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INTRODUÇÃO
Olá, estudante, tudo bem? Nesta aula, vamos abordar a sustentabilidade urbana conforme o conceito de
desenvolvimento sustentável e seus pilares.
Você também vai conhecer as principais conferências na área ambiental e compreender a importância do
planejamento urbano para que as cidades tenham estruturas voltadas em prol da qualidade de vida da
população. Além disso, vamos tratar do plano diretor, que está atrelado à questão sustentável e de
planejamento urbano.
Ao �m da nossa aula, veremos como o diagnóstico ambiental pode ser uma ferramenta essencial no
planejamento urbano, pois funcionará como um raio-x da questão ambiental nos territórios. 
SUSTENTABILIDADE URBANA
Antes da década de 1960, pouco se discutia acerca dos impactos do homem no meio ambiente. O paradigma
de desenvolvimento impulsionado pela Revolução Industrial no século anterior seguia a todo vapor, vendo o
meio ambiente como fonte de recursos na geração de renda. Assim, os problemas ambientais, até a primeira
metade do século XX, eram tratados de maneira super�cial (Barbieri, 2016).
Um dos marcos que proporcionou as primeiras discussões políticas a respeito da ação do homem no meio
ambiente ocorreu em 1962, quando a bióloga marinha Rachel Carson publicou o livro Primavera Silenciosa.
Essa obra tinha o intuito de alertar a sociedade a respeito do abuso dos pesticidas químicos utilizados nas
plantações. O título do livro faz alusão à ausência, na primavera, dos cantos dos pássaros mortos pelos
pesticidas.
A partir da década de 1960 começa-se a discutir de maneira mais aprofundada os desdobramentos do ideal
de desenvolvimento praticado. Nos anos posteriores, diversos encontros e reuniões foram realizados entre
países com o intuito de discutir a temática ambiental. O Quadro 1 nos apresenta as principais conferências
ambientais realizadas.
Quadro 1 | Principais conferências ambientais e sua importância
Ano Conferência Importância
Aula 1
SUSTENTABILIDADE URBANA
Olá, estudante, tudo bem? Nesta aula, vamos abordar a sustentabilidade urbana conforme o conceito de
desenvolvimento sustentável e seus pilares.
PLANEJAMENTO E VIABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO DE EMPREENDIMENTOS
 Aula 1 - Sustentabilidade urbana
 Aula 2 - Avaliação de impactos ambientais na construção civil
 Aula 3 - Avaliação de impactos de vizinhaça
 Aula 4 - Avaliação de impactos em obras de infraestrutura
 Aula 5 - Revisão da unidade
 Referências
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1972
Conferência das Nações Unidas sobre o
Meio Ambiente (Conferência de
Estocolmo, Suécia).
Primeira manifestação dos governos de todo o
mundo a respeito das consequências da economia
sobre o meio ambiente. Criação do Programa das
Nações Unidas sobre o Meio Ambiente (Pnuma).
1980 I Estratégia Mundial para a Conservação.
Com a colaboração do Pnuma e do World Wide
Fund for Nature (WWF), elaborou‐se um plano de
longo prazo para a conservação dos recursos
biológicos.
1992
Conferência das Nações Unidas sobre o
Meio Ambiente e Desenvolvimento ou
Cúpula da Terra.
Foro mundial realizado com 170 países que
abordou perspectivas globais e de integração
relacionadas à questão ambiental e de�niu
concretamente o modelo de desenvolvimento
sustentável. Aprovação da Declaração do Rio e de
outros documentos, incluindo a Agenda 21.
1997 Rio + 5.
Realizada em Nova York, teve como objetivo
analisar a implementação da Agenda 21.
1997
Conferência das Partes em
Quioto.               
Marco no entendimento das relações entre
economia e meio ambiente, reconhecendo a maior
necessidade de estudos. O Protocolo de Quioto foi
o principal resultado da Conferência, de�nindo
cortes nas emissões de gases de efeito estufa.
2002
Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento
Sustentável – Rio+10.
Realizada em Johanesburgo, teve o objetivo de
analisar se foram alcançadas as metas da Rio‐92 e
reiterar os princípios de desenvolvimento
sustentável.
2012
Conferência das Nações Unidas sobre
Desenvolvimento Sustentável – Rio+20.
Realizada no Rio de Janeiro, teve como foco a
economia verde no contexto do desenvolvimento
sustentável e a discussão da estrutura institucional
para o desenvolvimento sustentável.
2015 Acordo de Paris.
Realizada em Paris, indicou que os países devem
trabalhar para que o aquecimento �que muito
abaixo de 2 °C, buscando limitá‐lo a 1,5 °C. O
acordo deve ser revisto a cada 5 anos.
Fonte: adaptado de Barbieri (2016).
Essas conferências perfazem um signi�cativo esforço de crítica dos limites do paradigma de desenvolvimento
em curso (Sachs, 2007).
O desenvolvimento sustentável é de�nido como o desenvolvimento que satisfaz as necessidades das gerações
presentes, sem afetar a capacidade de gerações futuras de também satisfazerem suas próprias necessidades
(Relatório Brundtland, 1987). É importante salientar a importância do relatório Nosso Futuro Comum.
Segundo Sachs (1993), o tripé do desenvolvimento é entendido como algo que deve ser, simultaneamente:
includente, do ponto de vista social; sustentável, do ponto de vista ecológico; e sustentado, do ponto de vista
econômico. Além disso, esse método incorpora a visão ecológica nas empresas com base em três princípios:
“Social: traz aspectos das pessoas e suas condições de vida, tais como saúde, educação e outros. Ambiental:
referente aos recursos naturais e formas que são utilizados no planeta. Econômico: referente à produção,
distribuição de bens e serviços” (Sachs, 1993, p. 5).
Sachs (1993, p. 4) aponta cinco dimensões de sustentabilidade que devem ser observadas para planejar o
desenvolvimento. São elas: sustentabilidade ecológica, sustentabilidade ambiental, sustentabilidade social,
sustentabilidade política e sustentabilidade territorial.
Quando se trata de planejamento urbano é importante conhecermos o conceito de sustentabilidade
territorial.
A sustentabilidade territorial está relacionada à superação das disparidades inter-regionais, melhoria do
ambiente urbano e conservação da biodiversidade (Sachs, 2007). Nessa linha de atuação enfocam-se as
questões de sustentabilidade dos sistemas urbanos e rurais. Questões de êxodo rural, organização territorial
e acesso a sistemas de suporte à população costumam ser tratadas na esfera de sustentabilidade territorial.
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O conceito de sustentabilidade territorial está cada vez mais presente nas agendas locais de intervenção e
ordenamento do território, ou seja, no planejamento de uma cidade sustentável. Sabemos que o
planejamento urbano não é feito de uma única vez, sendo o plano diretor um dos instrumentos para garantir
essa sustentabilidade.
Assim, o plano diretor será detalhado por outros planos e projetos urbanísticos, como o plano de mobilidade
urbana, o de saneamento e o de habitação, bem como os projetos de loteamento, de obras públicas, de
operações urbanas consorciadas, de regularização fundiária e outros, e todos esses devem se harmonizar às
disposições do plano diretor.
SUSTENTABILIDADE E PLANEJAMENTO URBANO
O conceito de sustentabilidade territorial presente em agendas locais de intervenção e ordenamento do
território deve considerar a sustentabilidade urbana. Sua importância está expressa na organização de redes
de instituições e cidades, de forma a obter, por meio de parcerias, vantagens com as relações e experiências
conjuntas.
Dando especial atenção à coesão territorial perspectivada por meio da gestão urbana, da integração política,
da re�exão ecossistêmica e da cooperação e parceria, é importante frisar que a qualidade de vida da
população está relacionadade formulação e aplicação, e dá outras providências. Brasília, DF, 1981.
Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm. Acesso em: 10 set. 2023.
CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE (CONAMA). Resolução CONAMA nº 237, de 19 de dezembro de
1987. Diário O�cial da União, Brasília, DF, sec. 1, p. 30841-30843, 22 dez. 1997. Disponível em:
http://conama.mma.gov.br/?option=com_sisconama&task=arquivo.download&id=237. Acesso em: 25 set.
2023.
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https://www.shutterstock.com/pt/
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm%20.%20Acesso%20em%2024/09/2023
http://conama.mma.gov.br/?option=com_sisconama&task=arquivo.download&id=745
http://conama.mma.gov.br/?option=com_sisconama&task=arquivo.download&id=237
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm.
http://conama.mma.gov.br/?option=com_sisconama&task=arquivo.download&id=237ao desenvolvimento urbano sustentável.
A sustentabilidade territorial busca o alcance de uma cidade sustentável, com base no objetivo de bem-estar
da população no longo prazo, e espera que a disponibilidade espacial seja capaz de prover necessidades
econômicas, mas também de ordem cultural, social e ambiental, na qual o cidadão deve ser visto como um
agente ativo no processo de desenvolvimento sustentável.
Para se ter sustentabilidade urbana, é preciso pensar no planejamento urbano. De acordo com Scopel (2018),
o planejamento urbano é uma atividade que está preocupada em planejar o espaço para o melhoramento da
qualidade das cidades. Abrange além do desenho de cidades, incluindo aspectos de infraestrutura,
investimentos, leis e zoneamento, entre outros elementos.
Devido ao fato de que o planejamento urbano é uma atividade global, na maioria das vezes as ações são
propostas por meio de diretrizes, normas e leis que não consideram de maneira detalhada e especí�ca cada
pormenor das cidades.
O Estatuto da Cidade foi instituído pela Lei federal nº 10.257/2001 (Brasil, 2001) para regulamentar os artigos
182 e 183 da Constituição Federal, que tratam da política de desenvolvimento urbano e da função social da
propriedade.
Após a implementação do Estatuto da Cidade, muitas mudanças começaram a ocorrer em relação ao
planejamento dos centros urbanos. De 2001 para os dias atuais, destaca-se um planejamento voltado para a
qualidade de vida e o bem-estar das pessoas. Isso se faz a partir de estratégias especí�cas para cada região,
diagnósticos e pesquisas, diálogos e debates entre entidades, órgãos e cidadãos, a �m de devolver a cidade
para os usos de todas as pessoas, e não somente para privilegiados (Scopel, 2018).
Assim, temos que o Estatuto da Cidade é uma tentativa de democratizar a gestão das cidades brasileiras com
instrumentos de gestão; ao regulamentar as exigências constitucionais, reúne normas relativas à ação do
poder público na regulamentação do uso da propriedade urbana em prol do interesse de todos, da segurança
e do bem-estar dos cidadãos, bem como do equilíbrio ambiental. Além disso, �xa importantes princípios
básicos que nortearão essas ações. O Brasil, por ser um país com grande área territorial e variedade de povos,
raças e culturas, deve ser tratado, organizado e planejado a partir das características de cada micro porção do
território – isso porque não existe um planejamento universal que se encaixe adequadamente em qualquer
realidade.
As problemáticas brasileiras envolvem diversas questões, desde ambientais até patrimoniais. Portanto, o
sistema de planejamento deve ajudar a organizar e canalizar as ações dos órgãos públicos, convergindo em
um espaço local quali�cado e com oportunidades para todos, a partir de suas especi�cidades.
DIAGNÓSTICO AMBIENTAL COMO FERRAMENTA NO PLANEJAMENTO URBANO
O planejamento urbano e ambiental é uma ação que visa planejar, organizar, programar e estudar o espaço
urbano e o meio ambiente. O espaço urbano pode ser de�nido como o local do território ou área que se
caracteriza por estar inserido ou pertencer a uma cidade. A palavra ambiental refere-se ao meio ambiente,
que pode ser de�nido como um sistema formado por elementos naturais e arti�ciais que estão relacionados
entre si e que são modi�cados pela ação humana (Barbieri, 2016). Fazem parte do meio ambiente: ar, água,
solo, ecossistemas terrestres e ecossistemas aquáticos, por exemplo.
Quanto tratamos de planejamento urbano e ambiental, é importante entendermos a ação de organizar um
território, precisamos nos preocupar com as questões voltadas às construções e ao meio ambiente, e estes
dois aspectos precisam estar relacionados, porque precisam de uma proposta que atenda tanto a parte
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ambiental quanto a parte de construção.
Para que isso seja possível, precisamos estudar esses dois assuntos. Para tanto, o diagnóstico ambiental pode
ser uma ferramenta importante no planejamento urbano para veri�car a situação atual da questão ambiental
de determinado território e mapear as áreas de intervenções.
No planejamento urbano são estabelecidos objetivos e metas, pois alguns pontos precisarão de melhorias,
conservação e investimentos, tudo em prol de melhorar a qualidade de vida das pessoas nos espaços
urbanos. Depois de de�nidos objetivos e metas, é preciso propor ações aplicadas a �m de desenvolvê-las.
Para isso, elaborar um determinado diagnóstico ambiental signi�ca recolher informações e analisar dados
acerca de determinado assunto, objeto ou área. Assim, um diagnóstico ambiental se refere à ação de analisar
os mais variados aspectos de determinado ambiente, seja ele construído ou natural, ou seja, signi�ca veri�car
in loco como está a situação atual.
Elaborar um diagnóstico ambiental de um espaço é conhecer todos os seus componentes ambientais com o
objetivo de obter informações reais, caracterizando suas potencialidades, condicionantes e de�ciências.
Assim, para que seja formulado um diagnóstico ambiental preciso, deve-se interpretar a situação do local sob
os mais variados pontos de vista, de maneira que seja elaborado um documento capaz de servir como base
para a formulação de propostas condizentes e e�cazes.
Esse diagnóstico ambiental deve conter o meio físico, biológico e socioeconômico, caracterizando todos esses
elementos, apresentando realmente a situação como eles estão no momento.
O planejamento urbano e ambiental tem por objetivo principal solucionar questões do meio urbano e natural
e propor intervenções que garantam a melhoria da qualidade dessas áreas. O processo de planejamento
pode contar com zoneamentos ambientais e planos de recursos hídricos com o objetivo de alcançar um
planejamento urbano mais sustentável. Para tanto, é necessário considerar o plano diretor municipal,
pensando em ações sustentáveis, garantindo uma melhor qualidade de vida para a sua população.
Dentro do planejamento urbano, um pro�ssional deve usar o diagnóstico ambiental e nele é necessário
conter pelo menos as etapas:
Levantamento de dados: incluir visitorias in loco, meio físico, biológico e antrópico;
Análise de dados: depois de coletar os dados é preciso avaliar os resultados obtidos, comparar com
legislações vigentes;
Intepretação dos dados: interpretar os dados de acordo com suas particularidades.
Apresentação: apresentar sob forma de grá�cos e tabelas.
VÍDEO RESUMO
Olá, estudante, tudo bem? Neste vídeo veremos o que é sustentabilidade, desenvolvimento sustentável e seus
pilares. Além disso, vamos falar de planejamento urbano e sustentabilidade urbana. Você verá que o
planejamento ambiental pode ser trabalhado em prol da sustentabilidade de forma a melhorar qualidade de
vida para as pessoas. 
 Saiba mais
O artigo “Plano diretor e planejamento estratégico municipal: introdução teórico-conceitual”, escrito por
Denis Rezende e Clóvis Ultramari, tem como objetivo apresentar uma discussão que trata do plano
diretor, uma política urbana brasileira estabelecida pelo Estatuto da Cidade. Além dessa discussão, o
artigo apresenta conceitos importantes dessa temática.
REZENDE, D. A.; ULTRAMARI, C. Plano diretor e planejamento estratégico municipal: introdução
teórico-conceitual. RAP. Rio de Janeiro. 2007.
