactos ambientais positivos (Brasil, 1981). Por meio deste conceito foi possível compreender a importância de se controlar os riscos oriundos de atividades ou processos, e para tanto foram criados outros instrumentos ambientais para suporte, como podemos observar no art. 9º da Lei n. 6.938/81 (Brasil, 1981), a saber: Padrões de qualidade ambiental. Zoneamento ambiental. Avaliação de impactos ambientais. Licenciamento ambiental. Incentivosa equipamentos e tecnologias voltadas à qualidade ambiental. A AIA é um conjunto de procedimentos legais, institucionais e cientí�cos que visa caracterizar e identi�car previamente os impactos ambientais. E qual a diferença entre AIA e os estudos de impactos ambientais (EIA)? A AIA é um instrumento político (Lei n. 6.938/81) e o EIA contempla as diretrizes e os estudos ambientais para Aula 5 REVISÃO DA UNIDADE 23/11/2024, 11:51 wlldd_241_u2_con_sus https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144248&atividade… 15/21 https://www.ibeas.org.br/congresso/Trabalhos2021/V-014.pdf https://www.ibeas.org.br/congresso/Trabalhos2021/V-014.pdf https://www.ibeas.org.br/congresso/Trabalhos2021/V-014.pdf https://www.ibeas.org.br/congresso/Trabalhos2021/V-014.pdf que sejam analisados os impactos físicos, biológicos e socioeconômicos oriundos de atividades ou empreendimentos. Sabe-se que o EIA é uma das principais ferramentas para avaliação das atividades impactantes, e esse estudo deve ser desenvolvido por uma equipe multidisciplinar. Um EIA deve contemplar todas as alternativas tecnológicas de localização do projeto, com a hipótese de não executar o projeto; identi�car e analisar os impactos ambientais nas fases de planejamento, implementação e operação do projeto; de�nir limites geográ�cos das áreas direta ou indiretamente afetadas pelo projeto; apresentar os programas para minimizar os impactos ambientais e planos de monitoramento. Quando estamos pensando em um empreendimento de uma construção sustentável precisamos descrever sua �nalidade, pensar nas propostas, nas etapas, projetos e programas, visando à minimização dos impactos ambientais. Essas atividades geralmente precisam de um processo chamado de licenciamento ambiental, que se trata de um processo administrativo pelo qual o órgão ambiental dá a licença de localização, instalação e operação de empreendimentos que podem ser potencialmente poluidoras. Essa licença pode ser trifásica, ou seja, ter três fases distintas, a saber: Licença prévia (LP): licença que é obtida na fase de planejamento de um empreendimento, na qual se analisa a viabilidade ambiental para obtenção ou não da licença. Licença de instalação (LI): licença obtida para autorização do empreendimento, que autoriza o início das obras. Licença de operação (LO): licença que é obtida para autorizar o início das atividades; deve-se cumprir as condicionantes das licenças anteriores. Algumas atividades estão sujeitas a esse processo de licenciamento, conforme o anexo I da Resolução Conama n. 237/97 (Conama, 1997). REVISÃO DA UNIDADE Olá, estudante, tudo bem? Neste vídeo, vamos abordar questões voltadas à sustentabilidade ambiental e avaliação de impactos ambientais. Você verá a diferença entre AIA e EIA, e vai conhecer os principais estudos voltados à garantia da qualidade ambiental. Vamos �nalizar nosso estudo abordando o licenciamento ambiental e suas fases distintas: licença prévia, licença de instalação e licença de operação. ESTUDO DE CASO Imagine que você tem uma consultoria associada que é especializada em construções sustentáveis. Sua equipe é multidisciplinar, composta por geógrafos, geólogos, engenheiros civis, administradores, economistas, engenheiros ambientais, arquitetos e urbanistas, engenheiros elétricos, biólogos, cartógrafos, engenheiros de segurança do trabalho, e outros pro�ssionais que trabalham como terceirizados. Sua empresa tem contratos de trabalho em várias áreas de atuação e está cada vez mais preparada para realizar estudos ambientais, visto a quantidade de pro�ssionais que estão se associando à sua marca. Diante desse contexto, imagine que sua empresa foi contratada para fazer os estudos ambientais de uma obra rodoviária, e sua equipe vai atuar para obtenção da licença prévia deste empreendimento, ou seja, vocês foram contratados na fase de planejamento do empreendimento. Para elaboração da proposta e para dar continuidade no projeto, sua equipe fez uma vistoria in loco e listou alguns estudos que serão necessários: Geologia e relevo. Relevo e topogra�a. Caracterização do solo. Pluviosidade. Cobertura vegetal. Estabilidade de maciços. Grau de alteração das rochas. A�oramentos. 23/11/2024, 11:51 wlldd_241_u2_con_sus https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144248&atividade… 16/21 É importante salientar que essa estrada vai cortar dois estados brasileiros, então o licenciamento ambiental deverá considerar esse fator. A equipe também já identi�cou que o licenciamento será trifásico. Na proposta do estudo ambiental principal, sua equipe �cará responsável pela elaboração do estudo de impacto ambiental (EIA) e do relatório de impacto ambiental (RIMA). Sabe-se que estes estudos de impactos ambientais (EIA) precisam contemplar: Diagnóstico ambiental: da área de in�uência, contemplando meio físico, biológico e socioeconômico, além de listar impactos negativos e positivos do empreendimento. Análise de impactos ambientais: identi�car impactos, de�nir magnitude, importância. Medidas mitigadoras: formas para minimizar os impactos negativos decorrentes da atividade. Programas e planos: elaboração de programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos positivos e negativos. A partir da elaboração do EIA sua equipe deverá elaborar o RIMA. Para tanto, vocês precisarão mapear os possíveis impactos ambientais se o empreendimento não for executado com cautela. Assim, os impactos ambientais deverão ser