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Infecções
odontogênicas
cap. 16 - Princípios de Tratamento e Prevenção das
Infecções Odontogênicas (pág. 1002)
❗ Hospital porta aberta - atende o paciente
sem ele ter q passar por todo sistema de triagem do
sus.
- Só chegar e pedir atendimento e eles são obrigados a atender.
- Ex: Hugo e Hugol
-
Araújo Jorge não é um hospital assim, para vc ser atendido lá vc tem que
passar por um cadastro
Microbiologia ……………………………….
— Infecção odontogênica deve ser tratada em
ambiente hospitalar
— Pode evoluir pra uma mediastinite (infecção do
tórax), pneumonia, sepse e morte
- urgência e emergência
- progressão rápida, 4-5 dias já se torna
sistêmica (sepse)
— São infecções polimicrobianas (aero + anaeróbias)
ex: Bactérias anaeróbicas:
Cocos G+: Streptococcus e Peptostreptococcus
Bacilos G-: Prevotella , Porphyromonas spp e Fusobacterium
— Causador da infecção: microbiota bacteriana
bucal normal
- lesões cariosas e doenças periodontais são
as causas de infecção odontogênicas
— Identificar a causa, possibilita escolher o melhor
antibiótico
— Diagnóstico : patognomônico
- assertivo e não tem erro
- infecção por bactéria anaeróbia tem um
cheiro tão característico por causa do pus
que o seu diagnóstico é patognomônico
❗Procedimento cirúrgico
— Prescrição:
Analgésico (por 2 dias) + AINE (por 3 dias)
— é preciso observar melhora em até 3 dias
- Após 3 dias da cirurgia o paciente já parou
de tomar antiinflamatório e analgésico, ou
seja, não é pra ele sentir mais dor ou
inchaço e se continuar, há algo de errado
(infecção)
Infecções Odontogênicas ………
Simples X Complexas ……………….
Simples:
— Tumefação limitada no processo alveolar e no
espaço vestibular
— Primeira tentativa de tratamento
— Paciente não-imunocomprometidos
Complexa:
— Tumefação estendida além do espaço vestibular
— Falha no tratamento inicial
— Pacientes imunocomprometidos
❗incisões amplas pq o espaço deve ser drenado
Fisiopatologia ……………………………..
— surgem de fontes endodônticas ou periodontais
relacionadas ao dente
1. polpa necrótica de um dente cariado ou
fraturado
2. pericoronarite de um dente parcialmente
incluso
3. bolsas periodontais profundas
Infecção periapical aguda-crônica
Passo a passo
— cárie e necrose pulpar
— local contaminado
— dente tratado endodonticamente
- canal é feito até 1mm antes do ápice
- sobram algumas bactérias que podem não
morrer e perpetuar
— processo inflamatório crônico de baixa
intensidade por muito tempo
- pode ser causado por uma lesão cariosa extensa, infiltração, fratura,
doença periodontal…
— infecção periapical (raiz com alteração no periápice)
Diagnóstico : procurar restos radiculares
radiográficos e periapicopatia
Tratamento : curetar a lesão antes da infecção
(cureta de Lucas)
Complicações:
— fístula
— osteomielite (inflamação do osso)
— abscesso intra-oral de tec. moles
— celulite (processo inflamatório agudo intenso)
— infecção facial cerebral ascendente
— bacteremia
— septicemia
— infecção do espaço facial profundo
Manifestações: N1
1 fase: inoculação (edema)
— 1-3 dias
— duração: 0-3 dias
— edema vermelho difuso, mole e pastoso,
moderadamente macio
2° fase: celulite
— duração: 1-5 dias
— resposta inflamatória intensa
— edema vermelho firme, difuso e mal definido e
extremamente doloroso à palpação (dor difusa)
❗Diagnóstico diferencial: celulite é endurecida
igual pau
3° fase: abscesso
— 4-10 dias
— pus
— edema e a vermelhidão mais bem definidos e
localizados, consistência flutuante
— dor localizada
4° fase: resolução
— após drenagem espontânea ou por meio de uma
cirurgia
— destruição das bactérias envolvidas
❗Dor: diferencia para saber se está ou não evoluindo para uma infecção
- celulite é uma dor mais irradiada
- abcesso é uma dor mais localizada
❗Cisto é uma cavidade que pode ou não ser
revestido por um epitélio
- como q se forma um cisto, sua
fisiopatologia? - pesquisar
História natural da ………………… ..
infecção odontogênica … …… .,,,,
— Origem :
Processo inflamatório crônico - fontes endodônticas
ou periodontais
- polpa necrótica (dente cariado/fraturado)
- pericoronarite (parcialmente incluso ou
bolsa periodontal profunda)
- ex: Lesão cariosa extensa; lesão
periodontal; fratura; infiltração; lesão
crônica; necrose pulpar
Fatores que interferem no local
da infecção
1- espessura da cortical óssea
— Independentemente da origem, quando tratada
de modo inadequado, uma infecção vai progredir e
se disseminar pelo caminho de menor resistência.
-
foi invadindo o dente até chegar no osso, tentando romper o osso na
região que a espessura da cortical óssea é menor/ mais fina
Exemplos :
— incisivos inferiores : o rompimento da cortical
tende a ser na vestibular por ter a cortical mais fina
— molares inferiores : geralmente atravessa a
cortical lingual, pois os ápices dentários tendem a
estar na face lingual da mandíbula e a cortical
lingual tende a ser mais fina do que na superfície
vestibular.
— molares superiores : tende a atravessar a cortical
vestibular porque o osso facial é fino, o que oferece
pouca resistência à reabsorção e representa o
caminho de menor resistência.
❗Se a lesão ficar dentro da cortical óssea a dor é insuportável pois não tem pra onde
sair e comprime as terminações nervosas, mas quando ele se espalha (forma fístula ,
abscesso) a dor alivia por não estar pressionando em um só lugar
2- inserção muscular
— Depois de atravessar o osso, a infecção continua
a se espalhar pelo caminho de menor resistência
pelos espaços potenciais.
— A localização do espaço potencial envolvido
depende principalmente da localização da
trepanação óssea com relação aos ligamentos
musculares adjacentes.
Bucinador :
— insere da face vestibular dos molares superiores
e inferiores
— espaço bucal da bochecha
Masseter :
— insere nas ranhuras massetericas no ângulo
mandibular
Bucal :
— faz uma alça entre as faces dos dentes
superiores e inferiores
Milo Hióideo :
— músculo que forma o assoalho da cavidade
bucal
❗Abaixo do temporal: espaço temporal profundo
Acima do temporal: espaço temporal superficial
Exemplo 1: processo inflamatório infeccioso
Imagem A
— rompeu a cortical na vestibular, abaixo do
músculo bucinador
— material foi pro no fundo de vestíbulo
- fundo de vestíbulo com aumento de volume
perceptível apenas intra oral geralmente
Imagem B
— rompeu cortical na vestibular acima do músculo
bucinador
— drenando acima do músculo
— não vai ter aumento de volume mas paciente vai
ta com a boca “inchada” pq tem líquido
Exemplo 2:
dentes superiores:
— rompeu na vestibular abaixo da inserção do
músculo bucinador
↳ drena pro espaço vestibular (fórnice de vestíbulo)
— rompeu acima da inserção
↳ drena pro espaço bucal
dentes inferiores:
— rompeu na vestibular abaixo da inserção do
bucinador
↳ drena pro espaço bucal
— rompeu acima da inserção
↳ drena pro espaço vestibular (fórnice de vestíbulo)
Exemplo 3:
— dente inferior (mandíbula)
— processo inflamatório infeccioso do periápice
— drenagem na face lingual (língua)
- músculo abaixo da lingual que forma o assoalho bucal: milo hioideo
↳ drenou acima da inserção do milohioideo,
drena pro espaço lingual - inchaço sublingual
↳ drenou abaixo do milohioideo, drena pro
espaço submandibular
❗Perguntas a se fazer!
Qual face que rompeu a cortical? (Vestibular, lingual ou palatino)
O rompimento se espalhou para cima ou par baixo do músculo? De qual músculo?
- Isso vai definir se a pessoa vai ficar inchada ou não
Molar superior ; seio maxilar
Rompe a cortical na vestibular
- pode romper acima ou abaixo— Assintomático
- não necessita de tratamento e pode
desaparecer espontaneamente.
❗ Embora essas lesões possam surgir como
radiopacidades circulares no seio maxilar, são na
maioria dos casos benignas e, com exceção das
mucoceles expansíveis, não requerem intervenção
Mucoceles
( cistos cirúrgicos ciliados ou cistos maxilares
pós-operatórios)
❗O termo "mucocele" é utilizado incorretamente para descrever qualquer acúmulo
de
fluido, mas cada lesão tem causas e características histológicas distintas.
— Lesões císticas verdadeiras revestidas por
epitélio
— Causa : cirurgias no seio maxilar
- região onde parte do revestimento do seio
se separa
- forma uma lesão isolada preenchida por
muco.
— Podem expandir ou erodir as paredes do seio
maxilar
- necessita de remoção e biópsia para
distinguir de lesões agressivas ou malignas.
Cistos de Retenção:
— Causa : bloqueio dos ductos das glândulas
secretoras de muco do seio maxilar.
- mucina acumulada é circundada por epitélio,
formando uma lesão cística verdadeira
— Geralmente pequenos e não visíveis
radiograficamente
Complicações de Cirurgias Orais
Envolvendo os Seios Maxilares
Mais comuns:
— Deslocamento de dentes, raízes ou fragmentos
de instrumentos para dentro do seio maxilar
— Criação de comunicação entre a cavidade oral e
o seio maxilar durante cirurgias da maxila posterior.
- Perfurações/ Ruptura da membrana do seio maxilar (comunicação
oroantral)
Comunicação oroantral - .
Perfurações/ Ruptura da membrana do seio
maxilar (comunicação oroantral)
❗Aguda X Crônica
Aguda - comunicação :
— momento que aconteceu
— É preciso fechar bem para que ela não evolua
para uma fístula
Crônica - fístula :
— comunicação que não foi tratada
— complicação pós operatória
— união do epitélio da boca com o epitélio sinusal
- não tem osso entre eles e eles então se
unem (defeito)
— tratamento: fistulectomia
Causas:
— Traumáticas
- ex: lesões cariosas mt extensas
— Cirurgias de grandes cistos e tumores
- Remoção de lesões císticas que invadem a
cavidade do seio
— Exodontias
- cuidado para não jogar a raiz mais para
dentro
- Deslocamento de dentes ou raízes durante
remoção.
