Logo Passei Direto
Buscar

construção sustentaveis 1

Material didático sobre sustentabilidade na construção civil: apresenta conceitos do desenvolvimento sustentável e do tripé (econômico, social e ambiental), histórico do conceito, impactos ambientais do setor, ciclo de vida (terreno, projeto, fabricação, obra, uso e resíduos) e índice de aulas.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Imprimir
INTRODUÇÃO
A construção civil é um dos setores mais importantes para o país e de grande relevância na economia
mundial; contribui para o desenvolvimento da sociedade e precisa estar em harmonia com a preservação do
meio ambiente.
O conteúdo desta aula percorre os principais conceitos relacionados ao tema e ressalta a importância em
despertar a consciência de que o desenvolvimento sustentável é o caminho mais acertado em sua trajetória
acadêmica e pro�ssional. A sustentabilidade pode ser inserida em todas as etapas da construção, desde a
análise do terreno até a operação dos empreendimentos.
Aproveite a oportunidade de navegar nesse mar de boas práticas, re�ita e se imagine aplicando esses
conceitos no seu dia a dia como um futuro pro�ssional do setor. Discutir e promover alternativas que
equilibrem as dimensões da sustentabilidade pode ser grati�cante, além de um diferencial no mercado de
trabalho.
Aula 1
SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL
A construção civil é um dos setores mais importantes para o país e de grande relevância na economia
mundial; contribui para o desenvolvimento da sociedade e precisa estar em harmonia com a
preservação do meio ambiente.
CONSTRUÇÃO CIVIL E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 
 Aula 1 - Sustentabilidade na construção civil
 Aula 2 - Impactos ambientais associados à produção do ambiente construído
 Aula 3 - Construções sustentáveis
 Aula 4 - Consumo energético e certi�cação ambiental
 Aula 5 - Revisão da unidade
 Referências
23/11/2024, 11:50 wlldd_241_u1_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144247&atividadeD… 1/26
O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NO SEGMENTO DA CONSTRUÇÃO CIVIL
Em qualquer segmento, para que a sustentabilidade exista de fato, é essencial o equilíbrio entre as três
dimensões que fazem parte do chamado tripé da sustentabilidade. Como você pode observar na Figura 1,
todas as dimensões são igualmente importantes: dimensão econômica, dimensão social e dimensão
ambiental. Para o bem do planeta não se pode visar apenas os resultados econômicos, mas também o
impacto que cada ação causa no meio ambiente e na comunidade envolvida (Cortese; Kniess; Maccari, 2017).
Figura 1 | Dimensões da Sustentabilidade
Fonte: elaborada pela autora.
Para Heywood (2017), não existe uma de�nição única para sustentabilidade, mas esse conceito remete a uma
ação de manter vivo, existindo. Quando falamos em ambiente construído o signi�cado se amplia para uma
proporção planetária – agir localmente pensando globalmente, ação que deve ser incorporada a todo o
processo, desde a concepção do projeto.
Você já ouviu falar de desenvolvimento sustentável? É um conceito de grande relevância neste contexto, e
recebeu a seguinte de�nição: “O desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do
presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem a suas próprias necessidades.”
(Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, 1991, p. 46).
Conceituado pela primeira vez em 1980 pela World Conservation Union (União Mundial de Conservação),
organização internacional dedicada à conservação dos recursos naturais, fundada em 1948, com sede na
cidade de Gland, Suíça, o termo foi melhorado no “Relatório Nosso Futuro Comum”, também conhecido como
“Relatório Brundtland”, na World Commission on Environment and Development (Comissão Mundial sobre
Meio Ambiente e Desenvolvimento) em 1987, e legitimado na Eco 92, no Rio de Janeiro.
O setor da construção civil gera impactos signi�cativos no meio ambiente e utiliza diversos recursos naturais.
As atividades antrópicas, ações exercidas pelo ser humano, provocam alterações no meio ambiente e geram
impactos muitas vezes irreversíveis.
A importância de estudarmos e aplicarmos a sustentabilidade no segmento da construção civil procura
garantir que todo o processo minimize os impactos ambientais, potencialize a viabilidade econômica e
proporcione qualidade de vida para as gerações atuais e futuras. Esse processo tem várias etapas: análise do
terreno, concepção do projeto, fabricação dos materiais, execução da obra, uso e operação do espaço, além
da destinação dos resíduos pós-demolição (Cortese; Kniess; Maccari, 2017).
O ciclo de vida do ambiente construído tem três principais fases da cadeia produtiva que se baseiam em
antes, durante e após o término da construção. Em cada fase surgem novas cadeias produtivas com diversos
estágios na fabricação, transformação e montagem de matérias-primas em bens e serviços. Além disso, são
gerados impactos ambientais e utilizados recursos físicos, �nanceiros e humanos, por isso a necessidade de
seguir pelo caminho do desenvolvimento sustentável em todo o ciclo.
Muitos desses impactos poderiam ser minimizados se a cadeia produtiva desse segmento passasse por uma
transição do modelo predominantemente linear para o modelo circular, deixando de se basear na ideia de
extrair, produzir, consumir, e descartar para a ideia de inovar, renovar, reutilizar, e reciclar, que são os
princípios da economia circular (Marafão; Coradi, 2021).
Na intenção de minimizar os impactos ambientais, empresas e organizações podem desenvolver um
planejamento socioambiental, promovendo ações baseadas nos princípios de sustentabilidade. No ambiente
urbano a responsabilidade socioambiental, por meio de políticas e ações de preservação do meio ambiente,
auxilia o desenvolvimento sustentável em todos os níveis (Farias; Marinho, 2020).
23/11/2024, 11:50 wlldd_241_u1_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144247&atividadeD… 2/26
CONSTRUINDO A SUSTENTABILIDADE
Para facilitar a compreensão dos conceitos apresentados anteriormente e organizar as informações, observe
o mapa mental na Figura 2. Ao centro você encontra uma imagem que representa o desenvolvimento
sustentável, salientando a atenção em respeitar os recursos globais, trabalhar em harmonia com a natureza e
cuidar do bem-estar humano atual e futuro. Para atingir esse objetivo, podemos nos apropriar das práticas
relacionadas aos outros conceitos ligados a ele.
Figura 2 | Mapa mental do desenvolvimento sustentável
Fonte: elaborada pela autora.
As dimensões da sustentabilidade estão presentes em todo o processo do desenvolvimento sustentável e
diretamente ligadas tanto aos impactos que as ações humanas causam no meio ambiente como às soluções
que precisam ser tomadas para minimizar, mitigar e, sempre que possível, evitar os danos.
No segmento da construção civil podemos listar resumidamente o que acontece em cada fase da cadeia
produtiva.
Antes de iniciar uma obra:
1. Análise e preparação do terreno.
2. Concepção do projeto.
3. Consumo de recursos naturais para a produção de insumos.
4. Produção de materiais e equipamentos, entre outros, pela indústria.
Durante a execução da obra:
1. Serviços técnicos especializados, tecnologia e inovação.
2. Uso de ferramentas e equipamentos.
3. Contratação de pro�ssionais.
4. Transporte de materiais, equipamentos e pessoas.
Após o término da obra:
1. Operação das edi�cações.
2. Manutenção das edi�cações, móveis e equipamentos.
3. Demolição das edi�cações.
Com base nos itens descritos em cada fase você consegue analisar quais são os impactos e as possíveis
soluções baseadas nas três dimensões: econômica, social e ambiental.
Alguns dos impactos causados pelas atividades da cadeia produtiva da construção civil são: desrespeito a
áreas de preservação e legislações, emissões de gases de efeito estufa, produção de resíduos, atividades que
afetam a vida selvagem, consumo de recursos naturais não renováveis, resíduos tóxicos que impactam o meio
ambiente e saúde pública, erosão do solo e desmatamento.
Alguns dos efeitos gerados a nível local e global são: mudançasmantendo as características do projeto original e podendo transformar o uso. Nesse caso,
a reforma proporcionaria a mudança de uso, transformando uma antiga fábrica em uma empresa de
TIC. 
Que tipo de certi�cação você acha interessante para esse caso? Podem ser certi�cações nacionais ou
internacionais, praticadas no país, para a construção como um todo ou para pontos especí�cos como o
desempenho energético. Faça uma avaliação com base nos requisitos descritos e nas opções de certi�cações
estudadas.
23/11/2024, 11:50 wlldd_241_u1_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144247&atividade… 22/26
RESUMO VISUAL
23/11/2024, 11:50 wlldd_241_u1_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144247&atividade… 23/26
Aula 1
COMISSÃO MUNDIAL SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO. Nosso Futuro Comum. 2 ed. Rio de
Janeiro: Editora da Fundação Getúlio Vargas, 1991.
CORTESE, T. T. P.; KNIESS, C. T.; MACCARI, E. A. (org.). Cidades Inteligentes e Sustentáveis. Barueri, SP:
Manole, 2017.
FARIAS, L. M. de; MARINHO, J. L. A. Construções sustentáveis: Perspectivas sobre práticas utilizadas na
construção civil/Sustainable buildings: Perspectives on practices used in civil construction. Brazilian Journal
of Development, v. 6, n. 3, p. 16023-16033, 2020.
HEYWOOD, H. 101 Regras Básicas para Edifícios e Cidades Sustentáveis. São Paulo: Gustavo Gili, 2017.
LI, T.-T. et al. ESG: Research progress and future prospects. Sustainability, v. 13, n. 21, p. 11663, 2021.
MANHÃES, G. S.; ARAÚJO, R. de S. Sustentabilidade nas construções. Humanas Sociais & Aplicadas, v. 4, n. 11,
2014.
MARAFÃO, I.; CORADI, C. A economia circular na indústria da construção civil. Anais do Seminário
Internacional de Arquitetura e Urbanismo-SIAU, v. 1, p. e28079-e28079, 2021.
SCHMITZ, A.; LIBRAGA, J.; SATTLER, M. A. Avaliação de impactos ambientais de uma edi�cação. MIX
Sustentável, v. 5, n. 2, p. 31-42, 2019. 
Aula 2
ambiental – Avaliação do ciclo de vida – Princípios e estrutura. Rio de Janeiro: ABNT, 2009.
AZEVEDO, L. D. de; GERALDI, M. S.; GHISI, E. Avaliação do ciclo de vida de diferentes envoltórias para
habitações de interesse social em Florianópolis. Ambiente Construído, v. 20, p. 123-141, 2020.
CALDAS, L. R.; SALGADO, M. Gestão da Qualidade aplicada ao Processo de Projeto de Avaliação do Ciclo De
Vida (ACV) para Edi�cações. In: CONGRESSO BRASILEIRO SOBRE GESTÃO DO CICLO DE VIDA SBQP, 6., 2017,
João Pessoa. Anais […]. João Pessoa, 2017.
