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<p>Doenças da Cavidade Oral e Orofaringe</p><p>-Anatomia > orofaringe - estende-se desde o nível dos arcos golossopalatinos à margem caudal do</p><p>palato mole e a base da epiglote; delimitada dorsalmente pelo palato mole e ventralmente pela raiz da</p><p>língua;</p><p>tonsilas palatinas - se encontram na parede lateral da orofaringe;</p><p>irrigação sanguínea - ramos das artérias carótidas comuns; grandes e pequenas artérias palatinas</p><p>emparelhadas; Duas ou três veias emergem do forame palatino maior, rostralmente à face caudal do</p><p>quarto pré-molar superior, equidistante da linha mediana e da arcada dentária; artérias palatinas</p><p>maiores direita e esquerda se anastomosam caudalmente aos dentes incisivos. artérias palatinas</p><p>menores entram no palato, caudalmente ao último molar e lateralmente à artéria palatina maior,</p><p>cursando caudomedialmente então, para ramificarem-se no palato duro caudal e palato mole;</p><p>principal fornecimento de sangue para a mandíbula é através da artéria alveolar mandibular, que entra</p><p>no canal mandibular na face medial da mandíbula; artéria mandibular alveolar termina no forame</p><p>mentoniano, onde se ramifica para formar as artérias caudal, média e rostral que saem pelas foraminas</p><p>mentonianas; canal mandibular também conduz a veia mandibular e o nervo mandibular alveolar.</p><p>-doença da cavidade oral ou da orofaringe: sialorreia, disfagia, anorexia, sangramento bucal e/ou hálito</p><p>fétido; Alguns são assintomáticos até que as lesões se tornam grandes ou são descobertas no exame</p><p>físico. Outros se apresentam para tratamento de um tumor, hemorragia oral, dor oral, dificuldade de se</p><p>alimentar, regurgitação nasal, rinite crônica, dispneia ou todos concomitantemente.</p><p>Desordens orofaríngeas geralmente apresentam uma combinação de sinais clínicos das vias aéreas</p><p>superiores e do trato gastrointestinal superior - tosse, espirros, disfagia e dispneia caso a laringofaringe</p><p>esteja envolvida; podem ter um histórico de</p><p>doença dental, perda de peso ou trauma.</p><p>- diagnóstico: baseado em histórico, sinais clínicos, exame físico, estudos citológicos, radiografias,</p><p>ultrassonografia, tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética (IRM), e/ou biópsia.</p><p>● FÍSTULA ORONASAL CONGÊNITA (FISSURA PALATINA OU FENDA</p><p>PALATINA/PALATOSQUISE E FENDA LABIAL)</p><p>- é uma comunicação anômala entre as cavidades oral e nasal envolvendo palato mole, palato duro,</p><p>pré-maxila e/ou lábio (lábio leoporino);</p><p>-etiopatogenia? durante a formação do embrião existe algumas estruturas que vão se unir para formar</p><p>os palatos e delimitar a comunicação da cavidade oral com a cavidade nasal e o palato duro e mole</p><p>são formados a partir de duas estruturas primordiais palato primário e palato secundário que se unem</p><p>no final com o septo nasal para formar o palato final normal;</p><p>palato primário consiste no lábio e pré-maxila (ossos incisivos, palato duro primário); secundário palato</p><p>duro e mole;</p><p>há 2 tipos ></p><p>1. Fissura primária ou fissura labial (lábio leporino ou fenda labial ) ou quilosquise - é uma</p><p>anomalia do palato primário em que ocorre o fechamento incompleto do palato primário;</p><p>podem ocorrer isoladamente ou associadas a fendas palatinas;</p><p>2. fissura secundária/ palatina, ou palatosquise - defeito da fusão longitudinal das prateleiras</p><p>palatinais laterais (processos palatinos laterais); resulta numa fenda aberta entre as cavidades</p><p>oral e nasal ; comprimento variável;</p><p>interfere na habilidade de sucção do neonato e permite a entrada de líquidos na cavidade</p><p>nasal, muitas vezes levando à morte por choque ou pneumonia por aspiração</p><p>Animais também podem ter falha unilateral ou bilateral do palato mole para se fundir à parede</p><p>da nasofaringe formando a fenda lateral do palato mole ou fenda lateral, ou palato mole</p><p>hipoplástico ;</p><p>A formação do palato duro e do palato mole ocorre em conjunto com a formação do lábio superior.</p><p>durante a fase de desenvolvimento do embrião existem alguns processos que irão dar origem a</p><p>estruturas que irão separar a cavidade nasal da cavidade oral. A formação do palato duro e do palato</p><p>mole ocorre a partir de dois primórdios: o palato primário ( que envolve a formação da região</p><p>pré-maxilar que inclui o lábio superior, osso incisivo e uma pequena porção do palato duro) e o palato</p><p>secundário ( que envolve os primórdios que irão dar origem ao palato duro e palato mole). para a</p><p>formação do lábio superior ocorre a união do processo nasal Medial com o processo maxilar (que dá</p><p>origem ao osso maxilar), Quando essa união não ocorre tem-se a formação do lábio leporino ,que</p><p>envolve não só a pele do lábio superior mas como também o osso incisivo, Comunicando a cavidade</p><p>oral com a cavidade nasal. Como ela prejudica a capacidade de sucção do leite pelo Neonato, é uma</p><p>doença importante pois o Neonato pode aspirar leite e ter pneumonia por aspiração.</p><p>primária é uma má formação na junção/sutura do osso incisivo (pré-maxila) com um ou ambos os</p><p>processos maxilares, e ainda pode estar associada ao lábio leporino, também chamado de quilosquise;</p><p>fenda palatina primária resulta da falha da fusão dos processos maxilares na linha média;</p><p>A formação do palato secundário ocorre através da União dos processos palatinos laterais que são</p><p>formados a partir do processo maxilar Direito e esquerdo, formando a rafe palatina que é a união entre</p><p>os processos palatino lateral direito e lateral esquerdo, formando o palato duro e o palato mole.</p><p>Quando essa união não ocorre, tem-se a formação de uma fissura palatina de comprimento variável</p><p>que Comunica a cavidade nasal com a cavidade oral, que leva a aspiração de leite no Neonato.</p><p>-etiologia : pode ser congênita (recessivo dominante ou irregular, traço poligênico), principais causas</p><p>para que haja o aparecimento dessa anormalidade genética é a consanguinidade (ocorre</p><p>principalmente em cães de raça, quando o tutor cruza animais que sejam da mesma família),</p><p>deficiências nutricionais maternas (ácido fólico inadequado; riboflavina e vitamina A), excesso de</p><p>vitamina A e D; hormonal (esteróides - corticosteróides estão envolvidos em processos celulares que</p><p>levam à fusão das prateleiras palatinas, que podem ser interrompidas pela alteração dos níveis</p><p>fisiológicos de corticosteróides (corticóide em excesso)); mecânico (trauma in utero) e por fator tóxico</p><p>(incluindo vírus); plantas tóxicas teratogênicas durante a gestação; uso de medicações durante a</p><p>gestação, como antibióticos, antifúngicos, antiinflamatórios, excesso de vitaminas durante o</p><p>período de formação do palato embrionário, entre o 25 e 28 dias de gestação</p><p>-predisposição > Cães, particularmente raças braquicefálicas, são mais comumente afetadas do que</p><p>os gatos; Cães de raça pura têm uma incidência maior do que raças misturadas; Pug, Shih-tzu, Boston</p><p>Terriers, Pequinês, Buldogues, Schnauzers miniatura, Beagles, Cocker Spaniels e Dachshunds. A</p><p>incidência em gatos Siameses é maior que em outras raças; fêmeas são mais comumente acometidas</p><p>que os machos;</p><p>-Sinais clínicos - dificuldade</p><p>Alguns animais podem apresentar sangramento</p><p>oral devido aos dentes traumatizarem a mucocele durante a mastigação; inchaço da área orbital pode</p><p>causar enoftalmia e estrabismo divergente; Pode ocorrer neuropatia óptica secundária à pressão da</p><p>mucocele zigomática;</p><p>-predisposição e ocorrência > Animais de qualquer idade podem desenvolver; comum em Pastores</p><p>Alemães, Poodles Miniaturas, dachshunds e silky terriers australianos, embora todas as raças sejam</p><p>suscetíveis; cães machos são mais afetados em relação às fêmeas, podendo estar relacionado com</p><p>fatores hormonais.</p><p>-Diagnóstico > Ao avaliar a amostra obtida por aspiração com agulha de grosso calibre observa-se um</p><p>líquido espesso com alguns neutrófilos; fluido geralmente se assemelha a muco, fluido mucoide claro,</p><p>amarelado ou sanguinolento, viscoso e com baixa celularidade é consistente com saliva.; raramente os</p><p>estudos radiográficos ajudam, exceto em casos que envolvam sialólitos, corpos estranhos ou</p><p>neoplasia; sialografia ( injeção de contraste iodado solúvel em água no ducto salivar) é difícil e</p><p>desnecessária para confirmar o diagnóstico e determinar o lado de origem;</p><p>-diagnóstico diferencial - Sialoadenite, sialadenose, neoplasia salivar, sialólito (fosfato de</p><p>cálcio ou carbonato), abscesso cervical, corpo estranho, hematoma, gânglios linfáticos císticos ou</p><p>neoplásico, cisto de tonsilas, cisto tireoglosso, bolsa de Rathke cística ou cistos branquiais > podem</p><p>causar inchaços na mesma região que as mucoceles;</p><p>Neoplasia salivar - apresenta-se como uma massa em animais mais velhos e pode estar associada a</p><p>halitose, perda de peso, disfagia, exoftalmia, síndrome de Horner, espirros e disfonia; glândula</p><p>mandibular é mais comumente afetada em gatos e a parótida em cães, e adenocarcinoma simples é o</p><p>mais comum;</p><p>Animais que apresentam abscessos orofaríngeos crônicos geralmente têm trajetos de drenagem,</p><p>edema cervical, disfagia e dor oral. histórico de briga, trauma penetrante ou mastigação de guloseimas</p><p>é comum em abscessos; edema de região cervical é comum em animais que brigam e mordem nessa</p><p>região; abscesso por problema dentário também pode causar aumento de volume nessas regiões</p><p>(cervical e lateral da cabeça/orelha);</p><p>-Tratamento > massa é aberta e drenada; glândula salivar acometida deve ser excisada ( complexo</p><p>glândula-ducto envolvido e a drenagem da mucocele são curativas - Sialoadenectomia) ;</p><p>Aspiração de emergência da mucocele pode ser necessária para os animais em sofrimento respiratório;</p><p>Drenagem repetida ou injeção de cauterização ou agentes anti-inflamatórios não elimina mucoceles, no</p><p>entanto complica a cirurgia posterior por causar abscessos ou fibrose;</p><p>- anatomia cirúrgica > têm quatro pares de glândulas salivares principais - glândulas parótidas,</p><p>mandibulares, sublinguais e zigomáticas;</p><p>glândula parótida - glândula serosa de forma triangular localizada ventral ao canal auditivo horizontal;</p><p>Numerosas artérias, veias e nervos estão intimamente associados à face medial da glândula; papila do</p><p>ducto parotídeo está localizada na superfície mucosa da bochecha ao nível do dente carniceiro</p><p>superior (quarto pré-molar);</p><p>glândula mandibular - grande e ovoide e fica dentro de uma cápsula fibrosa caudal e ventral da glândula</p><p>parótida; Localizam-se entre as veias linguofacial e maxilar quando emergem para se juntar na veia</p><p>jugular externa; ducto mandibular caminha com a glândula sublingual em direção ao assoalho da boca</p><p>e abre-se numa pequena papila lateral à borda rostral do frênulo ;</p><p>glândulas sublinguais - divididas em uma porção monostomática e uma polistomática; A porção</p><p>monostomática origina-se na borda rostroventral da glândula mandibular. ductos dessa porção</p><p>acompanham o ducto mandibular mas muitas vezes abrem em papilas separadas; porção</p><p>polistomática é dividida em vários lóbulos frouxamente ligados que circundam o canal inferior e</p><p>encontram imediatamente abaixo da mucosa oral, secretando diretamente para dentro da cavidade oral.</p><p>glândula zigomática - ovoide irregular, localiza-se no assoalho da órbita, ventrocaudal ao olho e medial</p><p>ao arco zigomático; possuem diversos ductos que correm ventralmente e se abrem sobre uma dobra</p><p>da mucosa, lateral ao último dente molar superior; ducto zigomático principal pode ser identificado</p><p>normalmente em sua localização a cerca de 1 cm caudalmente à papila parotídea;</p><p>★ excisão das glândulas salivares Mandibulares e sublinguais</p><p>- animal em decúbito lateral; Decúbito ventral e abertura máxima da boca facilitam marsupialização da</p><p>mucocele da faringe e rânulas.</p><p>- são excisadas juntas, pois a glândula sublingual está intimamente associada ao ducto da glândula</p><p>salivar mandibular; a remoção de uma poderia traumatizar a outra. remoção das glândulas no lado</p><p>envolvido ; ambos os pares de glândulas mandibulares e sublinguais podem ser ressectados sem risco</p><p>de xerostomia.</p><p>-Colocar um apoio sob o pescoço para rotacionar dorsalmente a face ventral e fixar o pescoço em uma</p><p>posição estendida. Localizar a glândula salivar mandibular entre as veias linguofacial e maxilar. Incisar</p><p>a pele nesta região, o tecido subcutâneo e o músculo platisma do ângulo da mandíbula caudalmente</p><p>para a veia jugular externa a fim de expor a cápsula fibrosa da glândula mandibular - dissecar</p><p>-Evitar o ramo do segundo nervo cervical que passa pela cápsula,</p><p>- incisar a cápsula e dissecá-la a partir das glândulas salivar mandibular e sublingual monostomática.</p><p>Ligar a artéria (ramo da grande artéria auricular) e veia à medida que são encontradas no aspecto</p><p>medial do dorso da glândula.</p><p>-Continuar dissecando cranialmente, seguindo o ducto mandibular,o ducto sublingual e as glândulas</p><p>sublinguais polistomática em direção à boca</p><p>-Incisar a fáscia entre o masseter e os músculos digástricos. Expor todo o complexo de glândulas</p><p>salivares mandibular e sublingual, por retração do músculo digástrico e aplicação de tração caudal na</p><p>glândula mandibular. Se necessário, executar miotomia do músculo digástrico ou fazer um túnel do</p><p>complexo ducto-glândula sublingual caudal sob o músculo digástrico para melhorar a visualização.</p><p>Dissecar (divulsão digital ou dissecção cortante) rostralmente até identificar o ramo lingual do nervo</p><p>trigêmeo e apenas os ductos permanecerem no complexo.</p><p>-Evitar traumatizar os nervos lingual e hipoglosso.</p><p>-Tentar identificar o defeito da glândula do ducto causando a mucocele, porque falha em identificar</p><p>esse defeito pode indicar que a mucocele origina-se a partir do complexo do ducto glandular</p><p>contralateral</p><p>-Ligar e transeccionar o complexo glândula-ducto mandibular sublingual caudalmente ao nervo lingual.</p><p>A tração sobre o complexo glândula-ducto pode causar a ruptura do ducto.</p><p>-Fazer a aposição do músculo digástrico, se este tiver sido incisado. Fechar o espaço morto com</p><p>poucos pontos na cápsula e tecido profundo. Realizar a aposição dos músculos superficiais, tecido</p><p>subcutâneo e pele.</p><p>- submeter as glândulas e ductos ao exame histopatológico para excluir neoplasia</p><p>e submeter uma</p><p>porção da parede da mucocele para excluir cistos congênitos. Drenar a mucocele cervical por meio de</p><p>uma contraincisão no ponto mais dependente; colocar um sistema fechado de sucção ou um dreno de</p><p>Penrose se desejar. Proteger o dreno com uma bandagem absorvente. Trocar a bandagem e limpar a</p><p>secreção do pescoço se necessário para evitar a escoriação da pele. Manter o dreno por 1 a 5 dias,</p><p>removendo-o quando houver uma secreção mínima. Permitir a incisão linear para cicatrizarpor segunda</p><p>intenção. A pele redundante retoma sua aparência normal dentro de algumas semanas.</p><p>-Drenar mucoceles sublinguais (rânulas) por excisão de uma secção elíptica, em toda a espessura da</p><p>parede mucocele. Suturar o revestimento de tecido de granulação para a mucosa sublingual</p><p>(marsuapialização) para estimular a drenagem durante vários dias</p><p>-Drenar as mucoceles faríngeas por aspiração ou por marsupialização.</p><p>-Após a excisão bilateral das glândulas salivares mandibulares e sublinguais, os cães ainda têm saliva</p><p>suficiente para umedecer adequadamente seu alimento;</p><p>★ excisão da glândula Zigomática</p><p>- mucoceles zigomáticas, infecções que não respondem, condições inflamatórias e neoplasias.</p><p>- animal em decúbito lateral ou ventral; Proteger os olhos do animal contra substâncias irritantes com</p><p>pomada oftálmica;</p><p>-Incisar a pele e os tecidos subcutâneos sobre a rima dorsal do arco zigomático. Incisar a fáscia</p><p>palpebral, o músculo retrator ao ângulo lateral do olho e o ligamento orbital, e elevá-los dorsalmente</p><p>com a pele e com o globo.</p><p>-Expor mais a glândula removendo parcialmente o arco zigomático com uma pinça goiva ou por</p><p>osteotomia. Retrair o globo dorsalmente para expor a gordura periorbital e a glândula zigomática</p><p>subjacente. Remover a glândula por divulsão digital (a glândula é friável). Evitar o ramo anastomótico</p><p>localizado ventralmente entre as veias facial profunda e oftálmica externa. Drenar a mucocele se esta</p><p>estiver presente. Se possível, recolocar o arco zigomático, assegurando o osso com sutura colocada</p><p>através de furos prévios.</p><p>-Lavar a área e fazer a aposição da fáscia palpebral ao periósteo zigomático com suturas. Fechar o</p><p>tecido subcutâneo e a pele.</p><p>★ excisão da glândula parótida</p><p>- realizada por neoplasia, fístula, infecção crônica ou mucocele.</p><p>-animal em decúbito lateral. Fazer uma incisão ventral de 1 a 2 cm, do meato acústico externo a um</p><p>ponto médio entre os ramos da mandíbula e a bifurcação da veia jugular.