elencados em todas as fases de implementação e de operação, e deverão ser propostas formas para minimizar ou controlar esses impactos. Re�ita Ao analisar o caso de um estudo multidisciplinar de uma obra rodoviária, para o qual a sua consultoria tem um contrato, sua equipe precisará atuar para que o empreendimento obtenha a licença prévia, para que depois as obras sejam iniciadas. Assim, você precisa re�etir a respeito dos impactos ambientais decorrentes de uma rodovia nas fases do licenciamento ambiental. Assim, pense nas seguintes questões: Como a atividade se dá em dois estados da federação brasileira, o licenciamento ambiental será por qual órgão? Quais os tipos e fases de licenciamento ambiental a atividade “obra de uma estrada” precisará contemplar? Quais impactos ambientais poderão ocorrer se a obra não for executada de maneira adequada? Quando analisamos impactos ambientais temos que pensar que muitos são positivos e negativos. Quais impactos positivos trará essa atividade? Após a elaboração do estudo de impacto ambiental (EIA) que é uma atividade mais técnica, sua equipe precisará elaborar o relatório de impacto ambiental (RIMA). Cite o que minimamente esse relatório precisará contemplar. RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO Ao analisar o estudo de caso para a implantação de uma estrada, na qual a sua equipe multidisciplinar vai trabalhar, primeiramente precisamos entender que uma estrada é uma atividade altamente impactante que precisará do licenciamento ambiental, pois esse tipo de empreendimento consta no Anexo I da Resolução Conama n. 237/97 (Conama, 1997). Como sua equipe é composta por geógrafos, geólogos, engenheiros civis, administradores, economistas, engenheiros ambientais, arquitetos e urbanistas, engenheiros elétricos, biólogos, cartógrafos, engenheiros de segurança do trabalho e outros pro�ssionais que trabalham como terceirizados, essa equipe tem condições de assumir o projeto. Uma vez que a atividade se dá em dois estados da federação brasileira, o licenciamento ambiental será analisado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que atua no licenciamento de obras de infraestrutura cujos impactos ambientais afetam mais de um estado. A atividade, por ser considerada altamenteimpactante, vai passar pelo licenciamento prévio, que contempla a fase de planejamento, na qual a empresa foi contratada e está atuando. Em seguida, será necessária a obtenção da licença de instalação, que vai autorizar o início das obras, e depois a licença de operação, que vai autorizar a rodovia a iniciar suas atividades. No que diz respeito aos impactos ambientais que poderão ocorrer se a obra não for executada de maneira adequada, temos algumas possíveis situações: Surgimento de ravinas profundas nas estradas. Erosão nas estradas. 23/11/2024, 11:51 wlldd_241_u2_con_sus https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144248&atividade… 17/21 Problemas com o solo nas propriedades adjacentes. Inundações nas estradas. Falta de drenagem. Falta de in�ltração de águas pluviais. Ao analisar os impactos ambientais decorrentes das atividades, também é possível veri�car impactos positivos como: facilitação da logística de distribuição de produtos de um estado para o outro, melhoramento do deslocamento de um estado para o outro, infraestrutura que vai permitir que alguns serviços essenciais cheguem com mais agilidade para atender a população da região. Quando se elabora um estudo de impacto ambiental (EIA), que se trata de um documento que apresenta termos técnicos e cujo conteúdo deve ser apresentado à população em audiências públicas, a equipe também vai precisar elaborar um relatório de impacto ambiental (RIMA), que deverá minimamente contemplar: Objetivos e justi�cativas do projeto. Descrição de alternativas tecnológicas para todas as fases. Síntese de resultados dos diagnósticos ambientais (contemplando meios físico, biológico e socioeconômico). Caracterização da qualidade ambiental futura da área de in�uência. Medidas mitigadoras. Programas e planos de acompanhamento dos impactos. 23/11/2024, 11:51 wlldd_241_u2_con_sus https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144248&atividade… 18/21 RESUMO VISUAL 23/11/2024, 11:51 wlldd_241_u2_con_sus https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144248&atividade… 19/21 Aula 1 BARBIERI, J. C. Gestão ambiental empresarial: conceitos, modelos e instrumentos. São Paulo: Saraiva, 2016. BRASIL. Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001. Regulamenta os art. 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2001. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10257.htm. Acesso em: 5 set. 2023. BRUNDTLAND, G H et al. 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Aula 4 BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus �ns e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. Brasília, DF, 1981. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm. Acesso em: 24 set. 2023. CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE (CONAMA). Resolução CONAMA nº 1, de 23 de janeiro de 1986. Diário O�cial da União, Brasília, DF, sec. 1, p. 2548-2549, 17 fev. 1986. Disponível em: Disponível em: http://conama.mma.gov.br/?option=com_sisconama&task=arquivo.download&id=745. Acesso em: 25 set. 2023. CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE (CONAMA). Resolução CONAMA nº 237, de 19 de dezembro de 1987. Diário O�cial da União, Brasília, DF, sec. 1, p. 30841-30843, 22 dez. 1997. Disponível em: http://conama.mma.gov.br/?option=com_sisconama&task=arquivo.download&id=237. Acesso em: 25 set. 2023. SILVEIRA, N. de F. N.; SOUZA, B. D. A. Avaliação de Impactos Ambientais em Projetos de Engenharia para Obras Sustentáveis. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL, 12., 2021, Salvador/BA. Anais […]. Salvador, 8 a 11 nov. 2021. Aula 5 Ambiente, seus �ns e mecanismos