CARVALHO, T. do N. Diretrizes da avaliação do ciclo de vida aplicadas à tomada de decisões em projeto.
2018. 229 f. Dissertação (Mestrado em Ciências em Arquitetura) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo,
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2018.
CORTESE, T. T. P.; KNIESS, C. T.; MACCARI, E. A. (org.). Cidades Inteligentes e Sustentáveis. Barueri, SP:
Manole, 2017.
FARR, D. Urbanismo sustentável: desenho urbano com a natureza. Porto Alegre: Bookman, 2013.
LIBRELOTTO, D. R.; JALALI, S. Aplicação de uma ferramenta de análise do ciclo de vida em edi�cações
residenciais: estudos de caso. Engenharia Civil, n. 30, 2008. [Google Acadêmico]
PINHEIRO, A. L. da F. B.; PINHEIRO, A. C. da F. B.; CRIVELARO, M. Tecnologias Sustentáveis: Impactos
Ambientais Urbanos, Medidas de Prevenção e Controle. São Paulo: Saraiva, 2014.
RATTNER, H. Uma ponte para a sociedade sustentável. São Paulo: SENAC São Paulo, 2012.
SALGADO, M. S.; SILVOSO, M. M.; GRABOIS, T. M. Arquitetura, materialidade e tecnologias digitais:
aplicações na produção e conservação do ambiente construído. Rio de Janeiro: PROARQ-FAU/UFRJ, Paisagens
Híbridas, 2020. 280 p. Disponível em: https://www.researchgate.net/pro�le/Monica-Salgado-
2/publication/366440592_Arquitetura_materialidade_e_tecnologias_digitais_aplicacoes_na_producao_e_conser
vacao_do_ambiente_construido/links/63a228�51f6c723c6b4ab9f/Arquitetura-materialidade-e-tecnologias-
digitais-aplicacoes-na-producao-e-conservacao-do-ambiente-construido.pdf#page=280. Acesso em: 22 ago.
2023.
VARELA, M. M. et al. Avaliação do ciclo de vida de edi�cações e sua integração em BIM: compilação de estudos
de caso. In: Anais do VII Congresso Brasileiro sobre Gestão do Ciclo de Vida: volume 1, 2020. 
REFERÊNCIAS
23/11/2024, 11:50 wlldd_241_u1_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144247&atividade… 24/26
https://www.researchgate.net/profile/Monica-Salgado-2/publication/366440592_Arquitetura_materialidade_e_tecnologias_digitais_aplicacoes_na_producao_e_conservacao_do_ambiente_construido/links/63a228ff51f6c723c6b4ab9f/Arquitetura-materialidade-e-tecnologias-digitais-aplicacoes-na-producao-e-conservacao-do-ambiente-construido.pdf#page=280.
https://www.researchgate.net/profile/Monica-Salgado-2/publication/366440592_Arquitetura_materialidade_e_tecnologias_digitais_aplicacoes_na_producao_e_conservacao_do_ambiente_construido/links/63a228ff51f6c723c6b4ab9f/Arquitetura-materialidade-e-tecnologias-digitais-aplicacoes-na-producao-e-conservacao-do-ambiente-construido.pdf#page=280.
https://www.researchgate.net/profile/Monica-Salgado-2/publication/366440592_Arquitetura_materialidade_e_tecnologias_digitais_aplicacoes_na_producao_e_conservacao_do_ambiente_construido/links/63a228ff51f6c723c6b4ab9f/Arquitetura-materialidade-e-tecnologias-digitais-aplicacoes-na-producao-e-conservacao-do-ambiente-construido.pdf#page=280.
https://www.researchgate.net/profile/Monica-Salgado-2/publication/366440592_Arquitetura_materialidade_e_tecnologias_digitais_aplicacoes_na_producao_e_conservacao_do_ambiente_construido/links/63a228ff51f6c723c6b4ab9f/Arquitetura-materialidade-e-tecnologias-digitais-aplicacoes-na-producao-e-conservacao-do-ambiente-construido.pdf#page=280.
Aula 3
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. Selo Casa Azul + CAIXA - Boas práticas para uma habitação mais
sustentável. Caixa Econômica Federal, 2023a. Disponível em:
https://www.caixa.gov.br/sustentabilidade/negocios-sustentaveis/selo-casa-azul-caixa/Paginas/default.aspx.
Acesso em: 29 ago. 2023.
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. Guia Selo Casa Azul + Caixa. Caixa Econômica Federal, 2023b. Disponível em:
https://www.caixa.gov.br/Downloads/selo_casa_azul/guia-selo-casa-azul-caixa.pdf. Acesso em 31 ago. 2023.
CORTESE, T. T. P.; KNIESS, C. T.; MACCARI, E. A. (org.). Cidades Inteligentes e Sustentáveis. Barueri, SP:
Manole, 2017.
FIGUEIREDO, F. G. de; SILVA, V. G. da. Processo de Projeto Integrado: recomendações para empreendimentos
com metas rigorosas de desempenho ambiental. PARC Pesquisa em Arquitetura e Construção, v. 1, n. 5, p.
2-31, 2010.
GREEN BUILDING COUNCIL BRASIL. A contribuição das Construções Sustentáveis para Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável da ONU. Green Building Council Brasil, 2019. Disponível em:
https://www.gbcbrasil.org.br/a-contribuicao-das-construcoes-sustentaveis-para-objetivos-de-
desenvolvimento-sustentavel-da-onu/. Acesso em: 29 ago. 2023.
KEELER, M.; VAIDYA, P. Fundamentos de Projeto de Edi�cações Sustentáveis. 2. ed. Porto Alegre: Bookman,
2010.
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE (MMA). Construção Sustentável. Disponível em:
https://antigo.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/planejamento-ambiental-e-territorial-urbano/urbanismo-
sustentavel/constru%C3%A7%C3%A3o-sustent%C3%A1vel.html. Acesso em: 29 ago. 2023.
TAMURA, C. A. Construções sustentáveis. Curitiba: Contentus, 2020.
YUDELSON, J. Projeto integrado e construções sustentáveis. Porto Alegre: Bookman, 2013. 
Aula 4
CORTESE, T. T. P.; KNIESS, C. T.; MACCARI, E. A. (org.). Cidades Inteligentes e Sustentáveis. Barueri, SP:
Manole, 2017.
FARR, D. Urbanismo sustentável: desenho urbano com a natureza. Porto Alegre: Bookman, 2013.
GREEN BUILDINGCOUNCIL BRASIL (GBC Brasil). Compreenda o GBC Brasil Zero Energy. Green Building
Council Brasil, [2023a]. Disponível em: https://www.gbcbrasil.org.br/docs/zero.pdf. Acesso em: 6 set. 2023.
GREEN BUILDING COUNCIL BRASIL (GBC Brasil). Compreenda o LEED. Green Building Council Brasil, [2023b].
Disponível em: https://www.gbcbrasil.org.br/wp-content/uploads/2017/09/Compreenda-o-LEED-1.pdf. Acesso
em: 9 set. 2023.
INSTITUTO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDIFICAÇÃO ECOLÓGICA (IDHEA). Nove Passos para a Obra
Sustentável. Instituto para o Desenvolvimento da Edi�cação Ecológica, [s. d.]. Disponível em:
https://aplicweb.feevale.br/site/�les/documentos/pdf/23233.pdf. Acesso em: 6 set. 2023.
KEELER, M.; VAIDYA, P. Fundamentos de Projeto de Edi�cações Sustentáveis. 2. ed. Porto Alegre: Bookman,
2010.
PBE Edi�ca. A etiqueta. PBE Edi�ca, c2020. Disponível em: http://www.pbeedi�ca.com.br/conhecendo-pbe-
edi�ca. Acesso em: 6 set. 2023.
RATTNER, H. Uma ponte para a sociedade sustentável. São Paulo: SENAC São Paulo, 2012.
SCHINAZI, A. et al. Guia Interativo de E�ciência Energética em Edi�cações. São Paulo: Mitsidi Projetos,
2018. Disponível em: https://www.guiaenergiaedi�cacoes.com.br/wp-content/themes/backup/pdfs/guia-de-
e�ciencia-energetica.pdf. Acesso em: 6 set. 2023.
TAMURA, C. A. Construções sustentáveis. Curitiba: Contentus, 2020.
UGREEN. Padrões globais de construção sustentável: os benefícios da certi�cação BREEAM. UGREEN, [s. d.].
Disponível em: https://www.ugreen.com.br/breeam-a-certi�cacao-que-busca-sustentabilidade-em-edi�cios/.
Acesso em: 6 set. 2023.
U.S. GREEN BUILDING COUNCIL. LEED rating system. USGBC, [2023]. Disponível em:
https://www.usgbc.org/leed. Acesso em: 9 set. 2023.
Aula 5
CENTRO DE TECNOLOGIA DE EDIFICAÇÕES (CTE). O que são construções sustentáveis? CTE, 23 fev. 2022.
Disponível em: https://cte.com.br/blog/sustentabilidade/o-que-sao-construcoes-sustentaveis/. Acesso em: 13
set. 2023.
CORTESE, T. T. P.; KNIESS, C. T.; MACCARI, E. A. (org.). Cidades Inteligentes e Sustentáveis. Barueri, SP:
Manole, 2017. [Minha Biblioteca]
23/11/2024, 11:50 wlldd_241_u1_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144247&atividade… 25/26
https://www.caixa.gov.br/sustentabilidade/negocios-sustentaveis/selo-casa-azul-caixa/Paginas/default.aspx
https://www.caixa.gov.br/Downloads/selo_casa_azul/guia-selo-casa-azul-caixa.pdf
https://www.gbcbrasil.org.br/a-contribuicao-das-construcoes-sustentaveis-para-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-da-onu/
https://www.gbcbrasil.org.br/a-contribuicao-das-construcoes-sustentaveis-para-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-da-onu/
https://antigo.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/planejamento-ambiental-e-territorial-urbano/urbanismo-sustentavel/constru%C3%A7%C3%A3o-sustent%C3%A1vel.html.
https://antigo.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/planejamento-ambiental-e-territorial-urbano/urbanismo-sustentavel/constru%C3%A7%C3%A3o-sustent%C3%A1vel.html.
https://www.gbcbrasil.org.br/docs/zero.pdf
https://www.gbcbrasil.org.br/wp-content/uploads/2017/09/Compreenda-o-LEED-1.pdf
https://aplicweb.feevale.br/site/files/documentos/pdf/23233.pdf
http://www.pbeedifica.com.br/conhecendo-pbe-edifica
http://www.pbeedifica.com.br/conhecendo-pbe-edifica
https://www.guiaenergiaedificacoes.com.br/wp-content/themes/backup/pdfs/guia-de-eficiencia-energetica.pdf
https://www.guiaenergiaedificacoes.com.br/wp-content/themes/backup/pdfs/guia-de-eficiencia-energetica.pdf
https://www.ugreen.com.br/breeam-a-certificacao-que-busca-sustentabilidade-em-edificios/
https://www.usgbc.org/leed
https://cte.com.br/blog/sustentabilidade/o-que-sao-construcoes-sustentaveis/
Imagem de capa: Storyset e ShutterStock.