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https://www.scielo.br/j/rap/a/5ttcZM34mg6YZpLsmmFH6Hh/?format=pdf
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INTRODUÇÃO
Olá, estudante! Nesta aula você verá o conceito de avaliação de impactos ambientais (AIA), na qual vamos
estudar o estudo de impacto ambiental(EIA) e o relatório de impacto ambiental (RIMA).
Você verá que o RIMA é dependente e deriva do EIA, que tem uma linguagem mais acessível para que a
população possa compreender os impactos ambientais decorrentes de um futuro empreendimento. Todo
esse processo é fundamental para o licenciamento ambiental, que é composto por licença prévia (LP), licença
de instalação (LI) e licença de operação (LO).
Vamos �nalizar esta aula com o caso de um RIMA de um aterro de construção civil, em uma situação
hipotética, para que você possa aprender como se faz um estudo ambiental contemplando todos os aspectos
e impactos ambientais. 
Aula 2
AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS NA CONSTRUÇÃO
CIVIL
Olá, estudante! Nesta aula você verá o conceito de avaliação de impactos ambientais (AIA), na qual
vamos estudar o estudo de impacto ambiental (EIA) e o relatório de impacto ambiental (RIMA).
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AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS (AIA)
A avaliação de impactos ambientais (AIA) se trata de instrumento de gestão ambiental da Política Nacional do
Meio Ambiente – Lei nº 6.938/81, e tem por intuito a prevenção dos impactos negativos ao meio ambiente e a
potencialização dos impactos positivos (Brasil, 1981).
O conceito de AIA é importante e trata-se de um marco, pois por meio dele foi possível compreender a
importância de controle dos riscos oriundos de empreendimentos. Para isso, foi necessária a criação de
outros instrumentos ambientais para seu suporte, como podemos observar no artigo 9º da Lei nº 6.938/81:
Esses instrumentos ambientais são fundamentais porque proporcionam o suporte técnico e legal para a
gestão ambiental no Brasil, pois é preciso identi�car os impactos ambientais e propor meios para minimizá-
los.
E qual o conceito de AIA? Pode ser de�nida como um conjunto de diversos procedimentos legais,
institucionais e técnico-cientí�cos, com a �nalidade de caracterizar e identi�car antecipadamente os possíveis
os impactos ambientais de uma determinada atividade.
Qual a diferença entre AIA e EIA? A AIA é um instrumento político da Lei n. 6.938/81 (Brasil, 1981) que
estabelece as diretrizes, princípios e objetivos. O estudo de impacto ambiental (EIA) e o relatório de impacto
ambiental (RIMA), por sua vez, são dois instrumentos de aplicação, principalmente para aquisição do
licenciamento ambiental.
A AIA, como instrumento de grande valia na gestão ambiental, deve seguir diretrizes que a permita abranger
os vários aspectos de composição na detecção dos impactos, tendo como objetivos a minimização dos efeitos
adversos signi�cativos, sem se esquecer das propostas de melhoria dos fatores em não conformidade com
sua análise.
No que diz respeito à construção civil, para analisar os possíveis impactos de um empreendimento, se faz
necessário conhecer os estudos ambientais, bem como as metodologias. Um estudo ambiental precisa:
Contemplar todas as alternativas tecnológicas e de localização de projeto, confrontando-as com a
hipótese de não execução do projeto.
Identi�car e avaliar sistematicamente os impactos ambientais gerados nas fases de implantação e
operação da atividade.
De�nir os limites da área geográ�ca a ser direta ou indiretamente afetada pelos impactos, denominada
área de in�uência do projeto, considerando, em todos os casos, a bacia hidrográ�ca na qual se localiza.
Considerar os planos e programas governamentais, propostos e em implantação na área de in�uência do
projeto, e sua compatibilidade.
Assim, atividades que são potencialmente poluidoras precisam ter esses estudos ambientais para garantir que
os impactos negativos sejam minimizados.
[…] 
I - O estabelecimento de padrões de qualidade ambiental; 
II - O zoneamento ambiental;
III - A avaliação de impactos ambientais; 
IV - O licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras;
V - Os incentivos à produção e instalação de equipamentos e a criação ou absorção de
tecnologia, voltados para a melhoria da qualidade ambiental […]
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EIA/RIMA E LICENCIAMENTO AMBIENTAL
Qual a diferença entre aspecto e impacto ambiental? Aspectos ambientais são atividades e estão relacionados
com a causa, e impactos ambientais são referentes às consequências. Por exemplo: uma obra de construção
civil voltada a um empreendimento pode causar a derrubada de árvores – isso é a causa, o aspecto. O impacto
é o desmatamento pelo qual se perde o habitat de várias espécies, animais e vegetais, podendo, em alguns
casos, extinguir uma espécie endêmica.
De acordo com Stein et al. (2018), todas as atividades humanas trazem impactos ambientais, que podem ser
classi�cados entre negativos e positivos. Por exemplo: um novo empreendimento da construção civil quer se
instalar em um município, e os impactos podem ser:
Impactos positivos: geração de empregos, aumento da economia local e estímulo de novos mercados,
entre outros.
Impactos negativos: geração de resíduos sólidos, emissões atmosféricas, impactos na fauna e na �ora e
aumento/alteração no trânsito local, entre outros.
Impactos ambientais são qualquer alteração que afeta direta ou indiretamente a saúde, a segurança e o bem-
estar da população, as atividades sociais e econômicas, e a qualidade dos recursos naturais (Conama, 1986).
Dentre os estudos para identi�car esses impactos ambientais temos o EIA/RIMA.
O EIA é um procedimento administrativo pautado em uma avaliação de impacto sobre as incidências
ambientais de um certo projeto e em um processo de participação pública sobre tais incidências, e subsidia o
órgão ambiental, em termos de aprovação, modi�cação ou recusa de um projeto.
O EIA/RIMA deve ser feito por uma equipe multidisciplinar, com pro�ssionais de várias áreas, como
engenheiros, geólogos, biólogos e arqueólogos. O EIA tem uma linguagem mais técnica, e o RIMA, mais
acessível.
O EIA/RIMA tem por objetivo antecipar e apoiar a decisão, trazendo ao órgão público informações acerca das
implantações ambientais signi�cativas de determinadas ações propostas, sugerindo modi�cações da ação
visando à eliminação dos potenciais impactos adversos e à potenciação dos impactos positivos e, ainda,
sugerindo os meios de minimização dos potenciais impactos inevitáveis.
O EIA/RIMA deve ser composto por:
Diagnóstico ambiental: deve mostrar como está a área ambiental, as condições, os recursos ambientais,
contemplando meio físico, biótico e socioeconômico.
AIA: identi�car os impactos relevantes, diretos, indiretos, negativos, positivos, grau de reversibilidade e
outros.
Medidas mitigadoras: maneiras de minimizar os impactos ambientais.
Programa de monitoramento dos impactos: visa permitir o acompanhamento e operação das medidas
mitigadoras e compensatórias, e deve ter um programa de educação ambiental.
O RIMA deverá ser encaminhado para o órgão ambiental competente para que se proceda a análise acerca do
licenciamento (Fiorillo, 2014).
No que diz respeito ao licenciamento ambiental, basicamente é composto por três tipos de licença exigidas
em cada fase do empreendimento, a saber:
Licença prévia (LP): é a licença que será dada na fase inicial, de planejamento do empreendimento, que
atesta a viabilidade ambiental do empreendimento e estabelece requisitos básicos a serem atendidos nas
fases de instalação e operação, observando os planos municipais, estaduais ou federais ambientais e de
uso do solo, neles incluídas as diretrizes do plano diretor. É nesta fase que é feito o EIA/RIMA.
Licença de instalação (LI): atesta a permissão para que seja iniciada a implementação do
empreendimento.
Licençade operação (LO): aprova o início da ocupação do empreendimento, depois de veri�car o
cumprimento das licenças anteriores. 
RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA) DE UM ATERRO DE CONSTRUÇÃO CIVIL
Uma equipe multidisciplinar fez um estudo de impacto ambiental (EIA) e fará o relatório de impacto ambiental
(RIMA) para obtenção da licença prévia (LP) junto ao órgão estadual, para a implementação de um aterro de
reservação de resíduos da construção civil (classe A) em um município de porte médio no estado do Paraná.
Esse projeto deverá comportar cerca de 400 mil m³ de resíduos da construção civil (RCC) classi�cados como
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classe A – inertes, durante toda a sua vida útil.
O empreendimento tem por intuito a prestação especializada de serviços de coleta, transporte, segregação,
destinação �nal de resíduos da construção civil (resíduos classe A – inertes) e reserva para uso futuro.
O aterro de reservação de resíduos da construção civil, como explicado anteriormente, vai receber resíduos
de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação, de obras de infraestrutura e solos
provenientes de terraplanagem.
O terreno onde será implementado o empreendimento tem 200,56 hectares, sendo a região do imóvel
classi�cado como rural, tendo como vizinhos propriedades como fazendas e sítios.
A bacia hidrográ�ca da área é chamada de bacia hidrográ�ca do Rio Aracaju, com uma área total de 30 mil
km². O rio Aracaju conta com 20 contribuintes principais e como característica marcante tem 30 cachoeiras.
Com o objetivo de garantir um monitoramento ambiental mais abrangente, serão realizadas análises de água
semestralmente. A topogra�a do local é caracterizada por ser um local íngreme, constando fragmentos
�orestais, sem impactos sobre a vegetação local.
No aterro haverá uma planta de tratamento de e�uentes (chorume). Esse percolado (chorume) será captado
pelo sistema de drenagem de chorume de cada célula, e em seguida será encaminhado para um tanque de
acumulação, para quatro lagoas de tratamento: primeira lagoa anaeróbia, segunda e terceira lagoas
facultativas, e quarta lagoa de polimento, antes de lançar o e�uente a ser gerado no corpo receptor. Essa
etapa terá um monitoramento, e serão feitas análises da qualidade do e�uente e da água após o lançamento
do e�uente líquido em um corpo hídrico próximo.
O diagnóstico ambiental pode ser observado a seguir:
Meio físico:
Clima: classi�cado como Cfb, quente e temperado. A temperatura média é de 17,6 °C e com
pluviosidade média anual em torno de 1.495 mm.
Precipitação pluviométrica: em média 1.600 a 1.800 mm.
Geomorfologia: segundo planalto paranaense.
Topogra�a: íngreme, acentuada.
Recursos hídricos: será analisada a qualidade da água.
Meio biótico:
Vegetação: Mata Atlântica.
Unidades de conservação: não há.
Fauna: 80 espécies de avifauna, 10 espécies de mamíferos, 4 espécies de anfíbios, 4 espécies de
répteis e 3 espécies de peixes.
Meio socioeconômico:
Município de porte médio.
Importante frisar que, para cada um dos impactos listados, será proposta uma medida mitigadora para
minimizar os impactos, conforme observado no Quadro 1.
Quadro 1 | Impactos ambientais e medidas mitigadoras da atividade
Aspectos
ambiental
Impacto ambiental Meio Medida mitigadora
População Geração de expectativa Socioeconômico
Programa de Educação
Ambiental e Comunicação.
Solo Processos erosivos Físico
Implementação de canaletas de
drenagem super�cial; realizar a
cobertura vegetal; evitar o
deslocamento de solo em épocas
chuvosas.
Solo Compactação do solo Físico
Implementação de canaletas de
drenagem super�cial; realizar a
cobertura vegetal; evitar o
deslocamento de solo em épocas
chuvosas.
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Ar
Alteração na qualidade do
ar (poeira)
Físico
Acompanhar os trabalhos de
instalação do canteiro de obras
adotando medidas preventivas
visando minimizar maiores
danos.
Ar
Alteração na qualidade do
ar (gases)
Físico
Adoção de programa de
gerenciamento de resíduos;
monitoramento dos gases nos
drenos no aterro.
Economia Geração de empregos Socioeconômico
Programa de Educação
Ambiental e Comunicação;
quali�cação da mão de obra.
Água
Alteração na qualidade
das águas super�ciais
Físico
Adoção do programa de
monitoramento e conservação
da qualidade das águas
super�ciais; adequação das
áreas de preservação
permanente no entorno do
reservatório (APP).
Água
Alteração na qualidade
das águas subterrâneas
Físico
Adoção do programa de
monitoramento e conservação
da qualidade das águas
super�ciais; adequação das
áreas de preservação
permanente no entorno do
reservatório (APP).
Flora Proliferação de vetores Biótico
Programa de monitoramento de
fauna; implantar um programa
de educação ambiental; imunizar
periodicamente os funcionários
contra doenças.
Ruído
Aumento no índice de
ruídos
Físico
Monitoramento dos ruídos e
formas para minimizar os
mesmos.
Fauna, acessos Acidentes com a fauna Biótico
Sinalização, orientação dos
colaboradores.
Fonte: elaborado pela autora.
Mesmo com a alteração ambiental à que a área será submetida, por meio dos planos de monitoramento
ambiental haverá uma área que atenderá à legislação ambiental vigente e comprometida com as gerações
futuras.
VÍDEO RESUMO
Olá, estudante, tudo bem? Neste vídeo você verá o que é avaliação de impacto ambiental, estudo de impacto
ambiental e relatório de impacto ambiental. Vamos trabalhar suas diferenças, suas potencialidades e sua
importância em um processo de licenciamento ambiental. Além disso, você vai conhecer o licenciamento
trifásico e as diferenças entre licença prévia, licença de instalação e licença de operação. 
23/11/2024, 11:51 wlldd_241_u2_con_sus
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 Saiba mais
O artigo “O Licenciamento Ambiental no Brasil e os seus Desa�os na Proteção do Meio Ambiente”, escrito
por Costa e Albuquerque (2021) e publicado na revista Saúde e Meio Ambiente, traz que o licenciamento
ambiental é imprescindível para combater ameaças aos danos ambientais, além de explicar todo
processo de licenciamento ambiental.
COSTA, M. S. F.; ALBUQUERQUE, H. N. O Licenciamento Ambiental no Brasil e os seus Desa�os na
Proteção do Meio Ambiente. Revista Saúde e Meio Ambiente – RESMA-UFMS-Três Lagoas, v. 12, n. 02,
p.101-115, janeiro/julho, 2021, Edição Especial I.
INTRODUÇÃO
Olá, estudante! Nesta aula você verá que o conceito de estudo de impacto de vizinhança (EIV) é fundamental
para que possamos ter cidades mais sustentáveis e evitar o crescimento urbano desordenado.
O EIV tem por intuito elencar os impactos ambientais decorrentes de empreendimentos e propor medidas
mitigadoras e compensatórias para estes impactos. Assim, você também verá que o EIV é contemplado pelos
planos diretores, uma lei municipal que vai indicar quais tipos de empreendimentos estarão sujeitos à
elaboração do EIV. 
No �nal desta aula você conhecerá um hipotético diagnóstico ambiental de um EIV para entender a
importância deste estudo ambiental. 
CONCEITOS DE ESTUDO DE IMPACTO DE VIZINHANÇA
O planejamento urbano se trata de uma atividade que visa analisar as cidades, e com isso são veri�cadas
todas as suas potencialidades e pontos a melhorar, com o intuito de torná-las mais adequadas à sociedade.
Essa atividade de planejar sofreu evolução no decorrer do tempo, e com ela, surgiram normas, leis e diretrizes
com a função de garantiro direito à cidade a todos os cidadãos.
Considerando essas ferramentas de planejamento e gestão urbana, o estudo de impacto de vizinhança (EIV) é
um exemplo de instrumento que foi proposto pelo Estatuto das Cidades e normatizado pelos Planos Diretores
municipais. O EIV busca um diagnóstico relacionado à implantação de novos empreendimentos em porções
das cidades (Brasil, 2001).
