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Questões resolvidas

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TEORIA POLÍTICA I
2019
Prof. Sandro Luiz Bazzanella
Prof. Walter Marcos Knaesel Birkner
GABARITO DAS 
AUTOATIVIDADES
2
TEORIA POLÍTICA I
UNIDADE 1
TÓPICO 1 
1 Como se constituía a religião grega antiga? Qual é a sua contribuição 
na conformação da polis e da cidadania?
R.: A religião grega antiga possuía um caráter imanente. Os deuses não 
transcendem a physis, mas se encontram integrados a ela. Tal concepção 
religiosa implica o fato de que mesmo considerando a dimensão divina, 
supra-humana, que conforma a condição dos deuses, eles não se 
sobrepõem de forma absoluta aos seres humanos. Participar da physis 
com as demais formas de existência requer dos deuses a condição da 
negociação, do compartilhamento dos anseios, dos desejos, das paixões 
e necessidades que circunscrevem as demais formas de vidas, sobretudo 
a forma de vida humana. “A religião grega não é uma religião do livro. 
Afora algumas correntes sectárias e marginais, como o orfismo, ela não 
conhece texto sagrado ou escrituras sagradas, nos quais a verdade da 
fé se encontraria definida e depositada uma vez por todas. Não há lugar, 
dentro dela, para dogmatismo. As crenças que os mitos veiculam, enquanto 
acarretam a adesão não possuem nenhum caráter de força ou de obrigação; 
elas não constituem um corpo de doutrinas que fixam as raízes teóricas da 
piedade, assegurando aos fiéis, no plano intelectual, uma base de certeza 
indiscutível” (VERNANT, 2002, p. 229).
2	 O	que	significa	afirmar	que	a	democracia	para	os	gregos	antigos	se	
apresenta numa dimensão qualitativa, diferente dos dias atuais em 
que ela se apresenta como uma questão quantitativa?
R.: Talvez, se possa afirmar que a questão da democracia para os 
gregos antigos não se apresenta como uma questão quantitativa, em que 
todos “devem” participar. Mas, se apresenta no âmbito qualitativo ao se 
questionarem sobre qual a melhor forma de governo. “Observa-se que a 
questão concernente à “forma de governo” é, para o pensamento antigo, 
uma questão vital que diz respeito ao próprio valor de uma determinada 
forma de organização da política” (ROSENFIELD, 1980, p. 7). Afinal, trata-
se o do governo da polis, do espaço público que se constitui a possibilidade 
de uma vida qualificada, do bem viver, da busca da felicidade. 
3
TEORIA POLÍTICA I
TÓPICO 2
1 Qual é a importância que a educação (Paideia) assume na República 
de Platão? Você concorda com Platão de que o nível de educação 
dos	cidadãos	influencia	na	dinâmica	da	democracia?
R.: Platão dedica na sua obra República atenção específica à educação dos 
guerreiros e dos governantes, na medida em que cada uma destas funções 
exige uma virtude específica. A virtude por excelência dos guerreiros é a 
coragem e, a virtude característica do governante é a sabedoria. É tarefa 
cardeal da Paideia, da educação, é potencializar estas duas virtudes 
nestas duas classes, bem como promover de forma geral a virtude da 
justiça e da temperança como forma de manter as diversas classes que 
compõem o Estado. No que concerne as virtudes cardeais da justiça e da 
temperança, Platão sinaliza que “A justiça (dikaiosyne) induz os cidadãos 
a desempenharem perfeitamente suas funções, sem invadirem os campos 
das outras classes. A temperança (sophrosyne) assegura a subordinação 
dos governados aos governantes” (MONDIN, 1981, p. 76).
2 Por que para Aristóteles a forma republicana de governo é mais 
justa e adequada?
R.: Na República um número maior de pessoas tem o direito de exercer sua 
cidadania, o que assegura a participação direta nos processos decisórios 
dos governos. Essa forma é justa na medida em que a presença ativa 
de muitos cidadãos seja a característica principal das decisões com o 
objetivo de garantir o interesse republicano. Todavia, também essa forma 
de governo pode degenerar-se. Pode manter as aparências de um regime 
republicano, contando com a participação de muitos, mas corromper-se no 
seu oposto, qual seja, a demagogia. Essa significa o governo das massas, 
das multidões, em que os governantes atendem somente aos interesses 
dos mais pobres. Suas demandas nem sempre são as mais justas e o 
atendimento às suas reivindicações pode gerar uma tirania da maioria sobre 
as minorias, ocasionando instabilidade, desperdícios de recursos e, por fim, 
violência e atraso.