GREEN BUILDING COUNCIL BRASIL. A contribuição das Construções Sustentáveis para Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável da ONU. Green Building Council Brasil, 10 set. 2019. Disponível em:
https://www.gbcbrasil.org.br/a-contribuicao-das-construcoes-sustentaveis-para-objetivos-de-
desenvolvimento-sustentavel-da-onu/. Acesso em: 29 ago. 2023.
MARAFÃO, I.; CORADI, C. A economia circular na indústria da construção civil. Anais do Seminário
Internacional de Arquitetura e Urbanismo-SIAU, v. 1, p. e28079-e28079, 2021. [Google Acadêmico]
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE (MMA). Construção Sustentável. Ministério do Meio Ambiente, [s. d.].
Disponível: https://antigo.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/planejamento-ambiental-e-territorial-
urbano/urbanismo-sustentavel/constru%C3%A7%C3%A3o-sustent%C3%A1vel.html. Acesso em: 29 ago. 2023.
23/11/2024, 11:50 wlldd_241_u1_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144247&atividade… 26/26
https://storyset.com/
https://www.shutterstock.com/pt/
https://www.gbcbrasil.org.br/a-contribuicao-das-construcoes-sustentaveis-para-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-da-onu/
https://www.gbcbrasil.org.br/a-contribuicao-das-construcoes-sustentaveis-para-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-da-onu/
https://antigo.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/planejamento-ambiental-e-territorial-urbano/urbanismo-sustentavel/constru%C3%A7%C3%A3o-sustent%C3%A1vel.html
https://antigo.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/planejamento-ambiental-e-territorial-urbano/urbanismo-sustentavel/constru%C3%A7%C3%A3o-sustent%C3%A1vel.htmlclimáticas, poluição do ar, resíduos em aterros,
23/11/2024, 11:50 wlldd_241_u1_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144247&atividadeD… 3/26
poluição da água potável e uso de energias não renováveis.
Manhães e Araújo (2014) descrevem algumas soluções sustentáveis que podem ser consideradas no ciclo de
vida das construções. São elas: e�ciência energética e uso das fontes de energias renováveis, tratamento de
esgotos, reutilização da água e reaproveitamento dos materiais de construção, tornando os impactos gerados
menos agressivos ao meio ambiente.
Na escolha dos materiais, equipamentos e pro�ssionais é preciso que exista uma preocupação no sentido de
privilegiar as empresas, pessoas e serviços que seguem a mesma �loso�a.
Para que as organizações alcancem a sustentabilidade em seus negócios, devem se concentrar em
ferramentas de responsabilidade socioambiental como planos de ação de desenvolvimento sustentável. Uma
delas é o Environmental, Social and Governance (ESG) – ambiental, social e governança em tradução livre. O
ESG é um conjunto de padrões e boas práticas que possibilita mensurar o desempenho da sustentabilidade
de uma organização.
Pode ser de�nido como uma estratégia e prática para incorporar fatores ambientais, sociais e de governança
a serem considerados no processo de análise de investimento e tomada de decisão. Esses fatores permitem
medir a sustentabilidade e o impacto social das atividades empresariais (Li et al., 2021).
A identi�cação, o monitoramento e a mitigação dos impactos ambientais prejudiciais gerados pelo segmento
da construção civil, por meio de práticas inteligentes e sustentáveis, contribuem para o desenvolvimento
sustentável. 
ESTRATÉGIAS PARA UMA CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL
Quando você estiver atuando no mercado de trabalho como pro�ssional do setor da construção civil, poderá
inserir a sustentabilidade na sua atividade, empresa e empreendimento. Para isso, você precisa dedicar
tempo a estudos, pesquisas e atualização constante dos elementos que compõem esse tipo de construção.
Uma casa sustentável é um ambiente vivo que faz parte de um ecossistema, e deve interagir com seu local de
implantação e entorno. Você deve considerar as condicionantes do terreno que são elementos de caráter
legal, espacial, ambiental, social e econômico.
Observe atentamente a Figura 3, revisite o conteúdo apresentado anteriormente, pesquise em fontes
externas e descreva possíveis estratégias que você pode propor para a concepção, a construção e a operação
de uma casa sustentável. Utilize os ícones mostrados na imagem como uma orientação para organizar as
ideias.
Faça isso antes de seguir para os próximos parágrafos, buscando identi�car os impactos, considerando as
fases da cadeia produtiva e re�etindo acerca das soluções mais acertadas.
Figura 3 | Casa sustentável
Fonte: Freepik.
Vamos pensar juntos nas estratégias para uma casa sustentável e veri�car se você conseguiu praticar o
conhecimento adquirido. As letras destacam as categorias, e abaixo de cada uma delas estão listados os
principais tópicos relacionados.
A. Energia
Captação de energia solar.
Aquecimento solar para a água.
Uso de lâmpadas com baixo consumo de energia e maior durabilidade.
B. Água
Captação de água da chuva e armazenamento em cisternas.
Acessórios de água de baixo �uxo.
C. Reciclagem
23/11/2024, 11:50 wlldd_241_u1_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144247&atividadeD… 4/26
Nas esferas da indústria, consumidor, cooperativas e consumidor �nal.
Empresas que reutilizam a matéria-prima
Logística reversa
D. Transporte
Diminuir distâncias e consequentemente o uso de combustíveis fósseis/poluentes.
Contratação de pro�ssionais que residem próximos ao local da obra.
Organização na logística para recebimento de materiais e serviços.
E. Paisagismo produtivo
Telhado e parede verdes (conforto térmico e acústico).
Árvores frutíferas.
Hortas orgânicas.
Bio�lia (conexão com a natureza).
F. Bioclimática
Direção dos ventos.
Trajetória solar.
Orientação da edi�cação.
G. Automação e conectividade (casa inteligente)
Climatização.
Iluminação.
Medição e controle do consumo de energia.
Portas, janelas, persianas e brises.
Tomadas inteligentes.
Sensores de �uxo e vazamento de água.
H. Tratamento de resíduos
Coleta seletiva.
Composteira doméstica.
Estação de tratamento de esgoto doméstico (ETE), se não houver rede pública.
I. Materiais ecologicamente corretos
Reciclados.
Certi�cados.
Naturais.
Fabricação/produção local.
A construção só pode ser considerada sustentável se todo o processo privilegiar o equilíbrio entre as três
dimensões, incluindo a escolha dos materiais ecologicamente corretos e socialmente justos, recursos e
processos utilizados na fabricação, reaproveitamento e reciclagem dos resíduos, entre outros fatores que
promovam uma melhoria na qualidade das relações entre seres humanos e meio ambiente (Schmitz; Libraga;
Sattler, 2019).
VIDEO RESUMO
Olá, estudante,
Neste vídeo você vai aprofundar no tema ao analisar os conceitos e estratégias relacionados às construções
sustentáveis. Entenda como você pode se destacar no mercado de trabalho, seguindo pelo caminho do
desenvolvimento sustentável e contribuindo para a preservação do planeta.
23/11/2024, 11:50 wlldd_241_u1_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144247&atividadeD… 5/26
 Saiba mais
Aprofunde os seus conhecimentos de economia circular no segmento da construção civil.
MARAFÃO, I. CORADI, C. A economia circular na indústria da construção civil. UNOESC. Seminário
Internacional de Arquitetura e Urbanismo Cidades Inteligentes e Sustentáveis: o presente e futuro legado
da arquitetura e das cidades na contemporaneidade. 2021.
INTRODUÇÃO
Assim como a natureza e o ser humano, as edi�cações também têm um ciclo de vida e é nele que os impactos
ambientais acontecem. Por isso, precisamos entender suas etapas, seu funcionamento e como atuar de forma
sustentável nesse processo.
Para que o conceito de construções sustentáveis faça sentido para você, é importante entender os impactos
ambientais e suas consequências a curto, médio e longo prazo. Algumas ações antrópicas praticadas hoje
terão consequências daqui a 50 ou 100 anos, como as emissões de gases do efeito estufa (GEE). A ação do
homem no meio ambiente gera impactos positivos e negativos. Ao conhecer as consequências de suas
escolhas, você poderá selecionar e aplicar as melhores práticas na sua atuação pro�ssional.
Realize ações positivas, como promover a preservação de recursos naturais e conter danos causados ao meio
ambiente. Aproprie-se deste conteúdo na intenção de contribuir para a construção de sociedades mais justas,
equilibradas e ecologicamente sustentáveis.
OS IMPACTOS DA AÇÃO ANTRÓPICA
O ambiente construído demarca um espaço ocupado e modi�cado pelo homem; é um espaço vivo em que
seus elementos permanentes ou transitórios interagem nos ambientes sociais, políticos, culturais, naturais e
econômicos.
Muitas cidades se formaram por meio de uma rápida e desestruturada urbanização a partir da Revolução
Industrial, com uma progressiva expansão demográ�ca e intensa concentração de indústrias e serviços. A
infraestrutura dessas grandes áreas urbanas foi sobrecarregada, produzindo grande quantidade de resíduos
e consumo de energia (Rattner, 2012).
As atividades do setor da construção civil causam diversos impactos ao meio ambiente natural e urbano,
gerando, além de resíduos e alto consumo de energia, extrativismo de recursos naturais, poluição atmosférica
devido às emissões de poluentes e poluição sonoraassociada a equipamentos de elevada potência, entre
outros (Cortese; Kniess; Maccari, 2017).
Estima-se que 50% da extração dos recursos naturais renováveis e não renováveis, 40% do consumo de
energia, 30% de utilização de matérias-primas, 25% geração de resíduos sólidos, 25% do consumo de água,
12% do uso da terra e 33% de emissões de gases do efeito estufa fazem parte da cadeia da construção
mundial (Cortese; Kniess; Maccari, 2017; Carvalho, 2018).
De acordo com Pinheiro, Pinheiro e Crivelaro (2014), o ambiente construído por meio do uso e ocupação do
solo provoca alterações conhecidas como impactos ambientais das atividades antrópicas que ocorrem nos
meios físico, biótico, antrópico e socioeconômico. Eles podem ser permanentes ou transitórios, negativos ou
positivos, controlados ou minimizados, por meio de medidas estruturais e não estruturais que sejam
preventivas ou mitigadoras.