</p><p>-Incisar o músculo platisma para expor o músculo parotidoauricular, porção vertical do conduto auditivo</p><p>e glândula salivar parótida. Incisar e rebater o músculo parotidoauricular de seu ligamento na porção</p><p>vertical do conduto auditivo. Ligar e dividir a veia auricular caudal. Iniciar a dissecção da glândula</p><p>parótida em seu ângulo dorsocaudal.</p><p>-Separar a parótida da glândula mandibular ventralmente. Continuar a dissecção entre a glândula e a</p><p>porção vertical do conduto auditivo.</p><p>-Evitar traumatizar o nervo facial na base da porção horizontal do conduto auditivo - deixar o tutor</p><p>ciente de que o nervo pode ser seccionado e é negligência;</p><p>-Ligar e dividir a veia temporal superficial (um ramo da veia maxilar) que cursa pela glândula. Cauterizar</p><p>ou ligar os pequenos vasos na superfície medial da glândula. Ligar e transeccionar o ducto parotídeo</p><p>onde este deixa a glândula. Lavar a área. Fazer a reaposição do músculo parotidoauricular.</p><p>-Completar o fechamento pela aposição de tecidos subcutâneos e pele.</p><p>-ligadura do ducto parotídeo pode ser uma alternativa de tratamento para mucocele parótida ou fístula.</p><p>ligadura do ducto proximal à ruptura, próximo ao corpo da glândula, causa atrofia glandular.</p><p>-Mucoceles recidivam se o lado de origem da mucocele foi mal diagnosticado ou se glândula</p><p>inadequada foi retirada. Os linfonodos regionais são muitas vezes confundidos com as glândulas</p><p>salivares.</p><p>-prognóstico é excelente se a doença é diagnosticada com precisão e a excisão é completa;</p><p>★ Sialoadenite/sialoadenose/necrose da glândula salivar</p><p>-sialoadenite: inflamação ou infecção das glândulas salivares</p><p>-sialoadenose: hipertrofia crônica, benigna e não inflamatória das glândulas salivares;</p><p>-Etiologia: desconhecida , mas a condição aparentemente tem ocorrido como um evento idiopático,</p><p>bem como secundária a vômito crônico/regurgitação ;</p><p>- sinais clínicos > pode causar um aumento indolor de uma ou mais glândulas salivares (geralmente a</p><p>submandibular); Nos casos em que há uma inflamação considerável - disfagia; Uma síndrome foi</p><p>relatada, na qual um edema não inflamatório (sialoadenose) foi associado a vômitos, responsivos à</p><p>terapia com fenobarbital; Causa e efeito são incertos, mas é claro que o vômito crônico causará</p><p>sialoadenite e até mesmo necrose em alguns cães.</p><p>-Diagnóstico > Biopsia e citologia ou histopatologia confirmam que a massa é um tecido salivar e</p><p>determina se existe necrose ou inflamação;</p><p>-Tratamento > Nos casos em que há dor e inflamação considerável, remoção cirúrgica parece ser</p><p>mais eficaz. Quando o paciente estiver apresentando vômitos, deve-se pesquisar a causa subjacente;</p><p>Nos casos em que a causa foi encontrada, ela deve ser tratada e o tamanho das glândulas salivares</p><p>deve ser monitorado; Quando não for encontrada outra causa para o vômito, deve ser administrado o</p><p>fenobarbital em doses anticonvulsivantes;</p><p>-Prognóstico > excelente.</p><p>● TRAUMA OROFARÍNGEO PENETRANTE</p><p>-lesão da orofaringe, palato e estruturas adjacentes cervicais causadas por material estranho;</p><p>-causas > Palitos são o material mais comum; Trauma direto (mordedura/objeto penetrante, etc)</p><p>às estruturas da faringe com inoculação de bactérias nas estruturas cervicais associadas resulta em</p><p>sinais locais de inflamação e infecção, com possível abscedação subsequente. Comprometimento das</p><p>vias aéreas resultante da inflamação local ou sintomas sistêmicos de choque séptico pode ocorrer,</p><p>dependendo da duração de tempo entre a lesão e a apresentação e a gravidade da infecção associada.</p><p>- cães são mais propensos a terem devido a alimentação indiscriminada e comportamentos de jogo,</p><p>em comparação com os gatos; Qualquer raça pode ser afetada; no entanto, raças comumente</p><p>relatadas - Border Collie, animais sem raça definida, Springer Spaniel Inglês e Labrador Retriever;</p><p>gatos, os quais possuem tendência a brincar e caçar, apresentam corpos estranhos como barbantes ou</p><p>agulhas mais comumente que ossos;</p><p>-corpos estranhos podem ocorrer em animais de qualquer idade, mas são mais comuns durante os</p><p>primeiros três anos de vida.</p><p>- sinais clínicos > vocalização aguda, engasgos e esfregar das patas na boca; ptialismo (85%),</p><p>depressão (70%), dor à flexão cervical (58%) ou abertura da boca (39%), saliva sanguinolenta (22%) e</p><p>colapso (7%); Envolvimento do mediastino pode resultar em febre, dispneia e taquicardia; Enfisema e</p><p>inchaço dos tecidos moles podem estar presentes em radiografias</p><p>- Trauma penetrante e infecção associada podem resultar em</p><p>leucocitose neutrofílica; hipoglicemia</p><p>pode ser observada em pacientes jovens, que são incapazes de comer ou que têm a síndrome de</p><p>resposta inflamatória sistêmica (SIRS) ( choque séptico).</p><p>-diagnótico diferencial > Lesões de massa, estenose esofágica, esofagite, disfunção cricofaríngea e</p><p>outras possibilidades de ptialismo e disfagia; Radiografias torácicas devem ser realizadas para</p><p>descartar pneumomediastino, pneumotórax e/ou derrame pleural se houver suspeita de trauma de</p><p>esôfago concorrente;</p><p>-Explorações cirúrgicas da orofaringe e do pescoço são feitas através de abordagem cervical oral e</p><p>ventral, respectivamente. Pode-se fazer endoscopia alta para avaliar e retirar o corpo estranho;</p><p>● ESTOMATITE</p><p>- processo inflamatório difuso da cavidade oral</p><p>1. estomatites superficiais > lesões se limitam ao epitélio de revestimento da mucosa;</p><p>processos inflamatórios superficiais da mucosa oral; podem ser iniciados por vários</p><p>mecanismo;.</p><p>causas - provocadas por irritantes químicos (água sanitária, soda cáustica, etc),</p><p>compostos tóxicos (intoxicação por plantas tóxicas), queimaduras térmicas ou elétricas</p><p>e traumas diretos por alimento muito fibroso ou corpos estranhos, doença periodontal,</p><p>renal ;</p><p>podem predispor à infecção bacteriana secundária</p><p>Algumas doenças virais se manifestam com lesões vesiculares na cavidade oral, as quais se</p><p>rompem, propiciando a contaminação bacteriana secundária. À exceção desses casos, a</p><p>estomatite é reflexo do desequilíbrio da microbiota da cavidade oral.</p><p>Condições como doenças sistêmicas (doenças renais), doenças autoimunes,</p><p>imunossupressão, desequilíbrios nutricionais e hormonais, alteração na quantidade, na</p><p>composição e no pH da saliva e antibioticoterapia prolongada podem alterar o equilíbrio da</p><p>microbiota, predispondo à supremacia e ao desenvolvimento de algumas espécies de bactérias</p><p>potencialmente patogênicas, advindo a inflamação.</p><p>2. Estomatite catarral > tipo de estomatite superficial comum e inespecífica que cursa com</p><p>doenças debilitantes; Caracteriza- se por hiperemia da mucosa e edema, principalmente das</p><p>fauces posteriores, discreta gengivite; aumento de volume é agravado pela hiperplasia dos</p><p>tecidos linfóides ali existentes (palato, tonsilas e mucosa faringiana);</p><p>irritação ocasiona intensa formação e descamação epitelial. Esse epitélio descamado,</p><p>associado ao excesso de muco produzido pelas glândulas palatinas, e numerosas células</p><p>inflamatórias e bactérias da cavidade oral acumulam -se sobre a mucosa, formando uma</p><p>camada ou placa cinza- esbranquiçada ou castanho- acinzentada, pegajosa e untuosa. Em</p><p>condições de baixa de resistência, antibioticoterapia prolongada e alterações do ciclo do</p><p>epitélio, leveduras do gênero Candida podem desenvolver -se nas camadas paraqueratóticas da</p><p>mucosa, provocando uma estomatite caracterizada por placas irregulares de material</p><p>brancacento e pseudomembranoso; candidíase oral é um exemplo típico de estomatite</p><p>catarral, acometendo mais frequentemente potros, leitões e cães jovens.</p><p>3. Estomatite vesicular > formação de vesículas nas camadas superficiais do epitélio ou entre o</p><p>epitélio e a lâmina própria; típica de algumas infecções virais , como: febre aftosa, em bovinos,</p><p>suínos e ovinos; diarreia viral bovina (BVD), em bovinos e suínos; febre catarral maligna</p><p>(FCM), em bovinos e ruminantes selvagens; estomatite vesicular, em bovinos, suínos e</p><p>equinos; doença vesicular dos suínos; exantema vesicular suínos; calicivirose felina</p><p>(ulceração da mucosa oral; lesões na língua ou no palato duro podem aparecer inicialmente</p><p>como vesículas que depois se rompem; Ocasionalmente, podem ter ulcerações no epitélio que</p><p>cobre o septo nasal médio) e doenças autoimunes (ex. pênfigo vulgar; penfigoide bolhoso;</p><p>ambas podem ocorrer em cães, gatos, equinos e no ser humano);</p><p>sinais - anorexia, salivação excessiva, halitose, erosões e ulcerações, principalmente nas</p><p>junções mucocutâneas; lesões ulceradas presentes principalmente na superfície dorsal da</p><p>língua e no palato duro; Pequenas vesículas são observadas entre a membrana basal e o</p><p>epitélio ou entre as camadas de queratinócitos do epitélio. Acantólise, perda das conexões</p><p>intercelulares resultando em perda da coesão entre queratinócitos, que ficam flutuando no</p><p>líquido seroso das vesículas, é característica microscópica importante do pênfigo vulgar.</p><p>Desse modo, o pênfigo vulgar se caracteriza, histologicamente, pela acantólise intraepidérmica</p><p>e, imunologicamente, pela presença de autoanticorpos antiglicocálix dos queratinócitos; Já o</p><p>penfigoide bolhoso caracteriza -se, histologicamente, por formação de vesículas</p><p>subepidérmicas e, imunologicamente, pela presença de autoanticorpos contra antígenos da</p><p>membrana basal cutânea e mucosa;</p><p>as vesículas formadas durante a infecção viral de queratinócitos são acúmulos de líquido</p><p>seroso dentro do epitélio ou entre este e a lâmina própria, os quais se iniciam com uma</p><p>degeneração hidrópica da célula epitelial (edema intracelular). Seguindo -se ao edema</p><p>intracelular, ocorrem ruptura parcial das paredes celulares e edema intercelular. Os líquidos</p><p>intra e intercelular se fundem e formam a vesícula; duas ou mais vesículas adjacentes</p><p>coalescem, formando uma bolha (forma visível macroscopicamente), que tem um pequeno</p><p>período de sobrevivência, pois, com o atrito da mastigação, sofre ruptura, dando origem a</p><p>erosões. Caso não haja complicações, ocorre reparação completa da erosão.</p><p>4. Estomatite erosiva e ulcerativa - caracterizada por perdas locais de epitélio; São superficiais</p><p>na erosiva e profundas na ulcerativa; na maioria dos casos, as úlceras são consequência de</p><p>erosões;</p><p>causas - associadas a uma série de doenças e síndromes, como: febre aftosa (bovinos,</p><p>suínos e ovinos); BVD (bovinos e suínos); FCM (bovinos e ruminantes selvagens); estomatite</p><p>vesicular (bovinos, suínos e equinos); doença vesicular dos suínos; exantema vesicular</p><p>(suínos); calicivirose felina; ectima contagioso ovino (orf); estomatite plasmocitária felina</p><p>(Complexo Gengivite-Estomatite-Faringite Felina); úlcera eosinofílica em gatos ( complexo de</p><p>granuloma eosinofílico felino); granuloma linear dos cães ( raça Husky Siberiano); rinotraqueíte</p><p>viral dos felinos; uremia ; estomatite e glossite ulcerativa dos suínos (forma de apresentação</p><p>da epidermite exsudativa dos suínos); doenças autoimunes, como pênfigo vulgar e penfigoide</p><p>bolhoso ;</p><p>quadro urêmico prolongado em cães pode levar, além da estomatite ulcerativa, à necrose da</p><p>ponta e das margens da língua, havendo até mesmo possibilidade de fragmentação. No limite</p><p>entre a área em necrose e o tecido vivo, geralmente se desenvolve uma linha de hiperemia;</p><p>As erosões,reparam -se completamente. As úlceras, por serem mais profundas e atingirem a</p><p>camada proliferativa do epitélio, não se regeneram, apenas cicatrizam.</p><p>úlcera indolente</p><p>uremia</p><p>5. Estomatites profundas > consequências da invasão do tecido conjuntivo da boca por</p><p>microrganismos, frequentemente constituintes da microbiota oral, em consequência de lesão</p><p>prévia do epitélio de</p><p>revestimento da mucosa oral; Dependendo do organismo invasor, pode ser</p><p>- purulenta, necrótica, gangrenosa ou granulomatosa;</p><p>-estomatite purulenta, ou celulite, ocorre quando microrganismos piogênicos invadem, pelas</p><p>lesões da mucosa, a submucosa e os músculos; inflamação pode ser difusa e desenvolver -se,</p><p>em alguns casos, um fleimão, facilitado pela lassidão do tecido conjuntivo submucoso e</p><p>intermuscular; Nesses casos, língua, bochechas, lábios, palato mole e/ou faringe aumentam</p><p>muito de volume (edema e hiperemia difusos), podendo até complicar o fluxo normal de ar para</p><p>as vias respiratórias;</p><p>Depois de determinado tempo, formam- se abscessos, que, quando profundos, deixam um</p><p>trajeto fistuloso de difícil cura;</p><p>-estomatite necrótica, principalmente em bezerros, leitões e cordeiros, aparece nas infecções</p><p>por Fusobacterium necrophorum (bactéria filamentosa, Gram negativa, anaeróbia) e outros</p><p>anaeróbios produtores de toxinas que causam lesão tissular em áreas previamente lesionadas</p><p>da mucosa oral. Essas lesões são frequentemente induzidas em bezerros alimentados com</p><p>volumoso de má qualidade (grande quantidade de lignina), que provoca lesões na mucosa oral;</p><p>Causas iatrogênicas, provocadas pela utilização inadequada de guia de sonda ruminal em</p><p>bovinos ou corte de dentes de leitões com instrumentos contaminados, também são</p><p>observadas com frequência. lesões geralmente se localizam nas bordas laterais da língua,</p><p>face interna das bochechas e gengivas. características básicas das lesões - ulceração</p><p>(necrose de coagulação) e exsudação de fibrina. Esse exsudato recobre a úlcera na forma de</p><p>membrana acinzentada, irregular, friável, de aspecto sujo e odor fétido (placa diftérica ou</p><p>fibrinonecrótica); Cura- se com formação de cicatrizes. Pode ocorrer extensão das úlceras para</p><p>a laringe, causando laringite necrótica, ou mesmo aspiração de material necrótico contaminado</p><p>e, consequente, pneumonia de aspiração.</p><p>- estomatite gangrenosa, noma ou cancro oral - inflamação pseudomembranosa ou</p><p>gangrenosa, de evolução rápida, provocada pela invasão do conjuntivo da submucosa por</p><p>espiroquetas e fusiformes, além de outros vários microrganismos da própria microbiota oral;</p><p>fatores predisponentes são pouco conhecidos, mas acredita -se que sejam traumatismos e</p><p>debilidade da própria mucosa; descrita no ser humano, em macacos rhesus e cynomolgus,</p><p>cão, gato, leitões e cordeiros, acometendo principalmente indivíduos imunossuprimidos;</p><p>lesões muito semelhantes às da necrobacilose oral (estomatite necrótica), mas são mais</p><p>destrutivas e intensamente fétidas; com frequência apresentam bolhas gasosas e podem</p><p>perfurar as bochechas e induzir reabsorção óssea e morte. Apresenta se como uma extensa</p><p>área necrótica, formando uma massa de tonalidade cinza- esverdeada.</p><p>*pode ser causada pelo Mycobacterium bovis, comprometendo principalmente bordas laterais,</p><p>dorso e papilas circunvaladas da língua. É um processo raro e normalmente decorrente da</p><p>ingestão de leite contaminado ou contato contínuo com material pulmonar expectorado nos</p><p>casos de tuberculose pulmonar.</p><p>*actinobacilose, muito frequente em bovinos - causada pelo Actinobacillus lignieresii, uma</p><p>bactéria Gram negativa em forma de bacilo, ovoide, não esporulável, da microbiota oral; induz</p><p>lesão granulomatosa profunda, principalmente na língua. Quando introduzido na submucosa,</p><p>mediante lesões prévias dos tecidos superficiais, esse microrganismo provoca formação de</p><p>piogranulomas (infiltrado de neutrófilos associados a macrófagos); é, primariamente, uma</p><p>linfangite. linfáticos da língua atingidos apresentam- se espessos e com nódulos em todo o seu</p><p>trajeto. O processo expande se para os linfonodos regionais e para as camadas submucosa e</p><p>muscular da língua. Formam- se várias áreas de tecido de granulação (angiogênese e</p><p>fibroplasia), com microabscessos envoltos por tecido fibroso denso. Nas formas crônicas da</p><p>doença, há destruição do tecido muscular da língua e substituição por tecido fibroso denso, o</p><p>que provoca aumento do volume e da consistência da língua (língua de pau). Essas alterações</p><p>têm consequências graves para bovinos acometidos, uma vez que se tornam difíceis a</p><p>preensão e a mastigação de forragens, funções nas quais a língua tem papel determinante.</p><p>*Actinomicose - a osteomielite rara que afeta a mandíbula de bovinos; causada pelo</p><p>Actinomyces bovis, bactéria filamentosa Gram positiva. Provoca aumento de volume da</p><p>mandíbula, dor e consequente inapetência. reação granulomatosa no osso provoca osteólise e</p><p>cavitações na estrutura do osso lamelar. Trajetos fistulosos podem ser vistos no osso , no</p><p>qual o exsudato é drenado, causando possível comprometimento secundário de linfonodos</p><p>regionais;</p><p>*doenças parasitárias - triquinelose e a cisticercose, ambas zoonoses;</p><p>triquinelose - causada por larvas do nematoide Trichinella spiralis encistadas em músculos</p><p>esqueléticos de seres humanos, suínos, ratos e camundongos. transmissão ocorre pela</p><p>ingestão de carne contaminada com larvas encistadas, que são liberadas no estômago,</p><p>desenvolvem se até vermes adultos nas glândulas do duodeno e depositam larvas nas vias</p><p>linfáticas que chegam à circulação sanguínea sistêmica. Algumas dessas larvas atingem a</p><p>musculatura estriada esquelética, principalmente músculos mastigatórios, causando uma</p><p>reação inflamatória eosinofílica. A larva somente pode ser vista à microscopia. Estudos de</p><p>prevalência dessa enfermidade no Brasil têm demonstrado a negatividade do rebanho suíno</p><p>nacional, mesmo sendo a doença endêmica na Bolívia e na Argentina.