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<p>Unidade 1 - Especificidades da</p><p>Linguagem Audiovisual</p><p>Erica Franzon</p><p>Iniciar</p><p>Introdução</p><p>“Todos que carecem de imaginação se refugiam na realidade”, esta é uma citação inicial do</p><p>�lme Adeus à Linguagem do cineasta francês Jean-Luc Godard (1930-) lançado em 2014. Na</p><p>citação, a imaginação é valorizada em detrimento da realidade. Na obra, Godard explora os</p><p>universos da linguagem cinematográ�ca por meio de uma intrigante narrativa visual. O que</p><p>o cineasta quis dizer é que para imaginar é preciso fechar os olhos para ver aquilo que nem</p><p>sempre pode ser visto com uma visão objetiva. Com essa re�exão inicial, começamos nosso</p><p>percurso no universo da Linguagem Audiovisual. Nesta e nas unidades seguintes, serão</p><p>articulados os fundamentos essenciais da linguagem audiovisual, como enquadramentos,</p><p>movimentos de câmera, decupagem, storyboard , bem como conhecimentos sobre as</p><p>diferenças entre expressão verbal escrita e recursos da narrativa por meio de sons e</p><p>imagens. Se você está neste curso é porque reconhece o fascínio provocado pelo cinema e</p><p>pelas narrativas em vídeo, cuja história e linguagem serão abordadas neste primeiro</p><p>momento do curso. De fato, o cinema provoca deslumbramentos desde sua origem até os</p><p>dias atuais - em que conta com novas possibilidades de edição, ampliando ainda mais seu</p><p>potencial expressivo e comunicacional.</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 1/35</p><p>Neste cenário, reconhecer a importância do panorama da linguagem audiovisual em</p><p>diferentes mídias, aprofundar as especi�cidades dessa linguagem, compreender a</p><p>importância da direção de arte como elemento narrativo, envolvem um percurso através</p><p>de questões teóricas e estéticas acerca da Linguagem Cinematográ�ca e ao longo da</p><p>história do cinema. Além de, certamente, o aprendizado de técnicas narrativas para a</p><p>prática e a criação de narrativas fílmicas. É um caminho desa�ador e, ao mesmo tempo,</p><p>repleto de descobertas. É o que propomos. Vamos experimentar? Vocês, pessoas que</p><p>chegam até aqui, são convidadas especiais para juntos iniciarmos essa experiência que</p><p>envolve teoria, técnica, prática, muita imaginação e, acima de tudo, interessantes</p><p>descobertas, que vão acrescentar saberes e sensibilidades a sua visão de mundo. Aproveite</p><p>este percurso!</p><p>Bons estudos!</p><p>1. Introdução à Linguagem</p><p>Audiovisual</p><p>Como ponto de partida deste capítulo sobre Introdução à Linguagem Audiovisual,</p><p>destacaremos a de�nição a respeito do que é linguagem. Para isso, vale saber a diferença</p><p>entre língua e linguagem, entre linguagens verbais e não-verbais. Em seguida, olharemos</p><p>com mais profundidade as especi�cidades da linguagem audiovisual.</p><p>A pesquisadora brasileira Lucia Santaella (2003) explica que a língua está integrada ao</p><p>nosso próprio ser, ou seja, usamos a língua para interagir, através da fala ou escrita. A</p><p>língua pode ser nativa, materna ou pátria, como costuma ser chamada. Quem nasce no</p><p>Brasil, por exemplo, vai aprender a língua portuguesa. Quem nasce na França terá como</p><p>língua pátria, o francês. Cada país possui um sistema de códigos padrões para a</p><p>comunicação escrita e oral. Para nos comunicarmos precisamos aprender este conjunto de</p><p>normas de uma língua. Porém, não basta conhecer os vocábulos de uma língua, é preciso</p><p>dominar as regras que a regem, os padrões de escrita e de fala, denominados de</p><p>gramática. No entanto, a língua é apenas um dos lados da vida da linguagem, que pode ser</p><p>de�nida como um sistema por meio do qual comunicamos ideias e sentimentos. Como</p><p>seres sociais, nossa comunicação e percepção das coisas é mediada por uma rede</p><p>intrincada e plural de linguagens, isto é, nos comunicamos também através de imagens,</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 2/35</p><p>grá�cos, sinais, setas, números, sons, música, gestos e expressões, aromas, texturas, entre</p><p>outras formas de linguagem.</p><p>De acordo com Santaella (2005), toda a variedade e multiplicidade das formas de</p><p>linguagens estão primordialmente sustentadas em três matrizes de linguagem-</p><p>pensamento: a sonora, a visual e a verbal. E a partir dessas, todas as combinações e</p><p>misturas são possíveis. Para nos comunicarmos no cotidiano, por exemplo, fazemos o uso</p><p>da linguagem verbal e não-verbal. A linguagem verbal integra a fala e a escrita (diálogo,</p><p>informações no rádio, televisão ou imprensa). Já os recursos de comunicação como</p><p>imagens, desenhos, símbolos, músicas, gestos, tom de voz etc, fazem parte da linguagem</p><p>não-verbal. A linguagem corporal é um tipo de linguagem não-verbal, pois determinados</p><p>movimentos podem transmitir mensagens e intenções reconhecidas em uma determinada</p><p>cultura. Nesta categoria, há também a linguagem gestual, um sistema de gestos e</p><p>movimentos, usados por todas as pessoas, em especial, na comunicação em linguagem de</p><p>sinais pelas pessoas surdas.</p><p>A linguagem mista é a junção da linguagem verbal e não-verbal, ou seja, o uso simultâneo</p><p>de recursos verbais e não-verbais para estabelecer a comunicação. A história em</p><p>quadrinhos é um exemplo que integra ao mesmo tempo em sua narrativa, imagens,</p><p>símbolos e enunciados.</p><p>As linguagens arti�ciais são aquelas criadas para um �m especí�co, como a linguagem de</p><p>programação de computadores, que consiste na criação de códigos e regras especí�cas</p><p>que processam instruções para computadores.</p><p>Agora que foi elucidada a diferença entre língua e linguagem, entre linguagem verbal e não-</p><p>verbal, vamos conhecer as especi�cidades da linguagem audiovisual.</p><p>Saiba mais</p><p>A língua é um conjunto organizado de elementos (sons e gestos) que possibilitam a</p><p>comunicação. Ela surge em sociedade e todos os grupos humanos desenvolvem</p><p>sistemas com esse fim. As línguas podem se manifestar de forma oral ou gestual,</p><p>como a Língua Brasileira de Sinais (Libras).</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 3/35</p><p>Figura 1- Ver, Oír, Callar. Mafalda. Fonte: QUINO, 2012.</p><p>A linguagem é a capacidade que os seres humanos têm para produzir, desenvolver e</p><p>compreender a língua e outras manifestações, como a pintura, a música, a dança, a</p><p>fotografia, o filme.</p><p>Você sabia? A língua é um conjunto organizado de elementos (sons e gestos) que</p><p>Temos, então, as linguagens</p><p>Verbal: falada e escrita</p><p>Não-verbal: visual, sonora, corporal</p><p>Mista: verbal e não-verbal</p><p>Exemplo</p><p>Linguagem verbal: bilhetes; cartas; conversas; decretos; e-mails; entrevistas; filmes;</p><p>jornais; literatura; livros; ofícios; poesias; reportagens etc.</p><p>Linguagem não-verbal: apitos; bandeiras; buzinas; cores; desenhos; expressões</p><p>faciais; figuras; gestos; imagens; logotipos; luzes; pinturas; placas; posturas</p><p>corporais; semáforos; sinais de trânsito; sinais; sirenes etc.</p><p>Uma perguntinha básica para pensar…</p><p>Nesta tirinha, a personagem Mafalda se comunica por meio de gestos.</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 4/35</p><p>1.1. A Linguagem Audiovisual</p><p>Ao longo da história, o ser humano desenvolveu artefatos para captar sons e imagens, com</p><p>o intuito de transmitir informações e também de interpretar o mundo ao seu redor de</p><p>acordo com a sua subjetividade. Antes do desenvolvimento das mídias, chamadas ópticas,</p><p>havia a necessidade de representação de conteúdos mitológicos ou imaginativos por meio</p><p>de narrativas transmitidas em forma de pinturas, desenhos, depois em livros ilustrados, no</p><p>qual o texto acompanhava ilustrações e desenhos. Essas representações eram feitas por</p><p>meio de modelos tradicionais de narrativas, nas quais pode-se até incluir o teatro como</p><p>possibilidade.