Por medidas estruturais entende-se o controle dos impactos ambientais a partir do uso de tecnologias
especí�cas, e as não estruturais estão relacionadas ao uso e à ocupação do solo. A tecnologia pode ser usada
para reduzir o extrativismo de recursos naturais, aprimorar a gestão de resíduos, ampliar a produção de
energias renováveis e aumentar a e�ciência energética.
Aula 2
IMPACTOS AMBIENTAIS ASSOCIADOS À PRODUÇÃO DO
AMBIENTE CONSTRUÍDO
Assim como a natureza e o ser humano, as edi�cações também têm um ciclo de vida e é nele que os
impactos ambientais acontecem.
23/11/2024, 11:50 wlldd_241_u1_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144247&atividadeD… 6/26
https://periodicos.unoesc.edu.br/siau/article/view/28079/16382
https://periodicos.unoesc.edu.br/siau/article/view/28079/16382
Você pode identi�car como principais impactos ambientais urbanos: poluição atmosférica, do solo, dos
recursos hídricos, visual e sonora; enchentes; erosão e escorregamento de solo; e danos à cobertura vegetal.
A avaliação do ciclo de vida (ACV) é uma técnica que avalia possíveis impactos associados aos produtos ao
longo de todo o ciclo de vida, do berço (aquisição das matérias-primas) ao túmulo (disposição �nal). A ABNT
NBR ISO 14040 (2009, p. 2) a de�ne como “compilação e avaliação das entradas, saídas e dos impactos
ambientais potenciais de um sistema de produto ao longo do seu ciclo de vida”.
Essa ferramenta de suporte à tomada de decisão pode ser utilizada na escolha de materiais e até mesmo na
construção em si, visando edi�cações mais responsáveis, com menor impacto ambiental (Varela, 2020).
Para que os impactos ambientais do ambiente construído sejam minimizados, a política do ciclo de vida
precisa envolver partes interessadas como fabricantes, produtores, distribuidores, consumidores e mesmo as
empresas especializadas na coleta dos resíduos. No setor da construção civil, o sistema de produção industrial
que se constitui pós-revolução gera impactos em todos os níveis de abrangência devido à alta de demanda de
produtos como aço, cimento, vidro e alumínio, além de máquinas e equipamentos (Rattner, 2012).
Um estilo de vida saudável e sustentável proposto pelo urbanismo sustentável visa a um resgate do contato
humano com a natureza e com a vida ao ar livre, estimulando os deslocamentos a pé ou outras formas de
transporte ativo, janelas abertas e espaços de fruição pública. Grande parte dos empreendimentos urbanos
que estimulam a vida entre muros e a ventilação arti�cial promovem danos às pessoas e ao planeta (Farr,
2013).
ENTENDENDO A METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA (ACV) PARA CONSTRUÇÕES
SUSTENTÁVEIS
Internacionalmente, para avaliação dos impactos ambientais considera-se a ACV uma ferramenta con�ável e
um modelo complementar a ser seguido por grande parte dos pro�ssionais da construção civil. 
Para que você entenda como utilizar a ACV no segmento da construção civil, inserindo a sustentabilidade em
todo o processo, vamos nos concentrar nas quatro fases principais desse método utilizando um exemplo de
análise. A Figura 1 ilustra a relação entre essas fases: de�nição de objetivo e escopo, análise de inventário,
avaliação de impacto, e interpretação, além das aplicações diretas pretendidas na de�nição de objetivo e
escopo do estudo.
Figura 1 | Fases de uma ACV
Fonte: ABNT (2009, p. 8).
O cálculo do per�l ambiental da edi�cação inicia-se a partir da de�nição do objetivo e escopo, momento em
que os materiais são quanti�cados e realiza-se a análise do inventário. Essa fase é considerada uma das mais
importantes, pois é nela que serão escolhidos os dados para compor o projeto. Para coleta de dados
ambientais especí�cos e consolidados para o setor da construção civil são utilizados bancos de dados
internacionais, sendo o suíço Ecoinvent um dos mais consultados (Caldas; Salgado, 2017).
Entenda cada uma das fases, de acordo com Azevedo, Geraldi e Ghisi (2020):
Fase 1 – De�nição de objetivo e escopo: são de�nidos o nível de detalhamento e os limites da análise.
Fase 2 – Análise de inventário: são levantados os dados conforme os limites de�nidos.
Fase 3 – Avaliação de impacto: as informações obtidas na segunda fase são complementadas.
Fase 4 – Inventário: os resultados são avaliados e as conclusões de�nidas, conforme o objetivo principal.
Azevedo, Geraldi e Ghisi (2020) realizaram um estudo baseado nestas quatro fases da ACV, com objetivo de
identi�car um conjunto de componentes construtivos de parede e cobertura com menor impacto ambiental
para uso em habitações de interesse social na região de Florianópolis, localizada em Santa Catarina.
A Figura 2 ilustra os componentes construtivos das paredes. Uma opção é o tijolo cerâmico revestido com
reboco de cimento, e a outra opção, o tijolo de adobe revestido com emboço e reboco de terra crua e cal. 
23/11/2024, 11:50 wlldd_241_u1_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144247&atividadeD… 7/26
Figura 2 | Con�guração das paredes selecionadas para o estudo
Fonte: Azevedo, Geraldi e Ghisi (2020, p.127).
O Quadro 1 descreve os componentes construtivos das coberturas, sendo uma opção com telha cerâmica e
forro de madeira e a outra opção com telha cerâmica e laje maciça de concreto.
Quadro 1 | Coberturas selecionadas para a avaliação
Tipo Telha Forro
1 Cerâmica Madeira
2 Cerâmica Laje maciça de concreto (10 cm)
Fonte: adaptada de Azevedo, Geraldi e Ghisi (2020, p.128).
Alguns outros parâmetros de�nidos para essa avaliação foram: vida útil de 50 anos, análise de construção e
operação de uma edi�cação de 48,24 m², ocupação de quatro habitantes ao longo de toda vida útil, e cada
componente construtivo como um processo.
Os resultados mostraram que o melhor desempenho em relação aos impactos ambientais foi o conjunto de
componentes construtivos de paredes com tijolo de adobe e cobertura com telha cerâmica e forro de
madeira.
Um aprofundamento na aplicação do ACV no segmento da construção civil, prezando edi�cações cada vez
mais sustentáveis, se faz necessário, ampliando-se o desenvolvimento de normas, a preparação de bancos de
dados e a padronização do método para a realidade brasileira.
AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA (ACV) DE INSUMOS PARA A CONSTRUÇÃO CIVIL
Estudante, chegou o momento de utilizar o conhecimento adquirido em um exemplo prático relacionado aos
conceitos abordados anteriormente. As informações fornecidas a seguir, poderão facilitar o seu
entendimento.
A Figura 3 mostra uma jazida explorada na obtenção de insumos para o setor da construção civil. Observe a
imagem para entender os impactos ambientais descritos e como deve ser feita a análise por meio da
Avaliação do Ciclo de Vida (ACV).
Figura 3 | Jazida de insumo para a construção civil
Fonte: Pixabay.
Área de lavra é o conjunto de operações cujo objetivo é aproveitar industrialmenteuma jazida, desde a
extração das substâncias minerais úteis até o bene�ciamento. Podemos considerá-la uma cadeia produtiva de
um material que faz parte da grande cadeia produtiva da construção civil.
Utilização no segmento: edi�cações e infraestrutura urbana.
Principais impactos da exploração: poluição do ar por meio da emissão de materiais particulados, grande
movimentação de caminhões, ocorrência de tremores e poluição sonora resultantes da atividade de lavra,
degradação da paisagem, extinção da �ora e fauna local, assoreamento dos rios, aumento da turbidez e
variação da qualidade da água, contaminação do solo e da água com metais pesados.
Essa exploração possui uma cadeia produtiva em que é possível analisar o ciclo de vida de cada produto
pertencente a ela. A ACV é uma importante técnica para avaliar os impactos causados ao meio ambiente e à
saúde humana, de qualquer atividade econômica e seus produtos. Medidas preventivas e mitigadoras, para os
impactos ambientais da atividade exercida nessas áreas, podem ser propostas evitando ou minimizando os
23/11/2024, 11:50 wlldd_241_u1_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144247&atividadeD… 8/26
danos ambientais e sociais dessa atividade.
Na ACV do produto todas as etapas, desde a retirada das matérias-primas da natureza até a disposição ao
�nal da vida de uma edi�cação, devem ser consideradas:
1ª Etapa – produto: extração de matérias-primas para processamento dos materiais de construção.
2ª Etapa: execução: distribuição, transporte, instalação da obra e construção.
3ª Etapa: operação: uso, operação e manutenção (fase considerada de maior consumo de energia
durante o ciclo).
4ª Etapa: pós-operação: retro�t ou demolição (destinação �nal, transporte, descarte, reúso, reciclagem).
Lembrando que o estudo compreende quatro fases: de�nição de objetivo e escopo; análise de inventário;
avaliação de impactos; e interpretação.
Uma solução interessante para agilizar a AVC é a plataforma Building Information Modeling (BIM), modelo de
informação da construção, em tradução livre. Considerada uma ferramenta para as tomadas de decisões em
projeto, possibilita a modelagem, o armazenamento, a troca, a consolidação e o acesso aos vários grupos de
informações sobre uma edi�cação ou instalação (Carvalho, 2018).
Na avaliação de edifícios existem diversas outras ferramentas informatizadas para a aplicação das
metodologias de ACV, por meio do estabelecimento de critérios e padrões, com o objetivo de alcançar a
sustentabilidade. Os sistemas fazem a avaliação por meio da comparação entre edifícios de mesma tipologia
ou semelhante, a partir da inserção de informações do edifício e características do local de implantação
(Librelotto, 2008).
Analisando essa prática, aproveite para re�etir a respeito dos impactos ambientais gerados em cada etapa do
ciclo de vida do processo de produção dos materiais de construção que podem acontecer dentro e fora de
uma área de lavra. 
VÍDEO RESUMO
Olá, estudante! Neste vídeo vai ver uma análise do analisar o ciclo de vida e os impactos ambientais
associados ao ambiente construído. Aproveite para pesquisar mais esses assuntos e se imaginar avaliando
produtos e processos na intenção de prevenir ou minimizar impactos relacionados à cadeia produtiva da
construção civil.
