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Processo Penal II
Prof. Me. Gustavo Antonio Nelson Baldan
Processo Penal II
Foro Prevalente – art. 78, CPP
Ocorrendo a reunião dos processos pela conexão ou continência, poderá haver prorrogação de competência em relação a um dos crimes, gerando a dúvida: qual o juízo que fará prevalecer a sua competência sobre a do outro?
Em tais casos, o prevalente terá sua competência prorrogada, pois julgará um delito que, pelas regras gerais, seria de competência de outro;
O art. 78 do Código de Processo Penal dispõe a respeito:
Processo Penal II
Art. 78. Na determinação da competência por conexão ou continência, serão observadas as seguintes regras:
I - no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição comum, prevalecerá a competência do júri;
Il - no concurso de jurisdições da mesma categoria:
a) preponderará a do lugar da infração, à qual for cominada a pena mais grave; 
b) prevalecerá a do lugar em que houver ocorrido o maior número de infrações, se as respectivas penas forem de igual gravidade; 
c) firmar-se-á a competência pela prevenção, nos outros casos; 
III - no concurso de jurisdições de diversas categorias, predominará a de maior graduação;
IV - no concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá esta.
Processo Penal II
No concurso entre a competência do Júri e a de outro órgão da jurisdição comum, prevalecerá a competência do Júri. Desse modo, se for cometido um homicídio em Diadema conexo com crime de tortura em Santo André, o julgamento dos dois delitos dar-se-á no Júri de Diadema.
Em eventuais casos de conexão entre crime eleitoral e delito doloso contra a vida (de competência do Júri) surge controvérsia em razão das regras dos incisos I e IV do art. 78, já que um deles diz que deve prevalecer a competência da Justiça Eleitoral e outro diz que prevalece a do Júri;
Processo Penal II
Apesar de existirem várias correntes doutrinárias acerca da solução, considerando que as normas do CPP não podem sobrepor-se às normas Constitucionais, a justiça eleitoral será competente para julgar apenas a infração eleitoral, enquanto o Júri popular continuará competente para processar e julgar o homicídio. É que leis infraconstitucionais, como os dispositivos do Código de Processo Penal, que preveem o deslocamento da competência e consequente reunião de processos pela conexão ou continência, não podem se sobrepor às regras constitucionais de fixação de competência, como, por exemplo, as do Tribunal do Júri e as dos Tribunais de Justiça, para processar e julgar membros do Ministério Público (nesse sentido: STF, 2ª T., HC 77.883-4, rel. Min. Maurício Corrêa, DJU, 18 maio 2001, p. 433).;
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Outra questão é a da hipótese de conflito entre a competência constitucional do Júri e a do foro por prerrogativa de função fixado constitucionalmente (Tribunais Superiores e Tribunais de Justiça): nesse caso, a competência originária do respectivo tribunal prevalecerá sobre a do júri, por ser especial em relação a esta última. Assim, promotor de justiça acusado de homicídio doloso será julgado perante o Tribunal de Justiça do respectivo Estado, e não pelo Júri popular;
Se, no entanto, a competência especial tiver sido estabelecida pela Constituição estadual, prevalecerá a competência do Júri, nos termos da Súmula 721 do STF e Súmula Vinculante 45:
Súmula Vinculante 45: A competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela Constituição estadual
Súmula 721 STF: A competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela Constituição estadual.
