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SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM SEGURANÇA PÚBLICA PABLO DA SILVA GOMES INCÊNDIO DO MUSEU NACIONAL DE JUBABA DESTRÓI A MEMÓRIA E A HISTÓRIA DO POVO BRASILEIRO. Cachoeiro de Itapemirim-ES 2020 pablo DA SILVA GOMES portfólio interdisciplinar INCÊNDIO DO MUSEU NACIONAL DE JUBABA DESTRÓI A MEMÓRIA E A HISTÓRIA DO POVO BRASILEIRO. Trabalho interdisciplinar individual apresentado ao Curso Superior de Tecnologia em Segurança Pública da UNOPAR – Universidade Norte do Paraná Seminério de Projeto Integrado. Cachoeiro de Itapemirim-ES 2020 SUMÁRIO 1. Introdução........................................................................................................4 2. Fundamentos de Investigação e Criminalística...............................................5 3. Análise e Gerenciamento de Risco.................................................................7 4. Prevenção e Combate a Sinistro.....................................................................8 5. Direito e Legislação.........................................................................................9 6. Sistema de Informação e Segurança.............................................................11 7. Conclusão......................................................................................................13 8. Referencias....................................................................................................14 INTRODUÇÃO Os vestígios materiais do passado como objetos pessoais, fósseis, obras artísticas entre outras coisas muitas vezes são os únicos elementos ou documentos que sobram de quem viveu há séculos ou milênios. Mesmo se o acervo for digitalizado, quando se destrói um objeto, dificilmente ele pode ser recuperado. Por isso, o desaparecimento desses elementos originais também significa o fim de parte da história do Brasil e do mundo. 5 O acidente do Museu Jubaba poderia ter sido combatido, mas foi prejudicado pela falta de investimento e a má gestão de riscos. Além de problemas na estrutura, o edifício histórico não tinha um plano de proteção e combate a incêndios, o que o deixava em situação irregular. FUNDAMENTOS DE INVESTIGAÇÃO E CRIMINALISTICA 1 - Vimos que o crime de incêndio é um delito que possui modalidade dolosa e culposa. No âmbito dos elementos do crime, em que consiste o tipo subjetivo e quais são as teorias de classificação? O crime de incêndio culposo – é considerado um delito concreto, dispensando a prova da efetiva situação de perigo. Ao ser imputado por este crime seria necessário o agente agir com imperícia, imprudência ou negligencia, porém sem a ausência da previsão subjetiva. Por outro conceito o dolo eventual que está juntamente ligado com a culpa consciente consistirá em incêndio doloso que é um crime de grau elevado ofensivo, que consistiria em pena de reclusão três a seis anos e multa. É inegável que o patrimônio do Museu Nacional de Jubaba ficou completamente destruído, uma historia toda foi perdidas, vidas poderiam ter sido colocadas em riscos, porém não era previsível, não se trata de um incêndio culposo nem doloso já que se trata de um fato atípico. 2 – Um dos elementos caracterizadores do delito é a ilicitude, porem nosso código penal dispõe sobre algumas circunstancias excludente de ilicitude, entre elas o estado de necessidade. Em que consiste o estado de necessidade e quais são os seus requisitos. No caso tratado na SGA um bombeiro poderia agir em estado de necessidade? Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se. Para que um fato típico seja enquadrado nos termos do estado de necessidade, é necessária a presença de determinados requisitos, são eles: 1) existência de perigo atual; 2) inevitabilidade do perigo e inevitabilidade da lesão; 3) involuntariedade na geração do perigo; 4) proteção a direito próprio ou de terceiro; 5) proporcionalidade do sacrifício do bem ameaçado; 6) inexistência do dever de enfrentar o perigo e; 7) elemento subjetivo. Sendo o estado de necessidade fato excludente de ilicitude, tem que ser provado para que possa ser acolhido e o ônus da prova pertence ao réu que alega. O bombeiro “não pode alegar o estado de necessidade, pois tem o dever legal de enfrentar o perigo”. Trata-se de um “requisito negativo”, verdadeiro óbice à excludente, cuja razão de ser está em que, determinadas pessoas, pela profissão que exercem atividade que desempenham compromissos que assumem, ou riscos que provocam, não podem valer-se da justificativa para descumprirem o dever de enfrentar as situações perigosas a que estão juridicamente obrigadas. ANÁLISE E GERENCIAMENTO DE RISCO PLANEJAR – Um planejamento adequado contra combate a incêndios de um museu com uma estrutura gigantesca deveria ser a primeira decisão a ser tomada pelos governantes. Alarme e detectores de