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INTRODUÇÃO
Olá, estudante!
Começaremos nossos estudos com uma aula dedicada ao desempenho e como se dá sua apuração. Portanto,
nesta unidade, abordaremos os principais conceitos de monitoramento com foco no desempenho da rede e,
consequentemente, poderemos trabalhar melhor os conceitos dos indicadores e métricas, os quais são vitais
a este processo.
Por �m, compreenderemos melhor o papel das métricas de desempenho na sua relação com o SLA e o
desempenho geral da rede e seus aprimoramentos. Desta forma, sendo uma das disciplinas de
gerenciamento que mais causa impacto nas demais – com destaque para o gerenciamento de contabilização e
de falhas –, é muito importante dominar seus conceitos para uma atuação de gestão mais efetiva e precisa.
Bons estudos.
Aula 1
GERENCIAMENTO DE DESEMPENHO
Em nossos estudos, compreenderemos melhor o papel das métricas de desempenho na sua relação com
o SLA e o desempenho geral da rede e seus aprimoramentos.
24 minutos
MONITORAMENTO DE DESEMPENHO DE REDES
 Aula 1 - Gerenciamento de desempenho
 Aula 2 - Desempenho de redes
 Aula 3 - Ferramentas de monitoramento
 Aula 4 - Melhorias com a utilização de ferramentas de monitoramento
 Referências
96 minutos
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GERENCIAMENTO DE DESEMPENHO
Parte do processo de gerenciamento de uma rede de computadores tem relação direta com seu desempenho.
O projeto de uma rede é desenhado para atender às necessidades de desempenho, ou seja, diversos
requisitos dos sistemas que cada usuário demanda. Portanto, é preciso elencar o hardware certo para tais
propósitos.
Desta forma, para que a rede entregue e mantenha este desempenho, é desenhado um processo de gestão
especí�co. São diversos os fatores que podem trazer o desempenho de uma rede para níveis inaceitáveis, os
quais começam a promover a desativação de algum recurso importante, como a própria internet e, até
mesmo, a indisponibilidade temporária da própria rede.
Desta forma, conforme complementa Forouzan (2007, p. 876 apud ANDREOLI 2016, p. 18), existe uma ligação
direta entre o gerenciamento de falhas e o gerenciamento de desempenho, pois, quando este segundo tipo
de gerenciamento é negligenciado, causa a possibilidade de existência de erros na rede, além de falhas
diversas.
Embora, no projeto, a rede seja criada com desempenho su�ciente, a distribuição física dos seus
componentes e de seu hardware farão com que existam momentos em que partes desta rede terão uma
demanda superior ao que lhe foi alocado, de forma que ocorram lentidões, maiores tempos de resposta e
eventos de banda estrangulada pelo uso exagerado por parte de um ou outro host.
Com relação aos processos, o gerenciamento de desempenho atua nos recursos de rede para sua aferição e
análise, de forma a oferecer à gestão uma série de relatórios que permitirão uma rápida tomada de decisão
quanto ao eventual deslocamento de recursos para áreas que tenham problemas por algum motivo.
Figura 1 | Fluxo do Gerenciamento do Desempenho
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Jamerson Almeida
Realce
Fonte: elaborada pelo autor.
O processo de gestão do desempenho depende de vários elementos, como o hardware, sua implementação e
uso, mas este processo começa pelo estabelecimento dos objetivos e métricas que serão monitorados e que,
somados, geram os indicadores e relatórios, de forma que os objetivos da rede sejam alcançados.
Para Souza et al. (2021), os indicadores de desempenho mais comumente utilizados são a largura de banda e
a latência. A largura de banda representa quantos bits podem circular pela rede em um determinado período,
e a latência informa sobre a quantidade de tempo que um determinado pacote leva para sair do dispositivo
que o envia até seu receptor.
Neste tipo de gerenciamento, existe um termo muito utilizado: “threshold”, pois é necessário que sejam
de�nidos valores aceitáveis, mínimos e máximos, que devem ativar alertas, pois sua ocorrência (por exemplo:
uma latência muito alta) pode ocasionar falhas na comunicação e na resposta de diversas aplicações. Desta
forma, podemos de�nir três modelos distintos para o monitoramento dos recursos de uma rede, conforme
Reis Júnior (2012):
Modelo de Utilização: monitora recursos de forma instantânea.
Modelo de Taxa de Rejeição: monitora as rejeições dos pedidos de serviço.
Modelo de Taxa de Pedido de Recursos: monitora os pedidos por uso de recursos e deve ser utilizado
como forma de:
Apoio na detecção de falhas.
Auxílio na determinação das alterações de con�guração da rede.
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Jamerson Almeida
Realce
Jamerson Almeida
Realce
Jamerson Almeida
Realce
Jamerson Almeida
Realce
Jamerson Almeida
Realce
Jamerson Almeida
Realce
Apoio na detecção de falhas.
Auxílio na determinação das alterações de con�guração da rede.
Desta forma, devemos pensar no gerenciamento de desempenho como o componente do gerenciamento
geral da rede capaz de oferecer a segurança de que seus recursos estarão sempre su�cientes e que as
ocorrências, como o alcance do limite da disponibilidade de recursos, sejam tratadas com agilidade.
DADOS DE DESEMPENHO E QUALIDADE
Cada componente da rede é escolhido dentro de um projeto pelas suas especi�cações. Desta forma, existem
informações, como sua con�guração e capacidade, que farão parte da análise de desempenho. Portanto,
conforme de�ne Clemm (2006 apud SOUZA et al. 2021, p. 127), tal conceito pode ser facilmente aplicado a
qualquer uma das camadas da rede, dentro de sua hierarquia de comunicação.
Figura 2 | Aspectos importantes do monitoramento
Fonte: elaborada pelo autor.
Para as melhores práticas de gerenciamento de desempenho, são elencados alguns indicadores que geram
importantes dados de análise, como aqueles referentes ao tráfego da rede, o QoS (Qualidade do Serviço).
Portanto, os relatórios aqui gerados promovem a facilitação da análise.
Como um processo, o gerenciamento de desempenho para redes de computadores apresenta algumas
características peculiares, iniciando pela coleta de dados dos seus indicadores de tráfego e desempenho,
fornecendo o subsídio em diversas análises. Outros aspectos são obtidos por seus indicadores, como o
monitoramento e progressão da capacidade de rede, mas também é necessário que sejam disponibilizados
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Jamerson Almeida
Realce
dados para a análise do QoS.