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Se o crime praticado é doloso contra a vida, a doutrina majoritária entende que a autoridade que goza de foro por prerrogativa previsto na Constituição Federal será julgada no respectivo tribunal de origem, ao passo que o comparsa que não possui foro funcional será levado a júri popular, por força do art. 5º, inciso XXXVIII, da CF, operando-se a separação obrigatória de processos. Ex: deputado federal, querendo-se vingar de opositor político que o denunciou perante o Conselho de Ética, contrata capanga para mata-lo. Consumando-se o delito de homicídio, o Deputado Federal será julgado pelo STF, ao passo que o matador de aluguel pelo Tribunal do Júri;
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No concurso entre jurisdições da mesma categoria (entenda-se não havendo crime da competência do Júri ou da justiça eleitoral ou da justiça militar), prevalecerá a do juízo competente para o julgamento da infração mais grave: entende-se por mais grave a maior pena máxima em abstrato. Ex.: conexão entre furto qualificado cometido em Jales e receptação em Estrela D´ Oeste. Prevalece a competência de Jales porque a pena máxima do furto qualificado é de 8 anos, enquanto a da receptação é 4. 
Da mesma forma, se houver conexão entre homicídio em Fernandópolis e aborto em Jales, ambos de competência do Tribunal do Júri (jurisdições da mesma categoria), prevalece a competência do Júri de Fernandópolis, porque o homicídio possui pena maior que o aborto.
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A regra em questão não se aplica quando há conexão entre um crime da esfera federal com outro da estadual. Em tal caso, prevalece a competência da Justiça Federal, ainda que o crime de sua esfera tenha pena inferior ao da estadual, posto que a competência da Justiça Federal é determinada pela Constituição (o que não ocorre com os da esfera estadual) e não pode ser afastada por regra do Código de Processo Penal. A esse respeito existe a Súmula n. 122 do Superior Tribunal de Justiça: “Compete à Justiça Federal o processo e julgamento unificado dos crimes conexos de competência federal e estadual, não se aplicando a regra do art. 78, II, a, do Código de Processo Penal”.
Ex: crime lesão corporal grave cometido para garantir a vantagem do delito anterior de contrabando ou descaminho, apesar da pena do delito de descaminho ser inferior, competência será da Justiça Federal
Processo Penal II
A regra de prevalência de foro determinada pelo local em que cometido o crime mais grave pressupõe que seja oferecida denúncia em relação a este. Assim, se cometido um roubo em Jales conexo com uma receptação em Fernandópolis, e a autoria do roubo for desconhecida, mas o receptador tiver sido identificado, a denúncia deve ser feita apenas pelo crime de receptação e isso deve ocorrer em Fernandópolis;
Processo Penal II
Prevalecerá a do lugar em que ocorreu o maior número de infrações, se as respectivas penas forem de igual gravidade: Se o agente entra em uma loja em Fernandópolis e furta três colares de diamantes, vendendo-os, posteriormente, a três receptadores diversos (não comerciantes) na cidade de Votuporanga, a competência será firmada nesta última, pois ali ocorreram três crimes de receptação, enquanto, na primeira, houve apenas um furto. A pena da receptação simples é idêntica à do furto simples (1 a 4 anos de reclusão, e multa);
Se as penas forem idênticas e em igual número, firmar-se-á a competência por prevenção: É o que ocorre, por exemplo, quando há conexão entre um furto simples cometido em uma comarca e uma receptação simples praticada em outra.
Processo Penal I
ATENÇÃO: tal ponto já foi objeto de bancas de concursos
(PROMOTOR DE JUSTIÇA – MPE/PR/2012 adaptada) Consumados vários delitos de roubos simples (art. 157, caput, CP), conexos entre si, em comarcar contíguas, de igual jurisdição, ausente a prevenção, é competente o juiz do local onde ocorreram mais infrações.