</p><p>O �lósofo alemão Friedrich Kittler (2016), que elaborou uma inovadora teoria da mídia, a</p><p>partir do cruzamento entre arte, literatura, ciência e tecnologia, explica como o</p><p>desenvolvimento</p><p>das técnicas das artes visuais contribuíram para a integração das diversas</p><p>linguagens. “A partir do momento em que a escrita - graças ao papiro e ao pergaminho - se</p><p>desprendeu das inscrições em muros ou em monumentos deixou de ser apenas uma mídia</p><p>de arquivamento para as línguas faladas no dia a dia e passou a ser concomitantemente</p><p>sua mídia de transmissão”. (KITTLER, 2016, p. 59)</p><p>Essa passagem do arquivamento para a transmissão, juntamente com o desenvolvimento</p><p>de aparelhos, cuja contribuição cientí�ca possibilitou a captura da imagem, como a</p><p>fotogra�a e o �lme, no �nal do século XIX, é fruto de séculos de descobertas e</p><p>experimentações. Entre esses aparelhos, os mais importantes foram a câmera obscura</p><p>para a captação da imagem (a fotogra�a) e a lanterna mágica para a sua reprodução. Neste</p><p>percurso da captura da imagem, a invenção da câmera fotográ�ca foi um ponto crucial</p><p>para o desenvolvimento do �lme, a imagem em movimento. Em seguida, a integração da</p><p>imagem ao som, com a passagem do cinema mudo para o cinema falado, marca o</p><p>surgimento de uma linguagem audiovisual.</p><p>O cartum não utiliza a linguagem verbal (escrita e falada), mas não-verbal para</p><p>comunicar. Em cada gesto, pode-se observar uma intenção. (Mafalda foi criada no</p><p>ano de 1962 pelo cartunista argentino Quino).</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 5/35</p><p>Saiba mais</p><p>Figura 2 - Mito da Caverna. Fonte: Nova Acrópole, 2019.</p><p>Platão, em “A República”, escreveu um texto sobre “O Mito da Caverna” e que</p><p>podemos fazer uma comparação com a película cinematográfica? A história trata de</p><p>pessoas que viviam em cavernas desde pequenos, acorrentados. Eles não podiam se</p><p>movimentar e ver além daquilo que estava a sua frente. A caverna tinha um grande</p><p>orifício por onde entrava a luz e as pessoas que ali viviam apenas enxergavam as</p><p>sombras projetadas nas paredes que vinham do seu exterior, vendo-as como objetos</p><p>reais. Porém eram imagens de outras imagens, uma representação, um simulacro,</p><p>assim como acontece no cinema.</p><p>O Mito da Caverna: as sombras projetadas podem ser entendidas como a</p><p>representação do real no cinema, na televisão e na própria fotografia.</p><p>A lanterna mágica ou a lanterna de Kircher foi criada em 1644 pelo jesuíta alemão</p><p>Athanasius Kircher, o primeiro a fazer projeção de imagens.</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 6/35</p><p>Figura 3 - A origem da arte do cinema. Fonte: Artistas e suas coisas.</p><p>Na câmera escura as imagens aparecem invertidas? Isso acontece porque os raios</p><p>de luz refletidos do objeto cruzam-se na entrada do orifício refletindo a imagem</p><p>invertida. Este é o mesmo princípio da fotografia e dos nossos olhos (a retina capta</p><p>as imagens e o cérebro as corrige para que não fiquem invertidas).</p><p>Legenda: Ilustração de uma câmera escura.</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 7/35</p><p>Esta forma de linguagem nada mais é do que a junção entre áudio e vídeo, ou seja,</p><p>imagens em movimento com inserção de sons e, mais atualmente, de outros recursos</p><p>grá�cos e estéticos. É o que vem acontecendo com a expansão das margens da mídia e de</p><p>suas linguagens, tendo em vista as transformações vivenciadas pela tecnologia. Segundo</p><p>Santaella (2016) em Novas Formas do Audiovisual, os desdobramentos culturais de nossas</p><p>sociedades apontam para a expansão das tradicionais bordas do que chamávamos de</p><p>fotogra�a, cinema, vídeo e televisão, em um contexto de in�nitas possibilidades no uso da</p><p>tríade verbo-som-imagem. Sendo assim, percebe-se que o audiovisual se trata' de uma</p><p>linguagem mista, híbrida, mesclando entre si as linguagens sonora e visual, podendo ainda</p><p>contar com o apoio da linguagem verbal.</p><p>Em síntese, a linguagem audiovisual é composta por outras três linguagens - verbal, sonora</p><p>e visual - que conjugadas transmitem uma mensagem especí�ca. A leitura dessa linguagem,</p><p>bem como sua produção, pressupõe o conhecimento dos seus elementos, seus códigos e</p><p>processo de construção, ou seja, sua “gramática”.</p><p>Figura 4 - Caixa escura. Fonte: Medium, 2019.</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 8/35</p><p>2. O primeiro cinema - Sintaxe</p><p>narrativa e cinema</p><p>Quando falamos de estoque, precisamos entender qual a sua função principal: evitar</p><p>parada na produção! Mas quanto devemos estocar? A resposta para esta questão nunca é</p><p>tão simples, pois estocar demais leva a um custo alto e risco de obsolescência ou</p><p>deterioração, entretanto, se estocarmos pouco, correremos o risco de não conseguir</p><p>atender uma demanda. Em "A História do Cinema Mundial", Mascarello (2014) explica que</p><p>não existe um único descobridor do cinema, e os aparatos que a invenção envolve não</p><p>surgiram em um único lugar. A descoberta do que chamamos “cinema” engloba não</p><p>apenas as práticas de projeção de imagens, mas também a dos divertimentos populares,</p><p>dos instrumentos ópticos e das pesquisas com imagens fotográ�cas.</p><p>As primeiras exibições de �lmes aconteceram em 1893 com Thomas A. Edison, que criou</p><p>um mecanismo capaz de mostrar fotogra�as em movimento chamado quinetoscópio</p><p>(kinetoscópio ou cinetoscópio). A invenção do cinema está ligada a Edison, que trabalhava</p><p>com uma equipe de técnicos em um laboratório em New Jersey. O quinetoscópio possuía</p><p>um visor individual através do qual se podia assistir, mediante a inserção de uma moeda,</p><p>imagens em movimento de números cômicos, animais amestrados e bailarinas. Em abril de</p><p>1894, foi inaugurado um salão com 10 máquinas de quinetoscópio, cada uma delas</p><p>mostrando um �lme diferente. Edison produziu �lmes para o quinetoscópio num pequeno</p><p>estúdio nos fundos de seu laboratório.</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 9/35</p><p>Figura 5 - Fotogra�a de um quinetoscópio sendo operado por um funcionário de Thomas Edison. Fonte: Cinetoscópio.</p><p>Figura 6 - Sala com máquinas de quinetoscópio na cidade de Nova York. Fonte: Cinetoscópio, 2019.</p><p>Em 1895, os irmãos Louis e Auguste Lumière realizaram em Paris a famosa demonstração</p><p>de seu cinematógrafo. Os irmãos Lumiére, apesar de não terem sido os primeiros na</p><p>produção cinematográ�ca, foram os que �caram mais famosos. Eles tornaram sua</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 10/35</p><p>invenção lucrativa e conhecida no mundo todo por serem habilidosos negociantes. A</p><p>família Lumière era uma grande produtora de placas fotográ�cas, e o marketing</p><p>envolvendo o negócio era parte de sua prática. O sucesso de seu cinematógrafo se deu</p><p>devido ao seu design leve e funcional, com uso de �lme 35 milímetros. (MASCARELLO,2014,</p><p>p. 19).fornecedores e negociação e tecnologias disponíveis.</p><p>Figura 7 - Os primeiros cineastas da história: Auguste e Louis Lumière. Fonte: Cinetoscópio, 2019.</p><p>Segundo Mascarello (2014), os �lmes são a continuidade do uso das lanternas mágicas,</p><p>antigas projeções de imagens em uma tela, que desde o século XVII permitiam a</p><p>visualização de imagens coloridas em movimento, com acompanhamento de vozes, música</p><p>e efeitos sonoros.  A lanterna mágica foi inventada pelo jesuíta alemão Athanasius Kircher.</p><p>O sacerdote descreve na sua obra Ars Lucis et Umbrae de 1645, que foi o dinamarquês</p><p>Thomas Walgenstein o primeiro a lhe dar o nome de lanterna mágica. O aparelho era</p><p>construído por uma câmera escura e um jogo de lentes.