Aqui no Brasil, a primeira menção do direito à cidade foi instituída na Constituição de 1988, nos artigos 182 e
183 (Brasil, 1988), que regulamentam a política de desenvolvimento urbano e a função social da propriedade,
e determinam a implementação do Estatuto da Cidade.
O Estatuto da Cidade é uma tentativa de democratizar a gestão das cidades brasileiras por meio de alguns
instrumentos. É um documento publicado no ano de 2001, pela Lei nº 10.257 (Brasil, 2001) que estabelece as
normas de ordem pública e interesse social que fazem regulação do uso da propriedade urbana pensando no
bem-estar coletivo, com o intuito de garantir a segurança da população e o equilíbrio ambiental.
O Estatuto da Cidade, no seu artigo 2º, assegura o direito a cidades sustentáveis, nas quais as pessoas têm
direito a infraestrutura, transporte, serviços públicos de qualidade, saneamento básico, lazer e trabalho,
assegurando esse direito para as presentes gerações e gerações vindouras (Brasil, 2001).
O Estatuto da Cidade apresenta, por meio de sua lei, alguns instrumentos que podem ser utilizados nas
cidades a �m de melhorar o seu planejamento e evitar futuros problemas, minimizando impactos de novos
empreendimentos e edi�cações e assegurando que as edi�cações, zonas e áreas sejam pensadas de forma
completa. Dentre essas alternativas, na sua Seção XII há a diretriz de nome “Do estudo de impacto de
vizinhança” (Brasil, 2001). O artigo 36 explica que a lei municipal vai de�nir os empreendimentos que
precisarão elaborar um EIV para que obtenham as licenças para implantação, construção, ampliação ou
funcionamento de suas atividades.
Aula 3
AVALIAÇÃO DE IMPACTOS DE VIZINHAÇA
Olá, estudante! Nesta aula você verá que o conceito de estudo de impacto de vizinhança (EIV) é
fundamental para que possamos ter cidades mais sustentáveis e evitar o crescimento urbano
desordenado.
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https://periodicos.ufms.br/index.php/sameamb/article/view/10171
https://periodicos.ufms.br/index.php/sameamb/article/view/10171
Dessa maneira, o EIV deve ser normatizado e aplicado com base no plano diretor de cada município, que é
elaborado considerando suas especi�cidades. O plano diretor também é um instrumento determinado pelo
Estatuto da Cidade e é considerado a principal política pública de ordenamento do território urbano.
O plano diretor é um instrumento que elabora os objetivos a serem alcançados, o prazo em que estes devem
ser atingidos (muito embora o plano, em geral, não precise �xar prazo em relação a diretrizes básicas), as
atividades a serem implementadas e quem deve executá-las.
PLANEJAMENTO URBANO E CONTEÚDO MÍNIMO DE UM EIV
Sabe-se que o EIV deve ser pensado de maneira conectada, pois um empreendimento que está localizado em
uma cidade que faz parte de uma região metropolitana pode interferir em outra cidade, e assim por diante.
Dessa forma, esse instrumento precisa ter como base os planos diretores e sua interferência em municípios
vizinhos.
De acordo com Schvarsberg et al. (2016), o EIV tem como objetivos principais:
Analisar e informar previamente à gestão municipal no que diz respeito à implementação de
empreendimentos e/ou atividades que são altamente impactantes, estando em harmonia com os
interesses públicos e particulares bem como meio ambiente, com o intuito de evitar crescimento sem
planejamento urbano.
Garantir condições mínimas de qualidade urbana.
Cuidar da ordem urbanística e do crescimento equilibrado dos espaços urbanos.
O EIV deve ser utilizado como uma ferramenta que possa servir de apoio ao licenciamento urbano, com o
intuito de ajudar o poder público a avaliar cada empreendimento e tomar a decisão de licenciar ou de solicitar
medidas compensatórias, levando em consideração o impacto ambiental e as áreas vizinhas.
O EIV será executado a �m de apresentar os aspectos positivos e negativos do empreendimento ou atividade
no que tange à qualidade de vida da população residente na área e suas proximidades. Para tanto, é preciso
incluir a análise dos seguintes pontos: equipamentos urbanos e comunitários, uso e ocupação do solo,
valorização imobiliária, demanda por transportes públicos e paisagismo urbano (Brasil, 2001).
Nesse sentido, o EIV precisa minimamente conter:
Caracterização do empreendimento: é essencial informar do que se trata o empreendimento, qual sua
atividade e sua localização, justi�cando os benefícios da implementação deste empreendimento.
Caracterização da vizinhança: precisam ser informadas as áreas localizadas no entorno do
empreendimento. Além do diagnóstico, precisa conter todas as características, tipologias de edi�cações e
tudo que for relevante.
Caracterização dos impactos: deve ser apresentado o levantamento de todos os impactos ambientais
positivos e negativos.
Caracterização das medidas mitigatórias: precisam ser apresentadas as formas como serão
minimizados ou solucionados os impactos ambientais negativos decorrentes do empreendimento. Além
disso, é preciso propor formas para potencializar os impactos ambientais positivos.
É muito importante que um EIV seja elaborado de forma completa, contemplando todos os itens mínimos e
tudo o que será prejudicado ou bene�ciado com o empreendimento.
De acordo com o Estatuto da Cidade (Brasil, 2001), é a Lei Municipal que deverá de�nir quais são os
empreendimentos e atividades que vão precisar elaborar o EIV para a obtenção da licença ou autorização, seja
para construção, ampliação ou funcionamento.
E quais empreendimentos precisam elaborar um EIV? Aqueles geradores de �uxos signi�cativos de pessoas e
veículos, como hipermercados, indústrias de médio e grande porte, edifícios, estádios, garagens de ônibus,
linhas de torres de transmissão, sistemas de tratamento de esgotos, aterros sanitários e outras atividades. 
DIAGNÓSTICO AMBIENTAL EM UM EIV
O empreendimento para o qual foi elaborado o EIV está localizado no município de Maracajá, SC, e tem área
de 2.060 m de terreno, uma área a ser construída de 1.600 m , um bloco e um total de 182 áreas comerciais,
com 15 pavimentos.
Neste EIV constará um resumo dos resultados do diagnóstico do estudo de impacto de vizinhança que
contemplará os meios físico, biológico e socioeconômico.
No que diz respeito ao meio físico, quanto a características do solo, o imóvel onde será realizado o
empreendimento está situado em um local urbanizado. Para o levantamento foi feita uma vistoria in loco e
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observada a presença de sedimentos com textura que varia entre argilosa a argilo-arenosa.
Por meio de materiais e mapeamento já realizado pela Secretaria de Planejamento do município, o imóvel
está sobre solos da classe Cambissolo, na subclasse �úvico.
O imóvel está localizado em um local resistente à erosão, e na vistoria não foram encontrados focos de
processos erosivos. O imóvel apresenta um relevo plano, sem taludes e cortes.
Quanto ao índice pluviométrico, o volume anual de chuvas está situado entre 1700 e 2500 mm.
Quanto à qualidade do ar da região, sabe-se que as maiores concentrações de poluentes estão localizadas no
centro da cidade. Além disso, foram monitorados os níveis de ruído da região, que são maiores quandohá
�uxo de veículos.
No que tange aos recursos hídricos, o empreendimento será instalado na bacia hidrográ�ca do Rio Neves, que
é uma bacia inserida na área urbana.
Em vistoria técnica in loco e por meio de dados cartográ�cos, foi veri�cado que o imóvel não é atingido por
corpos hídricos ou valas de drenagem. No seu entorno também não foi observado qualquer tipo de curso
d’água.
No que diz respeito ao meio biológico, como o imóvel está situado em local comercial, veri�cou-se que não há
vegetais no interior, e a vegetação do entorno é composta por espécies utilizadas na arborização urbana.
