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ESPIRULÍDEOS Mais raro de acontecer,geralmente assintomáticos e achados de necropsia → todos dessa aula Características Gerais · Parasitos de estômago e esôfago · Fêmea ovovivípara: fêmea que bota ovos já larvados · Ciclo heteroxeno · Delgados (Fino, estreito, e alongado) · Poucos mm ou cm de comp. SUPER-FAMÍLIA SPIRUROIDEA Spirocerca spp. Hospedeiros: Cães; Gatos ocasionalmente HI: besouros coprófagos (se alimenta de fezes) · Pode ter HP Habitat da forma adulta: Parede do esôfago (em nódulos) Distribuição: Áreas tropicais e subtropicais Principal espécie: Spirocerca lupi Ciclo heteroxeno: HI (besouro coprófago) Forma nódulos granulomatosos no esôfago · a fêmea fica dentro do nódulo e forma fístulas, para passagem de ovos do nódulo para a luz do esôfago Ovos podem ser eliminados nas fezes ou vômito Morfológica Spirocerca lupi · Coloração rósea · 3-8 cm de comprimento · Ovos: 40 μm Ciclo ovos larvados com L1 saem pelas fístulas e são eliminados nas fezes ingestão de ovos contendo L1 pelo besouro (HI) ovo eclode no besouro → desenvolvimento larval (L1 → L2 → L3/infectante) - 2 meses L3 encistada no besouro cão ingere HP ingere besouro acidentalmente (cão com hábito de o besouro (HI) com L3 caça) Cão ingere HP L3 chega ao estômago L3 atravessa parede do estômago → migra pela parede da a. Aorta → esôfago no esôfago forma nódulos (reação inflamatória) muda para L4 nos nódulos muda para adultos → cópula de machos e fêmeas dentro dos nódulos liberação de ovos larvados (L1) pelas fístulas Obs: 3 meses do estômago ao esôfago 3 meses para se formar adultos a partir da chegada ao esôfago (L3 → L4 → adultos) Importância veterinária · Podem viver 2 anos no HD · Doença: Espirocercose · doença de caráter crônico · Maiores ocorrências em áreas rurais: maior chance de o cão ter contato com o HI (besouro coprófago) ou com HP (sapos, lagartos, aves) · Formas larvais · Estenose: inflamação po migração das larvas pela Aorta → formação de tecido fibroso → estreitamente da luz arterial · Ruptura da artéria aorta: migração larval → enfraquecimento focal da parede da aorta → formação do Aneurisma (dilatação arteriolar) pela pressão do sangue empurra a área enfraquecida para fora → rompimento · Adultos · Granulomas esofágicos de até 8 cm: resultado da inflamação causada pela presença do parasito · Disfagia: dificuldade de engolir pela obstrução parcial do esôfago · Vômitos por obstrução · Osteossarcoma (tumor ósseo) / Espondilose das vértebras torácicas: os granulomas esofágicos crônicos por conta da inflamação crônica podem sofrer uma transformação maligna e se transformar em sarcomas osteogênicos ou fibrossarcomas (câncer) · Ambos, sarcoma osteogênico e fibrossarcoma, pertencem à família dos sarcomas. Sarcomas são neoplasias malignas que se originam nos tecidos conjuntivos (ou mesenquimais), que são os tecidos de suporte do corpo, como ossos, músculos, gordura, cartilagem e tecido fibroso. · Podem ser assintomáticos Ascarops spp. Hospedeiros: Suínos e javalis HI: Besouros coprófagos - ciclo heteroxeno Habitat: Parede do estômago (sob camada de muco) Distribuição: Mundial Principal espécie: Ascarops strongylina Geralmente não causam problemas - achados de necrospsia Morfologia · Pequenos e delgados · Até cerca de 2 cm de comprimento · Faringe com anéis em espiral · Dente interno · Ovos de ~40 μm Ciclo ovos larvados com L1 eliminados nas fezes ingestão de ovos pelo HI (besouro) desenvolvimento larval no besouro (L1 → L2 → L3) ingestão do besouro por suínos L3 no estômago de suínos PPP: 1-2 meses Importância veterinária · Pouco