</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 11/35</p><p>Figura 8 - Uma lanterna semelhante à criada por Athanasius Kircher. O equipamento</p><p>projetava numa tela imagens</p><p>desenhadas em uma placa de vidro. Fonte: Cinetoscópio, 2019.</p><p>Entre esses pioneiros que marcaram a história do cinema e da linguagem audiovisual, um</p><p>nome deve lembrado por realizar efeitos especiais de modo criativo e inovador para a</p><p>época. O ator de teatro e ilusionista francês Georges Méliès soube explorar melhor do que</p><p>ninguém as possibilidades fantásticas da recém-criada sétima arte. Méliès inventou quase</p><p>tudo no cinema naquele período: os estúdios de �lmagem, os gêneros cinematográ�cos, as</p><p>técnicas mecânicas e químicas, os efeitos especiais. Ele foi um pioneiro cheio de</p><p>imaginação e maestria reconhecido por grandes nomes do cinema como Charles Chaplin.</p><p>Ele fundou uma companhia cinematográ�ca, a Star-Films, e montou estúdios de gravação</p><p>equipados com uma série de funcionalidades, como iluminação (natural e arti�cial),</p><p>cenários removíveis, camarins e área técnica. Foi neste cenário que se desenvolveu tudo</p><p>aquilo que iria se tornar a futura linguagem do cinema, com a combinação de artes</p><p>teatrais, tecnologia e efeitos especiais. Alguns dos modernos processos de montagem</p><p>nasceram nestes estúdios, como o corte, a paragem da câmera, o stop-motion, a</p><p>sobreposição de imagens, as transições por dissolução (fade-in, fade-out), a manipulação</p><p>grá�ca da imagem, a utilização de ilusões óticas entre outras experimentações.</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 12/35</p><p>A partir de algumas nuances históricas de momentos iniciais do cinema, das invenções e</p><p>experimentação que permitiram a gravação e projeção de imagens, vale ampliar essa visão,</p><p>como propõe Flávia Cesarino Costa (2005) em O Primeiro Cinema, ao discutir a sétima arte</p><p>para além das máquinas de projeção, imagens animadas e sessões públicas. Uma vez que</p><p>o cinema, segundo a autora, inclui um universo de manifestações culturais e várias</p><p>modalidades de espetáculos, que envolvem o mediunidade, a fantasmagoria, fabricantes</p><p>de brinquedos e até charlatões de todas as espécies. Há um contexto exótico neste</p><p>momento embrionário do cinema.  No texto da apresentação da obra desta autora (COSTA</p><p>2005), o pesquisador e professor Arlindo Machado aborda essa ideia ao citar André Bazin</p><p>(1983, p. 24): “Os fanáticos, os maníacos, os pioneiros desinteressados, capazes, como</p><p>Bernard Palissi, de botar fogo em sua casa por alguns segundos de imagens tremeluzentes,</p><p>não são cientistas ou industriais, mas indivíduos possuídos de imaginação”. Com essa</p><p>re�exão, conduzir um estudo pela história, narrativa e linguagem cinematográ�ca exige um</p><p>olhar mais amplo para além das técnicas e invenções, como também para os elementos</p><p>culturais e do imaginário social presentes no percurso do desenvolvimento do cinema bem</p><p>antes de pensarmos o cinema como hoje.</p><p>O primeiro cinema, descreve Costa (2005, p. 12), não se localiza em um momento anterior</p><p>às conquistas que se darão nos planos técnicos, industrial, semiótico e estético. Mas ele é</p><p>diferente e nessa diferença ele aponta para uma fundamental heterogeneidade do fato</p><p>fílmico. Nessa abordagem, a autora coloca o cinema como um espaço que abarca a</p><p>diferença, expressão e resultado de uma cultura própria e característica que, no geral, era</p><p>esmagada pelo peso da indústria fílmica o�cial. Desse modo, tais perspectivas levam a</p><p>pensar o universo do cinema por caminhos que não sejam apenas os escolásticos, dos</p><p>livros, com lista de invenções cronológicas do passado e do presente, mas como um meio</p><p>ainda a ser descoberto.</p><p>Você quer ver?</p><p>Para saber mais sobre Méliès selecionamos alguns links com conteúdo que irão lhe</p><p>fazer conhecer mais sobre o diretor.</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 13/35</p><p>2.1. Cinema e Narrativa</p><p>Narrar histórias sempre foi uma necessidade do ser humano e o cinema é um tipo de arte</p><p>que cumpre essa predisposição nossa, entre outras formas de narrativas desenvolvidas por</p><p>diferentes sociedades. Jacques Aumont (2002, p. 92) explica que narrar é relatar um evento,</p><p>real ou imaginário. O desenvolvimento da história está à disposição daquele que a conta e</p><p>que, para isso, reúne um certo número de recursos para organizar seus efeitos, de modo</p><p>que a história siga um desenvolvimento organizado, ao mesmo tempo, pelo narrador e</p><p>pelos modelos aos quais se adapta para contá-la.</p><p>Por essa ordem, a narração agrupa, ao mesmo tempo, o ato de narrar e a situação na qual</p><p>esse ato se inscreve. O que coloca em jogo funcionamentos (dos atos dos sujeitos) e o</p><p>quadro (a situação). Aumont (2002) explica que narrativa pode comportar um certo número</p><p>de determinações que modulam o ato narrativo. Desse modo, distinguem-se as noções de</p><p>autor, de narrador, de instância narrativa e de personagem narrador. Essas instâncias</p><p>narrativas são dotadas de funções e papéis narrativos no desenvolvimento da história.</p><p>Figura 9 - George Méliès: o mestre dos efeitos especiais. Obvious Mag - Georges Méliès - O mestre dos</p><p>efeitos especiais. Fonte: Obvious mag, 2019.</p><p>PRIMEIROS FILMES</p><p>DICA DE FILME</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 14/35</p><p>Saber identi�car a demanda e escolher o método mais apropriado é muito importante para</p><p>uma boa gestão de materiais de estoque. Mas ainda é preciso lembrar que os materiais de</p><p>estoque também não são todos iguais. Para Viana (2002), os materiais de estoque podem</p><p>ser classi�cados quanto à sua aplicação, quanto ao valor de consumo anual ou quanto à</p><p>importância operacional.O primeiro cinema, como denomina Arlindo Machado (2014, p.</p><p>100), se caracterizava por colocar tudo de forma simultânea dentro do quadro, ou seja, de</p><p>maneira linear, tendo em vista a in�uência da narrativa verbal, segundo a qual se encontra</p><p>linearizada por meio da narrativa escrita. “Assim, em Tom Tom the piper’s son, o roubo do</p><p>porco e sua preparação convivem lado a lado com toda a balbúrdia da feira: a mulher na</p><p>corda bamba, o malabarista, o diz-que-diz-que das comadres no lado esquerdo, uma briga</p><p>no lado direito e assim por diante”. O desa�o de narrar essa história, em os elementos</p><p>aparecem ao mesmo tempo no quadro, era como fazer para dirigir o olhar do espectador</p><p>para os pontos de interesse da narrativa. Essa preocupação, que no início não fazia sentido,</p><p>porque o cinema ainda não contava histórias, só vai aparecer à medida que as histórias</p><p>levadas à tela se tornavam mais complexas.</p><p>O surgimento do cinema no �nal do século 19 marcou o início de uma era protagonizada</p><p>pela imagem. Os �lmes desenvolveram uma linguagem audiovisual que se disseminou pelo</p><p>mundo e foi assimilada pela televisão e pelas mídias eletrônicas.  A forma de contar</p><p>histórias por meio de imagens e sons criada pela linguagem cinematográ�ca passou, desde</p><p>então, a in�uenciar nossa maneira de interpretar o mundo, de armazenar conhecimento,</p><p>de vivenciar nossas experiências e de transmitir informações. (COSTA, 2005, p. 17).