Quanto aos mamíferos, provavelmente nas áreas do entorno ocorra morcegos pelo fato de serem espécies
pouco exigentes em suas ocupações de nicho, e adaptadas aos ambientes antropizados.
Com relação ao meio socioeconômico, a população do bairro apresenta uma população com 6 mil habitantes,
que corresponde a um total de 4% do município. O empreendimento vai atender uma população de
aproximadamente 1.400 pessoas diariamente, entre funcionários e visitantes. Devemos considerar que essa
população não vai habitar o condomínio, pois não se trata de um empreendimento residencial.
Dessa maneira, como o imóvel vai ocupar uma área totalmente urbanizada, deverão ser tomadas medidas
para minimizar os possíveis impactos ambientais. 
VÍDEO RESUMO
Olá, estudante, tudo bem? Neste vídeo abordaremos o estudo de impacto de vizinhança (EIV). Vamos falar do
processo de planejamento urbano e do plano diretor, bem como das diretrizes para elaboração do EIV. Além
do conteúdo mínimo que trata do tema e seus objetivos, você vai conhecer a importância do EIV no
planejamento urbano.
 Saiba mais
O artigo “O Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) nas regiões Sul e Sudeste do Brasil: avanços e desa�os
à gestão ambiental urbana”, escrito por Peres e Cassiano em 2019 e publicado na Revista Brasileira de
Gestão Urbana, apresenta os desa�os do EIV, bem como seu processo de elaboração. PERES, R. B.;
CASSIANO, M. A. O Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) nas regiões Sul e Sudeste do Brasil: avanços e
desa�os à gestão ambiental urbana. Artigo Cientí�co • Urbe, Rev. Bras. Gest. Urbana, v. 11, 2019.
INTRODUÇÃO
Olá, estudante, tudo bem? Nesta aula vamos falar da avaliação de impactos ambientais em obras de
infraestrutura. As obras de infraestrutura são aquelas que contemplam vários projetos e construções, como
pontes, estradas e viadutos.
Essas obras são muito importantes, pois são ofertadas à população visando garantir outros serviços, como
Aula 4
AVALIAÇÃO DE IMPACTOS EM OBRAS DE
INFRAESTRUTURA
Olá, estudante, tudo bem? Nesta aula vamos falar da avaliação de impactos ambientais em obras de
infraestrutura.
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https://www.scielo.br/j/urbe/a/fbYDGk4rYYnvJYMHfbMJ88m/?lang=pt
https://www.scielo.br/j/urbe/a/fbYDGk4rYYnvJYMHfbMJ88m/?lang=pt
saneamento básico, abastecimento de água e de energia.
Você verá que essas obras devem passar pelo processo de licenciamento ambiental, que é composto pela
licença prévia, licença de instalação e licença de operação, obtidos em fases distintas do empreendimento,
desde a sua concepção até o início da sua atividade. 
AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS
Quando tratamos de impactos ambientais de grandes empreendimentos, como é o caso de infraestrutura,
primeiramente é preciso que se tenha uma de�nição clara do processo de avaliação de impactos ambientais
(AIA) e da etapa de avaliação dos impactos que decorrem de determinada ação ou empreendimento e que
têm presença obrigatória nos estudos de impactos ambientais (EIA/ RIMA) e similares, como relatórios
ambientais preliminares (RAP), relatórios ambientais simpli�cados (RES) e outros.
O processo de avaliação de impactos ambientais no Brasil é um instrumento legal, fundamentado na
Constituição Brasileira e preconizado na Política Nacional do Meio Ambiente instituída pela Lei Federal nº
6.938, de 31 de agosto de 1981 (Brasil, 1981).
Estas diretrizes trazem relações de interdependência entre a legislação ambiental vigente e o processo de
licenciamento ambiental por parte dos empreendedores. O impacto ambiental ocorre quando uma ação ou
atividade produz uma alteração no meio ou em algum de seus componentes (Brasil, 1981).
Os estudos de impactos ambientais têm por intuito avaliar e quanti�car estas alterações, que podem ser
positivas ou negativas, se podem ter grandes ou pequenos impactos. Para estudar esses impactos ambientais
precisamos considerar aspectos físicos, socioeconômicos e biológicos. Além disso, os estudos de impactos
ambientais precisam analisar as consequências de uma ação, com o objetivo de garantir a qualidade do meio
ambiente em que será inserido o empreendimento após a execução desta ação ou projeto.
Essas avaliações precisam ser feitas antes do início de um projeto, o que pode contribuir para um melhor
planejamento, além de trazer propostas que visem à minimização dos impactos ambientais.
Para efetivamente esses estudos prévios serem validados, é preciso levar em consideração a individualização
da área, que serve como parâmetro para a análise ambiental do local. Os fatores ambientais, tanto do ponto
de vista geobiofísico como do socioeconômico, devem ser considerados como agentes e receptores potenciais
do impacto ambiental, ou seja, são os principais fatores ambientais que devem integrar a análise ambiental de
uma determinada área.
Obrigatoriamente, devem ser considerados, na avaliação de um possível impacto ambiental, os seguintes
agentes modi�cadores do meio: poluição atmosférica e da água, uso e degradação dos solos, substâncias
radioativas, ruído, alterações na biocenose (fauna e �ora), uso do território e dos recursos naturais, mudanças
no uso do território, expropriação do terreno e especulações imobiliárias, doenças, variação da população,
taxa de emprego, incrementos econômicos (comércio, serviços etc.), locais histórico-culturais que possam ser
afetados, moradia, infraestrutura viária e sanitária, serviços comunitários e equipamentos urbanos.
Quando tratamos de grandes empreendimentos ou de obras de infraestrutura, como aeroportos, portos,
rodovias e ferrovias – atividades tratadas no anexo I da Resolução Conama n. 237/97 (Conama, 1997) – são
necessários estudos ambientais para o licenciamento ambiental, por serem sujeitas a esse processo.
ESTUDOS DE IMPACTOS AMBIENTAIS E LICENCIAMENTO
Embasada juridicamente na Política Nacional do Meio Ambiente, a Resolução n. 1/86 do Conama traz a
necessidade e a obrigatoriedade da apresentação de estudo de impactos ambientais para empreendimentos
de natureza privada ou pública, considerados potencialmente impactantes.
A própria Resolução n. 1/86 condiciona que dependem do EIA/RIMA e da sua aprovação pelo órgão estadual
ou pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), o licenciamento de atividades modi�cadoras do meio
ambiente, as seguintes ações e empreendimentos: estradas de rodagem com duas ou mais faixas de
rolamento; ferrovias, portos e terminais de minério, petróleo e produtos químicos; aeroportos; oleodutos;
gasodutos; minerodutos e outros.
O estudo de impacto ambiental deve atender à legislação, em especial os objetivos expressos na Lei da
Política Nacional do Meio Ambiente. Para tanto, é preciso: contemplar as alternativas do projeto, com a
hipótese ou não de sua execução; identi�car e avaliar os impactos ambientais gerados na fase de implantação
e operação da atividade; delimitar os limites da área geográ�ca a ser direta ou indiretamente afetada pelos
impactos, denominada área de in�uência do projeto; trazer os planos e programas governamentais,
propostos e em implantação na área de in�uência do projeto e sua compatibilidade. O processo de avaliação
de impactos ambientais (AIA), no Brasil,está vinculado, pela legislação, ao processo de licenciamento
ambiental pelas empresas e pelo setor público quando da instalação de ações, programas e projetos.
O licenciamento ambiental apresenta várias particularidades, de complexidade e níveis de exigências que
estão relacionadas com as diferentes naturezas dos empreendimentos ou projetos apresentados aos órgãos
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ambientais. Assim, basicamente, os empreendimentos necessitam de três licenças fundamentais para seu
pleno funcionamento e cumprimento das etapas de sua existência: licença prévia, licença de instalação e
licença de operação. As licenças são:
Licença prévia: precisa ser requerida pelo empreendedor no início do planejamento da obra, que
precisa conter os requisitos básicos a serem atendidos nas fases de localização, instalação e operação,
observados os planos municipais, estaduais e federais de uso do solo. A emissão da LP ocorre somente
após a aprovação do EIA/RIMA.