fumaças, agente treinados para combater aos incêndios, divisórias nas escadas para evitar que o fogo se alastre, deveria fazer parte do sistema de segurança do museu de Jubaba. Se houvesse no museu um sistema de compartimentagem, para evitar a propagação do fogo, o museu todo não teria queimado ao mesmo tempo. EXECUÇÃO – Colocando em pratica tudo que foi planejado, a primeira ação a ser tomada seria treinar e educar todos os envolvidos no processo para garantir que todos estejam comprometidos e tudo saia como planejado. Uma equipe capacitada de maneira alinhada foca nos objetivos corretos. A instalação de equipamentos de segurança seria o próximo passo: como câmeras de segurança e monitoramento, alarmes, detectores de fumaças entre outros itens. CHECAR - Nesta etapa será verificado se tudo o que foi planejado foi colocado em pratica, comprovando os resultados e o alcance da meta proposta. Assim é possível evitar erros e poupar tempo e recurso. Analisar se está tudo está funcionando, se os funcionários estão se adequando as novas mudanças, se as câmeras e o sistema de incêndio estão em perfeito estado de funcionamento, para que no futuro não possa haver qualquer acontecimento que não seja esperado e que possa ser combatido. AGIR - Nessa ultima fase do processo se houver erros serão tomadas ações corretivas com base no que foi verificado. Corrigindo falhas e aplicando melhorias, e se preciso iniciar um novo ciclo PDCA. Como não houve nenhum erro no processo de implantação do sistema a combate de incêndios não haverá correção de erros, apenas seguiremos com o ciclo. A tragédia no museu nos leva a questão de refletir sobre a questão do funcionamento dos museus no Brasil, que estão sendo abandonados pelas autoridades e entrando em estado de abandono total. PREVENÇÃO E COMBATE A SINISTRO PROTEÇÃO PASSIVA: São sistemas de proteção desenvolvidos para que um incêndio iniciado não se propague pelos ambientes pelo período de tempo necessário para as pessoas evacuarem a edificação em segurança, o Corpo de Bombeiros resgatarem possíveis vítimas e combater o fogo. A proteção passiva compartimenta os ambientes e protege as estruturas das edificações. Obrigatoriamente devem ser testados e aprovados por laboratórios certificados nacionais ou internacionais. PROTEÇÃO ATIVA: A proteção ativa é um conjunto de elementos que tem o objetivo de combater imediatamente um incêndio já iniciado, evitando que se propague por toda a edificação. Com a proteção ativa já temos mais familiaridade porque ela é composta por elementos já conhecidos no nosso dia-a-dia em edifícios, espaços públicos e de eventos. Seriam os extintores, os hidrantes e os alarmes de incêndio. Em conjunto com esses elementos funciona também o sistema de sinalização como a indicação de saídas de emergência, iluminação de emergência e demarcação de rotas de fuga. Visto que tanto a proteção ativa quanto a proteção passiva tem suma importância na prevenção de combate a incêndiosse no museu de Jubaba tivesse essas proteções devidamente instaladas, o desastre poderia ter sido menos ou até mesmo evitado. Atitudes preventivas que visam à possibilidade de evitar incêndios deveriam ser mais adotadas no cotidiano, sendo que a educação e o combate as vezes são deixados como uma segunda opção de aprendizado. DIREITO E LEGISLAÇÃO a) Caso uma eventual demanda judicial conclua pela responsabilidade civil do Estado em indenizar os proprietários dos prédios vizinhos, informe quais os elementos necessários para caracterizar a responsabilidade civil objetiva e a responsabilidade civil subjetiva do Estado. Na responsabilidade objetiva, existe uma conduta ilícita, o dano e o nexo causal. Existem três teses na responsabilidade objetiva: Teoria da culpa administrativa; Teoria do risco administrativo; Teoria do risco integral; A teoria adotada no Brasil é a do risco administrativo: a Administração tem obrigação de indenizar a vítima pelo ato danoso e injusto que lhe foi causado, não sendo necessário à vítima provar culpa dos agentes ou falta de serviço. Assim, todo e qualquer ente estatal tem o dever de ressarcir os danos que seus agentes (permanentes ou transitórios) causarem no exercício de suas funções, ou a pretexto de exercê-las, sendo facultado, posteriormente, o direito de cobrar do servidor o valor pago. Na responsabilidade subjetiva do Estado, diferentemente da objetiva, o elemento culpa, provada ou presumida, é indispensável para ensejar o dever do Estado de reparar o dano. Se houver danos causados por atos de terceiros, ou fenômenos da natureza a responsabilidade é do tipo subjetiva, de forma que não figura dentro da teoria do risco administrativo, consagrada pela Constituição Federal. Nesses casos, há a obrigatoriedade de comprovar a omissão culposa (dentre elas a imprudência, a imperícia ou a negligência) do Estado, para, então, se caracterizar a