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UNIDOMPEDRO AFYA CENTRO UNIVERSITÁRIO Laura de Lima Fernandes DIFERENÇAS ENTRE AS FALAS DE HOMENS E MULHERES Relacionando com as capacidades pulmonares SALVADOR-BA 2024 LAURA DE LIMA FERNANDES DIFERENÇAS ENTRE AS FALAS DE HOMENS E MULHERES Relacionando com as capacidades pulmonares Atividade referente a matéria SOI, componente TIC`s. Enviado ao centro universitário Unidompedro Afya. Orientado pela professora: Caroline Barbosa SALVADOR-BA 2024 Sumário 1.0– Produção da voz ..................................................................................................... 4 2.0– Diferença entre as falas ......................................................................................... 4 3.0– Volume e capacidades pulmonares......................................................................... 5 4.0– Referências............................................................................................................. 6 DIFERENÇAS ENTRE AS FALAS DE HOMENS E MULHERES Produção da voz A produção de som envolve um fluxo de ar, uma estrutura vibrátil (as pregas vocais), um ressoador e um amplificador. O fluxo de ar expelido pelos pulmões causa a vibração das pregas vocais, transformando energia aerodinâmica em energia acústica. O som gerado, conhecido como som glótico, é complexo e passa por ressonância nas estruturas acima da glote, como faringe e cavidade oral, resultando na voz única de cada indivíduo. Quais as diferenças entre as falas de homens e mulheres? A diferença entre as falas de homens e mulheres é determinada em grande parte por diferenças anatômicas e fisiológicas. Essas diferenças, incluem: - Laringe Em homem a laringe é maior e com pregas vocais mais longas e grossas, essa anatomia resulta em uma frequência mais baixa e consequentemente uma voz mais grave. Nas mulheres a laringe é menor e pregas vocais mais curtas e finas, sendo o oposto dos homens, consequentemente uma frequência mais alta e uma voz mais aguda(fina). - Hormônios Os hormônios alteram anatomicamente as pregas vocais. Os hormônios principais para isso são o estrogênio e a testosterona. O estrogênio nas mulheres resulta na maior flexibilidade das pregas vocais, ajudando a promover uma voz mais suave, clara e delicada. Durante a puberdade a testosterona nos homens aumenta significativamente, esse hormônio causa o engrossamento das pregas, resultando em uma voz “forte” e profunda. - Pregas vocais Nas pregas vocais a tensão e massa alteram o comportamento vocal. Nos homens a pregas vocais tem maior massa e devido a isso aumenta a tensão durante a fala, o que caracteriza em uma voz mais potente enquanto comparada com a da mulher. Em mulheres ocorre o oposto, a menor quantidade de massa das pregas vocais tensiona menos elas, ocasionando em uma voz mais oscilatória entre tonalidades e normalmente sendo mais sutil. - Capacidade pulmonar A capacidade pulmonar é essencial no controle da pressão subglótica durante a produção da voz. Como os homens possuem uma maior capacidade pulmonar maior o controle da pressão subglotica também é maior/melhor, fazendo com que a voz saia mais potente e ressoante. Nas mulheres a capacidade pulmonar é menor, a voz sai menos potente. -Glote A glote desempenha um papel crucial na produção de som. Nos homens, as pregas vocais são geralmente mais espessas e longas, o que permite que a glote produza frequências mais baixas. Isso contribui para a profundidade e ressonância de suas vozes. Enquanto, as mulheres possuem pregas vocais mais finas e curtas, permitindo que a glote produza frequências mais altas, assim essa característica resulta em vozes mais agudas e melodiosas. Volumes e capacidades pulmonares Figura 1: Diagrama mostrando as excursões respiratórias durante respiração normal e durante inspiração e expiração máximas Fonte: HALL, John E. Guyton & Hall – Tratado de Fisiologia Médica, 13ª edição, 2013 · Capacidade inspiratória = Volume de reserva inspiratória + Volume corrente · Cap. vital = Capacidade inspiratória + Volume de reserva expiratória · Capacidade residual funcional = Volume de reserva expiratória + Volume residual · Cap. pulmonar total = Capacidade vital + Volume residual · Capacidade pulmonar total = Capacidade inspiratória + Capacidade residual funcional REFERÊNCIAS: STANFIELD, C. L. Fisiologia Humana. 5ª. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2013. CASTELO ROCHA, Maria. Fisiologia da Produção Vocal: Voz e Postura. Tese (Doutorado em Medicina) – NOVA Medical School | Faculdade de Ciências Médicas, [s.l.], 2024. Disponível em: https://1library.org/article/fisiologia-da-produ%C3%A7%C3%A3o-vocal-voz-epostura.yrod0j8y. HALL, John E. Guyton & Hall – Tratado de Fisiologia Médica, 13ª edição, 2013 image1.png