Neste ponto, o gerenciamento de desempenho se une ao gerenciamento de contabilização, pois, com seu
monitoramento e análise, é possível, no caso de um provedor de internet ou demais serviços em nuvem,
manter em conformidade seu SLA (Acordo de Nível de Serviço).
Dentro do que analisa o QoS, estão aspectos como o jitter (medida de desempenho que considera a relação
da variação de pacotes em um determinado período) e as eventuais perdas de pacotes. Estes indicadores, de
acordo com Souza et al. (2021), são de�nidos em contrato, ou seja, dentro das condições de oferta do serviço
contratado no SLA. Para o SLA, o gerenciamento de desempenho oferecerá dados su�cientes para que seja
feita a comparação entre o que está sendo efetivamente entregue e o que o contrato determina que seja
entregue.
Em uma perspectiva de qualidade geral, podemosa�rmar que, com os dados do gerenciamento de
desempenho, a gestão de TI e da rede ganham a capacidade de usar tais resultados como forma de
compreender quando e onde é necessário a aplicação de processos ou intervenções que aprimorem o
desempenho.
Claro que esta forma de gerenciamento promove a gestão da rede através do monitoramento e coleta de
informações diversas, de indicadores de tráfego, de uso de seus serviços, sempre fazendo a comparação com
o que foi estabelecido em projeto e, desta forma, havia sido padronizado. Embora o atendimento ao SLA seja
um destaque deste modelo de gerenciamento, para empresas que não possuem necessidade de
estabelecimento de acordos de serviços como estes, este tipo de gerenciamento permite a manutenção dos
níveis adequados de desempenho e um número reduzido de falhas, pois suas redes são restritas e de uso
interno.
Podemos concluir que, através do gerenciamento de desempenho, é possível estabelecer um controle
detalhado da rede em funcionamento, o que permite ações preventivas ou, quando a ocasião necessita,
corretivas pela detecção de problemas ou falhas. Com as informações coletadas é possível agir nas
con�gurações estabelecidas com ajustes e melhorias, de forma a manter ou ampliar seu desempenho de
rede.
MÉTRICAS DE DESEMPENHO
Um elemento vital aos processos que compõem o gerenciamento de desempenho é o estabelecimento,
acompanhamento e monitoramento de diversos indicadores. Tratando-se das métricas de desempenho, estes
indicadores devem ser cuidadosamente elencados e parametrizados para que sua aferição seja coerente ao
seu objetivo de medir o desempenho da rede.
Fazendo um paralelo, uma empresa que produz alimentos deverá escolher indicadores denominados KPI´s
(Key Performance Indicators) que monitorem seu volume produzido. Portanto, no tema redes, existem alguns
aspectos que devem ser elencados para a construção dos indicadores, que contam com a de�nição de sua
grandeza (trata-se de uma unidade de tempo ou outro indicador numérico), além do estabelecimento dos
níveis mínimos, máximos e suas tolerâncias.
Existe um detalhe delicado neste processo: a necessidade de criar o monitoramento, seja ativo ou passivo, de
forma que os sistemas e seus componentes físicos não sejam sobrecarregados. Isso signi�ca criar
gerenciamento sem penalizar o desempenho da rede.
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De acordo com Souza et al. (2021), para o monitoramento passivo, são necessários equipamentos e links de
transmissão que possam criar o processo de composição de dados, começando pela �ltragem, seguindo com
o armazenamento e posterior análise destes dados. Vale ressaltar que este tipo de monitoramento deve ser
construído de forma que possa ocorrer o�ine.
Para o monitoramento ativo, a vantagem é sua capacidade de ocorrer sem oferecer qualquer sobrecarga à
rede, além de fazer um trabalho diferente com os links de transmissão ao utilizar, como parâmetros, o
rendimento e utilização, assim como o tempo de inatividade e atividade dos recursos. Este monitoramento
ainda conta com o acompanhamento e registro de eventuais desastres e sobrecargas.
Em geral, as métricas de desempenho das redes apresentam um tripé composto pela taxa de transferência,
atrasos e qualidade. A taxa de transferência de uma rede é medida em quantidade de dados, ou seja, quantos
bytes são transmitidos, quantos pacotes e quantas solicitações são trafegadas.
Como métrica, o atraso, também referido por seu termo em inglês delay, é relativo ao tempo de algum
evento, como por exemplo: quanto tempo um pacote IP leva para alcançar seu destino, ou o período que uma
solicitação consome para chegar ao seu respectivo host. A seguir, temos os principais conceitos:
Figura 3 | Principais métricas para o monitoramento de desempenho
Fonte: elaborada pelo autor.
Em muitos aspectos, a análise da qualidade da rede é um processo direto de medida de qualidade. Em um
paralelo com uma linha de produção, sua qualidade será maior quanto menores forem os índices de erros,
paradas da linha ou produtos incompletos. Nas redes de computadores, portanto, o desempenho será
expresso de acordo com o nível serviço estabelecido, ou seja, com o seu uso, levando em consideração os
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Jamerson Almeida
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Jamerson Almeida
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níveis de erros de transmissão, de pacotes que são descartados. Para as aplicações web, atenta-se às
solicitações com erro que não puderam ser corrigidos.
Portanto, a qualidade de uma rede será expressa tanto por seu desempenho bruto quanto por seus erros.
Quanto maior o desempenho e menores forem os erros, melhor é o desempenho da rede. Desta forma, �ca
evidente que os indicadores devem ser cuidadosamente elencados, e suas métricas, claramente estabelecidas
para que ofereçam um panorama correto do comportamento da rede.
VIDEOAULA
No vídeo desta aula, resgataremos alguns conceitos sobre o gerenciamento de desempenho de redes de
computadores e complementaremos com uma apresentação de como este processo é feito através da
utilização de alguns sistemas e as principais diferenças entre o monitoramento passivo e ativo para as
métricas da rede.
 Saiba mais
Para melhorar os conhecimentos sobre os processos de monitoramento de recursos para o
gerenciamento do desempenho da rede, leia este artigo Monitoramento de rede: as 5 melhores
ferramentas para você usar que apresenta, além da importância desse processo, algumas das melhores
ferramentas.
