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Qual a função do transporte ativo?
O transporte ativo é um processo fundamental para as células, permitindo que elas movam 
substâncias através de suas membranas celulares contra o gradiente de concentração, ou seja, do 
local onde a substância está menos concentrada para o local onde ela está mais concentrada. Essa 
movimentação exige energia, pois está "lutando" contra a tendência natural de difusão, que busca o 
equilíbrio de concentração.
Para realizar esse trabalho, o transporte ativo utiliza a energia armazenada nas moléculas de ATP 
(Adenosina Trifosfato). Quando o ATP é quebrado em ADP (Adenosina Difosfato), libera energia que é 
utilizada pelas proteínas transportadoras para realizar o movimento das substâncias através da 
membrana. É como se o ATP fosse o "combustível" que alimenta os "motores moleculares" da célula.
Em outras palavras, o transporte ativo é como um "caminhão de mudança" celular, capaz de levar 
"bagagens" importantes (moléculas) para onde elas são necessárias, mesmo que isso exija esforço 
extra. Essa capacidade é crucial para diversas funções celulares, como:
Manter o equilíbrio iônico: Regula a concentração de íons dentro e fora da célula, essencial para a 
transmissão de sinais nervosos, contração muscular e outras funções. Um exemplo clássico é a 
bomba de sódio-potássio, que mantém altas concentrações de potássio dentro da célula e baixas 
concentrações de sódio.
Absorção de nutrientes: Permite a captação de nutrientes do meio externo, mesmo quando sua 
concentração dentro da célula é maior, garantindo o suprimento de substâncias essenciais para o 
metabolismo celular. Por exemplo, as células intestinais utilizam o transporte ativo para absorver 
glicose e aminoácidos dos alimentos.
Excreção de toxinas: Remove substâncias tóxicas ou indesejáveis da célula, protegendo-a de danos 
e mantendo seu funcionamento adequado. Isso inclui a remoção de resíduos metabólicos e 
substâncias potencialmente prejudiciais.
Manutenção do potencial de membrana: Gera e mantém a diferença de potencial elétrico entre o 
interior e o exterior da célula, fundamental para a comunicação intercelular e para o 
funcionamento de células nervosas e musculares.
A importância do transporte ativo pode ser observada em várias situações práticas. Por exemplo, 
quando uma pessoa está desidratada, o transporte ativo nos rins trabalha intensamente para 
conservar água e eletrólitos. Nas células nervosas, o transporte ativo é crucial para restabelecer o 
potencial de membrana após cada impulso nervoso, permitindo que novos sinais sejam transmitidos.
Além disso, muitas doenças podem surgir quando há problemas no transporte ativo. Por exemplo, a 
fibrose cística é causada por defeitos no transporte de íons cloreto, enquanto certas formas de 
hipertensão podem estar relacionadas a problemas na bomba de sódio-potássio. Isso demonstra como 
o bom funcionamento do transporte ativo é essencial para nossa saúde.