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ÍNDICE 1. CRONOLOGIA INICIAL E LINHA DO TEMPO a. O patriarca Abraão b. A história de Abraão 2. CANAÃ E SUA IMPORT NCIA a. A geografia de Canaã 3. O PERÍODO DOS PATRIARCAS a. Os patriarcas b. Isaque e Jacó 4. HEBREUS NO EGITO a. A promessa da descendência b. A história de José c. José e os Hicsos d. A história de Moisés e. As Dez Pragas Analisadas f. Principais acontecimentos durante a peregrinação no deserto g. As leis de Deus 5. A DISTRIBUIÇÃO TERRITORIAL DE CANAÃ 6. OS JUÍZES E O CICLO VICIOSO 7. A TRANSIÇÃO DA TEOCRACIA PARA A MONARQUIA a. As leis dos reis b. O legado de Saul c. O legado de Davi d. O legado de Salomão 8. REINO DIVIDIDO: NORTE E SUL a. Os principais reis de Judá e Samaria b. Os reis de Samaria c. Os reis de Judá 9. LEGADO DOS PROFETAS a. Os últimos profetas 10. CATIVEIROS: ASSÍRIO E BABILÔNICO 11. DOMÍNIO PERSA a. A reconstrução da nação b. O surgimento de partidos religiosos 12. PERÍODO HELÊNICO a. Alexandre, o Grande e a revolta dos judeus 13. PERÍODO ROMANO a. Herodes, o grande CRONOLOGIA INICIAL E LINHA DO TEMPO Então Josué disse a todo o povo: Assim diz o Senhor Deus de Israel: Além do rio habitaram antigamente vossos pais, Terá, pai de Abraão e pai de Naor; e serviram a outros deuses. Eu, porém, tomei a vosso pai Abraão dalém do rio e o fiz andar por toda a terra de Canaã; também multipliquei a sua descendência e dei-lhe a Isaque. Josué 24:2,3 Havia duas superpotências que dominavam o cenário político durante a antiguidade: o Egito e a Mesopotâmia. Egito Babilônia Hebreus 3000 A.E.C. Antigo Império Os egípcios se guiavam pelo Calendário Solar, e utilizavam uma forma de escrita conhecida como “Hieróglifos” 3000 A.E.C. (Havia quatro grandes potências estabelecidas: os sumérios, os acádios, os caldeus e os assírios) Período Sumério Escrita Cuneiforme Astronomia “Ziggurats” 3000 A.E.C. 2000 A.E.C. Pirâmides Matemática 2000 A.E.C. Poder permanece nas mãos dos Sumérios 2000 A.E.C. O surgimento do primeiro Hebreu Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. Gênesis 12:1-3 1900 A.E.C. 1800 A.E.C. 1700 A.E.C. Médio Império 1900 A.E.C. 1800 A.E.C. 1700 A.E.C. Reino Babilônico 1900 A.E.C. 1800 A.E.C. 1700 A.E.C. Época dos Patriarcas (Hicsos se juntam à dinastia egípcia) Aqui há o surgimento do Código de Hamurab, uma lista de 250 dentre as quais a mais famosa é a Lei de Talião: olho por olho, dente por dente 1600 A.E.C. 1500 A.E.C. 1400 A.E.C. Hicsos (O surgimento de uma nova dinastia de Hicsos, ou “príncipes oriundos de terras estrangeiras”) 1600 A.E.C. 1500 A.E.C. 1400 A.E.C. Declínio dos Babilônicos 1600 A.E.C. Yossef 1300 A.E.C. 1200 A.E.C. 1100 A.E.C. Começo do Poder Assírio .1500 A.E.C. Escravidão no Egito 1300 A.E.C. 1200 A.E.C. 1100 A.E.C. Novo Império (Egípcios expulsaram os Hicsos de suas terras e da província de Canaã) 1400 A.E.C. 1300 A.E.C. 1200 A.E.C. 1100 A.E.C. Êxodo (Perdidos no Deserto) 1000 E.A.C. 1000 E.A.C. 1000 E.A.C. Yoshua (Juízes) O patriarca Abraão ● Abraão é o pai do povo hebreu. ● Abraão é considerado o pai da fé porque o Novo Testamento ensina que todos que têm fé em Jesus são descendentes espirituais de Abraão. ● Abraão foi pai de Isaque com 100 anos de idade. ● Abraão era quase um nômade, porém era um homem muito poderoso e rico. ● Ele era um homem de paz, mas utilizava seus servos como um exército em conflitos ocasionais (Gênesis 14). ● Abraão teve encontros pessoais com Deus (Teofanias), e em um deles Deus, em forma humana,visitou Abraão acompanhado por dois anjos (Gênesis 12:7-9; 18:1-33). ● Abraão também recebeu a palavra de Deus em sonhos (Gênesis 15:12-17). ● Foi chamado pelo próprio Deus de profeta (Gênesis 20:7). ● Por duas vezes escondeu que Sara era sua esposa (Gênesis 12:11-13; 20:5). ● Abraão é chamado de “amigo de Deus” (2 Crônicas 20:7; Tiago 2:23). ● Depois de Moisés, é o personagem do Antigo Testamento mais citado no Novo Testamento. A história de Abraão Abraão, o pai exaltado, deixa sua terra e sua parentela em Ur dos Caldeus para seguir o comando de Deus. Após os eventos da passagem pelo Egito e sua separação com Ló, o SENHOR aparece a Abraão. Essa narrativa está descrita no capítulo 17 de Gênesis: Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda em minha presença e sê perfeito. E porei a minha aliança entre mim e ti, e te multiplicarei grandissimamente. Então caiu Abrão sobre o seu rosto, e falou Deus com ele, dizendo: Quanto a mim, eis a minha aliança contigo: serás o pai de muitas nações; E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai de muitas nações te tenho posto; E te farei frutificar grandissimamente, e de ti farei nações, e reis sairão de ti; Gênesis 17:1-6 Deus promete “frutificar grandissimamente” a posteridade de Abraão e Sarai (agora Sara). Em impaciência, entretanto, Abraão deita-se com Hagar, serva de sua esposa Sara, da qual gera um filho chamado Ismael, E disse Sarai a Abrão: Eis que o Senhor me tem impedido de dar à luz; toma, pois, a minha serva; porventura terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai. Gênesis 16:2 Deus reafirma sua promessa ao patriarca, e o SENHOR forma uma aliança com Abraão e sua descendência. Abraão crê em Deus e, aos 100 anos de idade, gera de Sara um filho nomeado Isaque. E concebeu Sara, e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, que Deus lhe tinha falado. E Abraão pôs no filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, o nome de Isaque. E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como Deus lhe tinha ordenado. E era Abraão da idade de cem anos, quando lhe nasceu Isaque seu filho. Gênesis 21:2-5 Ló, sua família e seus bens, foram tomados após uma guerra na região em que ele morava. Uma pessoa que escapou conseguiu avisar Abrão do que havia acontecido. Então Abrão, juntamente com trezentos e dezoito criados, recuperou Ló e sua família das mãos dos mesopotâmios. Após esse episódio, Abraão foi abençoado por Melquisedeque, rei de Salém. Melquisedeque também era sacerdote de El Elyon, o Deus Altíssimo, possuidor dos céus e da terra, e Abraão lhe deu o dízimo de tudo. Da mesma forma como aconteceu no Egito, ao peregrinar em Gerar, Abraão escondeu que Sara era sua esposa temendo por sua vida. Então Abimeleque, rei de Gerar, veio e tomou a Sara. Porém Deus impediu que Abimeleque tocasse em Sara e, em sonhos, o Senhor o advertiu que Sara tinha marido. Vale lembrar que tanto no Egito quando em Gerar, Abraão não mentiu em relação a Sara, mas falou uma meia verdade. Isso