Videoaula
Para visualizar o objeto, acesse seu material digital.
INTRODUÇÃO
O processo de gerenciamento de uma rede tem por objetivo entregar recursos com qualidade ao usuário. Por
este motivo, nesta aula, falaremos sobre o QoS, que signi�ca qualidade do serviço como um conceito que
determina uma série de procedimentos de monitoramento do tipo sni�ng (farejar, em português).
A princípio, trataremos dos principais conceitos de QoS e como este tipo de serviço atua dentro de uma rede
Aula 2
DESEMPENHO DE REDES
Nesta aula, falaremos sobre o QoS, que signi�ca qualidade do serviço como um conceito que determina
uma série de procedimentos de monitoramento do tipo sni�ng (farejar, em português).
23 minutos
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https://netsupport.com.br/monitoramento-de-rede/
https://netsupport.com.br/monitoramento-de-rede/
para, em seguida, abordar os principais sistemas que são necessários em ordem de se implementar QoS em
uma rede. Por �m, apresentaremos as considerações sobre este processo de monitoramento.
QoS se destina a garantir a entrega da qualidade dos serviços de uma rede aos seus usuários. Embora não
seja necessário classi�car este procedimento como o mais importante em uma rede, fato é que sua
implementação tem o potencial de melhorar os serviços por ela oferecidos.
Bons estudos. 
QOS E A QUALIDADE DE TRÁFEGO EM REDES DE COMPUTADORES
Conforme caminhamos nos conceitos de gerenciamento de rede, de sua importância e papel nas redes de
computadores, começamos a nos aprofundar em conceitos que se complementam e ajudam a justi�car tais
abordagens. Um dos conceitos que nos permitem compreender melhor a complexidade do gerenciamento de
uma rede de computadores é a qualidade do serviço prestado, aqui apresentada por sua sigla em inglês QoS,
oriunda de Quality of Service.
De forma geral, e antes mesmo de compreender a função do QoS no gerenciamento de uma rede, devemos
compreender que, emum ambiente computacional, é necessário que os diversos serviços não estejam
apenas disponíveis, mas que sua disponibilidade seja linear com o tempo e em um nível adequado à operação
que se destina.
Desta forma, de acordo com Oliveira, Lummertz e Souza (2019), trata-se de uma ferramenta de análise que,
dentro do gerenciamento de uma rede, promove o monitoramento de seu desempenho. Assim, com o QoS,
dados estatísticos são obtidos dos �uxos diversos da rede e, por consequência, analisados, de forma a
permitir que a gestão avalie o desempenho e seu comportamento da rede.
Figura 1 | Fluxo básico do QoS
Fonte: elaborada pelo autor.
Vale ressaltar que nem toda rede demanda o acompanhamento do QoS e que situações como em provedores
de serviços em nuvem torna-se uma ferramenta obrigatória para o cumprimento satisfatório do SLA (Service
Level Agreement – Acordo de Nível de Serviço), pois monitora o status dos serviços e oferece à gestão
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informações e estatísticas vitais para a oferta de melhorias.
Existe um fator que causa grande parte da necessidade de se acompanhar o QoS e tem origem na pluralidade
de empresas e fabricantes de componentes. Embora tais componentes de hardware sejam criados dentro de
alguns padrões estabelecidos pela indústria, como os protocolos de internet, é fato que existem desa�os em
sua integração harmoniosa.
Para sua efetividade, o QoS deve atuar na totalidade dos dados e �uxos de uma rede. Esta é uma solução que
atua exatamente na prevenção de perdas de pacotes. Caso o sistema não receba o QoS devidamente
padronizado, corre-se o risco de ter sua análise de sobrecarga limitada ou inexistente, o que certamente
causará prejuízo à produtividade dos usuários da rede.
Se a ausência do QoS ou seu uso inadequado entregam à rede uma série de falhas e indisponibilidades, sua
presença e correta implementação é uma poderosa ferramenta no favorecimento do melhor desempenho
dela, pois previne a ocorrência de erros, o que tende a ser uma enorme vantagem em situações de
cumprimento do SLA.
Portanto, a implementação do QoS deve ser tão cuidadosa quanto seu uso para que a rede possa entregar o
seu melhor desempenho, pois um dos maiores motivos de sua existência é a necessidade de se criar redes
altamente disponíveis, com elevada produtividade e que efetivem todo e qualquer investimento feito.
QOS E DESEMPENHO DE REDES NAS FERRAMENTAS DE MONITORAMENTO
O gerenciamento de uma rede demanda a aplicação de diversas ferramentas distintas. No caso da aplicação e
avaliação do QoS, são necessárias ferramentas especí�cas, como o WireShark. Dentre suas principais
funcionalidades, há a capacidade de capturar pacotes interativamente e analisar protocolos de forma
contínua em uma determinada rede.
De acordo com Oliveira, Lummertz e Souza (2019), o Wireshark é um software de monitoramento de QoS do
tipo sni�er, um farejador capaz de atuar no gerenciamento de redes para detecção de problemas, conexões
desconhecidas e, até mesmo, para a aplicação de diversos testes de identi�cação de criptogra�a, quanto a sua
efetividade em proteger e dar acesso a recursos de rede.
Figura 2 | Estrutura de um Sni�er como o Wireshark
Fonte: elaborada pelo autor.
Vale ressaltar que algumas das ferramentas de monitoramento dedicadas ou habilitadas para o QoS, podem
demandar pro�ssionais com conhecimento e experiência pro�ssional especí�ca, o que fez com que surgissem
diversas ferramentas como o TCPDUMP. Para Oliveira, Lummertz e Souza (2019), o TCPDUMP é uma
ferramenta sni�er que possui ligação com o protocolo de rede TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet
Protocol).
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Antes de seguir com outras ferramentas de monitoramento de QoS, é vital compreender o que representa o
conceito de NetFlow (que concede ao sistema a capacidade de analisar como um �uxo de dados contendo
início, meio e �m, e armazenados em cache) e dos 7 parâmetros que são analisados, desde o endereço IP
(origem + destino), as portas de origem e destino, o protocolo IP até a interface Ingress e os valores ToS (Tipo
de Serviço). Porém, apenas sistemas especi�camente habilitados podem operar com o NetFlow, e seus
registros dependem de o pacote analisado apresentar os 7 parâmetros anteriormente indicados.