</p><p>Taenia solium - parasita, cestódeo, encontrado nas vias digestórias do ser humano em vários</p><p>países do mundo; Segmentos gravídicos desse parasita são eliminados nas fezes, e os</p><p>suínos que tiverem acesso às fezes de humanos contaminados se infectam. oncocerca é</p><p>eliminada no estômago, penetra na parede intestinal e é carreada no sangue para vários locais,</p><p>como coração, masseter, língua e musculatura escapular. larva se torna cisticerco no músculo</p><p>e incita uma reação do tecido conjuntivo que vem a encistar o parasita. Pode ser observada</p><p>reação inflamatória linfocítica e eosinofílica ao redor do cisto. observam- se pequenas</p><p>vesículas bem delimitadas por tecido conjuntivo, principalmente nos músculos citados;</p><p>-tratamento > depende da causa, mas deve-se tratar a causa base; no geral - corticóide pomada (ex.</p><p>Omcilon Orabase (triancinolona), Oncicrem-a orabase ); corticóide sistêmico; antibiótico; analgésicos;</p><p>● Complexo Gengivite estomatite faringite felina</p><p>- também denominada: estomatite linfoplasmática, gengivite-faringite plasmocitária, estomatite felina</p><p>crônica, gengivite-estomatite linfoplasmocitária, glossofaringite linfoplasmocitária estomatite</p><p>linfocítica-plasmacítica;</p><p>-caracteriza-se por lesões inflamatórias ulcero-proliferativas com infiltrado de linfócitos e plasmócitos</p><p>na junção muco gengival, na mucosa bucal e, com menor incidência na mucosa palatina e superfície</p><p>da língua. lesões costumam ser simétricas e mais frequentemente localizadas nas regiões</p><p>circunvizinhas</p><p>aos dentes pré-molares e molares</p><p>-pode estar presente em animais, independente da raça (Persa, Siamesa, Abissíma, Himalaia e</p><p>Bimanesa predispostos);</p><p>pode aparecer a partir dos 3 meses de idade, sendo que a média de 8 a 15 anos, sendo mais grave em</p><p>animais mais velhos ;</p><p>- causas > desconhecida, porém sugere-se que haja estimulação antigênica crônica anteriormente ao</p><p>aparecimento das lesões, levando à uma dor que pode se tornar crônica; acúmulo de placa bacteriana</p><p>e cálculo dentário, bem como a hipersensibilidade à presença destes agentes agressores, e até</p><p>mesmo alergia alimentar, podem ser causas desencadeantes; sua correlação com outro agente e o</p><p>comprometimento do tutor com o tratamento dos sintomas secundários - que podem ser evitados como</p><p>https://www.drogarianovaesperanca.com.br/medicamentos/anti-inflamatorio/comprar-oncicrem-a-orabase-1mg-bisnaga-com-10g-28284/</p><p>a melhora na dieta, enriquecimento ambiental e retirada da causa do estresse - vai determinar se</p><p>haverá ou não recorrência;</p><p>Pasteurella multocida e da Bordetella sp;</p><p>vírus - Calicivírus felino, Lentivírus - FIV, FELV, Retrovírus e Herpesvírus > por conta da imunidade</p><p>baixa; em função da ação imunodepressora sistêmica destes agentes; A resposta imunológica</p><p>incompetente para controlar os antígenos virais e bacterianos, que pode causar inflamação crônica</p><p>local, ocorre devido à infiltração celular relacionada à hipergamaglobulinemia, com o aumento das</p><p>concentrações séricas de IgG, IgM, IgA, e albumina nos gatos com SCEGF, esta resposta, indica que</p><p>esses gatos são predispostos a responder de maneira exacerbada aos ativadores dos linfócitos B</p><p>policlonais, como bactérias e partícula virais;</p><p>fatores estressantes ambientais, agravados por convivência com outros felinos, relacionados com a</p><p>dieta, entre outros, bem como fatores genéticos;</p><p>Gatos com essa doença tem resposta imunológica aumentada à bactérias ou vírus na cavidade oral,</p><p>conferindo características de se tratar de doença imunomediada e multifatorial;</p><p>cálculo dentário e as bactérias provenientes da própria cavidade oral tem papel importante na</p><p>manutenção da inflamação da boca, pois tem gatos que tem intolerância à placa bacteriana, formada</p><p>por diversas espécies bacterianas como: Fusobacterium spp., Actinobacillus actinomycetemcomitans,</p><p>Bartonella henselae, Pasteurela multocida e o gênero Prevotella;</p><p>Animais doentes apresentam variedade menor da microbiota bacteriana e uma quantidade maior da</p><p>espécie Pasteurella multocida que animais saudáveis , sugerindo que o desequilíbrio no microbioma</p><p>oral esteja envolvido no desencadeamento da doença;</p><p>sugerem que as bactérias não sejam a causa primária da doença e sim um fator perpetuante, uma vez</p><p>que o tratamento com antibióticos não resulta em cura.</p><p>- patogenia > persistência de lesões inflamatórias local ou difusa que podem ser ulcerativas, com ou</p><p>sem manifestações clínicas dependendo da etiologia inicial ou da combinação das causas; gengivite,</p><p>estomatite, palatite, glossite, quelite e estomatite caudal e, também a inflamação da mucosa alveolar e</p><p>vestibular da cavidade oral;</p><p>se inicia como uma leve gengivite ou apenas uma halitose sem outro sinal clínico perceptível; Em</p><p>animais afetados é comum observar bactérias Gram-Positivas aeróbias sem motilidade e,</p><p>posteriormente, organismos anaeróbios Gram-Negativos com motilidade, que induzem a liberação de</p><p>toxinas. Estas se associam a células inflamatórias e, posteriormente, levam a irritação do local, edema</p><p>gengival, e eritema, o que favorece a formação de cálculo dentário. A gengiva pode ter sangramento,</p><p>pois os tecidos ficam friáveis, a saliva tem odor fétido e fica espessada, com “fios” de sangue;</p><p>-sinais clínicos > disfagia, halitose, anorexia, inapetência, ptialismo associado ou não com presença</p><p>de sangue e dor, perda de peso, perda de dentes, desidratação, irritabilidade, depressão, taquipneia por</p><p>dor, relutância em abrir a boca, dificuldade do tutor em administrar medicamentos de cápsulas e</p><p>comprimidos, animal só quer comer coisas úmidas; Diminuição na higiene (lambeduras) do próprio</p><p>felino pode se apresentar em casos graves, pelagem sem brilho; dificuldade na preensão dos</p><p>alimentos, vocalização, agressividade, depressão, tendência ao isolamento, aversão ao toque na face;</p><p>emaciação e hemorragia da cavidade oral, lesões ulcerativas generalizadas concomitante à doença</p><p>periodontal e reabsorção da raiz dentária (reabsorção odontoclástica); progressão da inflamação em</p><p>direção aos arcos glossopalatinos (local de encontro entre mandíbula e maxila) ; aumento dos</p><p>linfonodos mandibulares (sugestivo de inflamação); nesse período ocorre a diminuição dos linfócitos T</p><p>o que facilita a diminuição da capacidade de resposta do sistema imune e o aparecimento recorrente</p><p>de inflamações crônicas e infecções oportunistas</p><p>-classificação > de acordo com as lesões encontradas na cavidade oral e de acordo com a extensão</p><p>1. grau 0, relacionado à mucosa oral sem alteração;</p><p>2. grau 1, pequena inflamação, apresentando hiperemia em região glossopalatina e pouco tecido</p><p>proliferativo;</p><p>3. grau 2, inflamação moderada, presente nas áreas gengivais dos dentes pré molares inferiores</p><p>e superiores, com hiperplasia gengival e tecido proliferativo;</p><p>4. grau 3, inflamação intensa, com lesões nos quatro quadrantes da cavidade oral e intensa</p><p>formação de tecido proliferativo ao redor dos dente pré molares e molares inferiores e</p><p>superiores</p><p>- Diagnóstico > lesões e os sinais clínicos são suficientes para se fechar um diagnóstico, desde que a</p><p>biopsia seja feita, pois é importante para diferenciar lesões simétricas, como é o caso de carcinoma de</p><p>células escamosas, doença autoimune – pênfigo vulgar e lúpus eritematoso sistêmico; confirmação</p><p>através de sinais clínicos, anamnese detalhada e exame físico do animal com inspeção detalhada da</p><p>cavidade oral</p><p>exame complementares > auxiliam na determinação de envolvimento de afecções sistêmicas</p><p>implícitas no processo como FIV, FELV ;</p><p>radiografia intraoral da cavidade, a fim de se avaliar o tecido periodontal, raízes dentárias e possível</p><p>reabsorção dentaria; pode-se recomendar uma biópsia , pois, muitas vezes, só é possível fechar o</p><p>diagnóstico com o resultado da mesma;</p><p>hemograma e perfil bioquímico irão indicar uma inflamação aguda ou crônica, se há anemia,</p><p>imunidade baixa, infecção etc que irão ajudar no que usar no tratamento e para averiguar doenças</p><p>concomitantes; concentrações séricas de globulina também podem estar aumentadas;</p><p>-diagnostico diferencial > descartar doença periodontal severa, imunodepressão associada ao FeLV,</p><p>granuloma eosinofílico, doença periodontal secundária a hipotireoidismo, diabetes mellitus,</p><p>insuficiência renal entre outras doenças que causem ulcerações orais dolorosas, justificando a</p><p>necessidade do exame histopatológico;</p><p>-tratamento > controlar a inflamação, aliviar a dor, melhorar a qualidade de vida do gato e reduzir a</p><p>recorrência dos sintomas;</p><p>primeiro deve-se diminuir a inflamação da cavidade oral do paciente com</p><p>corticóide (prednisolona ou</p><p>acetato de metilprednisolona) ; antibiótico ( primeira escolha e mais eficientes - clindamicina 5 a</p><p>10mg/kg, BID, por 10 a 30 dias, amoxicilina + clavulanato de potássio 10 a 20 mg/kg, BID, por 7 a 10</p><p>dias, enrofloxacina 2,5 a 5 mg/kg, BID, por 5 a 10 dias, associação de metronidazol com espiramicina</p><p>75.000 UI/kg espiramicina e de 12,5 mg/kg de metronidazol BID por 10 dias; Em casos mais graves a</p><p>azitromicina 5 a 10 mg/kg, SID por 7 dias e a doxiciclina 5 mg/kg, BID, durante 20 dias podem ser</p><p>prescritas) , imunomodulador (promuncat, nuxcell fel - dose única, VO, gatos neonatos, filhotes e</p><p>adultos; filhote 2g/animal/semana durante pelo menos 8 semanas; adulto 2g/dia, durante 3 dias</p><p>consecutivos, sempre que houver demanda; contém prebiótico e probiótico, taurina, betaglucana, ferro</p><p>e cobre, vit B12, lisina, glutamina etc;</p><p>) e analgésico por cerca de 10 dias.</p><p>recomenda-se após, o tratamento periodontal completo (limpeza oral, extração de dentes</p><p>doentes); Clorohexidina tópica (periovet) pode ser utilizado como tratamento empírico para assépsia</p><p>oral, aplicada duas vezes por dia;</p><p>deve passar por uma avaliação entre 7-10 dias para avaliar o progresso do tratamento.</p><p>cirurgicamente > abordagem inicial realiza-se extração de todos os dentes doentes (os molares e</p><p>pré-molares) e, nos casos de recidiva, pode utilizar fármacos imunossupressores</p><p>(corticóide/ciclosporina); às vezes precisa remover todos os dentes, incluindo incisivos e caninos ;</p><p>e há pacientes que mesmo após remover todos os dentes continuam inflamando o tecido oral,</p><p>nestes casos pode-se usar solensia 7 mg/ml (frunevetmab; que é um anticorpo monoclonal felinizado</p><p>que neutraliza o ngf (fator de crescimento neural) que é um hormônio polipeptídico produzido por uma</p><p>variedade de células inflamatórias e imunológicas, bem como condrócitos articulares e tem ação sobre</p><p>mastócitos e células nervosas nociceptivas, medeia a sinalização da dor através dos nervos</p><p>nociceptores. ativa uma variedade de vias em nociceptores, incluindo canais iônicos, o potencial</p><p>receptor vanilóide do receptor transitório (trpv1) e neurotransmissores secundários, incluindo a</p><p>substância p e o fator neurotrófico derivado do cérebro;</p><p>inibe os sinais de dor em gatos e tem uma duração de efeito de aproximadamente quatro semanas;</p><p>agem como anticorpos de ocorrência natural – são eliminados pelas vias normais de degradação</p><p>proteica, com mínimo envolvimento do fígado ou dos rins > pode ser usado em nefropata (doente renal</p><p>estágio 1 ou 2) e hepatopata;</p><p>em um estudo laboratorial, solensia reduziu perceptivelmente a dor da osteoartrite em</p><p>aproximadamente 6 dias; redução da dor da osteoartrite durante 3 meses; 3 de 4 gatos se beneficiaram</p><p>com o sucesso do tratamento da dor durante 3 meses</p><p>reações focais de pele (dermatite, alopecia e prurido) foram comumente observadas;</p><p>não usar em gatos: com menos de 12 meses de vida e/ou com peso corporal abaixo de 2,5 kg; com</p><p>hipersensibilidade conhecida à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes; machos e fêmeas</p><p>em reprodução, e fêmeas que estejam prenhes ou lactantes;</p><p>não apresenta interações conhecidas com: vacinas; antiparasitários, antimicrobianos, suplementos</p><p>nutricionais para gatos idosos com artrite;</p><p>1 a 2,8 mg/kg SC/mês; 1 frasco tem 1ml)</p><p>associado à ozonioterapia (ozônio - gás instável e extremamente reativo que possui propriedades</p><p>antissépticas, anti-inflamatórias e circulatórias; proteção de energia ultravioleta através da camada</p><p>presente na estratosfera. Devido a sua alta instabilidade e reatividade, pode ser considerado um dos</p><p>oxidantes naturais mais potentes, assim como germicida eficaz; efeitos analgésicos, anti-inflamatórios</p><p>e anti-sépticos, além de proporcionarem melhor oxigenação tecidual e fortalecimento do sistema</p><p>imune; opção de tratamento para os animais que não podem ser submetidos ao tratamento cirúrgico ou</p><p>para os tutores que não estejam adeptos à exodontia total; proporciona alívio das dores e inflamações</p><p>orais, levando conforto e bem estar ao paciente, tratamento viável, pouco invasivo, atuando também</p><p>na melhora do sistema imunológico)</p><p>e/ou Laserterapia (laser de CO2, reduz a proliferação celular na mucosa oral (combinado com</p><p>ciclosporinas) e a área de adesão para as bactérias; Com a boca aberta o feixe de luz é direcionado</p><p>sobre toda a região lesional e perilesional; aplicação subcutânea perilesional bilateral do gás);</p><p>Corticosteróide, são fármacos de fácil acesso econômico e reduzem a inflamação, proporcionando uma</p><p>melhoria rápida, redução da dor e o aumento do apetite.</p><p>deve ser utilizadas dietas comerciais específicas para minimizar a formação de cálculos dentários e</p><p>que sejam hipoalérgicas ; suplementos nutricionais, como ômega-3 , podem ser benéficos devido às</p><p>suas propriedades anti-inflamatórias.</p><p>● Gengivite juvenil/Gengivite Hiperplásica juvenil Felina</p><p>-inflamação geral grave da gengiva de gatos jovens; normalmente diagnosticada entre 4 a 12 meses de</p><p>idade (+ comum entre 6-8 meses);</p><p>pode se desenvolver logo após o início da erupção dos dentes permanentes, Pouco antes, ou durante</p><p>a erupção permanente dentária. Portanto, considera -se que a doença tem um início puberal.</p><p>parece passar aproximadamente aos dois anos de idade. No entanto, se o tratamento não for iniciado,</p><p>há uma grande chance de progressão para periodontite juvenil e/ou adulta e perda de dente precoce</p><p>-Maine Coons pode mostrar os sintomas mais cedo do que outras raças, por volta dos 7 meses de</p><p>idade; Qualquer raça pode ser afetada, porém, abissínios e persas são mais afetadas; parece haver</p><p>uma predisposição genética no Maine Coon (forma + grave da doença), Raças siamesas e somalis;</p><p>-causa > desconhecida, mas ocorre geralmente na época da erupção dos dentes permanentes ;</p><p>podendo estar relacionado à doenças virais, como FIV, Felv, calicivirose, rinotraqueíte que baixam a</p><p>imunidade; bactérias (Pasteurella multocida), estímulos alergênicos podem ser um fator possível no</p><p>desenvolvimento.