- extrações de molares superiores com raízes
divergentes.
❗O seio maxilar pode estar pneumatizado, criando maior proximidade entre as
raízes
e a cavidade do seio.
— Acidentes Cirúrgicos
- Uso inadequado de instrumentos
- Invasão a estruturas anatômicas (seio
maxilar)
raiz palatina ta protegida pela cortical óssea | raiz mesio vestibular faz a comunicação
vista póstero anterior - mostra relação dos dentes com
as estruturas
— Raízes longas de formato anormal
— Lesões periapicais que destroem parte do
assoalho do seio.
Caso : acidente com implante no seio maxilar
❗ se não tem espaço ósseo para implante, precisa
levantar a membrana e fazer enxerto ósseo
Consequências:
— infecção ou rejeição de corpos estranhos
— pneumatização do seio maxilar
- expansão do seio maxilar por ar
- Causa: pressão da membrana sobre osso
que sofre reabsorção
Quando não tem um dente antagonista, o dente que sobrou faz uma força que gera a
contração da membrana no osso que gera a reabsorção do osso
❗pode evoluir para fistula bucosinusal
Diagnóstico
— Observação trans-cirúrgica
- no meio da cirurgia você pode observar o
que houve
— Teste de Valsalva N1
- orientar o paciente que vai contar até 3 e
tampar o nariz dele
- pede para ele fazer força como se fosse
assoar o nariz
- ao fazer isso, se houver comunicação,
haverá passagem de ar pela boca
- Pode dar falso negativo
- Pode borbulhar quando assopra
- Deve haver comunicação/ fístula para ser
utilizado
— Sondagem delicada com instrumento rombo
- sonda vai dentro do “vazio”, na
comunicação
— Cone de gutaperche
- enfiar na fístula e radiografar
- confirmação da comunicação
Tratamento de comunicações oroantrais
— controle da infecção e remoção de materiais
contaminados ou enxertos em excesso.
- Abordagem cirúrgica, como Caldwell-Luc ou cirurgia endoscópica, pode
ser necessária para resolver o problema
— Fechamento da perfuração
- Pequenas aberturas podem ser fechadas com reparo adequado.
- Em casos de aberturas maiores, pode ser necessário um tratamento mais
complexo, já que o fechamento primário pode falhar.
— Tratamento imediato ao criar a abertura.
— Em casos de fístulas ou falhas no fechamento
primário, o tratamento pode ocorrer posteriormente
Tratamento Imediato
(comunicação bucossinusal aguda)
Prevenção
— evitar a exposição do seio maxilar.
— avaliar previamente radiografias de alta
qualidades, como foco:
- Seios maxilares excessivamente
pneumatizados.
- Raízes dilaceradas ou divergentes
-
Caso identificado, a cirurgia pode ser modificada, como dividir o dente
para remover as raízes separadamente.
Perfurações pequenas ( e sem doenças associadas)
— Formar e preservar um coágulo sanguíneo no
local de extração.
— Não é necessário levantar retalhos de tecidos
moles.
— Suturas - reposicionar os tecidos.
— Um pacote de gaze é colocado por 1 a 2 horas.
Perfurações maiores
— Pode ser necessário cobrir o sítio de extração
com um retalho de avanço para fechar a abertura
do seio maxilar.
— O procedimento mais comum envolve a
elevação de um retalho bucal.
- Liberação do periósteo e avanço do retalho
para cobrir o local da extração.
- Retalho deve ter base ampla e cobrir
adequadamente a comunicação sem
tensão.
Tratamento cirúrgico
— Fechamento imediato da comunicação bordo a
bordo (bem fechado)
— Retalho mucoso vestibular
— Incisão no periósteo para ganhar a elasticidade
- incisões relaxantes para conseguir ter mais
elasticidade
— Divulsão
— Suturas bem ancoradas e sem tensão
Instruções ao paciente (pós operatórias)
— Evitar uso de canudos, fumar, impactos no nariz
— Abrir a boca ao espirrar
— Medicamentos recomendados
- Antibiótico (geralmente penicilina)
- Anti-histamínico e descongestionante por 7
a 10 dias.
— Observação pós-operatória a cada 48 a 72 horas
— Paciente deve retornar se houver sinais de
comunicação oroantral (ar saindo pela boca, líquido
no nariz, sintomas de sinusite)
— higiene das suturas (o mais limpo que conseguir)
— Comer oq quiser do lado não operado; se operar
os 4 quadrantes, dar preferência a alimentos
líquidos, pastosos e frios. Evitar grãos e farelos
(podem entrar no alveolo)
Tratamento coadjuvante
— Antibioticoterapia
- clavulin (amoxicilina + ac clavulanico)
— Descongestionantes da mucosa do seio
- acetilcisteína (fluimucil)
- evitar a sensação de acúmulo de secreção
- Não pode fazer força com o nariz se não
arrebenta os pontos
Receituário
Uso Oral
1. Clavulin BD. 875 mg. 01 caixa
Tomar uma cápsula por via oral de 12/12 horas
durante 7 dias.
2. Nimesulida. 100mg. 01 caixa
Tomar 1 comprimido por via oral de 12/12 horas
durante 3 dias.
3. Lisador. 08 comprimidos.
Tomar 1 comprimido por via oral de 06/06 horas por
2 dias e/ou se dor.
❗BD: medicamento deve ser tomado de 12h em
12h (2x ao dia)
Fechamento da comunicação oroantral ampla
A. fístula oroantral ampla na região do molar da maxila direita.
B. Diagrama do desenho do retalho.
C. Ilustração do retalho elevado para o fundo do vestíbulo.
D. Corte seccional cruzada da elevação do retalho
- periósteo deve ser incisado na altura da dissecção (seta) no vestíbulo,
liberando a fixação do retalho nessa área para que o retalho de tecido
seja posicionado sem tensão através do sítio de extração
E. elevação e o retalho
- tesouras são usadas para incisar o periósteona altura da dissecção.
F. Reposição passiva do retalho por meio do sítio de extração.
G. Retalho suturado na posição
- margens do retalho se estendem além do sítio de extração e do defeito de
comunicação.
H. Corte transversal de fechamento
- Em alguns casos, pode ser necessária uma quantidade pequena de
redução óssea sobre o aspecto facial para facilitar o fechamento do
retalho.
Tratamento Tardio
(comunicação bucossinusal crônica - fístula
oroantral)
❗paciente com muita secreção e pus
❗so tratamos sinusite que tem envolvimento ou que sao de origem dentária, se não,
é com otorrino
❗❌ usar o termo sinusectomia
- ato de cortar e tirar parte do seio (curetagem
da membrana sinusal)
✅ tratamento de uma fístula bucosinisal
Tratamento inicial / clínico
❗Antes do fechamento da fístula, é essencial eliminar qualquer infecção no seio
maxilar.
— Irrigação frequente da fístula
— uso de antibióticos e descongestionantes.
— Uso de dispositivo temporário para cobrir a
fístula e evitar contaminação
— Instilação nasal e Inalação
Tratamento cirúrgico (fechamento da fístula)
❗Caso a infecção persista, pode ser necessário remover os tecidos doentes via
procedimento de Caldwell-Luc
❗Pode ser realizada Cirurgia endoscópica sinusal
Retalho deslizante vestibular / Bucal
semelhante ao fechamento de comunicação oroantral.
— Trajeto fistuloso revestido com epitélio deve ser
removido.
- retalhos relaxantes
- Disseca o periósteo devagar para cobrir
— Após excisão, o retalho bucal é elevado e
suturado sobre o defeito.
- fecha a parte vestibular com palatina e
impede a formação de fístula
- Coágulo pode se formar e assim formar
osso de novo
— desvantagem: perde profundidade de vestíbulo e
desloca a gengiva inserida para palatina
- pode deslocar prótese
Retalho Rotatório Palatino
— incisão 3-4mm da margem gengival
- incisa ate tocar no periósteo e descola, para
conseguir rodar
— gira o retalho, para preencher o espaço
— Indicação: fístulas mais complexas
— Desvantagem:
- mucosa do palato é rigida e espessa (sem
elasticidade) - dificil rodar/ puxar e osso fica
exposto
- ampla exposição óssea gerada.
— Vantagem:
- Não perde profundidade de vestíbulo, n
desloca tecido inserido
- cicatriza por 2° intenção
- suprimento sanguíneo adequado
- maior semelhança do tecido com a crista
alveolar.
Combinação de retalhos e material aloplástico:
❗Pode colocar um aparato para não dar
deiscência da sutura
— Utiliza retalhos bucal e palatino
— Cobre o defeito com materiais como colágeno,
ouro ou titânio.
— Material aloplástico pode ser absorvido ou, em
alguns casos, exposto e esfoliado com o tempo.
— Corpo adiposo: bola de bichat (bola gordurosa)
— Implantes (malhas de titânio)
- ruim!
- tecido mole preenche/ prende - difícil de tirar
— Enxertos:
- ex: Polietileno (polímeros construídos de
forma digital)
❗Defeitos maiores podem exigir retalhos mais
extensos, como retalhos da língua ou músculo
temporal.
❗ compreensão da anatomia do paciente e do
processo infeccioso é essencial para o sucesso do
tratamento.
❗tem que romper a membrana que se forma
transparente cheia de líquido para entrar no buraco
e fechar a comunicação
Avaliação dos dentes adjacentes:
— devem ser avaliados, pois podem estar
comprometidos.
— casos mais complicados: pode ser necessária a
remoção do dente para um fechamento eficaz.
Fechamento do retalho bucal de fístula oroantral
A. Corte transversal de fístula oroantral na
região do molar.
B. O retalho bucal foi elevado.
C. epitélio que reveste a fístula - excisado;
periósteo - liberado na altura vestibular da
dissecção
retalho livre de tensão - fechado através do
defeito, com as margens do retalho apoiadas
sobre o osso.
Fechamento de retalho palatino de fístula oroantral
A. Imagem clínica de uma fístula de longa data, resultante da remoção de um molar
na maxila posterior, onde o seio foi pneumatizado.
B. tecido mole circundando a abertura oroantral é excisado, expondo o osso alveolar
subjacente ao redor do defeito ósseo.
retalho palatino de espessura total é delineado, incisado e elevado de anterior para
posterior.
- espessura: total do mucoperiósteo, base posterior ampla e incluir a artéria
palatina.