4
TEORIA POLÍTICA I
TÓPICO 3
1 Para Santo Agostinho qual é o sentido do exercício da política?
R.: Para Agostinho exercer a política, somente faz sentido se tal função 
estiver a serviço do projeto da salvação. O exercício da política desprovido 
desta finalidade vincula-se aos interesses individuais de arrebanhar fama 
e poder e, nesta direção se sobrepõe aos interesses da comunidade cristã 
conduzindo necessariamente a injustiças sociais, à violência, a revoltas 
impossibilitando ao cristão conduzir-se pelo caminho do bem e, da justiça 
condições fundamentais para o alcance da Cidade celeste. Sob tais 
pressupostos, o exercício do poder temporal se apresenta adequado e 
legítimo na medida em que é conduzido à luz da vontade, e da bondade 
divina. Sob tais perspectivas, o que está pressuposto na concepção política 
de Santo Agostinho é a preservação e a potencialização da dignidade 
humana. Ou seja, o ser humano na condição de imagem e semelhança do 
criador é portador de dignidade humana e divina. Transcendente em sua 
condição humana é imprescindível que ao longo de sua vida terrena observe 
e cultive os valores circunscritos na obra da criação. Nesta direção, a função 
da política vai além do que o mero estabelecimento de condições materiais 
necessárias a manutenção da vida, ao bem-estar físico dos seres humanos, 
mas deve colaborar para o exercício da piedade, dos valores cristãos, da 
concórdia entre as pessoas e as comunidades cristãs.
2 Como São Tomás de Aquino concebe o Estado?
R.: Vinculado majoritariamente ao pensamento aristotélico o expoente 
máximo da escolástica afirma que a origem do Estado se circunscreve a 
partir disposição natural do homem para a constituição da polis. É de sua 
natureza a associação com outros seres humanos como forma de garantir a 
materialidade da vida, mas, sobretudo como forma de qualificá-la, de alcance 
do bem-viver da felicidade. Ainda, nesta direção os indivíduos reconhecem 
a importância da associação e da divisão das tarefas como forma racional 
de garantir a sobrevivência. “Santo Tomás constrói uma doutrina teológica 
do poder e do Estado. Primeiramente, compreende que a natureza humana 
tem fins terrenos e necessita de uma autoridade social. Se o poder em sua 
essência tem uma origem divina, é captado e se realiza através da própria 
natureza do homem, capaz de seu exercício e sua aplicação” (WOLKMER, 
2001, p. 6). 
5
TEORIA POLÍTICA I
UNIDADE 2
TÓPICO 1
1 Quais são as características essenciais do pensamento moderno? 
Considere a concepção antropológica, descrevendo como o homem 
passa a ver a si próprio e como essa nova concepção interfere no 
desenvolvimento da ciência e da política.
R.: O antropocentrismo é caracterizado pela perspectiva de que o homem 
passa a se ver como o centro do universo e medida de todas as coisas. 
Isso leva o homem a acreditar na sua própria capacidade racional de 
compreender o mundo e transformá-lo à sua maneira, segundo os seus 
interesses. Por extensão disso, a liberdade de pensar e agir passa a ser 
sua principal reivindicação histórica. A liberdade de pensamento e a busca 
de um entendimento racional acerca do mundo conduz ao desenvolvimento 
da ciência e da política, através da concepção do Estado moderno, até as 
democracias contemporâneas.
2 Descreva como Maquiavel analisa a política, como entende que 
deva ser o comportamento do governante, demonstrando ser um 
pensador moderno, através do seu realismo político. 
R.: O ponto de partida de Maquiavel é a realidade política como lhe parece ser 
de fato e não como devesse ser. O governante não deve ser simplesmente 
bom, generoso. Deve, sobretudo, ser eficaz, capaz de estabelecer quais asestratégias mais eficientes diante da realidade, a fim de que os fins sejam 
alcançados. Os fins são mais importantes que os meios. Nesse sentido, 
Maquiavel destitui a análise política da moral. Os homens, em política, agem 
efetivamente na busca do poder e na sua manutenção. O que Maquiavel 
demonstrava é que as ações regidas pela moral e, portanto, orientadas pela 
divina sabedoria que distingue o bem do mal, sucumbem ao império das 
ações humanas na política, racionais e egoístas. Portanto, não é Deus e 
sim o homem que está no centro das coisas da política. É o que podemos 
chamar de uma concepção renascentista, que coloca o homem no centro 
das coisas, sendo essa a característica do realismo político do autor. 
6
TEORIA POLÍTICA I
TÓPICO 2
1 Diferencie as concepções antropológicas, isto é, compreensão sobre 
a natureza humana de Thomas Hobbes e de Jean Jacques Rousseau 
e diga qual é a principal tarefa do Estado para cada um deles, no 
contrato social.
R.: Na concepção Thomas Hobbes, os homens são egoístas e deixados 
à própria sorte em sociedade, se matariam uns aos outros. Assim, a 
preservação da segurança, isto é, da vida é o principal dever do Estado. 