O sistema TCPDUMP é open source, ou seja, de código aberto e extremamente e�ciente no processo de
sni�ng ao capturar os pacotes da rede para análise, muito semelhante ao Cacti, construído para ambientes
PHP e MySQL.
O Cacti, também de código aberto, faz uso de uma estrutura de base de dados em que armazena diversos
dados numéricos relativos ao status da rede onde é implementado. Este sistema gera grá�cos através do
RRDTool, uma base de dados tipo round-robin e, assim como os demais sistemas, usa o �uxo operacional
básico de coletar dados da rede, armazenar (no RRDTool) e exibir as informações.
Outra ferramenta, o SolarWinds, apresenta a vantagem de ser facilmente con�gurada e de permitir a
identi�cação automática de todos os componentes da rede, além de uma vasta gama de opções de
con�guração que lhe permite se adaptar às peculiaridades de, virtualmente, qualquer rede onde for
implementada. O SolarWinds se destaca por sua interface amigável e facilmente modi�cável, permitindo a
criação de topologias especí�cas para cada rede analisada.
Independente da ferramenta, o QoS depende de um monitoramento preciso, que seja capaz de corretamente
capturar os pacotes, efetuar as análises em detalhes e assim fornecer grá�cos e estatísticas para a tomada de
decisão do processo de gerenciamento de redes. Portanto, cada sistema de QoS é responsável pela qualidade
dos serviços da rede onde é implementado.
FUNCIONALIDADES DO MONITORAMENTO
É possível compreender a necessidade do monitoramento como parte do processo de QoS fazendo uma
simples analogia com os processos de monitoramento de um paciente internado com uma enfermidade
qualquer. Para os médicos, a condição de saúde do paciente é delicada, de forma que mantêm sensores que
monitoram seus sinais vitais.
Em caso de algum problema, como a ocorrência de um processo de arritmia cardíaca, os sensores enviam
sinais ao aparelho que emite os devidos alertas e exibe, em uma tela, a condição atual do paciente. Do lado
das redes de computadores, os sistemas de sni�ng fazem algo semelhante ao monitorar �uxos de pacotes e
dados na rede e sinalizar quando algo apresenta uma não conformidade, gerando alertas e exibindo seus
respectivos dados.
Neste sentido, Oliveira, Lummertz e Souza (2019) a�rmam que, nas redes, o monitoramento tem por objetivo
cuidar tanto da segurança quanto da qualidade dos serviços através da análise detalhada destes serviços, e se
faz vital em cenários com dezenas ou centenas de usuários, dispositivos e recursos.
De forma geral, o processo de monitoramento deve ter início com a escolha e determinação dos níveis de
qualidade que formam um padrão, um parâmetro ótimo da rede e, desta forma, o nível esperado de
desempenho da rede. Os parâmetros de monitoramento comumente elencados são: a latência, tempo de
resposta, o jitter, etc., pois tendem a promover �utuações nos níveis de desempenho quando algo atípico
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Jamerson Almeida
Realce
ocorre na rede.
Até mesmo a cultura da empresa se bene�cia, absorve os conceitos de QoS e suas técnicas de
monitoramento, pois, em seu uso, atémesmo os pro�ssionais da empresa passam a estar mais alertas,
visualizando imediatamente alguma não conformidade na rede.
Para Oliveira, Lummertz e Souza (2019), o monitoramento do QoS tem grande potencial no estabelecimento
das manutenções preventivas, pois, devido a sua competência técnica, a sua a�nidade em gerar dados e
estatísticas de desempenho, em conjunto com o conhecimento das especi�cações e durabilidade dos
componentes, pode-se desenhar os momentos de indisponibilidade programada para a manutenção da rede.
O processo de monitoramento de rede, o que inclui o QoS, demanda um bom conhecimento sobre os
conceitos que cercam o tráfego da rede, assim como saber quais eventos são esperados e sua composição.
Dentro dos processos elencados para o monitoramento e�caz do QoS, deve existir a correta identi�cação dos
componentes da rede, bem como o estabelecimento e reconhecimento de suas respectivas métricas de
desempenho que, em seguida, serão devidamente monitoradas. Agora, deve ser criada a tabela de
prioridades de monitoramento, ou seja, existirão na rede alguns dispositivos que demandam grande detalhe
em seu monitoramento e outros de menor criticidade.
Figura 3 | Aspectos do monitoramento de rede
Fonte: elaborada pelo autor.
Portanto, antes mesmo de se escolher o sistema de monitoramento de QoS, seus conceitos, os elementos da
rede e suas respectivas características e a criticidade de cada componente devem ser conhecidos e
devidamente compreendidos. Todos estes parâmetros farão do monitoramento de QoS um processo e�ciente
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na entrega com qualidade dos serviços da rede.
VIDEOAULA
No vídeo desta aula, trataremos sobre como os diversos sistemas apresentados nesta aula podem ajudar no
monitoramento do QoS e, com isso, apresentaremos maiores detalhes de sistemas como o WireShark,
SolarWinds, TCPDUMP, Cacti. Abordaremos o papel destes sistemas não somente na implementação do QoS,
mas também na manutenção dos status dos serviços.
 Saiba mais
Tão importante quanto conhecer as diversas ferramentas é compreender as nuances e especi�cidades
apresentadas no processo de implementação do QoS nas redes de computadores. Desta forma, faça a
leitura do artigo Gerenciamento Integrado de QoS em Redes de Computadores.
Videoaula
Para visualizar o objeto, acesse seu material digital.
INTRODUÇÃO
Nesta aula, aprofundaremos a discussão em algumas ferramentas e conceitos importantes para o
gerenciamento de uma rede. Dentre as ferramentas, abordaremos detalhes do Wireshark e de como ele
promove a captura, em tempo real, de pacotes para diversas análises, assim como o iPERF e sua forma
peculiar de funcionamento, sendo aplicado em duas instâncias: na estação de trabalho e no servidor.
Nestas ferramentas, compreenderemos melhor que suas características distintas fazem com que sejam
complementares e não concorrentes. Por �m, entenderemos melhor um importante conceito, principalmente
Aula 3
FERRAMENTAS DE MONITORAMENTO
Nesta aula, aprofundaremos a discussão em algumas ferramentas e conceitos importantes para o
gerenciamento de uma rede, abordando detalhes do Wireshark e de como ele promove a captura, em
tempo real, de pacotes para diversas análises, assim como o iPERF e sua forma peculiar de
funcionamento, sendo aplicado em duas instâncias: na estação de trabalho e no servidor.