- largura: suficiente para cobrir todo o defeito ao redor da abertura oroantral
- comprimento: adequado para permitir a rotação do retalho e
reposicioná-lo sobre o defeito sem colocar indevida tensão no retalho
C. O retalho é girado para garantir que não haverá tensão no mesmo quando estiver
posicionado para cobrir o defeito ósseo.
D. Rotação e fechamento do retalho.
E. Fotografia clínica do fechamento.
F. Cicatrização 1 semana após a cirurgia.
G. Três semanas após a cirurgia.
Fechamento de comunicações oroantrais com a
ajuda de membrana
A. fístula oroantral no processo alveolar superior direito
- região do primeiro molar,
- será fechada com a colocação subperióstea de material aloplástico (ouro
ou folha de titânio, ou membrana de colágeno reabsorvível)
- devolve retalhos mucoperiósteos do palato e faciais.
- retalhos 1 ou 2 dentes anterior e posterior, ao longo do sulco gengival,
possibilita o alongamento do retalho para facilitar o avanço e fechar sobre
o defeito.
- sistema fistuloso é excisado.
- margens ósseas devem ser expostas a 360° ao redor do defeito ósseo
para a colocação da membrana abaixo dos retalhos mucoperiósteos.
- apoia-se o retalho em todos os lados pelo osso subjacente.
B. Fechamento
- De preferência, os retalhos podem ser aproximados sobre o defeito.
- Em alguns casos, um pequeno espaço entre os retalhos cicatrizará sobre
a membrana por segunda intenção. Mesmo se a mucosa intraoral não se
cicatrizar inicialmente, o revestimento do seio maxilar irá se cicatrizar e
fechar. Assim, a membrana é esfoliada ou reabsorvida, prosseguindo-se
com a cicatrização da mucosa.
C. Corte transversal da técnica de fechamento da membrana
- Os retalhos mucoperiósteos bucais e do palato são elevados para expor o
defeito ósseo e a ampla área do osso alveolar subjacente ao redor da
comunicação oroantral. A membrana sobrepõe-se a todas as margens do
defeito, e os retalhos do palato e facial são suturados sobre ela.
Possíveis modalidades no tratamento das
fístulas oroantrais
Casos ……………….
Caso 1
— Comunicação mésio vestibular
— Retalho deslizante, elástico
— Pinça levanta o retalha e vc corta o periósteo
- corte superficial / não profundo
— Desvantagem: perde profundidade de vestíbulo
(por ser unitária a perda não é muito grande)
— Expôs a bola de bichat , usou como 1º camada e
depois fechou com a mucosa
- para aumentar a proteção da região
❗todo caso de comunicação, avisar ao pct que vai
tentar resolver em 1 cirurgia só, mas pode ser que
precise de outra
Caso 2
— lado direito radiopaco, velado
— lado esq radiolúcido (normal)
— Caso nunca fica crítico pois tem um ponto de
saída da secreção
— inicialmente, orifício pequeno (fistula pequena),
cabe apenas uma agulha
depois que descola, vê o tamanho real (orifício de
perda grande)
— Cirurgia: fistulectomia
- remover a fístula/ pólipos
sinusais e depois fecha o
retalho
- não adianta tentar suturar pq
não vai colar
- coloca bola de bichat se o
buraco for mt grande
❗Tecido de granulação e bola de
bichat vão se expondo com o tempo
mas com a higienização/escovação,
ela sai
Caso 3
— restos radiculares
— orifício grande
❗cuidado para não dar deiscência
❗só remove a sutura quando se certificar que
cicatrizou bem
Caso 4
— Corta um pouco do osso para conseguir puxar a
mucosa e cobrir
— Regulariza o osso com Lima
— Perda do fundo de vestíbulo
Caso 5
—Lado esquerdo com pólipos - radiopaco
❗Confiar no corte axial, coronal e sagital da TC
— descola o periósteo com lâmina 9 afiada e nova
(n utilizar a q estava usando antes para fazer as incisões iniciais)
— testa a mobilidade do tecido com a pinça
sutura
— Solução de descontinuidade: há uma inflamação
no seiodo músculo
bucinador (se for acima a pessoa fica com
as bochechas inchadas , se for abaixo não
tem aumento de volume)
Princípios do tratamento …………
Princípio 1: Determinar a
gravidade do infecção
— Exame Clínico: História/anamnese completa,
exame físico e testes auxiliares (exames
radiográficos e laboratoriais)
Anamnese
— Queixa principal
- queixa (geralmente a principal queixa é dor)
- duração (Há quanto tempo está assim?)
- é rápido, se tiver muito tempo já é crônico
- localização
- gravidade
- qualidade da dor e/ou do edema
— Sinais e Sintomas
sinal: vemos | sintoma: pct relata
- dor; tumor/tumefação; calor; rubor e perda
da função (trismo)
- Infecções graves: febre, mal-estar,
dificuldade respiratória (dispneia),
dificuldade ou dor na deglutição (disfagia ou
odinofagia), mudança na voz (disfonia) e
trismo
— História completa
— Rapidez (pode ser do dia para noite)
Exame Físico extra-oral (Ectoscopia)
— Aparência geral
- BEG - bom estado geral
- REG - regular estado geral
- MEG - mal estado geral)
— Sinais Vitais
- Temperatura
bacteriemia e envolvimento sistêmico (> 38.3 °C)
- Pressão Sanguínea
- Tx de pulso/ Frequência cardíaca
Batimento normal: braquicardia taquicardia
- Tx respiratória
Eupneico - 16 e 20 resp./min (respiração tranquila /normal)
Braquipineico (respiração lenta)
Taquipineico (respiração rápida - >20)
- Oxigenação
comprometimento/obstrução das vias respiratórias (saturaçãoDreno
(se houver preocupação quanto a um novo acúmulo de purulência)
— drenos de Penrose, pedaços/dedo
de luvas estéreis ou diques de borracha
também estéreis
— impede o tecido de colabar e voltar a infecção
— deve ser colocado profundamente da cavidade
do abscesso
— usado apenas para deixar a região aberta e
permitir a saída da secreção
— duração: 15 dias a 1 mês
(depende de cada caso)
-
até epitelização do sistema ou quando o paciente melhorar clinicamente e
a drenagem cessar (2-5 dias após o procedimento de incisão drenagem)
— Depois de removido, deixa-se a ferida cicatrizar
por segunda intenção.
9. Sutura
— Sutura-se o dreno aos tecidos adjacentes à
incisão de aspecto razoavelmente saudáveis (ou
próximo da borda da incisão) para evitar rasgar os
tecidos ao passar a agulha
— material de sutura não reabsorvível
Caso 1
— Apagamento do sulco nasogeniano - assimetria
facial
— Tem olho de pus/ ponto de flutuação
— Fundo de vestíbulo com abscesso (abaixo do
músculo bucinador)
— Restauração extensa + infiltração + lesão no
periápice radiolúcida
- sugere necrose pulpar
- processo periapical crônico
Abscesso: drena + trat. endodôntico (não extrai)
Caso 2
— Abcesso
- lesão localizada
- mole
— Expressão de medo (tóxica)
— Evolução de uma lesão cariosa
❗O pico máximo do edema é de 72h
Caso 3
— Extração de dente - 7 dias formou um abcesso
no palato
— anestesia distante
— faz uma incisão (não um piquezinho); faz
divulsão (encostar no osso)
Princípio 5: Suporte
médico/clínico para o paciente
— Assim que a fonte da infecção é eliminada e
drenada, o papel do dentista é otimizar a
capacidade do paciente em eliminar a infecção
residual por meios de suporte
Meios de suporte:
— Estimular a hidratação oral (líquido, suplementos
alimentares);
— Controle da dor: prescrição de antibióticos,
anti-inflamatório, analgésicos;
— Melhora da nutrição
— Controle da glicose no sangue
— Instruções pós-operatórias.
Princípio 6: Escolher e prescrever
os antibióticos apropriados
❗tratamento adjuvante
Fatores que devem ser considerados:
— gravidade da infecção;
— capacidade para tornar o tratamento cirúrgico;
— sistema de defesa hospedeiro do paciente.
Indicação:
— Aumento de volume de evolução rápida
(celulite);
— Tumefação difusa;
— Trismo
— Temperatura alta 38° C
— Comprometimento das defesas do hospedeiro
(imunocomprometido)
— Envolvimento dos espaços fasciais (mais
profundos)
— Pericoronarite grave;
— Osteomielite;
— Linfadenopatia
— Infecções graves
Uso desnecessário:
— Exigência do paciente;
— Dor de dente;
— Abscesso crônico bem localizado;
— Abscesso alveolar drenado;
— Extrações múltiplas em pacientes não
comprometidos;
— Abscesso reduzidos situados na face vestibular;
— Alvéolo seco (alveolite)
- remove sutura e faz irrigação com soro morno ou clorexidina 0.12%
— Pericoronarite branda a moderada (inflamação
no opérculo)
Indicações para cultura e teste de
sensibilidade
— Testes desnecessários e impraticáveis, pois os
organismos causadores já são conhecidos
- microbiota bucal normal (predominantemente estreptococos orais
facultativos, estreptococos anaeróbios e espécies de Prevotella e
Fusobacterium)
— Cultura : teste feito com tecido vivo para ver se
ainda tem bactéria (corta um pedaço)
Indicações especiais:
— Infecções c/ disseminação rápida;
— Infecção Pós-operatória
- radicular
— Infecção que não responde ao tratamento (48
horas);
— Infecção recorrente;
— Comprometimento das defesas do hospedeiro;
— Tratamento anterior com múltiplos antibióticos
— Osteomielite
Antibióticos
— Penicilina;
— Amoxicilina (+ ac. clavulânico)
— Clindamicina ;
— Azitromicina;
— Metronidazol;
— Moxifloxacina.