 Saiba mais
Estudante, para saber mais detalhes sobre os temas analisados nesta etapa de aprendizagem, acesse a
página do Getweb na sua Biblioteca Virtual, e busque a norma NBR ISO 14040: 2009, sobre Gestão
ambiental – Avaliação do ciclo de vida – Princípios e estrutura.
INTRODUÇÃO
A construção sustentável precisa ser vista como uma mudança de paradigma e não apenas como um conjunto
de práticas para solução de problemas – deve ser incorporada à cadeia produtiva com uma abordagem
sistêmica e holística. O envolvimento de todas as partes interessadas é essencial para o sucesso desse novo
modelo de pensar a construção, e não somente a indústria, o governo e empresas do segmento, mas também
o indivíduo precisa estar inserido nesse contexto.
O aprendizado desta aula vai conduzir você a uma viagem para novas perspectivas de conceber e vivenciar o
Aula 3
CONSTRUÇÕES SUSTENTÁVEIS
A construção sustentável precisa ser vista como uma mudança de paradigma e não apenas como um
conjunto de práticas para solução de problemas – deve ser incorporada à cadeia produtiva com uma
abordagem sistêmica e holística.
23/11/2024, 11:50 wlldd_241_u1_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144247&atividadeD… 9/26
ambiente construído, conhecer os princípios e características desse modelo que prioriza a qualidade de vida
nos ambientes natural, social e edi�cado.
Reserve um espaço na sua mente para armazenar essa bagagem e pense em aplicar as práticas de
sustentabilidade no seu cotidiano pessoal e pro�ssional: a aprendizagem só é efetiva quando há união entre
teoria e prática.
CONTEXTO HISTÓRICO, PRINCÍPIOS E CARACTERÍSTICAS DAS CONSTRUÇÕES SUSTENTÁVEIS
Na década de 1960, surgem os primeiros movimentos ambientalistas que se iniciaram nos Estados Unidos da
América (EUA), e as principais conferências ambientais internacionais aconteceram na década de 1970. A
primeira delas foi a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, conhecida como
Conferência de Estocolmo, promovida em 1972 com os primeiros debates mais politizados e críticos acerca do
meio ambiente (Keeler; Vaidya, 2010).
Nessa mesma época, após a crise do petróleo, o termo construção sustentável começa a ser utilizado devido à
necessidade de se repensar as formas de produção e utilização da energia. Mas somente em 1992 o termo foi
reconhecido no evento na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento
(CNUMAD), no Rio de Janeiro, conhecida por ECO-92 ou Rio 92, com metas globais a serem atingidas (Cortese;
Kniess; Maccari, 2017).
A de�nição de construção sustentável na Agenda 21, documento assinado na Rio 92, traduz em ações o
conceito de desenvolvimento sustentável e estabelece que a construção sustentável nos países em
desenvolvimento é um processo holístico que harmoniza os ambientes natural e urbano por meio do
equilíbrio entre as três dimensões da sustentabilidade (Ministério do Meio Ambiente [MMA], [s. d.]).
A partir de 2004 houve uma mudança substancial no processo de construção e o movimento da edi�cação
sustentável se fortaleceu com o advento do projeto integrado, facilitando a inserção da sustentabilidade no
setor e promovendo inovações no desenvolvimento de produtos e materiais. O projeto integrado de
edi�cações modi�ca padrões consolidados, incentiva o processo sistêmico, resgata a sensibilidade e ressalta
princípios inovadores nas construções sustentáveis (Yudelson, 2013).
De acordo com Cortese, Kniess e Maccari (2017, p. 104), os cinco princípios básicos da construção sustentável
são:
1. Redução do consumo de recursos naturais que não sejam renováveis.
2. Possível reutilização de recursos.
3. Reciclagem de materiais quando o edifício está em �m de vida e uso de recursos recicláveis.
4. Proteção dos sistemas naturais na realização de todas as atividades.
5. Eliminação de materiais tóxicos e subprodutos, em todo o ciclo de vida, de acordo com a lógica de
produção mais limpa.
Podemos relacionar alguns tipos e características das construções consideradas sustentáveis para que você
consiga entender melhor esse conceito:
Construção vernacular: arquitetura pensada com uso de materiais e conhecimentos locais ou regionais
utilizando recursos do próprio ambiente em que a edi�cação será implantada. Alguns exemplos são as
técnicas construtivas de pau a pique, taipa de pilão ou mão, adobe, madeira, pedras, bambu e palha.
Construção seca: metodologiaconstrutiva ágil e rápida que dispensa o uso de água na maioria de suas
etapas e apresenta ótimos resultados em conforto térmico e acústico por meio de estrutura leve e
fundação rasa. Alguns exemplos são: steel framing (estrutura em aço), wood framing (estrutura em
madeira) e poliestireno expandido [EPS] (plástico celular rígido).
Construção modular: módulos individuais que são pré-fabricados em linha de produção ou
reaproveitados e enviados prontos para montagem no local da obra. Alguns exemplos são realizados
com contêineres, em madeira, em aço e em concreto.
Construção com materiais de demolição: reduz o acúmulo de resíduos gerados pela etapa de
disposição �nal da construção civil por meio de uma reutilização adaptativa, transformando os materiais
e dando uma nova vida. Algumas peças que podem ser reutilizadas: portas, janelas, acabamentos de alta
qualidade e materiais de grande escala.
Retro�t: processo de renovação e modernização do espaço e toda a infraestrutura, mantendo as
características do projeto original e podendo transformar o uso.
Construção inteligente: abordagem integrada, inovadora e automatizada que otimiza o processo
construtivo, uso de materiais e processos e�cientes e sustentáveis, além de alta tecnologia em todas as
23/11/2024, 11:50 wlldd_241_u1_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144247&atividade… 10/26
etapas da cadeia. Esse modelo pode ser aplicado em qualquer tipo de edi�cação.
Em resumo, são edi�cações pensadas, projetadas, executadas, operacionalizadas e descartadas ou
recuperadas com técnicas, elementos, materiais e equipamentos que minimizem os impactos ambientais,
proporcionem saúde e bem-estar aos usuários, durabilidade e facilidade de manutenção durante todo o ciclo
de vida.
PROJETO INTEGRADO PARA EDIFICAÇÕES SUSTENTÁVEIS
A construção sustentável é multidisciplinar, pois demanda várias especialidades durante o seu ciclo de vida,
como soluções para redução no consumo de energia e na geração de resíduos sólidos, a qualidade do ar e
ambientes interiores, e a conservação da água e do solo, entre outras práticas.
O processo convencional de projeto é segmentado, com pouca interação entre as diversas disciplinas e
agentes envolvidos, e essa comunicação acontece em momentos especí�cos. Geralmente se inicia na relação
dos pro�ssionais de arquitetura com proprietários e ou usuários, e na sequência entram os pro�ssionais que
elaboram os projetos complementares para posteriormente os construtores ingressarem no processo. Essa
segmentação entre as etapas di�culta o atendimento às demandas do empreendimento (Figueiredo; Silva,
2010).
Já o processo de projeto integrado (PPI) conta com a união de forças entre os membros da equipe de forma
holística, propondo um trabalho conjunto e multidisciplinar durante todo o ciclo. Todos os agentes envolvidos
no processo buscam objetivos e elaboram métodos, meios, metas de desempenho, de�nem papéis e
responsabilidades em consonância (Keeler; Vaidya 2010; Figueiredo; Silva, 2010).
A Figura 1 ilustra a relação entre os agentes envolvidos no projeto integrado, em que cada um atua em sua
especialidade de forma que todos tenham clareza de suas atribuições para alcançar o objetivo �nal. Nesse
processo uns podem colaborar com os outros, mesmo não sendo parte de sua tarefa, pois a comunicação é
aberta, dinâmica e o acesso às informações é compartilhado.
Figura 1 | Projeto integrado colaborativo
Fonte: Keeler e Vaidya (2010, p. 4).
Vamos fazer uma análise das Figuras 2 e 3 para entender de forma clara as diferenças entre os dois processos
por meio das etapas do processo construtivo, desde a concepção do projeto até a operação do
empreendimento. A Figura 2 mostra o processo de projeto convencional com os subsistemas isolados e
alguns deles desenvolvidos apenas nas etapas �nais de projeto. A Figura 3 mostra o PPI em que os
subsistemas se desenvolvem ao longo das etapas, e a colaboração entre os agentes acontece em todas as
etapas.
Figura 2 | Processo de projeto convencional
23/11/2024, 11:50 wlldd_241_u1_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144247&atividade… 11/26
Fonte: Figueiredo e Silva (2010, p. 6).
Figura 3 | Processo de projeto integrado
Fonte: Figueiredo e Silva (2010, p. 7).
O processo de PPI se caracteriza pela interação dos ciclos em cada etapa, nos quais as propostas são
concebidas, testadas, reformuladas e en�m validadas quando se encontra a melhor solução de projeto e
execução. O projeto integrado informa e educa a respeito das edi�cações sustentáveis em todos os níveis e na
relação entre cidadão, comunidade e entorno (Keeler; Vaidya, 2010; Figueiredo; Silva, 2010).
A aplicação da metodologia Building Information Modeling (BIM) ou modelagem da informação da construção,
em tradução livre, já citada em outras aulas, pode ser utilizada como processo de projeto integrado
orientando estratégias de sustentabilidade para o ciclo de vida das edi�cações. O caminho para que a
sustentabilidade seja inerente às construções é complexo, pois envolve uma abordagem multidisciplinar de
elementos, mas é também dinâmico, pois pode variar conforme fatores ligados às especi�cações de cada
região, e mutável, devido a seu vínculo ao contexto histórico (Tamura, 2020).
23/11/2024, 11:50 wlldd_241_u1_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144247&atividade… 12/26
DESAFIOS E METAS DAS CONSTRUÇÕES SUSTENTÁVEIS
O modelo de construção sustentável é uma realidade e um mercado em crescimento no Brasil e no mundo.
Você, como estudante, pode se aprofundar no assunto e até mesmo se especializar nesse tipo de projeto e
nos métodos construtivos relacionados a ele, ingressando no mercado de trabalho com esse diferencial.
Existem incentivos em todos os níveis para que o modelo se desenvolva regional, nacional e globalmente.
Procure conhecer essas possibilidades e os trabalhos que já foram desenvolvidos e executados para entender
a importância e as vantagens de atuar na construção civil pelo viés da sustentabilidade.
Foram de�nidas metas desa�adoras para a humanidade em ações mundiais, como os Objetivos do
Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), e as construções sustentáveis
podem contribuir para o sucesso no atingimento dessas metas. Esses objetivos são um apelo global para que
todos possam desfrutar de paz e prosperidade com equidade, desassociando o crescimento econômico da
pobreza, desigualdade e agressões ao meio ambiente (Green Building Council Brasil, 2019).