( ) Verdadeiro							( ) Falso
Processo Penal II
No concurso de jurisdições de categorias diversas, predominará a de maior graduação: A menção a “categorias diversas” diz respeito à maior graduação de uma em relação à outra. Assim, se um Prefeito e um funcionário municipal são acusados de corrupção passiva, praticado durante o mandato e no exercício dele, o julgamento conjunto deverá ocorrer no Tribunalde Justiça do Estado, uma vez que o Prefeito goza de foro por prerrogativa de função que atrai para o Tribunal a competência em relação ao funcionário. Do mesmo modo, se um Senador for acusado da prática de crime de peculato em concurso com um Prefeito, ambos serão julgados pelo Supremo Tribunal Federal, órgão do Poder Judiciário designado pelo constituinte para julgar membros do Congresso Nacional pela prática de crimes comuns, que, devido à conexão, julgará também o Prefeito, por ser órgão jurisdicional de maior graduação em relação aos Tribunais de Justiça (aos quais normalmente incumbe julgar um Prefeito);
Processo Penal II
No concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá a Especial: O alcance dessa regra se limita às hipóteses de conexão entre crime eleitoral e crime comum, quando ambos serão julgados pela justiça eleitoral (especial).
A outra justiça especial é a militar, porém, o art. 79, I, do CPP estabelece que, quando houver conexão entre crime militar e delito comum, haverá cisão de processos, ou seja, a justiça castrense julgará o crime militar e a Justiça Comum o outro delito;
Processo Penal I
ATENÇÃO: tal ponto já foi objeto de bancas de concursos
(DELEGADO DE POLÍCIA – PA/UEPA/2013 adaptada) A conexão processual conduz à prevalência do juízo mais especializado. Por conseguinte, compete à Justiça Militar julgar os crimes comuns praticados em conexão com os crimes militares.
( ) Verdadeiro							( ) Falso
Processo Penal II
Conexão entre a jurisdição comum e a do Juizado Especial Criminal?
Apesar de existir quem defenda que a competência do Juizado, por ter força constitucional, não pode ser afastada em face da conexão com crime comum, a realidade é que o art. 60 da Lei n. 9.099/95, e seu parágrafo único, preveem que, se houver conexão entre infração de menor potencial ofensivo e outro crime comum ou de competência do Júri, ambos serão julgados no Juízo Comum ou no Tribunal do Júri. Tal dispositivo tem sido pacificamente aplicado na prática, mesmo porque o art. 98, I, da Constituição, que trata dos Juizados Especiais, confere ao legislador a função de regulamentar sua competência.
Processo Penal II
Avocação
Se apesar da conexão e continência, por equívoco ou desconhecimento, forem instauradas ações penais diversas, uma para cada crime, a autoridade de jurisdição prevalente deverá avocar os processos que corram perante outros juízes (art. 82 do CPP);
 Avocar significa chamar para si. Em tal caso, o juiz prevalente encaminha ofício aos demais solicitando a remessa dos autos e justificando a providência. É claro que os outros juízes podem discordar e suscitar conflito positivo de competência. Na prática é comum que o juiz cuja competência não seja a prevalente perceba o engano e tome a iniciativa de remeter os autos àquele que entenda prevalente. Este, ao receber os autos, pode aceitar o apensamento dos autos para tramitação conjunta, ou pode discordar do outro juiz, suscitando, nesse caso, conflito negativo de competência.
Processo Penal II
A avocação, nos termos do art. 82 do CPP, só é possível se nenhuma das ações penais tiver sentença— de 1ª instância, conforme art. 593, I, do CPP. Nesse sentido, também existe a Súmula n. 235 do Superior Tribunal de Justiça: “A conexão não determina a reunião de processos, se um deles já foi julgado”. Ex.: o juiz por onde tramita processo por receptação verifica que há ação penal em andamento para apurar o roubo de onde proveio a coisa, porém, ao solicitar certidão em torno do andamento daquele processo, é cientificado de que já há sentença em relação ao roubo e que o feito encontra-se em grau de recurso. Não poderá ser determinada a união.
Processo Penal II
Crime praticado durante o Tribunal do Júri para garantir a impunidade do delito de homicídio?