❗Escolhas de eleição
- Penicilina
- Cefalospotina
- Clindamicina
- Claritromicina
❗estreptococos aeróbios e facultativos e
anaeróbios orais: penicilina, amoxicilina,
clindamicina e azitromicina
❗anaeróbios estritos: metronidazol (antibiótico de
nitroimidazol)
- raramente é utilizado nas infecções de rotina e, às vezes, utilizado em
conjunto com antibióticos padrão em infecções graves, com uma cultura
positiva para um nível significativo de bactérias anaeróbias
Usos apropriados
— Edema que se estende além do processo
alveolar
— celulite (com ou sem abscesso concomitante)
— Trismo
— Linfadenopatia
— Febre (mais de 38,3°C)
— Pericoronite grave
— Osteomielite
— Paciente imunocomprometido (com tratamento
cirúrgico adequado da infecção)
Usos inapropriados
— Demanda do paciente
— Dor grave (não atribuível à infecção)
— Dor de dente
— Periodontite periapical ou abscesso
— Osteíte alveolar (alveolite seca)
— Administração pós-operatória em um paciente
imunocompetente após várias extrações dentárias
— Pericoronite leve
— Abscesso drenado limitado ao processo alveolar
Antibióticos de espectro reduzido
— úteis no tratamento de infecções odontogênicas
simples
— atinge os estreptococos e as bactérias
anaeróbias orais sem alterar a microbiota normal da
cavidade bucal, da pele e do sistema GI.
- Penicilina
- Amoxicilina
- Clindamicina (tecidos ósseos)
- Metronidazol
Antibióticos de amplo espectro
— úteis no tratamento de infecções odontogênicas
complexas
- Amoxicilina com ácido clavulânico (para
infecções sinusais)
- Azitromicina
- Moxifloxacino
❗Enzima que destrói o antibiótico: betalactamase
❗podem alterar consideravelmente a microbiota
bacteriana normal de vários sistemas orgânicos,
como a pele e o sistema gastrintestinal (GI), o que
pode levar a efeitos indesejáveis, como o
desenvolvimento de superinfecções ou infecções
oportunistas que, em geral, seriam controladas
pelas bactérias existentes. Além de levar ao
desenvolvimento de resistência bacteriana aos
antibióticos.
Uso de antibiótico com menor incidência
de toxicidade e efeitos colaterais
— penicilina e a azitromicina:
- baixa incidência de efeitos adversos
Penicilina
— efeitos secundários mais comuns: alergias, com
manifestações recorrentes, como urticária, prurido e
desconforto GI (diarreia).
— Reações adversas graves, como anafilaxia, são
raras
❗base do tratamento para as infecções
odontogênicas: penicilina (betalactâmica)
Azitromicina
— apresenta melhor relação eficácia-toxicidade
entre os antibióticos macrolídios para infecções
odontogênicas.
Clindamicina
associado à colite pseudomembranosa
- causada pela alteração da microbiota Gl e do crescimento excessivo
subsequente de Clostridium difficile
- ❗essa condição pode surgir com o uso de
quase qualquer antibiótico e, em geral,
ocorre em pacientes gravemente debilitados
Moxifloxacino
— fluoroquinolona de amplo espectro
— muito mais eficaz contra bactérias bucais do que
seus homólogos mais antigos.
— efeitos adversos: ruptura espontânea do tendão,
hepatite, arritmia, neuropatia periférica e efeitos
psiquiátricos.
bactericida X bacteriostático
bactericidas :
— preferencia
— lisam e eliminam as bactérias, diminuindo a
carga sobre o sistema de defesa do hospedeiro.
bacteriostáticos :
— ex: azitromicina e a clindamicina (em doses
baixas; em doses elevadas, a clindamicina é
bactericida)
— abrandam a reprodução bacteriana e
possibilitam que a defesa do hospedeiro elimine as
bactérias
— podem ser menos eficazes em indivíduos com
um sistema imune comprometido.
Critérios
— Eficácia com a microbiota oral;
— Espectro limitado;
— Menor toxicidade;
— Bactericida
— Condição financeira do paciente
Princípio 7: Administrar o
antibiótico adequadamente
— Doses adequadas;
— Intervalos apropriados;
— Tempo adequado
(6 a 7 dias para infecções brandas c/ causa
solucionada)
- independentementedos sintomas
Princípio 8: Avaliar o paciente
frequentemente
— a cura ocorre dentro de 1 semana, sem
complicações (em imunocompetentes)
— acompanhamento típico: 2-3d após cirurgia
Razões para Falha do Tratamento
— Cirurgia inadequada
- controle da origem, drenagem, ou ambos
— Defesa do hospedeiro comprometida
— Presença de corpo estranho
— Problemas com antibiótico
- Falta de colaboração do paciente
- O medicamento não alcança o local
- Dosagem muito baixa
- Diagnóstico bacteriano errado
- Antibiótico errado
Infecção metastática …………………
— A infecção metastática é definida como a que
ocorre em uma localização distante da porta de
entrada das bactérias
— infecção das valvas cardíacas resulta em
endocardite infecciosa
— infecção das próteses articulares leva à
insuficiência protética
Endocardite Bacteriana ( N1)
Fatores necessários para desenvolvimento
de infecção metastática:
— Área distante suscetível;
— Propagação bacteriana por via hematogênica;
— Defesas locais enfraquecidas
Medidas profiláticas não antibióticas
— Manter a higiene oral ideal, antes e durante os
procedimentos invasivos
— assepsia cirúrgica
- lavagem com gluconato de clorexidina antes
do procedimento
Recomendações para a profilaxia da
endocardite infecciosa
Antes de procedimentos dentários que envolvam:
— manipulação do tecido gengival
— manipulação da região periapical dos dentes
— perfuração da mucosa oral em pacientes com
condições cardíacas associadas a alto risco de
resultados adversos para endocardite
- Valva cardíaca protética
como próteses implantadas transcateter e homoenxertos.
- Endocardite infecciosa prévia
- Material protético usado para o reparo das
valvas cardíacas, como anéis de
anuloplastia e cabos.
- Doenças cardíacas congênitas (DCC)
- Cardiopatia cianótica não reparada
CHD, incluindo canal e desvio
(shunts) paliativos
com shunts residuais ou regurgitação valvar no local
- Defeito congênito do coração
reparado completamente com
material protético ou aparelhos, se
colocados por cirurgia ou por
intervenção com cateter, durante os
primeiros seis meses após o
procedimento
com shunts residuais ou regurgitação valvar no local
- DCC reparada com defeitos
residuais no sítio ou adjacente ao
sítio do reparo ou instrumento
protético (de um emplastro protético ou
dispositivo
protético - o qual inibe a formação de endotélio)
- Receptores de transplante cardíacos que
têm valvopatia cardíaca
-
Transplante cardíaco com regurgitação da valva decorrente
de uma valva estruturalmente anormal.
Procedimentos e eventos que não requerem
profilaxia
— injeção anestésica de rotina através de tecidos
não-infectados
— radiografia dentária
— ajuste de aplicações ortodônticas
— colocações de brackets ortodônticos
— esfoliação de dentes decíduos
— sangramento por trauma de lábios ou mucosa
oral
— Dentística restauradora
— Tratamento endodôntico e colocação de diques
de borracha
— Remoção da sutura
— Colocação de aplicações removíveis (ex:
próteses removíveis ou aplicações ortodônticas)
— Tomada de impressões
— Tratamentos com fluoretos
Regimes antibióticos para profilaxia das
infecções metastáticas e do sítio cirúrgico
— A dose total em crianças não deve exceder a dose de adulto.
— As cefalosporinas não devem ser usadas em pacientes com reação de
hipersensibilidade do tipo imediato às penicilinas. Outras cefalosporinas orais de
primeira ou segunda gerações podem ser substituídas em dose equivalentes em
adultos e crianças.
IM, intramuscular; IV, intravenosa.
❗focar no adulto
❗de acordo com perfil do paciente, qual medicamento indicar?
❗Usar clindamicina se for alérgico a amoxicilina
Prescrição de antibiótico intra ou pós
procedimento
— paciente em situação de risco:
- cuja condição específica não tenha sido
divulgada até após o início do procedimento
dentário
- com sangramento inesperado durante um
procedimento dentário minimamente
invasivo
— Administrar antibiótico o mais rápido possível,
não passando de 4h após hemorragia
Espaços Faciais
Cap. 17 - Infecções Odontogênicas Complexas
(pág. 1064)
Anatomia ……………………………… ..,,……
Classificação das regiões da anatomia da
cabeça e do pescoço:
1) trígonos ("triângulos") do pescoço;
2) aquelas desenvolvidas com base na anatomia
afetada por traumatismos cervicais penetrantes
3) infecções de cabeça e pescoço
— Os espaços profundos da cabeça e do pescoço
são revestidos de fáscia contendo tecido conjuntivo
areolar frouxo
- Fáscia: recobre os músculos e tecidos
- espaços "potenciais" (virtuais, não vemos)
- existem apenas quando invadidos por
bactérias ou outro material que leve a
edema, abrindo-os, seguido por uma fase
de celulite e, depois, um estágio de
abscesso
pq a fáscia se distende (coleção de uma micro-organismos)
— objetivo: amortecer e proteger nervos, músculos,
vasos e outras estruturas importantes que os
atravessam
Classificação e hierarquia ………
das camadas fasciais ……………….
cervicais ..
(da face e do pescoço) ………. ...
— Superficial : imediatamente profunda na
superfície da pele
(ex: músculo da expressão facial - platisma)
-
Consiste, principalmente, em tecidos subcutâneo e conjuntivo e contém
nervos e veias superficiais.
— Profunda : “espaço de perigo”
— fáscia cervical superficial (FCS)
- (linha tracejada vermelha)
— fáscia cervical profunda, camada superficial (FCPCS)
— fáscia cervical profunda, camada média (FCPCM)
— fáscia cervical profunda, camada profunda; (FCPCP)
Anatomia das camadas fasciais profundas do
pescoço
- camada superficial da fáscia cervical
profunda (destacada em vermelho)
Espaços fasciais primários … …
Maxila
— Canino / infraorbital
— Bucal
— Infratemporal
Mandíbula
— submentual
— bucal
— Submandibular
— Sublingual
Espaços fasciais secundários
— Massetérico
— Pterigomandubular
— Temporal superficial e profundo
— Lateral da faringe
— Retrofaríngeo
— Pré - vertebral
❗Septicemia - choque séptico
(pressão arterial muito baixa)
Percurso da infecção do ………….
espaço fascial profundo ………….