</p><p>fazem com que o gato responda de modo exacerbado à erupção dos dente permanentes durante à</p><p>época de troca dos dentes decíduos, com muita inflamação podendo causar hiperplasia do tecido</p><p>gengival;</p><p>- patogenia > compartilham o mesmo tipo de Inflamação do complexo gengivo estomatite - Linfócitos e</p><p>células plasmáticas são os principais glóbulos brancos nos afetados tecidos na cavidade oral, com</p><p>aumento de nível de células T CD8+ citotóxicas; aumento do número de células CD8+ indica uma</p><p>patogênese imunológica viral</p><p>-sinais clínicos > Há uma inflamação pronunciada da gengiva, muitas vezes seguida por hiperplasia</p><p>acentuada do tecido; inflamação não se estende para a mucosa alveolar ou área oral caudal (extensão</p><p>indica outras doenças como periodontite juvenil, complexo gengivite estomatite faringite felina);</p><p>dificuldade de mastigação, sangramento durante o ato de comer ou brincar, dor durante a alimentação,</p><p>pode notar tecido gengival proliferativo</p><p>cobrindo os dentes, halitose; excesso de tecido gengival</p><p>eritematosa e geralmente friável e gengivite; epitélio juncional ao redor do dente está intacto, o que</p><p>significa que existem apenas pseudopockets, não a verdadeira perda de apego de uma bolsa</p><p>periodontal patológica, E muitas vezes há uma ausência de cálculo dental óbvio; O tecido pode cobrir</p><p>toda a coroa dentária em pré -molares e molares, reabsorção dentária ou periodontite; As lesões de</p><p>reabsorção que acompanham essa síndrome já são possíveis na puberdade, embora comumente</p><p>considerado raro no jovem gato;</p><p>- diagnóstico > baseado na histologia; Sem histologia, é baseado no aumento gengival porque o</p><p>diagnóstico hiperplástico verdadeiro pode ser feito apenas em nível celular, há proliferação de tecido</p><p>gengival, principalmente células do tecido conjuntivo; Biópsia da gengiva é para descartar outros</p><p>diagnósticos para gengiva hiperplásica</p><p>Diagnósticos diferenciais (processo neoplásico, embora seja mais comum em paciente mais velho);</p><p>Histopatologicamente FCGS tem o mesmo tipo de inflamação linfoplasmocítica que FJHG;</p><p>Radiografias dentárias são tomadas para avaliar a evidência de periodontite e reabsorção dentária;</p><p>-tratamento > reduzir a inflamação, dor, melhorar a imunidade, tratar a doeça que está causando, caso</p><p>exista; e remover o tecido gengival excessivo que cobre as coroas dos dentes, caso tenha;</p><p>Analgésico, corticóide ou AINE dependendo se tem herpes vírus ou não ou posso passar</p><p>poucos dias de corticóide só pra desinflamar e o gato voltar a comer e depois AINE;</p><p>imunomodulador (promuncat ou nuxcell fel), antibiótico;</p><p>Dentes significativamente doentes precisam ser removidos para diminuir a inflamação; tratada com um</p><p>procedimento gengivectomia (diminui a quantidade de tecido inflamatório e evita o acúmulo de placa,</p><p>removendo o pseudobolsas, o que significa que a profundidade normal do sulco gengival (menos de 1</p><p>mm em um gato) é restaurado</p><p>+ limpeza dentária; as pseudobolsas oferecem um ambiente para as bactérias da placa anaeróbica e</p><p>são impossíveis de manter -se totalmente limpos por um domicílio doméstico oral sozinho.</p><p>Usar creme dental com Aloe vera e Própolis também pode ajudar na prevenção da formação de placa</p><p>dentária;</p><p>se o gato tiver predisposição pra esse tipo de problema ou de periodontite/ formação de cálculo</p><p>dentário precisa controlar para não entrar em crise novamente > fazer escovação diária com</p><p>pasta veterinária específica e caso precise limpeza periodontal……</p><p>● Periodontite Juvenil felina</p><p>-ocorre em felino jovem;</p><p>- patogenia > parece ser um problema imunológico, onde parece haver uma reação exagerada ao</p><p>acúmulo de placa. Isso causa problema periodontal grave e rapidamente doença em gatos jovens;</p><p>- predisposição em raças orientais (como da gengivite juvenil), embora todas as raças possam ser</p><p>afetadas;</p><p>- há gengivite significativa e periodontite associada com perda de tecido periodontal;</p><p>- sinais clinicos > gengivite intensa; sangramento oral, depósitos de placa bacteriana abundantes e</p><p>perda do suporte de estruturas ao redor do dente (periodonto), incluindo o osso circundante (ocorre</p><p>reabsorção óssea do osso alveolar) e ligamento periodontal; pode haver cálculos dentários, formação</p><p>de bolsa periodontal, halitose, exposição de furca, lesão de reabsorção dentária, mobilidade dentária</p><p>por conta da perda do periodonto;</p><p>Evidência radiográfica de perda óssea adjacente aos dentes; reabsorção dentária é comum; incisivos e</p><p>os primeiros molares inferiores podem ser afetados mais cedo na progressão</p><p>● Doença periodontal canina e felina ✅</p><p>já feito em outro pdf ✅</p><p>● Fistula infraorbitária ✅</p><p>já feito em outro pdf (queimaduras, etc) ✅</p><p>● Lesão de Reabsorção Odontoclástica Felina</p><p>-também chamada de lesão de reabsorção dentária;</p><p>-algum estímulo desconhecido ativa células (odontoclastos) do próprio organismo a destruir o dente</p><p>(doença autoimune); Ela pode iniciar pelas raízes, o que quase sempre é indolor (no que conseguimos</p><p>perceber) e há uma deposição de tecido ósseo no lugar onde estavam as raízes. Porém, quando</p><p>alcança a coroa do dente, assume uma forma destrutiva e inflamatória; Essa forma destrói a estrutura</p><p>dentária e expõe a polpa dentária ao meio externo, permitindo que entrem bactérias, restos alimentares</p><p>e causa dor; NÃO É CÁRIE!</p><p>-enfermidade oral comum; Afeta gatos adultos e idosos, com prevalência variando entre 25 e 75% a</p><p>depender da população estudada e dos meios utilizados para o diagnóstico; maior parte dos felídeos</p><p>afetados desenvolve as lesões com 4-6 anos de vida; Não há predileção racial, entretanto, felídeos</p><p>de raças puras, como Siamês, Persa, Abissínio, Russo Azul e o Scottish Fold parecem ser afetados</p><p>precocemente; Siamês, quando acometido pela estomatite linfocítica-plastocitária, apresenta maior</p><p>prevalência ao desenvolvimento da lesão de reabsorção dentária; raramente acomete outras espécies;</p><p>-anatomia relacionada > felídeos são animais estritamente carnívoros, portanto, sua dentição</p><p>apresenta características para exercer esta função, como possuir poucas superfícies de oclusão;</p><p>apresenta 30 dentes permanentes, sendo sua hemiarcada dentária constituída por três incisivos</p><p>superiores e inferiores, um canino superior e inferior, três pré-molares superiores, dois pré-molares</p><p>inferiores e um molar superior e inferior</p><p>periodonto - dá suporte e fixação para o dente; O ligamento periodontal promove a fixação do cemento</p><p>dentário ao osso alveolar. Tem a função de amortecer os impactos da força de oclusão, além de evitar</p><p>https://odontocao.com.br/reabsorcao-odontoclastica-felina/</p><p>que detritos penetrem nos tecidos mais internos; vascularização presente no ligamento periodontal</p><p>nutre o tecido dentário através da comunicação entre os cementócitos por canalículos até a dentina;</p><p>cemento é o tecido que recobre a raiz dentária, além de servir como ponto de fixação para o ligamento</p><p>periodontal. Apesar de ser avascular, tem a capacidade de formação, reparação e destruição do próprio</p><p>tecido, uma vez que suas células se comunicam com o ligamento periodontal através de processos</p><p>citoplasmáticos; alvéolo dentário está localizado no processo alveolar e dá suporte ao dente servindo</p><p>como ponto de fixação para as fibras do ligamento periodontal;</p><p>dente é constituído pelo esmalte, dentina e polpa; O esmalte corresponde a uma camada fina, porém</p><p>bastante rígida que recobre a coroa dentária; A dentina está localizada abaixo do esmalte e do</p><p>cemento, constitui a maior parte de tecido dentário, sendo considerado o segundo tecido mais rígido do</p><p>corpo animal ; A polpa está localizada no centro do dente e é constituída por tecido conectivo, nervos,</p><p>vasos sanguíneos e linfáticos, colágeno e odontoblastos; As células clásticas são as responsáveis</p><p>pela reabsorção da matéria mineral. Essas células, quando presentes no osso, são conhecidas como</p><p>osteoclastos, e quando no dente, odontoclastos.</p><p>-Existem duas fases distintas durante o processo inflamatório da lesão de reabsorção.</p><p>1. Na fase aguda , à histologia há presença de lacunas de reabsorção na dentina pela ação dos</p><p>odontoclastos. Na presença de inflamação, há aumento na quantidade de vasos sanguíneos</p><p>no local, cobrindo a região do dente reabsorvida.</p><p>2. Na fase de remodelamento crônico , nos locais reabsorvidos há a população de</p><p>odontoblastos ou cementoblastos que produzirão tecido ósseo no local de reabsorção da</p><p>dentina. A destruição do ligamento periodontal e do osso alveolar também são observados</p><p>nesta fase;</p><p>Estas duas fases podem ser encontradas concomitantes em um dente afetado pela lesão;</p><p>acredita-se que a região da junção amelocementária, assim como a dentina na região cervical é mais</p><p>susceptível à ação dos odontoclastos do que as outras regiões do dente;</p><p>-causas > etiologia específica ainda não foi identificada;</p><p>desenvolvimento das lesões apicais ou internas pode estar relacionado à gengivite , provocando</p><p>mudanças na dinâmica fisiológica da polpa dentária, como a vasodilatação; lesões cariosas -</p><p>principalmente durante o acometimento inicial, ocorrendo a desmineralização da superfície dentária</p><p>pela ação de subprodutos das bactérias presentes na placa dentária; Essa desmineralização torna a</p><p>região do dente acometida porosa e frágil, facilitando a colonização bacteriana. Em felídeos é incomum</p><p>a presença de lesões cariosas, ao contrário dos humanos, fato explicado pela microbiota oral ser</p><p>diferente ; lesões cariosas são causadas por bactérias que realizam a fermentação dos carboidratos</p><p>presentes na superfície dentária. No processo fermentativo há liberação de ácidos levando a</p><p>desmineralização tanto do esmalte como da dentina e consequentemente há infecção na dentina;</p><p>lesões de reabsorção não são desencadeadas pela ação de bactérias, e nesses casos, são</p><p>observadas apenas imperfeições na superfície dentária; lesões cariosas necessitam de pH ácido para</p><p>que se desenvolvam, e a saliva dos animais carnívoros é alcalina, portanto, dificilmente são</p><p>encontradas nos felídeos</p><p>dieta dos felídeos domésticos foi especulada como fator desencadeante - apesar de não haver</p><p>comprovação científica; Uma concentração significativamente elevada de 25-hidroxivitamina D sérica</p><p>foi encontrada em diversos felídeos portadores da lesão de reabsorção comparados a felídeos</p><p>saudáveis. Excessivas concentrações de vitamina D na alimentação de caninos, roedores e suínos,</p><p>promoveram alterações periodontais e dentárias semelhantes ; Das rações enlatadas para felídeos</p><p>domésticos, 73% apresentam valores de vitamina D acima da referência para esta espécie, e 31%</p><p>excedeu a quantidade máxima permitida pela Associação Americana Oficial do Controle de Alimentos.</p><p>Diferentemente dos felídeos domésticos, os felídeos selvagens apresentam uma porcentagem inferior</p><p>de acometimento, podendo assim estar relacionado com a alimentação destes indivíduos; Apesar da</p><p>consideração dietética na participação da lesão de reabsorção, um estudo com crânios de felídeos</p><p>selvagens, tanto de vida livre como de cativeiro, avaliaram a dentição destes nos aspectos clínicos,</p><p>radiográficos e histológicos. A partir destes exames, concluiu-se que todos os felídeos podem</p><p>apresentar esse tipo de lesão dentária, independente da alimentação recebida; Acredita-se que a</p><p>ingestão excessiva crônica dessa vitamina gere degeneração do ligamento periodontal, diminuindo o</p><p>espaço alveolar, causando anquilose entre o dente e o alvéolo e consequente reabsorção radicular;</p><p>Outro fator dietético envolve o desequilíbrio da relação cálcio e fósforo - uma vez que gatos que</p><p>ingeriram fígado cru apresentaram maior incidência de lesão dentária; Desta forma, foi proposta a</p><p>utilização de hormônios reguladores do cálcio para controlar o processo de reparação do tecido ósseo e</p><p>do cemento ;</p><p>Amostras da lesão de reabsorção dentária demonstram expressão de citocinas inflamatórias e do</p><p>receptor nuclear da vitamina D na osteoclastogênese pela Reação em Cadeia de Polimerase. As</p><p>elevadas concentrações obtidas sugerem a hipótese de que a inflamação e o excesso de vitamina D</p><p>podem estar envolvidos na etiologia da lesão</p><p>Um estudo “in vitro” constatou que a diferenciação e produção de células osteoclásticas de felídeos</p><p>com lesão de reabsorção dentária foi mais responsiva a presença de 1,25 dihidroxicolicalciferol,</p><p>enquanto em felídeos sem lesão, as células foram mais sensíveis à presença de inteleucina-6,</p><p>sugerindo maior componente dietético em relação ao inflamatório desta afecção</p><p>quantificação do número de mastócitos presentes na gengiva adjacente ao dente com lesão de</p><p>reabsorção dentária é bastante superior em relação aos animais sem lesão em cavidade oral, o que</p><p>sugere o envolvimento dos mastócitos na etiopatogenia da lesão. Apesar do aumento da quantidade de</p><p>mastócitos na lesão de reabsorção dentária, a reação inflamatória é discreta diferentemente de outras</p><p>lesões periodontais como na gengivoestomatite e periodontite</p><p>Apesar da maioria dos gatos com lesão de reabsorção dentária serem sorologicamente negativos ao</p><p>Vírus da Leucemia Felina (FeLV), vários pacientes com FeLV apresentam a lesão de reabsorção</p><p>dentária ; Também foi descrita alta porcentagem de pacientes portadores da lesão de reabsorção</p><p>dentária positivos para calicivírus felídeo ; segundo Harvey e Hofmann-Lehmann et. al. a infecção</p><p>pelo Vírus da Imunodeficiência Felina (FIV), por estar associada à gengivite, e pode ser um agravante</p><p>para a lesão de reabsorção . No entanto, não houve comprovação do envolvimento viral na etiologia da</p><p>lesão de reabsorção dentária</p><p>em humanos, há uma enfermidade semelhante, porém rara. Em um experimento, quatro pacientes</p><p>humanos acometidos foram investigados com o intuito de correlacionar a etiologia desta enfermidade</p><p>com a dos felídeos. Todos apresentavam contato direto ou indireto com felídeos com e sem alterações</p><p>na dentição. Os pacientes foram submetidos à sorologia para herpes-vírus felino tipo um e todos foram</p><p>positivos. A partir desses resultados foi sugerida a transmissão do herpes-vírus felino tipo um para</p><p>humanos, assim como o seu possível envolvimento no desenvolvimento da lesão de reabsorção</p><p>dentária felina e humana Muzylaket al. reproduziram uma pesquisa expondo células osteoclásticas</p><p>isoladas de felinos à hipóxia, visto que o processo inflamatório pode reduzir consideravelmente a</p><p>oxigenação tecidual. O aumento na diferenciação e no tamanho dos osteoclastos sugeriu que o fator</p><p>hipóxia pode participar do processo de reabsorção;</p><p>Outra etiologia proposta inclui uma maior ativação dos osteoclastos promovida pela acidose sistêmica</p><p>e, as afecções orais nos felídeos tendem a manter um pH ácido, com isso, foi sugerido que o pH local</p><p>também pode afetar na diferenciação e ativação dos osteoclastos . Em experimento submetendo-se</p><p>osteoclastos a pH baixo, foi observado aumento dos osteoclastos e da expressão das enzimas</p><p>catepsina K e bomba de próton que refletem na atividade reabsortiva dos osteoclastos, demonstrando</p><p>que o pH ácido desempenha função na ativação</p><p>dos osteoclastos</p><p>descrevem a possibilidade de o ácido clorídrico estar relacionado à lesão de reabsorção dentária nos</p><p>felídeos ;</p><p>-como se forma ? ocorre secundária a ação de células odontoclásticas multinucleadas sobre o tecido</p><p>dentário rígido; Normalmente, se inicia no cemento, em qualquer porção da superfície da raiz dentária,</p><p>progredindo posteriormente para a dentina; Dessa forma, ocorre reabsorção do dente e o organismo na</p><p>tentativa de cobrir a área destruída com a gengiva, faz a gengiva crescer (hiperplasia gengival) em uma</p><p>área com a cavidade na tentativa de proteger a região. Porém, acaba não tendo muito sucesso pois o</p><p>animal continua sentindo muita dor, porque é uma lesão progressiva; Por ser uma destruição que vai</p><p>em direção à cavidade pulpar, onde passa os nervos, vasos, o animal acaba sentindo muita dor quando</p><p>este canal é atingido pela lesão;</p><p>classificadas em reabsorções de superfície, inflamatória ou não inflamatória ;</p><p>1. reabsorções de superfície - ocorrem secundárias a um pequeno trauma sobre o cemento,</p><p>como na mastigação ou na utilização de aparelhos ortodônticos; células clásticas atuam no</p><p>cemento enquanto fatores ativadores dos osteoclastos estiverem sendo liberados no local da</p><p>injúria; Ao término do processo de reabsorção, as células do ligamento periodontal se</p><p>proliferam e substituem a área reabsorvida, resultando na deposição de tecido reparativo.