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DERMATOFITOSE
BACTERIOLOGIA E 
MICROLOGIA 
VETERINÁRIA
Prof. MSc.: Flávio Carolino
Fortaleza – CE, 2024
MECANISMOS ENVOLVIDOS EM DOENÇAS:
Invasão tecidual (micoses)
Produção de toxinas (micotoxicoses)
EM RELAÇÃO ÀS MICOSES, PODEM SER:
Micoses superficiais- peles e outras estruturas 
queratinizadas e membranas mucosas.
Micoses subcutâneas- derme e tecidos subcutâneos
Micoses sistêmicas
MICOSES SUPERFICIAIS
DERMATOMICOSES
Infecções oportunistas da pele ou das 
junções mucocutâneas resultam do 
crescimento excessivo de fungos tais como 
espécies de Candida e Malassezia 
pachydermatis;
MICOSES SUPERFICIAIS
DERMATOFITOSES
Associadas a invasão e destruição de estruturas 
queratinizadas por dermatófitos como as espécies 
de Microsporum e Trichophytum.
Clinicamente mais importantes que as 
dematomicoses devido a contagiosidade e 
potencial zoonótico.
MICOSE SUBCUTÂNEAS
Invasão fúngica na DERME
SUBCUTÂNEO, frequentemente
e no TECIDO 
após a penetração
através de um corpo estranho.
As lesões granulomatosas semelhantes a tumores 
são denominadas micetomas
MICOSES SISTÊMICAS
Geralmente tem origem no trato respiratório ou digestivo
digestivo
Frequentemente ocorrem após infecções por fungos 
saprofíticos oportunistas
oportunistas
Fatores que predispõem a invasão de tecidos 
por fungos:
 Alterações na microbiota normal como resultado de
terapia antimicrobiana prolongada.
 Imunossupressão após terapia com
corticosteróides ou após infecção viral
 Exposição a altas doses infectantes de esporos em
espaços confinados.
 Tecidos traumatizados
 Umidade persistente na superfície da pele
 Doenças neoplásicas
PRINCÍPIO DE ATUAÇÃO DAS DROGAS 
ANTIFÚNGICAS
 Dificuldades:
 Poucas drogas disponíveis;
 Tendem a ser tóxicas também ao hospedeiro;
 Similaridade biológica entre fungo e reino animal
Drogas que atuam a nível de membrana (moléculas de ergosterol):
Derivados poliênicos: Anfotericina B; Nistatina, Pimaricina 
Derivados imidazólicos: Ketoconazol, Itraconazol, Clotrimazol 
(interferem na síntese do ergosterol)
Drogas que atuam a nível intracelular (síntese DNA, RNA, proteínas):
Griseofulvina (desarranjo nos microtúbulos e ruptura
dos fusos mitóticos)
5-fluorcitosina (interfere na síntese de RNA)
Princípio de atuação das drogas antifúngicas
DERMATOFITOSES
CONCEITO
 Dermatófitos
• Fungos filamentosos queratinofílicos
• Infecções superficiais em animais e humanos
• Pele
• Pêlo
• Unha
• Chifres
 Afinidade por estrutura QUERATINIZADA, colonizam e 
invadem a pele pêlos e unhas.
 Crescem lentamente em
especialmente formulados,
meios laboratoriais
como ágar dextrose
Sabourand – 7 a 30 dias
 Colônias frequentemente pigmentadas.
 Muitas espécies pertencem ao filo dos fungos Imperfeitos ou 
Deuteromicetes ,sendo classificados em 3 gêneros:
 Microsporum, Trychophyton e Epidermophyton.
 Aeróbios obrigatórios
 Macronídeos e microconídios 
culturas.
formados em
 Artrósporos, disseminados de animais infectados
permanecem infectantes por vários meses.
 Os dematófitos zoofílicos e antropofílicos são
patógenos obrigatórios, os geofílicos são saprófitos
no solo.
 Causam lesões características
circulares na pele denominadas TINHA.