</p><p>Então, colocamos a seguinte questão: como reconhecemos uma narrativa? Geralmente, as</p><p>de�nições de dicionários caracterizam a narrativa oral ou escrita de um acontecimento real</p><p>ou imaginário. Em nenhum caso ela é sequência de imagens ou sons. Christian Metz (1968,</p><p>p. 25 - 35) propõe cinco critérios para o reconhecimento de uma narrativa:</p><p>1) uma narrativa tem um começo e um �m;</p><p>2) a narrativa é uma sequência com duas temporalidades (a da coisa narrada e a da própria</p><p>narração);</p><p>3) toda narrativa é um discurso (baseada no circuito na comunicação: emissor - mensagem</p><p>- receptor)</p><p>4) a consciência da narrativa “desrealiza” a coisa contada (mesmo baseado em fatos reais, o</p><p>espectador não a confunde com a realidade)</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 15/35</p><p>5) uma narrativa é um conjunto de acontecimentos.</p><p>Considerando esses cinco critérios desenvolvidos por Metz, chega-se à seguinte de�nição: a</p><p>narrativa é “um discurso fechado que desrealiza uma sequência temporal de</p><p>acontecimentos”. (GAUDREAULFT; JOST, 2009, p. 35). Neste aspecto, o que é uma narrativa</p><p>cinematográ�ca? De acordo com André Gaudreaulft e François Jost, no livro A Narrativa</p><p>Cinematográ�ca, o ato de narrar geralmente atribuído à oralidade ou à Literatura pode se</p><p>con�gurar dentro de uma articulação entre som e imagem. Para isso, os autores destacam</p><p>instâncias fundamentais da narrativa, como o narrador, o tempo, o espaço e o ponto de</p><p>vista) para desvendar as estruturas da narrativa audiovisual.</p><p>Para compreender a narrativa no cinema, Aumont (2002), busca referências na narrativa</p><p>literária. No texto literário, distinguem-se três instâncias diferentes: a narrativa, a narração</p><p>e a história. A narrativa é o enunciado em sua materialidade, e o texto narrativo se</p><p>encarrega da história a ser contada. Porém, esse enunciado, que no romance é formado</p><p>apenas pela língua, no cinema compreende imagens, palavras, menções escritas, ruídos e</p><p>música, o que já adiciona à narração fílmica mais camadas de linguagem signi�cante</p><p>(AUMONT, 2002, p. 106).</p><p>Nessa perspectiva, Aumont (2002, p. 90-91) destaca o encontro do cinema e da narrativa. O</p><p>autor explica que o cinema ofereceu à �cção, por meio da imagem em movimento, a</p><p>duração e a transformação, tornando possível operar o encontro do cinema e da narração.</p><p>“(...) a imagem em movimento é uma imagem em perpétua transformação, que mostra a</p><p>passagem de um estado da coisa representada para um outro estado, o movimento exige</p><p>tempo”. O autor quer dizer que o que é representado no cinema é algo em transformação,</p><p>“em devir”. Uma paisagem, por exemplo, por mais estática que seja, ao ser �lmada, está</p><p>inscrita na duração e oferecida à transformação.</p><p>Os primeiros teóricos da sétima arte tiveram um papel decisivo no estabelecimento de</p><p>concepções fundadoras da linguagem cinematográ�ca. O estudo de Hugo Münsterberg</p><p>publicado em 1926 em Nova York, por exemplo, analisa os mecanismos psicológicos da</p><p>percepção fílmica, o papel da atenção, da memória, da imaginação e das emoções.</p><p>Cabe ao esteta húngaro Béla Balázs, em seu primeiro ensaio, publicado em 1924, Der</p><p>Sichtbare Mensch (O homem invisível), a abordagem direta do estudo da linguagem</p><p>cinematográ�ca, a qual se caracteriza por quatro princípios (ALAIN et al. 2002, p. 164 -165):</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 16/35</p><p>● no cinema existe distância variável entre espectador e cena representada, daí uma</p><p>dimensão variável da cena, que toma lugar no quadro e na composição da imagem;</p><p>● a imagem total da cena é subdividida em uma série de planos de detalhes (princípio de</p><p>decupagem);</p><p>● existe variação de enquadramento (ângulo de visão, perspectiva) dos planos de detalhe</p><p>no decorrer da mesma cena;</p><p>● �nalmente, é a operação de montagem que garante a inserção dos planos de detalhes</p><p>em uma sequência ordenada, na qual apenas cenas inteiras se sucedem, mas também</p><p>tomadas dos detalhes mais mínimos de uma mesma cena. A cena em seu conjunto é</p><p>resultado disso, como se os elementos de um mosaico temporal fossem justapostos no</p><p>tempo.</p><p>Alain et al. (2002, p. 159) aponta que a característica essencial dessa linguagem é sua</p><p>universalidade. “Ela permite contornar o obstáculo das línguas nacionais. Realiza o sonho</p><p>antigo de um ‘esperanto visual’”. Segundo Alain et al., o cinema é um meio para as pessoas</p><p>dialogarem e permite reencontrar uma espécie de estado “natural da linguagem”, anterior</p><p>às línguas arbitrárias, ou maternas, como exposto no início deste capítulo. Nesta</p><p>perspectiva da linguagem, é colocada a complexidade do cinema, batizando-o de “sétima</p><p>arte”.</p><p>Você quer ver?</p><p>Conheça um trecho do �lme Tom Tom the piper’s son (Ken Jacobs, 1905) citado por</p><p>Arlindo Machado sobre como as histórias eram contadas de forma linear no primeiro</p><p>cinema.</p><p>Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=bae1SnCb0QA</p><p>Cena de Tom Tom the piper’s son (Ken Jacobs, 1905)</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 17/35</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=bae1SnCb0QA</p><p>Figura 10 - Ken Jacobs. Fonte: Mark Webber, 2019.</p><p>3. Direção de arte: o poder não</p><p>verbal do Audiovisual</p><p>Depois que foi possível gravar uma cena do mundo real, seja ela �xa, como na fotogra�a,</p><p>ou em movimento, como no cinema, a imagem tornou-se protagonista em diversos</p><p>produtos comunicacionais, midiáticos e de entretenimento. As imagens contribuem para a</p><p>compreensão do mundo, causam impacto, atraem a atenção e, pode-se dizer, são</p><p>narrativas. “As imagens mexem com nossos sentidos e emoções. Vendo uma imagem</p><p>podemos sentir fome ou pena. Podemos rir ou chorar. Podemos amar ou odiar. Realidade</p><p>e �cção se misturam na simbiose de uma imagem”. (ALVES; FONTOURA; ANTONIUTTI, 2012,</p><p>p. 152).</p><p>A criação de imagens arti�ciais, aquelas produzidas para um �m especí�co, com a intenção</p><p>de representar ou comunicar algo, exige um processo criativo e intencional, destacam</p><p>Alves, Fontoura e Antoniutti, no livro Mídia e Produção Audiovisual. Pode ser um �lme, um</p><p>programa de televisão, uma vinheta grá�ca, uma videoaula, uma matéria jornalística,</p><p>qualquer que seja a intenção, antes de se tornar uma imagem gravada, ela foi concebida</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 18/35</p><p>primeiramente na nossa mente e trabalhada nela. Neste percurso de criação, diversos</p><p>esforços são necessários para a concepção da imagem, que percorre desde uma ideia</p><p>inicial, um roteiro, equipe, equipamentos até a captação e �nalização das imagens. (ALVES;</p><p>FONTOURA; ANTONIUTTI, 2012, p. 153).</p><p>Em meio aos diversos elementos que produzem sentido e provocam a imersão do</p><p>espectador, a imagem está em um ponto crucial dessa hierarquia. Pensar os detalhes de</p><p>composição e enquadramento, cores, ângulo de câmera, entre outras estéticas relativas à</p><p>imagem, em conjunto com os outros elementos da narrativa, coloca em evidência a área de</p><p>direção de arte.</p><p>A direção de arte é um elemento fundamental no planejamento e execução da narrativa</p><p>audiovisual. A área da criação, responsável pela concepção artística relacionada aos</p><p>processos criativos da produção, vai contribuir para a idealização criativa na construção do</p><p>roteiro, que é base do produto audiovisual. A direção de arte estuda as linguagens visuais</p><p>para a elaboração de projetos que visam organizar estruturas do espaço cênico no sentido</p><p>de dar unidade estética ao projeto como um todo. Além disso, a direção de arte pode atuar</p><p>em diversas frentes, além de realizar cenogra�a, produzir objetos e arte para as cenas,</p><p>auxiliar também na sonoplastia e, especialmente, criar um projeto visual para o projeto. A</p><p>atuação dessa área é indispensável para a criação em diferentes plataformas, como</p><p>cinema, vídeos, televisão, internet, dispositivos móveis etc. A realização de um �lme, por</p><p>exemplo, implica a integração e interação de um conjunto de agentes especializados em</p><p>áreas nas quais, em outras artes, aparecem como dominantes, mas que, no caso do</p><p>cinema, são coparticipantes.