</p><p>Geralmente, trata-se de uma reabsorção autolimitante e reversível, contudo, pode progredir</p><p>para a destruição completa do tecido dentário</p><p>2. reabsorção inflamatória da raiz - envolve a quimiotaxia para os fatores ativadores de</p><p>osteoclastos, iniciando assim o processo de reabsorção; osso alveolar adjacente à lesão</p><p>dentária também é acometido pelo processo;</p><p>3. reabsorção não inflamatória - com anquilose do dente no alvéolo e substituição do tecido</p><p>reabsorvido; forma mais comum de lesão encontrada nos felídeos; Uma vez que a raiz</p><p>dentária se funde ao osso, o dente passa a fazer parte do processo de remodelamento do osso</p><p>alveolar e eventualmente ser reabsorvido. Ao término do processo reabsortivo, os osteoblastos</p><p>produzem matriz óssea no local de reabsorção, substituindo gradualmente o tecido dentário por</p><p>tecido ósseo. Essas lesões são indolores por não ultrapassarem a linha gengival; Quando a</p><p>reabsorção é iniciada na superfície da raiz, dentro do alvéolo dentário, um processo</p><p>progressivo e não inflamatório substitui o ligamento periodontal e a raiz dentária em tecido</p><p>ósseo ou cemento. Em situações em que a reabsorção progride em direção a coroa dentária</p><p>com exposição da lesão para a cavidade oral, há inflamação dos tecidos adjacentes e</p><p>consequente sensibilidade dolorosa. Contudo, várias lesões não inflamatórias não progridem,</p><p>permanecendo apical a região da junção amelocementária; As lesões de reabsorção que se</p><p>iniciam próximo à junção amelocementária são rapidamente expostas à cavidade oral,</p><p>desenvolvendo precoce infecção;</p><p>Nos dentes afetados, o contorno da dentina é irregular, e dificilmente há reabsorção mais interna com</p><p>perda da dentina na região apical da raiz dentária. Em alguns casos a lesão de reabsorção está mais</p><p>próxima à polpa dentária, contudo, não existem indícios de inflamação e nem de reabsorção pulpária;</p><p>expressão endotelial e epitelial de citocinas pode iniciar ou aumentar a atividade odontoclástica. Com</p><p>a inflamação pulpar, há estímulo de reações que desencadeiam a atividade odontoclástica,</p><p>ocasionando a absorção interna da raiz. A reabsorção da raiz dentária pode ocorrer em estágios mais</p><p>avançados da lesão, sendo comumente encontrada em felídeos com complicações de doenças</p><p>periodontais; dente pode adquirir uma mobilidade secundária à perda da sua fixação ou pode fraturar</p><p>por conta da perda de estrutura e consequente fragilidade</p><p>-Duas classificações da lesão são descritas:</p><p>1. classificação conforme a progressão da lesão - envolve 5 estágios;</p><p>estágio I, as lesões são superficiais estendendo-se apenas dentro do cemento ou cemento e</p><p>esmalte dentário , sendo considerados estágios iniciais da doença; estágio II, as lesões</p><p>penetram dentro da dentina, contudo não há comprometimento da cavidade pulpar; As lesões</p><p>de reabsorção no estágio III apresentam exposição pulpar, porém, na maioria dos casos há</p><p>preservação da estrutura dentária; Nas lesões do estágio IV também há exposição da</p><p>cavidade pulpar, no entanto, a estrutura dentária é instável; Ao exame radiográfico, vários</p><p>dentes acometidos apresentam sinais compatíveis com anquilose da raiz dentária; Neste</p><p>estágio pode-se classificar ainda em três subestágios: (a) quando a coroa e a raiz dentária são</p><p>afetadas em mesma proporção; (b) quando a coroa é mais afetada que a raiz dentária; e (c)</p><p>quando a raiz é mais afetada que a coroa dentária; No estágio V as lesões dentárias</p><p>progrediram ao ponto de apenas existir a raiz dentária, permanecendo no local uma</p><p>protuberância na gengiva - Nesses casos o diagnóstico é apenas confirmado através do</p><p>exame radiográfico da arcada dentária, onde a maioria dos dentes acometidos demonstraram</p><p>sinais compatíveis com anquilose da raiz;</p><p>2. conforme a aparência do dente e do ligamento periodontal na imagem radiográfica - três</p><p>tipos; lesões do tipo I apresentam perda de osso alveolar adjacente à área de reabsorção</p><p>dentária e, nas outras áreas o espaço do ligamento periodontal é mantido dentro da</p><p>normalidade; Essas lesões aparecem na radiografia como áreas focais ou multifocais de</p><p>radioluscência, comparada a outras de radiopacidade normal. lesões do tipo II o espaço do</p><p>ligamento periodontal e a lâmina dura do osso alveolar estão ausentes ou há apenas um</p><p>estreitamento do espaço do ligamento periodontal em consequência do processo de anquilose</p><p>do dente com o alvéolo dentário, além disso, a estrutura do dente com lesão de reabsorção</p><p>dentária apresenta-se com radiopacidade reduzida. Nas lesões do tipo III, características tanto</p><p>das lesões do tipo I quando do tipo II são evidenciadas</p><p>-sinais clínicos > variam conforme o estágio da lesão; halitose é uma queixa comum dos proprietários</p><p>de felídeos acometidos pela lesão de reabsorção dentária ; sensibilidade dentária também pode ser</p><p>observada até mesmo em estágios iniciais, todavia é mais evidente em lesões mais profundas, com</p><p>acometimento da polpa, causando dor evidente - por isso o gato passa a comer menos, dá preferência</p><p>à alimentação úmida, coloca as patinhas na boca, grita e/ou foge quando está comendo, mastiga</p><p>virando a cabeça para o lado, range os dentes, apresenta salivação intensa; hemorragia gengival;</p><p>lesões localizadas na região cervical são caracterizadas por apresentarem grande sensibilidade</p><p>dolorosa que nos felídeos manifesta-se sob a forma de anorexia, sialorreia, letargia, disfagia, perda de</p><p>peso, dificuldade de apreensão do alimento, sangramento oral e dificuldade na mastigação; Meneios</p><p>cefálicos, espirros e excessivos movimentos da língua são observados caso haja comprometimento</p><p>do canino maxila; lesão dentária geralmente se inicia pela reabsorção da coroa do dente acometido,</p><p>podendo se estender para as raízes e progredir para perda completa do dente, o aspecto típico é a</p><p>inflamação associada com hiperplasia gengival; dente é recoberto por tecido eritematoso e</p><p>hemorrágico - mais acometidos são os pré-molares e molares, mas também pode acontecer em</p><p>incisivos e caninos; sinais principalmente de dor; inflamação e/ou hiperplasia de gengiva, anorexia,</p><p>abrir e fechar a boca repetidamente, hábito denominado de “chattering”; destruição dentária atinge a</p><p>polpa e a sensibilidade pode levar o animal a ter dificuldade para comer, ter tremores na mandíbula ou</p><p>até pegar a comida e soltar;</p><p>-diagnóstico > feito pela anamnese, sinais clínicos de dor, pelo aspecto típico da lesão, exposição de</p><p>furca, presença de mobilidades e irregularidades na superfície dos dentes e exame radiográfico</p><p>intraoral da arcada dentária inteira; No exame radiográfico é evidenciada radiolucência em coroa ou</p><p>raiz, anquilose e destruição radicular; visibiliza-se uma infl amação discreta a grave da gengiva, com</p><p>hipertrofi a e hiperemia com presença ou não de placa dentária, podendo evoluir para retração gengival</p><p>com perda óssea e consequente perda dentária; simples protuberância ou tumefação da gengiva no</p><p>local onde um dente existia pode indicar a possibilidade de perda da coroa dentária com retenção da</p><p>raiz; Alguns dentes acometidos pela lesão de reabsorção apresentam gengiva extremamente</p><p>inflamada, diferentemente de outros que a gengiva está dentro da normalidade;</p><p>tomografia computadorizada também pode ser utilizada tendo no corte transversal áreas de reabsorção</p><p>e no plano 3D, reconstrução da área reabsorvida;</p><p>-Tratamento > desenvolvido com base no tipo de reabsorção dentária;</p><p>Nas lesões de estágios iniciais o tratamento restaurativo pode ser viável, mas conforme as lesões</p><p>progridem, a extração dentária torna-se a única alternativa terapêutica recomendada;</p><p>1. extração total do dente com lesão de reabsorção - mais indicado, principalmente dos dentes</p><p>com preservação da raiz e do espaço do ligamento periodontal na radiografia, prevenindo uma</p><p>fonte contínua de inflamação e a fim de remover toda fonte de infecção e futuras dores e</p><p>desconforto oral; se tiver raiz tem que remover porque é fonte de inflamação; agora se a raiz</p><p>tiver sido totalmente substituída por tecido ósseo e não haver sinal de inflamação do local</p><p>pode tirar só a coroa dentária; mas se tiver inflamação tem que tirar tudo;</p><p>OBS: Casos, cuja lesão de reabsorção seja assintomática e que permaneça confinada a região</p><p>da raiz, sem exposição para a cavidade oral, há a possibilidade de realizar apenas um</p><p>acompanhamento da lesão, avaliando clinica e radiograficamente em um período máximo de</p><p>seis meses de intervalo</p><p>Recomenda-se a extração dentária caso haja exposição da lesão de reabsorção dentária para</p><p>a cavidade oral ; Também são candidatos à extração os pacientes que apresentam estomatite,</p><p>portadores da FeLV ou FIV com periodontite associada e animais que apresentem periodontite</p><p>crônica</p><p>casos em que já há substituição da raiz reabsorvida pelo tecido ósseo a amputação da coroa</p><p>dentária com retenção proposital da raiz é o tratamento indicado, visto não se tratar de um</p><p>processo doloroso. Entretanto, a presença de sinais de inflamação da raiz, lesão periodontal,</p><p>lesão endodôntica, estomatite e infecção por retrovírus, contraindica o uso deste tratamento</p><p>restauração dentária é controversa, uma vez que já foi demonstrado pouco sucesso nas</p><p>tentativas de restauração dentária - dentes mais susceptíveis a falha na restauração são os</p><p>que apresentam reabsorção apical ou da cavidade pulpar; Apesar da tentativa de restauração</p><p>para manutenção do dente, a lesão de reabsorção é progressiva, independente dos</p><p>métodos de reparação aplicados, a progressão da doença não é impedida e muito</p><p>menos a dor gerada pela doença - diagnóstico precoce não trará possibilidades de</p><p>tratamento conservativo que impeça a evolução da lesão dentária, mas permite que o</p><p>profissional haja em um momento oportuno, antes que o animal sofra dores e</p><p>descompensação fisiológica ; restauração do dente tem por objetivo reestabelecer a sua</p><p>função e mantê-lo de forma indolor</p><p>2. No mesmo procedimento, juntamente com a extração dentária deve–se fazer a limpeza</p><p>periodontal - Precedendo o tratamento restaurador, realiza-se a profilaxia dentária, e então a</p><p>lesão é aplainada e polida. Para a restauração é necessário preparar no dente uma extensa</p><p>cavidade e como os dentes dos felídeos são em geral pequenos, torna-se um procedimento</p><p>difícil; cimento de ionômero de vidro é um restaurador bem empregado por se aderir no</p><p>esmalte, cemento e na dentina. É considerado o restaurador de escolha, possivelmente pela</p><p>sua interferência na progressão da lesão devido à liberação de flúor; No tratamento por</p><p>restauração dentária, as prováveis causas de insucesso incluem a natureza delicada e</p><p>pequena do dente felídeo, a má preparação da cavidade, a ineficiência em classificar</p><p>corretamente as lesões, o uso de material de restauração inadequado e cuidado inapropriado</p><p>após o procedimento; pode ainda ser dificultada pelo excessivo sangramento proveniente da</p><p>gengivite ou pela necessidade de retirada de um flape gengival para expor toda a lesão.</p><p>3. Após o procedimento de extração ou restauração dentária, o animal deve ser tratado com</p><p>antibiótico, analgésicos e anti-inflamatório durante 7-14 dias e, ao final deve ser realizada</p><p>revisão a fim de reavaliar a inflamação gengival e/ou a perda da restauração dentária</p><p>4. Também deve ser recomendada como tratamento pós-cirúrgico dieta macia e aplicação de</p><p>solução oral de clorexidine a 0,12% (ex. Periovet) a cada 12 horas durante uma semana</p><p>para manter uma assepsia do local</p><p>paciente deve ser reavaliado no intervalo de três a 12 meses, se não houver sinais de</p><p>complicação na primeira revisão. Quando possível, os casos de restauração dentária devem</p><p>ser radiografados novamente após 12 meses do tratamento para observar se as lesões</p><p>progrediram ou se estão estáveis; Na maioria dos casos, há perda do material de restauração;</p><p>profilaxia dentária é recomendada no máximo anualmente para controlar as lesões</p><p>periodontais</p><p>para mamar (afeta a capacidade de sucção do neonato - fenda labial e no</p><p>caso da fenda palatina o leite vai para a cavidade nasal) - drenagem do leite das narinas durante ou</p><p>depois de amamentar; regurgitação nasal, descarga nasal, déficit de desenvolvimento; náusea, tosse</p><p>ou espirros (ou os três) durante a alimentação; pouco crescimento e infecção das vias respiratórias</p><p>(rinite, pneumonia por aspiração); Doença do ouvido médio, que frequentemente não é reconhecida</p><p>clinicamente é por vezes associada a fendas congênitas (por conta da comunicação do ouvido médio</p><p>com a cavidade nasal por meio da trompa de eustáquio); podem ser magros e atrofiados; Sons</p><p>respiratórios anormais auscultados quando uma pneumonia aspirativa está presente; sepse neonatal,</p><p>cianose e dispnéia; permitem a entrada de alimento e fluidos na cavidade nasal, resultando numa</p><p>irritação direta da mucosa nasal e rinite secundária com descarga nasal, e um maior risco de fatal</p><p>pneumonia por aspiração;</p><p>os efeitos dependem de muitas variáveis incluindo dose, estágio da embriogênese, espécie e duração</p><p>da exposição. Nos cães, o momento mais crítico para o desenvolvimento e o fechamento do palato</p><p>fetal parece ser entre o 25 e 28 dias de gestação . Se um determinado agente for administrado no auge</p><p>do período crítico, em que o órgão ou sistema será no seu maior momento de susceptibilidade, muitas</p><p>células irão morrer, e como o tempo de reposição não é suficiente, haverá a presença de má formação,</p><p>que poderá ou não ser compatível com a vida do animal</p><p>-diagnóstico - observação de fissura palatina no neonato durante o exame físico; uso de anestésicos</p><p>pode ser necessário para avaliar minuciosamente o palato mole;</p><p>exame radiográfico do crânio é desnecessário; radiografias torácicas são úteis para investigar</p><p>pneumonia aspirativa, imagem da bula timpânica pode ser indicada; Não haverá alterações nos</p><p>resultados de exames laboratoriais a menos que o animal tenha pneumonia aspirativa ou esteja</p><p>caquético;</p><p>-tratamento clínico associado ao tratamento cirúrgico > Até que os animais acometidos estejam</p><p>com idade suficiente para a cirurgia (maior tamanho, maior quantidade de tecidos para o reparo),</p><p>deve-se evitar a ocorrência de pneumonia aspirativa por meio de alimentação através de sonda;</p><p>se tiver pneumonia trata-se com - antibióticos, fluidoterapia (jugular ou intra-óssea),</p><p>oxigenoterapia, broncodilatadores e/ou expectorantes, pode-se usar sugadores que sugam o</p><p>leite do nariz (aspirador nasal pediátrico e tem o mecânico) e/ou furosemida ;</p><p>Se a pneumonia aspirativa for grave, deve-se fazer um lavado traqueal ou escovado para cultura e</p><p>antibiograma; Antibióticos de amplo espectro com eficácia contra anaeróbios são indicados para</p><p>aspiração grave ou rinite purulenta; As culturas deverão ser obtidas a partir da cavidade nasal após</p><p>anestesiar o paciente e lavada de detritos e exsudada a cavidade nasal e oral. animal não deve receber</p><p>alimentação via oral por 10 a 14 dias - esofagostomia ou tubo de gastrostomia durante este tempo.</p><p>ter cuidado com o desenvolvimento da tríade neonatal , pois o filhote sem conseguir comer ou com</p><p>sepse pela pneumonia aspirativa, fica hipoglicêmico diminuindo o reflexo de sucção (não come</p><p>mesmo), fica dispnéico/cianótico (barriga, orelha, focinho, patas, língua), desenvolve hipotermia mais</p><p>rápido pois não tem o centro termorregulador maduro e possui fina camada de tecido adiposo,</p><p>hipovolemia por desidratação; pode desenvolver taquipnéia e bradicardia;</p><p>se tiver a tríade - reaquecimento corporal progressivo com o uso de incubadoras, lâmpadas e</p><p>bolsas térmicas. correção da desidratação em casos severos de hipovolemia , podendo ser</p><p>administrada pelas via intravenosa, subcutânea e intraóssea. Em decorrência da hipoglicemia, a</p><p>terapia instituída se dá com uso de solução de dextrose a 5 ou 10%, nas concentrações de 2 a 4</p><p>ml/kg, por via endovenosa ou intraóssea ou glicose 0,5-1ml/kg. Ainda assim, a administração em</p><p>bolus de glicose, deve continuar com uma infusão contínua, para evitar hipoglicemia reflexa; se torna</p><p>necessário o fornecimento de alimentação, a cada 2 a 3 horas , até o momento em que o organismo</p><p>se desenvolver por completo. Em casos de animais que não apresentam reflexo de sucção, a</p><p>administração do alimento, deve ser feita por meio da passagem de uma sonda orogástrica</p><p>- tratamento cirúrgico ( palatoplastia ) - é a reconstrução do assoalho nasal; adiado até que o paciente</p><p>tenha pelo menos 8 a 12 semanas de idade > para permitir o crescimento e um acesso mais fácil ao</p><p>paladar; filhotes de cães e gatos metabolizam melhor os agentes anestésicos após oito semanas de</p><p>idade, tornando-os de menor risco anestésico. Devem ser tomadas precauções especiais para prevenir</p><p>hipotermia e hipoglicemia em animais jovens.; animal deve ser posicionado em decúbito dorsal com a</p><p>boca aberta ao máximo.</p><p>quando realizada antes de 16 semanas de idade pode retardar o crescimento e desenvolvimento</p><p>maxilofaciais; Embora raro, a maxila pode ficar estreita e podem ocorrer problemas oclusais;</p><p>Podem ser necessários vários procedimentos até a fissura ser totalmente reconstruída. animais</p><p>acometidos devem ser esterilizados;</p><p>conduta pré-operatória - não devem estar em jejum mais do que 4-8 horas; Após a indução da</p><p>anestesia e colocação de um tubo endotraqueal, as cavidades nasais e orais devem ser lavadas com</p><p>soro fisiológico e uma solução antisséptica diluída. Antibióticos perioperatórios podem ser</p><p>administrados por via intravenosa na indução da anestesia, caso ainda não estejam recebendo;</p><p>★ Fechamento de defeitos do palato duro</p><p>-dois procedimentos mais utilizados para reparar fendas secundárias são deslizando abas</p><p>bipediculadas e sobrepondo técnicas de retalhos.</p><p>1. sutura no plano central (retalhos deslizantes)/Correr abas bipediculadas (técnica de von</p><p>Lagenbeck) - facilidade de execução, apresenta como inconveniente o fato de a sutura ficar</p><p>sobre a fenda e, consequentemente, com pouca sustentação ;</p><p>se inicia por duas incisões de relaxamento, que devem ser realizadas paralelamente aos</p><p>dentes, em toda a extensão do palato. cuidado adicional é a identificação e manutenção da</p><p>integridade das artérias palatinas maiores, que emergem próximas à região distal do dente</p><p>quarto pré-molar superior. A incisão destes vasos é um fator prognóstico desfavorável à</p><p>cicatrização da ferida cirúrgica. Realizadas estas incisões e contida a hemorragia gerada pelas</p><p>incisões, sem uso de eletrocautérios, deve-se realizar a elevação mucoperiosteal do retalho na</p><p>fenda em ambos os lados com o auxílio de elevadores e descoladores.