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Infecções 
 odontogênicas 
 cap. 16 - Princípios de Tratamento e Prevenção das 
 Infecções Odontogênicas (pág. 1002) 
 ❗ Hospital porta aberta - atende o paciente 
 sem ele ter q passar por todo sistema de triagem do 
 sus. 
 - Só chegar e pedir atendimento e eles são obrigados a atender. 
 - Ex: Hugo e Hugol 
 - 
 Araújo Jorge não é um hospital assim, para vc ser atendido lá vc tem que 
 passar por um cadastro 
 Microbiologia ………………………………. 
 — Infecção odontogênica deve ser tratada em 
 ambiente hospitalar 
 — Pode evoluir pra uma mediastinite (infecção do 
 tórax), pneumonia, sepse e morte 
 - urgência e emergência 
 - progressão rápida, 4-5 dias já se torna 
 sistêmica (sepse) 
 — São infecções polimicrobianas (aero + anaeróbias) 
 ex: Bactérias anaeróbicas: 
 Cocos G+: Streptococcus e Peptostreptococcus 
 Bacilos G-: Prevotella , Porphyromonas spp e Fusobacterium 
 — Causador da infecção: microbiota bacteriana 
 bucal normal 
 - lesões cariosas e doenças periodontais são 
 as causas de infecção odontogênicas 
 — Identificar a causa, possibilita escolher o melhor 
 antibiótico 
 — Diagnóstico : patognomônico 
 - assertivo e não tem erro 
 - infecção por bactéria anaeróbia tem um 
 cheiro tão característico por causa do pus 
 que o seu diagnóstico é patognomônico 
 ❗Procedimento cirúrgico 
 — Prescrição: 
 Analgésico (por 2 dias) + AINE (por 3 dias) 
 — é preciso observar melhora em até 3 dias 
 - Após 3 dias da cirurgia o paciente já parou 
 de tomar antiinflamatório e analgésico, ou 
 seja, não é pra ele sentir mais dor ou 
 inchaço e se continuar, há algo de errado 
 (infecção) 
 Infecções Odontogênicas ……… 
 Simples X Complexas ………………. 
 Simples: 
 — Tumefação limitada no processo alveolar e no 
 espaço vestibular 
 — Primeira tentativa de tratamento 
 — Paciente não-imunocomprometidos 
 Complexa: 
 — Tumefação estendida além do espaço vestibular 
 — Falha no tratamento inicial 
 — Pacientes imunocomprometidos 
 ❗incisões amplas pq o espaço deve ser drenado 
 Fisiopatologia …………………………….. 
 — surgem de fontes endodônticas ou periodontais 
 relacionadas ao dente 
 1. polpa necrótica de um dente cariado ou 
 fraturado 
 2. pericoronarite de um dente parcialmente 
 incluso 
 3. bolsas periodontais profundas 
 Infecção periapical aguda-crônica 
 Passo a passo 
 — cárie e necrose pulpar 
 — local contaminado 
 — dente tratado endodonticamente 
 - canal é feito até 1mm antes do ápice 
 - sobram algumas bactérias que podem não 
 morrer e perpetuar 
 — processo inflamatório crônico de baixa 
 intensidade por muito tempo 
 - pode ser causado por uma lesão cariosa extensa, infiltração, fratura, 
 doença periodontal… 
 — infecção periapical (raiz com alteração no periápice) 
 Diagnóstico : procurar restos radiculares 
 radiográficos e periapicopatia 
 Tratamento : curetar a lesão antes da infecção 
 (cureta de Lucas) 
 Complicações: 
 — fístula 
 — osteomielite (inflamação do osso) 
 — abscesso intra-oral de tec. moles 
 — celulite (processo inflamatório agudo intenso) 
 — infecção facial cerebral ascendente 
 — bacteremia 
 — septicemia 
 — infecção do espaço facial profundo 
 Manifestações: N1 
 1 fase: inoculação (edema) 
 — 1-3 dias 
 — duração: 0-3 dias 
 — edema vermelho difuso, mole e pastoso, 
 moderadamente macio 
 2° fase: celulite 
 — duração: 1-5 dias 
 — resposta inflamatória intensa 
 — edema vermelho firme, difuso e mal definido e 
 extremamente doloroso à palpação (dor difusa) 
 ❗Diagnóstico diferencial: celulite é endurecida 
 igual pau 
 3° fase: abscesso 
 — 4-10 dias 
 — pus 
 — edema e a vermelhidão mais bem definidos e 
 localizados, consistência flutuante 
 — dor localizada 
 4° fase: resolução 
 — após drenagem espontânea ou por meio de uma 
 cirurgia 
 — destruição das bactérias envolvidas 
 ❗Dor: diferencia para saber se está ou não evoluindo para uma infecção 
 - celulite é uma dor mais irradiada 
 - abcesso é uma dor mais localizada 
 ❗Cisto é uma cavidade que pode ou não ser 
 revestido por um epitélio 
 - como q se forma um cisto, sua 
 fisiopatologia? - pesquisar 
 História natural da ………………… .. 
 infecção odontogênica … …… .,,,, 
 — Origem : 
 Processo inflamatório crônico - fontes endodônticas 
 ou periodontais 
 - polpa necrótica (dente cariado/fraturado) 
 - pericoronarite (parcialmente incluso ou 
 bolsa periodontal profunda) 
 - ex: Lesão cariosa extensa; lesão 
 periodontal; fratura; infiltração; lesão 
 crônica; necrose pulpar 
 Fatores que interferem no local 
 da infecção 
 1- espessura da cortical óssea 
 — Independentemente da origem, quando tratada 
 de modo inadequado, uma infecção vai progredir e 
 se disseminar pelo caminho de menor resistência. 
 - 
 foi invadindo o dente até chegar no osso, tentando romper o osso na 
 região que a espessura da cortical óssea é menor/ mais fina 
 Exemplos : 
 — incisivos inferiores : o rompimento da cortical 
 tende a ser na vestibular por ter a cortical mais fina 
 — molares inferiores : geralmente atravessa a 
 cortical lingual, pois os ápices dentários tendem a 
 estar na face lingual da mandíbula e a cortical 
 lingual tende a ser mais fina do que na superfície 
 vestibular. 
 — molares superiores : tende a atravessar a cortical 
 vestibular porque o osso facial é fino, o que oferece 
 pouca resistência à reabsorção e representa o 
 caminho de menor resistência. 
 ❗Se a lesão ficar dentro da cortical óssea a dor é insuportável pois não tem pra onde 
 sair e comprime as terminações nervosas, mas quando ele se espalha (forma fístula , 
 abscesso) a dor alivia por não estar pressionando em um só lugar 
 2- inserção muscular 
 — Depois de atravessar o osso, a infecção continua 
 a se espalhar pelo caminho de menor resistência 
 pelos espaços potenciais. 
 — A localização do espaço potencial envolvido 
 depende principalmente da localização da 
 trepanação óssea com relação aos ligamentos 
 musculares adjacentes. 
 Bucinador : 
 — insere da face vestibular dos molares superiores 
 e inferiores 
 — espaço bucal da bochecha 
 Masseter : 
 — insere nas ranhuras massetericas no ângulo 
 mandibular 
 Bucal : 
 — faz uma alça entre as faces dos dentes 
 superiores e inferiores 
 Milo Hióideo : 
 — músculo que forma o assoalho da cavidade 
 bucal 
 ❗Abaixo do temporal: espaço temporal profundo 
 Acima do temporal: espaço temporal superficial 
 Exemplo 1: processo inflamatório infeccioso 
 Imagem A 
 — rompeu a cortical na vestibular, abaixo do 
 músculo bucinador 
 — material foi pro no fundo de vestíbulo 
 - fundo de vestíbulo com aumento de volume 
 perceptível apenas intra oral geralmente 
 Imagem B 
 — rompeu cortical na vestibular acima do músculo 
 bucinador 
 — drenando acima do músculo 
 — não vai ter aumento de volume mas paciente vai 
 ta com a boca “inchada” pq tem líquido 
 Exemplo 2: 
 dentes superiores: 
 — rompeu na vestibular abaixo da inserção do 
 músculo bucinador 
 ↳ drena pro espaço vestibular (fórnice de vestíbulo) 
 — rompeu acima da inserção 
 ↳ drena pro espaço bucal 
 dentes inferiores: 
 — rompeu na vestibular abaixo da inserção do 
 bucinador 
 ↳ drena pro espaço bucal 
 — rompeu acima da inserção 
 ↳ drena pro espaço vestibular (fórnice de vestíbulo) 
 Exemplo 3: 
 — dente inferior (mandíbula) 
 — processo inflamatório infeccioso do periápice 
 — drenagem na face lingual (língua) 
 - músculo abaixo da lingual que forma o assoalho bucal: milo hioideo 
 ↳ drenou acima da inserção do milohioideo, 
 drena pro espaço lingual - inchaço sublingual 
 ↳ drenou abaixo do milohioideo, drena pro 
 espaço submandibular 
 ❗Perguntas a se fazer! 
 Qual face que rompeu a cortical? (Vestibular, lingual ou palatino) 
 O rompimento se espalhou para cima ou par baixo do músculo? De qual músculo? 
 - Isso vai definir se a pessoa vai ficar inchada ou não 
 Molar superior ; seio maxilar 
 Rompe a cortical na vestibular 
 - pode romper acima ou abaixo— Assintomático 
 - não necessita de tratamento e pode 
 desaparecer espontaneamente. 
 ❗ Embora essas lesões possam surgir como 
 radiopacidades circulares no seio maxilar, são na 
 maioria dos casos benignas e, com exceção das 
 mucoceles expansíveis, não requerem intervenção 
 Mucoceles 
 ( cistos cirúrgicos ciliados ou cistos maxilares 
 pós-operatórios) 
 ❗O termo "mucocele" é utilizado incorretamente para descrever qualquer acúmulo 
 de 
 fluido, mas cada lesão tem causas e características histológicas distintas. 
 — Lesões císticas verdadeiras revestidas por 
 epitélio 
 — Causa : cirurgias no seio maxilar 
 - região onde parte do revestimento do seio 
 se separa 
 - forma uma lesão isolada preenchida por 
 muco. 
 — Podem expandir ou erodir as paredes do seio 
 maxilar 
 - necessita de remoção e biópsia para 
 distinguir de lesões agressivas ou malignas. 
 Cistos de Retenção: 
 — Causa : bloqueio dos ductos das glândulas 
 secretoras de muco do seio maxilar. 
 - mucina acumulada é circundada por epitélio, 
 formando uma lesão cística verdadeira 
 — Geralmente pequenos e não visíveis 
 radiograficamente 
 Complicações de Cirurgias Orais 
 Envolvendo os Seios Maxilares 
 Mais comuns: 
 — Deslocamento de dentes, raízes ou fragmentos 
 de instrumentos para dentro do seio maxilar 
 — Criação de comunicação entre a cavidade oral e 
 o seio maxilar durante cirurgias da maxila posterior. 
 - Perfurações/ Ruptura da membrana do seio maxilar (comunicação 
 oroantral) 
 Comunicação oroantral - . 
 Perfurações/ Ruptura da membrana do seio 
 maxilar (comunicação oroantral) 
 ❗Aguda X Crônica 
 Aguda - comunicação : 
 — momento que aconteceu 
 — É preciso fechar bem para que ela não evolua 
 para uma fístula 
 Crônica - fístula : 
 — comunicação que não foi tratada 
 — complicação pós operatória 
 — união do epitélio da boca com o epitélio sinusal 
 - não tem osso entre eles e eles então se 
 unem (defeito) 
 — tratamento: fistulectomia 
 Causas: 
 — Traumáticas 
 - ex: lesões cariosas mt extensas 
 — Cirurgias de grandes cistos e tumores 
 - Remoção de lesões císticas que invadem a 
 cavidade do seio 
 — Exodontias 
 - cuidado para não jogar a raiz mais para 
 dentro 
 - Deslocamento de dentes ou raízes durante 
 remoção. 