22 minutos
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https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/1763/000307768.pdf
em um momento em que as transmissões de áudio e vídeo tanto se intensi�cam na internet: o jitter, que
representa muito mais do que atraso, mas, sim, variações na latência da rede.
Bons estudos!
CONCEITOS E APLICABILIDADE DA FERRAMENTA WIRESHARK
Sistemas e redes necessitam de ferramentas que os monitorem em ordem de manter seus níveis de
qualidade e, assim, poder oferecer a melhor experiência ao usuário. Cada ferramenta é desenhada para
monitorar os principais aspectos de um determinado sistema. Portanto, é construído pensando em seu
funcionamento, parâmetros e em seus usuários, suas necessidades e ações.
Desta forma, temos que as ferramentas de gerenciamento de rede foram projetadas em volta dos protocolos
e dos sistemas existentes, respeitando a dinâmica das redes e seu funcionamento, que usa uma forma de
comunicação bilateral com pacotes.
Neste contexto, entra o WireShark, uma ferramenta capaz de promover a captura e a análise de uma rede e
seu tráfego, oferecendo formas de expor as informações para a apreciação da gestão da rede. De acordo com
Farruca (2009, apud ANTONIO; ROSA, 2018, p. 26), com o WireShark, o gerenciamento da rede ganha a
funcionalidade de controlar o tráfego e monitorar a entrada e a saída de dados dos diversos computadores,
utilizando como parâmetro diversos protocolos diferentes.
Além de oferecer o monitoramento de toda a rede, o sistema oferece a possibilidade de realizar o processo a
partir de apenas um dos dispositivos da rede. Assim, o sistema atua de forma detalhada, praticamente
microscópica, sobre as transmissões que ocorrem em uma rede. Estes são os principais recursos do
WireShark:
Figura 1 | Recursos do WireShark
Fonte: adaptada de Leal (2017).
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Sendo um dos analisadores de protocolos mais populares no Gerenciamento de redes, de acordo com Leal
(2017), o WireShark apresenta versões em diversas plataformas, como Windows, Mac Os X, Linux e Unix, e é
distribuído de forma livre e em código aberto – Lembrando que se trata de um sistema de monitoramento de
rede do tipo sni�er (farejador), ou seja, ele promove a captura e analise de pacotes da rede em tempo real.
Semelhante a outras aplicações de monitoramento, o WireShark usa arquivos pcap, pois é baseado no libcap
e atua nas camadas do modelo e protocolo TCP/IP. Com sua interface grá�ca, permite exibir, com detalhes,
cada um dos pacotes que foram capturados, bem como o processo de inspeção detalhada que faz dos
protocolos de rede.
Para Mota Filho (2013, apud Leal, 2017), existe apenas uma ressalva quanto ao uso do WireShark, a qual está
ligada ao uso simultâneo não recomendado da sua ferramenta de captura enquanto o processo de análise de
pacotes está em andamento, pois, desta forma, recursos podem ser comprometidos na estação de trabalho
responsável por demandar o processo.
Portanto, com o uso de uma ferramenta como o WireShark, o gerenciamento de rede é capaz de promover o
monitoramento em tempo real e, assim, oferecer à rede o aclamado QoS ou Qualidade de Serviço, evitar a
ocorrência de falhas de comunicação e aumentar a segurança. Para a gestão da rede, o WireShark ainda
permite que a análise também seja feita sob demanda com a captura de pacotes especí�cos.
CONCEITOS E APLICABILIDADE DA FERRAMENTA IPERF
Diferentes situações demandam diferentes ferramentas. Por este motivo, o iPERF é interessante e
amplamente utilizado. Se o WireShark avalia uma rede em funcionamento monitorando eventos em tempo
real, o iPERF simula o envio de pacotes para avaliar as condições do tráfego da rede.
Para Silva e Alves Júnior (2014), esse sistema se destaca ao unir diversas métricas e relatórios de análise, que
incluem as capacidades �m-a-�m, jitter e as perdas de pacote. Este sistema se destaca por suas diversas
funcionalidades e pela sua operação simpli�cada o que permite que a gestão da rede seja capaz de tomar
ações assertivas na correção ou prevençãode problemas.
Figura 2 | Funcionalidades do iPERF
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Jamerson Almeida
Realce
Jamerson Almeida
Realce
Jamerson Almeida
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Fonte: elaborado pelo autor.
Conforme apresentam Silva e Alves Júnior (2014), o iPERF foi criado no ano de 2000 pelo NLANDR/DAST
(National Laboratory for Applied Network Research/Distributed Applications Support Team), e seu objetivo foi
oferecer uma nova opção capaz de medir o rendimento da banda em uma rede de computadores via
protocolos TCP e UDP, passando a apresentar uma intuitiva interface grá�ca padronizada, bem como uma
operação de CLI (Command Line Interface) relativamente simples.
Com relação à interface grá�ca, atualmente existe o jPERF, desenvolvido com base em Java (portanto, uma
ferramenta Front-End) para que os resultados de suas análises sejam oferecidos ao administrador de rede de
forma grá�ca. O iPERF é um sistema do tipo cliente/servidor con�gurado para que o cliente emita as
solicitações e o servidor as responda em seus diversos testes.
Com relação aos testes realizados, o iPERF é capaz de validar a implementação de uma rede cabeada ou sem
�o. Assim, estes testes podem oferecer insights sobre o desempenho da rede e de cada um de seus
equipamentos. Por exemplo: se um teste acusar falha em uma porta de um dos switches da rede, tal porta
pode ser desquali�cada e não mais ser parte de alguma rota.
Figura 3 | Funcionalidades do iPERF com relação ao TCP e o UDP
Fonte: adaptada de Silva e Alves Júnior (2014, p. 3).
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Jamerson Almeida
Realce
Com relação aos protocolos, o padrão para o iPERF é o TCP, mas, para compatibilidade e melhor gama de
opções de testes, faz uso do UDP. O quadro anterior apresenta as funcionalidades dentro de cada protocolo.