patogênico →Em geral assintomático · Gastrite catarral (leve) em animais jovens · Amolecimento das fezes: por conta da inflamação · Inapetência · Ocorrência depende da presença do HI (besouros coprófagos) Physocephalus spp. Hospedeiros: Suínos e camelos, ocasionalmente coelhos · maior ocorrência em suínos criados soltos HI: besouros coprófagos (ciclo heteroxeno) Habitat: Parede do estômago (sob camada de muco) Distribuição: Mundial Principal espécie: P. sexalatus Morfologia - não vimos na prática · Pequenos e delgados · Até 2 cm de comprimento · Faringe com anéis paralelos · Ovos de ~40 μm Ciclo: Mesmo ciclo do Ascarops sp. Importância veterinária: mesma importância que Ascarops. sp Gongylonema spp. Hospedeiros: Todos os animais domésticos (principalmente ruminantes) HI: baratas e besouros coprógagos (heteroxeno) Habitat: Esôfago, estômago, papo Distribuição: Mundial Principais espécies: · G. pulchrum: mamíferos domésticos · G. verrucosum: ruminantes · G. ingluvicola: aves Geralmente achado de necropsia Morfologia - não vimos na aula prática · Delgado e longo - forma de zíper · Machos: até 5 cm · Fêmeas: até 14 cm · Placas cuticulares na região anterior · Asas caudais assimétricas · Ovos: 60 μm Ciclo : mesmo ciclo que Ascarops e Physocephalus sp. porém em ruminantes principalmente PPP: 8 semanos Importância veterinária · não patogênico · Discreta ensofagite crônica em ruminantes · Já foi relatado em humanos SUPER-FAMÍLIA PHYSALOPTEROIDEA Physaloptera spp. Hospedeiros: Cães e gatos HI: Besouros, baratas e grilo (ciclo heteroxeno) · Pode ter HP Habitat: Estômago · único de estômago de cães e gatos Distribuição: Mundial Principal espécie: P. praeputialis Geralmente assintomático Raro Morfologia · Brancos / rosados · 4 a 6 cm de comprimento · Boca é circundada por colar cuticular · Dentes pequenos · Ovos: 50 μm Ciclo : mesmo ciclo que Spirocerca só que não há migração pela artéria cão elimina nas fezes ovos larvados com L1 → ingestão por HI (besouro, grilo, barata) → desenvolvimento larval no HI (L1 → L2 → L3) → ingestão do HI por HD (cão ou gato) ou por HP → estômago do HD ( L3 → L4 → adultos no estômago) Importância veterinária · Infecções assintomáticas → pode causar lesão na mucosa · Forte aderência à mucosa gástrica · Gastrite catarral · Vômitos · Sangue nas fezes · Perda de peso Dispharynx spp. Hospedeiros: Aves domésticas não aquáticas HI: Isópodes terrestres/tatuzinho de jardim (heteroxeno) Habitat: trato digestivo (Esôfago e proventrículo) Distribuição: Mundial Principal espécie: D. spiralis Morfologia: não vimos na aula prática · Delgados e espiralados · Até 2 cm de comprimento · Cutícula ornamentada com cordões · Ovos: 33 μm, casca espessa Ciclo ovos larvados com L1 nas fezes → ingestão por isópodes → desenvolvimento larval no isópode (L1 → L2 → L3) → ingestão do isópode por aves domésticas → esôfago ou proventrículo ( L3 → L4 → adultos) Importância veterinária · Geralmente infecções inaparentes · Discreta reação nodular · Produção de muco · Pode ser grave se a infecção for maciça Tetrameres spp. Anteriormente: Tropisurus spp. Hospedeiros: Aves domésticas HI: Baratas, gafanhotos e besouros (heteroxeno) Habitat: Trato digestivo Distribuição: Mundial Principais espécies: T. americana, T. fissispina Morfologia · Acentuado dimorfismo sexual · “redondo e achatado”, por conta do excesso de cutícula · Machos · Pálidos · Delgados · 6 mm de comprimento · Cutícula espinhosa · Fêmeas · Vermelho-vivas · Quase esféricas · 3,5 a 4,5 mm de diâmetro · Ovos: 45 μm Ciclo mesmo ciclo de sempre Importância veterinária · Sem grande importância → assintomático · Fêmeas são hematófagas - anemia e erosão local · Formação de nódulos → dificuldades de digestão · Infecçõesmaciças podem ser fatais em pintos SUPER-FAMÍLIA HABRONEMATOIDEA Habronema spp. / Draschia spp. Hospedeiros: Equinos · Equinos de todas as idades são suscetíveis → mais comum em adultos HI: Musca domestica e Stomoxys calcitrans (mosca dos estábulos) → ciclo heteroxeno Habitat: Estômago Distribuição: Mundial Principais espécies: H. muscae, H. microstoma, D. megastoma Morfologia · Brancos e delgados · 1 a 2,5 cm de comprimento · Machos: torção espiral na cauda · Ovos alongados de parede fina Ciclo nas fezes há larvas de Habronema (ovos que eclodiram com L1) e larvas de moscas as larvas de moscas são maiores e ingerem as larvas L1 de Habronema moscas que emergem estão infectadas com L3 de Habronema moscas pousam na região bucal do equino equino ingere acidentalmente as moscas ou L3 saem pelas peças bucais da mosca e é ingerida pelo equino L3 → adulto no estômago de equino Importância veterinária · Habronemose: causada por Habronema e Draschia · Habronemose Cutânea (ferida de verão): moscas pousam em feridas → depositam as larvas L1→larvas não conseguem completar o ciclo no local e morrem → inflamação granulomatosa crônica chamada Habronemose Cutânea ou "Ferida de Verão", que é extremamente difícil de cicatrizar. · pode ocorrer em áreas que estão sujeitas a traumatismos · não confundir com miíase, pois na miíase são larvas de moscas que se alimentam de tecido, nesse caso são larvas de nemaltelmintos · Habronemose gástrica: Gastrite e úlceras no estômago (não patogênica) · Geralmente não patogênica · Em parasitismo intenso: inflamação e cólica SUPER-FAMÍLIA THELAZOIDEA Thelazia spp. Hospedeiros: Bovinos; outros animais e homem ocasionalmente HI: Muscídeos (Ex.: Musca domestica) →heteroxeno Habitat: Região ocular · único em que adultos ficam na região ocular de H Distribuição: Mundial Principais espécies: T. rhodesi e T. gulosa Raro Morfologia - não vimos na prática · Brancos, finos e pequenos · 1 a 2 cm · Cápsula bucal · Cutícula estriada Ciclo Deposição de ovos nas lágrimas do bovino L1 em lágrimas do HD (lacrimejamento → por conta da presença do adulto nos olhos) mosca se infecta com L1 ao se alimentar da lágrima L1 → L2 → L3 na mosca mosca infecta outro H quando for se alimentar (deposita L3 nos olhos do H) PPP: 3-8 semanas Importância veterinária · Lacrimejamento · Conjuntivite · Fotofobia · Córnea opaca → lesões na córnea · Ocorrência em períodos mais quentes do ano Oxyspirura spp. Hospedeiros: Aves HI: Baratas (heteroxeno) Habitat: Conjuntiva e seios nasais Distribuição: Regiões tropicais e subtropicais (Europa não) Principal espécie: Oxyspirura mansoni Morfologia · Delgados · Cutícula lisa · Machos: 10-15 mm · Espículos muito desiguais (15x) · Fêmeas: 14-20 mm · Ovos: 65 μm Ciclo adultos nos olhos das aves ovos eliminados no ducto lacrimal → deglutidos → eliminação nas fezes. baratas ingerem ovos desenvolvimento larvas na barata (l1 → L2 → L3) ingestão da barata pelas aves L3 do proventrículo → esôfago → boca → D.lacrimais → olhos ( L3 → vermes adultos) Importância veterinária · Pouco patogênico · Cegueira · Oclusão das vias nasais image19.png image21.jpg image20.jpg image18.jpg image23.jpg image22.png image40.png image27.png image28.jpg image24.png image25.png image26.png image36.png image30.png image31.png image33.jpg image32.jpg image35.png image15.png image10.png image13.jpg image12.png image11.jpg image1.jpg image8.jpg image4.png image3.png image5.png image6.png image2.jpg image7.jpg image34.png image29.png image16.png image17.png image14.png