</p><p>Saiba mais</p><p>O Diretor(a) de Arte é o(a) profissional que gerencia, cria e executa a concepção</p><p>artística de um filme ou produto audiovisual. Esse(a) profissional combina diferentes</p><p>elementos visuais que resultam na estética do projeto. A área de arte geralmente é</p><p>composta por uma equipe que, além da direção de arte, conta com figurinista,</p><p>maquiador, cenógrafo, designer de produção, produtor de arte, produtor de objetos e</p><p>outras áreas especializadas.</p><p>Quer saber mais sobre essa função? Veja esses vídeos no Youtube:</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro</p><p>19/35</p><p>3.1. Técnicas narrativas</p><p>“Não há narração sem que haja uma instância que narre”, destacam Gaudreaulft e Jost</p><p>(2009, p. 57). Embora a Literatura sirva de referência para abordar a questão da narrativa, a</p><p>narrativa do �lme, por exemplo, é diferente do romance pelo fato de poder mostrar ações</p><p>sem dizê-las.  Machado (2014) inscreve a linguagem audiovisual como um fenômeno</p><p>cultural, como decorrência de um certo estágio de desenvolvimento das técnicas e dos</p><p>meios de expressão, das pressões socioeconômicas, das demandas imaginárias, subjetivas,</p><p>estéticas, de uma época ou lugar. Neste aspecto, Machado explica que a linguagem do</p><p>cinema é um tipo de construção narrativa baseada em escolhas estéticas, recortes de</p><p>câmera e regras de continuidade.</p><p>O texto narrativo é um tipo de texto que esboça as ações de personagens em um</p><p>determinado tempo e espaço, em que são narrados fatos reais ou �ctícios contados</p><p>oralmente, por escrito ou por meio do audiovisual. As narrativas desempenham papel</p><p>relevante no entretenimento e na difusão de conhecimento e informação.</p><p>Geralmente, as narrativas são lineares, ou seja, a história é narrada em ordem cronológica,</p><p>seguindo a sequência dos fatos. Neste caso, o leitor ou espectador não encontra situações</p><p>que desviem sua atenção, como fatores secundário, intromissões, �ashbacks. No entanto,</p><p>essa não é a única forma de narrar os acontecimentos de uma história. Na literatura e nos</p><p>�lmes, temos diversos exemplo de diferentes técnicas utilizadas para construir o sentido de</p><p>1) Conceito e Projeto. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=xfDncfie9Z4</p><p>Acesso em: 03 de ju. de 2019.</p><p>2) Caracterização dos personagens e ambiente. Disponível em:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=xBx3hWMLeag Acesso em: 03 de ju. de 2019.</p><p>3) Espacialidade (montagem do espaço). Disponível em:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=ePTN8lLGHJ8 Acesso em: 03 de jun. de 2019.</p><p>(Fonte: Videoaula sobre Direção de Arte. Apresentação: Ingrid Rosa. Produção:</p><p>Faculdade Cásper Líbero, 5 de dezembro de 2014.)</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 20/35</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=xfDncfie9Z4</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=xBx3hWMLeag</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=ePTN8lLGHJ8</p><p>uma história. Autores como Machado de Assis, em Memórias Póstumas de Brás Cubas ou</p><p>Dom Casmurro, por exemplo, contam histórias iniciando do �m, transgredindo o modo</p><p>mais comum de narrar.</p><p>Outra possibilidade é a técnica da narrativa em paralelo, bastante utilizada na literatura.</p><p>Vidas Secas de Graciliano Ramos é um exemplo. Os episódios são contados sucessivamente</p><p>com mais pontos de vista de uma mesma narrativa. Os enfoques dados para um mesmo</p><p>acontecimento variam de acordo com o entendimento de cada personagem sobre a</p><p>situação. No entanto, o núcleo de personagens é menor para que o leitor não se confunda.</p><p>A narrativa em paralelo é a que se desenvolve em diferentes eixos temporais, alternando</p><p>passado e presente.</p><p>A Estrutura da Narrativa pode ser percebida dessa forma:</p><p>● Apresentação: também chamada de introdução, nessa parte inicial o autor do texto</p><p>apresenta os personagens, o local e o tempo em que se desenvolverá a trama.</p><p>● Desenvolvimento: aqui grande parte da história é desenvolvida com foco nas ações dos</p><p>personagens.</p><p>● Clímax: parte do desenvolvimento da história, o clímax designa o momento mais</p><p>emocionante da narrativa.</p><p>● Desfecho: também chamada de conclusão, ele é determinado pela parte �nal da</p><p>narrativa, onde a partir dos acontecimentos, os con�itos vão sendo resolvidos.</p><p>De forma geral, o texto narrativo é dividido em apresentação, desenvolvimento e</p><p>conclusão. Os elementos explorados são o tempo, lugar e as personagens. Diversas</p><p>situações levam ao clímax da história, ou seja, a tensão máxima de seu con�ito, seu ápice, e</p><p>depois à sua resolução, situação que encaminha para o desfecho.  Dessa forma,</p><p>resumindo, a narrativa exige quatro elementos: local, personagens, o fato, o momento.</p><p>Para toda essa composição ocorrer é necessário um cenário descrito na narrativa a �m de</p><p>contextualizar e in�uenciar a história.</p><p>Toda narrativa se estrutura sobre cinco elementos, sem os quais ela não existe. Sem os</p><p>fatos não há história, e quem vive os fatos são as personagens, num determinado tempo e</p><p>lugar. Mas, para se desenvolver, é necessária a presença do narrador, pois ele é um</p><p>elemento fundamental que caracteriza a narrativa.</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 21/35</p><p>Observe os quais são os Elementos da Narrativa:</p><p>● Narrador - é aquele que narra a história, é a “voz do texto”, também chamado de foco</p><p>narrativo. Dependendo de como atuam na narração, são classi�cados em três tipos:</p><p>narrador observador, narrador personagem e narrador onisciente.</p><p>● Enredo - os conjuntos de fatos de uma história é conhecido por muitos nomes: fábula,</p><p>intriga, ação, trama, história. São classi�cados em: enredo linear, enredo não-linear, enredo</p><p>psicológico, que foca no pensamento dos personagens, e enredo cronológico, que conta a</p><p>história seguindo a ordem de suas ocorrências.</p><p>● Personagens - são aqueles que compõem a narrativa sendo classi�cados em:</p><p>personagens principais (protagonista e antagonista) e personagens secundários (adjuvante</p><p>ou coadjuvante).</p><p>● Tempo - está relacionado com a marcação do tempo dentro da narrativa, por exemplo,</p><p>uma data ou um momento especí�co. O tempo pode ser cronológico ou psicológico.</p><p>● Espaço - local onde a narrativa se desenvolve. Podem ocorrer num ambiente físico,</p><p>ambiente psicológico ou ambiente social.</p><p>A narrativa pode acontecer em primeira (eu, nós) ou terceira pessoa (ele, eles). Em primeira</p><p>pessoa, o fato é narrado por um participante da história que se envolve no acontecimento</p><p>enquanto também é narrador. Nessa modalidade, a narrativa é mais pessoal e próxima do</p><p>leitor. Em terceira pessoa, o narrador conta do ponto de vista de quem observa a história,</p><p>ou seja, é uma narrativa distanciada e o narrador é chamado de onisciente. Existem</p><p>técnicas que auxiliam o contador a atingir o objetivo de captar a atenção do espectador ou</p><p>leitor. Essas técnicas narrativas envolvem a posição do narrador na trama, que irá</p><p>caracterizar a maneira de se contar a história.</p><p>Saiba mais</p><p>Existem diferentes tipos de narradores dos quais uma narrativa pode se servir. Vamos</p><p>vê-los?</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 22/35</p><p>Narrador Observador: O próprio nome já indica que esse tipo de narrador conhece a</p><p>história de modo que observa e relata os fatos. Porém, diferente do narrador</p><p>personagem, o narrador observador não participa da história. Esse tipo de narração é</p><p>feito na 3ª pessoa do singular (ele, ela) ou plural (eles, elas).