A ideia por trás da disponibilidade do UDP é de uma forma de complemento às informações oferecidas pelos
testes em TCP, pois, desta forma, fatores capazes de limitar a largura de banda em uma conexão de rede
serão melhor exibidos e identi�cados.
Portanto, o uso do UDP pelo iPERF vai de encontro a uma necessidade de maior transparência na identi�cação
das perdas, dos congestionamentos e de entregas fora de ordem. Por ser gratuito e robusto, o iPERF acaba
por cair no gosto de engenheiros e administradores de rede que demandam testes e�cientes e que valorizam
as diversas opções e a sua capacidade de exibir resultados tanto em linhas de comando quanto em interfaces
grá�cas intuitivas.
CONCEITOS DE JITTER
Existe um componente da tecnologia computacional que está sendo cada vez mais exigido, aprimorado: a
rede. A internet, como uma grande rede de computadores, vem crescendo em volume de acessos,
transmissão de dados e serviços, e isso é um grande desa�o para qualquer empresa que desenvolva
componentes, hardware e infraestrutura (como os provedores de rede).
Neste sentido, surge um conceito cada vez mais valorizado e analisado nos processos de gestão de rede,
principalmente em cenários de intensas transmissões de streaming (seja apenas para áudio ou vídeo em
tempo real), denominado jitter.
Para Comer (2016), o jitter representa uma forma de avaliar a existência e amplitude do atraso na rede.
Dentro de sua estrutura, o jitter é de�nido como um indicador que apresenta mais do que simplesmente o
atraso da rede, pois duas redes, por exemplo, podem ter o mesmo atraso e seus jitters serem diferentes.
A voz e sua relação com as redes de computador é um ótimo exemplo de como ocorre o jitter. O processo de
envio de um componente de voz pela rede começa por sua digitalização, quando o sinal analógico é
convertido em código binário e a rede envia, a cada 125 µ segundos, um trecho equivalente a 8 bits. Após feito
o agrupamento dos pacotes de voz, estes são enviados pela rede.
O jitter, neste caso, pode ser identi�cado quando o receptor recebe os pacotes e os converte novamente para
analógicos a �m de que tenham saída em algum autofalante. Caso a rede não tenha jitter, o denominado jitter
zero, o áudio apresenta integridade e coincide com o áudio original localizado no emissor da mensagem. A
existência de jitter signi�ca falha no recebimento do áudio, neste caso.
Assim podemos compreender que o jitter será tratado de duas formas pelo sistema, seja projetando redes
sem jitter ou aplicando à rede um protocolo que seja capaz de compensar este jitter. Como exemplo de redes
sem jitter temos as redes telefônicas capazes de enviar transmissões duplas com o mesmo atraso.
Para as transmissões de vídeos, como os streamings (voz e vídeo), a abordagem dos protocolos
compensadores de jitter é elencada. Estas transmissões usam protocolos para que o jitter seja compensado
em tempo real. De forma geral, atuar com o protocolo é muito mais prático e econômico do que a construção
de redes capazes de oferecer um jitter de mesmo atraso.
Figura 4 | Relação do Jitter e da degradação da rede
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Jamerson Almeida
Realce
Jamerson Almeida
Realce
Fonte: adaptada de Tronco et al. (2016, p. 219).
Claro que o uso do protocolo não garante transmissão perfeita 100% do tempo, o que coloca nas mãos dos
provedores de rede a responsabilidade de construir redundâncias e robustez para minimizar esta ocorrência.
A imagem apresentada demonstra os indicadores que relacionam o jitter com a qualidade de transmissão. Na
Figura 3, o MOS (Mean Opinion Score) representa a pontuação média de opinião que expressa a qualidade da
transmissão, especi�camente no caso da transmissão de voz.
VIDEOAULA
No vídeo desta aula, abordaremos as transmissões do tipo Streaming de áudio e vídeo para que possamos
compreender melhor como podem ser interferidas e perder a qualidade dependendo do que se obtém como
jitter. Também conheceremos as formas de medição do MOS: o MOS-LQ (listening quality) e o MOS-CQ
(conversational quality).
 Saiba mais
Os melhores processos de gerenciamento de rede sempre contam com ferramentas robustas – o
WireShark é uma delas. O artigo Como usar o Wireshark: tutorial completo e dicas aborda detalhes do
sistema de monitoramento de redes, seus pacotes, �ltros, funcionalidades e recursos mais interessantes.
Videoaula
Para visualizar o objeto, acesse seu material digital.
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INTRODUÇÃO
Nesta aula, focaremos nos aspectos que fazem do processo de monitoramento das redes uma necessidade,
algo que não pode ser negligenciado. Desta forma, apresentaremos vários fatores e situações que permitem
observar como é crítico este processo e o que pode ocorrer com a rede caso ele seja negligenciado ou não
exista seu monitoramento.
São inúmeras as vantagens do monitoramento constante de uma rede, assim como são diversos os
problemas que podem ocorrer caso tal procedimento seja deixado de lado. Para redes sem �o, existe a
questão da segurança como uma preocupação intrínseca e que deve ser acrescentada à lista de
considerações que justi�cam a importância do monitoramento.
Bons estudos.
IMPORTÂNCIA DA ANÁLISE E MONITORAMENTO DE REDES
Devido ao fato de que as redes de computador são construídas para serem extremamente dinâmicas, o seu
status de funcionamento, desempenho e estatísticasde falhas são indicadores que podem mudar
drasticamente em um curto período. Mesmo que uma rede esteja em seus primeiros dias de uso, vários de
seus componentes estão em constante atualização por parte de seus fabricantes, o que signi�ca que
melhorias e correções de erros estão sendo desenvolvidos e precisam ser aplicados a este novo hardware e
software.
Portanto, conforme dias e meses passam, um novo equipamento de rede de alto desempenho e qualidade é
instalado na rede, mas sem ser monitorado e atualizado, passa a representar um problema latente, seja pela
exploração de ataques maliciosos ou pela ocorrência de falhas, que vem sendo corrigidas pelas atualizações
que deveriam ser aplicadas.
Este processo de atualização faz parte da constante análise que deve ser feita nos elementos de uma rede, em
ordem de mantê-la na sua melhor performance, com a segurança sempre otimizada. Desta forma, processos
como atualizações e correções passam a ser intensi�cados, pois possuem a tendência de impactar no
monitoramento das redes, outro importante processo.