Licença de instalação: precisa atender aos requisitos da LP. Solicitada depois de concluído o projeto
executivo do empreendimento e antes do início das obras.
Licença de operação: �ca autorizado o início da atividade em si.
Os órgãos executores envolvidos no licenciamento ambiental e integrantes do Sistema Nacional de Meio
Ambiente (Sisnama) são:
A nível federal: o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o
Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio).
A nível estadual: os órgãos seccionais, que vão controlar e �scalizar atividades que podem vir a causar
poluição ambiental.
A nível municipal: órgãos ambientais locais, como secretarias.
Dessa maneira, as obras de infraestrutura precisam se submeter ao processo de licenciamento ambiental
trifásico, e a sua natureza determinará a complexidade dos estudos ambientais a serem realizados.
IMPACTOS AMBIENTAIS EM OBRAS DE INFRAESTRUTURA
As obras de infraestrutura contemplam projetos e construções de obras que são essenciais para garantir a
oferta de serviços à comunidade, como transporte, mobilidade, abastecimento de água, energia, comunicação
e outros – por isso são fundamentais para o crescimento do país.
No que diz respeito à Avaliação de Impactos Ambiental (AIA), essas obras precisam ter o processo de
licenciamento ambiental, que é uma autorização do órgão ambiental desde seu planejamento e execução.
Uma obra de infraestrutura provoca vários impactos ambientais, a saber:
Geração de resíduos: são gerados resíduos em várias etapas de construção de obras de infraestrutura
que podem ser resíduos perigosos e não perigosos. É necessário o gerenciamento de resíduos na própria
obra para evitar impactos ambientais.
Ruídos: impactos sonoros são produzidos na etapa de construção, e precisam ser minimizados, por isso
é importante o conhecimento do Plano Diretor da cidade para entender as limitações de cada tipo de
obra e seus impactos locais.
Aumento no consumo de energia: para iniciar uma obra é necessário gasto energético, pois são várias
máquinas ligadas ao mesmo tempo.
Uso e desperdício de água: a água é usada na construção de empreendimentos, e por mais que se
tenha planejamento para reutilizar água de chuva, muitas vezes isso não acontece. Até que a obra seja
entregue, há um grande consumo de água para vários serviços, por exemplo, para higienização do local
da obra. A água contaminada também pode poluir os corpos hídricos locais e o lençol freático.
Desmatamento: em muitos casos é necessária remoção da cobertura vegetal para determinada obra.
Para supressão vegetal, o próprio processo de licenciamento ambiental exige a autorização ambiental
para esta �nalidade e os meios para sua compensação.
Existem também os impactos que são considerados positivos, como a geração de emprego e a
disponibilização de infraestruturas e serviços para a população.
O processo de licenciamento ambiental de obras de grande porte será trifásico, ou seja, as licenças ocorrerão
na fase de planejamento do empreendimento (licença prévia), na fase de início das obras (licença de
instalação) e na fase de início da atividade em si (licença de operação). Esse processo requer vários estudos
ambientais, dentre eles o EIA/RIMA, que precisa ser elaborado por uma equipe multidisciplinar.
O processo de licenciamento, de acordo com o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), é de
competência das esferas federal, estadual e municipal. O licenciamento acontece na esfera federal, quando,
por exemplo, será construída uma ferrovia que estará localizada entre dois estados. A esfera estadual deve
ser consultada para obras que acontecem dentro do próprio estado, e a esfera municipal, quando está dentro
do limite do município. Por isso, é importante que o empreendedor faça essa consulta preliminar junto aos
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órgãos ambientais.
Como ilustrar, como exemplo, em uma estrada em rodovia federal no processo de licenciamento, a licença
ambiental será no IBAMA, e será trifásica, primeiro será solicitada Licença Prévia (LP), que vai autorizar a
viabilidade ambiental da estrada, depois será solicitada a Licença de Instalação (LI) que vai autorizar o início
das obras, e então a Licença de Operação (LO) que vai autorizar o início do uso da estrada.
VÍDEO RESUMO
Olá, estudante, tudo bem? Neste vídeo você verá que a avaliação de impacto ambiental para obras de
infraestrutura é de suma importância no processo de licenciamento ambiental, que será trifásico, com licença
prévia, licença de instalação e licença de operação. Esses estudos ambientais visam elencar os impactos
ambientais, bem como propor medidas mitigadoras para minimizá-los. 
 Saiba mais
O artigo “Avaliação de Impactos Ambientais em Projetos de Engenharia para Obras Sustentáveis”, escrito
por Silveira e Souza, em 2021 e publicado no XII Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental, trata-se de
uma pesquisa que visa analisar impactos ambientais e propor medidas mitigadoras.
SILVEIRA, N. de F. N.; SOUZA, B. D. A. Avaliação de Impactos Ambientais em Projetos de Engenharia para
Obras Sustentáveis. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL, 12., 2021, Salvador/BA. Anais
[…]. Salvador, 8 a 11 nov. 2021.
IMPACTOS AMBIENTAIS
Você já parou para pensar que quando se faz o planejamento de viabilidade na implementação de
empreendimentos ou atividades, temos que levar em consideração a questão ambiental?
Pois é, sempre que se pensa em uma nova atividade, é preciso contemplar, no seu planejamento, uma análise
ambiental. Para isso, é necessário entender se a atividade é altamente impactante, ou seja, se a atividade em
si vai causar impactos ambientais signi�cativos.
O setor de construção civil é uma área que gera muitos impactos ambientais, portanto, para alguns tipos de
empreendimentos, é preciso que seja realizada a avaliação de impactos ambientais (AIA).
A AIA é um instrumento de gestão ambiental que está na Política Nacional de Meio Ambiental instituída no
país pela Lei n. 6.938/81, que tem como principal objetivo prevenir os impactos ambientais negativos
decorrentes de atividades, além de potencializar os impactos ambientais positivos (Brasil, 1981).
Por meio deste conceito foi possível compreender a importância de se controlar os riscos oriundos de
atividades ou processos, e para tanto foram criados outros instrumentos ambientais para suporte, como
podemos observar no art. 9º da Lei n. 6.938/81 (Brasil, 1981), a saber:
Padrões de qualidade ambiental.
Zoneamento ambiental.
Avaliação de impactos ambientais.
Licenciamento ambiental.
Incentivosa equipamentos e tecnologias voltadas à qualidade ambiental.
A AIA é um conjunto de procedimentos legais, institucionais e cientí�cos que visa caracterizar e identi�car
previamente os impactos ambientais. E qual a diferença entre AIA e os estudos de impactos ambientais (EIA)?
A AIA é um instrumento político (Lei n. 6.938/81) e o EIA contempla as diretrizes e os estudos ambientais para
Aula 5
REVISÃO DA UNIDADE
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https://www.ibeas.org.br/congresso/Trabalhos2021/V-014.pdf
https://www.ibeas.org.br/congresso/Trabalhos2021/V-014.pdf
https://www.ibeas.org.br/congresso/Trabalhos2021/V-014.pdf
https://www.ibeas.org.br/congresso/Trabalhos2021/V-014.pdf
que sejam analisados os impactos físicos, biológicos e socioeconômicos oriundos de atividades ou
empreendimentos.
Sabe-se que o EIA é uma das principais ferramentas para avaliação das atividades impactantes, e esse estudo
deve ser desenvolvido por uma equipe multidisciplinar. Um EIA deve contemplar todas as alternativas
tecnológicas de localização do projeto, com a hipótese de não executar o projeto; identi�car e analisar os
impactos ambientais nas fases de planejamento, implementação e operação do projeto; de�nir limites
geográ�cos das áreas direta ou indiretamente afetadas pelo projeto; apresentar os programas para minimizar
os impactos ambientais e planos de monitoramento.