Nesse contexto, as construções sustentáveis são vistas como um elemento vivo que pode contribuir para
resolver os problemas mundiais urgentes, colaborando na redução das emissões de GEE, na economia de
água e energia, fortalecendo as comunidades e proporcionando saúde, bem-estar e prosperidade às
comunidades. A Figura 4 mostra a contribuição das construções sustentáveis para os ODS, relacionando com
alguns dos dezessete objetivos existentes.
Figura 4 | Contribuição das construções sustentáveis para Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU
Fonte: Green Building Council Brasil (2019).
O projeto responsável de uma edi�cação sustentável precisa deixar de ser uma escolha e se tornar uma
necessidade vital, pois os benefícios desse modelo são quanti�cáveis e concretos para todas as partes
interessadas. Fornece respostas aos desa�os locais e regionais de diversas formas e necessita de incentivos
�nanceiros, �scais e de planejamento (Keeler; Vaidya, 2010).
Existem selos e certi�cações ambientais nacionais e internacionais. No Brasil, a maioria dos edifícios
certi�cados se baseiamem diretrizes internacionais e questionam-se os benefícios reais de se utilizar um selo
desenvolvido para outra realidade. Mas já existem opções adaptadas à realidade brasileira, como o Selo Casa
Azul + Caixa, de�nido como um instrumento de classi�cação ambiental, social e governança (ASG) e destinado
a empreendimentos habitacionais que adotam soluções e�cientes em concepção, execução, uso, ocupação e
manutenção das edi�cações (Caixa Econômica Federal, 2023a).
Outros incentivos locais para que as construções sustentáveis se tornem efetivas na realidade brasileira são
regulamentações abrangendo aspectos urbanísticos e edilícios, como convênios com as concessionárias dos
serviços públicos de água, esgoto e energia, incentivos tributários, adequações na legislação urbanística e
código de edi�cações (MMA, [s. d.]).
O Selo Casa Azul + Caixa tem o seguinte objetivo:
De acordo com Caixa Econômica Federal (2023b), para o Selo Casa Azul + Caixa são elegíveis projetos novos
em fase de análise ou já analisados e contratados, para dois tipos de certi�cações possíveis:
[…] reconhecer e incentivar a adoção de soluções urbanísticas e arquitetônicas de
qualidade, assim como o uso racional dos recursos naturais na produção de
empreendimentos a serem executados no âmbito dos programas habitacionais
operacionalizados pela CAIXA (Caixa Econômica Federal, 2023b, p. 1).
23/11/2024, 11:50 wlldd_241_u1_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144247&atividade… 13/26
Projetar: entregue ao proponente no ato da contratação.
Habitar: concedido após a conclusão da obra, caso o empreendimento tenha sido executado em
conformidade com os compromissos �rmados.
Esse selo tem quatro níveis de gradação, Cristal, Topázio, Sa�ra e Diamante, concedidos conforme a
pontuação alcançada nos 51 critérios de avaliação existentes e distribuídos em categorias (identi�cadores)
como ilustrado na Figura 5.
Figura 5 | Níveis de gradação e identi�cadores
Fonte: Caixa Econômica Federal (2023b).
VÍDEO RESUMO
Olá, estudante! Neste vídeo você poderá se aprofundar no tema ao analisar o contexto histórico, princípios,
características e principais tipos de construções sustentáveis. 
 Saiba mais
Pesquise e conheça exemplos e aplicações em projetos reconhecidos pelo Selo Casa Azul + Caixa nos
diversos estados e cidades brasileiras e entenda de maneira aprofundada como funciona todo o
processo de certi�cação.
INTRODUÇÃO
Para que as técnicas construtivas possam ser consideradas sustentáveis, precisam atender alguns requisitos
que mantenham o valor da edi�cação competitivo no mercado, produzam ambientes saudáveis e
confortáveis, respeitem as características naturais do terreno e entorno, não prejudiquem a comunidade local
e reduzam os impactos ambientais. Um dos requisitos com grandes possibilidades no mercado brasileiro é o
de e�ciência energética, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e outros
poluentes, entre outros pontos.
Ao serem atendidos, esses requisitos podem resultar em certi�cações, atribuídas após avaliação do potencial
de um edifício, que direcionam os pro�ssionais, valorizam as empresas construtoras, aumentam o valor dos
imóveis e atraem os consumidores conscientes. 
A capacitação como especialista em edi�cações sustentáveis acontecerá na prática pro�ssional, mas esse
contato acadêmico com o tema amplia suas possibilidades de atuação como consultor para o
desenvolvimento de projetos, projetista ou executor desse tipo de construção e até mesmo como associado a
instituições promotoras dessas práticas.
A VALORIZAÇÃO DE UMA CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL
A construção sustentável precisa atender alguns requisitos que con�guram uma nova forma de construir, os
quais devem ser atendidos para que as empresas e empreendimentos alcancem certi�cações relacionadas
aos seus níveis de desempenho. O Instituto para o Desenvolvimento da Edi�cação Ecológica (IDHEA) ([s. d.])
lista os requisitos mais utilizados nos sistemas de avaliação:
Aula 4
CONSUMO ENERGÉTICO E CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL
Para que as técnicas construtivas possam ser consideradas sustentáveis, precisam atender alguns
requisitos que mantenham o valor da edi�cação competitivo no mercado, produzam ambientes
saudáveis e confortáveis, respeitem as características naturais do terreno e entorno, não prejudiquem a
comunidade local e reduzam os impactos ambientais.
23/11/2024, 11:50 wlldd_241_u1_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144247&atividade… 14/26
https://www.caixa.gov.br/Downloads/selo_casa_azul/guia-selo-casa-azul-caixa.pdf
Localização e implantação da construção, relação com o entorno.
Processo construtivo, produtos, materiais e recursos (técnicas construtivas adequadas, uso racional de
recursos, uso de produtos e tecnologias ambientalmente amigáveis).
Manutenção da construção.
Consumo de energia.
Consumo de água.
Gestão de resíduos.
Ciclo de vida da edi�cação.
Condições de conforto higrotérmico (qualidade do ambiente interno para a sensação de bem-estar dos
usuários).
Conforto acústico.
Conforto visual e lumínico.
Saúde, higiene e qualidade do ar interno.
Poluição (emissão de gases poluentes, despejo de resíduos tóxicos).
Qualidade dos espaços e acessibilidade.
Qualidade da água.
Responsabilidade social (canteiro, funcionários, integração com comunidade local).
Inovação (BIM, conectividade, alta tecnologia).
Um dos requisitos mais impactantes na cadeia da construção está relacionado à e�ciência energética, ou seja,
a utilização da energia da forma mais otimizada possível, que deve ser considerada em todo o ciclo de vida da
edi�cação, em todas as suas fases: concepção, projeto, construção, demolição, reforma ou retro�t. O processo
de projeto integrado (PPI), citado em aulas anteriores, facilita esse trabalho reduzindo os custos de operação e
manutenção, além de permitir que a equipe otimize os sistemas (Schinazi et al., 2018).
Gerar energia limpa e promover e�ciência energética são metas desa�adoras para o Brasil e o mundo. A
matriz energética brasileira utiliza mais fontes renováveis do que a maioria dos outros países.
O território brasileiro foi contemplado com uma diversidade de possibilidades em fontes de energia mais
limpas e seguras, como energia solar, eólica, hidráulica e biomassa (bagaço de cana, serragem da indústria
madeireira, casca de arroz, óleo de mamona e babaçu). Entretanto, a mais utilizada na matriz energética
brasileira, representando 90% do total gerado e consumido, é a geração de energia hidrelétrica, que apesar de
ser considerada mais limpa, barata e renovável, impacta as dimensões social e ambiental durante os
processos de construção e operação das barragens (Rattner, 2012).
A e�ciência energética promove redução de custos aos proprietários e dos impactos ambientais associados ao
setor da construção civil, além da melhoria na qualidade do ambiente sem comprometer o conforto dos
usuários. Quando falamos em desempenho energético das edi�cações e quantidade de energia consumida
durante todo o ciclo de vida da construção, é importante ressaltar que esse fator varia com o uso e função do
edifício e dos equipamentos utilizados.
As certi�cações ambientais de edi�cações, além de reduzirem os impactos e contribuírem para o
desenvolvimento sustentável, agregam valor para o proprietário. Estudos mostram que o consumidor sente
mais con�ança em adquirir produtos que passaram pelo processo de certi�cação, pois geram economias
operacionais a longo prazo devido à aplicação de conceitos de sustentabilidade e e�ciência de recursos
(Schinazi et al., 2018).
Outros estudos indicam que a edi�cação é valorizada por ser sustentável, podendo ser vendida por um valor
20% maior do que uma construçãotradicional, além da redução de custos no valor dos condomínios, em
média 30%, devido à economia no consumo de água, energia e materiais (Tamura, 2020).
PROCESSOS DE CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL NACIONAIS E INTERNACIONAIS
Você já ouviu falar em Green Building? Trata-se de um movimento internacional que se tornou tendência de
planejamento, concepção, construção e operações de edifícios verdes e sustentáveis. A partir da Rio-92, citada
anteriormente, institutos e órgãos de certi�cações começaram a desenvolver selos internacionais e nacionais,
que avaliam o desempenho das construções com base em normas.
23/11/2024, 11:50 wlldd_241_u1_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144247&atividade… 15/26
Cortese, Kniess e Maccari (2017) listam algumas das principais certi�cações e normas voltadas ao segmento
da construção civil.
Certi�cações internacionais:
Haute Qualité Environnementale dês Bâtiments (HQE), França.
Building Research Establishment Assesment Method (BREEAM), Reino Unido.
Leadership in Energy Environmental Design (LEED), EUA.
Certi�cações nacionais:
Selo Qualiverde, Rio de Janeiro.
Selo BH Sustentável, Minas Gerais.
Selo Azul da Caixa Econômica Federal, direcionado às construções do Programa Minha Casa Minha Vida,
do Governo Federal.
Normas:
ISO 21.930 de 2007, que aborda a sustentabilidade na construção civil por meio de uma declaração
ambiental de produtos para construção.
ISO 15.392 de 2008, que trata da sustentabilidade na construção civil por meio de princípios gerais.
No ano de 2007, também foram criados no Brasil o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) e
Green Building Council Brasil (GBC Brasil), órgão não governamental com o compromisso de auxiliar o
desenvolvimento da construção sustentável no país. O CBS relata que as certi�cações internacionais mais
utilizadas no Brasil são LEED por meio do GBC Brasil, e o processo Alta Qualidade Ambiental (Aqua-HQE),
aplicado pela Fundação Vanzolini (Cortese; Kniess; Maccari, 2017).