porque Sara era sua irmã por parte de Pai (Gênesis 20:12). Abimeleque devolveu Sara para Abraão, e Abraão orou sobre a casa de Abimeleque. Então a mulher e as servas do rei foram curadas, pois Deus havia fechado totalmente as madres da casa de Abimeleque. Mais tarde Abraão e Abimeleque também fizeram uma aliança, e o lugar ficou conhecido como Berseba, “poço do juramento”, pois Abraão havia cavado um poço e os servos de Abimeleque haviam tomado à força (Gênesis 21:25). Deus anunciou que Abraão teria uma grande descendência ainda no capítulo 15 de Gênesis. Mas Sara, vendo que não era capaz de conceber um filho de Abraão, ofereceu sua serva Agar a Abraão. Então de Abraão Agar concebeu a Ismael. Esse costume de uma serva conceber um filho do seu senhor era uma prática comum da época. Abraão tinha oitenta e seis anos quando Ismael nasceu.Mais tarde, após o nascimento de Isaque, Agar e seu filho, Ismael, foram despedidos por Abraão. Eles saíram pelo deserto de Berseba. Em Gênesis 21:13, Deus avisa que também faria de Ismael uma grande nação, porque também era descendente de Abraão. É através de Ismael que os árabes estabelecem sua origem até Abraão. Isaque foi o filho da promessa que nasceu quando Abraão já tinha cem anos. O nome Isaque significa “rir” ou “riso”. Isaque se tornou o centro de toda esperança de Abraão em relação às promessas que Deus havia feito, porém Deus pediu Isaque em sacrifício a Abraão. https://pt.wikipedia.org/wiki/Gerar O maior dilema que Abraão poderia ter enfrentado era que, além do amor que sentia por seu filho, o fato de que a promessa de Deus poderia não se cumprir. Mas não foi isso que aconteceu, ao contrário, a Bíblia diz que Abrão confiou totalmente na fidelidade de Deus, e considerou que Deus poderia fazer com que Isaque ressuscitasse dos mortos para que a promessa fosse cumprida. Por fim, a fidelidade de Abraão foi demonstrada, e Deus preparou um cordeiro para substituir Isaque naquele sacrifício. Abraão tomou outra mulher para si chamada Quetura, talvez após a morte de Sara. Os estudiosos discutem se Quetura realmente foi uma segunda esposa ou apenas uma segunda concubina. O que podemos afirmar é que com Quetura ele teve mais seis filhos: Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Jisbaque e Suá (Gênesis 25:2). Através dos filhos que teve com Quetura, Abraão se tornou também o pai de outros povos, como os midianitas. A Bíblia diz que Abraão viveu 175 anos, e foi sepultado por Isaque e Ismael no campo de Efrom. A Bíblia também afirma que tudo o que ele tinha deu a Isaque. Para os demais filhos, a Bíblia diz que Abraão deu presentes. CANAÃ E SUA IMPORTÂNCIA A geografia de Canaã O ponto de partida para a história do povo judeu é uma estreita faixa de terra que se estende entre o mar mediterrâneo e o deserto da Síria e da Arábia. Desde os tempos antigos, esse lugar serviu de ligação entre o Egito e a Mesopotâmia. Toda essa área recebeu o nome de Crescente Fértil devido ao formato em meia lua que encontramos quando observamos o mapa da região. A extensão territorial de Canaã de Norte a Sul é de 450 quilômetros. Apesar de seu tamanho reduzido, a geografia de Canaã é muito variada em relevo: existem altas montanhas e profundas depressões espalhadas pelo território. A maior parte, entretanto, apresenta suaves colinas e montes onde desde tempos imemoriais os pastores guardavam seus rebanhos. Ao sul do país há um grande deserto, o Neguebe, e o clima e vegetação são bem diferentes em diversos pontos do país: a planície costeira é quente e úmida, enquanto os montes da Galiléia são mais frescos, enquanto no Monte Hérmon neva o ano todo. A importância de Canaã não reside na fertilidade de seu solo, mas no fato de ser ela o ponto de ligação entre a África, a Ásia Menor, a Ásia propriamente dita e a Europa. Assírios, egípcios, babilônicos, persas, gregos, sírios, romanos, bizantinos, árabes, cruzados, turcos, ingleses e outros povos passaram pelo país e deixaram sua marca no local. No passado Canaã foi ocupada por 10 cidades-estado que não chegaram a formar uma nação antes da ocupação dos hebreus no período de Josué. Dois desses povos merecem certa atenção especial: Fenícios e Hititas.. Os hititas habitavam na região ao redor de Hebrom, essa nação atingiu seu apogeu na Ásia Menor onde hoje encontra-se a Turquia. Os Fenícios, por outro lado, ocuparam o norte da faixa costeira de Canaã. Oriundos do deserto da Arábia, esse povo se dedicou à pesca e navegação para comércio no mar mediterrâneo. Seu maior legado foi a escrita alfabética, adotada pelos países ocidentais. É importante ressaltar que, no período de Abraão, o número de nações que ocupava o território era outro. A região sofreu muita influência do Egito e da Mesopotâmia, potências muito mais avançadas em contraste com a vida simples em Canaã. O chegada dos hebreus não transforma o país em uma potência. Esse evento só vai acontecer posteriormente, mais precisamente no período do reinado de Salomão, filho de Davi, quando a nação será reconhecida internacionalmente. Temos que compreender hoje que a variação geográfica do país levou o povo de Canaã a desenvolver problemas de comunicação, tornando-os um tanto quanto isolados. Isso acabará sendo herdado pelos conquistadores da região, o que gerará certa rivalidade entre as 12 tribos posteriormente. O PERÍODO DOS PATRIARCAS Os patriarcas O termo hebraico que designa um patriarca é Avot ou Abot, plural de Abba (ou “pai”). O primeiro patriarca da história dos hebreus foi Abraão, o “pai da fé”, que foi seguido por Isaque e, após ele, Jacó. ● Abraão forma a família dos hebreus ● Isaque forma a descendência dos hebreus ● Jacó estabelece o povo hebreu ● No egito há a formação na nação dos hebreus. Abraão recebeu o nome de hebreu por atravessar o Eufrates. Saiu de Ur dos Caldeus até Canaã. Diferentemente dos outros povos da época, muito dedicados à agricultura, Abraão era um nômade. Isaque, assim como Abraão, também percorreu o roteiro das pastagens como um nômade pecuarista, e assim também o fez Jacó, que foi um nômade vivendo em tendas. O fato de os patriarcas preferirem ser pecuaristas não significa que eles não conheciam a agricultura, pois a Bíblia Sagrada nos diz que Abraão ofereceu aos anjos que o visitavam pães asmos, o que serve de indicativo para deduzirmos que ele conhecia métodos para o plantio de trigo. E semeou Isaque naquela mesma terra, e colheu naquele mesmo ano cem medidas, porque o Senhor o abençoava. E engrandeceu-se o homem, e ia enriquecendo-se, até