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UNIVERSIDADE VILA VELHA – UVV MEDICINA VETERINÁRIA ADRIANA SCOFIELD ALICE CANDIDO ANA PAULA DE OLIVEIRA LARA SALARINI LETÍCIA MILANEZI LÍVIA DUARTE LUIZA BACELAR SEMINÁRIO DE MICROBIOLOGIA VETERINÁRIA PITIOSE Vila Velha – Espírito Santo 2023 1 RESUMO A pitiose é uma enfermidade crônica que afeta diferentes espécies animais, sendo os equinos aqueles que possuem a maior incidência (MENDOZA et al, 1996). Essa doença é causada pelo oomiceto Pythium insidiosum que se desenvolve principalmente em regiões quentes e úmidas, nas quais apresentam grandes áreas alagadiças (REIS & NOGUEIRA, 2002; SATURIO etal., 2006). A contaminação ocorre pelo contato de uma ferida do animal com a água contaminada, ou a ingestão da mesma (GAASTRA et al., 2010), provocando lesões cutâneas exsudativas e pruriginosas (Greene, 2015). Atualmente o diagnóstico consiste em métodos bastante específicos para que o reconhecimento da enfermidade seja definitivo e precoce (MENDOZA et al, 1996). As principais formas de tratamento são a cirurgia e a imunoterapia (MENDOZA et al., 1996) e a conduta é escolhida com base na anamnese do animal (SANTURIO et al., 2006). Diante disso, essa revisão de literatura tem por objetivo abordar a etiologia, a transmissão, a patogenia, os sinais clínicos, bem como o diagnóstico e o tratamento da pitiose. ABSTRACT Pythiosis is a chronic disease that affects different animal species, with horses having the highest incidence (MENDOZA et al, 1996). This disease is caused by the oomycete Pythium insidiosum, which develops mainly in hot and humid regions, which have large wetlands (REIS & NOGUEIRA, 2002; SATURIO etal., 2006). Contamination occurs through contact of an animal's wound with contaminated water, or ingestion of it (GAASTRA et al., 2010), causing exudative and itchy skin lesions (Greene, 2015). Currently, diagnosis consists of very specific methods so that the disease can be recognized definitively and early (MENDOZA et al, 1996). The main forms of treatment are surgery and immunotherapy (MENDOZA et al., 1996) and the approach is chosen based on the animal's anamnesis (SANTURIO et al., 2006). 2 Therefore, this literature review aims to address the etiology, transmission, pathogenesis, clinical signs, as well as the diagnosis and treatment of pythiosis. 3 SUMÁRIO: 1. INTRODUÇÃO.................................................................................................................... 5 2. ETIOLOGIA DA PITIOSE:............................................................................................... 6 3. PATOGENIA:....................................................................................................................... 8 4. SINAIS CLÍNICOS:............................................................................................................ 9 5. DIAGNÓSTICO:..................................................................................................................9 ● CULTURA:.....................................................................................................................10 ● IMUNO- HISTOQUÍMICA:.......................................................................................... 10 ● ENSAIOS MOLECULARES:........................................................................................ 10 ● SOROLOGIA:................................................................................................................ 10 6. TRATAMENTO:................................................................................................................ 11 7. CONCLUSÃO:................................................................................................................... 