 - extrações de molares superiores com raízes 
 divergentes. 
 ❗O seio maxilar pode estar pneumatizado, criando maior proximidade entre as 
 raízes 
 e a cavidade do seio. 
 — Acidentes Cirúrgicos 
 - Uso inadequado de instrumentos 
 - Invasão a estruturas anatômicas (seio 
 maxilar) 
 raiz palatina ta protegida pela cortical óssea | raiz mesio vestibular faz a comunicação 
 vista póstero anterior - mostra relação dos dentes com 
 as estruturas 
 — Raízes longas de formato anormal 
 — Lesões periapicais que destroem parte do 
 assoalho do seio. 
 Caso : acidente com implante no seio maxilar 
 ❗ se não tem espaço ósseo para implante, precisa 
 levantar a membrana e fazer enxerto ósseo 
 Consequências: 
 — infecção ou rejeição de corpos estranhos 
 — pneumatização do seio maxilar 
 - expansão do seio maxilar por ar 
 - Causa: pressão da membrana sobre osso 
 que sofre reabsorção 
 Quando não tem um dente antagonista, o dente que sobrou faz uma força que gera a 
 contração da membrana no osso que gera a reabsorção do osso 
 ❗pode evoluir para fistula bucosinusal 
 Diagnóstico 
 — Observação trans-cirúrgica 
 - no meio da cirurgia você pode observar o 
 que houve 
 — Teste de Valsalva N1 
 - orientar o paciente que vai contar até 3 e 
 tampar o nariz dele 
 - pede para ele fazer força como se fosse 
 assoar o nariz 
 - ao fazer isso, se houver comunicação, 
 haverá passagem de ar pela boca 
 - Pode dar falso negativo 
 - Pode borbulhar quando assopra 
 - Deve haver comunicação/ fístula para ser 
 utilizado 
 — Sondagem delicada com instrumento rombo 
 - sonda vai dentro do “vazio”, na 
 comunicação 
 — Cone de gutaperche 
 - enfiar na fístula e radiografar 
 - confirmação da comunicação 
 Tratamento de comunicações oroantrais 
 — controle da infecção e remoção de materiais 
 contaminados ou enxertos em excesso. 
 - Abordagem cirúrgica, como Caldwell-Luc ou cirurgia endoscópica, pode 
 ser necessária para resolver o problema 
 — Fechamento da perfuração 
 - Pequenas aberturas podem ser fechadas com reparo adequado. 
 - Em casos de aberturas maiores, pode ser necessário um tratamento mais 
 complexo, já que o fechamento primário pode falhar. 
 — Tratamento imediato ao criar a abertura. 
 — Em casos de fístulas ou falhas no fechamento 
 primário, o tratamento pode ocorrer posteriormente 
 Tratamento Imediato 
 (comunicação bucossinusal aguda) 
 Prevenção 
 — evitar a exposição do seio maxilar. 
 — avaliar previamente radiografias de alta 
 qualidades, como foco: 
 - Seios maxilares excessivamente 
 pneumatizados. 
 - Raízes dilaceradas ou divergentes 
 - 
 Caso identificado, a cirurgia pode ser modificada, como dividir o dente 
 para remover as raízes separadamente. 
 Perfurações pequenas ( e sem doenças associadas) 
 — Formar e preservar um coágulo sanguíneo no 
 local de extração. 
 — Não é necessário levantar retalhos de tecidos 
 moles. 
 — Suturas - reposicionar os tecidos. 
 — Um pacote de gaze é colocado por 1 a 2 horas. 
 Perfurações maiores 
 — Pode ser necessário cobrir o sítio de extração 
 com um retalho de avanço para fechar a abertura 
 do seio maxilar. 
 — O procedimento mais comum envolve a 
 elevação de um retalho bucal. 
 - Liberação do periósteo e avanço do retalho 
 para cobrir o local da extração. 
 - Retalho deve ter base ampla e cobrir 
 adequadamente a comunicação sem 
 tensão. 
 Tratamento cirúrgico 
 — Fechamento imediato da comunicação bordo a 
 bordo (bem fechado) 
 — Retalho mucoso vestibular 
 — Incisão no periósteo para ganhar a elasticidade 
 - incisões relaxantes para conseguir ter mais 
 elasticidade 
 — Divulsão 
 — Suturas bem ancoradas e sem tensão 
 Instruções ao paciente (pós operatórias) 
 — Evitar uso de canudos, fumar, impactos no nariz 
 — Abrir a boca ao espirrar 
 — Medicamentos recomendados 
 - Antibiótico (geralmente penicilina) 
 - Anti-histamínico e descongestionante por 7 
 a 10 dias. 
 — Observação pós-operatória a cada 48 a 72 horas 
 — Paciente deve retornar se houver sinais de 
 comunicação oroantral (ar saindo pela boca, líquido 
 no nariz, sintomas de sinusite) 
 — higiene das suturas (o mais limpo que conseguir) 
 — Comer oq quiser do lado não operado; se operar 
 os 4 quadrantes, dar preferência a alimentos 
 líquidos, pastosos e frios. Evitar grãos e farelos 
 (podem entrar no alveolo) 
 Tratamento coadjuvante 
 — Antibioticoterapia 
 - clavulin (amoxicilina + ac clavulanico) 
 — Descongestionantes da mucosa do seio 
 - acetilcisteína (fluimucil) 
 - evitar a sensação de acúmulo de secreção 
 - Não pode fazer força com o nariz se não 
 arrebenta os pontos 
 Receituário 
 Uso Oral 
 1. Clavulin BD. 875 mg. 01 caixa 
 Tomar uma cápsula por via oral de 12/12 horas 
 durante 7 dias. 
 2. Nimesulida. 100mg. 01 caixa 
 Tomar 1 comprimido por via oral de 12/12 horas 
 durante 3 dias. 
 3. Lisador. 08 comprimidos. 
 Tomar 1 comprimido por via oral de 06/06 horas por 
 2 dias e/ou se dor. 
 ❗BD: medicamento deve ser tomado de 12h em 
 12h (2x ao dia) 
 Fechamento da comunicação oroantral ampla 
 A. fístula oroantral ampla na região do molar da maxila direita. 
 B. Diagrama do desenho do retalho. 
 C. Ilustração do retalho elevado para o fundo do vestíbulo. 
 D. Corte seccional cruzada da elevação do retalho 
 - periósteo deve ser incisado na altura da dissecção (seta) no vestíbulo, 
 liberando a fixação do retalho nessa área para que o retalho de tecido 
 seja posicionado sem tensão através do sítio de extração 
 E. elevação e o retalho 
 - tesouras são usadas para incisar o periósteona altura da dissecção. 
 F. Reposição passiva do retalho por meio do sítio de extração. 
 G. Retalho suturado na posição 
 - margens do retalho se estendem além do sítio de extração e do defeito de 
 comunicação. 
 H. Corte transversal de fechamento 
 - Em alguns casos, pode ser necessária uma quantidade pequena de 
 redução óssea sobre o aspecto facial para facilitar o fechamento do 
 retalho. 
 Tratamento Tardio 
 (comunicação bucossinusal crônica - fístula 
 oroantral) 
 ❗paciente com muita secreção e pus 
 ❗so tratamos sinusite que tem envolvimento ou que sao de origem dentária, se não, 
 é com otorrino 
 ❗❌ usar o termo sinusectomia 
 - ato de cortar e tirar parte do seio (curetagem 
 da membrana sinusal) 
 ✅ tratamento de uma fístula bucosinisal 
 Tratamento inicial / clínico 
 ❗Antes do fechamento da fístula, é essencial eliminar qualquer infecção no seio 
 maxilar. 
 — Irrigação frequente da fístula 
 — uso de antibióticos e descongestionantes. 
 — Uso de dispositivo temporário para cobrir a 
 fístula e evitar contaminação 
 — Instilação nasal e Inalação 
 Tratamento cirúrgico (fechamento da fístula) 
 ❗Caso a infecção persista, pode ser necessário remover os tecidos doentes via 
 procedimento de Caldwell-Luc 
 ❗Pode ser realizada Cirurgia endoscópica sinusal 
 Retalho deslizante vestibular / Bucal 
 semelhante ao fechamento de comunicação oroantral. 
 — Trajeto fistuloso revestido com epitélio deve ser 
 removido. 
 - retalhos relaxantes 
 - Disseca o periósteo devagar para cobrir 
 — Após excisão, o retalho bucal é elevado e 
 suturado sobre o defeito. 
 - fecha a parte vestibular com palatina e 
 impede a formação de fístula 
 - Coágulo pode se formar e assim formar 
 osso de novo 
 — desvantagem: perde profundidade de vestíbulo e 
 desloca a gengiva inserida para palatina 
 - pode deslocar prótese 
 Retalho Rotatório Palatino 
 — incisão 3-4mm da margem gengival 
 - incisa ate tocar no periósteo e descola, para 
 conseguir rodar 
 — gira o retalho, para preencher o espaço 
 — Indicação: fístulas mais complexas 
 — Desvantagem: 
 - mucosa do palato é rigida e espessa (sem 
 elasticidade) - dificil rodar/ puxar e osso fica 
 exposto 
 - ampla exposição óssea gerada. 
 — Vantagem: 
 - Não perde profundidade de vestíbulo, n 
 desloca tecido inserido 
 - cicatriza por 2° intenção 
 - suprimento sanguíneo adequado 
 - maior semelhança do tecido com a crista 
 alveolar. 
 Combinação de retalhos e material aloplástico: 
 ❗Pode colocar um aparato para não dar 
 deiscência da sutura 
 — Utiliza retalhos bucal e palatino 
 — Cobre o defeito com materiais como colágeno, 
 ouro ou titânio. 
 — Material aloplástico pode ser absorvido ou, em 
 alguns casos, exposto e esfoliado com o tempo. 
 — Corpo adiposo: bola de bichat (bola gordurosa) 
 — Implantes (malhas de titânio) 
 - ruim! 
 - tecido mole preenche/ prende - difícil de tirar 
 — Enxertos: 
 - ex: Polietileno (polímeros construídos de 
 forma digital) 
 ❗Defeitos maiores podem exigir retalhos mais 
 extensos, como retalhos da língua ou músculo 
 temporal. 
 ❗ compreensão da anatomia do paciente e do 
 processo infeccioso é essencial para o sucesso do 
 tratamento. 
 ❗tem que romper a membrana que se forma 
 transparente cheia de líquido para entrar no buraco 
 e fechar a comunicação 
 Avaliação dos dentes adjacentes: 
 — devem ser avaliados, pois podem estar 
 comprometidos. 
 — casos mais complicados: pode ser necessária a 
 remoção do dente para um fechamento eficaz. 
 Fechamento do retalho bucal de fístula oroantral 
 A. Corte transversal de fístula oroantral na 
 região do molar. 
 B. O retalho bucal foi elevado. 
 C. epitélio que reveste a fístula - excisado; 
 periósteo - liberado na altura vestibular da 
 dissecção 
 retalho livre de tensão - fechado através do 
 defeito, com as margens do retalho apoiadas 
 sobre o osso. 
 Fechamento de retalho palatino de fístula oroantral 
 A. Imagem clínica de uma fístula de longa data, resultante da remoção de um molar 
 na maxila posterior, onde o seio foi pneumatizado. 
 B. tecido mole circundando a abertura oroantral é excisado, expondo o osso alveolar 
 subjacente ao redor do defeito ósseo. 
 retalho palatino de espessura total é delineado, incisado e elevado de anterior para 
 posterior. 
 - espessura: total do mucoperiósteo, base posterior ampla e incluir a artéria 
 palatina. 