Não é possível a união na hipótese em que uma pessoa comete falso testemunho no dia do julgamento de um homicídio — crime cometido a fim de garantir a impunidade do homicida (conexão objetiva consequencial) —, pois, em tal caso, a sentença em relação ao crime contra a vida foi proferida no mesmo dia em que a pessoa cometeu o falso em Plenário, sendo necessário o início de todo o procedimento judicial para apurar o depoimento mendaz, com as garantias judiciais do contraditório e da ampla defesa na nova ação penal — que tramitará no juízo comum, e não no júri, em face da impossibilidade de união decorrente de conexão.
Processo Penal II
Separação Obrigatória de Processo – art. 79, CPP
Apesar da existência da conexão ou continência, a lei estabelece algumas hipóteses em que deverá ocorrer a separação de processos. 
As hipóteses de separação obrigatório constam do art. 79, do CPP, no sentido de que: art. 79. A conexão e a continência importarão unidade de processo e julgamento, salvo:
no concurso entre a jurisdição comum e a militar: Já estudamos anteriormente que a Justiça Militar não julga crime comum conexo, quer cometido pelo militar, quer por terceiro. O crime militar é julgado na Justiça Especial e o comum na Justiça Comum. Nesse sentido, Súmula 90 do STJ: “Compete à Justiça Estadual Militar processar e julgar o policial militar pela prática do crime militar, e à Comum pela prática do crime comum simultâneo àquele”
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No concurso entre a jurisdição comum e a do juízo de menores: É o que ocorre quando um adulto e um adolescente cometem infração penal em conjunto. O maior é julgado na Justiça Comum e o menor na Vara da Infância e da Juventude, aplicando-se a este medida socioeducativa (advertência, liberdade assistida, internação);
Nas hipóteses dos incisos I e II do art. 79 (acima explicitadas), a separação dá-se desde o início, ou seja, são instauradas ações autônomas;
Já nos casos dos §§ 1º e 2º (a seguir analisadas), o processo inicia-se uno, havendo posterior desmembramento (divisão, separação) pela superveniência de situação que torna inviável o prosseguimento em conjunto. Senão vejamos:
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§ 1º) Cessará, em qualquer caso, a unidade do processo, se, em relação a algum corréu, sobrevier o caso previsto no art. 152 (Art. 152. Se se verificar que a doença mental sobreveio à infração o processo continuará suspenso até que o acusado se restabeleça (...) ). Assim, havendo dois ou mais réus, se sobrevier doença mental a qualquer deles durante o tramitar da ação, ficará esta suspensa em relação ao doente, prosseguindo em relação aos demais;
§ 2º A unidade do processo não importará a do julgamento: a) Se houver corréu foragido que não possa ser julgado à revelia. Se o acusado for citado por edital e não comparecer em juízo para oferecer resposta escrita, nem nomear defensor, o processo ficará suspenso em relação a ele, nos termos do art. 366 do Código de Processo Penal. O processo, porém, prosseguirá em relação aos demais que tenham comparecido.
Processo Penal II
§ 2º A unidade do processo não importará a do julgamento: b) Quando ocorrer a hipótese do art. 461 do Código de Processo Penal. Após a reforma da Lei n. 11.689/2008, que alterou todo o procedimento do júri, a regra do antigo art. 461 foi substituída por aquelas do art. 469, § 1º. No rito do júri, havendo dois ou mais réus com defensores diversos, caso não coincida a escolha dos jurados, e não seja obtido o número mínimo de sete deles para formar o Conselho de Sentença, torna-se impossível o julgamento de todos na mesma data. Assim, o processo será desmembrado, julgando-se apenas um deles de acordo com a ordem estabelecida no art. 469, § 2º, do CPP.
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Separação Facultativa de Processo – art. 80, CPP
As hipóteses de separação facultativa constam do art. 80, do CPP: Art. 80. Será facultativa a separação dos processos quando:
 as infrações tiverem sido praticadas em circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes;
 quando pelo excessivo número de acusados;
 para não Ihes prolongar a prisão provisória;
 ou por outro motivo relevante, o juiz reputar conveniente a separação.