 Pertence ao grupo dos fungos septados
• Lesões planas com alopecia circular
• Descamação 
• Pelos quebradiços 
• Presença de crostas
HABITAT USUAL:
GEOFÍLICOS
Habitam e replicam-se no solo em associação a material 
queratinoso em decomposição, como pêlos e penas.
Os animais podem adquirir a infecção por dermatófitos 
geofílicos a partir do solo ou em contato com animais 
infectados.
Microsporum cookei; M. gypseum; M. nanum; M. persicolor; 
Trychophyton simii
 HABITAT USUAL:
ZOOFÍLICOS E ANTROPOFÍLICOS
 Patógenos obrigatórios incapazes de replicar-se no solo.
 Os antropofílicos raramente infectam os animais.
Zoofílicos: Microsporum canis ( cães e gatos); M. gallinae 
(frangos e perus); Trychophyton equinum ; T. 
mentagrophytes; T. verrucossum
Antropofílicos: Epidermophyton flocossum; M. audouinii; M. 
ferrugineum; T. rubrum; T. shoenleinii
Patologia: É o estudo das doenças, que pode ser feito por vários métodos, tais
como clínicos, bioquímicos, fisiológicos, bacteriológicos, imunológicos etc.
Portanto o termo patologia tem significado amplo.
Patogenia: é a parte da patologia que trata da descrição de como determinada
doença se desenvolve, qual seu seguimento, e qual é a origem dela.
É o mecanismo pelo qual se origina a doença.
O conjunto de fatores que favorecem o aparecimento da doença - as
alterações macro e microscópicas que surgem no envolver de um processo
patológico.
Maneira, causa e desenvolvimento de quaisquer procedimentos que denotam 
enfermidades – microscopicamente e macroscopicamente.
Etiologia: É a causa das doenças.
PATOGENIA
Ruptura do extrato córneo
Invasão do pêlo
Hifas invadem o óstio dos folículos
Produção de metabólitos tóxicos
Reação inflamatória e infecção bacteriana secundária
Crescimento centrífugo
Mecanismo de fixação / invasão ao hospedeiro
Patógeno deve aderir à superfície do 
tecido;
Artroconídeo (os esporos são formados e 
liberados durante o processo de fragmentação das 
hifas) = deve germinar;
 Hifas devem penetrar no estrato córneo.
Artroconídeo (T. rubrum)
T. mentagrophytes - promove a formação de estruturas
fibrilares longas no estrato córneo que parecem ancorar e
conectar o artroconídio uns aos outros e à superfície tecidual,
prevenindo a remoção do tecido hospedeiro.
Biofilme
PATOGENIA
• Ruptura do extrato córneo
• Invasão do pêlo (artrosporo): infecção endotrix e ectotrix
Infecção fúngica do
tec. queratinizado.
Infiltrado inflamatório
Destruição folicular 
parcial por bactérias. 
Alopecia, comedões, 
crostas
Normal
 Dermatófitos - invadem estruturas queratinizadas
como estrato córneo da epiderme, folículo piloso,
haste do pêlo e penas.
•O desenvolvimento da lesão é influenciado pela 
virulência do dermatófito e pela competência 
imunológica do hospedeiro.
Animais jovens, velhos, debilitados e
imunossuprimidos são suscetíveis a
infecções.
As infecções ocorrem diretamente pelo contato
com um hospedeiro infectado ou indiretamente por
restos (debris) de epitélio infectado no meio
ambiente.
Artrósporos infectivos se aderem a estruturas 
queratinizadas e germinam dentro de 6 horas.
Traumas menores como atritos leves da pele ou 
picada de artrópodes podem facilitar a infecção.
Superfície da pele úmida e calor favorecem a
germinação de esporos.
Produtos metabólicos do crescimento das hifas podem
provocar resposta inflamatória local.
As hifas crescem centrifugamente a partir de uma
lesão inicial em direção a pele normal, produzindo
lesões circulares típicas.
Alopecia, reparação tecidual e hifas inviáveis são
elesencontradas no centro das lesões que 
desenvolvem.
O crescimento das hifas pode resultar em hiperplasia 
epidérmica e hiperqueratose.
Às vezes ocorre infecção bacteriana secundária após 
foliculite micótica.