que se tornou mui poderoso. Gênesis 26:12,13 As tribos hebraicas se distinguiam das outras tribos vizinhas por alguns motivos: ● Os hebreus eram nômades e pastores, enquanto seus vizinhos eram estabelecidos em cidades e se dedicavam à agricultura. ● Sua religião era diferente pois aceitava apenas um Deus, ou seja, era monoteísta. Isaque e Jacó A vida do patriarca Isaque foi tranquilo, encanto Jacó teve uma vida bastante atribulada. E Isaque orou insistentemente ao Senhor por sua mulher, porquanto era estéril; e o Senhor ouviu as suas orações, e Rebeca sua mulher concebeu. E os filhos lutavam dentro dela; então disse: Se assim é, por que sou eu assim? E foi perguntar ao Senhor. E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor. Gênesis 25:21-23 A lei da primogenitura dita que o mais velho deve herdar a parte majoritária dos bens dos pai. Quando nascem os filhos de Isaque, Esaú é o primeiro, porém desde o ventre Jacó já lutava, de forma que saiu agarrada ao calcanhar do irmão. Por meio das artimanhas de Rebeca e da negociação com Esaú pelo direito à primogenitura em troca de um prato de lentilhas, Isaque acaba concedendo legalmente o direito da primogenitura a Jacó, que é abençoado por seu pai. Partiu, pois, Jacó de Berseba, e foi a Harã; E chegou a um lugar onde passou a noite, porque já o sol era posto; e tomou uma das pedras daquele lugar, e a pôs por seu travesseiro, e deitou-se naquele lugar. E sonhou: e eis uma escada posta na terra, cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela; E eis que o Senhor estava em cima dela, e disse: Eu sou o Senhor Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência; E a tua descendência será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra; E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, atéque haja cumprido o que te tenho falado. Gênesis 28:10-15 Fugindo para a casa de Labão para escapar da fúria do irmão que havia enganado, Jacó se apaixona por Raquel, porém é enganado pelo pai dela, que entrega-lhe Lia após os 7 anos de trabalho requerido pelo casamento com Raquel. Isso acaba fazendo com que tenha que trabalhar por mais sete em troca da filha mais jovem. Quando soube da fuga de Jacó, Labão ainda o perseguiu. Mas após uma longa conversa ao se encontrarem, ambos fizeram uma aliança e Jacó finalmente viajou em direção ao sul. No caminho, Jacó encontrou um grupo de anjos, o que lhe assegurava que Deus o estava protegendo. Jacó também seguiu o seu caminho, e encontraram-no os anjos de Deus. E Jacó disse, quando os viu: Este é o exército de Deus. E chamou aquele lugar Maanaim. Gênesis 32:1,2 Quando estava indo em direção ao encontro de seu irmão Esaú, passando pelo riacho de Jaboque, Jacó encontrou-se com “um varão”, e lutou com ele durante toda noite. Ao romper do dia, o homem deslocou a coxa de Jacó, mas ainda assim Jacó conseguiu ser abençoado. Tal bênção mudou seu nome de Jacó para Israel, que significa “o que luta com Deus”. Jacó, porém, ficou só; e lutou com ele um homem, até que a alva subiu. E vendo este que não prevalecia contra ele, tocou a juntura de sua coxa, e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, lutando com ele. E disse: Deixa-me ir, porque já a alva subiu. Porém ele disse: Não te deixarei ir, se não me abençoares. E disse-lhe: Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó. Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste. Gênesis 32:24-28 Logo depois do ocorrido no riacho de Jaboque, Jacó conseguiu encontrar-se com Esaú. Apesar do clima tenso que antecedeu aquele momento, o encontro dos dois irmão foi grande ternura. Então Esaú correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, e lançou-se sobre o seu pescoço, e beijou-o; e choraram. Gênesis 33:4 HEBREUS NO EGITO A promessa da descendência E pondo-se o sol, um profundo sono caiu sobre Abrão; e eis que grande espanto e grande escuridão caiu sobre ele. Então disse a Abrão: Saibas, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos, Mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza. E tu irás a teus pais em paz; em boa velhice serás sepultado. Gênesis 15:12-15 As palavras de Deus afirmam que a descendência será peregrina e afligida por 400 anos. O período do povo de Israel no egito não foi, entretanto, de 400 anos, uma vez que a prole de Abraão tem seu início em Isaque, que peregrinou durante todos os dias de sua vida. E foram os dias de Isaque cento e oitenta anos. E Isaque expirou, e morreu, e foi recolhido ao seu povo, velho e farto de dias; e Esaú e Jacó, seus filhos, o sepultaram. Gênesis 35:28,29 O tempo que a nação de Israel passou no Egito foi de 220 anos que, somados aos 180 anos de peregrinação de Isaque, totalizam 400. A história de José José foi o décimo primeiro filho de Jacó e o primeiro de Raquel. Raquel era estéril, e sofria por não poder dar filhos de seu ventre. Porém Deus tornou-a fértil e ela deu a luz a José e depois a Benjamim. José nasceu em Padã-Harã, seis anos antes de Jacó retornar à Canaã. Nessa época o patriarca tinha cerca de 90 anos de idade. O período histórico mais provável em que José viveu talvez seja a era dos Faraós Hicsos. E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez- lhe uma túnica de várias cores. Gênesis 37:3 Os irmãos de José nutriam inveja e descontentamento em relação a ele, mas a situação agravou-se ainda mais depois dos eventos dos sonhos de José, onde sua família se prostrava diante dele. E aconteceu que, chegando José a seus irmãos, tiraram de José a sua túnica, a túnica de várias cores, que trazia. E tomaram-no, e lançaram-no na cova; porém a cova estava vazia, não havia água nela. Depois assentaram-se a comer pão; e levantaram os seus olhos, e olharam, e eis que uma companhia de ismaelitas vinha de Gileade; e seus camelos traziam especiarias e bálsamo e mirra, e iam levá-los ao Egito. Então Judá disse aos seus irmãos: Que proveito haverá que matemos a nosso irmão e escondamos o seu sangue? Vinde e vendamo-lo a estes ismaelitas, e não seja nossa mão sobre ele; porque ele é nosso irmão, nossa carne. E seus irmãos obedeceram. Gênesis 37:23-27 José começou a prosperar na casa de Potifar, sendo promovido a supervisor. A esposa de Potifar, entretanto, começou a se interessar pelo hebreu e tentou seduzi- lo. Porém José era temente a Deus e a rejeitou. José foi eventualmente falsamente acusado pela esposa, o que resultou em sua prisão. É na prisão onde acontece o evento da interpretação do sonho do padeiro e do copeiro. Ao fim de dois anos, Faraó