</p><p>Fazer a aposição das margens da mucosa nasal ou do periósteo à margem do defeito com</p><p>sutura sepultada descontínua (nós dentro da cavidade nasal), se possível. Deslizar as abas</p><p>mucoperiósticas elevadas em todo o defeito e apor com suturas interrompidas simples</p><p>2. técnica do “sanduíche” sobreposto/ retalho invertido ou superposto - Essa técnica é</p><p>vantajosa,</p><p>pois não posiciona o reparo sobre o defeito palatino. Incisar uma margem do</p><p>defeito, separando a mucosa oral e nasal . Elevar o mucoperiósteo nesta margem</p><p>aproximadamente 5 mm. No lado oposto do defeito criar uma aba rotativa mucoperiostal</p><p>suficientemente grande para cobrir o defeito com a sua base charneirada na margem do defeito</p><p>palatino; Iniciar a incisão próxima e paralela à arcada dentária, criando um retalho de 2 a 4 mm</p><p>maior que o defeito. Fazer incisões perpendiculares nas extremidades rostral e caudal da</p><p>incisão que se estende para a fissura. Elevar este retalho mucoperiostal, tomando cuidado</p><p>para não perturbar a margem do defeito. Dissecar cuidadosamente ao redor da artéria palatina</p><p>para liberá-la do tecido fibroso. Girar a aba através do defeito; Colocar a ponta da aba</p><p>mucoperiostal sob a aba no lado oposto. Substituir e, em seguida, amarrar uma série de</p><p>suturas de colchão horizontais para fixar as abas na posição</p><p>★ Fechamento de defeitos do palato Mole</p><p>-Incisar as margens do defeito para separar as mucosas oral e nasal.</p><p>-Continuar as incisões feitas nas margens de fissuras do palato duro caudal no palato mole</p><p>-Isolar a mucosa nasal, os músculos palatinos e a mucosa oral.</p><p>-Realizar a aposição das margens palatinas em três camadas, começando caudalmente e trabalhando</p><p>rostralmente para um ponto adjacente ao ponto caudal ou do meio da tonsila. -Realizar inicialmente a</p><p>aposição da mucosa nasal usando uma série de pontos simples separados com os nós orientados</p><p>nasalmente ou usar um padrão simples contínuo. Fazer então a aposição do músculo palatino e do</p><p>tecido conjuntivo com uma sutura simples contínua.</p><p>-Por último, apor a mucosa oral com um padrão de sutura simples contínuo ou interrompido. -Fazer</p><p>incisões de relaxamento na mucosa oral da face lingual do último molar próximo à ponta do palato</p><p>mole.</p><p>-Técnicas de sobreposição de retalho, retalhos rotacionais do palato duro ou mole e retalhos de</p><p>mucosa nasal ou nasofaríngea também podem ser usadas para reparar fissuras do palato mole.</p><p>-correção de fissuras laterais do palato mole geralmente inclui um retalho da mucosa da orofaringe e</p><p>nasofaringe.</p><p>★ reconstrução da Hipoplasia do palato Mole</p><p>-retalhos da mucosa faríngea bilateral pode ser utilizada para reformar o palato mole</p><p>-Criar dois retalhos de padrão aleatório das paredes faríngea direita e esquerda, que são baseadas</p><p>lateralmente e se estendem até a nasofaringe.</p><p>- base de cada aba é o aspecto caudal do último molar e estende-se caudalmente para a margem</p><p>rostral da cripta tonsilar.</p><p>-Criar uma aba de mucoperiósteo do palato duro que se estenda desde os aspectos laterais do palato</p><p>duro medial para as arcadas dentárias tendo o cuidado de preservar as artérias palatinas e de fixação</p><p>na borda caudal do palato duro.</p><p>-Rotação caudal do mucoperiósteos resulta na mucosa voltada para o novo assoalho do palato mole.</p><p>Suturar as bordas do retalho às paredes laterais da faringe. Suturar as extremidades das abas laterais</p><p>da faringe em conjunto à linha média para formar a superfície da mucosa oral do palato mole. Suturar a</p><p>fronteira rostral das abas laterais da faringe para a base do palato duro e o aspecto caudal das três</p><p>abas em linhas separadas de padrões contínuos simples.</p><p>★ Fechamento de Fissuras primárias - queiloplastia</p><p>-Criar uma aba da mucosa para separar a cavidade nasal da cavidade oral</p><p>-Se a fissura se estende para o pré-maxila, avaliar a mucosa gengival dos incisivos decíduos e</p><p>trazê-los se necessário.</p><p>-Suturar o retalho de mucosa bucal ou gengival à mucosa nasal.</p><p>-Usar a Z- -plastia modificada à mão livre para a reconstrução do defeito lábio;</p><p>-Fechar o defeito do lábio para que a distância da narina ventral à margem livre ventral do lábio seja a</p><p>mesma, em ambos os lados. Fazer múltiplos pequenos retalhos, se necessário, para um fechamento</p><p>cosmético. Colocar uma camada de suturas na camada fibromuscular (músculo orbicular do olho e</p><p>tecido conjuntivo) antes de fechar a pele.</p><p>- Cuidados pós-operatórios - Alimentos macios/úmidos devem ser fornecidos por um período mínimo de</p><p>duas semanas após a cirurgia, e a mastigação de objetos duros (p. ex., ossos, paus, brinquedos de</p><p>morder) deve ser evitada; Alimentação por gastrostomia ou esofagostomia durante sete a 14 dias, pode</p><p>facilitar a cicatrização;</p><p>-complicações mais comuns - deiscência e a subsequente cicatrização incompleta de fístula;</p><p>Deiscência geralmente ocorre dentro de três a cinco dias após a cirurgia, mas pode ocorrer mais tarde.</p><p>Pode ocorrer a deiscência precoce em casos de tensão excessiva, irrigação sanguínea ruim ou tecido</p><p>traumatizado. A movimentação da língua contra o reparo e o material particulado na área cirúrgica</p><p>também podem levar à deiscência. A deiscência precoce do lábio ocorre se o músculo orbicular do</p><p>olho não estiver bem posicionado. A contração de um músculo mal posicionado durante o movimento</p><p>do lábio causa excesso de tensão na linha de sutura;</p><p>tecidos são friáveis após a deiscência; portanto, a reparação de deiscência precoce deve ser adiada</p><p>por quatro a seis semanas para permitir que os tecidos se revascularizem e recuperem a força. A</p><p>deiscência tardia é resultado de um estresse induzido pelo crescimento no reparo e é mais bem tratada</p><p>em animais adultos.</p><p>- prognóstico - é bom para animais com reparo bem-sucedido da fissura palatina. Entretanto, podem</p><p>ser necessárias diversas operações; rinite crônica e a pneumonia aspirativa persistem se defeitos</p><p>grandes não forem reparados; Os animais com pequenas fissuras, não tratados, podem ter poucos</p><p>sinais clínicos;</p><p>● FÍSTULA ORONASAL ADQUIRIDA OU SECUNDÁRIA</p><p>-fissura palatina traumática, defeito palatino;</p><p>-são comunicações anormais entre as cavidades nasal e oral, causadas por trauma ou doença ;</p><p>- etiologias > doenças dentárias (mais comum; ocorre quando uma bolsa periodontal maxilar profunda</p><p>progride até o ápice do dente, lisando o osso entre o ápice do alvéolo e a cavidade nasal ou o seio</p><p>maxilar); trauma ( mordidas, ferimentos a bala, trauma contuso na cabeça, queimaduras elétricas,</p><p>acidentes automobilísticos, quedas ), complicação da cirurgia (p. ex., a excisão de massa ou</p><p>rinotomia ventral), radiação ou tratamento hipertérmico de lesões orais ; cirurgias e radioterapia</p><p>de tumores palatinos, ingestão de agentes cáusticos , Corpos estranhos alojados entre as</p><p>arcadas dentárias ( podem causar necrose de pressão do palato duro e posterior desenvolvimento de</p><p>uma fístula oronasal); neoplasias (mastocitoma, epúlide fibromatoso, fibrossarcoma, tumores</p><p>malignos indiferenciados, fibromeloblastoma, osteossarcoma estão entre as principais causas de</p><p>envolvimento ósseo palatino, e mais raramente, podem apresentar fenda palatina secundária causada</p><p>por TVT);</p><p>-predisposição > Qualquer raça ou gênero pode adquirir uma fístula oronasal; Fístulas que ocorre</p><p>secundária a doença dental ou tumores são vistos com mais frequência em animais</p><p>de meia-idade e</p><p>mais velhos (principalmente gatos). A fístula oronasal que se desenvolve secundariamente a um</p><p>trauma pode ocorrer em qualquer idade.</p><p>- Deve-se suspeitar de uma fístula oronasal em animais com rinite crônica e histórico de doença</p><p>dentária, trauma ou tratamento prévio de tumores orais .</p><p>- sinais clínicos > espirros e descarga nasal unilateral serosa ou mucopurulenta crônica; dificuldade</p><p>respiratória, tosse, espirro, engasgos, halitose, descarga nasal e ânsia de vômito; pneumonia por</p><p>aspiração;</p><p>- diagnóstico > através da identificação de uma comunicação anormal entre as cavidades oral e nasal;</p><p>face palatina dos dentes caninos maxilares é um local comum para formação de uma fístula oronasal.</p><p>radiografia do crânio ou cortes transversais pode identificar as causas subjacentes da fístula, como</p><p>abscessos periapicais , doença periodontal avançada, neoplasia maxilar ou raízes dentárias</p><p>quebradas ou retidas . Lise, especialmente em torno da lâmina dura ao redor das raízes dos dentes, é</p><p>indicativo de abcessos periapicais. Alterações inflamatórias no hemograma completo (CBC) podem</p><p>ser vistos secundariamente à rinite ou pneumonia aspirativa.</p><p>- diagnósticos diferenciais > incluem qualquer doença que cause rinite crônica (p. ex., doença fúngica,</p><p>viral, pneumonia por aspiração, corpo estranho nasal, fístula oronasal congênita, neoplasia oral</p><p>invasiva) e fendas congênitas. avaliação histopatológica para distinguir fístulas que ocorrem</p><p>secundária à neoplasia daquelas associadas à infecção ou trauma;</p><p>- tratamento clínico > tratar a causa base; Antibióticos de amplo espectro contra anaeróbios (p.</p><p>ex., cloranfenicol, amoxicilina + ácido clavulânico, clindamicina) se rinite purulenta grave estiver</p><p>presente; podem ser beneficiados se a infecção nasal for tratada antes do fechamento do defeito.</p><p>Para evitar a recontaminação da cavidade nasal com alimento, o animal não deve receber alimentação</p><p>via oral por 10 a 14 dias. Nutrição pode ser fornecida através do tubo de alimentação (p. ex., tubo de</p><p>gastrotomia, , ou esofagostomia, ) durante esse período; analgésico (dipirona ou opioide),</p><p>anti-inflamatório (corticóide);</p><p>-tratamento cirúrgico > maioria das fístulas requer reconstrução cirúrgica, embora fístulas pequenas ou</p><p>traumáticas ocasionalmente cicatrizem espontaneamente ; fístulas não curam sem reconstrução</p><p>cirúrgica;</p><p>fundamental que o cirurgião siga cuidadosamente os princípios básicos para correção cirúrgica das</p><p>fendas palatinas > 1) a ausência de tensão ; 2) fazer um amplo retalho considerando a largura e</p><p>extensão do defeito ; 3) suturar faces cruentas entre si ; 4) sempre que possível obter duas</p><p>camadas de sutura ; 5) preservar a artéria palatina maior e menor; 6) evitar o uso de bisturi</p><p>elétrico ; 7) Não reintervir um defeito em palato duro antes de 3 meses de intervalo ; 8) lavar</p><p>abundantemente a passagem nasal após o término do procedimento cirúrgico com solução</p><p>fisiológica ; 9) Considerar extrações de dentes pré-molares e molares em intervenções radicais</p><p>com amplos defeitos palatinos;</p><p>reparo bem-sucedido da fístula oronasal requer um fechamento bem sustentado, hermético e livre de</p><p>tensão; técnicas de retalho são mais bem-sucedidas que a aposição direta das margens da fístula</p><p>devido à menor tensão e à maior sustentação do reparo; dentes envolvidos na fístula devem ser</p><p>extraídos semanas antes da reconstrução do defeito. Nas lesões centrais, pode ser necessária a</p><p>extração de dentes sadios para permitir a criação adequada de retalhos de mucosa. Se a fístula for de</p><p>origem dentária, é necessário realizar uma maxilectomia limitada (pelo menos 5 mm de cada margem)</p><p>para remover o osso necrótico ou doente. fístula oronasal traumática pode necessitar de estabilização</p><p>da maxila e do palato duro com pequenos pinos ou fio de aço;</p><p>★ aposição direta da fístula</p><p>- feita apenas se a fístula for muito pequena;</p><p>-Debridar a fístula para cicatrização, de sangramento das bordas da mucosa</p><p>- Incisar ou debridar a margem da fístula e elevar bastante as bordas para permitir a aproximação sem</p><p>tensão excessiva.</p><p>-Apor a mucosa com suturas aposicionais interrompidas (ou seja, simples, cruzada ou de colchoeiro</p><p>vertical)</p><p>★ Reparo com retalho em camada simples</p><p>- Debridar a margem epitelial da fístula</p><p>-Incisar a mucosa gengival e bucal para delinear uma aba de 2 a 4 mm maior do que a fístula debridada</p><p>-Fazer essas incisões perpendiculares à arca da dentária.</p><p>-Elevar a mucosa gengival com um elevador periosteal. Em seguida, liberar a mucosa bucal até a aba</p><p>poder ser avançada através do defeito sem tensão</p><p>-Usar uma pinça goiva para remover o osso alveolar e mandibular infectado;</p><p>-Expor aproximadamente 1 a 2 mm do palato duro na porção medial da fístula por excisão de 1 a 2 mm</p><p>do mucoperiósteo;</p><p>-Lavar a área cirúrgica com solução salina.</p><p>-Suturar o retalho gengival-bucal ao mucoperiósteo do palato duro com um</p><p>padrão de aproximação descontínuo (ponto simples, cruzado ou de colchoeiro vertical)</p><p>-fio de sutura monofilamentar absorvível (3-0 ou 4-0).</p><p>-Inclusão da artéria oris angularis, que surge a partir da artéria facial, caudal à comissura dos lábios,</p><p>durante a criação do retalho gera um retalho móvel, forte, com um bom suprimento de sangue que pode</p><p>se estender para o canino ipsilateral ou através do</p><p>paladar à arcada dentária oposta;</p><p>★ reparo do retalho rotacional/retalho por rotação ou deslizamento</p><p>- pode ser criado a partir do palato duro ou mole, ou uma técnica de sobreposição semelhante à</p><p>descrita para o reparo de fístulas oronasal congênita pode ser usada</p><p>- Criar uma aba 2 a 4 mm maior do que a fístula debridada. Incorporar as artérias palatina maior e</p><p>palatina menor ao retalho para assegurar uma boa irrigação sanguínea.</p><p>-Transpor e suturar o retalho sobre o defeito</p><p>-tecido de granulação enche  o  defeito no palato duro e a área reepitelizada em algumas semanas.</p><p>★ reparo com retalho duplo/retalhos duplos</p><p>-podem ser usadas com fístulas dentais grandes e fístulas localizadas em áreas mais centrais do</p><p>palato.</p><p>- fornecem uma superfície mucosa nos lados nasal e oral da fístula.</p><p>- extração de dentes pode ser necessária caso o retalho seja para fechar grandes defeitos centrais. Os</p><p>locais de extração devem estar cicatrizados antes da reconstrução.</p><p>-Não debridar a margem epitelial palatal durante o desbridamento da fístula, porque esta extremidade</p><p>serve como a base do retalho mucoperiostal e deve permanecer contínua com a mucosa nasal para</p><p>ser eficaz.</p><p>-Criar uma aba no mucoperiósteo 2 a 4 mm maior do que a fístula debridada;</p><p>-Elevar o retalho sem romper a margem palatina da fístula. Dobrar o retalho sobre o defeito e suturá-lo</p><p>à mucosa gengival com suturas absorvíveis de monofilamentos, interrompidas, de aproximação, para a</p><p>primeira camada da sutura.</p><p>-Esse retalho proporciona uma mucosa “nasal”.</p><p>-Criar uma aba mucoperiostal rotativa 2 a 4 mm maior do que o defeito para a segunda camada</p><p>da</p><p>sutura</p><p>- Fazer a aposição desse retalho à mucosa gengival com sutura de aproximação com fio 3-0 a 4-0.</p><p>Incorporar a artéria palatina maior nos retalhos palatinos para garantir uma boa irrigação sanguínea.</p><p>-Como uma alternativa, criar um ou dois retalhos mucoperiosteais 2 a 4 mm maior do que o defeito;</p><p>Transpor e suturar a aba no lugar para a primeira camada da tampa; Esse retalho proporciona uma</p><p>mucosa “nasal”. Cobrir esta camada com uma aba das mucosas (gengival e bucal) para proporcionar a</p><p>camada mucosa “bucal” da sutura</p><p>-Deixar o palato duro desnudado para curar por segunda intenção.</p><p>★ reparo com enxerto da cartilagem conchal</p><p>-Reparação de fístula oronasal com uso de cartilagem auricular;</p><p>-Fazer uma incisão na pele sobre a superfície caudoventral do pavilhão auricular, Excisar um pedaço</p><p>rodado do escafa do pavilhão auricular deixando a pele rostral intacta</p><p>- Elevar o mucoperiósteo do palato duro cerca de 2 a 3 mm em torno da fístula oronasal para acomodar</p><p>o enxerto. Inserir o enxerto e suturar ao tecido adjacene, com pontos simples interrompidos rostral e</p><p>caudal.</p><p>★ reparação do enxerto do canal do ouvido Vertical</p><p>-Extirpar as laterais de dois terços do canal auditivo vertical e suturar a pele à mucosa do canal</p><p>auditivo horizontal;</p><p>-Estender a cartilagem colhida, excisar acentuadamente a mucosa e posicionar a superfície mucosa</p><p>dorsalmente na cavidade nasal.</p><p>-Elevar o mucoperiósteo do palato duro cerca de 2 a 3 mm em torno da fístula para criar uma bolsa</p><p>para o enxerto e para criar retalhos nas mucosas para cobrir tanto o enxerto de cartilagem quanto</p><p>possível.</p><p>-Fixar o enxerto ao palato com suturas de colchoeiro verticais 3-0 PDS® em cada canto e na metade</p><p>da distância entre os cantos.