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PHILIPPE ARIÈS
Profª Luciana Teofilo
CONHECIMENTOS 
PEDAGÓGICOS
VINHEDOCurso VIP
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História Social da Criança e da Família
Esta obra nos mostra a importância de em tempos de
transformações e incertezas, saber interpretar como as
atitudes mudaram em face da infância e das crianças ajudando
a compreender o que elas significam para nós. O fio condutor
desse percurso é o sentimento da infância e da família. Ao
seguir esse fio, nos damos conta da força dos pressentimentos
e das observações do imenso e originalíssimo historiador,
Philippe Ariès.
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História Social da Criança e da Família
O autor inicia a obra com um percurso histórico acerca das ideias de infância e
convenções sociais tão comuns na atualidade, mas que foram construídas com o
passar dos séculos e concebidas por diversos povos. Como exemplo, está a questão da
identidade, isto é, o número de registro e identificação que é dado a toda criança ao
nascer, além disso, a concepção de nome e sobrenome adotados na Idade Média,
quando apenas o primeiro já não era suficiente para caracterizar um indivíduo.
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História Social da Criança e da Família
A seguir, escreve que no século XVI, observou-se uma ausência de palavras
para se referir às crianças pequenas. Nesse sentido, demonstra que línguas como o
inglês e o francês possuíam certas expressões referentes à infância, mas também a
outros conceitos - palavras ambíguas - com isso, a criação de novas palavras mais
precisas para descrever essa fase da vida começam a ser incorporadas na linguagem.
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História Social da Criança e da Família
Segundo Ariès, na Idade Média, as crianças eram vestidas indiferentemente de
idade, isto é, o uso da roupa medieval era comum entre adultos e crianças. No século
XVI, a criança de “boa família” passou a não ser mais vestida como os adultos, pelo
menos os meninos, pois as meninas da época eram vestidas como “pequenas
mulherzinhas”, prática que perdurou até o século XVII. Foi apenas no século XVIII que
o traje das crianças tornou-se mais leve, mais folgado, deixando-as mais à vontade.
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História Social da Criança e da Família
De acordo com o autor, no fim do século XVIII o traje das crianças se
transforma e nos subúrbios populares, homens começaram usar um traje mais
específico, calças compridas, que equivaleriam ao avental. E no século XIX o costume
de “efeminar” os meninos só desapareceria após a Primeira Guerra Mundial, afirma.
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História Social da Criança e da Família
Com relação a História dos Jogos e Brincadeiras, Ariès diz que por volta de
1600, as brincadeiras apareciam apenas na primeira infância, a criança jogava os
mesmos jogos e participava das mesmas atividades dos adultos. No fim do século XV,
os jogos eram mais voltados para a cavalaria, caça e cabra-cega. Também
compreende-se que os adultos não se preocupavam tanto com o trabalho como na
atualidade, a principal importância eram os jogos e os divertimentos.
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História Social da Criança e da Família
• Século XVI e início do século XVII: A infância ignorada
Nesse período, as crianças eram tratadas de formas grosseiras e vivenciavam
brincadeiras indecentes. Não havia um sentimento de respeito e nem se acreditava na
inocência delas. Inclusive, a pedofilia não era crime, sendo uma prática comum. Além
disso, o uso da mesma cama era hábito comum em todas as camadas sociais, a
liberdade de linguagem também era natural naquela época.
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História Social da Criança e da Família
Foi então que no final do século XVI, na França e Inglaterra, surge entre os
cristãos, uma preocupação acerca do respeito com a infância. Alguns educadores
começaram a se preocupar com as linguagens utilizadas em livros e também com o
pudor e cuidados com a castidade. Um grande movimento moral refletia com uma
vasta literatura pedagógica a fim de promover uma grande mudança. A criança
adquire importância dentro da família e começa a se falar sobre a sua fragilidade,
comparando-as com os anjos. A concepção moral da infância associava a fraqueza
com a inocência, pois refletia a pureza divina da criança.
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História Social da Criança e da Família
A educação passa a ser vista como a obrigação humana mais importante, e
começam a se multiplicar os colégios, pequenas escolas, casas particulares,
desenvolvendo uma disciplina rigorosa, moralidade e mudanças de hábitos. Essa
doutrina desenvolveu alguns princípios:
1°. Não deixar as crianças sozinhas, com uma vigilância contínua.