Vamos conhecer um pouco mais de uma das certi�cações mais utilizadas no Brasil e no mundo, a Leadership
in Energy and Environmental Design (LEED), entenda como funciona o processo dessa certi�cação e sua
importância para o segmento da construção civil.
Na LEED, o certi�cado é concedido pelo Green Building Council (GBC) para as edi�cações que se adequarem
aos critérios energéticos e ambientais. Nesse processo podem participar todos os tipos de edifícios, em todas
as fases da cadeia produtiva. A certi�cação estabelece diretrizes para a concepção de edifícios verdes
saudáveis, altamente e�cientes e econômicos, cumprindo os objetivos de ESG, ou seja, práticas de
sustentabilidade ambiental, social e de governança. É considerado um sistema holístico que analisa o
panorama geral da edi�cação e não apenas pontos especí�cos como energia, água ou resíduos (U.S. Green
Building Council, 2023).
De acordo com o U.S. Green Building Council (2023), os créditos estão relacionados percentualmente em 35%
com alterações climáticas, 20% com impacto direto na saúde humana, 15% com impacto nos recursos
hídricos, 10% afetam a biodiversidade, 10% com a economia verde e 5% com impacto na comunidade e nos
recursos naturais. E os objetivos dessa certi�cação são:
Reduzir o avanço das alterações climáticas globais.
Melhorar a saúde humana individual.
Proteger e restaurar os recursos hídricos.
Proteger e melhorar a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos.
Promover ciclos de materiais sustentáveis e regenerativos.
Melhorar a qualidade de vida da comunidade.
A Figura 1 ilustra as quatro tipologias estabelecidas no LEED, que consideram as diferentes necessidades para
cada tipo de empreendimento e as oito áreas analisadas por elas.
Figura 1 | Tipologias e áreas de análise da certi�cação LEED
23/11/2024, 11:50 wlldd_241_u1_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144247&atividade… 16/26
Fonte: Green Building Council Brasil (2023a).
Cada área apresenta pré-requisitos, ações obrigatórias em qualquer empreendimento que se não cumpridas
impossibilitam o recebimento da certi�cação, e créditos, ações sugeridas focadas em performance de
desempenho para a obtenção de uma pontuação. O total de pontos possíveis em todas as tipologias é 110, os
quais são conquistados à medida que o empreendimento aplica os créditos sugeridos. A Figura 2 mostra as
categorias de certi�cação e os pontos mínimos exigidos em cada uma delas, além da média de reduções no
Brasil para os principais pontos que geram impactos no setor da construção civil.
Figura 2 | Categorias de certi�cação LEED e média de reduções no Brasil
Fonte: Green Building Council Brasil (2023a).
AS CERTIFICAÇÕES QUE AVALIAM O POTENCIAL DO EDIFÍCIO
Os sistemas de certi�cação ambiental podem ser aliados em sua atividade pro�ssional. Pesquisar, conhecer e
comparar os requisitos e critérios de cada método de avaliação direciona para melhores resultados, desde a
concepção do projeto. Relembrando o conteúdo das aulas anteriores é possível fazer uma análise do exemplo
que será mostrado, identi�cando como os impactos ambientais podem ser minimizados e até evitados por
meio das práticas de sustentabilidade nas edi�cações.
A Figura 3 ilustra e descreve um exemplo de edi�cação certi�cada por desempenho energético na cidade de
Cuiabá, capital do estado de Mato Grosso. Essa construção recebeu três certi�cações importantes: GBC Zero
Energy, PBE Edi�ca e BREEAM.
Figura 3 | Centro SEBRAE de Sustentabilidade
Fonte: Schinazi (2018, p. 255).
Quadro 1 | Centro SEBRAE de Sustentabilidade
Nome Centro Sebrae de Sustentabilidade
23/11/2024, 11:50 wlldd_241_u1_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144247&atividade… 17/26
Uso da
edi�cação
Comercial, cultural
Local Cuiabá - Mato Grosso
Área total
construída
(m²)
1.000
Ano de
inauguração
2010
Etiquetagem /
certi�cação
GBC Zero Energy (1° prédio a receber a certi�cação no Brasil - 2017)
PBE Edi�ca (nível A, 2013)
BREEAM (In Use nível Excelente, 2016)
Descrição A edi�cação foi projetada com conceitos de arquitetura sustentável, com o uso de
estratégias bioclimáticas, valorizando a iluminação e ventilação natural e inspiração em
aspectos construtivos das culturas indígenas.
O edifício também foi construído de forma a permitir que a água da chuva permeie o
interior da cobertura, fazendo um resfriamento interno. Posteriormente, a mesma água
da chuva é armazenada e utilizada para descarga de bacias sanitárias e irrigação do
jardim, economizando até 50% da demanda do prédio.                     Outro destaque é a
instalação de 480 placas fotovoltaicas que geram 100% do consumo de energia elétrica
necessário para o funcionamento atual.
O edifício também possui controle de insolação através de brise-soleil ajustáveis, para
sombreamento, lâmpadas que captam a luminosidade do sol, além de coleta seletiva de
lixo, reaproveitamento de resíduos, compostagem e uma ampla área verde, que
representa 76,6% da área total, que conta com um viveiro interno para preservar a
fauna e �ora da região.
Link de
referência
http://sustentabilidade.sebrae.com.br/sites/Sustentabilidade/Acontece/Noticias/GBC-
BRASIL-ZERO-ENERGY
Fonte: adapado de Schinazi (2018, p. 255).
A certi�cação GBC Brasil Zero Energy é concedida aos edifícios que comprovam consumo de energia local da
operação anual zerado por uma combinação de alta e�ciência energética e geração de energia por fontes
renováveis. O empreendimento deve estar em operação e monitorado por no mínimo 1 ano (Green Building
Council Brasil, 2023b).
A etiqueta PBE Edi�ca pode ser atribuídaa edi�cações comerciais, de serviços e públicas e edi�cações
residenciais, faz parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) e foi desenvolvida em parceria entre o
Inmetro e a Eletrobras/PROCEL Edi�ca. Este empreendimento recebeu a Etiqueta Nacional de Conservação de
Energia (ENCE) nível “A”, mais e�ciente, sendo que a nível "E" é a classi�cação menos e�ciente (PBE Edi�ca,
2020).
A certi�cação Building Research Establishment Environmental Assessment Method (BREEAM), Método de
Avaliação Ambiental de Estabelecimento de Pesquisa de Edifícios, em tradução livre, é conquistada avaliando
o projeto, a construção e a operação de um edifício em várias categorias: uso de energia, e�ciência hídrica,
materiais, resíduos, poluição, transporte e saúde e bem-estar. As edi�cações podem alcançar as classi�cações
Aprovado; Bom; Muito Bom; Excelente; ou Fora do comum, dependendo do seu desempenho, e o Centro
SEBRAE de Sustentabilidade obteve nível Excelente (UGREEN, 2023).
O consumo de energia acontece em todo o ciclo de vida da edi�cação, começando pela energia incorporada
despendida durante a fabricação e transporte dos materiais de construção, além da execução do prédio. Na
fase de operação, usa energia para alimentar aparelhos, na iluminação interna e externa, calefação,
refrigeração, ventilação, aquecimento e bombeamento da água, e em diversos equipamentos, até chegar na
disposição �nal, em que se consome energia durante a demolição, reforma ou retro�t (Keeler; Vaidya, 2010).
De acordo com Farr (2013), o consumo de energia das edi�cações varia de acordo com o tipo e seu uso,
ocasionando diferentes per�s de consumo que são determinados por dois tipos de carga: calefação ou
refrigeração. Além da quantidade de aquecimento ou resfriamento que deve ser agregada a um prédio para
manter seu interior a uma temperatura razoável, devem ser consideradas as cargas internas (iluminação,
pessoas, equipamentos e sistema de ventilação) e as cargas externas (paredes externas, coberturas e janelas).
Para ajudar você a avaliar seus projetos, Schinazi et al. (2018) listam algumas das principais ferramentas e
23/11/2024, 11:50 wlldd_241_u1_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144247&atividade… 18/26
http://sustentabilidade.sebrae.com.br/sites/Sustentabilidade/Acontece/Noticias/GBC-BRASIL-ZERO-ENERGY
http://sustentabilidade.sebrae.com.br/sites/Sustentabilidade/Acontece/Noticias/GBC-BRASIL-ZERO-ENERGY
softwares de simulação para e�ciência energética disponíveis no mercado: WebPrescritivo; EDGE48; Domus49;
Dialux50; Sefaira52; PVsyst53; Benchmarking54; HOT 2000; Enguia55; Climate Consultant; Projeteee; e
Ferramenta de Conforto de Berkeley; além de simuladores de consumo gratuitos das concessionárias de
energia para o público residencial.
Dedique-se a conhecer mais a respeito de selos e certi�cações para edi�cações sustentáveis, como uma
possibilidade de especialização em sua carreira pro�ssional.
VÍDEO RESUMO
Olá, estudante! Neste vídeo você conhecerá os requisitos ambientais para uma construção sustentável, os
sistemas de certi�cação nacionais e internacionais, além da importância da e�ciência energética nesse
contexto.
 Saiba mais
O artigo indicado a seguir apresenta um estudo comparativo entre os critérios exigidos em duas
certi�cações proeminentes no Brasil: PBE EDIFICA e LEED.
VAZ, L. A.; OLIVEIRA, R. D.; VIEIRA, J. C. Perspectiva de alcance dos requisitos do PBE EDIFICA e do LEED em
edi�cação escolar pública existente. Revista Gestão & Sustentabilidade Ambiental, v. 11, p. 107-128,
2022.
NOVAS PERSPECTIVAS PARA A CONSTRUÇÃO CIVIL
Olá, estudante! Responda mentalmente esta pergunta, relembrando o conteúdo abordado nas aulas desta
unidade: O que coloca a edi�cação sob uma nova perspectiva?
Nesta revisão você poderá constatar que a construção sustentável é uma nova forma de enxergar as
edi�cações, imaginar o futuro preservando o presente e conduzindo esse segmento ao desenvolvimento
sustentável.
A sustentabilidade na construção civil, assim como em outros setores, consiste em agir localmente pensando
globalmente dentro das suas três dimensões de forma equilibrada: social, ambiental e econômica. Ela deve
ser incorporada a todo o processo da cadeia construtiva, dentro de cada etapa, em todos os ciclos de vida.
A nível global, o Green Building Council Brasil (2019) ressalta a contribuição das construções sustentáveis para
os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), sendo que um
dos objetivos, o ODS 11, se refere especi�camente a Cidades e Comunidades Sustentáveis. A nível nacional, os
benefícios são inúmeros, contribuindo para a preservação dos recursos naturais, a gestão da água, da energia
e dos resíduos, além da economia gerada a longo prazo para os usuários.