</p><p>Narrador Personagem: O narrador personagem participa da história como um</p><p>personagem da trama. Ele pode ser o personagem principal, ou mesmo um</p><p>secundário. Portanto, se o texto tiver esse tipo de narrador, a história será narrada em</p><p>1ª pessoa do singular (eu) ou do plural (nós).</p><p>Narrador Onisciente: O narrador onisciente é aquele que conhece toda a história.</p><p>Diferente do narrador observador, que conta os fatos por sua ótica, esse sabe tudo</p><p>sobre os outros personagens, inclusive seus pensamentos e ideias. Nesse caso, a</p><p>história pode surgir narrada em 1ª pessoa ou 3ª pessoa.</p><p>Obs.: Importante frisar que a “voz do texto” não representa a “voz do autor do texto”.</p><p>A discussão a respeito do tempo e do espaço no campo narrativo é longa e divide</p><p>opiniões. Vamos acompanhar as definições para entrarmos nessa discussão</p><p>também?</p><p>O tempo na narrativa</p><p>Toda narração tem um tempo que determina o período em que a história se passa.</p><p>Ele pode ser cronológico, quando segue uma ordem dos acontecimentos, ou</p><p>psicológico, que não segue uma linearidade dos fatos,</p><p>sendo um tempo interior que</p><p>ocorre na mente dos personagens.</p><p>Nesse último caso, ele mistura passado, presente e futuro seguindo, portanto, o fluxo</p><p>de pensamentos dos envolvidos na trama. Note que as expressões de tempo</p><p>utilizadas indicam essa marcação, por exemplo: hoje, no dia seguinte, na semana</p><p>passada, naquele ano, etc.</p><p>O espaço da narrativa</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 23/35</p><p>O espaço da narrativa é o local onde ela se desenvolve. Ele pode ser físico ou</p><p>mesmo psicológico. No primeiro caso, o local onde se passa a história é indicado seja</p><p>uma cidade, uma praia etc. São classificados em espaços fechados (casa, quarto,</p><p>sala etc.) ou abertos (ruas, praças, cidades etc.). Já o espaço psicológico é o</p><p>ambiente interior de um personagem, ou seja, não há um espaço físico que seja</p><p>revelado. Portanto, nesse caso, a história é narrada num fluxo de pensamentos, de</p><p>sentimentos.</p><p>Para compreender melhor os diversos elementos que compõem a narrativa, segue</p><p>abaixo um trecho do romance de Clarice Lispector "A Hora da Estrela". Nesse</p><p>pequeno trecho da obra, podemos identificar parte do enredo , do espaço , do tempo</p><p>da trama e de alguns personagens principais e secundários.</p><p>Para compreender melhor os diversos elementos que compõem a narrativa, segue</p><p>abaixo um trecho do romance de Clarice Lispector "A Hora da Estrela". Nesse</p><p>pequeno trecho da obra, podemos identificar parte do enredo, do espaço, do tempo</p><p>da trama e de alguns personagens principais e secundários.“ Dos verões</p><p>sufocantes da abafada rua do Acre ela só sentia o suor, um suor que cheirava mal.</p><p>Esse suor me parece de má origem. Não sei se estava tuberculosa, acho que não.</p><p>No escuro da noite um homem assobiando e passos pesados, o uivo do vira-lata</p><p>abandonado. Enquanto isso – as constelações silenciosas e o espaço que é tempo</p><p>que nada tem a ver com ela e conosco. Pois assim se passavam os dias. O cantar de</p><p>galo na aurora sanguinolenta dava um sentido fresco à sua vida murcha. Havia de</p><p>madrugad a uma passarinhada buliçosa na rua do Acre : é que a vida brotava no</p><p>chão, alegre por entre pedras.</p><p>Rua do Acre para morar, rua do Lavradio para trabalhar, cais do porto para ir espiar</p><p>no domingo, um ou outro prolongado apito de navio cargueiro que não se sabe por</p><p>que dava aperto no coração, um ou outro delicioso embora um pouco doloroso cantar</p><p>de galo. Era do nunca que vinha o galo. Vinha do infinito até a sua cama, dando-lhe</p><p>gratidão. Sono superficial porque estava há quase um ano resfriada. Tinha acesso de</p><p>tosse seca de madrugada: abafava-a com o travesseiro ralo. Mas as companheiras</p><p>do quarto – Maria da Penha, Maria Aparecida, Maria José e Maria apenas – não se</p><p>incomodavam. Estavam cansadas demais pelo trabalho que nem por ser anônimo era</p><p>menos árduo. Uma vendia pó-de-arroz Coty, mas que idéia. Elas viravam para o outro</p><p>lado e readormeciam. A tosse da outra até que as embalava em sono mais profundo.</p><p>O céu é para baixo ou para cima? Pensava a nordestina. Deitada, não sabia. Às</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 24/35</p><p>vezes antes de dormir sentia fome e ficava meio alucinada pensando em coxa de</p><p>vaca. O remédio então era mastigar papel bem mastigadinho e engolir.”</p><p>4. Estabelecimento da</p><p>Linguagem Audiovisual</p><p>O impacto comunicativo dos meios tradicionais de comunicação audiovisual, como rádio,</p><p>cinema e televisão, e de seus suportes, como multimídia e internet, está na combinação de</p><p>som, imagem e interação na criação de uma mensagem, de forma a provocar alguma</p><p>reação no espectador.</p><p>É possível dizer em termos de formatos e gêneros que há um diálogo entre os meios de</p><p>comunicação audiovisual. Se pensar que cada meio tem uma linguagem própria é eliminar</p><p>a possibilidade de interface que marca o surgimento e desenvolvimento de diversas</p><p>linguagens áudio e visuais. Os primeiros programas de televisão, por exemplo, vieram do</p><p>rádio. O cinema, quando surgiu exerceu grande in�uência estética e até mesmo técnica</p><p>sobre a televisão. A estrutura de cortes, enquadramentos, movimentos e, por assim dizer,</p><p>sua linguagem serviu de inspiração para a concepção de muitos outros produtos</p><p>audiovisuais. (ALVES; FONTOURA; ANTONIUTTI, 2012, p. 153).</p><p>4.1. Construção da narrativa</p><p>O estabelecimento da linguagem audiovisual parte, portanto, de de�nições no processo de</p><p>construção da narrativa por meio de uma Morfologia, Sintaxe e a Estilística e Dramaturgia,</p><p>dispostos a seguir (MNEMOCINE, 2009).</p><p>4.1.1. Morfologia</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 25/35</p><p>A morfologia trata de um modo geral do estudo da estrutura e formação das palavras. Ao</p><p>estudar morfologia, estudamos a formação de palavras através de elementos morfológicos,</p><p>que são as unidades que as elaboram.</p><p>● Campo: Aquilo que a câmera vê. No espaço, o campo tem a forma de uma pirâmide com</p><p>o vértice no centro da objetiva.</p><p>● Quadro : O retângulo resultante da projeção da pirâmide sobre uma superfície plana,</p><p>seja o �lme, seja a tela de projeção.</p><p>● Ângulo de visão : A medida do ângulo formado pelo vértice da pirâmide, em graus. O</p><p>ângulo de visão varia em função da distância focal da objetiva e das dimensões da janela</p><p>sobre o �lme. Como o quadro é retangular, os ângulos de visão horizontal, vertical e</p><p>diagonal são sempre distintos.</p><p>● Ponto-de-vista e câmera subjetiva : O local do espaço em que se encontra o vértice da</p><p>pirâmide. Quando reproduz o ponto-de-vista de um personagem, chama-se câmera</p><p>subjetiva.</p><p>● Eixo (quebra de) : Distingue-se eixo visual da câmera de eixo dramático. O eixo visual é o</p><p>próprio eixo geométrico da pirâmide, a direção para a qual a câmera está apontada. O eixo</p><p>dramático, estabelecido pela relação entre dois personagens que se olham frente a frente,</p><p>por exemplo, é fundamental para situar o espectador espacialmente. A quebra de eixo,</p><p>nome que se dá ao salto do ponto-de-vista de um lado para o outro do eixo dramático,</p><p>pode confundi-lo, portanto deve ser usada com cuidado.</p><p>● Profundidade de campo : A dimensão do campo no sentido do eixo de visão. Em ótica,</p><p>diz-se do intervalo entre o ponto mais próximo e o mais distante cujas imagens podem ser</p><p>vistas com nitidez. Em linguagem cinematográ�ca, refere-se à visão simultânea de ações</p><p>que se desenrolam a diferentes distâncias a partir do ponto de vista (ver "Plano").