Aula 4
MELHORIAS COM A UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS DE
MONITORAMENTO
São inúmeras as vantagens do monitoramento constante de uma rede, assim como são diversos os
problemas que podem ocorrer caso tal procedimento seja deixado de lado.
24 minutos
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Dentro deste contexto, tanto o processo de análise da rede quanto o de monitoramento não podem ser
negligenciados, pois o resultado destes processos promove a manutenção da Qualidade do Serviço (QoS) e
fazem com que a respectiva rede apresente menores vulnerabilidades.
Sobre as atribuições e a aplicação dos processos de monitoramento e avaliação nas redes corporativa,
Oliveira, Lummertz e Souza (2019), explicam que são processos pertencentes ao setor de telecomunicações e
que promovem o gerenciamento do acesso à internet, além da sua rede de computadores, na qual o objetivo
é oferecer segurança a todos usuários.
Departamentos como este costumam se fazer valer de ferramentas especializadas, como o WireShark, mas
devem estabelecer seu uso dentro de processos bem estabelecidos, de forma que o monitoramento da rede
seja, por si só, um processo otimizado, além do fato de que sua efetivação promova na rede. Com estes
processos, falhas são detectadas e sua ocorrência evitada, minimizada, e a eventualidade da existência de
pontos críticos recebe a devida atenção e tratativas.
Figura 1 | Efeitos do não monitoramento das redes
Fonte: elaborada pelo autor.
Conforme ilustrado na �gura 1 e defendido por Oliveira, Lummertz e Souza (2019, p. 186), as empresas que
deixam de investir na criação dos processos de análise e monitoramento de suas redes se colocam em uma
posição de risco, pois deixam de ser capazes de diagnosticar suas redes. Outro ponto importante diz respeito
ao efeito da negligência em permitir que recursos sejam incorretamente dimensionados, o que pode resultar
em sobrecarga da rede e a perda de pacotes.
Portanto, se o computador atualizado de hoje pode ser o PC infectado por pragas virtuais no dia seguinte, as
redes que possuem este e outros tantos elementos devem ser monitoradas constantemente para que seu
desempenho seja mantido e, com isso, os serviços continuem sendo entregues com o mesmo nível de
qualidade com o passar do tempo.
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SOLUÇÕES PARA TECNOLOGIA DE REDE WIRELESS
A tecnologia das redes sem �o, conhecida como wireless, pode ser vista como a evolução das redes
tradicionais cabeadas, e suas aplicações englobam desde redes residenciais até redes corporativas.
Instituições de ensino e outros locais que concentram muitos usuários fazem bom uso das redes sem �o,
embora não seja uma aplicação recomendada em casos de aplicações e processos que demandem grande
vazão de dados.
Porém, as conexões sem �o costumam apresentar desempenho e taxas de transmissão menores quando
comparadas a redes semelhantes cabeadas, além do número de conexões simultânea de usuários. Diferente
de muitos modelos de switches, os roteadores para as conexões sem �o apresentam uma limitada quantia de
acessos simultâneos, e sua largura de banda, também reduzida, passa a ser dividida entre múltiplos usuários.
O tratamento de muitas das situações apresentadas e relativas às limitações da tecnologia de conexão
wireless requer a aplicação de dispositivos locais cabeados como estratégia para a divisão de conexões entre
dispositivos cabeados e wireless. Um ponto importante neste processo, apresentado por Oliveira, Lummertz e
Souza (2019, p. 187), diz respeito à existência de pontos vulneráveis à ataques em sua rede, que vão
demandar da equipe a aplicação de ferramentais de segurança.
Para situações em que a conexão sem �o predomina na rede, existem aplicações móveis para sistemas
operacionais (Android e iOS) que podem ser utilizadas no monitoramento do número de dispositivos
conectados, seu comportamento e a identi�cação dos roteadores. Vale ressaltar que, em pequenas redes,
dispositivos como modens e roteadores apresentam falhas de segurança, pois suas con�gurações padrão não
são alteradas após instalação, o que oferece a usuários maliciosos uma oportunidade de ganhar acesso à
rede.
Um dos recursos comuns a estes dispositivos, que também está presente no hardware de monitoramento de
redes cabeadas, é a restrição de acesso, a qual permite ao operador con�gurar uma lista proibida de sites e
recursos que a rede ou alguns usuários não terão acesso. Esta medida é comumente utilizada para que seja
evitado o acesso a sites que tenham potencial de oferecer aplicações ou arquivos maliciosos que coloquem
em risco a segurança da rede.
Figura 2 | Utilidades do monitoramento de Redes
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Fonte: elaborada pelo autor.
Neste contexto, entra em cena uma ferramenta popular no monitoramento das redes, o Wireshark, que pode
ser facilmente aplicado em situações de redes domésticas residenciais, tanto quanto é costumeiramente
utilizado em redes corporativas. No que diz respeito a redes sem �o, devido ao alcance de seu sinal conseguir
se estender a grandes áreas, sistemas como o Wireshark são utilizados para avaliar se todas as conexões
feitas à rede são autorizadas.
Sistemas de monitoramento para conexões sem �o podem apresentar um foco maior no volume de dados e
links acessados por seus usuários, pois sua largura de banda de conexão pode ser consideravelmente menor
do que a opção cabeada, o que torna este acompanhamento algo crítico para o seu bom funcionamento.
Quando tais sistemas encontram alguma conexão de dispositivo desconhecido, as possibilidades são: banir a
conexão ou, caso venha a se entender que seja apenas uma conexão de algum dispositivo que foi substituído,
tal conexão pode ser integrada à lista dos equipamentos permitidos.
IMPLICAÇÕES DA NEGLIGÊNCIA DE MONITORAMENTO DE REDES
O variado e extenso número de causas para falhas em uma rede é uma das justi�cativas para que seu
monitoramento seja sempre uma realidade, embora não seja o caso. Redes com alguns computadores apenas
di�cilmente apresentam alguma forma de monitoramento, mas os erros que nelas costumam ocorrer são
eventos raros e facilmente contornáveis.
Contudo, conforme as redes aumentam consideravelmente em quantidade de usuários e recursos cada vez
mais complexos, �ca praticamente inviável manter seu desempenho e segurança sem algum processo de
monitoramento.Dispositivos de alta tecnologia, de elevada qualidade e com recursos de segurança e
monitoramento próprios avançados, não permanecem em sua plena performance se não forem mantidos.