O termo construção sustentável começou a ser utilizado na década de 1990 e de�nido na Agenda 21,
documento assinado na Rio 92, como um processo holístico que harmoniza os ambientes natural e urbano
por meio do equilíbrio entre as dimensões da sustentabilidade. Nesse momento, conferências ambientais
mundiais estabeleciam metas a serem atingidas, reforçando a necessidade de se repensar as formas de
produção e utilização da energia (Cortese; Kniess; Maccari, 2017; Ministério do Meio Ambiente, [s. d.]).
O setor da construção civil gera muitos impactos em todas as suas fases e utiliza diversos recursos naturais,
portanto, práticas inteligentes e sustentáveis permitem a identi�cação, o monitoramento e a mitigação dos
danos. Esses impactos geram efeitos a nível local e global: mudanças climáticas, poluição do ar, resíduos em
aterros, poluição da água potável, e uso de energias não renováveis, entre outros.
Relembre os principais aspectos de uma construção sustentável, também considerados requisitos ambientais
nas avaliações para certi�cações das edi�cações (Centro de Tecnologia de Edi�cações, 2022):
Aula 5
REVISÃO DA UNIDADE
23/11/2024, 11:50 wlldd_241_u1_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144247&atividade… 19/26
https://doi.org/10.59306/rgsa.v11e2022107-128
https://doi.org/10.59306/rgsa.v11e2022107-128
Desenvolvimento de projeto de forma integrada envolvendo todas as disciplinas desde o início do
projeto.
Aproveitamento passivo dos recursos naturais (iluminação e ventilação natural) e integração com os
recursos ativos.
Aplicação de estratégias de conforto ambiental e e�ciência energética.
Dispositivos de economia da água e sistemas de gerenciamento do consumo.
Gestão dos resíduos durante a obra e operação da edi�cação.
Qualidade do ar do ambiente interior.
Conforto ambiental térmico, lumínico e acústico.
Uso racional dos materiais e tecnologias de menor impacto ambiental.
Qualidade e durabilidade do processo construtivo.
Saúde e bem-estar dos ocupantes.
Responsabilidade s
Execução de obra como foco na minimização dos impactos causados.
Estratégias como essas minimizam os impactos ambientais dos materiais utilizados, os impactos motivados
pela produção de resíduos, redução do consumo de energia e água, preservação da biodiversidade e
ecossistema, além dos impactos sociais e econômicos.
A questão energética é considerada um dos maiores impactos gerados pelo segmento da construção civil, e as
fontes de geração de energia se tornaram uma preocupação mundial em todos os setores. As certi�cações
ambientais de edi�cações promovem avanços em todos os requisitos, inclusive o relacionado à e�ciência
energética, e estimulam a utilização das formas de geração de energia mais limpa e acessível.
Para você, como futuro pro�ssional da área, aprofundar os estudos nessa nova abordagem de construção
possibilita bons ganhos �nanceiros e um diferencial competitivo, fortalecendo suaposição no mercado.
REVISÃO DA UNIDADE
Olá, estudante!
Neste vídeo você poderá relembrar o contexto histórico e os principais conceitos que tratam de construções
sustentáveis, os impactos ambientais na cadeia da construção civil e no ciclo de vida das edi�cações e
produtos associados. Você também vai recapitular os requisitos para que a construção receba selos e
certi�cações ambientais. Vamos pensar nas novas perspectivas desse modelo de construção sustentável e
questionar a respeito de como ele pode ampliar os horizontes pro�ssionais e transformar em atitudes diárias.
ESTUDO DE CASO
Imagine que você trabalha para uma empresa de engenharia especializada em projetos e construções
sustentáveis com atuação a nível nacional. A empresa foi contratada por uma organização de Tecnologia da
Informação e Comunicação (TIC) que precisa de uma nova sede com espaço su�ciente para comportar muitos
funcionários. Você coordena uma equipe multidisciplinar que será responsável pela concepção do projeto e
execução da obra.
A empresa de TIC compreende recursos de hardware, software e telecomunicações que oferecem
automações ou outras funcionalidades, uma variedade de dispositivos, aplicativos, redes e serviços de
computação que permitem comunicação e podem ser usados em diversos segmentos.
Sua equipe precisa propor uma solução para uma área, pertencente à empresa contratante, em que já existe
uma edi�cação antiga e deteriorada. A Figura 1 ilustra a parte externa da edi�cação, e a Figura 2, as condições
da parte interna em um dos pavimentos.
Figura 1 | Fachada de uma antiga fábrica
23/11/2024, 11:50 wlldd_241_u1_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144247&atividade… 20/26
Fonte: Freepik.
Figura 2 | Estrutura interna do pavimento de uma antiga fábrica
Fonte: Pixabay.
Estudante, observe com atenção as duas imagens e faça uma análise bem criteriosa das características da
edi�cação, internamente e externamente. Utilize os tópicos a seguir para direcionar suas escolhas e proponha
uma solução sustentável para projeto e execução dessa obra:
1. Com base nos tipos e características de construções sustentáveis estudados, de�na o melhor método
construtivo. Você considera mais interessante a demolição da edi�cação existente devido às condições
em que se encontra? Você acredita ser viável uma reforma?
2. Faça uma análise do ciclo de vida da sua proposta para a nova sede, lembrando que ele acontece em
todas as etapas da cadeia produtiva da construção civil.
3. Analise os impactos ambientais associados.
4. Que tipo de processo de projeto seria mais adequado para esse trabalho? Relembre as duas
possibilidades estudadas.
5. Que estratégias de sustentabilidade você poderia utilizar nesse projeto?
6. A edi�cação proposta poderá receber certi�cação? Que tipo você acha interessante nesse caso? Faça uma
avaliação com base nos requisitos estudados.
Revisite o conteúdo abordado nas aulas, pesquise novos elementos e desenvolva uma solução adequada para
a situação-problema apresentada. Releia o artigo sugerido no Saiba Mais, “A economia circular na indústria da
construção civil”. Esse material pode auxiliar em suas re�exões do caso.
Descreva como será o projeto e a execução da obra em questão, além da melhor opção de processo projetual
para que sua equipe obtenha resultados efetivos, a partir dos conhecimentos adquiridos nessa unidade.
 Re�ita
Como você estudou durante as aulas, o setor da construção civil tem um papel fundamental na
economia e desenvolvimento de um país, mas consome muitos recursos naturais e gera uma grande
quantidade de resíduos.
Marafão e Coradi (2021) evidenciam a possibilidade de minimizar os impactos da cadeia produtiva nesse
segmento por meio da economia circular, promovendo a transição do modelo predominantemente
linear para o modelo circular. Pense nos princípios desse modelo que se baseia em inovar, renovar,
reutilizar e reciclar em detrimento à ideia de extrair, produzir, consumir e descartar.
No Brasil esse conceito ainda é pouco aplicado na construção civil, mas já existem muitas pesquisas
acerca do tema. Esses princípios podem auxiliar na composição dos lucros por meio da reutilização e
desenvolvimento de novas técnicas para processos e fabricação de produtos.
Um exemplo da aplicação do modelo circular está relacionado ao reaproveitamento de resíduos que são
desperdiçados dentro do ciclo produtivo da construção civil, os quais podem ser reinseridos em um novo
23/11/2024, 11:50 wlldd_241_u1_con_sus
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=flavioclaudino19%40gmail.com&usuarioNome=FLÁVIO+GUILHERME+CLAUDINO&disciplinaDescricao=&atividadeId=4144247&atividade… 21/26
ciclo de produção. Essa prática propicia vantagens �nanceiras, benefícios econômicos na escala no setor
produtivo e socioambientais, além de atrair consumidores que estão cada vez mais engajados nas
questões ambientais.
RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO
Para resolvermos essa situação-problema, podemos nos basear nos tópicos propostos anteriormente.
1. Os tipos e características de construções sustentáveis estudados, e a partir das opções citadas
você pode de�nir o método construtivo mais adequado.Você considera mais interessante a
demolição da edi�cação existente devido às condições em que se encontra? Resposta: Levando em
consideração que um dos maiores impactos gerados pelo setor da construção civil é a geração de
resíduos, a demolição de uma construção tão grande produziria uma quantidade enorme de entulho.
Além disso, para construir uma nova edi�cação haverá utilização de energia, tanto na fabricação de
materiais como na execução da obra. 
Você acredita ser viável uma reforma? Resposta: Sim, seria uma ótima solução escolher o tipo de
construção retro�t, que consiste em uma reforma para renovação e modernização do espaço e de toda a
infraestrutura, mantendo as características do projeto original e podendo transformar o uso. Nesse caso,
a reforma proporcionaria a mudança de uso, transformando uma antiga fábrica em uma empresa de
TIC. 
2. A análise do ciclo de vida da sua proposta para a nova sede, que acontece em todas as etapas da
cadeia produtiva da construção civil. A avaliação do ciclo de vida (AVC) das edi�cações é uma
ferramenta de suporte à tomada de decisão que pode ser utilizada na escolha de materiais e até mesmo
na construção em si, visando edi�cações mais responsáveis, com menor impacto ambiental.
3. Os impactos ambientais associados a esse setor auxiliam a identi�car as melhores soluções para
evitar e mitigar seus efeitos.
4. Que tipo de processo de projeto seria mais adequado para esse trabalho? Resposta: O Processo de
Projeto Integrado (PPI), aproveitando sua equipe multidisciplinar e as ferramentas digitais como o BIM.
Relembre as duas possibilidades, projeto convencional e projeto integrado.
5. Que estratégias de sustentabilidade você poderia utilizar nesse projeto? Resposta: Diversas, uma
delas é utilizar o telhado existente para assentar placas de captação de energia solar, por
exemplo. Você acredita ser viável uma reforma? Resposta: Sim, seria uma ótima solução escolher o tipo
de construção retro�t, que consiste em uma reforma para renovação e modernização do espaço e de
toda a infraestrutura, mantendo as características do projeto original e podendo transformar o uso.
Nesse caso, a reforma proporcionaria a mudança de uso, transformando uma antiga fábrica em uma
empresa de TIC. 
6. Essa edi�cação proposta poderá receber certi�cação? Sim, e para isso é necessário conhecer os
critérios estabelecidos e avaliados na certi�cação escolhida e contemplá-los desde a concepção do
projeto. Você acredita ser viável uma reforma? Resposta: Sim, seria uma ótima solução escolher o tipo de
construção retro�t, que consiste em uma reforma para renovação e modernização do espaço e de toda a
infraestrutura,

Mais conteúdos dessa disciplina