</p><p>● O� : Diz-se de toda ação que se desenrola fora do campo, mas que pode ser percebida</p><p>seja pelo som, seja pelos seus efeitos visíveis causados nos elementos em campo.</p><p>4.1.2. Plano:</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 26/35</p><p>Qual é a grande contribuição da análise de criticidade XYZ? Ela classi�ca os matérias em</p><p>termos de produção (e quão crítica é a ausência). O que o difere da Curva ABC? A curva ABC</p><p>classi�ca os materiais apenas em relação ao seu valor.O enquadramento do objeto �lmado,</p><p>com a dimensão humana como referência.</p><p>● Plano geral (PG) : Abrange uma vasta e distante porção de espaço, como uma paisagem.</p><p>Os personagens, quando presentes no PG, não podem ser identi�cados.</p><p>● Plano de conjunto (PC) : Um pouco mais próximo, pode mostrar um grupo de</p><p>personagens, já reconhecíveis, e o ambiente em que se encontram.</p><p>● Plano médio (PM) : Enquadra os personagens por inteiro quando estão de pé, deixando</p><p>pequenas margens acima e abaixo.</p><p>● Plano americano (PA) : Um pouco mais próximo, corta os personagens na altura da</p><p>cintura ou das coxas.</p><p>● Primeiro plano (PP) : Enquadra o busto dos personagens.</p><p>● Primeiríssimo plano (PPP) : Enquadra apenas o rosto.</p><p>● Plano de detalhe ( close-up ) : Enquadra e destaca partes do corpo (um olho, uma mão)</p><p>ou objetos (uma caneta sobre a mesa).</p><p>4.1.3. Posição de câmera:</p><p>Plongée/Contra-plongée</p><p>: Câmera posicionada em nível mais ou menos elevado do que o</p><p>objeto enquadrado, respectivamente (em francês: plongée = mergulho). Também conhecido</p><p>como câmara alta/ câmara baixa.</p><p>4.1.4. Movimentos de Câmera:</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 27/35</p><p>● Panorâmica (pan) : Rotação da câmera em torno de seu eixo horizontal (para cima e</p><p>para baixo) ou vertical (para um ou outro lado).</p><p>● Chicote : Uma panorâmica muito rápida.</p><p>● Traveling : Deslocamento da câmera. Pode ser para frente (in), para trás (out), para cima,</p><p>para baixo, para os lados ou combinado.</p><p>● Zoom : Alteração gradual, dentro de um mesmo plano, do ângulo de visão. Chama-se</p><p>zoom-in quando este diminui e zoom-out quando aumenta.</p><p>● Traveling + zoom : Combinação dos movimentos descritos acima, normalmente em</p><p>sentidos inversos.</p><p>4.1.5. Sintaxe:</p><p>A sintaxe é parte da gramática que estuda as palavras enquanto elementos de uma frase,</p><p>as suas relações de concordância e de ordem. No caso da linguagem audiovisual, a sintaxe</p><p>estuda os elementos que compõem a gramática própria dessa linguagem.</p><p>● Plano - É a unidade signi�cante mínima do �lme. Entende-se por plano o trecho contínuo</p><p>de �lme contido entre dois cortes consecutivos. Atenção: não confundir plano com tomada,</p><p>que é a ação de �lmar um plano. Em uma �lmagem, podem ser feitas várias tomadas de</p><p>um mesmo plano, das quais apenas uma será aproveitada.</p><p>● Cena - Pode ser composta por um ou mais planos. São agrupados em uma mesma cena</p><p>os planos que têm uma continuidade temporal e espacial entre si.</p><p>● Sequência - Pode ser composta por uma ou mais cenas. De�ne-se pela continuidade da</p><p>ação.</p><p>● Plano Sequência - Uma sequência sem cortes.</p><p>● Montagem paralela - Montagem intercalando planos de sequências que se desenrolam</p><p>simultaneamente, mas em espaços diferentes, normalmente convergindo para um</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 28/35</p><p>encontro no �nal.</p><p>4.1.6. Relações entre planos:</p><p>● Campo/contra-campo - Alternância de planos orientados no mesmo eixo dramático,</p><p>mas em sentidos opostos. Ver "Eixo (quebra)".</p><p>● Plano autônomo - Exibe uma ação que corre paralelamente às demais, sem</p><p>encadeamento causal com o plano anterior e nem com o seguinte.</p><p>● Efeito Kuleshov - Justaposição de planos com o poder de criar uma nova signi�cação,</p><p>inexistente nos planos isolados. O termo foi criado a partir de um experimento do cineasta</p><p>russo Lev Kuleshov (1899 -1970) em que um mesmo plano de um ator (Mosjoukine) com</p><p>expressão neutra era alternado com planos carregados de diferentes signi�cações afetivas</p><p>(criança = "ternura"; mulher num caixão = "tristeza"; prato de sopa = "apetite"), que</p><p>"contaminavam" a interpretação dos espectadores, fazendo-os acreditar que sua expressão</p><p>havia mudado. O poder do Efeito Kuleshov foi bastante superestimado nas décadas de 20 e</p><p>30 em função da valorização da montagem em detrimento de outros elementos da</p><p>linguagem cinematográ�ca por parte de outros teóricos e cineastas russos como Sergei</p><p>Eisenstein e Dziga Vertov.</p><p>4.1.7. Estilística (figuras de linguagem):</p><p>Estilística é o ramo da linguística que estuda as variações da língua e sua utilização,</p><p>incluindo o uso estético da linguagem e as suas diferentes aplicações dependendo do</p><p>contexto ou situação.</p><p>As mais importantes são:</p><p>● Elipse - Supressão de um intervalo temporal e/ou espacial, que �ca subentendido.</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 29/35</p><p>● Metonímia - Recurso em que o todo é representado pela parte, o grupo pelo indivíduo, a</p><p>causa pelo efeito, etc.</p><p>● Gradação - Variação gradual ascendente (clímax) ou descendente (anticlímax) na</p><p>intensidade dramática.</p><p>4.1.8. Dramaturgia:</p><p>É a arte ou técnica de elaborar um texto com o objetivo de transportá-lo para os palcos,</p><p>apresentando diante de um público as ideias contidas na obra encenada. A palavra drama</p><p>vem do grego e signi�ca ação. Desse modo, o texto dramatúrgico é aquele que é escrito</p><p>especi�camente para representar a ação.</p><p>● Ação - É o elemento central da dramaturgia (em grego: drama = ação). É ação tudo aquilo</p><p>que pode gerar uma reação da parte de outros personagens. Neste sentido, os ocupantes</p><p>dos assentos um ônibus lotado que permanecerem sentados a partir do momento em que</p><p>entrar no veículo uma velhinha de muletas estarão desempenhando uma ação dramática</p><p>que não depende de nenhuma ação física.</p><p>● Personagem - É qualquer ser humano, animal ou ente inanimado ao qual sejam</p><p>atribuídas características humanas (prosopopéia), capaz de desempenhar</p><p>espontaneamente uma ação.</p><p>● Con�ito - A oposição das ações de diferentes personagens.</p><p>● Peripécia - Inversão repentina no sentido da evolução dramática, causada pela mudança</p><p>de intensidade das forças con�itantes (no futebol: "virada"). Em um drama, podem ocorrer</p><p>inúmeras peripécias encadeadas.</p><p>● Desenlace - Resolução do con�ito levando à situação �nal, depois que uma das forças</p><p>antagônicas sobrepuja a outra.</p><p>4.2. Narrativa fílmica</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 30/35</p><p>A narrativa fílmica expressa-se no movimento, tanto na mobilidade da câmera como em</p><p>seus elementos imagéticos. A câmera deve captá-los numa “�delidade própria de um</p><p>�lme”, quer seja no cinema, no vídeo ou televisão. Para que a narrativa se desenvolva é</p><p>necessária a utilização de diversos elementos fundamentais, que constituem a linguagem</p><p>audiovisual abordada anteriormente.</p><p>Para compreender a narrativa fílmica, que impacta os modos de assistir os produtos</p><p>audiovisuais, devido às diferentes maneiras de experimentar, perceber e apreender as</p><p>imagens em movimento, é preciso fazer um breve percurso acerca das transformações na</p><p>linguagem de imagens em movimento, na narrativa do cinema e atentar-se para o contexto</p><p>da tecnologia digital no mundo contemporâneo.