 - largura: suficiente para cobrir todo o defeito ao redor da abertura oroantral 
 - comprimento: adequado para permitir a rotação do retalho e 
 reposicioná-lo sobre o defeito sem colocar indevida tensão no retalho 
 C. O retalho é girado para garantir que não haverá tensão no mesmo quando estiver 
 posicionado para cobrir o defeito ósseo. 
 D. Rotação e fechamento do retalho. 
 E. Fotografia clínica do fechamento. 
 F. Cicatrização 1 semana após a cirurgia. 
 G. Três semanas após a cirurgia. 
 Fechamento de comunicações oroantrais com a 
 ajuda de membrana 
 A. fístula oroantral no processo alveolar superior direito 
 - região do primeiro molar, 
 - será fechada com a colocação subperióstea de material aloplástico (ouro 
 ou folha de titânio, ou membrana de colágeno reabsorvível) 
 - devolve retalhos mucoperiósteos do palato e faciais. 
 - retalhos 1 ou 2 dentes anterior e posterior, ao longo do sulco gengival, 
 possibilita o alongamento do retalho para facilitar o avanço e fechar sobre 
 o defeito. 
 - sistema fistuloso é excisado. 
 - margens ósseas devem ser expostas a 360° ao redor do defeito ósseo 
 para a colocação da membrana abaixo dos retalhos mucoperiósteos. 
 - apoia-se o retalho em todos os lados pelo osso subjacente. 
 B. Fechamento 
 - De preferência, os retalhos podem ser aproximados sobre o defeito. 
 - Em alguns casos, um pequeno espaço entre os retalhos cicatrizará sobre 
 a membrana por segunda intenção. Mesmo se a mucosa intraoral não se 
 cicatrizar inicialmente, o revestimento do seio maxilar irá se cicatrizar e 
 fechar. Assim, a membrana é esfoliada ou reabsorvida, prosseguindo-se 
 com a cicatrização da mucosa. 
 C. Corte transversal da técnica de fechamento da membrana 
 - Os retalhos mucoperiósteos bucais e do palato são elevados para expor o 
 defeito ósseo e a ampla área do osso alveolar subjacente ao redor da 
 comunicação oroantral. A membrana sobrepõe-se a todas as margens do 
 defeito, e os retalhos do palato e facial são suturados sobre ela. 
 Possíveis modalidades no tratamento das 
 fístulas oroantrais 
 Casos ………………. 
 Caso 1 
 — Comunicação mésio vestibular 
 — Retalho deslizante, elástico 
 — Pinça levanta o retalha e vc corta o periósteo 
 - corte superficial / não profundo 
 — Desvantagem: perde profundidade de vestíbulo 
 (por ser unitária a perda não é muito grande) 
 — Expôs a bola de bichat , usou como 1º camada e 
 depois fechou com a mucosa 
 - para aumentar a proteção da região 
 ❗todo caso de comunicação, avisar ao pct que vai 
 tentar resolver em 1 cirurgia só, mas pode ser que 
 precise de outra 
 Caso 2 
 — lado direito radiopaco, velado 
 — lado esq radiolúcido (normal) 
 — Caso nunca fica crítico pois tem um ponto de 
 saída da secreção 
 — inicialmente, orifício pequeno (fistula pequena), 
 cabe apenas uma agulha 
 depois que descola, vê o tamanho real (orifício de 
 perda grande) 
 — Cirurgia: fistulectomia 
 - remover a fístula/ pólipos 
 sinusais e depois fecha o 
 retalho 
 - não adianta tentar suturar pq 
 não vai colar 
 - coloca bola de bichat se o 
 buraco for mt grande 
 ❗Tecido de granulação e bola de 
 bichat vão se expondo com o tempo 
 mas com a higienização/escovação, 
 ela sai 
 Caso 3 
 — restos radiculares 
 — orifício grande 
 ❗cuidado para não dar deiscência 
 ❗só remove a sutura quando se certificar que 
 cicatrizou bem 
 Caso 4 
 — Corta um pouco do osso para conseguir puxar a 
 mucosa e cobrir 
 — Regulariza o osso com Lima 
 — Perda do fundo de vestíbulo 
 Caso 5 
 —Lado esquerdo com pólipos - radiopaco 
 ❗Confiar no corte axial, coronal e sagital da TC 
 — descola o periósteo com lâmina 9 afiada e nova 
 (n utilizar a q estava usando antes para fazer as incisões iniciais) 
 — testa a mobilidade do tecido com a pinça 
 sutura 
 — Solução de descontinuidade: há uma inflamação 
 no seiodo músculo 
 bucinador (se for acima a pessoa fica com 
 as bochechas inchadas , se for abaixo não 
 tem aumento de volume) 
 Princípios do tratamento ………… 
 Princípio 1: Determinar a 
 gravidade do infecção 
 — Exame Clínico: História/anamnese completa, 
 exame físico e testes auxiliares (exames 
 radiográficos e laboratoriais) 
 Anamnese 
 — Queixa principal 
 - queixa (geralmente a principal queixa é dor) 
 - duração (Há quanto tempo está assim?) 
 - é rápido, se tiver muito tempo já é crônico 
 - localização 
 - gravidade 
 - qualidade da dor e/ou do edema 
 — Sinais e Sintomas 
 sinal: vemos | sintoma: pct relata 
 - dor; tumor/tumefação; calor; rubor e perda 
 da função (trismo) 
 - Infecções graves: febre, mal-estar, 
 dificuldade respiratória (dispneia), 
 dificuldade ou dor na deglutição (disfagia ou 
 odinofagia), mudança na voz (disfonia) e 
 trismo 
 — História completa 
 — Rapidez (pode ser do dia para noite) 
 Exame Físico extra-oral (Ectoscopia) 
 — Aparência geral 
 - BEG - bom estado geral 
 - REG - regular estado geral 
 - MEG - mal estado geral) 
 — Sinais Vitais 
 - Temperatura 
 bacteriemia e envolvimento sistêmico (> 38.3 °C) 
 - Pressão Sanguínea 
 - Tx de pulso/ Frequência cardíaca 
 Batimento normal: braquicardia taquicardia 
 - Tx respiratória 
 Eupneico - 16 e 20 resp./min (respiração tranquila /normal) 
 Braquipineico (respiração lenta) 
 Taquipineico (respiração rápida - >20) 
 - Oxigenação 
 comprometimento/obstrução das vias respiratórias (saturaçãoDreno 
 (se houver preocupação quanto a um novo acúmulo de purulência) 
 — drenos de Penrose, pedaços/dedo 
 de luvas estéreis ou diques de borracha 
 também estéreis 
 — impede o tecido de colabar e voltar a infecção 
 — deve ser colocado profundamente da cavidade 
 do abscesso 
 — usado apenas para deixar a região aberta e 
 permitir a saída da secreção 
 — duração: 15 dias a 1 mês 
 (depende de cada caso) 
 - 
 até epitelização do sistema ou quando o paciente melhorar clinicamente e 
 a drenagem cessar (2-5 dias após o procedimento de incisão drenagem) 
 — Depois de removido, deixa-se a ferida cicatrizar 
 por segunda intenção. 
 9. Sutura 
 — Sutura-se o dreno aos tecidos adjacentes à 
 incisão de aspecto razoavelmente saudáveis (ou 
 próximo da borda da incisão) para evitar rasgar os 
 tecidos ao passar a agulha 
 — material de sutura não reabsorvível 
 Caso 1 
 — Apagamento do sulco nasogeniano - assimetria 
 facial 
 — Tem olho de pus/ ponto de flutuação 
 — Fundo de vestíbulo com abscesso (abaixo do 
 músculo bucinador) 
 — Restauração extensa + infiltração + lesão no 
 periápice radiolúcida 
 - sugere necrose pulpar 
 - processo periapical crônico 
 Abscesso: drena + trat. endodôntico (não extrai) 
 Caso 2 
 — Abcesso 
 - lesão localizada 
 - mole 
 — Expressão de medo (tóxica) 
 — Evolução de uma lesão cariosa 
 ❗O pico máximo do edema é de 72h 
 Caso 3 
 — Extração de dente - 7 dias formou um abcesso 
 no palato 
 — anestesia distante 
 — faz uma incisão (não um piquezinho); faz 
 divulsão (encostar no osso) 
 Princípio 5: Suporte 
 médico/clínico para o paciente 
 — Assim que a fonte da infecção é eliminada e 
 drenada, o papel do dentista é otimizar a 
 capacidade do paciente em eliminar a infecção 
 residual por meios de suporte 
 Meios de suporte: 
 — Estimular a hidratação oral (líquido, suplementos 
 alimentares); 
 — Controle da dor: prescrição de antibióticos, 
 anti-inflamatório, analgésicos; 
 — Melhora da nutrição 
 — Controle da glicose no sangue 
 — Instruções pós-operatórias. 
 Princípio 6: Escolher e prescrever 
 os antibióticos apropriados 
 ❗tratamento adjuvante 
 Fatores que devem ser considerados: 
 — gravidade da infecção; 
 — capacidade para tornar o tratamento cirúrgico; 
 — sistema de defesa hospedeiro do paciente. 
 Indicação: 
 — Aumento de volume de evolução rápida 
 (celulite); 
 — Tumefação difusa; 
 — Trismo 
 — Temperatura alta 38° C 
 — Comprometimento das defesas do hospedeiro 
 (imunocomprometido) 
 — Envolvimento dos espaços fasciais (mais 
 profundos) 
 — Pericoronarite grave; 
 — Osteomielite; 
 — Linfadenopatia 
 — Infecções graves 
 Uso desnecessário: 
 — Exigência do paciente; 
 — Dor de dente; 
 — Abscesso crônico bem localizado; 
 — Abscesso alveolar drenado; 
 — Extrações múltiplas em pacientes não 
 comprometidos; 
 — Abscesso reduzidos situados na face vestibular; 
 — Alvéolo seco (alveolite) 
 - remove sutura e faz irrigação com soro morno ou clorexidina 0.12% 
 — Pericoronarite branda a moderada (inflamação 
 no opérculo) 
 Indicações para cultura e teste de 
 sensibilidade 
 — Testes desnecessários e impraticáveis, pois os 
 organismos causadores já são conhecidos 
 - microbiota bucal normal (predominantemente estreptococos orais 
 facultativos, estreptococos anaeróbios e espécies de Prevotella e 
 Fusobacterium) 
 — Cultura : teste feito com tecido vivo para ver se 
 ainda tem bactéria (corta um pedaço) 
 Indicações especiais: 
 — Infecções c/ disseminação rápida; 
 — Infecção Pós-operatória 
 - radicular 
 — Infecção que não responde ao tratamento (48 
 horas); 
 — Infecção recorrente; 
 — Comprometimento das defesas do hospedeiro; 
 — Tratamento anterior com múltiplos antibióticos 
 — Osteomielite 
 Antibióticos 
 — Penicilina; 
 — Amoxicilina (+ ac. clavulânico) 
 — Clindamicina ; 
 — Azitromicina; 
 — Metronidazol; 
 — Moxifloxacina. 