</p><p>-pós-operatórios > fornecer fluidoterapia intravenosa até o animal começar a comer e beber</p><p>(normalmente no intervalo de 24 horas);</p><p>fornecer alimentos macios durante duas a três semanas, e a mastigação de objetos duros (p. ex.,</p><p>brinquedos, palitos), deve ser evitada para evitar a perfuração ou deiscência da aba separando as</p><p>cavidades oral e nasal. Se o animal passar a pata na boca, deve ser usado um colar elisabetano.</p><p>Rinite grave deve ser tratada com antibióticos; cicatrização deve ser avaliada em duas e quatro</p><p>semanas após a cirurgia.</p><p>-complicações > maioria das fístulas é reparada com sucesso quando os retalhos são aposicionados</p><p>sem tensão e com boa irrigação sanguínea; deiscência e recidiva da fístula oronasal são esperadas</p><p>quando as condições para a cicatrização não são ideais; movimentação da língua contra o reparo e o</p><p>material particulado na área cirúrgica também podem levar; Tensão, má irrigação sanguínea, infecção,</p><p>pobre debridamento, falta de sustentação do retalho e técnica traumática pode inibir a cicatrização;</p><p>Uma nova tentativa para reparar a fístula recidivante deve ser protelada por quatro a seis semanas</p><p>para permitir que as áreas de coleta prévia de retalho cicatrizem, revascularizem-se e amadureçam</p><p>antes de um novo retalho ser criado;</p><p>rinite deve se resolver após a fístula ter cicatrizado SE NÃO OCORREREM MUDANÇAS</p><p>IRREVERSÍVEIS NA MUCOSA ;</p><p>● TUMORES ORAIS</p><p>- abrangem neoplasias que surgem da gengiva, mucosa bucal, mucosa labial, língua, tonsilas,</p><p>periodonto, tecido odontogênico, mandíbula, maxila, disseminando-se por extensão direta ou invasão</p><p>dos ossos e tecidos cartilaginosos adjacentes. As metástases se dirigem aos linfonodos e pulmões via</p><p>vasos linfáticos ou sangue.</p><p>- melanoma maligno também conhecido como melanossarcoma; ameloblastoma referido como o</p><p>adamantinoma;</p><p>-cavidade oral é o quarto local mais comum de neoplasias em cães e gatos.</p><p>-respondem por 5% (cães) a 7% (gatos) dos tumores malignos nessas espécies;</p><p>- mais frequente em cães</p><p>-risco maior ocorrência no sexo masculino do que em cadelas.</p><p>- tumores devem ser clinicamente classificados de acordo com o sistema de classificação TNM (tumor</p><p>primário, linfonodos regionais e metástases), descrito pela Organização Mundial da Saúde;</p><p>- tumores malignos mais comuns (cão) > melanoma maligno, carcinoma de células escamosas e</p><p>fibrossarcoma;</p><p>-tumores malignos mais comuns (gato) > carcinoma espinocelular; tumores orais benignos são raros</p><p>nos gatos;</p><p>-neoplasias orais benignas mais comuns (cão) > epúlides;</p><p>-TVT também pode ocorrer;</p><p>- Melanomas malignos: mais comums na cavidade oral em cães e raramente ocorrem em gatos; não</p><p>odontogênicos; se origina da proliferação neoplásica dos melanócitos, células responsáveis pela</p><p>produção de melanina; alta capacidade de metástase</p><p>crescimento rápido, branco-acinzentado ou marrom-escuro, aderidos e vascularizados; Normalmente</p><p>ocorrem na gengiva; caracterizados pela invasão precoce do local; Alguns tipos são facilmente</p><p>confundidos com fibrossarcoma na histologia. Em 80% dos casos ocorre metástase em linfonodos</p><p>regionais e pulmões; Excisão cirúrgica ampla usando maxilectomia parcial, mandibulectomia,</p><p>tonsilectomia ou glossectomia é recomendada; radioterapia (pode ser usada; maior risco de recidiva;</p><p>resposta à ela pode ser melhor se for usada a hipertermia simultânea, mas a alta taxa de metástase</p><p>torna improvável a sobrevivência por longo prazo; administracão cisplatina ou carboplatina antes da</p><p>terapia de radiação oferece melhor controle local do que a radioterapia apenas); Quimioterapia e</p><p>imunoterapia;</p><p>-Carcinoma espinocelular/epidermóide ou células escamosas (CEC): mais comum na cavidade</p><p>oral/orelhas em gatos e o segundo tumor maligno mais comum na cavidade oral em cães; localmente</p><p>invasivos que acometem principalmente áreas despigmentadas da pele (gatos brancos);</p><p>Aumento do risco associado a produtos para controle de pulgas, alimentação e fumaça do tabaco no</p><p>ambiente; fatores de predisposição - selinciamento do gene TP53, radiação ultravioleta, papilomatoses</p><p>e lesões crônicas, que podem estimular o desenvolvimento desta neoplasia;</p><p>ocorrem na gengiva, no lábio, na língua ou na tonsila (cavidade oral); massa é vermelha, friável,</p><p>vascularizada e, algumas vezes, ulcerada; lesões ulcerativas, podendo invadir a epiderme,</p><p>proliferativas em forma de placa e aspecto couve-flor, presença de lesões menores adjacentes,</p><p>hiperemia e edemaciação;</p><p>locais mais comuns gatos - orelhas, pálpebra e nariz, e nos cães - abdômen, região inguinal, membros</p><p>pélvicos e dígitos;</p><p>Metástases tanto em cães como nos felinos ocorrem principalmente em linfonodos próximos da lesão</p><p>primária ;</p><p>maioria dos tumores na orofaringe rostral é localmente invasiva, muitas vezes invadindo osso e tendo</p><p>um baixo potencial metastático, ao passo que, na orofaringe caudal, tendem a ser mais infiltrativo e</p><p>metastatizar mais rapidamente.</p><p>CEC gengival canino tende a ser altamente invasivo e osteolítico, mas tem baixa taxa de metástase;</p><p>CEC gengival felino apresenta prognóstico pior que o canino. Ampla ressecção é recomendada para os</p><p>tumores gengivais ; Esses tumores são radiossensíveis e a combinação da radioterapia com o</p><p>tratamento hipertérmico</p><p>tem sido eficaz.</p><p>CEC tonsilar cresce rapidamente e está associado à invasão local precoce e à alta taxa de metástase</p><p>em linfonodos e pulmões. também pode se espalhar para a tonsila contralateral. Esses ocorrem mais</p><p>frequentemente em cães machos urbanos; raramente é relatado nos gatos. prognóstico reservado.</p><p>CEC também podem ocorrer na língua.</p><p>*Diagnóstico - anamnese, histórico, características da lesão macroscópicas e identificação de fatores</p><p>predisponentes; citologia por aspiração ou não aspirativa (não gradua o tumor); Para graduação do</p><p>tumor é necessário o diagnóstico por meio do exame histopatológico;</p><p>* diagnóstico diferencial - tumores de células basais, melanoma, mastocitoma, hemangiossarcoma,</p><p>tumores dos folículos pilosos, tumores das glândulas sebáceas, lesões do complexo granuloma</p><p>eosinofílico e paniculite;</p><p>-Fibrossarcomas : encontrados principalmente em cães; ocorrem mais comumente na gengiva maxilar</p><p>e no palato duro e aparecem como massas róseo-avermelhadas, firmes, suaves, multilobuladas que</p><p>muitas vezes estão ligadas ao tecido subjacente; infiltração local com envolvimento ósseo é comum,</p><p>enquanto as met��stases distantes são incomuns. recidiva local é alta com qualquer tratamento;</p><p>recomenda-se uma ampla ressecção cirúrgica; maioria é pouco responsiva à quimioterapia; são</p><p>geralmente radiorresistentes, embora o tempo de controle do tumor mediano com a radiação por si só</p><p>possa ser tão longo quanto 12 meses; radioterapia agressiva pós-operatória aumenta o tempo de</p><p>sobrevida, mas acredita-se que a crioterapia estimule a recidiva.</p><p>- fibroma ossificante ></p><p>-osteossarcomas : aproximadamente 10% dos tumores mandibulares e maxilares caninos; localmente</p><p>agressivos e com alto potencial metastático; resposta às terapias convencionais (cirurgia,</p><p>radioterapia, quimioterapia) é pobre, embora a sobrevivência seja maior do que com o osteossarcoma</p><p>apendicular;</p><p>-epúlides : é um aumento de volume, sem ulceração, da gengiva. Esse aumento pode ser de origem</p><p>neoplásica (raro) ou não neoplásica (geralmente resultantes de repetidos traumas/processo inflamatório</p><p>(mais frequente); hiperplasia gengival, o crescimento do estroma que pode, assim como as lesões</p><p>inflamatórias, simular</p><p>neoplasias orais que não são comuns nestas espécies); formações nodulares da gengiva em torno dos</p><p>dentes, em especial no maxilar superior;</p><p>Comum em cães e raro em outras espécies, pode acometer ambos os sexos. Cães das raças Boxer ,e</p><p>Buldogue são mais predispostos, sendo observados em animais com idade variando entre 7-8 anos. se</p><p>origina do ligamento periodontal, ocorrendo geralmente perto dos dente pré-molares. massas</p><p>pequenas, róseas à acinzentadas, por vezes pedunculares, circulares ou alongadas, de consistência</p><p>firme e superfície brilhante. Essas massas podem causar desconforto no animal pois o crescimento</p><p>pode ultrapassar o dente prejudicando a mastigação.</p><p>neoplasias orais benignas mais comuns, representando 30% de todas as neoplasias orais caninas;</p><p>raros em gatos; massas gengivais firmes que se desenvolvem no ligamento periodontal; três tipos de</p><p>epúlides: fibromatosa, ossificante e acantomatosa .</p><p>1. Epúlides fibromatosas - massas não invasivas, firmes, suaves, róseas que se originam no</p><p>sulco gengival e podem ser únicas ou múltiplas, e pedunculadas ou sésseis; principal tipo</p><p>celular é o estroma do ligamento periodontal.</p><p>2. epúlides ossificantes - similares às fibromatosas, exceto por terem grandes quantidades de</p><p>matriz osteoide no estroma do ligamento periodontal; firmes e difíceis de cortar; transformação</p><p>maligna para osteossarcoma tem sido reportada.</p><p>3. Epúlides acantomatosas - ameloblastoma acantomatoso; ocorre somente em cães; nódulos</p><p>benignos, mas são muitas vezes localmente agressivos e às vezes difíceis de diferenciar</p><p>histologicamente de carcinoma de células escamosas; tipo mais comum; muitas vezes se</p><p>infiltram no osso, causando lise; ocorrem mais frequentemente rostralmente ao dente canino</p><p>mandibular; compostas principalmente por células epiteliais dispostas em folhas e fios</p><p>intimamente associados ao estroma subjacente e osso invaso;. Excisão cirúrgica ampla é</p><p>recomendada, embora sejam radiossensíveis; recidivam localmente, se não tratadas</p><p>adequadamente;</p><p>https://www.petlove.com.br/boxer/r</p><p>https://www.petlove.com.br/buldogue-ingles/r</p><p>- Ameloblastomas (adamantinomas) : tumores benignos que surgem a partir da lâmina dentária;</p><p>Normalmente ocorrem em cães jovens e envolvem a mandíbula rostral; desenvolvem-se como tumores</p><p>intraósseos e são localmente invasivos e não metastáticos.</p><p>- odontomas : raros; tumores odontogênicos que surgem do folículo dentário e causam indução de</p><p>lesão tanto no esmalte como na dentina;</p><p>-cistos dentígeros ou cistos odontogênicos: aparecem como cavidades fechadas ou sacos com um</p><p>ou mais dentes encravados na parede do cisto; se origina do tecido que cerca a coroa de um dente não</p><p>irrompido. formação a partir do acúmulo de fluido entre o epitélio reduzido do esmalte e a coroa;</p><p>expansão do cisto relacionada com a proliferação epitelial, a liberação de fatores de reabsorção óssea</p><p>e um aumento da osmolaridade do fluido do cisto. maior prevalência em cães machos e raramente</p><p>encontrado na espécie felina. encontrado em cães entre 6 e 7 meses de idade e frequentemente</p><p>associado ao terceiro molar superior e canino superior pela não erupção do dente .</p><p>como ocorre ? erupção dos dentes decíduos nos cães começa a partir da terceira semana de vida e se</p><p>completa aos dois meses de idade; Entre dois e seis meses de idade observa-se uma dentição mista,</p><p>composta por dentes decíduos e permanentes, sendo possível diferenciá-los pelo fato dos dentes</p><p>decíduos serem menores, mais afilados e pontiagudos ;</p><p>Aos sete meses de idade completa-se a erupção de todos os dentes permanentes;</p><p>À medida que ocorre a erupção do dente permanente, a reabsorção do dente decíduo correlato é</p><p>estimulada, e quando o processo de reabsorção é lento ou não ocorre, observa-se ° persistência de</p><p>determinados dentes decíduos ° - comum especialmente nas raças pequenas e miniaturas;</p><p>fatores predisponentes causas genéticas, má oclusão, deficiências nutricionais, alterações</p><p>metabólicas, distúrbios endócrinos, presença de polpa necrótica com consequente reabsorção lenta</p><p>dos dentes decíduos, e posição ectópica do botão germinativo de dente permanente;</p><p>pode ocasionar má oclusão, mordida cruzada, predisposição a doenças periodontais, dor, dificuldade</p><p>na alimentação, acúmulo de cálculo dental, apinhamento dental e alterações gengivais;</p><p>recomenda-se realizar exame oral cuidadoso em filhotes com até sete meses de idade,</p><p>tratamento consiste na exodontia, tomando-se cuidado para evitar danos ao periodonto e aos dentes</p><p>permanentes; Antes da extração é primordial realizar radiografias intra-orais, que permitem determinar o</p><p>tamanho e formato de cada dente e verificar a presença de reabsorção ou anquilose; Uma das</p><p>principais complicações é a fratura de raiz, que deve ser totalmente removida para evitar</p><p>a ocorrência</p><p>de inflamação e abscessos;</p><p>Quando houver ausência de dentes em um cão - essencial realização de radiografias para investigar</p><p>a causa etiológica, que pode estar ligada a agenesia dentária, extração prévia, fratura dental com</p><p>retenção de raiz e dente incluso ou impactado;</p><p>Dentes inclusos são aqueles cuja erupção não ocorreu, geralmente devido a falha nas forças de</p><p>erupção e barreiras físicas, que podem levar inclusive a mau posicionamento dental do incluso; cães</p><p>braquicefálicos são os mais suscetíveis a essa condição e todos os dentes podem ser afetados, mais</p><p>acometidos são os primeiros pré-molares mandibulares e os caninos mandibulares e maxilares;</p><p>Geralmente, o único sinal clínico é a ausência do dente afetado mas se o processo não for tratado</p><p>podem ocorrer complicações como a formação de cistos odontogênicos, destruição óssea local, perda</p><p>de dentes adjacentes, distorção da mandíbula ou maxila, e mesmo neoplasias;</p><p>tratamento > consiste na exodontia do dente acometido, ou a realização de operculotomia</p><p>(remoção de opérculo, que ocasiona na cobertura parcial de um dente), nos casos em que a</p><p>única barreira impeditiva à erupção for a gengiva;</p><p>cisto dentígero é o cisto odontogênico benigno mais comum em cães. Todavia, sua incidência é baixa,</p><p>e está associado a dentes inclusos, ocorrendo principalmente no primeiro pré-molar mandibular de cães</p><p>braquicefálicos e de pequeno porte;</p><p>podem alcançar tamanhos significativos durante sua lenta expansão, levando a fraturas patológicas</p><p>decorrentes de destruição óssea, invasão da cavidade nasal, reabsorção ou problemas endodônticos</p><p>em dentes vizinhos, e podem em alguns casos se tornar malignos ;</p><p>animais geralmente não apresentam sinais clínicos além da hipodontia; em lesões mais avançadas,</p><p>pode ocorrer assimetria facial e presença de uma massa flutuante ou firme;</p><p>grandes cistos dentígeros podem ser confundidos com granulomas, abscessos, lesões fibro-ósseas,</p><p>tumores e outros tipos de cistos;</p><p>sinais clínicos - tumefação de consistência mole e flutuante, com presença de líquido e não</p><p>visibilização do dente na cavidade oral.</p><p>diagnóstico definitivo obtido através de radiografias, sejam elas intra-orais ou de crânio, em projecão</p><p>lateral.</p><p>diferenciar o cisto dentígero de abscessos periapicais ou neoplasias</p><p>tratamento preconizado - estritamente cirúrgico: exodontia e debridamento completo do</p><p>revestimento cístico, sendo este o tratamento definitivo na maioria dos casos; prognóstico é bom</p><p>quando detectado precocemente e realizada a intervenção cirúrgica. Porém pode se tornar reservado</p><p>em casos de fraturas patológicas, decorrentes da perda óssea causada pelo cisto. surgem dentro de</p><p>ilhas de epitélio odontogênico; lesões benignas, não neoplásicas; no entanto, podem representar um</p><p>estágio inicial de desenvolvimento do tumor epitelial maligno;</p><p>- papilomas : tumores benignos causados por um papilomavírus ou papovavírus em cães jovens;</p><p>Ocorrem principalmente na mucosa gengival e bucal, aparecendo como múltiplas lesões pedunculadas</p><p>branco-acinzentadas. Na maioria dos cães, os papilomas regridem espontaneamente em dois meses,</p><p>quando os animais desenvolvem imunidade contra o agente viral. ressecção cirúrgica é necessária</p><p>apenas para confirmar o diagnóstico ou em cães disfágicos como resultado de muitos papilomas</p><p>grandes.</p><p>- Plasmocitoma extramedular: neoplasia benigna localizada, causada pela proliferação descontrolada</p><p>dos plasmócitos fora da medula óssea; presentes em qualquer tecido mole, mas principalmente pele,</p><p>cavidade oral e trato digestivo; Nos seres humanos, ocorrem principalmente no pulmão, oronasofaringe</p><p>e seios nasais, tendo também um comportamento freqüentemente benigno.</p><p>maior predisposição nas raças Cocker Spaniel, Poodle, Airedale Terrier, Kerry Blue Terrier, Boxer e o</p><p>Scottish Terrier.</p><p>quarto lugar mais frequente de neoplasias nos cães.