sonha e nenhum de seus magos e conselheiros conseguem interpretar. Então falou o copeiro-mor a Faraó, dizendo: Das minhas ofensas me lembro hoje: Estando Faraó muito indignado contra os seus servos, e pondo- me sob prisão na casa do capitão da guarda, a mim e ao padeiro-mor, Então tivemos um sonho na mesma noite, eu e ele; sonhamos, cada um conforme a interpretação do seu sonho. E estava ali conosco um jovem hebreu, servo do capitão da guarda, e contamos-lhe os nossos sonhos e ele no-los interpretou, a cada um conforme o seu sonho. E como ele nos interpretou, assim aconteceu; a mim me foi restituído o meu cargo, e ele foi enforcado. Então mandou Faraó chamar a José, e o fizeram sair logo do cárcere; e barbeou-se e mudou as suas roupas e apresentou-se a Faraó. Gênesis 41:9-14 Além de dar a José a interpretação do sonho, Deus também lhe concedeu sabedoria para que ele apresentasse um plano para Faraó, a fim de que o Egito conseguisse superar os sete anos de crise. Faraó então colocou José como segundo homem do Egito, abaixo apenas dele. E disse Faraó a José: Eu sou Faraó; porém sem ti ninguém levantará a sua mão ou o seu pé em toda a terra do Egito. E Faraó chamou a José de Zafenate-Panéia, e deu-lhe por mulher a Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om; e saiu José por toda a terra do Egito. Gênesis 41:44,45 Com a fome que assolava a terra, crescia a fama de que o Egito tinha mantimento. Isso fez com que os irmãos de José fossem até lá em busca de socorro. Em um primeiro instante, apenas José os reconheceu. Mais tarde, porém, após alguns testes por parte de José, o governador do Egito revelou sua verdadeira identidade aos seus irmãos.. Após a revelação de sua identidade, José tratou de trazer seu pai e toda sua família para o Egito. Mais tarde, quando seu pai morreu, José cuidou dos preparativos para o sepultamento. Ele mandou que Jacó fosse embalsamado segundo o costume egípcio, e o sepultou em Canaã. José morreu com 110 anos de idade. José e os Hicsos Os Hicsos, já citados nas aulas anteriores, recebem bem a família de José por serem também estrangeiros, Foram eles que haviam derrubado a dinastia original e tomado o Egito. Enquanto José viveu, os hebreus foram bem tratados, após sua morte, entretanto, um faraó da dinastia real que não conhecia sua história e não era simpático à ideia de estrangeiros em sua terra assumiu.. Depois de expulsarem os Hicsos de suas terras até Canaã, os egípcios também intentaram batalha contra os Hititas, sendo derrotados. Para levantar a moral abatida, o Faraó escravizou os hebreus e construiu grandes obras. É nesse período que nasce a figura de Moisés, no período do reinado de Ramsés II. A história de Moisés Então ordenou Faraó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem lançareis no rio, mas a todas as filhas guardareis com vida. Êxodo 1:22 Após seu nascimento, os paisde Moisés o esconderam até a idade de três meses, colocando-o no rio ao fim desse período. Quando a filha de Faraó foi ao rio se banhar, viu o cesto que flutuava e decidiu criar o menino. Sua irmã (que acompanhava à distância) ofereceu-se para encontrar uma ama: a própria mãe de Moisés. E aconteceu naqueles dias que, sendo Moisés já homem, saiu a seus irmãos, e atentou para as suas cargas; e viu que um egípcio feria a um hebreu, homem de seus irmãos. E olhou a um e a outro lado e, vendo que não havia ninguém ali, matou ao egípcio, e escondeu-o na areia. E tornou a sair no dia seguinte, e eis que dois homens hebreus contendiam; e disse ao injusto: Por que feres a teu próximo? O qual disse: Quem te tem posto a ti por maioral e juiz sobre nós? Pensas matar-me, como mataste o egípcio? Então temeu Moisés, e disse: Certamente este negócio foi descoberto. Êxodo 2:11-14 Quando Faraó soube o que Moisés havia feito, procurou matá-lo. No entanto Moisés fugiu em direção ao deserto do Sinai, onde auxilia as filhas de Jetro. Moisés acabou se casando com uma de suas filhas, a chamada Zípora, e com ela teve dois filhos. Foi durante o pastoreio do rebanho de Jetro que Deus se revelou a Moisés e o convocou para liberar o povo de Israel do Egito por meio da Sarça Ardente. E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.E Moisés disse: Agora me virarei para lá, e verei esta grande visão, porque a sarça não se queima. E vendo o Senhor que se virava para ver, bradou Deus a ele do meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés. Respondeu ele: Eis-me aqui. E disse: Não te chegues para cá; tira os sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa. Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus. Êxodo 3:2-6 Depois de relutar, Moisés aceitou sua missão e foi ter com o Faraó. Este, entretanto, não pretendia libertar os hebreus. Diante da recusa, Deus mandou dez pragas que culminaram na partida de Seu povo. As Dez Pragas Analisadas Praga Quem Realiza Finalidade Magos / Serviços Água em Sangue Aarão “Saberás que Eu sou o Senhor” Fizeram o mesmo Rãs Aarão “Para que saibas que ninguém é como o nosso Deus” Fizeram o mesmo Mosquitos Aarão “Isto é o dedo de Deus” Insetos Deus Peste do Gado Deus Furúnculos Moisés “Para que saibas que não há outro como Eu em toda a terra” Granizo Moisés e Deus “Para que saibas que a Terra é do Senhor” Gafanhotos Moisés Pedem para Faraó deixar os Judeus partirem Trevas Moisés Morte do Primogênito Deus “Para que saibas que o Ser faz a distinção entre os Egípcios e os Israelitas” Aqui há a instituição da celebração da Páscoa Respeitavam Moisés Faraó ainda tenta perseguir os israelitas, porém Deus abre o Mar Vermelho para dar passagem ao povo e o fecha sobre Faraó. No deserto acontece a vinda do maná, o recebimento da Lei no Sinai e as tábuas dos dez mandamentos. Deus também instrui na construção do santuário e instituição do sacerdócio. E, subindo Moisés ao monte, a nuvem cobriu o monte. E a glória do Senhor repousou sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias; e ao sétimo dia chamou a Moisés do meio da nuvem. E o parecer da glória do Senhor era como um fogo consumidor no cume do monte, aos olhos dos filhos de Israel. E Moisés entrou no meio da nuvem, depois que subiu ao monte; e Moisés esteve no monte quarenta dias e quarenta noites. Êxodo 24:15-18 Em decorrência da incredulidade e rebeldia dos israelitas, a peregrinação pelo deserto se estendeu por quarenta anos. O resultado foi que a primeira geração que havia saído do Egito, morreu antes de entrar na Terra Prometida. Então subiu Moisés das campinas de Moabe ao monte