 ❗Escolhas de eleição 
 - Penicilina 
 - Cefalospotina 
 - Clindamicina 
 - Claritromicina 
 ❗estreptococos aeróbios e facultativos e 
 anaeróbios orais: penicilina, amoxicilina, 
 clindamicina e azitromicina 
 ❗anaeróbios estritos: metronidazol (antibiótico de 
 nitroimidazol) 
 - raramente é utilizado nas infecções de rotina e, às vezes, utilizado em 
 conjunto com antibióticos padrão em infecções graves, com uma cultura 
 positiva para um nível significativo de bactérias anaeróbias 
 Usos apropriados 
 — Edema que se estende além do processo 
 alveolar 
 — celulite (com ou sem abscesso concomitante) 
 — Trismo 
 — Linfadenopatia 
 — Febre (mais de 38,3°C) 
 — Pericoronite grave 
 — Osteomielite 
 — Paciente imunocomprometido (com tratamento 
 cirúrgico adequado da infecção) 
 Usos inapropriados 
 — Demanda do paciente 
 — Dor grave (não atribuível à infecção) 
 — Dor de dente 
 — Periodontite periapical ou abscesso 
 — Osteíte alveolar (alveolite seca) 
 — Administração pós-operatória em um paciente 
 imunocompetente após várias extrações dentárias 
 — Pericoronite leve 
 — Abscesso drenado limitado ao processo alveolar 
 Antibióticos de espectro reduzido 
 — úteis no tratamento de infecções odontogênicas 
 simples 
 — atinge os estreptococos e as bactérias 
 anaeróbias orais sem alterar a microbiota normal da 
 cavidade bucal, da pele e do sistema GI. 
 - Penicilina 
 - Amoxicilina 
 - Clindamicina (tecidos ósseos) 
 - Metronidazol 
 Antibióticos de amplo espectro 
 — úteis no tratamento de infecções odontogênicas 
 complexas 
 - Amoxicilina com ácido clavulânico (para 
 infecções sinusais) 
 - Azitromicina 
 - Moxifloxacino 
 ❗Enzima que destrói o antibiótico: betalactamase 
 ❗podem alterar consideravelmente a microbiota 
 bacteriana normal de vários sistemas orgânicos, 
 como a pele e o sistema gastrintestinal (GI), o que 
 pode levar a efeitos indesejáveis, como o 
 desenvolvimento de superinfecções ou infecções 
 oportunistas que, em geral, seriam controladas 
 pelas bactérias existentes. Além de levar ao 
 desenvolvimento de resistência bacteriana aos 
 antibióticos. 
 Uso de antibiótico com menor incidência 
 de toxicidade e efeitos colaterais 
 — penicilina e a azitromicina: 
 - baixa incidência de efeitos adversos 
 Penicilina 
 — efeitos secundários mais comuns: alergias, com 
 manifestações recorrentes, como urticária, prurido e 
 desconforto GI (diarreia). 
 — Reações adversas graves, como anafilaxia, são 
 raras 
 ❗base do tratamento para as infecções 
 odontogênicas: penicilina (betalactâmica) 
 Azitromicina 
 — apresenta melhor relação eficácia-toxicidade 
 entre os antibióticos macrolídios para infecções 
 odontogênicas. 
 Clindamicina 
 associado à colite pseudomembranosa 
 - causada pela alteração da microbiota Gl e do crescimento excessivo 
 subsequente de Clostridium difficile 
 - ❗essa condição pode surgir com o uso de 
 quase qualquer antibiótico e, em geral, 
 ocorre em pacientes gravemente debilitados 
 Moxifloxacino 
 — fluoroquinolona de amplo espectro 
 — muito mais eficaz contra bactérias bucais do que 
 seus homólogos mais antigos. 
 — efeitos adversos: ruptura espontânea do tendão, 
 hepatite, arritmia, neuropatia periférica e efeitos 
 psiquiátricos. 
 bactericida X bacteriostático 
 bactericidas : 
 — preferencia 
 — lisam e eliminam as bactérias, diminuindo a 
 carga sobre o sistema de defesa do hospedeiro. 
 bacteriostáticos : 
 — ex: azitromicina e a clindamicina (em doses 
 baixas; em doses elevadas, a clindamicina é 
 bactericida) 
 — abrandam a reprodução bacteriana e 
 possibilitam que a defesa do hospedeiro elimine as 
 bactérias 
 — podem ser menos eficazes em indivíduos com 
 um sistema imune comprometido. 
 Critérios 
 — Eficácia com a microbiota oral; 
 — Espectro limitado; 
 — Menor toxicidade; 
 — Bactericida 
 — Condição financeira do paciente 
 Princípio 7: Administrar o 
 antibiótico adequadamente 
 — Doses adequadas; 
 — Intervalos apropriados; 
 — Tempo adequado 
 (6 a 7 dias para infecções brandas c/ causa 
 solucionada) 
 - independentementedos sintomas 
 Princípio 8: Avaliar o paciente 
 frequentemente 
 — a cura ocorre dentro de 1 semana, sem 
 complicações (em imunocompetentes) 
 — acompanhamento típico: 2-3d após cirurgia 
 Razões para Falha do Tratamento 
 — Cirurgia inadequada 
 - controle da origem, drenagem, ou ambos 
 — Defesa do hospedeiro comprometida 
 — Presença de corpo estranho 
 — Problemas com antibiótico 
 - Falta de colaboração do paciente 
 - O medicamento não alcança o local 
 - Dosagem muito baixa 
 - Diagnóstico bacteriano errado 
 - Antibiótico errado 
 Infecção metastática ………………… 
 — A infecção metastática é definida como a que 
 ocorre em uma localização distante da porta de 
 entrada das bactérias 
 — infecção das valvas cardíacas resulta em 
 endocardite infecciosa 
 — infecção das próteses articulares leva à 
 insuficiência protética 
 Endocardite Bacteriana ( N1) 
 Fatores necessários para desenvolvimento 
 de infecção metastática: 
 — Área distante suscetível; 
 — Propagação bacteriana por via hematogênica; 
 — Defesas locais enfraquecidas 
 Medidas profiláticas não antibióticas 
 — Manter a higiene oral ideal, antes e durante os 
 procedimentos invasivos 
 — assepsia cirúrgica 
 - lavagem com gluconato de clorexidina antes 
 do procedimento 
 Recomendações para a profilaxia da 
 endocardite infecciosa 
 Antes de procedimentos dentários que envolvam: 
 — manipulação do tecido gengival 
 — manipulação da região periapical dos dentes 
 — perfuração da mucosa oral em pacientes com 
 condições cardíacas associadas a alto risco de 
 resultados adversos para endocardite 
 - Valva cardíaca protética 
 como próteses implantadas transcateter e homoenxertos. 
 - Endocardite infecciosa prévia 
 - Material protético usado para o reparo das 
 valvas cardíacas, como anéis de 
 anuloplastia e cabos. 
 - Doenças cardíacas congênitas (DCC) 
 - Cardiopatia cianótica não reparada 
 CHD, incluindo canal e desvio 
 (shunts) paliativos 
 com shunts residuais ou regurgitação valvar no local 
 - Defeito congênito do coração 
 reparado completamente com 
 material protético ou aparelhos, se 
 colocados por cirurgia ou por 
 intervenção com cateter, durante os 
 primeiros seis meses após o 
 procedimento 
 com shunts residuais ou regurgitação valvar no local 
 - DCC reparada com defeitos 
 residuais no sítio ou adjacente ao 
 sítio do reparo ou instrumento 
 protético (de um emplastro protético ou 
 dispositivo 
 protético - o qual inibe a formação de endotélio) 
 - Receptores de transplante cardíacos que 
 têm valvopatia cardíaca 
 - 
 Transplante cardíaco com regurgitação da valva decorrente 
 de uma valva estruturalmente anormal. 
 Procedimentos e eventos que não requerem 
 profilaxia 
 — injeção anestésica de rotina através de tecidos 
 não-infectados 
 — radiografia dentária 
 — ajuste de aplicações ortodônticas 
 — colocações de brackets ortodônticos 
 — esfoliação de dentes decíduos 
 — sangramento por trauma de lábios ou mucosa 
 oral 
 — Dentística restauradora 
 — Tratamento endodôntico e colocação de diques 
 de borracha 
 — Remoção da sutura 
 — Colocação de aplicações removíveis (ex: 
 próteses removíveis ou aplicações ortodônticas) 
 — Tomada de impressões 
 — Tratamentos com fluoretos 
 Regimes antibióticos para profilaxia das 
 infecções metastáticas e do sítio cirúrgico 
 — A dose total em crianças não deve exceder a dose de adulto. 
 — As cefalosporinas não devem ser usadas em pacientes com reação de 
 hipersensibilidade do tipo imediato às penicilinas. Outras cefalosporinas orais de 
 primeira ou segunda gerações podem ser substituídas em dose equivalentes em 
 adultos e crianças. 
 IM, intramuscular; IV, intravenosa. 
 ❗focar no adulto 
 ❗de acordo com perfil do paciente, qual medicamento indicar? 
 ❗Usar clindamicina se for alérgico a amoxicilina 
 Prescrição de antibiótico intra ou pós 
 procedimento 
 — paciente em situação de risco: 
 - cuja condição específica não tenha sido 
 divulgada até após o início do procedimento 
 dentário 
 - com sangramento inesperado durante um 
 procedimento dentário minimamente 
 invasivo 
 — Administrar antibiótico o mais rápido possível, 
 não passando de 4h após hemorragia 
 Espaços Faciais 
 Cap. 17 - Infecções Odontogênicas Complexas 
 (pág. 1064) 
 Anatomia ……………………………… ..,,…… 
 Classificação das regiões da anatomia da 
 cabeça e do pescoço: 
 1) trígonos ("triângulos") do pescoço; 
 2) aquelas desenvolvidas com base na anatomia 
 afetada por traumatismos cervicais penetrantes 
 3) infecções de cabeça e pescoço 
 — Os espaços profundos da cabeça e do pescoço 
 são revestidos de fáscia contendo tecido conjuntivo 
 areolar frouxo 
 - Fáscia: recobre os músculos e tecidos 
 - espaços "potenciais" (virtuais, não vemos) 
 - existem apenas quando invadidos por 
 bactérias ou outro material que leve a 
 edema, abrindo-os, seguido por uma fase 
 de celulite e, depois, um estágio de 
 abscesso 
 pq a fáscia se distende (coleção de uma micro-organismos) 
 — objetivo: amortecer e proteger nervos, músculos, 
 vasos e outras estruturas importantes que os 
 atravessam 
 Classificação e hierarquia ……… 
 das camadas fasciais ………………. 
 cervicais .. 
 (da face e do pescoço) ………. ... 
 — Superficial : imediatamente profunda na 
 superfície da pele 
 (ex: músculo da expressão facial - platisma) 
 - 
 Consiste, principalmente, em tecidos subcutâneo e conjuntivo e contém 
 nervos e veias superficiais. 
 — Profunda : “espaço de perigo” 
 — fáscia cervical superficial (FCS) 
 - (linha tracejada vermelha) 
 — fáscia cervical profunda, camada superficial (FCPCS) 
 — fáscia cervical profunda, camada média (FCPCM) 
 — fáscia cervical profunda, camada profunda; (FCPCP) 
 Anatomia das camadas fasciais profundas do 
 pescoço 
 - camada superficial da fáscia cervical 
 profunda (destacada em vermelho) 
 Espaços fasciais primários … … 
 Maxila 
 — Canino / infraorbital 
 — Bucal 
 — Infratemporal 
 Mandíbula 
 — submentual 
 — bucal 
 — Submandibular 
 — Sublingual 
 Espaços fasciais secundários 
 — Massetérico 
 — Pterigomandubular 
 — Temporal superficial e profundo 
 — Lateral da faringe 
 — Retrofaríngeo 
 — Pré - vertebral 
 ❗Septicemia - choque séptico 
 (pressão arterial muito baixa) 
 Percurso da infecção do …………. 
 espaço fascial profundo …………. 