(As crianças ricas eram confiadas a preceptor).
2ª Evitar mimar, habituá-las cedo à seriedade.
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3° Recato, e preocupação com a decência.
Ensinar a ler bons livros, evitar canções populares, comédias, espetáculos, contato
com os criados.
4° Evitar tratamentos íntimos, substituir o “Tu” pelo “Vós”.
Uma devoção particular passou então a ser dirigida a infância sagrada. O
menino Jesus passa a ser representado sozinho (longe da sagrada família).
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História Social da Criança e da Família
Há também uma valorização dos trechos do evangelho, onde Jesus está com as
criancinhas. Uma nova devoção do anjo da guarda se estabeleceu. Neste período, os
pequenos Santos, e as crianças santas, são valorizadas, como um modelo a ser
seguido.
A Primeira Comunhão iria se tornar progressivamente a grande festa religiosa
da infância. Só seria admitido quem estivesse preparado, tendo um comportamento
sério. Portanto, na sociedade medieval, o sentimento de infância não existia.
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História Social da Criança e da Família
Conforme o autor, na escola medieval, misturavam-se todos os alunos de todas
as idades – meninos e homens, de seis a 20 anos ou mais, todos em um mesmo local,
ensinados por um mesmo educador. Não havia distinção entre a criança e o adulto
fazendo, desse modo, com que as pessoas passassem sem transição de uma fase para
a outra, “assim que ingressava na escola, a criança entrava imediatamente no mundo
adulto”. Philippe Áries deixa um questionamento sobre esse assunto: “Mas como
poderia alguém sentir a mistura das idades quando se era tão indiferente à própria
ideia de idade?”.
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Sobre a origem das classes escolares, o autor diz que desde o início do século
XV, começou-se a dividir a população escolar em grupos de mesma capacidade que
eram colocados sob a direção de um mesmo mestre. Mais tarde, passou-se a designar
um professor especial para cada um desses grupos. A preocupação de separação das
idades só foi reconhecida e afirmada mais tarde. Na verdade, prestava-se mais
atenção ao grau do que à idade. Portanto, existia uma relação despercebida, por
hábito, entre a estruturação das classes e as idades, quase que como uma
“coincidência”.
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História Social da Criança e da FamíliaNo século XVII, as crianças foram separadas das mais velhas (de 5-7 a 10-11
anos), tanto nas pequenas escolas como nas classes inferiores dos colégios. E, no
século XVIII, os ricos foram separados dos pobres, tendo dois tipos de ensinos: uma
para o povo, e o outro para as camadas burguesas e aristocráticas. A relação entre
esses dois fenômenos é que eles foram a manifestação de uma tendência geral ao
chamado “enclausuramento”.
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História Social da Criança e da Família
O autor finaliza apresentando a rigidez da infância escolar, e aponta que os
hábitos das classes do século XIX foram impostos às crianças, primeiramente, como
conceitos. Esses hábitos no princípio foram hábitos infantis, os hábitos das crianças
bem educadas, antes de se tornarem os hábitos da elite desse século e, pouco a
pouco, do homem moderno, independente de sua condição social.
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Vamos Praticar
Philippe Ariès, um estudioso francês, foi um dos primeiros a conceituar infância. De
acordo com ele,
A) a infância passou a ser encarada como uma importante fase da vida apenas a partir
do século XX, surgindo, assim, vários estudos sobre o tema.
B) até o século XIII não havia distinção entre o mundo adulto e o infantil.
C) as visões de cada sociedade sobre a infância não podem ser divididas, sendo muito
diferentes e variando de região para região.
D) a infância sempre foi vista como uma importante fase da vida, pois nela se
estruturam as raízes de uma vida adulta saudável.
E) até o século XIX, as crianças viviam no mundo dos adultos, falando, vestindo-se e até
participando de festas como eles.
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AULA CONCLUÍDA!
MUITO OBRIGADO, ATÉ A 
PRÓXIMA!
CP - AUTORES
VINHEDORETA FINALCurso VIP
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