Desenvolvimento de forte resposta imunológica
mediada por células relaciona-se com o início de
hipersensibilidade do tipo
células) = geralmente resulta em eliminação
tardio (mediada por
dos
dermatófitos = resolução das lesões e resistência 
local a reinfecções.
 IMUNIDADE = TRANSITÓRIA podendo 
reinfecção se a dose inoculatória for grande.
ocorrer
Mecanismo de defesa do hospedeiro
QUERATINIZAÇÃO: queratinócitos fazem renovação do estrato
córneo levando a descamação epitelial, favorecendo à remoção
do fungo
Estrato córneo
Células da epiderme
Taxa aumentada da descamação do estrato córneo
+
Aumento da permeabilidade 
(penetração do fluido inflamatório)
da epiderme,
ELIMINAÇÃO DA INFECÇÃO.
Animais com “TINHA” desenvolvem anticorpos
contra antígenos do dermatófito.
A resposta mediada por anticorpos não parece ser
protetora.
Uma forte resposta humorale uma fraca resposta
imunológica celular tem sido observada em gatos
persistentemente infectados.
ARTROCONÍDIO
• Fragmentação das hifas septadas em segmentos 
unicelulares
• Formas infectantes
• Ambientes e pelos
• Podem sobreviver durante longos períodos fora 
do hospedeiro
• Entram em contato com a pele do hospedeiro
 Germinam=> formam hifa
• Hifa
 Invade a camada queratinizada 
MACROCONÍDIO
• Diferenciação de hifas especializadas
• Encontrados principalmente em 
culturas de laboratório usadas para 
identificar dermatófitos.
• Raramente são observados em 
amostras clínicas diretamente da pele.
ETIOLOGIA - Gênero Microsporum
CLASSIFICAÇÃO:
Gênero Microsporum
Espécies de Importância em Medicina Veterinária
• Microsprum canis
• M. gypseum
• M. nanum
• M. distortum
Características:
• morfológicas que permitem a identificação de suas
espécies
Produzem macroconídeos (multicelulares de paredes
grossas e rugosas) fusiformes, equinulados e septados e
microconídeos piriformes.
Hifas hialinas
Grande quantidade de macroconídios
Piriforme ou clavados
Ciclo da Doença causada pelo Microsporum canis::
Transmissão
 Zoonose (30% dos casos humanos)
 Contato direto com animais infectados
 Objetos contaminados ( roupas de cama , escova de
pelos, móveis etc)
 Esporos (artroconídios) do fungo são altamente
resistentes
 Fatores de risco
 Imunossupressão
 Lesões na pele
 Falta de higiene
ETIOLOGIA - Gênero Microsporum
Ciclo da Doença causada pelo Microsporum canis::
ETIOLOGIA - Gênero Microsporum
Inoculação e Invasão
Artroconídios ou hifas do fungo
Camadas superficiais da epiderme
Córtex dos pelos
Queratina
Não invade tecidos mais profundos
ETIOLOGIA - Gênero Microsporum
Ciclo da Doença causada pelo Microsporum canis::
Fase de Incubação:
• Após a infecção
• Varia de alguns dias a semanas
• Imunidade do hospedeiro
• Durante esse período
• Esporos se multiplicam 
• Hifas começam a colonizar as camadas externas da pele e 
dos pelos
HOSPEDEIROS:
 Microsprum canis: cães, gatos e homem.
Ocasionalmente infecta bovinos, equinos, ovinos,
suínos e animais silvestres.
 M. gypseum: cães, gatos, equinos, bovinos, suínos
e animais silvestres.
 M. nanum: preferencialmente infecta os suínos,
podendo infectar ocasionalmente o homem.
 M. distortum: cães, eqüinos, suínos, macaco e
homem.
ETIOLOGIA - Gênero Microsporum
ETIOLOGIA - Gênero Trichophyton
CLASSIFICAÇÃO
Gênero Trichophyton
Espécies de Importância em Medicina Veterinária 
Trichophyton mentagrophytes, T. quinckeanum, T. 
equinum, T. gallinae, T. verrucosum, T. rubrum.