 Oriundas de qualquer dente 
 — Espaços mais comuns: vestibular, bucal e 
 subcutâneo 
 1) infecção penetra no osso alveolar 
 - abscesso do espaço vestibular 
 - infecção do espaço bucal 
 2) Espaço Vestibular: 
 (mais comum: com base na propagação pelo caminho de menor resistência através 
 das placas vestibulares ou linguais do osso) 
 — Maxila: espaço canino/infraorbital 
 — Mandíbula: espaço do corpo da mandíbula 
 (que é confinado pelo periósteo mandibular) 
 3) Espaço bucal 
 — superiores e inferiores 
 — próximo ao espaço subcutâneo 
 - bordas determinadas por maxila (músculo 
 masseter) e mandíbula (músculo bucinador 
 e músculos da expressão facial e da fáscia 
 associada) 
 4) tecidos subcutâneos 
 5) pele - levando a uma fístula orocutânea/ trato 
 sinusal 
 Deslocamento da infecção 
 Depende do nível de perfuração cortical com 
 relação à inserção do músculo bucinador 
 define se a infecção seguirá para o espaço bucal (3), em vez de permanecer aderida à 
 vestibular - maxila ou mandíbula (2) 
 — deslocará para o espaço bucal , se: 
 - maxila : cefálica/anterior à inserção do 
 músculo bucinador 
 - mandíbula : caudal/posterior à inserção do 
 músculo bucinador 
 — deslocará para o espaço vestibular , se: 
 - maxila : ápice radicular e o local de 
 penetração cortical forem superiores à 
 inserção do músculo bucinador 
 - mandíbula : ápice radicular e o local de 
 penetração cortical forem inferiores à 
 inserção do músculo bucinador 
 Nesse plano subperiosteal, as infecções do espaço 
 vestibular podem, então, cursar para: 
 - maxila : espaço canino, seguidas pelo 
 espaço infraorbital- mandíbula : infecção do espaço 
 submandibular, que tem o potencial de se 
 propagar rapidamente para espaços fasciais 
 mais profundos 
 Locais que a infecção pode se expressar 
 — depende da espessura do osso sobrejacente e da relação dos anexos musculares 
 com o local da perfuração. 
 (1) abscesso vestibular 
 (2) espaço bucal 
 (3) abscesso palatino 
 (4) espaço sublingual 
 (5) espaço submandibular 
 (6) seio maxilar 
 ❗Ex: Abscesso do espaço bucal com trajeto transcutâneo espontâneo de drenagem 
 (geralmente caminho de menor resistência). 
 Oriundas de dentes superiores 
 — palato ósseo força as infecções decorrentes das 
 cúspides palatinas dos dentes superiores para o 
 espaço palatino. 
 Espaço palatino: 
 — osso do palato + periósteo suprajacente 
 — ponto de drenagem para infecções que surgem 
 dos ápices das raízes palatinas dos dentes 
 superiores 
 caminho de disseminação: (1) espaço vestibular, 
 (2) espaços canino e infraorbital na maxila. 
 Espaço canino ou infraorbital: 
 — delimitado pelos músculos quadrado do lábio 
 superior e levantador do ângulo da boca, pelas 
 cartilagens nasais e pela mucosa oral 
 — espaço mais afetado por infecções decorrentes 
 da raiz longa do dente canino superior 
 Invadido quando: 
 — infecções oriundas do ápice da raiz canina 
 maxilar perfuram o osso alveolar 
 - superior à inserção do músculo levantador 
 do ângulo da boca 
 - inferior à origem do músculo levantador do 
 lábio superior 
 OU 
 — extensão de uma infecção no espaço bucal 
 adjacente. 
 ❗Da mesma maneira, as infecções do espaço infraorbital podem se espalhar 
 diretamente no espaço bucal. 
 Drenagem : 
 — espaço vestibular (espaço inferior ao espaço 
 canino/infraorbital - caudal ao músculo levantador 
 do ângulo da boca DRENA para cavidade oral 
 — espaço infraorbital/canino DRENA em pontos 
 próximos aos cantos medial e lateral do olho 
 - exame clínico de uma infecção do espaço canino, a prega nasolabial deve 
 ser obliterada ou achatada pelo edema tecidual abaixo dessa marca facial 
 específica. 
 Espaço bucal 
 — limitado superficialmente pela pele 
 sobrejacente e pelos tecidos 
 subcutâneos (pele e fáscias) e 
 profundamente pelo músculo 
 bucinador. 
 — molares superiores ou inferiores 
 (são mais associados a infecções do 
 espaço bucal) 
 — Clinicamente: irregularidades na pele sobre o 
 arco zigomático 
 ❗se não houver extensão para espaços adjacentes, em geral o arco zigomático e a 
 borda inferior da mandíbula permanecem palpáveis clinicamente no cenário de 
 abscessos do espaço bucal. 
 Espaço infratemporal 
 — posterior ao maxilar e se mostra contínuo lateral 
 e superiormente ao espaço temporal profundo. 
 - infecções envolvendo um desses espaços 
 costumam envolver também o outro 
 — limitado medialmente pela placa pterigóidea 
 lateral do osso esfenoide e, superiormente, pela 
 base do crânio 
 - envolvem interiormente os ramos da artéria 
 maxilar interna e do plexo venoso 
 pterigóideo 
 ❗As infecções que atingem o plexo pterigóideo 
 podem se estender diretamente para o seio 
 cavernoso, porque as veias da cabeça e do 
 pescoço não têm válvulas para impedir a 
 propagação retrógrada de bactérias, permitindo a 
 extensão 
 — 3 molares inferiores (associados) 
 — Clinicamente: difíceis de examinar 
 adequadamente, embora possa ser visível a 
 plenitude temporal. 
 Oriundas de dentes inferiores 
 — ápices linguais dos dentes inferiores em geral 
 drenam para o espaço sublingual (acima do 
 milo-hióideo) ou submandibular (abaixo do 
 milo-hióideo) 
 Espaço vestibular 
 — rota inicial mais comum de disseminação 
 Espaço sublingual ou submandibular, 
 mastigatório ou bucal 
 — rota inicial ou secundária 
 — sublingual ou no submandibular 
 - dependendo do nível do ápice radicular com 
 relação ao músculo milo-hióideo no aspecto 
 lingual da mandíbula 
 — A partir daqui, as infecções podem estender-se 
 para os espaços fasciais secundários ou profundos 
 do pescoço. 
 Espaço do corpo da mandíbula 
 — espaço potencial entre o osso cortical da 
 mandíbula e o periósteo sobrejacente 
 — infecções podem se tornar muito difusas devido 
 à forma da mandíbula e por se estender aos 
 espaços adjacentes (espaços sublinguais, 
 submandibulares). 
 Ex : infecção decorrente do ápice da raiz do dente 
 inferior que está localizado caudalmente à inserção 
 do músculo bucinador envolverá primeiro o espaço 
 do corpo da mandíbula e depois o espaço bucal. 
 Espaços perimandibulares 
 — descritos por Grodinsky e Holyoke 
 — espaços submandibular, sublingual e 
 submentoniano. 
 — envolvidos quando infecções originárias dos 
 pré-molares e molares perfuram o córtex lingual da 
 mandíbula 
 - sublingual: Se a infecção perfurar a 
 mandíbula superiormente à linha 
 milo-hióidea (PM’s e 1M) 
 - submandibular : Se a infecção perfurar o 
 córtex lingual inferior à inserção do músculo 
 milo-hióideo à mandíbula (3M) 
 ❗Linha milo-hióidea 
 — área de inserção do músculo 
 milohióideo 
 à superfície medial da mandíbula 
 — limite fundamental entre 
 espaços submandibular e 
 sublingual (sem ela, seriam considerados o mesmo espaço) 
 Espaço sublingual 
 — espaço perimandibular 
 — primeiro espaço fascial 
 profundo envolvido nas infecções 
 odontogênicas mandibulares 
 — limites: assoalho da 
 submucosa da boca (mucosa 
 oral) e o músculo milo-hióideo. 
 — primariamente envolvido pela infecção dos 
 pré-molares mandibulares e do primeiro molar. 
 ❗ infecção espacial sublingual isolada 
 (sem uma infecção espacial submandibular concomitante) 
 - não deve haver edema extraoral perceptível, pois a infecção é limitada a 
 uma região superior ao músculo milo-hióideo 
 - incomum: espaço sublingual não tem limite posterior, e se comunica 
 livremente com o espaço submandibular. 
 - Clinicamente: elevação do assoalho da boca e da língua, com dificuldade 
 de fala ou de deglutição, sobretudo em infecções tardias ou bilaterais no 
 espaço sublingual. 
 ❗não há limite posterior do espaço sublingual 
 Espaço submandibular 
 — espaço perimandibular 
 — encontra-se entre o 
 músculo milo-hióideo e a 
 camada anterior da fáscia 
 cervical profunda, logo 
 abaixo do músculo 
 platisma, e inclui as superfícies lingual e inferior da 
 mandíbula, abaixo da inserção do músculo 
 milo-hióideo. 
 — quase sempre se manifesta com o achado 
 clínico de edema extraoral visível (ao contrário do 
 sublingual) 
 - infecção do espaço submandibular ocorre caudalmente ao músculo 
 milo-hióideo e, portanto, a CSFC e o músculo platisma são as únicas 
 barreiras entre a cavidade do abscesso e a pele. 
 - é na CSFC que cirurgicamente, por um procedimento de incisão e 
 drenagem, há a liberação de coleção purulenta, quando presente. 
 ❗não há limite posterior do espaço submandibular 
 - se comunica livremente com os espaços 
 fasciais mais profundos do pescoço que 
 podem resultar em morbidade significativa 
 quando envolvidos. 
 - (ex: espaços pterigomandibulares e 
 faríngeos laterais) 
 — configuração triangular 
 - formado pela margem inferior da mandíbula 
 e pelas cavidades anterior e posterior dos 
 músculos digástricos. 
 ❗as infecções de um espaço submandibular 
 podem atravessar o espaço submentoniano para 
 envolver o submandibular contralateral. 
 espaço submentoniano 
 — dentes incisivos inferiores 
 — envolvido como uma extensão das infecções do 
 espaço submandibular 
 - Isso se deve ao fato de a única barreira anterior do espaço submandibular 
 ser o ventre anterior do músculo digástrico, que não é uma barreira 
 verdadeira entre os espaços submandibular e submentoniano. 
 Infecções no espaço ………………… 
 profundo do pescoço ……………… 
 como podem se espalhar para cabeça e pescoço: 
 ❗Infecções no espaço fascial cervical profundo são extremamente perigosas, com 
 alto potencial de disseminação rápida e graves complicações, especialmente no 
 sistema respiratório e cardiovascular. A intervenção médicaimediata é crucial. 
 Caminho 1: 
 1° espaço bucofaríngeo: 
 - espaços sublingual + submandibular 
 - parte posterior do músculo milo-hióideo 
 2° espaço pterigomandibular 
 3° espaço lateral da faringe 
 4° espaço retrofaríngeo (se não forem tratadas) 
 ❗Outra progressão poderia ser para o espaço de 
 perigo pouco antes de chegar ao mediastino 
 Caminho 2: 
 — ao redor do músculo digástrico 
 — gravidade: 
 - risco de comprometer às vias respiratórias e 
 o mediastino (devido à proximidade) 
 - urgência 
 — espaços mais afetados: 
 - submandibular 
 - mastigatório 
 — espaço mastigatório: delimitado pela fáscia que recobre o músculo masseter, o 
 músculo pterigóideo medial, o músculo temporal e o crânio. 
 — espaços temporais superficiais e profundos são separados um do outro pelo 
 músculo temporal. 
 — espaço pterigomandibular: é separado da porção infratemporal do espaço temporal 
 profundo pelo músculo pterigóideo lateral 
 — espaço submassetérico: é separado do espaço temporal superficial pelo arco 
 zigomático 
 Espaço mastigatório 
 — Compartimentos - união dos músculos: 
 - massetérico (ou submassetérico) 
 - pterigomandibular (mais envolvido) 
 - temporal superficial 
 - temporal profundo 
 ❗compartimentos podem se envolver rapidamente 
 quando um é afetado. 
 — infecções odontogênicas relacionadas ao 
 terceiro molar inferior, devido à pericoronite 
 — formado pela divisão da fáscia cervical profunda. 