Oriundas de qualquer dente
— Espaços mais comuns: vestibular, bucal e
subcutâneo
1) infecção penetra no osso alveolar
- abscesso do espaço vestibular
- infecção do espaço bucal
2) Espaço Vestibular:
(mais comum: com base na propagação pelo caminho de menor resistência através
das placas vestibulares ou linguais do osso)
— Maxila: espaço canino/infraorbital
— Mandíbula: espaço do corpo da mandíbula
(que é confinado pelo periósteo mandibular)
3) Espaço bucal
— superiores e inferiores
— próximo ao espaço subcutâneo
- bordas determinadas por maxila (músculo
masseter) e mandíbula (músculo bucinador
e músculos da expressão facial e da fáscia
associada)
4) tecidos subcutâneos
5) pele - levando a uma fístula orocutânea/ trato
sinusal
Deslocamento da infecção
Depende do nível de perfuração cortical com
relação à inserção do músculo bucinador
define se a infecção seguirá para o espaço bucal (3), em vez de permanecer aderida à
vestibular - maxila ou mandíbula (2)
— deslocará para o espaço bucal , se:
- maxila : cefálica/anterior à inserção do
músculo bucinador
- mandíbula : caudal/posterior à inserção do
músculo bucinador
— deslocará para o espaço vestibular , se:
- maxila : ápice radicular e o local de
penetração cortical forem superiores à
inserção do músculo bucinador
- mandíbula : ápice radicular e o local de
penetração cortical forem inferiores à
inserção do músculo bucinador
Nesse plano subperiosteal, as infecções do espaço
vestibular podem, então, cursar para:
- maxila : espaço canino, seguidas pelo
espaço infraorbital- mandíbula : infecção do espaço
submandibular, que tem o potencial de se
propagar rapidamente para espaços fasciais
mais profundos
Locais que a infecção pode se expressar
— depende da espessura do osso sobrejacente e da relação dos anexos musculares
com o local da perfuração.
(1) abscesso vestibular
(2) espaço bucal
(3) abscesso palatino
(4) espaço sublingual
(5) espaço submandibular
(6) seio maxilar
❗Ex: Abscesso do espaço bucal com trajeto transcutâneo espontâneo de drenagem
(geralmente caminho de menor resistência).
Oriundas de dentes superiores
— palato ósseo força as infecções decorrentes das
cúspides palatinas dos dentes superiores para o
espaço palatino.
Espaço palatino:
— osso do palato + periósteo suprajacente
— ponto de drenagem para infecções que surgem
dos ápices das raízes palatinas dos dentes
superiores
caminho de disseminação: (1) espaço vestibular,
(2) espaços canino e infraorbital na maxila.
Espaço canino ou infraorbital:
— delimitado pelos músculos quadrado do lábio
superior e levantador do ângulo da boca, pelas
cartilagens nasais e pela mucosa oral
— espaço mais afetado por infecções decorrentes
da raiz longa do dente canino superior
Invadido quando:
— infecções oriundas do ápice da raiz canina
maxilar perfuram o osso alveolar
- superior à inserção do músculo levantador
do ângulo da boca
- inferior à origem do músculo levantador do
lábio superior
OU
— extensão de uma infecção no espaço bucal
adjacente.
❗Da mesma maneira, as infecções do espaço infraorbital podem se espalhar
diretamente no espaço bucal.
Drenagem :
— espaço vestibular (espaço inferior ao espaço
canino/infraorbital - caudal ao músculo levantador
do ângulo da boca DRENA para cavidade oral
— espaço infraorbital/canino DRENA em pontos
próximos aos cantos medial e lateral do olho
- exame clínico de uma infecção do espaço canino, a prega nasolabial deve
ser obliterada ou achatada pelo edema tecidual abaixo dessa marca facial
específica.
Espaço bucal
— limitado superficialmente pela pele
sobrejacente e pelos tecidos
subcutâneos (pele e fáscias) e
profundamente pelo músculo
bucinador.
— molares superiores ou inferiores
(são mais associados a infecções do
espaço bucal)
— Clinicamente: irregularidades na pele sobre o
arco zigomático
❗se não houver extensão para espaços adjacentes, em geral o arco zigomático e a
borda inferior da mandíbula permanecem palpáveis clinicamente no cenário de
abscessos do espaço bucal.
Espaço infratemporal
— posterior ao maxilar e se mostra contínuo lateral
e superiormente ao espaço temporal profundo.
- infecções envolvendo um desses espaços
costumam envolver também o outro
— limitado medialmente pela placa pterigóidea
lateral do osso esfenoide e, superiormente, pela
base do crânio
- envolvem interiormente os ramos da artéria
maxilar interna e do plexo venoso
pterigóideo
❗As infecções que atingem o plexo pterigóideo
podem se estender diretamente para o seio
cavernoso, porque as veias da cabeça e do
pescoço não têm válvulas para impedir a
propagação retrógrada de bactérias, permitindo a
extensão
— 3 molares inferiores (associados)
— Clinicamente: difíceis de examinar
adequadamente, embora possa ser visível a
plenitude temporal.
Oriundas de dentes inferiores
— ápices linguais dos dentes inferiores em geral
drenam para o espaço sublingual (acima do
milo-hióideo) ou submandibular (abaixo do
milo-hióideo)
Espaço vestibular
— rota inicial mais comum de disseminação
Espaço sublingual ou submandibular,
mastigatório ou bucal
— rota inicial ou secundária
— sublingual ou no submandibular
- dependendo do nível do ápice radicular com
relação ao músculo milo-hióideo no aspecto
lingual da mandíbula
— A partir daqui, as infecções podem estender-se
para os espaços fasciais secundários ou profundos
do pescoço.
Espaço do corpo da mandíbula
— espaço potencial entre o osso cortical da
mandíbula e o periósteo sobrejacente
— infecções podem se tornar muito difusas devido
à forma da mandíbula e por se estender aos
espaços adjacentes (espaços sublinguais,
submandibulares).
Ex : infecção decorrente do ápice da raiz do dente
inferior que está localizado caudalmente à inserção
do músculo bucinador envolverá primeiro o espaço
do corpo da mandíbula e depois o espaço bucal.
Espaços perimandibulares
— descritos por Grodinsky e Holyoke
— espaços submandibular, sublingual e
submentoniano.
— envolvidos quando infecções originárias dos
pré-molares e molares perfuram o córtex lingual da
mandíbula
- sublingual: Se a infecção perfurar a
mandíbula superiormente à linha
milo-hióidea (PM’s e 1M)
- submandibular : Se a infecção perfurar o
córtex lingual inferior à inserção do músculo
milo-hióideo à mandíbula (3M)
❗Linha milo-hióidea
— área de inserção do músculo
milohióideo
à superfície medial da mandíbula
— limite fundamental entre
espaços submandibular e
sublingual (sem ela, seriam considerados o mesmo espaço)
Espaço sublingual
— espaço perimandibular
— primeiro espaço fascial
profundo envolvido nas infecções
odontogênicas mandibulares
— limites: assoalho da
submucosa da boca (mucosa
oral) e o músculo milo-hióideo.
— primariamente envolvido pela infecção dos
pré-molares mandibulares e do primeiro molar.
❗ infecção espacial sublingual isolada
(sem uma infecção espacial submandibular concomitante)
- não deve haver edema extraoral perceptível, pois a infecção é limitada a
uma região superior ao músculo milo-hióideo
- incomum: espaço sublingual não tem limite posterior, e se comunica
livremente com o espaço submandibular.
- Clinicamente: elevação do assoalho da boca e da língua, com dificuldade
de fala ou de deglutição, sobretudo em infecções tardias ou bilaterais no
espaço sublingual.
❗não há limite posterior do espaço sublingual
Espaço submandibular
— espaço perimandibular
— encontra-se entre o
músculo milo-hióideo e a
camada anterior da fáscia
cervical profunda, logo
abaixo do músculo
platisma, e inclui as superfícies lingual e inferior da
mandíbula, abaixo da inserção do músculo
milo-hióideo.
— quase sempre se manifesta com o achado
clínico de edema extraoral visível (ao contrário do
sublingual)
- infecção do espaço submandibular ocorre caudalmente ao músculo
milo-hióideo e, portanto, a CSFC e o músculo platisma são as únicas
barreiras entre a cavidade do abscesso e a pele.
- é na CSFC que cirurgicamente, por um procedimento de incisão e
drenagem, há a liberação de coleção purulenta, quando presente.
❗não há limite posterior do espaço submandibular
- se comunica livremente com os espaços
fasciais mais profundos do pescoço que
podem resultar em morbidade significativa
quando envolvidos.
- (ex: espaços pterigomandibulares e
faríngeos laterais)
— configuração triangular
- formado pela margem inferior da mandíbula
e pelas cavidades anterior e posterior dos
músculos digástricos.
❗as infecções de um espaço submandibular
podem atravessar o espaço submentoniano para
envolver o submandibular contralateral.
espaço submentoniano
— dentes incisivos inferiores
— envolvido como uma extensão das infecções do
espaço submandibular
- Isso se deve ao fato de a única barreira anterior do espaço submandibular
ser o ventre anterior do músculo digástrico, que não é uma barreira
verdadeira entre os espaços submandibular e submentoniano.
Infecções no espaço …………………
profundo do pescoço ………………
como podem se espalhar para cabeça e pescoço:
❗Infecções no espaço fascial cervical profundo são extremamente perigosas, com
alto potencial de disseminação rápida e graves complicações, especialmente no
sistema respiratório e cardiovascular. A intervenção médicaimediata é crucial.
Caminho 1:
1° espaço bucofaríngeo:
- espaços sublingual + submandibular
- parte posterior do músculo milo-hióideo
2° espaço pterigomandibular
3° espaço lateral da faringe
4° espaço retrofaríngeo (se não forem tratadas)
❗Outra progressão poderia ser para o espaço de
perigo pouco antes de chegar ao mediastino
Caminho 2:
— ao redor do músculo digástrico
— gravidade:
- risco de comprometer às vias respiratórias e
o mediastino (devido à proximidade)
- urgência
— espaços mais afetados:
- submandibular
- mastigatório
— espaço mastigatório: delimitado pela fáscia que recobre o músculo masseter, o
músculo pterigóideo medial, o músculo temporal e o crânio.
— espaços temporais superficiais e profundos são separados um do outro pelo
músculo temporal.
— espaço pterigomandibular: é separado da porção infratemporal do espaço temporal
profundo pelo músculo pterigóideo lateral
— espaço submassetérico: é separado do espaço temporal superficial pelo arco
zigomático
Espaço mastigatório
— Compartimentos - união dos músculos:
- massetérico (ou submassetérico)
- pterigomandibular (mais envolvido)
- temporal superficial
- temporal profundo
❗compartimentos podem se envolver rapidamente
quando um é afetado.
— infecções odontogênicas relacionadas ao
terceiro molar inferior, devido à pericoronite
— formado pela divisão da fáscia cervical profunda.