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 Perpetuatio Jurisdictionis – art. 81,CPP
Também conhecida como perpetuação da competência, visa preservar a ação onde inicialmente foi distribuída impedindo o deslocamento de competência de um juízo para outro;
Segundo dispõe o art. 81 do Código de Processo Penal, “verificada a reunião dos processos por conexão ou continência, ainda que no processo da sua competência própria venha o juiz ou tribunal a proferir sentença absolutória ou que desclassifique a infração para outra que não se inclua na sua competência, continuará competente em relação aos demais processos”;
Ex: juiz de direito e um particular praticam delito de furto. Haverá apenas um processo para ambos (continência por cumulação subjetiva) correndo perante o Tribunal de Justiça. Ainda que o TJ absolva o juiz, continuará competente para julgar o particular.
Processo Penal II
Em se tratando de competência do Júri, a solução é diversa: dispõe o parágrafo único, do art. 81: “Reconhecida inicialmente ao júri a competência por conexão ou continência, o juiz, se vier a desclassificar a infração ou impronunciar ou absolver o acusado, de maneira que exclua a competência do júri, remeterá o processo ao juízo competente”.
Assim, se o juiz da pronúncia (judicium accusationis – 1ª fase) desclassificar a infração para outra atribuída à competência de juiz singular, observar-se-á o disposto no art. 410 (atual 419: Quando o juiz se convencer, em discordância com a acusação, da existência de crime diverso dos referidos no § 1o do art. 74 deste Código e não for competente para o julgamento, remeterá os autos ao juiz que o seja); 
Processo Penal II
Mas, se a desclassificação for feita pelo próprio Tribunal do Júri (judicium causae – 2ª fase), sendo crime único, ao presidente do Tribunal do Júri caberá proferir sentença em seguida, aplicando-se, quando o delito resultante da nova tipificação for considerado pela lei como infração penal de menor potencial ofensivo, o disposto nos arts. 69 e seguintes da Lei no 9.099/95 (§ 1º, art. 492, CPP);
Havendo desclassificação, o crime conexo que não seja doloso contra a vida será julgado pelo juiz presidente do Tribunal do Júri (§ 2º, art. 492, CPP);
Porém, caso os jurados, na votação dos quesitos, absolvam o réu pelo delito doloso contra a vida, continuam competentes para apreciar os delitos conexos;
Processo Penal I
ATENÇÃO: tal ponto já foi objeto de bancas de concursos
(JUIZ SUBSTITUTO – TJ/SC/2013 adaptada) Havendo desclassificação, na fase de plenário do rito do Tribunal do Júri, do delito de homicídio doloso para outro de competência de juiz singular, haverá prorrogação de competência do Presidente do Tribunal do Júri, ao qual caberá o julgamento do processo, mesmo se se tratar de infração de menor potencial ofensivo.
( ) Verdadeiro							( ) Falso
Processo Penal I
ATENÇÃO: tal ponto já foi objeto de bancas de concursos
(JUIZ SUBSTITUTO – TJ/SC/2013 adaptada) Concluída a instrução processual na fase do sumário da culpa, o juiz, após decretar a absolvição sumária do acusado quanto ao crime doloso contra a vida, seguirá no julgamento para decidir sobre o crime conexo.
( ) Verdadeiro							( ) Falso
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Perpetuatio Jurisdictionis e Alteração da Competência em Razão da Matéria
Havendo alteração da competência em razão da matéria (natureza absoluta), qualquer que seja ela, a remessa ao órgão competente deve ocorrer.
Perpetuatio Jurisdictionis e Criação de Nova Vara com Idêntica Competência e no Mesmo Espaço Territorial da Vara Originariamente Competente
Trata-se de necessidade de divisão de tarefas, não se aplicando a perpatatio jurisdictionis. Em outras palavras, se em comarca de vara única, com excessivo volume de processos, são criadas mais 2 varas com igual competência criminal, haverá redistribuição do acervo.
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