 - fáscia cervical: envolve todos os músculos 
 da mastigação e se divide na borda inferior 
 da mandíbula 
 — Causas comuns de infecções: 
 - Terceiro molar inferior infectado (periapical 
 ou pericoronite). 
 - Fraturas infectadas do ângulo mandibular. 
 — Infecção do espaço submassetérico: 
 - Trismo (dificuldade em abrir a boca) devido 
 à inflamação dos músculos da mastigação. 
 - radiografia: aumento difuso do masseter por 
 edema. 
 — Infecções no espaço pterigomandibular: 
 - terceiro molar mandibular infectado 
 - trismo devido ao envolvimento do 
 pterigóideo medial. 
 - Radiografia: aumento do músculo e possível 
 formação de abscesso 
 - Sintomas clínicos de infecções avançadas: 
 - Dor e edema nos espaços temporais 
 (superficiais e profundos) 
 - Inchaço edematoso com aparência 
 de ampulheta, limitado pelo arco 
 zigomático. 
 Espaço Faríngeo Lateral: 
 — A infecção dos espaços submandibular, 
 sublingual ou pterigomandibular pode se propagar 
 para o espaço faríngeo lateral 
 — forma: triângulo invertido: 
 — localização: da base do crânio ao osso hioide. 
 — compartimentos: 
 - Anterior 
 - Posterior 
 — Sintomas 
 - Trismo (devido ao envolvimento do músculo 
 pterigóideo medial) 
 - Edema flutuante na região cervical lateral. 
 - Dificuldade de visualizar o ângulo da 
 mandíbula devido ao edema cervical. 
 - Abaulamento intraoral da parede lateral da 
 orofaringe em direção à linha média 
 (draping faríngeo). 
 - Disfagia(dificuldade para engolir) 
 - Disfonia (alteração na voz) 
 - Incapacidade de controlar secreções 
 salivares. 
 - Febre alta e mal-estar 
 - Comprometimento iminente das vias 
 respiratórias**, afetando a orofaringe e a 
 hipofaringe. 
 — Complicações: 
 - Trombose da veia jugular interna 
 - Erosão da parede da artéria carótida 
 - Comprometimento dos nervos cranianos 
 - IX (glossofaríngeo) 
 - X (vago) 
 - XII (hipoglosso). 
 Espaço Retrofaríngeo: 
 — Localizado atrás da parede posterior da faringe, 
 entre a base do crânio e a sexta vértebra cervical. 
 — Contém tecido conjuntivo frouxo e linfonodos. 
 — infecções podem se espalhar para o “espaço de 
 perigo” 
 Espaço de Perigo: 
 — Localizado entre a fáscia alar (anterior) e a 
 fáscia pré-vertebral (posterior). 
 — Infecções podem se espalhar para o mediastino. 
 Espaço Mediastinal: 
 — abriga o coração, nervo frênico, nervo vago, 
 traqueia, esôfago, grandes vasos (aorta, veias 
 cavas). 
 — Infecções 
 - Mediastinite: Inflamação grave do 
 mediastino, com risco de compressão do 
 coração e pulmões. 
 - Complicações neurológicas: Compressão do 
 nervo vago, afetando os sistemas 
 cardiovascular e respiratório. 
 - Ruptura de estruturas como esôfago e 
 pulmões, levando a risco imediato de morte 
 ❗Área de coleção de bactéria , área hipodensa ou hipoatenuante 
 I 
 ❗ limite inferior do espaço de perigo: diafragma (coloca todo o mediastino em risco) 
 - Pode comprimir o mediastino (pulmão) 
 Objetivos do tratamento das … 
 Infecções do espaço 
 fascial …… 
 ❗ajudam a controlar a infecção, mesmo que não levem à resolução imediata, 
 permitindo a identificação de outras intervenções necessárias. 
 — Otimização clínica 
 - 
 Garantir que o paciente esteja em condições estáveis antes de iniciar 
 qualquer procedimento. 
 — Proteção das vias respiratórias 
 - 
 Pode ser necessário realizar uma intubação orotraqueal geral ou, em 
 casos mais graves, uma via respiratória cirúrgica (traqueostomia). 
 — Remoção da fonte de infecção 
 - Identificar e eliminar a causa da infecção, como um dente infectado. 
 — Incisão cirúrgica e drenagem: 
 - A drenagem da infecção por meio de uma incisão cirúrgica é fundamental 
 para reduzir o acúmulo de pus e aliviar a pressão. 
 — Antibioticoterapia adjuvante: 
 - 
 Uso de antibióticos para combater a infecção bacteriana. A escolha do 
 antibiótico pode depender da gravidade e do tipo de bactéria envolvida. 
 — Avaliação frequente da resposta à terapia 
 - Monitorar o paciente de perto para ajustar o tratamento conforme a 
 evolução da infecção. 
 Angina de Ludwing ……………………. 
 (N1) 
 — infecção do espaço perimandibular 
 bilateralmente com comprometimento da via 
 respiratória, acompanhada de dor/peso/aperto no 
 peito (infarto) 
 - envolvimento de espaços sublinguais, 
 submandibulares e submentonianos 
 — “angina”: apertar; comprimir 
 - aumento no pescoço que comprime a região 
 — Quando uma celulite ou um abscesso envolvem 
 esses espaços bilateralmente (dois 
 submandibulares, dois sublinguais e um 
 submentoniano), a via respiratória deve ser a 
 principal consideração e ser protegida prontamente 
 (ex: intubação traqueal de traqueostomia) 
 — Clinicamente: 
 - extraoral: endurecimento consistente da 
 pele nas regiões submentoniana e 
 submandibular 
 - intraoral: elevação do assoalho bucal e da 
 língua (espaço sublingual) 
 - possíveis edemas flutuantes (cavidades de 
 abscesso) bilateralmente a partir da borda 
 inferior da mandíbula para o osso hioide. 
 ❗Muitas vezes, a borda inferior da mandíbula não 
 é palpável, devido ao significativo edema. 
 — Sintomas: disfagia, disfonia, trismo, elevação do 
 assoalho da boca e da língua (incapacidade de 
 visualizar e avaliar a orofaringe posterior), 
 imobilidade cervical, sensação globosa (sensação 
 de nódulo na garganta) nos estágios tardios, 
 incapacidade de lidar com as secreções da via oral, 
 cabeça mantida em posição de "farejamento", voz 
 de "batata quente" e aumento do trabalho 
 respiratório, devido à obstrução das vias 
 respiratórias superiores. 
 —Tratamento (⬇ morbidade do paciente) 
 - proteção da via respiratória o mais cedo 
 possível, com intervenção cirúrgica precoce 
 na forma de incisão e drenagem 
 — na nossa area é emergencia, pq ta descendo na cervical e pode chegar no tórax 
 - ❗emergência: deve ser tratado na hora 
 Infecções específicas ……… 
 Trombose do seio cavernoso 
 Disseminação hematogênica da infecção da mandíbula 
 para o seio cavernoso 
 — complicação grave e 
 potencialmente fatal de infecções 
 odontogênicas, especialmente 
 maxilares. 
 — Ocorre quando um coágulo de 
 sangue se forma nos seios 
 cavernosos, que são cavidades intracranianas 
 responsáveis pela drenagem venosa 
 - pode ocorrer anteriormente, pela veia oftálmica inferior ou superior ou 
 posteriormente, por meio de veias emissárias do plexo pterigoide. 
 ❗essa infecção pode estender-se livremente 
 (porque não há válvulas nas veias da cabeça e do pescoço)— pode afetar nervos cranianos envolvidos no seio 
 cavernoso causando 
 diversos déficits 
 neurológicos e visuais 
 (potencial fatalidade) 
 — Estruturas do seio 
 cavernoso 
 Fasciite Necrosante Cervical 
 — infecção grave, muitas vezes referida como 
 "bactéria comedora de carne", devido à sua 
 destruição rápida dos tecidos moles. 
 — não segue os planos fasciais típicos** da cabeça 
 e do pescoço. 
 — mais grave em imunocomprometidos 
 — A infecção se espalha rapidamente pela camada 
 superficial da fáscia cervical profunda até o 
 músculo platisma, causando necrose do músculo e 
 da pele sobrejacente. 
 — pode levar à mediastinite necrosante 
 descendente (⬆ taxa de mortalidade) 
 Sintomas : 
 — Necrose dos tecidos moles, trombose muscular 
 e comprometimento do suprimento sanguíneo 
 dérmico. 
 — Destruição rápida e extensa de pele e músculos, 
 com sinais de necrose visível. 
 Tratamento : 
 — Desbridamento 
 cirúrgico agressivo e 
 imediato para remoção 
 dos tecidos afetados. 
 — Criação de uma via respiratória cirúrgica** 
 (traqueostomia) para garantir a ventilação 
 adequada. 
 — Antibióticos empíricos de amplo espectro** 
 administrados por via intravenosa, até que os 
 resultados da cultura e sensibilidade estejam 
 disponíveis. 
 — Monitoramento contínuo em UTI 
 Osteomielite : 
 — inflamação e infecção do osso 
 — mais comum na mandíbula do que na maxila, 
 devido a diferenças no suprimento sanguíneo 
 — origina e se espalha a partir dos espaços 
 medulares dos ossos 
 — A infecção afeta a medula óssea, onde a falha 
 na circulação bloqueia o transporte de oxigênio e 
 nutrientes, essenciais para a cura. 
 — pode causar edema, aumentando a pressão 
 hidrostática e levando à necrose tecidual devido à 
 falha na microcirculação. 
 — Pacientes imunocomprometidos são mais 
 suscetíveis (proliferação bacteriana) 
 - ex: diabetes mellitus mal controlado, 
 infecção por HIV, uso crônico de 
 corticosteroides e desnutrição. 
 — Classificações 
 - Esclerosante supurativa 
 associada a secreção purulenta e inflamação crônica. 
 - Crônica: 
 caracterizada por um processo infeccioso de longa duração. 
 - Osteomielite com periostite proliferativa 
 (Osteomielite de Garre) 
 envolve uma reação proliferativa do periósteo. 
 Actinomicose 
 — processo infeccioso crônico, mas relativamente 
 incomum, que afeta o esqueleto maxilofacial. 
 Candidíase 
 — doença fúngica mais encontrada pelos 
 profissionais de Odontologia é a candidíase. 
 Casos ……………………………………. 
 Caso 1: 
 — Aparência tóxica 
 — Região bucal deve estar 
 comprometida por estar com 
 a bochecha inchada 
 — Infecção na maxila 
 — Espaço bucal e canino 
 comprometido 
 — Trombose do espaço cavernoso 
 ❗Médico: prescreveria antibióticos e faria 
 heparinização (deixar o sangue ralinho, não deixar ter trombose) 
 Caso 2: 
 — Aparência tóxica 
 — Espaço bucal 
 comprometido 
 — Fascia se estende na 
 região bucal por colecionar 
 bactérias na região 
 Caso 3: 
 — Aparecia tóxica 
 — Assimetria fácil 
 - as custas de um 
 aumento de volume no 
 espaço temporal esquerdo 
 Caso 4: 
 — boca entre aberta 
 — lingua profusa 
 — pescoço de touro (muito duro) 
 — descendo pra região cervical, vai fazer angina 
 (comprimir) e obstruir via aérea 
 — causa : dente 
 — panorâmica: lesão cariosa extensa, evoluiu pra 
 lesão óssea 
 — paciente com trismo, para anestesiar, talvez 
 tenha que fazer traqueostomia 
 — tratamento : 
 - exodontia (nesse caso) 
 - mãe decidiu que não trataria o dente, mas seria possível 
 tratar 
 - drenagem: incisão submentoniana, 
 submandibular bilateral, divulsiona e coloca 
 os drenos 
 Gestação e Lactação …… 
 — cirurgia eletiva: 2º trimestre 
 — urgencia ou emergencia: n importa o trimestre, 
 precisa correr os riscos 
 — O uso de antibióticos e anestésicos em 
 gestantes e lactantes deve ser feito com cautela, e 
 sempre com a orientação de um médico 
 — Antibióticos 
 - penicilinas (amoxicilina, ampicilina) e 
 cefalosporinas, 
 - macrolídeos como a eritromicina 
 - evitar: tetraciclinas e quinolonas (podem 
 causar efeitos adversos no desenvolvimento 
 do feto ou no bebê) 
 — Anestésicos 
 - lidocaína, são geralmente considerados 
 seguros durante a gravidez e a 
 amamentação. 