</p><p>Os primeiros trinta anos do cinema estão relacionados às experiências técnico-cientí�cas,</p><p>que permitiram passar ao espectador a impressão de imagens em movimento. Com isso</p><p>fez-se surgir uma linguagem própria – espécie de gramática de planos, enquadramentos,</p><p>movimentos de câmera, corte e montagem, recursos sonoros, cor e efeitos especiais. Dada</p><p>a possibilidade de representar visualmente e em movimento as cenas, foi necessária a</p><p>educação do olhar do espectador para adaptar-se a essa nova forma de comunicação e de</p><p>cultura. No início do cinema, as técnicas da imagem eram desconhecidas pelo público.</p><p>Poucos espectadores podiam absorver a linguagem sem ajuda ou sem se esforçarem.</p><p>(TIMPONI, 2008).</p><p>A função das primeiras imagens em movimento era a de registro da realidade, planos</p><p>parados, gerais, que �caram muito conhecidos pelas exibições dos irmãos Lumière, como</p><p>foi abordado anteriormente. Ao longo do tempo, irá operar-se a criação de linguagem que</p><p>abrirá diferentes possibilidades de narração. O surgimento de narrativas visuais nas</p><p>histórias de Méliès dá início à estrutura da narrativa linear. Alguns acidentes de câmera</p><p>ajudam na descoberta de planos diferentes. Por exemplo, o corte do plano da narrativa, na</p><p>cintura dos personagens em uma história de faroeste, de Edwin Porter (plano americano),</p><p>ocasionou a mesma reação de surpresa no público, assim como ocorreu na primeira</p><p>sessão pública de cinema, no Le grand Cafè, em Paris, quando as pessoas se espantaram</p><p>com a representação da imagem de um trem vindo em sua direção e saíram correndo (há</p><p>esse vídeo no item sobre primeiros �lmes). Depois que o público, submetido à novidade da</p><p>imagem em movimento, representando a realidade, compreendeu que o trem não o</p><p>atropelaria, passaram a compreender a sequência dos acontecimentos ordenados e</p><p>�ctícios. Essa linguagem</p><p>passa a ser compreendida a partir da repetição de seu uso.  Um</p><p>percurso sobre as idades do cinema permite associar as técnicas aos diferentes níveis de</p><p>linguagem cinematográ�ca. (TIMPONI, 2008).</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 31/35</p><p>A história do cinema já considerado como uma nova linguagem realmente só surge com a</p><p>implementação do corte. A sequenciação invisível entre uma cena e outra é que criou um</p><p>vocabulário próprio da �lmogra�a, trabalhando essas lacunas entre os tempos das cenas -</p><p>que o espectador, ao adaptar-se culturalmente a esta nova linguagem, passa a preencher</p><p>automaticamente. Outros recursos como de câmera, de planos, sons, iluminação,</p><p>composição da cena e sequência dão signi�cados distintos à narrativa fílmica, dependendo</p><p>de como foi idealizada e montada (TIMPONI, 2008).</p><p>A tecnologia digital tem provocado mais mudanças nas narrativas, a qual é in�uenciada</p><p>pela linguagem fragmentada do hipertexto da internet. Desde os anos 50, alguns �lmes já</p><p>trabalhavam com a montagem em �ash black, alternadas, paralelas ou com múltiplos</p><p>pontos de vista amarrados.</p><p>A convergência das mídias tem possibilitado experiências que alargam as fronteiras do</p><p>cinema e da narrativa fílmica, como o exemplo de Bandersnatch, �lme interativo de Black</p><p>Mirror lançado pela Net�ix em 2018. A experiência dura cerca de uma hora e meia e os</p><p>espectadores/usuários guiam as personagens por caminhos que resultam em até cinco</p><p>�nais possíveis. Ao permitir que os espectadores escolham os rumos da história, desde a</p><p>música que o protagonista escuta, entre as opções dadas, o �lme abre uma nova</p><p>possibilidade de construção narrativa. O espectador transforma-se em um co-criador da</p><p>trama. Segundo Santaella (2003b, p. 17), “esses dispositivos tecnológicos e as linguagens</p><p>criadas para circularem neles propiciaram a escolha e o consumo individualizados,</p><p>fornecendo o treinamento adequado para buscarmos as informações e os entretenimentos</p><p>desejados com a chegada dos meios digitais”. Esse processo de referência a meios</p><p>anteriores para criar novos discursos é o que Santaella chama de convergência das mídias.</p><p>Você quer ver?</p><p>● O nascimento da narrativa clássica no cinema.  Disponível em:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=AfMY4QFrUXc Acesso em: 03 de jun. 2019.</p><p>● Filmes em �ash back :</p><p>Rashomon (1950), de Akira Kurosawa</p><p>A morte (1962), de Bernando Bertolucci</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 32/35</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=AfMY4QFrUXc</p><p>● Narrativas paralelas:</p><p>Fale com Ela (2002) e Volver (2006), de Pedro Amodóvar</p><p>● In�uência do digital e videoarte:</p><p>Livro de Cabeceira (1996), Peter Greeway</p><p>Ensaio sobre a Cegueira (2008), Fernando Meirelles</p><p>● Narrativas múltiplas (hipertexto):</p><p>Vantage Point (Ponto de vista) (2008), Pete Travis</p><p>Smoking (1993) e No Smoking (1993), de Alain Renais</p><p>Síntese</p><p>Este percurso de Introdução à Linguagem Audiovisual permitiu o conhecimento de noções</p><p>básicas da história do cinema, da origem e desenvolvimento da narrativa fílmica e das</p><p>linguagens que compõem a gramática do audiovisual. Ao dedicar-se ao tema da linguagem</p><p>audiovisual não se pode prescindir de um tributo aos seus inventores que, décadas atrás,</p><p>nesse campo de som e imagem, iniciaram a aventura neste mar de possibilidades. Na</p><p>atualidade, a experiência audiovisual tende a privilegiar a dimensão tecnológica como</p><p>agente de mais mudança e inovação. Vamos acompanhar essa história e partir para mais</p><p>um episódio desse curso.</p><p>Nesta unidade você teve a oportunidade de estudar:</p><p>O primeiro cinema e a sintaxe narrativa;</p><p>Historiogra�a dos recursos cinematográ�cos;</p><p>Direção de arte e o poder não verbal do audiovisual;</p><p>Estabelecimento da linguagem audiovisual.</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 33/35</p><p>Download do PDF da unidade</p><p>Bibliografia</p><p>Bibliografia Básica:</p><p>COSTA, Flávia Cesarino. O primeiro cinema. Rio de Janeiro: Azougue, 2005. (Disponível na</p><p>Biblioteca Virtual 3.0)</p><p>KITTLER, Friedrich. Mídias ópticas. Rio de Janeiro: Contraponto, 2016.MACHADO, Arlindo.</p><p>Pré-cinema & Pós-cinema. Campinas: Papirus, 2014. (Disponível na Biblioteca Virtual 3.0)</p><p>MASCARELLO, Fernando. História do cinema mundial. Campinas: Papirus, 2014. (Disponível</p><p>na Biblioteca Virtual 3.0)</p><p>Bibliografia</p><p>Complementar:</p><p>ALAIN, Bergala. AUMONT, Jacques. MARIE, Michel. VERNET, Marc. A estética do �lme. 2ª</p><p>edição. Campinas: Papirus, 2002. METZ, Christian. Essais sur la signi�cation au cinema.</p><p>Paris: Klincksieck, 1968.</p><p>GAUDREAULT, André. JOST, François. A narrativa cinematográ�ca. Brasília: Editora UNB,</p><p>2009.</p><p>LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1998.</p><p>MNEMOCINE. Linguagem audiovisual - um pequeno glossário de termos para Produção</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 34/35</p><p>Audiovisual. 11 de agosto de 2019. Disponível em:</p><p><http://www.mnemocine.com.br/index.php/cinema-categoria/28-tecnica/141-</p><p>glossarioaudiovisual>. Acesso em: 20 jun. 2019.</p><p>OLIVEIRA, Katyucha de. Diferença entre língua e linguagem. Brasil Escola. Disponível em:</p><p><https://brasilescola.uol.com.br/portugues/diferenca-entre-lingua-linguagem.htm>.  Acesso</p><p>em 16 de junho de 2019.</p><p>SANTAELLA, L. Matrizes da linguagem e pensamento: sonora, visual, verbal: aplicações na</p><p>hipermídia. São Paulo: Iluminuras e FAPESP, 2005.</p><p>__________________ O que é Semiótica. São Paulo. Ed Brasiliense, 2003.</p><p>__________________ Cultura e artes do pós-humano: da cultura as mídias à cibercultura. São</p><p>Paulo: Editora Paulus, 2003b.</p><p>TIMPONI, Raquel. Trajetória da narrativa fílmica: impacto tecnológico na percepção.</p><p>Disponível</p><p>17/09/24, 11:45 EDU_LINAUD_19_E_1</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_LINAUD_19/unidade_1/ebook/index.html#Intro 35/35</p>