- fáscia cervical: envolve todos os músculos
da mastigação e se divide na borda inferior
da mandíbula
— Causas comuns de infecções:
- Terceiro molar inferior infectado (periapical
ou pericoronite).
- Fraturas infectadas do ângulo mandibular.
— Infecção do espaço submassetérico:
- Trismo (dificuldade em abrir a boca) devido
à inflamação dos músculos da mastigação.
- radiografia: aumento difuso do masseter por
edema.
— Infecções no espaço pterigomandibular:
- terceiro molar mandibular infectado
- trismo devido ao envolvimento do
pterigóideo medial.
- Radiografia: aumento do músculo e possível
formação de abscesso
- Sintomas clínicos de infecções avançadas:
- Dor e edema nos espaços temporais
(superficiais e profundos)
- Inchaço edematoso com aparência
de ampulheta, limitado pelo arco
zigomático.
Espaço Faríngeo Lateral:
— A infecção dos espaços submandibular,
sublingual ou pterigomandibular pode se propagar
para o espaço faríngeo lateral
— forma: triângulo invertido:
— localização: da base do crânio ao osso hioide.
— compartimentos:
- Anterior
- Posterior
— Sintomas
- Trismo (devido ao envolvimento do músculo
pterigóideo medial)
- Edema flutuante na região cervical lateral.
- Dificuldade de visualizar o ângulo da
mandíbula devido ao edema cervical.
- Abaulamento intraoral da parede lateral da
orofaringe em direção à linha média
(draping faríngeo).
- Disfagia(dificuldade para engolir)
- Disfonia (alteração na voz)
- Incapacidade de controlar secreções
salivares.
- Febre alta e mal-estar
- Comprometimento iminente das vias
respiratórias**, afetando a orofaringe e a
hipofaringe.
— Complicações:
- Trombose da veia jugular interna
- Erosão da parede da artéria carótida
- Comprometimento dos nervos cranianos
- IX (glossofaríngeo)
- X (vago)
- XII (hipoglosso).
Espaço Retrofaríngeo:
— Localizado atrás da parede posterior da faringe,
entre a base do crânio e a sexta vértebra cervical.
— Contém tecido conjuntivo frouxo e linfonodos.
— infecções podem se espalhar para o “espaço de
perigo”
Espaço de Perigo:
— Localizado entre a fáscia alar (anterior) e a
fáscia pré-vertebral (posterior).
— Infecções podem se espalhar para o mediastino.
Espaço Mediastinal:
— abriga o coração, nervo frênico, nervo vago,
traqueia, esôfago, grandes vasos (aorta, veias
cavas).
— Infecções
- Mediastinite: Inflamação grave do
mediastino, com risco de compressão do
coração e pulmões.
- Complicações neurológicas: Compressão do
nervo vago, afetando os sistemas
cardiovascular e respiratório.
- Ruptura de estruturas como esôfago e
pulmões, levando a risco imediato de morte
❗Área de coleção de bactéria , área hipodensa ou hipoatenuante
I
❗ limite inferior do espaço de perigo: diafragma (coloca todo o mediastino em risco)
- Pode comprimir o mediastino (pulmão)
Objetivos do tratamento das …
Infecções do espaço
fascial ……
❗ajudam a controlar a infecção, mesmo que não levem à resolução imediata,
permitindo a identificação de outras intervenções necessárias.
— Otimização clínica
-
Garantir que o paciente esteja em condições estáveis antes de iniciar
qualquer procedimento.
— Proteção das vias respiratórias
-
Pode ser necessário realizar uma intubação orotraqueal geral ou, em
casos mais graves, uma via respiratória cirúrgica (traqueostomia).
— Remoção da fonte de infecção
- Identificar e eliminar a causa da infecção, como um dente infectado.
— Incisão cirúrgica e drenagem:
- A drenagem da infecção por meio de uma incisão cirúrgica é fundamental
para reduzir o acúmulo de pus e aliviar a pressão.
— Antibioticoterapia adjuvante:
-
Uso de antibióticos para combater a infecção bacteriana. A escolha do
antibiótico pode depender da gravidade e do tipo de bactéria envolvida.
— Avaliação frequente da resposta à terapia
- Monitorar o paciente de perto para ajustar o tratamento conforme a
evolução da infecção.
Angina de Ludwing …………………….
(N1)
— infecção do espaço perimandibular
bilateralmente com comprometimento da via
respiratória, acompanhada de dor/peso/aperto no
peito (infarto)
- envolvimento de espaços sublinguais,
submandibulares e submentonianos
— “angina”: apertar; comprimir
- aumento no pescoço que comprime a região
— Quando uma celulite ou um abscesso envolvem
esses espaços bilateralmente (dois
submandibulares, dois sublinguais e um
submentoniano), a via respiratória deve ser a
principal consideração e ser protegida prontamente
(ex: intubação traqueal de traqueostomia)
— Clinicamente:
- extraoral: endurecimento consistente da
pele nas regiões submentoniana e
submandibular
- intraoral: elevação do assoalho bucal e da
língua (espaço sublingual)
- possíveis edemas flutuantes (cavidades de
abscesso) bilateralmente a partir da borda
inferior da mandíbula para o osso hioide.
❗Muitas vezes, a borda inferior da mandíbula não
é palpável, devido ao significativo edema.
— Sintomas: disfagia, disfonia, trismo, elevação do
assoalho da boca e da língua (incapacidade de
visualizar e avaliar a orofaringe posterior),
imobilidade cervical, sensação globosa (sensação
de nódulo na garganta) nos estágios tardios,
incapacidade de lidar com as secreções da via oral,
cabeça mantida em posição de "farejamento", voz
de "batata quente" e aumento do trabalho
respiratório, devido à obstrução das vias
respiratórias superiores.
—Tratamento (⬇ morbidade do paciente)
- proteção da via respiratória o mais cedo
possível, com intervenção cirúrgica precoce
na forma de incisão e drenagem
— na nossa area é emergencia, pq ta descendo na cervical e pode chegar no tórax
- ❗emergência: deve ser tratado na hora
Infecções específicas ………
Trombose do seio cavernoso
Disseminação hematogênica da infecção da mandíbula
para o seio cavernoso
— complicação grave e
potencialmente fatal de infecções
odontogênicas, especialmente
maxilares.
— Ocorre quando um coágulo de
sangue se forma nos seios
cavernosos, que são cavidades intracranianas
responsáveis pela drenagem venosa
- pode ocorrer anteriormente, pela veia oftálmica inferior ou superior ou
posteriormente, por meio de veias emissárias do plexo pterigoide.
❗essa infecção pode estender-se livremente
(porque não há válvulas nas veias da cabeça e do pescoço)— pode afetar nervos cranianos envolvidos no seio
cavernoso causando
diversos déficits
neurológicos e visuais
(potencial fatalidade)
— Estruturas do seio
cavernoso
Fasciite Necrosante Cervical
— infecção grave, muitas vezes referida como
"bactéria comedora de carne", devido à sua
destruição rápida dos tecidos moles.
— não segue os planos fasciais típicos** da cabeça
e do pescoço.
— mais grave em imunocomprometidos
— A infecção se espalha rapidamente pela camada
superficial da fáscia cervical profunda até o
músculo platisma, causando necrose do músculo e
da pele sobrejacente.
— pode levar à mediastinite necrosante
descendente (⬆ taxa de mortalidade)
Sintomas :
— Necrose dos tecidos moles, trombose muscular
e comprometimento do suprimento sanguíneo
dérmico.
— Destruição rápida e extensa de pele e músculos,
com sinais de necrose visível.
Tratamento :
— Desbridamento
cirúrgico agressivo e
imediato para remoção
dos tecidos afetados.
— Criação de uma via respiratória cirúrgica**
(traqueostomia) para garantir a ventilação
adequada.
— Antibióticos empíricos de amplo espectro**
administrados por via intravenosa, até que os
resultados da cultura e sensibilidade estejam
disponíveis.
— Monitoramento contínuo em UTI
Osteomielite :
— inflamação e infecção do osso
— mais comum na mandíbula do que na maxila,
devido a diferenças no suprimento sanguíneo
— origina e se espalha a partir dos espaços
medulares dos ossos
— A infecção afeta a medula óssea, onde a falha
na circulação bloqueia o transporte de oxigênio e
nutrientes, essenciais para a cura.
— pode causar edema, aumentando a pressão
hidrostática e levando à necrose tecidual devido à
falha na microcirculação.
— Pacientes imunocomprometidos são mais
suscetíveis (proliferação bacteriana)
- ex: diabetes mellitus mal controlado,
infecção por HIV, uso crônico de
corticosteroides e desnutrição.
— Classificações
- Esclerosante supurativa
associada a secreção purulenta e inflamação crônica.
- Crônica:
caracterizada por um processo infeccioso de longa duração.
- Osteomielite com periostite proliferativa
(Osteomielite de Garre)
envolve uma reação proliferativa do periósteo.
Actinomicose
— processo infeccioso crônico, mas relativamente
incomum, que afeta o esqueleto maxilofacial.
Candidíase
— doença fúngica mais encontrada pelos
profissionais de Odontologia é a candidíase.
Casos …………………………………….
Caso 1:
— Aparência tóxica
— Região bucal deve estar
comprometida por estar com
a bochecha inchada
— Infecção na maxila
— Espaço bucal e canino
comprometido
— Trombose do espaço cavernoso
❗Médico: prescreveria antibióticos e faria
heparinização (deixar o sangue ralinho, não deixar ter trombose)
Caso 2:
— Aparência tóxica
— Espaço bucal
comprometido
— Fascia se estende na
região bucal por colecionar
bactérias na região
Caso 3:
— Aparecia tóxica
— Assimetria fácil
- as custas de um
aumento de volume no
espaço temporal esquerdo
Caso 4:
— boca entre aberta
— lingua profusa
— pescoço de touro (muito duro)
— descendo pra região cervical, vai fazer angina
(comprimir) e obstruir via aérea
— causa : dente
— panorâmica: lesão cariosa extensa, evoluiu pra
lesão óssea
— paciente com trismo, para anestesiar, talvez
tenha que fazer traqueostomia
— tratamento :
- exodontia (nesse caso)
- mãe decidiu que não trataria o dente, mas seria possível
tratar
- drenagem: incisão submentoniana,
submandibular bilateral, divulsiona e coloca
os drenos
Gestação e Lactação ……
— cirurgia eletiva: 2º trimestre
— urgencia ou emergencia: n importa o trimestre,
precisa correr os riscos
— O uso de antibióticos e anestésicos em
gestantes e lactantes deve ser feito com cautela, e
sempre com a orientação de um médico
— Antibióticos
- penicilinas (amoxicilina, ampicilina) e
cefalosporinas,
- macrolídeos como a eritromicina
- evitar: tetraciclinas e quinolonas (podem
causar efeitos adversos no desenvolvimento
do feto ou no bebê)
— Anestésicos
- lidocaína, são geralmente considerados
seguros durante a gravidez e a
amamentação.