obrigação de indenizar. b) Caso o Poder Judiciário condene o poder público em indenizar os proprietários dos prédios vizinhos com base na teoria do risco administrativo, qual modalidade de responsabilidade civil seria aplicada? Explique. Seria a responsabilidade objetiva, a atitude culposa ou dolosa do agente causador do dano é de menor relevância, pois, desde que exista relação de causalidade entre o dano pela vítima e o ato do agente, surge o dever de indenizar, quer tenha este último agido ou não culposamente. SISTEMA DE INFORMAÇÃO E SEGURANÇA a) O resultado desta etapa deverá configurar um texto que apresente as principais ferramentas e tecnologias utilizadas para o gerenciamento e controle do acervo, elucidando a relevância dos sistemas de informação para o campo. A documentação de um museu é uma ferramenta imprescindível à gestão que possui normas a serem adotadas. O Diagnóstico de Acervo é um importante instrumento de planejamento, que tem como objetivo analisar e organizar as informações relativas aos acervos museológicos, identificando as necessidades do museu em relação às suas coleções. A elaboração de um diagnóstico leva ao conhecimento do acervo do museu esse seria o primeiro passo. Na segunda fase seria o trabalho de preenchimento de fichas e a coleta de dados em fotografia, o objetivo nessa etapa seria a inserção dos dados à base digital. A terceira etapa seria a digitalização de documentos fotográficos O uso da tecnologia digital, desde sua coleta até seu fim dentro do acervo do Museu, objetivou disponibilizar o documento fotográfico da melhor maneira possível, fazendo a ponte entre o profissional, o documento e o usuário final. Por fim a ultima etapa seria o processo de armazenamento e gerenciamento dos objetos digitais no banco de imagens por meio de diretrizes para garantir a preservação do acervo, criação de copias de segurança e plano para a manutenção do sistema de banco de dados. b) Como funcionam os Sistemas de Detecção e Combate a Incêndios? Sua utilização efetiva poderia ter evitado a tragédia ou minimizado seus danos? Os sistemas de detecção de incêndios são formados por diversos elementos, que são instalados de forma planejada para detectar um incêndio e fornecer as orientações e sinalizações necessárias para o início imediato das ações de combate e evacuação. Basicamente, um sistema de detecção e alarme de incêndio conta com um conjunto de acessórios que juntos fazem a segurança e prevenção dos incêndios. Existem diferentes tipos de sistema de detecção e alarme de incêndio. Alguns podem ser convencionais, digitais, analógicos ou endereçáveis. Os equipamentos são elaborados de acordo com o local a ser instalado, mas, todos são programados para oferecer total eficiência e qualidade. O principal benefício de um sistema de detecção e alarme de incêndios ⎯ SDAI ⎯ é o de preservação das vidas presentes no local. Afinal, no momento em que o alarme é acionado, as pessoas devem ser orientadas a evacuar a edificação o mais rápido possível. Com o local vazio, fica mais fácil para as equipes responsáveis realizarem o trabalho de combate às chamas. A utilização efetiva do sistema de detecção a combate a incêndios poderia sim ter evitado a tragédia no Museu, visto que os responsáveis em combater ao incêndio chegariam a tempo e a tragédia poderia ter sido bem menor ou até mesmo evitada. CONCLUSÃO Com a realização desse trabalho, demonstrou-se a importância do patrimônio cultural, a fundamentação da segurança desses patrimônios. A primeira medida que geralmente se leva em consideração é dotar o museu dos equipamentos necessários para a extinção do incêndio. Alarmes e detectores de fumaça ligados a um posto de comando computadorizado e monitorado 24 horas por dia, agentes de segurança treinados para combater incêndios sempre presentes no local, extratores de fumaça, sistemas de "compartimentagem" dos espaços com portas corta-fogo e divisórias nas escadas para evitar que o fogo se alastre fazem parte do esquema de segurança contra incêndios. Estima-se que a partir deste trabalho, a busca de discussões e contribuições das mais variadas áreas de conhecimento para a temática de segurança e preservação patrimonial diante de incêndios sejam constantes. A finalidade de preservar e adaptar a instituição a melhorar a segurança garantindo a preservação patrimonial e conseqüentemente a sua cultura. BIBLIOGRAFIA ALMEIDA, Marcos Rangel de; MENESES, Ítalo Guilherme; MONTEIRO, Carlos Gomes; LEÃO, Edno Martins da Silva. Análise e gerenciamento de risco. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2017. FERREIRA, S. da C. Sistemas de Informação em Segurança. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A. 2017. TURBAN, E.; VOLONINO, L. Tecnologia da informação para gestão: em busca do melhor desempenho estratégico e operacional. 8. ed. – Porto Alegre: Bookman, 2013.