Nebo, ao cume de Pisga, que está em frente a Jericó e o SENHOR mostrou-lhe toda a terra desde Gileade até Dã; E todo Naftali, e a terra de Efraim, e Manassés e toda a terra de Judá, até ao mar ocidental; E o sul, e a campina do vale de Jericó, a cidade das palmeiras, até Zoar. E disse-lhe o Senhor: Esta é a terra que jurei a Abraão, Isaque, e Jacó, dizendo: À tua descendência a darei; eu te faço vê-la com os teus olhos, porém lá não passarás. Assim morreu ali Moisés, servo do Senhor, na terra de Moabe, conforme a palavra do Senhor. E o sepultou num vale, na terra de Moabe, em frente de Bete-Peor; e ninguém soube até hoje o lugar da sua sepultura. Deuteronômio 34:1-6 Principais acontecimentos durante a peregrinação no deserto ● Êxodo 15 - o povo se queixa por falta de pão e água. há a vinda do maná; ● Êxodo 17 - a batalha contra os amalequitas que se opõem ferozmente ao povo hebreu. Aqui há o evento da oração de Moisés de braços erguidos e a vitória sobre os amalequitas; ● Êxodo 18 - o encontro de Jetro, sogro de moisés, e o conselho para organizar, delegar e hierarquizar a justiça entre os hebreus; ● Êxodo 25 - Moisés pede oferta para a construção do tabernáculo; Eis que eu tenho chamado por nome a Bezalel, o filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, E o enchi do Espírito de Deus, de sabedoria, e de entendimento, e de ciência, em todo o lavor, Para elaborar projetos, e trabalhar em ouro, em prata, e em cobre, E em lapidar pedras para engastar, e em entalhes de madeira, para trabalhar em todo o lavor. E eis que eu tenho posto com ele a Aoliabe, o filho de Aisamaque, da tribo de Dã, e tenho dado sabedoria ao coração de todos aqueles que são hábeis, para que façam tudo o que te tenho ordenado. Êxodo 31:2-6 ● Êxodo 32 - A queda do povo e a adoração ao bezerro; ● Êxodo 33 - Moisés se torna advogado do povo para com Deus; ● Êxodo 34 - Moisés quebra as tábuas da lei; ● Êxodo 40 - A conclusão do Tabernáculo; Então a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo; De maneira que Moisés não podia entrar na tenda da congregação, porquanto a nuvem permanecia sobre ela, e a glória do Senhor enchia o tabernáculo. Quando, pois, a nuvem se levantava de sobre o tabernáculo, então os filhos de Israel caminhavam em todas as suas jornadas. Se a nuvem, porém, não se levantava, não caminhavam, até ao dia em que ela se levantasse; Porquanto a nuvem do Senhor estava de dia sobre o tabernáculo, e o fogo estava de noite sobre ele, perante os olhos de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas. Êxodo 40:34-38 As leis de Deus Após a queda, Deus deus a Adão um conjunto de 6 leis, as chamadas “leis de Adão”. A Noé Deus acrescenta um sétimo: 1. Proibição de idolatrar falsos deuses; 2. Proibição de blasfemar contra Deus; 3. Proibição do roubo; 4. Proibição do assassinato; 5. Lei do incesto e adultério; 6. Não comer animal ainda vivo; 7. Mandamento de estabelecer leis e corte de justiça; A Abraão é dado um oitavo preceito: o da circuncisão. Jacó recebe o preceito do anjo acerca da proibição de se comer o nervo ciático e, no monte Sinai, Moisés recebe os 10 mandamentos. A DISTRIBUIÇÃO TERRITORIAL DE CANAÃ Quando o povo de Israel, liderado por Josué, toma posse gradativa da terra prometida gradativamente, acontece a distribuição das terras entre as tribos. A Bíblia nos mostra que, nesse período, havia três problemas que acompanhavam a comitiva israelense que deveriam ser resolvidos na distribuição: 1. O gado; 2. O problema populacional; 3. A localização territorial das tribos; Com a morte de Moisés, tomou seu lugar Josué, filho de Num, da tribo de Efraim. Nesse momento acontece um tipo de evolução do povo de Israel como nação, e sua liderança é dividida em duas áreas: a espiritual, a cargo dos sacerdotes de Levi, e a militar, a cargo de Josué. Essa divisão foi importante para o povo hebreu, porque assim nenhum líder poderia fazer o que bementendesse aos moldes dos tiranos na história. Essa medida de divisão de poder permitiu ao povo criticar tanto o rei quanto o sacerdote quando estes iam contra a lei. Josué procurou unir as tribos e, às margens do Jordão, celebrou a páscoa e circuncidou todos os homens em Israel. As áreas a leste do Jordão foram designadas para as tribos com maior volume de gado: Rubem, Gade e metade da tribo o de Manassés. A tribo de Manassés se estabeleceu além do rio também por um problema populacional, era a maior delas. OS JUÍZES E O CICLO VICIOSO Com o povo de Israel já de posse de Canaã e as tribos distribuídas, os mesmos problemas geográficos que assolaram os cananeus agora passam para os hebreus: isolamento. Durante o tempo dos juízes o povo de Israel passou por um ciclo vicioso de 2010 anos de “pecado, castigo, arrependimento e perdão”. Findado o tempo de punição, Deus levantava um juiz que lhes libertava da opressão até que recomeçasse o ciclo. Juíz Povo Inimigo Tribo Hebraica Local do Tanach Ehud Moavim Reuven, Gad e ½ Menashe Juízes Dvorá Knaaim Naftali, Zvulun Juízes 4 e 5 Guidon Midianim Menashe, Efraim Juízes 6 e 8 Iftach Amonim Reuven, Gad e ½ Menashe Juízes 11 e 12 Shimshon Plishtim Dan Juízes 13 e 16 Shmuel Plishtim Todas I Sam 1 à 8 A partir dessas informações podemos perceber que os castigos que vinham sobre a nação não caíam sobre todas as tribos e a todos os momentos. Ao contrário, a opressão era esporádica e localizada, acontecendo em decorrência de comportamentos específicos e sendo cometida por povos diferentes. A TRANSIÇÃO DA TEOCRACIA PARA A MONARQUIA As leis dos reis Antes mesmo de chegar ao período da monarquia em Israel, Deus já havia elucidado a Moisés a organização de como deveriam proceder os reis, bem como quais seriam as vantagens e obrigações da coroa. As leis dos reis incluem 23 preceitos proibitivos e 10 preceitos positivos: 1. Israel deveria eleger um rei dentre seus irmãos, que não poderia ter trabalhado como barbeiro, açougueiro ou curtidor; 2. A proibição de se eleger um converso; 3. A proibição do rei ter muitas esposas; 4. A proibição do rei ter muitos cavalos; 5. A obrigação do rei de não acumular ouro em demasia; 6. A obrigação de destruir as 7 nações inimigas; 7. A proibição de deixar qualquer membro das nações inimigas vivo; 8. A obrigação de exterminar os amalequitas; 9. A obrigação de lembrar o que fez Amaleque; 10. A proibição de esquecer dos atos cruéis de Amaleque; 11. A proibição de habitar no Egito; 12. A obrigação de oferecer paz a uma cidade sitiada; 13. A proibição de destruir árvores frutíferas; 14. A obrigação