- Precauções: Anestésicos gerais devem ser
evitados, sempre que possível, durante a
gravidez, devido ao risco de complicações
para o feto.
Situações de emergência em .
buco …………… ………………………
— fratura bilateral do corpo da mandíbula
- na região do queixo, os músculos
genioglosso e geniohioideo vao “puxar” e
obstruir a via aérea
— angina de ludwig
— hematoma retrobulbar
- pancada no olho - edema
- pode ter sangramento no cone da orbita, faz
esse hematoma e o sangramento comeca a
comprimir o nervo optico, pct pode evoluir
para uma amaurose/ cegueira)
❗N1
— infecção metastática
— quem determina o caminho da infecção
— angina de ludwig
Comunicação
Bucossinusal:
Diagnóstico e
Tratamento
Cap. 20 - Doenças Odontogênicas dos
Seios Maxilares (pág. 1247)
— 4 seios principais: maxilar, etmoidal, frontal e
esfenoidal
— Seios : Espaços preenchidos por ar localizados
nos ossos maxilares bilateralmente.
Seios Maxilares ……………….:
— O seio maxilar é uma estrutura anatômica de
grande importância no contexto maxilo-facial, por
possuir intimo contato com elementos dentais na
maxila posterior.
— Com as perdas dentárias, o osso alveolar sofre
uma reabsorção progressiva, levando a uma maior
susceptibilidade a lesões sinuais.
— Esses acidentes podem promover
consequências diretas, como as comunicações
buco-sinusais, que por vezes podem formar
fístulas, onde haverá a necessidade de cirurgia
para correção.
— A disseminação de infecções periapicais dos
dentes superiores pode perfurar superiormente e
penetrar no assoalho do seio maxilar, causando
sinusite maxilar e, talvez, também se espalhar para
os seios vizinhos.
— Qualquer violação da membrana schneideriana
pode precipitar a sinusite maxilar, seja pela
disseminação de uma infecção periapical, seja pela
penetração por um implante dentário ou por uma
lesão iatrogênica da elevação da membrana sinusal
para a colocação de um enxerto ósseo.
— achados clínicos mais comuns na sinusite
maxilar: dor facial, fluido pós-nasal e congestão.
— A sinusite aguda de origem odontogênica pode
se propagar pelo seio etmoidal e se espalhar para o
espaço periorbital.
— tratamento cirúrgico do seio na sinusite maxilar
de origem odontogênica contempla a cirurgia
sinusal assistida por endoscopia aberta ou
funcional.
Desenvolvimento Embriológico:
— Início: Terceiro mês de desenvolvimento fetal,
com a invaginação da mucosa do infundíbulo
etmoidal.
— Pneumatização primária: Ocorre com a
expansão da mucosa para a cápsula nasal
cartilaginosa.
— Pneumatização secundária: Inicia no quinto mês,
com a expansão dentro dos ossos maxilares.
Crescimento pós-natal:
— Após o nascimento - expandem-se dentro do
processo alveolar, acompanhando o crescimento
da maxila e o desenvolvimento dentário.
— 12-13 anos - atingem o nível do assoalho da
cavidade nasal.
— adultos - ápices dentários podem se estender
para a cavidade dos seios
visíveis em tomografia computadorizada (TC).
Impacto da Dentição:
— Após a erupção dos dentes permanentes, a
expansão dos seios geralmente se estabiliza.
— Remoção de dentes posteriores pode causar
pneumatização adicional do seio maxilar, ocupando
o espaço alveolar residual.
Características dos Seios Maxilares:
— chamados de antro ou antro de Highmore
— maiores seios paranasais
— primeiros a se desenvolverem
— Dimensões médias em adultos:
- anteroposterior: 34 mm | altura: 33 mm | largura: 23 mm | volume:15-20 ml
— Formato: pirâmide com quatro lados
- base: parede lateral da fossa
nasal
- ápice: estendendo-se para o
processo zigomático da maxila❗Configuração anatômica da pirâmide
Teto: assoalho da órbita | Base: raízes dos dentes | Parede
anterior | Parede posterior
— Posição anatômica:
- parede superior: assoalho da
órbita
- assoalho dos seios: base do
processo alveolar
— Comunicação com a parte posterior
da fossa nasal-óstio maxilar (meato
médio)
Função do seio maxilar
— pouco conhecida
— ressonância da voz
— ⬇ peso do crânio
- ⬇ trabaho dos musculos do pescoco (1%
do peso do cranio)
- osso oco no meio da cavidade
— ajudar no aquecimento do ar que entra nos
pulmões
Revestimento e Drenagem:
— aspecto igual a membrana fina do ovo
— Epitélio pseudo estratificado cilíndrico ciliado
localizado no seio
- inflamação - voz anasalada
- Extremamente vascularizado
— Revestido por epitélio respiratório (colunar,
ciliado, pseudoestratificado, secretor de muco)
Epitélio pseudo estratificado cilíndrico ciliado
- inflamação - voz anasalada
- Extremamente vascularizado
— Drenagem:
- muco e partículas são movidos pelo
batimento ciliar
- drenam através do óstio para o meato
médio da cavidade nasal
❗O óstio está localizado dois terços acima da parede medial (superior da cavidade),
não em posição inferior, dificultando a drenagem espontânea.
— Função Ciliar:
- movimentar o muco
- transportar ao longo das paredes dos seios
para a nasofaringo
- manter o ambiente do seio maxilar limpo
- remove as pequenas partículas do ar protegendo nosso trato respiratório
Exame Clínico
Avaliação inicial:
— observação cuidadosa da face e do vestíbulo
intraoral.
— busca: inchaço, vermelhidão ou corrimento
nasal, que podem indicar sinusite maxilar.
Palpação dos seios maxilares
— Exame externo: Palpação das paredes laterais
dos seios maxilares sobre a saliência dos ossos da
face
— Exame intraoral: Palpação na superfície lateral
da maxila entre a fossa canina e o suporte
zigomático.
- A parede lateral do seio maxilar pode
apresentar erosão em alguns casos, sendo
possível detectar um defeito palpável.
Dor sinusal X dentária:
— Pacientes com sinusite maxilar frequentemente
relatam dor dentária.
— A percussão dos dentes maxilares posteriores
pode revelar infecção aguda do seio maxilar
— diferenciada por testes complementares
Transiluminação dos seios maxilares:
— luz brilhante de fibra óptica é colocada contra a
mucosa do seio maxilar.
— sala escura: observa-se a transmissão de luz
através do seio
- doença unilateral: seio afetado apresenta
transmissão reduzida devido ao acúmulo de
fluido, resíduos ou pus, além do
espessamento da mucosa.
O seio maxilar esquerdo está normal e apresenta-se
transiluminado pela fonte de luz de fibra óptica no
palato. O seio maxilar direito está preenchido com
fluido ou pus da infecção e apresenta transiluminação
reduzida.
Endoscopia nasal e sinusal:
— informações sobre fatores
anatômicos que contribuem para a doença sinusal
— Avalia a saúde geral da mucosa nasal e sinusal.
Exame Radiográfico
Tipos
— periapicais, oclusais e panorâmicas
Radiografia Periapical:
— visão limitada de uma pequena porção da parte
inferior dos seios maxilares.
— pode visualizar os ápices das raízes dos dentes
maxilares posteriores projetando-se no assoalho
dos seios.
— evidenciação da parte inferior de seio maxilar pneumatizado
— raízes dos molares parecem se projetar dentro do seio maxilar, pois ele se
apresenta pneumatizado em volta das raízes.
Radiografia Panorâmica:
— visão geral / "rastreamento" dos seios maxilares.
— melhor opção de radiografia
— comparação entre ambos os seios maxilares.
Limitações :
— A imagem é direcionada a uma região central
limitada
— Estruturas fora dessa área central podem não
ser claramente visualizadas.
Imagem de Waters (P.A. do seio maxilar) :
— Obtida com a cabeça ajustada em 37°,
- visão mais clara dos seios maxilares.
Imagem Lateral:
— evita sobreposição das paredes dos seios, com
o paciente ajustado para uma visualização lateral
clara.
Tomografia Computadorizada (TC):
— Técnica útil e acessível para imagens detalhadas
dos seios maxilares e ossos faciais.
— utilidade na avaliação de patologias ósseas,
incluindo anormalidades nos seios maxilares.
— seio saudável: imagem hipodensa
Submentovertical (parede posterior)
— visão radiográfica da base do crânio, obtida por
um ângulo inferosuperior
— fenômeno de retenção de muco no assoalho do seio maxilar direito (setas).
A. Periapical: evidenciação terço apical da raiz
palatina do primeiro molar superior, que foi
deslocado dentro do seio maxilar durante a remoção
do dente.
B. Panorâmica: proximidade do seio maxilar direito
com o terceiro molar deslocado na parte superior e
posicionado contra a parede posterior do seio
maxilar.
— Radiografia de Waters: seio maxilar direito com
nível de ar-fluido (seta) e aumento de opacidade do
seio maxilar esquerdo, por causa do fluido, do
espessamento significativo da mucosa ou de ambos.
— Radiografia lateral: níveis de ar-fluido no seio
maxilar (seta).
— Varredura por TC, imagem em plano coronal,
demonstrando a anatomia do seio maxilar normal
com paredes ósseas finas, sem qualquer
espessamento do revestimento de mucosa, massas
ou fluido.
— Varredura por TC evidenciando o seio maxilar
direito com mucosa espessada na parte inferior do
seio maxilar. O lado esquerdo do paciente apresenta
espessamento significativo da mucosa ao longo de
toda a superfície do seio maxilar.
— Perfuração da parede lateral do seio maxilar
direito como resultado de infecção odontogênica
associada a um dente molar
— abscesso expandiu-se dentro do assoalho do seio
maxilar e erodiu a parede lateral deste
A. radiografia panorâmica: ceratocisto
odontogênico volumoso associado a um
terceiro molar superior direito impactado
(seta). O cisto afetou o seio maxilar direito
quando ele se expandiu. A cavidade do seio
maxilar está quase totalmente obstruída pela
lesão. Observa-se outro ceratocisto
odontogênico associado ao terceiro molar
inferior direito impactado.