 - Precauções: Anestésicos gerais devem ser 
 evitados, sempre que possível, durante a 
 gravidez, devido ao risco de complicações 
 para o feto. 
 Situações de emergência em . 
 buco …………… ……………………… 
 — fratura bilateral do corpo da mandíbula 
 - na região do queixo, os músculos 
 genioglosso e geniohioideo vao “puxar” e 
 obstruir a via aérea 
 — angina de ludwig 
 — hematoma retrobulbar 
 - pancada no olho - edema 
 - pode ter sangramento no cone da orbita, faz 
 esse hematoma e o sangramento comeca a 
 comprimir o nervo optico, pct pode evoluir 
 para uma amaurose/ cegueira) 
 ❗N1 
 — infecção metastática 
 — quem determina o caminho da infecção 
 — angina de ludwig 
 Comunicação 
 Bucossinusal: 
 Diagnóstico e 
 Tratamento 
 Cap. 20 - Doenças Odontogênicas dos 
 Seios Maxilares (pág. 1247) 
 — 4 seios principais: maxilar, etmoidal, frontal e 
 esfenoidal 
 — Seios : Espaços preenchidos por ar localizados 
 nos ossos maxilares bilateralmente. 
 Seios Maxilares ……………….: 
 — O seio maxilar é uma estrutura anatômica de 
 grande importância no contexto maxilo-facial, por 
 possuir intimo contato com elementos dentais na 
 maxila posterior. 
 — Com as perdas dentárias, o osso alveolar sofre 
 uma reabsorção progressiva, levando a uma maior 
 susceptibilidade a lesões sinuais. 
 — Esses acidentes podem promover 
 consequências diretas, como as comunicações 
 buco-sinusais, que por vezes podem formar 
 fístulas, onde haverá a necessidade de cirurgia 
 para correção. 
 — A disseminação de infecções periapicais dos 
 dentes superiores pode perfurar superiormente e 
 penetrar no assoalho do seio maxilar, causando 
 sinusite maxilar e, talvez, também se espalhar para 
 os seios vizinhos. 
 — Qualquer violação da membrana schneideriana 
 pode precipitar a sinusite maxilar, seja pela 
 disseminação de uma infecção periapical, seja pela 
 penetração por um implante dentário ou por uma 
 lesão iatrogênica da elevação da membrana sinusal 
 para a colocação de um enxerto ósseo. 
 — achados clínicos mais comuns na sinusite 
 maxilar: dor facial, fluido pós-nasal e congestão. 
 — A sinusite aguda de origem odontogênica pode 
 se propagar pelo seio etmoidal e se espalhar para o 
 espaço periorbital. 
 — tratamento cirúrgico do seio na sinusite maxilar 
 de origem odontogênica contempla a cirurgia 
 sinusal assistida por endoscopia aberta ou 
 funcional. 
 Desenvolvimento Embriológico: 
 — Início: Terceiro mês de desenvolvimento fetal, 
 com a invaginação da mucosa do infundíbulo 
 etmoidal. 
 — Pneumatização primária: Ocorre com a 
 expansão da mucosa para a cápsula nasal 
 cartilaginosa. 
 — Pneumatização secundária: Inicia no quinto mês, 
 com a expansão dentro dos ossos maxilares. 
 Crescimento pós-natal: 
 — Após o nascimento - expandem-se dentro do 
 processo alveolar, acompanhando o crescimento 
 da maxila e o desenvolvimento dentário. 
 — 12-13 anos - atingem o nível do assoalho da 
 cavidade nasal. 
 — adultos - ápices dentários podem se estender 
 para a cavidade dos seios 
 visíveis em tomografia computadorizada (TC). 
 Impacto da Dentição: 
 — Após a erupção dos dentes permanentes, a 
 expansão dos seios geralmente se estabiliza. 
 — Remoção de dentes posteriores pode causar 
 pneumatização adicional do seio maxilar, ocupando 
 o espaço alveolar residual. 
 Características dos Seios Maxilares: 
 — chamados de antro ou antro de Highmore 
 — maiores seios paranasais 
 — primeiros a se desenvolverem 
 — Dimensões médias em adultos: 
 - anteroposterior: 34 mm | altura: 33 mm | largura: 23 mm | volume:15-20 ml 
 — Formato: pirâmide com quatro lados 
 - base: parede lateral da fossa 
 nasal 
 - ápice: estendendo-se para o 
 processo zigomático da maxila❗Configuração anatômica da pirâmide 
 Teto: assoalho da órbita | Base: raízes dos dentes | Parede 
 anterior | Parede posterior 
 — Posição anatômica: 
 - parede superior: assoalho da 
 órbita 
 - assoalho dos seios: base do 
 processo alveolar 
 — Comunicação com a parte posterior 
 da fossa nasal-óstio maxilar (meato 
 médio) 
 Função do seio maxilar 
 — pouco conhecida 
 — ressonância da voz 
 — ⬇ peso do crânio 
 - ⬇ trabaho dos musculos do pescoco (1% 
 do peso do cranio) 
 - osso oco no meio da cavidade 
 — ajudar no aquecimento do ar que entra nos 
 pulmões 
 Revestimento e Drenagem: 
 — aspecto igual a membrana fina do ovo 
 — Epitélio pseudo estratificado cilíndrico ciliado 
 localizado no seio 
 - inflamação - voz anasalada 
 - Extremamente vascularizado 
 — Revestido por epitélio respiratório (colunar, 
 ciliado, pseudoestratificado, secretor de muco) 
 Epitélio pseudo estratificado cilíndrico ciliado 
 - inflamação - voz anasalada 
 - Extremamente vascularizado 
 — Drenagem: 
 - muco e partículas são movidos pelo 
 batimento ciliar 
 - drenam através do óstio para o meato 
 médio da cavidade nasal 
 ❗O óstio está localizado dois terços acima da parede medial (superior da cavidade), 
 não em posição inferior, dificultando a drenagem espontânea. 
 — Função Ciliar: 
 - movimentar o muco 
 - transportar ao longo das paredes dos seios 
 para a nasofaringo 
 - manter o ambiente do seio maxilar limpo 
 - remove as pequenas partículas do ar protegendo nosso trato respiratório 
 Exame Clínico 
 Avaliação inicial: 
 — observação cuidadosa da face e do vestíbulo 
 intraoral. 
 — busca: inchaço, vermelhidão ou corrimento 
 nasal, que podem indicar sinusite maxilar. 
 Palpação dos seios maxilares 
 — Exame externo: Palpação das paredes laterais 
 dos seios maxilares sobre a saliência dos ossos da 
 face 
 — Exame intraoral: Palpação na superfície lateral 
 da maxila entre a fossa canina e o suporte 
 zigomático. 
 - A parede lateral do seio maxilar pode 
 apresentar erosão em alguns casos, sendo 
 possível detectar um defeito palpável. 
 Dor sinusal X dentária: 
 — Pacientes com sinusite maxilar frequentemente 
 relatam dor dentária. 
 — A percussão dos dentes maxilares posteriores 
 pode revelar infecção aguda do seio maxilar 
 — diferenciada por testes complementares 
 Transiluminação dos seios maxilares: 
 — luz brilhante de fibra óptica é colocada contra a 
 mucosa do seio maxilar. 
 — sala escura: observa-se a transmissão de luz 
 através do seio 
 - doença unilateral: seio afetado apresenta 
 transmissão reduzida devido ao acúmulo de 
 fluido, resíduos ou pus, além do 
 espessamento da mucosa. 
 O seio maxilar esquerdo está normal e apresenta-se 
 transiluminado pela fonte de luz de fibra óptica no 
 palato. O seio maxilar direito está preenchido com 
 fluido ou pus da infecção e apresenta transiluminação 
 reduzida. 
 Endoscopia nasal e sinusal: 
 — informações sobre fatores 
 anatômicos que contribuem para a doença sinusal 
 — Avalia a saúde geral da mucosa nasal e sinusal. 
 Exame Radiográfico 
 Tipos 
 — periapicais, oclusais e panorâmicas 
 Radiografia Periapical: 
 — visão limitada de uma pequena porção da parte 
 inferior dos seios maxilares. 
 — pode visualizar os ápices das raízes dos dentes 
 maxilares posteriores projetando-se no assoalho 
 dos seios. 
 — evidenciação da parte inferior de seio maxilar pneumatizado 
 — raízes dos molares parecem se projetar dentro do seio maxilar, pois ele se 
 apresenta pneumatizado em volta das raízes. 
 Radiografia Panorâmica: 
 — visão geral / "rastreamento" dos seios maxilares. 
 — melhor opção de radiografia 
 — comparação entre ambos os seios maxilares. 
 Limitações : 
 — A imagem é direcionada a uma região central 
 limitada 
 — Estruturas fora dessa área central podem não 
 ser claramente visualizadas. 
 Imagem de Waters (P.A. do seio maxilar) : 
 — Obtida com a cabeça ajustada em 37°, 
 - visão mais clara dos seios maxilares. 
 Imagem Lateral: 
 — evita sobreposição das paredes dos seios, com 
 o paciente ajustado para uma visualização lateral 
 clara. 
 Tomografia Computadorizada (TC): 
 — Técnica útil e acessível para imagens detalhadas 
 dos seios maxilares e ossos faciais. 
 — utilidade na avaliação de patologias ósseas, 
 incluindo anormalidades nos seios maxilares. 
 — seio saudável: imagem hipodensa 
 Submentovertical (parede posterior) 
 — visão radiográfica da base do crânio, obtida por 
 um ângulo inferosuperior 
 — fenômeno de retenção de muco no assoalho do seio maxilar direito (setas). 
 A. Periapical: evidenciação terço apical da raiz 
 palatina do primeiro molar superior, que foi 
 deslocado dentro do seio maxilar durante a remoção 
 do dente. 
 B. Panorâmica: proximidade do seio maxilar direito 
 com o terceiro molar deslocado na parte superior e 
 posicionado contra a parede posterior do seio 
 maxilar. 
 — Radiografia de Waters: seio maxilar direito com 
 nível de ar-fluido (seta) e aumento de opacidade do 
 seio maxilar esquerdo, por causa do fluido, do 
 espessamento significativo da mucosa ou de ambos. 
 — Radiografia lateral: níveis de ar-fluido no seio 
 maxilar (seta). 
 — Varredura por TC, imagem em plano coronal, 
 demonstrando a anatomia do seio maxilar normal 
 com paredes ósseas finas, sem qualquer 
 espessamento do revestimento de mucosa, massas 
 ou fluido. 
 — Varredura por TC evidenciando o seio maxilar 
 direito com mucosa espessada na parte inferior do 
 seio maxilar. O lado esquerdo do paciente apresenta 
 espessamento significativo da mucosa ao longo de 
 toda a superfície do seio maxilar. 
 — Perfuração da parede lateral do seio maxilar 
 direito como resultado de infecção odontogênica 
 associada a um dente molar 
 — abscesso expandiu-se dentro do assoalho do seio 
 maxilar e erodiu a parede lateral deste 
 A. radiografia panorâmica: ceratocisto 
 odontogênico volumoso associado a um 
 terceiro molar superior direito impactado 
 (seta). O cisto afetou o seio maxilar direito 
 quando ele se expandiu. A cavidade do seio 
 maxilar está quase totalmente obstruída pela 
 lesão. Observa-se outro ceratocisto 
 odontogênico associado ao terceiro molar 
 inferior direito impactado. 