Características:
• Macroconídios em pequenas quantidades
(alongados em forma de lápis, multicelulares e de
parede lisa e delgada).
• Muitos microconídios
Os microconídios apresentam morfologia
semelhantes a lágrima.
HOSPEDEIROS:
Trichophyton mentagrophytes: infecta praticamente 
todas as espécies animais.
T. equinum: eqüinos e ocasionalmente cães.
ETIOLOGIA - Gênero Trichophyton
HOSPEDEIROS:
 T. gallinae: responsável pelo favo aviário em 
galinhas, canários, marrecos, perus, cão, macaco e 
homem.
 T. verrucosum: bovinos.
 T. rubrum: muito frequente no homem e ocasional 
em cães, gatos, caprinos, ovinos, equinos, macaco 
e bovinos.
ETIOLOGIA - Gênero Trichophyton
ETIOLOGIA - Gênero Epidermophyton
CLASSIFICAÇÃO:
Gênero Epidermophyton 
Espécie mais importante. 
Epidermophyton floccosum
(antropofílica)
Características: Os macroconídeos são tipicamente
claviformes com três a cinco células e parede lisa e
fina. Microconídeos ausentes.
EPIDEMIOLOGIA - DERMATÓFITOS
 Distribuição cosmopolita (> em regiões quentes e 
úmidas)
 Resistência – são sensíveis aos desinfetantes 
comuns (cresol, iodo e cloro).
 * Sobrevivem por anos em ambientes inanimados.
 Fontes de infecção – animais doentes ou 
assintomáticos, fômites e solo contaminado.
 Transmissão
EPIDEMIOLOGIA
 Fatores de risco
nos plantéis de•Introdução de animais doentes 
animais de produção, canis e gatis.
• Confinamento e aglomeração em ambientes
úmidos, escuros e pouco ventilados;
•Utilização de pentes, escovas, tesouras, camas, 
caixas de transportes e tosqueadeiras.
• Estações do ano e imunidade do hospedeiro.
SINAIS CLÍNICOS
CÃES E GATOS:
• M. canis e T. mentagrophytes:
Reação inflamatória e de hipersensibilidade
Lesões circulares
Alopecia
Crostas
Escamas
Pápulas
Eritema
Obstrução folicular
Hiperpigmentação
Mudanças no crescimento e aparência das unhas
Em gatos adultos é subclínica, enquanto que em filhotes
debilitados pode ser generalizada
Lesão alopécica e 
descamativa no 
focinho de gato.
SINAIS CLÍNICOS
Cão com alopecia na face Cão com alopecia na face
Cão com quérion na face –
dermatite profunda com reação 
granulomatosa ou piogranulomatosa
Lesão descamativa
com infecção secundária
DISTRIBUIÇÃO DAS LESÕES NO CÃO
Cabeça
Membros
Generalizada
SINAIS CLÍNICOS
BOVINOS E OUTROS RUMINANTES:
• T. verrucosum:
Lesão indolor, espessada, placas esbranquiçadas 
com alopecia local.
Lesão circular com alopecia 
em bovino.
Placas esbranquiçadas e 
alopecia em bovino.
Lesões descamativas e 
alopecia em ovino.
SINAIS CLÍNICOS
crostosa, alopécica e não
EQUINOS:
• T. equinum, M. gypseum: 
Lesão ressecada,
supurativa.
Lesões circulares e ressecadas em 
equino.
Lesão alopécica em equino.
SINAIS CLÍNICOS
Lesões circulares e alopécicas em equino. Lesões descamativas e alopecia em equino.
SINAIS CLÍNICOS
SUÍNOS:
• M. nanum:
Lesão crostosa, espraiada, indolor com margens
ligeiramente inflamadas e não há alopecia.
Crostas espessas amorronzadas em 
suíno.
Lesões circulares sem alopecia.
SINAIS CLÍNICOS
AVES:
• T. gallinae:
Lesão descamativa esbranquiçada semelhante a pó 
de giz na crista e barbela e não inflamatória.
Lesão descamativa e esbranquiçada na crista em 
galo.