B. Radiografia de Waters: ceratocisto
odontogênico (ver A). Nota-se também a
lesão de modo expandido na parede lateral do seio maxilar direito (seta)
Localização de Corpos Estranhos:
— corpos estranhos: dentes, raízes ou fragmentos
ósseos deslocados por trauma ou extração
dentária.
— localização: radiografias periapicais, oclusais e
panorâmicas
— Importante para o planejamento cirúrgico na
remoção de dentes adjacentes aos seios maxilares.
— Relação decrescente de proximidade dos ápices
radiculares com o seio maxilar: (risco)
- 2M, 1M, 3M, 2PM, 1PM, Canino
❗Clínica: na ficha colocar que discutiu com o
paciente os riscos da cirurgia (comunicação
bucossinusal)
Interpretação Radiográfica:
— Antro normal:
- radiolucente (preenchido de ar)
- delimitação clara por osso cortical.
— Comparação de lados: detectar alterações
patológicas.
❗Não deve haver espessamento da mucosa,
acúmulo de muco, pus ou sangue, nem corpos
estranhos.
Alterações Radiográficas:
— Opacificação parcial ou completa:
- sinusite, trauma, neoplasia ou hipertrofia da
mucosa.
— Espessamento da mucosa:
- consequência: obstruir o óstio do seio,
levando ao acúmulo de muco e infecções.
— Nível de ar-fluido:
- Sinal típico de sinusite aguda.
— Ruptura do contorno cortical:
- causas: traumatismo, tumor, infecção,
abscesso, fístula ou cirurgia invasiva.
— Expansão das paredes ósseas:
- condições patológicas.
Condições Patológicas Dentárias:
— Cistos e granulomas:
- lesões radiolucentes que se estendem para
a cavidade do seio maxilar.
- Distinguem-se da anatomia normal dos
seios pela associação ao ápice do dente e
exame clínico correlacionado.Infecções Não Odontogênicas
Colonização Bacteriana
— Antigamente: acreditava-se que seio maxilar
estéril, sem colonização bacteriana significativa.
— Atualmente: alguns microrganismos podem estar
presentes em seios paranasais saudáveis, mas
sem impacto clínico relevante.
❗A movimentação constante do muco e o epitélio
ativo impedem a colonização significativa de
bactérias.
Susceptibilidade a Doenças:
— mucosa: suscetível a infecções, alergias e
neoplasias
— Inflamações (infecções ou reações alérgicas)
podem causar hipertrofia da mucosa e obstrução
do óstio, levando ao acúmulo de muco e eventual
supercrescimento bacteriano, resultando em
sinusite.
Sinusite:
— Inflamação dos seios paranasais
— causada por infecções ou alergias e é
denominada sinusite.
Pansinusite :
— Inflamação de todos os seios paranasais
simultaneamente, geralmente causada por
infecção.
Sinusite Maxilar ou Frontal:
— Inflamação localizada em seios maxilares ou
frontais.
Sinusite Maxilar Aguda:
— qualquer idade.
— início rápido
— sintomas: pressão, dor e plenitude na região do
seio maxilar; edema, eritema facial, febre, mal-estar
e secreção mucopurulenta com odor fétido na
cavidade nasal e nasofaringe.
Sinusite Maxilar Crônica:
— Causa: infecções bacterianas ou fúngicas de
baixo grau e recorrentes, doença nasal obstrutiva
ou alergias.
— Características: episódios recorrentes de sinusite
que respondem inicialmente ao tratamento, mas
retornam ou permanecem sintomáticos.
● Agentes Causadores de Sinusite Maxilar:
— Bactérias aeróbias e anaeróbias:
- associadas à sinusite de origem não
odontogênica
- especialmente microrganismos da cavidade
nasal.
— Bactérias aeróbias: Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae,
Branhamella catarrhalis.
— Bactérias anaeróbias: Streptococcus viridans, Staphylococcus aureus,
Enterobacteriaceae, Porphyromonas, Prevotella, Peptostreptococcus, Veillonella,
Propionibacterium, Eubacterium, Fusobacterium.
Infecções Odontogênicas - Sinusite Maxilar
Origem
— Cerca de 10 a 12% dos casos
— proximidade anatômica entre os dentes e o seio
maxilar.
— Se não tratada ou tratada inadequadamente, a
infecção pode se espalhar para outros seios
paranasais.
Complicações Graves
— casos raros:
infecções odontogênicas podem ser fatais,
resultando em complicações como:
- Celulite orbital.
- Trombose do seio cavernoso.
- Meningite.
- Osteomielite.
- Abscesso intracraniano.
- Morte
Causas principais
— Doenças periapicais agudas.
— Doenças periodontais.
— Traumatismo dentário
— Cirurgias na região posterior da maxila
(remoção de dentes, elevação de seio maxilar, implantes)
Riscos Associados a Procedimentos Cirúrgicos
— Procedimentos como remoção de dentes,
alveolectomia, redução de tuberosidade, enxerto e
colocação de implantes podem criar uma
comunicação entre a cavidade oral e o seio maxilar,
facilitando a infecção.
Bactérias
— Predominância de bactérias anaeróbias, comuns
em infecções odontogênicas.
❗Microrganismos mais frequentes: Estreptococos aeróbios e anaeróbios,
Bacteroides anaeróbios, Enterobacteriaceae, Peptococcus, Peptostreptococcus,
Porphyromonas, Prevotella, Eubacterium.
❗Haemophilus influenzae e Staphylococcus aureus raramente causam sinusite
odontogênica.
A. Radiografia periapical:
— dente molar tratado
endodonticamente
— abscesso periapical afetando o
seio maxilar, não observado com
nitidez nessa radiografia, porém visto
com maior evidência na radiografia
panorâmica e na varredura por TC.
B. Radiografia panorâmica:
opacificação significativa na parte
inferior do seio maxilar esquerdo.
C. Varredura por TC:
massa preenchida por fluido
associada às raizes do
Tratamento de Sinusite Maxilar
Tratamento Inicial:
— Umidificação do ar
- facilita a remoção de secreções secas do
nariz e do óstio.
— Descongestionantes sistêmicos e vaporizadores
nasais (vasoconstritores)
- ajudam a reduzir a congestão nasal e
facilitar a drenagem.
- sinusite alérgica
— Analgésicos (narcóticos ou não esteroides)
- indicados para dor moderada a grave.
❗ sinusite infecciosa os antibióticos são
necessários.
Tratamento Antibiótico: N1
— A escolha do antibiótico depende da origem da
sinusite:
- Sinusite não odontogênica :Amoxicilina,
sulfametoxazol + trimetoprima, amoxicilina +
clavulanato , azitromicina, cefuroxima.
- Sinusite odontogênica : Penicilina ,
clindamicina, metronidazol.
● Cultura e Sensibilidade:
— amostras de material purulento
- Se o tratamento inicial não mostrar resposta
em 72 horas, é necessária a reavaliação
com base nos resultados das culturas e
testes de sensibilidade.
● Resistência Bacteriana: N1
— Aproximadamente 25% dos microrganismos
cultivados em sinusites maxilares agudas produzem
betalactamase .
— Para organismos resistentes, antibióticos como
sulfametoxazol + trimetoprima ou amoxicilina +
clavulanato podem ser eficazes.
❗Antibióticos isolados podem melhorar
temporariamente a infecção, mas o tratamento final
geralmente requer desbridamento cirúrgico.
Tratamento Cirúrgico:
— Casos graves
— encaminhamento para um cirurgião
bucomaxilofacial ou otorrinolaringologista.
— exames e resultados necessário: radiografias,
resultados clínicos, culturais e de sensibilidade.
— Sinusite Crônica:
- Diagnóstico e tratamento podem envolver
testes de alergia, cirurgia do septo nasal e
desbridamento cirúrgico.
● Cirurgia endoscópica sinusal
— Abordagem minimamente invasiva para tratar a
infecção do seio maxilar.
— Pode incluir uncinectomia e antrostomia maxilar
para melhorar a drenagem.
A. Óstio e mucosa
circundante inflamada
B. Óstio e mucosa sinusal
circundante saudável
● Procedimentos de Elevação dos Seios
Maxilares
— melhora a base óssea para implantes
— utilizado em perfurações maiores
— Complicações raras: laceração ou avulsão da
membrana do seio maxilar
- podem levar à: contaminação por bactérias
nasais e obstrução da drenagem do seio.
● Recuperação de objetos do seio maxilar
— Abertura criada pode ser ligeiramente
aumentada para visualização e remoção do objeto.
— Uso de fórceps pequeno ou Irrigação do seio
seguida de aspiração podem ajudar a recuperar o
objeto.
❗Em casos mais complexos, pode ser necessário o procedimento de Caldwell-Luc
para acessar o seio maxilar.
● Cirurgia do Seio Maxilar - Caldwell-Luc
N1
— Abertura do seio maxilar via parede anterior
- largamente utilizada para a exploração
— Objetivo / indicação :
- remover tecidos anormais ou corpos
estranhos.
- remoção de dentes ou instrumentos
introduzidos acidentalmente
- curetagem da membrana sinusal em
pacientes que possuem sinusite maxilar de
longo curso.
— Antrostomia: nova abertura criada para
drenagem
— incisão linear no fundo de vestíbulo do canino ao
1ºM
— descolamento muco periosteal de espessura
total até expor a parede do seio maxilar
— abre uma janela no osso com broca
— rompe a membrana
- adulto: ⬇ chance regeneração
- criança: ⬆ chance regeneração
— fica o buraco e fecha a mucosa
❗Qualquer acesso no seio maxilar é feita com
essa técnica
❗tem que entrar nessa cirurgia com sugador
bomba a vácuo
Exposição de Caldwell-Luc do seio maxilar por
meio de uma incisão vestibular e uma janela
óssea criada na parede maxilar anterior.
Pseudocistos Antrais
— Pseudocistos, mucoceles e cistos de retenção
são: acúmulos benignos de fluido
— localizados abaixo ou circundados pelo epitélio
do seio maxilar.
— Observado em 2 a 10% das radiografias
panorâmicas
— Causa : indefinida
- possivelmente acúmulo de exsudato
inflamatório sob a mucosa/revestimento do
seio maxilar (não relacionado ao muco nasal).