Quando estamos pensando em um empreendimento de uma construção sustentável precisamos descrever
sua �nalidade, pensar nas propostas, nas etapas, projetos e programas, visando à minimização dos impactos
ambientais.
Essas atividades geralmente precisam de um processo chamado de licenciamento ambiental, que se trata de
um processo administrativo pelo qual o órgão ambiental dá a licença de localização, instalação e operação de
empreendimentos que podem ser potencialmente poluidoras.
Essa licença pode ser trifásica, ou seja, ter três fases distintas, a saber:
Licença prévia (LP): licença que é obtida na fase de planejamento de um empreendimento, na qual se
analisa a viabilidade ambiental para obtenção ou não da licença.
Licença de instalação (LI): licença obtida para autorização do empreendimento, que autoriza o início das
obras.
Licença de operação (LO): licença que é obtida para autorizar o início das atividades; deve-se cumprir as
condicionantes das licenças anteriores.
Algumas atividades estão sujeitas a esse processo de licenciamento, conforme o anexo I da Resolução
Conama n. 237/97 (Conama, 1997).
REVISÃO DA UNIDADE
Olá, estudante, tudo bem? Neste vídeo, vamos abordar questões voltadas à sustentabilidade ambiental e
avaliação de impactos ambientais. Você verá a diferença entre AIA e EIA, e vai conhecer os principais estudos
voltados à garantia da qualidade ambiental. Vamos �nalizar nosso estudo abordando o licenciamento
ambiental e suas fases distintas: licença prévia, licença de instalação e licença de operação. 
ESTUDO DE CASO
Imagine que você tem uma consultoria associada que é especializada em construções sustentáveis. Sua
equipe é multidisciplinar, composta por geógrafos, geólogos, engenheiros civis, administradores, economistas,
engenheiros ambientais, arquitetos e urbanistas, engenheiros elétricos, biólogos, cartógrafos, engenheiros de
segurança do trabalho, e outros pro�ssionais que trabalham como terceirizados.
Sua empresa tem contratos de trabalho em várias áreas de atuação e está cada vez mais preparada para
realizar estudos ambientais, visto a quantidade de pro�ssionais que estão se associando à sua marca.
Diante desse contexto, imagine que sua empresa foi contratada para fazer os estudos ambientais de uma
obra rodoviária, e sua equipe vai atuar para obtenção da licença prévia deste empreendimento, ou seja, vocês
foram contratados na fase de planejamento do empreendimento.
Para elaboração da proposta e para dar continuidade no projeto, sua equipe fez uma vistoria in loco e listou
alguns estudos que serão necessários:
Geologia e relevo.
Relevo e topogra�a.
Caracterização do solo.
Pluviosidade.
Cobertura vegetal.
Estabilidade de maciços.
Grau de alteração das rochas.
A�oramentos.
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É importante salientar que essa estrada vai cortar dois estados brasileiros, então o licenciamento ambiental
deverá considerar esse fator. A equipe também já identi�cou que o licenciamento será trifásico.
Na proposta do estudo ambiental principal, sua equipe �cará responsável pela elaboração do estudo de
impacto ambiental (EIA) e do relatório de impacto ambiental (RIMA).
Sabe-se que estes estudos de impactos ambientais (EIA) precisam contemplar:
Diagnóstico ambiental: da área de in�uência, contemplando meio físico, biológico e socioeconômico,
além de listar impactos negativos e positivos do empreendimento.
Análise de impactos ambientais: identi�car impactos, de�nir magnitude, importância.
Medidas mitigadoras: formas para minimizar os impactos negativos decorrentes da atividade.
Programas e planos: elaboração de programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos
positivos e negativos.
A partir da elaboração do EIA sua equipe deverá elaborar o RIMA. Para tanto, vocês precisarão mapear os
possíveis impactos ambientais se o empreendimento não for executado com cautela. 
Assim, os impactos ambientais deverão ser elencados em todas as fases de implementação e de operação, e
deverão ser propostas formas para minimizar ou controlar esses impactos. 
 Re�ita
Ao analisar o caso de um estudo multidisciplinar de uma obra rodoviária, para o qual a sua consultoria
tem um contrato, sua equipe precisará atuar para que o empreendimento obtenha a licença prévia, para
que depois as obras sejam iniciadas. Assim, você precisa re�etir a respeito dos impactos ambientais
decorrentes de uma rodovia nas fases do licenciamento ambiental. Assim, pense nas seguintes questões:
Como a atividade se dá em dois estados da federação brasileira, o licenciamento ambiental será por
qual órgão?
Quais os tipos e fases de licenciamento ambiental a atividade “obra de uma estrada” precisará
contemplar?
Quais impactos ambientais poderão ocorrer se a obra não for executada de maneira adequada?
Quando analisamos impactos ambientais temos que pensar que muitos são positivos e negativos.
Quais impactos positivos trará essa atividade?
Após a elaboração do estudo de impacto ambiental (EIA) que é uma atividade mais técnica, sua equipe
precisará elaborar o relatório de impacto ambiental (RIMA). Cite o que minimamente esse relatório
precisará contemplar.
RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO
Ao analisar o estudo de caso para a implantação de uma estrada, na qual a sua equipe multidisciplinar vai
trabalhar, primeiramente precisamos entender que uma estrada é uma atividade altamente impactante que
precisará do licenciamento ambiental, pois esse tipo de empreendimento consta no Anexo I da Resolução
Conama n. 237/97 (Conama, 1997).
Como sua equipe é composta por geógrafos, geólogos, engenheiros civis, administradores, economistas,
engenheiros ambientais, arquitetos e urbanistas, engenheiros elétricos, biólogos, cartógrafos, engenheiros de
segurança do trabalho e outros pro�ssionais que trabalham como terceirizados, essa equipe tem condições
de assumir o projeto.
Uma vez que a atividade se dá em dois estados da federação brasileira, o licenciamento ambiental será
analisado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que atua no
licenciamento de obras de infraestrutura cujos impactos ambientais afetam mais de um estado.
A atividade, por ser considerada altamenteimpactante, vai passar pelo licenciamento prévio, que contempla a
fase de planejamento, na qual a empresa foi contratada e está atuando. Em seguida, será necessária a
obtenção da licença de instalação, que vai autorizar o início das obras, e depois a licença de operação, que vai
autorizar a rodovia a iniciar suas atividades.
No que diz respeito aos impactos ambientais que poderão ocorrer se a obra não for executada de maneira
adequada, temos algumas possíveis situações:
Surgimento de ravinas profundas nas estradas.
Erosão nas estradas.
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Problemas com o solo nas propriedades adjacentes.
Inundações nas estradas.
Falta de drenagem.
Falta de in�ltração de águas pluviais.
Ao analisar os impactos ambientais decorrentes das atividades, também é possível veri�car  impactos
positivos como: facilitação da logística de distribuição de produtos de um estado para o outro, melhoramento
do deslocamento de um estado para o outro, infraestrutura que vai permitir que alguns serviços essenciais
cheguem com mais agilidade para atender a população da região.
Quando se elabora um estudo de impacto ambiental (EIA), que se trata de um documento que apresenta
termos técnicos e cujo conteúdo deve ser apresentado à população em audiências públicas, a equipe também
vai precisar elaborar um relatório de impacto ambiental (RIMA), que deverá minimamente contemplar:
Objetivos e justi�cativas do projeto.
Descrição de alternativas tecnológicas para todas as fases.
Síntese de resultados dos diagnósticos ambientais (contemplando meios físico, biológico e
socioeconômico).
Caracterização da qualidade ambiental futura da área de in�uência.
Medidas mitigadoras.
Programas e planos de acompanhamento dos impactos.
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RESUMO VISUAL
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Imagem de capa: Storyset e ShutterStock.
Aula 4
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Aula 5
Ambiente, seus �ns e mecanismos

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