de construir latrinas fora do acampamento do exército; 15. A obrigação de fornecer lugares de purificação para o exército; 16. A obrigação de demandar de todo soldado que carregasse uma pá para a hora de suas necessidades; 17. A obrigação de escolher um sacerdote para falar a todo o exército antes da batalha; 18. O dever de isentar noivos e recém casados da batalha; 19. O recém casado estará isento por um ano do serviço do exército; 20. A lei de não ficar amedrontado na batalha; 21. A proibição de obrigar a mulher gentia a servir; 22. A proibição de capturar e vender a mulher gentia; 23. A proibição de obrigar a mulher gentia ao trabalho servil; O legado de Saul E havia um homem de Benjamim, cujo nome era Quis, filho de Abiel, filho de Zeror, filho de Becorate, filho de Afia, filho de um homem de Benjamim; homem poderoso. Este tinha um filho, cujo nome era Saul, moço, e tão belo que entre os filhos de Israel não havia outro homem mais belo do que ele; desde os ombros para cima sobressaía a todo o povo. 1 Samuel 9:1,2 O reinado de Saul durou 40 anos, sendo que durante os 13 primeiros anos seu mandato foi repleto de pontos positivos: suas campanhas iniciais libertaram uma área que se transformou posteriormente no núcleo do reinado de Davi. Além disso, a existência de um rei e uma capital fortaleceram os laços entre as tribos. Seus erros, entretanto, foram muito graves e lhe custaram caro: quando Samuel diz a Saul que marchasse contra os amalequitas e os destruísse, o rei inicia a batalha sem a presença do profeta e oferece sacrifícios por conta própria. Além disso, havia poupado a Acade, deixando também que a melhor parte do rebanho inimigo fosse tomada. Saul suicidou-se jogando-se sobre uma espada numa batalha contra os filisteus. O legado de Davi Então disse o SENHOR a Samuel: Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche um chifre de azeite, e vem, enviar-te-ei a Jessé o belemita; porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei. 1 Samuel 16:1 Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do Senhor se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá. 1 Samuel 16:13 Uma vez que se torna rei, Davi precisa pôr em prática as leis que haviam sido transgredidas por Saul, seu antecessor. Breve resumo do reinado de Davi: ● Davi é ungido rei de Israel; ● Davi mata o gigante Golias; ● Davi se vê obrigado a fugir dos ciúmes de Saul; ● Por um tempo, Davi permanece em solo filisteu unido a eles; ● Davi foge e refugia-se na caverna de Adulão, tornando-se chefe de 400 homens; ● Davi realoca o centro do reinado para Hebrom e, posteriormente, Jerusalém; ● Davi casa-se com uma das filhas de Saul, Mical; ● Após a morte de Saul, Davi começa a reinar sobre apenas uma tribo em Hebrom; ● Saul deixa seu filho Isbosete como sucessor. Há a batalha de irmão contra irmão e Abner, general de Saul, procura dar um fim ao conflito matando Isbosete; ● Antes de Abner cumprir com seu plano, Joabe, general e sobrinho de Davi, mata; ● Outros dois homens matam Isbosete e, apresentando esse fato a Davi, são mortos pelo rei; ● Davi é aclamado rei sobre todo Israel; ● Davi reina por 3 anos em Hebrom e 37 em Jerusalém; ● Davi conquista as 7 nações inimigas e torna todas elas tributárias. Necessitando de uma capital, conquista Jerusalém com auxílio de Joabe, que agora retoma seu posto como general. ● Davi transfere a arca para Jerusalém, tornando-a a capital religiosa do país; ● Durante o reinado de Davi, o exército de Israel foi expandido e fortificado; O legado de Salomão Devido ao caso da morte de Urias, Deus usa o profeta Natã para revelar a Davi que o rei não poderia construir a casa de Deus, pois suas mãos eram manchadas de sangue. Ele é, entretanto, autorizado a construir um muro ao redor do monte sagrado, preparando o terreno para a construção de Salomão. Salomão - assim como seus dois antecessores - reinou por quarenta anos. Estes foram os anos áureos do povo de Israel. Durante esse período, os inimigos haviam sido conquistados e reinava paz na terra. Salomão fez aliança com Hirão e Faraó, e recebe de Deus o dom da sabedoria, tornando-se o homem mais sábio dentre todos os outros. Em seu reinado, conclui a construção do templo de de Jerusalém e embeleza o país, tornando-o forte e refinado aos moldes de uma potência. REINO DIVIDIDO: NORTE E SUL Após a morte de Salomão, Roboão, seu filho, reinou em seu lugar. Para construir o templo e manter o custo de vida luxuoso, Salomão começou a cobrar impostos mais alto, deixando o povo insatisfeito, porém não muito, já que a construção do templo aliviara a tensão. Os impostos, entretanto, permanecem mesmo depois da finalização do templo, e Roboão assumiu um país com uma população revoltada. Ignorando o conselho dos anciãos, decidiu manter um pulso firme e manter os impostos. Por causa disso, 10 tribos saíram revoltadas e renegaram o rei de Judá, dividindo em dois o reino de Israel. O norte estabeleceu sua capital em Samaria, o sul, em Jerusalém. O reino do sul agora passa a ser formado por Judá e Benjamim, sendo conhecido como reino de Judá. Deus faz uso de um profetapara chamar Jeroboão de seu exílio para reinar sobre o norte. É provável que seu longo tempo de exílio o tenha influenciado, e ele agora quer fazer do reino do norte algo parecido com as potências liberais da época. O reino do norte está agora em processo de assimilação, havendo culto pagão, expulsão dos sacerdotes antigos e admissão de sacerdotes de outras terras. No reino do sul, entretanto, ainda há devoção, e os sacerdotes do norte migram para lá. Eventualmente Jeroboão voltou sua atenção para o reino do sul, e busca invadi-lo com 800 mil homens, porém é derrotado pela metade dessa quantia pelo povo ainda devoto ao Senhor liderado por Abias. O reino do sul ainda passa por outras batalhas: uma contra a Etiópia - uma força de 1 milhão de soldados e 300 mil carros - contra as duas tribos de Judá e, posteriormente, a de três nações contra Judá. Os principais reis de Judá e Samaria O reino do norte teve um tempo menor que o do sul, pois no final do ano 722 a.C. o imperador Sargão domina o reino setentrional e leva as 10 tribos para lugares distantes, recolonizando o país com estrangeiros e fundando o povo samaritano Os reis de Samaria ● Jeroboão I [928-907 a.C.] ● Nadab [907-906 a.C.] ● Baasa [906-833 a.C.] ● Elá [883-882 a.C.] ● Zimri [882 a.C.] ● Onri [882-871 a.C.] ● Acabe [871-852 a.C.] ● Acazias [852-851 a.C.] ● Jeorão [851-842 a.C.] ● Jeú [842-814 a.C.] ● Jeoacaz [814-800 a.C.] ● Jeoás [800-784 a.C.] ● Jeroboão II [784-748 a.C.] ● Zacarias [748 a.C.] ● Salum [748 a.C.] ● Menaém [747-737 a.C.] ● Pecaías [737-735 a.C.] ● Peca [735-733 a.C.] ● Oséias [733-724 a.C.] ● Queda de Samaria [722 a.C.] Os reis de Judá ● Roboão [928 - 911 a.C.] ● Abias [911 - 908 a.C.] ● Asa [908 - 867 a.C.] ● Josafat [867 - 846 a.C.] ● Jorão [846 - 843 a.C.] ● Ocozias [843 - 842 a.C.] ● Atália [842 - 836 a.C.] ● Joás [836 - 798 a.C.] ● Amassias [798 - 769 a.C.] ● Uzias Azarias [769 - 733 a.C.] ● Jotão [758 - 743 a.C.] ● Acaz [747 - 733 a.C.] ● Ezequias [727 - 698 a.C.] ● Manassés [698 - 642 a.C.] ● Amom [641 - 640 a.C.] ● Josias [640 - 609 a.C.] ● Joacaz [609 a.C.] ● Jeoaquim [608 - 598 a.C.] ● Zedequias [596 - 586 a.C.] ● Queda de Jerusalém [586 a.C.] LEGADO DOS PROFETAS Considerando que já havia no período de Caim e Abel um forte conhecimento acerca de Deus haja visto que os irmãos ofereciam sacrifícios a Deus não por motivo de mera comunicação, mas sim de aproximação com o Eterno. Pós caim e abel surge uma comunidade que, dentro da tradição judaica, é chamada de Comunidade de Justiça, que coloca como profetas a figura de alguns patriarcas. Estes não eram profetas como os que falavam em nome de Deus diretamente, mas uma classe do ponto de vista pedagógico, divulgando a ideia do monoteísmo e do Deus verdadeiro. Dentre essas figuras encontravam-se: ● Shem ● Heber ● Noé ● Matusalém ● Enoque Nos tempos bíblicos os judeus não se destacaram por suas construções grandiosas como os gregos. Sua contribuição foi para a humanidade a partir de um ponto de vista de ideias e valores religiosos e intelectuais, a exemplo do conceito de história linear, ao contrário da cíclica. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. João 4:22 Os primeiros profetas foram homens corajosos que não tiveram temor nenhum de falar em nome de Deus, disse a mensagem para ela para aviso, sentença ou orientação. Os primeiros profetas pós moisés são ● Samuel ● Natã ● Elias A diferença dos primeiros profetas para os últimos foi que os primeiros se dirigiram especificamente aos reis da terra, não ao povo em geral. Os últimos profetas Profeta Amós Hoshea Yeshayahu Irmiahu Época em que Viveu 780-760 A.E.C. 750-740 A.E.C. 720-690 A.E.C. 620-580 A.E.C. Local de Nascimento Yehuda (Tekoa) Israel (Shomron) Yehuda (Yerushalaim) Yehuda (Anatot) Local em que Profetizou Israel (Belt El) Israel (Shomron) Yehuda (Yerushalaim) Yehuda (Yerushalaim) Crimes do Povo Injustiça Social e Opressão dos Pobres Idolatria, Crimes individuais, furtos, mentira, assassinato Injustiça social, juízes corruptos, idolatria, opressão dos pobres, órfãos e viúvas Injustiça social, escravidão, idolatria, falsos profetas, maus juízes, sacrifícios fora de Yerushalaim Castigo Exílio Destruição do País Destruição de Yerushalaim Destruição de Yerushalaim por um povo do Norte - Exílio Política Exterior Contra a aliança com a Assíria Contra a aliança com o Egito e com a Assíria. O povo deve confiar em Deus. Contra o Egito, o povo de render-se à Babilônia porque é um castigo divino. Observações Fundador do movimento. Depois do castigo, o povo voltará a Israel e viverá pacificamente. Preocupa-se mais com a idolatria do que com os problemas sociais. Imagina Deus e o povo como marido e mulher. O povo será culpado de Quando Israel e Yehuda tiverem cumprido o castigo, virá o Messias e haverá paz universal. Todos os povos seguirão as leis de Deus e Muito antipatizado pelo povo. Dá grande importância a Yerushalaim. Cada um é responsável por suas ações e o castigo deve passar para os “adultério” por seguir outros deuses. não haverá mais guerras. Cada povo tem um papel a cumprir no mundo. filhos. Yerushalaim será reconstruído depois do exílio. CATIVEIROS: ASSÍRIO E BABILÔNICO Por volta do ano 722 a.C. a nação da Assíria vinha tomando toda a região do Oriente Médio, e aponta sua atenção para o reino do norte. Os assírios tinham uma crueldade terrível: após derrotar o norte, Sargão leva cativas as 10 tribos de israel. Os outros povos realocados no território de Israel cruzaram com os poucos judeus que permaneceram, o que resultou no nascimento dos samaritanos. Os últimos 20 anos da existência de Judá foram dominados por uma série de manobras políticas designadas para agradar o Egito sem desagradar a Babilônia. O profeta Jeremias, entretanto, afirmava que o acordo com o Egito não poderia ser feito, porque os judeus deveriam aceitar o castigo por seus crimes. A Babilônia saiu vitoriosa no conflito, chegando às portas de Judá por volta de 597 a.C e levando os nobres do reino cativos. Nabucodonosor dá a posse do reinado a Ezequias em 588 a.C., que, acreditando ser mais poderoso que era, tenta derrotar a Babilônia. Irado, Nabucodonosor cerca a Jerusalém por um ano e meio, culminando na rendição da cidade. Aqui, o conquistador traz consigo a segunda leva de cativos para a Babilônia, deixando apenas os agricultores e pecuaristas para trabalhar. No ano terceiro do reinado de Jeoiaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, rei de babilônia, a Jerusalém, e a sitiou. E o Senhor entregou nas suas mãos a Jeoiaquim, rei de Judá, e uma parte dos utensílios da casa de Deus, e ele os levou para a terra de Sinar, para a casa do seu deus, e pôs os utensílios na casa do tesouro do seu deus. E disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, e da linhagem real e dos príncipes, Daniel 1:1-3 E entre eles se achavam, dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e Azarias; E o chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: a Daniel pôs o de Beltessazar, e a Hananias o de Sadraque, e a Misael o de Mesaque, e a Azarias o de Abednego. Daniel 1:6,7 O governador deixado por Nabucodonosor, Gedália, é assassinado pelos camponeses que, em seguida, fogem para o Egito levando consigo o velho profeta Jeremias. O cativeiro caldeu foi de 586 - ano da destruição do templo - a 536 - época da conquista dos persas. A Babilônia recebeu-os bem, permitindo que permanecessem judeus em sua cultura. Lá receberam campos para cultivar, trabalharam nas obras públicas e na prática do comércio. Na BabiLônia houve algumas inovações religiosas para o povo, que antesnão obedecia mais as leis alimentares de pureza dos judeus e não observava o sábado. Os judeus interpretaram seu cativeiro como castigo divino e, como era proibido sacrificar ao Senhor fora de Jerusalém, começou-se uma nova tradição nas sinagogas: oração, leitura da Torá, as três orações por dia e os jejuns. Nesse contexto, alguns