DIAGNÓSTICO
• Clínico: é sugestivo de infecção por dermatófito a
presença de lesão circular com alopecia, bordos elevados e 
inflamados e região central com descamação ou crostas.
• Lâmpada de Wood
• Laboratorial:
Coleta de material
Pêlos e crostas em lâmina.
Raspado superficial dos bordos das lesões.
DIAGNÓSTICO
Laboratorial:
Exame direto (KOH)
Microscopia óptica.
Infecção ectotrix no pêlo.
Esporos e hifas
observadas no exame 
direto.
DIAGNÓSTICO
Laboratorial:
• Isolamento e identificação
• Técnica de isolamento:
 Espalhar a crosta ou o pêlo na superfície do meio
seletivo para dermatófitos (ágar actidione ou mycosel
ou Sabouraud).
 Incubar em temperatura ambiente, aerobicamente e
realizar leituras diárias por até um mês (7dias a 30
dias)
DIAGNÓSTICO
Laboratorial:
Leitura e interpretação
Anotar o tipo de crescimento (consistência e
pigmentação das colônias e o aspecto microscópico
(tipo de micélio e conídeos).
DIAGNÓSTICO
Laboratorial:
Leitura e interpretação
Micélios e conídeos
(Corar com lactofenol azul de algodão)
M. canis
M. gypseum
T. gallinae
 O M. canis possui macronídeo fusiforme, rugoso, parede 
grossa e até 15 septos.
 O M. gypseum possui macronídeo em forma de 
canoa, rugoso, parede fina e até 6 septos.
 O M. nanum possui macronídeo em forma de pêra ou 
ovóide, rugoso, parede fina, geralmente 1 septo.
 O T. mentagrophytes possui macronídeo em 
forma de charuto, liso, parede fina e até 7 septos.
 O T. verrucosum possui clamidósporos em 
cadeias, macronídeo raro.
Agar BHI
TESTE DE PERFURAÇÃO DO PÊLO (in vitro)
 Diferenciar – T. mentagrophytes (+) e T. rubrum / M. 
canis (+) e T. equinum
 Pelo saudável – colocados em cultura dos
dermatófitos sobre teste, incubados a 25ºC.
Pelos são examinados após 7 dias
Positivo: forma perfurações visíveis.
Isso é característico de dermatófitos do gênero Trichophyton, 
como Trichophyton mentagrophytes e Trichophyton rubrum.
Negativo: Se não houver perfuração
Eespécies do gênero Microsporum, que tipicamente colonizam 
externamenteos pelos (padrão ectotrix).
MEIO TESTE PARA DERMATÓFITO
 Diferencia dermatófito de fungos contaminantes
 Indicador: VERMELHO DE FENOL
 Crescimento de dermatófito resulta em metabólitos alcalinos: 
cor do meio muda para vermelho
OBS: deve ser usado em combinação com outros meios
TESTE DE TOLERÂNCIA TÉRMICA
 Diferencia T. verrucosum e T. mentagrophytes
 T. mentagrophytes - 37ºC - temperatura não tolerada pelos
outros dermatófitos
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
•Dermatopatias de origem fúngicas (malassezíase e 
candidíase cutânea)
• Dermatopatias de origem alérgicas
• Dermatopatias de origem auto-imune
•Dermatopatias de origem parasitária 
(escabiose, demodicose, leishmaniose)
• Piodermite
TRATAMENTO
• ANTIFUNGIGRAMA
•TÓPICO
Tricotomia
Antisépticos a base de clorexidina ou iodo 
Loções, xampus, cremes, pomadas a base de
cetoconazol, clotrimazol, miconazol
Antibioticoterapia e corticoidoterapia local ou sistêmica
Sistêmico
• Itraconazol
• Cetoconazol
• Griseofulvina
*Durante 4 semanas ou até 2-3 culturas negativas
TRATAMENTO
Isolamento e tratamento de animais
doentes;
Quarentena;
Descontaminação do ambiente e fômites
• Água sanitária (1:10) ou formalina 1%
PROFILAXIA E CONTROLE