Problemas como erros de con�guração, falta de atualização de drivers e do �rmware (ambos são arquivos
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com instruções que permitem o dispositivo operar e o sistema operacional reconhecer e utilizar suas
funcionalidades) fazem com que o melhor dispositivo deixe de ser e�ciente e passe a gerar problemas dentro
de uma rede.
A importância deste monitoramento constante das redes �ca clara nas palavras de Bay e Bluning (2016), pois
tais redes devem garantir a troca de informações no ambiente corporativo e, com isso, devem ser
monitoradas atentamente pela equipe de TI como forma de se manter o seu bom desempenho. Portanto,
caso este processo seja abandonado, o cenário será de baixo desempenho com problemas de conexão
constantes entre os dispositivos.
Contudo, é evidente que um dos maiores problemas da negligência do monitoramento está no fato de que
pode permitir que ocorram falhas de segurança, uma vez que seus dispositivos estarão desatualizados,
impedindo que correções sejam aplicadas e que se removam suas vulnerabilidades.
Figura 3 | Vantagens das redes monitoradas
Fonte: elaborada pelo autor.
O processo de monitoramento é uma das atribuições mais importantes do gerenciamento de TI. Portanto,
para o pro�ssional desta incumbência, conhecer o status dos diversos recursos computacionais de uma
empresa é algo essencial para que sejam mantidos os serviços. Assim, negligenciar este processo coloca a
equipe em um ciclo de manutenções frequentes e a rede passa a sofrer de baixa performance, erros
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frequentes e, até mesmo, possíveis invasões.
Embora o monitoramento seja um processo importante para uma rede, sua existência não signi�ca que esta
rede estará livre de erros e falhas, pois, assim como uma parte das falhas pode ser antecipadamente
detectada (por exemplo, o uso total de um determinado recurso), muitas outras falhas somente serão
conhecidas no momento de sua ocorrência.
Neste momento de falha, temos duas situações: a primeira, em uma rede monitorada, onde a equipe de TI
será capaz de agir na correção da falha em pouco tempo, o que, muitas vezes, impede interrupções nos
recursos afetados. E a segunda situação, em uma rede não monitorada, o erro persiste até que seus usuários
passem a ser afetados e muitos serviços deixam de estar disponíveis.
Portanto, monitorar uma rede não pode ser visto como um processo opcional ou uma vantagem, pois sua
existência garante o funcionamento da rede e a disponibilidade de seus recursos. Se o funcionamento da rede
não é opcional, seu monitoramento também não pode sê-lo. O investimento feito em um projeto de rede deve
ser protegido através do monitoramento, pois seus dispositivos e equipamentos possivelmente não
apresentarão a vida útil esperada se não forem devidamente mantidos.
VIDEOAULA
No vídeo desta aula, compreenderemos melhor o monitoramento de rede apresentando as funções mais
utilizadas para este processo em redes sem �o. Este monitoramento será abordado tanto pela perspectiva do
acompanhamento do consumo da banda de conexão quanto pela segurança da rede através do
monitoramento dos sites e recursos consumidos pelos usuários.
 Saiba mais
Mesmo que um projeto de rede não apresente o volume de recursos adequado para sua implementação,
isso não signi�ca que seu monitoramento possa ser negligenciado. Em situações de poucos recursos
�nanceiros existem soluções de monitoramento gratuitas que possuem recursos robustos. O artigo 5
softwares gratuitos e open source de monitoramento de rede apresenta uma avaliação de 5 ferramentas
gratuitas para o monitoramento de redes.
Videoaula
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https://www.capterra.com.br/blog/1583/monitoramento-de-rede
https://www.capterra.com.br/blog/1583/monitoramento-de-rede
Aula 1
ANDREOLI, Y. Análise comparativa entre ferramentas para gerenciamento e monitoramento de redes.
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(Doutorado em Ciência da Computação) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2001.
Disponível em: https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/1763/000307768.pdf. Acesso em: 14 jul.
2022.
OLIVEIRA, D. B.; LUMMERTZ, R. S.; SOUZA, D. C. Qualidade e desempenho de redes. Porto Alegre: Sagah,
2019.
Aula 3
ANTONIO, L. F.; ROSA, A. S. A. Caracterização e monitoramento do tráfego de rede do Instituto Federal do
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COMER, D. E. Redes de computadores e Internet. 6. ed. Porto Alegre: Bookman, 2016.
FERRARI, R. C. C. Rede de�nida por software para a detecção de anomalias e contramedidas de
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Estadual de São Paulo, Ilha Solteira, 2018. Disponível em:
https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/153402/ferrari_rcc_dr_ilha.pdf;jsessionid=E2C9577A2F4E
BE89FC8E0EB42C5BE100?sequence=3. Acesso em: 14 jul. 2022.
LEAL, T. S. Detecção e análise proativa de anomalias no tráfego de rede. 2017. 82 f. Trabalho de Conclusão
REFERÊNCIAS
3 minutos
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https://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/15568/1/PB_COADS_2016_2_05.pdf
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http://www.diegohoss.com.br/arquivos/TCC_Luiz_Sabrina.pdf
https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/153402/ferrari_rcc_dr_ilha.pdf;jsessionid=E2C9577A2F4EBE89FC8E0EB42C5BE100?sequence=3
https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/153402/ferrari_rcc_dr_ilha.pdf;jsessionid=E2C9577A2F4EBE89FC8E0EB42C5BE100?sequence=3
Imagem de capa: Storyset e ShutterStock.
de Curso (Bacharel em Ciência da Computação) - Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul, 2017.
Disponível em: https://repositorio.unisc.br/jspui/bitstream/11624/2156/1/Tiago%20Silva%20Leal.pdf. Acesso
em: 14 jul. 2022.
PETTERS, J. Como usar o Wireshark: tutorial completo e dicas. Varonis, 2020. Disponível em:
https://www.varonis.com/pt-br/blog/how-to-use-wireshark. Acesso em: 14 jul. 2022.
SILVA, P. H. D.; ALVES JÚNIOR, N. Ferramenta IPERF: geraçãoe medição de Tráfego TCP e UDP. Notas
Técnicas, v. 4, n. 2, p. 1-13, 2014. Disponível em:

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