judeus começaram a aparecer no contexto polos judeus começam a aparecer no contexto político da Babilônia, a exemplo do relato de Daniel e de Hananias, Misael e Azarias. Passados cinquenta anos surge uma outra potência potência para disputar a região: a união dos medos e dos persas. DOMÍNIO PERSA A reconstrução da nação Com a queda da Babilônia pelas mãos de Ciro, os judeus passam a estar sob o domínio persa. Os persas costumavam deixar seus subalternos viverem de acordo com sua cultura, de forma que o rei Ciro permitiu aos judeus o retorno para Israel. Cerca de 50 mil imigrantes sobem a fronteira depois da proclamação do rei Ciro. Nesse cenário há um duro combate contra os samaritanos, que buscam impedir a reconstrução do templo. Aqui surge a figura de Esdras para levar o povo à prática da lei. Uma vez de volta a Israel, o povo hebreu estava consciente de que era necessário um retorno ao antigo pacto do Sinai. Esdras sobe a Israel munido de uma autorização de Artaxerxes I. A primeira medida que toma é impor, baseado nos livros de Moisés, a Lei ao povo. Para isso, organiza um grupo de homens versados na Lei para auxiliá-lo. Esdras também expulsa as mulheres estrangeiras casadas com homens judeus. Posteriormente, mais precisamente no ano de 445 a.C., Neemias chega a Jerusalém como governador, e empreende reformas sociais profundas e a construção do muro e do templo. A grande oposição contra o trabalho de Neemias partiu principalmente de Sambalate, o honorita, Tobias, o amonita, e Gesém, o arábio, que afligiram insultos e zombarias, arquitetaram ataques armados, planejaram uma emboscada para capturar Neemias e fazer-lhe mal, plantaram notícias de que o motivo real da reconstrução dos muros era uma suposta rebelião contra a Pérsia, e, inclusive, tentaram induzir Neemias ao erro, fazendo com que ele pecasse por entrar num lugar que só era permitido aos sacerdotes. Após 52 dias, a obra de reconstrução dos muros foi concluída. Acabou-se, pois, o muro aos vinte e cinco do mês de Elul; em cinqüenta e dois dias. Neemias 6:15 O surgimento de partidos religiosos Depois da morte de Esdras acontece o surgimento de 3 partidos religiosos judeus: Os Saduceus, consideravam apenas pentateuco e não acreditavam em ressurreição ou anjos; Os Fariseus, observantes ortodoxos da lei; E os Essênios, um grupo de religiosos que se separam do mundo social para habitar nas cavernas perto do mar morto. Eles possuíam conhecimento médico e disciplina rígida. PERÍODO HELÊNICO Alexandre, o Grande e a revolta dos judeus Esse período é o chamado intertestamentário: os 400 anos de silêncio de Deus para os indivíduos em Israel. Porém não podemos tirar disso que Ele não estava agindo na história. Quando o império persa decide conquistar a Europa a partir da Grécia, as forças de Xerxes são rechaçadas e Atenas se coloca como metrópole principal da Grécia. Esses eventos viriam a causar o conflito da guerra do peloponeso, que enfraquece a Grécia e permite que Filipe incorpore o país ao império macedônico. Quando Alexandre toma posse do império macedônico, se vê munido do exército e poderio macedônico aliado à filosofia grega. Alexandre chega a Israel em 33 a.C., colocando o povo sob domínio macedônio. Alexandre queria instaurar o estilo comportamental grego dentro da moldura de cada povo, sem que perdessem suas raízes culturais. O choque cultural causado por suas ideias é forte, culminando no desaparecimento de muitas culturas. Em Israel, Alexandre instaura um polo helênico - a região chamada de decápolis - onde residiria a classe meio helenizada que vira com bons olhos as influências da cultura grega. Alexandre reinou por 10 anos, e seu império se estendeu até a Índia. Depois de sua morte, o império foi dividido em quatro partes, dentre as quais uma para o general Ptolomeu, com sede em Alexandria, e outra para Seleuco, com sede em Antioquia. É nesse período em que acontece a tradução da Antigo Testamento para o grego. Essa tradução possibilitou que a população judaica crescesse do ponto de vista intelectual. É também aqui que Hircano converte-se ao judaísmo. Judas Macabeu surge num cenário em que o império selêucida começa a cobrar impostos altíssimos de israel. Nesse contexto o sacerdote passa a ser um delegado autorizado de Antíoco, de forma que o povo se revolta e começa uma guerra contra o exército grego-sírio. Quando Antíoco retorna de uma batalha contra o Egito, abafa o conflito emergente matando muitos judeus e elegendo seus soldados para cobrar impostos e proibir a leitura e o estudo da Torá. Nesse contexto, Matias Macabeu mata um oficial grego-sírio e foge para as montanhas com um grupo de judeus. Judas Macabeu derrota os greco-sírios em vários encontros e termina por fazer um acordo de paz no fim da via de Antíoco. Acontece então a purificação do templo e sua rededicação. PERÍODO ROMANO Herodes, o grande Herodes aparece em cena depois que os judeus buscam se tornar um estado independente sem um governo estrangeiro. A princípio, eles buscaram um acordo com os romanos, do qual resultou a destruição do império grego-sírio. A princípio, os romanos viram vantagem nisso. Roma, entretanto, se aproveitou da fragilidade judaica para derrotar os selêucidas e, passado algum tempo, cair sobre Israel. Na qualidade de governador, Herodes reprimiu cruelmente a revolta liderada por um homem chamado Ezequias, violando a lei judaica para executá-lo. Por causa disso, Herodes foge para a Síria, onde angaria apoio dos romanos. Confusões internas no império romano encorajam invasões a partir da Babilônia que chegam até a fronteira judaica. Roma então oferece a Herodes o título de rei da Judéia em troca da expulsão dos invasores, o que, de fato, acontece. Nesse período surgem também os asmoneus, que intentam em retomar o poder original do sumo sacerdote fazendo Herodes casar-se com Miriam numa manobra política, pois seus filhos teriam direito ao sacerdócio de Arão. Quando Herodes teve conhecimento disso, matou seus filhos, esposa e os irmãos dela, retira o poder político do sinédrio e estabelece uma tirania pessoal ao modelo dos césares, utilizando dinheiro dos pesados impostos para construir obras aos moldes romanos. Seu violento governo terminou com sua morte no ano 4 a.C. e seu testamento demandava a divisão o país em três regiões, cada uma para um filho. Aqui acontecem os eventos da revolta judaica que buscava libertá-los da opressão estrangeira, o que ultimamente não acontece, pois as fortalezas rebeldes foram caindo uma a uma.