 B. Radiografia de Waters: ceratocisto 
 odontogênico (ver A). Nota-se também a 
 lesão de modo expandido na parede lateral do seio maxilar direito (seta) 
 Localização de Corpos Estranhos: 
 — corpos estranhos: dentes, raízes ou fragmentos 
 ósseos deslocados por trauma ou extração 
 dentária. 
 — localização: radiografias periapicais, oclusais e 
 panorâmicas 
 — Importante para o planejamento cirúrgico na 
 remoção de dentes adjacentes aos seios maxilares. 
 — Relação decrescente de proximidade dos ápices 
 radiculares com o seio maxilar: (risco) 
 - 2M, 1M, 3M, 2PM, 1PM, Canino 
 ❗Clínica: na ficha colocar que discutiu com o 
 paciente os riscos da cirurgia (comunicação 
 bucossinusal) 
 Interpretação Radiográfica: 
 — Antro normal: 
 - radiolucente (preenchido de ar) 
 - delimitação clara por osso cortical. 
 — Comparação de lados: detectar alterações 
 patológicas. 
 ❗Não deve haver espessamento da mucosa, 
 acúmulo de muco, pus ou sangue, nem corpos 
 estranhos. 
 Alterações Radiográficas: 
 — Opacificação parcial ou completa: 
 - sinusite, trauma, neoplasia ou hipertrofia da 
 mucosa. 
 — Espessamento da mucosa: 
 - consequência: obstruir o óstio do seio, 
 levando ao acúmulo de muco e infecções. 
 — Nível de ar-fluido: 
 - Sinal típico de sinusite aguda. 
 — Ruptura do contorno cortical: 
 - causas: traumatismo, tumor, infecção, 
 abscesso, fístula ou cirurgia invasiva. 
 — Expansão das paredes ósseas: 
 - condições patológicas. 
 Condições Patológicas Dentárias: 
 — Cistos e granulomas: 
 - lesões radiolucentes que se estendem para 
 a cavidade do seio maxilar. 
 - Distinguem-se da anatomia normal dos 
 seios pela associação ao ápice do dente e 
 exame clínico correlacionado.Infecções Não Odontogênicas 
 Colonização Bacteriana 
 — Antigamente: acreditava-se que seio maxilar 
 estéril, sem colonização bacteriana significativa. 
 — Atualmente: alguns microrganismos podem estar 
 presentes em seios paranasais saudáveis, mas 
 sem impacto clínico relevante. 
 ❗A movimentação constante do muco e o epitélio 
 ativo impedem a colonização significativa de 
 bactérias. 
 Susceptibilidade a Doenças: 
 — mucosa: suscetível a infecções, alergias e 
 neoplasias 
 — Inflamações (infecções ou reações alérgicas) 
 podem causar hipertrofia da mucosa e obstrução 
 do óstio, levando ao acúmulo de muco e eventual 
 supercrescimento bacteriano, resultando em 
 sinusite. 
 Sinusite: 
 — Inflamação dos seios paranasais 
 — causada por infecções ou alergias e é 
 denominada sinusite. 
 Pansinusite : 
 — Inflamação de todos os seios paranasais 
 simultaneamente, geralmente causada por 
 infecção. 
 Sinusite Maxilar ou Frontal: 
 — Inflamação localizada em seios maxilares ou 
 frontais. 
 Sinusite Maxilar Aguda: 
 — qualquer idade. 
 — início rápido 
 — sintomas: pressão, dor e plenitude na região do 
 seio maxilar; edema, eritema facial, febre, mal-estar 
 e secreção mucopurulenta com odor fétido na 
 cavidade nasal e nasofaringe. 
 Sinusite Maxilar Crônica: 
 — Causa: infecções bacterianas ou fúngicas de 
 baixo grau e recorrentes, doença nasal obstrutiva 
 ou alergias. 
 — Características: episódios recorrentes de sinusite 
 que respondem inicialmente ao tratamento, mas 
 retornam ou permanecem sintomáticos. 
 ● Agentes Causadores de Sinusite Maxilar: 
 — Bactérias aeróbias e anaeróbias: 
 - associadas à sinusite de origem não 
 odontogênica 
 - especialmente microrganismos da cavidade 
 nasal. 
 — Bactérias aeróbias: Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, 
 Branhamella catarrhalis. 
 — Bactérias anaeróbias: Streptococcus viridans, Staphylococcus aureus, 
 Enterobacteriaceae, Porphyromonas, Prevotella, Peptostreptococcus, Veillonella, 
 Propionibacterium, Eubacterium, Fusobacterium. 
 Infecções Odontogênicas - Sinusite Maxilar 
 Origem 
 — Cerca de 10 a 12% dos casos 
 — proximidade anatômica entre os dentes e o seio 
 maxilar. 
 — Se não tratada ou tratada inadequadamente, a 
 infecção pode se espalhar para outros seios 
 paranasais. 
 Complicações Graves 
 — casos raros: 
 infecções odontogênicas podem ser fatais, 
 resultando em complicações como: 
 - Celulite orbital. 
 - Trombose do seio cavernoso. 
 - Meningite. 
 - Osteomielite. 
 - Abscesso intracraniano. 
 - Morte 
 Causas principais 
 — Doenças periapicais agudas. 
 — Doenças periodontais. 
 — Traumatismo dentário 
 — Cirurgias na região posterior da maxila 
 (remoção de dentes, elevação de seio maxilar, implantes) 
 Riscos Associados a Procedimentos Cirúrgicos 
 — Procedimentos como remoção de dentes, 
 alveolectomia, redução de tuberosidade, enxerto e 
 colocação de implantes podem criar uma 
 comunicação entre a cavidade oral e o seio maxilar, 
 facilitando a infecção. 
 Bactérias 
 — Predominância de bactérias anaeróbias, comuns 
 em infecções odontogênicas. 
 ❗Microrganismos mais frequentes: Estreptococos aeróbios e anaeróbios, 
 Bacteroides anaeróbios, Enterobacteriaceae, Peptococcus, Peptostreptococcus, 
 Porphyromonas, Prevotella, Eubacterium. 
 ❗Haemophilus influenzae e Staphylococcus aureus raramente causam sinusite 
 odontogênica. 
 A. Radiografia periapical: 
 — dente molar tratado 
 endodonticamente 
 — abscesso periapical afetando o 
 seio maxilar, não observado com 
 nitidez nessa radiografia, porém visto 
 com maior evidência na radiografia 
 panorâmica e na varredura por TC. 
 B. Radiografia panorâmica: 
 opacificação significativa na parte 
 inferior do seio maxilar esquerdo. 
 C. Varredura por TC: 
 massa preenchida por fluido 
 associada às raizes do 
 Tratamento de Sinusite Maxilar 
 Tratamento Inicial: 
 — Umidificação do ar 
 - facilita a remoção de secreções secas do 
 nariz e do óstio. 
 — Descongestionantes sistêmicos e vaporizadores 
 nasais (vasoconstritores) 
 - ajudam a reduzir a congestão nasal e 
 facilitar a drenagem. 
 - sinusite alérgica 
 — Analgésicos (narcóticos ou não esteroides) 
 - indicados para dor moderada a grave. 
 ❗ sinusite infecciosa os antibióticos são 
 necessários. 
 Tratamento Antibiótico: N1 
 — A escolha do antibiótico depende da origem da 
 sinusite: 
 - Sinusite não odontogênica :Amoxicilina, 
 sulfametoxazol + trimetoprima, amoxicilina + 
 clavulanato , azitromicina, cefuroxima. 
 - Sinusite odontogênica : Penicilina , 
 clindamicina, metronidazol. 
 ● Cultura e Sensibilidade: 
 — amostras de material purulento 
 - Se o tratamento inicial não mostrar resposta 
 em 72 horas, é necessária a reavaliação 
 com base nos resultados das culturas e 
 testes de sensibilidade. 
 ● Resistência Bacteriana: N1 
 — Aproximadamente 25% dos microrganismos 
 cultivados em sinusites maxilares agudas produzem 
 betalactamase . 
 — Para organismos resistentes, antibióticos como 
 sulfametoxazol + trimetoprima ou amoxicilina + 
 clavulanato podem ser eficazes. 
 ❗Antibióticos isolados podem melhorar 
 temporariamente a infecção, mas o tratamento final 
 geralmente requer desbridamento cirúrgico. 
 Tratamento Cirúrgico: 
 — Casos graves 
 — encaminhamento para um cirurgião 
 bucomaxilofacial ou otorrinolaringologista. 
 — exames e resultados necessário: radiografias, 
 resultados clínicos, culturais e de sensibilidade. 
 — Sinusite Crônica: 
 - Diagnóstico e tratamento podem envolver 
 testes de alergia, cirurgia do septo nasal e 
 desbridamento cirúrgico. 
 ● Cirurgia endoscópica sinusal 
 — Abordagem minimamente invasiva para tratar a 
 infecção do seio maxilar. 
 — Pode incluir uncinectomia e antrostomia maxilar 
 para melhorar a drenagem. 
 A. Óstio e mucosa 
 circundante inflamada 
 B. Óstio e mucosa sinusal 
 circundante saudável 
 ● Procedimentos de Elevação dos Seios 
 Maxilares 
 — melhora a base óssea para implantes 
 — utilizado em perfurações maiores 
 — Complicações raras: laceração ou avulsão da 
 membrana do seio maxilar 
 - podem levar à: contaminação por bactérias 
 nasais e obstrução da drenagem do seio. 
 ● Recuperação de objetos do seio maxilar 
 — Abertura criada pode ser ligeiramente 
 aumentada para visualização e remoção do objeto. 
 — Uso de fórceps pequeno ou Irrigação do seio 
 seguida de aspiração podem ajudar a recuperar o 
 objeto. 
 ❗Em casos mais complexos, pode ser necessário o procedimento de Caldwell-Luc 
 para acessar o seio maxilar. 
 ● Cirurgia do Seio Maxilar - Caldwell-Luc 
 N1 
 — Abertura do seio maxilar via parede anterior 
 - largamente utilizada para a exploração 
 — Objetivo / indicação : 
 - remover tecidos anormais ou corpos 
 estranhos. 
 - remoção de dentes ou instrumentos 
 introduzidos acidentalmente 
 - curetagem da membrana sinusal em 
 pacientes que possuem sinusite maxilar de 
 longo curso. 
 — Antrostomia: nova abertura criada para 
 drenagem 
 — incisão linear no fundo de vestíbulo do canino ao 
 1ºM 
 — descolamento muco periosteal de espessura 
 total até expor a parede do seio maxilar 
 — abre uma janela no osso com broca 
 — rompe a membrana 
 - adulto: ⬇ chance regeneração 
 - criança: ⬆ chance regeneração 
 — fica o buraco e fecha a mucosa 
 ❗Qualquer acesso no seio maxilar é feita com 
 essa técnica 
 ❗tem que entrar nessa cirurgia com sugador 
 bomba a vácuo 
 Exposição de Caldwell-Luc do seio maxilar por 
 meio de uma incisão vestibular e uma janela 
 óssea criada na parede maxilar anterior. 
 Pseudocistos Antrais 
 — Pseudocistos, mucoceles e cistos de retenção 
 são: acúmulos benignos de fluido 
 — localizados abaixo ou circundados pelo epitélio 
 do seio maxilar. 
 — Observado em 2 a 10% das radiografias 
 panorâmicas 
 — Causa : indefinida 
 - possivelmente acúmulo de exsudato 
 inflamatório sob a mucosa/revestimento do 
 seio maxilar (não relacionado ao muco nasal).