Para Jean Jacques Rousseau, os homens nascem bons, livres e iguais 
entre si e a sociedade corrompe a sua natureza boa. Assim, o dever do 
Estado é garantir a liberdade e a igualdade entre eles, reestabelecendo a 
sua natureza boa. 
2 Descreva a concepção antropológica de John Locke, diga quais são 
os principais direitos naturais dos homens e qual o papel do Estado 
no contrato social.
R.: A concepção antropológica de John Locke não sugere uma natureza 
egoísta ou bondosa, apenas reconhece que os homens vivendo em sociedade 
precisam de leis que lhes garantam seus principais direitos naturais. Além da 
vida, a liberdade e a propriedade privada seriam esses direitos naturais. E, 
por consequência disso, a legitimidade de quem exerce o poder, garantida 
pelo contrato social, estaria no fato de o Estado garantir tais direitos. 
TÓPICO 3
1 Indique qual a mais destacada contribuição de Montesquieu para 
a teoria política moderna e para a concepção da ordem do Estado 
moderno. Nomeie sua principal obra, em que essa contribuição está 
explicitada, caracterize e explique tal contribuição.
R.: A teoria política moderna é profundamente marcada pelas contribuições 
de Montesquieu, notadamente, por meio de Do espírito das leis. A principal 
é a divisão dos poderes, entre o executivo, o legislativo e o judiciário. 
Sua atualidade é incontestável e se explicita notavelmente através da 
observação das atuais constituições liberais democráticas pelo Mundo afora. 
Nessa perspectiva, o autor influenciou a conformação das democracias no 
Ocidente, permitindo a consecução das garantias de atendimento ao povo 
através da fórmula política sugerida. 
7
TEORIA POLÍTICA I
2 Responda qual é o principal valor, compreendido como um direito 
natural,	 defendido	pelo	 filósofo	 escocês	David	Hume	e	 o	 filósofo	
alemão Immanuel Kant, como compromisso do Estado, a garantir 
a legitimidade do exercício do poder. Diga, por extensão, dessa 
identificação,	 o	 que	 esse	 valor,	 considerado	 como	 direito	 dos	
homens, é interpretado por David Hume na história da Inglaterra. 
E,	por	extensão,	diga	por	que	obedecer	às	leis	significa	para	Kant	a	
própria expressão desse direito.
R.: O principal direito dos homens é a liberdade que o Estado deve garantir 
como condição da legitimidade do exercício do poder pelos que governam 
e ou representam o interesse dos indivíduos em sociedade. No caso da 
interpretação de Hume, a busca pela liberdade seria a principal característica 
histórica a conformar a trajetória da política inglesa à sua Constituição. No 
caso da interpretação de Kant, trata-se de reconhecer que a liberdade 
se manifesta sobretudo na obediência às leis, na medida em que as leis, 
racionalmente formuladas, sejam a expressão da vontade dos indivíduos, 
uma vez que são racionalmente capazes de compreendê-las e com elas se 
identificarem. 
UNIDADE 3
TÓPICO 1
1 Qual é a posição política e moral de Edmund Burke em relação à 
dicotomia revolução política versus reformas contínuas?
R.: Na concepção de Edmund Burke, o curso da história seguia a orientação 
da Divina Providência. O próprio desenvolvimento dos seres humanos 
seria um desejo primordial de Deus. O método de desenvolvimento é uma 
transformação lenta das coisas e das pessoas através da experiência 
histórica, que é baseada na herança. A herança é que determinaria a 
passagem daquilo que o ser humano é para aquilo que ele se tornará. Burke 
é favorável à mudança lenta e gradual, sem grandes interrupções, sem a 
destruição do que já foi conquistado. Nessa perspectiva, Burke sugere que 
sejamos capazes de reconhecer o que de bom foi conquistado, como o 
direito à propriedade privada, uma lei que, com o tempo, se estenderia a 
toda a humanidade. 
8
TEORIA POLÍTICA I
TÓPICO 2
1 Como compreender a dinâmica de uma sociedade em seus 
paradoxos e contradições para Marx? 
R.: A dinâmica de uma sociedade se dá, para Marx, por meio das relações de 
produção material características de cada época e contexto histórico. Nesta 
direção, também as ideias, a cosmovisão, ou a forma como os seres humanos 
interpretam o mundo em que se encontram inseridos é modificado de acordo 
com a base material em curso. Aqui Marx apresenta sua forma de interpretar, 
analisar e compreender as condições históricas em que circunscrevem as 
contradições e os paradoxos de uma época, por meio dos conceitos de 
superestrutura e infraestrutura, caracterizando o nível de complexidade das 
relações materiais. De tal forma que a economia e o modo de produção são a 
infraestrutura e influenciam diretamente na superestrutura, caracterizada pelo 
Estado, pela ordem jurídica vigente, pela religião, pela cultura e educação 
formal. A história é modificada, portanto, de acordo com a mudança material 
do modo de produção que permeia também relações econômicas. 