13 8. REFERÊNCIAS:................................................................................................................14 4 1. INTRODUÇÃO A pitiose é uma doença infecciosa potencialmente grave causada pelo oomiceto Pythium insidiosum. Essa enfermidade afeta principalmente animais de espécie equina, seguido dos caninos (MENDOZA et al, 1996), além de poder acometer também os seres humanos. Comumente é observada em regiões de clima quente e úmido ao redor do mundo, essas condições ambientais são fundamentais para desenvolvimento do agente etiológico e para a produção de zoósporos (REIS & NOGUEIRA, 2002; SATURIO etal., 2006). A infecção geralmente se manifesta com problemas graves de pele, com a presença de massas necróticas, e formação de piogranulomas gastrintestinais, comum em caninos. (KNOTTENBELT & PASCOE, 1998; REED & BAYLY, 2000; RODRIGUES & LUVIZOTTO, 2000). O tratamento em animais pode envolver cirurgia, tratamento químico com antifúngicos e imunoterápico, previamente proposto por Miller (1981). É crucial compreender essa doença complexa, uma vez que o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para melhorar as perspectivas de recuperação em animais e seres humanos afetados. 5 2. ETIOLOGIA DA PITIOSE: A Pitiose é uma doença muito conhecida, causada por um microrganismo filamentoso denominado Pythium insidiosum. O Pythium insidiosum, nos eqüinos geralmente causam lesões granulomatosas, grosseiramente circulares e grandes, ou inchaços subcutâneos necróticos, cinza amarelados, tendo aspecto pruriginoso, com exsudato muco sanguinolento. Os granulomas contêm massas coraliformes amareladas e firmes de tecido necrótico, conhecidas como “cancros” e que podem ser removidas intactas (Aiello, 2001). Já a manifestação nos Caninos é uma patologia não tão comum na clínica de pequenos animais, ou que muitas vezes passa despercebida, justamente por não ter muita rotina, também sendo considerada uma doença granulomatosa. Os cães infectados, são preferencialmente jovens machos, de grande porte, oriundos de zonas rurais e/ou áreas alagadiças, as manifestações gastrointestinais são mais prevalentes que as dermatológicas (Leal et al., 2001). Esses organismos geralmente vivem em solos úmidos e na água, principalmente em regiões tropicais (MENDOZA et al., , 1996). Em ambientes úmidos uma das formas desse organismo, é biflagelada e podem penetrar em feridas abertas, em narinas e boca ou até serem ingeridos juntamente com a água e causarem infecção gastrintestinal no animal exposto (Gaastra et al., 2010). 6 TRANSMISSÃO: A pitiose pode afetar diversas espécies de animais, sendo o equino o animal com mais comum, o cão a segunda espécie mais relatada e em gatos há poucos relatos. A doença pode acometer animais jovens imunossuprimidos. Não existe predisposição de raça ou sexo, basta haver a ingestão ou lesão prévia que sirva de porta de entrada (GAASTRA et al., 2010). Esse microrganismo, reproduz-se de forma assexuada produzindo zoósporos biflagelados, que ficam livres na água até encontrarem uma planta ou animal (possuem forte atração por pele e pelo de equinos, cabelo humano e gramíneas), onde irão se encistar através de um tubo germinativo e posteriormente formar grande quantidade de filamentos de hifas (Santurio et al., 2006). Após a ingestão esses microrganismos se multiplicam em órgãos como esôfago, estômago e intestinos formando múltiplas nodulações ou massas maiores que podem ser palpadas no exame físico. Essas massas podem ser tão grandes que levam a diminuição da luz intestinal. A doença pode se disseminar para outros órgãos como linfonodos, pâncreas e demais órgãos da cavidade abdominal (Leal et al., 2001). 7 3. PATOGENIA: Os zoósporos possuem intensa quimiotaxia à tecidos danificados, pele, mucosas intestinais, bem como aos pêlos. Como prova, foi observada na microscopia a adesão de zoósporos nas bordas dos cortes encontrados na pele do animal, diferente do que foi observado nos tecidos íntegros, já que não ocorria tal adesão tão facilmente. Nesse sentido, a infecção e aparecimento das lesões ocorrem nas partes do corpo em que ficam em contato com a água contaminada com zoósporos. Uma vez em contato com a superfície dos tecidos, eles encistampossibilitando a secreção de uma substância glicoproteica responsável pela sua adesão (Mendoza et al., 1993; Mendoza et al., 1996). A temperatura corporal dos hospedeiros atua na evolução de um tubo germinativo, conhecido como hifa, que se prolonga dos zoósporos até o tecido afetado facilitando sua infiltração pelos vasos sanguíneos e propagação para outros tecidos (Mendoza et al., 1980). Embora sua patogenia ainda seja discutida, para muitos autores, a invasão do P. insidiosum ao tecido subcutâneo e sua proliferação formam um piogranuloma eosinofílico onde o microrganismo dentro dessa lesão fica envolvido por uma massa necrótica amorfa – “kunker”. Tais estruturas são formadas por filamentos desse microrganismo e eosinófilos que circundam as hifas promovendo uma reação eosinofílica. Essa reação possibilita a síntese de uma capa que protege os filamentos e prejudica a ação das células de defesa do hospedeiro (Riet-Correa, et al., 2001). A infecção por P. insidiosum também pode ocorrer por contato com as hifas (Mendoza et al., 1980). Outra porta de entrada para a doença é por picadas de insetos infectados (Mendoza et al., 1993; Mendoza et al., 1996). A pitiose é uma doença de avanço rápido que necessita de tratamento nas fases iniciais para preservar a saúde tanto dos humanos como dos animais. 8 4. SINAIS CLÍNICOS: Há relatos de pitiose em diversas espécies, no entanto os casos mais comuns ocorrem em equinos e cães. Os sinais recorrentes se desenvolvem na forma de doença cutânea e intestinal, mas também podem se estender pelos tecidos próximos ou linfonodos regionais. As lesões cutâneas apresentam ausência de pelo, presença de ulceração com líquido serossanguinolento e podem ser pruriginosas, o que leva o animal a automutilação com intuito de aliviar a dor. Outra característica dessas lesões é a dificuldade de cicatrização (Greene, 2015). Nos equinos, o interior da ulceração apresenta áreas necróticas em que há a presença de “kunkers” – coloração amarelada e enrijecido. Nessa espécie, a doença também pode ser encontrada nos pulmões e ossos (Riet-Correa, et al., 2001) e os sinais clínicos também incluem claudicação, anemia e hipoproteinemia que ocorrem com o extravasamento de sangue e exsudatos (Mendoza e Alfaro, 1986). Nos cães, a forma gastrointestinal é mais frequente do que a subcutânea, diferente dos equinos. Os sintomas compreendem vômitos, emagrecimento e diarréia (Fischer et al., 1994). 5. DIAGNÓSTICO: O diagnóstico da pitiose consistia em características clínicas, histopatológicas e no isolamento e identificação do agente por meio de características culturais, porém são métodos não muito eficazes, tornando o diagnóstico precoce da doença um desafio (CHAFFIN et al., 1992). Pensando nisso, foram desenvolvidos muitos métodos altamente específicos, e são eles: moleculares, imuno-histoquímicos e sorológicos, possibilitando um diagnóstico definitivo e precoce para que o médico veterinário possa estabelecer qual o melhor tratamento da doença (MENDOZA et al, 1996). 9 ● CULTURA: Quando utiliza-se os meios corretos para isolar o P.insidiosum de tecidos infectados torna-se mais fácil seu diagnóstico, aumentando a probabilidade de isolar o patógeno (BOSCO et al., 2016). Na maioria das vezes, são utilizados os meios específicos: ágar de extrato vegetal e ágar-sangue, após a escolha do ágar, é feito a maceração dos tecidos colhidos e aplicadas na superfície do ágar, após, é incubada à 37°C e a proliferação pode ser vista após 24h. E, sua identificação é baseada em características morfológicas, como características da colônia e das hifas, no ágar vegetal as colônias são brancas ou incolores e de padrão radiado irregular. Microscopicamente, as hifas são largas, septadas, hialinas e ramificadas (Craig E. Greene, 2003). ● IMUNO- HISTOQUÍMICA: São baseadas em anticorpos policlonais (resultado da resposta imune a um antígeno) e podem ser usadas em tecidos preparados em parafina. Normalmente, é feito da seguinte forma: é feito biópsia das feridas que são colocadas no formol, após 2 dias é clivada, processada e incluída em parafina, de acordo com Brown et al. (1988). ● ENSAIOS MOLECULARES: É um método de ensaio de PCR altamente específico para o pseudofungo da pitiose, onde é aplicado no DNA de tecidos infectados, é aplicada também em DNA preparados com parafina de cortes histopatológicos (REIS et al., 2003). ● SOROLOGIA: Immunoblot é um eficaz método para identificar soros de animais infectados por Pythium, que reagem com antígenos de P.insidiosum, tem alta especificidade e sensibilidade (Ginn et 10 al. 2007). Outro teste também muito específico e sensível é o de ELISA, é um ensaio imunoenzimático indireto, que pode detectar a doença de forma precoce (Mendoza et al. 1997). O teste de ELISA além de identificar a infecção pelo pseudofungo, também monitora a resposta do organismo ao tratamento dos pacientes, também orienta a duração do tratamento clínico pós cirurgia(Kaufman & Mendoza 1990). 