</p><p>tratamento cirúrgico, é citado como o de eleição e melhores resultados; radioterapia é indicada quando</p><p>a resposta é previsível, quando o câncer é inoperável ou na doença residual, após a cirurgia; cirurgia</p><p>oncológica oral requer, incisões e dissecções amplas dos tecidos, que podem atingir 1-2 cm ao redor</p><p>do tumor (ressecções marginais), ou mesmo no caso de ressecções amplas e radicais podem ser</p><p>necessárias o uso de técnicas reconstrutivas a partir de retalhos ou enxertos; baseia-se nos</p><p>procedimentos de mandibulectomia e maxilectomia, sendo indicados quando ocorre invasão óssea;</p><p>diferenciam esses tumores em grau I, Grau II e Grau III;</p><p>-diagnóstico > radiografia torácica é indicada para avaliar metástases, tamanho da silhueta cardíaca e</p><p>doenças pulmonares; predisposição - Raças que predispostas, Boxers, Pastores Alemães, Golden</p><p>Retrievers, Cocker Spaniels, Poodles, German Shorthaired Pointers, Collies, Old English Sheepdogs e</p><p>Weimaraners; Geralmente cães de meia-idade a idosos (mais de sete a 10 anos). Exceções incluem</p><p>papilomatose oral (normalmente em cães de um ano de idade ou mais jovens) e fibrossarcoma (idade</p><p>média de ocorrência de cerca de cinco anos); Melanomas são mais comuns em machos com uma</p><p>idade média de início de nove a 11 anos. Raças com mucosa oral pigmentada, Cocker Spaniel, e</p><p>Pastores Alemães parecem ter uma incidência maior. Carcinomas espinocelulares geralmente ocorrem</p><p>em gatos de um ou outro gênero com mais de 10 anos de idade. Carcinomas espinocelulares não</p><p>tonsilares são mais comuns em cães de raças pequenas de ambos os sexos entre oito e 10 anos de</p><p>idade. Fibrossarcomas ocorrem mais comumente em cães de raças grandes, principalmente nos</p><p>Dobermanns e Golden Retrievers. Os machos são acometidos com maior frequência do que as</p><p>fêmeas;</p><p>Para fibrosarcomas a idade de início é mais jovem (4-5 anos) em cães de raças grandes (mais de 25</p><p>kg) do que em cães menores (oito anos ou mais).</p><p>Frequentemente os animais acometidos são levados à consulta por evolução de uma massa visível,</p><p>sangramento oral, dificuldade para se alimentar ou halitose, anorexia, perda de peso, dente ausente ou</p><p>deslocado, salivação, deformidade facial e/ou descarga nasal; histórico de extração dentária recente</p><p>pode preceder o rápido crescimento de uma massa no local da extração;</p><p>sinais clínicos em cães com CEC tonsilar podem ser relatados como obstrução orofaríngea (p. ex.,</p><p>dispneia, anorexia, tosse ou sialorreia) e um grande inchaço cervical ventral pode estar associado à</p><p>metástase em linfonodo;</p><p>linfonodos regionais devem ser avaliados quanto a evidências de aumento de volume, nodularidade e</p><p>aderência ao tecido adjacente. Quando observar o tumor pela primeira  vez, medir, registrar sua</p><p>localização, e fotografá-lo (se possível), especialmente se o tratamento for adiado.</p><p>-tratamento cirúrgico ></p><p>★ Maxilectomia parcial</p><p>- ressecação de neoplasia oral ou traumas;</p><p>-total unilateral ou bilateral pode ser feita</p><p>- Quantidades variáveis oclusais do maxilar e do palato duro podem ser excisadas, dependendo da</p><p>extensão da lesão ao exame visual e por radiografias,</p><p>-podem ser classificadas como maxilectomias (rostral, central, ou caudal) ou pré-maxilectomias</p><p>(bilateral rostral)</p><p>-podem ser combinadas com planectomia nasal (Remoção completa do plano nasal mais flap) e</p><p>abordagens dorsolaterais através da pele</p><p>-limitada pela habilidade do cirurgião em reconstruir o defeito oronasal; as lesões que cruzam a linha</p><p>mediana do palato são de difícil reconstrução.</p><p>-Para as lesões da pré-maxila, posicionar o animal em decúbito dorsal e abrir a boca até sua máxima</p><p>extensão por meio da colocação de um espéculo bucal ou amarrar a boca aberta. Para as lesões</p><p>caudais da pré-maxila, posicionar o animal em decúbito lateral ou dorsal. Determinar a extensão da</p><p>excisão com base no tamanho da lesão em tecido mole e o grau de envolvimento ósseo à radiografia,</p><p>TC e IRM.</p><p>-Geralmente, cortar a massa e um mínimo de 1 a 2 cm de tecido mole normal e osso em todas as</p><p>bordas.</p><p>-Remover a massa em bloco fazendo primeiro incisões na mucosa (bucal, gengival e palato duro) ao</p><p>redor do tecido a ser ressectado. Evitar excisão retangular, porque os cantos são suscetíveis à</p><p>deiscência. Usando um elevador periosteal elevar e rebater a mucosa gengival e palatal.</p><p>-Usar uma serra oscilatória ou um osteótomo e martelo para cortar a maxila, o osso incisivo e/ou o</p><p>palato. Ressectar todos os dentes pré-molares e molares para lesões que se estendem até o terceiro</p><p>pré-molar, devido à eversão da arcada dentária.</p><p>-Quando fizer uma maxilectomia caudal, remover uma porção do arco zigomático e da órbita, se</p><p>necessário, para obter bordas limpas. Elevar o bloco de tecido e cortar quaisquer anexos de tecidos</p><p>moles restantes para completar a ressecção e expor a cavidade nasal -Remover os turbinados nasais</p><p>envolvidos com pinça goiva e hemostática se a doença se estender para o interior da cavidade nasal.</p><p>Controlar a hemorragia ligando os vasos e aplicando pressão em outras áreas.</p><p>-Isolar e ligar a artéria e veia palatina maior e infraorbitária se estas estiverem inclusas na área de</p><p>ressecção. Usar cera óssea ou eletrofulguração para ajudar a controlar a hemorragia óssea.</p><p>-Lavar e inspecionar o defeito para assegurar que todo o tecido microscópico doente foi excisado.</p><p>Fechar o defeito, elevando a aba da mucosa bucal a partir da face adjacente ou lábio ; Elevar a</p><p>mucosa e a submucosa bucal suficientemente para permitir uma aproximação livre de tensão com a</p><p>gengiva e mucosa palatina. Posicionar a primeira camada de suturas com ponto simples na</p><p>submucosa com os nós voltados para a cavidade nasal. Colocar uma segunda camada de suturas de</p><p>aproximação interrompidas para apor precisamente a mucosa bucal para a mucosa gengival e palatal.</p><p>★ Mandibulectomia parcial</p><p>- Quantidades variáveis de mandíbula podem ser excisadas, dependendo da extensão do tumor ou</p><p>lesão, poder ser total bilateral</p><p>-classificadas como rostral, rostral bilateral, central, caudal ou total</p><p>- técnicas podem ser combinados</p><p>- Após mandibulectomias, queiloplastia (comissuroplastia) pode ser realizada para minimizar</p><p>salivação excessiva e protusão lateral da língua - se faz por remoção das junções mucocutâneas dos</p><p>lábios superior e inferior ao nível do segundo dente pré-molar ou canino. Avança-se a comissura</p><p>rostralmente durante o fechamento. As margens no lábio superior e inferior são apostas em três</p><p>camadas (mucosa bucal, músculo e tecido conjuntivo, e pele)</p><p>-abertura total da boca durante as primeiras duas semanas pode causar deiscência. Suturas em botão,</p><p>aliviadoras de tensão ou a focinheira esparadrapada podem ser utilizadas para evitar a deiscência.</p><p>-Durante as rostrais, a pele e a mucosa excedentes podem ser eliminadas por excisão e aposição com</p><p>margens em forma de V. A base do V é ao longo da junção mucocutânea ;</p><p>-Posicionar o paciente em decúbito lateral, esternal ou dorsal com o pescoço estendido Tricotomizar.</p><p>Determinar a quantidade a ser ressectada com base no tamanho da lesão em tecido mole e do</p><p>envolvimento ósseo por evidência radiográfica, TC ou IRM.</p><p>-Geralmente, excisar a massa e um mínimo de 1 a 2 cm de tecido mole normal e osso em todas as</p><p>bordas. Retrair a comissura labial e dar o máximo de exposição. Se for necessário, para melhorar a</p><p>visibilização, dar uma incisão na comissura ao nível do ângulo mandibular</p><p>-Começar a ressecção em bloco primeiramente incisando a mucosa (bucal, gengival e sublingual) em</p><p>torno da área doente; Usando um elevador periosteal elevar e rebater a mucosa gengival para expor as</p><p>faces lateral e ventral do ramo. Seccionar ou elevar e retrair os músculos (mentalis, orbicular da boca,</p><p>bucinador, milo-hióideo, gênio- -hióideos, genioglosso, masseter, digástrico, temporal e pterigoide)</p><p>ligados à parte da mandíbula que está sendo ressectada</p><p>-usar uma serra oscilatória ou osteótomo e maço para seccionar o ramo e separar da sínfise. Como</p><p>alternativa, usar um fio serra de Gigli para transeccionar o ramo. Completar a mandibulectomia total</p><p>unilateral por incisão da cápsula articular e desarticulção da articulação temporomandibular;</p><p>Localizar a articulação temporomandibular pela rotação da mandíbula e apalpando a articulação. Ligar</p><p>ou cauterizar a artéria mandibular; Cortar qualquer tecido mole remanescente para completar a</p><p>ressecção. Evitar traumatizar o frênulo lingual ou sublingual e os ductos salivares mandibulares;</p><p>-Contornar os locais de osteotomia com pinça goiva, removendo porções pontiagudas de osso, e afinar</p><p>as bordas para facilitar o fechamento. Fechar o defeito, elevando a aba da mucosa a partir da face</p><p>adjacente ou lábio</p><p>- Elevar a mucosa e a submucosa suficientemente para permitir uma aproximação livre de tensão com</p><p>as mucosas gengival e sublingual. Colocar a primeira camada de sutura simples na submucosa com</p><p>os nós enterrados. Fazer a segunda camada de sutura de aproximação descontínua (ponto simples,</p><p>cruzado ou de colchoeiro) para juntar com mais precisão as mucosas labial, sublingual e gengival.</p><p>Como alternativa, usar um padrão de sutura em camada simples, contínua ou descontínua.</p><p>★ excisão da Margem Mandibular</p><p>- considerada para tumores pequenos, minimamente invasivos da mandíbula em cães de grande porte</p><p>em que as raízes dos dente, não se aproximem do canal mandibular</p><p>- Fazer uma incisão no mucoperiósteo em um padrão curvilíneo de 1 cm ao redor da massa e dentes</p><p>associados. Elevar a gengiva inserida e excisar o segmento inferior com uma peça manual que irriga,</p><p>mas não insufla. Esteja certo de que nenhuma raiz de dente permaneça. Alisar a osteotomia, e</p><p>recolocar a mucosa sobre o defeito ósseo com sutura de monofilamento absorvível.</p><p>★ Tonsilectomia</p><p>- neoplasia das tonsilas palatinas, estas devem ser biopsiadas ou removidas;</p><p>-Carcinoma de células escamosas e linfossarcoma - mais comuns;</p><p>- feita a remoção das tonsilas aumentadas de tamanho quando - obstrução das vias aéreas ou disfagia</p><p>e em casos de tonsilite não responsiva crônica;</p><p>-tonsilite é normalmente secundária</p><p>a outras doenças (p. ex., disfunção esofágica) e a remoção das</p><p>tonsilas raramente traz a resolução efetiva.</p><p>-Administrar dexametasona (0,1 a 0,2 mg/kg IV) no momento da indução para minimizar o inchaço e</p><p>edema pós-operatório.</p><p>-animal em decúbito ventral com a maxila suspensa;</p><p>Abrir a boca ao máximo e mantê-la aberta com gaze ou esparadrapo. Localizar a tonsila na fossa</p><p>tonsilar ou cripta na parede dorsolateral da orofaringe caudal ao arco glossopalatino; -Rebater</p><p>caudodorsalmente a margem da cripta tonsilar para expor a tonsila. Segurar a tonsila em sua base com</p><p>uma pinça de Allis ou hemostática e recolhê-la da cripta. Seccionar a mucosa hilar na base da tonsila</p><p>com tesoura Metzenbaum ou um laço tonsilectomia. Ligar a artéria tonsilar que entra na parte caudal</p><p>da tonsila.</p><p>-Apor as bordas da cripta tonsilar com um padrão de sutura simples contínua de 3-0 ou 4-0 com fio</p><p>monofilamento absorvível para minimizar a hemorragia.</p><p>★ Glossectomia</p><p>- razão para uma amputação parcial ou total da língua - presença de neoplasia (Neoplasia lingual é</p><p>pouco comum em cães e gatos,), que pode ocorrer na margem ou base da língua (mais comum -</p><p>carcinoma de células escamosas, outros - melanoma maligno, mieloblastoma célula granular e tumor</p><p>de mastócitos); traumas lacerantes (causadas pelo ato de lamber superfícies cortantes, corpos</p><p>estranhos penetrantes, queimaduras por fios elétricos e ulceração da mucosa em decorrência de</p><p>infecção ou ingestão de agentes cáusticos) , porém a maioria das lacerações de língua é passível de</p><p>reparação por suturas em uma camada ou duas camadas, em vez de amputação; drenagem de</p><p>abscesso, glossite, necrose por corpo estranho, trauma grave e anquiloglossia congênita</p><p>(parcial/movimento limitado da língua), necrose de língua em consequência de isquemia causada</p><p>por DRC e outras doenças;</p><p>-sinais de lesões de língua - sialorreia, mau-hálito, disfagia e, algumas vezes, dispneia; -classificadas</p><p>em:</p><p>1. parcial (envolvendo apenas a língua livre)</p><p>2. subtotal (toda língua livre e parte do genioglosso e músculos Geniohyoideus)</p><p>3. quase total (superior a 75% da língua)</p><p>4. total (100% da língua)</p><p>-amputação de 40 a 60% da língua rostral normalmente é bem tolerada. A amputação na base da</p><p>língua ou a glossectomia total torna difícil o ato de comer e beber. Entretanto, o animal pode aprender a</p><p>sugar comida e água, ou pedaços de alimento podem ser lançados para a base da língua.</p><p>-Ptialismo seguido de glossectomia ocorre ocasionalmente > melhora pode ser vista com</p><p>sialadenectomia bilateral;</p><p>- ressectar a porção doente da língua e um mínimo de 2 cm de tecido normal após a colocação de uma</p><p>pinça atraumática transversalmente na base da língua. Quando glossectomia total é realizada não se</p><p>utiliza braçadeira.</p><p>Cunhar a incisão para excisar mais músculo da língua do que mucosa dorsal ou ventral. Controlar a</p><p>hemorragia por ligadura. Usar completamente suturas de colcheiro horizontais conforme necessário</p><p>para controlar a hemorragia. Apor as bordas epiteliais com um padrão de sutura contínua simples,</p><p>usando sutura de monofilamento absorvíveis 3-0 ou 4-0. Colocar um tubo de alimentação quando</p><p>grandes glossectomias são realizadas</p><p>- cães parecem adaptar-se melhor do que  os gatos à amputação da língua. Após o procedimento,</p><p>um tubo de alimentação pode ser necessário até que o animal aprenda a comer.</p><p>★ Faringotomia</p><p>-Realiza-se para permitir a intubação endotraqueal ou alimentação via tubo.</p><p>● EXCISÃO DA GLÂNDULA SALIVAR</p><p>-removidas para tratamento de mucocele salivar ou neoplasia ,</p><p>- glândulas salivares mandibulares e sublinguais são frequentemente removidas: tratamento de</p><p>mucocele salivar cervical, sublingual e faríngea;</p><p>-Neoplasias (geralmente adenocarcinomas ou carcinomas): ocorrem mais frequentemente em glândulas</p><p>salivares parótidas (50% de cães, 19% dos gatos) e glândulas salivares mandibulares (30% cães, 59%</p><p>gatos);</p><p>-cavidade oral e a orofaringe cicatrizam mais rapidamente que a pele devido a atividade fagocítica</p><p>(principalmente monócitos, em vez de leucócitos polimorfonucleares) e a epitelização na mucosa</p><p>serem mais extensas e ocorrerem mais cedo; Uma boa irrigação sanguínea, temperaturas mornas,</p><p>elevada atividade metabólica e elevada taxa mitótica contribuem para a rápida cicatrização da mucosa;</p><p>-Feridas apostas se reepitelizam dentro de poucos dias, e os defeitos cicatrizam por segunda intenção;</p><p>★ MUCOCELE SALIVAR OU SIALOCELE (cisto salivar, higroma cístico)</p><p>-acúmulo de saliva no tecido subcutâneo causado pela obstrução e/ou ruptura do ducto salivar com</p><p>subsequente extravasamento de secreções para o tecido subcutâneo; ocorre por uma glândula ou</p><p>ducto salivar lesionado;</p><p>-pseudocisto benigno</p><p>-causas: origem infecciosa (otites podem causar), traumática ( maioria; coleiras) , neoplásica,</p><p>idiopática ou obstrutiva por presença de sialólitos, corpos estranhos; relataram a possibilidade do</p><p>parasito Dirofilaria immitis estar relacionado à etiologia; condições inflamatórios (erliquiose,</p><p>leishmaniose, etc);</p><p>-patogenia: acúmulo de saliva causa uma resposta inflamatória do tecido adjacente ( saliva irrita o</p><p>tecido), havendo a formação de tecido de granulação (produzido secundariamente à inflamação</p><p>causada pela saliva livre nos tecidos) e consequentemente de uma cápsula de tecido conjuntivo para</p><p>impedir o extravasamento de saliva a tecidos adjacentes, caracterizando tal doença;</p><p>-não são cistos, pois cistos são cavidades revestidas por epitélio, enquanto o tecido de granulação que</p><p>reveste a mucocele;</p><p>- consistência - macia, flutuante, não invasiva, sem aderências e indolor a palpação; enquanto os</p><p>tumores e abscessos geralmente são firmes; Algumas vezes é difícil identificar o lado acometido</p><p>quando as mucoceles estão localizadas na linha média ventral ou no espaço intermandibular; exame</p><p>do animal em decúbito dorsal muitas vezes permite que a mucocele vá por gravidade para o lado</p><p>acometido; palpação de algumas mucoceles cervicais causa a protrusão de tecido sublingual no lado</p><p>acometido;</p><p>-tipos:</p><p>1. Mucocele cervical - coleção de saliva nas estruturas mais profundas do espaço</p><p>intermandibular, do ângulo da mandíbula ou da região cervical superior.</p><p>2. Mucocele sublingual (rânula) - coleção de saliva no tecido sublingual caudal para as aberturas</p><p>dos ductos sublinguais e mandibulares</p><p>3. mucocele faríngea - coleta de saliva nos tecidos adjacentes à faringe</p><p>4. Mucocele zigomática - coleção de saliva ventral ao globo ocular;</p><p>5. mucoceles complexas - consistem em dois ou mais tipos de mucocele.</p><p>-sinais clínicos > dependem da localização da mucocele; grande edema sob a mandíbula ou língua e</p><p>ocasionalmente na faringe ou abaixo do olho; na forma aguda (início) o edema pode ser doloroso e</p><p>firme, mas na maioria dos casos é indolor e flutuante; disfagia, engasgos, dispneia; Quando</p><p>traumatizada, pode sangrar ou causar anorexia devido ao desconforto; dor e dificuldade de apreensão</p><p>dos alimentos, sialorreia intensa, anorexia, halitose;</p>