2 Quais as contribuições da crítica social de Horkheimer e Adorno 
para	a	compreensão	das	contradições	sociais?	O	que	significa	para	
os referidos autores a razão instrumental?
R.: A crítica social de Adorno e Horkheimer procura se apresentar como uma 
alternativa a instrumentalidade da razão. Trata-se de valorização específica 
do razão iluminista que se compromete com o humano como fim na busca 
2 Para Tocqueville, assim como para Stuart Mill, a democracia 
carregava um vício. Indique o principal receio mútuo, ponto em 
comum, entre o pensamento de Alexis de Tocqueville e o de John 
Stuart Mill.
R.: O principal ponto em comum entre os dois autores é o receio de que 
a democracia produza uma espécie de tirania contra as minorias, além de 
um consequente despotismo do Estado, respaldada pela própria tirania da 
maioria. O fundamento da democracia está na soberania da vontade geral. 
No entanto, a vontade da maioria, respaldada pelo Estado, tende a gerar o 
individualismo, levando os indivíduos a se fecharem no seu pequeno mundo 
familiar e abandonando o espaço público, isto é, a política. Nada mais perigoso 
do que indivíduos, no conforto e na acomodação, permitirem que o Estado, 
em nome da vontade geral, cuide de todos os aspectos das nossas vidas. 
9
TEORIA POLÍTICA I
da liberdade e da felicidade. Assim, o ideal da aposta iluminista dos referidos 
autores se circunscreve na proposta de conformação de uma sociedade que se 
comprometida com a efetivação da felicidade de todos. O alcance deste escopo 
pode ser alcançado pela adequação da dinâmica social às necessidades dos 
membros da sociedade em sua totalidade. A forma social proposta pelos referidos 
pensadores pressupõe que os seres humanos no uso de suas capacidades 
racionais possam organizar suficiente o trabalho de acordo com os interesses e 
os fins dos indivíduos. A vida humana dos indivíduos e da sociedade tem uma 
finalidade, tem um sentido pleno que necessita ser considerado no tempo no 
espaço quese circunscrevem suas vidas. É a realização desta finalidade que 
necessita ser reafirmada na condição do ser humano não se apresentar com 
puro meio à mercê de cálculos de custo e benefício, mas apresenta como um 
fim em si mesmo, pleno de potencialidades em curso de realização.
TÓPICO 3
1 Os autores federalistas tinham uma crítica geral à Constituição americana 
de 1776. Segundo eles, havia uma fragilidade principal, que requeria 
correções,	 a	 fim	 de	 garantir	 a	 unidade	 nacional,	 com	 implicações	
econômicas que favoreceriam a consolidação da grande nação em curso. 
Escreva sobre o fato apresentado demonstrando seu entendimento. 
R.: A excessiva descentralização, fruto da autonomia das unidades 
federativas, dificultava a unidade nacional. Desse modo, Madison, Jay e 
Hamilton insistiram na necessidade de certos graus de centralização da 
autoridade política sobre a confederação nacional. A primeira versão da 
Constituição lhes parecia excessivamente descentralizada, o que fragilizava 
a condição da grande nação. Os autores temiam que os interesses comerciais 
nacionais fossem prejudicados pelos conflitos econômicos entre as unidades 
federativas e que isso interferisse nos esforços diplomáticos americanos no 
exterior. Em linhas gerais, eles argumentaram que a impotência do governo 
central sob os Artigos da Confederação obstruía o surgimento dos Estados 
Unidos como uma potência econômica. 
2 Do ponto de vista do sistema de governo, os federalistas propunham 
uma mudança de um sistema para outro. Qual era essa mudança, 
qual	a	definição	de	cada	um	desses	sistemas	e	qual	a	justificativa	
geral para tal mudança?
R.: O principal intuito dos autores fora propor uma transição segura da 
Confederação dos Estados Unidos para uma República Federativa dos 
10
TEORIA POLÍTICA I
Estados Unidos. A diferença entre as duas formas de governo é a seguinte: 
uma confederação é a reunião de estados soberanos ou nacionais com 
algum interesse em comum, mas com autonomia e independência — 
exemplo atual disso é a União Europeia. Enquanto isso, uma federação é 
a reunião de estados com relativa autonomia política, porém submetidos a 
uma autoridade nacional maior. Tratava-se de definir as regras institucionais 
que garantissem a unidade federativa para a construção de uma grande 
nação, capaz de manter unidos o território e o povo, promovendo a paz 
social e o desenvolvimento econômico.

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