6. TRATAMENTO: A escolha do tratamento é baseada em hipóteses fundamentais na observação da doença nos animais (SANTURIO et al., 2006). Normalmente, são usados dois métodos no tratamento da pitiose, são eles: cirurgia e imunoterapia. (MENDOZA et al., 1996). A cirurgia baseia-se na retirada da lesão completa, e pode ser em cavalos e cães, mas em alguns casos a retirada é inviável, pois a lesão localiza-se na extremidade dos membros, dificultando a excisão completa (MILLER, 1981). É comum que o procedimento cirúrgico apresente bons resultados, mas em lesões pequenas e superficiais, quando consegue-se retirar toda área afetada. SEDRISH et al. (1997) relataram resultados positivos após o uso de raio laser vermelho de alumínio, neodímio e ítrio como suplemento do tratamento pós cirúrgico na remoção da pitiose equina. Sabendo-se que havia escassez de escolha de tratamentos, as práticas terapêuticas encorajaram o uso de imunoterapia no tratamento da pitiose (MENDOZA et al., 2003). Haviam pesquisas anteriores sobre a utilização da imunoterapia (GAASTRA et al., 2010), mas estudos específicos iniciaram em 1981, quando hifas de P. insidiosum foram avaliadas (de animais naturalmente infectados) , no total de 40 cavalos, a imunoterapia foi um meio de cura para 52,5% dos animais. Quando utilizada em conjunto com cirurgia, o percentual de animais curados aumentou em 30% (MILLER, 1981). O mecanismo de cura da imunoterapia é mediada na resposta celular, é sustentado por alterações teciduais, há mudança de 11 inflamação eosinofílica para resposta mononuclear, mediada por macrófagos e linfócitos T. Os autores acreditam que a alteração do padrão inflamatório foi devido aos antígenos presentes no imunógeno, o que desencadeou a cura dos animais (MENDOZA et al, 1996). NEWTON & ROSS (1993) relataram que o nível de anticorpos anti-Pythium aumenta quando os animais são submetidos à imunoterapia, o que auxilia na cura. A utilização de medicamentos antifúngicos não é tão utilizada, pois não é eficiente no combate do pseudofungo, pois os componentes dos fármacos estão ausentes no oomiceto. O Pythium contém celulose e b-glucanos em sua parede celular, sua membrana plasmática não contém esteróides que é o principal componente de ação das drogas antifúngicas (FOIL, 1996). 12 7. CONCLUSÃO: O estudo desse pseudofungo (Pythium insidiosum) é de extrema relevância veterinária, visto que os animais afetados são quimiotáticos para o microrganismo, e o pseudofungo pode ter acesso ao tegumento do animal por meio de lesões ou pelo longo contato com águas contaminadas. Apesar de ser uma doença que acomete diferentes espécies, os equinos têm um destaque quando se trata desse pseudofungo, já que o zoósporo possui grande tropismo pelo seu sistema tegumentar. Devido a variedade na patogenia, podendo ter lesões cutâneas e gastrointestinais, os sinais clínicos são diversos, o que dificulta o diagnóstico precoce dessa doença. Por isso foram desenvolvidos métodosmuito específicos moleculares, imuno-histoquímicos e sorológicos, possibilitando o tratamento adequado, que pode ser a cirurgia ou a imunoterapia. Levando em consideração que a cirurgia é eficaz em pequenas lesões que podem ser retiradas sem prejudicar a vida do animal, a escolha da imunoterapia é mais recorrente, e por isso os estudos voltados para esse tratamento estão cada vez ganhando mais espaço. 13 8. REFERÊNCIAS: AIELLO, S. E. Manual Merck de Veterinária. Ed. Roca, São Paulo. 8ª Edição, p. 385 – 386, 2001. BOSCO, S.M.G., et al. Pititose IN: MEGID, J., RIBEIRO, M.G., PAES, A.C. Doenças infecciosas em animais de produção e de companhia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan/roca, Cap. 89. p. 946-957, 2016. 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